Conceitos e princípios básicos: riscos,
perigos/fontes de risco
Parte I : Risco, perigo, fonte de risco
3
Gestão de Riscos: Conceitos e princípios básicos
• Qual o conceito de risco?
• Risco é observável?
• A legislação brasileira de SST apresenta o
conceito de risco de forma harmonizada?
4
Centralidade do conceito de risco
Renn, Ortwin. “Concepts of Risk: a classification.”
In: Social Theories of Risk. Sheldon Krimsky,
Dominic Golding (Eds). Wesport (Connecticut) /
London: Praeger, 1992, Cap. 3.
8
RISCO
O risco é observável?
• Risco não é observável. É uma inferência, isto é,
depende do raciocínio dedutivo. Portanto, risco é uma
representação simbólica da nossa mente atribuída a
um aspecto do mundo real.
Risco é um substantivo abstrato.
REPRESENTAÇÃO DO RISCO
Representação de Risco (as vezes denominada de
“percepção de risco”)
Representação simbólica (mental) de uma propriedade
de um recorte da realidade e depende de:
– conhecimentos e crenças
– experiências
– práticas
– valores
– Interesses
do indivíduo ou grupo de indivíduos.
12
Risco – análise técnica
Terminologia em Inglês / problemas de tradução
• Hazard : fonte de risco ou potencial intrínseco de causar
danos.
• Risk : possibilidade (possibility) /probabilidade ou
chance de ocorrer danos (likelyhood)
13
Hazard [perigo??]
Pode ser
um agente / um estressor (energia, substância,
microorganismo, etc.)
ou
uma situação ou condição (ex. trabalho em
altura, espaço confinado, exposição a radiação
etc.)
com o potencial de causar danos.
Hazard é um observável!!!
14
Perigo (hazard) X Risco
Toxicidade
+
Propriedades
fisico-químicas
Toxicidade
+
Propriedades
fisico-químicas
+
Atividade e
emissao
Toxicidade
+
Modelo de
transporte e
destino
Perigo (hazard) RISCO
Avaliação
genérica de
riscos
Riscos
possíveis
Avaliação de
riscos para
local e dano
específicos
(end point)
Riscos
efetivos
Quantidade e especificidade dos dados necessários
Fonte: Chemical Ranking and Scoring: guidelines for relative
assessment of chemicals. Sandestin: SETAC Press, 1995:4.
15
• POSSIBILIDADE de que uma perda ou dano ocorra
(o que pode acontecer? como pode acontecer?) Se o
dano não for possível, o risco não existe!!!
• Combinação da PROBABILIDADE de que uma
perda ou dano ocorra (incerteza da ocorrência,
distribuição no tempo) com GRAVIDADE ou
SEVERIDADE dessa perda ou dano.
Risco
Sentido estrito (definições técnicas mais
comuns na literatura de SST)
16
Expressões matemáticas relacionadas a
concepções de risco
Impossível (= 0)
Possível ( # 0)
Provável (> 0 e <1)
Certo (= 1)
Risco
Sentido amplo
“é a possibilidade de acontecer algo que irá
ter um impacto sobre os objetivos. Ele é
medido em termos de conseqüências e
probabilidade.”
AS/NZS 4360: 2004
Norma australiana / neo-zelandesa de Gestão de Riscos,
substituída pela ISO 31000
17
ISO 31000: 2009 - “Risk management –
Principles and guidelines”
[referência atual para harmonização de
conceitos e vocabulário na área de risco e
gestão de riscos]
versão brasileira: ABNT NBR ISO 31000 –
Gestão de Riscos – Princípios e diretrizes.
(mas há tradução discutível de certos termos)
19
RISCO [ISO 31000:2009]
“efeito da incerteza nos objetivos”
Nota 1: Um efeito é um desvio do esperado – positivo
e/ou negativo.
Nota 2: Objetivos podem ter diferentes aspectos (tais
como objetivos financeiros, saúde e segurança e
ambientais) e podem ser aplicados em diferentes
níveis (tais como estratégico, em toda organização,
projeto, produto e processo). [grifo nosso]
20
Riscos relativos à SST
Principais efeitos negativos
– Agravos à saúde (lesões, doenças), incômodos e
insatisfação
– Sanções legais (multas, interdição)
– Passivos trabalhistas e previdenciários
– Perdas de qualidade e produtividade
– Restrições contratuais relacionadas à SST
21
Riscos relativos à SST
Exemplos de efeitos positivos sobre SST:
(oportunidades buscadas)
– Promoção da saúde dos trabalhadores
– Ganhos de qualidade e produtividade
– Melhorias da imagem da organização junto às
partes interessadas [interna e externa]
– Aumento do ativo da organização
22
RISCO [ISO 31000:2009]
“efeito da incerteza nos objetivos”
Nota 3: Risco geralmente é caracterizado
por referência a eventos e
consequências, ou por uma combinação
de ambos.
23
RISCO [ISO 31000:2009]
FONTE DE RISCO EVENTO CONSEQUÊNCIA
RISCO
24
RISCO [ISO 31000:2009]
evento: ocorrência ou mudança em um conjunto
específico de circunstâncias
Nota 1: Um evento pode consistir em uma ou mais ocorrências e
pode ter várias causas.
Nota 2: Um evento pode consistir em alguma coisa não ocorrer.
Nota 3: Um evento pode algumas vezes se referido como um
“incidente” ou um “acidente”
Nota 4: Um evento sem consequências também pode ser referido
como um “quase acidente”, ou um “incidente” ou “close call”.
25
RISCO [ISO 31000:2009]
evento: ocorrência ou mudança em
um conjunto específico de
circunstâncias
O evento pode ser também:
•
•
Uma ocorrência ou mudança não desejada ou
esperada, isto é, incidental. Ex. queda de
pessoas.
Uma ocorrência normal ou rotineira durante a
atividade de trabalho: exposição a estressores ou
carga de trabalho. Ex. exposição a ruído, esforço
físico [observação nossa]
26
RISCO [ISO 31000:2009]
consequência: resultado de um evento que afeta
os objetivos.
Nota 1: Um evento pode levar a uma série de consequências.
Nota 2: Uma consequência pode ser certa ou incerta e pode ter
efeitos positivos ou negativos sobre os objetivos.
Nota 3: As consequências podem ser expressas qualitativa ou
quantitativamente.
Nota 4: As consequências iniciais podem desencadear reações em
cadeia.
27
RISCO [ISO 31000:2009]
Exemplos de descrição de riscos :
(para uma determinada atividade: Risco de quê? )
-
-
-
-
-
-
-
-
Risco de morte no transito (associada a que eventos?).
Risco de acidentes no trânsito (que consequências?).
Risco de morte de pedestres por atropelamento
Risco de perda auditiva (qual o evento?).
Risco de perda auditiva por exposição ao ruído industrial
(NPS > 80 dBA)
Risco de asfixia por inalação de monóxido de carbono.
Risco de interdição de uma prensa industrial (consequência
natural: parada ou diminuição da produção)
Risco de explosão em massa (consequências imediata:
morte, destruição material)
28
RISCO [ISO 31000:2009]
fonte de risco :
elemento que, individualmente ou
combinado, tem o potencial intrínseco para
dar origem ao risco.
Obs [do autor]
1.
2.
Evita-se utilizar o conceito de hazard/perigo, mas pode-se
considerar todo perigo como fonte de risco.
Fonte de risco não é a mesma coisa que fonte de emissão
(conceito da Higiene Ocupacional), embora possa haver
coincidências em muitos casos.
29
RISCO
Exemplos de categorias gerais de fontes de risco
para a segurança e saúde dos trabalhadores (lista
não exaustiva):
Local e condições materiais (instalações, máquinas e equipamentos,
materiais, energia, etc.)
Condições ambientais (contaminantes ambientais, microclima)
Atividades de trabalho
Modos operatórios
Carga de trabalho física e mental
Operações críticas
Organização do trabalho
Ambiente psicossocial
Pessoas e animais perigosos
Combinação de fontes
FONTES EXTERNAS AO LOCAL DE TRABALHO
30
RISCO [ISO 31000:2009]
A caracterização [descrição qualitativa] de risco deve
incluir, no mínimo, referências a:
-
-
-
Fonte de risco
Evento [condição necessária para ocorrer a
consequência]
Consequência [indicando também quem é afetado]
Ex. Os trabalhadores que se movimentam a pé, no
setor “X”, estão sujeitos ao risco de atropelamento
por empilhadeiras, que fazem a movimentação da
matéria prima, o que pode resultar em lesões
graves ou até mesmo morte.
31
RISCO [ISO 31000:2009]
Caracterização de risco relacionado a um
determinado local ou processo de trabalho
[descrição qualitativa do cenário de risco]
-
-
-
-
-
Fonte de risco
Tipo de risco: Evento e/ou consequência
Causas / fatores de risco
Controles existentes / fatores de proteção
População sob risco
32
RISCO [ISO 31000:2009]
“efeito da incerteza nos objetivos”
Nota 4: O risco é muitas vezes expresso em
termos de uma combinação de
consequências de um evento (incluindo
mudanças nas circunstâncias) e a
probabilidade de ocorrência associada.
Trata-se da probabilidade de ocorrer a
consequência e não o evento (observação nossa).
33
RISCO
Implicação do conceito de risco de
acordo com a ISO 31000
A magnitude do risco é função do
consequência (gravidade-G e probabilidade
-P de sua ocorrência) e do nível de
informação disponível (incerteza - I) .
Risco = função (G, P, I)
AVALIAÇÃO DO RISCO – estimativa e
julgamento do risco
P
R
O
B
A
BI
LI
D
A
D
E
RISCO BAIXO
ACEITÁVEL
RISCO
ELEVADO: NÃO
ACEITÁVEL
GRAVIDADE
RISCO = PROBABILIDADE X GRAVIDADE
Matrizes de Risco – usadas para priorizar ações e
subsidiar o processo de tomada de decisão.
36
RISCO
Expressão do risco
O risco para uma atividade geralmente é expresso em termos de
uma taxa de ocorrência de determinada consequência em
determinado período de tempo, para população exposta ou sujeita
o risco.
Exemplo: Risco de morte no trânsito
-
-
-
População norte-americana 1,2 mortes : 10.000 habitantes: 1 ano
População britânica: 0,6 mortes : 10:000 habitantes : 1 ano
População brasileira ????
Obs. Dados aproximados (fonte não localizada).
37
RISCO
Expressão do risco
Outra forma de se expressar o risco é o risco
relativo: comparação da magnitude do risco para a
população exposta em relação a população não
exposta.
Atividade Tipoderisco
(consequência)
Fumar1,4cigarro Câncer,doençacardíaca
Permanecerumahoraemumamina
decarvão.
Doençadopulmãonegro.
Viajar300milhasdecarro(USA) Lesõesdecorrentedeacidentes
Viajar10milhasdebicicleta(USA) Lesõesdecorrentedeacidentes
Tirarumaradiografiadetóraxemum
bomhospital
Câncercausadoporexposiçãoà
radiação
Morarnoraiode5kmdeumreator
nuclearpor50anos.
Câncercausadoporexposiçãoà
radiação
38
Atividades associadas com um incremento 1:1
milhão de risco de morte em um ano
Fonte: Kolluro, R. et. al. Risk Management Handbook. New York: McGraw Hill, 1996.
39
RISCO
“efeito da incerteza nos objetivos”
Nota 5: A incerteza é o estado, mesmo que
parcial, da deficiência das informações
relacionadas a um evento, sua
compreensão ou conhecimento, sua
consequência, ou probabilidade.
GRUPO 1:
VERDE
GRUPO 2:
VERMELHO
GRUPO 3:
MARROM
GRUPO 4:
AMARELO
GRUPO 5:
AZUL
Riscos
Físicos
Riscos
Químicos
Riscos
Biológicos
Riscos
Ergonômicos
Riscos de
Acidentes
Ruídos
Vibrações
Radiações
Ionizantes
Radiações não
Ionizantes
Frio
Calor
Pressões normais
Umidade
Poeiras
Fumos
Névoas
Neblinas
Gases
Vapores
Substâncias,
Compostos ou
produtos químicos
em geral
Vírus
Bactérias
Protozoários
Fungos
Parasitas
Bacilos
Esforço físico intenso
Levantamento e
transporte
manual de peso
Exigência de postura
Inadequada
Controle rígido de
produtividade
Imposição de ritmos
Excessivos
Trabalho em turno e
noturno
Jornadas de trabalho
prolongadas
Monotonia e
Repetitividade
Outras situações
causadoras de stress
físico e/ou psíquico
Arranjo físico Inadequado
Máquinas e equipamentos
sem proteção
Ferramentas inadequadas
ou defeituosas
Iluminação inadequada
Eletricidade
Armazenamento
inadequado
Animais peçonhentos
Outras situações de risco
que poderão
contribuir para a
ocorrência de
acidentes
CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM
GRUPOS, DE ACORDO COM A SUA NATUREZA CONFORME NR-05
Parte II : Gestão de Riscos
41
Gestão de riscos
Processo que pode abranger diferentes
categorias de risco
– por fonte de risco
– por tipo de consequência
– por público alvo
– Abrangente ou múltiplos riscos
42
Gestão de riscos
Processo que pode ocorrer em diferentes
níveis
– de uma organização
– setorial (produtiva, de governo, etc.)
– regional
– nacional
– multi-nacional
– mundial
43
Gestão de riscos
Processo global de avaliar e controlar os
riscos a níveis aceitáveis e, no caso de
não ser possível a eliminação ou redução
dos riscos, inclui também o financiamento
dos riscos através de dois mecanismos:
retenção e transferência*.
BS 8800 (BSI 1996)
(* atualmente substituído pelo termo “compartilhamento”)
44
RISK
ASSESSMENT
Gestão de risco [Modelo americano]
Hazard identification
Toxicity
assessment
Exposure
assessment
RISK
MANAGEMENT
Risk characterization
Development & Screening
alternatives
Remedy selection, design &
implementation
Monitoring and Review
RISK
ASSESSMENT
Hazardidentification
RiskAnalysis
Riskestimation
Developmentofoptions
Optionevaluation
OptionAnalysis
45
Gestão de risco [Modelo canadense]
RISK
MANAGEMENT
Decision
Implementation
Monitoring & evaluating
Review
Abordagem gradual (tier
approach)
Tratamento do risco
Avaliação exploratória
Avaliação aprofundada“tiers”
Processo global de gestão de riscos envolve
a interação de três sub-processos:
Avaliação
Controle
Comunicação
GESTÃO DE RISCOS
Gestão de riscos
“Cultura, estruturas e processos voltados ao
reconhecimento de oportunidades potenciais
concomitantemente ao gerenciamento de
seus efeitos adversos.”
AS/NZS 4360: 2004
Norma australiana / neo-zelandesa de Gestão de
Riscos, substituída pela ISO 31000
48
49
Gestão de risco [ISO 31000:2009]
“atividades coordenadas para dirigir e
controlar uma organização no que se refere
a riscos”
50
Gestão de risco [ISO 31000:2009]
Gestão de Riscos (modelo prescritivo)
Princípios Estrutura Processos
51
Gestão de risco [ISO 31000:2009]
Gestão de Riscos (em condições reais)
Princípios Estrutura Processos
Determinados pela Cultura e recursos da
organização + contexto externo
52
Estrutura para a gestão de riscos
[ISO 31000:2009]
Mandato e
compromisso
Concepção da
estrutura para
gerenciar os
riscos
Monitoração e
análise crítica
da estrutura
Melhoria
contínua da
estrutura
Implementação
da gestão de
riscos
PROCESSOS DE
GESTÃO DE
RISCOS
PRINCÍPIOS
Monitoraçãoeanálisecrítica
Comunicaçãoeconsulta
53
Processos gestão de riscos
Estabelecimento do contexto
Avaliação de riscos
Identificação de riscos
Análise de riscos
Valoração de riscos
Tratamento de riscos
[ISO 31000:2009]
PRINCÍPIOS
ESTRUTURA
PARA A GESTÃO
DE
RISCOS
54
Gestão de risco
Quais as diferenças entre
Tratamento de riscos
Controle de riscos
Medidas de controle ???
55
Gestão de risco [ISO 31000:2009]
Tratamento de riscos: processo de modificar
os riscos.
Controle: medida que está modificando o
risco.
Nota 1: os controles incluem qualquer processo, política,
dispositivo, prática ou outras ações que modificam o risco.
Nota 2: Os controles nem sempre conseguem exercer o efeito de
modificação pretendido ou presumido.
56
Gestão de risco [ISO 31000:2009] –
abordagens para tratamento do riscos
HIERARQUIA DE
CONTROLE
Perigo
Risco
Eliminar o perigo ou risco
Substituir o perigo ou risco
Solução de engenharia para o problema
Introduzir controles administrativos
Fornecer equipamento de proteção individual
Controle de riscos: visão alternativa
Adotar medidas em cada uma das etapas do
processo produtivo
ENTRADA
(INPUT)
Controle
antecipado
PROCESSO
PRODUTIVO
Controle dos riscos
existentes
SAIDA
(OUTPUT)
Controle dos riscos
para terceiros

01 conceito básico riscoperigo -usar

  • 1.
    Conceitos e princípiosbásicos: riscos, perigos/fontes de risco
  • 2.
    Parte I :Risco, perigo, fonte de risco
  • 3.
    3 Gestão de Riscos:Conceitos e princípios básicos • Qual o conceito de risco? • Risco é observável? • A legislação brasileira de SST apresenta o conceito de risco de forma harmonizada?
  • 4.
    4 Centralidade do conceitode risco Renn, Ortwin. “Concepts of Risk: a classification.” In: Social Theories of Risk. Sheldon Krimsky, Dominic Golding (Eds). Wesport (Connecticut) / London: Praeger, 1992, Cap. 3.
  • 5.
    8 RISCO O risco éobservável? • Risco não é observável. É uma inferência, isto é, depende do raciocínio dedutivo. Portanto, risco é uma representação simbólica da nossa mente atribuída a um aspecto do mundo real. Risco é um substantivo abstrato.
  • 6.
    REPRESENTAÇÃO DO RISCO Representaçãode Risco (as vezes denominada de “percepção de risco”) Representação simbólica (mental) de uma propriedade de um recorte da realidade e depende de: – conhecimentos e crenças – experiências – práticas – valores – Interesses do indivíduo ou grupo de indivíduos.
  • 7.
    12 Risco – análisetécnica Terminologia em Inglês / problemas de tradução • Hazard : fonte de risco ou potencial intrínseco de causar danos. • Risk : possibilidade (possibility) /probabilidade ou chance de ocorrer danos (likelyhood)
  • 8.
    13 Hazard [perigo??] Pode ser umagente / um estressor (energia, substância, microorganismo, etc.) ou uma situação ou condição (ex. trabalho em altura, espaço confinado, exposição a radiação etc.) com o potencial de causar danos. Hazard é um observável!!!
  • 9.
    14 Perigo (hazard) XRisco Toxicidade + Propriedades fisico-químicas Toxicidade + Propriedades fisico-químicas + Atividade e emissao Toxicidade + Modelo de transporte e destino Perigo (hazard) RISCO Avaliação genérica de riscos Riscos possíveis Avaliação de riscos para local e dano específicos (end point) Riscos efetivos Quantidade e especificidade dos dados necessários Fonte: Chemical Ranking and Scoring: guidelines for relative assessment of chemicals. Sandestin: SETAC Press, 1995:4.
  • 10.
    15 • POSSIBILIDADE deque uma perda ou dano ocorra (o que pode acontecer? como pode acontecer?) Se o dano não for possível, o risco não existe!!! • Combinação da PROBABILIDADE de que uma perda ou dano ocorra (incerteza da ocorrência, distribuição no tempo) com GRAVIDADE ou SEVERIDADE dessa perda ou dano. Risco Sentido estrito (definições técnicas mais comuns na literatura de SST)
  • 11.
    16 Expressões matemáticas relacionadasa concepções de risco Impossível (= 0) Possível ( # 0) Provável (> 0 e <1) Certo (= 1)
  • 12.
    Risco Sentido amplo “é apossibilidade de acontecer algo que irá ter um impacto sobre os objetivos. Ele é medido em termos de conseqüências e probabilidade.” AS/NZS 4360: 2004 Norma australiana / neo-zelandesa de Gestão de Riscos, substituída pela ISO 31000 17
  • 13.
    ISO 31000: 2009- “Risk management – Principles and guidelines” [referência atual para harmonização de conceitos e vocabulário na área de risco e gestão de riscos] versão brasileira: ABNT NBR ISO 31000 – Gestão de Riscos – Princípios e diretrizes. (mas há tradução discutível de certos termos)
  • 14.
    19 RISCO [ISO 31000:2009] “efeitoda incerteza nos objetivos” Nota 1: Um efeito é um desvio do esperado – positivo e/ou negativo. Nota 2: Objetivos podem ter diferentes aspectos (tais como objetivos financeiros, saúde e segurança e ambientais) e podem ser aplicados em diferentes níveis (tais como estratégico, em toda organização, projeto, produto e processo). [grifo nosso]
  • 15.
    20 Riscos relativos àSST Principais efeitos negativos – Agravos à saúde (lesões, doenças), incômodos e insatisfação – Sanções legais (multas, interdição) – Passivos trabalhistas e previdenciários – Perdas de qualidade e produtividade – Restrições contratuais relacionadas à SST
  • 16.
    21 Riscos relativos àSST Exemplos de efeitos positivos sobre SST: (oportunidades buscadas) – Promoção da saúde dos trabalhadores – Ganhos de qualidade e produtividade – Melhorias da imagem da organização junto às partes interessadas [interna e externa] – Aumento do ativo da organização
  • 17.
    22 RISCO [ISO 31000:2009] “efeitoda incerteza nos objetivos” Nota 3: Risco geralmente é caracterizado por referência a eventos e consequências, ou por uma combinação de ambos.
  • 18.
    23 RISCO [ISO 31000:2009] FONTEDE RISCO EVENTO CONSEQUÊNCIA RISCO
  • 19.
    24 RISCO [ISO 31000:2009] evento:ocorrência ou mudança em um conjunto específico de circunstâncias Nota 1: Um evento pode consistir em uma ou mais ocorrências e pode ter várias causas. Nota 2: Um evento pode consistir em alguma coisa não ocorrer. Nota 3: Um evento pode algumas vezes se referido como um “incidente” ou um “acidente” Nota 4: Um evento sem consequências também pode ser referido como um “quase acidente”, ou um “incidente” ou “close call”.
  • 20.
    25 RISCO [ISO 31000:2009] evento:ocorrência ou mudança em um conjunto específico de circunstâncias O evento pode ser também: • • Uma ocorrência ou mudança não desejada ou esperada, isto é, incidental. Ex. queda de pessoas. Uma ocorrência normal ou rotineira durante a atividade de trabalho: exposição a estressores ou carga de trabalho. Ex. exposição a ruído, esforço físico [observação nossa]
  • 21.
    26 RISCO [ISO 31000:2009] consequência:resultado de um evento que afeta os objetivos. Nota 1: Um evento pode levar a uma série de consequências. Nota 2: Uma consequência pode ser certa ou incerta e pode ter efeitos positivos ou negativos sobre os objetivos. Nota 3: As consequências podem ser expressas qualitativa ou quantitativamente. Nota 4: As consequências iniciais podem desencadear reações em cadeia.
  • 22.
    27 RISCO [ISO 31000:2009] Exemplosde descrição de riscos : (para uma determinada atividade: Risco de quê? ) - - - - - - - - Risco de morte no transito (associada a que eventos?). Risco de acidentes no trânsito (que consequências?). Risco de morte de pedestres por atropelamento Risco de perda auditiva (qual o evento?). Risco de perda auditiva por exposição ao ruído industrial (NPS > 80 dBA) Risco de asfixia por inalação de monóxido de carbono. Risco de interdição de uma prensa industrial (consequência natural: parada ou diminuição da produção) Risco de explosão em massa (consequências imediata: morte, destruição material)
  • 23.
    28 RISCO [ISO 31000:2009] fontede risco : elemento que, individualmente ou combinado, tem o potencial intrínseco para dar origem ao risco. Obs [do autor] 1. 2. Evita-se utilizar o conceito de hazard/perigo, mas pode-se considerar todo perigo como fonte de risco. Fonte de risco não é a mesma coisa que fonte de emissão (conceito da Higiene Ocupacional), embora possa haver coincidências em muitos casos.
  • 24.
    29 RISCO Exemplos de categoriasgerais de fontes de risco para a segurança e saúde dos trabalhadores (lista não exaustiva): Local e condições materiais (instalações, máquinas e equipamentos, materiais, energia, etc.) Condições ambientais (contaminantes ambientais, microclima) Atividades de trabalho Modos operatórios Carga de trabalho física e mental Operações críticas Organização do trabalho Ambiente psicossocial Pessoas e animais perigosos Combinação de fontes FONTES EXTERNAS AO LOCAL DE TRABALHO
  • 25.
    30 RISCO [ISO 31000:2009] Acaracterização [descrição qualitativa] de risco deve incluir, no mínimo, referências a: - - - Fonte de risco Evento [condição necessária para ocorrer a consequência] Consequência [indicando também quem é afetado] Ex. Os trabalhadores que se movimentam a pé, no setor “X”, estão sujeitos ao risco de atropelamento por empilhadeiras, que fazem a movimentação da matéria prima, o que pode resultar em lesões graves ou até mesmo morte.
  • 26.
    31 RISCO [ISO 31000:2009] Caracterizaçãode risco relacionado a um determinado local ou processo de trabalho [descrição qualitativa do cenário de risco] - - - - - Fonte de risco Tipo de risco: Evento e/ou consequência Causas / fatores de risco Controles existentes / fatores de proteção População sob risco
  • 27.
    32 RISCO [ISO 31000:2009] “efeitoda incerteza nos objetivos” Nota 4: O risco é muitas vezes expresso em termos de uma combinação de consequências de um evento (incluindo mudanças nas circunstâncias) e a probabilidade de ocorrência associada. Trata-se da probabilidade de ocorrer a consequência e não o evento (observação nossa).
  • 28.
    33 RISCO Implicação do conceitode risco de acordo com a ISO 31000 A magnitude do risco é função do consequência (gravidade-G e probabilidade -P de sua ocorrência) e do nível de informação disponível (incerteza - I) . Risco = função (G, P, I)
  • 29.
    AVALIAÇÃO DO RISCO– estimativa e julgamento do risco P R O B A BI LI D A D E RISCO BAIXO ACEITÁVEL RISCO ELEVADO: NÃO ACEITÁVEL GRAVIDADE RISCO = PROBABILIDADE X GRAVIDADE
  • 30.
    Matrizes de Risco– usadas para priorizar ações e subsidiar o processo de tomada de decisão.
  • 31.
    36 RISCO Expressão do risco Orisco para uma atividade geralmente é expresso em termos de uma taxa de ocorrência de determinada consequência em determinado período de tempo, para população exposta ou sujeita o risco. Exemplo: Risco de morte no trânsito - - - População norte-americana 1,2 mortes : 10.000 habitantes: 1 ano População britânica: 0,6 mortes : 10:000 habitantes : 1 ano População brasileira ???? Obs. Dados aproximados (fonte não localizada).
  • 32.
    37 RISCO Expressão do risco Outraforma de se expressar o risco é o risco relativo: comparação da magnitude do risco para a população exposta em relação a população não exposta.
  • 33.
    Atividade Tipoderisco (consequência) Fumar1,4cigarro Câncer,doençacardíaca Permanecerumahoraemumamina decarvão. Doençadopulmãonegro. Viajar300milhasdecarro(USA)Lesõesdecorrentedeacidentes Viajar10milhasdebicicleta(USA) Lesõesdecorrentedeacidentes Tirarumaradiografiadetóraxemum bomhospital Câncercausadoporexposiçãoà radiação Morarnoraiode5kmdeumreator nuclearpor50anos. Câncercausadoporexposiçãoà radiação 38 Atividades associadas com um incremento 1:1 milhão de risco de morte em um ano Fonte: Kolluro, R. et. al. Risk Management Handbook. New York: McGraw Hill, 1996.
  • 34.
    39 RISCO “efeito da incertezanos objetivos” Nota 5: A incerteza é o estado, mesmo que parcial, da deficiência das informações relacionadas a um evento, sua compreensão ou conhecimento, sua consequência, ou probabilidade.
  • 35.
    GRUPO 1: VERDE GRUPO 2: VERMELHO GRUPO3: MARROM GRUPO 4: AMARELO GRUPO 5: AZUL Riscos Físicos Riscos Químicos Riscos Biológicos Riscos Ergonômicos Riscos de Acidentes Ruídos Vibrações Radiações Ionizantes Radiações não Ionizantes Frio Calor Pressões normais Umidade Poeiras Fumos Névoas Neblinas Gases Vapores Substâncias, Compostos ou produtos químicos em geral Vírus Bactérias Protozoários Fungos Parasitas Bacilos Esforço físico intenso Levantamento e transporte manual de peso Exigência de postura Inadequada Controle rígido de produtividade Imposição de ritmos Excessivos Trabalho em turno e noturno Jornadas de trabalho prolongadas Monotonia e Repetitividade Outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico Arranjo físico Inadequado Máquinas e equipamentos sem proteção Ferramentas inadequadas ou defeituosas Iluminação inadequada Eletricidade Armazenamento inadequado Animais peçonhentos Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS, DE ACORDO COM A SUA NATUREZA CONFORME NR-05
  • 36.
    Parte II :Gestão de Riscos
  • 37.
    41 Gestão de riscos Processoque pode abranger diferentes categorias de risco – por fonte de risco – por tipo de consequência – por público alvo – Abrangente ou múltiplos riscos
  • 38.
    42 Gestão de riscos Processoque pode ocorrer em diferentes níveis – de uma organização – setorial (produtiva, de governo, etc.) – regional – nacional – multi-nacional – mundial
  • 39.
    43 Gestão de riscos Processoglobal de avaliar e controlar os riscos a níveis aceitáveis e, no caso de não ser possível a eliminação ou redução dos riscos, inclui também o financiamento dos riscos através de dois mecanismos: retenção e transferência*. BS 8800 (BSI 1996) (* atualmente substituído pelo termo “compartilhamento”)
  • 40.
    44 RISK ASSESSMENT Gestão de risco[Modelo americano] Hazard identification Toxicity assessment Exposure assessment RISK MANAGEMENT Risk characterization Development & Screening alternatives Remedy selection, design & implementation Monitoring and Review
  • 41.
  • 42.
    Abordagem gradual (tier approach) Tratamentodo risco Avaliação exploratória Avaliação aprofundada“tiers”
  • 43.
    Processo global degestão de riscos envolve a interação de três sub-processos: Avaliação Controle Comunicação GESTÃO DE RISCOS
  • 44.
    Gestão de riscos “Cultura,estruturas e processos voltados ao reconhecimento de oportunidades potenciais concomitantemente ao gerenciamento de seus efeitos adversos.” AS/NZS 4360: 2004 Norma australiana / neo-zelandesa de Gestão de Riscos, substituída pela ISO 31000 48
  • 45.
    49 Gestão de risco[ISO 31000:2009] “atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organização no que se refere a riscos”
  • 46.
    50 Gestão de risco[ISO 31000:2009] Gestão de Riscos (modelo prescritivo) Princípios Estrutura Processos
  • 47.
    51 Gestão de risco[ISO 31000:2009] Gestão de Riscos (em condições reais) Princípios Estrutura Processos Determinados pela Cultura e recursos da organização + contexto externo
  • 48.
    52 Estrutura para agestão de riscos [ISO 31000:2009] Mandato e compromisso Concepção da estrutura para gerenciar os riscos Monitoração e análise crítica da estrutura Melhoria contínua da estrutura Implementação da gestão de riscos PROCESSOS DE GESTÃO DE RISCOS PRINCÍPIOS
  • 49.
    Monitoraçãoeanálisecrítica Comunicaçãoeconsulta 53 Processos gestão deriscos Estabelecimento do contexto Avaliação de riscos Identificação de riscos Análise de riscos Valoração de riscos Tratamento de riscos [ISO 31000:2009] PRINCÍPIOS ESTRUTURA PARA A GESTÃO DE RISCOS
  • 50.
    54 Gestão de risco Quaisas diferenças entre Tratamento de riscos Controle de riscos Medidas de controle ???
  • 51.
    55 Gestão de risco[ISO 31000:2009] Tratamento de riscos: processo de modificar os riscos. Controle: medida que está modificando o risco. Nota 1: os controles incluem qualquer processo, política, dispositivo, prática ou outras ações que modificam o risco. Nota 2: Os controles nem sempre conseguem exercer o efeito de modificação pretendido ou presumido.
  • 52.
    56 Gestão de risco[ISO 31000:2009] – abordagens para tratamento do riscos
  • 53.
    HIERARQUIA DE CONTROLE Perigo Risco Eliminar operigo ou risco Substituir o perigo ou risco Solução de engenharia para o problema Introduzir controles administrativos Fornecer equipamento de proteção individual
  • 54.
    Controle de riscos:visão alternativa Adotar medidas em cada uma das etapas do processo produtivo ENTRADA (INPUT) Controle antecipado PROCESSO PRODUTIVO Controle dos riscos existentes SAIDA (OUTPUT) Controle dos riscos para terceiros