ENSINO MÉDIO: DESAFIOS
ENFRENTADOS NA
MELHORIA DO ENSINO
APRENDIZAGEM
Objetivos
• Analisar o processo de implementação do
Projeto REM (Reinventando o Ensino
Médio) nas escolas do Estado Minas
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seguinte indagação:
Será que o Projeto Reinventando o ensino
tem de fato proporcionado, às esc...
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vivenciando hoje e também ser este o momento
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Histórico
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Em 1970 iniciou-se o processo de massificação da escola e sua
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O REM e a política abordada
Conforme consta no Catálogo Reinventando o Ensino
Médio, o REM tem suas origens como resposta ...
O REM é caracterizado como uma política
top/down (de cima para baixo), estruturado pela
SEE/MG e implementado na escola co...
Fatores que dificultam a implementação do projeto nas escolas
e suas consequências na prática pedagógica
• Esses fatores s...
• São perceptíveis também problemas relativos a alguns
aspectos do projeto que vão de encontro às especificidades
locais, ...
Metodologia
A metodologia deste projeto será tanto em
carácter descritivo, bem como reflexivo,
baseado nos autores.
Referência Bibliográficas
BRASIL. Casa Civil. Presidência da República. Decreto n.º 6253 de 2007. Disponível
em:<http://ww...
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  1. 1. ENSINO MÉDIO: DESAFIOS ENFRENTADOS NA MELHORIA DO ENSINO APRENDIZAGEM
  2. 2. Objetivos • Analisar o processo de implementação do Projeto REM (Reinventando o Ensino Médio) nas escolas do Estado Minas Gerais; • Refletir sobre a política de Estado implementada.
  3. 3. O Projeto busca responder a seguinte indagação: Será que o Projeto Reinventando o ensino tem de fato proporcionado, às escolas alternativas para elas possam aprimorar o processo de ensino aprendizagem?
  4. 4. O Projeto é relevante por estarmos vivenciando hoje e também ser este o momento da universalização do ensino médio, com a inserção de políticas publicas (como é o caso do REM), voltadas para a garantia do sucesso dos alunos, e tentar acabar com o problema da evasão escolar, e melhorar o ensino aprendizagem.
  5. 5. Histórico Organizado com base no modelo de seminário-escola dos jesuítas, o ensino médio no Brasil nasce como um lugar para poucos, cujo principal objetivo é preparar a elite local para os exames de ingresso aos cursos superiores, com um currículo centrado nas humanidades, pouco relacionado às ciências experimentais (cf. PINTO, 2002 apud MOEHLECKE, 2012). O ensino médio não fora oferecido como necessário à formação intelectual da classe dominada, mas como necessário aos interesses econômicos do país, pois, segundo Bueno (2000), a reforma educativa do ensino médio é em sua essência fundamentada na ordem econômica, visando à inserção do país na sociedade globalizada, e, nesse movimento “[...] está em jogo a questão da responsabilidade pela oferta e manutenção desse ensino e não sua importância e necessidade” (BUENO, 2000, p.9). Segundo Moeheleck (2012), a equivalência entre os modelos de ensino, no caso o profissionalizante e o clássico (propedêutico), foram sendo construídos pelas leis n.º 1076/502 e 1821/53, sendo estabelecida apenas pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 4.024/61. Moehleck (2012) aponta que uma mudança significativa do ensino médio foi estabelecida pela LDB n.º 5.692/71, ocorrida no período militar e marcada pela profissionalização compulsória, que estabeleceu uma terminalidade específica para o ensino médio.
  6. 6. Em 1970 iniciou-se o processo de massificação da escola e sua desinstitucionalização, por meio do processo de democratização escolar. Essa massificação é ampliada no decorrer dos anos de 1980, período de redemocratização do país, com a chegada maciça das crianças de famílias pobres. O fenômeno da desinstitucionalização, ocorrido nas décadas de 1970 e 1980, é denominado por Peregrino (2010) como o afrouxamento das exigências acadêmicas, marcado por uma fragilização do sistema educacional, que não consegue trabalhar com a nova clientela. A obrigatoriedade e a gratuidade do ensino médio, como dever do Estado, é fruto da Constituição de 1988, que dispõe a “[...] progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade do ensino médio” (Constituição Federal, Art. 208, inciso II), ocasionando, assim, a ampliação desta etapa de ensino. A obrigatoriedade se intensificou em 1996, por meio da promulgação da Emenda Constitucional n.º 14, que alterou a redação do texto constitucional, substituindo o termo “progressiva extensão da obrigatoriedade” do ensino médio por “progressiva universalização” (MOEHLECKE, 2012).
  7. 7. Em 1996, a LDB n.º 9394/96 manteve a especificidade do ensino médio como etapa final da educação básica, garantida pela Constituição Federal. Assegurou também a essa etapa de ensino uma identidade baseada na formação básica, ou formação geral, buscando superar a dualidade entre ensino propedêutico e profissionalizante. Segundo Moehleck (2012), em 1997o decreto n.º 2.208 definiu a organização da formação profissional de nível técnico de modo independente do ensino médio regular, com uma estrutura curricular própria, dissociando a formação geral da formação técnica. Esse decreto foi revogado em 2004 e substituído pelo decreto n.º 5.154. Posteriormente, em 2008, entrou em vigor a lei n.º 11.741, no âmbito de uma nova política para o ensino médio e para a formação profissional, o que possibilitou a oferta da educação profissional integrada ao ensino médio. Em 2012 foi instituída a Resolução n.º 02, de janeiro de 2012, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Câmara de Educação Básica (CEB), que definiu as diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio. em resposta aos desafios contemporâneos da educação, elaborou-se, em 2011, o projeto “Reinventando o Ensino Médio”. A idéia do projeto é atender às determinações da LDB n.º 9394/96, que estabelece como finalidade desta etapa de ensino a formação básica para o trabalho, a cidadania e o prosseguimento nos estudos.
  8. 8. O REM e a política abordada Conforme consta no Catálogo Reinventando o Ensino Médio, o REM tem suas origens como resposta ao desafio da sociedade contemporânea, caracterizado, entre outros fatores, pelo aumento crescente da demanda por mais escolaridade, e a necessidade de currículos flexíveis que favoreçam a formação de novas habilidades e competências. Além da extensão da carga horária, o projeto propõe uma reestruturação do currículo, oferecendo disciplinas integradas ao mercado de trabalho (SEE/MG, 2012, p.5). Para atender às determinações da LDB n.º 9394/96, que estabelece como finalidade desta etapa de ensino a formação básica para o trabalho, a cidadania e o prosseguimento nos estudos. No REM, além da estrutura curricular básica com a oferta da base nacional comum e a parte diversificada, há uma complementação das atividades com a oferta das disciplinas que compõem as áreas de empregabilidade.”
  9. 9. O REM é caracterizado como uma política top/down (de cima para baixo), estruturado pela SEE/MG e implementado na escola como um “pacote fechado”. O conceito top/down é apresentados por Dye (2009, apud CONDE, 2012, p. 8). No REM, que é uma reestruturação curricular, a ação da escola é limitada. A escola escolhe a área de acordo com a necessidade regional (local), mas seu currículo é fechado. Independentemente da opção, o currículo já é entregue estruturado pela SEE/MG.
  10. 10. Fatores que dificultam a implementação do projeto nas escolas e suas consequências na prática pedagógica • Esses fatores se convergem para o caráter top/down (de cima para baixo), estruturado pela SEE/MG e implementado na escola como um “pacote fechado”. • O REM, é uma reestruturação curricular, a ação da escola é limitada. A escola escolhe a área de acordo com a necessidade regional (local), mas seu currículo é fechado. Independentemente da opção, o currículo já é entregue estruturado pela SEE/MG. • Falta de práticas eficazes, bem como sua relação com o caráter top/down da política implementada
  11. 11. • São perceptíveis também problemas relativos a alguns aspectos do projeto que vão de encontro às especificidades locais, como a conciliação do sexto horário com o horário do transporte escolar, problema vivenciado pelas escolas, horário de trabalho dos alunos. • Para os alunos da zona rural, esse sexto horário passou a constituir -se como um problema, uma vez que moram distante da escola e dependem do transporte para sua locomoção. • Para os alunos inseridos no mundo do trabalho, há um problema relacionado com o horário de atuação profissional. Assim, os gestores precisam mudar primeiro a cultura escolar e influenciar de forma positiva a sua equipe de trabalho. • Em relação ao sexto horário, o gestor enfrenta o problema de garantir a carga horária dos alunos. De forma específica, os alunos da zona rural participantes do projeto, ficaram o ano todo sem o transporte escolar. Por morarem distante da escola, muitas vezes, ficaram sem cumprir o último horário; portanto, com um déficit na carga horária.
  12. 12. Metodologia A metodologia deste projeto será tanto em carácter descritivo, bem como reflexivo, baseado nos autores.
  13. 13. Referência Bibliográficas BRASIL. Casa Civil. Presidência da República. Decreto n.º 6253 de 2007. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/Decreto/D6253.htm>. BRASIL. Ministério da Educação. FUNDEB. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/index.php? option=com_content&view=article&id=12407&Itemid=725 BRASIL. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, LDB n.º 4024 de 20 de dezembro de 1961. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.html BRASIL. Presidência da República, Casa Cicil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm Calegar, Margarette Alves Rodrigues. EM BUSCA DA REINVENÇÃO DO ENSINO MÉDIO: O CASO DE DUAS ESCOLAS DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE CARATINGA .2014.

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