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Imagem e Subjetividade
                 Em Bakhtin


http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/
“As imagens são formas privilegiadas de se condensar e veicular
 representações sociais. A subjetividade está definitivamente a
  ela ligada, uma só imagem podem me dizer várias coisas e
     representações. Ela reorganiza o nosso imaginário”.
      Foto: Raimundo Soares/Cuiabá ( texto :http://subjetividade.wordpress.com/)

http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/
(BAKHTIN, 1997, p. 57). A cada instante, vivo distintamente todas as
fronteiras do outro, posso captá-lo por inteiro com a visão e o tato; vejo o
traçado que lhe delimita a cabeça, o corpo contra o fundo do mundo exterior;
no mundo exterior, o outro se mostra por inteiro à minha frente e minha visão
pode esgotá-lo enquanto objeto entre os outros objetos, sem que nada venha
ultrapassar o limite de sua configuração, venha romper sua unidade plástico-
pictural, visível e tangível .
                                                  http://www.revistaeutomia.com.br/




                                                          Um céu?
                                                         Um horizonte?




                                                               Foto: Raimundo Soares.
http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/          Face na web cam. Rondonópolis-MT
(BAKHTIN, 1997, p.101).
Estou por inteiro dentro da minha vida e, se eu de alguma maneira pudesse
ver o exterior da minha vida, esse exterior se integraria imediatamente à minha
vivência interna, a enriqueceria de um modo imanente, ou seja, deixaria de
ser exterioridade que, de fora, proporciona acabamento à minha vida,
deixaria de ser     a fronteira     eventual de      um finito estético que me
proporcionaria, de fora, meu próprio acabamento.
                                              http://www.revistaeutomia.com.br



                                                             Um bicho?
                                                           Um peixe boi?
                                                             Um porco?




                                                            Foto: Raimundo Soares.
http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/         Tronco de uma árvore. Cuiabá-MT
A passagem da imagem para o símbolo revela a profundidade e a
perspectiva do sentido. [...] A imagem deve ser compreendida pelo que
ela é e pelo que significa. O conteúdo do símbolo autêntico aparece
através    do encadeamento mediador de          um sentido que     foi
correlacionado com a ideia da totalidade universal (do conjunto
universal cósmico e humano). O mundo tem um sentido — “a imagem
do      mundo       manifestada       na      palavra”    (Pasternak)
http://www.revistaeutomia.com.br




                                                         Um jardim?




                                                        Foto: Raimundo Soares.
http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/   Campo de futebol. Rondonópolis-MT
O homem não pode juntar a si mesmo num todo exterior relativamente
 concluído, porque vive a sua vida na categoria de seu eu. Não é por falta de
 material no plano de sua visão externa — ainda que sua insuficiência seja
 considerável- mas por falta de um principio valorativo interno que lhe
 permitisse, de dentro de si, ter uma abordagem para sua expressividade
 externa. Espelho, fotografia, auto-observação nada mudarão. Na melhor
 das hipóteses, obtém-se uma falsificação, um produto estético criado de
 modo interesseiro, a partir do outro possível, desprovido de autonomia
 (BAKHTIN, 1997, p. 55).               http://www.revistaeutomia.com.br




                                             Uma árvore, um bicho
                                                 na árvore?




                                                           Foto: Raimundo Soares.
http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/                  Mangueira. Itaituba-PA
Tudo o que tenha a ver comigo me é dado em
                                        um tom emocional-volitivo, porque tudo é dado
                                        a mim como um momento constituinte do
                                        evento do qual eu estou participando. Se eu
                                        penso em um objeto, eu entro numa relação
                                        com ele que tem o caráter de um evento em
                                        processo. Em sua correlação comigo, um
                                        objeto é inseparável de sua função no processo
                                        (Bakhtin, 1923/2003b, p.51).
                                                              http://pepsic.bvsalud.org/



                                                     Um enfeite?
                                                      Utilitário?




                                                                     Foto: Raimundo Soares.
http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/                           Pilão. Rondonópolis-MT
” (BAKHTIN, 1997, p.47). O homem tem uma
                                       necessidade estética absoluta do outro, da sua
                                       visão e da sua memória; memória que o junta e o
                                       unifica e que é a única capaz de lhe proporcionar
                                       um acabamento externo. Nossa individualidade
                                       não teria existência se o outro não a criasse. A
                                       memória estética é produtiva: ela gera o homem
                                       exterior pela primeira vez num novo plano da
                                       existência. http://www.revistaeutomia.com.br/




                                                    Um macaco?
                                                    Um monstro?




                                                                  Foto: Raimundo Soares.
http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/               Tronco cerrado. Rondonópolis-MT
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           Defini-la, interpretá-la, só depende de você



                            Fonte das frases:
  http://www.revistaeutomia.com.br/volumes/Ano2-Volume2/especial-
destaques/destaques-linguistica/Palavras-e-imagens-imagens-e-palavra.pdf

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Imagem e Subjetividade em Bakhtin

  • 1. Imagem e Subjetividade Em Bakhtin http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/
  • 2. “As imagens são formas privilegiadas de se condensar e veicular representações sociais. A subjetividade está definitivamente a ela ligada, uma só imagem podem me dizer várias coisas e representações. Ela reorganiza o nosso imaginário”. Foto: Raimundo Soares/Cuiabá ( texto :http://subjetividade.wordpress.com/) http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/
  • 3. (BAKHTIN, 1997, p. 57). A cada instante, vivo distintamente todas as fronteiras do outro, posso captá-lo por inteiro com a visão e o tato; vejo o traçado que lhe delimita a cabeça, o corpo contra o fundo do mundo exterior; no mundo exterior, o outro se mostra por inteiro à minha frente e minha visão pode esgotá-lo enquanto objeto entre os outros objetos, sem que nada venha ultrapassar o limite de sua configuração, venha romper sua unidade plástico- pictural, visível e tangível . http://www.revistaeutomia.com.br/ Um céu? Um horizonte? Foto: Raimundo Soares. http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/ Face na web cam. Rondonópolis-MT
  • 4. (BAKHTIN, 1997, p.101). Estou por inteiro dentro da minha vida e, se eu de alguma maneira pudesse ver o exterior da minha vida, esse exterior se integraria imediatamente à minha vivência interna, a enriqueceria de um modo imanente, ou seja, deixaria de ser exterioridade que, de fora, proporciona acabamento à minha vida, deixaria de ser a fronteira eventual de um finito estético que me proporcionaria, de fora, meu próprio acabamento. http://www.revistaeutomia.com.br Um bicho? Um peixe boi? Um porco? Foto: Raimundo Soares. http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/ Tronco de uma árvore. Cuiabá-MT
  • 5. A passagem da imagem para o símbolo revela a profundidade e a perspectiva do sentido. [...] A imagem deve ser compreendida pelo que ela é e pelo que significa. O conteúdo do símbolo autêntico aparece através do encadeamento mediador de um sentido que foi correlacionado com a ideia da totalidade universal (do conjunto universal cósmico e humano). O mundo tem um sentido — “a imagem do mundo manifestada na palavra” (Pasternak) http://www.revistaeutomia.com.br Um jardim? Foto: Raimundo Soares. http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/ Campo de futebol. Rondonópolis-MT
  • 6. O homem não pode juntar a si mesmo num todo exterior relativamente concluído, porque vive a sua vida na categoria de seu eu. Não é por falta de material no plano de sua visão externa — ainda que sua insuficiência seja considerável- mas por falta de um principio valorativo interno que lhe permitisse, de dentro de si, ter uma abordagem para sua expressividade externa. Espelho, fotografia, auto-observação nada mudarão. Na melhor das hipóteses, obtém-se uma falsificação, um produto estético criado de modo interesseiro, a partir do outro possível, desprovido de autonomia (BAKHTIN, 1997, p. 55). http://www.revistaeutomia.com.br Uma árvore, um bicho na árvore? Foto: Raimundo Soares. http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/ Mangueira. Itaituba-PA
  • 7. Tudo o que tenha a ver comigo me é dado em um tom emocional-volitivo, porque tudo é dado a mim como um momento constituinte do evento do qual eu estou participando. Se eu penso em um objeto, eu entro numa relação com ele que tem o caráter de um evento em processo. Em sua correlação comigo, um objeto é inseparável de sua função no processo (Bakhtin, 1923/2003b, p.51). http://pepsic.bvsalud.org/ Um enfeite? Utilitário? Foto: Raimundo Soares. http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/ Pilão. Rondonópolis-MT
  • 8. ” (BAKHTIN, 1997, p.47). O homem tem uma necessidade estética absoluta do outro, da sua visão e da sua memória; memória que o junta e o unifica e que é a única capaz de lhe proporcionar um acabamento externo. Nossa individualidade não teria existência se o outro não a criasse. A memória estética é produtiva: ela gera o homem exterior pela primeira vez num novo plano da existência. http://www.revistaeutomia.com.br/ Um macaco? Um monstro? Foto: Raimundo Soares. http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/ Tronco cerrado. Rondonópolis-MT
  • 9. A imagem aproxima ou distancia. Defini-la, interpretá-la, só depende de você Fonte das frases: http://www.revistaeutomia.com.br/volumes/Ano2-Volume2/especial- destaques/destaques-linguistica/Palavras-e-imagens-imagens-e-palavra.pdf http://prrsoaresamigodedeus.blogspot.com/