Slides Geografia do Brasil

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Slides Geografia do Brasil

  1. 1. Geografia<br />Geral e do Brasil<br /> Espaço Geográfico e Globalização<br />João Carlos Moreira<br />Eustáquio de Sene<br />Material produzido pela professora Laisa<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  2. 2. O Espaço Geográfico<br />O espaço geográfico se constrói a partir da relação histórica entre a sociedade e a natureza e que, por isso mesmo, é dinâmico e esta em constante transformação.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  3. 3. <ul><li>Paisagem</li></ul>É tudo aquilo que vemos, o que nossa visão alcança é paisagem.<br />A paisagem está em constante transformação, adquirindo novas formas e funções no espaço geográfico.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  4. 4. PaisagemNatural - predomínio dos aspectos naturais (relevo, vegetação, hidrografia, clima).<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  5. 5. - Artificial ou humanizada-onde há predomínio das ações humanas (ações antrópicas). Espaço onde ocorreu pouca ou grande intervenção humana que acarretou a transformação da paisagem (escolas, cidades, indústrias...)<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  6. 6. - Lugar<br />É a expressão da história cotidiana das pessoas, a maneira na qual elas ocupam o espaço, dos usos que fazem dele e a maneira de vivenciá-lo. É a base de reprodução da vida.<br />É no lugar que se encontra a identidade do grupo de pessoas que ali vivem. Seja um bairro, uma rua, uma vila. Não importa o tamanho ou dimensão do lugar. Ele é o caracteriza a existência humana no espaço.<br />Com o passar dos tempos, os lugares vão sofrendo alterações em suas paisagens, funções e tomando assim, novas configurações espaciais. Este processo de transformação é ainda mais intensificado à medida que o desenvolvimento econômico é expresso nas paisagens.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  7. 7. Centro da Cidade de Nova York<br />Cidade Pripiat devastada pela explosão da usina nuclear de Chernobyl <br />Para refletir..... O que diferencia uma imagem da outra?<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  8. 8. - Região<br /> <br />O termo região é usado para expressar uma característica marcante que a distingue das áreas de seu entorno. É comum a determinação de região mais desenvolvida, região violenta, região da seca, região política e outras.<br />À esquerda: divisão dos países do Mercosul<br />À direita: Mapa das regiões geoecômicas<br /> do Brasil<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  9. 9. Divisão Regional Atual segundo o IBGE <br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  10. 10. Regionalização do Brasil<br />Divisão Geoeconômica<br />O norte de Minas Gerais pertence a região NE<br />O oeste do Maranhão pertence a região Norte<br />O sul do Tocantins pertence a região centro-sul<br />O sul do Mato Grosso pertence a região centro-sul<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  11. 11. Essa é uma visão superficial da organização do espaço geográfico brasileiro. Ela resume as principais características naturais e humanas de cada uma dessas regiões. Por serem vastas áreas, verdadeiros complexos regionais, o Nordeste, o Centro-Sul e a Amazônia registram profundas desigualdades naturais, sociais e econômicas. As regiões apresentam diferenças entre si e variedade interna de paisagens geográficas.<br />1-Amazônica- área destinada a expansão da fronteira agrícola<br /> <br />2- Centro-Sul- área mais dinâmica do país<br /> <br />3- Nordeste- área problemática, constantemente atingida pelas secas, causando grande fluxo de migração.<br />
  12. 12. *** Para refletir<br /> <br />Qual a diferença entre:<br />Região Norte<br />Amazônia<br />Amazônia Brasileira <br />Amazônia Legal<br />
  13. 13. A região norte faz parte da regionalização político-administrativa brasileira produzida pelo IBGE, na qual englobam os Estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Pará, Amapá, Roraima e Tocantins.<br />
  14. 14. Amazônia- é a região caracterizada por florestas úmidas e densas, rios extensos e de grande porte, localizada na América do Sul. Não necessariamente dentro do território brasileiro, estendendo-se pelos países vizinhos da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. <br />
  15. 15. Amazônia Brasileira é a porção da Amazônia que se situa dentro dos limites do território brasileiro.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  16. 16. Amazônia legal- foi a área instituída para projetos econômicos e engloba, além dos estados da região norte, o estado do Mato Grosso e parte do Maranhão.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  17. 17.
  18. 18. UNIDADE 5: BRASIL: INDUSTRIALIZAÇÃO E POLÍTICA ECONÔMICA<br />CAP.1: Industrialização Brasileira<br />-Principais fatores determinantes para o desenvolvimento industrial no Brasil:<br /> <br /><ul><li>Produção de algodão, matéria prima essencial para o desenvolvimento da indústria têxtil.
  19. 19. Acúmulo de capital advindo da produção do café, capital investido posteriormente nas indústrias.
  20. 20. Consolidação do trabalho assalariado após a abolição da escravatura.
  21. 21. Presença de mão-de-obra barata, ampliada com a vinda de imigrantes que trazia experiência com o trabalho fabril.
  22. 22. Infraestrutura já existente proveniente da economia cafeeira: ferrovias, bancos e casas de comércio.
  23. 23. Crises econômicas que atingiram os países industrializados (1º GM e Crise de 29), que provocaram a queda nas exportações do café, e restringiram as importações de bens manufaturados.
  24. 24. A restrição de bens manufaturados, obrigou o Brasil a substituir esses produtos, que até então eram adquiridos dos países industrializados. O que caracterizou a “substituição de importações".</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  25. 25. As fases da industrialização brasileira:<br /> <br />Primeira fase (1844/1929):<br /><ul><li>Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro já haviam se industrializado, lá predominavam as indústrias de bens de consumo não-duráveis (têxtil, alimentícia, couro); mão de obra imigrante e capitais privados e nacionais.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  26. 26. Segunda fase (1930/1955): <br /><ul><li>Esta fase é considerada como o período da Revolução Industrial Brasileira, pois foi neste período que a cafeicultura decadente possibilitou a transferência de capital para as indústrias. Houve também neste período, a intervenção do Estado na economia na criação de empresas estatais de bens de produção. Essa estratégia pretendia diminuir a dependência que o país tinha das máquinas e dos equipamentos estrangeiros, além de solucionar os problemas de falta de infraestrutura nos setores de energia e transportes.
  27. 27. Os investimentos feitos nos setores de siderurgia, refinaria, metalurgia e mineração foram fundamentais para inserir o Brasil no grupo dos países industrializados, onde a indústria passa a comandar a economia do país, antes no setor da agricultura exportadora.</li></ul>As indústrias se concentravam na região SE e as migrações se intensificam em direção a esta região.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  28. 28. Terceira fase: 1956 /1990<br /><ul><li>Esta fase teve início com o governo de Juscelino Kubitschek, período marcado pela internacionalização da economia brasileira por meio de aliança entre o capital nacional e estrangeiro. Fato evidenciado pela entrada das grandes empresas estrangeiras no país, produtoras de bens de consumo duráveis, como as do setor automotivo.
  29. 29. O governo de Jk elaborou o plano de metas que dedicava mais de 60% dos recursos orçamentário para o desenvolvimento dos setores de energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação, que facilitaram a instalação das indústrias no país.
  30. 30. Foi necessário a obtenção de grandes empréstimos com as instituições financeiras internacionais, elevando o endividamento externo.
  31. 31. O desenvolvimento industrial da década de 50 teve continuidade no período militar, onde ficou conhecido como o “milagre econômico”.
  32. 32. Foi introduzido programas de financiamento ao consumo, destinado a classe média e incentivo as exportações de produtos manufaturados. Com isso a economia do país cresceu a olhos vistos e a concentração de renda aumentou.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  33. 33. Quarta fase 1990 até os dias atuais<br /><ul><li>O processo de industrialização tomou novos rumos no Brasil com a idéia do neoliberalismo que defende a liberdade absoluta do mercado e uma restrição a intervenção estatal sobre a economia. Segundo seus defensores, o Estado só deve intervir no mínimo nos setores imprescindíveis à sociedade.
  34. 34. O neoliberalismo, levou a privatização da maioria das empresas estatais brasileiras por meio do Programa Nacional de Desestatização. A meta desta política era de arrecadar recursos com a venda das estatais e reduzir a participação do estado na economia.
  35. 35. Adotou uma política de liberação das importações, facilitando a entrada de produtos estrangeiros na economia.
  36. 36. Muitas indústrias brasileiras não conseguiram se modernizar no mercado internacional e acabaram falindo, outras, foram incorporadas por empresas maiores e principalmente estrangeiras, fazendo crescer ainda mais o capital estrangeiro na economia nacional.
  37. 37. Essa política teve continuidade nos outros governos, que, além de intensificar as privatizações, promoveram mudanças na legislação trabalhista do país.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  38. 38. As primeiras empresas estatais a serem privatizadas foram: <br /><ul><li>Embraer
  39. 39. Cesp
  40. 40. Chesf
  41. 41. Ligth
  42. 42. Eletronorte
  43. 43. Vale do Rio Doce</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  44. 44. A distribuição industrial no território brasileiro.<br />  <br />Atualmente porém, é possível verificar uma mudança na dinâmica da localização das indústrias no Brasil. As indústrias têxteis, de calçados e mesmo as automotivas vêm transferindo progressivamente seu setor de produção para outros estados, embora mantenham os serviços de publicidade e de gerenciamento de vendas em São Paulo, a grande metrópole nacional. Isso é possível em virtude do desenvolvimento das comunicações principalmente da internet que permite gerenciar a produção a distância.<br />O desenvolvimento técnico-científico-informacional contribui também para o surgimento dos tecnopólos, ou seja, locais que englobam empresas e instituições científicas ligadas às tecnologias industriais avançadas ou de ponta, como ocorre nos municípios de São José dos Campos, Campinas e São Carlos no interior de São Paulo.<br />Paralelamente ao deslocamento dessas indústrias ocorrem mudanças significativas no mercado de trabalho: postos são fechados no Sudeste enquanto outros são abertos nos novos pólos industriais. Com altíssimo grau de mecanização e informatização, as novas fábricas obtêm o mesmo rendimento com menor número de empregados. <br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  45. 45. A distribuição industrial no território brasileiro.<br />  <br />Atualmente porém, é possível verificar uma mudança na dinâmica da localização das indústrias no Brasil. As indústrias têxteis, de calçados e mesmo as automotivas vêm transferindo progressivamente seu setor de produção para outros estados, embora mantenham os serviços de publicidade e de gerenciamento de vendas em São Paulo, a grande metrópole nacional. Isso é possível em virtude do desenvolvimento das comunicações principalmente da internet que permite gerenciar a produção a distância.<br />O desenvolvimento técnico-científico-informacional contribui também para o surgimento dos tecnopólos, ou seja, locais que englobam empresas e instituições científicas ligadas às tecnologias industriais avançadas ou de ponta, como ocorre nos municípios de São José dos Campos, Campinas e São Carlos no interior de São Paulo.<br />Paralelamente ao deslocamento dessas indústrias ocorrem mudanças significativas no mercado de trabalho: postos são fechados no Sudeste enquanto outros são abertos nos novos pólos industriais. Com altíssimo grau de mecanização e informatização, as novas fábricas obtêm o mesmo rendimento com menor número de empregados. <br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  46. 46. CAP.3: A produção de Energia no Brasil<br />Principais fontes de energia <br />· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.<br />· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  47. 47. · Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.<br />· Energia de Biomassa- é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.<br />· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada.<br />· Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. Asusinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  48. 48. · Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.<br />· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  49. 49. Onde mais consumimos energia no Brasil?<br />Qual o tipo de energia que mais consumimos atualmente?<br />1- petróleo<br />2- hidro<br />3- carvão<br />4- biomassa<br />5- nuclear<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  50. 50. Matriz energética refere-se às fontes naturais ou energia primária que um determinado país, região ou localidade dispõe<br />Fonte: Ministério das Minas e Energia. Empresa de Pesquisa Energética. Balanço Energético Nacional 2007: ano base 2006. Rio de Janeiro: EPE, 2007.<br />
  51. 51. A Biomassa<br /> <br />Biomassa é um termo utilizado para designar uma série de materiais orgânicos como árvores, plantas, resíduos agrícolas que podem ser queimados diretamente ou transformados em outros elementos capazes de serem utilizados como combustíveis, como o etanol, metanol, biogás, carvão vegetal, óleos, etc...<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  52. 52. Vantagens <br /><ul><li>quando produzida de maneira sustentável, ela é neutra do ponto de vista de emissão de carbono, não contribuindo para o efeito estufa;
  53. 53. Baixo custo de aquisição;
  54. 54. Não emite dióxido de enxofre;
  55. 55. as cinzas são menos agressivas ao meio ambiente que as provenientes de combustíveis fósseis;
  56. 56. menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos);
  57. 57. menor risco ambiental;
  58. 58. recurso renovável</li></ul> <br />Desvantagens<br /><ul><li>ela é pouco densa, isso significa que necessitamos de muita biomassa para poder extrair a mesma quantidade de energia que um litro de gasolina, por exemplo;
  59. 59. os custos dos transportes afetam enormemente a competitividade desse energético, impondo assim mais uma desvantagem frente as fontes convencionais para a produção de eletricidade;
  60. 60. Maior possibilidade de geração de material particulado para a atmosfera. Isto significa maior custo de investimento para a caldeira e os equipamentos para remoção de material particulado;
  61. 61. Dificuldades no estoque e armazenamento.</li></li></ul><li>Petróleo<br /> <br /><ul><li>Em 1953, Getulio Vargas criou a Petrobrás e instituiu o monopólio estatal na extração, transporte e refino de petróleo no Brasil
  62. 62. Com a crise do petróleo, em 1973, houve a necessidade de se aumentar a produção interna para diminuir o petróleo importado, mas a Petrobrás não tinha capacidade de investimento.
  63. 63. O governo brasileiro, autorizou a extração por parte de grupos privados, através da lei dos contratos de risco.
  64. 64. 1988, com promulgação da última Constituição, esses contratos estão proibidos, o que significa a volta do monopólio de extração da Petrobrás.
  65. 65. Em 1995, foi quebrado o monopólio da Petrobrás na extração, transporte, refino e importação de petróleo e seus derivados. O estado pode contratar empresas privadas ou estatais que queriam atuar no setor.
  66. 66. Possuindo treze refinarias, onze delas pertencendo a União, o Brasil é auto-suficiente no setor, precisando importar pequenas quantidades que não são produzidas internamente. O petróleo sempre é refinado junto aos centros, ou seja, próximo aos grandes centros consumidores, isso ajuda a diminuir os gastos com transportes.
  67. 67. O consumo interno vem diminuindo desde 1979, com o segundo choque mundial. O governo passou a incentivar industrias que substituíssem esse combustível por energia elétrica.</li></li></ul><li><ul><li>Em 1973, o Brasil produzia apenas 14% do petróleo que consumia, o que nos colocava nessa posição bastante frágil e tornava a nossa economia muito suscetível as oscilações externas no preço do barril do petróleo. Já em 1999, o país produzia aproximadamente 62% das necessidades nacionais de consumo.
  68. 68. Essa diminuição da dependência externa, relaciona-se a descoberta de uma importante bacia petrolífera em alto-mar, na plataforma continental de Campos, litoral norte do estado do Rio de janeiro. Essa bacia é responsável por mais de 65% da população nacional de petróleo.</li></ul>Ver imagens do livro pag. 403<br />
  69. 69. GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  70. 70. Carvão Mineral<br /><ul><li>Embora existam jazidas de carvão mineral em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas e Acre, elas são muito pequenas e poço espessas. Apenas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná as camadas de carvão apresentam viabilidade econômica para exploração.
  71. 71. No Rio Grande do Sul, encontra-se a jazida de Candiota, a maior do país, porém seu carvão é de baixa qualidade, por isso, não compensa beneficiá-lo e transportá-lo para maiores distâncias, seu uso restringe somente ao estado.
  72. 72. Basicamente, o carvão produzido no Brasil é utilizado para abastecer industriais termoelétricas da região próxima.</li></ul>Ver imagem da pág.405<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  73. 73. Energia Termoelétrica<br /> <br /><ul><li>O Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem usinas termelétricas devido a disponibilidade de carvão mineral, tornando básicos os gastos com transportes. Há usinas termelétricas também, em São Paulo, por apresentar duas vantagens: </li></ul> --- o custo de instalação de uma usina termelétrica é bem menor do que de uma hidrelétrica,<br /> --- alocalização de uma usina hidrelétrica é determinada pela topografia do terreno, enquanto uma termelétrica pode ser instalada em locais mais convenientes.<br /><ul><li>Atualmente, no estado de São Paulo, muitas usinas de açúcar e álcool estão usando a queima de bagaço da cana-de-açúcar como fonte primaria para a produção de energia e tornaram-se auto-suficientes. (biomassa).</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  74. 74. Energia Hidroelétrica<br /> <br /><ul><li>O maior potencial hidrelétrico instalado no Brasil encontra-se na bacia do rio Paraná. Essa bacia drena a região onde se iniciou efetivamente o processo de industrialização brasileiro e que por isso conseguiu receber mais recursos investidos em infra-estrutura.
  75. 75. O maior potencial disponível do país está nos afluente do rio Amazonas, na região N, onde a básico adensamento de ocupação humana e econômica não atraiu investimentos.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  76. 76. <ul><li>Durante a década de 70 e inicio da década de 80, foi dado um grande impulso ao setor.
  77. 77. A partir dos dois choques do petróleo de 1973 e 1979, a produção de energia elétrica passou a receber grandes investimentos, por se tratar de fonte alternativa ao petróleo.
  78. 78. A política governamental estabeleceu como prioridade a construção de grandes usinas.(ITAIPU, no rio Paraná- região Centro-Sul))</li></ul> <br />Itaipú<br /><ul><li>Quando analisamos seus aspectos técnicos essas obras são polemicas e questionáveis. Usinas com grande potencial exigem a construção de uma enorme represa, que causa sérios danos ambientais, além de exigir a instalação de uma extensa, sofisticada e caríssima rede de transmissão de energia, que chega a estender-se por um raio de mais de 2 mil quilômetros.
  79. 79. A construção de pequenas e medias usinas ao longo da área atendida pelos grandes projetos de extensão mineral e siderúrgicas causaria um impacto ambiental menor e diminuiriam as perdas na transmissão da energia.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  80. 80. Energia Nuclear<br /><ul><li>Angra 1 encontra-se em operação desde 1982 e fornece ao sistema elétrico brasileiro uma potência de 657 MW.
  81. 81. Angra 2, após longos períodos de paralização nas obras, inicia sua geração entregando ao sistema elétrico mais 1300 MW, o dobro de Angra 1.
  82. 82. A Central Nuclear de Angra, agora com duas unidades, está pronta para receber sua terceira unidade. Em função do acordo firmado com a Alemanha, boa parte dos equipamentos desta usina já estão comprados e estocados.
  83. 83. Praticamente toda a infraestrutura necessária para montar Angra 3 já existe. Sua construção é somente uma questão de tempo.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  84. 84. O Álcool<br /> <br /><ul><li>O álcool é uma fonte renovável de energia e sua queima em motores a explosão é menos poluentes, se comparada com a queima dos derivados do petróleo.
  85. 85.  Em 1975, o Brasil criou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), com a intenção de substituir o petróleo por outras fontes de energia.(crise do Petróleo mundial)
  86. 86. O proálcool tratou-se de um programa bem custoso aos cofres públicos, que só se estruturou e continua existindo a custa de enormes subsídios do governo.
  87. 87. Foram dados empréstimos a aos maiores produtoras de cana-de-açúcar, para que construíssem usinas de grande porte para a produção de álcool.
  88. 88. Atualmente, após o desenvolvimento tecnológico obtido no setor, o álcool tornou-se economicamente viável, pelo menos se for consumida próxima a região produtora. Mas, seu consumo está espalhado por todo o Brasil, e seu transporte é feito em caminhões movidos a diesel, analisar a sua totalidade, causa enormes prejuízos aos cofres públicos.
  89. 89. Desde 2002 a indústria automobilística passou a produzir carros bicombustíveis (álcool e gasolina), o que está contribuindo para o aumento do consumo de álcool.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  90. 90. Concluímos que:<br /> <br /><ul><li>A estrutura geológica do Brasil é privilegiada em comparação com outros países.
  91. 91. O potencial hidrelétrico brasileiro é elevado.
  92. 92. As possibilidades de obtenção de energia usando a biomassa como fonte primária são enormes;
  93. 93. A produção do petróleo e gás natural vem aumentando gradualmente. </li></ul>Para atingir a auto-suficiência energética no Brasil, são necessários:<br /><ul><li> investimentos na produção
  94. 94. modernização do sistema de transportes e da produção industrial, visando a diminuição de consumo nesses setores
  95. 95. planejamento e execução adequados de políticas energéticas</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  96. 96. EXERCÍCIO<br /> <br />1) Que outra fonte de energia vem substituindo o petróleo? Explique.<br /> <br /> <br />2) Onde se encontra o maior potencial hidrelétrico no Brasil, e porque?<br /> <br /> <br />3) Com que objetivo foi criado o Proálcool, e o que custou ao governo?<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  97. 97. Capítulo 3- A população Brasileira (página 447)<br /><ul><li>Conforme dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total do Brasil é de 190.732.694 habitantes.
  98. 98. Esse elevado contingente populacional coloca o país entre os mais populosos do mundo.
  99. 99. O Brasil ocupa hoje o quinto lugar dentre os mais populosos, superado somente pela China (1,3 bilhão), Índia (1,1 bilhão), Estados Unidos (314 milhões) e Indonésia (229 milhões). 
  100. 100. A população brasileira está irregularmente distribuída no território, pois há regiões densamente povoadase outras com baixa densidade demográfica.
  101. 101. A população brasileira se estabelece de forma concentrada na região Sudeste, com cerca de 80.353.724 habitantes; o Nordeste abriga aproximadamente 53.078.137 habitantes, o Sul acolhe cerca de 27,3 milhões, além das regiões menos povoadas, região Norte com 15.865.678 e Centro-Oeste com pouco mais de 14 milhões de habitantes. 
  102. 102. A população brasileira está distribuída em um extenso território, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, em virtude disso a população relativa é modesta, com cerca de 22,3 hab/Km2, o dado apresentado classifica o país como pouco povoado, apesar de ser populoso diante do número da população absoluta. </li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  103. 103. Como já sabemos, a região sudeste é a região mais populosa do país por ter ingressado primeiramente no processo de industrialização, e hoje encontra-se desenvolvida economicamente e industrialmente. <br />O surgimento da indústria no sudeste foi primordial para a urbanização e a concentração populacional na região, pois tornou-se uma área de atração para trabalhadores de diversos pontos do país. <br />O nordeste é a segunda região mais populosa, no entanto, a densidade demográfica é baixa, proveniente da migração ocorrida para outros pontos do Brasil, ocasionada pelas crises socioeconômicas comuns nessa parte do país.<br /> O centro-oeste ocupa o quarto lugar quando se trata de população relativa, isso é provocado pelo tipo de atividade econômica que está vinculada à agropecuária e que requer pouca mão de obra. <br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  104. 104. As Teorias Demográficas<br /> <br />TEORIA DE MALTHUS – A população crescia de forma geométrica e a produção de alimentos de forma aritmética. Propunha uma política de controle antinatalista, com medidas de controle de natalidade e o número de filhos compatível com os recursos dos pais.<br />TEORIA NEOMALTHUSIANA (ALARMISTA) – Atribuíam a culpa pela situação de miséria ao crescimento populacional. Defendiam programas rígidos de controle de natalidade, com uso de todos os métodos possíveis.<br />TEORIA REFORMISTA OU MARXISTA – Consideram a própria miséria responsável pelo crescimento populacional. Os países não se tornam desenvolvidos apenas pela redução das taxas de natalidade.<br /> <br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  105. 105. Observação: Ao longo da nossa história, houve muitos movimentos migratórios no país. Alguns foram incentivados pelo governo, porém outros foram espontâneos.<br />Quando foi anunciado que encontraram ouro em Minas Gerais, muitos seguiram para lá, poucos anos depois, surgiram várias cidades como Ouro Preto e Mariana. Isso ocorreu no século XVIII.<br />A urbanização melhorou muito a vida dos brasileiros. Nas cidades havia uma melhor condição de vida (higiene e saúde, água tratada, serviços de vacinação, redes de saneamento básico, etc, como conseqüência a taxa de mortalidade diminuiu bastante. <br />As grandes cidades que ao mesmo tempo oferecem uma condição melhor para o povo, também levam medo para as diversas famílias por causa da violência , desemprego e precariedade nos serviços médicos e educacionais além de muitos outros fatores. Resultado de uma macrocefalia urbana, onde as cidades não consegue suportar o contingente populacional por falta de estrutura urbana e de empregos para a população.<br />Essas novas condições urbanas e a revolução no campo da medicina provocaram um alto crescimento vegetativo da população.<br />CRESCIMENTO VEGETATIVO OU NATURAL: é a diferença entre a taxa de natalidade e de mortalidade.<br />Migração, deslocamento de pessoas de um lugar para outro, geralmente motivado por dificuldades econômicas e/ou políticas em seu lugar de origem, ou por melhores oportunidades oferecidas nos lugares de destino.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  106. 106. A idade da população brasileira – O Brasil está envelhecendo!<br /> <br />O Brasil já não é mais um país jovem, é importante enfatizarmos que a população de idosos está crescendo cada vez mais e a expectativa de vida também vem aumentando: aproximadamente 64,1 anos para os homens e 70,6 anos para as mulheres.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  107. 107. O fenômeno de envelhecimento da população, gera sérios problemas na área da previdência social caso o envelhecimento da população continue ocorrendo, será preciso considerar novas formas de aposentadoria, uma vez que a população contribuinte deverá financiar um número maior de aposentados.<br />Desse modo, constata-se que o aumento da população idosa é um dos fatores que contribuem para aumentar o déficit das contas do país. Como resultado, haverá maior endividamento e, portanto, um agravante para a crise econômica. Também significa que haverá menos recursos públicos para serem destinados aos setores sociais, como saúde, educação, moradia, segurança, saneamento básico, transporte etc., o que, evidentemente, reproduziria e agravaria as condições e subdesenvolvimento do Brasil.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  108. 108. Imigração- entrada Emigração – saída<br />a)  Êxodo rural: tipo de migração que se dá com a transferência de populações rurais para o espaço urbano. Esse tipo de migração em geral tende a ser definitivo. As principais causas dele são: a industrialização, a expansão do setor terciário e a mecanização da agricultura.<br />O êxodo rural está diretamente ligado ao processo de Urbanização.<br /> <br />b) Êxodo urbano: tipo de migração que se dá com a transferência de populações urbanas para o espaço rural. Hoje em dia é um tipo de migração muito incomum.<br /> <br />c)  Migração urbano-urbano: tipo de migração, que se dá com a transferência de populações de uma cidade para outra. Tipo de migração muito comum nos dias atuais.<br /> <br />d)  Migração sazonal: tipo de migração que se caracteriza por estar ligada as estações do ano. É uma migração temporária onde o migrante sai de um determinado local em um determinado período do ano, e posteriormente volta, em outro período do ano, é a chamada transumância. É o que acontece por exemplo com os sertanejos do Nordeste brasileiro.<br /> <br />e)  Migração diária ou pendular: tipo de migração característico de grandes cidades, no qual milhões de trabalhadores saem todas as manhãs de sua casa em direção do seu trabalho, e retornam no final do dia. Os momentos de maior aglomeração de pessoas são chamados de rush Isso se dá em virtude da periferização dos trabalhadores que muitas vezes moram a vários quilômetros de distância de seu trabalho, em alguns casos até mesmo em outras cidades que passam a ser chamadas de cidades dormitório.<br />GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  109. 109. Consequências da migração:<br /> <br /><ul><li>Contribuição e influência no processo de ocupação e povoamento, na distribuição geográfica da população e, é claro, no próprio desenvolvimento econômico;
  110. 110. Contribuição no processo de miscigenação étnica e na ampliação e difusão cultural entre povos;
  111. 111. Quando a emigração significa perda de mão de obra qualificada (fuga de cérebros), os prejuízos para o país emigratório são enormes, ao passo que para o país imigratório as vantagens são muito grandes.
  112. 112. Podem acarretar mudanças de costumes, concorrência à mão de obra local e problemas políticos ideológicos, raciais, etc.
  113. 113. Vantagens econômicas para os países que não tem condições de atender as necessidades básicas de suas populações.</li></ul>GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL: Espaço geográfico e globalização. João Moreira e Eustáquio de Sene<br />professoralaisacabral@blogspot.com<br />
  114. 114. UNIDADE 7: O ESPAÇO URBANO E O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO<br />CAP.1: O espaço urbano do mundo contemporâneo<br />Conceito de Urbanização<br />A urbanização deve ser entendida como um processo que resulta em especial da transferência de pessoas do campo para a cidade, ou seja, crescimento da população urbana em decorrência do êxodo rural.   Um espaço pode ser considerado urbanizado, a partir do momento em que o percentual de população urbana for superior a rural.<br />
  115. 115. Podemos dizer que hoje o espaço mundial é predominantemente urbano. Mas isso não foi sempre assim, durante muito tempo à população rural foi superior a urbana, essa mudança se deve em especial, ao processo de industrialização iniciado no século XVIII, que impulsionou o êxodo rural nos locais em que se deu, primeiramente na Inglaterra, que foi o primeiro pais a se industrializar, e depois se expandiu para outros países, como os EUA, França, Alemanha, etc., a maioria desses países hoje já são urbanizados.<br />Nos países subdesenvolvidos de industrialização tardia, esse processo só começou no século XX, em especial a partir da 2ª Guerra Mundial, e tem se dado até hoje de forma muito acelerada, o que tem se configurado como uma urbanização anômala ou desigual, trazendo uma série de conseqüências indesejadas para o espaço urbano desses países. <br />
  116. 116. Existem dois tipos de fatores que contribuem com o êxodo rural, são eles:<br />a)Repulsivos: são aqueles que expulsam o homem do campo, como a concentração de terras, mecanização da lavoura e a falta de apoio governamental.<br />b)Atrativos: são aqueles que atraem o homem do campo para as cidades, como a expectativa de emprego, melhores condições de saúde, educação, etc.<br /> <br />Em países subdesenvolvidos como o Brasil, os fatores repulsivos costumam predominar sobre os atrativos, fazendo com que milhares de trabalhadores rurais tenham que deixar o campo em direção das cidades, o que em geral contribui com o aumento dos problemas urbanos na medida em que as cidades não tem estrutura suficiente para receber esses trabalhadores, com isso proliferam-se as favelas, aumenta a violência, faltam empregos, dentre outros problemas.<br />
  117. 117. As diferenças no processo de urbanização<br /> <br />Existem diferenças fundamentais no processo de urbanização de países desenvolvidos e subdesenvolvidos, abaixo estão relacionadas algumas delas:<br /> <br />a)       Desenvolvidos:<br />· Urbanização mais antiga ligada em geral a primeira e segunda revoluções industriais;<br />·  Urbanização mais lenta e num período de tempo mais longo, o que possibilitou ao espaço urbano se estruturar melhor;<br />·   Formação de uma rede urbana mais densa e interligada.<br /> <br />b)       Subdesenvolvidos:<br />·  Urbanização mais recente, em especial após a 2ª Guerra mundial;<br />· Urbanização acelerada e direcionada em muitos momentos para um número reduzido de cidades, o que gerou em alguns países a chamada “macrocefalia urbana";<br />. Existência de uma rede urbana bastante rarefeita e incompleta na maioria dos países.<br />
  118. 118. Consequências da urbanização acelerada:<br /> <br />- Aumento do desemprego por causa da incapacidade de absorção dos imigrantes;<br />- Proliferação de submoradias: favelas, cortiços, moradores de rua;<br />- Adensamento populacional e dificuldade de acesso aos lugares;<br />- Ineficiência dos meios de transportes públicos<br />- Adensamento de carros particulares gerando engarrafamentos gigantescos<br />- Ineficiência ao acesso à educação e a saúde<br />- Contrastes sociais nas paisagens urbanas formando assim as segregações espaciais<br />- Construções de edifícios arranha-céu , dificultando a circulação de ar e aumentando o calor e a poluição atmosférica.<br />
  119. 119. Aglomerações Urbanas<br /> <br />A expansão da urbanização gerou o aparecimento de várias modalidades de aglomerações urbanas, além de termos que cada vez mais fazem parte de nosso cotidiano. São eles os principais:<br />Rede urbana: Segundo Moreira e Sene (2002), "a rede urbana é formada pelo sistema de cidades, no território de cada país, interligadas umas as outras através dos sistemas de transportes e de comunicações, pelos quais fluem pessoas, mercadorias, informações, etc." Nos países desenvolvidos devido a maior complexidade da economia a rede urbana é mais densa.<br /> <br />Hierarquia urbana: Corresponde a influência que exercem as cidades maiores sobre as menores. O IBGE identifica no Brasil a seguinte hierarquia urbana: metrópole nacional, metrópole regional, centro submetropolitano, capital regional e centros locais.<br /> <br />
  120. 120. Conurbação: Corresponde ao encontro ou junção entre duas ou mais cidades em virtude de seu crescimento horizontal. Em geral esse processo dá origem a formação de regiões metropolitanas.<br /> <br />Metrópole: Segundo Coelho e Terra (2001), metrópole seria  à cidade principal ou cidade-mãe, isto é, a cidade que possui os melhores equipamentos urbanos do país (metrópole nacional), ou de uma grande região do país (metrópole regional)". No Brasil cidades como São Paulo e Rio de Janeiro são metrópoles nacionais, e Belém, Manaus, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza são metrópoles regionais.<br />Região metropolitana: Corresponde ao conjunto de municípios conurbados a uma metrópole e que desfrutam de infra-estrutura e serviços em comum.<br /> <br />
  121. 121. Megalópole: Corresponde a conurbação entre duas ou mais metrópoles ou regiões metropolitanas. No Brasil temos a megalópole Rio-São Paulo, localizada no sudeste brasileiro, no vale do Paraíba, incluíndo municípios da região metropolitana das duas grandes cidades, o elo de ligação dessa megalópole é a Via Dutra, estrada que interliga as duas cidades principais.<br /> <br />Megacidade: Corresponde ao centro urbano com mais de dez milhões de habitantes. Hoje em torno de 21 cidades do mundo podem ser consideradas megacidades, dessas 17 estão em países subdesenvolvidos. No Brasil São Paulo e Rio de Janeiro estão nessa categoria.<br /> <br />Técnopolo: Corresponde a uma cidade tecnológica, ou seja, locais onde se desenvolvem pesquisas de ponta. No Brasil, temos alguns técnopolos localizados em especial no estado de São Paulo, como Campinas (UNICAMP), São Carlos (UFSCAR), e a própria capital (USP, etc.).<br />
  122. 122. Cidade global: são as cidades que polarizam o país todo e servem de elo de ligação entre o país e o resto do mundo, possuem o melhor equipamento urbano do país, além de concentrarem as sedes das instituições que controlam as redes mundiais, como  bolsas de valores, corporações bancárias e industriais, companhias de comércio exterior, empresas de serviços financeiros, agências públicas internacionais. As cidades mundiais estão mais associadas ao mercado mundial do que a economia nacional.<br /> <br />Desmetropolização: Processo recente associado à diminuição dos fluxos migratórios em direção das metrópoles. Esse processo se deve em especial a chamada desconcentração produtiva, que faz com que empresas em especial industrias, se retirem dos grandes centros onde os custos de produção são maiores, e se dirijam para cidades de porte médio e pequeno, onde é mais barato produzir, em função de vários fatores como, por exemplo, os incentivos fiscais. Hoje no Brasil cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo não são mais aquelas que recebem os maiores fluxos de migrantes, mas sim regiões como interior paulista, o sul do país ou até mesmo o nordeste brasileiro.<br />
  123. 123. Verticalização: Processo de crescimento urbano que se manifesta através da proliferação de edifícios. A verticalização demonstra valorização do solo urbano, ou seja, quanto mais verticalizado, mais valorizado.<br /> <br />Especulação imobiliária: Os especuladores imobiliários são aqueles proprietários de terrenos baldios no espaço urbano que deixam estes espaços desocupados a espera de valorização. Uma das conseqüências da especulação é a falta de moradias em locais mais bem localizados, fazendo com que as populações de mais baixa renda tenham que viver em áreas distantes do centro (crescimento horizontal), ou em favelas.<br /> <br />Condomínios de luxo e favelas: os dois estão aqui juntos, pois são fruto da segregação social e econômica que se vive nas cidades, sendo eles o reflexo espacial dessas. Os condomínios são áreas fechadas muito protegidas e bem estruturadas, onde em geral mora a elite; as favelas são áreas sem infra-estrutura adequada e com graves problemas como o tráfico de drogas, onde grande parte da população está desempregada, e a maioria dela é pobre.<br />
  124. 124. Tipos de cidades<br /> <br />As cidades podem ser classificadas da seguinte forma:<br /> <br />a) Quanto ao sítio: sítio urbano refere-se ao local no   qual está superposta a cidade, sendo assim a classificação quanto ao sítio leva em consideração a questão topográfica. Como exemplo temos: cidades onde o sítio é uma planície, um planalto, uma montanha, etc.<br /> <br />b) Quanto à situação: situação urbana corresponde à posição que ocupa a cidade em relação aos fatores geográficos. Como exemplo temos: cidades fluviais, marítimas, entre o litoral e o interior, etc.<br /> <br />c) Quanto à função: função corresponde à atividade principal desenvolvida na cidade. Como exemplo temos: cidades industriais, comerciais, turísticas, portuárias, etc.<br /> <br />d) Quanto à origem: pode ser classificada de duas formas: planejada e espontânea. Como exemplo temos: Brasília, cidade planejada e Belém, cidade espontânea.<br />
  125. 125. A rede urbana brasileira<br /><ul><li>Brasil era formado por “arquipélagos regionais” polarizados por suas metrópoles e capitais regionais. A integração entre as regiões eram frágeis e quase inexistente.
  126. 126. A medida que a infra-estrutura de transportes e comunicações foi se expandindo pelo país, o mercado se unificou e a tendência a concentração urbano-industrial ultrapassou a escala regional, atingindo o país como um todo. Os pólos industriais da região Sudeste, passaram a atrair um enorme contingente de mão-de-obra das regiões que não acompanharam seu ritmo de crescimento econômico e se tornaram metrópoles nacionais.
  127. 127. Na década de 30, com o governo de Getulio Vargas até meados da década de 70, o governo o federal concentrou investimentos de infra-estrutura industrial na região Sudeste, que , em conseqüência, se tornou o grande centro de atração populacional do país.
  128. 128. Os migrantes que a região recebeu eram, constituídos por trabalhadores desqualificados e mal remunerados, que foram se concentrando na periferia das grandes cidades.
  129. 129. Com o passar dos anos, a periferia se expandiu demais e a precariedades do sistema de transportes urbanos levou a população de baixa renda a preferir morar em favelas e cortiços no centro das metrópoles, onde apresenta o cenário de disparidade social presentes nas grandes cidades.</li>

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