Boletim Informativo nr 2 da anapar

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Boletim Informativo nr 2 da anapar

  1. 1. Associação Nacional de Número 2 Ano 1 Maio Grupos de Pacientes 2011 ReumáticosANAPAR empreendenovos esforços, em vão,para que MS atualize PCDT Boletim ANAPARD esde 2006, cerca de 30 mi- ciação Brasiliense de Pacientes uma vez que se acredita que ape- lhões de brasileiros – núme- Reumáticos (ABRAPAR). nas 20% dos portadores de doen- ro estimado de portadores Em fevereiro deste ano, ças reumáticas seriam beneficia-de doenças reumáticas em todo representantes da ANAPAR e da dos com a medida. Em resposta,o País – contam, aflitos, com a ABRAPAR se reuniram com auto- o médico reumatologista Luis Pivaboa vontade de dirigentes do Mi- ridades do MS, em Brasília, para Jr., representante do Conselhonistério da Saúde (MS) para que cobrar do Ministério um posicio- Científico da ABRAPAR no encon-o referido órgão atualize os Pro- namento conclusivo e célere no tro, disse que discordava dessatocolos Clínicos de Diretrizes Te- tocante à atualização dos PCDT, concepção errônea. Ele ainda ar-rapêuticas (PCDT). A atualização uma vez que a omissão do órgão gumentou que se a atualizaçãopode tornar possível a ampliação só beneficiasse 20% dos pacientes ctasponline.blogspot.comda cobertura farmacêutica gra- reumáticos do País, seus repre-tuita efetuada pelo Sistema Único sentantes, assim como ele, nãode Saúde (SUS) para o tratamento estariam ali discutindo uma justade enfermidades que atualmen- solução para o impasse. Enquantote são contempladas com apenas esta situação for insolúvel, a judi-três medicamentos da mesma li- cialização continuará a ser práticanha pela Rede Pública de Saúde, corrente e necessária dos pacien-o que não garante a eficácia de tes reumáticos brasileiros.seu tratamento. Enquanto a atu- Segundo o procurador daalização não ocorre, pacientes de República Peterson de Paula Perei-todo o País precisam recorrer à ra, do Ministério Público FederalJustiça (a chamada “judicializa- (DF), “se um paciente dá entradação”) para que o SUS lhes forneça numa medicação por via judicial, omedicamentos imunobiológicos Peterson de Paula Pereira sistema [de saúde] fica enfraque-para doenças como esclerose sis- tem sido regra com relação às le- cido, pois o valor de compra [dotêmica, espondilite anquilosante, gítimas reivindicações dos pacien- medicamento] é um valor cheio”.artrite psoriásica, espondilite in- tes reumáticos de todo o País. Na Ou seja, para o procurador, a ver-diferenciada, doença de Crohn, ocasião, representantes do Depar- ba liberada para um paciente porcolites ulcerativas, lúpus e artrite tamento de Atenção Especializada via judicial poderia ser utilizadareumatoide. (DAE/SAS/MS) afirmaram que a por vários outros usuários. Assim, “Em cinco anos que nós legislação brasileira não estipula para ele, a judicialização onera oesperamos uma atitude favorá- um prazo para que o MS realize a País e não representa uma soluçãovel do MS neste sentido, quantos atualização dos PCDT e que, des- ideal para o problema dos pacien-pacientes reumáticos não terão de 2009, o setor vem tomando a tes. Esta também é uma preocu-tido todo um comprometimento frente dos trâmites burocráticos e pação da ANAPAR.de sua vida útil por falta do tra- políticos referentes à possibilidade Novos encontros entre astamento adequado ao qual eles de atualização. Porém, os repre- duas entidades e o Ministério datêm direito, de acordo com a sentantes da ANAPAR e da ABRAPAR Saúde estão agendados para osConstituição? Quantos não terão afirmaram que o pleito das duas próximos meses, a fim de que asmorrido?”, indagou Abigail Gomes entidades demanda desde 2006. discussões e os acordos avancemSilva, presidente da Associação Na oportunidade, os re- em direção a uma resolução con-Nacional de Grupos de Pacientes presentantes do DAE afirmaram clusiva para os portadores de do-Reumáticos (ANAPAR) e da Asso- que não é viável atualizar os PCDT, enças reumáticas.
  2. 2. Um desabastecimento injustificável E m outubro de 2010, a revista Is- contornado pelo governo em suas três toÉ publicou uma reportagem (na esferas de gestão (federal, estadual e edição nº 2134, “A falta dos me- municipal). Tudo porque o mesmo desa- dicamentos de alto custo”) na qual de- bastecimento é verificado em diversos nunciava o desabastecimento de postos estados e municípios do País. Pior: não do Sistema Único de Saúde (SUS) na ca- há uma justificativa plausível do gover- pital paulistana e em vários municípios no federal para os estoques vazios. do interior do estado. A matéria assina- No Rio de Janeiro e em São Pau- lou que “falhas na lo, no ano passado, as as- distribuição [dos “Se o tratamento for in- sessorias das secretarias de medicamentos de terrompido uma vez, por saúde confirmaram o atraso alto custo] deixam desabastecimento ou por na entrega dos medicamen- sem remédios por- qualquer outro motivo, tos, mas disseram que eleEditorial tadores de doen- ao ser retomado de novo, se devia por causa do SUS, ças graves, como nem sempre existe a ga- responsável pelo programa artrite reumatoide rantia de eficácia do me- de distribuição das drogas e lúpus” em São dicamento. Além disso, é de alto custo. Mas o Ministé- Paulo (SP). rio da Saúde (MS) asseverou claro, existe o risco de que Medicamen- que o abastecimento estava tos de alto custo o paciente sofra o chamado em conformidade, por parte são aqueles que efeito rebote, nome dado da União. Na oportunidade, possuem um custo à tendência de que um me- o diretor de assistência far- unitário extrema- dicamento provoque o rea- macêutica do MS, José Mi- mente dispendio- parecimento dos sintomas guel do Nascimento Jr., ga- so ou são de uso que estão sendo tratados. rantiu: “As entregas foram prolongado ou de- Em casos extremos de efei- feitas nas datas previstas e finitivo, para tra- to rebote, os sintomas po- não recebi comunicado de tamentos crônicos derão ser mais graves do falta de medicamentos”. ou enfermidades que no início da doença.” Sete meses depois, a graves. A reporta- situação do desabasteci- gem alertava que o desabastecimento mento dos medicamentos de alto custo da Rede Pública de Saúde em São Paulo pelo SUS se mostra tão crônica quan- era de aproximadamente 60 dias. Situa- to a saúde dos pacientes que deles de- ção que prejudicou um número incalcu- pendem. Enquanto isso, autoridades do lável de pacientes que fazem uso con- Ministério da Saúde não se entendem e tinuado de medicamentos para doenças não justificam o caso à sociedade. Até2 graves (entre elas, as reumáticas) e não alguma providência ser tomada, quan- têm recursos para adquiri-los nas far- tos terão sido vítimas da negligência es- mácias particulares, porque são muito tatal? A quem recorrer quando o aces- caros. so à saúde pública gratuita, um direito Todavia, em pleno mês de maio constitucional dos mais básicos, é nega- deste ano, diversas matérias divulga- do aos cidadãos brasileiros? das em jornais, revistas e na internet A ANAPAR deixa aqui sua nota de alertam que o problema ainda não foi protesto.
  3. 3. A judicialização na saúdeprejudica o SUS?H á cerca de um ano, exis- Congresso definir o papel de to- mais recursos, não necessaria- tiam no Brasil cerca de dos os responsáveis pelo atendi- mente resolveremos a judicia- 50 mil ações na Justiça mento médico. lização. O que se judicializaque cobravam tratamentos ou De um ano para cá, quase é a ineficiência da máquina”,o fornecimento de medicamen- nada mudou: a judicialização afirmou. Para ele, a presençatos não oferecidos pelo Sistema ainda é regra, em muitos ca- do juiz neste caso só se tornaÚnico de Saúde (SUS). A medida, sos, devido à ineficiência dos necessária porque o cidadãochamada de “judicialização” poderes públicos. A ANAPAR e não consegue ser atendido pe- Justiça e Saúde(veja box), que é acusada pelo os Grupos de Pacientes Reumá- los órgãos públicos. MedeirosMinistério da Saúde de prejudi- ticos a ela coligados não veem cobrou do Legislativo um papelcar a gestão do SUS, tem como a judicialização como um meio mais atuante, principalmenteuma das causas a falta de regu- natural de definir uma políti- sobre a execução do orçamen-lamentação das competências ca pública de saúde. Para a to da saúde.do Poder Público (União, esta- ANAPAR, a política pública de De igual forma, o juiz Ingodos e municípios) e da saúde saúde deve fazer parte do or- Sarlet, do Fórum Regional docomplementar no atendimento çamento no Brasil. Para isso, Partenon, em Porto Alegre (RS),à população. segundo a Associação, a re- criticou há um ano a afirmação Em maio do ano passado, gulamentação da EC 29/2000 do então secretário Reinaldoo então secretário de ciência, poderia ajudar muito a suprir Guimarães, de que há uma epi-tecnologia e insumos estratégi- tal deficiência. Mas, segundo demia de ações judiciais contracos do Ministério da Saúde, Rei- a ANAPAR, mais recursos para o Executivo nessa área. Segun-naldo Guimarães, defendeu a a área não resolverão tudo. É do o magistrado, a União gas-opinião de que a judicialização necessário que uma política de tou R$ 90 milhões em 2009 so-é extremamente onerosa para saúde bem orientada para os mente com o cumprimento deo SUS. A afirmação foi feita, na portadores de deficiência seja sentenças, valor muito pequenoépoca, em audiência pública na também implementada. se considerado o orçamento daComissão de Seguridade Social O procurador-geral da saúde naquele ano (cerca de R$e Família, que debateu a judi- República, Humberto Jacques 59,6 bilhões).cialização da saúde e a Emen- de Medeiros, tem opinião se- Para a ANAPAR, enquantoda Constitucional nº 29/2000 melhante. Para ele, o proble- houver uma inoperância do SUS(EC 29/2000). “Esse fenômeno ma do excesso de ações judi- no atendimento aos pacientes[judicialização] é uma anoma- ciais para o cumprimento de reumáticos na Rede Pública delia tanto no sistema de saúde direitos de saúde não decorre Saúde, a judicialização será umquanto nos tribunais”, disse. da escassez de recursos para o “mal necessário”.Segundo ele afirmou, o proble- setor, mas da ineficiência ge- Com informações dama só será resolvido quando o rencial do SUS. “Se aportarmos Agência Câmara e da Saúde Business Web Saiba mais sobre a judicialização A judicialização é uma me- zamento individual de uma os pacientes e para os po- 3 dida extrema que leva mui- ação na Justiça, para que as deres públicos manter a lis- tos pacientes de doenças secretarias estaduais e mu- ta do SUS atualizada do que reumáticas a buscar, no Ju- nicipais de saúde, a partir de arcar com os gastos para o diciário, a garantia consti- liminar expedida por juiz, se- cumprimento das decisões tucional de seu tratamento, jam obrigadas a arcar com o judiciais, além de manter negado pelo SUS, à falta de tratamento de segmento con- milhões de pacientes sem o uma política específica para siderável da população brasi- necessário tratamento que o setor. Neste sentido, judi- leira. Tal prática é paliativa, a Constituição brasileira cialização consiste no ajui- já que seria mais eficaz para lhes assegura.
  4. 4. ANAPAR marca presença e E m abril, a ANAPAR participou, a convite da ABRAPAR, do “Fó- rum Artrites: Um Debate Necessário”. Para ambas as instituições, havia para o encontro um objetivo co- mum: a atualização do Pro- tocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Artri- te Reumatoide (PCDT-AR) (veja no box alguns tópi- Deputado Geraldo Thadeu Deputado Darcísio Perondi Depu cos do que se espera após o debate). O fórum ocorreu zação. Afinal, os portado- Segundo o diretor do no auditório Freitas Nobre, res de doenças reumáticas DAF/MS, José Miguel do no Anexo IV da Câmara dos do Brasil têm o direito de Nascimento Jr., a incorpo- Deputados. Participaram conhecer e cobrar a reso- ração dos medicamentos do evento público, além lução desta questão, uma para artrite reumatoide de membros da diretoria vez que 1% da população no PCDT-AR só poderá ser da ANAPAR e da ABRAPAR, brasileira é portadora de feita quando o MS fizer o representantes dos grupos artrite reumatoide e um delineamento do protoco- estaduais e municipais as- bom número de pacientes lo, pois esta é a orientação sociados à ANAPAR e mem- sofre a contraindicação e bros da Frente Parlamentar até mesmo a ineficácia das das Hepatites e dos Trans- medicações disponíveis. Reivindicações dos pac plantes, da Frente Parla- Estes indivíduos não podem • Que a CITEC/MS se posicio mentar da Saúde da Câ- ser reféns da burocracia de prioridades para a incor mara dos Deputados, entre estatal, nem ter suas vidas tecnologias no SUS e inform autoridades do Ministério comprometidas pela inér- custo-efetividade que sust da Saúde. cia do governo. realizadas pela coordenaçã No evento, a coorde- No encontro, foi in- formado por representan- ou não de novas tecnologia nadora geral de Média e Alta Complexidade (DAE/ tes do MS que existe o inte- • Quando sairá o delineamen SAS/MS), Maria Ines Por- resse da AMBr de participar novas doenças que demand deus Gadelha, afirmou que das atualizações dos proto- técnico-científica, do ponto a atualização do PCDT-AR colos. Ora, com a inclusão primeiro o protocolo clínico está sob sua coordenação da AMBr na atualização dos • Quais são os métodos cons desde 2009. Na ocasião, PCDTs, quando será que para a atualização dos PCD representantes dos pacien- os portadores de artrite4 • Quando serão feitas a impl tes reumáticos reclamaram reumatoide serão contem- a atualização dos PCDTs pa da falta de transparên- plados? O que foi feito até reumatoide? cia do Ministério da Saúde agora será arquivado? Apro- neste trâmite burocrático veitado? Somado? Enfim, • Haverá retrocesso nos estu e político, porque desde os portadores de doenças Elaboradores dos Parecere 2006 não existe qualquer reumáticas merecem uma ao aguardar a participação divulgação pública sobre manifestação deste órgão atualizações dos PCDTs? o andamento dessa atuali- quanto ao que se solicita.
  5. 5. a em fórum sobre artrites agentes biológicos, dro- Fotos: Arquivo ANAPAR gas imunomoduladoras e imunossupressoras. Antiga- -mente, devido ao custo elevado de muitos destes medicamentos, a maioria dos doentes não recebia o tratamento recomendado, o que acarretava em acrés- cimo da morbidade e mor- talidade desse público. Deputado Felipe Bornier Diretor José Miguel Jr. (DAF/MS) Alguns desses agentes já foram incluídos na lista política do órgão. Assim, camento no PCDT-AR se as de medicamentos distribuí- novas doenças reumáticas condições para seu uso não dos pelo SUS. Notoriamen- demandariam também uma estiverem determinadas, te, este procedimento pos- decisão técnica e científica mas o inverso aconteceu. sibilitou melhor adesão te- do MS, do ponto de vista Na ocasião, os represen- rapêutica por parte desses de contar primeiro com o tantes dos pacientes reu- pacientes, melhora signifi- protocolo clínico, porque máticos indagaram: o que cativa do controle da doen- – segundo o diretor – não falta para que tudo isso ça e diminuição acentuada adiantaria incluir o medi- seja feito pelo Ministério no número de internações da Saúde? A pergunta ficou hospitalares por compli- sem resposta. cações evolutivas, defor-os pacientes no evento midades e incapacidades. posicione quanto à definição Tratamento Além disso, muitos destes a incorporação de novas especializado pacientes foram poupados de sofrimento e de gastos e informe qual é o limiar de Muitos pacientes reu- financeiros desnecessários.ue sustenta as deliberações máticos são encaminhados Ainda assim, alguns denação para a incorporação para tratamento especia- medicamentos reconheci- nologias. lizado em hospitais ter- damente eficazes no tra-neamento do protocolo das ciários, particularmente tamento desses pacientes demandam uma decisão aqueles de caráter univer- encontram-se fora da lista o ponto de vista de se ter sitário, chamados “hospi- de drogas fornecidas gra-o clínico? tais-escola”, ou em unida- tuitamente pelo SUS. “Poros considerados pela CITEC des secundárias de saúde tal razão, entendemos que,dos PCDTs? que contem com médicos ao incluirmos novas drogas reumatologistas. Nestes lo- neste arsenal, poderemos 5 a implementação eCDTs para a artrite cais, após avaliação e do- obter melhores índices de cumentação clínico-labora- remissão das doenças reu- torial adequada, os pacien- máticas, diminuindo a dornos estudos dos Grupos destes pacientes e os gas- tes recebem orientaçãoareceres Técnico-Científicos tos indiretos que são gera- para tratamento medica-cipação da AMBr nas mentoso a contento, sendo dos”, salienta Abigail Go- DTs? grande parte composta de mes Silva, presidente da drogas anti-inflamatórias, ANAPAR e da ABRAPAR.
  6. 6. Senador Itamar Franco reivindica fornecimento de medicamento para portadores de artrite N o início de maio, bitantes (conforme esti- Waldemir Barreto / Agência Senado em pronunciamen- mativa do IBGE de 2010), to no plenário do quase dois milhões de Senado Federal, o sena- indivíduos (1.920.000) dor Itamar Franco (PPS- seriam portadores de ar- -MG) incitou o governo trite, a maior parte com a tomar providências comprometimentos em para resolver o proble- sua vida útil. As mulhe- ma do desabastecimento res são as vítimas mais do medicamento meto- frequentes da enfer- trexate (MTX) no mer- midade. Estima-se que cado. O MTX é um anti- mais de 30 milhões de metabólito, uma droga brasileiros sejam porta- de antifolato usada no dores de uma das mais de tratamento do câncer e 106 doenças reumáticas de doenças autoimunes, catalogadas. como a artrite reuma- Em aparte, o se- toide (AR). Mencionando Senador Itamar Franco nador Pedro Taques informações recebidas do di- percentual de subnotificação (PDT-MT) lembrou que, no retor científico da Sociedade relativo à enfermidade é ex- Brasil, a saúde é um direito Mineira de Reumatologia, An- tremamente alto –, acredita- fundamental, protegido pela tônio Scafuto Scotton, o sena- -se que cerca de 1% da popu- Constituição. Ele disse fazer dor asseverou que a falta do lação brasileira seja portado- parte da luta por “uma vida, remédio leva os pacientes a ra de artrite reumatoide. Em- uma existência digna não só migrar para alternativas “ex- bora aquém da realidade no no sentido moral, como tam- tremamente onerosas”. país, o quadro delineado para bém material, o que signifi- Segundo estimativas de- a doença é alarmante. Consi- ca remédio e tratamento de satualizadas – uma vez que derando-se que o Brasil possui qualidade”. especialistas afirmam que o cerca de 192 milhões de ha- Com informações da Agência Senado Saiba mais O metotrexate é considerado o medicamento de eficácia ideal para o controle da artrite reumatoide (AR). O MTX é de baixo custo, fácil utilização e conta com eficácia comprovada em mais de 4 mil artigos publicados na literatura médica desde a década de 80. O MTX pode ser usado em conjunto com outros medicamentos modificadores da artrite6 reumatoide (DMARDs) e com todos os agentes imunobiológicos usados para a AR. Pode ser usado na forma oral e em outras doenças reumáticas, como LES, artrite idiopática juvenil, vasculites. Seu uso deve ser monitorado por via laboratorial frequente. Recentemente, a comercialização do MTX tem sido dificultada no Brasil pelas novas normas da ANVISA para medicações de uso oncológico, segundo informações do médico Luis Piva Jr., reumatologista do Hospital de Base do Distrito Federal e membro do Conselho Científico da ABRAPAR.
  7. 7. ABC dosreumáticos Para os portadores de doenças reumáticas, inúmeros termos médicosutilizados pelos especialistas, durante seu tratamento, acabam deixandomais dúvidas do que esclarecimentos. A fim de remediar uma questão queestá além do uso dos medicamentos, a ANAPAR vai reservar uma seção deseu informativo para esclarecer muitas dúvidas dos pacientes reumáticosQuando leio matérias sobre estatís- Qual é a diferença entre reuma- 200 mil mulheres e 70 mil homensticas de doenças reumáticas, sem- tismo e artrite? com essa condição. Agora, se to-pre vejo os termos “prevalência” e Há muita confusão entre os marmos uma prevalência de 1%,“incidência” de uma determinada leigos sobre o que é considerado esse número vai triplicar.doença ou região. Qual é a diferen- reumatismo e artrite. Do ponto de Já em relação à prevalên-ça entre os termos? vista do especialista, é considerada cia de osteoartrite ou doença A “prevalência” é um ter- reumatismo qualquer circunstância articular degenerativa, esta semo utilizado para aferir quantas que envolva estruturas pararticu- manifesta radiologicamente empessoas estão doentes em deter- lares (bursite, tendinite, miosite, 2% dos pacientes com menos deminada localidade. Já o termo etc.). A artrite tem como caracte- 45 anos, 30% dos indivíduos com“incidência” serve para avaliar rística a alteração da própria ar- idades entre 46 e 69 anos e 68%quantas pessoas tornaram-se do- ticulação. O termo deformante é das pessoas com mais de 70 anos.entes e quem está ou ficou do- universal para qualquer processo Estes números permitem inferirente num determinado lugar e inflamatório (artrite reumatoide, que há cerca de 6 milhões de ca-numa dada época. Uma fórmula espondilite, etc.) ou degenerativo sos com evidências radiológicasutilizada pelos especialistas pode (osteoartrite, doença de Pott) e da doença e, destes, 30% apre-ajudar a avaliar ambos os termos: não implica, por si só, um diagnós- sentaram sintomas clínicos.prevalência = incidência x dura- tico ou prognóstico em particular. Estes dois exemplos descri-ção da doença. tos enfatizam a prevalência das Qual é a incidência exata ou doenças reumáticas, fato que éO que é, exatamente, o reuma- aproximada das doenças reumá- ampliado quando se consideratismo? ticas na população brasileira? que existem mais de 200 etiolo- Reumatismo é uma deno- O Brasil não tem dados gias reumáticas diferentes. Comominação utilizada para designar suficientes para que as autorida- se pode concluir que as doençasproblemas de saúde que acome- des tenham uma ideia exata da reumáticas são muito comuns etem as articulações e estruturas incidência dessas doenças. No afetam principalmente pessoasosteomusculares adjacentes, entanto, existem registros em na fase produtiva de sua vida,associados à dor e à rigidez arti- diferentes sistemas de saúde que elas pressionam os custos econô-cular. Em estudo prospectivo, o nos permitem inferir de modo micos e sociais para o paciente,reumatismo representou a con- aproximado a presença de do- a família e o País. Para a artritedição crônica mais indicativa de enças reumáticas na população. reumatoide existem tratamentoslimitações de atividades físicas, Como exemplo, sabemos que a que modificam a história naturalprincipalmente mobilidade e au- artrite reumatoide tem uma pre- da doença. Até mesmo a incapa-tocuidado. Mais de 100 doenças dileção por mulheres de 3 para 1. cidade e a mortalidade no lúpus 7classificadas internacionalmente Ou seja, para cada homem aco- eritematoso sistêmico diminuírampodem ser relatadas como reu- metido por artrite, existem três de maneira muito importante.matismo. Entretanto, a osteoar- mulheres que são portadoras da Graças aos avanços nos métodostrose representa a afecção mais enfermidade. A maior incidência laboratoriais, como a determina-frequente, correspondendo a cer- é entre a terceira e a quinta dé- ção dos diferentes anticorpos, po-ca de 70% dos casos de artrite. A cadas de vida, com uma prevalên- demos identificar precocementeosteoartrose acarreta importante cia em todo o mundo entre 0,3% as diferentes doenças do tecidoimpacto econômico, em termos e 2,1% da população. Se tomar- conjuntivo e estabelecer um tra-de incapacidade e custo da assis- mos a menor taxa (de 0,3%) e se tamento mais eficaz para elas.tência aos indivíduos acometidos aplicada à população em situação Fonte: <http://ciencia-atual.blogspot.com/2010/09/painel-pela doença. de risco, existem no país mais de das-doencas-reumaticas.html>.
  8. 8. Associações/Grupos associados à ANAPAR ABRAPAR – Associação Brasiliense de Pacientes GRUPAJUF – Grupo de Pacientes Artríticos de Juiz Reumáticos de Fora Brasília – DF Juiz de Fora - MG Fone: (61) 3425-2662 /3327-8826 E-mail: abrapar@pop.com.br Fone: (32) 3215 – 7437, (32) 3215 – 7437 E-mail: edinei.guimaraes@hotmail.com ABRAPES – Associação Brasileira de Pacientes de Esclerose Sistêmica GRUPAL – Grupo de Pacientes Artríticos de Porto Alegre Campinas - SP Porto Alegre – RS Fone: (19) 3256-7277 E-mail: abrapes@yahoo.com.br Fone/fax: (51)3028-5646 Site: www.abrapes.org.br roberta@grupal.org.br Site: www.grupal.org.br APAVI - Associação dos Portadores de Artrite do Vale do Itajaí GRUPARMA – Grupo de Pacientes Reumáticos do Itajaí – SC Fone: (47) 3249-1126 Maranhão E-mail: apavitajai@hotmail.com São Luiz – MA Fone: (98) 3235-9026/ 3235-7692 ARUR – Associação dos Reumáticos de Uberlândia E-mail: gruparma@bol.com.br e Região Uberlândia - MG Fones: (34) 3225-0455 GRUPARN – Grupo de Pacientes Reumáticos do Rio E-mail: nilma_ro@yahoo.com.br Grande do Norte Natal-RN APL/Sinos - Associação dos Portadores de Lúpus Fone: (84)3653-7121 do Vale dos Sinos E-mail: gruparn@bol.com.br São Leopoldo – RS Fones: (51) 3575-4078 e (51) 9726-9031 E-mail : lupusvsinos@terra.com.br GRUPAR-RP - Grupo de Apoio ao Paciente Reumático de Ribeirão Preto GARCE – Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos Ribeirão Preto - SP do Ceará Fone/Fax: (16)3941-5110 Fortaleza - CE Fone/fax: (85) 3241-2428 E-mail: grupar-rp@hotmail.com E-mail: garce.ceara@yahoo.com.br SITE: www.grupar-rp.org.br GRUPAAM – Grupo de Pacientes Artríticos do GRUPARSE – Grupo de Pacientes Artríticos do Sergipe Amazonas Aracaju - SE Manaus - AM Fones: (92) 3238-5828; (92) 3633-4977; Fax: (92) Fone: (79) 3214-2752 3238-8391 E-mail: gruparse@yahoo.com.br E-mail: grupaam@yahoo.com.br GRUPASP – Grupo de Pacientes Artríticos de São Paulo GRUPAGO – Grupo de Pacientes Artríticos de Goiás São Paulo-SP Goiânia-GO Fone: (62) 9641-3094 Telefax do Grupasp: (11) 5574-6438/5574-5996 E-mail: grupago@yahoo.com.br E-mail: grupasp@superig.com.br Site: www.grupago.org Site: www.grupasp.org.brExpediente Diretoria Executiva da ANAPAR Assessor de imprensa e jornalista responsável: Diretora-Presidente: Paulo Henrique de Castro (RP MTb: 4136 DF)8 Abigail Gomes Silva Programador visual e design gráfico: Vice-Presidente: Cláudio Domenech Tupinambá - (61) 9819-6336 João José da Silva 1ª Secretária-Executiva: ANAPAR: Associação Nacional de Grupos de Pacientes Cleone de Fátima Silva Vasconcellos Reumáticos Endereço: 2ª Secretária-Executiva: SCN Quadra 5, Bloco A, Nº 50, Torre Sul, 7º andar, Marta Maria Serra Azevedo sala 710 B - Centro Empresarial Brasília Shopping 1ª Diretora Financeira: CEP: 70715-900, Brasília (DF) Guiomar Jesus Trovato Monâco Fones: (61) 3201-7172 / 3425-2662 2ª Diretora Financeira: E-mail: anaparreumato_brasil@yahoo.com.br Edinei Guimarães Site: http://www.anapar.org.br/

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