A experiência do andar no espírito                                                          NOTASA EXPERIÊNCIA DO ANDAR NO...
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A experiência do andar no espíritoEva preferiram confiar no diabo a confiar em Deus. "Seja Deus                           ...
A experiência do andar no espíritomesma cruz que garante a salvação, também garante a cura" Se                            ...
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A experiência do andar no espíritoDeus. As coisas do Espírito são também na base da fé, pois andar                        ...
A experiência do andar no espíritoSe me jugo conhecedor de todas as coisas, quem estará apto para                         ...
A experiência do andar no espírito      • O que Deus diz acerca do que possuo. O que eu tenho.                            ...
A experiência do andar no espírito      Eu tenho sido abençoado com toda sorte de bênção                                  ...
A experiência do andar no espíritonão pode desfazer. E se Deus mandou a doença, ela é uma coisa                           ...
A experiência do andar no espíritoponderou e disse: "se Deus é tudo isso, então é melhor eu mesmo                         ...
A experiência do andar no espíritosaber que autopreservação não é, em si mesma, pecado;                                   ...
A experiência do andar no espírito        Por outro lado esse autoconhecimento não vem pela                               ...
A experiência do andar no espíritocompleto vexame. Veja a maneira como Deus fez, ele levou aquele                         ...
A experiência do andar no espíritoE nós já estamos mortos para o pecado e, portanto livres do seu                         ...
A experiência do andar no espírito       Pense em como foi difícil para Maria aceitar ser usada por                       ...
A experiência do andar no espíritoentendem mal, os esforços indevidos para explicar nossas ações                          ...
A experiência do andar no espíritoA Cruz na Prática                                                                       ...
A experiência do andar no espíritopara elas a Cruz. Elas ficam perplexas e muitas até mesmo se                            ...
A experiência do andar no espíritoCada um deve desempenhar o seu papel?                                                   ...
A experiência do andar no espírito       Considerar os outros como superiores a nós mesmos parece                         ...
A experiência do andar no espíritoextremamente pobres e sem certos privilégios e oportunidades. Em                        ...
A experiência do andar no espíritopróprio. É propósito de Deus que alcancemos o nível em que                              ...
A experiência do andar no espíritoPermita-me exemplificar mostrando apenas alguns pontos de I                             ...
A experiência do andar no espírito      Mas o mais difícil é dizer que o amor tudo sofre e tudo                           ...
A experiência do andar no espírito        O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo                        ...
A experiência do andar no espíritodisciplina não é lei. Disciplina é levar o corpo e a mente a fazerem a                  ...
A experiência do andar no espíritoa perceber aquilo que é do espírito em nós e também nos outros.                         ...
A experiência do andar no espíritoque gostaríamos que eles fizessem a nós. O cristianismo é muito                         ...
3.a experiência do andar no espírito
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3.a experiência do andar no espírito

  1. 1. A experiência do andar no espírito NOTASA EXPERIÊNCIA DO ANDAR NO ESPÍRITO 64
  2. 2. A experiência do andar no espírito NOTASA EXPERIÊNCIA DO ANDAR NO ESPÍRITOEsboço do Planejamento do CursoMeta Que você compreenda os princípios do andar no espíritoentrando na prática de uma vida cristã vencedora.Outros Objetivos • Desfrutar de íntima comunhão com Deus. • Compreender o andar por fé, andar na cruz e no sobrenatural. • Experimentar uma vida plena de frutos no descanso da presença de Deus.Sugestões Bibliográficas 1. Seu Destino é a Cruz – Paul Billheimer 2. Aprendendo a Ser Dirigido Pelo Espírito de Deus – Keneth Hagin 3. O Homem Espiritual – Watchman Nee Vol 1Recomendações Muito Importantes Com a Ajuda do Seu Líder de Célula, coloque em prática osprincípios espirituais que você tem aprendido. Faça da suadevocional diária um tempo para praticar cada verdade onde vocêrecebeu revelação. 1. Busque praticar o andar pela fé e experimente esse novo nível do caminhar com Deus 2. Gaste tempo meditando na palavra de Deus nos novos assuntos. 3. Coloque em prática o andar em amor e pela cruz. 4. Busque cultivar uma constante comunhão com o Espírito Santo colocando sua mente no espírito. 5. Pratique na sua célula o compartilhar com os irmãos as novas experiências com Deus.Avaliação • Descreva o que é andar no espírito. • Andar no espírito é algo prático. É andar por fé, na cruz e no sobrenatural. Explique cada um desses princípios. • O que é o oposto do andar no espírito? • Quais os resultados em nossa vida cristã? 65
  3. 3. A experiência do andar no espírito NOTASA EXPERIÊNCIA DO ANDAR NO ESPÍRITO“Se vivemos no espírito, andemos também no espírito" (Gl 5:25) “...visto que andamos por fé, e não pelo que vemos". (II Coríntios. 5:7). Quando Adão pecou, ele morreu para Deus e assim, toda araça humana entrou pelo mesmo caminho, a morte do espírito.Dessa forma, a primeira coisa que Deus precisa efetuar no homemé o novo nascimento ou a regeneração. Uma vez que fomosregenerados, à vontade de Deus é nos dirigir através do EspíritoSanto que habita em nosso espírito humano. Deus espera quecooperemos com ele exercitando o nosso espírito para obedecê-lo,ouvi-lo e termos comunhão com Ele. Precisamos então: ser guiadospor Deus no espírito e exercitar o nosso espírito para ouvir de Deus. O Espírito Santo habita dentro de nós. O poder de Deus estáem nós. A saúde de Deus está em nós. A natureza de Deus está emnós. A bondade, a justiça, o amor de Deus, tudo isso é residentedentro do nosso espírito recriado. Não precisamos buscar estascoisas, precisamos é de ter revelação de que elas já estão dentrode nós. Nós temos a mente de Cristo, a unção do santo; tudo aquiloque é necessário para uma vida santa e plena, já foi colocadodentro de nós pela pessoa do Espírito Santo. Uma vez que nósandamos no espírito todas as realidades do Espírito Santo de Deus,que habita em nosso próprio espírito, se tornarão realidades emnós. Todos nós éramos como um enfermo portador de vários tiposde doenças. Depois que o médico fez o diagnóstico, deu-lhe areceita para que tomasse vários tipos de remédios, cada um parauma doença. O farmacêutico, então, colocou todos osmedicamentos dentro de uma única seringa. Esse conjunto demedicamentos foi a dose que resolveu todas as suas enfermidades.A mesma coisa Deus fez em nós; ele injetou em nós uma dose queresolve todas nossas necessidades, essa dose é o Espírito Santo.Precisamos entender no Espírito que tudo o que necessitamos parauma vida com Deus já nos foi dado por meio do Espírito Santo queem nós habita. Se precisarmos poder, Ele é o poder. Seprecisarmos de amor, Ele é o amor que foi derramado em nossoscorações. Se precisarmos de entendimento, todos os tesouros dasabedoria estão ocultos nEle. Portanto, todas as coisas já estãocompletadas em nosso espírito. O que precisamos aprender hoje é sermos guiados peloEspírito e dependermos dele em todas as nossas necessidades. Avida cristã é constituída de duas substituições; a primeira foi na Cruzonde O Senhor Jesus morreu em nosso lugar e a segunda é nonosso dia a dia onde o Espírito Santo quer viver em nosso lugarsendo a nossa própria vida. Para melhor entendermos a vida no Espírito vamos dividir onosso estudo em três princípios bem simples: A vida no Espíritoimplica em três coisas: andar por fé, andar pela cruz e andar nosobrenatural. 66
  4. 4. A experiência do andar no espírito NOTASPrimeiro Princípio Do Andar No Espírito:Andar Em Fé A maneira de entendermos o padrão da vida no Espírito écompreendendo como foi o primeiro pecado. O pecado desviou ohomem do padrão de Deus. Conhecer o desvio já nos ajuda adeterminar o caminho de volta ao modelo de Deus. O primeiro pecado: Incredulidade. Se entendermos comosurgiu o primeiro pecado do homem, poderemos entender como osoutros surgem, pois o princípio do pecado é o mesmo (Gn. 3:1-6). O primeiro pecado não foi terrível, do ponto de vista daaparência. Não era obsceno, não era pornográfico, não eraescandaloso, não era feio de se ver. Adão e Eva apenas comeramda fruta, nada mais do que isso. O primeiro pecado, entretanto, deuorigem a todos os outros, pois o princípio que o governou governatodos os outros, embora possam surgir de formas diferentes. Comoé isso? No princípio, o homem andava no espírito. A Bíblia diz que"à tardinha, Deus vinha ter comunhão com o homem, todos os dias".Isso indiscutivelmente é uma relação espiritual, pois Deus é Espírito.O homem era um ser guiado pelo espírito, naqueles dias. O espíritoé o ponto central na vida do homem. A alma era como um servo, emrelação ao espírito. Mas, com o pecado, aconteceu algo dentro dohomem: o seu espírito morreu para Deus e a sua alma cresceu,tornando-se o centro do seu ser. O homem passou a ser carne. Opropósito de Deus, desde então, é nos restaurar a posição queAdão desfrutava de comunhão com Ele. E não apenas isso, poisnós hoje temos mais que Adão teve: Deus entrou em nosso espíritohumano recriado, tornando-se a nossa vida. Adão nunca comeu da"árvore da vida", nós, porém, hoje, podemos comer dela, pois aárvore da vida é o Senhor Jesus. Mas qual foi a essência do primeiro pecado? Podemos dizerque o pecado se manifestou por três princípios. O primeiro princípiofoi a incredulidade. O primeiro pecado foi o da incredulidade. Evapreferiu acreditar no que o diabo disse a acreditar no que Deusdissera: "se comeres, vais morrer". O diabo veio e desmentiu Deus,dizendo: "é certo que não morrereis". Certa vez, pregando a um homossexual, ele me disse: "éimpossível eu deixar de ser o que sou". E eu lhe respondi: "Isso é oque o diabo diz, mas Deus diz que se você crer, você se tornaráuma nova pessoa, uma nova criatura. O mundo diz:” você nuncapode mudar; pra você não há libertação; você nasceu assim, vaimorrer assim; pode até virar crente, mas vai continuar sendo o queera; pode até nunca falar sobre isso, mas continuará sendo “- isso éo que o mundo e o diabo dizem. Mas Deus diz que se você crer,será nova criatura - é uma questão de ser e não simplesmente defazer. Você é nova criatura. E eu disse àquele homossexual:” diantede você têm duas afirmações: a de Deus e a do diabo. Qual vocêescolhe?”A base dessa escolha é uma questão de em quem voucrer?" Devemos sempre colocar para o homem essa mesmaescolha, pois foi nesse ponto que o pecado surgiu: quando Adão e 67
  5. 5. A experiência do andar no espíritoEva preferiram confiar no diabo a confiar em Deus. "Seja Deus NOTASverdadeiro e mentiroso todo homem". Deus não pode mentir; Ele écompletamente fiel àquilo que diz. Eva duvidou da Palavra de Deus; aqui começou o problemada carne. E para entrarmos agora na dimensão do espírito,devemos cumprir a primeira condição: "Andar em espírito implicaem andar em fé". Se não andamos em fé, então não estamosandando no espírito - "andar no espírito é andar em Fé". Andar no Espírito e andar em fé se misturam na Bíblia. EmHebreus 11:6, lemos que "sem fé é impossível agradar a Deus"; e,em Romanos. 8:8, lemos que "os que estão na carne não podemagradar a Deus". Observe estas duas colocações: em Hebreus, osincrédulos não podem agradar a Deus; e, em Romanos, os carnaistambém não podem agradá-lo. Logo, por associação, dizemos queos carnais são também incrédulos - são a mesma coisa.Carnalidade é sinônimo de incredulidade. Aqueles que estão nacarne são facilmente percebidos, pois eles são incrédulos,indiferentes e insensíveis.Três Formas de Manifestação do PecadoPara com a pessoa de Deus, o pecado se manifesta de três formas:O primeiro tipo de pecado é a soberba, a rebeldia. Esse pecado agride Deus em sua autoridade, atinge o tronode Deus. Satanás disse: "subirei acima das mais altas nuvens eserei semelhante ao Altíssimo” Isaias. 14:13. Do ponto de vista deDeus, esse é o tipo mais grave de pecado, porque ele atingediretamente o trono de Sua autoridade.O segundo tipo de pecado é a desobediência. O desobediente é aquele que mente, rouba, prostitui; éaquele que desobedece ao mandamento de Deus. O desobedienteagride Deus em sua santidade, Deus é santo; Ele não suporta asujeira, a impureza e a iniqüidade. Esse tipo de pecado é terrível,mas, do ponto de vista de Deus, a rebeldia é mais grave ainda.O terceiro tipo de pecado é a incredulidade. O incrédulo atinge Deus em seu caráter. Ele é aquele que fazde Deus um mentiroso. Deus diz: "em tudo fostes enriquecidos",mas o incrédulo diz: "eu sou pobre". Deus diz: "eu carreguei na cruza sua enfermidade; o incrédulo diz:” tenho medo de morrer decâncer “. Deus diz:” eis que vos dou autoridade sobre serpentes eescorpiões “; o incrédulo diz:” eu não tenho o dom de expulsardemônios; isso é só para pastores “. Percebe que há muitasmaneiras sutis de dizer que Deus é mentiroso. Nem sempre somosdescarados, na maioria das vezes somos sutis. Certa vez, um irmão me disse: "Pastor, acho que nãodevemos fazer apelos para a cura, dizendo que podem vir à frente,e que todos os que crerem serão curados; nem todos são curados eisso pode levá-los à revolta". E eu lhe perguntei: "Todos os quecrêem são salvos?” Ele respondeu: "é claro que sim". Eu disse "a 68
  6. 6. A experiência do andar no espíritomesma cruz que garante a salvação, também garante a cura" Se NOTASfaço apelo e nem todos são salvos, isso não impede de o fazernovamente, não são salvos porque não crêem. E se nem todos sãocurados é porque nem todos crêem. Devemos crer em toda aPalavra e não apenas em algumas partes; pois se Deus mente emuma pequena frase, Ele compromete toda a Bíblia, se há uma parteerrada, quem me garante que toda ela também não está errada? Oué tudo verdade, ou nada é verdadeiro: é um princípio da lógica. Masgraças a Deus, que é fiel, e nenhuma de suas palavras deixará dese cumprir. A incredulidade se manifesta de maneira sutil. Fé é sinônimo de vida no espírito. Se alguém anda noespírito, invariavelmente ficará cheio do Espírito. Uma pessoa queanda no espírito pode facilmente ser reconhecida, pois naturalmenteexpressará a vida. Quando falo de vida, não estou me referindo àvida prática - retidão, integridade - tudo isso um cristão deve ter;estou falando de algo mais tênue, subjetivo. Refiro-me a algo quenão sabemos de onde vem, nem para onde vai. Quando olhamos apessoa, sentimos algo diferente nela. O primeiro sinal, que o SenhorJesus fez, foi transformar água em vinho. O vinho é símbolo de vida.Por quê? Isso pode ser facilmente observado na pessoa que ingereuma certa quantidade de vinho, ou outra bebida alcoólica. Aprimeira coisa que se percebe nela é uma mudança em sua pele -mostra uma aparência de saúde. Em segundo lugar, os olhoscomeçam a brilhar, como que cheios de alegria; é uma alegrianatural, proveniente da bebida. Em terceiro lugar, surge uma dosede ânimo, empolgação e força. A pessoa começa a se sentir comoum leão; em seus lábios, o sorriso é fácil, e ela parece estar cheiade vida. O vinho é para nós um símbolo de vida, pois provoca umasensação, ainda que superficial e efêmera, de vida. Quandobebemos, e nos embriagamos do Senhor, acontece algo parecido,mas é algo que ninguém pode nos tirar. O sorriso também fica fácil,não há mais dificuldades de jubilarmos diante de Deus, de saltar, oude gritar. Não é uma alegria que vem de fora - piadas ou do ritmoquente da música - é algo mais sublime, que vem de dentro, quevem do espírito; é algo permanente. Há um fogo do Senhor que vemqueimando dentro do coração, que torna a vida diferente e linda.Esse fogo é a presença viva do Senhor em nós. "andar em fé" geraa vida, pois implica andar sobre a Palavra de Deus.O Que Significa Andar em FéRenunciar ao esforço próprio Andar em fé implica em abrirmos mão do que vemos, donosso esforço próprio e do nosso entendimento próprio. Isto querdizer que andar no espírito também implica em renunciarmos aestas três coisas: andar por vista, por esforço próprio e porentendimento próprio. Todo carnal anda pelo esforço próprio. A fépressupõe dependência de Deus. Se andarmos pela nossa força,não precisamos exercer fé. A principal característica da vida de fé éo descanso. Hebreus 4:3 diz que "os que crêem entram no 69
  7. 7. A experiência do andar no espíritodescanso". Os que andam no espírito andam em descanso. É como NOTASum barco no meio do mar, não tem que se esforçar, é só deixar-selevar pelo vento. Nós somos o barco, o vento é o Espírito. Veja queeste descanso não é lazer, não é retiro, não é férias. Podemos ir aestes lugares, em todas estas formas de descanso, e mesmo assimnão descansarmos. O verdadeiro descanso é poder dizer: "Senhor,és tu quem fazes, não eu. Não sou eu quem salva, és tu, Senhor.Não sou eu quem santifica, és tu, Senhor. Não sou eu quem faz, éstu, Senhor". Se ficarmos angustiados cada vez que temos depregar, e se a ansiedade aumenta, a ponto de a vida perder osabor, é porque tem faltado o descanso "Resta um descanso para opovo de Deus". A obra de Deus não se faz no cansaço; não se fazna fadiga, não se faz com suor: se faz na dependência do Senhor. Ezequiel 44:17 dá uma orientação clara àqueles quetrabalham no templo: "E será que quando os sacerdotes entrarempelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho, não se porá lãsobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro dotemplo. Tiras de linho lhes estarão sobre as cabeças, e calções delinho sobre as coxas, não se cingirão a ponto de lhes vir suor". Naobra de Deus, não pode haver suor. Nós somos sacerdotes levitas,encarregados de servir na casa do Senhor e, quando servimos aoSenhor, não pode haver suor. Qual é o significado do suor? Gênesis3:19 fala que o suor é maldição, por causa do pecado. Suor ésímbolo de maldição, mas graças a Deus que, por meio de JesusCristo, nos libertou de toda a maldição do pecado. É bom demaisservir a Deus. Não temos de suar, não temos de viver no cansaço.É como diz o cântico: "É meu somente meu todo o trabalho, e o teutrabalho é descansar em mim". Essa é a Palavra de Deus para nós. Fico preocupado com pastores e líderes que tem estafa.Estafa não está nos planos de Deus para nós. Estafa é maldição.Observe que aqueles que trabalham em serviço braçal não têmestafa, deitam e dormem o sono do descanso. Mas há pastores elíderes que não dormem à noite, ficam uma, duas, três, quatronoites acordados, até que lhes vem uma estafa. Não é um cansaçofísico, mas mental, da alma. Aqueles que se achegam para servir nosantuário não podem suar lá dentro. Não temos mais de suportar amaldição do pecado, pois Jesus já suou o nosso suor para que Neletenhamos descanso. O Senhor suou no Getsêmane o suor que noscabia. Não precisamos nos esforçar até suar, Ele já suou por nós;não temos o que fazer com suor, Ele já fez tudo por nós. Alguém pode perguntar: "não temos mais nada?" Nada! "Mase quem vai pregar o Evangelho? " Não somos nós quem pregamos;somente a boca é nossa, o resto é trabalho do Senhor. Muitos ficamse cobrando o tempo todo: "tenho de pregar; preciso pregar". Écomo uma paranóia, uma obsessão. Deus me livre de dizer que nãodevemos pregar, não falo disso; ouça-me, se andamos no espírito,passaremos vida. A vida é algo que sai de nós, sem quepercebamos, ou sem nos esforçarmos. Se tivermos vida, os outrosperceberão. É aquele princípio que diz "a boca fala do que ocoração está cheio". Se o nosso coração está cheio da vida deDeus, como um rio de água viva, naturalmente a boca vai 70
  8. 8. A experiência do andar no espíritomanifestar o que está lá dentro. Não há trabalho nenhum nisso, é NOTASuma questão de ser espontâneo, e de ter vida fluindo do espírito.Quando você se enche do Senhor, no descanso, naturalmente vocêvai fazer a obra de Deus. A obra do Senhor tem de ser espontâneaem sua vida. Tem de ser gostosa de se fazer. Tem de serempolgante ser líder; a idéia de ser pastor tem de ser agradável àmente. É bom trabalhar para o Senhor, porque o nosso trabalho édescansar Nele. Vemos que o primeiro aspecto do andar em fé é o abrir mãodo esforço próprio, e entrar no descanso de Deus. Se andarmos emespírito, andamos também em descanso.Não andar por vista O segundo aspecto importante para frisarmos é “não andarpor vista”. II Coríntios. diz: "andamos por fé e não pelo que vemos". Tenho sempre comigo uma regra: enquanto o que vejo batecom a Palavra de Deus, continuo vendo; quando, porém, não batemais, ignoro o que estou vendo, e fico somente com a Palavra deDeus. Note que é um estilo de vida louco; é loucura para o mundo.Uma das situações onde isso pode ser mais facilmente observado écom relação às enfermidades. Muitas vezes insistimos em olharpara os sintomas da doença, em vez de olharmos para a Palavra deDeus. Se a Palavra diz que o Senhor já levou as nossasenfermidades na cruz, devemos rejeitá-las, e passar à verdade daPalavra, independentemente daquilo que estamos vendo ousentindo. Não é mentir para nós mesmos, dizendo que não estamosdoentes, mas é declarar a Palavra, e ignorar os sintomas dadoença. Poucos de nós fazem isso, preferimos andar por vista; istoé, na carne. Andar por vista é característica do carnal. Seinsistirmos em andar por vista, seremos escravos do natural. Ascircunstâncias irão facilmente nos desanimar, e tenderemos a ficarprostrados. Se eu ficasse olhando a forma superficial de algunsadorarem a Deus, ficaria desanimado e nem iria mais dirigir louvor.Se eu ficasse olhando o grande número de crentes infantis, iriadesistir de fazer a obra de Deus. Se eu ficasse olhando asdiferenças pessoais e a postura de alguns líderes, nunca iria crer naunidade da mente e do coração. De maneira que, devemos ter umolhar profético: andamos pelo que cremos que será e não pelo queo diabo quer nos mostrar. Vejo um povo que adora a Deus; um povoforte que manifesta o reino de Deus; uma liderança ungida, queministra em unidade. Creio e sei que na dimensão do Espírito já éassim, ainda que com os meus olhos naturais não o veja. O segundo aspecto do andar em fé, então, é não andarsegundo a vista.Renunciar ao entendimento próprio Vimos que há aqueles que andam pelo esforço próprio, há osque andam por vista, mas há também os que andam pelo seupróprio entendimento. A Palavra de Deus diz que no princípio Deus 71
  9. 9. A experiência do andar no espíritocriou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden. Lá havia duas NOTASárvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e domal. A árvore da vida aponta para a vida de Deus. Jesus é oCaminho, a Verdade e a Vida; "Nele estava a vida e a vida era a luzdos homens". João. 14:6 e 1:4. A luz significa que pela vida, euposso ter luz, ou seja, posso conhecer a realidade última dascoisas. A vida de Deus, que agora está em nós, se manifesta comoluz em nosso espírito. É uma sensação de clareza, deentendimento. Deus queria que Adão comesse da árvore da vida evivesse por essa vida. Ele não iria conhecer nada - nem o bem, nemo mal, nem o certo, nem o errado - e a vida iria guiá-lo em todas ascircunstâncias. Entretanto, sabemos que ele pecou, comendo daárvore do conhecimento; e Adão e Eva passaram a conhecer o beme o mal. E, desde então, o homem passou a ser dirigido segundo oque é certo ou errado. Mas, ouça-me, ser cristão não é uma questãode entender se algo é certo ou errado, se é moral ou imoral e nemmesmo se é ou não uma questão ética. Ser cristão é andar pelaárvore da vida, isto é, andar segundo a vida que está em nós, e queAdão nunca teve. Essa vida é a luz, e nos dirige em toda a vontadede Deus. Alguns irmãos, antes de fazerem alguma coisa, perguntam:"será que isso é certo ou é errado? Será que é pecado ou não?" Epensam que com isso estão agradando a Deus. Isso é andar peloentendimento e não por fé, na direção da vida do espírito. Porém, aBíblia diz: "Tudo o que não provém de fé é pecado" Romanos.14:23. Aqueles que agem assim estão andando segundo a árvoredo conhecimento do bem e do mal. Isso pode até parecer piedoso ebem intencionado, mas não provém da dependência e fé em Cristo,é, portanto da carne. Se antes de fazermos alguma coisadissermos: “isto não é errado, não é pecado, não escandaliza, nãoofende e nem faz mal a ninguém“, estaremos agindo segundo oentendimento do certo e do errado e não pela vida. Certamente você ainda vai descobrir que muitas coisas quenão são erradas, que não escandalizam e nem são sujas sãoreprovadas por Deus. Porém, não devemos nos preocupar emproibir ninguém de coisa alguma. Não devemos ser escravos decódigo de conduta, de códigos morais e normas de certo e deerrado. O importante é aprender a andar no espírito. Podemosseguir piamente um código e ainda assim vivermos na carne. O queimporta não é conhecermos o que se pode e o que não pode fazer,o que importa é conhecer a vontade de Deus. Há muitos irmãos quequerem tudo prontinho, querem normas e regras sobre regras.Precisamos é ensiná-los a ouvirem o espírito, e, naturalmente, elesvão fazer a vontade de Deus. Se andarmos por entendimento, nãodependeremos de fé no Espírito; por isso os que andam peloentendimento próprio não podem agradar a Deus; o que eles fazemnão provém da fé, e isso é carne. Quando o Senhor fala, há fé. Quando Ele fala conosco,sempre manifestamos uma convicção e certeza resoluta. Masquando Ele não fala, há confusão e dúvida. Nunca façamos nada nabase da insegurança e incerteza, pois certamente não provém de 72
  10. 10. A experiência do andar no espíritoDeus. As coisas do Espírito são também na base da fé, pois andar NOTASno Espírito implica em andar por fé. E tudo o que não provém de féou dependência de Deus é carne. Quando estivermos aconselhando uma pessoa, não devemosdar-lhe as coisas prontas, devemos antes estimulá-la a usar o seupróprio espírito, para que possa discernir a direção de Deus. Só hácrescimento, quando Deus fala; as palavras humanas podem serboas, mas somente quando Deus fala há transformação e há vida.Só há crescimento quando aprendemos a ouvir a Deus. Muitosdiscipuladores estimulam seus discípulos a serem seusdependentes. Ensinam que os discípulos não devem fazer nadasem antes compartilhar com eles. Isso não é o propósito de Deus; odiscipulador deve permitir que o discípulo aprenda a ouvir e adepender de Deus. Se o discipulador sempre fala qual é a vontadede Deus, o discípulo nunca vai aprender a discerni-la por si mesmo,e isso é lamentável. Com relação ao "andar em fé", três coisas são consideradascomo da carne. Carne é andar pela força própria, pela vista e peloentendimento próprio. Andar em fé é o oposto: andar no descansode Deus, ignorar a vista e renunciar o próprio entendimento. Antes, porém de avançarmos, devemos entender que adireção do Espírito nunca está fora da Palavra de Deus. Deus e asua Palavra se misturam. Assim como eu sou aquilo que eu falo,Deus é aquilo que Ele fala. A Palavra é o seu retrato. Crer Nele écrer em sua Palavra. Se alguém diz crer em Deus e não crê naBíblia, está mentindo; pois é impossível crer em Deus e não crer noque Ele diz. Se quisermos "andar no Espírito", devemos andar pela fé naPalavra de Deus; as duas coisas se misturam, na prática.A Necessidade de Crescer em Fé Nós podemos crescer na vida espiritual. O crescer espiritualestá muito relacionado com o crescer em fé. Quero compartilhardois princípios básicos que nos levam a avançar em novos níveis defé: crescemos em fé, conhecendo a Palavra - pelo espírito, porrevelação - e crescemos confessando a Palavra. Uma parte só nãoresolve, temos de conhecer a Palavra por revelação e temos deconfessá-la com os nossos lábios.A Revelação da Palavra "Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai daGlória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação, no plenoconhecimento Dele, iluminados os olhos do vosso coração, parasaberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riquezada glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza doseu poder para com os que cremos..." Efésios. 1:17-18. Como você viu no assunto anterior do Curso de Maturidadeno Espírito, acerca da Experiência de Receber Revelação, emprimeiro lugar, a revelação surge quando há um coração ensinável. 73
  11. 11. A experiência do andar no espíritoSe me jugo conhecedor de todas as coisas, quem estará apto para NOTASme ensinar? Devemos também ter um coração que se humilha. Nãodevemos ter uma atitude de constrangimento em aprender comquem quer que seja. Ouça, se você, com soberba, disser: "não vouaprender com aquele irmão, vou buscar de Deus e aprendersozinho". Deus não vai falar com você. Deus resiste ao soberbo,mas dá graça aos humildes. Se eu souber que um líder qualquer emGoiânia está fluindo numa área qualquer da Palavra, vou láaprender com ele e Deus vai falar comigo lá. Mas se eu disser: "eusou pastor, igual a ele, Deus vai falar comigo também. Isso ésoberba e nunca vou crescer dessa maneira”. No Novo Testamento, encontramos duas expressões que sãotraduzidas para o português como "palavra". São as expressões"Logos" e "Rhema". Logos é a palavra escrita, é a letra, é o que está registradonas Escrituras. Rhema é a palavra viva revelada pelo Espírito e que queimaem nosso coração.A Confissão da Palavra de Deus "Porque com o coração se crê e com a boca se confessa arespeito da salvação". Romanos 10:10. A nossa fé precisa ser cultivada à maneira de Deus, parareforçarmos a fé e abrirmos a boca. Não basta orar com o coração.É preciso também confessar com a boca. Muitas vezes Deus vemcom um entendimento forte na Palavra, a respeito de uma verdade,mas com o tempo, nos esquecemos daquela verdade. Por que issoacontece? Porque deixamos de falar nela. Deixamos de confessá-la, de contar para os outros, de ensinar e mesmo de pregá-la. Sefecharmos a boca, com o tempo perderemos aquele entendimentovivo, e tudo se tornará apenas conhecimento mental. Mas existe umoutro lado muito importante, mesmo que ainda não tenhamosrevelação de uma verdade, se abrirmos a boca e começarmos aconfessá-la, logo ela vai começar a gerar fé em nós. Vemos entãoque a confissão não apenas preserva a revelação recebida, mastambém nos abre o espírito para novas revelações. Mas o que é confessar? Há uma maneira bem simples dememorizarmos o que devemos estar constantemente confessando:Eu devo confessar: • O que Deus diz acerca de si mesmo. O que Ele é. • O que Deus diz acerca do que possui. O que Ele tem. • O que Deus diz acerca do que pode fazer. O que Ele faz. • O que Deus diz acerca de mim. O que eu sou. 74
  12. 12. A experiência do andar no espírito • O que Deus diz acerca do que possuo. O que eu tenho. NOTAS • O que Deus diz acerca do que posso fazer. O que eu faço. A base da nossa fé é aquilo que Deus diz. A palavra é o trilhodo qual nós andamos. Aprenda tudo aquilo que Deus diz que é, econfesse constantemente, você vai perceber que a sua fégradualmente vai se fortificar e crescer.O Que Deus Diz Que Eu Sou: Eu sou nova criatura (I Cor. 5:17). Eu sou templo do Deus vivo. (I Cor. 6:16). Eu sou como árvore plantada junto a ribeiros de água, que no devido tempo dá o seu fruto e tudo quanto faço sou bem sucedido (Sl. 1:3). Eu sou forte e ativo porque conheço o meu Deus (Dn. 11:32). Eu sou mais que vencedor por meio daquele que me amou (Rm. 8:37). Eu sou zeloso de boas obras (Tt. 2:14). Eu sou um ganhador de almas e por isso sou sábio (Pv. 11:30). Eu sou feitura Dele, portanto sou belo (Ef. 2:10).O Que Deus Diz Que Eu Tenho: O amor de Deus está derramado em meu coração (Rm. 5:5). A unção do Santo permanece em mim ( I Jo. 2:27). Deus me tem dado autoridade sobre todo o poder do inimigo e nada me causará dano (Lc. 10:19). Posso todas as coisas naquele que me fortalecesse (Fl.4:13). Deus me deu espírito de poder, de amor e de moderação (II Tm. 1:7). Maior é o que está em mim do que aquele que está no mundo ( I Jo. 4:4). Deus sempre me faz triunfar em Cristo Jesus (II Cor. 2:14). 75
  13. 13. A experiência do andar no espírito Eu tenho sido abençoado com toda sorte de bênção NOTAS espiritual nas regiões celestes, em Cristo Jesus (Ef. 1:3). Eu tenho o poder do Espírito Santo (Mq. 3:8).O Que Deus Diz Que Eu Faço: No nome de Jesus eu expulso demônios, falo novas línguas,pego em serpentes; se beber alguma coisa mortífera não mecausará dano; imponho as mãos sobre os enfermos e eles sãocurados (Mc. 16:17). Eu venço o diabo pelo sangue do Cordeiro epela palavra do meu testemunho (Ap.12:1).SEGUNDO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO:Andar Pela Cruz Para gerar incredulidade em Eva, o diabo procurou usar deestratégias. O diabo é espírito, e os espíritos não podem mudar; damesma maneira que ele agiu com Eva, age conosco hoje. Destaforma, através de suas ações na Bíblia, podemos conhecer suasestratégias e guerrear contra ele. A primeira área que o inimigo atacou foi a bondade de Deus.Ele disse: "Deus não deve ser bom, caso contrário, não teriaproibido comer da árvore". Nunca devemos permitir que em nossamente haja a mínima insinuação satânica de que Deus não é bom,isso não é verdade. Essa é, muitas vezes, a forma que o inimigoencontra para gerar incredulidade em nós. Durante muito tempo convivi com muitos medos dentro demim, todos eles relacionados com a dúvida sobre a bondade deDeus. Tinha medo de ser pastor, porque achava que a vida dasovelhas não estaria em boas mãos; poderia ser, que na hora crucial,Deus faltasse. Tinha medo até de orar, pois eu pensava que seorasse muito, Deus resolveria enviar-me para o meio dos índios, edisso eu tinha medo. Veja que a minha vida foi por muito tempobloqueada, em função de eu ter duvidado da bondade de Deus. Eele é bom, Aleluia! A segunda área que ele atacou foi o caráter de Deus. Eledisse que Deus não era reto, pois havia mentido, certamente ohomem não morreria se comesse da árvore. Ora, se Deus eramentiroso, não valia a pena confiar Nele, daí também surgiu a raizda incredulidade. É impressionante vermos como o povo de Deustem engolido esses dois ataques do inimigo. Muitos afirmamcategoricamente que Deus é mau, ao afirmarem que foi Deus quemlhes mandou doenças. Muitos procuram pastores para receberemoração dizendo: "Pastor, ore por mim por que a mão de Deus meferiu com esta enfermidade. Ora, se foi a mão de Deus que feriu, eunão posso orar; se for a vontade de Deus, certamente ele não meouvirá. Penso que as pessoas que têm essa posição não deveriamnem mesmo ir ao médico, pois se foi Deus quem mandou, o homem 76
  14. 14. A experiência do andar no espíritonão pode desfazer. E se Deus mandou a doença, ela é uma coisa NOTASboa, pois Deus só nos dá coisas boas. Qual pai teria coragem demandar câncer para seu filho? Pois se nós sendo humanos nãoagimos assim, muito menos o Senhor. Deus é mentiroso - nãofalamos isso descaradamente, como fez o inimigo, mas aceitamos asugestão de que, nem tudo o que está escrito acontece hoje em dia.A Bíblia realmente diz que Deus cura, mas hoje Ele não cura mais.Se Deus não cura mais, então Ele é mentiroso, pois Deus nuncamuda, sempre é o mesmo e se Ele curou no passado e não o fazmais, a Sua Palavra é falsa, pois mudou com o tempo. Se existealguma coisa que Deus não mais faça em Sua Palavra, ela éindigna de confiança, pois, como vou ter certeza de que algumacoisa pode ser feita hoje, ou não? Se desejarmos andar no espírito, devemos desmentir o diaboe confessar tudo aquilo que Deus diz que é, tudo aquilo que Ele dizque faz e tudo aquilo que Deus diz que tem: "Eis que as suas mãosnão estão encolhidas para não poder abençoar e nem surdos osseus ouvidos, para não poder ouvir". A vontade de Deus para nós éa saúde, a vida, a prosperidade e a paz. A terceira área que o diabo atacou foi a santidade de Deus,dizendo que Deus não queria que ninguém conhecesse o bem e omal, que Deus não queria que ninguém fosse como Ele, que Deusqueria ser o único. Aquilo que Satanás desejou na sua soberba eaquilo que Adão e Eva buscaram na sua desobediência, Deus agoranos concede gratuitamente, por meio de Jesus Cristo; eles queriamser como Deus e nós, agora, nos tornamos Seus filhos, geradospela Sua semente. No Salmo 82:6, Deus diz: "... sois deuses, pois sois todos filhos do Altíssimo". Eu souagora da raça de Deus, sou filho. Nisto, Deus prova a Suasantidade, pois nos concedeu aquilo que foi acusado de não querercompartilhar: a Sua natureza divina. Para que a nossa fé seja forte, devemos ter uma revelaçãoclara do caráter de Deus, Deus é bom e tem o melhor para nós.Deus é reto e nunca pode mentir ou falhar naquilo que disse: a Suapalavra é a própria verdade. E Deus é santo e nos fez participantesda Sua natureza, da Sua riqueza e da Sua glória. Aleluia! Sepermitirmos surgir dúvidas nestes aspectos, então a nossa fé seráabalada e não poderemos viver no espírito, pois, como jáaprendemos, andar no Espírito implica em andar em fé. Andamospor fé na Palavra. A Palavra é o trilho, andar no Espírito é andar notrilho da Palavra. Vimos que o pecado foi originalmente aincredulidade, e que se desejamos andar hoje no espírito, temos deandar em fé. Mas temos de avançar um pouco mais agora eentender que houve um outro aspecto: a independência. Havia no Éden duas árvores: a árvore da vida e a árvore doconhecimento do bem e do mal. A árvore da vida apontava para opróprio Deus. Se o homem optasse pela árvore da vida, teriaescolhido depender de Deus. Ele não saberia o bem e o mal por simesmo, teria de depender de Deus para saber. Não viveria por simesmo, mas por aquilo que Deus dissesse. Sabemos que isso nãoaconteceu com Adão. Depois que o diabo falou, certamente Adão 77
  15. 15. A experiência do andar no espíritoponderou e disse: "se Deus é tudo isso, então é melhor eu mesmo NOTAStomar conta de minha vida, tomar minhas próprias decisões. Issofoi a independência. Como originou-se o primeiro pecado, certamente os outrospecados se originam; pois todo pecado tem no seu centro oegocentrismo. Todo pecado, em sua origem, é o ego em ação. Aindependência é a forma específica de como o ego se manifesta:"eu tenho minhas opiniões, meus desejos, meus alvos, minhaidentidade". Quando o homem optou por comer da árvore doconhecimento, o seu Ego, a sua alma, foi aumentado, e passou aser o centro da personalidade humana. O propósito de Deus era ( eé) que o espírito humano fosse o centro, mas o pecado transformouo homem em algo da alma, o homem se tornou almático. O espíritomorreu, o ego se tornou o centro, por isso o homem passou a seregoísta, egocêntrico. A melhor maneira de definirmos o pecado é entendermos queé pecado tudo aquilo que tem origem no ego. Tudo aquilo que éfeito independente de Deus é pecado. Nesse sentido qualquer coisapode ser pecado, desde que feita independentemente de Deus.Pode ser pregar, orar, ou qualquer outra coisa piedosa, se é feitapor iniciativa do ego, é carne; e portanto é pecado aos olhos deDeus, ainda que aos olhos dos homens seja algo normal. Mas podemos ver também que atrás de todo fruto da carnetem também o ego em ação. O que é inimizade? É quando o egonão é reconhecido. O que é raiva? É o ego contrariado. O que éciúme? É o medo de o ego ser suplantado. O que é divisão? É oego que sempre está certo e nunca abre mão. O que é inveja? Équando o ego não suporta que o outro tenha algo e ele não.Poderíamos analisar cada pecado e observar que o princípiosubjacente a todos eles é a ação do ego. Assim como todo pecado consiste no egocentrismo, todavirtude consiste no oposto, no altruísmo. Enquanto o egocentrismo écolocar a si mesmo no centro, altruísmo é colocar-se o outro nocentro. O que é amor? É esquecer-se de si e olhar para o outro. Oque é alegria? É viver contente com o que se tem e o que se é.Diante disso, vemos então que para vivermos uma vida no espírito,não basta andar em fé, temos também de andar em amor. Andarem amor é andar em renúncia do ego. É abandonar o egocentrismoe a independência de Deus; é negar-se a si mesmo. Em I João 3:23, lemos: "Ora, o seu mandamento é este, quecreiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos unsaos outros, segundo o mandamento que nos ordenou". O andar emespírito implica andar em fé, andar pela cruz, em amor. Andar emamor e andar pela cruz é a mesma coisa. Quando eu digo andar emamor, estou me referindo, em primeiro lugar, ao fato de que amor é,em última análise, renúncia de si mesmo. Se eu ando em amor, eutambém vou andar em dependência de Deus, pois tudo o que é feitofora da dependência dEle é carne. Andar em amor também implicaem abrir mão do orgulho. Mas há ainda outras formas de vida egocêntrica. Oegocentrismo pode se manifestar na autopreservação. Precisamos 78
  16. 16. A experiência do andar no espíritosaber que autopreservação não é, em si mesma, pecado; NOTASentretanto, pode ser uma atitude egoísta. É assustador quandovemos a atitude de certos crentes se preservando demasiadamente,não admitindo nenhuma forma de desgaste, de dor ou desofrimento. O remédio de Deus para o ego é a cruz, e a cruz implicade uma forma ou de outra, em alguma espécie de desgaste e perdada comodidade. A vida no Espírito é uma conseqüência direta de passarmospela cruz. Só há cristianismo se vivermos pela cruz. Jesus nãoapenas morreu numa cruz, ele viveu uma vida de cruz. Vida de cruzconsiste em renúncia diária do ego. Jesus, quando ensinou os seus discípulos a orar em Mateus6:9-13, Ele terminou a oração dizendo: "porque teu é o reino, opoder e a glória". Reino, poder e glória são tudo aquilo que ohomem natural anda buscando. O que é reino? O reino nos fala de bens, riqueza, respeito ereconhecimento. Todo homem procura essas coisas e até mesmofica ofendido quando não alcança esse objetivo. Todos queremosconstruir um reinozinho pessoal, pensando com isso encontrar arealização. Mas o veredicto de Deus sobre isso é: carne. Sebuscarmos um reino para nós mesmos, estamos fora do padrão deDeus. Veja que não é pecado buscar respeito, reconhecimento, oucoisas assim, e mesmo o dinheiro, em si, não é pecaminoso, masse queremos andar no caminho da cruz, temos de abrir mão. E o que é poder? É aquele desejo íntimo de mandar, de ter aprimazia. Muitas vezes gostamos de poder dizer: "vá e diga a fulanoque fui eu quem lhe mandou". Isso é realização, é ser conhecido napraça. O poder também nos fala de dons e capacidades. Eu possofazer certas coisas que os outros não podem. Isso me faz sentir-mefeliz e realizado, mas, se desejamos andar no caminho do espírito,temos de ir para a cruz e abandonar esses desejos da carne. E, por fim, o Senhor entregou a glória. Aqui está um pontorealmente crucial do ego: o elogio e a glória. A vida de cruz consisteem abrir-se mão do reino, do poder e da glória. O Senhor precisa nos mostrar o quanto o nosso Ego édeplorável aos seus olhos. Precisamos nos ver na luz do Senhor.Podemos renunciar o Eu quando nos vemos no espelho de Deus.Olhando para o tabernáculo, vemos que ali o Senhor nos ensinasobre essa verdade espiritual. No átrio, havia dois móveis, o altar deholocausto e a bacia de bronze. Ambos apontam para as bases davida cristã. O altar nos fala da obra da cruz e a bacia de bronzeaponta para o lavar regenerador e vivificador do Espírito Santo. Masantes de lavar, a bacia tinha uma função muito importante, ela eracomo espelho. Em Êxodo 38:8, lemos que a bacia de bronze foifeita dos espelhos das mulheres de Israel. O que isso nos fala?Aponta para o fato de que antes de entrarmos no lugar santo, há umespelho para nós. Esse espelho é a luz do espírito que mostra tudoo que há em nós, e tudo o que está em nosso ego. Primeiro Deusnos mostra, depois Ele nos muda, esse é o sentido da bacia debronze. Não há como crescer sem antes se conhecer. 79
  17. 17. A experiência do andar no espírito Por outro lado esse autoconhecimento não vem pela NOTASintrospecção e auto-análise. O Senhor não nos autoriza, em suaPalavra, a ficarmos olhando para nós mesmos. A introspecção épecado. Nós nunca podemos nos ver, a não ser por meio de umespelho. Por mais que eu me olhe, nunca vou me vercompletamente, só posso me ver completamente por meio de umespelho e esse espelho é a luz do Espírito sobre nós. Ficar seperguntando não vai resolver coisa alguma. Muitos se perguntam:“será que eu estou falando na carne? Será que estou pregando nacarne? Andando na carne? Orando na carne?” Isso só vai abrirespaço para respostas do diabo e certamente vai produzir umaneurose. Perguntar-se a si mesmo não resolve, pois a introspecçãoé esforço humano, portanto é carnalidade. Ninguém muda ninguém,muito menos a si mesmo; isso é obra exclusiva de Deus. A carnenão pode mudar a carne. Nós saímos fora do trilho da Palavra de Deus para a nossaprópria tristeza. O padrão de Deus para nós é: "Senhor, tu mesondas e me conheces, vê se há em mim algum caminho mau eguia-me pelo caminho eterno" Salmo. 139:23-24. Mas muitosquerem mudar esse padrão para: "Eu me sondo e eu me conheço.Eu vejo se há em mim algum caminho mau e eu me guio para ocaminho eterno". Percebe a diferença? A introspecção produztristes conseqüências, devemos ser cuidadosos com ela. A primeira maneira que Deus usa para nos levar ao fim denós mesmos é a revelação. Mas quando isso falha, por causa danossa dureza e insensibilidade ao Espírito, o Senhor se vê forçado ausar outro recurso: o fracasso, o vexame. Não é da vontade doSenhor que soframos vexame. Ele vem por causa da nossa durezae resistência em aprender por meio da revelação do Espírito. Elevem também porque muitas vezes temos um conceito errado arespeito de nós mesmos; pensamos que somos humildes, quandona verdade não somos. Pensamos que somos dependentes,quando na verdade agimos pelo esforço próprio. Suponhamos queum irmão simples é convidado para pregar na reunião principal daIgreja, no domingo. Ele certamente vai sentir angústias e até teruma diarréia, por medo da responsabilidade. Essa é uma reaçãointeressante, porém é apenas uma expressão do medo da carne dovexame. Como o irmão está inseguro, ele vai orar bastante, jejuar emeditar na Palavra. Chega o domingo e a sua pregação éimpactante. Os líderes ficam admirados e convidam-no para opróximo domingo também. No segundo domingo, ele já não fica tãoinseguro, mas ainda assim precisa gastar um tempo em oração,buscando a Deus. Mais uma vez é uma bênção, e a liderançaextasiada o convida para mais um outro domingo. Dessa vez onosso irmão já está tão seguro que pensa ser capaz de pregar paraum estádio inteiro. Já não ora e nem medita na Palavra como antes,ele agora pensa que pode confiar em si mesmo. Ele sobe no púlpitoe prega todo o seu sermão, mas quando olha no relógio não sepassaram mais do que dez minutos; ele começa a suarcopiosamente, sente calafrios; tonturas, uma pontada no estômago,e o seu desejo é sair correndo dali. O terceiro domingo foi um 80
  18. 18. A experiência do andar no espíritocompleto vexame. Veja a maneira como Deus fez, ele levou aquele NOTASirmão a perceber que ele não era tão dependente e humilde, quantopensava, mas foi só no terceiro domingo que ele percebeu isso. Nãoé fácil perceber em nós erro nenhum, mas quando vem o vexame,eles se tornam manifestos. Lembro-me quando certa vez fui convidado pelo Pastor parasubstituí-lo, por motivo de viagem, mas o Pastor havia se esquecidode que convidara um outro amado irmão para pregar. Esse irmãohavia convidado todos os seus familiares, o chefe de sua repartiçãoe até mesmo um deputado, para ouvi-lo. Em nossa igreja, nãousamos terno e gravata para pregar. Mas este irmão trajou-seassim, naquele dia, e ainda se assentou atrás do púlpito. Eu, porminha vez, estava dirigindo o louvor, e nem o notei, pois ele estavaali atrás sentado; do louvor, passei à mensagem, sem perceber queele estava esperando que eu lhe desse a palavra. Este irmãolevantou-se e permaneceu de pé, atrás de mim uma boa parte damensagem, em um lugar que não pude percebê-lo. Todos olhavampara ele, alguns riam, outros se remexiam no banco, de tantainquietação. Quando ele percebeu que eu não o vira, desceu dopúlpito completamente envergonhado. Esse foi a maneira de Deusmostrar ao amado irmão a sua soberba. Esse irmão pensava queele era um pregador excepcional, por isso digo que não foi poracaso que o Pastor se esqueceu que o havia convidado; Deusestava de olho naquele irmão, para tratar com seu orgulho evaidade.O que é negar a si mesmo? Antes de avançarmos no entendimento do princípio da Cruzna vida de Jesus, necessário se faz clarear melhor o entendimentodo negar-se a si mesmo.O negar-se a si mesmo não é a completa anulação da vontade. Issoevidentemente é impossível, trata-se antes de uma renúnciadefinida quando "minha" vontade quer seguir outra direção diferenteda vontade de Deus. Significa que a vontade de Deus deve serpriorizada, e não a minha própria. Negar-se a si mesmo não étornar-se um alienado. Muitos enfiam as suas cabeças dentro de umburaco pensando que dessa forma estão se negando. Isso, além deser perigoso, se constitui num sintoma de fuga neurótica. E Jesusnunca quis dizer tal coisa. Negar-se a si mesmo não é vida de ascetismo. Na IdadeMédia muitos monges deixaram suas vidas e paixões. Essa posiçãocoloca, no entanto, a vida cristã como uma dor constante. A vidaseria um peso. Dura de ser suportada. Jesus veio para que ohomem tivesse vida abundante. Não queremos retirar a dor da vidanormal, do crescimento sadio, mas não podemos fazer da vida umaapologia à dor. Sofrer gratuitamente, para merecer o favor de Deus,é uma teologia errada e não está coerente com o tipo de vida queJesus viveu e ensinou. Finalmente, negar-se a si mesmo não é a perda do desejo.Quando o desejo se torna concupiscência, ele passa a ser pecado. 81
  19. 19. A experiência do andar no espíritoE nós já estamos mortos para o pecado e, portanto livres do seu NOTASdomínio. Existem, no entanto desejos legítimos e bíblicos como odesejo de se casar, ter filhos, pregar o evangelho, salvar vidas, ecoisas assim. Vemos, portanto que a autonegação proposta porJesus é, antes e tudo, uma renúncia ao domínio da própria vida, eisso, sem dúvida, em algumas situações, vai implicar em todos osaspectos que mencionamos acima. Haverá momentos de aparenteperda da vontade, da aparente alienação, de um também aparenteascetismo, bem como de uma renúncia de um desejo legítimo. Ex,Paulo optou por não se casar, mas era uma questão de consciênciaparticular. Isso acontece em função de que a vida cristã é, emessência, uma contra-cultura do sistema vigente. Nunca devemosnos esquecer que a Cruz é loucura para o mundo, mas para nós, éo poder de Deus manifesto. Em Lucas 14:25-33 Jesus propõe aos seus seguidores opadrão para a vida cristã, para o discípulo. Esse padrão nada maisé do que a aplicação da cruz em cada parte do nosso ser. Nessetexto Jesus dá três ênfases básicas quando por três vezes eleexpressamente disse: "não podem ser meus discípulos", nos versos26, 27 e 33. As três coisas que ele mencionou foram osrelacionamentos, o eu e os bens. A vontade do Senhor é que a cruz possa tocar em cada umadessas áreas. Todas as vezes que Jesus falou de tomar a cruz elefalou também sobre negar a si mesmo. Na verdade os doisconceitos caminham juntos, negar a si mesmo é tomar a cruz. Acruz nada mais é do que a vontade de Deus e não há como fazer avontade de Deus sem negar a nossa própria vontade.A Cruz Toca os Nossos Relacionamentos "Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai e mãe, emulher, e filhos, e irmãos, e irmãs a ainda a sua própria vida, nãopode ser meu discípulo" Lucas 14:26. O primeiro ponto diz respeito à minha necessidade de seraceito sempre pelos outros, de ser honrado, ser respeitado, seramado. E pelo lado negativo se relaciona com o medo de serrejeitado ou esquecido. Negar a si mesmo implica então numarenúncia ao amor e à aceitação incondicional dos outros. Não queeu não mais queira ser amado, mas que não buscarei ser amado aqualquer preço. Se para for amado eu tiver que rejeitar a Jesus,colocar em segundo plano a fé ou mesmo abrir mão da verdade;então eu prefiro não ser amado. Todos nós temos uma grande preocupação com a nossareputação, com a maneira como os outros nos vêm. Quandotomamos a cruz nós temos de esquecer a opinião do mundo anosso respeito. Mesmo que nos chamem de louco, fanático ouestúpido isto não mais nos ferirá. Mesmo na vida da Igreja nós precisamos amar mais a Deusdo que buscar ser aceito pelos irmãos. Assim como Deus requereude Maria gerar a Jesus sendo virgem, ele pode requerer de nós algoque pode nos trazer constrangimentos e lutas. 82
  20. 20. A experiência do andar no espírito Pense em como foi difícil para Maria aceitar ser usada por NOTASDeus desta forma. Ela poderia ser até apedrejada como adúltera.Mas ela ignorou a aceitação do mundo. Hoje Deus pode nos pedirque façamos coisas na vida da Igreja que serão mal interpretadas eaté rejeitada por muitos. Precisamos ser livres de todos. Não buscar a aprovação,nem o elogio, o reconhecimento ou a aceitação mesmo de irmãos.Oferecemos nosso amor, nossos elogios e nossa aceitaçãoincondicional, mas não esperamos ser retribuídos. É necessário quecada um de nós deixe a cruz ser aplicada em nossosrelacionamentos.A Cruz Toca o Nosso "Eu” "E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim nãopode ser meu discípulo" Lucas 14:27. Isso é fundamental para qualquer cristão que conhece avontade específica de Deus para sua vida. Tomar a Cruz nos fala detomar a vontade de Deus em detrimento da minha. Há umatendência natural de evitarmos a dor e buscarmos o prazer.Entretanto, muitas vezes, a vontade de Deus implicará em dor, e eudevo me apossar dela em detrimento de meu desejo de prazer e deconforto. A cruz nos fala de abrir mão de direitos, dereconhecimentos, de oportunidades e assim por diante. Jesus, jásob a sombra da cruz disse: Não a minha vontade, mas a tua... Várias vezes na vida e ministério de nosso Senhor, Satanásofereceu um caminho fácil para o poder sem a cruz. As tentaçõespara escapar da cruz foram muitas. Mesmo na hora em que eletragava o amargo cálice do calvário a tentação de descer da Cruzfoi agudíssima. Não é necessário dizer que Cristo tinha o poder defazê-lo se ele assim o quisesse. Só não podemos dizer o mesmo anosso respeito. Quantas vezes temos nós descido da cruz e perdidoo poder e a autoridade. Mas o que é descer da cruz? Você deve estar seperguntando. Descer da cruz é qualquer atitude para salvar o "eu".É qualquer tomada de um caminho fácil no que diz respeito aprincípios espirituais. Quero ser ainda mais exato e explícito. Todosos esforços para defender, escusar, proteger, vindicar ou salvar oego é, com efeito, uma descida da cruz. Autocompaixão é descer dacruz. Significa que a pessoa pensa ter sido injustiçada e sente penade si mesmo porque nada pode fazer a respeito. Eu que sou tãomaravilhosa ser tratada desta forma, pensa consigo mesma.Ressentimento é descer da cruz. Significa que a pessoa foiinjustiçada e se irrita porque nada pode fazer a respeito, "logo euque sou tão isso e tão aquilo". Alguém como eu nunca poderiasofrer dessa maneira. Você consegue perceber o ego aqui? Arecusa em se assumir a culpa é descer da cruz. Todos são culpadosmenos eu, ou pelo menos todos são mais culpados do que eu. Aautovindicação é descer da cruz. Igrejas inteiras têm sido destruídasporque alguém não abriu mão da vingança. Quando os outros nos 83
  21. 21. A experiência do andar no espíritoentendem mal, os esforços indevidos para explicar nossas ações NOTASsão a mesma coisa. A autojustificação é descer da cruz. Mas a maior de todas as formas de descermos da cruz équando oferecemos a cruz para o nosso irmão. Mas porque sempreeu é que tenho de tomar a Cruz? Já viram como uma ovelha morre?Não se ouve nem um gemido. Mas já observaram um porco sendoimolado? Temos visto esse tipo de coisa mesmo na vida de pastores.Muitas vezes tenho passado por irmãos pela rua e, por uma terríveldistração, não os vejo nem os cumprimento. Naturalmente essesirmãos ficam ofendidos e vêm ter comigo. Numa situação dessas,eu poderia dizer ao irmão: "toma a cruz, pare de pensar que omundo gira em torno de você. Em vez de buscar ser amado procureamar; se não o cumprimento cumprimente você a mim”.Tal respostaparece ser lógica, mas é uma repugnante descida da cruz. A minha atitude deve ser pedir perdão ao irmão e sarar assuas feridas. Eu devo tomar a minha cruz e nunca oferecê-la para omeu irmão. A cruz é um tipo de princípio que não podemos ensinarpor preceito, apenas por demonstração.A Cruz Toca os Nossos Bens "Assim, pois todo aquele que dentre vós não renuncia a tudoquanto tem não pode ser meu discípulo". Eu devo renunciar o desejo de viver para mim mesmo e,ainda mais, devo abrir mão dos meus próprios bens. Para muitos, oabrir mão de bens é bem mais difícil que abrir mão até de si mesmo.Sabemos que Jesus andou por esse caminho (I Pe 2:21) para quenós andássemos por ele também. Renúncia é morte e sem a morte,o cristianismo perde o sentido. Não existe cristianismo sem cruz.Existe religião. O ego deve perder o seu lugar de centralidade,cedendo lugar à vontade de Deus. Jesus não apenas morreu nacruz, mas toda a sua vida foi uma vida de Cruz. A cruz está intimamente relacionada com o nosso estilo devida. A prosperidade é deveras parte do evangelho, mas é apenasuma parte. A ênfase principal está, sem dúvida, em um modo devida generoso e sacrifical. A cruz nos torna sensíveis àsnecessidades do mundo ao nosso redor. Muitos crêem no versículo que diz que Cristo se fez pobrepara que pela sua pobreza nos tornássemos ricos (II Cor. 9:); masse esquecem da ordem de Jesus para que não acumulemos paranós tesouros sobre a terra. Parece contraditório, mas o paradoxodesaparece quando entendemos que Deus nos dá para que demosde volta a ele. Prosperidade é ter um pouco mais que o necessário. Deixemos que a cruz trate com a maneira como lidamos como nosso dinheiro. O Senhor precisa ter controle completo sobre anossa conta corrente. Não podemos permitir sermos arrastados pelacorrente do pensamento materialista que prende a nossa geração.Somos um povo próspero, mas um povo generoso. Somos umprovo próspero que teve os bens tratados pela cruz. 84
  22. 22. A experiência do andar no espíritoA Cruz na Prática NOTAS Tomar a cruz significa simplesmente tomar a vontade deDeus. A cruz é, na verdade, a Sua vontade. Tudo o que não for aSua vontade não será uma cruz. Nesse sentido podemos dizer quea doença, por exemplo, não pode ser uma cruz já que Cristo Jesuscarregou com elas na Cruz, (I Pe.2:24) e não podemos dizer queseja da vontade de Deus a enfermidade. Do mesmo modo podemosafirmar que a pobreza não é cruz já que fomos libertos dasmaldições da lei (Gl. 3:13). A cruz experimentada por Cristo foidecididamente a vontade de Deus e não algum tipo de ataque dodiabo como doença ou miséria. De acordo com a ordenação divina da Bíblia, existe ummarido para cada esposa. Cada casamento, não importando o meiopelo qual ocorreu, colocou-se soberanamente sob a mão de Deus.Uma vez que você se casar com uma determinada mulher, ela serásua esposa, e não haverá mais nada que você possa fazer arespeito. De acordo com a ordenação de Deus, não deverá haverdivórcio. Um marido para uma mulher é a Sua vontade. Se você se divorciar de sua esposa, estará divorciando-se davontade de Deus. Mas, se você a aceitar, aceitará a vontade deDeus, porque ela representa e constitui a própria vontade de Deus.A Sua vontade é sempre uma cruz. Se receber sua esposa comocruz, entretanto, você será um criminoso. Mas, se a tomarvoluntariamente pela graça do Senhor, será um carregador de cruz.Tome voluntariamente a cruz; você não está sendo executado.Reconheça que sua esposa é a vontade e a ordenação de Deus. Suponha que a esposa de um irmão lhe cause sofrimentos.Já que não se permite o divórcio, ele tem duas escolhas comreferência a ela: pode sofrer por sua causa como um criminoso quese executa na cruz, ou pode tomá-la como a vontade de Deus,como sua própria parte e porção. Ele poderá dizer: “Deus maentregou. Não fui eu que casei com ela; foi de Deus que a recebi”. Certa vez uma irmã veio se aconselhar comigo. Ao chegarela disse de um modo quase histérico: o meu problema é o meumarido. Ele não me dá atenção; não gasta tempo comigo; não medá dinheiro para as compras; não é cavalheiro, etc, etc. Ela estavarealmente insatisfeita com o marido. Depois de alguns minutosouvindo-a eu lhe disse: "minha irmã, você crê que o seu marido é avontade de Deus para você? Ela me respondeu com um "sim" quemais parecia um "não". Eu disse mais, "você crê ainda que foi Deusquem deu ele para você? Ela parecia estar sem ar quandorespondeu novamente que sim. Então eu lhe dei cartada final. Vocêcrê que Deus pode dar algo ruim para alguém? De maneiraperplexa ela respondeu apenas com um aceno de cabeça. Se Deussomente dá coisas boas então o seu marido é algo de fato bom paravocê, eu diria até que ele é tudo de que você precisa. Se for assimvamos agradecer a Deus pelo presente? Os seus olhos estavam tãoabertos que ela dava a impressão de estar vendo um fantasma. Naverdade esta é a atitude da maioria das pessoas quando mostramos 85
  23. 23. A experiência do andar no espíritopara elas a Cruz. Elas ficam perplexas e muitas até mesmo se NOTASescandalizam. Alguém pode perguntar: mas e com respeito ao maridodesamoroso, ninguém vai tratar com ele? Naturalmente nãoconcordamos com tais esposos, mas por mais louco que possaparecer é a cruz que vai transformá-lo. Quando a esposa se dispõea tomar a cruz o marido vai ser tratado por Deus. A Cruz é o lugar onde vencemos o diabo. Muitos pensam queguerra espiritual é uma questão de meramente repreenderdemônios. Ficam todo o tempo repreendendo demônios dentro decasa e até repreendem algum suposto demônio na cara do marido.Jesus repreendeu demônios durante todo o seu ministério na terra,mas ele somente venceu o diabo na Cruz. A Cruz é a vitóriadefinitiva. Não estou dizendo que é errado repreender demônios navida das pessoas, pois Jesus fez isso com Pedro; só estouafirmando que não há vitória sem a Cruz. Gostaria de mostraralgumas manifestações práticas do princípio da Cruz.Disposição para Sofrer o Dano "O só existir entre vós demanda já é completa derrota paravós outros. Porque não sofreis, antes, a injustiça? Por que nãosofreis, antes, o dano? I Coríntios 6:7. Esta pergunta de Paulo não parece de uma obviedadegritante? Espera ai, Paulo! Ele faz algo de errado comigo e eu é quevou ter de ficar com o prejuízo, sofrer o dano? É exatamente isso.Isto é cruz. Esta é uma situação onde não vai adiantar muito ficarrepreendendo demônios, para eu ter vitória, eu vou ter de tomar aCruz. Esta é a vontade de Deus, que eu negue a mim mesmo etome a Cruz. Mas e se eu quiser reivindicar os meus direitos? Bem,se você tem direitos é correto lutar por eles até no supremo tribunal.Nada de pecaminoso em se lutar pelos próprios direitos. Não émoralmente errado, mas onde fica a vitória? O pisar na cabeça doDiabo? É somente quando alguém toma a Cruz que o diabo é defato derrotado. Existem dois princípios de vida: o princípio da cruz e oprincípio da razão. Se quisermos ter razão já descemos da cruz, setomamos a Cruz já não importa quem tem razão. Certa vez eu cheguei em casa na hora do almoço e encontreiminha esposa deitada (você sabe, aqueles dias que vêm todos osmeses às mulheres). Ela parecia bem indisposta. Eu perguntei aela: o que teremos para o almoço? Mal acabei de perguntara e eladesabou num verdadeiro pranto. Você não se importa comigo e sóquer cobrar de mim, replicou ela. Eu calmamente me sentei e dissea ela: "veja, eu sou o homem da casa; e qual é a minha obrigação?Comprar o mantimento. Eu mesmo respondi. Agora me diga qual éa sua função? Fazer a comida, disse eu. Quando eu estouindisposto eu não deixo de ir trabalhar, do mesmo modo você nãopode deixar de cozinhar por causa de uma indisposição. 86
  24. 24. A experiência do andar no espíritoCada um deve desempenhar o seu papel? NOTAS Nesta situação quem você pensa que está com a razão? Aesposa está certa em não cozinhar se está se sentindo mal e omarido tem o direito de comer pois estava trabalhando e fez a suaparte fazendo as compras da casa. Se agirmos como juiz tentandoachar aquele que tem razão nunca prevaleceremos. É por isso queas maiorias dos casais vivem derrotados, pois caminham peloprincípio da razão e não pelo princípio da cruz. Se por outro lado apenas um dos dois tomar a Cruzvoluntariamente o diabo será derrotado. Se a esposa se levantar edisser: "mesmo doente eu vou cozinhar, pois eu amo você e sei queé a minha obrigação. Ao ouvir isto muitas irmãs podem estararquitetando um terrível plano de vingança contra mim. Comoalguém pode ser tão cruel? Mas lembre-se, você não é umacriminosa levada pra cruz, mas uma filha de Deus tomando a cruzvoluntariamente. O marido poderia ainda replicar dizendo: "deixa,querida, eu vou comprar comida pronta no restaurante. Alguémprecisa sofrer o dano senão não há vitória. E aqui está umapalavrinha que dói: sofrer. É isso aí, a cruz muitas vezes implica emsofrimento.Não Agradar a nós Mesmos "Ora nós que somos fortes devemos suportar as debilidadesdos fracos e não agradar-nos a nós mesmos". Romanos 15:1.Quando Jesus foi pra cruz ele não foi porque queria ter umaexperiência diferente; não buscava um êxtase espiritual e nemestava buscando elogios. Na verdade Jesus não queria ir pra Cruz,ele foi para obedecer a vontade do Pai. Todavia o Pai não oobrigou, ele foi espontaneamente. Nós precisamos agradar o nossoirmão mesmo que isso implique em desagradar-nos. Muitos hoje pensam que ser crente é buscar uma novaexperiência, ter um seguro contra calamidades ou ter uma vida defelicidade. Não, cristianismo tem como centro a Cruz. Por isso apergunta chave não se é pecado ou não; se sou obrigado ou não;mas qual é a vontade de Deus. Percebe por que muitos casamentos nunca prosperam?Porque não querem agradar o outro ao preço do desconfortopessoal. Quando de forma definida nos dispomos a não nos agradarnós vemos a vida de Deus fluindo, a igreja de fato sendo edificada eas portas do inferno sendo aniquiladas. Há um caminho de vitória.Não é um caminho fácil e nem agradável, mas a vitória ao final écerta.Considerar o Outro Superior a Si Mesmo "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas porhumildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo"Filipenses 2:3. 87
  25. 25. A experiência do andar no espírito Considerar os outros como superiores a nós mesmos parece NOTASalgo tão fora de moda. Parece contradizer a moderna teologia daauto-estima. Todavia essa é a forma como a Igreja é edificada, pelacruz. Mais uma vez temos de dizer que cruz é sofrer o dano, é nãoagradar a nós mesmos, é considerar o outro como superior a nósmesmos. Para cada situação que nos sobrevir existem dois caminhos,o caminho largo e o estreito. Em um problema de casamento, porexemplo, o divórcio e a separação são o caminho largo. Todos nóssabemos onde vai desembocar o caminho largo. A cruz por outrolado é o caminho estreito. Numa situação de crise sempre tome ocaminho estreito da cruz, pois somente neste caminho há vitóriacompleta.O Exemplo De Jesus Sabemos que, na cruz, Deus resolveu todo o problema dohomem: o problema da condenação, do pecado, do poder dopecado e do poder para se viver a sua vontade. É impossível que sefale de maturidade sem se referir à Cruz de Cristo. Queremos nosdeter, no momento, apenas no aspecto que está relacionado àrenúncia de si mesmo no dia a dia. Jesus não apenas morreu numa Cruz; ele viveu uma vida deCruz. Toda a vida de Jesus foi caracterizada por uma renúnciacompleta do próprio Eu. Ele viveu a sua vida pelo princípio da Cruz.O princípio da Cruz fala de uma completa dependência de Deus.Não interessa mais se algo é bom ou se é mau; se é correto oupecaminoso, o que interessa saber é se se trata da vontade deDeus. O princípio da Cruz é o processo da maturidade. Percebe-se,pela vida de Jesus, que o processo de Deus para tratar com onosso Ego segue um certo padrão, uma ordem. Se falharmos emum aspecto, Deus vai repeti-lo até que sejamos aprovados. Naescola de Deus, ninguém pula cartilha, ou compra nota. Em João 5:19, 5:30, 8:28, vemos Jesus testificandoclaramente a sua posição de completa dependência do Pai. Isso é oprincípio da Cruz em operação.Aprendeu a submeter-se A primeira grande tensão na vida do discípulo é a autoridade.Sem dúvida, essa foi também a primeira lição de Jesus. Seriaingenuidade pensar que Jesus não precisou aprender coisa alguma.Em Hb. 5:8, vemos que Jesus aprendeu a obediência. E a primeiralição foi submissão. Lucas nos diz (Lc. 2:41-51) que Jesus nãoapenas obedecia a seus pais, mas se submetia, a José e Maria, decoração. Ele sabia quem era e de onde tinha vindo, mas ainda sesubmetia a seus pais que eram muito limitados no entendimento.Jesus, aos doze anos, já discutia com doutores, mas, mesmo assim,não se exaltou sobre seus pais, antes lhes era submisso. Parece-nos que Maria, ainda que fosse uma santa mulher de Deus, não erauma pessoa de grande entendimento. Maria e José eram 88
  26. 26. A experiência do andar no espíritoextremamente pobres e sem certos privilégios e oportunidades. Em NOTASmuitas situações, a encontramos incomodando Jesus. É muito fácilnos submetermos a quem sabe mais do que nós, mas como é difícilser submisso a quem sabe menos. Isso exige renúncia do nossoorgulho, do desejo de ser reconhecido e do desejo de se acharalguma coisa. No processo do discipulado essa é a primeira liçãoque se deve aprender. O discipulador deve confrontar o discípulopara que este aprenda a submissão.Teve um coração ensinável Estar aberto para aprender com quem quer que seja é algomuito dolorido. Sabemos que Jesus saiu para ser batizado por Joãodiante dos olhos de todos. Isso era muito arriscado, pois poderia serque, mais tarde algum fariseu se dirigisse a ele dizendo: acaso nãoestivemos juntos nas aulas de batismo de João? E isso certamentedeve ter acontecido, pois Jesus usa algumas ilustrações feitas porJoão Batista (Comparar Mt 3:10 com 7:16-20) no sermão damontanha. Deve ser bastante constrangedor, se colocar ao lado depecadores para ser batizado; alguém que nunca tenha pecado,como foi o caso de Jesus. A segunda lição, pois, de todo aquele quequer ser discípulo é ter um coração ensinável. É estar aberto paraaprender com quem quer que seja, mesmo que isso muitas vezesseja extremamente constrangedor. Ninguém se diminua por ouvir eaprender algo com quem sabe menos.Não agiu no entendimento e esforço próprio Não é função nossa criar métodos próprios. Deus tem umaobra para ser edificada e não pensemos que ele é um construtorinepto, que não possui ao menos uma planta baixa. Pela narraçãode João 5:19, 5:30 e 8:28, podemos ver que Jesus somente fazia oque Deus mandava. Não havia lugar para o "eu acho ou eu penso",mas somente, para o que Deus queria realizar. Nós somosconstrutores e executamos a planta que Deus projetou. Vemchegando o momento onde tudo que fugir do projeto de Deus serádesmanchado. Deus não aceita anexo humano à sua obra. Muitosde nós queremos fazer de nossas vidas o que bem queremos e issodenota falta de entendimento sobre o princípio da Cruz: "Não maiseu vivo, mas Cristo vive" - O comando não mais me pertence, mastudo está sobre o controle Divino.Abriu mão do amor próprio Aquilo que guardamos mais fundo em nós mesmos é o nossoamor próprio - O medo de sermos prejudicados, feridos, magoadose coisas assim que nos apavoram muito. Pedro ingenuamente (Mt16:21-34) incitou Jesus a que tivesse dó de si mesmo, julgando comisso estar fazendo um ato de amor. Jesus, no entanto, foi severo,como raramente o vemos na Bíblia, e exatamente em função de tersido tocado numa das áreas mais sensíveis do homem, o amor 89
  27. 27. A experiência do andar no espíritopróprio. É propósito de Deus que alcancemos o nível em que NOTASabramos mão até mesmo da própria vida. "Quem amar a sua vida,perdê-la-á...". O discípulo passa a viver para agradar ao seuSenhor. O direito que temos é o de amá-lo.Aborreceu a glória humana Jesus poderia ter sido coroado Rei de Israel (Jo 12:12-28),mas ele preferiu a vergonha da Cruz porque esta era a vontade deDeus. Não pensemos que não foi tentador para Jesus aquelaposição. Certamente o foi. Ele, no entanto, por conhecer a vontadede Deus, não se deixou levar pela aparente glória humana. Agrande questão da vida diz respeito ao desejo de ser reconhecido,visto e admirado. Se não abrirmos mão disso, seremos como osfariseus que faziam obras com o fim de "serem vistos peloshomens". Daí a reprimenda severa de Jesus contra eles.Submeteu-se completamente O plano de Deus é que cheguemos, como Jesus, à completaobediência (Mt 26:36-46). Deus não obrigou Jesus a ir para a Cruz.No Getsêmane, Jesus orou até saber a vontade de Deus. QuandoDeus revelou que a sua vontade era a Cruz, Jesus se levantou ecaminhou para lá. O princípio da Cruz não está relacionado com aquestão do pecado propriamente dito, mas sim com aquilo que,mesmo não sendo pecaminoso, deve ser abandonado ou colocadoem segundo plano. Fazer o que Deus quer: eis a questão.Sendo senhor serviu aos discípulos "O filho do homem não veio para ser servido, mas paraservir”. Nós somos chamados a servir aos santos, sem distinção eisso implica em levarmos nosso interesse em sermos servidos, àcruz. Nosso ego deseja que todos estejam à nossa disposiçãosempre, a cada momento, e de preferência, que nos tratem comtoda atenção e educação. Mas, o Espírito nos desafia a negarmosisso e fazer aquilo que esperávamos fosse feito a nós. Devemosservir com um coração perfeito e isso só acontece se renunciarmosa toda expectativa de retribuição à servitude. Toda expectativa delucro deve ser renunciada. Só assim serviremos com alegria. Oresto, o que vem depois disso, depende do Deus que nos vê emsecreto.Andar Pela Cruz É Andar Em Amor Vemos que andar no Espírito implica andar em fé, mas nãoapenas isso, implica também andar pela cruz, ou seja, andar emamor. Só podemos amar ao próximo se esquecemos de nósmesmos. Esquecer-se de si é renunciar ao ego. Observe a definiçãodo amor em I Coríntios 13. A prática do amor é simplesmente umapostura de tomar a cruz. 90
  28. 28. A experiência do andar no espíritoPermita-me exemplificar mostrando apenas alguns pontos de I NOTASCoríntios 13:4-7:O amor é paciente, é benigno;o amor não arde em ciúmes,não se ufana, não se ensoberbece;não se conduz inconvenientemente,não procura os seus interesses,não se exaspera, não se ressente do mal;não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;tudo sofre,tudo crê,tudo espera,tudo suporta. Observe que a palavra de Deus diz que o amor não seressente, ou seja, não se melindra ou fica ofendido. O padrão deDeus não é o perdão; é não ficar ofendido. O perdão é a nossasegunda chance. A questão do ficar ofendido é um grande problema que afligea igreja do Senhor. O ficar ofendido é a maior expressão do ego emação. Quando ficamos ofendidos é que surge a ira, o ódio, adiscórdia, a divisão, a facção, a gritaria, as brigas e coisassemelhantes. Alguns podem dizer, será que não temos nem odireito de ficar ofendido? Mas eu digo, ficar ofendido é ficar com oorgulho ferido, e orgulho ferido é ego machucado. Vamos imaginar em que circunstâncias alguém pode ficarofendido. Não ser lembrado é algo que ofende, mas o desejo de serlembrado é algo do ego. Nós nos achamos tão importantes que nãosuportamos não ser lembrados. Sentimo-nos ofendidos quandosomos rejeitados, quando somos criticados; nos ofendemos quandonão somos tratados como pensamos que merecemos. Veja quetudo isso tem como centro o orgulho do ego. Se o ego forrenunciado, vai acabar com a história de ficar ofendido. Lembro-mede uma certa vez, na passagem de ano, quando o pastor estavadando posse a todos os cargos. Ele chamou todos e se esqueceude um irmão. Esse amado irmão tinha vindo à reunião com um ternonovo, estava realmente bem vestido. Foi algo terrível. Elesimplesmente não foi lembrado. Todos nós daríamos razão a esteirmão por ficar ofendido. Se ele, entretanto, não tivesse orgulhopróprio, então acharia normal não ser lembrado, mas se o seu egoainda estivesse no centro, ele se tornaria um vulcão preste a entrarem erupção. O conselho bíblico é que haja em nós o mesmosentimento que houve também em Cristo, que sendo Deus nãojulgou como usurpação o ser igual a Deus, antes se esvaziou de simesmo e assumiu a forma de servo; e ainda morreu numavergonhosa cruz (Fp. 2:5-11). Observe ainda que Paulo diz que o amor tudo crê. Quesignifica isso? Sempre que o meu irmão pecar contra mim e searrepender eu vou crer nele. Diz ainda que o amor tudo espera. Ouseja, quem ama sempre espera o melhor. Não premedita o mau. 91
  29. 29. A experiência do andar no espírito Mas o mais difícil é dizer que o amor tudo sofre e tudo NOTASsuporta. As implicações disso podem ser vistas na cruz. Por amor oSenhor suportou tudo, até a vergonha da cruz e no final pediu que oPai perdoasse porque não sabiam o que faziam. O amor é aexpressão da cruz.TERCEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO:Andar No Sobrenatural Já aprendemos que andar no Espírito implica em duascoisas. A primeira implicação é que se desejamos andar no Espírito,precisamos andar em fé. O primeiro pecado foi o pecado daincredulidade, assim, o caminho da vitória é andar pela fé. Andar emfé significa andar no trilho da Palavra de Deus. O primeiro pecadoconsistiu em não se levar a sério a Palavra de Deus, daí dizermosque o trilho da vida de fé é a Palavra de Deus. O segundo princípio que vimos é que andar no Espírito éandar pela cruz, ou seja, em amor. Andar em amor é andar notrilho da Cruz. Não há como andarmos no Espírito sem a renúnciado Eu. Em I João 3:23, lemos que a vontade de Deus é quecreiamos e amemos. As coisas de Deus são realmente simples.Devemos andar no trilho da Palavra e no trilho da cruz. Tudo o quefazemos que sai desses dois trilhos é carne. Mas resta ainda um terceiro aspecto que precisamosentender. Esse terceiro aspecto é uma conseqüência natural dosdois primeiros. Andar no Espírito é também andar no sobrenatural.O sobrenatural não significa o extraordinário. Significa que o meio éespiritual e não natural. Deus quer nos libertar tanto do pecadocomo do natural. O primeiro pecado levou o homem para o nívelterreno do corpo. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer,agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento,tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.Gn. 3:6 Observe que Eva foi primeiramente tentada a comer porque aárvore era boa para se comer (Gn 3:6). Tudo começou no corpo. Naverdade, esse é um critério para sabermos se algo vem de Deus ounão. As coisas de Deus sempre procedem do espírito, para atingir aalma. As coisas do Diabo sempre começam no corpo, na carne,para depois atingir a alma. Tudo começou no corpo, por issodizemos que para se andar no Espírito, precisamos andar no níveldo sobrenatural em disciplina do corpo. As coisas do mundo doEspírito somente podem ser experimentadas pelo espírito humanorecriado. O homem é um ser triuno: espírito, alma e corpo. Opecado de Eva começou exatamente no corpo. Por ela terabandonado o nível do espírito, o pecado teve espaço. Sedesejarmos servir a Deus, devemos fazê-lo pelo Espírito, pela vidade Deus. E para que o Espírito flua precisamos disciplinar o nossocorpo. 92
  30. 30. A experiência do andar no espírito O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo NOTAStransformada e o nosso corpo deve ser disciplinado. Não há possibilidade de haver vida cristã sem renovação damente, da alma. Mas, igualmente verdadeiro é dizermos que éimpossível haver vida cristã sem disciplina do corpo. É importantesermos radicais neste ponto: é impossível vida no espírito semdisciplina do corpo. Mas antes de falarmos sobre esse ponto é bom fazermosuma distinção: disciplina não é igual a lei. Nós já fomos libertos dalei. Em Romanos 6:14, descobrimos que não temos mais de serlibertos da lei, nós já fomos libertos da lei. "Porque o pecado nãoterá domínio sobre vós porque não estais debaixo da lei e sim dagraça". É importante frisarmos esse entendimento para que nãotransformemos a disciplina do corpo em legalismo e nem tão poucoem ascetismo. A disciplina não é para comprarmos bênção de Deuse muito menos para sermos aceitos diante dele. Somos aceitos porcausa do sangue do Cordeiro; aleluia! A disciplina é para nósmesmos, não para Deus. É lamentável que muitos irmãos transformem a oração, aleitura da Palavra e o jejum em leis. Quando não oram se sentemdistantes de Deus; quando não lêem a Palavra, imaginam que Deusagora está longe deles, que Deus os rejeitou. Nada pode ser maislamentável do que isso. O amor de Deus por nós é o mesmo nosdias em que oramos, bem como nos dias em que não oramos. Aoração não é uma lei, é uma necessidade, uma disciplina. Nãomuda a nossa herança e os nossos privilégios em Cristo, mas nosajuda a perceber as coisas do espírito com mais clareza. Adisciplina é para nós mesmos e não para sermos aceitos diante deDeus. O acesso diante de Deus é exclusivamente pelo sangue deJesus. O que é a lei? Lei é tudo aquilo que eu tenho de fazer paraDeus com o fim de ser aceito por ele. Eu já fui liberto da lei. Nãotenho mais de fazer coisa alguma com o fim de ser aceito, pois pormeio da obra da cruz, tenho livre e perfeito acesso. Fui justificado,perdoado, purificado, reconciliado, santificado, liberto e salvo. Nadapode me separar do amor e da presença de Deus, o caminho foiaberto. O legalismo é uma das piores heresias de nosso tempo. Hámuitos que querem ser salvos mediante algum mérito próprio;somos realmente contra eles. Há, porém, muitos em nosso meioque buscam a santificação por esforço próprio. Toda a obra érealizada por Deus: desde a regeneração até a glorificação, na voltado Senhor. Mas o que é a graça? Graça é aquilo que Deus faz por mim.Lei é o que eu faço, graça é o que Ele faz. Estamos debaixo dagraça, ou seja, estou debaixo daquilo que Deus faz por mim. Issosignifica que eu não vou viver na prática do pecado porque o queestá Nele é a divina semente, o Espírito Santo. O legalismo é tãoterrível porque ele anula a graça de Cristo. Quando eu digo que soueu que tenho de fazer, estou anulando aquilo que Ele já realizou pormim. Quando eu começo de novo a criar leis, estou escravizandoalguém que é livre em Cristo. Nesse ponto, volto a frisar que 93
  31. 31. A experiência do andar no espíritodisciplina não é lei. Disciplina é levar o corpo e a mente a fazerem a NOTASvontade do Espírito. Eu sou um ser espiritual, a minha vontade realestá no meu espírito. O meu espírito sempre quer ter comunhãocom Deus, o corpo é que procura impedir. Eu devo disciplinar meucorpo para que o que está no meu espírito possa ser realizado. Comessa verdade em mente, vamos avançar no nosso estudo.O ponto central é a vida Desde Gênesis até Apocalipse, podemos ver que Deus temuma ênfase. A ênfase de Deus é a vida. Isso pode ser facilmenteobservado em João: "A vida estava Nele e a vida era a luz doshomens", "Eu sou o caminho a verdade e a vida...", "Eu sou a águada vida". Desde o princípio, em Gênesis, podemos ver a vida nocentro. É a criação da vida, e Deus dando vida ao homem. Mas nãoé apenas a vida natural e biológica, é a vida de Deus. No princípio,Deus colocou duas árvores no jardim: a árvore do conhecimento dobem e do mal e a árvore da vida. Deus queria que Adão comessedo fruto da vida. Jesus é o rio da vida que sai do trono de Deus, emsua margem, havia a árvore da vida. Deus queria ter comunhão como homem. A Sua vontade era de pôr dentro do homem a Sua vidasobrenatural. Nós vimos que o homem caiu, traiu a Deus, mas oSenhor projetou um plano de salvação, de redenção. Esse plano éprefigurado no Velho Testamento, quando Deus resgatou a naçãode Israel do Egito, levou o seu povo para o monte Sinai. Lá nomonte, Deus deu o plano do Tabernáculo. Deus queria habitar nomeio do Seu povo. Mas o Tabernáculo era algo provisório. Houveum dia em que se levantou um homem, Davi, na sua intimidade comDeus, percebeu algo que estava no coração de Deus. Ele entãorecebeu o projeto do templo. O Tabernáculo era provisório, mas otemplo era uma construção sólida e definitiva. No Novo Testamento, temos a concretização do propósito deDeus. O Senhor Jesus disse que nos iria enviar o Consolador, oEspírito Santo de Deus. Hoje nós somos o templo definitivo do Deusvivo. Nós somos o tabernáculo de Deus na terra. O tabernáculopossuía três partes: o átrio, o lugar santo e o santo dos santos.Deus habitava no santo dos santos. O átrio aponta para o nossocorpo, o lugar santo para a nossa alma e o santo dos santos para onosso espírito. Deus habita agora em nosso espírito. Esse é o ponto central do Evangelho: Cristo dentro de nós.O Espírito Santo de Deus é vida; contatar o Espírito é contatar avida de Deus. O nosso espírito é como um rádio que tem a função desintonizar as ondas do céu. É um rádio que serve para receber etambém para transmitir. Se desejarmos fluir em vida, temos deaprender a contatar o Senhor em nosso espírito. Mas é fundamentalque separemos bem aquilo que é da alma daquilo que é do espírito.Hebreus 4:12 nos diz que a Palavra do Senhor é que separa a almado espírito. Se falharmos em discernir a alma do espírito, issopoderá ser prejudicial para a nossa vida cristã. Precisamos aprender 94
  32. 32. A experiência do andar no espíritoa perceber aquilo que é do espírito em nós e também nos outros. NOTASAlguém poderá me dizer: "Não julgarás por que com a medida comque tiverdes medido vos medirão também. Mas eu digo, não é julgarno natural, mas pelo espírito. Em I Coríntios 2:15, lemos que ohomem espiritual a todas as coisas julga. O homem espiritual julgapelo espírito, com critérios do espírito. Mas qual seria esse critério?O critério é vida. Tudo o que é do espírito é vida, mas o que é daalma é morte. Se um irmão abre a boca e sai vida, eis algo doespírito, mas se sai morte, temos a alma em ação. O melhor critérioé observar se há vida. Se em uma reunião alguém faz alguma coisa sem ser movidopor Deus, aquilo mata. Quando alguém prega no espírito, há vidasaindo de sua boca e isso atrai e sacia as pessoas. Não deve osaceitar fazer coisa alguma sem ministrarmos vida. As coisas doespírito sempre manifestam vida. A vida é algo contagiante, quandoabrimos a boca pelo espírito, aquilo vai fluir e se espalhar por entreos irmãos. A vida também é alimento. Quando falamos algo doespírito, aquilo será a Palavra de Deus. Toda Palavra de Deus éespírito e vida. Quando falamos algo pelo Espírito, essa palavra éespírito e vida. Devemos estar ministrando vida aos nossos irmãosaté mesmo em nossas conversas, mesmo conversando a vida devefluir. A vida é algo sobrenatural e ser guiado pelo Espírito é serguiado por esta vida. Entretanto para que possamos ser guiadospelo Espírito é necessário que desenvolvamos uma sensibilidadeem nosso próprio espírito. Se não formos sensíveis não poderemosperceber a direção e a voz de Deus. Quero compartilhar quatroprincípios para desenvolvermos a sensibilidade e aprendermos aser dirigidos por Deus. Lembre-se sempre que andar no Espírito implica em: andarem fé, em amor e também em andar no sobrenatural.Checando as direções do espírito "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito" (Gl5:25 - Tradução da King James Version). "Já que vivemos pelo Espírito, mantenhamos o passo certocom o Espírito" (Gl 5:25 - Tradução da New International Version). "Se estamos vivendo agora pelo poder do Espírito Santo,sigamos a direção do Espírito Santo em todas as áreas de nossasvidas" (Gl 5:25 - Tradução da Living Bible). O andar no Espírito é o estilo de vida cristão do NovoTestamento. A Bíblia ensina que temos que ser habitados em nossointerior pelo Cristo vivo e, então, fiel e obedientemente seguir a cadadireção do Espírito Santo de Deus. O cristianismo do NovoTestamento não é formal e cheio de cerimônia, ou um ritual epompa religiosa, nem tampouco a observância de regras,regulamentos e éticas. É muito mais do que vivermos uma vidacorreta, de fazermos as coisas certas ou de fazermos aos outros o 95
  33. 33. A experiência do andar no espíritoque gostaríamos que eles fizessem a nós. O cristianismo é muito NOTASmais do que uma filosofia ou um sistema de pensamento positivo. Ocristianismo real é sobrenatural. É a vida de Cristo dentro do crente!Quando Cristo habita no interior dos nossos corações, pela fé,começamos a experimentar o conselho ou a direção do EspíritoSanto. O nosso papel é de entrega, obediência e fé. Por estesinstrumentos de graça, cooperamos com o poder de Cristo dentrode nós e ele é capaz de viver a Sua vida dentro de nós, para louvore satisfação do Pai. Agora, como cristãos nascidos de novo, precisamosreconhecer e discernir a linguagem do nosso espírito. Precisamosaprender e reconhecer quando o Espírito está entristecido. "E nãoentristeçais o Espírito Santo de Deus" Efésios 4:30. Precisamosreconhecer quando o Espírito está alegre dentro de nós e quer quenos regozijemos com Ele, ou quando Ele está com um fardo edeseja orar através de nós. Ele tem muitas funções que Ele desejarealizar através de nós e podemos aprender a reconhecer cada umadelas. Primeiramente, reconhecemos uma atividade no interior donosso espírito. Entendemos, então, que o Senhor está querendodizer algo a nós. Precisamos parar de perguntar ao Senhor. Esperesilenciosamente Nele até que você compreenda o que Ele estádizendo. Aja de acordo com a informação recebida. Coopere com oSenhor. Procure lembrar-se desta experiência e o que ela significou.Desta maneira você será capaz de reconhecê-la novamente dapróxima vez.Como Ser Guiado Pelo EspíritoPelo impulso da intuição Devemos lembrar que o homem tem três partes: espírito,alma e corpo. O nosso corpo tem três funções: movimento,sensação e instinto. A alma também tem três funções: mente,vontade, e emoções. No nosso espírito tem também três funções:intuição, consciência e comunhão. A intuição é como um impulsodentro do coração. Não é uma voz percebida audivelmente, mas éum impulso. Em Marcos 1:12, lemos que o Espírito impeliu Jesus...A Palavra “impeliu” é boa pois denota bem a sensação interior. Éperigoso eu ser mal interpretado nesse ponto pois é certo queexistem impulsos do corpo, das emoções e mesmo impulso dedemônios. Entretanto, se somos nascidos de novo aprendemos adiferenciar todas essas vozes daquela que vem do espírito. Muitasvezes estou conversando com uma pessoa e repentinamente mevem um impulso de perguntar alguma coisa e invariavelmenteaquela pergunta é exatamente o que a pessoa estava com medo deme contar. É uma sensação interior, não é uma voz audível. Issopode aparecer muito místico, mas ouça-me, se desejamos andar noespírito, devemos ser livres do natural e entrarmos no sobrenatural.Um amado me contou que recentemente estava passando de carro 96

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