6.a experiência da transformação da alma

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6.a experiência da transformação da alma

  1. 1. A experiência da transformação da alma NOTAS A EXPERIÊNCIA DATRANSFORMAÇÃO DA ALMA 173
  2. 2. A experiência da transformação da alma NOTASA EXPERIÊNCIA DA TRANSFORMAÇÃO DA ALMAEsboço do Planejamento do Curso Meta Que você experimente a transformação e restauração damente, vontade e emoção, segundo a vontade de Deus. Outros Objetivos • Que você aprenda as estratégias do inimigo contra a sua alma; • Que você obtenha livramento da passividade da mente e da vontade; • Que você aprenda a cooperar com o Espírito Santo para a restauração completa de sua alma. Sugestões Bibliográficas 1.PERSONALIDADES RESTAURADAS – Valnice Milhomens 2 .O HOMEM ESPIRITUAL VOL.III - T. S. Watchman NeeRecomendações Muito Importantes Tenha uma disposição em seu coração de, diligentemente,cooperar com o Espírito Santo para restauração completa de suasemoções, mente e vontade. A fim de experimentar a perfeita, boa eagradável vontade de Deus para sua vida. Após o ensino das verdades contidas nesta disciplina, ore aoPai e peça que o Espírito Santo derrame luz sobre sua vida,mostrando-lhe. 174
  3. 3. A experiência da transformação da alma NOTASA EXPERIÊNCIA DA TRANSFORMAÇÃO DA ALMAA MENTE: UM CAMPO DE BATALHA De acordo com a Bíblia, a mente do homem é incomum porse constituir um campo de batalha onde satanás e seus mausespíritos contendem contra a verdade e daí contra o crente. Amente e o espírito do homem são como uma cidadela que os mausespíritos anseiam por capturar. O campo aberto onde a batalha setrava para a conquista da cidadela é a mente do homem. Em 2 Cor.10:3-5, o Apóstolo Paulo compara os argumentos eraciocínios do homem a uma fortaleza do inimigo. Ele descreve amente como que possuída pelo inimigo; deve ser quebrada entãopela batalha travada. Muitos pensamentos rebeldes estãoarmazenados nestas fortalezas e precisam ser levados cativos àobediência de Cristo. Tudo isso mostra claramente que a mente dohomem é o cenário da batalha onde os maus espíritos entram emconflito com Deus. Podemos ver claramente como os poderes dastrevas se relacionam principalmente com a mente do homem ecomo ela é peculiarmente susceptível aos ataques de Satanás. Comrespeito às outras funções da alma, vontade e emoção, Satanásnão tem como fazer nada diretamente a menos que tenha ganhadoalgum terreno neles. Mas com respeito à mente, ele pode operar;livremente sem primeiro persuadir o homem ou garantir o seuconvite. Antes da regeneração o intelecto do homem o impede decompreender a Deus. É necessário que Seu grandíssimo poderdestrua os argumentos do homem. Esta é uma obra que deveocorrer na hora do novo nascimento, e acontece na forma dearrependimento. Mas mesmo depois do arrependimento a mente docrente não é totalmente liberada do toque de Satanás; ele vaicontinuar agindo. Em 2 Cor. 11:3 Paulo reconhece que deus dessemundo segue a mente dos não crentes e engana a mente dos quecrêem. Hoje, muitas vezes Satanás se disfarça como um anjo de luza fim de conduzir os santos, propagando um evangelho diferente doevangelho da graça de Deus. Na verdade são poucos os quepoderiam imaginar que o diabo poderia dar bons pensamentos aoshomens! É possível que um filho de Deus tenha uma nova vida e umnovo coração e ainda não ter uma nova cabeça. Quãofreqüentemente as intenções do coração são inteiramente puras,mas os pensamentos na cabeça são confusos. Se a mente docristão não é renovada, sua vida está destinada a serdesequilibrada e estreita. O povo de Deus precisa saber que, sedesejam viver uma vida plena, sua mente deve ser renovada. ABíblia declara enfaticamente que devemos "ser transformados pelarenovação da nossa mente" (Rm12: 2). 175
  4. 4. A experiência da transformação da alma NOTASA Mente Sob o Ataque dos Espíritos Maus O cristão pode descobrir que é incapaz de regular sua vidamental e fazer que ela obedeça ao propósito da sua vontade.Pergunte a se mesmo: Que controla a minha mente? Eu mesmo?Se assim for, por quê não posso controlá-la agora? É Deus quedirige minha mente? Se não sou eu nem Deus que regula a vidamental, que então está no controle? Obviamente são os poderesdas trevas. Por isso, sempre que o filho de Deus observa que nãotem mais capacidade para governar a mente, ele deve perceberlogo que é o inimigo quem a está dirigindo. Um fato que devemos sempre manter em mente é este: ohomem possui vontade livre. A intenção de Deus é que o homemtenha controle de si mesmo. Ele tem autoridade para regular cadauma de suas capacidades naturais; por isso todos os seusprocedimentos mentais devem estar sujeitos ao poder da suavontade. O cristão deve perguntar a si mesmo: Esses são meuspensamentos? Sou eu quem está pensando? Se não sou eu, entãodeve ser o espírito maligno que é capaz de operar na mente dohomem. Essa pessoa deve saber que neste caso ela não teve aintenção de pensar e ainda assim pensamentos brotaram em suacabeça. Sua conclusão deve ser que estes pensamentos não sãoseus e sim do espírito maligno. Mas como saber se um pensamentoé seu ou de um espírito maligno? O cristão deve observar como elesurgiu. Se sua faculdade mental está tranqüila e serena,funcionando normal e naturalmente e, de repente, um pensamentodesordenado e sem qualquer ligação com suas atuaiscircunstâncias brota, mui provavelmente é uma ação dos mausespíritos. Eles estão tentando injetar seus pensamentos na cabeçado crente para assim levá-lo a aceita-los como seu. Se o filho deDeus não deu origem à idéia, mas pelo contrário, se opõe a ela, emesmo assim ela continua em sua cabeça, pode concluir que talpensamento vem do inimigo. Cada pensamento que o homemescolhe não pensar, e cada um que se opõe à vontade do homem,não vem dele e sim do exterior. É muito importante saber que ospoderes das trevas operam não apenas do lado de fora, mas dolado de dentro do homem também. Isto quer dizer que eles podemse comprimir na vida de pensamento do homem e operar dali. Osespíritos malignos possuem uma capacidade de comunicação que ohomem não possui. Eles podem trabalhar inicialmente na mente dohomem e depois alcançar sua emoção e vontade. A Bíblia mostraclaramente que os poderes das trevas tanto podem comunicaridéias ao homem como tirá-las dele: O diabo já havia colocado nocoração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse (Jo. 13:2)e "Logo vem o diabo e tira-lhes do coração a palavra" (Lc. 8:12).As Causas do Ataque dos Maus Espíritos Sempre que alguém oferece oportunidade aos mausespíritos, ele não pode mais seguir sua própria vontade, mas deve 176
  5. 5. A experiência da transformação da almaser obediente à vontade do outro. Ao ceder terreno a eles em sua NOTASmente, imediatamente sua soberania sobre ela é perdida. Devido aessa afinidade entre a mente e os maus espíritos, o cristãofreqüentemente abre caminho para eles. O terreno ganho concedeautoridade a essas potestades para operarem sem impedimento namente do crente. Mas a mente do homem pertence ao homem; semsua permissão, o inimigo não tem poder para usá-la. É no órgão do seu pensamento que o cristão fornece territórioaos maus espíritos e dali é que eles operam. Falando de modogeral, são seis os tipos de terrenos que podem ser cedidos aoinimigo. Vamos examinar cada um deles.a) Uma Mente Não Renovada Se a mente do cristão não é renovada depois do seu espíritoser regenerado, ele expõe grande território às maquinações doespírito maligno. Sabedores de que essa mente não renovadaconstitui sua melhor oficina de trabalho, as forças do inimigoempregam todo artifício para manter o crente na ignorância ouentão o impedindo de buscar a renovação da sua mente.b) Uma Mente Incorreta Todos os pecados fornecem território ao adversário. Se umfilho de Deus alimenta o pecado em seu coração, ele estáemprestando sua mente aos espíritos satânicos para uso deles.Todos os pensamentos impuros, orgulhosos, sem bondade einjustos fornecem bases de atividades a esses espíritos.c) Interpretar Mal a Verdade de Deus Se os seguidores de Deus compreendem ou interpretamerradamente como sendo natural ou causado por eles mesmos,aquilo que os maus espíritos causaram em seus corpos,circunstâncias ou trabalhos, eles estão cedendo terreno precioso aeles para suas abomináveis realizações. Uma mentira abraçada forao terreno para mais atividades pelos elementos satânicos. Por outrolado, muitos cristãos interpretam mal as verdades de Deus. Osmaus espíritos planejam de acordo com o entendimento errado docrente e este julga que essas coisas são de Deus, ignorando queelas são apenas uma imitação dos maus espíritos e fundamentadasno seu mal entendimento.d) Aceitação de Sugestões. Os espíritos malignos colocam seu pensamento na forma deprofecia, depois a plantam na mente do crente para ver se ele vaiaceitá-la ou rejeitá-la. Se a mente dele não oferecer objeção, e, pelocontrário, até mesmo aprovar esta profecia, os espíritos daimpiedade conquistaram um lugar para realizar o que propuseram.O cumprimento das palavras dos adivinhos é baseado inteiramente 177
  6. 6. A experiência da transformação da almanesse princípio. Os demônios injetam palavras com respeito ao NOTAScorpo do cristão, tais como predizer sua fraqueza ou doença. Se ocrente absorve este pensamento, ficará, de fato, doente e fraco.e) Uma Mente Vazia Deus criou o homem com uma mente para ser usada. Umamente vívida é um obstáculo à obra dos demônios. Um dos seusmaiores alvos, é conduzir a mente da pessoa a um estado de vazio,pois enquanto a cabeça estiver vazia, ele não pode pensar. Ocristão deve exercitar sua mente, pois assim barra a ação maligna.f) Uma Mente Passiva A diferença entre uma mente passiva e uma vazia é que amente vazia não é usada e a passiva fica à espera de alguma forçaexterior para ativá-la. Passividade é se abster de mover por simesmo e deixar que elementos exteriores façam isso. A passividadereduz o homem a uma máquina. A passividade oferece aos espíritosmalignos oportunidade de ocupar também a vontade e o corpo docrente. Se alguém permitir que sua cabeça cesse de pensar,pesquisar, decidir e de examinar sua experiência e ação à luz daBíblia, ele está praticamente convidando Satanás a invadir suamente e enganá-lo. Em seu desejo de seguir a direção do EspíritoSanto, muitos dos filhos de Deus sentem que não precisam medir,investigar e julga à luz da Bíblia todos os pensamentos queaparentemente vêm de Deus.Passividade A causa da passividade é a ignorância do cristão. O caminhonormal da condução de Deis é na intuição do espírito e não namente. O crente deve seguir a revelação da sua intuição, e não opensamento em sua mente. Sim, é pela intuição que chegamos aconhecer a vontade de Deus, mas adicionalmente precisamos damente para inspecionar nosso sentimento interior a fim dedeterminar se ele vem da intuição ou se é uma imitação das nossasemoções. Sabemos pela intuição; tiramos a prova pela mente. Acabeça não deve nunca guiar ou conduzir, masinquestionavelmente, ela precisa testar a autenticidade da direção.Tal ensinamento concorda com as Escrituras (Ef. 5:17, 10). Um crente pode escorregar para a passividade, quandoespera que Deus coloque Sua vontade em seu pensamento;cegamente segue toda condução sobrenatural sem empregar suainteligência para examinar se ela vem de Deus. A conseqüência detal ignorância é a invasão do inimigo. Os adivinhadores, osagoureiros, os médiuns, os necromantes, dizem que a fim deficarem possessos por aquilo que chamam de "deuses" (que narealidade são demônios), a vontade deles não deve oferecerqualquer resistência, a mente deve ser reduzida a um branco totalOs maus espíritos ficam vibrando quando encontram. A distinção 178
  7. 7. A experiência da transformação da almabásica entre as condições de operação do Espírito Santo e dos NOTASmaus espíritos podem ser resumidas desse modo:a) Todas as revelações e visões sobrenaturais que exigem asuspensão total da função da mente, ou que só são obtidas pelocessar do seu funcionamento, não são de Deus.b) Todas as visões que têm sua origem no Espírito Santo sãoconcedidas quando a mente do crente está plenamente ativa e aação do demônio segue um caminho oposto.c) Tudo o que flui de Deus concorda com a natureza de Deus e aBíblia.Vamos apresentar agora mais três diferenças entre a ação deDeus e a dos demônios.a) O pensamento dos demônios sempre invade vindo do lado defora, entrando principalmente pela mente.b) O pensamento deles força, empurra e compele o homem a agirimediatamente, nunca concede tempo para pensar, considerar ouexaminar.c) Os demônios confundem e paralisam a mente do homem, paraque não mais possam pensar.OS FENÔMENOS DE UMA MENTE PASSIVA Vamos apresentar rapidamente os fenômenos de uma mentesob o ataque dos maus espíritos.Pensamentos Relâmpagos Depois que a mente de alguém afunda na passividade, elereceberá muitos pensamentos injetados pelo lado de fora, noçõesimpuras, blasfemas e confusas. Tudo isso passa por sua mente emsucessão. Embora ela decida rejeitá-las, não tem poder para fazê-lacessar ou para alterar a inclinação do seu pensamento. Algumasvezes, essas idéias reluzem no cérebro de alguém como umrelâmpago.Imagens O adversário também pode projetar imagens, boas ouimpuras, na mente do crente. Isso acontece porque seu poder deimaginação declinou para a passividade. Ele não pode controlarseus poderes imaginativos, mas permitiu o controle deles pelosmaus espíritos. 179
  8. 8. A experiência da transformação da almaSonhos NOTAS Os sonhos podem ser naturais e sobrenaturais. Alguns sãoinspirados por Deus e ainda outros por Satanás. Os poderesmalignos podem criar imagens durante o dia e sonhos durante anoite. À noite o cérebro não é tão ativo como de dia, sendo, dessemodo, mais passivo e mais propenso a ser manipulado pelo diabo.Tais sonhos fazem com que se levante pela manhã seguinte com acabeça pesada e um espírito melancólico. Os sonhos e as visões deDeus capacitam o homem a ser normal, tranqüilo, cheio deraciocínio e consciente. Os sonhos inspirados por Satanás, sãogrotescos, impetuosos, fantásticos, tolos e tornam a pessoaarrogante, atordoada, confusa e irracional.Insônia Este é um mal comum dos santos. Ao deitarem à noite,muitos experimentam pensamentos sem fim brotando em suasmentes. Continuam pensando no seu dia de trabalho ourelembrando experiências passadas, ou mesmo enchendo suasmentes com uma mistura de assuntos. Eles pensam de antemãonas obrigações da manhã seguinte, tais como o que devem fazer equal seria o melhor plano. Seus cérebros giram incessantemente.Essas pessoas querem realmente dormir, mas não conseguemparar de pensar. No curso normal dos acontecimentos, o sonorenova o espírito das pessoas; mas quando se passa noites e noitesde insônia, tal crente chegará a ter pavor do sono, da cama e danoite.Esquecimento Devido ao ataque do diabo, muitos santos são destituídos doseu poder de memória e sofrem de esquecimento. Eles esquecematé mesmo o que disseram e fizeram. Não podem localizar objetosque guardaram naquele mesmo dia. Outro fenômeno pode serobservado: o crente pode normalmente possuir uma boa memória,mas em vários momentos críticos ela falha inexplicavelmente. Tudoisso é ação de demônios.Falta de Concentração Alguns, por ação de espíritos malignos, parecem não terqualquer poder de concentração quando tentam pensar; outros sãomelhores, mas seus pensamentos voam para qualquer lugar depoisde uns poucos momentos de concentração num determinadoassunto, principalmente, durante a oração e a leitura da Bíblia. Háirmãos que não têm consciência do que estão lendo e nãoconseguem prestar atenção aos cultos. Espíritos malignos tentamevitar que ouçam o que seria útil, não fazendo cessar a operação desuas mentes, mas forçando-os a pensar em outras coisas. Por essarazão, muitos cristãos não conseguem ouvir o que os outros lhes 180
  9. 9. A experiência da transformação da almadizem. Antes que o outro termine, ele já está interrompendo NOTASimpacientemente, pois os maus espíritos o inspiraram com inúmerospensamentos.Inatividade Num último estágio, a mente do crente perde sua capacidadede pensar e cai quase que inteiramente nas mãos dos mausespíritos. A pessoa torna-se incapaz de pensar, pois não consegueiniciar qualquer pensamento, pois milhares de pensamentos passampor sua mente a cada instante e ele não tem como fazê-los cessar.O crente escravizado desenvolverá um ponto de vista desordenadoe desequilibrado. Um pequeno monte aos seus olhos parece umamontanha. Essa pessoa foge de situações e pessoas que o forcema pensar. Todo o seu tempo é dissipado, gasto sem pensamento,imaginação, raciocínio ou consciência.Vacilação São cristãos que não têm firmeza de caráter e que trocam deposição interminavelmente. Todavia, na realidade, são os espíritosiníquos que mudam seus pensamentos e alteram suas opiniões. Demanhã decidem fazer algo e à tarde já mudaram de idéia.Tagarelice Geralmente, crentes assaltados por Satanás são muitotagarelas, visto que suas cabeças estão explodindo compensamentos, suas bocas não podem estar sem grande abundânciade palavras. A mente que não pode ouvir aos outros, mas exige queos outros a ouçam é uma mente doente. Muitos cristãos são comomáquinas falantes, operadas por forças externas. Quantos nãopodem refrear suas línguas da fofoca, dos gracejos e da difamação!Parece que as idéias tão logo surgem em suas mentes e antes quehaja oportunidade para considerá-las, já se transformaram empalavras _ a língua fica fora do controle da mente e da vontade.Tudo isso é causa da passividade da mente. O cristão devecompreender que todas as suas declarações devem ser o resultadodo seu próprio pensar.Obstinação Uma pessoa passiva se recusa categoricamente a ouvirqualquer raciocínio ou evidência, após ter tomado uma decisão. Nãoestá disposto a ouvir os outros, pois julga que nunca podem saber oque ele sabe! Esse tipo de pessoa está aceita todas as vozessobrenaturais como sendo de Deus e uma vez que ele crê que adireção é de Deus, sua mente é selada contra qualquer mudança. 181
  10. 10. A experiência da transformação da almaO Sintoma dos Olhos NOTAS A mente que é passiva e assaltada pelos maus espíritos,pode ser identificada prontamente através dos olhos. Os olhos dohomem revelam sua mente mais do que qualquer outra parte do seucorpo. Enquanto um pessoa com a mente passiva conversa com osoutros, seus olhos tendem a vaguear ao redor, para cima e parabaixo, voando em todas as direções ou então, ela não consegueolhar no rosto do outro. Os olhos podem também se fixar em umadireção sem nem mesmo piscar, como se estivesse paralisado.Finalmente Recapitulando: os fenômenos da mente de um cristão sob oataque dos maus espíritos são múltiplos e variados. Um princípio,entretanto, é a base de todos eles: a pessoa perde seu controle.Inatividade em lugar de atividade, inquietação em lugar de calma,agitação devido à inundação de pensamentos, incapacidade deconcentração, ou para distinguir ou lembrar, confusão fora decontrole, trabalhos sem fruto, ausência de trabalho durante o dia esonhos e visões à noite, insônia, dúvidas, falta de vigilância, medosem razão, perturbação a ponto de agonia, todas estas coisas sãoinspiradas pelos maus espíritos.O CAMINHO DO LIVRAMENTO Se você percebeu que ainda há passividade em sua mente,não se desespere, há um caminho para o livramento, basta buscá-locom diligência.Os Ardis dos Maus Espíritos Os que vão buscar o livramento, devem saber que os mausespíritos não permitirão seus cativos saiam livres sem luta. Éimportante que você realmente saiba, tenha clareza, que cedeuespaço a demônios e decida firmemente reconquistar o espaçocedido. O diabo vai usar várias táticas para impedi-lo, e, caso nãoconsigam, tentarão uma luta final para ganhá-lo, empregando suacostumeira tática mentirosa, apontando-lhe que não poderáreconquistar sua liberdade por ter se afundado demasiadamente napassividade, ou então que Deus não está disposto a lhe concedergraça novamente, ou mesmo que será melhor que ele não resista,ou que de qualquer forma ele não poderá ver o dia do livramento;por isso, por que se aborrecer com esforço e sofrimento? Nessaluta, o crente deve aprender que a as armas de guerra devem serespirituais, pois as carnais de nada lhe valem.O Terreno Perdido a Ser Recuperado Sintetizando o que já vimos, os maus espíritos têm podidooperar na mente do crente por (1) uma mente não renovada, (2) 182
  11. 11. A experiência da transformação da almaaceitação das mentiras dos maus espíritos, e (3) passividade. NOTASDepois de identificar em qual dessas áreas ele cedeu território aosmaus espíritos, ele deve partir imediatamente para a recuperaçãodo terreno perdido. A mente não renovada deve ser renovada; amentira aceita deve ser localizada e renunciada; e a passividadedeve ser transformada em ação livre.A Mente Renovada Deus não deseja uma mudança na mente de Seus filhosapenas na ocasião da conversão. A mente deve ser renovadaconstantemente e completamente, visto que qualquer resíduo dasua carnalidade é hostil a Deus. Rm 8:7, 2 Co.10:5; Rm. 6:11,12 eEfésios 4, são versículos que nos advertem quanto ao domínio deSatanás em algumas áreas de nossa vidas e introduzem a cruzcomo o instrumento para a renovação da mente. A salvação queDeus comunica através da cruz inclui não apenas uma nova vida,mas a renovação de cada função da nossa alma também. Asalvação que está profundamente arraigada em nosso ser deve sergradualmente "desenvolvida". Precisa ficar claro para nós que arenovação é obra de Deus, mas o despojar o negar, o abandonar oseu velho órgão do pensamento é o que você deve fazer. Depois de reconhecer a velhice da sua mente e desejardespojá-la pela cruz, o cristão deve agora praticar a negação diáriade todos os pensamentos carnais. De outro modo, a renovação seráimpossível. Em 2 Co.10.5, aprendemos que devemos trazer todosos pensamentos cativos à obediência de Cristo; devemos examinaro pensamento para determinar se: (1) ele vem da sua mente velha,ou (2) se ele emana do terreno cedido, e se (3) oferecerá novoterreno aos maus espíritos, ou se (4) ele brota de uma mentenormal e renovada.Mentiras Renunciadas Quando o salvo se coloca debaixo da luz de Deus, eledescobre que freqüentemente no passado as mentiras dos mausespíritos foram por ele aceitas, levando a uma situação depassividade. Exercitando-se, o filho de Deus descobrirá que muitasaflições, fraquezas, doenças e outros fenômenos em sua vida hoje,aconteceram porque ele aceitou direta ou indiretamente as mentirasnele plantadas no passado pelos demônios. Para se assegurar aliberdade, o cristão deve experimentar a luz de Deus, que é averdade de Deus. Visto que ele anteriormente perdeu terreno porcrer nas mentiras, agora deve recuperar este terreno negando todasas mentiras. Deve orar buscando luz de Deus para conhecer toda averdade. Pela oração e pela escolha da vontade, ele deve resistir atoda mentira satânica. 183
  12. 12. A experiência da transformação da almaA Normalidade Reconhecida NOTAS O crente passivo que deseja se libertar precisa urgentementedeterminar o que é normal para ele. Ele precisa ser restaurado aoseu estado original aquele estado que possuía antes de cair atravésdo engano do inimigo. Algumas perguntas são importantes fazernesse processo de volta à normalidade: qual era a minha condiçãoanterior? A que distância eu estou dela hoje? Como posso serrestaurado a ela? E ainda: Minha mente nasceu tão confusa ouhouve uma ocasião quando não era confuso? Minha memóriasempre foi tão pobre ou houve um período quando eu podia lembrarbem?A Passividade Destruída Precisamos entender uma lei básica no reino espiritual: nadaque pertença ao homem pode ser realizado sem o consentimentoda sua vontade. É devido à ignorância que o filho de Deus aceita oengano dos maus espíritos e dá permissão a eles para operaremem sua vida. Agora, para retomar o terreno, deve retirar oconsentimento dado aos demônios, insistindo no fato de que ele éseu próprio senhor e não vai tolerar que o inimigo manipulequalquer parte do seu ser. Nesse processo de retomada, o crente deve tomar a iniciativaem cada ação e não depender de ninguém mais. Ele deve tomarsua própria decisão, sem esperar passivamente pelo outros ou porcircunstâncias. Orando e vigiando, deve avançar passo a passo.Deve exercitar sua mente e pensar: pensar no que deve fazer, falarou se tornar. O crente deve entender que este processo podedemorar. Cada sugestão do inimigo dada ao crente deve serenfrentada resolutamente com a verdade da Bíblia. Responda asdúvidas com os textos da fé; reaja ao desespero com as palavras deesperança; responda ao temor com palavras de paz. A vitória éobtida pelo manejo da Espada do Espírito. Liberdade e Renovação À medida que o crente recupera o terreno, o efeito semanifestará. No início, quando começa o processo, pode parecerque as coisas estão piorando, mas não desista. Se vocêpermanecer no fundamento da cruz e exercitar sua mente pararesistir a usurpação do inimigo, logo será libertado completamente ese tornará senhor da sua própria vida mental. Deus quer que amente do cristão seja não apenas livrada dos grilhões do poder dastrevas pelo controle de si mesma, mas que seja renovada a fim depoder cooperar completamente com o Espírito Santo. 184
  13. 13. A experiência da transformação da alma NOTASAS LEIS DA MENTE Com sua mente renovada, o filho de Deus tem a capacidadede concentração muito mais aguçada, o entendimento maisperceptivo, a memória mais vigilante, o raciocínio mais claro, aperspectiva menos limitada, e até mesmo mais facilidade parareceber conhecimento espiritual. Todavia, mesmo que a mente tenha sido renovada, nãoexiste garantia de que não possa ser atacada novamente, por isso,o cristão deve manter constante vigilância. A fim de manter suamente continuamente em estado de renovação, ele precisa seapropriar das suas leis. Assim como o espírito tem suas leis, amente também as tem. Vamos mencionar algumas delas que, sepraticadas assegurarão a vitória ao crente.A Mente Trabalhando Com o Espírito(1) O Espírito Santo revela a vontade de Deus no espírito dealguém;(2) através da sua mente o crente compreende o significado dessarevelação;(3) e com sua vontade ele emprega sua força espiritual para cumprira vontade de Deus. Este é o processo de discernimento,entendimento e realização na vida de um cristão. Com esseprocesso descobrimos que a mente é o melhor ajudador do espírito.Portanto, é necessário entender como estes dois trabalham juntos. A Bíblia fala claramente sobre a coordenação do espírito e damente. Em primeiro lugar chegamos a conhecer a vontade de Deusem nossa intuição e depois nosso intelecto a interpreta para nós. OEspírito Santo se move em nosso espírito, produzindo em nós umsentimento espiritual; em seguida, exercitamos nosso cérebro paraestudar e entender o significado desse sentimento. Entendemosassim, que a mente manifesta (dá manifestação) o espírito dohomem. Se ela for obstruída, o espírito será privado do seu meio deexpressão.A Mente, o Espírito e a Mente Espiritual Devemos estar cada vez mais conscientes da necessidadede se andar segundo o espírito e do perigo de se andar segundo acarne. Segundo Romanos 8:5,6, andar pelo espírito indicasimplesmente que a mente, sob o controle do espírito, se fixa nascoisas do espírito. Depois de renovada, a mente agora estáqualificada para detectar todo movimento e silêncio do espírito. Nossa faculdade mental (a alma) fica entre o espírito e acarne (o corpo). Seja o que for em que a mente se fixar, nisso é queo homem andará. Se ela se ocupa com a carne, andamos segundoa carne; se fixa no espírito, nós andamos segundo o espírito. 185
  14. 14. A experiência da transformação da almaSeguimos sempre tudo aquilo para o qual a mente se inclina. Essa é NOTASuma lei imutável. Por que as inclinações para as realidades doespírito são tão importantes? É porque isto nos dá sintonia com ofalar do espírito. Muitas vezes, o Espírito concede revelação ànossa intuição, mas nosso intelecto está voltado para um milhão deoutras coisas estranhas ao movimento no espírito.Uma Mente Aberta Na intuição, Deus fala no nosso espírito que transmite amensagem à mente. Quando ouvimos a pregação da Palavra poroutros filhos de Deus, tal verdade é primeiro recebida pelo intelectoantes de alcançar o espírito. Se nosso cérebro está cheio depreconceitos para com a verdade ou para com o pregador, averdade não entrará nele nem se estenderá à nossa vida. Umamente aberta permite a luz entrar, mas a iluminação da luz doespírito torna a verdade proveitosa.Uma Mente Controlada Cada parte da vida cristã precisa estar sob governo; issoinclui a mente, mesmo depois da renovação. Pedro nos exorta amanter constante vigilância, cingindo a nossas mentes (I Pe 1.3).Devemos controlar nossos pensamentos e nunca deixá-los soltos. Oobjetivo de Deus é que levemos todo pensamento cativo àobediência de Cristo. Não devemos permitir que nenhum delesescape à nossa observação, controle ou julgamento. Ospensamentos impróprios não devem permanecer na vida do cristão.Cada coisa não apropriada deve ser posta para fora. O cristãotambém não deve permitir que sua mente fique ociosa. Quando a mente estiver funcionando, tenha cuidado para queela não o faça sozinha, ela deve operar sob o governo do espírito.Muitos examinam as Escrituras dependendo apenas de sua própriacapacidade intelectual. Todavia, a verdade que declaram conhecerestá apenas em suas cabeças. Deveríamos rejeitar sinceramentetodas as verdades que são apenas mentais, porque talconhecimento dá oportunidade a Satanás de operar. Falamos muito que a mente não pode ser preguiçosa e nemociosa; entretanto, o cérebro precisa descansar. Se o crente permitirque ele trabalhe incessantemente sem descansar, eventualmenteele se tornará doente, como acontece com o corpo. A derrota queElias encontrou sob a árvore de Zimbro, foi por causa do trabalhoexcessivo da sua mente (I Reis 19).Uma Mente Cheia da Palavra de Deus "Porei minhas leis dentro de suas mentes", (Hb. 8:10).Devemos ler e decorar mais a Palavra de Deus. Se lermos a Bíbliadiligentemente, Deus encherá cada pensamento nosso com Suasleis. Lembraremos instantaneamente aquilo que a Bíblia diz, quandoestivermos necessitados de luz para o nosso caminho. Se 186
  15. 15. A experiência da transformação da almaestivermos unidos com a Bíblia, poderemos compreender a mente NOTASde Deus em todos os sentidos.O Clamor por Uma Mente Purificada O cristão deve pedir continuamente a Deus que purifique suavida mental e a mantenha sempre nova. Ore para que você nãoapenas pense nEle, mas pense corretamente.A ANÁLISE DA ALMA - A VONTADEA Vontade do Crente A vontade do homem é órgão pelo qual ele toma decisões.Nossa emoção expressa como sentimos, nossa mente diz o quepensamos, mas nossa vontade comunica aquilo que queremos. Demodo que, na busca do crescimento espiritual, o crente não devenegligenciar sua vontade. A salvação verdadeira e perfeita salva avontade do homem. A vontade do homem deve estar unida com avontade de Deus. Conseqüentemente, depois de receber vida, ocrente deve estar atendo não apenas à sua intuição, mas à suavontade também.Uma Vontade Livre O crente deve exercitar uma vontade livre. A vontade livresignifica que o homem pode escolher o que quer, ele não é umbrinquedo mecânico para ser dirigido pelos outros. Em Gn. 2:16,17,Deus persuadiu, proibiu, mas nunca forçou Adão a cumprir Suavontade. Para o crente obedecer a Deus, é necessária umadisposição da sua parte, porque Deus nunca o força.Queda e Salvação A queda do homem trouxe enorme prejuízo à vontade livre dohomem. A queda original do homem foi devido à rebelião da suavontade contra a vontade de Deus; e, por isso, sua salvação atual érealizada pela volta de sua vontade à obediência de Deus. Nomomento do novo nascimento, a vontade do homem ainda não estáunida com Deus, mas sua vontade caía é levantada por suaaceitação do Senhor Jesus e sua rejeição de Satanás, do ego e domundo. Ter a vontade renovada é muito mais vital do que as outraspartes da alma. A mente pode ser desorientada e a emoção podeser desordenada, mas a vontade não pode estar errada. Se estiver,ela introduz sérias conseqüências, visto ser o próprio ego dohomem e por controlar todos os outros órgãos. Se ela estivererrada, a vontade de Deus não pode ser realizada.Uma Vontade Submissa 187
  16. 16. A experiência da transformação da alma Se em nossas vidas a natureza, a vida e as atividades não NOTASforem renunciadas, a vida de Deus não tem como se expressar.Nosso "ego" é freqüentemente o inimigo da vida de Deus. Nossocrescimento espiritual será severamente atrofiado se não tivermosintenção nem experiência de nos perdermos. E uma vez que essavontade governante do homem estiver completamente unida aDeus, o homem se submete espontânea e completamente a Ele. Nossa vida de união com o Senhor tem dois passos: a uniãode vida e a união de vontade. Somos unidos com Ele em vida nomomento em que somos regenerados e recebemos Sua vida. Essaunião é interna. É necessário, também, que haja uma união externa_ a da vontade. Esta união indica que temos uma vontade comDeus. Estas duas uniões estão relacionadas; nenhuma éindependente da outra. Se não houver uma submissão incondicional e umadisposição do crente para aceitar Sua vontade inteiramente, tudo oque se denomina como espiritualidade, sejam sentimentos santos ede alegria ou pensamentos dignos de louvor, não é nada mais queuma exibição exterior. Até mesmo visões, sonhos, vozes, suspiros,zelo, obra, atividade e trabalho são exteriores. A menos que ocrente esteja determinado em sua vontade a completar a carreiraque Deus colocou diante dele, nada tem qualquer valor. Seestivermos realmente unidos com Deus na vontade, cessaremos deuma vez com toda atividade que brota de nós mesmos. Assim, tudovem de Deus. Ele não pergunta qual é a natureza de qualquer coisaque iniciamos; Ele quer saber simplesmente com que força aestamos fazendo.A Mão de Deus Muitos crentes embora salvos, não são totalmente submissosà vontade de Deus. Ele, então, vai usar vários caminhos paraconduzi-los à obediência. Um deles são as circunstâncias. Deuscoloca Sua mão pesadamente sobre Seu povo a fim de que avontade dele não mais se endureça contra Ele. Para alcançar estefim, Deus permite que muitas coisas venham sobre nós. Se forpreciso, Ele nos deixa entristecer, gemer e sofrer. Nossa vontade éexcessivamente obstinada; ela se recusa a obedecer a Deus até serseveramente disciplinada. Devemos nos submeter a Deus,aceitando submeter-nos a Ele. Não fomos salvos para o nossopróprio prazer, mas para a vontade dEle.Duas Medidas Duas medidas são necessárias para se estar unido com Deusna vontade. A primeira tem a ver com a sujeição da nossa vontadepor Deus; a segunda com a conquista da vida da nossa vontade.Estritamente falando, uma vontade obediente e uma vontadeharmoniosa são bastante diferentes. A vontade obediente de umservo é vista na execução de qualquer ordem do seu senhor; mas ofilho que conhece o coração do pai, cumpre sua obrigação mas a 188
  17. 17. A experiência da transformação da almarealiza com prazer. Podemos ilustrar estas duas condições da NOTASvontade citando a mulher de Ló, os israelitas e o profeta Balaão. Asaída da esposa de Ló de Sodoma, o êxodo dos israelitas do Egitoe a benção de Israel por Balaão podem ser consideradas comoobediência à vontade de Deus. Todos eram homens e mulheressubjugados pelo Senhor e não seguiam suas próprias opiniões.Mesmo assim, suas tendências internas não eram harmoniosas comEle; por isso, cada um deles terminou em fracasso. Quãofreqüentemente a direção dos nossos passos é correta, mas ocoração oculto está em desarmonia com Deus. Desse modo, ofracasso nos alcançará.O Caminho para a Vitória Já entendemos que Deus não fica satisfeito com nada menosdo que a nossa obediência a Ele. Vejamos agora como a vontadedo homem pode ser sintonizada com a de Deus. O caminho paraatingir o ápice da espiritualidade é a entrega da vida da alma àmorte. Como essa é realmente a "porta estreita" e o caminho difícil!Ela é difícil porque a vontade de Deus deve ser o padrão para cadapasso. Existe apenas uma regra: não faça provisão para o ego. Àmedida que a vida da alma é perdida por serem quebrados seushábitos, gostos, desejos e anseios, não sobrará mais resistênciapara o Senhor. Quão lamentável que tantos cristãos passaramatravés desta porta e trilharam este caminho; enquanto que outrospodem ter entrado mas não prosseguiram andando pacientemente.A PASSIVIDADE E SEUS PERIGOS "O meu povo está sendo destruído por falta deconhecimento". ( Os. 4:6). Os cristãos de hoje geralmente carecemde dois tipos de conhecimento: (1) conhecimento das condiçõesatravés das quais os maus espíritos operam; (2) conhecimento doprincípio da vida espiritual.A Lei da Causa e Efeito Para cada uma das coisas que Deus criou existe uma lei. Osmaus espíritos também operam segundo leis definidas. Ora, sealguém oferecer as condições para a operação dos maus espíritos,então, certamente o terreno foi cedido para que eles operem nele.Esta é a lei da causa e efeito _ aquele que preenche os requisitospara a operação dos maus espíritos será prejudicado por eles. Ofogo queima tudo o que for colocado nele; a água afoga todos osquerem imersos nela; e os maus espíritos atacam todos (até mesmoos filhos de Deus) os que concedem terreno a eles. Os demônioscomeçam a penetrar em qualquer homem, tão logo obtenham umabase de apoio nele. Falando de modo simples, o terreno que o crente fornece aosdemônios é o pecado. Todo pecado fornece território a eles.Existem dois tipos de pecado: o positivo e o negativo. O positivo é 189
  18. 18. A experiência da transformação da almaaqueles que a pessoa comete: suas mãos realizam más ações, NOTASseus olhos contemplam cenas malignas, seus ouvidos ouvemnotícias ímpias e sua boca pronuncia palavras impuras. Mas aPalavra de Deus diz que também a omissão (leia-se pecadonegativo) também é pecado (Tg. 4:17). O pecado de omissão que concede terreno aos demônios é apassividade do crente. A não utilização e a má utilização dequalquer parte do nosso ser é um pecado aos olhos de Deus. Todasas nossas habilidades e dons devem ser devidamente utilizados.Quando isto não acontece, está sendo oferecida ao diabo ocasiãopara que elas sejam exercitadas por ele.Passividade O pecado e a passividade são o que precipita a invasão doinimigo entre os pagãos e até mesmo entre os cristãos. Apassividade de um cristão brota da não utilização dos seus váriostalentos. Ele tem boca, mas recusa a falar porque espera que oEspírito Santo falará através dele. Ele tem mãos, mas não as usará,pois espera que Deus há de fazer isso. Ele não usa nenhuma parteda sua pessoa, mas espera que Deus o mova. Ele não se consideraplenamente entregue a Deus e por isso não mais usará qualquerelemento do seu ser. Assim ele cai numa inércia que abre ocaminho para o engano e a invasão. Os cristãos pensam que aunião com a vontade de Deus anula a vontade própria e ostransforma em marionetes. Isto se torna uma condição perfeita (eum convite também) para o inimigo entrar.A Tolice do Crente Devemos exercitar ativamente nossa vontade. Isso é o queindica a Escritura: "se a vontade de alguém é fazer a vontade dEle,conhecerá..." (Jo 7:17), e, "pedi o que quiserdes, e assim vos seráfeito"( Jo. 15:7). Nós desfrutamos de uma vontade livre. Deus nuncaa usurpa. Ele espera que o Obedeçamos, mas ao mesmo temporespeita nossa personalidade. Satanás, do mesmo modo, não temcomo usurpar qualquer parte do homem sem o consentimento dele,conscientemente ou não. Satanás precisa ganhar a permissão docrente, mas este nunca a entregará a ele. Por isso, o diabo éforçado a usar o engano a fim de extrair o consentimento dele. A operação de Deus e a de Satanás são diferentes. Deusconvida o homem a escolher ativa, consciente e voluntariamentefazer Sua vontade, a fim de que seu espírito, alma e corpo sejamlivres. Satanás o força a ser seu escravo passivo e cativo. Deus seagrada quando alguém quer o que Ele quer.Os Perigos Eis a ordem do processo que muitos crentes cumprem atécaírem nas mãos dos demônios: (1) ignorância, (2) engano, (3)passividade, (4) entrincheiramento. Depois de seguir todos estes 190
  19. 19. A experiência da transformação da almapassos, o engano aprofunda mais, resultando finalmente num cerco NOTASde proporções alarmantes. A pessoa nesse estado prefere serguiado pela circunstância a ser livre para escolher suacircunstância, porque fazer uma escolha é muito cansativo para ele.Em tal condição de inércia, decidir uma questão pequena se tornauma tarefa tremenda. A vítima busca ajuda em toda parte. Sente-sebastante atrapalhado por não saber como lidar com seus negóciosdiários. Parece ter grande dificuldade em compreender o que aspessoas lhe dizem. Lembrar de algo lhe é extremamente doloroso.Este crente fica à espera de uma ajuda, um impulsionar exterior.Estamos sugerindo que tal crente passivo não gosta de trabalhar?De modo nenhum! Porque quando é impulsionado por uma forçaexterna, ele é capaz de trabalhar; mas tão logo termina acompulsão, ele pára bem no meio de seu trabalho, sentindo-se semforças para prosseguir. Este crente não conclui suas tarefas. Porque sua vontade já é passiva e sem capacidade deoperar, os maus espíritos geralmente o conduzirão a uma situaçãoonde o exercício da vontade é necessário, a fim de embaraçá-lo esujeitá-lo ao escárnio. Eles instigam muitas dificuldades para que osanto fique esgotado. Quão lamentável que ele não tenha força paraprotestar e resistir. As potestades levaram vantagem porque suavítima caiu da ignorância para o engano, do engano paro apassividade e da passividade para os sofrimentos de um profundocerco. Mesmo assim, ele ainda não discerniu que tal situação nãofoi dada por Deus e por isso continua em sua aceitação passiva."Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos paralhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis..." (Rm.6:6) Se nos oferecemos a Deus apenas de boca, e na prática realestamos nos sujeitando aos maus espíritos, não podemos escaparde sermos seus escravos.O ENGANO DO CRENTE Os crentes que caem nas garras dos maus espíritos não sãoapenas os mais profanos, degenerados e pecaminosos. Pelocontrário, muitas vezes são cristãos totalmente entregues aespiritualmente mais avançados do que os crentes comuns. Elescaem na passividade por não conhecerem como cooperar comDeus. Estão cheios de boas intenções, mas honestidade não é acondição para não ser enganado; mas o conhecimento sim. Comoele pode esperar que Deus o proteja, por causa de suas boasintenções, quando está cumprindo os pré-requisitos para aoperação dos maus espíritos? Consideraremos agora, com alguns detalhes, algunsconceitos errôneos que os cristãos geralmente aceitam. Uma noção errada com respeito à morte juntamente comCristo, Gl. 2:20 fala da nossa morte com Cristo. Alguns interpretamtais palavras como que indicando auto-anulação. O que elesconsideram ser o ápice da vida espiritual é uma perda depersonalidade, ausência de vontade e de autocontrole. O argumento 191
  20. 20. A experiência da transformação da almadeles é: "Visto que fui crucificado com Cristo, então o eu não mais NOTASexiste. Já que o Eu morreu, então eu devo praticar a morte, isto é,não devo abrigar qualquer pensamento, desejo ou sentimento.Porque Cristo está vivo dentro de mim, Ele pensará ou sentirá emmeu lugar". Infelizmente estas pessoas ignoram o restante doversículo: "...a vida que agora Eu vivo na carne". Paulo, depois de ter passado pela cruz, ainda declara de simesmo: "...agora (Eu) vivo"! A cruz não aniquila o nosso "Eu". O verdadeiro sentido danossa aceitação da morte juntamente com Cristo é que estamosmortos para o pecado e que entregamos nossa vida da alma àmorte. Deus nos convida a negar o desejo de viver pelo nossopoder natural e a vivermos por Ele, dependendo de Sua vitalidademomento a momento. Tal andar com Deus requer o exercício diárioda nossa vontade, de uma maneira ativa, consciente e em fé, para anegação da nossa própria energia natural e a apropriação daenergia divina. As conseqüências do mau entendimento dessaverdade são: (1) o crente pára de ser ativo, (2) Deus não pode usá-lo porque violou Seu princípio de operação e (3) os maus espíritosagarram a oportunidade para invadi-lo, visto que, involuntariamente,preencheu os requisitos para sua operação. Quando dizemos quealguém deve estar "sem ego", queremos dizer sem qualqueratividade do ego, e não sem a existência do ego.A Operação de Deus Outro texto mal interpretado é Filipenses 2:13. "É Deus quemopera em vós tanto o querer como o efetuar, para o seu bomprazer". Alguns pensam que já que Deus deseja e opera em lugardeles, então eles mesmos não precisam fazer isso. Esses santosnão vêem que a essência correta desse versículo é que Deus operaem nós até o ponto da nossa prontidão para querer e realizar. Elesó opera até aquele ponto e nada mais. Ele nunca realiza o querer eo efetuar em nosso lugar. Ele apenas se empenha para trazer ohomem à posição de estar disposto a querer e fazer Sua vontadeexcelente. Ele nos faz voltar para o Seu desejo, e depois nos deixatomar nossa decisão. Não é o propósito de Deus aniquilar nossavontade. Se assim não for, não teremos nos oferecido a Deus, masteremos feito uma aliança com um espírito maligno. A atitudecorreta é essa: eu tenho minha própria vontade, entretanto, quero avontade de Deus.A Obra do Espírito Santo O que se segue são alguns dos equívocos mais comuns.1. Obedeça ao Espírito Santo - "O Espírito Santo que Deus temdado àqueles que lhe obedecem." Atos 5:32. Muitos crentesaceitam como sendo o Espírito Santo todo espírito que vem a eles.O que eles não sabem é que a Escritura aqui não nos ensina a 192
  21. 21. A experiência da transformação da almaobedecer ao Espírito Santo e sim a Deus o Pai, através do Espírito. NOTASEm Atos 5:29, os apóstolos disseram que deviam obedecer a Deus.Se alguém fizer de Deus o Espírito seu objeto de obediência eesquecer Deus Pai, sua tendência é obedecer ao espírito nele ou aoseu redor, ao invés de obedecer ao Pai que está no céu através doEspírito Santo. Ultrapassar os limites da Palavra de Deus resulta emperigos incontáveis!2. A norma do Espírito Santo - Não devemos esperar que oEspírito de Deus pense através da nossa mente, sinta através danossa emoção ou decida através de nossa vontade. Ele tornaconhecida Sua vontade à intuição do nosso espírito, a fim de quenós mesmos possamos pensar, sentir e agir segundo Sua vontade.É um erro grave pensar que devemos oferecer nossa mente aoEspírito Santo, permitindo que ele pense através dela. Ele só ageem nosso espírito. Da mesma forma, o Espírito não controladiretamente o corpo do homem. Ele nunca usa nenhuma parte docorpo do homem, sem o consentimento da sua própria vontade. OEspírito Santo também não exercita qualquer das partes físicas dohomem para ele.Vida espiritualExistem vários conceitos errados relacionados com a vida espiritual.Eis alguns.1 - Falar - Mt.10:20 "Porque não sois vós quem haveis de falar, maso Espírito de vosso Pai é quem fala através de vós". Algunsimaginam que enquanto estiverem entregando uma mensagemnuma reunião, não devem empregar sua mente e vontade, masdevem apenas oferecer suas bocas passivamente a Deus, deixandoque Ele fale através deles. Este texto não quer dizer isto.2 - Direção - "E vossos ouvidos ouvirão uma voz atrás de vós,dizendo: Este é o caminho; andai nele". (Is. 30:21). Os santos nãopercebem que este versículo se refere especificamente àexperiência do povo terreno de Deus, os judeus, durante o reinomilenar, quando não haverá imitação satânica. Desconhecendoisso, eles entendem que a direção sobrenatural numa voz é a maiselevada forma de direção. Não escutam sua consciência nemseguem sua intuição; esperam simplesmente de uma forma passivapela voz sobrenatural. Neste momento os demônios acham umterreno fértil para agir.3 - Memória - "Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Paienviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos farálembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo.14:26). Os cristãos nãoentendem que este versículo significa que o Consolador iluminarásuas mentes a fim de que possam lembrar aquilo que o senhorfalou. Eles, pelo contrário, pensam que a instrução é para que nãousem sua memória, porque Deus trará todas as coisas à sua mente. 193
  22. 22. A experiência da transformação da alma NOTAS4 - Amor - "O amor de Deus foi derramado em nossos coraçõespelo Espírito Santo que nos foi dado". (Rm. 5:5). Os crentesentendem que eles mesmos não devem amar, mas sim deixar que oEspírito Santo dispense o amor de Deus a eles. Oram pedindo aDeus que ame através deles. Por isso, param de exercitar suafaculdade da afeição, permitindo que sua função afunde numaparalisia total. Os maus espíritos, então, substituem o homem. E,uma vez que abandonou o uso da sua vontade para controlar suaafeição, eles colocam no homem o amor falsificado deles. Daí emdiante, este homem se comporta como madeira ou pedra, frio emorto para todas as afeições. Isso explica porque muitos cristãossão dificilmente acessíveis. Mc. 12:30 diz que devemos amar comtodo o nosso ser. Nós (o Eu) devemos amar.5 - Humildade - "Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos". (2 Co. 10:12). Oscrentes entendem mal este texto e pensam que é um convite parase ocultarem até serem deixados sem auto-estima, coisa que Deusinquestionavelmente nos permite ter. Muitos exemplos de auto-humilhação são essencialmente um disfarce para a passividade.Conseqüentemente, (a) o crente apaga a si mesmo; (b) Deus não oenche; e (c) os maus espíritos utilizam sua passividade para torná-loinútil.A Norma de Deus Tg. 4:7 e I Pd. 5:66,9, nos diz para nos submetermos a Deusem todas as questões, reconhecendo que o que Ele determina é omelhor. Isto entretanto não é tudo. Devemos também resistir aodiabo, enquanto nos submetemos a Deus. Isto porque o diabo imitaa vontade de Deus. Se ignorarmos a presença de uma vontadealém da de Deus, poderemos facilmente aceitar o que é de Satanáscomo sendo de Deus e assim cair na armadilha. Isto implica quenunca devamos nos submeter às nossas circunstâncias sem umexame e teste diário. Nossa atitude permanece a mesmo todo otempo mas nossa prática só entra depois de termos certeza davontade de Deus, pois não podemos nos submeter à vontade deSatanás. É importante obedecer a Deus, mas não cegamente. Porisso o crente deve examinar ativa e conscientemente a fonte decada questão em sua vida.Sofrimentos e Fraquezas O cristão entende que deve andar no caminho da cruz esofrer por causa de Cristo. Ele também está disposto a ser fraco eser fortalecido pelo poder de Deus. Estas são atitudes louváveismas que podem ser utilizadas pelo inimigo, se não forem bemcompreendidas. Sofrer na mão do inimigo e ao mesmo tempo crer 194
  23. 23. A experiência da transformação da almaque seu sofrimento procede de Deus, apenas concede ao inimigo o NOTASdireito de prolongar o ataque. Ele pensa ser um mártir por sofrerpela Igreja, mas na verdade é uma vítima. Devemos checar a fontedo sofrimento. Não devemos aceitar automaticamente todos ossofrimentos como sendo de Deus. Quanto à fraqueza, Paulo estava apenas relatando para nósa sua experiência de como a graça de Deus o fortaleceu em suafragilidade, visando a realização do propósito de Deus. Nãodevemos entender que Paulo estivesse persuadindo um crente fortea escolher propositadamente a fraqueza, a fim de que Deus possafortalecê-lo depois. Ele está simplesmente mostrando ao crentefraco o caminho para a força. Escolher a fraqueza e o sofrimento,sem os critérios necessários, é preencher as condições para aoperação dos maus espíritos.O Ponto Vital O princípio envolvido em todos os casos que citamos ou não,é que o diabo não falha em agir sempre que houver passividade davontade ou o preenchimento das suas condições de operação. Parase livrar dessa situação, todos os que tenha sido vítimas dos mausespíritos devem se perguntar: "preenchi as condições para aoperação dos maus espíritos?". Isso o livrará de muitosacontecimentos falsos e sofrimentos desnecessários. Outra coisaque precisamos entender é que os maus espíritos se utilizam averdade, por isso, devemos entender o princípio básico de qualquerensinamento bíblico, para que o diabo não se utilize da própriaPalavra, distorcendo-a, para nos confundir e aprisionar.A VEREDA PARA A LIBERDADE É possível que um crente consagrado seja enganado comrespeito à passividade por alguns anos, sem jamais ser despertadopara sua perigosa condição. A apresentação do verdadeirosignificado da consagração a estes se torna de importância vital. Oconhecimento da verdade é vital para a libertação da passividade.O Conhecimento da Verdade O primeiro passo para a liberdade é conhecer a verdade detodas as coisas: a verdade com respeito à cooperação com Deus, aoperação dos maus espíritos, consagração e manifestaçõessobrenaturais. O filho de Deus deve conhecer a verdade quanto àfonte e natureza das experiências que possa ter estado provando. Advertimos nossos leitores sobre o perigo da experiênciasobrenatural. Não estamos dizendo que todas estas experiênciassão ruins e devem ser abandonadas _ nada disso, pois a Bíblia está 195
  24. 24. A experiência da transformação da almacheia de experiências sobrenaturais. Nosso propósito é lembrar que NOTASpode haver mais de uma fonte por detrás dos fenômenossobrenaturais. Será facilmente enganado especialmente aquelecrente que não morreu para sua vida emocional, mas buscaansiosamente acontecimentos sensacionais. Preste atenção! Quando a experiência sobrenatural temcomo autor o Espírito Santo, suas mentes ainda estão emcondições de tomarem parte; não é exigido que sejam total ouparcialmente passivos antes de obterem tal experiência. Mas, se aexperiência tem como autor demônios, então as vítimas devem serlevadas à passividade, suas mentes esvaziadas e suas açõesrealizadas sob compulsão externa. Devemos sempre lembrar queos espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. (I Co. 14:32).Qualquer espírito que exige que o profeta se submeta a ele não éde Deus. A aceitação da verdade é o primeiro passo para a liberdade.Pode ser vergonhoso para o crente reconhecer que foi usado eenganado pelos maus espíritos, mas é necessário reconhecer averdade. A dúvida é o prelúdio para a verdade. Isso não quer dizerduvidar do Espírito Santo, de Deus ou da Sua Palavra, mas sim daexperiência passada de alguém. Tal dúvida é tanto necessáriaquanto bíblica, pois Deus nos mandar "provar os espíritos" (I jo.4:1).A Descoberta do Terreno O crente deve reconhecer que além do pecado existemoutros elementos que podem fornecer terreno aos maus espíritos: aaceitação de uma imitação, passividade da vontade e a aceitaçãodos pensamentos tipo flash do inimigo. Tudo isso são terreno quecedemos a demônios. O principal dos terrenos, é a passividade. Visto que a passividade entrou pouco a pouco, ela seráeliminada pouco a pouco também. A medida da identificação dainércia de alguém é a medida da sua emancipação. Descer de umamontanha é sempre mais fácil do que galgá-la; do mesmo modo,tornar-se passivo é fácil, mas retomar a liberdade é meticuloso.Exige-se a cooperação do homem total para se reconquistar todo oterreno cedido. O filho de Deus deve clamar a Deus definidamentepara lhe mostrar onde ele foi enganado.A Recuperação do Terreno A passividade deu acesso aos maus espíritos, o caminho devolta é a ativação da vontade. O cristão daí em diante deveaprender"(a) a obedecer a vontade de Deus, (b) a resistir a vontadedo diabo, e (c) exercitar sua própria vontade em colaboração com avontade dos outros santos. O cristão deve declarar constantemente:"Eu escolho a liberdade; eu a liberdade; eu recuso ser passivo; euvou usar meus próprios talentos; eu insisto em conhecer os ardisdos maus espíritos; eu desejo a derrota deles; eu vou cortar todo o 196
  25. 25. A experiência da transformação da almarelacionamento com os poderes das trevas; eu me oponho a todas NOTASas suas mentiras e desculpas". Assim como no início o crentepermitiu a entrada dos maus espíritos, agora ele escolhe o oposto: ocorte pela raiz de qualquer base do inimigo. Durante este período de conflito, a vontade do cristão deveser envolvida ativamente com várias operações. Além de resolver eescolher, ele deve também resistir e recusar. Resistindo ele proíbeoutras operações dos maus espíritos; recusando ele cancela aantiga permissão que havia concedido a eles. Os espíritos doinimigo, mesmo percebendo a atitude hostil do crente contra eles,não sairão um centímetro sequer do terreno que ocupam. Elesdevem ser expulsos com força total. O filho de Deus deve utilizarpoder espiritual para imobilizar e remover o inimigo. A tentativa de reclamar áreas perdidas e recuperar o uso dosseus órgãos pode ser extremamente difícil para o crente. Isso sedeve aos seguintes fatos: (a) sua própria vontade é essencialmentefraca e portanto sem poder para dirigir cada parte do seu ser; (b) osmaus espíritos contendem contra ele com toda a força quepossuem. Se, por exemplo, ele tem sido passivo na questão dedecidir, agora ele vai cancelar o terreno dado e proibir os mausespíritos de continuarem a operar. Ele está determinado a decidirpor si mesmo sem qualquer interferência deles. Mas descobre que(a) não pode decidir e (b) que os maus espíritos não deixam que eledecida e atue. Quando o crente recusa dar permissão a eles paracontrolá-lo, eles não permitirão que o cativo deles atue sem suapermissão. Mas, os maus espíritos se retirarão se a vontade docrente resisti-los e proibir que ocupem seus órgãos. Na luta pela retomada da normalidade, o crente pode acharque, no estágio inicial do combate, seus sintomas se tornam pioresque antes, como se sua vontade tivesse menos força e a menteestivesse mais confusa à medida que batalha. Não se preocupe,este é um sinal de que a vitória se aproxima! Isto revela que aresistência tem dado resultado: o inimigo sentiu a pressão e estáconseqüentemente fazendo sua última oposição. Se o crenteprossegue oferecendo pressão, os maus espíritos sairão. Durante abatalha, o crente deve se apropriar permanentemente da verdadecontida em Rm. 6:11, de que a morte do Senhor é a sua morte. Talfé o liberta da autoridade dos maus espíritos, visto que eles não têmpoder sobre quem está morto. O crente deve fazer uso da Palavrade Deus para combater os espíritos maus. O crente, no entanto, nãodeve se contentar com um pequeno ganho; não deve parar até quesua normalidade seja totalmente recuperada.A Verdadeira Direção Na verdadeira direção, o cristão não é obrigado a obedecer aDeus mecanicamente. O que ele deve fazer é executar a vontadede Deus ativamente. Na prática da obediência, o crente passa pelosseguintes passos: (a) disposição para fazer a vontade de Deus(Jo.7:17); (b) revelação dessa vontade à sua intuição, pelo Espírito 197
  26. 26. A experiência da transformação da almaSanto (Ef. 5:17); (c) fortalecimento de Deus para querer e fazer Sua NOTASvontade (Fl. 2:13).Domínio Próprio O ápice do caminhar espiritual de um cristão é o autocontrole(Gl. 5:22,23). A obra do Espírito Santo é levar o homem exterior docrente à perfeita obediência ao seu domínio próprio. O EspíritoSanto dirige o crente através da sua vontade renovada. Portanto, ascoisas que o cristão deve controlar por sua vontade são:(a) Seu próprio espírito, conservando-o em seu estado adequado,isto é, nem quente nem frio demais. O espírito precisa do controleda vontade. Todos os que são experimentados concordam quedevem usar sua vontade para limitar o espírito quando ele se tornaprecipitado, ou para levantá-lo quando afunda demais.(b) Sua própria mente e todo o resto da capacidade de sua alma.(c) Seu próprio corpo. Ele deve ser um instrumento para o homem enão seu senhor, em virtude de hábitos e cobiças desenfreadas.Devemos subjugar nosso corpo (I Co. 9:27).O CRENTE E SEU CORPO É importante sabermos que lugar nosso corpo físico ocupa nopropósito e plano de Deus. Nosso corpo deve ser são e restaurado,como nosso espírito e alma. O corpo é necessário e importante;senão Deus não teria criado o homem como um. Examinando asEscrituras, podemos descobrir quanta atenção Deus presta aocorpo do homem. A Bíblia tem muito que dizer sobre ele. O maissingular e espantoso é que o Verbo se fez carne: o Filho de Deustomou sobre Si um corpo de carne e sangue e, embora tenhamorrido, Ele usa essa vestimenta para sempre.O Espírito Santo e o Corpo Rm. 8:13-13 revela a condição do nosso corpo, como oEspírito Santo o ajuda e qual deve ser nossa atitude correta paracom ele. Inicialmente, nosso corpo e espírito estavam mortos; masdepois de crer no Senhor Jesus, nós O recebemos para ser a nossavida. Quando recebemos o Espírito, nosso espírito humano évivificado; somente o corpo continua morto. A nossa carne ainda é o"corpo do pecado". A redenção do nosso corpo nos espera no futuro(Rm.8:23). O pecado não foi eliminado do corpo, por isso elecontinua morto. "E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesushabita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo tambémvivificará vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vóshabita"(Rm. 8:11). Vemos que, depois que o espírito é vivificado, o 198
  27. 27. A experiência da transformação da almacorpo também pode viver. O Espírito Santo dá vida aos nossos NOTAScorpos. O corpo está caminhando para a sepultura; espiritualmentefalando, ele é considerado morto. Ora, se nosso corpo está morto,como podemos empregá-lo para responder às exigências da vidaespiritual? O Espírito Santo deve dar vida aos nossos corpos demorte. Nós temos o Espírito Santo habitando em nós; portanto,nossos corpos mortais devem experimentar Sua vida. Através dessepoder de habitação, o Espírito Santo da vida aos nossos corpos.O fato de o Espírito Santo dar vida a nossos corpos não quer dizerque o "corpo do pecado" se tornou um corpo santo ou que nosso"corpo de humilhação" foi transformado num corpo glorioso, ou queeste corpo mortal se revestiu de imortalidade. Isto só vai, de fato,acontecer na vinda do Senhor. O sentido correto do Espírito Santodar vida aos nossos corpos é: (l) Ele nos restaurará quandoestivermos doentes, (2) nos preservará se não estivermos doentes.Ele vai nos fortalecer para que possamos correr a carreira que nosestá proposta. Entretanto, muitos desconhecem esse benefício eseus corpos se tornam um empecilho para a obra. "Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, sepelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis" (Rm. 8:13).Se os cristãos rejeitarem a provisão de Deus e viverem pela carne,certamente serão punidos. Por meio da vida dada ao nosso corpopelo Espírito Santo, devemos resistir à morte que está nele; casocontrário, a morte completará rapidamente sua obra ali. Comopodemos esperar que Ele dê vida ao nosso corpo carnal senegligenciarmos a obra de mortificar seus feitos? Pois somentemortificando seus feitos pelo Espírito Santo é que podemos viver.Muitos crentes erram aqui. Eles acham que o Espírito Santo dariavida e força aos homens para capacitá-los a viver para si mesmos.Que grande tolice! A vida que Deus dá ao nosso corpo tem comopropósito vivermos para Ele. Nós mesmos não podemos controlar nosso corpo, masatravés do Espírito Santo podemos. Ele nos capacitará a mortificarseus feitos. Somente o Espírito Santo pode tomar o que a cruzrealizou e fazer com que os crentes a experimentem. Se ouvirmos averdade da cruz, mas não permitimos que Ele opere essa verdadeem nossas vidas, então tudo o que sabemos é uma teoria, um ideal. O reconhecimento de que o "nosso velho homem foicrucificado com ele para que o corpo pecaminoso seja anulado", érealmente bom; mas permaneceremos algemados pelos feitoscarnais, se "pelo Espírito" não "mortificarmos os feitos do corpo".Glorifique a Deus I Co. 6:12-20 acrescenta uma luz nova sobre o assunto docorpo do crente. Aqui, Paulo julga que todas as exigências do corpo,tais como comer, beber ou sexo, são naturais, justas e lícitas.Entretanto, ele entende que nem todas elas são necessariamenteúteis, nem devem escravizar o homem. Muitos cristãos não sabemcomo lidar com a questão de comer e beber. Comem para sesatisfazer e, muitas vezes, exageram. O comer não deve impedir 199
  28. 28. A experiência da transformação da almanossa comunhão com Deus, visto que sua finalidade é apenas NOTASpreservar o corpo com saúde. Paulo também trata da questão daimoralidade. Esse é um pecado que contamina o corpo: eletransgride diretamente o princípio de que o "o corpo é para oSenhor" (verso 13 do texto acima). "E o Senhor para o corpo"(verso 13). Sempre pensamos queo Senhor salva apenas nosso espírito e alma; achamos que o corpoé inútil e sem valor na vida espiritual. Mas aqui é declarado que oSenhor é igualmente para o vaso de barro. A redenção de Cristo étambém para o corpo. Ele quer nos sarar não apenas de problemasna alma ou no espírito, mas quer sarar também nosso corpo. O Senhor para o corpo envolve vários significados: (1)exprime a idéia de que o Senhor livrará o corpo do pecado. Adespeito de como somos feitos fisiologicamente, mesmo possuindofraquezas especiais, podemos vencer nossos pecados através doSenhor; (2) O Senhor é adicionalmente para nossas doençasfísicas. O Senhor Jesus é capaz de nos livrar das doenças assimcomo dos pecados; (3) O Senhor é também para o nosso viver nocorpo. Ele quer que experimentemos em nosso caminhar diário opoder da Sua ressurreição, para que nosso corpo também viva porEle; (4) O Senhor é também para a glorificação do corpo. Issoacontecerá no futuro _ na volta do Senhor. É impossível experimentar o Senhor para o corpo, se usamosnossos corpos segundo nossos desejos e para o nosso prazer, aoinvés de oferecê-los para viver inteiramente para o Senhor. E overso 14 diz que assim como Deus já ressuscitou o corpo do SenhorJesus, Ele também vai ressuscitar o nosso dentre os mortos.Todavia, isso é para o futuro, mas hoje podemos ter o antegozo dopoder da Sua Ressurreição. Queremos ainda enfatizar a questão deque o corpo de Cristo é para os nossos corpos. Nossos corposestão unidos ao dEle (I Co.12:27); conseqüentemente, podemosextrair vida e força do Seu corpo para suprir nossas necessidadesfísicas. Todos aqueles que possuem defeitos físicos devempermanecer nessa união com Cristo pela fé e extrair dos Seusrecursos para suas necessidades carnais. "Fugi da imoralidade. Todo pecado que o homem comete éfora do corpo; mas o homem imoral peca contra seu próprio corpo”(Verso 18 de I Co. 6). A Bíblia considera a imoralidade ou fornicaçãomais séria do que outros pecados, porque ela tem uma relaçãoespecial com nossos corpos, que são membros de Cristo. Quandonos unimos a uma prostituta, nos tornamos um só corpo com ele.Estamos unindo Cristo com uma prostituta.DOENÇA Para sabermos como manter nosso corpo numa condiçãoque glorifica a Deus devemos primeiro saber que atitude tomar com 200
  29. 29. A experiência da transformação da almarespeito à doença, como fazer uso dela e também como ser NOTAScurados.Doença e Pecado A Bíblia mostra um relacionamento íntimo entre a doença e opecado. A conseqüência final do pecado é a morte. A doença jazentre o pecado e a morte. Se não houvesse pecado no mundo, nãohaveria doença nem morte. Mas, quando o Senhor Jesus veio parasalvar, Ele não apenas perdoou o pecado do homem mas tambémcurou o corpo do homem. Desse modo, a primeira atitude quedevemos tomar quando doentes, é nos examinar para determinar sepecamos ou não contra Deus. Isaías 53 diz que tanto a cura do corpo e a paz da alma nosforam concedidas. Porque Jesus carregou nossas doenças, nãoprecisamos mais carregá-las. Notemos que a salvação de Deus nãoseria completa se o Senhor Jesus simplesmente perdoasse nossospecados, mas não curas se nossas doenças também. Hoje muitossantos crêem no Seu poder para perdoar, mas duvidam da Suagraça para curar.A Disciplina de Deus Em I Co. 11:30-32, Paulo explica que a doença é um tipo dadisciplina do Senhor. Por terem errado diante do Senhor, os crentessão disciplinados com doenças para movê-los a julgarem a simesmos e eliminarem seus erros. Ao castigar Seus filhos, Deustrata graciosamente com eles, para que não sejam condenados como mundo. Se os cristãos se arrependem de suas faltas, Deus retiraSua disciplina. Não podemos então evitar a doença através do auto-julgamento? A doença é, em muitos casos, o julgamento aberto deDeus sobre o pecado. Todavia, não devemos inferir disso queaqueles que estão doentes são necessariamente mais pecaminososque os outros (Veja Lucas 13:2); bem ao contrário, os que são maiscastigados pelo Senhor geralmente são os mais santos. Jó é umótimo exemplo. A primeira atitude que alguém deve tomar quando estiverdoente, não é correr de um lado para o outro em busca de cura edos meios de cura. O que ele deve fazer é colocar-se totalmente naluz de Deus para exame, tendo um desejo honesto de aprender seestá sendo castigado devido a alguma falta. Assim, o Espírito Santolhe mostrará onde ele tem falhado; e qualquer coisa que lhe formostrada, deve ser imediatamente confessada e abandonada. Seaquele pecado tem prejudicado outras pessoas, então ele devefazer o melhor que puder para repará-lo, crendo ao mesmo tempoem que Deus o aceitou. Deus fica feliz em retirar sua disciplinaquando não é mais necessária.A Doença e o Ego 201
  30. 30. A experiência da transformação da alma Todo o mal e situação adversa têm a finalidade de expor NOTASnossa verdadeira condição. A doença é uma dessas situaçõesatravés da qual podemos ler nossa verdadeira condição. Nuncasabemos o quanto estamos vivendo para Deus e o quanto vivemospara o ego até ficarmos doentes, principalmente se a doença forprolongada. Nos dias bons podemos declarar que somos totalmentedo Senhor, mas na doença nosso egocentrismo é revelado. Quãolamentável é o cristão que por causa do seu próprio desejomurmura contra Deus, quando está sob provação. Ele não aceita oque Deus dá como sendo o melhor para ele; pelo contrário, seucoração é inundado com o desejo de cura rápida. Por causa disso,Deus precisa prolongar a doença, até atingir Seu propósito. Com a doença Deus mostra se O buscamos apenas nos diassuaves e tranqüilos ou se O buscaremos mesmo que tudo estejaruim. Ele também permite a doença para que abramos mão do amorpróprio _ aquela preocupação exagerada conosco mesmos.Remédio Não pretendemos gastar muito tempo questionando se umcrente pode ou não usar remédio. Entretanto, se o Senhor fezprovisão para a cura do nosso corpo em Sua salvação, pareceignorância, se não for incredulidade, nos voltarmos para o auxílio dainvenção do homem. O mundo inventou múltiplos tipos de remédiospara aliviar o povo das doenças; todavia, o Senhor realizou na cruzaquela obra de salvação que diz respeito ao corpo. Buscaremos, naânsia de ficarmos sarados, cura segundo os métodos humanos oudependeremos do Senhor Jesus para a cura? Existe uma grandediferença entre ser curado através do remédio e a cura por Deus. Opoder do medicamento é natural, enquanto que o de Deus ésobrenatural. Quando somos curados por remédios, colocamosnossa confiança na inteligência do homem; mas quando somoscurados por Deus, dependemos da obra perfeita de Jesus na cruz.Isto não quer dizer que o Senhor não abençoa os remédios e noscura através deles. Mas o Seu alvo é que creiamos na Sua obra esejamos curados por uma ação Sua. Se formos curados peladependência de Deus, tiraremos tal proveito espiritual que a curapelos medicamentos nunca poderá nos conceder. A lição que Deuspretende nos ensinar na doença é cessar toda a nossa atividadeprópria e confiar nEle totalmente.É Melhor ser Curado Alguns santos foram para extremos. Eram antes duros eobstinados, mas foram quebrados por Deus através da doençaenviada a eles. Responderam bem a Deus e, por isso, tornaram-semeigos, amáveis e mansos. Visto que a doença foi tão eficaz,começam a apreciar mais a doença que a saúde. Devemosentender, entretanto, que a vida com o Senhor não precisa ser demodo nenhum restrita à enfermidade. Ser capaz de suportar o 202
  31. 31. A experiência da transformação da almasofrimento é bom, mas não é muito melhor se alguém pode NOTASobedecer a Deus quando está cheio de força? A doença pode glorificar a Deus, pois ela oferece a Ele umaoportunidade de manifestar Seu poder curador (Jo. 9:3). Mas comopode Ele ser glorificado se alguém permanece doenteprolongadamente, porque está apreciando a doença? Deus desejacurar-nos. Todo o ministério de Jesus na Terra foi marcado porinúmeras curas. Ele não mudou; continua desejando a cura. Não podemos deixar de dizer que a doença se origina com odiabo. Deus permite que Satanás ataque Seus filhos porque existemalguns defeitos na vida deles. Mas cuidado, há doenças que vêm dodiabo e que não precisamos sofrê-las; há também doenças que jádeviam ter sido retiradas pois já cumpriram o propósito para a qualvieram. Nesses dois casos estamos sofrendo sem necessidades.Muitos estão enfermos sem qualquer necessidade, simplesmentepor falta de força para lançar mão da promessa de cura de Deus,por fé. Devemos entender que a benção espiritual que recebemosna doença é bastante inferior à que recebemos na restauração.Para ser curado, chame os presbíteros para que orem com você(Tg. 5:14,15), ou então, exercite fé tranqüilamente para tomar posseda promessa de Deus (Ex. 15:26). Deus há de nos curar.Na redenção, Deus trata a doença de modo diferente do pecado. Adestruição do pecado é totalmente ilimitada; mas não é assim com adoença. Timóteo, por exemplo, continuou tendo um estômago fraco.Nós, porém, afirmamos que não deveria haver tanta enfermidadecomo há entre os filhos de Deus. Inúmeros santos permanecemdoentes porque perderam a oportunidade de serem curados. Amenos que tenhamos a segurança que Paulo teve após orar trêsvezes, de que sua fraqueza permaneceria porque seria útil para ele,nós devemos pedir a cura. Até que tenhamos certeza de que Deusquer que levemos nossa fraqueza, nós devemos pedir ousadamenteque o Senhor mesmo a leve e tire nossa doença. Queremos ressaltar a atitude do crente para com a doença.Toda vez que o cristão ficar doente, a primeira coisa a fazer éinvestigar a causa do mal diante do Senhor; não devendo ficaransioso demais pela cura. Devemos examinar se temosdesobedecido a Deus, se pecamos em algum lugar, se devemosalgo a alguém, se violamos alguma lei natural, ou negligenciamosalguma orientação especial. Depois de identificar os motivos,devemos tomar as atitudes corretas. Resumindo, dizemos quenenhuma doença acontece sem uma causa. Se um cristão contrairuma doença, ele deve tentar localizar sua causa ou causas. Depoisde confessá-las uma a uma diante de Deus, ele deve chamar osanciãos da igreja para que possam confessar uns aos outros e oraruns pelos outros. Os anciãos ungirão o doente com óleo para que avida do corpo de Cristo possa lhe ser restaurada. O influxo da vidafará desaparecer a doença.DEUS COMO A VIDA DO CORPO 203
  32. 32. A experiência da transformação da alma Já vimos que no futuro Deus ressuscitará nosso corpo, mas NOTAShoje Ele dá vida ao nosso corpo mortal. Embora nosso corpo sejaainda animado por nossa vida da alma natural, não mais vivemospor ela porque confiamos na vida do Filho de Deus, que infundeenergia em nossos membros muito mais abundantemente do quetudo o que a vida da alma poderia comunicar. Deus deseja nosconduzir à posse dessa vida de Cristo como nossa força. A Palavrade Deus é a vida do nosso corpo: "Nem só de pão viverá o homem,mas de toda a palavra que procede da boca de Deus" (Mt. 4:4).Alguns vivem só de pão, outros de pão e pela Palavra de Deus. Opão às vezes falha, mas a Palavra de Deus nunca falha. Deusoculta Sua vida na Sua Palavra. Portanto, a Palavra não pode sertomada apenas como mandamento, uma regra, ela deve ser tomadacomo vida. Quando comemos da Palavra, O recebemos como vidanão apenas como vida para o nosso espírito, mas como vida para onosso corpo.As Experiências dos Santos do Passado Era um acontecimento comum para os santos do passadoconhecerem a Deus como a força do seu corpo, ou experimentarema vida de Deus permeando o corpo deles. Abraão viu o poder deDeus sendo manifestado em seu corpo quase morto. O pontocrucial da questão aqui não é tanto a condição do nosso corpo, massim o poder de Deus naquele corpo. "Tinha Moisés 120 anos quando morreu; seus olhos nãoescureceram, nem se abateu sua força natural" (Dt. 34:7). O poderda vida de Deus agiu no corpo de Moisés. Calebe tambémexperimentou o revigorar de Deus (Jos. 14:9-11). Sansão foipoderosamente usado pelo Espírito Santo em proezas físicas. Hámuitos outros exemplos de homens de Deus do passado que foramrevigorados pela vida de Deus. Queremos enfatizar que a vida de Deus é adequada nãosomente para curar enfermidades, mas também para nos preservarfortes e sadios, capacitando-nos a vencer doenças e fraquezas.A Experiência de Paulo Visto que nossos corpos são membros daquele corpo (ocorpo de Cristo), a vida naturalmente flui para eles. Nosapropriamos disso por fé. Paulo orou por três vezes para que oespinho em sua carne fosse retirado. Sem sucesso. Ele era muitofraco no corpo, mas permaneceu naquela situação por muitotempo? Não, pois ele nos informa que o poder de Cristo repousousobre ele e o tornou forte. Nem o espinho, nem a fraquezaproduzida por ele, deixaram Paulo; todavia o poder de Cristoinundou seu corpo frágil e lhe deu força para enfrentar cadanecessidade. O poder de Cristo estava em contraste com afraqueza de Paulo. Como podia um homem fraco como Paulorealizar uma obra que exigia tão grande esforço físico? O seu corpomortal era vivificado pelo Espírito Santo. 204
  33. 33. A experiência da transformação da alma Como Deus nos cura e nos fortalece? Pela vida de Jesus. NOTASQuando nossa carne mortal é revitalizada a natureza do nossocorpo não é mudada para a imortalidade: ela permanece a mesma.A vida que supre vitalidade a este corpo, entretanto, é mudada. Nosdias passados, vivemos pelo poder da nossa vida natural, masagora vivemos pela energia daquela vida sobrenatural de Cristo.Seu poder de ressurreição está sustentando nosso corpo, por issosomos capacitados a realizar as tarefas a nós designadas.O Poder Natural e o Poder de Jesus Talvez alguns podem pensar que ter o Senhor Jesus comovida para o nosso corpo signifique que Deus nos concede umagrande medida de poder físico, para que nunca venhamos a sofrermais ou ficar doentes. O corpo de Paulo era freqüentemente fraco,mas a força do Senhor Jesus fluía continuamente para ele. Ele viviaa cada instante pela vida do Senhor. Somente através daobediência, experimentaremos a realidade da Sua vida para nós.Será que Ele nos daria Sua força para nos rebelarmos contra Ele?A Benção Desta Vida Se recebêssemos a vida do Senhor Jesus para ser a vida donosso corpo, nós experimentaríamos hoje o fortalecimento dosnossos corpos pelo Senhor e também a prosperidade dos nossosespíritos por Ele. No tocante ao nosso conhecimento, já sabemosque nosso corpo é para o Senhor; todavia, por causa do nossoegocentrismo, Ele não pode nos encher completamente. Mas agoraentregamos nosso tudo a Ele, para que possa tratar conosco damaneira como desejar. Agora pertencemos ao Senhorcompletamente; nada pode, portanto, nos suceder sem Seuconhecimento e permissão. Entendendo que o Senhor é para ocorpo, o cristão é capaz de se apropriar de todas as riquezas deDeus para suas necessidades. Para cada necessidade urgentesempre existe Sua provisão; seu coração conseqüentementerepousa. Ele não pede mais do que o que Deus proveu, mastambém não fica satisfeito com nada menos do que o que Eleprometeu. Ele recusa usar sua própria força em qualquer questãopara ajudar a Deus, tentando resolver as coisas antes do Seutempo.VENCENDO A MORTE A experiência de vencer a morte não é incomum entre ossantos da Bíblia. Davi foi salvo das garras do leão e do urso etambém da mão de Golias; Sadraque, Mesaque e Abednego nãosofreram nenhum dano na fornalha de fogo; Paulo sacudiu umacobra mortal dentro do fogo e não sofreu dano algum, e muitosoutros exemplos. O alvo de Deus é levar Seus filhos a passar pelaexperiência de conquistar a morte agora. Triunfar sobre o pecado, o"eu", o mundo e Satanás é necessário; mas a vitória não está 205
  34. 34. A experiência da transformação da almacompleta sem um triunfo correspondente sobre a morte. Se NOTASdesejarmos usufruir uma vitória completa, devemos destruir esteúltimo inimigo (I Co. 15:26). Deixaremos um inimigo inconquistado,se falharmos em experimentar o triunfo sobre a morte. Se desejarmos viver vitoriosamente sobre esta terra, temosde vencer a morte que está no mundo. A morte está em nossocorpo, desde o dia em que nascemos ela começa a operar em nós.A morte física, é apenas a consumação da prolongada operação damorte, que atua dia-a-dia em nós. Ela pode atacar nosso espírito,privando-o de vida e poder; pode atacar nossa alma, mutilando seusentimento, pensamento e vontade; pode atacar nosso corpo,tornando-o fraco e doente. Segundo Rm. 5:17, a morte não apenasexiste, mas ela reina. Enquanto existe o reino da morte, existetambém o reino da vida. O apóstolo Paulo diz que aqueles querecebem a abundância da graça, vão reinar em vida. Mas oscristãos hoje estão tão ocupados com o problema do pecado, quefalham em vencer o resultado do pecado, a saber, a morte. Cristomorreu para nos salvar não apenas dos nossos pecados, mastambém da morte. A salvação de Cristo substitui o pecado pelajustiça e a morte pela vida; "A lei do Espírito da vida em Cristo Jesusme livrou da lei do pecado e da morte" (Rm. 8:2). Como venceremos a morte, de maneira prática? Devemosdeterminar resistir a morte da mesma maneira que temos resistidoao pecado; nos apropriando da vitória que Cristo já conquistou pornós na cruz. Hb.2:14,15, nos diz que a cruz é a base da vitóriasobre o poder da morte. Três caminhos diferentes estão abertos aoscristãos para vencerem a morte: (1) confiando que não morreremosaté que nossa obra esteja terminada; (2) não tendo medo da mortemesmo que ela venha, pois sabemos que seu aguilhão foi removido;(3) crendo que seremos completamente libertados da morte, vistoque seremos arrebatados na volta do Senhor.Morte Depois que Nossa Obra Estiver Terminada A menos que um cristão tenha pleno conhecimento de quesua obra está terminada e que o Senhor não mais exige que elefique, ele deve, por todos os meios, resistir à morte. Jesus resistiupor três vezes à morte, saindo do meio dos que o queriam matar,pois Seu tempo ainda não havia chegado. Paulo e Pedro tambémresistiram à morte antes do tempo. Os patriarcas morreram "cheiosde anos".Sem Temor da Morte Ao falar sobre vencer a morte, não queremos dizer que nossocorpo nunca morrerá (I Co. 15:51). Vencer a morte não significanecessariamente não passar pela sepultura, pois Deus pode desejarque alguns vençam através da ressurreição, como fez o SenhorJesus. Ao passar pela morte, os crentes, como seu Senhor, nãoprecisam temê-la, pois apenas estamos passando de um cômodo 206
  35. 35. A experiência da transformação da almapara o outro. No início éramos "aqueles que com meda da morte, NOTASestavam por toda a vida sujeita à escravidão" (Hb. 2:15). O SenhorJesus, entretanto, nos livrou e por isso não mais a tememos.Arrebatados Vivos Sabemos que na volta do Senhor Jesus muitos serãoarrebatados vivos. Esta é a última forma de vencer a morte (I Co.15:51-52 e I Ts. 4:14-17). O tempo do arrebatamento se aproxima.Se alguém deseja ser arrebatado vivo, deve aprender aqui e agoracomo vencer a morte. Na cruz o Senhor Jesus venceu totalmenteeste inimigo; hoje Deus quer que Sua igreja experimente esta vitóriade Cristo. Com a vitória de Cristo, devemos ficar firmes contra a morte,proibindo que ela faça qualquer incursão em nosso corpo. Resista atudo que possua disposição para a morte. Encare a doença, afraqueza e o sofrimento com esta atitude.Pecado Mortal Observemos agora especificamente qual é a essência dopecado mortal, mencionado em I Jo. 5:16. Fazendo assimpoderemos saber como nos manter longe dele, a fim de que (1)nossa carne não seja corrompida, (2) não venhamos a perde abênção de sermos arrebatados antes da morte, ou (3) podermosainda terminar a obra do Senhor a nós designada, antes que nossosdias sejam cumpridos e morramos, caso Ele demore e tenhamosque passar pela sepultura. Podemos dizer que por causa denegligência nesta questão, muitos filhos de Deus tiveram seus diasencurtados e perderam suas coroas. A Bíblia não deixa claro qual é este pecado mortal. Pelosregistros da Bíblia, entendemos que este pecado varia de acordocom a pessoa. Um pecado para alguns é mortal, todavia para outrospode não ser um pecado para a morte, e vice-versa. Para os cristãos, a característica da Era do Reino é que nãoexiste mais fraqueza, doença ou morte, porque nossos corpos terãosido redimidos e Satanás pisado debaixo dos pés. As Escrituras nosensinam que podemos antegozar os poderes da Era vindoura agora(Hb. 6:5).Todos os textos são um resumo e adaptação de:O Homem Espiritual v. 3T. S. Watchman Nee 207

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