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Folhas soltas do gap nº1

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Folhas soltas do gap nº1

  1. 1. internacional tal como se verifica com os 20 anos de negociações improfícuas. N0 1Primeiro, simplesmente porque nunca foi uma prioridade, tal como revelam assucessivas promessas incumpridas feitas aos árabes da região, e depois pelodesrespeito contínuo e sistemático das resoluções emitidas pela ONU·, que MAR ÇOenvolvem exclusivamente uma ação de Israel. Estas violações podem ser 201ilustradas pela resolução 273 que admite Israel no seio da ONU, sob a condição 2do respeito da resolução 194, reconhecendo-o como um «país pacífico queaceita as obrigações da Carta [das Nações Unidas] e que é capaz de cumprir comestas obrigações». É importante referir que, apesar de Israel ter aderido e se tercomprometido com a Carta das Nações Unidas em 1949, viola sistemática erepetidamente o artigo 24 da Carta da Nações Unidas que estipula: «All [UN] Members shall refrain in their international relations from thethreat or use of force against the territorial integrity or politicalindependence of any state, or in any other manner inconsistent with thePurposes of the United Nations.» Segundo, é preciso convir que no contexto internacional atual, o futuro daPalestina não é, de todo, uma questão de atualidade premente, ou de grandeinteresse para os países do Norte, ou um «certo» mundo ocidental que passoua ser chamado o Norte (rico) por oposição ao Sul (pobre), mesmo que estadivisão não reflita totalmente a riqueza de cada país. Podemos comprovar estefacto no último discurso do presidente norte-americano na ONU a 21 desetembro de 2011, em que, se por um lado o discurso de Obama apenas foi umdiscurso de pré-campanha, ancorado numa conceção do Mundo, nitidamente,utópica para uns e, totalmente distópica para outros, por outro lado, não contempla a precisão, a correção humanitária, tal como a necessária lucidez, e, ainda menos, a consistência e coerência esperadas para com as suas EXIG IMO próprias palavras sobre a questão Palestina proferidas no seu discurso do S Cairo em 4 de junho de 2009. O pouco tempo que passou fez literalmente AU PAR TODET JUSTIÇ AO E A emudecer o seu discurso. Contudo, será, sim, uma questão central e muito POV RMINA E mais relevante (para o chamado Norte), o futuro de Israel. Isto, por várias FIM O PA ÇÃO LE razões que configuram o sintomático esquecimento histórico do JUST FIM À AO APA STINO! IÇA LIM R ocidente. AUT ODE RESPO PARA PEZA THEID! TER N O É Ana da Palma, Janeiro de 2012 MIN SABILI S REFU TNICA! AÇÃ ZAÇ GIAD O PA ÃO D RA E I OS! FILH AS FIL SRAEL! OS D H A PA AS E OS LEST INA accao.palestina@gmail.com ! http://grupoaccaopalestina.blogspot.com
  2. 2. Q uando vemos e assistimos impotentes ao desmoronamento dos nossos estados chamados democráticos; quando percebemos que o caminho da retiraram os direitos fundamentais aos palestinos. Esta supressão sistemática tem vindo a estar sempre na ordem do dia e na ordem de democracia representativa, com a qual pactuámos por conforto, nos engana e trabalho das grandes potências e de Israel que procura sempre desviar as manipula; quando vemos os nossos direitos pouco a pouco limitados, atenções para problemas envolvendo a segurança e promovendo uma restringidos e eliminados pela declarada urgência de uma crise; quando a atitude bélica extremamente prejudicial para todos os seres humanos do sociedade civil se mobiliza em pequenos grupos de defesa dos seus direitos, planeta. Assim o povo palestino é sempre uma questão secundária, uma quer sejam no campo da educação, dos transportes, da saúde, do trabalho, questão adiada sistematicamente alegando assuntos mais importantes. tentando alcançar uma concertação mundial, expressa nas assembleias Assim, é um povo destinado a «desaparecer» da região para deixar o populares e nos movimentos das acampadas, fazendo o exercício de lugar aos Israelitas. Pensar no futuro da Palestina é uma questão democracia direta procurando estratégias e ajustando os seus discursos e fundamental na perspetiva de uma abordagem histórica dos mesmos direitos tendo em conta a nossa perceção dos princípios fundadores da nossa humanidade partilhada. Contudo é preciso dizer que o futuro da palestina não está na agenda formas de pensar o Mundo, parece difícil encontrar forças para uma luta de longo prazo e de desgaste, com um pé no tempo da História e outro na atualidade, tal como é a luta do povo palestino. Contudo, de norte a sul e de leste a oeste, as lutas acabam por ter algo em comum, porque envolvem a dignidade do ser humano, porque envolvem os seus direitos fundamentais e, simplesmente, porque sabemos que as vidas de todos os seres humanos neste mundo e nesta Terra estão interligadas. Refletir sobre a questão palestina enquadra-se, hoje, num contexto urgente de supremacia do ocidente, o mesmo ocidente que nos está a vigiar, a controlar, a sugar, a empobrecer, a ludibriar e a encarcerar, retirando-nos as nossas liberdades a pretexto do medo do Outro, de uma crise financeira que não nos2 pertence e do desejo de inculcar uma consciência hipernacionalista, evocando 7
  3. 3. praticados pelo mundo ocidental. Esta complexificação oblitera as questões que a «salvação nacional» da nossa identidade ocidental passa pelo humanas, ilude e confunde os cidadãos, que se deparam com uma série de sacrifício e pela abdicação, supostamente temporária, de direitos questionamentos envolvendo, por um lado, o que se pode consultar da História fundamentais inscritos em todos os textos fundadores da humanidade do mundo e, por outro lado, o que nos chega pelos meios de comunicação «ocidental», desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos até às regulares e/ou alternativos que vão «atualizando» os dados sobre a questão, específicas e respetivas constituições, no seio dos quais se abrigou e quer sejam notícias, quer sejam artigos de opinião ou de análise de informação. instalou a ditadura do consumismo a mando dos terrorismos multinacionais protegidos pelas democracias representativas. Os exercícios de democracia direta espalhados pelo Mundo revelam a necessidade de uma solidariedade efetiva entre Povos. Uma solidariedade fundamentada na nossa humanidade partilhada, não nos modelos de organização social, económica e política tal como temos vindo a ver a sua imposição nas ações concertadas dos supostos representantes do mundo ocidental em várias partes do planeta. Atualmente, a solidariedade dos Povos Neste contexto, um texto, datado de 27 de janeiro de 2012, acerca do «convite»2 do mundo, para com o Povo Palestino, para visitar as colónias da Cisjordânia, portanto em território ilegalmente3 será um aspeto decisivo no futuro da ocupado, feito por Israel, a mais de 70 jornalistas dos principais media é Palestina e passa por dois tipos de extremamente revelador de uma preocupação insistente com a opinião pública. mobilização complementares: um Pensar no futuro da Palestina poderá ser extremamente fácil se nos trabalho de divulgação, esclarecimento, circunscrevemos a questões que dizem exclusivamente respeito a assuntos informação e reflexão absolutamente prementes da nossa humanidade, tais como o direito à autodeterminação dos necessário e um trabalho mais ativo povos, o respeito pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e das leis desde a participação nas campanhas e internacionais. É nestes assuntos que nos devemos concentrar. Assim, é fácil ações de BDS (Boicote Desinvestimento verificar que as questões de segurança e de defesa reiteradas por Israel, assim e Sanções), na resposta concreta aos como o seu total desprezo pelas leis internacionais4 e os medos propagados e apelos da sociedade civil palestina, tal implementados mundialmente pelos EUA, após o dia 11 de setembro de 2001, como o apelo para a próxima missão “Bem-vindo à Palestina” que irá 2 Ler : «International Media Complicit in Legitimization of Israeli Settlements» ou «Les médias internationaux decorrer de 15 a 21 de abril 2012 e na se rendent complices de la légitimation des colonies israéliennes» mobilização de indivíduos, coletivos, 3 A ilegalidade foi estabelecida pelo Tribunal Internacional de Justiça em julho de 2004 e vem estipulada no parágrafo 6 do Artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra. associações, organismos e instituições para preparar e participar no 4 O desprezo pelas leis internacionais vem referido num texto de Silvia Cattori e remete para este registo próximo WSF free Palestine ou Fórum Social Mundial «Free Palestine» elaborado pela Aljazeera. Na minha opinião estas questões põem seriamente em causa a presença de Israel no em novembro de 2012. seio da ONU. (Ver esta notícia de 15 de maio de 2009 e o respetivo texto de Ban ki Moon no 60ª aniversário da admissão de Israel na ONU datado de 11 de maio de 2009 onde é relembrada a admissão sob condição de Retomando o primeiro tipo de mobilização, envolvendo todo o respeito da resolução 194. Contudo, sobre este assunto, é preciso notar que a respetiva declaração não se trabalho de divulgação, esclarecimento, informação e reflexão, existem encontra referida nos sites oficiais da ONU). Por outro lado, não devemos esquecer o desprezo pela instituição vários coletivos e associações pelo mundo com páginas na internet. da ONU, repetidamente demonstrado por Israel, e que se pode comprovar pelo discurso de Netanyahu na6 ONU a 22 de setembro de 2011 onde a ONU vem referida como sendo a «casa das mentiras». Não pretendemos ser exaustivos, pois uma listagem seria fastidiosa, 3
  4. 4. portanto apenas indicamos alguns que poderão servir como (Braga) e do Porto, tal como a Casaviva, o Gato Vadio, oguias para outros espaços presentes online, tais como CAPJO- MPP, a Cooperativa Árvore, o Espaço Musas, o CaféEuropalestine em francês, Breaking the silence, Stop the Wall Pedra Nova e a AjaNorte, preocupados com questõesem inglês, entre muitas outras páginas. Existe uma série de humanitárias enquadradas em assuntos ambientais,sites de informação e opinião alternativas tais como sociais, políticos e económicos, promoveram espaçosMondoweis, Sabbah Report, Uruknet, Info-Palestine, de conversas, esclarecimentos e debate, havendoInvestigAction, Le Grand Soir, Réseau Voltaire, Diário outras sessões previstas noutras associações eLiberdade, Nouvelles dOrient, The Electronic Intifada, etc. coletivos tal como em fevereiro na Terra Viva. AssimTodos estes sites e blogues são continuadamente cada indivíduo, cada grupo organizado ou não,atualizados, produzem e reproduzem artigos em várias empenha-se com os meios e vontades de que dispõelínguas e permitem aceder a informações relevantes e artigos por esta causa justa e nobre, fazendo jus às palavras dede análise, ou de opinião, esclarecedores sobre a questão. Edward W. Said:Por outro lado, as redes sociais têm tido um papel importante "Remember the solidarity shown to Palestinena divulgação, partilha de informações e apelos para ações here and everywhere... and remember also thatconcretas. there is a cause to which many people have Em língua portuguesa podemos verificar que a committed themselves, difficulties and terriblecomunidade brasileira é bastante ativa na Web. Em Portugal, obstacles notwithstanding. Why? Because it is a justalém de blogues pessoais e coletivos com artigos específicos cause, a noble ideal, a moral quest for equality andsobre a questão palestina, tais como Blogmaton e Sentidos human rights."Distintos entre outros, existem alguns de grupos mais ou A 11 de novembro 2011, quando a AJA Nortemenos organizados que labutam pelos direitos do povo lançou o desafio de pensar no futuro da Palestina, apalestino: A Comissão Portuguesa de Apoio ao Tribunal data não podia ter sido mais acertada para a tertúliaRussell sobre a Palestina, Comité de solidariedade com com o tema formulado sob a forma de uma perguntaPalestina, o Movimento pelos direitos do Povo Palestino e «Palestina: que futuro?», porque o dia 11 depela Paz no Médio Oriente (MPPM), o Grupo Ação Palestina novembro marca o momento histórico prévio aos(GAP), entre outros. Na Web, também podemos encontrar encontros que tiveram lugar entre 12 a 15 devários grupos nas redes sociais que, quotidianamente, novembro de 1988, que levaram à declaração deatualizam os dados ou divulgam e comentam informações 1 independência do Estado da Palestina, e relembra osobre a questão palestina. dia em que Yasser Arafat faleceu em 2004. N o Porto, o GAP tem vindo a tentar levar a questãopalestina para a comunidade portuense através da Quando cidadãos comuns procuram pensar sobre o futuro da Palestina, estão confrontados com uma complexificação deliberada que tem vindo a serorganização e da promoção de uma série de atividades, como construída desde o final da primeira guerra mundiala vinda de Norman Finkelstein, a participação no Fórum com a aplicação dos princípios colonizadoresMundial de Educação Palestina, sessões de cinemacomunitário, apelos à mobilização solidária e a vigílias, e aparticipação de um membro no apelo da sociedade civil 1A declaração de independência foi preparada pelo poeta Mahmoudpalestina no “Bem-vindo à Palestina” em julho de 2011. Por Norman Finkelstein - conferência no Porto Darwish, membro da CEOLP, e lida por Yasser Arafat no 19º congressosua vez, coletivos e associações do Norte da Península, tais em setembro de 2010 nacional palestino. Os limites do estado, totalmente sob ocupação israelita, não são indicados. Esta declaração revela a aceitação dascomo a Gentalha do Pichel (Santiago de Compostela), o Café resoluções 181 e 242 e reconhece o direito de existência de Israel, sem da sociedade (Penafiel) e Estaleiro Cultural Velha-a-Branca todavia reconhecer Israel, e rejeita todas as formas de terrorismo.4 5

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