MetapopulaçõEs

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MetapopulaçõEs

  1. 1. METAPOPULAÇÕES OS PRINCÍPIOS DA BIOLOGIA DA CONSERVAÇÃO Centro Federal de Educação Tecnológica de Pelotas – CEFET/RS Pós Graduação em Educação Ambiental Trabalho de Carlos, Josiane, Liliana, Nilson, Paulo, Sabino
  2. 2. METAPOPULAÇÃO <ul><li>É definida como uma ”população de populações”, isto é, um grupo de populações locais conectadas por migrações. </li></ul><ul><li>Ecólogo norte-americano Richard Levins (1970) </li></ul>- Migrações, colonizações e extinções
  3. 3. OBJETIVOS <ul><li>Manter a diversidade do planeta nos diferentes ecossistemas, preservando a maior diversidade de organismos pelo maior tempo possível; </li></ul><ul><li>Manter populações estáveis em pequenos fragmentos; </li></ul>
  4. 4. TEORIAS <ul><li>“ Áreas pequenas e distantes de fontes emissoras de espécies teriam maiores perdas que áreas grandes e próximas”. </li></ul>“ Uma reserva grande é melhor que muitas pequenas”
  5. 5. ESTUDOS METAPOPULACIONAIS <ul><li>A contribuição das borboletas </li></ul>
  6. 6. Grupo de Ehrlich <ul><li>- Certas espécies podem ter distribuições espaciais descontínuas </li></ul><ul><li>ou seja </li></ul><ul><li>- Diferentes grupos de indivíduos da mesma espécie podem crescer em unidades de habitat isoladas. </li></ul>
  7. 7. Melitaea Cinxia <ul><li>Um dos melhores exemplos de estrutura metapopulacional em borboletas é o da espécie Melitaea cinxia, estudada pelo ecólogo finlandês Ilkka Hanski e colaboradores. </li></ul>
  8. 8. Modelo de Levins <ul><li>- A persistência de uma metapopulação, a longo prazo, depende da existência de várias populações relativamente próximas, para garantir o fluxo de indivíduos entre fragmentos. </li></ul>
  9. 9. Amazônia <ul><li>O estudo na Amazônia, em vez de apoiar a idéia de que uma reserva grande é melhor que muitas pequenas, sugere que ambas são necessárias para a conservação de maior número de espécies. </li></ul>
  10. 10. Amazônia <ul><li>Embora esses estudos com borboletas não tenham sido especificamente planejados para verificar a existência de estrutura metapopulacional em espécies desses insetos da Floresta Amazônica de terra firme, seus resultados fornecem subsídios importantes para uma análise metapopulacional. </li></ul>
  11. 11. Lei de Uso da Terra <ul><li>- determina a manutenção de 20% do ambiente original em cada propriedade das regiões Sul e Sudeste; </li></ul><ul><li>- a preservação das matas primárias. </li></ul><ul><li>Deve ser incentivado, pois isso garantiria a existência de fragmentos capazes de sustentar metapopulações de animais e plantas. </li></ul>
  12. 12. DIVERSIDADE
  13. 13. Áreas Nativas <ul><li>Correm o risco de sofrer uma lenta transformação de fora para dentro mesmo quando protegidas. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Presentes na Mata Atlântica e no Cerrado, e em boa parte dos ecossistemas do país, nos mangues do norte e nordeste, nas matas de araucária do Paraná. </li></ul>Fragmentação
  15. 15. <ul><li>Refúgio para diversos mamíferos – roedores e marsupiais. </li></ul>Áreas de 10 hectares
  16. 16. Danos Ambientais da Fragmentação <ul><li>Áreas tornam-se inviáveis para o habitat de animais e plantas. </li></ul>A complexidade estrutural da floresta desaparece.
  17. 17. <ul><li>ECOSSISTEMAS DIFERENTES REAGEM DE FORMA DIFERENCIADA ÀS PRESSÕES CAUSADAS PELA FRAGMENTAÇÃO. </li></ul>AMAZÔNIA
  18. 18. Conseqüências de Retalhar a Floresta
  19. 19. Redução do habitat para animais e plantas. Observar o quão recortado ou irregular é o perímetro do fragmento florestal que sobrou .
  20. 20. Recorte Sinuoso <ul><li>Maior será a área de contato com a chamada MATRIZ pior tende a ser o EFEITO DE BORDA faz com que a vegetação realmente original que sobrou num fragmento ocupe um trecho inferior à sua área total. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Árvores que apreciam luminosidade e crescem depressa se aproveitam para canalizar a borda (cipós e lianas ). </li></ul>2.
  22. 22. <ul><li>LUGAR ABERTO E VULNERÁVEL, VÊ MAIS ÁRVORES SEREM TOMBADAS PELO VENTO, ASSIM COMO MUDAS E PLANTAS JOVENS MORTAS PELO CALOR E PELA SECURA. </li></ul>3.
  23. 23. <ul><li>ANIMAIS ACOSTUMADOS A EXPLORAR ESSES VÁRIOS NÍVEIS SÃO OS MAIS PRÓXIMOS A SUMIR. </li></ul>4.
  24. 24. 5. <ul><li>OS EFEITOS DA BORDA ANDAM DE MÃOS DADAS COM A CAÇA, O CORTE DE ÁRVORES E AS QUEIMAS. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>FACILITAM TANTO OS INCÊNDIOS NATURAIS QUANTO AS QUEIMADAS. </li></ul>6.
  26. 26. Efeito de Borda <ul><li>  A aparente manutenção da diversidade é um jogo de perde – ganha, com os bichos mais à vontade na borda levando a melhor e as espécies típicas do interior da floresta acuadas. </li></ul>Rato do mato (Akodon Cursor), roedor que se adapta bem a condições abertas e representa mais de 80% dos roedores da bacia do rio Macau, no Rio de janeiro, mas só 30% em regiões de mata contínua do bioma.
  27. 27. Exemplo <ul><li>De 1990 a 1998, o vale do rio Paraná perdeu dois terços de sua floresta seca para a criação de gado, incluindo árvores ameaçadas, como a cerejeira (Amburana cearensis) e o cedro (Cedrela fissilis). Os efeitos de borda parecem não ser tão importantes nesse tipo de formação vegetal, como de resto em quase todo o cerrado, mas sua natureza fragmentada original torna especialmente complicado afeta-la ainda mais, afirma o pesquisador. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>No Rio de Janeiro, o tráfico ilegal de animais silvestres ajudou a introduzir o mico–estrela (Callithrix jacchus), macaco do nordeste que parece estar competindo com seu parente fluminense. Brigas entre adultos das duas espécies já foram registradas, mas o pior é que o mico–estrela também anda trazendo doenças ligadas à sua proximidade com ambientes muito influenciados por seres humanos, como a herpes e, talvez a doença de chagas, antes nunca registrado em micos-leões da região. </li></ul>INTRODUÇÃO DE NOVAS ESPÉCIES
  29. 29. <ul><li>  Uma população fragmentada fica menos viável porque seus membros tendem a trocar menos genes com seus companheiros de espécies mais distantes e mais genes com os mais próximos, num processo que pode gerar várias populações geneticamente homogêneas. Com menos variedades em seu DNA, a tendência é que elas percam versões de genes que poderiam ser úteis para lidar com os desafios impostos pelas mudanças ambientais e, portanto, corram o risco maior de desaparecer. </li></ul>FRAGMENTAÇÃO DAS POPULAÇÕES
  30. 30. <ul><li>A maioria dos estudos sobre fragmentação no Brasil não conseguiu demonstrar esse efeito nocivo do processo, em parte porque a escala de tempo é pequena demais, pois animais e plantas tendem a se modificar geneticamente devagar, ao longo do chamado tempo geológico (milhares ou milhões de anos). Porém, na região de Vilhena (Rondônia), foi comparado à retalhação recente do bioma, feita por seres humanos , nas proximidades de Brasília, para entender como o processo afetou o sapo-cachorro (Physalaemus cuvieri), anfíbio bastante comum e tolerante às alterações ambientais. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Nos fragmentos recentes, a diversidade genética do sapo-cachorro ainda não parece ter tido tempo de ser afetada, mas nos de Vilhena (formados a cerca de 4.000 anos), especialmente nos de tamanho inferior a 1.000 hectares, houve redução preocupante da diversidade genética da população do anfíbio, em torno de 30%. </li></ul>
  32. 32. Espécies Carismáticas Mico-leão-dourado Mico-leão-preto
  33. 33. Plantio de Bosques <ul><li>Existe grande incentivo para o plantio dos bosques, pela sombra que trazem, pelas árvores frutíferas e, em alguns casos, pelo consórcio da agricultura perene com a floresta. </li></ul>
  34. 34. Agricultura <ul><li>Promoveu na década de 70, uma devastação das matas em áreas de preservação; </li></ul><ul><li>A revegetação é obrigatória por lei, e é uma contribuição de interesse de toda comunidade. </li></ul>
  35. 35. Florestas Tropicais Os animais são responsáveis pela dispersão de mais de 75% das espécies nas florestas tropicais.
  36. 36. Exemplos <ul><li>A gralha – azul derruba as sementes do pinheiro-do-paraná, e da gralha-picaça , que as semeia, enterrando os pinhões para comer mais tarde. </li></ul>
  37. 37. Exemplo <ul><li>O bugio é um grande plantador de mandiocão, usado para fazer palitos de fósforo. </li></ul>
  38. 38. Biodiversidade <ul><li>A destruição de uma árvore interrompe ou altera a cadeia alimentar. </li></ul><ul><li>Uma floresta precisa de muitos tipos de animais, para que todos os seres vivos estejam em equilíbrio, essa riqueza chama-se de biodiversidade. </li></ul>

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