Portfolio cláudia lopes 2011

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Portfolio cláudia lopes 2011

  1. 1. Portfólio Cláudia M LopesLembro-me de ter lido um poema lindo que falava de uma mesa e dos seus lugaresvazios. Não eram lugares por preencher, eram lugares vazios.Lembro-me que quem o lia – apetece-me rir hoje – pensava que lugares vazios eram osilêncio, mas não há nada mais duro que a ausência e essa não é o silêncio.
  2. 2. Esta apresentação fala de momentos, momentos esses que definem umtempo que não é só o tempo de um indivíduo em particular mas sim esselugar que se estende e pertence à memória colectiva.Importa pensar o significado de um espaço político, histórico e social que seapresenta através de narrativas pessoais, muitas vezes autobiográficas, queutilizam a fotografia como registo de um desaparecimento evidente. Amemória é um registo contínuo daquilo que é o esquecimento.A utilização do arquivo como forma de testemunho, de presença erepresentação do silêncio é um dos pontos fundamentais das obras que seapresentam, encarando sempre o gesto de criação como um acontecimentonão só estético, mas fundamentalmente ético e político.Toda a narração/acontecimento é um corte na realidade, é umenquadramento em que fragmentos nos revelam pistas sobre uma ideia deum Todo que funciona precisamente por ser descontínuo.Nunca o efémero foi tão importante para falar do Tempo como nacontemporaneidade.
  3. 3. A avó mal comportada e a avó bem comportada, 2009Calcogravura (ponta-seca sobre papel )e texto dactilografado
  4. 4. A avó mal comportada e avó bem comportadaNaquele dia podias ter dito e eu teria,sem as dúvidas que hoje tenho, aceite que existe algo para além do nosso corpo.Mas tu eras calada e permanecias por teimosia.Ao teu lado caminhavam os teus passos, zangados.Tu ias pelo caminho como quem parte a lenhapara uma fogueira. Sem cuidado, quebrando osgalhos, consumidos em fogo e longos serões.Os teus passos ainda vão zangados. Sem palavras.Não há palavras que cheguem para explicaraquilo que está vazio onde antes tanto havia.Lembro com uma perfeição tal que receio serantes lembrança sonhada que a verdade do querealmente foi… Tu sempre foste a avó malcomportada; e de noite tu não rezavas comooutra avó.Corroías a tua memória em vinho como quemtempera as lembranças gastas e procuradar-lhes sabor.Quando morresses eras para ser sepultadacom um pipo para que não te faltasse alegriano outro mundo.Foi assim que descobri que não é precisorezar a deus para se acreditar na vida eterna. Texto presente na obra anterior
  5. 5. A avó mal comportada e a avó bem comportada Não te conheço e tudo o que recordo são ficções imaginadas para que fosses mais que um vulto pesado na minha memória consumida. Imagino que estejas em tua casa e que o cheiro das coisas te consuma por já não poderes nomeá-las com clareza. Como tu, tudo à tua volta envelheceu e a doença foi tolhendo a forma das coisas até que agora é o vazio que toma o lugar do que antes existia. E o vazio dói. Mas não o vazio de coisas que não existem mas sim daquelas que não permaneceram. Imagino que tenhas umas mãos velhas e usadas, e da mesma forma que os meus pés são sozinhos um com o outro na minha cama, as tuas mãos são sozinhas uma com a outra na tua solidão. Sempre conheci a avó mal comportada, que insistia em calçar meias de lã grossa nos chinelos e tinha cabelo como quem tem uma tempestade na cabeça. Como quem não sabe o lugar próprio daquilo que sente e isso transbordasse para fora de si. Tu eras como o túmulo das pessoas à tua volta porque sempre te conheci pelas palavras fétidas de vinho que andavam lado a lado com a tua presença. E o teu silêncio era teimoso contigo e insistia em ir calado para onde fosses. E sei que não gostavas. Tudo o que entre nós existe é esta forma de falar em que eu escrevo, sem tu saberes, uma memória ressequida de ti. E lamento não saber mais e tudo ser esta mentira. Quando te amaciavam o cabelo e te compunham e te tiravam o penico de louça que, com tanta devoção, te acompanhou toda a vida nas viagens que fizeste, tu ficavas triste. E não era triste como quem chora, era triste como quem lamenta ter tido asas uma vida inteira. Quando era pequena desejava ser como a avó que dormia e falava sozinha como quem falava com Deus. Jesus, pensa em mim quando vou dormir e guarda a minha alma nas tuas mãos para que, quando acorde, ela já não me pese. Rezo a ti a alma de todas as pessoas que conheço, mortas e vivas, não sei se por esta ordem, e encomendo os seus pecados para que sejam lavados. Na manhã seguinte tenho os pecados limpos, mas não deixam de ser pecados. Tinha medo daquela lista enorme de nomes que desfilava e escorria da sua boca para a minha almofada. E eu tentava lembrar-me das Ave-marias que me pudessem salvar daquela inundação de almas que se contorciam para caber no meu lado da cama. E ela continuava imune ao medo imenso que eu tinha de um dia ser apenas nome nessa lista e houvesse alguém que todas as noites rezasse para que eu vivesse em paz, comida por vermes e pó, debaixo da terra. A memória de um lugar é o espaço que sobra entre a existência do que lembramos e aquilo que desejávamos ser verdade. Entre as duas avós da mesma pessoa e a outra avó que rezava como quem falava sozinha existia um fosso profundo que só existe quando não há nada que possa preencher o lugar que ambas não ocuparam para chegar uma à outra.A avó mal comportada e a avó bem comportada, 2009texto dactilografado
  6. 6. No time is enough, 2011Livro de artistaCaderno escolar Infante, 1 fotografia e texto dactilografado
  7. 7. Preciso falar dos silêncios, 2011 (lnstalação, Galeria do IPSAR, Roma)Livro de artistacaderno escolar Infante, texto dactilografado, recortes da Necrologia do Jornal de Notícias, fita-cola, mesa, cadeira, candeeiro, lista de nomes recortados
  8. 8. Preciso falar dos silênciosTodas as histórias são feitas de silêncios que guardam fundo as palavras. Guardam duro amemória de um algo que persiste quase ancestralmente. Penso que fomos guardando pordentro ao longo da vida os silêncios que nos definem… o silêncio da dor, o silêncio daausência, o silêncio do medo, o silêncio da vergonha. E o silêncio da morte. Quandopenso nas pessoas não me consigo furtar a estes silêncios, quase como se fossem mitosimortalizados na nossa natureza.Há pessoas que têm medo do silêncio dos que amam, as que receiam o silêncio dos queodeiam. Eu tenho medo dos silêncios dos que ignoram, dos que não se compadecem, dosque estão ausentes.Os que nos amam têm silêncios doces, os que nos odeiam não conseguem ter silênciosporque estão sempre pesados, mas os que estão ausentes têm sempre um silêncio duroque caminha a par do nosso.Faz-me pensar muito nas palavras que não dizemos e esperamos ter sempre um tempoeterno para as dizer. Mas as pessoas partem, e deixamos de saber se nos ouvem. Porquea vida eterna que nos prometem não parece ter palavras. Texto presente na obra anterior
  9. 9. Tempo emprestado, 2011 (instalação, Galeria do IPSAR, Roma) A sobrinha da Tia Beatriz, 2011 e Auto-retrato, 2010 (texto dactilografado,Caderno escolar, textos dactilografados, 2 fotografias, 1 caderno de desenho fotografia e fita-cola; Calcogravura (ponta-seca e água-tinta sobre papel)intervencionado com fotografias, fita-cola e outros objectos jjj
  10. 10. A sobrinha da Tia BeatrizQuarenta e sete anos. Esta é a distância entre a infância da sobrinha da Tia Beatriz e a minha própria infância.A minha casa, a casa dos meus olhos, a casa das paredes por mim riscadas vezes e vezes sem conta, a casa onde os sonhos foram meus e de meusirmãos, os três sentados, as roupas inúmeras vezes cosidas e as palavras, também assim, remendadas pelas mesmas mãos.Antes de mim, a sobrinha da Tia Beatriz. Não conheci a Tia Beatriz mas ouvi, da boca gasta da sua sobrinha, que existiu uma Tia Beatriz. A senhoraviveu na minha casa e a sobrinha brincou nos mesmos canteiros de terra que eu, regou plantas iguais às plantas que eu reguei, carregou pintos aocolo e também ela lhes deu nomes incompatíveis com a sua condição – as galinhas são para se comer, tantas vezes ouvi enquanto as lágrimas meengulhavam na garganta.Tempo emprestadoQuando penso na mesa à qual me sentava aos seis anos para jantar ainda conto cinco pratos pousados; vejo a caneca de plástico azul que partilhavacom os meus irmãos, a toalha castanha com renda banca, roída, a debruá-la, e as mãos grandes, multiplicadas, imensas, de minha mãe.Sou capaz de recuperar este momento milhares de vezes, de olhos abertos ou fechados, mesmo que as palavras não me cheguem para sustentar oseu peso.Esta presença da Pessoa sobre as coisas acontece para devolvê-las a uma outra existência, um tempo emprestado à memória e à ruína daquilo quefoi vivo. Ver é resgatar desse silêncio, ver é olhar de dentro para fora e falar de fora para dentro.Não há nada que seja tão diverso como a natureza humana; todos somos de tamanhos e feitios diferentes,tanto na parte de fora como na parte de dentro.Passei muito do meu tempo a tentar perceber o que é ver. Ver realmente, para lá das camadas de pele e músculo das coisas. Passando as veias,artérias e órgãos. Até chegar a algo parecido com uma alma. Durante esse longo processo, que há-de durar mais que a minha vida inteira, permito-me desejar que esse ver não seja só científico ou técnico ou intelectual. E que não seja apenas com os olhos, mas que possa usar os ouvidos, e asmãos, e a boca. E possa cheirar as coisas para as ver, e sentir-lhes o sabor em toda a pele. Que ver seja um acto sensual, que seja para além docérebro e da razão, mas que estes o reconheçam.As demais palavras fomentam essa necessidade de perceber que as coisas, na sua integridade, têm de ser vistas e sentidas de todas as formaspossíveis, e até impossíveis. (Porque sonhar as coisas e para elas desejar é também vê-las.) Textos presentes na obra anterior
  11. 11. Sem título, 2011texto dactilografado, 1 fotografia e fita-cola
  12. 12. Tempo emprestado, 2011 (instalação, Galeria do IPSAR, Roma)30 fotografias e letras em vinil
  13. 13. O tempo desagrega tudo, 2008 -2011(instalação, Galeria do IPSAR, Roma)5 textos dactilografados, 6 fotografias, fita-cola efotocópias das obras expostas
  14. 14. D. Alice O tempo desagrega tudo. O tempo manda a poeira cobrir as coisas e parte os cântaros nas casas. A água deixa de secar a sede, a água é de barro e o barro é pó. Os pés deixam de andar e os caminhos de ser caminhados. E vem o tractor e semeia nos carreiros e a memória esquece o que lá existiu. As fontes são monumentos e não dão de beber. O tempo parte tudo e a memória esquece o que viu. A Dona Alice agora é uma vinha, já foi erva daninha Alice já foi pó, antes e depois foi carne. O tempo desagrega tudo.O tempo desagrega tudo O tempo desagrega tudo
  15. 15. D. Alice As crianças eram como meninos Jesus com um ranho contínuo a correr pelos bibes. Sentavam-se nas pedras junto ao rio desmanchando, sem malícia, os sapos e rãs que encontravam. Quando era o tempo das festas tinham berlindes dos meninos que vinham da cidade. Os dias passavam, sempre uns atrás dos outros, porque o tempo não anda ao contrário. Quando fossem grandes iam aprender a ser homens. As meninas continuariam mulheres, não tinham de ir aprender.O tempo desagrega tudo
  16. 16. D. Alice “Apagaste essa candeia Que estava no velador Apagaste essa candeia Que estava no velador Agora vai-te deitar Às escuras, meu amor Agora vai-te deitar Às escuras, meu amor.”O tempo desagrega tudo O tempo desagrega tudo
  17. 17. D. Alice Quando findou o tempo, D. Alice que já era velha, prestou as suas e disse de sua vida. Era nova naquele tempo e gostava de cantar. Era moça. “Anabela era linda e formosura Era a moça mais bonita em todo o monte Certa noite muito fria muito escura Pegou na cantarinha e foi à fonte Ao regressar a casa essa bela Na fonte junto à azenha do moinho Apareceu um lobo junto dela Tapando-lhe a passagem do caminho E os lobos nem sequer se incomodaram Parece que eles até murmuraram Que bela rapariga aqui passou Se os lobos fossem homens, eu sei lá Talvez se não pudesse arrepender Que a tentação da carne é muito má E há homens que são loucos por prazer.”O tempo desagrega tudo
  18. 18. os dias de antes de ontem Naquele tempo não nos podíamos atrasar para jantar, seis e meia em minha casa. Meu pai chegava do seu ofício, como lhe chamava, e vinha sujo e suado. Antigamente chamavam-lhe arte ao acto de produzir estes objectos de uso diário. A água era fresca no barro, não havia frigorífico. As coisas tinham outro sabor. O tempo comeu a memória das coisas. Não há quem possa lembrar a presença que tinha o trabalho na vida das pessoas. O tempo existia para ser permanentemente ocupado por tarefas, obrigações e havia o prédio para cuidar. Ao Domingo havia romaria, depois de todos os pecados perdoados nas orações da manhã.O tempo desagrega tudo
  19. 19. Comunhão, 2010 Rosa Maria, 2010Calcogravura (Ponta-seca e Água-tinta sobre papel) Calcogravura (Ponta-seca e Água-tinta sobre papel)
  20. 20. Caderno a dois retratos, 2009Instalação – Sala das máquinas da Garagem MaiautoDesenho a giz, 2 Calcogravuras (ponta-seca e água-tinta sobre papel)
  21. 21. Debaixo da terra não há céu, 2009Calcogravura (ponta-seca e água-tinta sobre papel)
  22. 22. Colecção Privada I, 2007 Colecção Privada II, 2007Caixa com vidro, um caderno escolar e 6 fotografias Caixa com vidro, um texto manuscrito e 10 fotografias
  23. 23. Deus ex machina, 2007 (instalação – Wall project da Galeria Plumba – Edifício Artes em Partes)158 senhas de autocaaro da STCP, recortes da necrologia do JN, letras decalcáveis, papel de alumínio, poemas de José Régio
  24. 24. Desde pequena… ensinaram a orar por um anjo da guardaque nos está destinado desde o primeiro ao último dia devida.O anjo será tradicionalmente loiro carnudo, ocidental, criançairrequieta brincando aos índios com Jesus, amigos desde ainfância do mundo.A oração fala sempre da voz profunda mão funda que embalao sono e o medo de não acordar.Protegei-me anjo da guarda…Deus fez-nos assim, barro dos barros, lama das lamas.Vertebrados. Cientes da morte e tão cheios de esperança.Cobardes.À sua imagem e semelhança.Odiamos porque Deus odiou e Deus é o nosso ódio dirigido.É termos de ser perdoados a toda a hora por um Deus quenos quis demasiado. Filhos pródigos.Que nos prometeu a vida eterna sob o signo do Pai casmurroe silencioso, do Filho escavado na cruz e do branco e burropombo que é o Espírito Santo.E assim, Deus fez-nos ávidos de sangue, do seu filho emsangue… do amor impossível, da redenção da carne, do seufilho em sangue.Corpo de Cristo, este é o sangue do meu filho.Tomai e bebei-o!Deus pariu a discórdia entre os homens porque os fez iguais aseus olhos.Se Jesus não tivesse morrido e se transformado em imagemcravada na cruz, lenho pendurado no prego por cima daporta, Jesus estaria no céu. Herança, 2006 Texto do catálogo da exposição 10 artistas licenciados à procura de emprego, Instalação, Calçada de Monchique Calçada de Monchique, Porto MDF, papel autocolante, frascos de vidro, sangue animal, tecido, elástico
  25. 25. Arquivo, 2005 Instalação – Centro Comercial Alexandre HerculanoFotografias, cadernos, álbuns, textos, mesas e outros objectos
  26. 26. Cadernos, 2005 Livros de artistaCadernos escolares, fotografias, fita-cola e outros objectos
  27. 27. O lugar da memória é o lugar onde as pessoas se ocupam daquilo que as faz viver.Há um lugar que é constantemente redefinido pelas acções de quem o ocupa.Resistência perante a passagem do tempo.As obras apresentadas de seguida questionam o espaço enquanto construção colectiva,que se faz pela operacionalização das memórias e dos actos quotidianos. Espaço públicoé aquele que pertence à nossa esfera de referências, do qual partilhamos uma história eno qual somos história e memória desses lugares. O espaço onde nos é permitidoacontecer.Importa, mais uma vez, a génese ética e política do gesto de criação, na definição de umespaço de acção que põe em evidência as fracturas do contemporâneo – que nos falado resíduo, do fragmento, da periferia por oposição a um centro, que nos narra oinexprimível, o silêncio e seus ruídos.A efemeridade e o precário como condição do contemporâneo.(nada permanece mais do que o tempo exacto da sua existência. Importa reflectir que presença é essa,que se materializa e desmaterializa por evocação da memória)
  28. 28. Oferece-se, 2003Intervenção no espaço público, Porto Tinta, stencil, cola, cartazes
  29. 29. Lembras-te de mim?, 2003Intervenção no espaço público, Porto (Rua Duque de Loulé) Papel autocolante, tinta em spray Sussurrei-te… perto e sem palavras, 2004 Intervenção no espaço público, Porto Papel autocolante, tinta em spray
  30. 30. Ó Durão, tira a mão do meu bolso, carago!, 2004Intervenção no espaço público, PortoStencil, tinta em spray
  31. 31. El carpio, 2004Intervenção no espaço público, El Carpio, EspanhaCartazes da Semana Santa, papel dourado, letras decalcáveis, papel manuscrito, cola
  32. 32. Cidade de Boas Festas, 2004Intervenção no espaço público, Porto (Campo 24 de Agosto) Impressão digital 3mx4m
  33. 33. Cidade de Boas Festas, 2004 Intervenção no espaço público, Porto (Campo 24 de Agosto) Impressão digital 3mx4m
  34. 34. Sopa dos Pobres, 2005Intervenção no espaço público, Porto Cartazes, cola
  35. 35. Vivenda Silva, 2005 Intervenção no espaço público, PortoAzulejo, tinta de vidro azul e amarela, cola
  36. 36. A arte é uma ferramenta para mudar o mundo, 2007 Intervenção no espaço público, Porto Caderno de textos, stencil, tinta em spray
  37. 37. A arte é uma ferramenta para mudar o mundo, 2007 Intervenção no espaço público, Porto Caderno de textos, stencil, tinta em spray
  38. 38. Nós portugueses, 2009Intervenção no espaço público, Maia Impressão digital

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