Waitting  for God(ot) ou Chão de Giz...  Peça em ato único 60 minutos de duração Autoria  Huguera Rodrigues e Muca Velasco
 
As   respo st as que os seres humanos buscam , as questões mais íntimas, a dualidade que reside  no mesmo indivíduo: O Bem...
 
O  Caminho...
J esus combatia  os demônios dos tais Gadarenos, os   endemoniados: . “Os porcos se jogaram do abismo!” Impressionados com...
A rte pós-moderna é tudo aquilo que o espectador vê ,se identifica e por consequência nega.É tudo aquilo que o espectador ...
O texto falava de moscas, e naturalmente “as moscas” de Sartre foi o ponto de partida.  Encontramos relação com o que quer...
H avia em nós uma visceralidade enorme de com pormos um trabalho com a nossa   característica  mais evidente que é a busca...
A Peça
Ele  e  Ela .   Dois indivíduos estão em QUALQUER LUGAR. São “merdinhas de moscas em QUALQUER LUGAR”.  Ambos estão à procu...
Waitting for God(ot) ou Chão de Giz... <ul><li>Ele  percebendo que todo esse conhecimento que  Ela  detém, não soluciona a...
P assa o tempo,  e com a necessidade de comunicação,  Ela  procura estabelecer ainda uma relação com esse indivíduo que es...
. Ele zomba e ela o acusa de ser um pedófilo remoendo nele coisas mal-resolvidas do íntimo. Ele em encontro com tais emoçõ...
E la ameaça contar ao mundo que e ele não é o que parece e por isso não devia estar ali. Expõe pra ele que o mundo vai sab...
E le então diz, como uma criança outra vez fugindo da responsabilidade, que ela pode morrer que pra ele o mundo ainda será...
C onfia a ele a última tentativa de chorar.Desiste de vez de fazer parte daquele qualquer lugar. Decide furiosamente ir pr...
 
Huguera & Muca   Cia Teatral  LTDA. contatos:  [email_address] br tel.: 9727-7562  3895-8383 Huguera Rodrigues e Muca Vela...
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Esperando Beckett Ou Chão de Giz...

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Proposta Cênica da Peça "Esperando Beckett" Dramaturgia de Huguera Rodrigues & Muca Velasco

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Esperando Beckett Ou Chão de Giz...

  1. 1. Waitting for God(ot) ou Chão de Giz... Peça em ato único 60 minutos de duração Autoria Huguera Rodrigues e Muca Velasco
  2. 3. As respo st as que os seres humanos buscam , as questões mais íntimas, a dualidade que reside no mesmo indivíduo: O Bem e o Mal, O Ying e o Yang, a carência, a solidão, a necessidade de suprí-las de forma essencial. Eis que esmiuçamos o homem no seu maior questionamento existencial: “ Ser ou não ser?Eis a questão ( Shakespeare- em Hamlet)!”   Huguera Rodrigues e Muca Velasco.
  3. 5. O Caminho...
  4. 6. J esus combatia os demônios dos tais Gadarenos, os endemoniados: . “Os porcos se jogaram do abismo!” Impressionados com o potencial desse combate entre a fé e a realidade humana, chegamos finalmente na resolução de toda a nossa primeira conversa, na escadaria da LAPA, que é o Local Apropriado Para Arte. Discutíamos lá, o que seria arte pós-moderna. Qual o entendimento do espectador em relação a arte pós-moderna? Estávamos a caminho do Eu. Encontramos entre conversas regadas à poesia e discursos Dionisíacos uma passagem bíbilca em Lucas capítulo 8 versículo 26:
  5. 7. A rte pós-moderna é tudo aquilo que o espectador vê ,se identifica e por consequência nega.É tudo aquilo que o espectador torna incomunicável dentro de si. São os nós da garganta, os nãos da infância, a conversa ao leito do terapeuta, remédios e histórias pra boi dormir! <ul><li>Dentre outras conversas Dionisíacas resolvemos nos relacionar com o Teatro do Absurdo. </li></ul><ul><li>Precisávamos de um texto que transparecesse o que pensávamos naquele momento. O ator e generosa pessoa, André Carvalho, gentilmente nos cedeu o texto O lustre, de Antônio Hildebrando. Devoramos o texto como dois leões meio à selva, prontos pra atacar o búfalo.Bateu! </li></ul><ul><li>O texto tinha elementos do que queremos dizer e resolvemos não duvidar da importância de se questionar hoje em dia coisas como: </li></ul><ul><li>A relação com o próximo, as relações humanas, a busca pela verdade, o valor da verdade, da esperança, o tempo de esperar por alguém ou alguma coisa. </li></ul><ul><li>Após a leitura do texto fomos atrás dos nossos referenciais teóricos . </li></ul>
  6. 8. O texto falava de moscas, e naturalmente “as moscas” de Sartre foi o ponto de partida. Encontramos relação com o que queríamos dizer. O livro falava de justiça, confiança, Fé sem religiosidade e o devoramos também com igual interesse do começo ao fim. Pensamos na busca do Eu e ”caiu-nos a ficha”. Beckett e o seu majestoso Esperando Godot. Ainda na busca de um referencial, buscamos em minha biblioteca (modesta) um antigo livro que um antigo professor da faculdade ,Túlio Guimarães recomendou um dia, O teatro do Absurdo, por Martin Esslin, tradução Barbara Heliodoro ed.1966.Daí um mundo se abriu. Com uma visão intima do assunto, o autor e a tradutora abrem nesse livro a possibilidade de se entender o teatro que fala das relações do homem com o seu íntimo. O maldito e incompreendido, vanguarda Teatro do Absurdo. A essa altura do jogo , o texto que André nos cedeu, já não era mais o mesmo .
  7. 9. H avia em nós uma visceralidade enorme de com pormos um trabalho com a nossa característica mais evidente que é a busca pela informação. Mais uma vez fomos levados por um instinto artís tico de produzir arte, pois ainda cremos que o fazer artístico é o verbo que diferencia nós artistas do grande público. Cheios de informações concretas e partituradas , e dotados de valentia, criamos o texto como ele é hoje ,uma porção de ideais que se unem por sua identificação e por sua preocupa ção em analisar o homem no mundo por sua prática e o seu comportamento diante dos valores globalizados,os valores católicos e eternos de família ,os valores da esperança e da entrega. Hoje o texto WAITTING FOR GOD(OT) ou Chão de Giz é um retrato claro de onde podemos chegar tamanha a nossa incomunicabilidade e incompreensão desse mundo tão distante do ideal dos homens. Huguera Rodrigues e Muca Velasco.
  8. 10. A Peça
  9. 11. Ele e Ela . Dois indivíduos estão em QUALQUER LUGAR. São “merdinhas de moscas em QUALQUER LUGAR”. Ambos estão à procura de God(ot ) Partem então pra um diálogo de suas verdades e de suas vontades e descobertas. “Tu és o filho do homem.”; ” Quem és tu?” O primeiro diálogo da peça já traz ao espectador o questionamento maior do ser humano que é “quem sou eu”! A resposta a essa pergunta vem da poesia de Drummond ” O poema das sete faces”,onde o poeta,responde a sua incompreensão com o mundo: ” - Se eu me chamasse...Raimundo não seria uma solução,seria uma rima” Estabelecem um diálogo e se aproximam das verdades um do outro. São individuos carentes de relações ” as pessoas estão cagando e andando!”,possuem cada um o seu passado ”porquê na minha casa tinha um qualquer lugar lindo” e por motivos íntimos não se permitem trocar um diálogo que os façam compreenderem-se. São indivíduos que vivem dentro do seu mundo interno. ”Vous me trouvez jouli?” Perguntam ambos desejando intimamente serem aceitos . Ela percebe que o caminho para a comunicação entre eles, nesse qualquer lugar,só ocorrerá se estabelecerem um sólido diálogo de confiança e ajuda mútua . Ele ,por sua vez, recorre a fuga do esteriótipo da criança para não admitir suas fraquezas e responsabilidades “
  10. 12. Waitting for God(ot) ou Chão de Giz... <ul><li>Ele percebendo que todo esse conhecimento que Ela detém, não soluciona as respostas que buscam, onde travam então o primeiro embate de suas distintas personalidades. </li></ul><ul><li>Discutem sobre a função do conhecimento na prática.“ Pra que serve isso?!?” diz Ele com ironia e desdém,causando nela uma profunda reflexão da sua prática.” Pra nada!” Ela reconhece humildemente. </li></ul><ul><li>Ela tenta alcançar o juízo que ele demonstra ter,mas não atinge ponto de vista em comum,parte então para o aprofundamento da questão do EU ,onde numa primeira vez se olham como iguais. </li></ul><ul><li>“ Temos as nossas razões!” Ela afirma. </li></ul>“ _Decida-se” diz Ela .” Você quer BRINCAR?!”, Ele recua, por falta de opção,coragem,determinação,motivação ou fé, mantendo-se dentro de sua ilha. Ela , na tentativa de conseguir comunicar-se com Ele ,entra no jogo do lúdico sem perder o seu objetivo (Pedagogia do oprimido). Nesse qualquer lugar o ar está cheio de gritos humanos,mas só se ouve o hábito. “ O ar está cheio de nossos gritos,mas o hábito é o grande amortecedor!” diz Ele se refugiando novamente, dessa vez com o cigarro em punhos. Ela na sua condição de mulher que inventa as ciências desse qualquer lugar indaga sobre os hábitos humanos, decretando que o hábito é uma prisão ao qual o indivíduo se condiciona. “ O hábito é o lastro que acorrenta o cão ao seu vômito,respirar é um hábito A vida é um hábito...”( Samuel Beckett- Esperando Godot).
  11. 13. P assa o tempo, e com a necessidade de comunicação, Ela procura estabelecer ainda uma relação com esse indivíduo que está ali naquele qualquer lugar . Ela tem medo das moscas que não sabe quem são mas não tem medo dele,que por isso se aproveita da situação pra parecer confiável. Ele - ” E você tem medo de mim?” Ela , aproveitando do momento dele de cuidado com a relação que lhes cabe,encarna o clichê da mocinha”Hollywoodiana“ pra expressar o que ela sente por ele.”knows what i want now?” diz ela como Julia Roberts em “Uma linda mulher”. Ele novamente com o cigarro em punhos se distancia das emoções e prefere situar-se no seu incômodo comodismo,fugindo do sentimento . Ela com enorme vontade de dizer dos seus sentidos e emoções mais uma vez tenta aproximar-se afetivamente dele com um gesto de amor” Você sabe o que sinto quando eu fumo?” pergunta Ela com o último cigarro que resta a Ele.”eu não sinto nada e você?” . Ele na sua perversidade diz que tem prazer no hábito mesmo sabendo dos males que estes podem lhe causar chocando-a . Ela maternalmente diz que “a esperança é a única cor que não desbota” apelando para a fé.
  12. 14. . Ele zomba e ela o acusa de ser um pedófilo remoendo nele coisas mal-resolvidas do íntimo. Ele em encontro com tais emoções veladas torna-se refém de si mesmo, pois a fé que ela possui causa um mal-estar nas suas verdades que Ele insiste manter absolutas. Ele convicto nas suas afirmações diz que a fé que Ela discursa está aprisionada.e que foi ele o culpado. “ Eu estava lá ! comemos no mesmo prato.eu era o juiz!” ressalta ele com tamanha euforia. Ela pensa em libertar a fé na esperança de não perder o caminho da existência, ele nega qualquer ajuda deixando-a incrédula dada a capacidade do indivíduo de ser indiferente e egoísta nas suas relações.
  13. 15. E la ameaça contar ao mundo que e ele não é o que parece e por isso não devia estar ali. Expõe pra ele que o mundo vai saber quem ele realmente é, o que motiva nele um retrocesso interior .Ela relembra fatos sinistros da sua infância que ele também se identifica, fazendo-o entrar em pânico pois assim, Ela se coloca em igual condição a ele. Passa o tempo. Ela numa outra tentativa de trocar com com Ele algo maior que respostas estúpidas e vazias, tenta ler seu destino com uma máquina que lê códigos de barras como se o indivíduo fosse um mero produto do capitalismo, e ele inverte o discurso , apela para a fé dizendo que só God(ot) pode destinar-lhes o caminho. Ele bêbado de dúvidas faz-se desentendido quando Ela novamente tenta aproximar-se afetivamente dele pedindo outro beijo sem nenhuma intenção sexual.Cansada de investir nessa relação deprecia-o em suas crenças fazendo-se passar por louca e diz que foi o DOUTOR que receitou suas filosofias” Bêbada não! Sou louca!O doutor que receitou!”. Ele consegue só enxergar nela fingimento por não haver lágrimas. “ Chorei tudo...todas as lágrimas que tinha!”
  14. 16. E le então diz, como uma criança outra vez fugindo da responsabilidade, que ela pode morrer que pra ele o mundo ainda será o mesmo,sabendo que isso significa estar mais sozinho e vazio. Ela fazendo o jogo dele de chantagem emocional finge morrer deixando-o perdidEla acorda de um sono profundo e Ele sente-se traído. “ Todo mundo faz sexo com todo mundo,na TV eles ensinam a gente a ter experiência.”diz Ela hipnotizada pela televisão. Ele numa confusão ideológica por causa da maneira como Ela se comporta nesse grande momento que chegou pra eles, a questiona dos valores que sustentava até então. Muito apreensivo pergunta:’ Você esta esperando alguém?” Ela:”- Você também!...Você não tem pra onde correr!” Sai o sol e é chegada a hora do grande momento. Uma bomba acaba de explodir em Hiroshima.Ela acompanhando tudo pela T.V e consegue apenas estar passiva diante de tal brutalidade dos homens com os homens pois a espera por God(ot) já não fascina mais as suas expectativas.
  15. 17. C onfia a ele a última tentativa de chorar.Desiste de vez de fazer parte daquele qualquer lugar. Decide furiosamente ir pro mar. Ele se desespera. Tem medo de ficar sozinho e a intima dizendo que ela nunca ia deixa-lo ” mas você disse que eu não ia ficar só” Ela ressentida e convicta exclama: “Eu gosto de mudar de lado! Eu gosto de mudar de lado...” Lança-se ao mar, partindo para sua busca individual, para sua libertação,pra glória e para o desprendimento de tantos medos que possuía das moscas. Ele ,isolado na incomunicabilidade de qualquer lugar, vê o dia morrer outra vez! Está esperando...God(ot)?
  16. 19. Huguera & Muca Cia Teatral LTDA. contatos: [email_address] br tel.: 9727-7562 3895-8383 Huguera Rodrigues e Muca Velasco

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