ANO XVI RIO DE JANEIRO, 17 DE DEZEMBRODE 1984 N9 793
Na ultima quarta-feira, 12 do corrente, a FENASEGpromoveu o tradicion...
Estudos e Opiniões
SEGURANÇACONTRAINCÊNDIO
EngQ Antonio Fernando de A. Navarro
Pereira *
O inicio de um pequeno foco de in...
p , ,
a area de deposito desse material de embalagem servia tambem '
, ,
como area de repouso dos funcionarios contratados...
assim poderemos ter algum controle sobre o processo antes mes-
mo que ocorra algum sinistro.
Se,entretanto,a temperatura u...
lizaç~o de equipamentos de detecç~o e combate à incêndios, mo
tivada pela exigência dos Corpos de Bombeiros, como tamb~m d...
-
lização de equipamentos de detecção e combate à inc~ndios, mo
" ,
tivada pela exigencia dos Corpos de Bombeiros, como ta...
-
-
11) Sistemas fixos
a) Sprinklers - 60%
Tipos: cano molhado (chuveiro convencional do
tipo liga fusível ou bulbo de vid...
.~.,
" OCOllRENCIAS f.
sol
I .~.'
. 40
"'I ., 30
iS79 i9BO 1932
'" ,
F~F:iOCO197'3
--
A fi~ur~ 2, a~resentad~ ~ seguir, re...
jam bastante reduzidos, senao estabilizados, conforme vemos'
no gr~fico apresentado. Conjugado a essa polItica, a conces -...
I
I
II
I
50cf
__ t-.=r
'--' 

,- . 
, ,.,c_- ,"
_,.~
___
' _,~ :;5::f.46':;......
'" ",." '-'"513 542
CCORR~NCIAS~
'~ " h ...
,..-
OCORRÊNCIASi
2&ootI
I
27CÇ.!
i
26001
II

.2500j
I
L 1~79
}t
;::iê) , ,. ;s~z ~c:Río:)o
, , ~
o grafico da figura 5 re...
,
FEV IWI AGO 5(r Vt:Z Fi.:RIOOOOüT
---
BI.793*pãg.10*17.12.84
A figura 6 refere-se ao período de tempo em que normalmente I
A ,
ocorrem os incendios. De um modo geral, ate o ano de 198...
,
-:JI
1150O:
 "
, ..
 
" ,
" '
 ..-
,....
t8OO..
....
...
f
[
J
I
!
j..
:CCO<
i:
IZOOlI800
".,.- OUADIIO~MOICST!lATIYOOÀ'...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Fenaseg: Segurança contra Incêndios

164 visualizações

Publicada em

Apresentam-se questões associadas ao gerenciamento dos riscos derivados de incêndios e seus impactos sobre a continuidade dos negócios nas organizações.

Publicada em: Engenharia
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
164
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fenaseg: Segurança contra Incêndios

  1. 1. ANO XVI RIO DE JANEIRO, 17 DE DEZEMBRODE 1984 N9 793 Na ultima quarta-feira, 12 do corrente, a FENASEGpromoveu o tradicional almo 1 ço de confraternização de fim de ano, realizado no Clube de Seguradores e Ba~ queiros. O almoço teve a presença de figuras representativas de todos os se- tores do mercado, inclusive Presidentes de Sindicatos de Seguradores, Presidente da FUNENSEG,Presidente da Federação dos Corretores de Seguros Privados e de Capitaliza ção, Presidente do IRB, Presidente e membros do Conselho Técnico do IRB, Superinten~ dente da SUSEP, Diretores do IRB e da SUSEP. Saudando os presentes, o Sr. Victor Re nault, Presidente da FENASEG,prestou inclusive uma homenagema Ernesto Albrecht e Francisco de Assis Figueira, acentuando que o mercado segurador é altamente reconhe- cido ã atuação deles nas entidades que vêem dirigindo há cerca de 6 anos. A FENASEGadquiriu, semana passada, os titulos de duas publicações tradicio 2 nais no meio segurador brasileiro: a "Revista de Seguros 11e o "Anuário de Se- guros". A partir de 1985 assumirá, portanto, a responsabilidade pela circula ção de ambas as publicações, segundo planejamento editorial que terá por objetivõ projetar fiel e correta imagem do seguro, através de veiculas de comunicação com sesmentos cada vez mais amplos dos circulos econômicos, empresariais e oficiais do Pals. 3 Foi promulgada a Lei n9 7 278/84 (DJO~U: de 11.12.84), alterando a redação do art. 49 da Lei que regulamenta o exercicio da profissã~ de corretor de segu- I ros. Pela nova redação, a obtenção do titulo depende: a) da prova de conclu- são de curso técnico-profissional ou b) de atestado de exercicio profissional ante - rior a Lei n9 4 594/64, fornecido por Sindicato da classe ou pelo extinto DNSPC. O Presidente João Figueiredo concordou com a implantação, a partir de 198~ do ~ Registro Nacional de Veiculos Automotores (Renavam). Criado há 17 anos, o Renavamsimplificará os documentos exigidos para o registro de veiculos, reu- nindo numsó cadastro todas as informações em cadastros separados dos Detran~ Serpro e Receita Federal. Segundo as autoridades do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o registro nacional contribuirá ainda para diminuir as possibilidades de roubo de veiculos. Na seção PODEREXECUTIVO,publicamos a Portaria n9 6/84, do Denatran, que implanta, em todo o terrltorlO nacional, o Renavam. Atendendo a convite do Ministro Ibrahim Abi-Ackel,reuniram-se em Brasilia os fi Secretários de Segurança Pública de todo o Pais com a finalidade de debaterem medidas de proteção contra o roubo de cargas. O Presidente da Associação Na- cional dos Transportadores Rodoviários de Cargas, Fatori Costa, disse que o problema é grave e atinge não só o setor de transportes comoo MercadoSegurador. O represen tante :da 'NTC no Distrito Federal, Alfredo Peres, advertiu que a expectativa é que as empresas do setor se defrontarão, neste ano, com um prejuizo da ordem de 60 bi- lhões.
  2. 2. Estudos e Opiniões SEGURANÇACONTRAINCÊNDIO EngQ Antonio Fernando de A. Navarro Pereira * O inicio de um pequeno foco de incêndio é sempre decorrente de , uma serie de fatores conjugados, dentre os quais destacamos: descuido fatalidade situação propici6 O descuido pode ser traduzido como o resultado de uma desaten- ção, ou de pressa, auto-confiança, enfim, outros fatores mais. A fatalidadepode ser devida a um desarranjomecânico dos equi pamentos, s~bito e imprevislvelJ Normalmente tem suas rafzes' em um plano falho de manutenção dos equipamentos. A situação propicia deve ser entendida como aquela na qual to- , , dos os fatores contrarios ocorrem de uma unica vez; como por exemplo, temos uma situação de um oper~rio recém-admitido na empresa e sem qualquer experiência anterior trabalhando em uma , maquina de funcionamento bastante complexo. O desconhecimento do funcionário aliado à complexidade do equipamento poderá re- dundar em um sinistro. Quando ocorre essa nefasta conjugaçao de fatores negativos' -" .- tem-se a destruiçao de uma industria, ou de um lar, com prejui zos materiais e algumas vezes a perda de entes queridosú f - - Apenas a t1tulo de ilustraçao , relataremos uma situaçao verda deira ocorrida a pouco mais de 2 anos: "Uma determinada empresa contratou os serviços de terceiros a fim de serem executados pequenos reparos em um galpão onde e- ram feitos reparos em equipamentos bastante valiosos. A empre- sa estava tendo uma grande quantidade de pedidos de compras de peças de reposição, e dessa forma, havia um intenso movimento de pessoas e peças embaladas. Com a manipulação dessas peças e a pressa na entrega, o material de embalagem das mesmas passou a ser disposto no fundo do galpão em reparos. Por coincidência BI.793*pãg.01*17.12.84
  3. 3. p , , a area de deposito desse material de embalagem servia tambem ' , , como area de repouso dos funcionarios contratados. Um dos fun- " cionarios esquentava sempre sua marmita com um improvisado fo- , p p - gareiro a alcool nessa mesma area. Em uma manha, na pressa de" retornar ao serviço, botou pouca quantidade de alcool, e como' " o mesmo ja estava quase consumido e a marmita ainda fria, a- , " - crescentou mais alcool. A subita explosao assustou-o, fazendo' com que jogasse a garrafa de ~lcool e o fogareiro para o alto. A garrafa e o fogareiro em chamas cairam,por coincidência, no , deposito de material de embalagem. O resultado foi um grande ' incêndio, com grandes prejuizos materiaisu A , - O incendio e o resultado da associaçao de elementos existentes em todos os locais em que estamos presentes, os quais, isolad~ - p mente, nao conduzem a nenhum perigo; porem, se reunidos em con dições especiais e em volume adequados podem produzir resulta- dos algumas vezes desastrosos. Esses elementos são: calor combustivel comburente A associaçao ideal ~ a que ocorre nas proporções mfnimas neces p sarias a cada tipo de material. , A quantidade de calor necessaria para iniciar um processo de combustão varia de substância para substânciao Em vista disso' todas as substâncias são classificadas de acordo com faixas de temperatura, definidas da forma a seguir: Ponto de fulgor ~ a temperatura minima a partir da qual as substâncias começam a desprender valores, os quais em contato' com uma fonte de calor iniciam um processo de combustãouAo ser f - subtra1da a fonte de calor cessa a combustaou Essa temperatura , , e o primeiro prenuncio de um perigo iminente que deve ser ob - servado. Caso a temperatura continue em elevação, passamos a ter o ponto de combustãooA diferençanesse caso ~ que o processo de com - bustõo persiste mesmo com a retirada da fonte de calor. Ainda' BI.793*Pãg.02*17.12.84
  4. 4. assim poderemos ter algum controle sobre o processo antes mes- mo que ocorra algum sinistro. Se,entretanto,a temperatura ultrapassar essa ~ltima barreira,' as substâncias entram na faixa da temperatura de ignição, ou ponto de ignição,ou seja, a temperatura na qual as substâncias expontaneamente entram em combustão, quando em contato com ° , ~ , " ar. Esta ultima situaçao e bastante perigosa em qualquer indu~ tria.A titulo de exemplo fornecemos a seguir a temperatura de N A ~ igniçao de algumas substancias bastante conhecidas por nos. são elas: Acetona Álcool etilico: Acetileno Asfalto ~ter Gasolina Varsol Madeira/papel 46SoC 37loC 30SoC 48SoC 1800C 2S7°C 232°C 3 °°entre 00 C e SOO C , , Convem ressaltar, a fim de que tenhamos ideid do perigo que , corremos, que a chama de um fosforo tem uma temperatura entre 400°C à SOooCo Um curto circuito, ou uma centelha elétrica pode ter temperaturas superiores a 600°C. Um cigarro aceso po- ° A N de ter uma chama com temperatura superior a 600 Co Ve-se entao que qualquer descuido, em condições propicias, poderá provocar um incêndio. Após analisarmosalguns dados estatisticosfornecidos pelo Estado-MaiorGeral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de , A A Janeiro, elaboramos varias tabelas sobre ocorrencias de incen- dio no estado do Rio de Janeiro. Comentadas individualmente. , Nos nossos di~lverifica-se que pelo menos na area industrial ° número de incêndios tem decaido bastante, tendendo a estabili- zar-se. A fig.l apresenta um gráfico de ocorrência de incên -' dios em indústrias. Essa tendência b estabilizaç~o, co~ a con- :w. IV" Ao ' . sequente reduçao no numero de ocorrencias deve-se a maior Ut1- BI.793*Pãg.03*17.12.84 .
  5. 5. lizaç~o de equipamentos de detecç~o e combate à incêndios, mo tivada pela exigência dos Corpos de Bombeiros, como tamb~m da politica de Incentivo do Mercado Segurador, na qual sao prem! ados com descontos nas taxas de seguros as empresas que pos- suam proteç~o projetada de acordo com as normas aceitas. Em um pais com altas taxas inflacion~rias, com o custo dos mate- riais e m~o de obra subindo assustadoramente, toda e qualquer - p reduçao no custo do seguro e sempre bem vinda, porque torna o - p empreendimento da instalaçao desses equipamentos autofinanci~ vel, com o custo amortizado em poucos anos. Como exemplo tom~ , , mos o caso de uma industria de porte medio, na qual deseja-se , A instalar equipamentos de combate a incendio. , Considerando que a vida util desses equipamentos , e bem longa, podendo chegar a 75 anos, , A tomaticos , ve-se que a exiquibilidade , sistemas e muito promissora. normalmente' como para chuveiros au das instalaç~es desses , - Associado a esse fato, tem-se tambem a diversificaçao desses' equipamentos, como outro fator que influi muito em sua insta- - , laçao, ja que pode-se instalar o equipamento correto no local correto, e dessa forma minimizar todos os possiveis prejuizos que poderiam advir com os incêndios. A tabela a seguir ilus - tra a diversificaç~o desses equipamentos, bem como os descon P - f tos maximos que poderao ser usufru~dos: I) Sistemas móveis a) Extintores port~teis e sobre rodas - 5% P A , ( Tipos: espuma, gas carbonico, po qu~mico seco, p p p , agua gas, agua pressurizada, soda-acido, , halon, liquidos vaporizantes" b) Moto-bombas de incêndio - 10% BI.793*Pãg.04*17.12.84 I -rJ , - p de:O tempo medio de amortizaçao do investimento sera a) Para extintores . 4 meses. b) Para hidrantes . 2 anos. c) Para chuveiros ' . 7 a no sautomatcos . . d) Para detetores . 2 anos.
  6. 6. - lização de equipamentos de detecção e combate à inc~ndios, mo " , tivada pela exigencia dos Corpos de Bombeiros, como tambem da politica de Incentivo do Mercado Segurador, na qual sao premi ados com descontos nas taxas de seguros as empresas que pos- suam proteção projetada de acordo com as normas aceitas. Em um pais com altas taxas inflacion~rias, com o custo dos mate- riais e mão de obra subindo assustadoramente, toda e qualquer - p reduçao no custo do seguro e sempre bem vinda, porque torna o empreendimento da instalação desses equipamentos autofinanci~ vel, com o custo amortizado em poucos anos. Como exemplo tom~ mos o caso de uma indústria de porte médio, na qual deseja-se instalar equipamentos de combate à inc~ndio. ... Considerando que a vida útil desses equipamentos " e bem longa, podendo chegar a 75 anos, , A tomaticos , ve-se que a exiquibilidade , sistemas e muito promissora. normalmente' como para chuveiros au das instalaç~es desses " - Associado a esse fato, tem-se tambem a diversificaçao desses' equipamentos, como outro fator que influi muito em sua insta- - " laçao, ja que pode-se instalar o equipamento correto no local correto, e dessa forma minimizar todos os possiveis prejuizos que poderiam advir com os inc~ndios. A tabela a seguir ilus - tra a diversificação desses equipamentos, bem como os descon " - i tos maximos que poderao ser usufrul.dos: I) Sistemas m~veis a) Extintores port~teis e sobre rodas - 5% P Ao , ( Tipos: espuma, gas carbonico, po qUl.mico seco, p p p , agua gas, agua pressurizada, soda-acido, , halon, liquidos vaporizanteso b) Moto-bombas de inc~ndio - 10% BI.793*Pãg.04*17.12.84 11 " - " de:O tempo medio de amortizaçao do investimento sera a) Para extintores . 4 meses. b) Para hidrantes . 2 anos. c) Para chuveiros ' . 7 anosautomatl.COS . . d) Para detetores . 2 anos.
  7. 7. - - 11) Sistemas fixos a) Sprinklers - 60% Tipos: cano molhado (chuveiro convencional do tipo liga fusível ou bulbo de vidro) e cano seco (chuveiro aberto) b) Detetores automáticos - 10% , ( A' Tipos: detetor termico lamina bimetalica, r~ sistência elétrica, fusível metálico , f - ( cabo sens~vel ao calor, expansao de l~ - , quido, tubulaçao pneumatica, detetor ' , ." .1 pneumatico termovelocimetrico, detetor de efeito termoelétrico),detetor de fumaça (detetor por ionização, tipo raio, tipo feixe restrito), detetor de chamas (ultravioleta, infravermelho) detetor de gases e detetor combinado ' (gases + calor + chamas ou fumaça + ca lor + chamas). c) Mangueiras semi-rlgidas, ou mangotinhos ou hose reels - 10% d) Hidrantes (hose) - 25% e) Gás carb~nico - 60% Tipo : inundação total ou parcial f) Espuma química - 60% ) , ( ~ Po qu~mico seco - 60% BI.793*Pãg.05*17.12.84 II li
  8. 8. .~., " OCOllRENCIAS f. sol I .~.' . 40 "'I ., 30 iS79 i9BO 1932 '" , F~F:iOCO197'3 -- A fi~ur~ 2, a~resentad~ ~ seguir, ref~re~~e d ocorr~ncia de Ao - l"'. incendios em edificaçoes. Atraves do grafico apresentado ob {. A .,.""': _ , serva-se uma nJ.tida te-ndenci'ade es t'abilizaçoo no numero de ,.. -.,. .' , ocorrenciaso A gradual reduçao verifiéada deve-se a uma serie de fatores," como po'r exemplo 'o tra'uma p~ro,,:ocadopelos incên - ,. ,- dios do Andraus, Joelma, Marques de HêrVc(l, Astoria, Barao de , . ,. ~ .. Maua e outros, com grande num'ero de m'ortos, provocando uma re - . , volta popular que obrigou uma reformulaçao nos codigos contra Ao , P ~ incendio, alem de uma maior fiscalizaçao por parte dos Corpos de Bombeiros. Atualmente são exigidas para as grandes edific~ - - , çoes a instalaçao de extintores, hidrantes, chuveiros automa- ticos e escadas enclausuradas. Associado a esses fatos tem-~e , ( tambem que as seguradoras que operam com seguros de condomJ. - nio fornecem treinamento para as brigadas de incêndio da edi- ficaçõo, fiscalizando os sistemas instalados e atestando sua eficiência, distribuindo instruções e programações visuais, e enfim uma s~rie de outros cuidados traduzidos por uma presta- . ção de se'rviços,que fazem com que os riscos de acidentes se- BI.793*pãg.06*17.12.84
  9. 9. jam bastante reduzidos, senao estabilizados, conforme vemos' no gr~fico apresentado. Conjugado a essa polItica, a conces - são de descontos nos prêmios de seguros, devido a instalação' , A de equ~pamentos de combate a incendios, auxilia sobremaneira' sua implantação. '.:os: :<:' ;81 179 _ _ _ iii !69.70/ANO~:: ~. 521.97 ---'-'--'-'-. . 147 146 1001 I i ji I , . -- 1979 :"'-.--I~g. :...:2~E~:OOO F'G.Z-úCCRRENC!_5 OE: mCE:-:CI05 EM ED!FIc'ACCES , , NQ a~,a de lojas comerciais e residenciais os numeros aprese~, A ~odos ainda se mantem em patamares elevados, com tendencia de aum~nto em certos anos. A explicação para esse fato talvez es teja na c~ise financeira pela qual estamos atravessando, que , foz ~om que os empresarios invistam somente em artigos ou pr~ d~tos que propiciem um retorno do investimento a curto praz~ para não dizer curtissimo prazoo Esse tipo de raciocinio con- , 4idera a segurança como um "artigo superfluoll.A figura 3 a- presentada a seguir representa a evolução dos incêndios no Rio de Janeiro. BI.793*pãg.07*17.12.84
  10. 10. I I II I 50cf __ t-.=r '--' ,- . , ,.,c_- ," _,.~ ___ ' _,~ :;5::f.46':;...... '" ",." '-'"513 542 CCORR~NCIAS~ '~ " h , , 600 r';" ..t.' ~ "."" j J i ., 'I , I ' ~ ,,,---?,,CCO~'-.-i~7S ;t7-;;--- 1.38 , ;1 ":1':'C: ,,:'.1 'I., li , '! FIG.3 "O'::ORRÊNI " DE INC~NDIOS EM L')J"S COMERC,AIS E RES.CÊNCiAS De um modo geral os numeros apresentados tem demonstrado a se guinte tendência: grandes incêndios , " medios incendios declinando estabilizando. pequenos incêndios- estabilizando . ("" ... " _ ~ " ...rI/" '.~'. Quanto aos princ~pios de incendios - extintos z;apida~~n,t~,- a<. . ~ I. . i.. A P tendencia observada e a de crescimento, conforme. pode-se Qb -~!':' -ô"~' . 4 ' ( . ,,", servar na figura 4. Acreditamos que esses princ~pios ocorram'. . . '- '~' ~ principalmente devido aos descuidos das pessoas .~ instal~ç~es. I V' . . ~":-~ el~tricas defeituosas (respons~veis por mais de,?O%_~e-o~~r - rências de incêndios). Quanto às instalaç~es con.v~~,,~~s~.?ttar. . . , os aparelhos de ar condicionado defei tuosos, int9lgçoe~ .ele~ . ..'r . tricas sobrecarrega das, emendas de condutores ~ã~ p.rot~'~~~as' ,.. . ~'. N '4. ,,' ~ '); disjuntores sub-dimensionados, existencia de derivaçoes multi';.',. 1.,_ .J>.(, :;" pIas, fios e cabos condutores com revestimento~.~'ade~'~.C;;~~~~ etc. BI.793*Pãg.08*17.12.84
  11. 11. ,..- OCORRÊNCIASi 2&ootI I 27CÇ.! i 26001 II .2500j I L 1~79 }t ;::iê) , ,. ;s~z ~c:Río:)o , , ~ o grafico da figura 5 refere-se a frequencia mensal de ocor - rências de incêndios" Nota-se nitidamente a tendência de agr~ pamentos do número de sinistros nos meses de fevereiro/março' e junho/setembro. Essa tendência deve-se, no primeiro periodo, ao carnaval, e no segundo periodo ~s festas juninas. Com o carnaval existem abusos quanto a bebida, o que faz com que as pessoas estejam mais propicias a ocasionar incêndios . Quanto as festas juninas e julinas, os bal~es e os fogos de artificio são os maiores causadores de incêndio. A estatistica deve nos ajudar no trabalho prevencionista. Des sa forma, as inspeç~es rotineiras ~s instalaç~es e equipamen- , tos devem ser redobradas nessas epocas. BI.793*pãg.09*17.12.84
  12. 12. , FEV IWI AGO 5(r Vt:Z Fi.:RIOOOOüT --- BI.793*pãg.10*17.12.84
  13. 13. A figura 6 refere-se ao período de tempo em que normalmente I A , ocorrem os incendios. De um modo geral, ate o ano de 1981 o período hor~rio de maior incidência era das 12:00 às 18:00hs. A ( , Atualmente nota-se a tendenciapara o per~odo das 18:00 as 24:00 horas. ~ sabido que ao t~rmino de um expediente de trabalho, ou na mudança de turnos é que ocorrem os incêndios. Essas ocorrên - cias devem-se principalmente a falhas humanas, motivadas pelo desgaste físico após uma jornada de trabalho, como também pe- la ansiedade para a saída da empresa. Não podemos nos esquecer da origem criminosa de alguns dos i~ cêndios, representando em torno de 30% do totalo Nesses casos, a criminalidade deve-se desde uma vingança pessoal, normalme~ te de ex-empregados,até como forma de encobrir fraudes em balanços. Quanto a esse último caso, a figura 5 j~ comentada' anteriormente, ilustra nitidamente alguns periodos em que o - correm sinistros, devido a problemas de balanço, ou seja, no . ( . d d~n~c~o e em mea os o anoo Com o aprimoramento das técnicas, notadamente da engenharia ' A' , de incendio, e cada vez mais facil detectar essas fraudes. I! so porque existe uma grande quantidade de equipamentos dispo- níveis, especificos a esse fim, incluindo até equipamentos' para an~lises químicas. BI.793*Pãg.11*17.12.84
  14. 14. , -:JI 1150O: " , .. " , " ' ..- ,.... t8OO.. .... ... f [ J I ! j.. :CCO< i: IZOOlI800 ".,.- OUADIIO~MOICST!lATIYOOÀ',,[QUE;jCIA HORÁRIA0()5 INclHOIOS · W-oni.o Fe'tll.ando de A. NavCWLOPelLe.br.aé Engenkw.o c.i.vil., pÔ-4-g.h.a.duadoem Se.- gWt4nca do Tltllbalho, c.omváJúo.6 c.UI'fM.6de u pecU.ali.zacã.o em SegulUtnC4 1ncI.u6.tJUal e. PlUJúeão de. ln.6.ta1acõu. ...... BI. 793*:pâg.12*17.12.84

×