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Aula De Ta I Aula 2 InfluêNcias Para CiêNcia Da AdministraçãO

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Aula De Ta I Aula 2 InfluêNcias Para CiêNcia Da AdministraçãO

  1. 1. Aula 2 página 1 INFLUÊNCIAS PARA CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO I Prof. Solange Marques AULA 2 INFLUÊNCIA DOS FILÓSOFOS A administração recebeu enorme influência dos filósofos desde os tempos da antigüidade. Sócrates em suas discussões com Nicomaquides, expõe seu ponto de vista sobre a administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. Sócrates: Diz que sobre qualquer coisa que o homem presidir será sempre igual, seja um coro, uma família, uma cidade ou um exército. Não desprezeis os homens hábeis em administrar seus haveres; pois os afazeres privados diferem do público somente em magnitude. René Descartes: desenvolveu o método cartesiano, que se forma por quatro princípios: 1) Princípio da dúvida sistemática ou da evidência 2) Princípio da análise da decomposição 3) Princípio da síntese da composição 4) Princípio da enumeração ou da verificação Thomas Hobbes (filósofo político): defendia o governo absoluto em função de sua visão pessimista sobre o homem. Assim, o Estado representa um pacto social, mas ao crescer alcança as dimensões de um dinossauro, ameaçando a liberdade de todos. Karl Marx e seu parceiro Friedrich Engels: defendem a teoria da origem econômica do estado. O surgimento do poder político e do Estado nada mais é do que o fruto da dominação do homem pelo homem. O Estado vem a ser uma ordem coativa imposta por uma classe social exploradora. Afirma que a história da humanidade sempre foi a história da luta de classes, patrícios e plebeus, nobres e servos, mestre e artesãos, enfim, exploradores e explorados. INFLUÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA Ao longo do tempo a Igreja Católica foi estruturando sua organização, sua hierarquia de autoridade, seu estado-maior (assessoria) e sua coordenação funcional. INFLUÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO MILITAR - Organização linear ou princípio da unidade de comando; - Escala hierárquica; - Centralização do comando e descentralização da execução; - Conceitos de linha e assessoria; - Princípio de direção.
  2. 2. Aula 2 página 2 INFLUÊNCIAS PARA CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO INFLUÊNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A Revolução Industrial pode ser dividida em duas épocas bem distintas: 1780 a 1860: 1a Revolução Industrial ou revolução do ferro e do carvão. 1860 a 1914: 2a Revolução Industrial ou revolução do aço e da eletricidade. 1a Revolução Industrial: 1a fase: a mecanização da indústria e da agricultura (máquina de fiar, descaroçador de algodão); 2a fase: a aplicação da força motriz à indústria (máquina a vapor); 3a fase: o desenvolvimento do sistema fabril: artesão e oficina – operário e fábrica (divisão do trabalho). 4a fase: um espetacular aceleramento dos transportes e das comunicações: navegação a vapor e locomotiva a vapor. 2a Revolução Industrial: Três acontecimentos importantes que provocaram a 2a Revolução Industrial: - desenvolvimento de novo processo de fabricação do aço (1856); - aperfeiçoamento do dínamo (1873); - invenção do motor de combustão interna (1873). Característica da 2a Revolução Industrial: 1) A substituição do ferro pelo aço; 2) A substituição do vapor pela eletricidade e pelos derivados de petróleo como fonte de energia. 3) O desenvolvimento da maquinaria automática e um alto grau de especialização do trabalho. 4) O crescente domínio da indústria pela ciência. 5) Transformações radicais nos transportes e nas comunicações. 6) O desenvolvimento de novas formas de organização. 7) A expansão da industrialização (Europa Central e Oriental, e até o extremo oriente). Houve uma súbita modificação de situação, provocada por dois aspectos: 1. A transferência da habilidade do artesão para a máquina; 2. A substituição da força animal ou do músculo humano pela maior potência da máquina a vapor (e posteriormente pelo motor). INFLUÊNCIA DOS ECONOMISTAS LIBERAIS Adam Smith: é considerado o fundador da economia clássica, cuja idéia principal é a competição. Embora os indivíduos ajam apenas em proveito próprio, os mercados em que vigora a competição funcionam espontaneamente, de modo que garantem a alocação mais eficiente dos recursos e da produção, sem que haja excesso de lucros. Por essa razão, o
  3. 3. Aula 2 página 3 INFLUÊNCIAS PARA CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO único papel econômico do governo (além do básico que é garantir a lei e a ordem) é a intervenção na economia quando o mercado não existe ou quando deixa de funcionar em condições satisfatórias, ou seja, quando não ocorre competição livre. INFLUÊNCIA DOS PIONEIROS E EMPREENDEDORES As ferrovias americanas foram fruto do empreendimento privado em sua grande maioria e constituíram um poderoso núcleo de investimentos e de toda uma classe de investidores. Foi a partir das estradas de ferro que a ação de investimento e o ramo de seguros tornaram- se populares. Além disso, foram as ferrovias americanas que permitiram o desbravamento dos territórios e provocaram o fenômeno da rápida urbanização, que criou novas necessidades de habitação, alimento, roupa, luz e aquecimento. O que gerou um rápido crescimento das indústrias voltadas para o consumo direto. Antes de 1850 havia em sua grande maioria empresas familiares, sem estrutura administrativa moderna. Após 1850, os troncos ferroviários estavam praticamente completados e cobriam completamente o mercado americano do Este urbano e do Oeste agrícola. O desenvolvimento ferroviário e a construção urbana criaram o mercado do ferro e do aço. Em 1871 a Inglaterra era a maior potência econômica mundial. Em 1865, John D. Rockfeller funda a Standard Oil. Em 1890, Carnegie funda o truste do aço, ultrapassando rapidamente a produção de toda a Inglaterra. Swift e Armour formam o truste das conservas. Guggenheim forma o truste do cobre e Mello, o truste do alumínio. Teve início a integração vertical nas empresas. Os criadores de impérios (empire builders), passaram a comprar e integrar o maior número de concorrentes, fornecedores ou distribuidores para garantir a defesa de seus interesses. Gustavus Swift, o pioneiro da indústria frigorífica, desenvolveu uma estratégia que consistia em consolidar a fabricação; avançar para a distribuição própria; voltar atrás até o controle da matéria-prima. Por volta de 1895, a indústria frigorífica tornou-se um oligopólio. Oligopólio: Situação de mercado em que a oferta é controlada por um pequeno número de vendedores, e em que a competição tem por base, não as variações de preços, mas a propaganda e as diferenças de qualidade: As montadoras de automóveis no Brasil constituem um oligopólio. Os pioneiros e empreendedores não tinham condições de sistematizar seus vastos negócios e gerar eficiência. A organização era tarefa tão ou mais difícil que a criação dessas empresas. A impressionante magnitude dos recursos que conseguiram reunir complicava as coisas. A preocupação dominante deslocou-se para os riscos do continuado crescimento sem uma organização adequada. Na virada do século XX, várias grandes corporações sucumbiram financeiramente. Os pioneiros e empreendedores deram lugar aos organizadores. Estava chegando a era da competição e da concorrência como decorrência de fatores como: 1) aprofundamento e disseminação do conhecimento tecnológico;
  4. 4. Aula 2 página 4 INFLUÊNCIAS PARA CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO 2) o livre comércio; 3) a mudança dos mercados vendedores para mercados compradores; 4) o aumento da capacidade de investimento de capital e a elevação dos níveis de ponto de equilíbrio; 5) a rapidez do ritmo de mudança tecnológica que pode rapidamente tornar obsoleto um produto ou reduzir drasticamente seus custos de produção. Todos esses complexos fatores completariam as condições propícias à procura de bases científicas para a melhoria da prática empresarial e o surgimento das teorias administrativas.

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