A civilização industrial

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A civilização industrial

  1. 1. 6 - A Civiliz ação IndustrialEconomia e Sociedade; Nacionalis mo s eChoques Im perialistas
  2. 2. a ns ão d expa l1 .1. A ustria çã o indre volu
  3. 3. Novos inventos e novas fontes de energia A segunda revolução industrial inicia-se também na Inglaterra, mas alarga-se a outros locais. Surgem novas fontes de energia: petróleo e eletricidade (que provocam grandes alterações no quotidiano).
  4. 4. Novos inventos e novas fontes de energia Metas a atingir (Rostow – p.30):  Arranque da industrialização (take off);  O crescimento como função normal da economia;  Desenvolvimento e progresso numa cadência regular (maturidade da economia);  Diversificação, que ocorre quando se desenvolve o consumo – procura-se o consumo de massas;  Evolução para uma nova fase da industrialização.
  5. 5. Novos inventos e novas fontes de energia  Desenvolvem-se as ciências, criando novos equipamentos, que irão contribuir para a expansão industrial (telégrafo, motor de explosão…).  Opera-se uma estreita ligação entre a ciência que se desenvolvia e a técnica, cada vez mais necessária.  Primazia da indústria química (medicamentos, corantes sintéticos, perfumes…) e metalúrgica (trabalho do aço, do cobre…).
  6. 6. Consequências dos processos cumulativos Os cientistas patrocinados pela indústriafizeram progredir a ciência com criaçõesadaptadas por engenheiros e técnicos; Descida dos preços e dos custos de produção; Crescimento da produção; Aumento dos lucros; Concentração empresarial; Racionalização do trabalho.
  7. 7. Taylorismo / Fordismo Obsessão pela produtividade; Automatização das tarefas; “Scientific managment”: tarefas estandardizadas; Aumento dos lucros; Linha de produção – trabalho em cadeia; Salário em função do rendimento.
  8. 8. Revolução nos transportes A dinamização da produção industrial assenta na melhoria dos sistemas de comunicação e transportes:  implementação do sistema de MacAdam: estradas macadamizadas (pedra triturada e areia);  implementação de novas formas de transporte como o automóvel, o avião ou mesmo a bicicleta;  construção de infraestruturas como pontes, terminais, vias de acesso, estaleiros...  desenvolvimento dos sistemas navais e de caminhos de ferro.
  9. 9. Revolução nos transportes: navalSubstituição dos clippers (de madeira) pelos steamers;A aplicação da energia a vapor acelerou a rapidez dasdeslocações;Constituem-se grandes companhias de navegação;Melhoria das condições dos portos;Vulgarização das viagens e dosBarcos a vapor, a nível mundial(carga, petroleiros, frigoríficos…)
  10. 10. Revolução nos transportes: terrestreAparecimento do motor de explosão de Daimler edesenvolvimento do automóvel (Benz, Ford…).
  11. 11. Revolução nos transportes: aéreoPrimeiras tentativas de voo – Clement Ader (1890); Voo de Santos Dumont e dos irmãos Wright;Conhece a verdadeira expansão na primeira guerramundial.
  12. 12. Revolução nos transportes: consequências Aumentou a circulação de pessoas, bens e serviços; Permitiu a difusão de ideias, novidades e notícias; Diminuiu os custos, logo permitiu o incremento das vendas; Permitiu o alargamento dos mercados e a expansão do consumo; Aumentou a oferta de trabalho; Facilitou a circulação de matérias-primas e produção; Incrementou o sector metalúrgico; Desenvolveu as atividades bancárias, pela mobilização de capitais;
  13. 13. Revolução nos transportes: consequências Desenvolveu atividades e indústrias relacionadas como os transportes; Desenvolveu as zonas industriais; Melhorou a acessibilidade das populações e consequentemente, certas localidades; Permitiu a internacionalização do capital.
  14. 14. Revolução nos camposO desenvolvimento agrícola iniciado na Inglaterra do séc. XVIIIvai-se alargar a outras zonas: França, Alemanha, EUA…Interligado à ciência (com todas as experiências ao nível daseleção de gado e sementes), conduz à expansão da produção;A Europa Mediterrânea e Oriental permanece mais tradicional earcaica;Nos países novos, como o Canadá, apesar da baixaprodutividade, a grande extensão de território permitiu umaenorme produção.
  15. 15. Revolução nos camposA agricultura torna-se uma das áreas de maior investimentopara obtenção de lucros – era a fase do capitalismo aplicado aoscampos.
  16. 16. CAPITALISMO RURAL Sistema económico em que o capital de investimento resulta dos lucrosobtidos com a exploração rural. O objetivo era a obtenção de lucro que seriareinvestido na agricultura ou em outras atividades económicas. Surge primeiro na Inglaterra do séc. XVIII, em resultado das alterações napropriedade e dos avanços técnicos que permitiram a eclosão da RevoluçãoAgrícola.
  17. 17. CAPITALISMO FINANCEIRO Desenvolveu-se após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O capital acumulado nas etapas anteriores precisava de outras atividades,além da atividade industrial, para ser multiplicado. Foi quando sedesenvolveram os bancos, as bolsas de valores e os grandes gruposempresariais e se iniciou o processo de concentração de capital. A união do capital industrial com o capital de financiamento (bancário)deu origem ao capital financeiro, que é a própria essência do capitalismo.Pág. 16/17/18
  18. 18. CAPITALISMO COMERCIAL Inspirados na teoria mercantilista, os países colonizadores, através docomércio com as suas colónias, geraram acumulação de capital, o quepermitiu o desenvolvimento do que muitos consideram o inicio doverdadeiro capitalismo. Capitalismo comercial é assim designado por ter a sua origem nocomércio.
  19. 19. CAPITALISMO INDUSTRIAL Esta fase estendeu-se do século XVIII ao XX e foi marcada pela Primeira epela Segunda Revolução Industrial e pela partilha da África e da Ásia entre aspotências colonialistas europeias – o imperialismo. A produção industrialtornou-se a maior fonte de lucro, e o trabalho assalariado passou a ser arelação típica do capitalismo: quem recebia um salário acabava por ser oconsumidor dos produtos que ajudava a fabricar. O trabalho tornou–se uma mercadoria. Aquele que não possuía meios deprodução, nem capital, vendia a sua mercadoria, ou seja, a sua força detrabalho – proletariado.Pág. 12
  20. 20. CAPITALISMO FINANCEIRO Desenvolveu-se após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O capital acumulado nas etapas anteriores precisava de outras atividades,além da atividade industrial, para ser multiplicado. Foi quando sedesenvolveram os bancos, as bolsas de valores e os grandes gruposempresariais e se iniciou o processo de concentração de capital. A união do capital industrial com o capital de financiamento (bancário)deu origem ao capital financeiro, que é a própria essência do capitalismo.
  21. 21. Livre cambismo e protecionismo Até ao 3º quartel do No 3º quartel do séc. séc. XIX XIX Defendido pelos industriais  Deflagrar dos conflitosingleses, que conseguem o militares;abandono das taxas  Intensificação da rivalidadealfandegárias; económica; Conduz a:  Receio dos agricultores face  baixa do preço dos bens à importação de países não alimentares; europeus;  facilidade à importação;  Necessidade de aumento das  acentuar da concorrência, receitas para custear as agravando os efeitos nas despesas militares e economias menos desenvolvidas e realização de obras públicas. industrializadas.
  22. 22. Tendência para a concentração
  23. 23. a ra fia d geog 1.2 A lização aind ustri
  24. 24. INGLATERRA: Do século XIX até à I Guerra Hegemonia inglesa:  Revelou: - Possuía o maior rendimento - Dificuldades em superar os per capita; rivais; - Era o maior produtor de - Cansaço na inovação e carvão, ferro fundido, aço; criatividade; - Londres era o maior - Perda de competitividade nas entreposto comercial e técnicas e meios de produção; financeiro do globo; - Menor ousadia dos - Possuía a maior frota empresários; marítima que possibilitava o - Redução do ritmo de controlo do tráfico mundial. crescimento e produção.
  25. 25.  Nas vésperas da I Guerra Mundial manifestava já algum atraso faceà Alemanha e aos Estados Unidos, mas…  Era o maior investidor de capitais no estrangeiro, o que possibilitava os lucros necessários para equilibrar a sua balança comercial;  Controlava vastos mercados, assegurando desta forma o abastecimento de matérias-primas e o escoamento da sua produção;  A “Partilha de África”, na Conferência de Berlim (1884/85), favoreceu a construção de um império africano vastíssimo, ligando o Cabo ao Cairo, e reforçou a sua posição privilegiada de controlo de mercados e locais estratégicos (estreitos, golfos, canais…);  A libra esterlina e os títulos bancários ingleses circulavam por todo o mundo.
  26. 26. ALEMANHA O grande arranque da industrialização ocorreu a partir de 1840 e o crescimento de produção ocorreu após 1870. A capacidade para uma rápida industrialização alemã foi fruto de uma série de condicionalismos:  Riqueza mineira (ferro, carvão);  Transformações ocorridas no sector agrícola, novas culturas, abolição do pousio, uma revolução demográfica seguida do movimento de emancipação do campesinato e de um profundo êxodo rural que direcionava este contingente populacional para a indústria;
  27. 27. ALEMANHA O Zollverein, que facilitou o rápido crescimentoda rede ferroviária, permitindo a circulação dematérias-primas e dos produtos industriais; Atração de capitais estrangeiros e importação de tecnologias, que alteraram a organização das empresas; A guerra franco-prussiana, em que a França foi derrotada, de que decorreu a inclusão nos territórios alemães da Alsácia e da Lorena, regiões tradicionalmente francesas, com os seus importantes recursos minerais e têxteis.
  28. 28. ESTADOS UNIDOS Realizou uma industrialização muito rápida, auxiliada por diferentes fatores:  Território extenso e progressivamente alargado ao longo do século XIX.  Cedência de territórios e de exploração de recursos naturais a particulares.  Grande abundância de recursos naturais.  A chegada de grandes vagas emigratórias.
  29. 29. ESTADOS UNIDOS Incentivo às inovações e invenções, à rápida mecanização e à organização do trabalho em novos moldes, mais racionais e científicos. O nível de instrução elevado facilitador do recrutamento de mão-de-obra e da especialização nas indústrias. A necessidade de comunicação entre grandes distâncias, que levou à construção de caminhos –de- ferro, dinamizadores do mercado interno. Uma política aduaneira adequada, facilitando e consolidando a industrialização.
  30. 30. FRANÇA Razões muito variadas justificam a impossibilidade da França de acompanhar a Revolução Industrial:  o sistema político absolutista assente numa sociedade de ordem.  O regime jurídico da propriedade era inadequado.  O crescimento populacional é lento, logo o mercado interno é deficiente.  A nível externo, a França, entrou em conflito com a Inglaterra várias vezes ao longo do séc. XVIII. Depois entra em guerra civil: a Revolução Francesa, processo lento e destruidor.  Tudo isto, a par de uma mentalidade burguesa nobilitadora, pouco ativa e dinâmica.
  31. 31. FRANÇA Só a partir de 1848, depois do triunfo do segundo Império, pega nas técnicas, nos técnicos e nas máquinas inglesas e inicia a industrialização do sector têxtil de forma lenta e sem take off. Industrializa-se apenas à medida das suas necessidades. Desenvolve primeiro os setores têxtil e do carvão. A partir de 1860 expandem-se as linhas férreas e nos inícios do séc. XX, a indústria automóvel:
  32. 32. A EMERGÊNCIA DO JAPÃO  Até ao século XIX:  O Japão reunificou-se e tornou-se um estado centralizado, com um senhor da guerra, um Xogum, que durou até 1867.  O cristianismo foi violentamente reprimido no século XVII. O país fechou-se aos contactos com o exterior, proibindo mercadores estrangeiros de comerciarem dentro do Japão. No século XIX, os esforços da Inglaterra e da Rússia para abrir opaís ao comércio internacional saíram frustrados.
  33. 33. PERÍODO MEIJI (iluminado) Marcado pela ação do governo de Mutsu-Hito que procurou ocidentalizar o país e fortalecer o poder do imperador. Em 1867 acabou o período dos xoguns. O império foi restaurado como uma monarquia absoluta. O Japão entrou numa nova era, o período Meiji, em que a necessidade e o esforço de uma modernização e renovação tomaram conta do país:  Reestruturou-se o poder político e submeteram-se os senhores feudais;  Anulou-se a força dos samurais;  Suprimiram-se os direitos feudais;  Instituiu-se uma monarquia constitucional.
  34. 34. O Estado japonês: Lançou as bases de uma industrialização; Reorganizou as finanças públicas (sistema monetário e bancário); Assegurou os financiamentos; Comprou equipamentos no estrangeiro e contratou técnicos estrangeiros e professores; Criou indústrias têxteis (seda), metalúrgicas, vidreiras, navais; Promoveu a construção da rede ferroviária. Nas vésperas de 1ª Guerra possuía a sétima frota mundial, derrotara as forças armadas dos czares (1905); a Coreia foi anexada em 1910, tendo permanecido na sua posse até 1945.
  35. 35. o izaçã A agud 1.3. as ferençd as d i
  36. 36. As crises do Capitalismo Crescimento industrial no séc. XIX, apoiado por:  afluxo de metais preciosos;  aumento da circulação monetária (metálica e fiduciária);  desenvolvimento de novos instrumentos financeiros (créditos bancários, ações, seguros…);  aparecimento e desenvolvimento de grandes empresas capitalistas…
  37. 37. As crises do Capitalismo O desenvolvimento do capitalismo provocou:  crises violentas;  períodos de depressão;  períodos de prosperidade. Os fatores de instabilidade explicam-se através do estudo domovimento dos:  preços;  salários; originam os ciclos económicos  produções.
  38. 38. Ciclos económicos: Shumpeter sistematizou em três tipos de ciclos estas crises ouoscilações: Ciclos curtos ou de Kitchin - 3 a 5 anos - Resultam de pequenos fenómenos como variações climáticas que determinam os preços e também da lei da oferta e da procura; Ciclos médios ou de Juglar - 6 a 10 anos - caracterizam-se por fases de expansão económica a que se seguem fases de contração ou depressão; Ciclos longos ou de Kondratieff - 40 a 60 anos - de acordo com Simiand abrangem duas fases: A e B, conjuntura de expansão e conjuntura de regressão, respetivamente. As tendências seculares passam a ser designadas por TRENDS.
  39. 39. As crises do capitalismo No Antigo Regime – causadas por subprodução; No período capitalista – causadas por uma superprodução. Osperíodos de crise coincidem com fases de recessão demográfica,aumento da criminalidade, da agitação social e dos conflitos entrenações.
  40. 40. LEI DA OFERTA E DA PROCURA Quantidade de bens ou serviços que os consumidores estão dispostos a adquirir, por um determinado preço. Valor atribuído adeterminado produto e que corresponde à Quantidade de bens quantia de moeda ou serviços que os que é necessário vendedores estão obter. dispostos a colocar no mercado. Lugar onde os agentes económicos levam a cabo a troca de bens por moeda ou por outros bens.
  41. 41.  As grandes crises foram determinadas pela prática do LiberalismoEconómico:  o Estado tem um papel de mero coordenador, preparando as infraestruturas, mas não intervindo na economia;  defendem-se os mecanismos autorreguladores (lei da oferta e da procura)  as crises são violentas e cíclicas: DESEMPREGO DIMINUIÇÃO DO FALÊNCIA DAS CONSUMO EMPRESAS DIMINUIÇÃO DA PROCURA
  42. 42. Mecanismos de respostaOs Estados são chamados a intervir (protecionismo):  investimentos públicos para combater o desemprego;  auxílio às empresas em risco;  a economia é organizada para combater a crise (aumento das taxas alfandegárias, limite às importações…).
  43. 43. O mercado internacional O desenvolvimento da indústria e dos transportes, bem como atendência para a divisão internacional do trabalho entre os paísessubdesenvolvidos fornecedores de matéria-prima e produtosalimentares e os países desenvolvidos especializados na indústriaintensifica o Comércio Internacional e as trocas multilaterais. Entre 1860 e 1914, o tráfego internacional triplicou, sendo a Europa aresponsável por dois terços do comércio internacional.A Alemanha (já unificada) aproxima-se de Inglaterra, a partir de 1885,superando a França e os Estados Unidos.
  44. 44. O mercado internacional e o regresso ao protecionismo O esquema das trocas multilaterais inclui, por um lado, a exportaçãode produtos industriais dos países desenvolvidos em troca de artigos deluxo, matérias-primas e produtos agrícolas das colónias e, por outrolado, trocas de produtos industriais entre os mesmos paísesdesenvolvidos. Formam-se zonas económicas especializadas e complementares :  países ricos – zonas das indústrias desenvolvidas e com um crescente número de população ativa – setor secundário e terciário;  países pobres (Europa mediterrâneas e Leste, África, Ásia e colónias) – atividades primárias.
  45. 45. O mercado internacional Conclusão:  o Comércio Internacional e as trocas multilaterais desempenharam, na economia, um efeito de arrastamento sobre as economias que nele participaram.  No caso dos novos países de povoamento europeu (Austrália, Canadá e África do Sul) a emigração branca (europeia), o investimento europeu e a exportação de matérias-primas foram fundamentais para o desenvolvimento destes novos estados.

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