Apostila gestao empresarial parte 1

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Apostila gestao empresarial parte 1

  1. 1. 1 Apostila Parte 1 - Gestão Empresarial I Prof.ª Cassiana Domingos Curso Técnico em Administração ETEC CONSELHEIRO ANTONIO PRADO/ Classe descentralizada da E.E. Prof. Moacyr Santos Campos O ADMINISTRADOR O administrador é o responsável pelo desempenho de uma ou mais pessoas de uma organização. O administrador obtém resultados através de sua organização e das pessoas que nelas trabalham. O administrador planeja, organiza, dirige pessoas, gere e controla recursos materiais, financeiros, de informação e tecnologia visando à realização de determinados objetivos. Na verdade, o administrador consegue fazer as coisas através das pessoas, razão pela qual elas ocupam posição primordial nos negócios de todas as organizações. O administrador dá direção e rumo às suas organizações, proporciona lideranças às pessoas e decide como os recursos organizacionais devem ser dispostos. A Administração constitui a maneira de utilizar os diversos recursos organizacionais (humanos, materiais, financeiros, de informação e tecnologia) para alcançar objetivos e atingir elevado desempenho. Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso dos recursos organizacionais para alcançar determinados objetivos de maneira eficaz. A HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO Associação do homem a outros para atingir determinados objetivos marca o surgimento das empresas rudimentares (assírios, babilônios, etc.) História da administração = aparecimento da grande empresa final século XVIII até XIX. A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. Na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada. Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a
  2. 2. 2 principal matéria-prima utilizada neste período. A mão-de-obra disponível em abundância, também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. O marco da Revolução foi a maquina à vapor de James Watt (1776). Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção. Na área de transportes, pode-se a invenção das locomotivas à vapor (Maria Fumaça) e os trens à vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos. As fábricas do início da Revolução Industrial eram precárias, os ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários eram muito baixos e empregava-se trabalho infantil e feminino. Chegava-se a trabalhar até 18 horas por dia e os trabalhadores estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas ou qualquer outro benefício. Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho, formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho. Houve também movimentos como o cartismo que optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores. Resumindo, a Revolução Industrial se deu em duas fases: Primeira fase (1780 à 1860) - É a revolução do carvão e do ferro. Começa com a introdução da máquina de fiar no tear hidráulico e no tear mecânico. O trabalho do homem, do animal e da roda d´água é substituído pelo trabalho da máquina, surgindo o sistema fabril. Segunda fase (1860 à 1914) - É a revolução da eletricidade, derivados do petróleo e do aço. É a introdução definitiva da maquinária automática e da especialização do operário. O capitalismo financeiro se consolida e surgem as grandes organizações multinacionais. ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA ADMINISTRAÇÃO - Na Idade Média, os negócios eram realizados por indivíduos fazendo intercâmbio com outros em feiras (alguns se transformaram em firmas familiares); - Surge no século XVI a figura do comerciante; - No séc. XVII as Companhias Mercantis foram as precursoras das empresas de hoje.
  3. 3. 3 - Consequências da Revolução Industrial: crescimento acelerado e desorganizado das empresas; necessidade de aumentar a eficiência e a competência das organizações; - A partir da Revolução Industrial, as estruturas das organizações foram sendo determinadas pelas estratégias de aplicação de recursos à demanda do mercado (fator principal da adaptação estrutural). - A primeira fase da estratégia foi a de acumulação de recurso, caracterizada pela rápida expansão de ferrovias e crescimento urbano; - A urbanização criou novas necessidades como habitação, alimento, roupa, aquecimento e luz; - Os pequenos negócios familiares estavam sendo abalados pelo ritmo e pela nova escala da indústria. - As ferrovias criaram as bases para a indústria de larga escala, oferecendo meios e modelos para concentração de indústrias e sistemas de administração; - O crescimento das ferrovias exigia organizações rápidas e complexas, trazendo conceitos como: disciplina, responsabilidade, pontualidade, obediência, controle e autoridade (exército). - O aumento do tamanho das organizações resultante da Revolução Industrial tirou os donos do controle direto da força de trabalho, surgindo a figura do administrador com interesses diferentes dos proprietários, pelo sistema de empreitada, que era a contratação de terceiros para organizar a produção das fábricas. Estes assumiam os riscos e as responsabilidades do processo produtivo; - Mas antes de 1850, ainda era característico nas pequenas indústrias, a própria família ser responsável pelas atividades básicas. - Na segunda metade do séc. XIX, foram criadas as companhias limitadas - primeiras instituições autônomas com poder na sociedade e independente do Governo do Estado; - Na segunda fase, com a racionalização do uso dos recursos, começa a integração vertical - os primitivos impérios e aglomerados industriais. - Em 1880 nos EUA, já haviam grandes trustes1 como o de carvão, ferro, aço e petróleo. Nesta mesma época, surgem os primeiros modelos de Administração e os primeiros administradores profissionais; - No final do séc. XIX, surgiram grandes empresas: Sopas Campbell; Procter e Gamble; Kodak; Swift; Coca-cola; Budweiser; Mitsubishi; Mitsui; Toshiba 1 Termo usado em economia para designar "Empresa" ou "estrutura de empresas" que tem origem na reunião de outras empresas que já detêm a maior parte do mercado. As empresas se ajustam ou se fundem para assegurar o controle, estabelecendo preços altos para obter maior margem de lucro.
  4. 4. 4 “O pensamento administrativo surge a partir da consolidação da lógica de mercado e da consolidação das estruturas burocráticas, como forma de organização e controle do trabalho humano com o objetivo inicial de aumentar a produtividade e gerar lucro na sociedade industrial”. (MOTTA e VASCONCELOS, 2002)
  5. 5. 5 ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA A administração começou a nascer como corpo independente de conhecimento na Europa do século XVIII, durante a Revolução Industrial. Naquela época, as primeiras fábricas modernas começaram a colocar em prática diversos conceitos que se tornariam universais nos séculos seguintes. Um desses conceitos era a divisão do trabalho. No livro A riqueza das nações, de 1776, Adam Smith evidenciou as vantagens do princípio da divisão do trabalho. Ele acentuou que operários especializados poderiam ser mais eficientes, fabricando quantidade muito maior de alfinetes do que se cada um tivesse que fabricar o alfinete completo. Não foram as fábricas do século XVIII nem Adam Smith quem inventou a divisão do trabalho. No entanto, a Revolução Industrial teve papel marcante na disseminação dessa pratica. A partir do início do século XX, a organização eficiente do trabalho e da prática da administração. Muitas pessoas e grupos participaram desse processo. Eram pesquisadores e estudiosos, como Frederick Taylor, industriais, como Henry Ford; executivos, como Henri Fayol; cientistas, como Max Weber. Essas pessoas formam a chamada escola clássica da administração. FREDERICK TAYLOR Administração cientifica HENRY FORD Linha de montagem HENRI FAYOL Processo de administração MAX WEBER Teoria da burocracia Aplicação de métodos de pesquisa para identificar a melhor maneira de trabalhar. Seleção e treinamento científicos de trabalhadores. Especialização do trabalhador. Fixação do trabalhador no posto de trabalho. Trabalho (produto em processo de montagem) passa pelo trabalhador. Administração da empresa é distinta das operações de produção. Administração é processo de planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar. Autoridade tem a contrapartida da obediência. Autoridade baseia-se nas tradições, no carisma e em normas racionais e impessoais. Autoridade burocrática é base da organização moderna. ESCOLA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO
  6. 6. 6 Taylor e a administração cientifica Nos Estados Unidos, entre o fim da Guerra Civil, no século XIX, e o começo do século XX, a indústria se expandiu aceleradamente, época em que surgiram e cresceram empresas como Ford, General Motors, Goodyear, General Eletric e Bell Telephone. Segundo Maximiano, essa expansão estimulou o estudo sobre as formas de aumentar a eficiência dos processos de produção. A preocupação com a fabricação eficiente de produtos já era muito antiga e acentuou-se durante a Revolução Industrial. Foi Frederick Winslow Taylor (1856-1915) que transformou o debate sobre a eficiência num conjunto de princípios e técnicas para aumentar a eficiência dos trabalhadores por meio da racionalização do trabalho. Em 1903, Taylor apresentou suas técnicas ou métodos: - Estudos de tempos e movimentos. - Padronização de ferramentas e instrumentos. - Padronização de movimentos. - Sistema de pagamento de acordo com o desempenho. Taylor achava as técnicas da eficiência a forma de colocar em prática os princípios da administração cientifica, para ele era uma revolução mental, na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos colegas. Tudo isso foi recebido com grande entusiasmo pois sistematizaram e disseminaram um conjunto de princípios que iam de encontro com uma necessidade. Estudo do tempo e movimento, descrição de cargos, organização e métodos, engenharia de eficiência e racionalização do trabalho foram algumas de suas idéias. Ford e a linha de montagem Henry Ford, fundador da Ford Motor Company e criador da linha de montagem móvel. Ford, estabeleceu o padrão de organização de processos produtivos que se tornaria universal. Até o século XX a atividade industrial essa feita por métodos artesanais, uma produção custosa e demorada. A A divisão do trabalho entre gerência e execução Para Taylor, o operário não tem capacidade, nem formação, nem meios para analisar cientificamente seu trabalho e estabelecer racionalmente o método ou processo mais eficiente. Antes, o supervisor deixava ao critério de cada operário a escolha do método de execução de seu trabalho para encorajar sua iniciativa. Com a Administração Científica ocorre uma repartição de responsabilidade: a administração (gerência) fica com o planejamento (estudo trabalho do operário e o estabelecimento do mede trabalho) e a supervisão (assistência contínua ao trabalhador durante a produção) enquanto o trabalhador fica somente com a execução do trabalho. A gerência pensa enquanto o trabalhador executa.
  7. 7. 7 produção em massa, ou seja, a fabricação de produtos não diferenciados em grandes volumes foi um dos contextos que impulsionou essa teoria. Henry Ford aplicou à fabricação de automóveis dois princípios da produção em massa: a) Divisão do trabalho – o processo de fabricar um produto é dividido em partes. Cada pessoa e grupo de pessoas, num sistema de produção em massa, tem uma tarefa fixa, que consiste em fabricar ou montar uma das partes. A divisão do trabalho tem como resultado a especialização do trabalhador: ele sabe realizar apenas a tarefa fixa que lhe foi designada. b) Fabricação de peças e componentes padronizados e intercambiáveis – cada peça ou componente pode ser montado em qualquer sistema ou produto final. Nenhum produto, peça ou componente é fabricado para um produto final especifico. Em 1912, o conceito de linha de montagem foi aplicado à fabricação de motores, radiadores e componentes elétricos. Numa linha de montagem o trabalhador fica numa posição fixa para executar uma tarefa única. O produto movimenta-se ao longo de um processo que é feito de uma seqüência de tarefas, realizadas pelos trabalhadores em posições fixas. Conforme o produto avança de uma posição para outra, vai sendo progressivamente construído. Em 1914 Ford adotou a jornada de 8 horas de trabalho, também foi desenvolvido programas de controle de qualidade, controle de estoque e administração de pessoal. O sistema de organização industrial, conforme Maximiano, criado por Henry Ford tornou-se universal e posteriormente foram aperfeiçoados.
  8. 8. 8 Fayol e o processo administrativo Ao lado de Taylor e Ford, Fayol é um dos contribuintes mais importantes do desenvolvimento do conhecimento administrativo moderno. Fayol chegou a diretor geral de uma empresa de mineração em 1888. A empresa estava à beira da falência, mas quando Fayol se aposentou, em 1918, sua situação financeira era sólida. Esse resultado ele atribuiu ao sistema de administração, uma idéia que se dividia em três partes principais: a) A administração é uma função distinta das demais funções, como finanças, produção e distribuição. b) A administração é um processo de planejamento, organização, comando, coordenação e controle. c) O sistema de administração pode ser ensinado e aprendido. De acordo com Fayol, a administração é uma atividade comum a todos os empreendimentos humanos (família, negócios, governo), que sempre exigem algum grau de planejamento, organização, comando, coordenação e controle. Portanto, todos deveriam estudá-la, o que exigiria uma teoria geral da administração que pudesse ser ensinada. Para responder a essa necessidade, Fayol criou e divulgou sua própria teoria. Fayol foi pioneiro no reconhecimento de que a administração deveria ser vista como uma função separada das demais funções da empresa. O maior impacto dessa idéia está na identificação do trabalho dos gerentes como distinto das operações técnicas da empresa. Os gerentes que não conseguem perceber essa distinção envolvem-se com os detalhes técnicos da produção e prestação de serviços, negligenciando as funções de administrar toda a empresa. Ao apontar essa distinção, Fayol ajudou a tornar mais nítido o papel dos executivos – os administradores de nível mais alto na hierarquia da organização. Figura 2: Bases da Administração Moderna
  9. 9. 9 Max Weber e a burocracia O quarto integrante da escola clássica a ser analisado neste capitulo é Max Weber, um importante cientista social e jurista alemão, que se ocupou de inúmeros aspectos das sociedades humanas. Na década de 20, Weber publicou estudos sobre o que ele chamou o tipo ideal de burocracia. Nas duas décadas seguintes, esses estudos foram divulgados na América. A tradução de suas obras para inglês, nos anos 40, estimulou inúmeros estudos subseqüentes entre os sociólogos americanos. Weber não tentou definir as organizações, nem estabelecer padrões de administração que elas devessem seguir. Seu tipo ideal não é um modelo prescritivo, mas uma abstração descritiva. É um esquema que procura sintetizar os pontos comuns à maioria das organizações formais modernas, que ele contrastou com as sociedades primitivas e feudais. Weber descreveu as organizações burocráticas como máquinas totalmente impessoais, que funciona de acordo com as regras que ele chamou de racionais – regras que dependem de lógica e não de interesses pessoais. Weber estudou e procurou descrever o alicerce formal-legal em que as organizações reais se assentam. Sua atenção estava dirigida para o processo de autoridade-obediência (ou processo de dominação) que, no caso das organizações modernas, depende de leis. No modelo de Weber, organização formal e organização burocrática são sinônimos. A dominação, segundo a análise que Weber fez da burocracia, começa com a discussão dos processos interligados de dominação (ou autoridade) e obediência. Dominação ou autoridade, segundo Weber, é a probabilidade de haver obediência dentro de um determinado grupo. Há três tipos puros de autoridade ou dominação legítima (aquela que conta com o acordo dos dominados). Figura 3: Três tipos de autoridade segundo Max Weber
  10. 10. 10 Enfoque Comportamental Nas proposições de Taylor, Fayol Ford e Weber, a preocupação básica é o desempenho dos recursos e processos, de uma tarefa ou de toda a empresa. As pessoas não são negligenciadas. No início do século XX, essas proposições dos integrantes da escola clássica eram um reflexo da orientação que vinha da Revolução Industrial. A prioridade era a eficiência da produção, naquele momento de expansão industrial, quando o importante era aproveitar as oportunidades do mercado. No entanto, sempre foi evidente que a administração não iria muito longe se as pessoas não fossem consideradas em sua totalidade, e não apenas como “peças humanas”, como parte importante do processo de administrar organizações. Quando se consideram as pessoas como pessoas, e como fator prioritário no processo administrativo, o que se está fazendo é adotar o enfoque comportamental. O sistema técnico passa a ser conseqüência do sistema comportamental. Referências Bibliográficas: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à administração. 5ª ed. ver. e ampl. – São Paulo: Atlas, 2000. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teroria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações - 7. ed. rev. e atual. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

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