173132 cynthia mariah negro é lindo

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173132 cynthia mariah negro é lindo

  1. 1. FATEC CARLOS DRUMOND DE ANDRADE Cynthia Maria Joaquim Batista dos Santos RA 0029625TRABALHO DE GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR PLANEJAMENTO DA COLEÇÃO “NEGRO É LINDO”: PRIMAVERA-VERÃO 2012/2013 SÃO PAULO 2012
  2. 2. Cynthia Maria Joaquim Batista dos SantosPLANEJAMENTO DA COLEÇÃO “NEGRO É LINDO”: PRIMAVERA-VERÃO 2012/2013 Trabalho de Graduação Interdisciplinar do Curso de Tec- nologia de Design de Moda, apresentado à Faculdade de Tecnologia Carlos Drummond de Andrade – Campus Ta- tuapé. Orientadora: Profª. Mercia Lopes SÃO PAULO 2012
  3. 3. Cynthia Maria Joaquim Batista dos Santos PLANEJAMENTO DA COLEÇÃO “NEGRO É LINDO”: PRIMAVERA-VERÃO 2012/2013Trabalho de Graduação Interdisciplinar apresentado à Faculdade de Tecnologia Car- los Drummond de Andrade, aprovado pela Banca Examinadora BANCA EXAMINADORA __________________________ __________________________ __________________________ __________________________ SÃO PAULO 2012
  4. 4. DEDICATÓRIADedico à realização desse Trabalho de Graduação Interdisciplinar aos meus docen-tes, familiares e amigos que disponibilizaram seu tempo me ouvindo e me auxiliandono desenvolvimento desse projeto.
  5. 5. AGRADECIMENTOAgradeço meus pais Roberto e Silvia, meu marido Michael, meus cunhados Gledsone Marcela, meus irmãos João Vitor e Carolina, a todos meus amigos e parentes quecompreenderam minha ausência, aos donos e funcionários das marcas Pegada Pre-ta e Cresposim por me passarem um pouco de suas experiências no mercado demoda voltado ao público negro e a todos que de uma forma direta ou indireta colabo-raram para a realização desse projeto.
  6. 6. “Primeiramente, encontre algo que você goste tanto de fazer que não se importe defazê-lo sem receber nada por isso; aprenda então a fazê-lo tão bem que as pessoasse sintam felizes em lhe pagar para que faça.”Walt Disney
  7. 7. RESUMOA coleção, “Negro é Lindo” tem como propósito apresentar todas as etapas usadasno planejamento de uma coleção. O objetivo desta é trazer a discussão acadêmica àmetodologia do planejamento e da criação de uma coleção. A construção foi estabe-lecida por meio de leituras e reflexões teóricas, bem como observações comporta-mentais do público escolhido e do mercado que atende suas necessidades. Trazen-do definições de design, produto e as etapas de planejamento, essa coleção tem umapelo cultural e artístico voltado ao público negro.Palavras-chaves: Negros, Metodologia de Desenvolvimento de Coleção, arte, cultu-ra, design, produto.
  8. 8. ABSTRACTThe collection, "Black is Beautiful" aims to present all the steps used in planning acollection. The purpose of this is to bring the academic discussion of themethodology of planning and creating a collection. The construction was establishedthrough readings and theoretical reflections as well as behavioral observations of thechosen audience and the market that meets your needs. Bringing definitions ofdesign, product and planning stages, this collection has an appealing cultural andartistic geared towards black.Keywords: Black, Collection Development Methodology, art, culture, design,product.
  9. 9. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO.............................................................................................102. BRIEFING....................................................................................................11 2.1 Perfil Da Empresa...........................................................................11 2.2 Quem Somos..................................................................................11 2.3 Público Alvo....................................................................................123. DESENVOLVIMENTO................................................................................13 3.1 Planejamento De Coleção..............................................................13 3.1.1 Reunião De Planejamento................................................13 3.1.2 Cronograma......................................................................14 3.1.3 Mix De Produto/ Mix De Moda..........................................14 3.1.4 Pesquisa De Tendências..................................................15 3.2 Inspiração............................................................................16 3.2.1 Painel De Inspiração.........................................................16 3.2.2 História Da Arte.................................................................17 3.2.3 História Da Indumentária..................................................19 3.3 Cartelas De Cores/ Aviamentos/ Tecidos......................................25 3.3.1 Cores................................................................................25 3.3.2 Aviamentos.......................................................................26 3.3.3 Tecidos.............................................................................26 3.4 Design De Produto.........................................................................27 3.4.1 Desenhos.........................................................................27 3.4.2 Esboços............................................................................27 3.4.3 Desenho De Moda............................................................28 3.4.4 Desenho Técnico..............................................................30 3.4.5 Estampas e Bordados......................................................33 3.4.6 Ficha Técnica...................................................................35 3.5 Lançamento/ Divulgação................................................................37 3.5.1 Release.............................................................................37 3.6 Visual Merchandising......................................................................38 3.7 Contabilidade E Custos..................................................................39METODOLOGIA ...........................................................................................42CONCLUSÃO..................................................................................................43REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................44ANEXOS..........................................................................................................46APÊNDICES....................................................................................................54
  10. 10. 101. INTRODUÇÃO A moda de uma forma romântica de ver é uma representação artística de ex-pressar sentimentos e despertar sentidos seguindo ou não as tendências sugeridas.Como designer sei, que desenvolver um produto é muito mais que projetar algo quesatisfaça uma necessidade e que estimule prazer, tenho que ter a ciência de que amoda é um fenômeno sociocultural que influencia cada vez mais as pessoas e omundo em si. Pensando nisso que nesse Trabalho de Graduação Interdisciplinar temcomo propósito planejar uma coleção que deixe bem claro essa minha visão. Para a concepção da coleção “Negro é Lindo” foram feitas análises sobre ahistória do negro no Brasil, sobre o crescimento do mercado direcionado ao públiconegro e do interesse dos consumidores por esses produtos, contradizendo o quedisse um agente do jornal inglês Daily Mail, que por sinal gerou muita polêmica, on-de diz: “os negros no Brasil são pobres e não consomem moda”. E após essas cole-tas a coleção foi desenvolvida dentro da metodologia utilizada para o planejamentode uma coleção. Com peças urbanas, feitas de tecidos com composição de algodão e utilizan-do materiais alternativos, trago em cada peça não só a cultura afro, mas também arepresentação do artesanato contemporâneo. A modelagem feminina é feita comriscos simples e mais amplos, o que nos remete aos estilos usados nos anos 70,época em que chegou ao Brasil o movimento negro mais popular iniciado no EUA, oBlack-Power. Já as peças masculinas são inspiradas no estilo old school que utilizamuito as camisetas com estampas expressivas. O uso das cores é uma das caracte-rísticas da marca e não podem ficar de fora nessa coleção, que traz uma cartela ins-pirada nos estilos musicais afro. O objetivo desse projeto é mostrar uma nova opção de mercado e de produtoscom grande demanda e aceitação, mas ainda com grande falta de interesse e quali-ficação. Tenho um comprometimento sustentável, que explora os três campos: culturalcom o fornecimento das informações sobre cultura; econômico que leva a um cres-cimento sólido e permanente e ambiental onde uso materiais naturais e alternativos,procurando assim agredir o menos possível o meio ambiente.
  11. 11. 112. BRIEFING O briefing tem como objetivo deixar claro o conceito da coleção, ele possibilitarefletir sobre o produto em relação ao mercado e principalmente em relação ao con-sumidor. No briefing estão presentes informações que direcionarão na criação dos pro-dutos, pois ele é um painel onde estão presentes as cores, texturas, formas e váriasoutras informações importantes.2.1 PERFIL DA EMPRESAEmpresa: Etnia2.2 QUEM SOMOS A grife Etnia foi criada de forma simples, visando atender a procura do negropor produtos de moda que o represente, que sejam desenvolvidos de acordo com oseu tipo físico, seu tom de pele e a sua cultura. Além da preocupação cultural, também temos uma preocupação com o mun-do em que vivemos, por isso utilizamos alguns materiais alternativos que para muitosão taxados como lixo, unido assim design e artesanato.
  12. 12. 122.3 PÚBLICO ALVO Nosso mercado potencial é constituído por homens e mulheres entre a faixaetária de 20 a 35 anos, na grande maioria, afrodescendentes que se identificam coma marca e os produtos apresentados.
  13. 13. 133. DESENVOLVIMENTO3.1 PLANEJAMENTO DE COLEÇÃO Para se planejar uma coleção é preciso estar atento não só as tendências,mas sim em todo o mundo ao seu redor, pois uma coleção não se restringe apenasa cartela de cores, aviamentos e tecidos. Ela tem que atender as necessidades eexpectativas do público alvo, além de passar a identidade da marca, criando assimfidelidade. O planejamento de uma coleção deve estar alinhado aos objetivos da em- presa. Não se restringe à cartela de cores, a tecidos e aviamentos. É um processo muito mais complexo, pois envolve as necessidades do consumi- dor, as necessidades e o foco da empresa, cronograma de atividades, pro- cessos de desenvolvimento de produto, custos diretos de produtos, pesqui- sa de tendências de consumo e tendências de moda. Além disso, a empre- sa deve se manter fiel ao estilo da marca, isto é, ter uma identidade que fa- ça com que o consumidor crie vínculos com ela. Deve se concentrar em ati- vidades que resultem no desenvolvimento de uma coleção adequada ao público-alvo, dentro de suas expectativas. (Valeska Nakad: 2010,p.10) O planejamento de uma coleção se dá a partir de um conjunto de informaçõescolhidas por todos os departamentos que compõem a empresa e essas são apre-sentadas na reunião de planejamento.3.1.1 REUNIÃO DE PLANEJAMENTO A reunião de planejamento é o primeiro passo para o desenvolvimento de umacoleção, nela estão presentes os diretores da empresa, os gerentes de marketing,comerciais, de produção e os estilistas. De acordo com Treptow (2007 apud Pires 2000) a reunião de planejamento:“visa definir a quantidade de peças que a coleção terá a distribuição das peças nomix de produtos, o cronograma, tempo de comercialização, capital de giro disponívele potencial de faturamento”. Em março foi feita uma reunião de planejamento onde foi definido o tema e e-laborado um cronograma, organizando todas as atividades que terá termino na pri-meira semana de setembro.
  14. 14. 143.1.2 CRONOGRAMA Um cronograma é uma tabela que varia de acordo com a realidade de cadaempresa e pode ser livremente adaptado, é elaborado geralmente pelo o diretor daempresa e serve para organizar todas as atividades previstas e estipular as datas deexecução. Segundo Treptow (2007) a elaboração dele é muito importante em qualquerprojeto para que seja concluído dentro do prazo estipulado, por isso é necessárioque seja seguido à risca. Abaixo podemos ver o cronograma seguido para o desenvolvimento dessa co-leção.3.1.3 MIX DE PRODUTO/ MIX DE MODA O mix de produto define quais serão os produtos oferecidos na empresa, elefica aberto a alterações, permitindo que seja reduzido ou ampliado. Ao elaborar-se uma coleção deve-se considerar qual o mix que a empresa já possui e definir, na reunião de discussão, se será mantido, reduzido ou ampliado. Caso o mix sofra alterações, o designer ou profissional de marke- ting deverão argumentar qual produto sugere que seja incluído ou retirado do mix da empresa. (Treptow:2007) O mix de moda divide esses produtos em três categorias (básico, fashion evanguarda). O que define o tamanho de uma coleção são as estratégias de comercializa-ção adotadas pela empresa.
  15. 15. 15MIX DE PRODUTO / MIX Básico Fashion Vanguarda TotalDE MODA (vestuário)Short 1 0 2 3Vestido 1 0 1 2Calça fem. 1 0 1 2Regata 2 0 0 2Saia 0 0 2 2Blusa 0 0 1 1Bermuda 2 0 0 2Camiseta 1 0 3 4Calça masc. 1 1 0 2Total 9 1 10 20 45,00% 5,00% 50,00% 100,00%MIX DE PRODUTO / MIX Básico Fashion Vanguarda TotalDE MODA (acessórios)Colares 0 0 4 4Cabelo 0 0 2 2Brincos 2 0 2 4Calçados 0 0 2 2Total 2 0 10 12 16,00% 0,00% 84,00% 100,00%3.1.4 PESQUISA DE TENDENCIAS Para o estilista a pesquisa é uma coisa que tem que ser constante para quese de inicio ao processo de criação. A pesquisa de tendências, no entanto é importante para o desenvolvimento deuma coleção porque serve de suporte para atender as necessidades que estão emevidência. Pesquisa de tendência: consiste na construção de conceitos e ideias atra- vés da coleta de informações da investigação de comportamento. A indús- tria têxtil transforma as informações em conjuntos de elementos, a cerca de perfis, estilos que serão tendências ou organiza características e elementos para cada perfil e estilo de vida diferente. (Braga: 2007) Com o tempo a algumas empresas perceberam a exigências do mercado e di-recionaram seus produtos a um público especifico com isso novas estratégias sefazem necessárias, pois esses consomem por afinidade, sendo assim, os temas sãodesenvolvidos de acordo com o estilo de vida do público direcionado. De acordo com Vicente-Richard (1989) a indústria percebeu que não poderiamais ir só em direção do mercado usando as tendências para “guiá-lo”, notou que o
  16. 16. 16público está cada vez mais exigente, a fim de ditar a moda, de acordo com as suasafinidades. Começaram então a ditar cada vez menos tendências especificas e su-gerem temas que se enquadra ao estilo de vida desses consumidores. Foram feitas pesquisas de tendências, porém os produtos não são sazonais,por tanto essas pesquisas não influenciaram diretamente nas escolhas para a defini-ção do tema e desenvolvimento da nossa coleção.3.2 INSPIRAÇÃO A inspiração pode vir de qualquer lugar. Sendo assim, o designer tem que es-tar sempre atento ao seu redor. Treptow (2007 apud Jones 2002) que mostra bem isso, que o designer devemanter os olhos e os ouvidos atentos aos lugares por onde passa, as coisas que vêe ouve e acima de tudo deve observar as mudanças que acompanham a sociedade. É a partir dessa inspiração que o designer ou a equipe de criação tem que tersensibilidade para definir o tema. A coleção é inspirada na beleza do negro, na forma diferenciada que ele seveste, na cultura musical afro, nas representações artísticas contemporâneas e nascores do Brasil.3.2.1 PAINEL DE INSPIRAÇÃO
  17. 17. 173.2.2 HISTÓRIA DA ARTE De acordo com Treptow (2009) coleção é um conjunto de produtos previstospara determinada época do ano, esses produtos possuem harmonia entre si. E ge-ralmente a relação é de acordo com o tema escolhido, o público que a empresa a-tende e a identidade da marca. A coleção, “Negro é Lindo”, se divide em dois segmentos: um masculino que évoltado para a música negra e um feminino que é voltado para a beleza das orna-mentações afro, no modo diferenciado do negro se vestir. Feita com tecidos de composição de algodão e materiais alternativos (que pa-ra muitos são taxados como lixo), como discos de HD, retalhos de tecidos, garrafaspets e componentes de uma televisão, a coleção tem como referência a história dacriadora, que sempre teve uma vivência com o artesanato, que cresceu vendo a mãee a avó costurando, crochetando e tricotando, além de um grande entendimento coma sua cultura e descendência. As obras da artista plástica Taís Ribeiro, assim como sua história, possuemmuita ligação com a coleção apresentada, nela é possível encontrar detalhes emcrochê, riscos simples e um embasamento histórico resgatado da infância. Em uma entrevista (LOPES, 2011) a artista comenta “tinha uma profunda a-tração pelas amostras de crochê de minha mãe, pelos carretéis de linha, pelas má-quinas de costura e tricô...”. As peças da coleção assim como as obras da artista, são expressas com opo-sições de cores que se contrastam entre si, contraste também que ocorre entre apele negra e elas. Atendendo assim o interesse público direcionado, que tem em seuhistórico um fascínio por cores. Produzidos de forma artesanal os produtos da coleção “Negro é Lindo” deixaclaro a quem os consome, os sentimentos de quem os criou, assim com as obras daTaís que relatou na mesma entrevista que seu trabalho começa a partir do momentoque se apaixonou por algum material. A importância dessa coleção para a moda é que foge da sazonalidade e pas-sa a ser um produto menos efêmero, que traz em cada peça uma história, umaconscientização e um apelo artístico, sustentável e cultural.
  18. 18. 18Flor grande mole. Tais Ribeiro Laranja mole. Tais Ribeiro
  19. 19. 193.2.3 HISTÓRIA DA INDUMENTÁRIA Pinturas e documentos que retratam os negros na época que foram trazidospara o Brasil, numa viagem sem volta, podemos perceber que sempre houve umaforma diferenciada de se apresentar, tanto em relação as cores como nas ornamen-tações. Johann Moritz Rugendas_Viagem Pitoresca ao Brasil_ 1835 Jongo-Rugendas Joham Moritz Rugendas _Festa de Nossa Senhora do Rosário a Padroeira dos Negros
  20. 20. 20 É cada vez mais significativo o número de brasileiros que vem dando aten- ção à necessidade fundamental de olharmos a nossa história também a par- tir da perspectiva dos descendentes dos africanos, que aqui apontaram ao longo de séculos e que se panaram definitivamente na formação da nossa identidade. Araújo (2005) Essa citação é comprovada com os vários movimentos negros, que originarammuitos estilos que marcaram ainda mais essa diferenciação. Nos anos 70 chegou ao Brasil o movimento mais difundido mundialmente, oBlack-Power, onde além dos estilos diferenciados na indumentária também apresen-taram maior aceitação dos negros com os suas diferenciações físicas e culturais.
  21. 21. 21 No final dos anos 80 começo dos 90 começa no Brasil, mais precisamente emSão Paulo o movimento Hip-hop onde apresentou novas mudanças.
  22. 22. 22
  23. 23. 23 Nos dias de hoje os negros juntam na sua forma de se vestir trajes diversosque acabam contando sua história por apontarem traços e componentes que assu-mem a sua ancestralidade.
  24. 24. 24
  25. 25. 253.3 CARTELAS DE CORES/ AVIAMENTOS/ TECIDOS As cartelas devem ser elaboradas de acordo com o tema escolhido e as corese materiais oferecidos pelos fornecedores. De acordo com Treptow (2007) a cartela de cores para ter melhor visualizaçãode ve ser apresentada sobre o fundo branco respeitando uma margem de 1cm entreuma cor e outra. É muito importante que essas cores sejam apresentadas com nomes ou códi-gos. O tecido é a principal matéria-prima de uma confecção. E a cartela de tecidosvisa mostrar os materiais uados na coleção. A cartela de tecidos é feita com amostras dos tecidos utilizados apresentandoas texturas, composições e espessuras. Esses tecidos devem estar de acordo com aestação e o tema proposto. Para uma coleção equilibrada em tecidos e cores recomenda-se que o desig-ner desenvolva uma tabela, onde cruza as informações, para avaliar se todas as co-res propostas na cartela de cores estão sendo utilizadas nos tecidos escolhidos.(TREPTOW: 2007, p.126) Os aviamentos compõem as peças podendo ter função componente ou funçãodecorativa, além de ter visibilidade aparente ou não aparente.3.3.1 CORES As cores são inspiradas nos estilos musicais afro.
  26. 26. 263.3.2 AVIAMENTOSFUNÇÃO VISIBILIDADEComponente Decorativo Aparente Não Aparente  Linhas100% algo-  Etiqueta externa  Botões.  Entretela. dão; informando local  Etiqueta de com- de origem. posição, de tama- nho e de CNPJ;  Etiqueta de instru- ções de conser- vação.Fonte: Treptow (2007, p. 130)3.3.3 TECIDOS Pensando em agredir menos o planeta em que vivemos todos os tecidos utili-zados são de composição de algodão.
  27. 27. 273.4 DESIGN DE PRODUTO3.4.1 DESENHOS Desenhar é muito importante para os profissionais que decidem trabalhar comcriação. Após a definição do tema, elaboradas as cartelas de cores, tecidos e aviamen-tos, inicia-se uma nova etapa para o designer, a da criação dos modelos. A partirdesse momento são elaborados propostas através de rabiscos que são denomina-dos esboços.3.4.2 ESBOÇOS Para se chegar a uma peça final são precisos vários esboços para que sepossa amadurecer a ideia. Um esboço não tem compromisso estético ou comercial. TREPTOW (2007,p.140) diz que: “[...] ele serve para que o designer transfira para o papel, de maneirarápida, uma série de ideias. Muitas vezes pode ser apenas um lado da peça dese-nhando (direito ou esquerdo) ou mesmo uma anotação por escrito”. Foram feito vários esboços para que definíssemos os produtos finais.
  28. 28. 283.4.3 DESENHO DE MODA O desenho de moda ou croqui é um tipo de desenho estilizado que usa a es-trutura humana como base. Geralmente as pequenas e micro confecções acabampor não usá-los. De acordo com TREPTOW (2007) a utilização do croqui é importante para queos departamentos de marketing e vendas consigam visualizar o produto e as combi-nações existentes entre as peças da coleção. Ela também mostra que o quão é im-portante essa representação em manequins, pois com as posturas, a composiçãodos acessórios e as combinações é que o designer transmite a relação das peçascom o tema.
  29. 29. 29
  30. 30. 303.4.4 DESENHO TÉCNICO Os desenhos técnicos apresentam as peças de forma simétrica e especificamos detalhes da peça, como costura posição dos aviamentos, pences, aberturas, re-cortes, etc. Ele tem como objetivo auxiliar os departamentos de modelagem e pilotagem,por isso a importância de se desenhar frente e costas com todos os detalhes. TREPTOW (2007) resalta que não utilização de cores e que nos casos quenas peças que apresentam composições de várias cores, essas devem vir especifi-cadas por escrito cada cor a ser confeccionada.
  31. 31. 31
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  33. 33. 333.4.5 ESTAMPAS E BORDADOS Numa coleção as estampas podem aparecer de duas formas corridas sobre otecido estampado ou localizadas que aparecem em lugares específicos. E o borda-dos aparecem da mesma forma que as estampas localizadas. TREPTOW (2007) alerta que para se desenvolver um bordado ou estampa éde extrema importância observar as tecnologias disponíveis. Nessa coleção utilizamos estampas corridas e localizadas como podem servistas abaixo: Estampas Localizadas
  34. 34. 34Estampas Corridas
  35. 35. 353.4.6 FICHA TÉCNICA A ficha técnica é um documento que é dividido em duas partes: uma que vaipara o departamento comercial onde contém informações administrativas e que auxi-liam nas compras, formação de preço, cálculos de insumo necessários, etc. e outraque contém o desenho técnico e as informações para a confecção do produto. TREPTOW (2007, p.165) diz que: O preenchimento da ficha técnica é, geralmente, tarefa destinada a assis- tente do designer ou estagiários, mas a supervisão desse trabalho é res- ponsabilidade do designer ou do setor de engenharia do produto. Erros ou falta de precisão no preenchimento dos dados da ficha técnica podem acar- retar inúmeros problemas, como compra errada de insumos (referências trocadas, quantidade excedente ou insuficiente) e falhas na determinação de custo do produto.
  36. 36. 36
  37. 37. 373.5 LANÇAMENTO/ DIVULGAÇÃO3.5.1 RELEASE É um texto de linguagem jornalística onde é usado para fazer uma apresenta-ção a imprensa. Esse texto é apresentado para divulgação da coleção, dos eventosde lançamento e etc. TREPTOW (2007) define release como textos de divulgação, que normalmen-te são acompanhados de fotos enviados à imprensa. No dia 05 de setembro a grife Etnia apresenta na Casa das Caldeiras a novacoleção Primavera-Verão 2012/2013, Negro é Lindo. A coleção se divide em doissegmentos: As peças masculinas são voltadas para a música negra e as femininastrazem a beleza das ornamentações afro, no modo diferenciado do negro se vestir.As peças são limitadas, feitas de forma artesanal, como materiais de composiçãonatural e materiais alternativos.
  38. 38. 383.7 VISUAL MERCHANDISING A venda dos produtos é feita pela loja virtual presente no nosso site.
  39. 39. 394. CONTABILIDADE E CUSTOS Volume de Produção Produto MensalCamisetas 30Bermudas masc. 10Calças masc. 5Vestidos 3Regatas 15Shorts 5Saias 5Calças fem. 6Colares 8Brincos 8Acessórios de cabelo 6Calçados fem. 4 Preço de venda UnitárioCamisetas R$ 45,00Bermudas Masc. R$ 80,00Calças Masc. R$ 85,00Vestidos R$ 90,00Regatas R$ 49,90Shorts R$ 70,00Saias R$ 60,00Calças fem. R$ 80,00Colares R$ 69,90Brincos R$ 35,00Acessórios de cabelo R$ 40,00Calçados fem. R$ 120,00
  40. 40. 40 Tempo Despendido na Produção Corte e Costura Acabamento Unitário(h/m) Total(h/m) Unítario(h/m) Total(h/m)Camisetas 0,3 9 0,15 4,5Bermudas masc. 0,5 5 0,2 2Calças masc. 1,1 5,5 0,25 1,25Vestidos 0,5 1,5 0,2 0,6Regatas 0,3 4,5 0,1 1,5Shorts 0,3 5 0,25 1,25Saias 0,05 2,5 0,15 0,75Calças fem. 0,75 6,9 0,2 1,2Colares 2,2 17,6 0,1 0,8Brincos 0,3 2,4 0,05 0,4Acessórios de cabelo 2,1 12,6 0,15 0,9Calçados fem. 3,2 12,8 0,3 1,2Total 12,7 85,3 210 16,35Custos Diretos Bermudas Calças por Unidade Camiseta Vestidos Regatas shorts masc. masc.Tecido 5 7 10 12 3 4,5Aviamentos 0,5 2,5 2,5 0,5 0,25 2,25Mão-de -ObraDireta 3 7 7 6 2 6,5Total 8,5 16,5 19,5 18,5 5,25 13,25 Acessórios Calçados Saias Calças fem. Colares Brincos de cabelo fem. 8 8 - - 3 1 0,5 3 6 3 2 8,7 5 7 8 4 4 12 13,5 18 14 7 9 21,7 Custos IndiretosAluguel R$ 150Energia elétrica R$ 80Depreciação R$ 100Material de consumo R$ 200Seguros R$ 50Total R$ 580
  41. 41. 41 Custo de Mão-de Obra Direta Unitário ($) Total ($) % Camisetas 30 R$ 3,00 90 17,06% Bermuda masc. 10 R$ 7,00 70 13.72% Calça masc. 5 R$ 7,00 35 6.82% Vestidos 3 R$ 6,00 18 3.52% Regatas 15 R$ 2,00 30 5.88% Shorts 5 R$ 6,50 30,5 6.27% Saias 5 R$ 5,00 25 4.90% Calças fem. 6 R$ 7,00 42 8.23% Colares 8 R$ 8,00 64 12.54% Brincos 8 R$ 4,00 32 6.27% Acessórios de cabelo 6 R$ 4,00 24 4.70% Calçados fem. 4 R$ 12,00 48 9.41% Total 105 R$ 71,50 510 100.00% Quadro Resu- Bermudasmo Camisetas masc. Calças masc. Vestidos Regatas ShortsCustos diretos 8.50 16,5 19,5 18,5 5,25 13,25Custos indiretos 102.00 79 39 20 34 36Custo total 110.50 95,5 58,5 38,5 39,25 49,25Preços de ven-da$ R$ 45 R$ 80 R$ 85 R$ 90 R$ 49,9 R$ 70Lucro brutounitário $ R$ 65.50 15,5 26,2 51,5 10,65 20,75Margem % 45% 19% 31% 57% 21% 29%Ordem lucrativi-dade (1º, 2º ou3º) 1º 2º 1º 1º 1º 1º Acessórios Calçados Saias Calças fem. Colares Brincos de cabelo fem. 13,5 18 14,9 7 9 21,7 28 47 72 36 27 54 41,5 65 86 43 36 78,7 R$ 60 R$ 80 R$ 69,90 R$ 49,90 R$ 40 R$ 120 R$ 18,50 R$ 15 R$ 16,10 R$ 6,90 R$ 4 R$ 21,30 30% 18% 23% 13% 10% 17% 1º 2º 1º 2º 3º 2º FONTE: Matins,Eliseu.Contabilidade de custos.São Paulo,Atlas,2009
  42. 42. 42METODOLOGIA A realização desse trabalho se deu através de pesquisas em site, livros, revis-tas, documentos acadêmicos e visitas técnicas. Todo esse processo ajudou nas co-letas de dados sobre o tema e também sobre o público alvo. Os livros utilizados foram obtidos em bibliotecas públicas e privadas, além demateriais presentes em meu acervo pessoal. A compra dos materiais foram feitas na região da R. 25 de março e na regiãodo Brás. Não tive problemas em encontrar os materiais desejados. O processo de desenvolvimento dos produtos foi realizado por mim de formamanual e utilizando de ferramentas tecnológicas com máquina de costura e um amini furadeira. A sandália apresentada foi customizada, mas passou por processo de lixageme pintura manual, o laço foi costurado na máquina. O colar com discos de HD foi o único a ter uma das etapas com processostecnológicos, os demais foram feitos totalmente de forma artesanal. Não houveram grandes dificuldades para o desenvolvimento das peças, nempara a elaborar a coleção dentro do tema escolhido, porém no desenvolvimento doprojeto escrito foram encontradas algumas dificuldades. Mas com muito esforço ededicação o projeto foi concluído.
  43. 43. 43CONCLUSÃO A realização desse trabalho prova que a frase citada no inicio do agente dojornal inglês Daily Mail não corresponde com a verdade. A coleção mostra que o ne-gro consome moda sim, mas o que ocorre é que na indústria da moda, tanto nacio-nal quanto internacional, ainda são encontrados problemas nos produtos apresenta-dos, as analises que realizei as cartelas de cores apresentadas para a próxima tem-porada de Primavera-Verão vem com quase todas as cores em tons pasteis e maissóbrias, o que durante as pesquisas que realizei não condiz com a preferência dosnegros na hora de se produzirem, que dão preferência a cores fortes que contrastamcom o seu tom de pele. O mercado da moda direcionado ao público negro vem aumentando, devidotambém a maior aceitação do negro com si próprio. Por isso a importância de apoiare desenvolver produtos que atendam essa demanda, traçando assim um novo dire-cionamento para o mundo da moda. O objetivo dessa coleção é mostrar que esses novos produtos de moda de-vem ser mais explorados para que tomem as ruas com personalidade.
  44. 44. 44REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASARAÚJO, Emanuel. Brasileiro, Brasileiros. São Paulo: Prefeitura da Cidade de SãoPaulo, 2005ARMSTRONG, Gary e KOTLER, Philip. Princípios de marketing. 9.ed. São Paulo:Pearson Education, 2003.BRAGA, Iara Mesquita da Silva. Pesquisa e Criação em Moda. Buenos Aires, Ar-gentina: Actas de Diseño Nº11, 2011.ESTADÃO. http://blogs.estadao.com.br/divirta-se/tag/feira-preta/FEGHALLI, Marta Kasknar; DWYER, Daniela. As engrenagens da moda. Rio deJaneiro: Ed. Senac Rio, 2004.Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadahttp://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=8471&catid=159&Itemid=75KOTLER, Philip. Marketing de A a Z: 80 conceitos que todo profissional precisasaber. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.LOPES, Rosana de Oliveira. O ensino da arte: a relevância da escolha de ima-gens para o desenvolvimento da apreciação estética e aquisição de cultura.USP – Maria Antonia, 2011.MUNARI, Bruno. Das coisas nascem coisas, São Paulo: Martins Fontes, 2002O Confeccionista. Entrevista: Valeska Nakad. Ano 1 n°4, rev. Janeiro/ fevereiro2010, p. 10-12SEBRAE. Guia do Empreendedor. SEBRAE/PB, 2005
  45. 45. 45SERRA, F. A. R. TORRES, M. C. S. e TORRES, A. P. Administração Estratégica:conceitos, roteiro prático e casos. Rio de Janeiro : Reichamnn e Affonso Editores,2004.TREPTOW, Doris. Inventando moda: planejamento de coleção. 3. ed. Brusque:D. Treptow, 2007.VICENT-RICHARD, Françoise. Espirais da moda. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1989.
  46. 46. 46ANEXOS1. MS NOTÍCIAS: Pesquisa do Ipea diz que mais brasileiros se assumem ne-grosNa opinião da coordenadora de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial deMato Grosso do Sul (Cppir/MS), Raimunda Luzia de Brito, os brasileiros estão seassumindo negros devido a sua autoestima e também por ter grandes personalida-des negras no poder. "O presidente (dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama),da maior potência do mundo é negro. O atleta do século (Edson Arantes do Nasci-mento), Pelé é negro e brasileiro. Então, a autoestima do negro foi levantada. O quefaltava muito era referência", explica Brito ao comentar sobre a divulgação do estudo"Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira", pelo Instituto de PesquisaEconômica Aplicada (Ipea).A pesquisa divulgada pelo Ipea na ultima quinta-feira (23), em Brasília (DF), mostraque mais brasileiros estão se assumindo como negros.Raimunda Brito diz que é importante também ressaltar que a população negra e in-dígena aumentou nos últimos anos. Segundo ela, as pessoas estão se amandomais. "Então elas se assumem. Hoje é importante você ver o adolescente se assu-mir como negro. Porque ele tem referências". Ela ainda cita como grande referênciapara o movimento negro, o nome da ministra da Secretaria de Políticas de Promoçãoda Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República, a socióloga gaúcha Lui-za Bairros. "A nossa meta é trazê-la ao Mato Grosso do Sul. Porque nós estamos noAno Internacional dos Afrodescendentes".CensoDe acordo com as informações do Ipea, os dados do Censo 2010, que começaram aser divulgados no final do ano passado, revelam que houve uma mudança significa-tiva na configuração da população brasileira ao longo do século. As transformaçõesforam registradas em todas as regiões do país e em todos os grupos sociais e raci-ais, embora com diferentes velocidades. Uma delas, no entanto, chamou atenção noúltimo levantamento apresentado: pela primeira vez na história do Censo, as pesso-as que se declaram brancas são menos da metade da população.Pela classificação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 97 mi-lhões de pessoas se dizem negras (pretas ou pardas) contra 91 milhões de pessoas
  47. 47. 47brancas. Outras cerca de 2,5 milhões se consideram amarelos ou indígenas. Osbrancos ainda são a maioria (47%) da população, mas a quantidade de pessoas quese declaram assim caiu em relação a 2000. Em números absolutos, foi também aúnica categoria que diminuiu de tamanho. Como resultado, a taxa de crescimento dapopulação negra na última década foi de 2,5% ao ano e a da branca aproximou-sede zero.EstudoSegundo o estudo "Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira", divulga-do na quinta-feira (12) pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), doisfatores devem ter contribuído para essa reviravolta. Primeiro, nota-se um aumentodo número de pessoas que agora se declaram pardas e que antes preferiam dizerque eram brancas. Segundo, apesar de uma queda geral na taxa de fecundidadedas brasileiras, as mulheres negras ainda são as que mais têm filhos."A cada Censo, observamos um número maior de pessoas se declarando pardas.Há um enegrecimento da população brasileira por causa de uma maior valorizaçãodas suas condições raciais e étnicas", ressaltou Ana Amélia Camarano, autora doestudo. "A valorização dos negros se deve não apenas a políticas do governo, mastambém a ações do movimento negro que datam de décadas e que ganharam corponos últimos anos", completou."O grande aumento da população brasileira nos últimos dez anos foi devido ao au-mento da população negra", disse Mário Theodoro, secretário-executivo da Secreta-ria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial. "Isso mostra em uma parte cres-cimento democráfico maior e por outro o maior reconhecimento dos negros comotais, como cidadãos pretos ou pardos. A população está se sentindo mais pertencen-te a esse grupo."O número médio de filhos tidos por uma mulher negra ao final da vida reprodutivapassou de 2,7 filhos para 2,1. Entre as brancas, essa taxa caiu de 2,2 para 1,6. Nosdois casos, a taxa de fecundidade ficou abaixo do nível de reposição, o que ressaltaum envelhecimento da população.Também fica muito clara uma diferença na mortalidade entre os grupos. As mortesentre os brancos estão mais concentradas nas idades avançadas e são resultado deneoplasias (câncer). Já entre os negros morre-se mais entre os jovens de 15 a 29anos, principalmente entre os homens, por conta de causas externas, como aciden-
  48. 48. 48tes e mortes violentas (agressões).As mortes por causas externas são muito mais comuns entre a população masculi-na. Entre os negros, as principais causas de óbito são os homicídios e, entre osbrancos, os acidentes de trânsito."A violência entre os jovens negros explodiu nos últimos anos", afirmou disse MárioTheodoro. "De 98 para 2008, uma diferença que era de 30% entre as mortes de jo-vens brancos e de jovens negros passou para 140%. Todo o aumento nessa faixase deu com a população negra. Pode ser que a população negra esteja sendo maisafeta à violência até por questões de preconceito e de discriminação não só da polí-cia como de toda a criminalidade."Os aspectos da mortalidade no Brasil foram mudando ao longo dos anos. Houveuma queda importante nos óbitos por doenças infecto-parasitárias, o que demonstrauma melhora na qualidade de vida da população, enquanto as mortes por doençascardiovasculares e causas externas aumentaram, o que ressalta uma mudança im-portante na rotina do brasileiro.E, independentemente do sexo ou da raça, as doenças do aparelho circulatório fo-ram as que mais mataram brasileiros. Elas representaram 28,5% dos óbitos dos ho-mens brancos e 25% dos homens negros. Entre as mulheres, a proporção ficou emtorno de 33% nos dois grupos.Também vale ressaltar o aumento considerável das mortes por acidentes de trans-porte, que hoje representam 35,3% das mortes por causas externas entre os bran-cos e aproximadamente um quarto entre os negrosIpea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada2. ENTREVISTA COM TAIS RIBEIRO1) Desde de quando se interessa por arte?Olha, eu sempre gostei de desenhar, desde que me lembro.E tinha preferência por desenho de observação, mesmo quando criança.Achava complicado inventar desenhos, embora fizesse isto às vezes.Além disto, acho importante comentar que eu tinha uma profunda atração pelas a-mostras de crochê de minha mãe, pelos carretéis de linha, pelas máquinas de costu-ra e tricô...
  49. 49. 49Eu brincava com estas coisas por horas, sozinha e quietinha, desde muito pequena.2) Como é o seu processo de criação?Não costumo fazer projetos, maquetes, testes, essas coisas.Normalmente, começo um trabalho por algo que me apaixone.Pode ser uma linha de uma certa cor, um tecido de uma certa textura, um desenhode alguma toalha.Penduro este primeiro fragmento no meu compensado de madeira e a partir de"conversas" com este primeiro passo, estabeleço o que vem a seguir.Normalmente, só escolho um passo adiante. Vez ou outra, consigo vislumbrar maisde uma ação, mas é raro.Tenho uma incrível necessidade de ver a coisa pronta pra entender como se porta.3) Por exemplo, nos trabalhos apresentados na exposição Tripé, você intitulou ostrabalhos de acordo com algum elemento marcante neles, estou certa? Foram esteselementos que conduziram a produção ou foram colocados depois e se tornaramfortes por acaso?Está certíssima. A história desses títulos, em especial, é bastante curiosa.Falei de leve sobre isto nos e-mails que enviei pro Josué.A princípio, os trabalhos desta série não tinham títulos.Pra conseguir me localizar melhor entre tantos "sem título", escolhi algum elementode cada um e usei como referência, sobretudo nos nomes dos arquivos das imagensdigitalizadas.Conversando com o Zé Bento Ferreira, que escreveu sobre o meu trabalho quandoexpus no CCSP, ele sugeriu que usasse essas referências como títulos e eu gosteida ideia.Achei absolutamente adequado para aquela etapa de minha pesquisa.Então, a escolha dos títulos foi posterior; não necessariamente foram trabalhos quecomeçaram pelos elementos que os nominam.Nem posso dizer que eles foram determinantes pro conjunto porque, uma vez inicia-da a produção, todos os elementos se influenciam. O resultado acontece pela rela-ção de todos os elementos.4) Que artista inspira você?
  50. 50. 50Muitos artistas me inspiram, ainda que não tenham necessariamente a ver com aminha pesquisa.Iberê, por exemplo. Não sou essa expressionista trágica, mas a paixão que ele tinhapelo trabalho, a ligação dele com a produção, me inspira.Adoro Mira Schendel e Amílcar de Castro. Não importa quantas retrospectivas fa-çam, irei a todas.E vejo conexões com o meu trabalho, embora com resultados diferentes.Chorei, de verdade, em uma exposição do Morandi, anos atrás, no MASP.Também chorei em uma do Piranesi, anos atrás, na Pinacoteca.Estes são os primeiros que me vêm, os velhinhos. :)Gosto de gente mais nova também, mas preferi colocar os 5 primeiros que me vie-ram à mente.5) os materiais que utiliza, tecidos, linhas, toalhinhas de crochê, eram seus ou vocêcompra para fazer o trabalho?No caso dos crochês e tricôs, produzo a maioria de acordo com a necessidade dostrabalhos.Vez ou outra, uso algum que eu tenha ganhado.Tecidos e linhas, alguns eu ganho, outros eu compro.Eventualmente, também uso tinta! :)Compro pigmentos e preparo com verniz acrílico.6) A linha é um fio condutor para sua obra?Sim. Seja qual for a linguagem, minha produção sempre tem conotação extrema-mente gráfica.7) O que você está fazendo atualmente?Tenho desenhado bastante e feito trabalhos que continuam a pesquisa do Tripé.Estou fazendo um grande e dois pequenos.É um processo lento por natureza, que se torna mais lento por eu ter que trabalharfora.Vida corrida!Ah, os títulos!
  51. 51. 51Nunca gostei de dá-los, e por muito tempo, meus trabalhos eram "Sem título".Depois, considerei que "Sem título" também é um título - e pouco prático por nãodistinguir os trabalhos.Sem muita criatividade, resolvi nomear os trabalhos da exposição de formatura comnúmeros, mas em sua forma alfabética.São os "Um", "Dois"..., em um total de 6 trabalhos.Depois, comecei a usar alguma frase ou pensamento ou título de música que meocorresse durante o processo de construção das pinturas. Fluxo de consciência.Um pouco mais tarde, gostando mais da ideia de nomear do que de intitular, batizeivárias pinturas com nomes de mulheres, já que pintura é substantivo feminino.Agora, vamos ao capítulo 2!Bom, ao longo do caminho, comecei a perceber que a lona reagia à aplicação detinta, criando uns volumes na parte de trás do tecido. E estes efeitos variavam deacordo com a densidade / quantidade / peso das tintas. (Aproveito para dizer queuso têmpera acrílica que eu mesma preparo o que permite controlar a textura da tin-ta.) Quis experimentar esta questão, então passei a usar como suporte uma lonamais delgada, sem impermeabilização. Surgiram franzidos, encolhimentos, disten-sões, volumes. E o formato do suporte deixou de ser retangular. Ah, sim! Entre aprimeira série e esta, fiz umas pinturas pequenas. Como usei os mesmos carimbos ematrizes que usava nas de grande porte, as texturas e grafismos ficaram proporcio-nalmente maiores na nova escala.Ao voltar para as grandes dimensões, senti necessidade de estourar o tamanho dosdesenhos. Surgiram flores, arabescos e motivos um tanto gigantes.Os trabalhos deste período têm títulos de que não me recordo agora.Só para me organizar aqui, usei alguma referência da própria pintura como nome dearquivo.Aliás, foi assim que pinturas mais recentes foram batizadas, mas conto melhor nopróximo e-mail.Bom, agora vamos às próximas, pequenas e últimas duas séries.A primeira delas começou quando ganhei da minha mãe uma porção de toalhas derenda, praticamente iguais, de aproximadamente 1 x 1m.São 4 trabalhos, todos com início em uma dessas toalhas.
  52. 52. 52Como minhas pinturas não tem projeto, sendo criadas durante sua construção, quisexplorar as diferenças que podem surgir partindo do mesmo princípio.É a série mais curta porque naquela altura eu estava um pouco saturada de malhas -precisei descansar um pouco.3. Back to blackpor Dado CarvalhoNove anos se passaram desde que Adriana Barbosa e uma amiga encontraram umasolução para fugir da pindaíba. O resultado será visto na 10ª Feira Preta, amanhã(17) e domingo, no Centro de Exposições Imigrantes.Nos idos de 2002, as duas estavam desempregadas. A solução: procurar todas asfeiras da cidade. A amiga vendia pastéis e Adriana fez um brechó. Até que surgiu aideia de criar a própria feira.Atenção: a feira é preta. Não é ‘negra’ nem ‘afrodescendente’. Tem gente que nãogosta muito do termo ‘preto’, não? “Foi de fato provocativo”, conta Adriana. “Por serum país miscigenado, a gente nunca encara o racismo. Vai se deparando com situa-ções do dia a dia.”Aos números: o Censo aponta que 53,5% da população brasileiraé autodeclarada negra. “A gente é hoje a segunda maior população negra do mun-do, só perdendo para a Nigéria, que é um país africano”, cita Adriana.A feira transcendeu a mera montagem de estandes e a questão racial – brancos po-dem ser expositores desde que seus trabalhos tenham afinidade com a estética ne-gra. Hoje, há toda uma consultoria sobre empreendedorismo para quem tem boasideias. O evento deu tão certo, que começaram a pipocar feiras pretas em outrascidades (algumas até usaram o mesmo nome!).Nem tudo são negócios. Além de estandes com produtos e serviços, há debates,exposições e música. Participam o Clube do Balanço, Izzy Gordon, Criolo e o músicode Nova Orleans Gary Brown. Em tempo: a festa é negra, mas acolhe gente de to-das as cores. Dado Carvalho
  53. 53. 53ONDE: Rod. dos Imigrantes, Km 1,5, Água Funda, 5067-6767. QUANDO: Sáb.(17) e dom. (18), 13h/22h. QUANTO: R$ 30. www.feirapreta.com.brA COR DESSA CIDADE SOU EU | A Feira é só uma vez por ano. Mas algunsdos parceiros estão sempre por aíCerta vez, uma amiga de Camila Cardoso comentou: “A gente vai ao shopping, etem boneco do Elvis, mas não tem de ídolos negros.” Bastou para que ela tivesseuma ideia: o trabalho que já era desenvolvido com biscuit (até em programas de TV)foi facilmente adaptado e assim nasceu a Black Dolls. Agora, sim, dá para encon-trar bonecos do Stevie Wonder, Tim Maia, James Brown… Galeria 24 de Maio. R.24 de Maio, 116, República, 3222-6690. 10h/19h.***Cris Oliveira fazia tranças em cabelos afro, mas não tinha salão. Juntou duas primase um amigo para montar uma barraquinha na primeira Feira Preta. Desde então, otelefone não parou de tocar. Principalmente depois que ela realizou o sonho de al-gumas meninas: desenvolveu uma técnica de dreadlocks na qual não precisa cortaro cabelo quando não quiser mais o visual. R. Eng. Francisco Aze- vedo, 400, Per-dizes, 2851-8635. 9h/18h (fe- cha dom. e 2ª). www.ciadastrancas.com.br.***Um dia, Maria do Carmo foi participar de um programa de TV e só então a equipe debeleza percebeu que não havia maquiagem para o seu tom de pele. Ela aproveitou ecriou a Muene Cosméticos. Para isso, fez cursos até em Nápoles. “Me aprofundeina miscige- nação. Pessoas que são vermelhas, negro com alemão, branco comíndio… É uma mis- tura, que ninguém encontra a cor.” R. 24 de maio, 116, 1 andar,loja 18, República, 3222- 8667. 9h/19h (sáb., 10h/15h; fecha dom.).***“‘Pegada’ quer dizer ‘jeito’, e ‘Preta’ é a nossa cor. Então Pegada Preta é o nossojeito preto de fazer as coisas!”, explica o bem-humorado Sidney Álamo. A marca co-meçou como um grupo de samba-rock, com camisetas personalizadas nas festas. Opúblico gostou das peças, e Sidney resolveu fazer algumas para vender na Feira.Hoje, tem duas lojas. R. 24 de Maio, 116, Rua alta, loja 9, 3337-6678. 10h/19h30(sáb., 9h/18h; fecha dom.) pegapreta.blogspot.comFonte: http://blogs.estadao.com.br/divirta-se/tag/feira-preta/
  54. 54. 54APÊNDICES1. EMPRESA1.1 DEFINIÇÃO DO NOME DA MARCAO conceito etnia deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representaa consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenci-ação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísti-cos e religiosos.1.2 LOGOMARCA1.3 SUJESTIONADO  Asa= Liberdade  Espada= Povo Guerreiro  Punho=Força e raça  Coroa= Poder e nobreza  Escudo= Defesa contra a opressão dos costumes étnicos estéticos e cultu- rais.1.4 OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOA oportunidade de negócio surgiu a partir da ideia de estar e ser diferente, e por a-creditar que ninguém é igual, que cada um tem sua própria historia e suas própriasexperiências, é que desenvolvemos algumas que são peças únicas e exclusivas.
  55. 55. 55Vimos também que está cada vez maior a procurar de negro por produto de modaem que se identifique, por isso desenvolvemos produtos onde passamos para aspessoas a cultura afro e dessa forma, reforçamos a nossa identidade cultural, comorgulho e respeito.1.5 PRODUTOSOs produtos da grife Etnia são feitos em poucas quantidades (grade palito), utilizan-do algumas técnicas artesanais, visando à individualidade do estilo pessoal. Alémdisso, criarmos um produto diferenciado que uni conscientização ambiental, cultural,beleza e qualidade.1.6 MISSÃO, VISÃO, VALORES e OBJETIVO  MissãoOferecer uma moda alternativa com compromisso ambiental, social e cultural.  VisãoAtender as necessidades e a procura do negro por artigos de moda que os repre-sente e que são desenvolvidos de acordo com o seu tipo físico, tom de pele e cultu-ra.  Valores  Preservar a cultura negra e brasileira;  Prezar pela satisfação do cliente, fazendo com que ele se sinta único e espe- cial.  ObjetivoProporciona ao cliente ter uma marca na qual ele se identifique1.7 SAZONALIDADEDe acordo com Guia do Empreendedor (2005: p. 17): Sazonalidade- consiste no aumento ou redução significativa da demanda de certos produtos em determinada época do ano. Os negócios com maior sazonalidade oferecem riscos que obrigam os empreendedores a manobras custosas como manter estoques elevados. Quando em alto grau, é conside- rado fator negativo na avaliação dos pequenos negócios.
  56. 56. 56No segmento da moda o principio da sazonalidade se aplica no que chamamos de“temporadas”, ou seja, as coleções lançadas para cada estação seja para as cole-ções de Verão e Inverno ou as de Primavera-Verão e Outono-Inverno.Podemos dizer que a moda é completamente sazonal. Por isso, é importante se fa-zer as pesquisas de tendências. Claro que existem produtos básicos que são aque-les que não sofrem alterações nas mudanças de estações, como é o caso das peçasbásicas e de alguns acessórios. Essas peças podem ser adquiridas e usadas emqualquer estação, principalmente num país como o nosso de temperaturas instáveis.Pensando nesse mercado de moda que é tão descartável e efêmero que tentamosfugir dessa sazonalidade, fazendo com que nossos clientes consumam nossos pro-dutos por identificação com a marca, desejo ou necessidade e não apenas porquesão peças que seguem as últimas tendências. Até mesmo porque cada uma dasnossas peças conta uma história e retrata um sentimento dentro do tema escolhidopara cada coleção. Temos um comprometimento sustentável, que explora os trêscampos: cultural com o fornecimento das informações sobre cultura, econômico quenos leva a um crescimento sólido e permanente e ambiental onde usamos materiaisnaturais e alternativos, procurando assim agredir o menos possível o meio ambiente.
  57. 57. 572. METODOLOGIA DE DESIGNProblema= Procura de negros por produtos de moda que o represente;Definição do problema= Produtos desenvolvidos de acordo com seu tipo físico, tomde pele e cultura;Coleta de dados= Mercado em crescimento que apresenta algumas marcas comprodutos semelhantes;Análise de dados= Muitas dessas marcas não possuem departamento criativo espe-cializado e não fazem uma modelagem que se adéquam ao tipo físico do públicodesejado;Criatividade= Uso de cores como atrativo, modelagem diferenciada adequada a es-tética desse público e o apelo cultural pode ser copiado;Materiais e tecnologia= Tecidos com composição de algodão, risco simples, detalhese acabamentos manuais, botões como aviamentos decorativos e acessórios commateriais alternativos.Experimentação= Modelagem com ajustes testados e cores aprovadas entre o públi-co;Modelo= Ótimo e diferenciado;Verificação= Aceitação do público direcionado;Solução final= Valorização estética e cultural.
  58. 58. 583. PROCESSO DE PRODUÇÃO
  59. 59. 59
  60. 60. 604. PAINEL DE CABELO E MAQUIAGEM

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