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NOVA NR1
Inaugura um novo tempo na forma de elaborar e gerenciar documentos em segurança e saúde no trabalho (SST)
INSTRUTORA MONICA PINHEIRO- FEVEREIRO DE 2022
Médica do trabalho / Bacharel em direito / Ergonomista / Higienista / Pós em projetos / MBA em QSMS / Gestão de Saúde
PARTE I:
1. Introdução;
2. Objetivos;
3. Definições de termos;
4. Conceitos Básicos;
5. Inventário de riscos (identificação de perigos e avaliação de riscos); e
6. Exercício.
PARTE II:
1. Controle de riscos e plano de ação
2. Direitos e deveres do empregador e do empregado;
3. Treinamentos; e
4. Exercício.
ABORDAGEM
PARTE I
INTRODUÇÃO
Concepção da NR1: Portaria nº 6.730, de 9 de março de 2020
Início de vigência: 03/01/2022 (Portaria 8.873 de 23/07/2020);
Fontes de referência para sua elaboração: ISO 31.000:2018 e ISO 45.001:2018;
Requisitos para sua operacionalização: exige dos profissionais do SESMT conhecimento prévio e articulado em higiene, ergonomia, saúde e segurança do trabalho;
Finalidade: traz as diretrizes de gestão de riscos ocupacionais a serem adotadas obrigatoriamente pelas empresas em solo nacional e visa reduzir ou eliminar riscos ocupacionais por
meio da implantação precoce de medidas corretivas sobre os perigos e riscos previamente mapeados e identificados no ambiente laboral;
Aplicação da norma: aplica-se esta NR a empregadores (urbanos e rurais) que mantenham empregados contratos por meio da CLT, incluindo órgãos públicos da
administração direta e indireta, do poder legislativo, judiciário e do Ministério Público. Nos termos previstos em lei, aplica-se o disposto nas NR a outras relações jurídicas
(terceirizações). Esta norma também traz regras de tratamento diferenciado para empresas denominadas: microempreendedor individual (MEI), microempresa (ME) e
empresa de pequeno porte (EPP). Também se estende a organização de caridade ou instituição;
Privilegia: consulta e participação ativa dos trabalhadores; exige comprometimento direto e liderança da alta direção; torna o SESMT (ou profissional equivalente) um
consultor técnico;
Define: os direitos e deveres de empregadores e trabalhadores;
Anexo I : padronização de termos e definições;
Anexo II: diretrizes e requisitos mínimos para utilização da modalidade de ensino a distância e semipresencial;
Por definição desta portaria a NR1 é norma geral. Oficialmente esta NR permite que os representantes dos trabalhadores possam acompanhar fiscalizações dos preceitos
legais e regulamentares que tratam sobre SST (acompanhamento do auditor fiscal do trabalho na verificação da implantação dos preceitos normativos da NR1 na empresa).
OBJETIVOS
1. Estabelecer as diretrizes e requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e as
medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho – SST;
2. O objetivo é diminuir a chance de acidentes e doenças ocupacionais e facilitar a ação dos
trabalhadores em caso de situações que levem a não conformidades;
3. Incentivar a melhoria contínua no desempenho de SST, para propiciar uma ambiente de trabalho
seguro e saudável;
DEFINIÇÕES DE TERMOS
o Processo: Conjunto de atividades inter- relacionadas ou iterativas que transformam entradas em saídas;
o Procedimento: forma especificada de executar uma atividade ou processo. Pode ser documentado ou não;
o Projeto: Projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Guia PMBOK 5ª edição;
o Programa: Um programa é definido como um grupo de projetos, subprogramas e atividades de programas relacionados, gerenciados de modo coordenado
visando à obtenção de benefícios que não estariam disponíveis se eles forem gerenciados individualmente. Guia PMBOK 5ª edição.
Programas possuem um escopo mais amplo, que pode precisar mudar para atingir às expectativas de benefícios da organização. Os gerentes de programa
devem contar com mudanças e até mesmo promovê-las;
o Desempenho: Resultado mensurável. Esse resultado é obtido por avaliação qualitativa ou quantitativa. O desempenho pode ser da atividade, do processo
ou produtos;
o Desempenho de SST: Desempenho relacionado à eficácia da prevenção de lesões e doenças dos trabalhadores e da provisão de locais de trabalho
seguros e saudáveis;
o Monitoramento: Determinação da situação de um sistema, um processo ou atividade. Requer: verificação, supervisão ou observação crítica;
o Medição: Processo para determinar um valor;
o Conformidade: atendimento de um requisito;
o Não conformidade: não atendimento de um requisito;
o Incidente: Ocorrência inesperada durante o trabalho que pode resultar (quase acidente) ou resulta (acidente) em lesão ou doença (Fonte: ISO
45.001:2018). Embora possa existir uma ou mais não conformidades relacionadas com um incidente, esse pode ocorrer quando existem conformidades;
o Ação corretiva: Ação empregada para eliminar as causas de uma não conformidade ou um incidente e para prevenir a recorrência;
o Melhoria contínua em SST: Atividade recorrente para aumentar o desempenho do sistema de gestão em SST;
o Política de SST: Visa prevenção de lesões e doenças dos trabalhadores e da provisão de locais de trabalho seguros e saudáveis e os objetivos de SST
devem estar coerentes com essa política.
GRO / PGR / OUTRAS NR’S
CONCEITOS BÁSICOS INICIAIS
Gerenciamento de Riscos
Ocupacionais (GRO)- processo
Programa de Gerenciamento de
Riscos (PGR)
1. Identificar perigos e avaliar e controlar
riscos relacionados com a atividade praticada
pela empresa por *estabelecimento;
2. Gerenciar estes riscos por meio de um
programa ou sistema de gestão em SST
(desde que este sistema cumpra
minimamente o inventário de riscos previstos
nessa NR);
3. A ideia é eliminar perigos para fazer
prevenção efetiva de riscos;
4. Estimular a organização a ter práticas
ocupacionais seguras e práticas ambientais
adequadas por meio de melhoria contínua
(PDCA);
5. Estimular a empresa a gerenciar suas
responsabilidades de forma sistemática.
1. O PGR pode ser implementado por
unidade operacional, setor ou atividade;
2 O PGR deve contemplar ou estar integrado
com planos, programas e outros
documentos previstos na legislação de
Segurança e Saúde no Trabalho (*outras
ações)
3. O PGR não é um documento, é um
programa e como tal pode ser atualizado a
qualquer tempo e hora;
4. Organizado, estruturado e documentado;
5. Pode ser substituído por um sistema de
gestão que cumpra as exigências previstas
nessa NR;
PROCESSOS
DE
TRABALHO
ENTRADA:
MATÉRIA
PRIMA /
PEDIDOS
PRÁTICAS AMBIENTAIS
ADEQUADAS
SAÍDA:
PRODUTO
S /
SERVIÇOS
ORGANIZAÇÃO
GERENCIAMENTO DE RISCO OCUPACIONAL (GRO)
GERENCIAR SUAS RESPONSABILIDADES DE
UMA FORMA SISTEMÁTICA
PRÁTICAS OCUPACIONAIS
SEGURAS
PDCA NA NR1
PLANEJAR- Determinar os objetivos e processos de saúde e segurança
ocupacional (SSO) de forma a garantir os resultados previstos na política de
SSO da organização. Levantar e Identificar perigos e riscos, avaliar riscos;
FAZER / EXECUTAR- Definir e implementar controle de riscos
ocupacionais;
CHECAR / VERIFICAR / MEDIR- processos, atividades e
medidas implantadas, relatando os resultados;
AGIR – tomar medidas para melhoria contínua do desempenho de SSO
para alcançar os resultados pretendidos – ações corretivas;
Identificação de
PERIGOS
Avaliação de
RISCOS
Controle dos
RISCOS
MACROPROCESSOS
GRO
ESTRUTURAÇÃO DO GRO
INVENTÁRIO DE
RISCOS
PLANO DE
AÇÃO
PGR
Documentos
O inventário e o plano de ação
devem apontar a necessidade
de serem feitos outros
programas de segurança e
saúde na empresa.
NOTA: Se a empresa já tiver
implantado outros programas
estes devem estar vinculados
ao PGR, eles formaram um
portifólio de elementos
implantados e implementados.
DIFERENÇAS ENTRE GRO (NR1) E O PPRA (NR9)
• PPRA
1.É um programa
2.Trata somente dos:
o Risco Físico
o Risco Químico
o Risco Biológico
NR 07
PCMSO
NR 09
NR 17
Ergonomia
NR 10
Elétrica
NR 18
Construção
civil
NR 19
Explosivos
NR 35 Trabalho
em altura
NR 33 Espaço
confinado
NR 12
Máquinas e
equipamentos
Demais NRs
Riscos de
acidentes
Processo
GRO (NR1), INSALUBRIDADE (NR15), PERICULOSIDADE (NR16) E O
LTCAT (ART 58 DA LEI 8213/91)
GRO
Não deve ser usado para a caracterização de
Atividades ou Operações Insalubres (NR15)
ou Perigosas (NR16). Serve para prevenção
e gerenciamento de riscos ocupacionais.
LTCAT
Comprovação da efetiva da
exposição do segurado aos
agentes nocivos
EMISSÃO DO PPP
X
O PGR não substitui o LTCAT e nem o PPP, pois são documentos com finalidades diferentes e
regulamentações diversas
PGR
DEVE CONTEMPLAR NO MÍNIMO :
O INVENTÁRIO DE RISCO E O PLANO DE AÇÃO
RESPONSABILIDADE DA ORGANIZAÇÃO
DATADO E ASSINADO (laudos e pareceres técnicos)
DOCUMENTO DEVE ESTAR DISPONÍVEL PARA OS:
TRABALHADORES,SINDICATO E INSPEÇÃO DO
TRABALHO
RESPEITAR O DISPOSTO NAS OUTRAS
NR’S
BENEFÍCIOS DO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS (PGR)
PGR
Minimização de
impactos negativos
Maximização do
desempenho em SST
Redução do
gerenciamento de
crises
Torna a empresa mais
competitiva
SUCESSO DO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS (PGR)
PGR
Comprometimento
do empregador
Política de SST
que vá além da
conformidade
legal
Envolvimento
de todas as
partes
interessadas
Qualidade do
serviço
prestado
Alternativas
para controle de
riscos
Recursos
financeiros para
gerenciar os
riscos
Ações
coordenadas e
planejadas para
correção ou
mitigação de
riscos
DISPOSIÇÕES GERAIS REQUISITO: 1.5.7
CONTRATANTE CONTRATADA
Art. 5º-A, §3º, da Lei nº 6.019/74, com
a redação conferida pela Lei nº
13.429/2017 (Terceirização). É
responsabilidade da contratante garantir
as condições de segurança, higiene e
salubridade dos trabalhadores, quando
o trabalho for realizado em suas
dependências ou local previamente
convencionado.
DISPOSIÇÕES GERAIS - REQUISITO: 1.5.7
CONTRATANTE CONTRA
TADA
INVENTÁRIO
DE RISCOS
PLANO DE
AÇÃO
PGR PGR
DEVE
FORNECER
informações
dos seus
riscos que
possam
impactar nas
atividades das
contratadas
DISPOSIÇÕES GERAIS - REQUISITO: 1.5.7
CONTRATANTE CONTRA
TADA
INVENTÁRIO
DE RISCOS
PLANO DE
AÇÃO
PGR PGR
DEVE FORNECER
Inventário de
Riscos
Ocupacionais
específicos de
suas atividades
que são realizadas
nas dependências
da contratante.
DISPOSIÇÕES GERAIS - REQUISITO: 1.5.7
CONTRATANTE
CONTRA
TADA
INVENTÁRIO
DE RISCOS
PLANO DE
AÇÃO
PGR PGR
PODERÁ incluir as
medidas de
prevenção
REFERENCIAR os
programas das
contratadas
A RELAÇÃO ENTRE A NR1 E A NR9
Identificação de
PERIGOS
Avaliação de
RISCOS
Controle dos
RISCOS
GRO
INVENTÁRIO DE
RISCOS
PLANO DE
AÇÃO
PGR
NR 09
Análise Preliminar e
Aprofundada da
Exposição aos Agentes:
Físicos
Químicos
Biológicos
Medidas de Prevenção
(ANEXOS da NR9)
A RELAÇÃO ENTRE A NR1 E A NR7
Identificação de
PERIGOS
Avaliação de
RISCOS
Controle dos
RISCOS
GRO
INVENTÁRIO DE
RISCOS
PLANO DE
AÇÃO
PGR NR 07
Planejamento do
PCMSO
Diretrizes do
PCMSO
O PCMSO deve ser
elaborado
considerando os
riscos ocupacionais
identificados e
classificados pelo
PGR.
PERIGOS / RISCOS / EVENTOS
CONCEITOS BÁSICOS INICIAIS
PERIGO / FONTE DE RISCO
OCUPACIONAL / FATOR DE RISCO
RISCO OCUPACIONAL
Fonte com o potencial de causar
lesões ou agravos à saúde.
Elemento que isoladamente ou
em combinação com outros tem
o potencial intrínseco de dar
origem a lesões ou agravos à
saúde.
Combinação da probabilidade de
ocorrer lesão ou agravo à saúde
causados por um evento
perigoso, exposição a agente
nocivo ou exigência da atividade
de trabalho e da severidade
dessa lesão ou agravo à saúde.
Evento perigoso
(incidente)
Ocorrência ou
acontecimento com o
potencial de causar
lesões ou agravos à
saúde.
PROBABILIDADE DO EVENTO
DEFINIÇÃO
QUALITATIVA
SIGNIFICADO VALOR
Frequente É provável que ocorra
muitas vezes (tem
ocorrido
frequentemente)
5
Ocasional É provável que ocorra
algumas vezes ( tem
ocorrido
ocasionalmente)
4
Remoto Improvável, porém é
possível que ocorra
(ocorre raramente)
3
Improvável Bastante improvável
que ocorra (não se
conhece ocorrência
anterior)
2
Extremamente
improvável
Quase inconcebível
que o evento ocorra
1
SEVERIDADE DOS EVENTOS
DEFINIÇÕES DE AVIAÇÃO SIGNIFICADO VALOR
Catastrófico Destruição de equipamento
Morte Múltipla
A
Perigoso Uma redução importante das margens de segurança, dano
físico ou uma carga de trabalho tal que os operadores não
podem desempenhar suas tarefas de forma precisa e
completa
Lesões graves ou mortes de uma quantidade de gente
Danos maiores ao equipamento
B
Maior Uma redução significativa das margens de segurança, uma
redução na habilidade do operador em responder a
condições operacionais adversas como resultado do
incremento da carga de trabalho, ou como resultado de
condições que impedem sua eficiência.
Incidente grave
Lesões a pessoas
C
Menor Inferência
Limitações operacionais
Utilização de procedimentos de emergência
Incidentes menores
D
Insignificante Consequências leves E
PRINCIPAIS FONTES DE RISCO
(PERIGO)
Processos produtivos;
Instalações e ambientes físicos;
Máquinas e equipamentos;
Materiais diversos;
Métodos de trabalho e procedimentos;
Organização do trabalho; e
Pessoas (fator humano);
EVENTOS NOS LOCAIS DE
TRABALHO
Contatos incidentais com energia, materiais
ou objetos perigosos;
Exigências física e mentais da atividade de
trabalho (excessivas ou de pouca exigência)
Exposição a contaminantes ambientais
(físicos, químicos e biológicos) de curta
duração ou duração repetida
Ataques de pessoas e animais
FONTE OU CLASSE
DE PERIGO
INCIDENTE,
EXPOSIÇÃO OU
EXIGÊNCIA
LESÃO OU
AGRAVO A SAÚDE
(DANO)
Solvente X que contém
Xileno
Inalação repetida de
vapor de xileno
Contato repetido do
solvente com as mãos
Irritação do trato
respiratório superior
(TRS) e
comprometimento do
SNC
Dermatite
Transporte manual de
carga (exigência
biomecânica)
Esforço físico intenso e
exigência de flexões
frequentes da coluna
vertebral
Fadiga muscular e
lombalgia
Lesão ou
agravo à saúde
Evento
perigoso
Exposição a
agente nocivo
Exigência da
atividade
PERIGOS
IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS
O processo de identificação de perigos deve considerar o disposto nas Normas Regulamentadoras e demais exigências legais de
segurança e saúde no trabalho.
IDENTIFICAÇÃO
DE PERIGOS
NR 10
NR9
Demais
exigências
legais de
SST
NR 17
NR 35
NR 20
NR 19
NR 12
Nesse sentido é importante ter uma
LISTA REFERENCIAL DE PERIGOS,elaborada
com base na NRs e nas demais exigências legais
de SST e outras fontes, para se iniciar esse
processo de identificação de perigos, pois as
pessoas que estão muito próximas de situações
podem não mais "enxergar" os perigos, ou seja,
porque julguem que os mesmos sejam “normais”.
IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS
O processode identificação de perigos possui DUAS ETAPAS:
LEVANTAMENTO PRELIMINAR DE PERIGOS
1. Antes do início do funcionamento do
estabelecimento ou novas instalações;
2. Para as atividades existentes
3. Nas mudanças e introdução de novos
processos ou atividades de trabalho
FINALIDADE
EVITAR
ELIMINAR
LEVANTAMENTO
PRELIMINAR DE
PERIGOS
1.5.4.2
IDENTIFICAÇÃO
DE PERIGOS
1.5.4.3
IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS PROPRIAMENTE DITA
PROCESSOS
INTERNOS E
EXTERNOS
Descrever os perigos/
Possíveis lesões ou
agravos á saúde
Identificar as
fontes ou
circunstâncias
Indicar os grupo de
trabalhadores
IDENTIFICAÇÃO CONTÍNUA DE TODOS OS
PERIGOS DA ORGANIZAÇÃO
RISCOS
ENTENDO O QUE É RISCO
o Risco é um evento futuro ou condição incerta que pode causar um efeito positivo ou negativo. Se o efeito for negativo existe
a probabilidade ou chance de causar danos;
o Risco está relacionado com probabilidade de ocorrer a lesão ou agravo versus a severidade dessa lesão ou agravo;
o Risco de quê? Probabilidade de quê? Qual a consequência?;
o Riscos conhecidos (identificados/analisados/avaliados/gerenciados/incluídos no plano de gerenciamento) e desconhecidos
(abordagem por meio de plano de contingência geral baseado em outras experiências similares vivenciadas) fonte: PMBOK
o Identificar, analisar, avaliar e controlar riscos. Para todas essas etapas existem ferramentas que auxiliam o examinador,
porém a escolha dessa ferramenta vai depender da natureza e tipo de risco;
o Avaliação do risco é necessária para verificar se ele é ou não tolerável (gradação do nível de risco) para poder programar as
ações mitigatórias, corretivas, preventivas e o seu cronograma de execução; e
o O risco pode ser avaliado de forma qualitativa, quantitativa, ambas ou ainda semi-quantitativamente.
RISCO
OCUPACIONAL
DE QUÊ?
LOCAL
POPULAÇÃO
Qual a Probabilidade?
Qual a severidade?
Lesão ou agravo à
saúde
ATIVIDADE
FATORES
DETERMINANTES
(causas)
RISCO= PROBABILIDADE X SEVERIDADE
TIPO DE
EXPOSIÇÃO:
- Intensidade;
- Duração; e
- Frequência;
PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCO
o Descreve toda a metodologia que será utilizada no gerenciamento de risco;
o Detalha as funções e responsabilidades de cada membro da equipe. Tem previsão de competências e capacitações;
o Traz o nome do elaborador do plano;
o Descritivo das regras gerais dos processos de gerenciamento de risco;
o Traz os riscos identificados;
o Qualificação e quantificação dos riscos;
o Planos e reservas de contingência ;
o Nome do responsável do plano;
o Participação dos trabalhadores;
o Orçamento previsto para gerenciamento dos riscos;
o Programação das atividades de gerenciamento de risco;
o Procedimentos de documentação dos riscos e tipos de comunicação;
o Procedimentos de auditoria dos riscos;
o Registros de alterações de documentos; e
o Aprovações .
IDENTIFICAÇÃO DO RISCO
COMO GERENCIAR RISCOS NA PRÁTICA?
1. Aplicação de ferramentas e técnicas para IDENTIFICAR DE RISCOS:
2. Brainstorming - processo feito em grupo por meio de um facilitador. Tem-se o lançamento de ideias de maneira livre, emitidas em curto espaço de tempo, sem criticas,
onde se busca a diversidade de opiniões a partir de um processo criativo conjunto. O objetivo é criar uma lista abrangente de riscos que podem ser analisados na etapa
posterior. Todas as ideias tem valor. Ao fim do processo os riscos são classificados por tipo;
3. 2. Técnica de Delphi - participação de forma anônima de especialistas em riscos. Tem-se um facilitador que distribui um questionário para todos os participantes
solicitando ideias sobre riscos de determinado tema. As respostas são resumidas e o facilitador as redistribui entre os participantes para revisão e comentários
adicionais sobre os riscos listados. O Objetivo é encontrar um consenso sobre os riscos entre os especialistas. Essa técnica pode ser feita por email;
4. Entrevistas – Principal fonte de coletas de dados. Direcionar esse recurso para pessoas e grupos específicos que possam adicionar informações sobre os riscos de
determinado tema em questão;
5. Identificação da causa raiz – Procurar a causa que está por trás do risco identificado. Isto ajuda no desenvolvimento de resposta aos riscos;
6. Análise das listas de verificação (check-list) – Listam-se riscos com base em outras situações similares de trabalho vivenciadas no passado. Pode-se elaborar riscos
tendo outras fontes de informações;
7. Análise das premissas – premissas podem estar incorretas, assim a escolha do uso dessa técnica requer a análise dos ris que dela resultarem;
8. Uso de diagramas – Ishikawa, fluxogramas, diagrama de influência;
9. Opinião especializada – para determinadas situações que são específicas e exigem a opinião de um especialista na avaliação da ocorrência de determinados riscos;
10.Matriz de Swot- forças e fraquezas /oportunidades e ameaças
ANÁLISE DE RISCO
DETERMINAÇÃO DA GRADAÇÃO DO RISCO OCUPACIONAL
NÍVEL DE RISCO OCUPACIONAL
GRADAÇÃO DA PROBABILIDADE GRADAÇÃO DA SEVERIDADE
Evento
perigoso
Exposição a
agentes nocivos
Exigência da
atividade Lesão ou agravo à saúde
FATORES RELACIONADOS COM A PROBABILIDADE
A probabilidade relaciona-se com 4 fatores:
a) Com os requisitos estabelecidos em NRs;
b) Ter medidas preventivas e de controle implantadas;
c) Ter ciência da atividade de trabalho;
d) Possuir perfil de exposição para agentes físicos, químicos e biológicos definidos com possiblidade de comparação
com os requisitos, valores de referência e anexos da NR9;
COMENTÁRIOS SOBRE O SEGUNDO FATOR
HIERARQUIA EXEMPLOS DE CONTROLES OPERACIONAIS
Eliminação Alterações nos setores e/ou atividades que possibilitem a
eliminação dos riscos avaliados
Substituição Substituição de materiais e produtos
Controle de Engenharia Instalação de barreiras, segregação (isolamento) da
fonte ou do indivíduo, modificações no processo
produtivo (instalação que minimizem o risco)
Sinalização / Alerta / Controles
Administrativos
Instalação de placas, sinais sonoros, instruções de
trabalho relacionadas à SST, inspeções e testes em
equipamentos, permissão de trabalho, procedimentos,
manutenção de equipamentos, treinamentos
Equipamentos de Proteção
Individual
Utilização adequada de equipamentos de proteção
individual que minimizem a exposição dos trabalhadores
aos riscos avaliados
Fonte: SESI (2010).
CENÁRIO A
MEDIDAS DE ENGENHARIA
CENÁRIO B
2 MEDIDAS DE PREVENÇÃO
ESTIMATIVA QUALITATIVA: CONTROLES EXISTENTES X MEDIDAS
PREVENTIVAS INDICADAS
CATEGORIA DESCRIÇÃO ÍNDICE DE PROBABILIDADE
Controle excelente Representa a melhor tecnologia ou prática de
controle disponível
1
Controle em conformidade legal Controle seguindo as normas legais, mantido
adequadamente
2
Controle com pequenas deficiências Controle adequado com pequenas deficiências
na operação ou manutenção
3
Controle deficiente Controle incompleto ou com deficiências
relevantes
4
Controle inexistente As medidas de controle são inexistentes ou
totalmente inadequadas
5
COMENTÁRIOS SOBRE O TERCEIRO FATOR
As exigências da atividade de trabalho:
Organização
do trabalho
Atividades rotineiras e
não rotineiras
Procedimentos de
Trabalho:
Prescritos x Reais
Condições do
ambiente de trabalho
Trabalho com máquinas,
equipamentos e ferramentas
manuais.
Processo de Trabalho:
conjunto de atividades
inter-relacionadas ou
interativas que
transformam entradas
em saídas
Gradação da Probabilidade (ou chance de ocorrer)
Quase certo
....
Provável
...
Improvável
....
Raro
....
Quase impossível
5
4
3
2
1
Probabilidade CRITÉRIO UTILIZADO
Perfil de exposição qualitativo Perfil de exposição quantitativo Fator de proteção
Possível (mas altamente
improvável)
Exposição baixa: contato não frequente com o
agente ou frequente a baixíssimas concentra-ções
/ intensidades.
Exposição inferior a 10% do LEO*.
E < 10% LEO
Percentil 95 < 0,1 x LEO
As medidas de controle existentes são
adequadas, eficientes e há garantias de que
sejam mantidas em longo prazo.
Improvável
Exposição moderada: contato frequente com o
agente a baixas concentrações / intensidades ou
contato não frequente a altas concentrações /
intensidades.
Exposição estimada entre 10% e 50% do LEO*.
10% < E  50% LEO
Percentil 95 entre 0,1 x LEO e 0,5 x LEO
As medidas de controle existentes são adequadas
e eficientes, mas não há garantias de que sejam
mantidas em longo prazo.
Pouco provável
Exposição significativa ou importante: contato
frequente com o agente a altas concentrações /
intensidades
Exposição estimada entre 50% e 100% do LEO*.
50% < E  100% LEO
Percentil 95 entre 0,5 x LEO e 1,0 x LEO
As medidas de controle existentes são
adequadas, mas apresentando desvios ou
problemas significa-tivos. A eficiência é duvidosa
e não há garantias de manutenção adequada.
Provável ou quase certo Exposição excessiva: contato frequente com o
agente a con-centrações/intensida-des
elevadíssimas
Exposição estimada acima do LEO*.
E > 100% LEO
Percentil 95 > 1,0 x LEO
Medidas de controle inexistentes ou as medidas
existentes são reconhecidamente inadequadas.
GRADAÇÃO DA PROBABILIDADE
GRADAÇÃO DA PROBABILIDADE
NÍVEIS DE PROBABILIDADE QUANTITATIVO
PROBABILIDADE LIMITES DE TOLERÂNCIA
(LT)
PONTUAÇÃO
BAIXA D.E / I.E / NPS < ½ LT 1
MÉDIA 0,5 X LT < D.E / I.E / NPS < LT 5
ALTA D.E / I.E / NPS ≥ LT 10
CONTROLES NA FONTE
PROBABILIDADE CONTROLE PONTUAÇÃO
BAIXA Foi implantado o controle na
fonte e está sendo
monitorado
1
MÉDIA Estão sendo implantados os
controles na fonte e adotadas
medidas transitórias na
trajetória
5
ALTA Não tem controle na fonte 10
GRADAÇÃO DA SEVERIDADE
A gradação da SEVERIDADE das lesões ou agravos à saúde deve levar em conta a magnitude da consequência (pode
levar a acidentes ampliados) e o número de trabalhadores possivelmente afetados.
PARTE DO
CORPO
TIPO DE
EXPOSIÇÃO
TOXICIDADE
TIPO DE
PERIGO
NÚMERO DE TRABALHADORES POSSIVELMENTE AFETADOS
(GSE / GHE / GHR- mesmo padrão de exposição- mesmo ambiente de
trabalho, tarefas, processos e materiais)
Convenção 174 da OIT:
Todo evento inesperado, como uma emissão, um incêndio ou
uma explosão de grande magnitude, envolvendo uma ou mais
substâncias perigosas e que exponha aos trabalhadores, a
população ou o meio ambiente a perigo de consequências
imediatas ou de médio e longo prazos (acidentes ampliados).
ACIDENTES AMPLIADOS
Brumadinho – MG (2019)
GRADAÇÃO DA SEVERIDADE
MAGNITUDE DA CONSEQUÊNCIA
AGENTE QUÍMICO: Dinâmica da Exposição
EFEITO
LOCAL OU
SISTÊMICO
APARECIMENTO
DOS EFEITOS
NOCIVOS
CARACTERÍSTICA
FÍSICO-QUÍMICA
TOXICIDADE
DOSE OU
CONCENTRAÇÃO
TIPO DE
EXPOSIÇÃO
VIA DE
ABSORÇÃO
Estimativa do risco: severidade ou gravidade da consequência
(adaptado AIHA, 2015)
Índices de severidade ou gravidade do dano à saúde (genérico)
1.Lesão leves sem necessidade de atenção médica, incômodos ou mal estar.
2.Lesão ou doença sérias reversíveis.
3.Lesão ou doenças críticas irreversíveis que podem limitar a capacidade funcional.
4.Lesão ou doença incapacitante ou mortal.
5.Mortes ou incapacidades múltiplas (>10).
GRAVIDADE DO DANO À SAÚDE
SEVERIDADE EXEMPLOS DE DANOS ASSOCIADOS
1. Lesão ou doença leve, com efeitos
reversíveis levemente prejudiciais o Ferimentos superficiais; pequenos cortes e contusões; irritação dos olhos pela poeira;
o Incômodo e irritação (por exemplo, dores de cabeça); problema de saúde levando a um desconforto temporário;
o Lesões que podem implicar em afastamento não superior a 15 dias.
2. Lesão ou doença séria, com efeitos
reversíveis severos e prejudiciais o Lacerações; queimaduras; concussão; torções sérias; pequenas fraturas;
o Dermatite; asma; disfunções dos membros superiores relacionadas com o trabalho; problema de saúde levando
a uma incapacidade permanente de pequeno porte;
o Lesões reversíveis que implicam em afastamento superior a 15 dias.
3. Lesão ou doença crítica, com efeitos
irreversíveis severos e prejudiciais
que podem limitar a capacidade
funcional.
o Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), danos ao sistema nervoso central (SNC);
o Lesões com sequelas que implicam em afastamentos de longa duração ou em limitações da capacidade
funcional.
4.Lesão ou doença incapacitante ou fatal o Amputações; fraturas importantes; envenenamento; ferimentos múltiplos que resultem em fatalidade;
o Câncer ocupacional; outras doenças graves que diminuem à vida (pneumoconiose fibrogênica); doenças agudas
fatais.
Critérios para estimar a severidade ou gravidade da consequência
(adaptado de AS/NZS 4360)
ÍNDICE DESCRITOR DEFINIÇÃO
1 Insignificante / leve Incômodo, insatisfação ou dano leve
sem necessidade de tratamento médico.
2 Menor Incapacidade temporária com
necessidade de tratamento médico.
3 Moderada Incapacidade ou deficiência permanente
parcial (<30%) em uma ou mais
pessoas.
4 Maior Morte e/ou incapacidade
permanente total (>30%) em até
10 pessoas.
5 Catastrófica Diversas mortes ou incapacidade
permanente total de mais de 10 pessoas.
ANÁLISE DO RISCO- HIERARQUIZAÇÃO DO RISCO
Muito baixo ou trivial
Baixo
Moderado
Alto
Muito alto ou
crítico
Nível de risco (hierarquia)
Intolerável
Inaceitável
Tolerável
Aceitável
Aceitabilidade
Manter o nível de risco
Nenhum ação é
necessária
Eliminar ou reduzir ao nível
mais baixo possível
Eliminar
ou
reduzir
ACEITABILIDADE DO RISCO E TOMADA DE DECISÃO
NÍVEL DE RISCO AÇÃO E CRONOGRAMA
Trivial Não é requerida nenhuma ação, e não é necessário conservar registros documentais
Tolerável Não são requeridos controles adicionais. Devem ser feitas considerações sobre uma solução de custo
mais eficaz ou melhorias que não importam uma carga de custos adicionais. É requerido monitoramento
para assegurar que os controles sejam mantidos
Moderado Devem ser feitos esforços para reduzir o risco, mas os custos de prevenção devem ser cuidadosamente
medidos e limitados. As medidas para redução do risco devem ser implementadas dentro de um período
de tempo definido. Quando o risco moderado estiver associado a consequências altamente prejudiciais,
pode ser necessária uma avaliação adicional para estabelecer mais precisamente a probabilidade do dano
,como base para determinar a necessidade de melhores medidas de controle
Substancial O trabalho não deve ser iniciado até que o risco tenha sido reduzido. Recursos consideráveis podem ter
que ser alocados para reduzir o risco. Se o risco envolve trabalho em desenvolvimento deve ser tomada
uma ação urgente
Intolerável O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco tenha sido reduzido. Se não é possível
reduzir o risco, mesmo com recursos ilimitados, a atividade laborativa deve permanecer proibida
NÍVEL DE RISCO E TOMADA DE DECISÃO
NÍVEL DE RISCO AÇÃO E CRONOGRAMA
Risco irrelevante Fazer o monitoramento periódico, manter as medidas de prevenção e os controles para garantir a efetividade
dos mesmos.
Baixo Não são necessários controles operacionais adicionais, porém devem ser mantidos os controles: na fonte,
treinamentos, os procedimentos e a conscientização sobre os perigos inerentes a atividade.
Moderado
ou
Médio
Devem ser feitos esforços para reduzir o risco, reavaliando os controles operacionais existentes e
implementando controles operacionais adicionais, as medidas de prevenção devem ser cuidadosamente
analisadas quanto: processo de trabalho, instalações, equipamentos, máquinas, treinamentos e simulados
Alto O trabalho não deve ser iniciado até que o risco tenha sido reduzido através da implementação de controles operacionais. Onde o
risco envolva trabalhos em andamento, devem ser tomadas ações urgentes
Muito alto ou crítico O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco tenha sido reduzido através da execução de uma ação corretiva
imediata. Nestes casos, o risco deve ser reavaliado após a execução ou implantação da referida ação. Se não é possível reduzir o
risco o trabalho deve permanecer proibido.
ESTIMATIVA DO NÍVEL DO RISCO
Probabilidade DANOS / AGRAVOS DE LESÕES
Levemente prejudicial
(1)
Prejudicial
(2)
Extremamente prejudicial
(3)
Altamente Improvável
(1)
Risco Trivial Risco Tolerável Risco Moderado
Improvável
(2)
Risco Tolerável Risco Moderado Risco Substancial
Provável
(3)
Risco Moderado Risco Substancial Risco Intolerável
METODOLOGIA: BS 8800 (1996) – Anexo D
GRADAÇÃO DA SEVERIDADE- DANOS /AGRAVOS DE LESÕES
SEVERIDADE CRITÉRIOS
1. Levemente Prejudicial
Danos que causem lesões superficiais, pequenos cortes e contusões, irritação nos olhos e da pele, incômodo ou que
leve a desconforto temporário.
2. Prejudicial Danos que causem lacerações, queimaduras de pequena extensão, concussões, torção /deslocamentos sérios,
fraturas, perda auditiva induzida por ruído ocupacional, dermatites, asma, DORT, doenças ocupacionais que
provoquem restrição temporária à capacidade de trabalho.
3. Extremamente prejudicial
Danos que causem amputações, queimaduras de grande extensão,
grandes fraturas, envenenamentos, lesões múltiplas, doenças que encurtem severamente a vida e morte.
APLICAÇÃO DA METODOLOGIA BS 8800:1996 ANEXO D
PERIGO/
EVENTO/
EXPOSIÇÃO/
EXIGÊNCIA
LESÕES E
AGRAVOS
FONTES E
CIRCUNSTÂNCIAS
(CAUSAS)
CONTROLES
EXISTENTES
POPULAÇÃO
EXPOSTA
EXPOSIÇÃO PROBABILIDADE SEVERIDADE GRADAÇÃO DO
RISCO
CARACTERIZAÇÃO DO RISCO
Ruído (NPS> 80 dB
(A) )
Exposição repetida
Perda Auditiva Emissão do Motor de
empilhadeira
Protetor auricular do
tipo concha
Operador de
empilhadeira
87 dB A 2 2 4 Moderado , reduzir o risco para
um nível mais baixo, manter
controle e monitorar
Ácido sulfúrico
concentrado-
respingos na pele e
olhos
Inalação de névoas
de ácido sulfúrico
(20%)-exposição
repetida
Queimadura
Lesão ocular
grave
Câncer do trato
Respiratório
Superior
Preparação de banhos,
projeções acidentais
Desprendimento de
névoas dos banhos de
decapagem
Avental e luvas de
PVC, protetor facial
Sistema de VLE
(sem manutenção
periódica e com
defeito)
Oficial de zincagem 1 X na semana (1 h)
Jornada diária –
exposição
moderada, sem
dados quantitativos
3 3 9 Crítico – o trabalho não pode ser
começado até que o risco seja
reduzido
Inalação de névoas
de ácido sulfúrico
(20%)-exposição
repetida
Câncer do trato
Respiratório
Superior
Desprendimento de
névoas dos banhos de
decapagem
Sistema de VLE
(sem manutenção
periódica e com
defeito)
Ajudante geral
Zincagem
Jornada diária –
exposição
moderada, sem
dados quantitativos
3 3 9 Crítico – o trabalho não pode ser
começado até que o risco seja
reduzido
CLASSIFICAÇÃO DA PROBABILIDADE X SEVERIDADE PARA DETERMINAÇÃO DO NÍVEL
DE RISCO
NÍVEL DE RISCO
CONSEQUÊNCIAS
INSIGNIFICANTE MENOR MODERADA MAIOR CATASTRÓFICA
1 2 4 8 16
PROBABILIDADE RARO 1 1 2 4 8 16
IMPROVÁVEL 2 2 4 8 16 32
POSSÍVEL 3 3 6 12 24 48
PROVÁVEL 4 4 8 16 32 64
QUASE CERTO 5 5 10 20 40 80
NÍVEL DE RISCO (NR) ZONAS DE DECISÃO TRATAMENTO
NR ≤ 4 Tolerável Manter controle existentes
4 < NR ≤ 8 Significativo Avaliar necessidade de novos controles
8 < NR ≤ 16 Sério Implementar novos controles
NR > 16 Intolerável Paralisar a atividade
AVALIAÇÃO DO RISCO
FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO DOS RISCOS
AVALIAÇÃO
DE RISCO
HAZOP
FMEA
ANÁLISE DE
CAUSA RAIZ
(RCA)
MATRIZ DE
RISCO
ANÁLISE DE
CENÁRIOS
MÉTODO DE
BARREIRAS
(BOW TIE)
ANÁLISE
DE ARVORE
DE FALHAS
(FTA)
NBR ISO 31010
NBR ISO/IEC 31010/12 – Gestão de Riscos - Técnicas para o Processo de
Avaliação de Riscos
AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS
Existem diversas ferramentas de avaliação de risco e metodologias
disponíveis para ajudar as organizações a avaliarem os seus riscos de
saúde e segurança.
A escolha do método vai depender das condições do local de trabalho,
por exemplo, o número de trabalhadores, o tipo de atividades de trabalho
e equipamentos, as características específicas do local de trabalho e os
riscos específicos da organização.
PROBABILIDADE
SEVERIDADE
AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS
FMEA – ANÁLISE DE MODO DE FALHAS E EFEITOS
(Failure Mode and Effect Analysis)
AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS
HAZOP- ESTUDO DE PERIGOS E OPERABILIDADE
POTENCIAL DE RISCO= GRAU
DE EXPOSIÇÃO x EFEITOS A
SAÚDE
GRAU CONCEITO
1 Exposição desprezível / insignificante / ocasional- em condições normais de
trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente durante a execução das
atividades é praticamente inexistente ou a níveis irrelevantes
2 Exposição pequena – em condições normais de trabalho, o contato dos
trabalhadores com o agente é esporádico, por curto espaço de tempo e a níveis
baixos. Tempo estimado de exposição por jornada é menor que 0,5 horas
3 Exposição moderada- em condições normais de trabalho, o contato dos
trabalhadores com o agente é frequente e a níveis médios, ou esporádico e a níveis
altos. Tempo estimado de exposição por jornada entre 0,5 e 4,0 h
4 Exposição significante – em condições normais de trabalho, , o contato dos
trabalhadores com o agente é frequente e a níveis e a níveis altos. O trabalhador
permanece a maioria de sua jornada perto das fontes de emissão. Tempo estimado
de exposição por jornada entre 4,0 e 6,0 h.
EFEITOS CONCEITO
1 Efeitos nocivos (adversos), subclínicos ou leves, reversíveis.
Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade
muito baixa.
2 Efeitos adversos reversíveis de moderados a severos que não
deixam sequelas, ou efeitos irreversíveis que não conduzem à
incapacidade de exercer as atividades pertinentes à função,
incluem-se substâncias químicas e agroquímicos de baixa
toxicidade a moderada.
3 Efeitos adversos irreversíveis que conduzem a incapacidade
de exercer atividades na função, mas não impedem a
continuidade de vida, embora possa ocorrer diminuição de sua
qualidade. Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas
de toxicidade alta, ruído excessivo, vibração excessiva
4 Efeitos que causam risco de vida . Incluem-se substâncias
químicas e agroquímicas de toxicidade muito alta, como os
asfixiantes químicos, calor excessivo e radiação ionizante.
CONTATO CONCEITO
1 Não irritante de pele a mucosa
2 Levemente irritante de pele e mucosa
3 Moderadamente irritante de pele e mucosa,
irritante e ação superficial, sensibilizantes
4 Irritante severo de pele e mucosas, corrosivo
CARCINOGÊNICO CONCEITO
1 Sem evidências de carcinogenicidade, teratogenicidade
e mutagenicidade
2 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico confirmado
somente para animais
3 Suspeito de ser carcinogênico, teratogênico ou
mutagênico para seres humanos
4 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico confirmado
para seres humanos
PLANILHAS DA AIHA
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
QUANDO FAZER A AVALIAÇÃO QUANTITATIVA ?
• Na presença de riscos moderados com consequência severa (morte ou incapacidade);
• Riscos altos quando a avaliação for incerta e o investimento para controle for elevado; e
• Quando não se conhece bem as causas ou fatores determinantes do risco;
ESTRATÉGIA PARA AVALIAR E GERENCIAR EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS- AIHA (2021)
Caracterização
básica
Avaliação da
exposição
Aceitável Incerto Inaceitável
Controle
Coleta de informações
adicionais
Reavaliação
Início
Confirmar
CATEGORIAS DE GERENCIAMENTO E CONTROLE DE EXPOSIÇÃO
Categorias de controle de exposição GES
(grupo de exposição similar)
Gerenciamento aplicável /
controles
0 (< 1% do LEO) Sem ação
1 (<10% do LEO) Procedimentos e treinamentos,
comunicação de perigos gerais
2 (10-50% do LEO) + comunicação de perigos
específicos a produtos químicos,
monitoramento periódico da
exposição
3 (50-100% do LEO) + monitoramento da exposição
requerido, inspeções no local de
trabalho para verificar controles das
práticas de trabalho, vigilância
médica, monitoramento biológico
4 + (>100% do LEO, múltiplos de LEO) + implementar hierarquia de
controles, monitoramento para
validar a seleção do fator de
proteção do respirador
Decisão estatística da cauda superior= percentil 90, 95,99
LEO- Limite exposição ocupacional
AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS
GRO
CONTROLE DOS
RISCOS
IDENTIFICAÇÃO
DE PERIGOS
AVALIAÇÃO DE
RISCOS
A) APÓS
IMPLEMENTAÇÃO
DAS MEDIDAS DE
PREVENÇÃO
C) QUANDO IDENTIFICADAS
INADEQUAÇÕES,
INSUFICIÊNCIAS OU
INEFICÁCIAS DAS MEDIDAS DE
PREVENÇÃO
E) QUANDO HOUVER
MUDANÇA NOS
REQUISITOS LEGAIS
APLICÁVEIS
D) NA OCORRÊNCIA DE
ACIDENTES OU
DOENÇAS RELACIONADAS
AO TRABALHO
B) APÓS
INOVAÇÕES OU
MODIFICAÇÕES
PROCESSO CONTÍNUO E SER REVISTO:
INVENTÁRIO DE RISCOS
INVENTÁRIO DE
RISCOS
Identificação de
perigos e riscos Integra e sintetiza as
informações sobre
avaliação e controle
dos riscos
ocupacionais
Indica a necessidade
de priorização de
adoção de medidas
preventivas
Comunica riscos as
partes interessadas Permite resgatar
informações
individualizadas de
cada trabalhador
INVENTÁRIO DE
RISCOS
Caracterização
dos processos
e ambientes de
trabalho
Caracterização
das atividades
Descrição dos
perigos e de
possíveis lesões ou
agravos à saúde dos
trabalhadores, com
identificação das
causas
Avaliação e
classificação
dos riscos
Identificar
grupo de
trabalhador
es expostos
Critérios adotados
para tomada de
decisão Descrição das
medidas de
prevenção
implementadas
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA E EXPOSIÇÕES
OCUPACIONAIS
(PRÁTICA)
PRÉ-REQUISITOS EXIGIDOS ANTES DA REALIZAÇÃO DA
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
o Conhecer o processo produtivo e sua operação (visão geral);
o Saber sobre a organização do trabalho;
o Analisar os requisitos legais aplicáveis ao processo de trabalho;
o Identificar e registrar as conformidades e não conformidades;
o Visitar previamente os locais de trabalho para verificar o tipo de exposição a qual está sujeita os empregados (intensidade, duração e frequência). Procurar ver se existem medidas
preventivas ou de controle de riscos;
o Identificar atividades críticas, rotineiras e não rotineiras;
o Observar as exigências das atividades (biomecânicas, cognitivas, etc...);
o Evitar de descrever as situações observadas de maneira genérica;
o Empregar métodos e técnicas de avaliação que sejam válidos e validados para a situação em questão, dar preferência inicialmente a avaliação qualitativa e semiquantitativa;
o Quando for necessária fazer avaliações quantitativas; e
o Ter feito o inventário de riscos.
CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO
A empresa é uma indústria de transformação, de processo contínuo que produz cimento a partir da transformação físico- química do calcário
que é a matéria prima básica que dará origem a formação do clínquer. A planta industrial é automatizada no que se refere a produção que se
processa em britadeiras, esteiras rolantes de transporte de materiais britados para o interior da fábrica, em silos, moinhos e fornos. Os fornos
funcionam a base de combustível de coque, pneus velhos, casca de arroz e outros. O tipo de cimento produzido está diretamente ligado a
proporção dos componentes que são adicionados ao clínquer. Este tipo de indústria não tem fornos elétricos. Encontram-se na área de
produto final a presença de ensacadeiras automáticas para a sua embalagem e moderna esteira de escoamento para o local de estocagem ou
logística. Nesta área encontram-se pallets que auxiliam na distribuição do produto para vias de comercialização (fluvial, rodoviária ou
transporte por meio de trens). Esta é uma indústria que não admite a fabricação de um produto não conforme, o comprometimento de um
componente leva a rejeição de todo o material produzido.
CARACTERIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO
INVENTÁRIO DOS AGENTES DE RISCO OCUPACIONAL
AGENTES DE RISCO OCUPACIONAIS PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO
FÍSICO QUÍMICO
F1. Calor
Origem: do trabalho a céu aberto e fornos
Áreas: de extração e fornos
Q1. Calcário na forma de pó (sílica e o cálcio)
Origem: da rocha, da máquina perfuratriz, do britador, no carregamento do caminhão
Áreas: de extração e britagem
F2. Vibrações de corpo inteiro
Origem: da máquina perfuratriz, caminhão e pallets.
Áreas: de extração e logística
Q1. Argila
Origem: nos silos de pré - homogeneiização horizontais
Áreas: pré- homogeneização
F3.Radiação ionizante
Origem: laboratório de controle de qualidade da produção (espectrometria)
Área: laboratório de controle de qualidade
Q1. Ferro (óxido de ferro presente nas rochas e no solo)
Origem: nos silos de pré- homogeneiização horizontais
Áreas: pré- homogeneização
F4. Radiação não ionizante
Origem: processo de solda elétrica, forno e trabalho a céu aberto
Áreas: manutenção (técnico de manutenção), forno de cozimento e extração
Q1. Alumínio
Origem: nos silos de pré- homogeneiização horizontais
Áreas: pré- homogeneização
F5. Ruído
Origem: máquinas, explosão de rochas, perfuração de rochas e do processo produtivo industrial
Áreas: extração, logística e forno de cozimento.
Q2. Óleo lubrificante, graxa, solvente e vulcaflex
Origem: na tarefa de mecânico e borracheiro
Área: no setor de manutenção
CADASTRO EM
GRUPO
AGENTES DE RISCO ESTADO FÍSICO PRINCIPAIS VIAS DE ENTRADA
NO ORGANISMO
EFEITOS NOCIVOS A SAÚDE LT
(TWA/
REF)
CARACT. E/OU
PROPRIEDADES E/OU
OBS.
Local Sistêmico Carcinogênese
teratogênese
F1 Físico : calor Calor radiante
Convecção
Condução
Evaporação
Derme Catarata precoce
Exaustão
Caimbras por calor
Esgotamento
Estresse por calor
Vasodilatação
periférica
Sudorese
Choque térmico
Insolação
Intermação
CA de pele Anexo 3 da
NR15
Anexo 3 da NR9
NHO 06- procedimentos
F2 Físico: vibração de corpo
Inteiro
Vibração Corpo inteiro Impacto sobre a coluna lombar,
torácica e cervical
Fadiga, cefaléia, insônia
Problemas gastrintestinais
Estresse Não se aplica Anexo 8 da
NR15
NHO 09- procedimentos
F3 Físico: radiação ionizante Propagação da
energia por meio de
partículas ou de
ondas
eletromagnéticas
Corpo inteiro Queimadura de radiação
Tireoidite induzida por radiação
Lesão pulmonar induzida por
radiação
Pericardite , catarata, fibrose
renal, hepatite por radiação
Síndrome de radiação
aguda e crônica
Pancitopenia
Alteração do DNA
Diminuição da
fertilidade ou
esterilidade
Câncer CNEN-
NN3.01
ACGIH-
Tabela 1
NHO05- avaliações da
exposição ocupacional ao
Raio X
F4 Físico: radiação não ionizante Propagação depende
do comprimento de
ondas
Corpo inteiro Queimadura
Catarata precoce
SNC
Alt cardiovascular
Alt imunológica
Ca de pele ACGIH – LT
Anexo 7 da
NR-15
____________
F5 Físico: ruído Vibração sonora Pavilhão auricular Perda auditiva neurossensorial SNC e Sistema
nervoso periférico
Estresse
Não se aplica Anexo 1 da
NR15
NHO 01- procedimentos
CARACTERIZAÇÃO DOS AGENTES DE RISCO PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO
CADASTRO EM
GRUPO
CAS AGENTES DE RISCO ESTADO FÍSICO PRINCIPAIS VIAS
DE ENTRADA NO
ORGANISMO
FAMÍLIA QUÍMICA EFEITOS NOCIVOS A SAÚDE LT
(TWA/
REF)
CARACT. E/OU
PROPRIEDADES
E/OU OBS.
Local Sistêmico Carcinogênese
teratogênese
Q1 1488-60-7 1. Sílica (na forma de pó) pó Respiratória Particulado Fibrose pulmonar e
câncer de pulmão
Não se aplica Carcinogênico (A1) ACGIH- 0,025
mg/m³
Poeira
respirável
fórmula na
NR15- anexo
12
Não tem stell
NIOSH 500/600
Q1 133258-7 2. Argila pó Respiratória Particulado Pneumoconiose ____________ Não classificável
como carcinogênico
humano (A4)
2 mg/m³
ACGIH-
NIOSH 500/600
Q1 1309-37-1 3. Óxido de ferro pó Respiratória Particulado Pneumoconiose Não se aplica Não classificável
como carcinogênico
humano (A4)
ACGIH:
5mg/m³
Não tem stell
NIOSH 500/600
Q1 1344-28-1 4.Óxido de alumínio pó Respiratório Particulado Pneumoconiose Neurotoxicidade Não classificável
como carcinogênico
humano (A4)
1mg/m³
ACGIH-
NIOSH 500/600
CARACTERIZAÇÃO DOS AGENTES DE RISCO PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO
CADASTRO EM
GRUPO
CAS AGENTES DE RISCO ESTADO
FÍSICO
PRINCIPAIS VIAS
DE ENTRADA NO
ORGANISMO
FAMÍLIA
QUÍMICA
EFEITOS NOCIVOS A SAÚDE LT
(TWA/
REF)
CARACT. E/OU
PROPRIEDADE
S E/OU OBS.
Local Sistêmico Carcinogênese
teratogênese
Q2 8052-
41-3
1. Aguarrás mineral
(solvente)
Vapor orgânico Respiratório
Derme
Via ocular
Vapor Irritante aos aos
olhos, pele, rins,
náuseas.
Pode agravar
doenças pré-
existentes
(doenças de pele,
hepáticas, renais
e pulmonares
crônicas)
Comprometimento
do SNC
Não se aplica TWA-
100ppm
(ACGIH)
Não tem Stell
Q2 13463-
67-7
2. Dióxido de titânio
(graxa)
Sólido Respiratória
Dérmica
________ Irritante do trato
respiratório
inferior
Irritante da pele
________ Não classificável
como carcinogênico
humano (A4)
10mg/m³ _________
Q2 67472-
57-0
3. Óleo mineral Líquido Respiratória Vapor Irritante do trato
respiratório
superior
________ Não classificável
como carcinogênico
humano (A4)
5 mg/m³ _________
CARACTERIZAÇÃO DOS AGENTES DE RISCO PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO
CBO FUNÇÕES ÁREAS E
SETORES DE
TRABALHO
REGIME DE
TRAB
TEMPO DE
EXPOSIÇÃO
PRINCIPAIS TAREFAS
3163-05 Técnico de
mineração
Extração 8 h 6 h e 30’ Orientar as atividades do processo produtivo de mineração em campo, controlar as diversas etapas do processo e prestar suporte técnico aos operadores de campo, de modo a assegurar o
cumprimento dos programas de produção e o atendimento aos padrões de tempo, qualidade e custos requeridos. Fica exposto ao ruído de explosivos e ao pó de calcário.
7111-10 Operador de campo Extração 8 h 6 h e 30’ Circula em todo o campo de extração mineral e britagem fazendo intervenções no processo quando necessário. São avisados desta intervenção por rádio recebido das salas de comando da
fábrica e recebem ordens do técnico de mineração. Tem característica de apoio a tarefa de extração e britagem do calcário. Fica exposto a ruído e pó de rocha.
7111-30 Operador de
máquina móvel
(perfuratriz)
Extração 8 h 6 h e 30’ Faz perfurações nas rochas das minas para colocação dos explosivos, trabalha sobre a supervisão do técnico de mineração. Trabalha em parceria com outras empresas terceirizadas cujos
funcionários atuam na mesma função e tarefa. Fica exposto a ruído e pó de rocha.
7825-10 Operador de
máquina móvel
(motorista de
caminhão)
Extração 8 h 6 h e 30’ Conduzir veículos do tipo caminhão rodoviário, pipa ou fora-de-estrada a fim de transportar materiais entre as áreas de produção, conforme instruções preestabelecidas. Transporta as rochas
extraídas para o local de britagem.
8212-05 Operador de fornos
(forneiro)
Fornos 8 h 6 h e 30’ O Processo acontece no forno com temperaturas entre 1.200 a 1450 °C para fazer o clínquer, a temperatura aumenta gradativamente, tem-se o processo químico do cimento- farinha clinquerizada),
o pó de pedra fica líquido- tudo isso é controlado por uma sala de comando a distância que vê inclusive o que está acontecendo dentro do forno, que possem tijolos refratários. O clínquer agora
passa a ser a principal matéria-prima para fazer o cimento. A tarefa dele é acompanhar o processo e desencrostar os ingredientes com uma haste metálica e pistola de água de alta pressão
7822-20 Operador de
máquina móvel
(pallets)
Logística 8 h 6 h e 30’ Movimentação de carga e descarga de cimento ensacado.
3011-10 Laboratorista Laboratório de
controle de
qualidade
8 h 6 h e 30’ Analisa a pedra extraída da rocha que entra na fábrica por meio da esteira elétrica por meio de radiação ionizante do tipo espectrometria e utiliza substâncias químicas
3144-10 Técnico de
manutenção
Manutenção 8 h 6 h e 30’ Realizar manutenção elétrica preventiva e corretiva máquinas, equipamentos, motores, painéis e rede elétrica, bem como desmontar, recuperar, montar, testar e/ou substituir os componentes
elétricos. Efetuar manutenção instrumental corretiva e preventiva de acordo com a matriz de capacitação em instrumentos e malhas de controle, bem como efetuar as substituições necessárias,
conforme histórico dos mesmos, seguindo plano estabelecido. Fazer análise de estoques (MRO) objetivando garantir o estoque mínimo necessário de peças de reposição. Efetuar as inspeções,
diagnosticando defeitos e gerando registros dos desvios de conformidade encontrados, sinalizando e efetuando reparos necessários. Fazem solda elétrica.
91113-
05
Mecânico Manutenção 8 h 6 h e 30’ Executar manutenção mecânica, preventiva e corretiva, de alta complexidade, em equipamentos industriais, a fim de mantê-los em perfeitas condições de funcionamento. Montar conjuntos
reparados, ajustando peças e dispositivos, através de instrumentos de precisão específicos. Instalar máquinas ou equipamentos novos ou proceder ao remanejamento dos mesmos, quando
necessário. Solicitar peças / equipamentos necessários à execução do trabalho. Efetuar lubrificação de equipamentos e máquinas industriais mediante a verificação do nível e a viscosidade do
óleo, a fim de completar, injetar ou trocar óleos ou graxas lubrificantes para evitar desgastes anormais. Tem contato com vulcatex também.
9921-15 Borracheiro Manutenção 8 h 6 h e 30’ Montagem e desmontagem de pneus em caminhões, frota leve, pá carregadeiras. Fazem execução de mapa de pneus, controle de estoque, consertos quente e frio (câmaras e pneus), análise de
sucata, diagnóstico de direção em relação a geometria dos pneus. Realizar eventuais socorros fora do posto de trabalho.
CARACTERIZAÇÃO DO PESSOAL
ESTABELECIMENTO DOS GRUPOS SIMILARES DE EXPOSIÇÃO
(CRITÉRIO QUALITATIVO)
GSE CBO FUNÇÕES ÁREAS E SETORES DE
TRABALHO
AGENTES DE RISCO AMBIENTAIS A QUE SE EXPÕEM
F1
(calor)
F2
(vibração de corpo
inteiro)
F3
(radiação ionizante)
F4
(radiação não ionizante)
F5
(ruído)
Q1
(sílica , argila, alumínio e óxido de
ferro)
Q2
(graxa, óleo mineral, aguarráz)
1 3163-05
7111-10
Técnico de
mineração
Operador de campo
Extração 6h e 30’ --------------- ------------------- 6h e 30’ 6h e 30’ 6h e 30’ --------------
2 7111-30 Operador de
máquina móvel
(perfuratriz)
Extração 6h e 30’ 6h e 30’ -------------------- 6h e 30’ 6h e 30’ 6h e 30’ ------------------
3 7825-10 Operador de
máquina móvel
(motorista de
caminhão)
Extração 30’ 5h ------------------- 30 ‘ 03 h 30’ 2h ----------------------
4 8212-05 Operador de fornos
(forneiro)
Fornos 6h e 30’ --------------- ------------------- 6h e 30’ 6h e 30’ --------------------- ----------------------
5 7822-20 Operador de
máquina móvel
(pallets)
Logística ------------ 6h e 30’ -------------------- -------------------- 6h e 30’ ------------------------ ----------------------
6 3011-10 Laboratorista Laboratório _______ ________ 4h ___________ 2h ______________ ____________
7 3144-10 Técnico de
manutenção
Manutenção _______ _________ ____________ 3h 3h ______________ _____________
8 91113-05
9921-15
Mecânico
Borracheiro
Manutenção _______ ________ ____________ ___________ 4h e 30’ ______________ 3 h
ANÁLISE E AVALIAÇÃO QUALITATIVA
DO POTENCIAL DE RISCO DOS GSE’S
GSE AGENTES DE RISCO FÍSICO AGENTES DE RISCO QUÍMICOS
F1
(calor)
F2
(vibração de corpo
inteiro)
F3
(radiação ionizante)
F4
(radiação não ionizante)
F5
(ruído)
Q1
(sílica, alumínio, argila e
óxido de ferro)
Q2
(aguarráz, graxa e óleo
mineral)
GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO
1 Técnico de mineração e Operador de campo (extração) 4 2 8 0 0 0 0 0 0 4 2 8 4 3 12 4 4 16 0 0 0
2 Operador de máquina móvel (perfuratriz- extração) 4 2 8 4 2 8 0 0 0 4 2 8 4 3 12 4 4 16 0 0 0
3 Operador de máquina móvel (motorista caminhão- extração) 2 2 4 4 2 8 0 0 0 2 2 4 3 3 9 3 4 12 0 0 0
4 Operador de forno (forno) 4 4 16 0 0 0 0 0 0 4 4 16 3 3 9 0 0 0 0 0 0
5 Operador de máquina móvel (pallets- logística) 0 0 0 2 2 4 0 0 0 0 0 0 3 3 9 0 0 0 0 0 0
6 Laboratorista (laboratório de controle de qualidade) 0 0 0 0 0 0 3 4 12 0 0 0 2 3 6 2 4 8 0 0 0
7 Técnico de manutenção (manutenção) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 2 6 3 3 9 0 0 0 0 0 0
8 Mecânico / borracheiro (manutenção) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 3 12 0 0 0 3 3 9
GRAU CONCEITO
1 Exposição desprezível / insignificante / ocasional- em condições
normais de trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente
durante a execução das atividades é praticamente inexistente ou a
níveis irrelevantes
2 Exposição pequena – em condições normais de trabalho, o contato
dos trabalhadores com o agente é esporádico, por curto espaço de
tempo e a níveis baixos. Tempo estimado de exposição por jornada é
menor que 0,5 horas
3 Exposição moderada- em condições normais de trabalho, o contato
dos trabalhadores com o agente é frequente e a níveis médios, ou
esporádico e a níveis altos. Tempo estimado de exposição por
jornada entre 0,5 e 4,0 h
4 Exposição significante – em condições normais de trabalho, , o
contato dos trabalhadores com o agente é frequente e a níveis e a
níveis altos. O trabalhador permanece a maioria de sua jornada perto
das fontes de emissão. Tempo estimado de exposição por jornada
entre 4,0 e 6,0 h.
EFEITOS CONCEITO
1 Efeitos nocivos (adversos), subclínicos ou leves, reversíveis.
Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade
muito baixa.
2 Efeitos adversos reversíveis de moderados a severos que não
deixam sequelas, ou efeitos irreversíveis que não conduzem à
incapacidade de exercer as atividades pertinentes à função,
incluem-se substâncias químicas e agroquímicos de baixa
toxicidade a moderada.
3 Efeitos adversos irreversíveis que conduzem a incapacidade
de exercer atividades na função, mas não impedem a
continuidade de vida, embora possa ocorrer diminuição de sua
qualidade. Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas
de toxicidade alta, ruído excessivo, vibração excessiva
4 Efeitos que causam risco de vida . Incluem-se substâncias
químicas e agroquímicas de toxicidade muito alta, como os
asfixiantes químicos, calor excessivo e radiação ionizante.
POTENCIAL DE RISCO= GRAU
DE EXPOSIÇÃO x EFEITOS A
SAÚDE
CARCINOGÊNICO CONCEITO
1 Sem evidências de carcinogenicidade,
teratogenicidade e mutagenicidade
2 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico
confirmado somente para animais
3 Suspeito de ser carcinogênico, teratogênico ou
mutagênico para seres humanos
4 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico
confirmado para seres humanos
CONTATO CONCEITO
1 Não irritante de pele a mucosa
2 Levemente irritante de pele e mucosa
3 Moderadamente irritante de pele e mucosa, irritante e ação superficial,
sensibilizantes
4 Irritante severo de pele e mucosas, corrosivo
PRIORIZAÇÃO DOS RISCOS
AGENTE DE RISCO GSE/ POTENCIAL
DE RISCO
ÁREAS FUNÇÃO
F1 - calor GSE 1 - moderado Extração Técnico de mineração e operador de campo
GSE2- moderado Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz)
GSE4- severo Forno Operador de forno
F2 - vibração de corpo inteiro GSE2- moderado Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz)
GSE3- moderado Extração Operador de máquina móvel (motorista caminhão)
F3 - radiação ionizante GSE 6 - severo Laboratório de controle de qualidade Laboratorista
F4 - radiação não ionizante GSE 1 - moderado Extração Técnico de mineração e operador de campo
GSE2- moderado Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz)
GSE4- severo Forno Operador de forno
GSE 7- moderado Manutenção Técnico de manutenção
F5- ruído GSE 1- severo Extração Técnico de mineração e operador de campo
GSE2- severo Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz)
GSE3- severo Extração Operador de máquina móvel (motorista caminhão)
GSE 4- severo Forno Operador de forno
GSE 5- severo Logística Operador de máquina móvel (pallets)
GSE 6- moderado Laboratório de controle de qualidade Laboratorista
GSE 7-severo Manutenção Técnico de manutenção
GSE 8- severo Manutenção Mecânico e borracheiro
Q1- sílica , argila, alumínio.
óxido de ferro
GSE 1- severo Extração Técnico de mineração e operador de campo
GSE2- severo Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz)
GSE3- severo Extração Operador de máquina móvel (motorista caminhão)
Q2- águarraz, graxa, óleo,cola GSE 8- severo Manutenção Mecânico e borracheiro
PARTE II
CONTINUA DEPOIS.....
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  • 1. NOVA NR1 Inaugura um novo tempo na forma de elaborar e gerenciar documentos em segurança e saúde no trabalho (SST) INSTRUTORA MONICA PINHEIRO- FEVEREIRO DE 2022 Médica do trabalho / Bacharel em direito / Ergonomista / Higienista / Pós em projetos / MBA em QSMS / Gestão de Saúde
  • 2. PARTE I: 1. Introdução; 2. Objetivos; 3. Definições de termos; 4. Conceitos Básicos; 5. Inventário de riscos (identificação de perigos e avaliação de riscos); e 6. Exercício. PARTE II: 1. Controle de riscos e plano de ação 2. Direitos e deveres do empregador e do empregado; 3. Treinamentos; e 4. Exercício. ABORDAGEM
  • 4. INTRODUÇÃO Concepção da NR1: Portaria nº 6.730, de 9 de março de 2020 Início de vigência: 03/01/2022 (Portaria 8.873 de 23/07/2020); Fontes de referência para sua elaboração: ISO 31.000:2018 e ISO 45.001:2018; Requisitos para sua operacionalização: exige dos profissionais do SESMT conhecimento prévio e articulado em higiene, ergonomia, saúde e segurança do trabalho; Finalidade: traz as diretrizes de gestão de riscos ocupacionais a serem adotadas obrigatoriamente pelas empresas em solo nacional e visa reduzir ou eliminar riscos ocupacionais por meio da implantação precoce de medidas corretivas sobre os perigos e riscos previamente mapeados e identificados no ambiente laboral; Aplicação da norma: aplica-se esta NR a empregadores (urbanos e rurais) que mantenham empregados contratos por meio da CLT, incluindo órgãos públicos da administração direta e indireta, do poder legislativo, judiciário e do Ministério Público. Nos termos previstos em lei, aplica-se o disposto nas NR a outras relações jurídicas (terceirizações). Esta norma também traz regras de tratamento diferenciado para empresas denominadas: microempreendedor individual (MEI), microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP). Também se estende a organização de caridade ou instituição; Privilegia: consulta e participação ativa dos trabalhadores; exige comprometimento direto e liderança da alta direção; torna o SESMT (ou profissional equivalente) um consultor técnico; Define: os direitos e deveres de empregadores e trabalhadores; Anexo I : padronização de termos e definições; Anexo II: diretrizes e requisitos mínimos para utilização da modalidade de ensino a distância e semipresencial; Por definição desta portaria a NR1 é norma geral. Oficialmente esta NR permite que os representantes dos trabalhadores possam acompanhar fiscalizações dos preceitos legais e regulamentares que tratam sobre SST (acompanhamento do auditor fiscal do trabalho na verificação da implantação dos preceitos normativos da NR1 na empresa).
  • 5. OBJETIVOS 1. Estabelecer as diretrizes e requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e as medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho – SST; 2. O objetivo é diminuir a chance de acidentes e doenças ocupacionais e facilitar a ação dos trabalhadores em caso de situações que levem a não conformidades; 3. Incentivar a melhoria contínua no desempenho de SST, para propiciar uma ambiente de trabalho seguro e saudável;
  • 6. DEFINIÇÕES DE TERMOS o Processo: Conjunto de atividades inter- relacionadas ou iterativas que transformam entradas em saídas; o Procedimento: forma especificada de executar uma atividade ou processo. Pode ser documentado ou não; o Projeto: Projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Guia PMBOK 5ª edição; o Programa: Um programa é definido como um grupo de projetos, subprogramas e atividades de programas relacionados, gerenciados de modo coordenado visando à obtenção de benefícios que não estariam disponíveis se eles forem gerenciados individualmente. Guia PMBOK 5ª edição. Programas possuem um escopo mais amplo, que pode precisar mudar para atingir às expectativas de benefícios da organização. Os gerentes de programa devem contar com mudanças e até mesmo promovê-las; o Desempenho: Resultado mensurável. Esse resultado é obtido por avaliação qualitativa ou quantitativa. O desempenho pode ser da atividade, do processo ou produtos; o Desempenho de SST: Desempenho relacionado à eficácia da prevenção de lesões e doenças dos trabalhadores e da provisão de locais de trabalho seguros e saudáveis; o Monitoramento: Determinação da situação de um sistema, um processo ou atividade. Requer: verificação, supervisão ou observação crítica; o Medição: Processo para determinar um valor; o Conformidade: atendimento de um requisito; o Não conformidade: não atendimento de um requisito; o Incidente: Ocorrência inesperada durante o trabalho que pode resultar (quase acidente) ou resulta (acidente) em lesão ou doença (Fonte: ISO 45.001:2018). Embora possa existir uma ou mais não conformidades relacionadas com um incidente, esse pode ocorrer quando existem conformidades; o Ação corretiva: Ação empregada para eliminar as causas de uma não conformidade ou um incidente e para prevenir a recorrência; o Melhoria contínua em SST: Atividade recorrente para aumentar o desempenho do sistema de gestão em SST; o Política de SST: Visa prevenção de lesões e doenças dos trabalhadores e da provisão de locais de trabalho seguros e saudáveis e os objetivos de SST devem estar coerentes com essa política.
  • 7. GRO / PGR / OUTRAS NR’S
  • 8. CONCEITOS BÁSICOS INICIAIS Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)- processo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) 1. Identificar perigos e avaliar e controlar riscos relacionados com a atividade praticada pela empresa por *estabelecimento; 2. Gerenciar estes riscos por meio de um programa ou sistema de gestão em SST (desde que este sistema cumpra minimamente o inventário de riscos previstos nessa NR); 3. A ideia é eliminar perigos para fazer prevenção efetiva de riscos; 4. Estimular a organização a ter práticas ocupacionais seguras e práticas ambientais adequadas por meio de melhoria contínua (PDCA); 5. Estimular a empresa a gerenciar suas responsabilidades de forma sistemática. 1. O PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade; 2 O PGR deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros documentos previstos na legislação de Segurança e Saúde no Trabalho (*outras ações) 3. O PGR não é um documento, é um programa e como tal pode ser atualizado a qualquer tempo e hora; 4. Organizado, estruturado e documentado; 5. Pode ser substituído por um sistema de gestão que cumpra as exigências previstas nessa NR;
  • 9. PROCESSOS DE TRABALHO ENTRADA: MATÉRIA PRIMA / PEDIDOS PRÁTICAS AMBIENTAIS ADEQUADAS SAÍDA: PRODUTO S / SERVIÇOS ORGANIZAÇÃO GERENCIAMENTO DE RISCO OCUPACIONAL (GRO) GERENCIAR SUAS RESPONSABILIDADES DE UMA FORMA SISTEMÁTICA PRÁTICAS OCUPACIONAIS SEGURAS
  • 10. PDCA NA NR1 PLANEJAR- Determinar os objetivos e processos de saúde e segurança ocupacional (SSO) de forma a garantir os resultados previstos na política de SSO da organização. Levantar e Identificar perigos e riscos, avaliar riscos; FAZER / EXECUTAR- Definir e implementar controle de riscos ocupacionais; CHECAR / VERIFICAR / MEDIR- processos, atividades e medidas implantadas, relatando os resultados; AGIR – tomar medidas para melhoria contínua do desempenho de SSO para alcançar os resultados pretendidos – ações corretivas;
  • 11. Identificação de PERIGOS Avaliação de RISCOS Controle dos RISCOS MACROPROCESSOS GRO ESTRUTURAÇÃO DO GRO INVENTÁRIO DE RISCOS PLANO DE AÇÃO PGR Documentos O inventário e o plano de ação devem apontar a necessidade de serem feitos outros programas de segurança e saúde na empresa. NOTA: Se a empresa já tiver implantado outros programas estes devem estar vinculados ao PGR, eles formaram um portifólio de elementos implantados e implementados.
  • 12. DIFERENÇAS ENTRE GRO (NR1) E O PPRA (NR9) • PPRA 1.É um programa 2.Trata somente dos: o Risco Físico o Risco Químico o Risco Biológico NR 07 PCMSO NR 09 NR 17 Ergonomia NR 10 Elétrica NR 18 Construção civil NR 19 Explosivos NR 35 Trabalho em altura NR 33 Espaço confinado NR 12 Máquinas e equipamentos Demais NRs Riscos de acidentes Processo
  • 13. GRO (NR1), INSALUBRIDADE (NR15), PERICULOSIDADE (NR16) E O LTCAT (ART 58 DA LEI 8213/91) GRO Não deve ser usado para a caracterização de Atividades ou Operações Insalubres (NR15) ou Perigosas (NR16). Serve para prevenção e gerenciamento de riscos ocupacionais. LTCAT Comprovação da efetiva da exposição do segurado aos agentes nocivos EMISSÃO DO PPP X O PGR não substitui o LTCAT e nem o PPP, pois são documentos com finalidades diferentes e regulamentações diversas
  • 14. PGR DEVE CONTEMPLAR NO MÍNIMO : O INVENTÁRIO DE RISCO E O PLANO DE AÇÃO RESPONSABILIDADE DA ORGANIZAÇÃO DATADO E ASSINADO (laudos e pareceres técnicos) DOCUMENTO DEVE ESTAR DISPONÍVEL PARA OS: TRABALHADORES,SINDICATO E INSPEÇÃO DO TRABALHO RESPEITAR O DISPOSTO NAS OUTRAS NR’S
  • 15. BENEFÍCIOS DO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS (PGR) PGR Minimização de impactos negativos Maximização do desempenho em SST Redução do gerenciamento de crises Torna a empresa mais competitiva
  • 16. SUCESSO DO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS (PGR) PGR Comprometimento do empregador Política de SST que vá além da conformidade legal Envolvimento de todas as partes interessadas Qualidade do serviço prestado Alternativas para controle de riscos Recursos financeiros para gerenciar os riscos Ações coordenadas e planejadas para correção ou mitigação de riscos
  • 17. DISPOSIÇÕES GERAIS REQUISITO: 1.5.7 CONTRATANTE CONTRATADA Art. 5º-A, §3º, da Lei nº 6.019/74, com a redação conferida pela Lei nº 13.429/2017 (Terceirização). É responsabilidade da contratante garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou local previamente convencionado.
  • 18. DISPOSIÇÕES GERAIS - REQUISITO: 1.5.7 CONTRATANTE CONTRA TADA INVENTÁRIO DE RISCOS PLANO DE AÇÃO PGR PGR DEVE FORNECER informações dos seus riscos que possam impactar nas atividades das contratadas
  • 19. DISPOSIÇÕES GERAIS - REQUISITO: 1.5.7 CONTRATANTE CONTRA TADA INVENTÁRIO DE RISCOS PLANO DE AÇÃO PGR PGR DEVE FORNECER Inventário de Riscos Ocupacionais específicos de suas atividades que são realizadas nas dependências da contratante.
  • 20. DISPOSIÇÕES GERAIS - REQUISITO: 1.5.7 CONTRATANTE CONTRA TADA INVENTÁRIO DE RISCOS PLANO DE AÇÃO PGR PGR PODERÁ incluir as medidas de prevenção REFERENCIAR os programas das contratadas
  • 21. A RELAÇÃO ENTRE A NR1 E A NR9 Identificação de PERIGOS Avaliação de RISCOS Controle dos RISCOS GRO INVENTÁRIO DE RISCOS PLANO DE AÇÃO PGR NR 09 Análise Preliminar e Aprofundada da Exposição aos Agentes: Físicos Químicos Biológicos Medidas de Prevenção (ANEXOS da NR9)
  • 22. A RELAÇÃO ENTRE A NR1 E A NR7 Identificação de PERIGOS Avaliação de RISCOS Controle dos RISCOS GRO INVENTÁRIO DE RISCOS PLANO DE AÇÃO PGR NR 07 Planejamento do PCMSO Diretrizes do PCMSO O PCMSO deve ser elaborado considerando os riscos ocupacionais identificados e classificados pelo PGR.
  • 23. PERIGOS / RISCOS / EVENTOS
  • 24. CONCEITOS BÁSICOS INICIAIS PERIGO / FONTE DE RISCO OCUPACIONAL / FATOR DE RISCO RISCO OCUPACIONAL Fonte com o potencial de causar lesões ou agravos à saúde. Elemento que isoladamente ou em combinação com outros tem o potencial intrínseco de dar origem a lesões ou agravos à saúde. Combinação da probabilidade de ocorrer lesão ou agravo à saúde causados por um evento perigoso, exposição a agente nocivo ou exigência da atividade de trabalho e da severidade dessa lesão ou agravo à saúde. Evento perigoso (incidente) Ocorrência ou acontecimento com o potencial de causar lesões ou agravos à saúde.
  • 25.
  • 26. PROBABILIDADE DO EVENTO DEFINIÇÃO QUALITATIVA SIGNIFICADO VALOR Frequente É provável que ocorra muitas vezes (tem ocorrido frequentemente) 5 Ocasional É provável que ocorra algumas vezes ( tem ocorrido ocasionalmente) 4 Remoto Improvável, porém é possível que ocorra (ocorre raramente) 3 Improvável Bastante improvável que ocorra (não se conhece ocorrência anterior) 2 Extremamente improvável Quase inconcebível que o evento ocorra 1 SEVERIDADE DOS EVENTOS DEFINIÇÕES DE AVIAÇÃO SIGNIFICADO VALOR Catastrófico Destruição de equipamento Morte Múltipla A Perigoso Uma redução importante das margens de segurança, dano físico ou uma carga de trabalho tal que os operadores não podem desempenhar suas tarefas de forma precisa e completa Lesões graves ou mortes de uma quantidade de gente Danos maiores ao equipamento B Maior Uma redução significativa das margens de segurança, uma redução na habilidade do operador em responder a condições operacionais adversas como resultado do incremento da carga de trabalho, ou como resultado de condições que impedem sua eficiência. Incidente grave Lesões a pessoas C Menor Inferência Limitações operacionais Utilização de procedimentos de emergência Incidentes menores D Insignificante Consequências leves E
  • 27. PRINCIPAIS FONTES DE RISCO (PERIGO) Processos produtivos; Instalações e ambientes físicos; Máquinas e equipamentos; Materiais diversos; Métodos de trabalho e procedimentos; Organização do trabalho; e Pessoas (fator humano); EVENTOS NOS LOCAIS DE TRABALHO Contatos incidentais com energia, materiais ou objetos perigosos; Exigências física e mentais da atividade de trabalho (excessivas ou de pouca exigência) Exposição a contaminantes ambientais (físicos, químicos e biológicos) de curta duração ou duração repetida Ataques de pessoas e animais FONTE OU CLASSE DE PERIGO INCIDENTE, EXPOSIÇÃO OU EXIGÊNCIA LESÃO OU AGRAVO A SAÚDE (DANO) Solvente X que contém Xileno Inalação repetida de vapor de xileno Contato repetido do solvente com as mãos Irritação do trato respiratório superior (TRS) e comprometimento do SNC Dermatite Transporte manual de carga (exigência biomecânica) Esforço físico intenso e exigência de flexões frequentes da coluna vertebral Fadiga muscular e lombalgia
  • 28. Lesão ou agravo à saúde Evento perigoso Exposição a agente nocivo Exigência da atividade
  • 30. IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS O processo de identificação de perigos deve considerar o disposto nas Normas Regulamentadoras e demais exigências legais de segurança e saúde no trabalho. IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS NR 10 NR9 Demais exigências legais de SST NR 17 NR 35 NR 20 NR 19 NR 12 Nesse sentido é importante ter uma LISTA REFERENCIAL DE PERIGOS,elaborada com base na NRs e nas demais exigências legais de SST e outras fontes, para se iniciar esse processo de identificação de perigos, pois as pessoas que estão muito próximas de situações podem não mais "enxergar" os perigos, ou seja, porque julguem que os mesmos sejam “normais”.
  • 31. IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS O processode identificação de perigos possui DUAS ETAPAS: LEVANTAMENTO PRELIMINAR DE PERIGOS 1. Antes do início do funcionamento do estabelecimento ou novas instalações; 2. Para as atividades existentes 3. Nas mudanças e introdução de novos processos ou atividades de trabalho FINALIDADE EVITAR ELIMINAR LEVANTAMENTO PRELIMINAR DE PERIGOS 1.5.4.2 IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS 1.5.4.3
  • 32. IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS PROPRIAMENTE DITA PROCESSOS INTERNOS E EXTERNOS Descrever os perigos/ Possíveis lesões ou agravos á saúde Identificar as fontes ou circunstâncias Indicar os grupo de trabalhadores IDENTIFICAÇÃO CONTÍNUA DE TODOS OS PERIGOS DA ORGANIZAÇÃO
  • 34. ENTENDO O QUE É RISCO o Risco é um evento futuro ou condição incerta que pode causar um efeito positivo ou negativo. Se o efeito for negativo existe a probabilidade ou chance de causar danos; o Risco está relacionado com probabilidade de ocorrer a lesão ou agravo versus a severidade dessa lesão ou agravo; o Risco de quê? Probabilidade de quê? Qual a consequência?; o Riscos conhecidos (identificados/analisados/avaliados/gerenciados/incluídos no plano de gerenciamento) e desconhecidos (abordagem por meio de plano de contingência geral baseado em outras experiências similares vivenciadas) fonte: PMBOK o Identificar, analisar, avaliar e controlar riscos. Para todas essas etapas existem ferramentas que auxiliam o examinador, porém a escolha dessa ferramenta vai depender da natureza e tipo de risco; o Avaliação do risco é necessária para verificar se ele é ou não tolerável (gradação do nível de risco) para poder programar as ações mitigatórias, corretivas, preventivas e o seu cronograma de execução; e o O risco pode ser avaliado de forma qualitativa, quantitativa, ambas ou ainda semi-quantitativamente.
  • 35. RISCO OCUPACIONAL DE QUÊ? LOCAL POPULAÇÃO Qual a Probabilidade? Qual a severidade? Lesão ou agravo à saúde ATIVIDADE FATORES DETERMINANTES (causas) RISCO= PROBABILIDADE X SEVERIDADE TIPO DE EXPOSIÇÃO: - Intensidade; - Duração; e - Frequência;
  • 36. PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCO o Descreve toda a metodologia que será utilizada no gerenciamento de risco; o Detalha as funções e responsabilidades de cada membro da equipe. Tem previsão de competências e capacitações; o Traz o nome do elaborador do plano; o Descritivo das regras gerais dos processos de gerenciamento de risco; o Traz os riscos identificados; o Qualificação e quantificação dos riscos; o Planos e reservas de contingência ; o Nome do responsável do plano; o Participação dos trabalhadores; o Orçamento previsto para gerenciamento dos riscos; o Programação das atividades de gerenciamento de risco; o Procedimentos de documentação dos riscos e tipos de comunicação; o Procedimentos de auditoria dos riscos; o Registros de alterações de documentos; e o Aprovações .
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  • 39. COMO GERENCIAR RISCOS NA PRÁTICA? 1. Aplicação de ferramentas e técnicas para IDENTIFICAR DE RISCOS: 2. Brainstorming - processo feito em grupo por meio de um facilitador. Tem-se o lançamento de ideias de maneira livre, emitidas em curto espaço de tempo, sem criticas, onde se busca a diversidade de opiniões a partir de um processo criativo conjunto. O objetivo é criar uma lista abrangente de riscos que podem ser analisados na etapa posterior. Todas as ideias tem valor. Ao fim do processo os riscos são classificados por tipo; 3. 2. Técnica de Delphi - participação de forma anônima de especialistas em riscos. Tem-se um facilitador que distribui um questionário para todos os participantes solicitando ideias sobre riscos de determinado tema. As respostas são resumidas e o facilitador as redistribui entre os participantes para revisão e comentários adicionais sobre os riscos listados. O Objetivo é encontrar um consenso sobre os riscos entre os especialistas. Essa técnica pode ser feita por email; 4. Entrevistas – Principal fonte de coletas de dados. Direcionar esse recurso para pessoas e grupos específicos que possam adicionar informações sobre os riscos de determinado tema em questão; 5. Identificação da causa raiz – Procurar a causa que está por trás do risco identificado. Isto ajuda no desenvolvimento de resposta aos riscos; 6. Análise das listas de verificação (check-list) – Listam-se riscos com base em outras situações similares de trabalho vivenciadas no passado. Pode-se elaborar riscos tendo outras fontes de informações; 7. Análise das premissas – premissas podem estar incorretas, assim a escolha do uso dessa técnica requer a análise dos ris que dela resultarem; 8. Uso de diagramas – Ishikawa, fluxogramas, diagrama de influência; 9. Opinião especializada – para determinadas situações que são específicas e exigem a opinião de um especialista na avaliação da ocorrência de determinados riscos; 10.Matriz de Swot- forças e fraquezas /oportunidades e ameaças
  • 40.
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  • 45. DETERMINAÇÃO DA GRADAÇÃO DO RISCO OCUPACIONAL NÍVEL DE RISCO OCUPACIONAL GRADAÇÃO DA PROBABILIDADE GRADAÇÃO DA SEVERIDADE Evento perigoso Exposição a agentes nocivos Exigência da atividade Lesão ou agravo à saúde
  • 46. FATORES RELACIONADOS COM A PROBABILIDADE A probabilidade relaciona-se com 4 fatores: a) Com os requisitos estabelecidos em NRs; b) Ter medidas preventivas e de controle implantadas; c) Ter ciência da atividade de trabalho; d) Possuir perfil de exposição para agentes físicos, químicos e biológicos definidos com possiblidade de comparação com os requisitos, valores de referência e anexos da NR9;
  • 47. COMENTÁRIOS SOBRE O SEGUNDO FATOR HIERARQUIA EXEMPLOS DE CONTROLES OPERACIONAIS Eliminação Alterações nos setores e/ou atividades que possibilitem a eliminação dos riscos avaliados Substituição Substituição de materiais e produtos Controle de Engenharia Instalação de barreiras, segregação (isolamento) da fonte ou do indivíduo, modificações no processo produtivo (instalação que minimizem o risco) Sinalização / Alerta / Controles Administrativos Instalação de placas, sinais sonoros, instruções de trabalho relacionadas à SST, inspeções e testes em equipamentos, permissão de trabalho, procedimentos, manutenção de equipamentos, treinamentos Equipamentos de Proteção Individual Utilização adequada de equipamentos de proteção individual que minimizem a exposição dos trabalhadores aos riscos avaliados Fonte: SESI (2010).
  • 48. CENÁRIO A MEDIDAS DE ENGENHARIA CENÁRIO B 2 MEDIDAS DE PREVENÇÃO
  • 49. ESTIMATIVA QUALITATIVA: CONTROLES EXISTENTES X MEDIDAS PREVENTIVAS INDICADAS CATEGORIA DESCRIÇÃO ÍNDICE DE PROBABILIDADE Controle excelente Representa a melhor tecnologia ou prática de controle disponível 1 Controle em conformidade legal Controle seguindo as normas legais, mantido adequadamente 2 Controle com pequenas deficiências Controle adequado com pequenas deficiências na operação ou manutenção 3 Controle deficiente Controle incompleto ou com deficiências relevantes 4 Controle inexistente As medidas de controle são inexistentes ou totalmente inadequadas 5
  • 50. COMENTÁRIOS SOBRE O TERCEIRO FATOR As exigências da atividade de trabalho: Organização do trabalho Atividades rotineiras e não rotineiras Procedimentos de Trabalho: Prescritos x Reais Condições do ambiente de trabalho Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais. Processo de Trabalho: conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transformam entradas em saídas
  • 51. Gradação da Probabilidade (ou chance de ocorrer) Quase certo .... Provável ... Improvável .... Raro .... Quase impossível 5 4 3 2 1
  • 52. Probabilidade CRITÉRIO UTILIZADO Perfil de exposição qualitativo Perfil de exposição quantitativo Fator de proteção Possível (mas altamente improvável) Exposição baixa: contato não frequente com o agente ou frequente a baixíssimas concentra-ções / intensidades. Exposição inferior a 10% do LEO*. E < 10% LEO Percentil 95 < 0,1 x LEO As medidas de controle existentes são adequadas, eficientes e há garantias de que sejam mantidas em longo prazo. Improvável Exposição moderada: contato frequente com o agente a baixas concentrações / intensidades ou contato não frequente a altas concentrações / intensidades. Exposição estimada entre 10% e 50% do LEO*. 10% < E  50% LEO Percentil 95 entre 0,1 x LEO e 0,5 x LEO As medidas de controle existentes são adequadas e eficientes, mas não há garantias de que sejam mantidas em longo prazo. Pouco provável Exposição significativa ou importante: contato frequente com o agente a altas concentrações / intensidades Exposição estimada entre 50% e 100% do LEO*. 50% < E  100% LEO Percentil 95 entre 0,5 x LEO e 1,0 x LEO As medidas de controle existentes são adequadas, mas apresentando desvios ou problemas significa-tivos. A eficiência é duvidosa e não há garantias de manutenção adequada. Provável ou quase certo Exposição excessiva: contato frequente com o agente a con-centrações/intensida-des elevadíssimas Exposição estimada acima do LEO*. E > 100% LEO Percentil 95 > 1,0 x LEO Medidas de controle inexistentes ou as medidas existentes são reconhecidamente inadequadas. GRADAÇÃO DA PROBABILIDADE
  • 53. GRADAÇÃO DA PROBABILIDADE NÍVEIS DE PROBABILIDADE QUANTITATIVO PROBABILIDADE LIMITES DE TOLERÂNCIA (LT) PONTUAÇÃO BAIXA D.E / I.E / NPS < ½ LT 1 MÉDIA 0,5 X LT < D.E / I.E / NPS < LT 5 ALTA D.E / I.E / NPS ≥ LT 10 CONTROLES NA FONTE PROBABILIDADE CONTROLE PONTUAÇÃO BAIXA Foi implantado o controle na fonte e está sendo monitorado 1 MÉDIA Estão sendo implantados os controles na fonte e adotadas medidas transitórias na trajetória 5 ALTA Não tem controle na fonte 10
  • 54. GRADAÇÃO DA SEVERIDADE A gradação da SEVERIDADE das lesões ou agravos à saúde deve levar em conta a magnitude da consequência (pode levar a acidentes ampliados) e o número de trabalhadores possivelmente afetados. PARTE DO CORPO TIPO DE EXPOSIÇÃO TOXICIDADE TIPO DE PERIGO NÚMERO DE TRABALHADORES POSSIVELMENTE AFETADOS (GSE / GHE / GHR- mesmo padrão de exposição- mesmo ambiente de trabalho, tarefas, processos e materiais) Convenção 174 da OIT: Todo evento inesperado, como uma emissão, um incêndio ou uma explosão de grande magnitude, envolvendo uma ou mais substâncias perigosas e que exponha aos trabalhadores, a população ou o meio ambiente a perigo de consequências imediatas ou de médio e longo prazos (acidentes ampliados).
  • 56. GRADAÇÃO DA SEVERIDADE MAGNITUDE DA CONSEQUÊNCIA AGENTE QUÍMICO: Dinâmica da Exposição EFEITO LOCAL OU SISTÊMICO APARECIMENTO DOS EFEITOS NOCIVOS CARACTERÍSTICA FÍSICO-QUÍMICA TOXICIDADE DOSE OU CONCENTRAÇÃO TIPO DE EXPOSIÇÃO VIA DE ABSORÇÃO
  • 57. Estimativa do risco: severidade ou gravidade da consequência (adaptado AIHA, 2015) Índices de severidade ou gravidade do dano à saúde (genérico) 1.Lesão leves sem necessidade de atenção médica, incômodos ou mal estar. 2.Lesão ou doença sérias reversíveis. 3.Lesão ou doenças críticas irreversíveis que podem limitar a capacidade funcional. 4.Lesão ou doença incapacitante ou mortal. 5.Mortes ou incapacidades múltiplas (>10).
  • 58. GRAVIDADE DO DANO À SAÚDE SEVERIDADE EXEMPLOS DE DANOS ASSOCIADOS 1. Lesão ou doença leve, com efeitos reversíveis levemente prejudiciais o Ferimentos superficiais; pequenos cortes e contusões; irritação dos olhos pela poeira; o Incômodo e irritação (por exemplo, dores de cabeça); problema de saúde levando a um desconforto temporário; o Lesões que podem implicar em afastamento não superior a 15 dias. 2. Lesão ou doença séria, com efeitos reversíveis severos e prejudiciais o Lacerações; queimaduras; concussão; torções sérias; pequenas fraturas; o Dermatite; asma; disfunções dos membros superiores relacionadas com o trabalho; problema de saúde levando a uma incapacidade permanente de pequeno porte; o Lesões reversíveis que implicam em afastamento superior a 15 dias. 3. Lesão ou doença crítica, com efeitos irreversíveis severos e prejudiciais que podem limitar a capacidade funcional. o Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), danos ao sistema nervoso central (SNC); o Lesões com sequelas que implicam em afastamentos de longa duração ou em limitações da capacidade funcional. 4.Lesão ou doença incapacitante ou fatal o Amputações; fraturas importantes; envenenamento; ferimentos múltiplos que resultem em fatalidade; o Câncer ocupacional; outras doenças graves que diminuem à vida (pneumoconiose fibrogênica); doenças agudas fatais.
  • 59. Critérios para estimar a severidade ou gravidade da consequência (adaptado de AS/NZS 4360) ÍNDICE DESCRITOR DEFINIÇÃO 1 Insignificante / leve Incômodo, insatisfação ou dano leve sem necessidade de tratamento médico. 2 Menor Incapacidade temporária com necessidade de tratamento médico. 3 Moderada Incapacidade ou deficiência permanente parcial (<30%) em uma ou mais pessoas. 4 Maior Morte e/ou incapacidade permanente total (>30%) em até 10 pessoas. 5 Catastrófica Diversas mortes ou incapacidade permanente total de mais de 10 pessoas.
  • 60. ANÁLISE DO RISCO- HIERARQUIZAÇÃO DO RISCO Muito baixo ou trivial Baixo Moderado Alto Muito alto ou crítico Nível de risco (hierarquia) Intolerável Inaceitável Tolerável Aceitável Aceitabilidade Manter o nível de risco Nenhum ação é necessária Eliminar ou reduzir ao nível mais baixo possível Eliminar ou reduzir
  • 61. ACEITABILIDADE DO RISCO E TOMADA DE DECISÃO NÍVEL DE RISCO AÇÃO E CRONOGRAMA Trivial Não é requerida nenhuma ação, e não é necessário conservar registros documentais Tolerável Não são requeridos controles adicionais. Devem ser feitas considerações sobre uma solução de custo mais eficaz ou melhorias que não importam uma carga de custos adicionais. É requerido monitoramento para assegurar que os controles sejam mantidos Moderado Devem ser feitos esforços para reduzir o risco, mas os custos de prevenção devem ser cuidadosamente medidos e limitados. As medidas para redução do risco devem ser implementadas dentro de um período de tempo definido. Quando o risco moderado estiver associado a consequências altamente prejudiciais, pode ser necessária uma avaliação adicional para estabelecer mais precisamente a probabilidade do dano ,como base para determinar a necessidade de melhores medidas de controle Substancial O trabalho não deve ser iniciado até que o risco tenha sido reduzido. Recursos consideráveis podem ter que ser alocados para reduzir o risco. Se o risco envolve trabalho em desenvolvimento deve ser tomada uma ação urgente Intolerável O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco tenha sido reduzido. Se não é possível reduzir o risco, mesmo com recursos ilimitados, a atividade laborativa deve permanecer proibida
  • 62. NÍVEL DE RISCO E TOMADA DE DECISÃO NÍVEL DE RISCO AÇÃO E CRONOGRAMA Risco irrelevante Fazer o monitoramento periódico, manter as medidas de prevenção e os controles para garantir a efetividade dos mesmos. Baixo Não são necessários controles operacionais adicionais, porém devem ser mantidos os controles: na fonte, treinamentos, os procedimentos e a conscientização sobre os perigos inerentes a atividade. Moderado ou Médio Devem ser feitos esforços para reduzir o risco, reavaliando os controles operacionais existentes e implementando controles operacionais adicionais, as medidas de prevenção devem ser cuidadosamente analisadas quanto: processo de trabalho, instalações, equipamentos, máquinas, treinamentos e simulados Alto O trabalho não deve ser iniciado até que o risco tenha sido reduzido através da implementação de controles operacionais. Onde o risco envolva trabalhos em andamento, devem ser tomadas ações urgentes Muito alto ou crítico O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco tenha sido reduzido através da execução de uma ação corretiva imediata. Nestes casos, o risco deve ser reavaliado após a execução ou implantação da referida ação. Se não é possível reduzir o risco o trabalho deve permanecer proibido.
  • 63. ESTIMATIVA DO NÍVEL DO RISCO Probabilidade DANOS / AGRAVOS DE LESÕES Levemente prejudicial (1) Prejudicial (2) Extremamente prejudicial (3) Altamente Improvável (1) Risco Trivial Risco Tolerável Risco Moderado Improvável (2) Risco Tolerável Risco Moderado Risco Substancial Provável (3) Risco Moderado Risco Substancial Risco Intolerável METODOLOGIA: BS 8800 (1996) – Anexo D
  • 64. GRADAÇÃO DA SEVERIDADE- DANOS /AGRAVOS DE LESÕES SEVERIDADE CRITÉRIOS 1. Levemente Prejudicial Danos que causem lesões superficiais, pequenos cortes e contusões, irritação nos olhos e da pele, incômodo ou que leve a desconforto temporário. 2. Prejudicial Danos que causem lacerações, queimaduras de pequena extensão, concussões, torção /deslocamentos sérios, fraturas, perda auditiva induzida por ruído ocupacional, dermatites, asma, DORT, doenças ocupacionais que provoquem restrição temporária à capacidade de trabalho. 3. Extremamente prejudicial Danos que causem amputações, queimaduras de grande extensão, grandes fraturas, envenenamentos, lesões múltiplas, doenças que encurtem severamente a vida e morte.
  • 65. APLICAÇÃO DA METODOLOGIA BS 8800:1996 ANEXO D PERIGO/ EVENTO/ EXPOSIÇÃO/ EXIGÊNCIA LESÕES E AGRAVOS FONTES E CIRCUNSTÂNCIAS (CAUSAS) CONTROLES EXISTENTES POPULAÇÃO EXPOSTA EXPOSIÇÃO PROBABILIDADE SEVERIDADE GRADAÇÃO DO RISCO CARACTERIZAÇÃO DO RISCO Ruído (NPS> 80 dB (A) ) Exposição repetida Perda Auditiva Emissão do Motor de empilhadeira Protetor auricular do tipo concha Operador de empilhadeira 87 dB A 2 2 4 Moderado , reduzir o risco para um nível mais baixo, manter controle e monitorar Ácido sulfúrico concentrado- respingos na pele e olhos Inalação de névoas de ácido sulfúrico (20%)-exposição repetida Queimadura Lesão ocular grave Câncer do trato Respiratório Superior Preparação de banhos, projeções acidentais Desprendimento de névoas dos banhos de decapagem Avental e luvas de PVC, protetor facial Sistema de VLE (sem manutenção periódica e com defeito) Oficial de zincagem 1 X na semana (1 h) Jornada diária – exposição moderada, sem dados quantitativos 3 3 9 Crítico – o trabalho não pode ser começado até que o risco seja reduzido Inalação de névoas de ácido sulfúrico (20%)-exposição repetida Câncer do trato Respiratório Superior Desprendimento de névoas dos banhos de decapagem Sistema de VLE (sem manutenção periódica e com defeito) Ajudante geral Zincagem Jornada diária – exposição moderada, sem dados quantitativos 3 3 9 Crítico – o trabalho não pode ser começado até que o risco seja reduzido
  • 66. CLASSIFICAÇÃO DA PROBABILIDADE X SEVERIDADE PARA DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE RISCO NÍVEL DE RISCO CONSEQUÊNCIAS INSIGNIFICANTE MENOR MODERADA MAIOR CATASTRÓFICA 1 2 4 8 16 PROBABILIDADE RARO 1 1 2 4 8 16 IMPROVÁVEL 2 2 4 8 16 32 POSSÍVEL 3 3 6 12 24 48 PROVÁVEL 4 4 8 16 32 64 QUASE CERTO 5 5 10 20 40 80 NÍVEL DE RISCO (NR) ZONAS DE DECISÃO TRATAMENTO NR ≤ 4 Tolerável Manter controle existentes 4 < NR ≤ 8 Significativo Avaliar necessidade de novos controles 8 < NR ≤ 16 Sério Implementar novos controles NR > 16 Intolerável Paralisar a atividade
  • 68. FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO DOS RISCOS AVALIAÇÃO DE RISCO HAZOP FMEA ANÁLISE DE CAUSA RAIZ (RCA) MATRIZ DE RISCO ANÁLISE DE CENÁRIOS MÉTODO DE BARREIRAS (BOW TIE) ANÁLISE DE ARVORE DE FALHAS (FTA) NBR ISO 31010
  • 69. NBR ISO/IEC 31010/12 – Gestão de Riscos - Técnicas para o Processo de Avaliação de Riscos
  • 70. AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS Existem diversas ferramentas de avaliação de risco e metodologias disponíveis para ajudar as organizações a avaliarem os seus riscos de saúde e segurança. A escolha do método vai depender das condições do local de trabalho, por exemplo, o número de trabalhadores, o tipo de atividades de trabalho e equipamentos, as características específicas do local de trabalho e os riscos específicos da organização. PROBABILIDADE SEVERIDADE
  • 71. AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS FMEA – ANÁLISE DE MODO DE FALHAS E EFEITOS (Failure Mode and Effect Analysis)
  • 72. AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS HAZOP- ESTUDO DE PERIGOS E OPERABILIDADE
  • 73. POTENCIAL DE RISCO= GRAU DE EXPOSIÇÃO x EFEITOS A SAÚDE GRAU CONCEITO 1 Exposição desprezível / insignificante / ocasional- em condições normais de trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente durante a execução das atividades é praticamente inexistente ou a níveis irrelevantes 2 Exposição pequena – em condições normais de trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente é esporádico, por curto espaço de tempo e a níveis baixos. Tempo estimado de exposição por jornada é menor que 0,5 horas 3 Exposição moderada- em condições normais de trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente é frequente e a níveis médios, ou esporádico e a níveis altos. Tempo estimado de exposição por jornada entre 0,5 e 4,0 h 4 Exposição significante – em condições normais de trabalho, , o contato dos trabalhadores com o agente é frequente e a níveis e a níveis altos. O trabalhador permanece a maioria de sua jornada perto das fontes de emissão. Tempo estimado de exposição por jornada entre 4,0 e 6,0 h. EFEITOS CONCEITO 1 Efeitos nocivos (adversos), subclínicos ou leves, reversíveis. Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade muito baixa. 2 Efeitos adversos reversíveis de moderados a severos que não deixam sequelas, ou efeitos irreversíveis que não conduzem à incapacidade de exercer as atividades pertinentes à função, incluem-se substâncias químicas e agroquímicos de baixa toxicidade a moderada. 3 Efeitos adversos irreversíveis que conduzem a incapacidade de exercer atividades na função, mas não impedem a continuidade de vida, embora possa ocorrer diminuição de sua qualidade. Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade alta, ruído excessivo, vibração excessiva 4 Efeitos que causam risco de vida . Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade muito alta, como os asfixiantes químicos, calor excessivo e radiação ionizante. CONTATO CONCEITO 1 Não irritante de pele a mucosa 2 Levemente irritante de pele e mucosa 3 Moderadamente irritante de pele e mucosa, irritante e ação superficial, sensibilizantes 4 Irritante severo de pele e mucosas, corrosivo CARCINOGÊNICO CONCEITO 1 Sem evidências de carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade 2 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico confirmado somente para animais 3 Suspeito de ser carcinogênico, teratogênico ou mutagênico para seres humanos 4 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico confirmado para seres humanos PLANILHAS DA AIHA
  • 75. QUANDO FAZER A AVALIAÇÃO QUANTITATIVA ? • Na presença de riscos moderados com consequência severa (morte ou incapacidade); • Riscos altos quando a avaliação for incerta e o investimento para controle for elevado; e • Quando não se conhece bem as causas ou fatores determinantes do risco;
  • 76. ESTRATÉGIA PARA AVALIAR E GERENCIAR EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS- AIHA (2021) Caracterização básica Avaliação da exposição Aceitável Incerto Inaceitável Controle Coleta de informações adicionais Reavaliação Início Confirmar CATEGORIAS DE GERENCIAMENTO E CONTROLE DE EXPOSIÇÃO Categorias de controle de exposição GES (grupo de exposição similar) Gerenciamento aplicável / controles 0 (< 1% do LEO) Sem ação 1 (<10% do LEO) Procedimentos e treinamentos, comunicação de perigos gerais 2 (10-50% do LEO) + comunicação de perigos específicos a produtos químicos, monitoramento periódico da exposição 3 (50-100% do LEO) + monitoramento da exposição requerido, inspeções no local de trabalho para verificar controles das práticas de trabalho, vigilância médica, monitoramento biológico 4 + (>100% do LEO, múltiplos de LEO) + implementar hierarquia de controles, monitoramento para validar a seleção do fator de proteção do respirador Decisão estatística da cauda superior= percentil 90, 95,99 LEO- Limite exposição ocupacional
  • 77. AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS GRO CONTROLE DOS RISCOS IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS AVALIAÇÃO DE RISCOS A) APÓS IMPLEMENTAÇÃO DAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO C) QUANDO IDENTIFICADAS INADEQUAÇÕES, INSUFICIÊNCIAS OU INEFICÁCIAS DAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E) QUANDO HOUVER MUDANÇA NOS REQUISITOS LEGAIS APLICÁVEIS D) NA OCORRÊNCIA DE ACIDENTES OU DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO B) APÓS INOVAÇÕES OU MODIFICAÇÕES PROCESSO CONTÍNUO E SER REVISTO:
  • 79. INVENTÁRIO DE RISCOS Identificação de perigos e riscos Integra e sintetiza as informações sobre avaliação e controle dos riscos ocupacionais Indica a necessidade de priorização de adoção de medidas preventivas Comunica riscos as partes interessadas Permite resgatar informações individualizadas de cada trabalhador
  • 80. INVENTÁRIO DE RISCOS Caracterização dos processos e ambientes de trabalho Caracterização das atividades Descrição dos perigos e de possíveis lesões ou agravos à saúde dos trabalhadores, com identificação das causas Avaliação e classificação dos riscos Identificar grupo de trabalhador es expostos Critérios adotados para tomada de decisão Descrição das medidas de prevenção implementadas
  • 81. CARACTERIZAÇÃO BÁSICA E EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS (PRÁTICA)
  • 82. PRÉ-REQUISITOS EXIGIDOS ANTES DA REALIZAÇÃO DA CARACTERIZAÇÃO BÁSICA o Conhecer o processo produtivo e sua operação (visão geral); o Saber sobre a organização do trabalho; o Analisar os requisitos legais aplicáveis ao processo de trabalho; o Identificar e registrar as conformidades e não conformidades; o Visitar previamente os locais de trabalho para verificar o tipo de exposição a qual está sujeita os empregados (intensidade, duração e frequência). Procurar ver se existem medidas preventivas ou de controle de riscos; o Identificar atividades críticas, rotineiras e não rotineiras; o Observar as exigências das atividades (biomecânicas, cognitivas, etc...); o Evitar de descrever as situações observadas de maneira genérica; o Empregar métodos e técnicas de avaliação que sejam válidos e validados para a situação em questão, dar preferência inicialmente a avaliação qualitativa e semiquantitativa; o Quando for necessária fazer avaliações quantitativas; e o Ter feito o inventário de riscos.
  • 83. CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO A empresa é uma indústria de transformação, de processo contínuo que produz cimento a partir da transformação físico- química do calcário que é a matéria prima básica que dará origem a formação do clínquer. A planta industrial é automatizada no que se refere a produção que se processa em britadeiras, esteiras rolantes de transporte de materiais britados para o interior da fábrica, em silos, moinhos e fornos. Os fornos funcionam a base de combustível de coque, pneus velhos, casca de arroz e outros. O tipo de cimento produzido está diretamente ligado a proporção dos componentes que são adicionados ao clínquer. Este tipo de indústria não tem fornos elétricos. Encontram-se na área de produto final a presença de ensacadeiras automáticas para a sua embalagem e moderna esteira de escoamento para o local de estocagem ou logística. Nesta área encontram-se pallets que auxiliam na distribuição do produto para vias de comercialização (fluvial, rodoviária ou transporte por meio de trens). Esta é uma indústria que não admite a fabricação de um produto não conforme, o comprometimento de um componente leva a rejeição de todo o material produzido.
  • 85. INVENTÁRIO DOS AGENTES DE RISCO OCUPACIONAL AGENTES DE RISCO OCUPACIONAIS PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO FÍSICO QUÍMICO F1. Calor Origem: do trabalho a céu aberto e fornos Áreas: de extração e fornos Q1. Calcário na forma de pó (sílica e o cálcio) Origem: da rocha, da máquina perfuratriz, do britador, no carregamento do caminhão Áreas: de extração e britagem F2. Vibrações de corpo inteiro Origem: da máquina perfuratriz, caminhão e pallets. Áreas: de extração e logística Q1. Argila Origem: nos silos de pré - homogeneiização horizontais Áreas: pré- homogeneização F3.Radiação ionizante Origem: laboratório de controle de qualidade da produção (espectrometria) Área: laboratório de controle de qualidade Q1. Ferro (óxido de ferro presente nas rochas e no solo) Origem: nos silos de pré- homogeneiização horizontais Áreas: pré- homogeneização F4. Radiação não ionizante Origem: processo de solda elétrica, forno e trabalho a céu aberto Áreas: manutenção (técnico de manutenção), forno de cozimento e extração Q1. Alumínio Origem: nos silos de pré- homogeneiização horizontais Áreas: pré- homogeneização F5. Ruído Origem: máquinas, explosão de rochas, perfuração de rochas e do processo produtivo industrial Áreas: extração, logística e forno de cozimento. Q2. Óleo lubrificante, graxa, solvente e vulcaflex Origem: na tarefa de mecânico e borracheiro Área: no setor de manutenção
  • 86. CADASTRO EM GRUPO AGENTES DE RISCO ESTADO FÍSICO PRINCIPAIS VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO EFEITOS NOCIVOS A SAÚDE LT (TWA/ REF) CARACT. E/OU PROPRIEDADES E/OU OBS. Local Sistêmico Carcinogênese teratogênese F1 Físico : calor Calor radiante Convecção Condução Evaporação Derme Catarata precoce Exaustão Caimbras por calor Esgotamento Estresse por calor Vasodilatação periférica Sudorese Choque térmico Insolação Intermação CA de pele Anexo 3 da NR15 Anexo 3 da NR9 NHO 06- procedimentos F2 Físico: vibração de corpo Inteiro Vibração Corpo inteiro Impacto sobre a coluna lombar, torácica e cervical Fadiga, cefaléia, insônia Problemas gastrintestinais Estresse Não se aplica Anexo 8 da NR15 NHO 09- procedimentos F3 Físico: radiação ionizante Propagação da energia por meio de partículas ou de ondas eletromagnéticas Corpo inteiro Queimadura de radiação Tireoidite induzida por radiação Lesão pulmonar induzida por radiação Pericardite , catarata, fibrose renal, hepatite por radiação Síndrome de radiação aguda e crônica Pancitopenia Alteração do DNA Diminuição da fertilidade ou esterilidade Câncer CNEN- NN3.01 ACGIH- Tabela 1 NHO05- avaliações da exposição ocupacional ao Raio X F4 Físico: radiação não ionizante Propagação depende do comprimento de ondas Corpo inteiro Queimadura Catarata precoce SNC Alt cardiovascular Alt imunológica Ca de pele ACGIH – LT Anexo 7 da NR-15 ____________ F5 Físico: ruído Vibração sonora Pavilhão auricular Perda auditiva neurossensorial SNC e Sistema nervoso periférico Estresse Não se aplica Anexo 1 da NR15 NHO 01- procedimentos CARACTERIZAÇÃO DOS AGENTES DE RISCO PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO
  • 87. CADASTRO EM GRUPO CAS AGENTES DE RISCO ESTADO FÍSICO PRINCIPAIS VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO FAMÍLIA QUÍMICA EFEITOS NOCIVOS A SAÚDE LT (TWA/ REF) CARACT. E/OU PROPRIEDADES E/OU OBS. Local Sistêmico Carcinogênese teratogênese Q1 1488-60-7 1. Sílica (na forma de pó) pó Respiratória Particulado Fibrose pulmonar e câncer de pulmão Não se aplica Carcinogênico (A1) ACGIH- 0,025 mg/m³ Poeira respirável fórmula na NR15- anexo 12 Não tem stell NIOSH 500/600 Q1 133258-7 2. Argila pó Respiratória Particulado Pneumoconiose ____________ Não classificável como carcinogênico humano (A4) 2 mg/m³ ACGIH- NIOSH 500/600 Q1 1309-37-1 3. Óxido de ferro pó Respiratória Particulado Pneumoconiose Não se aplica Não classificável como carcinogênico humano (A4) ACGIH: 5mg/m³ Não tem stell NIOSH 500/600 Q1 1344-28-1 4.Óxido de alumínio pó Respiratório Particulado Pneumoconiose Neurotoxicidade Não classificável como carcinogênico humano (A4) 1mg/m³ ACGIH- NIOSH 500/600 CARACTERIZAÇÃO DOS AGENTES DE RISCO PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO
  • 88. CADASTRO EM GRUPO CAS AGENTES DE RISCO ESTADO FÍSICO PRINCIPAIS VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO FAMÍLIA QUÍMICA EFEITOS NOCIVOS A SAÚDE LT (TWA/ REF) CARACT. E/OU PROPRIEDADE S E/OU OBS. Local Sistêmico Carcinogênese teratogênese Q2 8052- 41-3 1. Aguarrás mineral (solvente) Vapor orgânico Respiratório Derme Via ocular Vapor Irritante aos aos olhos, pele, rins, náuseas. Pode agravar doenças pré- existentes (doenças de pele, hepáticas, renais e pulmonares crônicas) Comprometimento do SNC Não se aplica TWA- 100ppm (ACGIH) Não tem Stell Q2 13463- 67-7 2. Dióxido de titânio (graxa) Sólido Respiratória Dérmica ________ Irritante do trato respiratório inferior Irritante da pele ________ Não classificável como carcinogênico humano (A4) 10mg/m³ _________ Q2 67472- 57-0 3. Óleo mineral Líquido Respiratória Vapor Irritante do trato respiratório superior ________ Não classificável como carcinogênico humano (A4) 5 mg/m³ _________ CARACTERIZAÇÃO DOS AGENTES DE RISCO PRESENTES NO AMBIENTE DE TRABALHO
  • 89. CBO FUNÇÕES ÁREAS E SETORES DE TRABALHO REGIME DE TRAB TEMPO DE EXPOSIÇÃO PRINCIPAIS TAREFAS 3163-05 Técnico de mineração Extração 8 h 6 h e 30’ Orientar as atividades do processo produtivo de mineração em campo, controlar as diversas etapas do processo e prestar suporte técnico aos operadores de campo, de modo a assegurar o cumprimento dos programas de produção e o atendimento aos padrões de tempo, qualidade e custos requeridos. Fica exposto ao ruído de explosivos e ao pó de calcário. 7111-10 Operador de campo Extração 8 h 6 h e 30’ Circula em todo o campo de extração mineral e britagem fazendo intervenções no processo quando necessário. São avisados desta intervenção por rádio recebido das salas de comando da fábrica e recebem ordens do técnico de mineração. Tem característica de apoio a tarefa de extração e britagem do calcário. Fica exposto a ruído e pó de rocha. 7111-30 Operador de máquina móvel (perfuratriz) Extração 8 h 6 h e 30’ Faz perfurações nas rochas das minas para colocação dos explosivos, trabalha sobre a supervisão do técnico de mineração. Trabalha em parceria com outras empresas terceirizadas cujos funcionários atuam na mesma função e tarefa. Fica exposto a ruído e pó de rocha. 7825-10 Operador de máquina móvel (motorista de caminhão) Extração 8 h 6 h e 30’ Conduzir veículos do tipo caminhão rodoviário, pipa ou fora-de-estrada a fim de transportar materiais entre as áreas de produção, conforme instruções preestabelecidas. Transporta as rochas extraídas para o local de britagem. 8212-05 Operador de fornos (forneiro) Fornos 8 h 6 h e 30’ O Processo acontece no forno com temperaturas entre 1.200 a 1450 °C para fazer o clínquer, a temperatura aumenta gradativamente, tem-se o processo químico do cimento- farinha clinquerizada), o pó de pedra fica líquido- tudo isso é controlado por uma sala de comando a distância que vê inclusive o que está acontecendo dentro do forno, que possem tijolos refratários. O clínquer agora passa a ser a principal matéria-prima para fazer o cimento. A tarefa dele é acompanhar o processo e desencrostar os ingredientes com uma haste metálica e pistola de água de alta pressão 7822-20 Operador de máquina móvel (pallets) Logística 8 h 6 h e 30’ Movimentação de carga e descarga de cimento ensacado. 3011-10 Laboratorista Laboratório de controle de qualidade 8 h 6 h e 30’ Analisa a pedra extraída da rocha que entra na fábrica por meio da esteira elétrica por meio de radiação ionizante do tipo espectrometria e utiliza substâncias químicas 3144-10 Técnico de manutenção Manutenção 8 h 6 h e 30’ Realizar manutenção elétrica preventiva e corretiva máquinas, equipamentos, motores, painéis e rede elétrica, bem como desmontar, recuperar, montar, testar e/ou substituir os componentes elétricos. Efetuar manutenção instrumental corretiva e preventiva de acordo com a matriz de capacitação em instrumentos e malhas de controle, bem como efetuar as substituições necessárias, conforme histórico dos mesmos, seguindo plano estabelecido. Fazer análise de estoques (MRO) objetivando garantir o estoque mínimo necessário de peças de reposição. Efetuar as inspeções, diagnosticando defeitos e gerando registros dos desvios de conformidade encontrados, sinalizando e efetuando reparos necessários. Fazem solda elétrica. 91113- 05 Mecânico Manutenção 8 h 6 h e 30’ Executar manutenção mecânica, preventiva e corretiva, de alta complexidade, em equipamentos industriais, a fim de mantê-los em perfeitas condições de funcionamento. Montar conjuntos reparados, ajustando peças e dispositivos, através de instrumentos de precisão específicos. Instalar máquinas ou equipamentos novos ou proceder ao remanejamento dos mesmos, quando necessário. Solicitar peças / equipamentos necessários à execução do trabalho. Efetuar lubrificação de equipamentos e máquinas industriais mediante a verificação do nível e a viscosidade do óleo, a fim de completar, injetar ou trocar óleos ou graxas lubrificantes para evitar desgastes anormais. Tem contato com vulcatex também. 9921-15 Borracheiro Manutenção 8 h 6 h e 30’ Montagem e desmontagem de pneus em caminhões, frota leve, pá carregadeiras. Fazem execução de mapa de pneus, controle de estoque, consertos quente e frio (câmaras e pneus), análise de sucata, diagnóstico de direção em relação a geometria dos pneus. Realizar eventuais socorros fora do posto de trabalho. CARACTERIZAÇÃO DO PESSOAL
  • 90. ESTABELECIMENTO DOS GRUPOS SIMILARES DE EXPOSIÇÃO (CRITÉRIO QUALITATIVO) GSE CBO FUNÇÕES ÁREAS E SETORES DE TRABALHO AGENTES DE RISCO AMBIENTAIS A QUE SE EXPÕEM F1 (calor) F2 (vibração de corpo inteiro) F3 (radiação ionizante) F4 (radiação não ionizante) F5 (ruído) Q1 (sílica , argila, alumínio e óxido de ferro) Q2 (graxa, óleo mineral, aguarráz) 1 3163-05 7111-10 Técnico de mineração Operador de campo Extração 6h e 30’ --------------- ------------------- 6h e 30’ 6h e 30’ 6h e 30’ -------------- 2 7111-30 Operador de máquina móvel (perfuratriz) Extração 6h e 30’ 6h e 30’ -------------------- 6h e 30’ 6h e 30’ 6h e 30’ ------------------ 3 7825-10 Operador de máquina móvel (motorista de caminhão) Extração 30’ 5h ------------------- 30 ‘ 03 h 30’ 2h ---------------------- 4 8212-05 Operador de fornos (forneiro) Fornos 6h e 30’ --------------- ------------------- 6h e 30’ 6h e 30’ --------------------- ---------------------- 5 7822-20 Operador de máquina móvel (pallets) Logística ------------ 6h e 30’ -------------------- -------------------- 6h e 30’ ------------------------ ---------------------- 6 3011-10 Laboratorista Laboratório _______ ________ 4h ___________ 2h ______________ ____________ 7 3144-10 Técnico de manutenção Manutenção _______ _________ ____________ 3h 3h ______________ _____________ 8 91113-05 9921-15 Mecânico Borracheiro Manutenção _______ ________ ____________ ___________ 4h e 30’ ______________ 3 h
  • 91. ANÁLISE E AVALIAÇÃO QUALITATIVA DO POTENCIAL DE RISCO DOS GSE’S
  • 92. GSE AGENTES DE RISCO FÍSICO AGENTES DE RISCO QUÍMICOS F1 (calor) F2 (vibração de corpo inteiro) F3 (radiação ionizante) F4 (radiação não ionizante) F5 (ruído) Q1 (sílica, alumínio, argila e óxido de ferro) Q2 (aguarráz, graxa e óleo mineral) GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO GE ES RO 1 Técnico de mineração e Operador de campo (extração) 4 2 8 0 0 0 0 0 0 4 2 8 4 3 12 4 4 16 0 0 0 2 Operador de máquina móvel (perfuratriz- extração) 4 2 8 4 2 8 0 0 0 4 2 8 4 3 12 4 4 16 0 0 0 3 Operador de máquina móvel (motorista caminhão- extração) 2 2 4 4 2 8 0 0 0 2 2 4 3 3 9 3 4 12 0 0 0 4 Operador de forno (forno) 4 4 16 0 0 0 0 0 0 4 4 16 3 3 9 0 0 0 0 0 0 5 Operador de máquina móvel (pallets- logística) 0 0 0 2 2 4 0 0 0 0 0 0 3 3 9 0 0 0 0 0 0 6 Laboratorista (laboratório de controle de qualidade) 0 0 0 0 0 0 3 4 12 0 0 0 2 3 6 2 4 8 0 0 0 7 Técnico de manutenção (manutenção) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 2 6 3 3 9 0 0 0 0 0 0 8 Mecânico / borracheiro (manutenção) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 3 12 0 0 0 3 3 9 GRAU CONCEITO 1 Exposição desprezível / insignificante / ocasional- em condições normais de trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente durante a execução das atividades é praticamente inexistente ou a níveis irrelevantes 2 Exposição pequena – em condições normais de trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente é esporádico, por curto espaço de tempo e a níveis baixos. Tempo estimado de exposição por jornada é menor que 0,5 horas 3 Exposição moderada- em condições normais de trabalho, o contato dos trabalhadores com o agente é frequente e a níveis médios, ou esporádico e a níveis altos. Tempo estimado de exposição por jornada entre 0,5 e 4,0 h 4 Exposição significante – em condições normais de trabalho, , o contato dos trabalhadores com o agente é frequente e a níveis e a níveis altos. O trabalhador permanece a maioria de sua jornada perto das fontes de emissão. Tempo estimado de exposição por jornada entre 4,0 e 6,0 h. EFEITOS CONCEITO 1 Efeitos nocivos (adversos), subclínicos ou leves, reversíveis. Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade muito baixa. 2 Efeitos adversos reversíveis de moderados a severos que não deixam sequelas, ou efeitos irreversíveis que não conduzem à incapacidade de exercer as atividades pertinentes à função, incluem-se substâncias químicas e agroquímicos de baixa toxicidade a moderada. 3 Efeitos adversos irreversíveis que conduzem a incapacidade de exercer atividades na função, mas não impedem a continuidade de vida, embora possa ocorrer diminuição de sua qualidade. Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade alta, ruído excessivo, vibração excessiva 4 Efeitos que causam risco de vida . Incluem-se substâncias químicas e agroquímicas de toxicidade muito alta, como os asfixiantes químicos, calor excessivo e radiação ionizante. POTENCIAL DE RISCO= GRAU DE EXPOSIÇÃO x EFEITOS A SAÚDE CARCINOGÊNICO CONCEITO 1 Sem evidências de carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade 2 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico confirmado somente para animais 3 Suspeito de ser carcinogênico, teratogênico ou mutagênico para seres humanos 4 Carcinogênico, teratogênico ou mutagênico confirmado para seres humanos CONTATO CONCEITO 1 Não irritante de pele a mucosa 2 Levemente irritante de pele e mucosa 3 Moderadamente irritante de pele e mucosa, irritante e ação superficial, sensibilizantes 4 Irritante severo de pele e mucosas, corrosivo
  • 93. PRIORIZAÇÃO DOS RISCOS AGENTE DE RISCO GSE/ POTENCIAL DE RISCO ÁREAS FUNÇÃO F1 - calor GSE 1 - moderado Extração Técnico de mineração e operador de campo GSE2- moderado Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz) GSE4- severo Forno Operador de forno F2 - vibração de corpo inteiro GSE2- moderado Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz) GSE3- moderado Extração Operador de máquina móvel (motorista caminhão) F3 - radiação ionizante GSE 6 - severo Laboratório de controle de qualidade Laboratorista F4 - radiação não ionizante GSE 1 - moderado Extração Técnico de mineração e operador de campo GSE2- moderado Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz) GSE4- severo Forno Operador de forno GSE 7- moderado Manutenção Técnico de manutenção F5- ruído GSE 1- severo Extração Técnico de mineração e operador de campo GSE2- severo Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz) GSE3- severo Extração Operador de máquina móvel (motorista caminhão) GSE 4- severo Forno Operador de forno GSE 5- severo Logística Operador de máquina móvel (pallets) GSE 6- moderado Laboratório de controle de qualidade Laboratorista GSE 7-severo Manutenção Técnico de manutenção GSE 8- severo Manutenção Mecânico e borracheiro Q1- sílica , argila, alumínio. óxido de ferro GSE 1- severo Extração Técnico de mineração e operador de campo GSE2- severo Extração Operador de máquina móvel (perfuratriz) GSE3- severo Extração Operador de máquina móvel (motorista caminhão) Q2- águarraz, graxa, óleo,cola GSE 8- severo Manutenção Mecânico e borracheiro