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  1. 1. A África é o terceiro continente mais extenso (atrás da Ásia e da América) com cerca de 30milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta. É osegundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) com cerca de 900 milhões depessoas, representando cerca de um sétimo da população do mundo, e 54 paísesindependentes; apesar de existirem colônias pertencentes a países de outros continentes, taiscomo as Ilhas Canárias e os enclaves de Ceuta e Melilla, que pertencem à Espanha,o território ultramarino das ilhas deSanta Helena, Ascensão e Tristão da Cunha, que pertenceao Reino Unido, e as ilhas de Reunião e Mayotte, que pertencem à França.Apresenta grande diversidade étnica, cultural, social e política. Nesse continente são visíveisas condições de pobreza, sendo o continente africano o mais pobre de todos; dos trinta paísesmais pobres do mundo (com mais problemas de subnutrição, analfabetismo, baixa expectativa [2]de vida, etc.), pelo menos 21 são africanos. Apesar disso existem alguns poucos países comum padrão de vida razoável, ainda assim não existe nenhum país realmente desenvolvido na [3]África. O subdesenvolvimento, os conflitos entre povos e as enormes desigualdades sociaisinternas, são o resultado das grandes modificações introduzidas pelos colonizadores europeus.Atualmente os países africanos mais desenvolvidos são Líbia, Maurícia e Seicheles, comqualidades de vida superiores a de muitos países da Europa. Ainda há outros países africanoscom qualidades de vida e indíces de desenvolvimento razoáveis, podendo destacar a maioreconomia africana, a África do Sul e outros países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo [4]Verde e São Tomé e Príncipe.A África costuma ser regionalizada de duas formas, a primeira forma, que valoriza a localizaçãodos países e os dividem em cinco grupos, que são a África setentrional ou do Norte, a ÁfricaOcidental, a África central, a África Oriental e a África meridional. A segunda regionalizaçãodesse continente, que vem sendo muito utilizada, usa critérios étnicos e culturais (religião eetnias predominantes em cada região), é dividida em dois grandes grupos, a África Branca ousetentrional formado pelos oito países da África do norte, mais a Mauritânia e o SaaraOcidental, e a África Negra ou subsaariana formada pelos outros 44 países do continente.Cinco dos países de África foram colónias portuguesas e usam o português como línguaoficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambiquee São Tomé e Príncipe; em CaboVerde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe são ainda falados crioulos de base portuguesa.VegetaçãoVegetação de savana na Tanzânia.Nas áreas de clima equatorial as chuvas são abundantes o ano inteiro; graças à pluviosidade,a vegetação dominante é a floresta equatorial densa e emaranhada. Ao norte e ao sul dessafaixa, onde o verão é menos úmido e a região está sujeita às influências marítimas, aparecemas savanas, que constituem o tipo de vegetação mais abundante no continente. Circundam
  2. 2. essa região zonas em que as temperaturas são mais amenas, a pluviosidade menor eas estações secas bem pronunciadas. Aí se encontram estepes, que, à medida quealcançam áreas mais secas, tornam-se progressivamente mais ralas, até se transformarem emregiões desérticas.Ao longo do litoral do mar Mediterrâneo e da África do Sul, sobressai a chamada vegetaçãomediterrânea, formada por arbustos e gramíneas. Nesta área concentra-se a maior parteda população branca do continente.Leão descansando na Namíbia.Como parte significativa de sua vegetação está preservada, a África conserva aindanumerosos espécies de suafauna: a floresta equatorial constitui abrigo, principalmente,para aves e macacos;as savanas e estepes reúnemantílopes, zebras, girafas, leões, leopardos, elefantes, avestruzes e animais de grande porte em geraReligiõesMapa religioso da África.Em correspondência com os diferentes ramos étnico-culturais, encontram-se na Áfricatrês religiões principais: o islamismo, que se manifesta sobretudonaÁfrica Branca, mas étambém professado por numerosos povos negros; o cristianismo, religião levadapor missionários e professada em pontos esparsos docontinente; e o animismo, seguido emtoda a África Negra. Esta última corrente religiosa, na verdade, abrange grande númerode seitas politeístas, que possuem em comum a crença na força e na influência dos elementosda natureza sobre o destino dos homens.
  3. 3. LínguasMapa linguístico da África.Línguas africanas Da mesma forma que as religiões, existem inúmeras línguas no continente: várias línguas de origem africana e os idiomas introduzidos pelos colonizadores, utilizados até hoje. Os principais são: árabe, inglês, francês, português,espanhol e africâner, língua oriunda do neerlandês, falada pelos descendentes de neerlandeses, alemães e francesesda África do Sul e da Namíbia. Política Ver artigo principal: Política da África Apesar de se registrarem atualmente na África muitos conflitos de caráter político, como o da Costa do Marfim e o do Sudão, e muitas situações irregulares, como a de Angola, pode-se dizer que a maioria dos países do continente possuem governos democraticamente eleitos. As únicas exceções neste momento são a Somália, que não tem sequer um estado organizado e o Saara Ocidental, ocupado por Marrocos. No entanto, é frequente que as eleições sejam consideradas como sujas por fraude, tanto internamente, como pela comunidade internacional. Por outro lado, ainda subsistem situações em que o presidente ou o partido governamental se encontram no poder há dezenas de anos, como são os casos da Líbia e doZimbabwe. Em geral, os governos Áfricanos são repúblicas presidencialistas, com exceção de três monarquias existentes no continente: Lesoto, Marrocos e Suazilândia. Cabo Verde adotou o regimeparlamentarista.
  4. 4. Problemas atuaisFomeCrianças somalis esperando pela ajudaamericana da Operação GoodRelief em1992.Várias regiões de África são assoladas com frequência por crises de falta de alimentos,principalmente nas zonas rurais. Destacam-se as zonas subáridasdo Sahel, desdea Mauritânia até ao Corno de África, e as que se encontram à volta do Deserto do Kalahari.Nestas áreas sucedem-se anos de seca, por vezes alternando com inundações que tambémdestroem culturas, para além de obrigarem as populações a deslocar-se das suas zonashabituais.Para além do fator climático, que alguns cientistas afirmam estar a agravar-se como aquecimento global, existem ainda causas culturais, que se podem associar à colonização docontinente pelas potências europeias no final do século XIX. Por um lado,a urbanização associada ao abandono das zonas rurais, onde não se promoveuo desenvolvimento económico e social, diminuiu a capacidade de produção agrícola, que erafundamentalmente de subsistência; por outro lado, os governos coloniais introduziram nocampo a obrigatoriedade das culturas de produtos para exportação, que contribuíram, não sópara a diminuição das áreas e da capacidade de cultivo de produtos alimentares, mas tambémpara o empobrecimento dos solos.Durante os últimos 30 anos do século XX, a seguir à descolonização da África, poucosgovernos souberam reverter a economia extrativista, que era sua a principal fonte derendimento, além de incentivada pelos países ocidentais e pelo bloco socialista durantea guerra fria, que necessitavam desses produtos para o seu desenvolvimento. A fracacapacidade de investimento em infraestrutura, apenas parcialmente sanada nos primeiros anosdo século XXI pela mudança de políticas das instituições financeiras internacionais, eternizou afalta de condições em termos de saúde e educação, mantendo assim as populações semcapacidade para produzir o suficiente para alimentar todo o país.Por outro lado, com a agricultura extensiva, matas são derrubadas e em seus limiteso deserto avança. A necessidade de produzir para exportação impede que se pratique osistema de descanso daterra, que se esgota rapidamente e nem mesmo o usode fertilizantes consegue recuperar. A pecuária intensiva e o nomadismo, tradicionalmentepraticadas no continente, também causam danos àspaisagens africanas, poisos rebanhos acabam com as já reduzidas pastagens, sendo atingidos pela fome, da mesmaforma que a população.
  5. 5. Finalmente, os conflitos armados que assolam o continente são outro fator de empobrecimento,resultando em milhões de deslocados e refugiados sem capacidade produtiva; nas regiões emguerra, são as agências internacionais e as organizações não-governamentais que tentamassegurar as condições mínimas de saúde e alimentação, ao invés de se fazer um verdadeiroesforço para sanar as causas dos conflitos que, muitas vezes, estão associados à injustiça napropriedade dos recursos naturais e na distribuição da riqueza proveniente da sua exploração.[editar]Colonização europeia e guerrasMapa de África Colonial em 1913.██ Bélgica██ França██ Alemanha██ Grã-Bretanha██ Itália██ Portugal██ Espanha██ Estados independentes (Libéria e Etiópia)A atual divisão política da África somente se configurou nas décadas de 60 e 70.Durante séculos, o continente foi explorado pelas potências europeias -ReinoUnido, França, Portugal, Espanha, Bélgica, Itália e Alemanha -, que o dividiram em zonas deinfluência adequadas aos seus interesses. Ao conseguirem a independência,os países africanos tiveram de se moldar às fronteiras definidas pelos colonizadores. Estas, porum lado, separavam de modo artificial grupos humanos pertencentes às mesmas tribos,falantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos costumes e submetia-os, por outrolado, à influência de valores europeus.Em muitos desses novos países, após a independência, houveinevitáveis revoltas separatistas e golpes de Estado que terminaram por instaurar ditaduras.Seguindo diretrizes capitalistas ou socialistas, os governos assim constituídos distinguiam-sesempre pela perseguição política, que chegava a culminar emtorturas e massacres dosopositores.
  6. 6. Em grande parte dos casos, a independência política não foi total, pois geralmente os novospaíses mantiveram laços econômicos com as ex-metrópoles e, durante a Guerra Fria, algunsligaram-se às grandes potências (Estados Unidos e extinta União Soviética) em busca deassistência militar e econômica.De tudo isso resulta a existência de muitos focos de conflito no continente. Em alguns casostrata-se de lutas de caráter político: grupos que pretendem conquistar o poder se confrontamcom os que detêm o domínio da região. Em outros, o motivo principal é o separatismo,originado pela artificialidade das fronteiras coloniais herdadas.[editar]Problemas históricos[editar]RacismoPlaca na praia em Durban. "Pelas leis do artigo 37, essa área é reservada para o uso exclusivo da raça branca."(1989).Em nenhuma outra parte do mundo a questão racial assumiu questões tão graves comona África do Sul. Embora os negros, mestiços e indianos constituam 86% da população, eramos brancos que detinham todo o poder político, e somente eles gozavam de direitos civis.A origem desse sistema, denominado apartheid, data de 1911, quandoos africânderes (descendentes de agricultores holandeses que emigraram para a África do Sul)e os britânicos estabeleceram uma série de leis para consolidar seu domínio sobre os negros.Em 1948, a política de segregação racial foi oficializada, criando direitos e zonas residenciaispara brancos, negros, asiáticos e mestiços.Na década de 1950, foi fundado o Congresso Nacional Africano (CNA), entidade negracontrária à segregação racial na África do Sul. Em 1960, o CNA foi declarado ilegal e seu
  7. 7. líder Nelson Mandela, condenado à prisão perpétua. De 1958 a 1976, a política do apartheid sefortaleceu com a criação dosbantustões, apesar dos protestos da maioria negra.Diante de tal situação, cresceram o descontentamento e a revolta na maioria subjugada pelosbrancos; os choques tornaram-se frequentes e violentos; e as manifestações de protesto eramdecorrência natural desse quadro injusto. A comunidade internacional usou algumas formas depressão contra o governosul-africano, especialmente no âmbito diplomático e econômico, nosentido de fazê-lo abolir a instituição do apartheid. (português brasileiro)A Copa do Mundo FIFA de 2010 ou Campeonato do Mundo de Futebol FIFA (português europeu)de 2010 foi a décima nona edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, queocorreu de 11 de junho até 11 de julho. O evento foi sediado na África do Sul, tendo partidasrealizadas nas cidades de Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, Nelspruit, Polokwane, PortoElizabeth, Pretória,Rustemburgo e Joanesburgo. Trinta e dois seleções nacionais foramqualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 13 delas europeias(Espanha, PaísesBaixos, Itália, Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, França, Grécia, Portugal, Sérvia, Eslováquia, Eslovêniae Suíça), 8 americanas (Brasil, Argentina, Honduras, México, EstadosUnidos, Chile, Paraguai e Uruguai), 6 africanas (África do Sul,Argélia, Camarões, Costa doMarfim, Gana e Nigéria), 3 asiáticas (Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte) e 2 oceânicas(Austrália eNova Zelândia).

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