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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
FACULDADE DE MEDICINA
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA
Eryka Fernanda Pereira Gonçalves
Radioproteção e controle de qualidade em um serviço público de saúde no
setor da radiologia
Belo Horizonte
2022
Eryka Fernanda Pereira Gonçalves
Radioproteção e controle de qualidade em um serviço público de saúde no
setor da radiologia
Projeto apresentado ao Curso Superior de Tecnologia
em Radiologia da Universidade Federal de Minas
Gerais, como requisito parcial para aprovação na
disciplina Trabalho de Conclusão de Curso II.
Orientadora: Profª Drª Críssia Carem Paiva Fontainha.
Belo Horizonte
2022
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus pelo seu infinito amor e por toda graça
derramada. A Deus toda honra, toda glória e todo louvor. Agradeço aos meus pais
por todo amor, orações, carinho e apoio de sempre. Ao meu irmão pelo amor e por
tornar meus dias mais felizes. Ao meu esposo pelo amor, paciência e apoio. “Vós,
que em outro tempo não éres povo, mas agora sois povo de Deus; que vos chamou
das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:10).
Aos professores da graduação pelo conhecimento compartilhado e
dedicação em formar profissionais de saúde competentes e humanizados. Em
especial à minha orientadora Profa. Dra. Críssia Carem Paiva Fontainha por aceitar
ser a minha orientadora, pelas ricas orientações, todo apoio e dedicação, muito
obrigada! Ao Prof. Dr. Túlio Bernardino pelo seu vasto conhecimento disseminado
ao longo do curso e por tê-lo nessa banca. À Profa. Dra. Talita Oliveira por contribuir
com tanta presteza na coleta de dados que foram imprescindíveis para essa
pesquisa. "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" (Cora
Coralina).
A equipe do Hospital das Clínicas, da Unidade de Diagnóstico por
Imagem. Em especial aos coordenadores Eler Reis e Eduardo dos Santos Junior e a
secretária Melina Almeida pelo tempo dispendido para as coletas de dados
presenciais e toda presteza, compromisso e contribuição para esse trabalho.
Aos companheiros de curso, amigos e todos que participaram dessa
jornada na torcida pelo meu sucesso.
LISTA DE SIGLAS
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
CNEN - Centro Nacional de Energia Nuclear
DECS - Descritores em Ciências da Saúde
EBR – Efeitos Biológicos da Radiação
HC - Hospital das Clínicas
IAEA - International Atomic Energy Agency
ICRP - International Commission on Radiological Protection
INCA – Instituto Nacional do Câncer
IOE - Indivíduo Ocupacionalmente Exposto
SCIELO - Scientific Electronic Library Online
SUS - Sistema Único de Saúde
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
GRÁFICO 1 - Exames no momento da pandemia (decréscimo) de 2020 a 2019 por
cada modalidade de exame no período da pandemia.................................................... 23
GRÁFICO 2 - Percentual de decréscimo do número de exames: Reflexo do cenário
da pandemia COVID-19....................................................................................................... 24
QUADRO 1 - Efeitos Biológicos da Radiação (Determinísticos) em adultos.............. 14
QUADRO 2 - Princípios de radioproteção ........................................................................ 15
QUADRO 3 - Datas dos controles de qualidade e testes de constância..................... 19
QUADRO 4 - Modalidade e número de técnicos e tecnólogos da sala de exames por
turno ........................................................................................................................................ 20
QUADRO 5- Equipamentos do setor de radiologia do HC-UFMG ............................... 20
QUADRO 6 - Média da quantidade de exames anual por modalidade no HC .......... 21
QUADRO 7 - Média de exames por modalidade e ano.................................................. 22
LISTA DE TABELAS
TABELA 1 - Relação ano e modalidade (entre 2019 e 2020): Reflexo do cenário da
pandemia COVID-19 ............................................................................................................ 22
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 7
1.1 Cenário ............................................................................................................................... 10
1.2 Problema de pesquisa........................................................................................................ 10
1.3 Justificativa ......................................................................................................................... 11
1.4 Objetivos gerais .................................................................................................................. 11
1.5 Objetivos específicos.......................................................................................................... 12
2. METODOLOGIA................................................................................................................... 13
3 RADIOPROTEÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES....................................................................... 14
3.1 O papel do tecnólogo na radioproteção no serviço da radiologia ..................................... 17
3.3 Testes de constância.......................................................................................................... 17
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES.......................................................................................... 19
4.1 Testes de constância e Controle de Qualidade ................................................................. 19
4.2 Recursos humanos no setor de radiologia do HC-UFMG................................................. 20
5 OUTRAS CONSIDERAÇÕES RELEVANTES DO UDI DURANTE A PANDEMIA ............. 21
6 CONCLUSÕES...................................................................................................................... 25
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................ 26
7
7
1 INTRODUÇÃO
A descoberta dos raios X, em 1895, por Willhelm Conrad Roentgen
revolucionou, a forma de diagnóstico no mundo todo. Antes disso, as práticas eram
invasivas e com cirurgias para visualizar a anatomia humana interiormente. Novas
tecnologias radiológicas foram e estão sendo constantemente aperfeiçoadas para o
aperfeiçoamento do diagnóstico por imagem. (NAVARRO, 2010).
Roentgen com suas descobertas, ganhou o 1º prêmio Nobel em Física
(em 1901), muitos cientistas admiravam seu trabalho e o assunto raios x gerou
1.000 artigos e 49 livros publicado. Entretanto, a sociedade banalizava os riscos da
radiação, sendo que radiografias eram tiradas indiscriminadamente, o que motivou
Roentgen a investir na carreira acadêmica e não mais às pesquisas. Nos tempos de
Roentgen a sociedade utilizava os raios x em salões de beleza para depilar o rosto,
deixar a pele mais jovial e extrair cravos (LIMA; AFONSO; PIMENTEL, 2009). Esses
fatos que contrariam os princípios científicos fizeram com que a mídia
sensacionalista da época fosse contra esse avanço científico, conforme citado um
trecho do jornal abaixo:
Sempre que algo extraordinário é descoberto, uma multidão de escritores
apodera-se do tema e, não conhecendo os princípios científicos envolvidos,
mas levados pelas tendências sensacionalistas, fazem conjecturas que não
apenas ultrapassam o entendimento que se tem do fenômeno, como
também em muitos casos transcendem os limites das possibilidades. Este
tem sido o destino dos raios-x de Roentgen (THE NEW YORK TIMES, 1986
apud.LIMA; AFONSO; PIMENTEL, 2009).
Segundo Okuno (2013), nesse período, médicos perceberam que os raios
X poderiam auxiliar na retirada de manchas de nascença, pintas e matar células.
Alguns relatos de acidentes ocasionados pelo uso indiscriminado da radiação,
motivaram somente 30 anos depois da descoberta dos raios X, o processo de
normatização do uso de radiações e grandezas físicas, por meio da Internacional
Commission on Radiation Units and Measurements (ICRU). Após três anos foi criada
a International Commission on Radiological Protection (ICRP), com a finalidade de
elaborar normas de proteção radiológica e estabelecer limites de exposição à
radiação ionizante.
A radiação ionizante, cuja energia é capaz de retirar um elétron de um
átomo, com a interação da alta energia com a matéria nas células e tecidos, pode
ser prejudicial ao homem. Os chamados efeitos biológicos da radiação (EBR), como
o potencial risco cânceres radioinduzidos e outras complicações podem aparecer.
8
8
Os benefícios da radiação ionizantes em alta escala clínica, nas diferentes
modalidades de radiodiagnósticos como (raios X convencional, tomografia
computadorizada, medicina intervencionista, mamografia, radioterapia e medicina
nuclear), superam os malefícios. Entretanto são imprescindíveis medidas protetivas
de radioproteção para minimizar os efeitos nocivos das radiações ionizantes.
(ALBUQUERQUE, 2017).
Os benefícios das radiações ionizantes sobressaem aos malefícios e o
radiodiagnóstico tem contribuído para sete das dez principais causas de
mortalidade, conforme explica Navarro (2009, p. 27):
entre as dez primeiras causas de mortalidade, sete têm no radiodiagnóstico
uma das principais fontes de informação para a diagnose (doenças
cerebrovasculares, agressões, pneumonia, acidentes de transporte,
neoplasias malignas de traqueia, brônquios e pulmões, neoplasia maligna
do estômago e neoplasia maligna da mama).
Não obstante, Navarro (2009) ainda comenta que o diagnóstico na
saúde pública refere-se ao programa de mamografia por rastreamento, que em
países escandinavos possibilitou a redução de 63% de mortalidade de câncer de
mama às mulheres participantes. Sobretudo, para que os radiodiagnósticos possam
contribuir para salvar vidas e para aumentar a expectativa de vida, faz-se necessário
que sejam realizados com todos os cuidados provenientes da radioproteção ou
proteção radiológica que é um “conjunto de medidas que visam a proteger o ser
humano e seus descendentes contra possíveis efeitos indesejados causados pela
radiação ionizante”. (CNEN, 2014).
A radioproteção depende de equipe especializada e capacitada, insumos
e parâmetros. Se nos primórdios da descoberta dos raios X, eram utilizados em
finalidades não propicias, as ciências radiológicas tem exigido cada vez mais
capacitação e especialização de seus profissionais. Uma pesquisa desenvolvida por
Pereira et al (2009, p. 298), acerca de gestão em serviços radiológicos, identificou a
necessidade de “treinamentos relacionados a produção e processamento de
imagem, radioproteção, biossegurança, humanização, controle de qualidade e novas
tecnologias”.
Quanto aos parâmetros internacionais, o Comitê Científico sobre os
Efeitos da Radiação Atômica da Organização das Nações Unidas (UNSCEAR)
estuda os efeitos biológicos das radiações e a ICRP publica as recomendações com
9
9
base dessas pesquisas. A International Atomic Energy Agency (IAEA) organiza as
recomendações feitas pela ICRP com normas e guias. Os países membros utilizam
as recomendações da IAEA em suas leis. Outras organizações também participam
desse processo como a Comissão das Comunidades Europeias (Comissão
Europeia, EC), a Agência de Energia Nuclear da Organização para Cooperação
Econômica e Desenvolvimento (OECD/NEA), a Organização Internacional para
Padronização (ISO) e a Comissão Internacional de Eletrotécnica (IEC) (ZANZI,
2019).
O Brasil está entre os 173 países membros da IAEA desde 1957. Além
de participar do IAEA, o Brasil tem desde 1999 a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA) como órgão fiscalizador e publica a legislação sobre uso das
radiações ionizantes no site da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
As ciências radiológicas precisam de constantes atualizações de seus
protocolos e normas. Em 2019 surge então a Resolução da Diretoria Colegiada
(RDC) de 20 de dezembro de 2019, para substituir a Portaria SVS/MS n° 453, de 1
de junho de 1998. O programa de proteção radiológica, presente no art.º 5 da RDC
330/2019, inclui: Programa de Garantia de Qualidade, Programa de Monitoração
Individual e Programa de Treinamento Periódico.
O Programa de Garantia de Qualidade: dentre outros fatores estabelece e
implementa padrões de qualidade de imagem para garantir que os equipamentos
estejam dentro das condições de uso.
O Programa de Educação Permanente dispõe de ações educativas dos
Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOE) sobre o gerenciamento de tecnologias,
processos (como são escolhidos os parâmetros para atender pacientes) e riscos
para se evitar acidentes. O Programa de Proteção Radiológica dispõe de medidas
de prevenção, de controle, medidas de vigilância e monitoramento.
O art. 28 da RDC 330/2019 dispõe acerca de testes de aceitação e de
constância. Esses testes devem estar em relatórios e laudos arquivados (contendo
nome dos profissionais que fazem os procedimentos e padrão de qualidade para
liberar os exames para laudo).
Os testes de constância têm por objetivo avaliar os parâmetros de
desempenho dos componentes dos equipamentos radiológicos. As variações no
desempenho desses equipamentos podem comprometer a qualidade da imagem
radiográfica e/ou a segurança do ambiente. A relação de testes, os níveis de
1
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10
referência e tolerância, a validade de cada teste pode variar de acordo com cada
tipo de equipamento e estão previstos nas normas nacionais e estaduais.
Atualmente, utiliza-se uma relação de Instruções Normativas da ANVISA
(52, 53, 54, 55, 56, 57, 58 e 59) para determinar como os testes de constância
devem ser realizados e em qual periodicidade. Os equipamentos que não funcionam
dentro dos níveis de tolerância podem ficar inutilizáveis até que estejam dentro dos
parâmetros estabelecidos. Qualquer precariedade nesse sentido pode atrasar a
execução de exames e os laudos médicos, e consequentemente comprometer a
saúde dos pacientes.
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado em 1988, para atender a
população brasileira, antes de ele existir as pessoas que não tinham condições de
pagar por assistência médica, eram atendidas por organizações filantrópicas. O SUS
é considerado um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, cujo objetivo é
garantir a população brasileira o acesso integral, universal e gratuito e atendimento à
Saúde.
Este TCC está vinculado a um dos objetivos do projeto de pesquisa
Cenário da Radiologia no Hospital Universitário Assistencial do SUS, CAAE
71737417.9.0000.5149, que atualmente está sob a coordenação da Profª
Drª.Luciana Batista e co-coordenação da Profª Drª Críssia Paiva.
1.1 Cenário
O Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) é um hospital público integrante do SUS e seus insumos são provenientes
de verba pública. O HC é um hospital público, de atendimento universal, localizado
na cidade de Belo Horizonte, cuja população estimada, segundo o IBGE (2020), é de
2.521.564 de pessoas, esse estudo propõe pesquisar o contexto Unidade de
Diagnóstico por Imagem do HC-UFMG.
1.2 Problema de pesquisa
A PEC Proposta de Emenda à Constituição n° 186, de 2019 deve acabar
com o fim do gasto mínimo com saúde e educação nos três níveis da
1
1
11
federação. E a radioproteção é essencial na radiologia, partindo do pressuposto da
falta de recursos, como se dá o serviço de proteção radiológica no HC-UFMG ?
1.3 Justificativa
A presente pesquisa justifica-se por ser exequível e pela relevância
científica e social. A Radioproteção é essencial na radiologia, para garantir a
segurança dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOE), dos pacientes e da
população em geral. Acidentes radiológicos podem gerar efeitos irreversíveis. Bem
como os acidentes ocorridos em Chernobyl, em 1986, que dizimou uma cidade
tornando-a inabitável após anos e o acidente com césio-137 que ocorreu em
Goiânia, em 1987, e levou a óbito várias pessoas, dentre outros que mudaram os
procedimentos de Radioproteção.
Antes da descoberta da radiação eram necessários procedimentos
cirúrgicos para diagnóstico, mas a radiologia trouxe avanços para a ciência tornando
possível o diagnóstico preciso, rápido e com o menor dano possível aos pacientes.
Além de fins terapêuticos como a radioterapia, a medicina nuclear e a radiologia
intervencionista.
Para que a sociedade possa usufruir da gama de benefícios provenientes
da radiologia, faz-se imprescindível o serviço de radioproteção e assim estabelecer a
segurança radiológica de todos. O supervisor de radioproteção, por mais que esteja
bem capacitado para a função, precisa de recursos para garantir a segurança
radiológica da população. Os recursos devem ser suficientes, pois se há deficiência
de recursos, os equipamentos parados e deixa-se de executar exames.
O Hospital das Clínicas (HC) faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS)
que se propõe a oferecer acesso integral, universal e gratuito à população. O SUS é
uma conquista do povo brasileiro, utilizado por número expressivo de pessoas e
precisa de investimentos em insumos para atender a todos que precisam de
atendimento no Brasil que é um país populoso e com dimensões continentais.
1.4 Objetivos gerais
Levantar o cenário da Unidade de Diagnóstico por Imagem do HC-
UFMG/EBSERH na Unidade de Diagnóstico por Imagem.
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2
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1.5 Objetivos específicos
A PEC Proposta de Emenda à Constituição n° 186, de 2019 compromete
o gasto mínimo com saúde e educação nos três níveis da federação. O que
causa a redução dos gastos constantes na saúde e a falta de profissionais
permanentes e contratos de controle de qualidade e manutenção dos equipamentos
para atender a sociedade.
Compreender os impactos da PEC -186 no serviço de radiologia em um
hospital público assistencial do SUS.
Levantar o quantitativo de exames de imagem HC-UFMG/EBSERH na
Unidade de Diagnóstico por Imagem (UDI).
Levantar os procedimentos de radioproteção e controle de qualidade na
UDI do HC-UFMG/EBSERH.
1
3
13
2. METODOLOGIA
A metodologia desse trabalho busca alcançar os objetivos gerais e
específicos definidos. Trata-se de uma pesquisa exploratória ao explorar o problema
de pesquisa, buscar informações para se obter maior proximidade com o tema e
uma maior precisão dos fatos. A abordagem utilizada é quali-quantitativa para
permitir maior entendimento e aumentar a credibilidade dos dados. (SAMPIERI;
COLLADO; LUCIO, 2013).
Essa pesquisa utiliza os métodos de análise de conteúdo com
levantamento bibliográfico em bases de dados científicas, a saber: Scielo, PubMed e
Scopus, além de trabalhos monográficos e livros acadêmicos. Esse trabalho conta
com a aplicação de questionários que foram respondidos por membros da
coordenação do setor de radiologia do HC-UFMG.
Trata-se de um projeto vinculado à pesquisa “Cenário da Radiologia no
Hospital Universitário Assistencial do SUS”, aprovada no Comitê de Ética da UFMG,
Número do Parecer: 2.248.253, em 30 de Agosto de 2017.
Para alcançar o objetivo geral dessa pesquisa, delimitaram-se os
seguintes procedimentos metodológicos:
a) Realizar um levantamento bibliográfico em bases de dados científicas
(Scopus, PubMed e Scielo), monografias, dissertações e teses.
b) Aplicar questionário 1 (vide Anexo 1) do projeto de pesquisa Cenário da
Radiologia no Hospital Universitário Assistencial do SUS.
c) Tabular e interpretar dados para as posteriores considerações finais sobre o
contexto da radiologia no HC-UFMG.
1
4
14
3 RADIOPROTEÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES
A radiação ionizante (cuja energia de ligação é de 13,6 eV sendo capaz
de retirar elétrons de um átomo), não poder ser vista e pode ter efeitos nocivos à
saúde. Os efeitos biológicos da radiação (EBR) podem ser somáticos ou
hereditários. Os efeitos somáticos ocorrem na soma do indivíduo irradiado, os
hereditários estão associados à genética do indivíduo. Os EBR são classificados em
estocásticos e determinísticos (não estocásticos). Os EBR estocásticos têm sua
probabilidade de ocorrência em função da dose, não possui limiar, como em casos
de câncer. Podendo ser silencioso e se manifestar somente após anos. Entretanto
os EBR determinísticos surgem num curto espaço de tempo (dias, horas, minutos)
possui limiar de dose e a gravidade é proporcional aumento dessa dose. (XAVIER;
MORO; HEILBRON, 2006). A seguir um quadro com o limiar de doses:
QUADRO 1 - Efeitos Biológicos da Radiação (Determinísticos) em adultos
Fonte: XAVIER; MORO; HEILBRON (2006).
Os raios X foram descobertos por Roentgen em 1895 e desde então as
ciências radiológicas têm evoluído tanto em fins diagnósticos quanto terapêuticos,
1
5
15
mas exigem todo cuidado para evitar EBR e acidentes. Com a finalidade de garantir
maior segurança, o CNEN aprovou em 1988 as “Diretrizes Básicas de
Radioproteção”, com três princípios básicos:
QUADRO 2 - Princípios de radioproteção
JUSTIFICATIVA Qualquer atividade envolvendo radiação ou exposição
deve ser justificada em relação a outras alternativas e
produzir um benefício líquido para a sociedade.
OTIMIZAÇÃO As exposições devem ser tão reduzidas quanto
razoavelmente exequível (ALARA - As Low As
Reasonably Achievable), levando-se em consideração
fatores sociais e econômicos.
LIMITAÇÃO DE DOSES As doses individuais de trabalhadores e indivíduos do
público não devem exceder os limites anuais de dose
estabelecidos pela CNEN, em particular, 50 mSv (5 rem)
para trabalhadores e 1 mSv (100 rem) para o indivíduo
do público.
Fonte: Baseado em XAVIER; HEILBRON (2006).
O CNEN estabelece, publica e faz cumprir normas para o trabalho seguro
com materiais e equipamentos emissores de radiações ionizantes. A seguir as
principais normas sobre radioproteção:
 NN 3.01 Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica
 NN 3.02 Serviços de Radioproteção: O objetivo desta Norma é
estabelecer os requisitos relativos à implantação e ao funcionamento
de Serviços de Radioproteção.
 NN 3.05 Requisitos de segurança e proteção radiológica para serviços
de medicina nuclear
 NN 7.01 Certificação da Qualificação de Supervisores de Proteção
Radiológica.
 Resolução - RDC Nº 611, de 09 de março de 2022.
A Resolução RDC Nº 611 de 09 de março de 2022, revoga a RDC 330/2019 e
a RDC 440/2020. A Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), RDC Nº 611/2022, estabelece os requisitos sanitários
1
6
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para a organização e o funcionamento de serviços de radiologia diagnóstica ou
intervencionista. A Resolução - RDC Nº 330, de 20 de dezembro de 2019, veio para
revogar a Portaria 453/1988, e, surgiu da necessidade da incorporação de diversas
tecnologias, como a radiologia digital, a telerradiologia e os serviços em unidades
móveis, assim como atualizar a radioproteção e adicionar itens para a melhoria da
educação e do controle da qualidade das imagens.
Segundo a NN 3.02, o Serviço de Radioproteção (SR) deve ser
constituído por supervisor de radioproteção, técnicos de nível superior, técnicos de
nível médio e auxiliares devidamente qualificados para o exercício das funções. O
supervisor de radioproteção deve desempenhar as atividades a seguir (NN.3.02, p.
6):
a) controle de trabalhadores;
b) controle de áreas;
c) controle do meio ambiente e da população;
d) controle de fontes de radiação e de rejeitos;
e) controle de equipamentos;
f) treinamento de trabalhadores; e
g) registros de dados e preparação de relatórios.
A NN 3.02 estabelece que o controle de trabalhadores deve ser feito com
monitoração individual, com uso obrigatório de dosímetro em áreas controladas. Em
caso de acidentes deve-se tomar providencias imediatas para avaliação dos
dosímetros indivíduos envolvidos. Caso de contaminação externa, deve-se examinar
os mãos, cabeça, pés e se caso houver contaminação nos calçados, por exemplo,
deve retê-los até a substância sofrer decaimento.
Essa norma ainda estabelece que os profissionais devem trabalhar com a
paramentação adequada e que IOE que trabalham em meio a radionuclídeos devem
ser examinados pelo menos uma vez ao ano. O supervisor de radioproteção deve
prever qual a maior dose que alguma pessoa recebe em determinada situação.
Caso houver um acidente para saber o que fazer.
O SR deve fazer a avaliação e classificação das áreas: controlada (tenho
a fonte de radiação – sala de exame deve estar sinalizada), supervisionada
(antecede a área controlada- corredores) e livre (imediações não precisa ser
sinalizada). A área controlada deve estar devidamente sinalizada, inclusive em áreas
1
7
17
onde há rejeitos, os embalos devem estar bem embalados e sinalizados.
3.1 O papel do tecnólogo na radioproteção no serviço da radiologia
O tema principal desse projeto é radioproteção. A radioproteção e a
radiologia são assuntos amplamente ligados e a radioproteção é fundamental para
garantir a segurança da sociedade no que tange aos efeitos biológicos radiológicos
e a prevenção de acidentes. O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia
(CONTER) cita a Supervisão de Proteção Radiológica como uma das áreas de
atuação do tecnólogo em radiologia. O CONTER regulamenta a Lei Federal nº.
7.394/85, por meio da Resolução CONTER nº. 02, de 04 de maio de 2012 sobre as
diversas áreas de atuação do Tecnólogo em Radiologia, a seguir um trecho:
Gestão, gerenciamento e fiscalização, supervisão e responsabilidade
técnica nos serviços de Radiologia e Diagnóstico por Imagem;
Assistência, assessoria, consultoria nos serviços de Radiologia e
Diagnóstico por Imagem;
Coordenar os cursos de “Graduação em Tecnologia em Radiologia”, ensino,
e extensão;
Realizar a Supervisão de Proteção Radiológica em instalações e ambientes
clínicos hospitalares e treinamento e condução de equipe nos serviços de
Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
(CONTER, 2012, p. 2).
Essa pesquisa propõe pesquisar o contexto da radiologia no HC-UFMG. A
humanização do tratamento é um assunto visto na literatura científica da radiologia e
em outras áreas da saúde e precisa ser universal, principalmente ao se falar de um
hospital público.
3.3 Testes de constância
Testes de Constância é o conjunto de testes realizados com objetivo de
avaliar os parâmetros de desempenho dos componentes de um equipamento de
radiologia e do sistema de processamento de imagens. Alterações no desempenho
desses equipamentos podem comprometer a qualidade da imagem radiográfica e/ou
a segurança do ambiente. A relação de testes, os níveis de referência e tolerância e
a validade de cada teste podem variar de acordo com cada tipo de equipamento e
1
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18
previsto em leis. A ANVISA disponibiliza uma relação de Instruções Normativas da
ANVISA (90, 91, 92, 93, 94, 95, 96 e 97) que determinam a periodicidade desses
testes.
A função dos testes de constância consiste em indicar se os
equipamentos estão em conformidade com as prescrições normativas. Os mesmos
podem indicar vulnerabilidade da proteção radiológica e problemas que podem
estar interferindo na qualidade do processo radiográfico e das próprias radiografias.
A qualidade da imagem torna-se imprescindível para o UDI visto que:
A imagem radiográfica de má qualidade pode gerar dificuldade do
diagnóstico médico, desperdício de material, re-trabalho, alargamento do
tempo de atendimento ao paciente, diminuição do número de pacientes
atendidos, re-incidência de dose de raios-x ao paciente, aumento da
exposição ocupacional do trabalhador, fadiga nos trabalhadores,
desmotivação, custos adicionais no processo radiológico. (CARVALHO et
al. 2008, p. 2).
A qualidade dos exames de imagem podem reduzir as doses médicas
e ocupacionais para a melhoria da imagem, diminuir a necessidade de repetição de
exames e minimizam a dose de radiação nos pacientes. A imagem considerada
aceitável para diagnóstico permite visualizar com nitidez estruturas anatômicas
solicitadas pelo médico. (CARVALHO et al. 2008).
1
9
19
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Esse trabalho de conclusão de curso utilizou como base o questionário de
pesquisa do Projeto de Pesquisa “Cenário da Radiologia no Hospital Universitário
Assistencial do SUS (HC-UFMG/EBSERH)”, vide ANEXOS, e foi realizado na UDI do
Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG/EBSERH).
4.1 Testes de constância e Controle de Qualidade
Os testes de controle de qualidade e de constância do HC-UFMG estão
em dia e de acordo com as normativas vigentes no momento dos testes.
Existe um contrato de manutenção vigente com uma empresa de
radioproteção responsável pelos testes de constância e controle de qualidade. São
feitos testes em fantomas de mama, hemodinâmica, vestimentas, mamógrafo, rx
móvel, arco cirúrgico, raios X fixo, negatoscópios, densitômetro, tomógrafo,
monitores, treinamento de proteção radiológica, litotripsia, avaliação dos cassetes e
testes semanais TC HC-UFMG. A seguir as datas de alguns dos testes realizados
nos equipamentos do HC-UFMG:
QUADRO 3 - Datas dos controles de qualidade e testes de constância
Equipamento Teste Data de
realização
Data de
validade
Aprovado
Hemodinâmica Constância 31/01/2022 14/01/2023 Sim
Semestral 14/01/2022 14/07/2022 Sim
Levantamento
radiométrico
05/11/2019 05/11/2023 Sim
Mamógrafo Constância 07/07/2021 31/05/2022 Não
Constância
complementar
09/09/2021 31/05/2022 Sim
Colimação 31/05/2021 31/11/2021 Sim
Raio-x Constância 18/04/2022 18/04/20023 Sim
Semestral 05/04/2022 05/10/2022 Sim
Levantamento
radiométrico e
02/04/2020 01/04/2024 Sim
2
0
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radiação de fuga
Tomógrafo Constância 24/05/2022 09/05/2023 Sim
Semestral 19/05/2022 19/11/2022 Sim
Levantamento
radiométrico
25/05/2020 14/05/2024 Sim
4.2 Recursos humanos no setor de radiologia do HC-UFMG
No que concerne aos recursos humanos foi identificado que o HC-
UFMG possui de 3 profissionais dentre técnicos e tecnólogos, por turno, habilitados
para a execução de exames, que se revezam entre si, de acordo com a demanda,
em radiologia convencional, radiologia intervencionista e bloco cirúrgico.
Para tomografia computadorizada, ressonância magnética e
mamografia são 2 (dois) profissionais por turno e por cada modalidade. Assim como
descreve-se no quadro a seguir:
QUADRO 4 - Modalidade e número de técnicos e tecnólogos da sala de exames
por turno
Fonte: Dados da pesquisa (2022).
A seguir um quadro com o quantitativo de equipamentos do setor de
radiologia do HC-UFMG:
QUADRO 5- Equipamentos do setor de radiologia do HC-UFMG
Quantidade Equipamento Observações
1 Rx fixo DR
1 Rx fixo CR
2 Rx fixo Telecomandado (um
Modalidade e
número de
técnicos e
tecnólogos da
sala de exames
Radiologia
Convencional,
Radiologia
Intervencionista e
Bloco Cirúrgico
Tomografia
Computadorizada
Ressonância
Magnética
Mamografia
Quantitativo de
profissionais por
turno 3 2 2 2
2
1
21
desses está com defeito
há cerca de anos).
1 Tomógrafo 64 canais
1 Tomógrafo 4 canais
1 RM 1.5 Tesla
1 Mamógrafo DR
2 Rx móvel CR
3 Rx móvel DR
1 Densitometria
1 Angiógrafo
3 Arco cirúrgicos
Fontes: Dados da pesquisa (2022).
O HC-UFMG oferece também liotripsia, medicina nuclear e ultrassom.
5 OUTRAS CONSIDERAÇÕES RELEVANTES DO UDI DURANTE A PANDEMIA
Foram coletados dados que permitiram fazer a relação entre
modalidade de exame, o ano e o contexto da pandemia. Além dos impactos nos
insumos e recursos, exames eletivos estiveram com a agenda fechada no período
da pandemia, devido o risco da COVID-19.
QUADRO 6 - Média da quantidade de exames anual por modalidade no HC
Fonte: Dados da pesquisa (2022).
Média da
quantidade de
exames anual
por modalidade
Radiologia
Convencional,
Radiologia
Invertencionista e
Bloco Cirúrgico
Tomografia
Computadorizada
Ressonância
Magnética
Mamografia
2015 41.103 7.464 3.026 1.127
2016 45.495 11.703 2.829 1.116
2017 52.657 12.887 2.965 1.183
2018 45.386 15.996 3.224 1.188
2019 40.217 15.246 3.413 1.103
2020 26.850 14.070 3.231 455
2021 34.588 18.555 3.945 728
2
2
22
QUADRO 7 - Média de exames por modalidade e ano
Fonte: Dados da pesquisa (2022).
O maior percentual de declínio ocorreu de 2019 para 2020, onde eclodiu a
pandemia da COVID-19. Ressalta-se que algumas modalidades de exames foram
mais afetadas do que outras. Mamografia foi a mais afetada com declínio de
58,74%, seguida de radiologia convencional com 33,23%, em seguida tomografia
computadorizada com 7,71% e ressonância magnética com 5,33%. Conforme
exemplificado na tabela a seguir.
O Colégio Americano de Radiologia indica a tomografia computadorizada
(TC) de tórax apenas para pacientes sintomáticos hospitalizados e a radiografia de
tórax portátil em casos específicos, bem como pacientes internados que precisam de
acompanhamento por imagem. Mas a TC de tórax normal não exclui o diagnóstico
de COVID-19 e um exame alterado não confirma a suspeita clínica. (MEIRELLES,
2020).
TABELA 1 - Relação ano e modalidade (entre 2019 e 2020): Reflexo do cenário
da pandemia COVID-19
Relação: Ano
x Modalidade
Radiologia
Convencional,
Radiologia
Intervencionista
e Bloco
Cirúrgico.
Tomografia
Computadorizada
Ressonância Magnética Mamografia
Média da
quantidade de
exames anual por
modalidade
Radiologia
Convencional,
Radiologia
Invertencionista
e Bloco Cirúrgico
Tomografia
Computadorizada
Ressonância
Magnética
Mamografia
2015 41.103 7.464 3.026 1.127
2016 45.495 11.703 2.829 1.116
2017 52.657 12.887 2.965 1.183
2018 45.386 15.996 3.224 1.188
2019 40.217 15.246 3.413 1.103
2020 26.850 14.070 3.231 455
2021 34.588 18.555 3.945 728
2022 Janeiro 3.025 1.512 317 185
2
3
23
2019 40.217 15.246 3.413 1.103
2020 26.850 14.070 3.231 455
Percentual
de declínio
de exames 33,23% 7,71% 5,33% 58,74%
Fonte: Dados de pesquisa (2022).
Gráfico 1 - Exames no momento da pandemia (decréscimo) de 2020 a 2019 por
cada modalidade de exame no período da pandemia
Fonte: Dados de pesquisa (2022).
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), “o câncer de mama é a
primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do
Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição”.
A taxa de mortalidade por câncer de mama para a população mundial, foi 14,23
óbitos/100.000 mulheres, em 2019. As maiores taxas foram nas regiões Sudeste e
Sul, com 16,14 e 15,08 óbitos/100.000 mulheres, respectivamente (INCA, 2021).
32%
7%
5%
56%
Radiologia Convencional, Radiologia Invertencionista e Bloco
Cirúrgico
Tomografia Computadorizada
Ressonância Magnética
Mamografia
2
4
24
Gráfico 2 - Percentual de decréscimo do número de exames: Reflexo do
cenário da pandemia COVID-19
Fonte: INCA, 2021.
Os dados revelam que o cenário da pandemia comprometeu a execução
de exames diagnósticos. A Ressonância magnética sofreu o menor impacto com a
diminuição de 5% da quantidade de exames de 2019 a 2020.
13
13.5
14
14.5
15
15.5
16
16.5
Mundial Sudeste Sul
2
5
25
6 CONCLUSÕES
A pesquisa foi realizada na UDI do Hospital das Clínicas da UFMG (HC-
UFMG/EBSERH). As coletas sobre os testes de controle de qualidade e de
constância do HC-UFMG foram do período de 2019 a 2022 e estão em dia, e de
acordo com as normativas vigentes no momento dos testes.
Os cortes governamentais na área da saúde podem ser um agravante
ainda maior, visto que antes da pandemia os desafios eram exaustivos, com o
número maior de pessoas doentes a falta de investimentos pode gerar um caos
ainda maior na saúde pública. O setor de radiologia do HC-UFMG necessita de
maiores investimentos em equipamentos, pois não está suprindo a demanda,
inclusive há equipamento em manutenção por cerca de 2 há anos. De modo que
pacientes podem ter seus tratamentos comprometidos por falta de insumos para o
diagnóstico de imagem. Além dos impactos da falta de recursos e insumos, no
momento da pandemia, exames eletivos tiveram agenda fechada por conta de riscos
de contaminação pela COVID-19.
O levantamento quantitativo dos exames foi realizado no período de 2015
a 2002. Dentre as modalidades, foi demonstrado que os pacientes que necessitaram
de exames de mamografia de 2019 a 2020 sofreram o maior impacto no quesito
exame. O cenário da COVID-19 diminuiu em 56% os exames de mamografia.
A PEC186, que reduz investimentos na área da saúde, pode alavancar
um caos ainda maior na saúde pública. São necessários investimentos
governamentais e medidas de gestão para minimizar impactos causados por falta de
insumos e intensificar a promoção da saúde pública.
2
6
26
REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, Andrei Skromov de; MASTROCOLA, Luiz Eduardo. Radiação e exames
diagnósticos: qual o risco real? Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo, v. 27, n. 2, p. 82-
87, 2017.
ANVISA. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n. 611, de 09 de março de
2022. Diário Oficial da União, Brasília, 16 março, 2022.
ANVISA. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n. 330, de 20 de dezembro de
2019. Diário Oficial da União, Brasília, 20 dez, 2019.
CARVALHO, Carlaine Batista et al. Uma contribuição para a gestão otimizada de um setor
de radiologia. In: Encontro Nacional De Engenharia De Produção, 28, Rio de Janeiro, out.
2008.
CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear. Glossário do setor radiológico brasileiro.
Rio de Janeiro: CNEN, 2020.
CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear. Resolução CONTER nº. 02, de 04 de maio
de 2012. Institui e normatiza atribuições, competências e funções do Profissional Tecnólogo
em Radiologia. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 04 de maio
de 2012.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Belo Horizonte. Disponível em:
<https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/belo-horizonte/panorama>. Acesso: 15 jul. 2021.
INCA. Instituto Nacional do Câncer. Mortalidade. 2021. Disponível em:
<https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-
numeros/mortalidade#:~:text=A%20taxa%20de%20mortalidade%20por,respectivamente%2
0(INCA%2C%202021).>.Acesso: 20 jun. 2022.
LIMA, Rodrigo da Silva; AFONSO, Júlio Carlos; PIMENTEL, Luiz Cláudio Ferreira. Raios-x:
fascinação, medo e ciência. Quím. Nova, São Paulo, v. 32, n.1, 2009.
MARTINS, Luciano Augusto Cano et al. Does dose optimisation in digital panoramic
radiography affect diagnostic performance? Clin Oral Investig, v. 25, n. 2, 2021 p. 637-643.
2
7
27
MEIRELLES, Gustavo de Souza Portes. COVID-19: uma breve atualização para
radiologistas. Radiol Bras., v. 53, n. 5, 2020
NAVARRO, Marcos Vinícius Teixeira. O radiodiagnóstico na saúde pública. In: Risco,
radiodiagnóstico e vigilância sanitária. Salvador: EDUFBA, 2009, p. 25-30.
NAVARRO, Marcos Vinícius Teixeira. Sistemas de proteção radiológica. In: Risco,
radiodiagnóstico e vigilância sanitária. Salvador: EDUFBA, 2009, p. 77-84. Disponível
em: <http://books.scielo.org/id/q5/pdf/navarro-9788523209247-06.pdf>. Acesso: 13 jul. 2021.
OKUNO, Emico. Efeitos biológicos das radiações ionizantes: acidente radiológico de
Goiânia. Estudos avançados, v. 27, n. 77, p. 185-200, 2013.
PEREIRA et al. Soluções no serviço de radiologia no âmbito da gestão: uma revisão da
literatura. Radiol Bras., v. 48, n. 5, p. 298–304, 2015.
PEREIRA, W. S.; KELECOM, A.; PEREIRA, J. R. S. Comparação entre a norma brasileira
de radioproteção e a recomendação da International Commission on Radiological Protection
publicadas em 2007. Braz. J. Rad. Sci., v. 3, n. 2, 2015.
SAMPIERI, Roberto Hernández; COLLADO, Carlos Fernández; LUCIO, Pilar Baptista.
Metodologia de pesquisa. Porto Alegre: Penso, 2013.
XAVIER, Ana Maria; MORO, José Tullio; HEILBRON, Paulo Fernando. Princípios básicos
de segurança e proteção radiológica. Porto Alegre: UFRGS, 2006.
ZANZI, Fabio Luiz. Conhecimento dos profissionais da saúde em relação a proteção
radiológica. Florianópolis, SC, 2019. 82 p. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) -
Instituto Federal de Santa Catarina, Campus Florianópolis. CST em Radiologia.
Departamento Acadêmico de Saúde e Serviços, 2019.
ANEXOS
1- Coleta de dados do cenário (profissional, exames, equipamentos e insumos)
Nota: Aprovada no projeto original e aplicado na Fase 1, e não será alterado na emenda 1, exceto o período de coleta que no
original tinha previsto um coorte transversal: 2015 a 2017 e serão atualizados para a fase 3 para o coorte transersal:2018 a
2022.
Dados do ano de:
Coleta de dados do cenário: Profissional
Data da coleta:
Número de profissionais por
modalidade e turno
a) Radiologia convencional: d) Ressonância Magnética:
b) Tomografia Computadorizada: e) Mamografia:
c) Radiologia Intervencionista: f) Outro:
Tempo de serviço dos profissionais no
HC-ENSERH/UFMG
a) Até 06 meses: d) Até 05 anos:
b) Até 01 ano: e) Até 10 anos:
c) Até 03 anos: f) Acima de 10 anos:
Nível de escolaridade
a) Técnico em radiologia: d) Mestrado em radiologia:
b) Tecnólogo em radiologia: e) Doutorado em radiologia:
c) Especialização em radiologia: f) Outra:
Quantidade de afastamentos
a) Até 01 semana: d) Até 06 meses:
b) Até 15 dias: e) Até de 01 ano:
c) Até 01 mês: f) Acima de 01 ano:
Quantidade de faltas (justificadas e não
justificadas)
a) Justificados:
b) Não justificados:
Tipo de regime de trabalho/vínculo com
o HC-EBSERH/UFMG
a) EBSERH: c) Voluntário:
b) HC: d) Terceirizado/Outros:
Tempo para aposentadoria:
a) Até 06 meses: d) Até 05 anos:
b) Até 01 ano: e) Até 10 anos:
c) Até 03 anos: f) Acima de 10 anos:
Média da quantidade de profissionais
(coorte transversal)
a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017:
d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020: f) Média de 2021:
g) Média de 2022:
Média da quantidade dos profissionais
que participaram do curso de
Radioproteção anual - HC
(coorte transversal)
a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017:
d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020: f) Média de 2021:
g) Média de 2022:
Coleta de dados do cenário: Exames
Data da coleta:
Média da quantidade de exames anual
(coorte transversal: 2015 a 2022)
a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017:
d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020:
f) Média de 2021: g) Média de 2022:
Média da quantidade de exames mensal
por modalidade
(coorte transversal: 2015 a 2022)
a) Radiologia convencional: d) Mamografia:
b) Tomografia Computadorizada: e) Radiologia Intervencionista:
c) Ressonância Magnética:
Média da quantidade de exames impressos
(coorte transversal: 2015 a 2022)
a) Interno (sistema Pacs):
b) Externo (impressão):
Coleta de dados do cenário: Equipamentos e Insumos
Data da coleta:
Média da quantidade de
equipamentos anual
(coorte transversal: 2015 a 2022)
a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017:
d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020:
f) Média de 2021: g) Média de 2022:
Média da quantidade de
equipamentos por modalidade
(coorte transversal: 2015 a 2022)
a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017:
d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020:
f) Média de 2021: g) Média de 2022:
Status dos equipamentos atual Operacionalidade (Qtde): a) Em funcionamento: b) Em manutenção:
Última Data (T) do Testes de
conformidade (RDC330)
Qtde com: a) 6meses<T<1 ano: b)T< 6 meses: c) 1 ano<T<1,5 anos:
d) 1,5 ano>T>2 anos: e) T>2 anos: f) 2<T<3 anos: g) T>3anos:
Acessórios da radiologia:
Quantidade atual
a) Suporte para exames dos Membros c)Cone:
Superiores: d)Espumas/isopor para apoio:
b) Suporte para exames dos Membros
Inferiores:
Insumo: Consumo médio mensal
(coorte transversal:2015 a 2022)
a) Contraste (especificar Tipo): c)Plásticos para chassis:
b) Máscaras (especificar Tipo): d) Luvas:
Outros (especificar):

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  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE MEDICINA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA Eryka Fernanda Pereira Gonçalves Radioproteção e controle de qualidade em um serviço público de saúde no setor da radiologia Belo Horizonte 2022
  • 2. Eryka Fernanda Pereira Gonçalves Radioproteção e controle de qualidade em um serviço público de saúde no setor da radiologia Projeto apresentado ao Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para aprovação na disciplina Trabalho de Conclusão de Curso II. Orientadora: Profª Drª Críssia Carem Paiva Fontainha. Belo Horizonte 2022
  • 3. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus pelo seu infinito amor e por toda graça derramada. A Deus toda honra, toda glória e todo louvor. Agradeço aos meus pais por todo amor, orações, carinho e apoio de sempre. Ao meu irmão pelo amor e por tornar meus dias mais felizes. Ao meu esposo pelo amor, paciência e apoio. “Vós, que em outro tempo não éres povo, mas agora sois povo de Deus; que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:10). Aos professores da graduação pelo conhecimento compartilhado e dedicação em formar profissionais de saúde competentes e humanizados. Em especial à minha orientadora Profa. Dra. Críssia Carem Paiva Fontainha por aceitar ser a minha orientadora, pelas ricas orientações, todo apoio e dedicação, muito obrigada! Ao Prof. Dr. Túlio Bernardino pelo seu vasto conhecimento disseminado ao longo do curso e por tê-lo nessa banca. À Profa. Dra. Talita Oliveira por contribuir com tanta presteza na coleta de dados que foram imprescindíveis para essa pesquisa. "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" (Cora Coralina). A equipe do Hospital das Clínicas, da Unidade de Diagnóstico por Imagem. Em especial aos coordenadores Eler Reis e Eduardo dos Santos Junior e a secretária Melina Almeida pelo tempo dispendido para as coletas de dados presenciais e toda presteza, compromisso e contribuição para esse trabalho. Aos companheiros de curso, amigos e todos que participaram dessa jornada na torcida pelo meu sucesso.
  • 4. LISTA DE SIGLAS ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária CNEN - Centro Nacional de Energia Nuclear DECS - Descritores em Ciências da Saúde EBR – Efeitos Biológicos da Radiação HC - Hospital das Clínicas IAEA - International Atomic Energy Agency ICRP - International Commission on Radiological Protection INCA – Instituto Nacional do Câncer IOE - Indivíduo Ocupacionalmente Exposto SCIELO - Scientific Electronic Library Online SUS - Sistema Único de Saúde UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais
  • 5. LISTA DE ILUSTRAÇÕES GRÁFICO 1 - Exames no momento da pandemia (decréscimo) de 2020 a 2019 por cada modalidade de exame no período da pandemia.................................................... 23 GRÁFICO 2 - Percentual de decréscimo do número de exames: Reflexo do cenário da pandemia COVID-19....................................................................................................... 24 QUADRO 1 - Efeitos Biológicos da Radiação (Determinísticos) em adultos.............. 14 QUADRO 2 - Princípios de radioproteção ........................................................................ 15 QUADRO 3 - Datas dos controles de qualidade e testes de constância..................... 19 QUADRO 4 - Modalidade e número de técnicos e tecnólogos da sala de exames por turno ........................................................................................................................................ 20 QUADRO 5- Equipamentos do setor de radiologia do HC-UFMG ............................... 20 QUADRO 6 - Média da quantidade de exames anual por modalidade no HC .......... 21 QUADRO 7 - Média de exames por modalidade e ano.................................................. 22
  • 6. LISTA DE TABELAS TABELA 1 - Relação ano e modalidade (entre 2019 e 2020): Reflexo do cenário da pandemia COVID-19 ............................................................................................................ 22
  • 7. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 7 1.1 Cenário ............................................................................................................................... 10 1.2 Problema de pesquisa........................................................................................................ 10 1.3 Justificativa ......................................................................................................................... 11 1.4 Objetivos gerais .................................................................................................................. 11 1.5 Objetivos específicos.......................................................................................................... 12 2. METODOLOGIA................................................................................................................... 13 3 RADIOPROTEÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES....................................................................... 14 3.1 O papel do tecnólogo na radioproteção no serviço da radiologia ..................................... 17 3.3 Testes de constância.......................................................................................................... 17 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES.......................................................................................... 19 4.1 Testes de constância e Controle de Qualidade ................................................................. 19 4.2 Recursos humanos no setor de radiologia do HC-UFMG................................................. 20 5 OUTRAS CONSIDERAÇÕES RELEVANTES DO UDI DURANTE A PANDEMIA ............. 21 6 CONCLUSÕES...................................................................................................................... 25 REFERÊNCIAS ........................................................................................................................ 26
  • 8. 7 7 1 INTRODUÇÃO A descoberta dos raios X, em 1895, por Willhelm Conrad Roentgen revolucionou, a forma de diagnóstico no mundo todo. Antes disso, as práticas eram invasivas e com cirurgias para visualizar a anatomia humana interiormente. Novas tecnologias radiológicas foram e estão sendo constantemente aperfeiçoadas para o aperfeiçoamento do diagnóstico por imagem. (NAVARRO, 2010). Roentgen com suas descobertas, ganhou o 1º prêmio Nobel em Física (em 1901), muitos cientistas admiravam seu trabalho e o assunto raios x gerou 1.000 artigos e 49 livros publicado. Entretanto, a sociedade banalizava os riscos da radiação, sendo que radiografias eram tiradas indiscriminadamente, o que motivou Roentgen a investir na carreira acadêmica e não mais às pesquisas. Nos tempos de Roentgen a sociedade utilizava os raios x em salões de beleza para depilar o rosto, deixar a pele mais jovial e extrair cravos (LIMA; AFONSO; PIMENTEL, 2009). Esses fatos que contrariam os princípios científicos fizeram com que a mídia sensacionalista da época fosse contra esse avanço científico, conforme citado um trecho do jornal abaixo: Sempre que algo extraordinário é descoberto, uma multidão de escritores apodera-se do tema e, não conhecendo os princípios científicos envolvidos, mas levados pelas tendências sensacionalistas, fazem conjecturas que não apenas ultrapassam o entendimento que se tem do fenômeno, como também em muitos casos transcendem os limites das possibilidades. Este tem sido o destino dos raios-x de Roentgen (THE NEW YORK TIMES, 1986 apud.LIMA; AFONSO; PIMENTEL, 2009). Segundo Okuno (2013), nesse período, médicos perceberam que os raios X poderiam auxiliar na retirada de manchas de nascença, pintas e matar células. Alguns relatos de acidentes ocasionados pelo uso indiscriminado da radiação, motivaram somente 30 anos depois da descoberta dos raios X, o processo de normatização do uso de radiações e grandezas físicas, por meio da Internacional Commission on Radiation Units and Measurements (ICRU). Após três anos foi criada a International Commission on Radiological Protection (ICRP), com a finalidade de elaborar normas de proteção radiológica e estabelecer limites de exposição à radiação ionizante. A radiação ionizante, cuja energia é capaz de retirar um elétron de um átomo, com a interação da alta energia com a matéria nas células e tecidos, pode ser prejudicial ao homem. Os chamados efeitos biológicos da radiação (EBR), como o potencial risco cânceres radioinduzidos e outras complicações podem aparecer.
  • 9. 8 8 Os benefícios da radiação ionizantes em alta escala clínica, nas diferentes modalidades de radiodiagnósticos como (raios X convencional, tomografia computadorizada, medicina intervencionista, mamografia, radioterapia e medicina nuclear), superam os malefícios. Entretanto são imprescindíveis medidas protetivas de radioproteção para minimizar os efeitos nocivos das radiações ionizantes. (ALBUQUERQUE, 2017). Os benefícios das radiações ionizantes sobressaem aos malefícios e o radiodiagnóstico tem contribuído para sete das dez principais causas de mortalidade, conforme explica Navarro (2009, p. 27): entre as dez primeiras causas de mortalidade, sete têm no radiodiagnóstico uma das principais fontes de informação para a diagnose (doenças cerebrovasculares, agressões, pneumonia, acidentes de transporte, neoplasias malignas de traqueia, brônquios e pulmões, neoplasia maligna do estômago e neoplasia maligna da mama). Não obstante, Navarro (2009) ainda comenta que o diagnóstico na saúde pública refere-se ao programa de mamografia por rastreamento, que em países escandinavos possibilitou a redução de 63% de mortalidade de câncer de mama às mulheres participantes. Sobretudo, para que os radiodiagnósticos possam contribuir para salvar vidas e para aumentar a expectativa de vida, faz-se necessário que sejam realizados com todos os cuidados provenientes da radioproteção ou proteção radiológica que é um “conjunto de medidas que visam a proteger o ser humano e seus descendentes contra possíveis efeitos indesejados causados pela radiação ionizante”. (CNEN, 2014). A radioproteção depende de equipe especializada e capacitada, insumos e parâmetros. Se nos primórdios da descoberta dos raios X, eram utilizados em finalidades não propicias, as ciências radiológicas tem exigido cada vez mais capacitação e especialização de seus profissionais. Uma pesquisa desenvolvida por Pereira et al (2009, p. 298), acerca de gestão em serviços radiológicos, identificou a necessidade de “treinamentos relacionados a produção e processamento de imagem, radioproteção, biossegurança, humanização, controle de qualidade e novas tecnologias”. Quanto aos parâmetros internacionais, o Comitê Científico sobre os Efeitos da Radiação Atômica da Organização das Nações Unidas (UNSCEAR) estuda os efeitos biológicos das radiações e a ICRP publica as recomendações com
  • 10. 9 9 base dessas pesquisas. A International Atomic Energy Agency (IAEA) organiza as recomendações feitas pela ICRP com normas e guias. Os países membros utilizam as recomendações da IAEA em suas leis. Outras organizações também participam desse processo como a Comissão das Comunidades Europeias (Comissão Europeia, EC), a Agência de Energia Nuclear da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD/NEA), a Organização Internacional para Padronização (ISO) e a Comissão Internacional de Eletrotécnica (IEC) (ZANZI, 2019). O Brasil está entre os 173 países membros da IAEA desde 1957. Além de participar do IAEA, o Brasil tem desde 1999 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) como órgão fiscalizador e publica a legislação sobre uso das radiações ionizantes no site da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). As ciências radiológicas precisam de constantes atualizações de seus protocolos e normas. Em 2019 surge então a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) de 20 de dezembro de 2019, para substituir a Portaria SVS/MS n° 453, de 1 de junho de 1998. O programa de proteção radiológica, presente no art.º 5 da RDC 330/2019, inclui: Programa de Garantia de Qualidade, Programa de Monitoração Individual e Programa de Treinamento Periódico. O Programa de Garantia de Qualidade: dentre outros fatores estabelece e implementa padrões de qualidade de imagem para garantir que os equipamentos estejam dentro das condições de uso. O Programa de Educação Permanente dispõe de ações educativas dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOE) sobre o gerenciamento de tecnologias, processos (como são escolhidos os parâmetros para atender pacientes) e riscos para se evitar acidentes. O Programa de Proteção Radiológica dispõe de medidas de prevenção, de controle, medidas de vigilância e monitoramento. O art. 28 da RDC 330/2019 dispõe acerca de testes de aceitação e de constância. Esses testes devem estar em relatórios e laudos arquivados (contendo nome dos profissionais que fazem os procedimentos e padrão de qualidade para liberar os exames para laudo). Os testes de constância têm por objetivo avaliar os parâmetros de desempenho dos componentes dos equipamentos radiológicos. As variações no desempenho desses equipamentos podem comprometer a qualidade da imagem radiográfica e/ou a segurança do ambiente. A relação de testes, os níveis de
  • 11. 1 0 10 referência e tolerância, a validade de cada teste pode variar de acordo com cada tipo de equipamento e estão previstos nas normas nacionais e estaduais. Atualmente, utiliza-se uma relação de Instruções Normativas da ANVISA (52, 53, 54, 55, 56, 57, 58 e 59) para determinar como os testes de constância devem ser realizados e em qual periodicidade. Os equipamentos que não funcionam dentro dos níveis de tolerância podem ficar inutilizáveis até que estejam dentro dos parâmetros estabelecidos. Qualquer precariedade nesse sentido pode atrasar a execução de exames e os laudos médicos, e consequentemente comprometer a saúde dos pacientes. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado em 1988, para atender a população brasileira, antes de ele existir as pessoas que não tinham condições de pagar por assistência médica, eram atendidas por organizações filantrópicas. O SUS é considerado um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, cujo objetivo é garantir a população brasileira o acesso integral, universal e gratuito e atendimento à Saúde. Este TCC está vinculado a um dos objetivos do projeto de pesquisa Cenário da Radiologia no Hospital Universitário Assistencial do SUS, CAAE 71737417.9.0000.5149, que atualmente está sob a coordenação da Profª Drª.Luciana Batista e co-coordenação da Profª Drª Críssia Paiva. 1.1 Cenário O Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é um hospital público integrante do SUS e seus insumos são provenientes de verba pública. O HC é um hospital público, de atendimento universal, localizado na cidade de Belo Horizonte, cuja população estimada, segundo o IBGE (2020), é de 2.521.564 de pessoas, esse estudo propõe pesquisar o contexto Unidade de Diagnóstico por Imagem do HC-UFMG. 1.2 Problema de pesquisa A PEC Proposta de Emenda à Constituição n° 186, de 2019 deve acabar com o fim do gasto mínimo com saúde e educação nos três níveis da
  • 12. 1 1 11 federação. E a radioproteção é essencial na radiologia, partindo do pressuposto da falta de recursos, como se dá o serviço de proteção radiológica no HC-UFMG ? 1.3 Justificativa A presente pesquisa justifica-se por ser exequível e pela relevância científica e social. A Radioproteção é essencial na radiologia, para garantir a segurança dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOE), dos pacientes e da população em geral. Acidentes radiológicos podem gerar efeitos irreversíveis. Bem como os acidentes ocorridos em Chernobyl, em 1986, que dizimou uma cidade tornando-a inabitável após anos e o acidente com césio-137 que ocorreu em Goiânia, em 1987, e levou a óbito várias pessoas, dentre outros que mudaram os procedimentos de Radioproteção. Antes da descoberta da radiação eram necessários procedimentos cirúrgicos para diagnóstico, mas a radiologia trouxe avanços para a ciência tornando possível o diagnóstico preciso, rápido e com o menor dano possível aos pacientes. Além de fins terapêuticos como a radioterapia, a medicina nuclear e a radiologia intervencionista. Para que a sociedade possa usufruir da gama de benefícios provenientes da radiologia, faz-se imprescindível o serviço de radioproteção e assim estabelecer a segurança radiológica de todos. O supervisor de radioproteção, por mais que esteja bem capacitado para a função, precisa de recursos para garantir a segurança radiológica da população. Os recursos devem ser suficientes, pois se há deficiência de recursos, os equipamentos parados e deixa-se de executar exames. O Hospital das Clínicas (HC) faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) que se propõe a oferecer acesso integral, universal e gratuito à população. O SUS é uma conquista do povo brasileiro, utilizado por número expressivo de pessoas e precisa de investimentos em insumos para atender a todos que precisam de atendimento no Brasil que é um país populoso e com dimensões continentais. 1.4 Objetivos gerais Levantar o cenário da Unidade de Diagnóstico por Imagem do HC- UFMG/EBSERH na Unidade de Diagnóstico por Imagem.
  • 13. 1 2 12 1.5 Objetivos específicos A PEC Proposta de Emenda à Constituição n° 186, de 2019 compromete o gasto mínimo com saúde e educação nos três níveis da federação. O que causa a redução dos gastos constantes na saúde e a falta de profissionais permanentes e contratos de controle de qualidade e manutenção dos equipamentos para atender a sociedade. Compreender os impactos da PEC -186 no serviço de radiologia em um hospital público assistencial do SUS. Levantar o quantitativo de exames de imagem HC-UFMG/EBSERH na Unidade de Diagnóstico por Imagem (UDI). Levantar os procedimentos de radioproteção e controle de qualidade na UDI do HC-UFMG/EBSERH.
  • 14. 1 3 13 2. METODOLOGIA A metodologia desse trabalho busca alcançar os objetivos gerais e específicos definidos. Trata-se de uma pesquisa exploratória ao explorar o problema de pesquisa, buscar informações para se obter maior proximidade com o tema e uma maior precisão dos fatos. A abordagem utilizada é quali-quantitativa para permitir maior entendimento e aumentar a credibilidade dos dados. (SAMPIERI; COLLADO; LUCIO, 2013). Essa pesquisa utiliza os métodos de análise de conteúdo com levantamento bibliográfico em bases de dados científicas, a saber: Scielo, PubMed e Scopus, além de trabalhos monográficos e livros acadêmicos. Esse trabalho conta com a aplicação de questionários que foram respondidos por membros da coordenação do setor de radiologia do HC-UFMG. Trata-se de um projeto vinculado à pesquisa “Cenário da Radiologia no Hospital Universitário Assistencial do SUS”, aprovada no Comitê de Ética da UFMG, Número do Parecer: 2.248.253, em 30 de Agosto de 2017. Para alcançar o objetivo geral dessa pesquisa, delimitaram-se os seguintes procedimentos metodológicos: a) Realizar um levantamento bibliográfico em bases de dados científicas (Scopus, PubMed e Scielo), monografias, dissertações e teses. b) Aplicar questionário 1 (vide Anexo 1) do projeto de pesquisa Cenário da Radiologia no Hospital Universitário Assistencial do SUS. c) Tabular e interpretar dados para as posteriores considerações finais sobre o contexto da radiologia no HC-UFMG.
  • 15. 1 4 14 3 RADIOPROTEÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES A radiação ionizante (cuja energia de ligação é de 13,6 eV sendo capaz de retirar elétrons de um átomo), não poder ser vista e pode ter efeitos nocivos à saúde. Os efeitos biológicos da radiação (EBR) podem ser somáticos ou hereditários. Os efeitos somáticos ocorrem na soma do indivíduo irradiado, os hereditários estão associados à genética do indivíduo. Os EBR são classificados em estocásticos e determinísticos (não estocásticos). Os EBR estocásticos têm sua probabilidade de ocorrência em função da dose, não possui limiar, como em casos de câncer. Podendo ser silencioso e se manifestar somente após anos. Entretanto os EBR determinísticos surgem num curto espaço de tempo (dias, horas, minutos) possui limiar de dose e a gravidade é proporcional aumento dessa dose. (XAVIER; MORO; HEILBRON, 2006). A seguir um quadro com o limiar de doses: QUADRO 1 - Efeitos Biológicos da Radiação (Determinísticos) em adultos Fonte: XAVIER; MORO; HEILBRON (2006). Os raios X foram descobertos por Roentgen em 1895 e desde então as ciências radiológicas têm evoluído tanto em fins diagnósticos quanto terapêuticos,
  • 16. 1 5 15 mas exigem todo cuidado para evitar EBR e acidentes. Com a finalidade de garantir maior segurança, o CNEN aprovou em 1988 as “Diretrizes Básicas de Radioproteção”, com três princípios básicos: QUADRO 2 - Princípios de radioproteção JUSTIFICATIVA Qualquer atividade envolvendo radiação ou exposição deve ser justificada em relação a outras alternativas e produzir um benefício líquido para a sociedade. OTIMIZAÇÃO As exposições devem ser tão reduzidas quanto razoavelmente exequível (ALARA - As Low As Reasonably Achievable), levando-se em consideração fatores sociais e econômicos. LIMITAÇÃO DE DOSES As doses individuais de trabalhadores e indivíduos do público não devem exceder os limites anuais de dose estabelecidos pela CNEN, em particular, 50 mSv (5 rem) para trabalhadores e 1 mSv (100 rem) para o indivíduo do público. Fonte: Baseado em XAVIER; HEILBRON (2006). O CNEN estabelece, publica e faz cumprir normas para o trabalho seguro com materiais e equipamentos emissores de radiações ionizantes. A seguir as principais normas sobre radioproteção:  NN 3.01 Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica  NN 3.02 Serviços de Radioproteção: O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos relativos à implantação e ao funcionamento de Serviços de Radioproteção.  NN 3.05 Requisitos de segurança e proteção radiológica para serviços de medicina nuclear  NN 7.01 Certificação da Qualificação de Supervisores de Proteção Radiológica.  Resolução - RDC Nº 611, de 09 de março de 2022. A Resolução RDC Nº 611 de 09 de março de 2022, revoga a RDC 330/2019 e a RDC 440/2020. A Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), RDC Nº 611/2022, estabelece os requisitos sanitários
  • 17. 1 6 16 para a organização e o funcionamento de serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista. A Resolução - RDC Nº 330, de 20 de dezembro de 2019, veio para revogar a Portaria 453/1988, e, surgiu da necessidade da incorporação de diversas tecnologias, como a radiologia digital, a telerradiologia e os serviços em unidades móveis, assim como atualizar a radioproteção e adicionar itens para a melhoria da educação e do controle da qualidade das imagens. Segundo a NN 3.02, o Serviço de Radioproteção (SR) deve ser constituído por supervisor de radioproteção, técnicos de nível superior, técnicos de nível médio e auxiliares devidamente qualificados para o exercício das funções. O supervisor de radioproteção deve desempenhar as atividades a seguir (NN.3.02, p. 6): a) controle de trabalhadores; b) controle de áreas; c) controle do meio ambiente e da população; d) controle de fontes de radiação e de rejeitos; e) controle de equipamentos; f) treinamento de trabalhadores; e g) registros de dados e preparação de relatórios. A NN 3.02 estabelece que o controle de trabalhadores deve ser feito com monitoração individual, com uso obrigatório de dosímetro em áreas controladas. Em caso de acidentes deve-se tomar providencias imediatas para avaliação dos dosímetros indivíduos envolvidos. Caso de contaminação externa, deve-se examinar os mãos, cabeça, pés e se caso houver contaminação nos calçados, por exemplo, deve retê-los até a substância sofrer decaimento. Essa norma ainda estabelece que os profissionais devem trabalhar com a paramentação adequada e que IOE que trabalham em meio a radionuclídeos devem ser examinados pelo menos uma vez ao ano. O supervisor de radioproteção deve prever qual a maior dose que alguma pessoa recebe em determinada situação. Caso houver um acidente para saber o que fazer. O SR deve fazer a avaliação e classificação das áreas: controlada (tenho a fonte de radiação – sala de exame deve estar sinalizada), supervisionada (antecede a área controlada- corredores) e livre (imediações não precisa ser sinalizada). A área controlada deve estar devidamente sinalizada, inclusive em áreas
  • 18. 1 7 17 onde há rejeitos, os embalos devem estar bem embalados e sinalizados. 3.1 O papel do tecnólogo na radioproteção no serviço da radiologia O tema principal desse projeto é radioproteção. A radioproteção e a radiologia são assuntos amplamente ligados e a radioproteção é fundamental para garantir a segurança da sociedade no que tange aos efeitos biológicos radiológicos e a prevenção de acidentes. O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) cita a Supervisão de Proteção Radiológica como uma das áreas de atuação do tecnólogo em radiologia. O CONTER regulamenta a Lei Federal nº. 7.394/85, por meio da Resolução CONTER nº. 02, de 04 de maio de 2012 sobre as diversas áreas de atuação do Tecnólogo em Radiologia, a seguir um trecho: Gestão, gerenciamento e fiscalização, supervisão e responsabilidade técnica nos serviços de Radiologia e Diagnóstico por Imagem; Assistência, assessoria, consultoria nos serviços de Radiologia e Diagnóstico por Imagem; Coordenar os cursos de “Graduação em Tecnologia em Radiologia”, ensino, e extensão; Realizar a Supervisão de Proteção Radiológica em instalações e ambientes clínicos hospitalares e treinamento e condução de equipe nos serviços de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. (CONTER, 2012, p. 2). Essa pesquisa propõe pesquisar o contexto da radiologia no HC-UFMG. A humanização do tratamento é um assunto visto na literatura científica da radiologia e em outras áreas da saúde e precisa ser universal, principalmente ao se falar de um hospital público. 3.3 Testes de constância Testes de Constância é o conjunto de testes realizados com objetivo de avaliar os parâmetros de desempenho dos componentes de um equipamento de radiologia e do sistema de processamento de imagens. Alterações no desempenho desses equipamentos podem comprometer a qualidade da imagem radiográfica e/ou a segurança do ambiente. A relação de testes, os níveis de referência e tolerância e a validade de cada teste podem variar de acordo com cada tipo de equipamento e
  • 19. 1 8 18 previsto em leis. A ANVISA disponibiliza uma relação de Instruções Normativas da ANVISA (90, 91, 92, 93, 94, 95, 96 e 97) que determinam a periodicidade desses testes. A função dos testes de constância consiste em indicar se os equipamentos estão em conformidade com as prescrições normativas. Os mesmos podem indicar vulnerabilidade da proteção radiológica e problemas que podem estar interferindo na qualidade do processo radiográfico e das próprias radiografias. A qualidade da imagem torna-se imprescindível para o UDI visto que: A imagem radiográfica de má qualidade pode gerar dificuldade do diagnóstico médico, desperdício de material, re-trabalho, alargamento do tempo de atendimento ao paciente, diminuição do número de pacientes atendidos, re-incidência de dose de raios-x ao paciente, aumento da exposição ocupacional do trabalhador, fadiga nos trabalhadores, desmotivação, custos adicionais no processo radiológico. (CARVALHO et al. 2008, p. 2). A qualidade dos exames de imagem podem reduzir as doses médicas e ocupacionais para a melhoria da imagem, diminuir a necessidade de repetição de exames e minimizam a dose de radiação nos pacientes. A imagem considerada aceitável para diagnóstico permite visualizar com nitidez estruturas anatômicas solicitadas pelo médico. (CARVALHO et al. 2008).
  • 20. 1 9 19 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES Esse trabalho de conclusão de curso utilizou como base o questionário de pesquisa do Projeto de Pesquisa “Cenário da Radiologia no Hospital Universitário Assistencial do SUS (HC-UFMG/EBSERH)”, vide ANEXOS, e foi realizado na UDI do Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG/EBSERH). 4.1 Testes de constância e Controle de Qualidade Os testes de controle de qualidade e de constância do HC-UFMG estão em dia e de acordo com as normativas vigentes no momento dos testes. Existe um contrato de manutenção vigente com uma empresa de radioproteção responsável pelos testes de constância e controle de qualidade. São feitos testes em fantomas de mama, hemodinâmica, vestimentas, mamógrafo, rx móvel, arco cirúrgico, raios X fixo, negatoscópios, densitômetro, tomógrafo, monitores, treinamento de proteção radiológica, litotripsia, avaliação dos cassetes e testes semanais TC HC-UFMG. A seguir as datas de alguns dos testes realizados nos equipamentos do HC-UFMG: QUADRO 3 - Datas dos controles de qualidade e testes de constância Equipamento Teste Data de realização Data de validade Aprovado Hemodinâmica Constância 31/01/2022 14/01/2023 Sim Semestral 14/01/2022 14/07/2022 Sim Levantamento radiométrico 05/11/2019 05/11/2023 Sim Mamógrafo Constância 07/07/2021 31/05/2022 Não Constância complementar 09/09/2021 31/05/2022 Sim Colimação 31/05/2021 31/11/2021 Sim Raio-x Constância 18/04/2022 18/04/20023 Sim Semestral 05/04/2022 05/10/2022 Sim Levantamento radiométrico e 02/04/2020 01/04/2024 Sim
  • 21. 2 0 20 radiação de fuga Tomógrafo Constância 24/05/2022 09/05/2023 Sim Semestral 19/05/2022 19/11/2022 Sim Levantamento radiométrico 25/05/2020 14/05/2024 Sim 4.2 Recursos humanos no setor de radiologia do HC-UFMG No que concerne aos recursos humanos foi identificado que o HC- UFMG possui de 3 profissionais dentre técnicos e tecnólogos, por turno, habilitados para a execução de exames, que se revezam entre si, de acordo com a demanda, em radiologia convencional, radiologia intervencionista e bloco cirúrgico. Para tomografia computadorizada, ressonância magnética e mamografia são 2 (dois) profissionais por turno e por cada modalidade. Assim como descreve-se no quadro a seguir: QUADRO 4 - Modalidade e número de técnicos e tecnólogos da sala de exames por turno Fonte: Dados da pesquisa (2022). A seguir um quadro com o quantitativo de equipamentos do setor de radiologia do HC-UFMG: QUADRO 5- Equipamentos do setor de radiologia do HC-UFMG Quantidade Equipamento Observações 1 Rx fixo DR 1 Rx fixo CR 2 Rx fixo Telecomandado (um Modalidade e número de técnicos e tecnólogos da sala de exames Radiologia Convencional, Radiologia Intervencionista e Bloco Cirúrgico Tomografia Computadorizada Ressonância Magnética Mamografia Quantitativo de profissionais por turno 3 2 2 2
  • 22. 2 1 21 desses está com defeito há cerca de anos). 1 Tomógrafo 64 canais 1 Tomógrafo 4 canais 1 RM 1.5 Tesla 1 Mamógrafo DR 2 Rx móvel CR 3 Rx móvel DR 1 Densitometria 1 Angiógrafo 3 Arco cirúrgicos Fontes: Dados da pesquisa (2022). O HC-UFMG oferece também liotripsia, medicina nuclear e ultrassom. 5 OUTRAS CONSIDERAÇÕES RELEVANTES DO UDI DURANTE A PANDEMIA Foram coletados dados que permitiram fazer a relação entre modalidade de exame, o ano e o contexto da pandemia. Além dos impactos nos insumos e recursos, exames eletivos estiveram com a agenda fechada no período da pandemia, devido o risco da COVID-19. QUADRO 6 - Média da quantidade de exames anual por modalidade no HC Fonte: Dados da pesquisa (2022). Média da quantidade de exames anual por modalidade Radiologia Convencional, Radiologia Invertencionista e Bloco Cirúrgico Tomografia Computadorizada Ressonância Magnética Mamografia 2015 41.103 7.464 3.026 1.127 2016 45.495 11.703 2.829 1.116 2017 52.657 12.887 2.965 1.183 2018 45.386 15.996 3.224 1.188 2019 40.217 15.246 3.413 1.103 2020 26.850 14.070 3.231 455 2021 34.588 18.555 3.945 728
  • 23. 2 2 22 QUADRO 7 - Média de exames por modalidade e ano Fonte: Dados da pesquisa (2022). O maior percentual de declínio ocorreu de 2019 para 2020, onde eclodiu a pandemia da COVID-19. Ressalta-se que algumas modalidades de exames foram mais afetadas do que outras. Mamografia foi a mais afetada com declínio de 58,74%, seguida de radiologia convencional com 33,23%, em seguida tomografia computadorizada com 7,71% e ressonância magnética com 5,33%. Conforme exemplificado na tabela a seguir. O Colégio Americano de Radiologia indica a tomografia computadorizada (TC) de tórax apenas para pacientes sintomáticos hospitalizados e a radiografia de tórax portátil em casos específicos, bem como pacientes internados que precisam de acompanhamento por imagem. Mas a TC de tórax normal não exclui o diagnóstico de COVID-19 e um exame alterado não confirma a suspeita clínica. (MEIRELLES, 2020). TABELA 1 - Relação ano e modalidade (entre 2019 e 2020): Reflexo do cenário da pandemia COVID-19 Relação: Ano x Modalidade Radiologia Convencional, Radiologia Intervencionista e Bloco Cirúrgico. Tomografia Computadorizada Ressonância Magnética Mamografia Média da quantidade de exames anual por modalidade Radiologia Convencional, Radiologia Invertencionista e Bloco Cirúrgico Tomografia Computadorizada Ressonância Magnética Mamografia 2015 41.103 7.464 3.026 1.127 2016 45.495 11.703 2.829 1.116 2017 52.657 12.887 2.965 1.183 2018 45.386 15.996 3.224 1.188 2019 40.217 15.246 3.413 1.103 2020 26.850 14.070 3.231 455 2021 34.588 18.555 3.945 728 2022 Janeiro 3.025 1.512 317 185
  • 24. 2 3 23 2019 40.217 15.246 3.413 1.103 2020 26.850 14.070 3.231 455 Percentual de declínio de exames 33,23% 7,71% 5,33% 58,74% Fonte: Dados de pesquisa (2022). Gráfico 1 - Exames no momento da pandemia (decréscimo) de 2020 a 2019 por cada modalidade de exame no período da pandemia Fonte: Dados de pesquisa (2022). Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), “o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição”. A taxa de mortalidade por câncer de mama para a população mundial, foi 14,23 óbitos/100.000 mulheres, em 2019. As maiores taxas foram nas regiões Sudeste e Sul, com 16,14 e 15,08 óbitos/100.000 mulheres, respectivamente (INCA, 2021). 32% 7% 5% 56% Radiologia Convencional, Radiologia Invertencionista e Bloco Cirúrgico Tomografia Computadorizada Ressonância Magnética Mamografia
  • 25. 2 4 24 Gráfico 2 - Percentual de decréscimo do número de exames: Reflexo do cenário da pandemia COVID-19 Fonte: INCA, 2021. Os dados revelam que o cenário da pandemia comprometeu a execução de exames diagnósticos. A Ressonância magnética sofreu o menor impacto com a diminuição de 5% da quantidade de exames de 2019 a 2020. 13 13.5 14 14.5 15 15.5 16 16.5 Mundial Sudeste Sul
  • 26. 2 5 25 6 CONCLUSÕES A pesquisa foi realizada na UDI do Hospital das Clínicas da UFMG (HC- UFMG/EBSERH). As coletas sobre os testes de controle de qualidade e de constância do HC-UFMG foram do período de 2019 a 2022 e estão em dia, e de acordo com as normativas vigentes no momento dos testes. Os cortes governamentais na área da saúde podem ser um agravante ainda maior, visto que antes da pandemia os desafios eram exaustivos, com o número maior de pessoas doentes a falta de investimentos pode gerar um caos ainda maior na saúde pública. O setor de radiologia do HC-UFMG necessita de maiores investimentos em equipamentos, pois não está suprindo a demanda, inclusive há equipamento em manutenção por cerca de 2 há anos. De modo que pacientes podem ter seus tratamentos comprometidos por falta de insumos para o diagnóstico de imagem. Além dos impactos da falta de recursos e insumos, no momento da pandemia, exames eletivos tiveram agenda fechada por conta de riscos de contaminação pela COVID-19. O levantamento quantitativo dos exames foi realizado no período de 2015 a 2002. Dentre as modalidades, foi demonstrado que os pacientes que necessitaram de exames de mamografia de 2019 a 2020 sofreram o maior impacto no quesito exame. O cenário da COVID-19 diminuiu em 56% os exames de mamografia. A PEC186, que reduz investimentos na área da saúde, pode alavancar um caos ainda maior na saúde pública. São necessários investimentos governamentais e medidas de gestão para minimizar impactos causados por falta de insumos e intensificar a promoção da saúde pública.
  • 27. 2 6 26 REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, Andrei Skromov de; MASTROCOLA, Luiz Eduardo. Radiação e exames diagnósticos: qual o risco real? Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo, v. 27, n. 2, p. 82- 87, 2017. ANVISA. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n. 611, de 09 de março de 2022. Diário Oficial da União, Brasília, 16 março, 2022. ANVISA. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n. 330, de 20 de dezembro de 2019. Diário Oficial da União, Brasília, 20 dez, 2019. CARVALHO, Carlaine Batista et al. Uma contribuição para a gestão otimizada de um setor de radiologia. In: Encontro Nacional De Engenharia De Produção, 28, Rio de Janeiro, out. 2008. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear. Glossário do setor radiológico brasileiro. Rio de Janeiro: CNEN, 2020. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear. Resolução CONTER nº. 02, de 04 de maio de 2012. Institui e normatiza atribuições, competências e funções do Profissional Tecnólogo em Radiologia. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 04 de maio de 2012. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Belo Horizonte. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/belo-horizonte/panorama>. Acesso: 15 jul. 2021. INCA. Instituto Nacional do Câncer. Mortalidade. 2021. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/dados-e- numeros/mortalidade#:~:text=A%20taxa%20de%20mortalidade%20por,respectivamente%2 0(INCA%2C%202021).>.Acesso: 20 jun. 2022. LIMA, Rodrigo da Silva; AFONSO, Júlio Carlos; PIMENTEL, Luiz Cláudio Ferreira. Raios-x: fascinação, medo e ciência. Quím. Nova, São Paulo, v. 32, n.1, 2009. MARTINS, Luciano Augusto Cano et al. Does dose optimisation in digital panoramic radiography affect diagnostic performance? Clin Oral Investig, v. 25, n. 2, 2021 p. 637-643.
  • 28. 2 7 27 MEIRELLES, Gustavo de Souza Portes. COVID-19: uma breve atualização para radiologistas. Radiol Bras., v. 53, n. 5, 2020 NAVARRO, Marcos Vinícius Teixeira. O radiodiagnóstico na saúde pública. In: Risco, radiodiagnóstico e vigilância sanitária. Salvador: EDUFBA, 2009, p. 25-30. NAVARRO, Marcos Vinícius Teixeira. Sistemas de proteção radiológica. In: Risco, radiodiagnóstico e vigilância sanitária. Salvador: EDUFBA, 2009, p. 77-84. Disponível em: <http://books.scielo.org/id/q5/pdf/navarro-9788523209247-06.pdf>. Acesso: 13 jul. 2021. OKUNO, Emico. Efeitos biológicos das radiações ionizantes: acidente radiológico de Goiânia. Estudos avançados, v. 27, n. 77, p. 185-200, 2013. PEREIRA et al. Soluções no serviço de radiologia no âmbito da gestão: uma revisão da literatura. Radiol Bras., v. 48, n. 5, p. 298–304, 2015. PEREIRA, W. S.; KELECOM, A.; PEREIRA, J. R. S. Comparação entre a norma brasileira de radioproteção e a recomendação da International Commission on Radiological Protection publicadas em 2007. Braz. J. Rad. Sci., v. 3, n. 2, 2015. SAMPIERI, Roberto Hernández; COLLADO, Carlos Fernández; LUCIO, Pilar Baptista. Metodologia de pesquisa. Porto Alegre: Penso, 2013. XAVIER, Ana Maria; MORO, José Tullio; HEILBRON, Paulo Fernando. Princípios básicos de segurança e proteção radiológica. Porto Alegre: UFRGS, 2006. ZANZI, Fabio Luiz. Conhecimento dos profissionais da saúde em relação a proteção radiológica. Florianópolis, SC, 2019. 82 p. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) - Instituto Federal de Santa Catarina, Campus Florianópolis. CST em Radiologia. Departamento Acadêmico de Saúde e Serviços, 2019.
  • 29. ANEXOS 1- Coleta de dados do cenário (profissional, exames, equipamentos e insumos) Nota: Aprovada no projeto original e aplicado na Fase 1, e não será alterado na emenda 1, exceto o período de coleta que no original tinha previsto um coorte transversal: 2015 a 2017 e serão atualizados para a fase 3 para o coorte transersal:2018 a 2022. Dados do ano de: Coleta de dados do cenário: Profissional Data da coleta: Número de profissionais por modalidade e turno a) Radiologia convencional: d) Ressonância Magnética: b) Tomografia Computadorizada: e) Mamografia: c) Radiologia Intervencionista: f) Outro: Tempo de serviço dos profissionais no HC-ENSERH/UFMG a) Até 06 meses: d) Até 05 anos: b) Até 01 ano: e) Até 10 anos: c) Até 03 anos: f) Acima de 10 anos: Nível de escolaridade a) Técnico em radiologia: d) Mestrado em radiologia: b) Tecnólogo em radiologia: e) Doutorado em radiologia: c) Especialização em radiologia: f) Outra: Quantidade de afastamentos a) Até 01 semana: d) Até 06 meses: b) Até 15 dias: e) Até de 01 ano: c) Até 01 mês: f) Acima de 01 ano:
  • 30. Quantidade de faltas (justificadas e não justificadas) a) Justificados: b) Não justificados: Tipo de regime de trabalho/vínculo com o HC-EBSERH/UFMG a) EBSERH: c) Voluntário: b) HC: d) Terceirizado/Outros: Tempo para aposentadoria: a) Até 06 meses: d) Até 05 anos: b) Até 01 ano: e) Até 10 anos: c) Até 03 anos: f) Acima de 10 anos: Média da quantidade de profissionais (coorte transversal) a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017: d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020: f) Média de 2021: g) Média de 2022: Média da quantidade dos profissionais que participaram do curso de Radioproteção anual - HC (coorte transversal) a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017: d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020: f) Média de 2021: g) Média de 2022:
  • 31. Coleta de dados do cenário: Exames Data da coleta: Média da quantidade de exames anual (coorte transversal: 2015 a 2022) a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017: d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020: f) Média de 2021: g) Média de 2022: Média da quantidade de exames mensal por modalidade (coorte transversal: 2015 a 2022) a) Radiologia convencional: d) Mamografia: b) Tomografia Computadorizada: e) Radiologia Intervencionista: c) Ressonância Magnética: Média da quantidade de exames impressos (coorte transversal: 2015 a 2022) a) Interno (sistema Pacs): b) Externo (impressão): Coleta de dados do cenário: Equipamentos e Insumos Data da coleta: Média da quantidade de equipamentos anual (coorte transversal: 2015 a 2022) a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017: d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020: f) Média de 2021: g) Média de 2022: Média da quantidade de equipamentos por modalidade (coorte transversal: 2015 a 2022) a) Média 2015: b) Média de 2016: c) Média de 2017: d) Média de 2018: e) Média de 2019: f) Média de 2020: f) Média de 2021: g) Média de 2022:
  • 32. Status dos equipamentos atual Operacionalidade (Qtde): a) Em funcionamento: b) Em manutenção: Última Data (T) do Testes de conformidade (RDC330) Qtde com: a) 6meses<T<1 ano: b)T< 6 meses: c) 1 ano<T<1,5 anos: d) 1,5 ano>T>2 anos: e) T>2 anos: f) 2<T<3 anos: g) T>3anos: Acessórios da radiologia: Quantidade atual a) Suporte para exames dos Membros c)Cone: Superiores: d)Espumas/isopor para apoio: b) Suporte para exames dos Membros Inferiores: Insumo: Consumo médio mensal (coorte transversal:2015 a 2022) a) Contraste (especificar Tipo): c)Plásticos para chassis: b) Máscaras (especificar Tipo): d) Luvas: Outros (especificar):