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ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL JOSÉ VICTOR
FONTENELLE FILHO
CURSO DE ELETROMECÂNICA – 2º ANO – TURMA 2015.1
EDUCADORA RESPONSÁVEL: LARISSA RIBEIRO
ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL JOSÉ VICTOR
FONTENELLE FILHO
ELETROMECÂNICA 2º ANO
RADIAÇÃO E MEIOS DE COMUNICAÇÃO
VIÇOSA DO CEARÁ – CE
SETEMBRO DE 2015
ANTONIO DENILSON
CARLOS VICTOR
CRISTÓVÃO TAVARES
DÁVILLA MAGALHÃES
FELIPE TEIXEIRA
JAIR SOUSA
JOÃO LUÍS
LIDUINA ANGELIM
MARCELO ESTEVÃO
PAULO RICARDO
VICTOR GOMES
WESLEY SOUSA
RADIAÇÃO EMITIDA POR CELULARES
Projeto de Pesquisa apresentado como requisito parcial
para a obtenção de nota da disciplina de Projetos
Interdisciplinares, no Curso de Eletromecânica 2º ano do
Ensino Médio.
Profª.Larissa
VIÇOSA DO CEARÁ – CE
SETEMBRO DE 2015
01. INTRODUÇÃO
A radiação emitida por celulares tem sua importância expressa na popularidade e influência
dos meios de comunicação, em especial o celular. Surge então a dúvida por parte da comunidade
científica contemporânea de que a o aparelho mencionado não corresponde reciprocamente à
saúde do usuário, tendo oferecido brechas para a teoria de que este aparelho pode aumentar a
chance de desenvolver um câncer cerebral, mas precisamente um glioma cerebral, que é um
tumor maligno que se desenvolve geralmente nos lados onde o utente costuma posicionar o
celular. Para melhor entendimento é importante saber que quanto à radiação há 2 (dois) tipos: a
Radiação Ionizante e a Radiação Não-Ionizante.
A Radiação Ionizante é extremamente prejudicial ao bom funcionamento do corpo humano,
uma vez que ela causa uma forte fragmentação ao atravessar a célula animal e o DNA, causando
também dependendo do seu grau e concentração até a desintegração das ligações atômicas de
objetos e seres vivos Este tipo de radiação é geralmente utilizada em quantidades convenientes
em aparelhos de Raios-X e Bombas Atômicas.
Já a Radiação Não-Ionizante é a de natureza não maléfica (em pequena quantidade), já
que ao atravessar células animais e DNA’s não provoca a desintegração das suas partes e nem
estimula as suas respectivas mutações. Esta espécie de radiação é utilizada em grande escala no
nosso cotidiano, anexadas em rádios AM e FM, em aparelhos celulares e em torres de
comunicação como de operadoras e de internet.
Após várias pesquisas (em ratos) de cientistas europeus, identificou-se a probabilidade de
o celular surtir esse efeito malévolo ao organismo humano. “É possível, mas não provável”, diz a
Agência Internacional de Pesquisa dobre o Câncer (IARC, sigla em inglês); por outro lado os
fabricantes de celulares alegam que o produto é inofensivo à saúde e que o aparelho não
apresenta nenhum à sanidade da população de usuários, cabe então a cada um realizar seu
julgamento em relação ao assunto.
02. AS ONDAS RADIOATIVAS DE CELULARES
Os celulares são rádios, porém, normalmente os rádios recebem ondas eletromagnéticas
por meio de uma antena central, e o avanço presente na ideia dos celulares está justamente
nisso. Para eles, existem várias antenas organizadas em células, ou seja, cada célula é
responsável por cobrir uma pequena área, e o conjunto de células de antenas formam uma rede
para os telefones celulares, daí também o porquê do nome celular. Uma vantagem das antenas
dispostas em células é que, quando se está em movimento e falando ao celular, é possível mudar
de uma célula para outra e continuar a comunicação normalmente.
Outra diferença entre funcionamento do rádio e do celular é que, quando se utiliza um rádio
para comunicação, uma pessoa fala por vez porque ambas utilizam da mesma frequência. Já nos
celulares, uma frequência é utilizada para transmitir a fala e outra é usada para a escuta.
A radiação eletromagnética no celular é emitida pela antena acoplada ao aparelho. Essa
radiação tem uma frequência maior do que as utilizadas em rádio. O problema que envolve a
radiação dos celulares está relacionado ao fato de que usamos esses aparelhos próximos ao
corpo e, principalmente, perto da cabeça. Essas antenas acopladas no celular emitem radiação
eletromagnética em uma direção quase simétrica, ou seja, quando o aparelho está a uns 25
centímetros da cabeça, essa radiação é absorvida quase que totalmente, sendo potencialmente
nociva para o corpo humano e principalmente para o cérebro.
As antenas de telecomunicação, principalmente as antenas de comunicação celular, são
uma grande preocupação com relação aos riscos que oferecem para a saúde.
Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros mediu a existência de correlação espacial
entre as mortes por neoplasia (tumor maligno) em Belo Horizonte e a presença de estações
radiobase (antenas e torres). O resultado é assustador: em 10 anos, foram registradas mais de
sete mil mortes por neoplasia, todas elas estavam dentro de um raio de até 500 metros das
estações radio base. Fora desse raio, as mortes por neoplasia foram decrescendo
proporcionalmente à distância das torres e antenas.
03. RISCOS DA RADIAÇÃO
Em pesquisas realizadas pelo Interphone Study Group em parceria com a Internacional
Agency for Research on Cancer (IARC), concluiu-se que existem suspeitas de aumento de tumor
maligno no sistema nervoso central para usuários que utilizam frequentemente o celular do
mesmo lado da cabeça. Diante desse cenário, a IARC classifica o campo magnético emitido pelos
celulares como possivelmente carcinogênico para humanos, ou seja, a radiação interfere na
saúde do ser humano, porém as evidências atuais ainda não são suficientes para classificar essa
radiação como carcinogênica para humanos.
Segundo estudo científico realizado por especialistas da National Institute on Drug Abuse,
há uma associação entre utilizar por 50 minutos o celular no modo convencional (perto da
cabeça) e o aumento do metabolismo da glicose cerebral. Até o momento, essa evidência não
tem significância clínica para que se possam tirar conclusões sobre o que esse efeito pode
provocar na saúde.
Para outra pesquisa elaborada na Universidade de Tampere (Finlândia), os tumores
malignos em usuários de celular não se localizam necessariamente em partes atingidas pela
radiação emitida pelos aparelhos, ou seja, eles podem surgir em outros lugares do corpo,
afetando negativamente a saúde humana.
Também na Universidade de Oxford, foi sinalizado o aumento dos riscos de tumor maligno
associado ao uso prolongado do celular (mais de cinco anos), sendo que o risco aumenta
proporcionalmente aos anos de uso. Assim como também afirma um grupo de trabalho gerido
pela IARC, segundo o qual as chances de ocorrência de câncer em 10 anos podem aumentar em
40%, quando o celular é utilizado perto da cabeça por em média 30 minutos por dia.
Outro efeito associado à radiação e a saúde, envolve a interferência que a radiação
eletromagnética emitida principalmente pelos celulares, causa em medicamentos homeopáticos.
Existem estudos que indicam a diminuição dos efeitos de medicamentos em animais expostos à
radiação eletromagnética.
04. SAR (TAXA DE ABSORÇÃO ESPECÍFICICA DE RADIAÇÃO)
No Brasil, existem limites para a Taxa de Absorção Específica (SAR ou Specif Abortion
Rate), estabelecidos por meio da Resolução nº 303, de 02 de julho de 2002 da Anatel, que
estabelece o valor máximo da SAR de 2 watts por quilo (W/kg) para as regiões da cabeça e do
tronco. Nos Estados Unidos, a SAR estabelecida pela Federal Communications Commission
(FCC) é de 1,6 W/kg.
Esse valor significa que em um quilo de tecido da cabeça e do tronco não pode ser
absorvido mais de 2 watts de energia provinda da radiação emitida pelo celular. Esses valores
são os mesmos adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que foram determinados
pela Comissão Internacional de Proteção contra as Radiações Não Ionizantes (ICNIRP, sigla em
inglês). No entanto, em discussão na Câmara dos Deputados do Brasil, foi apontado que os
valores determinados pela ICNIRP datam de 1998 e somente consideram os efeitos na saúde da
radiação para curto tempo de exposição.
O cenário mundial é outro na atualidade, principalmente no Brasil. É preciso determinar os
limites de absorção da radiação baseado nos seus efeitos à saúde para uso prolongado dos
aparelhos. Só para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento de um site britânico, em
média os usuários passam 90 minutos por dia interagindo com o telefone celular. E brasileiros já
interagem com o celular assim que acordam, segundo IBOPE.
Os limites da SAR estabelecidos pela Anatel e pela FCC valem também para aparelhos
de wireless de uso restrito, ou seja, aqueles que usamos em casa, o chamado roteador wi-fi.
Esses aparelhos também emitem radiação eletromagnética e também apresentam os mesmos
riscos à saúde associados aos telefones celulares.
05. RADIAÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ
A radiação dos celulares usados durante a gravidez pode prejudicar o desenvolvimento do
cérebro dos bebês, elevando o risco de eles apresentarem, durante a vida, problemas como
hiperatividade, ansiedade e outros sintomas que estão associados ao transtorno de déficit de
atenção e hiperatividade (TDAH). Essa é a conclusão de um estudo feito por pesquisadores da
Faculdade de Medicina de Yale, nos Estados Unidos, e publicado nesta quinta-feira no
periódico Nature Scientific Reports.
Segundo Hugh Taylor, um dos autores dessa pesquisa essa é a primeira vez em que um
estudo experimental evidencia que a exposição fetal à radiofrequência dos celulares pode afetar o
comportamento deste quando adulto. "O aumento que vem sendo observado da incidência de
transtornos comportamentais em crianças talvez possa ser explicado em parte pela exposição à
radiação do celular no útero", afirma o pesquisador.
No estudo, a equipe de especialistas submeteu ratas grávidas à radiação de um celular no
modo silencioso que recebeu chamadas durante a observação. Um grupo de controle de outros
ratos foi mantido sob as mesas condições, mas com o celular desligado. Os pesquisadores
analisaram a atividade elétrica do cérebro de todos os ratos e também dos fetos. Além disso, eles
aplicaram uma série de testes psicológicos nos animais.
Os resultados indicaram que os fetos expostos à radiação do aparelho tinham maior
probabilidade de ser hiperativos e mais ansiosos, além de ter reduzida a capacidade de memória.
Esses, segundo o estudo, são sintomas relacionados ao TDAH. Os pesquisadores atribuíram
essas alterações comportamentais a um efeito que ocorreu durante a gravidez que afetou o
desenvolvimento dos neurônios na região cerebral do córtex região pré-frontal.
Segundo o coordenador da pesquisa, Tamir Aldad, a gravidez dos roedores dura apenas
19 dias e os filhotes nascem com um cérebro menos desenvolvido do que bebês humanos. Por
isso, mais estudos são necessários para que seja possível determinar se os riscos da exposição
à radiação durante a gravidez apresentados pelos animais são semelhantes nos homens. No
entanto, o pesquisador considera justificável a limitação da exposição do feto aos telefones
celulares.
Em maio de 2011, Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), órgão da
Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou que o uso de celular pode causar um tipo
de tumor maligno no cérebro chamado glioma. Um grupo de cientistas de 14 países avaliou a
capacidade das ondas eletromagnéticas emitidas pelos celulares de causar câncer e analisaram
centenas de estudos sobre o assunto. Segundo eles, há evidências suficientes para se
estabelecer essa associação.
No entanto, dois meses depois do parecer da OMS, um estudo publicado em julho no
periódico “American Journal of Epidemiology” descartou a possibilidade de o celular provocar
tumores cerebrais. Como os estudos, apesar de realizados por instituições criteriosas,
apresentaram resultados discordantes, o mais indicado nesse caso, segundo médicos, é adotar
medidas de prevenção, como não dormir com o aparelho perto da cabeça.
06. RADIAÇÃO EM CRIANÇAS
A OMS aponta para vários estudos que indicam efeitos da radiação de antenas e de
aparelhos celulares na saúde de crianças. As crianças compõem parcela crescente de usuários
de celulares e de outros dispositivos eletrônicos em geral.
A massa corporal de uma criança é muito menor que a de um adulto, devido a isso, a
radiação absorvida pelo corpo pode causar efeitos muito mais sérios. Dentre os apontados pelo
grupo de trabalho, estão: problemas de aprendizado, distúrbios comportamentais,
comprometimento do sistema imunológico e câncer.
07. MARCAS COM MAIORES E MENORES TAXAS DE SAR
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nessa semana, estudo que relaciona
a radiação eletromagnética liberada no uso do celular com o possível risco de causa câncer.
Com base na quantidade de radiação que um corpo absorve quando a pessoa está no
celular, medida em SAR (Taxa de absorção específica, em inglês), um artigo da CNET aponta
quais são os smartphones que mais emitem watts/kg entre os modelos vendidos no mercado
norte-americano.
Nos Estados Unidos, a taxa aceitável de SAR para aparelhos celulares é de 1,6. Nenhum
dos smartphones testados atingia o limite, mas os que apareceram entre os maiores emissores
chegaram próximos ao nível máximo permitido.
Na lista entre os 10 maiores emissores e os 10 com menores taxas de emissão, não
aparecem modelos populares como o iPhone, BlackBerry ou Samsung Galaxy S. Isso significa
que eles estão na média, com SAR entre 1,17 e 1,18, para iPhone4; 1,1 e 1,3 para BlackBerry
Curve; 0,9 para Galaxy S 4G.
Os modelos da coreana Samsung apareceram no topo da lista entre os menores
emissores. Veja quais são os modelos com os maiores SAR’s:
CELULARES MAIS EMISSORES SAR CELULARES MENOS EMISSORES SAR
1. Motorola Bravo 1,59 1. Samsung Infuse 4G 0,2
2. Motorola Droid 2 Global 1,58 2. Samsung Acclaim 0,29
3. Sony Ericsson Satio 1,56 3. Samsung Replenish 0,3
4. Sony Ericsson X10 Mini Pro 1,55 4. Huawei Ideos X5 0,34
5. Nokia Astound/C7 1,53 Samsung Sidekick 4G 0,34
6. Motorola Defy 1,52 6. LG Quantum 0,35
7. Motorola Droid 1,49 7. Samsung Captivate 0,42
Motorola Droid 2 1,49 8. HTC Surround 0,439
9. HTC Desire 1,48 9. Motorola Devour 0,45
10. Motorola Atrix 1,47 10. HTC Imagio 0,498
08. MÉTODOS PARA EVITAR A RADIAÇÃO
A U.S “Food and Drug Administration” (FDA) apresenta dicas para te proteger da radiação,
indicando a utilização de kits próprios para celulares que contêm dispositivos para tornar possível
a conversação no celular sem entrar em contato com a área da cabeça, como os fones de ouvido.
Ainda nas recomendações, a FDA afirma que a utilização desses kits reduz, mas não elimina os
riscos que eventualmente possam estar relacionados à exposição e à radiação emitida pelos
celulares.
A FCC também indica que manter o celular longe do corpo e da cabeça, usar o viva voz
para falar ao telefone, redigir mensagens de texto, utilizar o telefone fixo quando se tem a opção e
fazer uso consciente do celular, evitando falar por horas, também ajudam muito a diminuir a
absorção de radiofrequência. Outra dica que contribui em muito para a sustentabilidade é adotar
um único telefone celular. Existem pessoas que possuem dois ou mais equipamentos.
A melhor opção é usar tecnologia que suporte mais de um chip, gerando até uma economia
considerável. Assim, você evita carregar tantos telefones celulares e diminui o descarte de
aparelhos eletrônicos. Os fabricantes de celulares também recomendam nos manuais de
instruções, manter o celular no mínimo um centímetro afastado da cabeça.
Outros equipamentos e acessórios de diversas marcas foram criadas para minimizar a
quantidade de radiação que chega à cabeça, que além de te oferecer proteção, torna mais
sustentável e saudável a utilização do aparelho celular. Normalmente, eles são constituídos por
uma capa protetora composta por camadas, que são responsáveis por trazerem os benefícios de
limitar a radiação.
09. OBJETIVOS
 9.1. OBJETIVOS GERAIS:
Este projeto de pesquisa tem por objetivo levar ao leitor alvo informações acerca do
funcionamento do aparelho celular (no que diz respeito à radiação) e seus possíveis malefícios à
saúde de seus usuários, que somam aproximadamente 5 (cinco) bilhões distribuídos ao longo de
todo o planeta. Além destes somam aos objetivos a introdução de um pensamento técnico
científico e acima de tudo crítico, relacionado à influência de aparelhos celulares impulsionados
pelo ataque constante da mídia, em torno do consumismo desregrado e inconsciente.
É importante ressaltar também a reeducação dos utentes na maneira como estes se portam
com o componente, levando assim ao leitor maneiras eficazes e saudáveis de utilização do
mesmo, tendo em vista que este elemento é indispensável nos dias atuais.
 9.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Este trabalho teórico escrito, assim como apresentação oral, tem por objetivo específico a
implantação de políticas individuais nos educandos do curso de Eletromecânica do 2º ano da
EEEP José Victor Fontenelle Filho, para um uso mais consciente e salutar dos meios de
comunicação eletroeletrônicos, que é o celular. Nestes, abarcam também a difusão de uma
população de adolescentes que tenham conhecimento dos possíveis transtornos futuros
decorrentes do uso incorreto deste aparelho celular.
Além dos objetivos citados anteriormente também se enquadram a avaliação pela
Educadora Larissa, para fins de atribuição de nota parcial, em relação aos assuntos abordados
em sala a respeito de construções de Projetos de Pesquisa e de Ação.
10. JUSTIFICATIVA
Esse assunto é de extrema importância nos dias presentes, uma vez que a presença de
Radiação Ionizante é notória, e tende ainda mais crescer. Este projeto vem em busca de evitar
uma abrangente onda de doenças no futuro, onde pouca gente tem a mínima noção de
importância deste assunto.
A relação entre celulares e câncer há anos vem ganhando a atenção de diversos
pesquisadores ao redor do mundo, mas no entanto as pesquisa apresentam resultados bastante
díspares, distanciando a comunidade científica deum consenso. Enquanto algumas pesquisas
mostram que a radiação emitida por aparelhos celulares pode ser maligna para o ser humano,
outras, no entanto afirmam que nem mesmo as torres de transmissão podem causar mal algum.
Contudo, um estudo supervisionado pela OMS que deveria ser publicado no final de 2009
indicava segundo os resultados preliminares que o uso do telefone celular pode ter relação com
vários tipos de câncer, em especial tumores cerebrais. O estudo é um projeto cooperativo
denominado Interphne.
Segundo a engenheira e pesquisadora da UFMG Adilza Condessa Dode, mais de 80% dos
óbitos de pacientes de Belo Horizonte que tinham casos de câncer relacionados à radiação
eletromagnética tratava-se se casos de pessoas que moravam a cerca de 500 metros de
distância as antenas de telefonia da cidade.
Em 31 de Maio de 2011, a OMS publicou um relatório classificando a radiação emitida por
celulares portáteis como “possivelmente cancerígena para seres humanos”. Esta classificação foi
feita após reexames dos estudos preliminares feitos por cientistas sobre a segurança de telefones
celulares. Uma destas pesquisas mostrava um aumento de 40% de risco de aparecimento de
tumores cerebrais na categoria de usuários de uso mais constante do aparelho.
11. METODOLOGIA
Este Projeto de Pesquisa teve sua atuação de planejamento nas aulas da disciplina de
Projetos Interdisciplinares, cedidas exclusivamente para esse fim. Além do debate interno da
equipe, destacam-se também a reunião de informação através da internet, utilizadas também nos
ambientes escolares da Instituição no qual a equipe está inserida.
Também houve aconselhamento e orientação da Educadora Larissa, responsável pelo
projeto, além de expansão de informações nas mais variadas fontes de pesquisa.
É importante também mostrar que a equipe responsável realizou um questionário de
perguntas e respostas a 21 alunos da EEM Dep. Manoel Rodrigues, que trabalhou em parceria
com a nossa escola para fins únicos de aprendizado. A seguir estão dispostos as respectivas
perguntas e resultados:
PERGUNTAS SIM NÃO
O usuário tem consciência das possíveis consequências
provenientes da radiação emitida por celulares?
48% 52%
O utente se considera dependente do aparelho? 62% 38%
Tem contatos diretos e constantes entre o aparelho e o
corpo?
76% 24%
Quanto tempo diário o usuário faz uso do aparelho? 10h/dia (MÉDIA)
Após ter consciência dos males da Radiação Não-Ionizante,
o usuário ousaria mudar seus hábitos em relação ao mesmo?
71% 29%
O usuário preocupa-se com os números apresentados? 86% 14%
De acordo com as informações, em quais dos 2 emissores de
dados (fabricantes x neurocientistas) o utente prefere
confiar?
100% 0%
Após a análise das informações, você continua pensado igual
em relação ao aparelho celular?
43% 57%
ANEXOS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Disponível em:
https://www.exame.abril.com.br/
https://www.gizmodo.uol.com.br/
https://www.copacabanarunners.net/
https://hypescience.com/
www.nossofuturoroubado.com.br/
https://pt.wikipedia.org/
https://www.g1.globo.com/
https://www.veja.abril.com.br/
https://www.brasil.babycenter.com
Acessado em 28 de Setembro de 2015 às 20h e 28min.

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Radiação de celulares e riscos à saúde

  • 1. ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL JOSÉ VICTOR FONTENELLE FILHO CURSO DE ELETROMECÂNICA – 2º ANO – TURMA 2015.1 EDUCADORA RESPONSÁVEL: LARISSA RIBEIRO
  • 2. ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL JOSÉ VICTOR FONTENELLE FILHO ELETROMECÂNICA 2º ANO RADIAÇÃO E MEIOS DE COMUNICAÇÃO VIÇOSA DO CEARÁ – CE SETEMBRO DE 2015
  • 3. ANTONIO DENILSON CARLOS VICTOR CRISTÓVÃO TAVARES DÁVILLA MAGALHÃES FELIPE TEIXEIRA JAIR SOUSA JOÃO LUÍS LIDUINA ANGELIM MARCELO ESTEVÃO PAULO RICARDO VICTOR GOMES WESLEY SOUSA RADIAÇÃO EMITIDA POR CELULARES Projeto de Pesquisa apresentado como requisito parcial para a obtenção de nota da disciplina de Projetos Interdisciplinares, no Curso de Eletromecânica 2º ano do Ensino Médio. Profª.Larissa VIÇOSA DO CEARÁ – CE SETEMBRO DE 2015
  • 4. 01. INTRODUÇÃO A radiação emitida por celulares tem sua importância expressa na popularidade e influência dos meios de comunicação, em especial o celular. Surge então a dúvida por parte da comunidade científica contemporânea de que a o aparelho mencionado não corresponde reciprocamente à saúde do usuário, tendo oferecido brechas para a teoria de que este aparelho pode aumentar a chance de desenvolver um câncer cerebral, mas precisamente um glioma cerebral, que é um tumor maligno que se desenvolve geralmente nos lados onde o utente costuma posicionar o celular. Para melhor entendimento é importante saber que quanto à radiação há 2 (dois) tipos: a Radiação Ionizante e a Radiação Não-Ionizante. A Radiação Ionizante é extremamente prejudicial ao bom funcionamento do corpo humano, uma vez que ela causa uma forte fragmentação ao atravessar a célula animal e o DNA, causando também dependendo do seu grau e concentração até a desintegração das ligações atômicas de objetos e seres vivos Este tipo de radiação é geralmente utilizada em quantidades convenientes em aparelhos de Raios-X e Bombas Atômicas. Já a Radiação Não-Ionizante é a de natureza não maléfica (em pequena quantidade), já que ao atravessar células animais e DNA’s não provoca a desintegração das suas partes e nem estimula as suas respectivas mutações. Esta espécie de radiação é utilizada em grande escala no nosso cotidiano, anexadas em rádios AM e FM, em aparelhos celulares e em torres de comunicação como de operadoras e de internet. Após várias pesquisas (em ratos) de cientistas europeus, identificou-se a probabilidade de o celular surtir esse efeito malévolo ao organismo humano. “É possível, mas não provável”, diz a Agência Internacional de Pesquisa dobre o Câncer (IARC, sigla em inglês); por outro lado os fabricantes de celulares alegam que o produto é inofensivo à saúde e que o aparelho não apresenta nenhum à sanidade da população de usuários, cabe então a cada um realizar seu julgamento em relação ao assunto.
  • 5. 02. AS ONDAS RADIOATIVAS DE CELULARES Os celulares são rádios, porém, normalmente os rádios recebem ondas eletromagnéticas por meio de uma antena central, e o avanço presente na ideia dos celulares está justamente nisso. Para eles, existem várias antenas organizadas em células, ou seja, cada célula é responsável por cobrir uma pequena área, e o conjunto de células de antenas formam uma rede para os telefones celulares, daí também o porquê do nome celular. Uma vantagem das antenas dispostas em células é que, quando se está em movimento e falando ao celular, é possível mudar de uma célula para outra e continuar a comunicação normalmente. Outra diferença entre funcionamento do rádio e do celular é que, quando se utiliza um rádio para comunicação, uma pessoa fala por vez porque ambas utilizam da mesma frequência. Já nos celulares, uma frequência é utilizada para transmitir a fala e outra é usada para a escuta. A radiação eletromagnética no celular é emitida pela antena acoplada ao aparelho. Essa radiação tem uma frequência maior do que as utilizadas em rádio. O problema que envolve a radiação dos celulares está relacionado ao fato de que usamos esses aparelhos próximos ao corpo e, principalmente, perto da cabeça. Essas antenas acopladas no celular emitem radiação eletromagnética em uma direção quase simétrica, ou seja, quando o aparelho está a uns 25 centímetros da cabeça, essa radiação é absorvida quase que totalmente, sendo potencialmente nociva para o corpo humano e principalmente para o cérebro. As antenas de telecomunicação, principalmente as antenas de comunicação celular, são uma grande preocupação com relação aos riscos que oferecem para a saúde. Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros mediu a existência de correlação espacial entre as mortes por neoplasia (tumor maligno) em Belo Horizonte e a presença de estações radiobase (antenas e torres). O resultado é assustador: em 10 anos, foram registradas mais de sete mil mortes por neoplasia, todas elas estavam dentro de um raio de até 500 metros das estações radio base. Fora desse raio, as mortes por neoplasia foram decrescendo proporcionalmente à distância das torres e antenas.
  • 6. 03. RISCOS DA RADIAÇÃO Em pesquisas realizadas pelo Interphone Study Group em parceria com a Internacional Agency for Research on Cancer (IARC), concluiu-se que existem suspeitas de aumento de tumor maligno no sistema nervoso central para usuários que utilizam frequentemente o celular do mesmo lado da cabeça. Diante desse cenário, a IARC classifica o campo magnético emitido pelos celulares como possivelmente carcinogênico para humanos, ou seja, a radiação interfere na saúde do ser humano, porém as evidências atuais ainda não são suficientes para classificar essa radiação como carcinogênica para humanos. Segundo estudo científico realizado por especialistas da National Institute on Drug Abuse, há uma associação entre utilizar por 50 minutos o celular no modo convencional (perto da cabeça) e o aumento do metabolismo da glicose cerebral. Até o momento, essa evidência não tem significância clínica para que se possam tirar conclusões sobre o que esse efeito pode provocar na saúde. Para outra pesquisa elaborada na Universidade de Tampere (Finlândia), os tumores malignos em usuários de celular não se localizam necessariamente em partes atingidas pela radiação emitida pelos aparelhos, ou seja, eles podem surgir em outros lugares do corpo, afetando negativamente a saúde humana. Também na Universidade de Oxford, foi sinalizado o aumento dos riscos de tumor maligno associado ao uso prolongado do celular (mais de cinco anos), sendo que o risco aumenta proporcionalmente aos anos de uso. Assim como também afirma um grupo de trabalho gerido pela IARC, segundo o qual as chances de ocorrência de câncer em 10 anos podem aumentar em 40%, quando o celular é utilizado perto da cabeça por em média 30 minutos por dia. Outro efeito associado à radiação e a saúde, envolve a interferência que a radiação eletromagnética emitida principalmente pelos celulares, causa em medicamentos homeopáticos. Existem estudos que indicam a diminuição dos efeitos de medicamentos em animais expostos à radiação eletromagnética.
  • 7. 04. SAR (TAXA DE ABSORÇÃO ESPECÍFICICA DE RADIAÇÃO) No Brasil, existem limites para a Taxa de Absorção Específica (SAR ou Specif Abortion Rate), estabelecidos por meio da Resolução nº 303, de 02 de julho de 2002 da Anatel, que estabelece o valor máximo da SAR de 2 watts por quilo (W/kg) para as regiões da cabeça e do tronco. Nos Estados Unidos, a SAR estabelecida pela Federal Communications Commission (FCC) é de 1,6 W/kg. Esse valor significa que em um quilo de tecido da cabeça e do tronco não pode ser absorvido mais de 2 watts de energia provinda da radiação emitida pelo celular. Esses valores são os mesmos adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que foram determinados pela Comissão Internacional de Proteção contra as Radiações Não Ionizantes (ICNIRP, sigla em inglês). No entanto, em discussão na Câmara dos Deputados do Brasil, foi apontado que os valores determinados pela ICNIRP datam de 1998 e somente consideram os efeitos na saúde da radiação para curto tempo de exposição. O cenário mundial é outro na atualidade, principalmente no Brasil. É preciso determinar os limites de absorção da radiação baseado nos seus efeitos à saúde para uso prolongado dos aparelhos. Só para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento de um site britânico, em média os usuários passam 90 minutos por dia interagindo com o telefone celular. E brasileiros já interagem com o celular assim que acordam, segundo IBOPE. Os limites da SAR estabelecidos pela Anatel e pela FCC valem também para aparelhos de wireless de uso restrito, ou seja, aqueles que usamos em casa, o chamado roteador wi-fi. Esses aparelhos também emitem radiação eletromagnética e também apresentam os mesmos riscos à saúde associados aos telefones celulares.
  • 8. 05. RADIAÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ A radiação dos celulares usados durante a gravidez pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro dos bebês, elevando o risco de eles apresentarem, durante a vida, problemas como hiperatividade, ansiedade e outros sintomas que estão associados ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Essa é a conclusão de um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Yale, nos Estados Unidos, e publicado nesta quinta-feira no periódico Nature Scientific Reports. Segundo Hugh Taylor, um dos autores dessa pesquisa essa é a primeira vez em que um estudo experimental evidencia que a exposição fetal à radiofrequência dos celulares pode afetar o comportamento deste quando adulto. "O aumento que vem sendo observado da incidência de transtornos comportamentais em crianças talvez possa ser explicado em parte pela exposição à radiação do celular no útero", afirma o pesquisador. No estudo, a equipe de especialistas submeteu ratas grávidas à radiação de um celular no modo silencioso que recebeu chamadas durante a observação. Um grupo de controle de outros ratos foi mantido sob as mesas condições, mas com o celular desligado. Os pesquisadores analisaram a atividade elétrica do cérebro de todos os ratos e também dos fetos. Além disso, eles aplicaram uma série de testes psicológicos nos animais. Os resultados indicaram que os fetos expostos à radiação do aparelho tinham maior probabilidade de ser hiperativos e mais ansiosos, além de ter reduzida a capacidade de memória. Esses, segundo o estudo, são sintomas relacionados ao TDAH. Os pesquisadores atribuíram essas alterações comportamentais a um efeito que ocorreu durante a gravidez que afetou o desenvolvimento dos neurônios na região cerebral do córtex região pré-frontal. Segundo o coordenador da pesquisa, Tamir Aldad, a gravidez dos roedores dura apenas 19 dias e os filhotes nascem com um cérebro menos desenvolvido do que bebês humanos. Por isso, mais estudos são necessários para que seja possível determinar se os riscos da exposição à radiação durante a gravidez apresentados pelos animais são semelhantes nos homens. No entanto, o pesquisador considera justificável a limitação da exposição do feto aos telefones celulares. Em maio de 2011, Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou que o uso de celular pode causar um tipo de tumor maligno no cérebro chamado glioma. Um grupo de cientistas de 14 países avaliou a capacidade das ondas eletromagnéticas emitidas pelos celulares de causar câncer e analisaram centenas de estudos sobre o assunto. Segundo eles, há evidências suficientes para se estabelecer essa associação.
  • 9. No entanto, dois meses depois do parecer da OMS, um estudo publicado em julho no periódico “American Journal of Epidemiology” descartou a possibilidade de o celular provocar tumores cerebrais. Como os estudos, apesar de realizados por instituições criteriosas, apresentaram resultados discordantes, o mais indicado nesse caso, segundo médicos, é adotar medidas de prevenção, como não dormir com o aparelho perto da cabeça.
  • 10. 06. RADIAÇÃO EM CRIANÇAS A OMS aponta para vários estudos que indicam efeitos da radiação de antenas e de aparelhos celulares na saúde de crianças. As crianças compõem parcela crescente de usuários de celulares e de outros dispositivos eletrônicos em geral. A massa corporal de uma criança é muito menor que a de um adulto, devido a isso, a radiação absorvida pelo corpo pode causar efeitos muito mais sérios. Dentre os apontados pelo grupo de trabalho, estão: problemas de aprendizado, distúrbios comportamentais, comprometimento do sistema imunológico e câncer.
  • 11. 07. MARCAS COM MAIORES E MENORES TAXAS DE SAR A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nessa semana, estudo que relaciona a radiação eletromagnética liberada no uso do celular com o possível risco de causa câncer. Com base na quantidade de radiação que um corpo absorve quando a pessoa está no celular, medida em SAR (Taxa de absorção específica, em inglês), um artigo da CNET aponta quais são os smartphones que mais emitem watts/kg entre os modelos vendidos no mercado norte-americano. Nos Estados Unidos, a taxa aceitável de SAR para aparelhos celulares é de 1,6. Nenhum dos smartphones testados atingia o limite, mas os que apareceram entre os maiores emissores chegaram próximos ao nível máximo permitido. Na lista entre os 10 maiores emissores e os 10 com menores taxas de emissão, não aparecem modelos populares como o iPhone, BlackBerry ou Samsung Galaxy S. Isso significa que eles estão na média, com SAR entre 1,17 e 1,18, para iPhone4; 1,1 e 1,3 para BlackBerry Curve; 0,9 para Galaxy S 4G. Os modelos da coreana Samsung apareceram no topo da lista entre os menores emissores. Veja quais são os modelos com os maiores SAR’s: CELULARES MAIS EMISSORES SAR CELULARES MENOS EMISSORES SAR 1. Motorola Bravo 1,59 1. Samsung Infuse 4G 0,2 2. Motorola Droid 2 Global 1,58 2. Samsung Acclaim 0,29 3. Sony Ericsson Satio 1,56 3. Samsung Replenish 0,3 4. Sony Ericsson X10 Mini Pro 1,55 4. Huawei Ideos X5 0,34 5. Nokia Astound/C7 1,53 Samsung Sidekick 4G 0,34 6. Motorola Defy 1,52 6. LG Quantum 0,35 7. Motorola Droid 1,49 7. Samsung Captivate 0,42 Motorola Droid 2 1,49 8. HTC Surround 0,439 9. HTC Desire 1,48 9. Motorola Devour 0,45 10. Motorola Atrix 1,47 10. HTC Imagio 0,498
  • 12. 08. MÉTODOS PARA EVITAR A RADIAÇÃO A U.S “Food and Drug Administration” (FDA) apresenta dicas para te proteger da radiação, indicando a utilização de kits próprios para celulares que contêm dispositivos para tornar possível a conversação no celular sem entrar em contato com a área da cabeça, como os fones de ouvido. Ainda nas recomendações, a FDA afirma que a utilização desses kits reduz, mas não elimina os riscos que eventualmente possam estar relacionados à exposição e à radiação emitida pelos celulares. A FCC também indica que manter o celular longe do corpo e da cabeça, usar o viva voz para falar ao telefone, redigir mensagens de texto, utilizar o telefone fixo quando se tem a opção e fazer uso consciente do celular, evitando falar por horas, também ajudam muito a diminuir a absorção de radiofrequência. Outra dica que contribui em muito para a sustentabilidade é adotar um único telefone celular. Existem pessoas que possuem dois ou mais equipamentos. A melhor opção é usar tecnologia que suporte mais de um chip, gerando até uma economia considerável. Assim, você evita carregar tantos telefones celulares e diminui o descarte de aparelhos eletrônicos. Os fabricantes de celulares também recomendam nos manuais de instruções, manter o celular no mínimo um centímetro afastado da cabeça. Outros equipamentos e acessórios de diversas marcas foram criadas para minimizar a quantidade de radiação que chega à cabeça, que além de te oferecer proteção, torna mais sustentável e saudável a utilização do aparelho celular. Normalmente, eles são constituídos por uma capa protetora composta por camadas, que são responsáveis por trazerem os benefícios de limitar a radiação.
  • 13. 09. OBJETIVOS  9.1. OBJETIVOS GERAIS: Este projeto de pesquisa tem por objetivo levar ao leitor alvo informações acerca do funcionamento do aparelho celular (no que diz respeito à radiação) e seus possíveis malefícios à saúde de seus usuários, que somam aproximadamente 5 (cinco) bilhões distribuídos ao longo de todo o planeta. Além destes somam aos objetivos a introdução de um pensamento técnico científico e acima de tudo crítico, relacionado à influência de aparelhos celulares impulsionados pelo ataque constante da mídia, em torno do consumismo desregrado e inconsciente. É importante ressaltar também a reeducação dos utentes na maneira como estes se portam com o componente, levando assim ao leitor maneiras eficazes e saudáveis de utilização do mesmo, tendo em vista que este elemento é indispensável nos dias atuais.  9.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Este trabalho teórico escrito, assim como apresentação oral, tem por objetivo específico a implantação de políticas individuais nos educandos do curso de Eletromecânica do 2º ano da EEEP José Victor Fontenelle Filho, para um uso mais consciente e salutar dos meios de comunicação eletroeletrônicos, que é o celular. Nestes, abarcam também a difusão de uma população de adolescentes que tenham conhecimento dos possíveis transtornos futuros decorrentes do uso incorreto deste aparelho celular. Além dos objetivos citados anteriormente também se enquadram a avaliação pela Educadora Larissa, para fins de atribuição de nota parcial, em relação aos assuntos abordados em sala a respeito de construções de Projetos de Pesquisa e de Ação.
  • 14. 10. JUSTIFICATIVA Esse assunto é de extrema importância nos dias presentes, uma vez que a presença de Radiação Ionizante é notória, e tende ainda mais crescer. Este projeto vem em busca de evitar uma abrangente onda de doenças no futuro, onde pouca gente tem a mínima noção de importância deste assunto. A relação entre celulares e câncer há anos vem ganhando a atenção de diversos pesquisadores ao redor do mundo, mas no entanto as pesquisa apresentam resultados bastante díspares, distanciando a comunidade científica deum consenso. Enquanto algumas pesquisas mostram que a radiação emitida por aparelhos celulares pode ser maligna para o ser humano, outras, no entanto afirmam que nem mesmo as torres de transmissão podem causar mal algum. Contudo, um estudo supervisionado pela OMS que deveria ser publicado no final de 2009 indicava segundo os resultados preliminares que o uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, em especial tumores cerebrais. O estudo é um projeto cooperativo denominado Interphne. Segundo a engenheira e pesquisadora da UFMG Adilza Condessa Dode, mais de 80% dos óbitos de pacientes de Belo Horizonte que tinham casos de câncer relacionados à radiação eletromagnética tratava-se se casos de pessoas que moravam a cerca de 500 metros de distância as antenas de telefonia da cidade. Em 31 de Maio de 2011, a OMS publicou um relatório classificando a radiação emitida por celulares portáteis como “possivelmente cancerígena para seres humanos”. Esta classificação foi feita após reexames dos estudos preliminares feitos por cientistas sobre a segurança de telefones celulares. Uma destas pesquisas mostrava um aumento de 40% de risco de aparecimento de tumores cerebrais na categoria de usuários de uso mais constante do aparelho.
  • 15. 11. METODOLOGIA Este Projeto de Pesquisa teve sua atuação de planejamento nas aulas da disciplina de Projetos Interdisciplinares, cedidas exclusivamente para esse fim. Além do debate interno da equipe, destacam-se também a reunião de informação através da internet, utilizadas também nos ambientes escolares da Instituição no qual a equipe está inserida. Também houve aconselhamento e orientação da Educadora Larissa, responsável pelo projeto, além de expansão de informações nas mais variadas fontes de pesquisa. É importante também mostrar que a equipe responsável realizou um questionário de perguntas e respostas a 21 alunos da EEM Dep. Manoel Rodrigues, que trabalhou em parceria com a nossa escola para fins únicos de aprendizado. A seguir estão dispostos as respectivas perguntas e resultados: PERGUNTAS SIM NÃO O usuário tem consciência das possíveis consequências provenientes da radiação emitida por celulares? 48% 52% O utente se considera dependente do aparelho? 62% 38% Tem contatos diretos e constantes entre o aparelho e o corpo? 76% 24% Quanto tempo diário o usuário faz uso do aparelho? 10h/dia (MÉDIA) Após ter consciência dos males da Radiação Não-Ionizante, o usuário ousaria mudar seus hábitos em relação ao mesmo? 71% 29% O usuário preocupa-se com os números apresentados? 86% 14% De acordo com as informações, em quais dos 2 emissores de dados (fabricantes x neurocientistas) o utente prefere confiar? 100% 0% Após a análise das informações, você continua pensado igual em relação ao aparelho celular? 43% 57%