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CURSO DE GRADUAÇÃO
ELIDILEUZA DAMASCENO BASTOS
FATIMA DOS SANTOS FERNANDES
KELLY JULY RIBEIRO DE MATOS
A ENFERMAGEM NO ENFRENTAMENTOA VIOLÊNCIA OBSTETRICA: UMA
REVISÃO LITERATURA
Salvador
2021
CURSO DE GRADUAÇÃO
ELIDILEUZA DAMASCENO BASTOS
FATIMA DOS SANTOS FERNANDES
KELLY JULY RIBEIRO DE MATOS
A ENFERMAGEM NO ENFRENTAMENTOA VIOLÊNCIA OBSTETRICA: UMA
REVISÃO LITERATURA
Artigo apresentado como requisito parcial para
obtenção do título de Bacharel em Enfermagem, pela
Universidade Paulista – UNIP
Orientadora: Prof.ª Giselle de Santana Alves Reis
Salvador
2021
SUMÁRIO
PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO...............................................................................4
INTRODUÇÃO ............................................................................................................5
OBJETIVOS ................................................................................................................6
OBJETIVO GERAL .....................................................................................................6
METODOLOGIA..........................................................................................................7
JUSTIFICATIVA ..........................................................................................................8
REFERÊNCIA TEÓRICA ............................................................................................9
REFERÊNCIAS.........................................................................................................10
4
PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO
Qual o papel do enfermeiro no enfrentamento de situações caracterizadas de
violência na hora do parto?
A violência obstétrica é caracterizada por diversos atos e ações que configura
a imposição de intervenções danosas à integridade física e psicológica da mulher nas
instituições em que é atendida por profissionais da saúde, no período ciclo gravídico-
puerperal.
5
INTRODUÇÃO
A violência obstétrica existe e tem por características a apropriação do corpo e
processos reprodutivos das mulheres pelos médicos, profissionais da saúde, através
do tratamento desumanizado, abuso de medicalização e patologização dos processos
naturais, causando perda de autonomia e incapacidade de decidir livremente sobre
seus corpos e sexualidade, impactando negativamente a qualidade de vida das
mulheres.
As mulheres têm percebido que algo de muito errado percorre os trilhos desse
caminho tão significativo ou não para uma mulher. Entre tantas questões que
permeiam o mundo materno, a que mais se debate em grupos de luta voltados para
maternidade ativa é a experiência do parto que muitas vezes passa de realização a
sofrimento.
O parto, diferentemente das outras questões sobre a maternidade, toma o
espaço, não só por ser o grande ápice da maternidade mais por ter se tornado uma
questão de violência, que vai além do íntimo e privado, perpetuando as políticas dentro
da discussão sobre saúde pública, saúde da mulher do bebê e feminismos.
6
OBJETIVOS
Este trabalho tem por objetivo geral realizar uma revisão bibliográfica sobre o
tema violência obstétrica, com enfoque na humanização do atendimento de
enfermagem.
Especificamente, visamos reconhecer na literatura da área:
a) o conceito de violência obstétrica e os prováveis tipos de violência;
b) o conceito de humanização no contexto do parto e seus avanços;
c) o papel do enfermeiro e as leis que regulamentam os direitos da parturiente e do
bebê;
d) os estudos de casos que abordam o tema em questão; e as mobilizações sociais
acerca do tema.
OBJETIVO GERAL
Descrever e analisar os dados obtidos pela pesquisa da Rede Cegonha,
realizada pela ouvidoria ativa do Ministério da Saúde, referentes à violência na
atenção obstétrica.
7
METODOLOGIA
A busca ocorreu de abril a setembro de 2017. Na base LILACS utilizou-se o
termo “violência obstétrica” como título, resumo e assunto, resultando em 44 artigos.
Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram selecionados 5 artigos e
1 documentário em formato de vídeo na íntegra. Empregou-se na mesma base uma
combinação contendo as palavras “violência Obstétrica” e “parto humanizado”
utilizando o operador booleano “And”, obtendo-se 27 resultados e selecionou-se 2
artigos. Novamente, combinou-se os termos “Violência Obstétrica” e “violência contra
a mulher” utilizando o operador booleano “And”, obtendo-se 22 resultados, selecionou-
se 2 artigos. Finalmente, os termos “Violência Obstétrica” e “enfermagem obstétrica”
foram combinados, resultando em 18 artigos e 2 artigos foram incluídos, totalizando
12 artigos desta base.
8
JUSTIFICATIVA
Segundo Parada e Torrete (2008), outras dimensões da avaliação da qualidade
do cuidado a partos e nascimentos não têm sido privilegiadas, por exemplo, aqueles
relacionados às questões de gênero sobre o cuidado em especial à saúde no ciclo
gravídico-puerperal.
Para Caniato (2008), os aspectos de violência mostram que do ponto de vista
da naturalização da violência há uma proibição “natural” às vítimas para reagir aos
desagravos sofridos. As mulheres acabam por conter sua agressividade protetora
(ligada à preservação da vida) e submete-se à violência daqueles a quem a sociedade
permitiu violentá-lo, por isso, muitas vezes, não se manifestam. Faz parte da definição
das estruturas hierarquizadas da sociedade, essa naturalização da violência.
Um exemplo desta violência está relacionado a alteração do processo natural
de um parto de baixo risco, utilizando técnicas de aceleração do parto sem obter o
consentimento prévio, voluntário, expresso e informado da mulher. Outro exemplo é o
impedimento à mulher a ter contato imediato com o seu bebê sem justificativa médica,
prejudicando a amamentação e a vinculação. As mulheres muitas vezes
desconhecem os procedimentos ao qual serão submetidas no momento do parto. Se
não são informadas e se as rotinas são incorporadas como tais não haverá como se
manifestarem, pois, a violência passa a fazer parte das rotinas do parto e dificilmente
as mulheres saberão que estão sofrendo violência (SOUZA, 2014).
Para Souza (2014) a violência na atenção obstétrica é definida como violência
institucional apoiada nas definições de Dalberg et al. (2007), em que a violência pode
ser um resultado da complexa interação de fatores individuais, relacionais, sociais,
culturais e ambientais como também de aspectos econômicos, geográficos e culturais
relacionados à dificuldade de acesso aos serviços de saúde reprodutiva, além dos
poucos recursos e baixa qualidade dos serviços especializados são formas de
violência estrutural, que se encontram conectados aos outros tipos de violência nas
instituições de saúde (D’OLIVEIRA et al. 2002).
9
REFERÊNCIA TEÓRICA
A grande dificuldade das redes urgências em obstétrica exige serviços de alta
qualidade e de alta complexibilidade ofertando um atendimento de qualidade às
instituições que oferecem serviços emergências na obstetrícia são umas das primeiras
opções para as puérperas na questão de problemas de saúde na maternidade. As
unidades são consideradas porta de entrada para essas mulheres puérperas.
Diante a grande demanda de serviços e protocolos, de acolhimento e
classificação de risco foi criado para facilitar e agilizar os atendimentos com suporte
diferenciado rápido, e com qualidade visando a atender o que cada puérperas
necessitas.
Em 2017 afirmar que a participação do enfermeiro surge como grande
importância já que os profissionais se especificam a respeito do protocolo de risco de
acolhimento nas suas respectivas classificações de acordo coma as necessidades
das puérperas.
10
REFERÊNCIAS
AGUIAR, J. M.; D'OLIVEIRA, A. F. P. Violência institucional em maternidades públicas
sob a ótica das usuárias. Interface, Botucatu, v. 15, n. 36, p. 79-92, 2011.
AGUIAR, J. M.; D’OLIVEIRA, A. F. P. L.; SCHRAIBER, L. B. Violência institucional,
autoridade médica e poder nas maternidades sob a ótica dos profissionais de saúde.
Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 11, p. 2287-2296, 2013.
AMORIM, M. M. R. et al. Assistência humanizada ao parto no Instituto de Saúde
Elpídio de Almeida (ISEA): resultados maternos. Revista Saúde e Ciência Online,
Campina Grande, v. 1, n. 1, p. 80-87, 2012.
ANDRADE, B. P.; AGGIO, C. M. Violência obstétrica: a dor que cala. In: SIMPÓSIO
GÊNERO E POLÍTICAS PÚBLICAS, 3., 2014, Londrina. Anais... Disponível em:
<http://www.uel.br/eventos/gpp/pages/arquivos/GT3_Briena%20Padilha%20Andrade
.pd
f>. Acesso em: dez 2014.

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  • 2. CURSO DE GRADUAÇÃO ELIDILEUZA DAMASCENO BASTOS FATIMA DOS SANTOS FERNANDES KELLY JULY RIBEIRO DE MATOS A ENFERMAGEM NO ENFRENTAMENTOA VIOLÊNCIA OBSTETRICA: UMA REVISÃO LITERATURA Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem, pela Universidade Paulista – UNIP Orientadora: Prof.ª Giselle de Santana Alves Reis Salvador 2021
  • 3. SUMÁRIO PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO...............................................................................4 INTRODUÇÃO ............................................................................................................5 OBJETIVOS ................................................................................................................6 OBJETIVO GERAL .....................................................................................................6 METODOLOGIA..........................................................................................................7 JUSTIFICATIVA ..........................................................................................................8 REFERÊNCIA TEÓRICA ............................................................................................9 REFERÊNCIAS.........................................................................................................10
  • 4. 4 PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO Qual o papel do enfermeiro no enfrentamento de situações caracterizadas de violência na hora do parto? A violência obstétrica é caracterizada por diversos atos e ações que configura a imposição de intervenções danosas à integridade física e psicológica da mulher nas instituições em que é atendida por profissionais da saúde, no período ciclo gravídico- puerperal.
  • 5. 5 INTRODUÇÃO A violência obstétrica existe e tem por características a apropriação do corpo e processos reprodutivos das mulheres pelos médicos, profissionais da saúde, através do tratamento desumanizado, abuso de medicalização e patologização dos processos naturais, causando perda de autonomia e incapacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente a qualidade de vida das mulheres. As mulheres têm percebido que algo de muito errado percorre os trilhos desse caminho tão significativo ou não para uma mulher. Entre tantas questões que permeiam o mundo materno, a que mais se debate em grupos de luta voltados para maternidade ativa é a experiência do parto que muitas vezes passa de realização a sofrimento. O parto, diferentemente das outras questões sobre a maternidade, toma o espaço, não só por ser o grande ápice da maternidade mais por ter se tornado uma questão de violência, que vai além do íntimo e privado, perpetuando as políticas dentro da discussão sobre saúde pública, saúde da mulher do bebê e feminismos.
  • 6. 6 OBJETIVOS Este trabalho tem por objetivo geral realizar uma revisão bibliográfica sobre o tema violência obstétrica, com enfoque na humanização do atendimento de enfermagem. Especificamente, visamos reconhecer na literatura da área: a) o conceito de violência obstétrica e os prováveis tipos de violência; b) o conceito de humanização no contexto do parto e seus avanços; c) o papel do enfermeiro e as leis que regulamentam os direitos da parturiente e do bebê; d) os estudos de casos que abordam o tema em questão; e as mobilizações sociais acerca do tema. OBJETIVO GERAL Descrever e analisar os dados obtidos pela pesquisa da Rede Cegonha, realizada pela ouvidoria ativa do Ministério da Saúde, referentes à violência na atenção obstétrica.
  • 7. 7 METODOLOGIA A busca ocorreu de abril a setembro de 2017. Na base LILACS utilizou-se o termo “violência obstétrica” como título, resumo e assunto, resultando em 44 artigos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram selecionados 5 artigos e 1 documentário em formato de vídeo na íntegra. Empregou-se na mesma base uma combinação contendo as palavras “violência Obstétrica” e “parto humanizado” utilizando o operador booleano “And”, obtendo-se 27 resultados e selecionou-se 2 artigos. Novamente, combinou-se os termos “Violência Obstétrica” e “violência contra a mulher” utilizando o operador booleano “And”, obtendo-se 22 resultados, selecionou- se 2 artigos. Finalmente, os termos “Violência Obstétrica” e “enfermagem obstétrica” foram combinados, resultando em 18 artigos e 2 artigos foram incluídos, totalizando 12 artigos desta base.
  • 8. 8 JUSTIFICATIVA Segundo Parada e Torrete (2008), outras dimensões da avaliação da qualidade do cuidado a partos e nascimentos não têm sido privilegiadas, por exemplo, aqueles relacionados às questões de gênero sobre o cuidado em especial à saúde no ciclo gravídico-puerperal. Para Caniato (2008), os aspectos de violência mostram que do ponto de vista da naturalização da violência há uma proibição “natural” às vítimas para reagir aos desagravos sofridos. As mulheres acabam por conter sua agressividade protetora (ligada à preservação da vida) e submete-se à violência daqueles a quem a sociedade permitiu violentá-lo, por isso, muitas vezes, não se manifestam. Faz parte da definição das estruturas hierarquizadas da sociedade, essa naturalização da violência. Um exemplo desta violência está relacionado a alteração do processo natural de um parto de baixo risco, utilizando técnicas de aceleração do parto sem obter o consentimento prévio, voluntário, expresso e informado da mulher. Outro exemplo é o impedimento à mulher a ter contato imediato com o seu bebê sem justificativa médica, prejudicando a amamentação e a vinculação. As mulheres muitas vezes desconhecem os procedimentos ao qual serão submetidas no momento do parto. Se não são informadas e se as rotinas são incorporadas como tais não haverá como se manifestarem, pois, a violência passa a fazer parte das rotinas do parto e dificilmente as mulheres saberão que estão sofrendo violência (SOUZA, 2014). Para Souza (2014) a violência na atenção obstétrica é definida como violência institucional apoiada nas definições de Dalberg et al. (2007), em que a violência pode ser um resultado da complexa interação de fatores individuais, relacionais, sociais, culturais e ambientais como também de aspectos econômicos, geográficos e culturais relacionados à dificuldade de acesso aos serviços de saúde reprodutiva, além dos poucos recursos e baixa qualidade dos serviços especializados são formas de violência estrutural, que se encontram conectados aos outros tipos de violência nas instituições de saúde (D’OLIVEIRA et al. 2002).
  • 9. 9 REFERÊNCIA TEÓRICA A grande dificuldade das redes urgências em obstétrica exige serviços de alta qualidade e de alta complexibilidade ofertando um atendimento de qualidade às instituições que oferecem serviços emergências na obstetrícia são umas das primeiras opções para as puérperas na questão de problemas de saúde na maternidade. As unidades são consideradas porta de entrada para essas mulheres puérperas. Diante a grande demanda de serviços e protocolos, de acolhimento e classificação de risco foi criado para facilitar e agilizar os atendimentos com suporte diferenciado rápido, e com qualidade visando a atender o que cada puérperas necessitas. Em 2017 afirmar que a participação do enfermeiro surge como grande importância já que os profissionais se especificam a respeito do protocolo de risco de acolhimento nas suas respectivas classificações de acordo coma as necessidades das puérperas.
  • 10. 10 REFERÊNCIAS AGUIAR, J. M.; D'OLIVEIRA, A. F. P. Violência institucional em maternidades públicas sob a ótica das usuárias. Interface, Botucatu, v. 15, n. 36, p. 79-92, 2011. AGUIAR, J. M.; D’OLIVEIRA, A. F. P. L.; SCHRAIBER, L. B. Violência institucional, autoridade médica e poder nas maternidades sob a ótica dos profissionais de saúde. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 11, p. 2287-2296, 2013. AMORIM, M. M. R. et al. Assistência humanizada ao parto no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA): resultados maternos. Revista Saúde e Ciência Online, Campina Grande, v. 1, n. 1, p. 80-87, 2012. ANDRADE, B. P.; AGGIO, C. M. Violência obstétrica: a dor que cala. In: SIMPÓSIO GÊNERO E POLÍTICAS PÚBLICAS, 3., 2014, Londrina. Anais... Disponível em: <http://www.uel.br/eventos/gpp/pages/arquivos/GT3_Briena%20Padilha%20Andrade .pd f>. Acesso em: dez 2014.