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MATRIZ AFRO 
Prof. Damilson Santos
“Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando 
na alma e no corpo (...) a sombra, ou pelo menos a ...
MATRIZ AFRO 
 África: a mãe negra 
 Sociedades domésticas 
 Eternos jovens 
 Como um africano perdia a liberdade? 
 R...
MATRIZ AFRO 
Prof. Damilson
MATRIZ AFRO 
 Diáspora negra no Brasil 
 Congo e Angola 
 Bantos: centro-africanos 
 Portos: Cabinda, Benquela e Luand...
MATRIZ AFRO 
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Prof. Damilson
MATRIZ AFRO 
Prof. Damilson
O ESCRAVISMO COLONIAL 
 Escravidão indígena e negra 
 Resistência servil
O ESCRAVISMO COLONIAL 
 Escravidão indígena: 
“Resgate” 
“Guerra justa” 
1755: Proibição da escravização de nativos 
 Es...
COMÉRCIO NEGREIRO: DA ÁFRICA AO 
BRASIL 
 Castelos, presídios e feitorias 
 O embarque Maldito 
 Lutando pelo ar e o cá...
COMÉRCIO NEGREIRO: DA ÁFRICA AO 
BRASIL 
 Macabra travessia 
 Longa viagem e a macabra dança 
 O funesto desembarque 
...
COMÉRCIO NEGREIRO: DA ÁFRICA AO 
BRASIL 
Prof. Damilson
SENZALA: ESPAÇO DE TORTURA 
Prof. Damilson
RESISTÊNCIA SERVIL 
Fugas, revoltas, envenenamentos e 
apunhaladas 
Suicídios e abortos 
Formação de quilombos 
Ex: Quilom...
QUILOMBO DE PALMARES 
 Negros, mestiços, índios e brancos 
 A Guerra de Palmares 
Zumbi e Domingos Jorge Velho 
Suicídio...
QUILOMBO DE PALMARES 
 A escravidão nos quilombos tinha dupla 
finalidade: 
Aculturar os escravos recém-libertos às práti...
APROFUNDAMENTO 
Sugestões de leituras específicas e dicas 
de filmes, documentários, seriados e 
vídeos sobre as temáticas...
PALMARES 1999 - NATIRUTS 
A cultura e o folclore são meus 
Mas os livros foi você quem escreveu 
Quem garante que palmares...
PALMARES 1999 - NATIRUTS 
Perseguidos sem direitos nem escolas 
Como podiam registrar as suas glórias? 
Nossa memória foi ...
PALMARES 1999 - NATIRUTS 
A energia vem do coração 
E a alma não se entrega não 
A energia vem do coração 
E a alma não se...
PALMARES 1999 - NATIRUTS 
A influência dos homens bons deixou a todos 
ver 
Que omissão total ou não 
Deixa os seus valore...
PALMARES 1999 - NATIRUTS 
Por isso corre pelo mundo sem jamais se 
encontrar 
Procura as vias do passado no espelho mas nã...
LEITURAS 
 ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes. Formação do 
Brasil no Atlântico Sul. Séculos XVI e XVII. Sã...
FILMES 
 Ganga Zumba - Rei dos Palmares 
 Brasil, 1963, 110 mim, Globo Vídeo. Dir.: Cacá Diegues. 
 Filme retrata o son...
FILMES 
 Quanto vale ou é por quilo? 
 Brasil, 2005, 110 mim. Dir.: Sergio Bianchi. 
 Livre adaptação do conto Pai cont...
“Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando 
na alma e no corpo (...) a sombra, ou pelo menos a ...
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04 Matriz Afro - Damilson Santos

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04 Matriz Afro - Damilson Santos

  1. 1. MATRIZ AFRO Prof. Damilson Santos
  2. 2. “Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando na alma e no corpo (...) a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro. No litoral, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e em Minas Gerais, principalmente do negro. A influência direta, ou vaga e remota, do africano. Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo em que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra. Da escrava ou sinhama que nos embalou. Que nos deu de mamar. Que nos deu de comer. Ela própria amolengando na mão o bolão de comida. Da negra velha que nos contou as primeiras histórias de bicho e de mal-assombrado. Da mulata que nos tirou o primeiro bicho-de-pé de lima coceira tão boa. Da que nos iniciou no amor físico nos transmitiu, ao ranger da cama-de- vento, a primeira sensação completa de homem. Do moleque que foi o nosso primeiro companheiro de brinquedo.” FREIRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 21a. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. p. 367. MATRIZ AFRO Prof. Damilson
  3. 3. MATRIZ AFRO  África: a mãe negra  Sociedades domésticas  Eternos jovens  Como um africano perdia a liberdade?  Reinos escravizadores Prof. Damilson
  4. 4. MATRIZ AFRO Prof. Damilson
  5. 5. MATRIZ AFRO  Diáspora negra no Brasil  Congo e Angola  Bantos: centro-africanos  Portos: Cabinda, Benquela e Luanda  Costa de Mina  Jejes, Nagôs e Huaçás  Golfo do Benin (“costa dos escravos”)  Iorubás Prof. Damilson
  6. 6. MATRIZ AFRO Prof. Damilson
  7. 7. MATRIZ AFRO Prof. Damilson
  8. 8. MATRIZ AFRO Prof. Damilson
  9. 9. O ESCRAVISMO COLONIAL  Escravidão indígena e negra  Resistência servil
  10. 10. O ESCRAVISMO COLONIAL  Escravidão indígena: “Resgate” “Guerra justa” 1755: Proibição da escravização de nativos  Escravidão negra: Alta lucratividade do tráfico negreiro Cultura negra em relação ao trabalho Discurso religioso Prof. Damilson
  11. 11. COMÉRCIO NEGREIRO: DA ÁFRICA AO BRASIL  Castelos, presídios e feitorias  O embarque Maldito  Lutando pelo ar e o cálculo econômico Prof. Damilson
  12. 12. COMÉRCIO NEGREIRO: DA ÁFRICA AO BRASIL  Macabra travessia  Longa viagem e a macabra dança  O funesto desembarque  Venda de cativos Prof. Damilson
  13. 13. COMÉRCIO NEGREIRO: DA ÁFRICA AO BRASIL Prof. Damilson
  14. 14. SENZALA: ESPAÇO DE TORTURA Prof. Damilson
  15. 15. RESISTÊNCIA SERVIL Fugas, revoltas, envenenamentos e apunhaladas Suicídios e abortos Formação de quilombos Ex: Quilombo de Palmares Prof. Damilson
  16. 16. QUILOMBO DE PALMARES  Negros, mestiços, índios e brancos  A Guerra de Palmares Zumbi e Domingos Jorge Velho Suicídio ou assassinato?  O homem e o mito Prof. Damilson
  17. 17. QUILOMBO DE PALMARES  A escravidão nos quilombos tinha dupla finalidade: Aculturar os escravos recém-libertos às práticas do quilombos, que consistiam em trabalho árduo para a subsistência da comunidade, já que muitos dos escravos libertos achavam que não teriam mais que trabalhar. Visava diferenciar os ex-escravos que chegavam aos quilombos pelos próprios meios, daqueles trazidos por incursões de resgates (escravos libertados por quilombolas que iam às fazendas e vilas para libertar escravos).  CARNEIRO, Edson. O quilombo dos Palmares. São Paulo: Prof. Damilson Nacional, 1958.
  18. 18. APROFUNDAMENTO Sugestões de leituras específicas e dicas de filmes, documentários, seriados e vídeos sobre as temáticas trabalhadas.
  19. 19. PALMARES 1999 - NATIRUTS A cultura e o folclore são meus Mas os livros foi você quem escreveu Quem garante que palmares se entregou Quem garante que Zumbi você matou Prof. Damilson
  20. 20. PALMARES 1999 - NATIRUTS Perseguidos sem direitos nem escolas Como podiam registrar as suas glórias? Nossa memória foi contada por vocês E é julgada verdadeira como a própria lei Por isso temos registrados em toda história Uma mísera parte de nossas vitórias É por isso que não temos sopa na colher E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé Prof. Damilson
  21. 21. PALMARES 1999 - NATIRUTS A energia vem do coração E a alma não se entrega não A energia vem do coração E a alma não se entrega não Prof. Damilson
  22. 22. PALMARES 1999 - NATIRUTS A influência dos homens bons deixou a todos ver Que omissão total ou não Deixa os seus valores longe de você Então despreza a flor zulu Sonha em ser pop na zona sul Por favor não entenda assim Procure o seu valor ou será o seu fim Prof. Damilson
  23. 23. PALMARES 1999 - NATIRUTS Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar Procura as vias do passado no espelho mas não vê E apesar de ter criado o toque do agogô Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador A energia vem do coração E a alma não se entrega não A energia vem do coração Prof. Damilson
  24. 24. LEITURAS  ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico Sul. Séculos XVI e XVII. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.  CARDOSO, Ciro Flamarion. A Afro-América: a escravidão no novo mundo. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 67-81.  CARNEIRO, Edson. O quilombo dos Palmares. São Paulo: Nacional, 1958.  FREIRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 21a. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981.  GORENDER, Jacob. A escravidão reabilitada. São Paulo: Ática, 1990.  GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1978.  SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos: engenhos e escravos na Prof. Damsoilcsioend ade colonial. São Paulo: Cia. Das Letras, 1988.
  25. 25. FILMES  Ganga Zumba - Rei dos Palmares  Brasil, 1963, 110 mim, Globo Vídeo. Dir.: Cacá Diegues.  Filme retrata o sonho de liberdade de Zumbo dos Palmares, escravo que, no século XVII, se rebelou contra os colonizadores e tentou estabelecer uma comunidade.  Quilombo  Brasil, 1984, 119 mim. Dir.: Cacá Diegues.  Filme clássico sobre a história do Quilombo de Palmares, desde Ganga Zumba até Zumbi.  O tráfico negreiro  Documentário da GNT.  Documentário com depoimentos de especialistas em História da África.  Prof. Damilson
  26. 26. FILMES  Quanto vale ou é por quilo?  Brasil, 2005, 110 mim. Dir.: Sergio Bianchi.  Livre adaptação do conto Pai contra a mãe, de Machado de Assis. O filme traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea, focando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas. Apontando a câmera para a falência das instituições no pais, o filme faz uma analogia entre o antigo comercio de escravos e a exploração da miséria pelo marketing social: a solidariedade de fachada. Prof. Damilson
  27. 27. “Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando na alma e no corpo (...) a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro. No litoral, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e em Minas Gerais, principalmente do negro. A influência direta, ou vaga e remota, do africano. Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo em que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra. Da escrava ou sinhama que nos embalou. Que nos deu de mamar. Que nos deu de comer. Ela própria amolengando na mão o bolão de comida. Da negra velha que nos contou as primeiras histórias de bicho e de mal-assombrado. Da mulata que nos tirou o primeiro bicho-de-pé de lima coceira tão boa. Da que nos iniciou no amor físico nos transmitiu, ao ranger da cama-de- vento, a primeira sensação completa de homem. Do moleque que foi o nosso primeiro companheiro de brinquedo.” FREIRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 21a. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. p. 367. MATRIZ AFRO Prof. Damilson

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