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  1. 1. Pré-Modernismo<br />O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-Modernismo" l "cite_note-GM-0" ) foi um período HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_brasileira" o "Literatura brasileira" literário brasileiro, que marca a transição entre o HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Simbolismo" o "Simbolismo" simbolismo e HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Modernismo" o "Modernismo" modernismo e o movimento HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Modernismo" o "Modernismo" modernista seguinte. Em HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal" o "Portugal" Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Saudosismo" o "Saudosismo" saudosismo.<br />O termo pré-modernismo parece haver sido criado por HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Trist%C3%A3o_de_Athayde" o "Tristão de Athayde" Tristão de Athayde, para designar os "escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920", no dizer de Joaquim Francisco Coelho.<br />Monteiro Lobato <br />José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18/04/1882 como José Renato Monteiro Lobato e mudou seu nome mais tarde para poder usar a bengala com as iniciais JBML do pai. Bacharel em Direito contra a vontade, dizia sempre o que pensava e defendia a verdade. Escreveu livros para crianças e iniciou o movimento editorial brasileiro. Meteu-se em encrenca ao afirmar que o Brasil tinha petróleo (e estava certo). Editou livros para adultos e, desgostoso, voltou a literatura infantil. Morreu a 04/07/48. Em Urupês aparece pela primeira vez a figura de Jeca Tatu. Seu outro livro de contos muito famoso, que se junta a sua bibliografia de 30 obras é Cidades Mortas. Uma característica única de Monteiro Lobato é sua linguagem, simplificada, mais até do que a atual gramática oficial. <br />"Como se fosse de natural engraçado, vivera até ali da veia cômica, e com ela amanhara casa, mesa, vestuário e o mais. Sua moeda corrente era micagens, pilhérias, anedotas de inglês e tudo quanto bole com os músculos faciais do animal que ri, vulgo homem, repuxando risos ou matrecolejando gargalhadas." Urupês <br />"Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!" Urupês <br />"A quem em nossa terra percorre tais e tais zonas, vivas outrora, hoje mortas, ou em via disso, tolhidas de incansável caquexia, uma verdade, que é um desconsolo, ressurte e tantas ruínas: nosso progresso é nômade e sujeito a paralisias súbitas. Radica-se mal. Conjugado a um grupo de fatores sempre os mesmos, reflui com eles duma região para outra. Não emite peão. Progresso de cigano, vive acampado. Emigra, deixando para trás de si um rastilho de taperas." Cidades Mortas <br />Os seguintes são resumos de obras literárias que se enquadram no período do Pré-Modernismo. O Pré-Modernismo foi um período literário caracterizado por inovações como o uso de linguagem mais próxima da falada e a focalização nos problemas reais do Brasil da época, mas com características conservadoras que provinham do Realismo e do Naturalismo. Além destes resumos também são dignos de nota os dos contos de Lima Barreto. <br />Cidades MortasAutor: Monteiro Lobato <br />Em Cidades Mortas a língua ferina de Monteiro Lobato ataca o marasmo político-econômico-literário de seu tempo. Nos contos "Cidades Mortas" e "Café! Café", assim como parcialmente em outros, critica a queda do café e seus efeitos na população que sobrevivia dele. Em outras histórias insere a críticas a literatura tediosa e fraca de seu tempo (citando Alberto de Oliveira e Bernardo Guimarães por nome), ao desprezo pela honestidade, ao absurdo e ridículo das cidades do interior paulista (principalmente a fictícia Itaoca, mas cidades cujo nome começa com "Ita" aparecem em vários contos para mostrar cidades pequenas com habitantes com egos inflados), à crueldade e estupidez humanas, ao exagero de nacionalismo com a participação na Primeira Guerra (no conto "O espião alemão"), ao abuso feito por aproveitadores com os que trabalharam duro e várias pequenas histórias onde todos esses temas são tocados. <br />UrupêsAutor: Monteiro Lobato <br />Urupês não contém uma única história, mas vários contos e um artigo, quase todos passados na cidadezinha de Itaoca, no interior de SP, com várias histórias, geralmente de final trágico e algum elemento cômico. O último conto, Urupês, apresenta a figura de Jeca Tatu, o caboclo típico e preguiçoso, no seu comportamento típico. No mais, as histórias contam de pessoas típicas da região, suas venturas e desventuras, com seu linguajar e costumes. <br /> Síntese <br />Pré – Modernismo Este é um período de grandes transformações tanto no Brasil como lá fora. Aqui vivia-se a República da espada (1899- 1894) e a República do café-com-leite (1894- 1930). O Brasil desenvolvia-se a custa de graves desequilíbrios e contrastres sociais. Ao lado do mundo cor de rosa das elites, estava a miséria do povo e foram pouquísimos os escritores que voltaram os ohos de modo crítico para a realidade brasileira. Os “literatos oficiais”, ou seja, os parnasianos estavam preocupados com o prestígio social que a literatura os dava. Portanto, o Pré - Modernismo não é propriamente uma escola literária, e sim um período que antecedeu a Semana de Arte moderna de 1922. Autores: · Lima Barreto: mesmo sendo um escritor marginalizado pelas elites, ele procurou usar uma linguagem que expressasse esta marginalidade. Ele usou um estilo simples, jornalístico de rápida comunicabilidade. Lima Barreto procurou abordar como temas o preconceito de cor na sociedade do Rio de Janeiro, o ambiente político da República velha, a vida do homem suburbano e o cotidiano do subúrbio carioca e o ambiente das repartições públicas, os favoritismos políticos e a burocracia. · Obras: Recordações do escrivão Isaias Caminha (1908); Triste fim de Policarpo Quaresma (1915); Numa e Ninfa (1915); Clara dos Anjos (1918); Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919) e Os Bruzundangas (1923). · Monteiro Lobato: com uma visão crítica da realidade brasileira, criou a presonagem Jeca Tatu para denunciar a situação crítica que vivia o homem do interior. Com Urupês pos por terra o indianismo de José de Alencar e Gonçalves Dias. · Obras: Conto: Urupês (1918); Cidades Moratas (1919); Negrinha (1920); A onda verde (1921); Mundo da lua (1923); O macaco se fez de homem (1923). Literatura infanto–juvenil: A chave do tamanho; As caçadas de Pedrinho, A reforma da natureza; Memórias de Emília; O poço do Visconde; O Pica-pau Amarelo, O Saci; Os doze trabalhos de Hércules; O minotauro; Reinações de Narizinho e Vigem ao céu. Romance: O choque das raças ou presidente negro (1926). · Euclides da Cunha: em sua obra máxima Os sertões, ele trata da guerra de Canudos sendo publicado em 1902, onde Euclides fez a cobertura jornalística da revolução movida pelas forças republicanas contra os jaguinços liderados por Antônio Conselheiro. O livro é dividido em três paretes: A terra, O homem e A luta. Em A terra ele faz a exposição geográfica do monte santo, onde estão Antônio Conselheiro e seus jagunços; em O homem ele faz a exposição das raças e sub- raças que compõem o povo e sertanejo brasileiro e em A luta ele retrata as investidas do exército contra Canudos e a última expedição com 8 mil homens, em que Canudos é setruída e rendida. · Obras: Os sertões (1902); Peru versus Bolívia (1907); Contrates e confrontos (1907); À margem da hiostória (1909); Canudos: diário de uma expedição (1939) publicação póstuma. · Augusto dos Anjos: sua poesia carcteriza-se por temas como: morte, hospitais, negrotérios, hospícios, cadáveres e micróbios. Ele antecipa descobertas modrnistas como a desvinculação de palavras poética, do compromisso com o belo e recirssos impressionistas e expressionistas. Outra marca de sua obra é a decomposição, a angústia e o sofrimento. · Obras: Eu (1912) Eu e outras poeias (1920), publicação póstuma. <br />Conclusão <br />Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicos - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto -, podemos perceber alguns pontos em comum entre as principais obras pré-modernistas.<br />Apesar de alguns conservadorismos, são obras inovadoras, apresentando uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteadas de palavras "não poéticas" como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta à poesia parnasiana ainda em vigor; a denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado de Romantismo e Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo; <br />Bibliografia<br />BOSI, Alfredo. A Literatura Brasileira: vol. V - O Pré-Modernismo, 4ª ed., São Paulo: Cultrix, 1973.<br />Referências<br />↑ MATTOS, Geraldo, Teoria e Prática de Língua e Literatura, vol. 3, FTD, São Paulo, s/d<br />↑ E-Dicionário de literatura, página pesquisada em 4 de abril de 2008<br />↑ a b c d Análise, sítio pesquisado em 21 de março de 2008.<br />↑ COELHO, Joaquim Francisco. Manuel Bandeira pré-modernista, Instituto Nacional do Livro, 1982<br />↑ a b c d e f g h i j k l FARACO, Carlos e MOURA, Francisco. Língua e Literatura, volume 3, Ática, São Paulo, 2ª ed., 1983<br />↑ Literatura, Terra, Pré-modernismo - origens. Página consultada em 5 de abril de 2008<br />↑ a b c ESCHER, xota no pau véio esta foi uma obra no qual marcou o pré-modernismo porem ser muito pornográfica , Língua e Literatura, vol. 3, Ática, São Paulo, 1979<br />↑ CUNHA, Euclides da. Os Sertões<br />↑ Literatura, Terra, Pré-modernismo - outros autores. Página pesquisada em 5 de abril de 2008.<br />

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