A REvIsTA N° 1
DATECNOLOGIA l , ¡- A

o INVESTIGAÇÃO
+ REPORTAOEM
+ oRIAIs

T STES

 

OEsEmPREGO
NA TECNOLOGIA

á. n|"rd=...
Fotos:  Alexandre Bordalo

entrevista I Luís Vidigal

uis Vidigal,  pioneiro do e~
~government em Portugal. 
diz que e tem...
lNeimífóçtósÍaàbrígáúíanoãfàíárñe  e

'E9927 . . --

 

aimesmü língúà-; 'R: êflrb'+-me déüíâáã;  7 ¡f!  í 
como;  'orlist...
permite que todos os organismos e ministérios usem a mesma classi-
ficação de arquivo.  As autarquias também já estão a ad...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Entrevista de Luís Vidigal à revista Exame Informática 26/2/2015

387 visualizações

Publicada em

Entrevista de Luís Vidigal à revista Exame Informática 26/2/2015

Publicada em: Governo e ONGs
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
387
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
9
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Entrevista de Luís Vidigal à revista Exame Informática 26/2/2015

  1. 1. A REvIsTA N° 1 DATECNOLOGIA l , ¡- A o INVESTIGAÇÃO + REPORTAOEM + oRIAIs T STES OEsEmPREGO NA TECNOLOGIA á. n|"rd=1=7*r= »›'í-g ; I ! UFIR -›: _4 I f Irww, “à : ou : Ie, 5!* 'UIIHH 'IWCTPE-P' H -›:4=: m 11:1: PQI: IIJIINIII IHJUIJILILI! S 603 / oó 00237 IIIHWITIIIIJTII 1.1 1:33 : É: v/ éx a 1s'T| v'¡^Í. 'l^ll¡'Í PLAcAs GRÁFICAS ~ 1 I: vI-I = - "dor- ^ itvifü-“íu YOTAPHONE 2 m 'a _=4"_)0|= íI lt: : lrósftihnl J : - ' "f-_j i 3:10' “l 1 ' 1'¡ 'ALAN Í Í: 3 _. JPR-_r ›'[^¡~ 'n.1, E” FIVTEOJEOS OU VODÀFOÍÚE lim j* ^ UA: Í L' = .i1›"=1-'l| ã›. 'l : w 1: O MAIOR ESTUDO ALGUMA VEZ FEITO EM PORTUGAL REVELA QUAL O MELHOR OPERADOR Í WI / ÍVÍIMÍIIHSS 10 _ I Não procure I mais Está aqui tudo o que tem g T I. , JW. . É» vt** 9191:¡ . GAMING I": ,ÍCÍ M¡ : Ur l NJOÍ( N* Í Í N¡ IVIYW l "GVT-L : um Alá-Win¡ www: V desaber!
  2. 2. Fotos: Alexandre Bordalo entrevista I Luís Vidigal uis Vidigal, pioneiro do e~ ~government em Portugal. diz que e tempo de o Estado parar de pedir aos cidadãos certidões que se encontram nos seus repositórios. É correto dizer que o Infocid é o primeiro site de eGovemment da Europa? Podemos dizer que é um dos primeiros; e' difícil dizer qua] terá sido o primeiro. Mas foi o primeiro com aquelas características que acabam por estar relacionadas com uma questão que continua a ser abordada quando se fala em maturidade tec - nológica do Estado. Normalmente. c0nsegue~se informatizar com facilidade um processo de um organismo. Mas quando pensamos em sistemas do Estado ha que abranger os eventos de iida das pessoas e temos de pensar na cooperação entre organismos. E o lnfocid era transversal aos serviços da Administração Pública (AP)? O lnfocid nasceu como uma janela única para o cidadão. Não tinha a estrutura do Estado, porque não era essa a abordagem, mas tinha em conta as preocupações das pessoas. Foi algo que começou em videotext, passou por quisosques multimédia que se espalharam pelo País: e depois veio outra fase com a Internet em 1995. Começou em 1989. mas só foi reconhecido pelo governo em 1991.. . Terá sido o lnfocid um daqueles sucessos que são usados por. .. 0,1% da população? Quando começamos a colocar quiosques víamos idosos a usar! Usava-se um ecrã tati] e os quios~ ques chegavam a falar com as pessoas. .. na altura era difícil ter ecrãs tateis calibrados. .. e no meio da rua! Toda a gente achava que era louco. Por que e' que não colocava os quiosques dentro dos serviços? A ideia era precisamente tornar aquilo agnóstico em relação a cada departamento do Estado. Aqueles quiosques eram de toda a AP e não do departamento A, B. ou C. Ficou famosa a simulação do cálculo de IRS. E também a infor~ mação basica de cidadania - do serviço militar à criação de empresas. A Net matou esses quiosques. .. A Net não os matou. Passamos a ter varios canais. A informação que ia para a Net era quase sempre a mesma que ia para Os quiosques. com a diferen ~ ça de que tinhamos de tirar imagens e sons que eram distribuídos na Net devido à reduzida laI~ gura de banda da altura. Tivemos de automatizar os processos para garantir que a informação era u 3' _ : ÍI'. = EXAME ¡NEORuAncA Plllill llllllBllli DE VEZ EBM AS BEIITIIJIIES Nos últimos 25 anos, o Estado muniu~se de tecnologias, mas manteve o fluxo de informação fechado em compartimentos. O Cartão do Cidadão quase não autentica e os serviços públicos online não refletem os ciclos de vida das pessoas por Hugo Séneca reencarnada em vários canais. O lnfocid acabou no governo de Durão Barroso para se tornar no Portal do Cidadão. O Portal do Cidadão é o sucedàneo do Infocid. .. mas é muito mais evoluído. Não se pode comparar o Portal do Cidadão com o Infocid. São coisas diferentes do ponto de vista tecnológico. Mas ha uma coisa que era clara: ninguém sabia de que departamento era o Infocid. Estive seis meses para registar O Infocidpt. .. porque havia quem quisesse que se registasse o endereço Infocid . sma. pt. numa referencia ao Secretariado para a iodemização Administrativa. a entidade onde eu era subdíretor- geral e geria toda a área tecnológica. Era importante que o sistema não fosse de uma direção geral do estado, mas de todas. É nessa altura que se toma um adepto da interoperabilidade? Temos o Estado dividido em estruturas. .. ministérios, departamentos, institutos. .. e quanto mais agencias e institutos, mais castelos se criam. A lei da adoção das normas abertas não produziu efeito? As normas abertas são um instrumento entre a tecnologia e a semântica. Pode ter todas as normas que quiser; cartões e plataformas, mas na pratica ninguém as usa. Podemos dizer que a interoperabilidade tec- nológica está assegurada, mas temos limitações ao nível da semântica. Nem todos os organismos falam a mesma língua. Refiro-me a coisas como o distrito v' concelho# freguesia compatibilizado com o código postal. .. Para otimizar o fimo de correspondência dentro dos serviços. é necessário um plano de arquivo, para que a informação passe de uns arquivos para os outros. Isso não está feito? Temos 0 MEF que é uma macro-estrutura funcional do Estado que 28
  3. 3. lNeimífóçtósÍaàbrígáúíanoãfàíárñe e 'E9927 . . -- aimesmü língúà-; 'R: êflrb'+-me déüíâáã; 7 ¡f! í como; 'orlistrito/ concelho / freguesiçi «_ -5 í '~“ compcitibilligzado comgo código _' postal. .. Para otimizarofiuxorde Í é q. Correspondênciavdentro dos Serviços. , . é necessário um plano de arqúivooq j; ' 29 ExAME ¡NronMATicA
  4. 4. permite que todos os organismos e ministérios usem a mesma classi- ficação de arquivo. As autarquias também já estão a adotar. Às vezes não é só a tecnologia. Vou dar um exemplo: se puser num ficheiro com as iniciais de masculino e feminino e noutro homem e mulher, o primeiro torna os homens em mulheres porque aí o "m" é entendido como sendo de mulher (e não de masculino) . Temos de sincronizar estas coisas, e temos de saber quem é que cria informação, quem a atualiza e apaga. Por que é que todos estes serviços nos hão de pedir a morada, o telefone e o estado cvil? Por que é que não temos uma representação (da informação) que possa ser partilhada. .. Talvez a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) não ache boa ideia. .. A CNPD preocupa-se com acesso a estes dados por terceiros. .. mas não dos próprios (dos donos dos dados). Ha' outra instituição, que é a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) que estimula que todos Os cidadãos tenham acesso à informação que o Estado tem a seu respeito. Se quiser um serviço prestado pelo Cartão do Cidadão (CC) e' o cidadão que deve aceitar ou não criar uma fede- ração de identidades. Portanto. não 6 preciso comprar mais servidores? Não sabemos se temos ou não de mais. Primeiro, precisamos saber para que servem. A minha perceção é que temos de mais, caso se consiga a partilha de centros de dados e informação georreferenciada. O Estado tem demasiadas representações do Pais; gastou dinheiro na represen- tação do Pais para O vinho. .. e fez-se a cartografia. Quando se tratou de dar dinheiro para os bovinos, lá se fez outra cartografia. Mas no final continuamos sem saber a quem pertence um quarto o Pais. Não temos um cadastro, apesar de termos vários cadastros! A Direção Geral do Território tem tentado, mas não consegue fazê-lo sozinha. Vai ter de o fazer com as câmaras, que têm de fazer planos diretores digitais. entrevista I LuisVidigal Que análise faz das tecnologias do fisco? É R Fl L E uma referência nos países da OCDE. ¡. . ¡ c_ PoroutroladoháoClTIUS. .. G ¡ à E ha coisas que prefiro não falar em públi- . an: su_ co. Tenho mais experiência com O sistema ¡ putz. a. , de execuções fiscais. Esse, sim, está blin- . .ncáà a dado; não é possivel manipular processos, “cmg”. Lga. , alterar-lhes a ordem, faze-los prescrever e lnçanuno a ou fazé-los avançar. Já não poderei dizer Infocid. 01cm¡ o mesmo da Justiça. Houve uma revolução caramba-Fc nos registos de notariado, que passaram n00 ¡HD0033! a agregar registo civil; registo comercial; registo predial; e registo automóvel. Tem à** R' um grande potencial, apesar de haver re- ga' à LE; gistos que não estão sincronizados com as ou¡ n; L t. . câmaras, e haver cidadãos vivos num lado do G e mortos noutro. Há uma plataforma de in- É ¡nhh a teroperabilidade da AMA, mas também há “esta _¡ Outras plataformas, como as dos impostos ¡pm, ,¡, ,¡¡, e da Justiça. .. e são essas que são usadas. Dggggnu. .. Temos o CC com uma chave pública, com de Socieíú uma entidade Certificadora, mas o uso é informado É muito reduzido, devido à questão dos lei- 30 Março 2015 EXAME iNPoRMAncA tores de smartchíps, e à falta de sensibilização. Há tecnologias a mais? Posso falar de outra das causas da APDSI: a elimi- nação de certidões e comprovantes. Não há razão para haver uma única certidão. Num bom reposi - tório, uma certidão de registo criminal é um bit que troco na altura em que preciso daquilo. .. em vez de uma certidão com validade de três meses que até pode ser usada por alguém que cometeu um crime a semana passada. Não faz sentido quando é o próprio Estado que tem a informação. Temos tecnologia, webservices, repositórios - só não te- mos interoperabilidade porque não há vontade de cooperar. Numa certidão de não dívida ao Estado. de alguma forma, já é possivel a um terceiro aceder aos dados dos impostos e à segurança social, mas não faz sentido quando é solicitado pelo Estado. Um cidadão que queira criar uma empresa. .. tem o Empresa na Hora! O Empresa na Hora não cria uma empresa. É um registo legal de uma empresa. Uma pessoa regista a empresa em 55 minutos, mas para a licenciar, se calhar, demora cinco ou seis anos. Criar uma em- presa é algo mais do que criar um registo jurídico; há todo o calvário do licenciamento. A APDSI tem tido uma preocupação com o licenciamento zero. .. achamos que este principio deve ser alargado à generalidade das decisões do Estado. Sempre que houver uma lei clara, é possivel torna-la um algo- ritmo, que desencadeia um processo que confirma que o cidadão está em conformidade. O que im- plica que as leis sejam claras, lógicas e fechadas. .. E voltamos ao CC: quase ninguém usa porque quase ninguém tem leitores de smartchips! Com a chave móvel digital, já não vai precisar do CC no suporte físico. Hoje, se quiser entrar nos serviços da saúde não é permitido usar a chave móvel digital. Mas O Portal do Utente está no bom caminho; está muito aberto a outros ministérios. Tem tido a tal reflexão dos eventos de vida. Cheguei a inventariar 140 eventos de vida. .. . ..Esses 140 eventos de vida não tomam a AP uma confusão? Temos de cruzar serviços. Temos serviços es- pecificos para deficientes, para mulheres, para crianças. .. e são todos diferentes. Se tudo isso fosse exposto, criava-se uma cadeia de valor, e seria possivel saber quem é que interferia nessa cadeia de valor. O Estado poderia investir apenas nos fluxos que resultam da colaboração entre orga- nismos. Se houver umas ovelhas negras que não querem colaborar, teremos uma quantidade de caracóis a travar Os ferraris. O

×