3 Lc 15 O Pai

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3 Lc 15 O Pai

  1. 1. O PAI MISERICORDIOSO «Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.» (Lc 15,31-32)
  2. 2. O PAI: UM AMOR QUE NÃO FAZ COMPARAÇÕES <ul><li>O nosso Deus, que é Pai e Mãe, não faz comparações! </li></ul><ul><li>Tenho muita dificuldade em aceitar esta verdade com todo o meu ser. Penso que se um filho for predilecto, os outros serão menos estimados, menos queridos. </li></ul><ul><li>Mas, mesmo que não consiga compreender agora, acredito: para Deus todos os filhos são predilectos! </li></ul><ul><li>Não é fácil compreender e acreditar neste amor totalmente gratuito que não faz nenhuma comparação. </li></ul><ul><li>Se ouço elogiar alguém, logo começo a pensar porque é que eu não mereço que me louvem ou porque eu não sou tão bom como ele… </li></ul>
  3. 3. Deus não é um guarda: é um pai <ul><li>Se penso em Deus como um guarda que marca tudo no seu livro, então tenho sempre receio de não atingir a pontuação necessária. </li></ul><ul><li>Mas, Deus me ama com amor divino. </li></ul><ul><li>Um amor que dá a cada homem e a cada mulher, na sua unicidade, sem nunca fazer comparações . </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Nunca pensei que o dono queria que os trabalhadores das primeiras horas ficassem contentes ao ver a sua generosidade para com os últimos a chegar. </li></ul><ul><li>Nunca me passou pela cabeça que os que trabalharam todo o dia haviam de ficar contentes por terem podido trabalhar para aquele patrão tão generoso . </li></ul><ul><li>Na parábola dos trabalhadores, Deus não faz comparações: dá o mesmo salário a todos, quer aos trabalhadores da primeira hora, que suportaram o peso do dia, quer aos que chegaram por últimos. </li></ul>A parábola dos trabalhadores (Mt 20,1-6) <ul><li>Também aqui surge, no meu coração, um sentimento de indignação. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Portanto, é necessária uma mudança de mentalidade que me leve a não fazer nenhuma comparação. </li></ul>MUDAR MENTE E CORAÇÃO <ul><li>Por isso Ele diz, com o desapontamento de um amante incompreendido: «Porque estás com ciúme por eu ser tão generoso?». </li></ul><ul><li>É o mesmo desapontamento que brota do Seu coração diante desse filho ciumento: « Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu!». </li></ul><ul><li>Essa é a mentalidade de Deus. Deus considera a todos como filhos, pois pertencemos a mesma família, e fica feliz por cada um dos seus filhos, quer que fizeram pouco, quer que fizeram muito! </li></ul>
  6. 6. Prefiro ficar preso na rede dos meus pecados, não consigo chegar a um verdadeiro arrependimento. Receber o perdão de Deus. Tenho dificuldade a receber o perdão de Deus. Ás vezes parece que quero demonstrar a mim mesmo e a Deus que a minha obscuridade é tão grande que não pode ser superada. Não consigo perdoar-me … Enquanto Deus quer devolver-me a minha dignidade filial, eu continuo a afirmar que me contentaria em ser simplesmente um empregado.
  7. 7. <ul><li>Será que quero realmente aceitar a minha identidade de filho amado do Pai? </li></ul><ul><li>Será que desejo ser perdoado? </li></ul><ul><li>Confio tanto nEle que desejo uma verdadeira conversão? </li></ul><ul><li>Desejo realmente acabar com a minha rebelião e render-me, sem condições ao Seu amor? </li></ul><ul><li>Como empregado posso continuar a manter a distância, a ser rebelde ou queixar-me do salário. </li></ul><ul><li>Mas, se reclamar a minha dignidade de filho amado, tenho que assumir a minha verdadeira vocação. </li></ul>Filho ou empregado?
  8. 8. <ul><li>Jesus revelou que Deus ama também o filho mais velho: </li></ul><ul><li>&quot;Filho tu estas sempre comigo e tudo o que é meu é teu&quot; . </li></ul><ul><li>Esta declaração de amor incondicional anula qualquer possibilidade de pensar que o filho mais novo é mais querido do que o filho mais velho. </li></ul>
  9. 9. CONVERTE-SE AO AMOR DE DEUS <ul><li>Mas, se olhar o mundo com os olhos do amor de Deus, que é um Pai que tudo dá e tudo perdoa, então sinto-me feliz e confiante. </li></ul><ul><li>Eis, então, o grande chamamento à conversão: </li></ul><ul><li>deixar de ver-me com os olhos da minha baixa auto-estima pessoal, </li></ul><ul><li>começar a ver-me com os olhos do amor de Deus. </li></ul><ul><li>Se olhar para Deus como um dono que quer tirar de mim o máximo proveito a baixo custo, não posso deixar de sentir ciúmes, amargura e ressentimentos. </li></ul><ul><li>Deus não mede o seu amor pelos filhos segundo o seu bom comportamento , por isso é que a minha única resposta tem de ser uma profunda e imensa gratidão. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Como será o olhar dele quando ficar livre da ira, do ressentimento e do ciúme? </li></ul><ul><li>Não conhecemos qual foi a sua resposta, pertence a cada um optar: ou escolher o Pai, ou continuar presos nas malhas da auto-rejeição. </li></ul>O verdadeiro filho mais velho <ul><li>O regresso do filho mais velho é um facto importante, não menos importante do que o regresso do filho mais novo. </li></ul>
  11. 11. Jesus contou esta parábola para eu conhecer quanto Deus me ama e solicitar a minha conversão.
  12. 12. O filho mais velho escolhe a auto-esclusão Mas Deus está com Ele O Pai diz-me: «Eu amo-te, estou contigo, o que é meu é teu, estás em tua casa, sejas feliz, quero dar-te um coração novo e um espírito novo!» Quero escutar a Sua voz, mas nem sempre é fácil, porque dou ouvido a outras vozes … mas agora sei que posso escolher Deus e ter paz no meu coração, pois não estou só, Deus continua a chamar-me «filho amado»

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