Aula 2 verbos

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Aula 2 verbos

  1. 1. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 2 - VERBOOlá, amigosHoje nossa aula vai tratar do “coração” da unidade oracional – o VERBO. Não é à toaque esse assunto vem logo após vermos os processos de formação das palavras e antesde qualquer outro.O verbo também fará parte das próximas aulas – concordância (nominal e verbal),regência (nominal e verbal) e até mesmo crase.Nesta aula, veremos a classificação dos verbos, sua forma de conjugação (que é um calopara muita gente), as flexões que o verbo pode sofrer (número, pessoa, tempo, modo evoz), a relação que os verbos têm em uma estrutura oracional e como manter essarelação harmônica, dentre tantas outras coisas.Bem, essa palavrinha é muito especial. O verbo não tem sintaticamente uma função quelhe seja privativa, pois, como veremos, o substantivo e o adjetivo também podem sernúcleos do predicado (veremos no módulo 10 - Termos da Oração).Sua única função na estrutura oracional é a de participar do predicado.CONSTRUÇÃO DOS VERBOSTodas as formas do verbo se irmanam pelo RADICAL, a parte invariável que lhes dá abase comum de significação.São aceitas as seguintes flexões: de número (singular e plural), pessoa (1ª, 2ª ou 3ª),modo, tempo ou vozes. Celso Cunha identifica uma outra flexão: aspecto, que, emsuas palavras, “manifesta o ponto de vista do qual o locutor considera a ação expressapelo verbo”, por exemplo: pontual (“acabo de chegar”) ou durativa (“fico a esperar”),contínua (“vou andando pelas ruas”) ou descontínua (“voltei a fumar”) etc.Em relação ao processo de formação, como vimos, ao radical junta-se a terminação:vogal temática (define as três conjugações), desinências modo-temporal e número-pessoal.Alguns conceitos são importantes:Formas rizotônicas – o elemento de composição grego riz(o)- significa “raiz”. Assim,nas formas RIZOTÔNICAS, a sílaba tônica (a que fomos apresentados em nosso primeiroencontro) recai no radical. verbo RECLAMAR radical RECLAM eu reclamo Como a sílaba tônica recai no radical, essa forma chama-se rizotônica.Formas arrizotônicas - quando a sílaba tônica recai fora do radical. Verbo CONSERVAR radical CONSERV nós conservaremos Como a sílaba tônica recai fora do radical, essa forma chama-se arrizotônica.CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOSOs verbos classificam-se em regulares, irregulares, anômalos, defectivos eabundantes.1. REGULARES - conservam o mesmo radical. www.pontodosconcursos.com.br 1
  2. 2. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI eu canto, tu cantas, nós cantávamos, eles cantariam, ele cantasse2. IRREGULARES - apresentam variação no radical ou nas desinências. SABER (eu sei, ele soube) PERDER (perco) FAZER (fiz, faço)Alguns autores consideram que alteração exclusivamente gráfica (PROTEGER –PROTEJO), em função da ortografia, não poderia levar à indicação de irregularidadeverbal. Assim, segundo eles, são considerados irregulares somente os verbos queapresentam alteração GRÁFICA E FONÉTICA. Se não houver alteração fonética (como noexemplo: g/j), não se classifica como verbo irregular, sendo chamado por algunsautores de “aparentemente irregular”.3. ANÔMALO – são verbos irregulares que, por apresentarem profundas variações,recebem classificação autônoma. São só dois: SER e IR.Curiosidade: Esses dois verbos são idênticos na conjugação dos seguintes tempos:pretérito perfeito do indicativo (fui, foste, ...), pretérito mais-que-perfeito do indicativo(fora, foras...), pretérito imperfeito do subjuntivo (fosse, fosses...) e futuro dosubjuntivo (for, fores...). Só dá para identificar se está sendo usado um ou outro a partirdo contexto.4. ABUNDANTE - apresentam duas ou três formas em certos tempos, modos, pessoasou particípio. Por exemplo, no imperativo afirmativo, os verbos terminados em –zer,como o verbo fazer, na 2ª pessoa do singular, aceitam duas formas – faze e faz.5. DEFECTIVOS - apresentam defeito, ou seja, não se conjugam em todas as formas(tempo, pessoas, modos).Sempre que se falar em defeito verbal, estamos nos referindo à conjugação doPRESENTE DO INDICATIVO e aos tempos dele derivados (Presente do Subjuntivo eImperativo). O “defeito” existe apenas no presente, não existe no passado nem nofuturo. Por isso, mesmo defectivo, o verbo poderá ser conjugado inteiramente nosoutros tempos e modos verbais, como, por exemplo, no Pretérito do Perfeito doIndicativo, no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo etc.Há dois tipos de defeitos:1º) o verbo não possui a 1ª pessoa do singular, apenas. (explodir, abolir, colorir,delinqüir);2º) o verbo só apresenta as conjugações da 1ª e 2ª pessoas do plural (adequar,reaver).Alguns autores definem como defectivos também os verbos que, de acordo com o seuemprego, só podem ser conjugados nas terceiras pessoas, como URGIR (ter urgência),DOER (no sentido de “sentir dor” - alguma coisa dói) e os unipessoais, que representamvozes de animais ou fenômenos da natureza, quando utilizados no sentido original(sentido denotativo, com “d” de “dicionário”; seu oposto é o sentido conotativo,também chamado de figurado, quando a palavra é usada em um significado diferente dooriginal).FLEXÕES DOS VERBOSNÚMEROComo as outras palavras variáveis, o verbo admite dois números: o singular e o plural.Dizemos que um verbo está no singular quando ele se refere a uma só pessoa ou coisae, no plural, quando tem por sujeito mais de uma pessoa ou coisa. www.pontodosconcursos.com.br 2
  3. 3. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPESSOAÉ a variação de forma que indica a pessoa do discurso a que se refere a ação verbal.1ª pessoa - aquela que fala. Corresponde aos pronomes pessoais eu (singular) e nós(plural).2ª pessoa - aquela a quem se fala. Corresponde aos pronomes pessoais tu (singular) evós (plural).3ª pessoa - aquela de quem se fala. Corresponde aos pronomes pessoais ele/ela(singular) e eles/elas (plural).MODO, TEMPO e VOZESEssas modalidades de flexão merecem uma análise mais aprofundada.MODOS E TEMPOS VERBAISA classificação dos verbos nos MODOS VERBAIS depende da relação que o falante temcom aquilo que enuncia – se constata um fato (indicativo); se apresenta uma hipótese,uma suposição (subjuntivo); se faz um pedido ou dá uma ordem (imperativo).Em outras palavras, depende do modo com que enuncia a ação verbal (percebeu?“modo” verbal). São três modos verbais: INDICATIVO - como sugere o nome, indica um fato real, que pode pertencer aopresente, ao passado ou ao futuro. SUBJUNTIVO - enuncia um fato hipotético, duvidoso, provável ou possível. IMPERATIVO - expressa idéias de ordem, pedido, desejo, convite.Enquanto que o modo INDICATIVO situa o fato no plano da realidade, da certeza, oSUBJUNTIVO coloca o fato no plano do que é provável, hipotético, possível, sem acerteza apresentada pelo modo indicativo. O modo SUBJUNTIVO também é bastanteusado com determinadas conjunções (embora, caso, que etc.)Perceba a diferença entre as duas orações abaixo. O sujeito vai à farmácia e diz aobalconista: Eu quero um remédio que acaba com a minha dor de cabeça. Eu quero um remédio que acabe com a minha dor de cabeça.Na primeira, o sujeito já sabe qual é o medicamento que vai pedir e produzir resultado.Já teve dor de cabeça outras vezes e sabe qual o remédio que surte efeito. O fato situa-se no plano da CERTEZA – modo INDICATIVO.Na segunda, o sujeito não tem certeza de qual medicamento poderia surtir efeito.Certamente está pedindo uma indicação ao balconista. O resultado que o remédio trará(acabar com a dor de cabeça) ainda está no plano da hipótese. Por isso, está no modoSUBJUNTIVO.IMPERATIVOSobre a conjugação no imperativo, em vez de memorizar várias regras, vamos guardarapenas a exceção.A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente do subjuntivo. Sãoconjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas as pessoas (2ª do singular edo plural, 3ª do singular e do plural e 1ª do plural) no imperativo negativo, e nas 3ª www.pontodosconcursos.com.br 3
  4. 4. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpessoas (singular e plural) e 1ª pessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é aregra.1 - Venha para a Caixa você também 3ª pessoa do singular (O comercial estavaerrado e você não vai nem acreditar: uma banca examinadora explorou exatamenteesse fato em prova!!! Veremos nos exercícios de fixação.).2 - Não nos deixeis cair em tentação 2ª pessoa do plural (Ao se dirigir ao Pai, usa-sevós.)Agora veremos a exceção, que deve ser memorizada por ser em menor número.A exceção fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativo afirmativo.Nessa conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s” final.RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural) buscam aconjugação do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo o restante tem origem nopresente do subjuntivo.Exemplo:1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” - A forma “dize” é a reduçãodo presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] = dize). Esse verbo,aliás, é abundante. Aceita as formas “dize” e “diz”, no imperativo afirmativo.2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é a conjugação nopresente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis), sem o “s”.Os quadros abaixo resumem as conjugações dos verbos no modo imperativo. PRESENTE DO IMPERATIVO SUBJUNTIVO NEGATIVO eu fale - tu fales não fales (tu) ele fale não fale (você) (*) nós falemos não falemos (nós) vós faleis não faleis (vós) eles falem não falem (vocês) (*) PRESENTE DO IMPERATIVO PRESENTE DO INCATIVO AFIRMATIVO SUBJUNTIVO eu falo - eu fale tu falas fala (tu) tu fales ele fala fale (você) (*) ele fale nós falamos falemos (nós) nós falemos vós falais falai (vós) vós faleis eles falam falem (vocês) (*) eles falem(*) Como o imperativo é o modo em que se determina ou pede algo à pessoa a quemse dirige (2ª pessoa), as terceiras pessoas se referem a “você / vocês”, e não a eles (3ªpessoa). www.pontodosconcursos.com.br 4
  5. 5. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIOs TEMPOS VERBAIS têm a função de indicar o momento em que são enunciados osfatos.No modo INDICATIVO, os tempos são:PRESENTE – fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos na cozinha.); - fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. / Chove todos os dias em Belém.); - apresenta um princípio, um conceito ou um dado (Todos os anos, muitas crianças morrem de desnutrição no Brasil.)PRETÉRITO PERFEITO – fato ocorrido e perfeitamente concluído antes do momento em que se fala (Todos souberam do assassinato de Celso Daniel.)PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO – denota repetição de um ato ou sua continuidade, com início no passado, chegando ao momento presente, em que falamos (Eu tenho cometido muitos erros na escolha dos meus namorados. / Eu tenho lutado contra vários preconceitos.);PRETÉRITO IMPERFEITO – fato realizado e não concluído ou que apresenta certa duração (Ele buscava a perfeição antes de morrer./ O tempo corria sem que ninguém notasse.); – indica, entre ações simultâneas, a que ocorria no momento em que sobreveio a outra (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladrões.); – denota ação passada habitual ou repetida (imperfeito freqüentativo) (Sempre que eu chegava, ela saía do recinto.)PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO – fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele pedira o perdão aos filhos.)PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO – forma mais comum de expressar o fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdão aos filhos.)FUTURO DO PRESENTE – fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o material de estudo após a minha aprovação.); – afirmação de valor categórico (De todas as mulheres do mundo, você será a mais bela – o que se afirma é que “certamente você é a mais bela”).FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO – denota futura ocorrência de um fato que se iniciou no presente (Até o próximo ano, terei acumulado quase um milhão de reais em dívidas.) www.pontodosconcursos.com.br 5
  6. 6. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI - indica uma ação futura que estará consumada antes de outra também no futuro (Amanhã, quando você chegar, eu já terei assinado o contrato.) - denota incerteza sobre fatos passados (Terá João sabido da traição?)FUTURO DO PRETÉRITO – fato posterior a um fato passado (Você me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso amor não morreria [FATO FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO PASSADO].); – fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua casa, mas tive um problema.); – pode denotar incerteza (“Acharam um corpo que seria do chefe do tráfico.”) – hipótese relacionada a uma condição (“Se você tivesse comprado o carro [CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no jogo [HIPÓTESE].”) – polidez (“Você poderia me passar o sal?”).FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO – o mesmo que o Futuro do Pretérito com relação aos três primeiros aspectos.FORMAS NOMINAISDenominam-se formas nominais as palavras, de origem verbal, que também podemser empregadas nas funções próprias de adjetivos, substantivos ou advérbios. São elas:INFINITIVO, GERÚNDIO E PARTICÍPIO.INFINITIVO: Ele precisa pôr os nomes nos livros. (verbo) O pôr-do-sol é lindo nessa época do ano. (substantivo) Causa-me agonia o seu ranger de dentes. (substantivo) Precisamos colocar óleo na porta que está a ranger.(verbo)O infinitivo divide-se em impessoal e pessoal.O infinitivo impessoal não tem sujeito (pessoa) e, por isso, não se flexiona. É usado emsentido genérico (“o ato de”). Amar se aprende amando.Já o infinitivo pessoal tem sujeito e pode flexionar-se ou não. Os casos em que oinfinitivo pode, deve ou não pode se flexionar será objeto de estudo na aula sobreCONCORDÂNCIA.GERÚNDIO: O presidente fica persistindo na argumentação de que nada sabia. (verbo) Persistindo os sintomas, o médico deverá ser consultado (advérbio de condição = “Caso persistam os sintomas...”) www.pontodosconcursos.com.br 6
  7. 7. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPARTICÍPIO: Ele havia lavado o chão da casa antes do temporal. (verbo) O uniforme lavado ficou todo sujo após o vendaval. (adjetivo)O particípio tem grande importância na construção de LOCUÇÕES VERBAIS.Emprega-se com os auxiliares TER e HAVER para a formação de tempos compostos(“Temos feito grande progresso.”, “Nunca havia visitado este lugar antes.”), com overbo SER para formar os tempos da voz passiva de ação (“O trabalho foi feito portodos nós.”) e com o verbo ESTAR nos tempos de voz passiva de estado (“Estouchocada com essa notícia.”).No particípio, a maior parte dos verbos só apresenta a forma regular (terminadas por“ado” / “ido”). Contudo, existem algumas exceções: alguns verbos apresentam mais deuma forma: a regular (“ado” / “ido”), usada com os verbos ter e haver (tempocomposto) e a irregular, ligada aos verbos ser e estar (voz passiva).Dentre os irregulares, estão: ACEITAR – (ter/haver) aceitado; (ser/estar) aceito ELEGER – (ter/haver) elegido; (ser/estar) eleito ENTREGAR - (ter/haver) entregado; (ser/estar) entregue IMPRIMIR - (ter/haver) imprimido; (ser/estar) impresso SALVAR – (ter/haver) salvado; (ser/estar) salvo SUSPENDIDO – (ter/haver) suspendido; (ser/estar) suspenso Outras curiosidades: • Apresentam somente a forma irregular do particípio os verbos abrir (aberto), cobrir (coberto), dizer (dito), escrever (escrito), fazer (feito), pôr (posto), ver (visto), vir (vindo) e seus derivados. Observe que, neste último (vir), a forma participial é igual ao gerúndio, o mesmo ocorrendo com os verbos dele derivados (intervir – intervindo). Essa peculiaridade costuma ser objeto de questões de prova. Alguns verbos aceitam ambas as formas (regular e irregular) para qualquer dois verbos auxiliares – ou seja, não tem como errar - com qualquer verbo auxiliar pode-se usar qualquer forma participial. Segundo a maioria dos gramáticos, são quatro os verbos: pagar, pegar, ganhar e gastar (para memorizá-las, imagine a seguinte situação: no dia do pagamento, você ganha o salário e, no supermercado, pega o produto, paga por ele e gasta o dinheiro – gostou do método mnemônico?). O particípio do verbo CHEGAR é um só – o regular CHEGADO. A forma “chego” é a conjugação de 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (“Eu chego”). Não existe a forma de particípio irregular para esse verbo. Então: “Eu tinha chegado ao escritório bem cedo.”. www.pontodosconcursos.com.br 7
  8. 8. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKICONJUGAÇÃO VERBALPara ajudar a resolver questões de conjugação verbal, uma boa dica é a técnica doPARADIGMA.Como funciona isso? Na dúvida com relação à conjugação de determinado verboregular (geralmente o examinador busca um verbo pouco utilizado no seu dia-a-dia),basta observar a conjugação dos paradigmas clássicos (FALAR – 1ª conjugação, BEBER– 2ª conjugação, PARTIR – 3ª conjugação).Extraia o radical, que é o que sobra do verbo após retirar a terminação “ar”, “er” ou “ir”do infinitivo (exemplo: FAL(AR) = radical FAL-), e empregue as desinências, que sãoidênticas nos demais verbos regulares de mesma conjugação:Por exemplo:CONSUMAR (verbo regular de 1ª conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???)CONSUMIR (verbo regular de 3ª conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???)E aí, como você preencheu? Vamos buscar a desinência dos verbos “paradigmas”. Infinitivo Pres.Indicativo Pres.Subjuntivo Falar Eu falo (que) eu fale Consumar Eu consumo (que) eu consume Partir Eu parto (que) eu parta Consumir Eu consumo (igual) (que) eu consumaSe o verbo for irregular, ou seja, apresenta alteração no radical em determinadasconjugações, procure outro verbo, também irregular, de mesma construção.Por exemplo: COMPETIR (3ª conjugação) – Eu comp.... (???)Esse verbo é irregular, ou seja, não mantém o radical nas conjugações. Normalmentenão conjugamos esse verbo (pelo menos, não com convicção) fora de uma locuçãoverbal. Mas usamos bastante outro verbo de idêntica estrutura. Já sabe qual é???REPETIR. Então, como fica a conjugação desse paradigma? Eu repito Eu compitoE “ADERIR”? Como você conjugaria a primeira pessoa do singular do Presente doIndicativo? Está com dúvida? Busque um paradigma. Aceito sugestões.... Lembrou dealgum? Eu conheço um – FERIR. Como fica a conjugação do paradigma? Eu firo Eu adiro www.pontodosconcursos.com.br 8
  9. 9. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA título de exemplo, observe o seguinte item de uma questão de prova da ESAF(TCU/2002):O fato do patrimônio gerar empregos e receitas por meio do turismo não abule oparadoxo de que nativos e visitantes se distanciam do fenômeno cultural tanto quantopessoas que, longe daquelas paragens, pouco valor atribuem a heranças destituídas defamiliaridade.Essa opção está errada. Você percebeu qual é o erro? O que significa “abule”? Ocontexto indica tratar-se do verbo ABOLIR.Se não tivermos certeza da conjugação desse verbo, vamos fazer o quê??? Buscamos oparadigma.Um verbo que apresenta a mesma forma de conjugação é o verbo ENGOLIR. Napassagem, o verbo “abolir” está na terceira pessoa do singular, no presente doindicativo (“O fato ... não abule...”). O verbo “engolir” ficaria “Ele engole”. Logo, aconjugação correta é abole (“O fato ... não abole...”).IMPORTANTE: Guarde esse dica do PARADIGMA. Ela pode ser de grande valia em umaquestão de prova.LOCUÇÕES VERBAISSempre que se fala “locução”, significa “mais de uma palavra” formando uma unidade.Assim, em locuções verbais, mais de um verbo (ligados ou não por uma preposição)formam um conjunto.Formam-se locuções verbais em: tempos compostos, com os verbos auxiliares TER e HAVER; construções de voz passiva, principalmente com os verbos auxiliares SER e ESTAR; construções com auxiliares modais, que determinam com mais rigor o modo como se realiza – ou deixa de se realizar - a ação verbal. Expressam circunstâncias de: início ou fim (comecei a estudar, acabei de acordar), continuidade (vai andando), obrigação (tive de entregar), possibilidade (posso escrever), dúvida (parece gostar), tentativa (procura entender) e outras tantas.Como num escritório, onde quem manda é o chefe e quem trabalha é o empregado (ouvocê já viu algum chefe trabalhando???), na locução verbal, quem exerce a função de“chefe” é o verbo principal – ele fica “paradão”, só mandando, e o pobre do auxiliar seflexiona de acordo com as suas ordens.TEMPO COMPOSTOÉ o tempo constituído por um verbo auxiliar flexionado, seguido do verbo principal noparticípio. Forma-se com os auxiliares TER e HAVER. Para simplificar, usamos nosexemplos somente o verbo auxiliar TER. www.pontodosconcursos.com.br 9
  10. 10. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI1) Modo Indicativo TEMPO VERBAL EXEMPLOpresente falo bebo parto simples falei bebi parti perfeito composto tenho falado tenho bebido tenho partidopretérito imperfeito simples falava bebia partia mais-que-perfeito simples falara bebera partira composto tinha falado tinha bebido tinha partido simples falarei beberei partirei do presente composto terei falado terei bebido terei partidofuturo simples falaria beberia partiria do pretérito composto teria falado teria bebido teria partidoVEJA SÓ:Os tempos PRESENTE e PRETÉRITO IMPERFEITO não se subdividem, ou seja, sóapresentam a forma verbal simples.Salvo nos futuros, em que os auxiliares ficam nos tempos correspondentes, os auxiliaresdos demais tempos verbais compostos buscam a conjugação do tempo imediatamenteanterior (segundo a ordem apresentada no nosso quadro):- no PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO, o auxiliar fica no presente do indicativo:tenho falado- no PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO, o auxiliar fica no pretéritoimperfeito do indicativo: tinha falado2) Modo Subjuntivo TEMPO VERBAL EXEMPLOpresente fale beba partapretérito perfeito composto tenha falado tenha bebido tenha partido imperfeito falasse bebesse partisse mais-que-perfeito composto tivesse falado tivesse bebido tivesse partido simples falar beber partirfuturo composto tiver falado tiver bebido tiver partidoNo subjuntivo, assim como ocorre no modo indicativo, os tempos PRESENTE ePRETÉRITO IMPERFEITO não se subdividem. Só apresentam a forma simples. www.pontodosconcursos.com.br 10
  11. 11. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAgora, surgem outros dois tempos compostos – PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO ePRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO..Salvo no caso do futuro composto, em que o auxiliar também se apresenta no futuro dosubjuntivo, os auxiliares dos tempos compostos buscam o tempo verbal imediatamenteanterior. Ou seja, o raciocínio em relação à conjugação do auxiliar é o mesmo, só osnomes dos tempos verbais se modificam- no pretérito perfeito composto, o auxiliar fica no presente do subjuntivo: tenhafalado;- no pretérito mais-que-perfeito composto, o auxiliar fica no pretérito imperfeito dosubjuntivo: tivesse falado.O quadro a seguir visa facilitar a compreensão e memorização das conjugaçõesdos verbos regulares.Trata-se de um quadro resumo com todas as desinências regulares dos tempossimples. www.pontodosconcursos.com.br 11
  12. 12. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI MODOS INDICATIVO SUBJUNTIVO Tempos 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª o o o e a a as es es es as as a e e e a aPresente amos emos imos emos amos amos ais eis is eis ais ais am em em em am am ava ia ia asse esse isse avas ias ias asses esses isses Pret. ava ia ia asse esse isseImperfeito ávamos íamos íamos ássemos êssemos íssemos áveis íeis íeis ásseis êsseis ísseis avam iam iam assem essem issem ei i i aste este iste Pret. ou eu iu ***** ***** ***** Perfeito amos emos imos astes estes istes aram eram iram ara era ira aras eras irasPret.mais- ara era ira que- ***** ***** ***** áramos êramos íramos perfeito áreis êreis íreis aram eram iram arei erei irei ar er ir arás erás irás ares eres iresFuturo do ará erá irá ar er irpresente aremos eremos iremos armos ermos irmos areis éreis ireis ardes erdes irdes arão erão irã arem erem irem aria eria iria arias erias iriasFuturo do aria eria iria ***** ***** *****pretérito aríamos eríamos iríamos aríeis eríeis iríeis ariam eriam iriam IMPERATIVO AFIRMATIVO NEGATIVO a e a a e a as a e e es as a e a a e a amos emos amos amos emos amos ais ai ai i eis ais am em am am em am www.pontodosconcursos.com.br 12
  13. 13. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIDERIVAÇÃO VERBALVocê já deve ter se deparado com dúvidas como: em “quando eu ..... o professor,passarei o seu recado”, devemos usar “ver” ou “vir”?Para compreendermos a conjugação de alguns verbos, principalmente dos irregulares, énecessário conhecer a formação de alguns tempos derivados.Abaixo, segue um quadro com a indicação das formas primitivas e das derivadas.Salvo algumas poucas exceções (como o verbo SER, SABER e outros), basta que semantenha o radical das formas primitivas e a ele se acrescentem as desinênciascorrespondentes. FORMA PRIMITIVA FORMAS DERIVADAS VERBO VER eu vejapresente do tu vejas presenteindicativo ele veja eu vejo do1ª pessoa do nós vejamos subjuntivosingular vós vejais eles vejam eu veja - tu vejas não veja (tu)presente do ele veja imperativo não vejas (você)subjuntivo nós vejamos negativo não vejamos (nós) vós vejais não vejais (vós) eles vejam não vejam (vocês) pretérito eu virapret. perfeito do mais-que- tu virasindicativo perfeito ele vira eles viram do3ª pessoa do nós víramosplural indicativo vós víreis eles viram eu visse pretérito tu visses imperfeito ele visse do nós víssemos subjuntivo vós vísseis eles vissem www.pontodosconcursos.com.br 13
  14. 14. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI futuro do eu vir subjuntivo tu vires ele vir nós virmos vós virdes eles virem VERBO CABERInfinitivo caber Futuro do cabereiimpessoal presente caberás do caberá indicativo caberemos cabereis caberão Futuro do caberia pretérito caberias do caberia indicativo caberíamos caberíeis caberiam Infinito Caber pessoal Caberes Caber Cabermos Caberdes caberem Gerúndio cabendo Partícipio Cabido (nos verbos de 2ª.conjugação, a vogal temática passou de “e” para “i”, por influência da vogal temática da 3ª.conjugação - IR)Agora, experimente com outros verbos irregulares, como os verbos trazer, vir, fazer,pedir, caber e outros.TRAZER – TRAGO TRAGA TROUXERAM TROUXERA /TROUXESSE /TROUXERVIR - VEJO VEJA VIERAM VIERA /VIESSE / VIERFAZER - FAÇO FAÇA FIZERAM FIZERA / FIZESSE / FIZERPEDIR - PEÇO PEÇA www.pontodosconcursos.com.br 14
  15. 15. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PEDIRAM PEDIRA / PEDISSE / PEDIRCABER - CAIBO CAIBA COUBERAM COUBERA / COUBESSE / COUBERCUIDADO COM A CONJUGAÇÃO DE ALGUNS VERBOS!!!VERBOS PERIGOSOS- REQUERER - não é derivado do QUERER. No presente do indicativo: requeiro,requeres, requer... e no presente do subjuntivo: requeira, requeiras, requeira...Os demais tempos seguem o modelo do paradigma BEBER.- PRECAVER-SE - não é derivado do VER. É defectivo. No presente do indicativo, só seconjuga nas 1ª e 2ª pessoas do plural: precavemos, precaveis. Conseqüentemente,por não haver a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, não há presente dosubjuntivo. Os demais tempos seguem o modelo do paradigma BEBER.- REAVER - É derivado do HAVER, mas só se conjuga quando houver a letra V naconjugação do “haver”. Assim, no presente do indicativo, só existem as formas da 1ª e2ª pessoas do plural: reavemos, reaveis. Como não possui a 1ª pessoa do singular dopresente do indicativo, não apresenta presente do subjuntivo.No pretérito perfeito, conjuga-se: reouve, reouveste, reouve, reouvemos,reouvestes, reouveram- PROVER - Não é derivado do VER, apesar de coincidir na 1ª pessoa do singular dopresente do indicativo e do subjuntivo.Pres.indicativo: provejo, provês, provê,...Pres.subjuntivo: proveja, provejas, proveja,...Pret. perfeito: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram- VIGER – É defectivo. Não possui, no pres.indicativo, a 1ª pessoa do singular. Logo,não há Pres.Subjuntivo nem Imperativo. Nas demais, conjuga-se como BEBER.Vamos analisar outras conjugações especiais.1. VERBOS TERMINADOS EM HIATO:–UIR, exceto no caso dos defectivos (verbos que não possuem todas as formas deconjugação, como ruir), os verbos terminados em –UIR apresentam duas formas deconjugação:1ª) O paradigma será POSSUIR (o radical é possu) – De acordo com esta regra,classificam-se praticamente todos os verbos com essa terminação. Nas 2ª e 3ª dosingular trocam a letra ‘e’ da conjugação regular (como em ‘partir’) pela letra ‘i’.Mantêm as demais conjugações inalteradas em relação à conjugação do verboparadigma ‘partir’: possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem.Dessa forma, conjugam verbos como OBSTRUIR, AFLUIR, INFLUIR, ANUIR, ARGUIR(respeitada a acentuação), CONCLUIR, DISTRIBUIR, INCLUIR2ª) CONSTRUIR (o radical é constru) e DESTRUIR (o radical é destru)– São verbosabundantes. Além da forma regular de conjugação (igual à do verbo POSSUIR: construo, www.pontodosconcursos.com.br 15
  16. 16. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIconstruis, construi, construímos, construís, construem), mais comum em Portugal,apresenta também a conjugação irregular, bastante usada no Brasil, em que as 2ª e 3ªpessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongo aberto “ói": construo,constróis, constrói, construimos, construís, constroem, da mesma forma que osverbos terminados em -OER.–OER: As 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongoaberto ‘ói’. As demais pessoas, em todos os outros tempos verbais seguem o paradigma‘beber’, respeitadas as devidas acentuações tônicas.Na hora de escolher um exemplo, lembrem que DOER (sentir dor) e SOER (costumar,ter hábito de) são defectivos e só se conjugam nas terceiras pessoas.Exemplos: MOER (o radical é MO-): môo, móis, mói, moemos, moeis, moem–EAR: recebem a letra ‘i’ nas formas rizotônicas (sílaba tônica no radical). Nas demais,segue o paradigma ‘falar’. Exemplo: pentear (radical PENTE-).A sílaba tônica foi sublinhada.Pres.indicativo - penteio, penteia, penteia, penteamos, penteais, penteiamPres.subjuntivo – penteie, penteies, penteie, penteemos, penteeis, penteiemPret.perfeito: penteei, penteaste, penteou, penteamos, penteastes, pentearam–IAR: os verbos dessa terminação são regulares, ou seja, seguem a conjugação doparadigma ‘falar’. Exemplos:ADIAR (radical ADI-) – Pres.Indicativo: adio, adias, adia, adiamos, adiais, adiamVARIAR (radical VARI-) - Pres.Indic.: vario, varias, varia, variamos, variais, variamDessa mesma forma, conjugam-se os verbos ARRIAR, MAQUIAR, VICIAR.Por isso, nada de “VAREIA”, senão “VICEIA”!!! Como vimos, esses verbos sãoREGULARES.Mas, então, por que será que tanta gente se engana? Porque ocorre uma“contaminação” com os verbos terminados em “EAR”, como “pentear”, apresentadoacima.No entanto, há cinco verbos terminados em -IAR que recebem a letra ‘e’ nas formasrizotônicas (formas em que a sílaba tônica recai no radical), como no presente doindicativo e presente do subjuntivo. Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-I-O:Mediar (e derivados, como intermediar), Ansiar, Remediar, Incendiar, OdiarPres.Indicativo: intermedeio, intermedeia, intermedeia, intermediamos, intermediais,intermedeiamPara facilitar, lembre-se da conjugação do verbo ODIAR, o mais comum deles.2. VERBOS “DERIVADOS” DE ÁGUA – DESAGUAR, ENXAGUAR - mantém aacentuação de água na conjugação.Pres.indicativo: deságuo, deságuas, deságuas, desaguamos, desaguais, deságuam www.pontodosconcursos.com.br 16
  17. 17. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPres.subjuntivo: deságüe, deságües, deságüe, desagüemos, desagüeis, deságüemNo presente do subjuntivo, como o “u” é pronunciado de forma fraca (átona), recebe otrema.3. AVERIGUAR, APAZIGUAR - Não seguem a regra dos “derivados” de água. Têm aacentuação tônica nas formas rizotônicas (no radical).O radical de averiguar é [averigu-] e segue o paradigma “falar”, ressalvada aacentuação gráfica (especialmente no Pres.Subjuntivo).Pres.indicativo: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguamPres.subjuntivo: averigúe, averigúes, averigúe, averigüemos, averigüeis, averigúemAntes da vogal “e”, quando o “u” é pronunciado sem intensidade, recebe trema; comintensidade, leva acento agudo.VOZES DO VERBOVoz ativaSujeito pratica a ação expressa pelo verbo: sujeito agente (ativo). O presidente decretou a reforma econômica.Voz passivaO verbo principal deve ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto. Sujeito recebe(sofre) a ação expressa pelo verbo: sujeito paciente (passivo). A voz passiva pode ser:a) Analítica: (análise é uma coisa demorada, longa, comprida...) É construída comverbo auxiliar (ser, estar) + particípio do verbo principal.Por ser “longa” (analítica), possui locução verbal (que pode ser formada com dois ou atémesmo três verbos) e pode apresentar o agente da passiva, elemento que efetivamentepratica a ação verbal. Você notou como essa construção é grande?! Basta comparar coma seguinte – a voz passiva sintética. A reforma econômica foi decretada pelo presidente.b) Sintética: (síntese é uma coisa breve, resumida) É construída com verbo principal +SE (pronome apassivador ou partícula apassivadora).Note que essa construção é tão resumida que emprega somente UM verbo e dispensa oagente da passiva. Decretou-se a reforma econômica.Como veremos na aula de concordância, são muitas as questões de prova que explorama concordância verbal em voz passiva sintética.Voz reflexivaConstruída com o verbo e um pronome reflexivo. O sujeito é agente e paciente aomesmo tempo. A jovem vaidosa olhava-se no espelho a todo momento.Voz recíproca (destaque feito por Evanildo Bechara) www.pontodosconcursos.com.br 17
  18. 18. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIConstruída com verbo e um pronome recíproco. Os sujeitos são agentes e pacientes, aomesmo tempo. Mãe e filho fitavam-se carinhosamente.TRANSPOSIÇÃO DE VOZES VERBAISSão muitas as questões de provas que abordam a transposição da voz ativa para apassiva, ou vice-versa.Por isso, vamos verificar o procedimento necessário para essa transformação.O termo que exercia a função sintática de objeto direto na voz ativa será o sujeitoda voz passiva.No lugar de um verbo (ou uma locução verbal), teremos uma locução verbal com idéiade passividade (inclusão do verbo SER/ESTAR).O elemento que exercia a função de sujeito da voz ativa será, na voz passiva analítica,o agente da passiva.Não há alteração nos demais complementos, como objeto direto, predicativo do objetoou complementos adverbiais, que continuarão a exercer as mesmas funções.Veja o esquema abaixo: O professor deu o livro ao aluno.VOZ ATIVA SUJEITO VERBO OBJETO OBJETO (AGENTE) DIRETO INDIRETOVOZ O livro foi dado pelo professor ao aluno.PASSIVA SUJEITO LOCUÇÃO AGENTE DA OBJETOANALÍTICA (PACIENTE) VERBAL PASSIVA INDIRETOVOZ O livro deu-se - ao aluno.PASSIVA Na passiva analítica, normalmente o verbo antecede o sujeito,SINTÉTICA formando: Deu-se o livro ao aluno.Cuidados que devem ser tomados na transposição:- identificar corretamente o objeto direto da voz ativa, elemento que exercerá a funçãode sujeito da voz passiva e com o qual o verbo irá concordar;- realizar a concordância verbal corretamente;- manter a conjugação do verbo auxiliar da locução passiva no mesmo tempo e mododo verbo apresentado na voz ativa.Veja, agora, uma questão de prova em que a ESAF explorou brilhantemente esseassunto: www.pontodosconcursos.com.br 18
  19. 19. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(ESAF / ACE / 2002)Entre os males que afligem a sociedade brasileira o contrabando é, sem dúvida, um dosmais sérios, sobretudo porque dele decorrem inúmeros outros. Observa-se, no dia-a-dia,que o contrabando já faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informaisquanto no suprimento da rede formal de comércio, tomando o lugar de produtoslegalmente comercializados. Os altos lucros que essas atividades ilícitas proporcionam,aliados ao baixo risco a que estão sujeitas, favorecem e intensificam a formação deverdadeiras quadrilhas, até mesmo com participação de empresas estrangeiras. Sãoorganizações de caráter empresarial, estruturadas para promover tais práticas nos maisvariados ramos de atividade. (Adaptado de www.unafisco.org.br, 30/10/2000)c) A estrutura “Observa-se”(l.2) corresponde, semanticamente, a Foi observado.Este item estava INCORRETO, pois o verbo originalmente, na voz passiva pronominal,apresentava-se no presente do indicativo (“Observa-se”), e na voz passiva analítica foiempregado no pretérito perfeito do indicativo (“Foi observado”). Erro na transposição davoz passiva sintética para a analítica, em virtude da alteração do tempo verbal.DIFERENÇA ENTRE VERBOS REFLEXIVOS E VERBOS PRONOMINAISOs verbos reflexivos indicam que o sujeito ao mesmo tempo pratica e sofre a açãoverbal. O pronome exerce a função sintática de complemento verbal (objeto direto ouindireto). Eu me cortei com a faca. Ele se veste muito bem.Esses verbos podem ser usados sem o valor reflexivo, com outro objeto que não opronome: Eu cortei o braço com a faca. Ele vestiu o seu filho muito bem.Já os verbos pronominais apresentam o pronome como parte integrante do verbo.Esses verbos não admitem conjugação com outro objeto que não o pronome. Eu me queixei do tratamento que recebi. Ele sempre se arrepende do que faz.Os pronomes que acompanham esses verbos não exercem nenhuma função sintática naoração.CORRELAÇÃO VERBALCORRELAÇÃO VERBAL consiste na articulação entre as formas verbais no período. Osverbos estabelecem, assim, uma correspondência entre si.Esse tipo de questão, normalmente, o candidato consegue acertar usando o “ouvido”.Observe que alguma coisa parece estar errada na construção: “Se você se acomodassecom a situação, ela se tornará efetiva.”. Isso acontece porque não houve correlaçãoentre a forma verbal da primeira oração (acomodasse) – que indica hipótese,possibilidade - com a da segunda (tornará) – que indica certeza. www.pontodosconcursos.com.br 19
  20. 20. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA título de curiosidade (e somente com esse propósito – nada de ficar decorando listas),seguem alguns exemplos de construções corretas sob o aspecto de correlação verbal:a) “Exijo que me diga a verdade.” - presente do indicativo + presente dosubjuntivob) “Exigi que me dissesse a verdade.” – pret.perf.indicativo +pret.imperf.subjuntivo.c) “Espero que ele tenha feito uma boa prova.” - presente indic.+pret.perf.comp.subjuntivo.d) “Gostaria que ele tivesse vindo.” – fut.pretérito.ind.+ pret.mais-que-perf.comp.subjuntivoe) “Se você quiser o material, eu o trarei.” – futuro do subjuntivo + fut.presenteindicativof) “Se você quisesse o livro, eu o traria.” - pret.imperf.subj.+ fut.pretérito doindicativoMais um exemplo de correlação entre os verbos. Veremos na aula sobre concordância oscasos em que o verbo haver é impessoal. Um deles: indicação do tempo decorrido. Issosignifica que o verbo ficará na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o seucomplemento (plural ou singular).Esse verbo deve estar em harmonia temporal com os demais do período, isto é, se aestrutura oracional aponta para um fato passado, o verbo haver também deverá serconjugado no passado.Na edição da revista Veja sobre a morte de Cássia Eller, a manchete foi:“A polícia suspeita que um coquetel de droga, álcool e remédios matou a cantora, quehavia dois anos lutava para se livrar da dependência de cocaína”Na época, houve uma enxurrada de perguntas (inclusive para a redação da revista)sobre a correção dessa forma do verbo haver. Está CORRETÍSSIMA! Note que aafirmação se refere a um fato passado (afinal, infelizmente ela já não estava mais vivanaquele momento). Assim, o tempo decorrido se encontrava concluído no passado, oque justifica o emprego de “havia”, da mesma forma que a forma “lutava”.Se a afirmação se referisse a um fato ainda atual: “Fulano há dois anos luta para selivrar das drogas.”, todos os verbos se conjugariam no mesmo tempo verbal – presentedo indicativo.Vamos às questões de fixação. Mais uma vez, lembramos que são questões aplicadasnos mais diversos concursos públicos do país.Bons estudos a todos.QUESTÕES DE FIXAÇÃO(NCE UFRJ/ADMINISTRADOR PIAUÍ/2006)TEXTO - A SAÚDE E O FUTURODráuzio Varella – Reflexões para o futuroFicaremos sobrecarregados, pagando caro pela ignorância e irresponsabilidade dopassado. Acharemos inacreditável não havermos percebido em tempo, por exemplo, que www.pontodosconcursos.com.br 20
  21. 21. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIo vírus da Aids, presente na seringa usada pelo adolescente da periferia para viajar aoparaíso por alguns instantes, infecta as mocinhas da favela, os travestis da cadeia, asgarotas da boate, o meninão esperto, a menininha ingênua, o senhor enrustido, a mãede família e se espalha para a multidão de gente pobre, sem instrução e higiene. Haverámilhões de pessoas com Aids, dependendo de tratamentos caros e assistênciapermanente. Seus sistemas imunológicos deprimidos se tornarão presas fáceis aosbacilos da tuberculose, que, por via aérea, irão parar nos pulmões dos que passarem porperto, fazendo ressurgir a tuberculose epidêmica do tempo dos nossos avós. Sífilis,hepatite B, herpes, papilomavírus e outras doenças sexualmente transmissíveis atacarãoos incautos e darão origem ao avesso da revolução sexual entre os sensatos.No caldo urbano da miséria/sujeira/ignorância crescerão essas pragas modernas eoutras imergirão inesperadas. Estará claro, então, que o perigo será muito maisimprevisível do que aquele representado pelas antigas endemias rurais: doença deChagas, malária, esquistossomose, passíveis de controle com inseticidas, casas detijolos, água limpa e farta.Assustada, a sociedade brasileira tomará, enfim, consciência do horror que será pôrfilhos em um mundo tão inóspito. Nessas condições é provável que se organize paraacabar com as causas dessas epidemias urbanas. Modernos hospitais sem finslucrativos, dirigidos por fundações privadas e mantidos com o esforço e a vigilância dascomunidades locais, poderão democratizar o atendimento público. Eficientes programasde prevenção, aplicados em parceria com instituições internacionais, diminuirão onúmero de pessoas doentes.Então virá a fase em que surgirão novos rebeldes sonhadores, para enfrentar o desafiode estender a revolução dos genes para melhorar a qualidade de vida dos que moraremna periferia das grandes cidades ou na imensidão dos campos brasileiros.1 - Como o texto tem um tom de profecia, a construção dessas previsões se apóiafundamentalmente:(A) no emprego do futuro do presente;(B) na abordagem de temas ainda desconhecidos;(C) na antevisão de um futuro sombrio;(D) na condenação do atraso social e cultural;(E) na utilização de expressões de dúvida.2 - (NCE UFRJ / INPI - ANALISTA MARCAS / 2005) “... desses mesmos sentimentos quetêm levado o Brasil à beira do abismo,...”; a forma verbal têm levado indica uma ação:(A) que já terminou;(B) anterior a outra ação passada;(C) habitual no passado;(D) iniciada no passado que continua no presente;(E) iniciada no presente que continua no futuro.3 - (NCE UFRJ / Inspetor de Polícia / 2001)TEXTO - DROGAS: A MÍDIA ESTÁ DENTRO www.pontodosconcursos.com.br 21
  22. 22. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEugênio BucciHá poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gente pensa quenão vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça. Ouvi-o de umprofessor – um professor brilhante, é bom que se diga.Ele se saía muito bem, tecendo considerações críticas sobre o provão. Aliás, o debateera sobre o provão, mas isso não vem ao caso. O que me interessou foi um comentáriomarginal que ele fez – e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentário. Primeiro,ele disse que a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudeshumanas são ditadas pela propaganda. Sim, a tese é óbvia, ninguém discorda disso,mas o mais interessante veio depois. Para corroborar sua constatação, o professorlembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaínana TV. Qual a conclusão lógica? Isso mesmo: nem todo hábito de consumo é ditado pelapublicidade.A favor da mesma tese, poderíamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e nãoconsegue mudar os hábitos do público. Inúmeros esforços publicitários não resultam emnada. Continuemos no campo das substâncias ilícitas. Existem insistentes campanhasantidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras maisterroristas, e todas fracassam. Moral da história? Nem que seja para consumir produtosquímicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia. Temosalguma autonomia para formar nossas decisões.Tudo certo? Creio que não. Concordo que a mídia não pode tudo, concordo que aspessoas conseguem guardar alguma independência em sua relação com a publicidade,mas acho que o professor cometeu duas impropriedades: anunciou uma tese fácildemais e, para demonstrá-la, escolheu um exemplo ingênuo demais.Embora não vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocaína,ou de maconha, ou de heroína, ou de crack, a verdade é que os meios de comunicaçãonos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda não de drogas, mas doefeito das drogas. A publicidade, nesse sentido, não refreia, mas reforça o desejo peloefeito das drogas. Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assimcomo todo mundo, não sabem o que fazem. “A favor da mesma tese, PODERÍAMOS dizer que...”; o uso do futuro do pretérito, nessesegmento, indica:a) uma hipótese;b) uma forma polida de presente;c) uma possibilidade não realizada;d) ação posterior ao tempo em que se fala;e) incerteza sobre fatos passados.4 - (NCE UFRJ / MPE RJ / 2001)TEXTO - RACISMOO Globo, 13/7/01A imprensa brasileira vem noticiando uma proposta milionária do Lazio da Itália, quepretende adquirir o passe do zagueiro Juan por 10 milhões de dólares. www.pontodosconcursos.com.br 22
  23. 23. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEste é o time cuja torcida já agrediu o jogador brasileiro Antonio Carlos, do Roma, eperdeu o mando de campo por incitamento racista em pleno estádio.Aqui fica uma sugestão a este jovem negro, atleta brasileiro de 22 anos, com umbrilhante futuro profissional: recuse o convite e não troque o Brasil pela Itália, poismoedas não resgatam a dignidade. Diga não aos xenófobos e racistas.Considerando que a ação de agredir o jogador brasileiro Antonio Carlos ocorreu antes deo Lazio perder o mando do campo, ação também passada, o verbo agredir deveria estarno:a) mais-que-perfeito do indicativo;b) imperfeito do indicativo;c) futuro do pretérito;d) imperfeito do subjuntivo;e) presente do subjuntivo.5 - (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL Agente Adm ./2006)TEXTO - Racismo, discriminação, preconceito... Colocando os pingos nos “is”Maria Aparecida da SilvaRecentemente assisti ao programa esportivo Cartão Verde, da TV Cultura, no qual sediscutia, de maneira tímida, a discriminação racial que um jogador branco do Palmeiras(Paulo Nunes) teria praticado contra dois jogadores negros, Rincón (Corinthians) eWagner (São Paulo), em momentos distintos. Havia controvérsias quanto à veracidadedos fatos, quanto à sinceridade dos protagonistas, quanto à oportunidade ouoportunismo das denúncias. Mas o que de fato despertou minha atenção foi arelativização do racismo presente no futebol brasileiro. Os cronistas utilizavam a todotempo a expressão preconceito, quando as situações em foco constituíam, na verdade,práticas de discriminação racial.A autora não afirma com segurança, no primeiro parágrafo, que o jogador Paulo Nunescometeu um ato discriminatório; o meio lingüístico empregado para relativizar essaafirmação é:(A) a adjetivação de “tímida”, dada à discussão;(B) o emprego do futuro do pretérito composto “teria praticado”;(C) o discurso indireto;(D) a inversão dos termos da frase;(E) a utilização dos parênteses.6 - (FUNDEC / PRODERJ / 2002)ESBOÇO DE UMA CASACasa fria, de apartamento. Paredes muito brancas, de uma aspereza em que não dágosto passar a mão. Aí moram quatro pessoas, com a criada, sendo que uma daspessoas passa o dia fora, é menina de colégio. www.pontodosconcursos.com.br 23
  24. 24. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPlantas, só as que podem caber num interior tão longe da terra (estamos em um décimoandar), e apenas corrigem a aridez das janelas. Lá embaixo, a fita interminável deasfalto, onde deslizam automóveis e bicicletas. E ao longo da fita, uma coisa enorme eestranha, a que se convencionou dar o apelido de mar, naturalmente à falta deexpressão sintética para tudo o que há nele de salgado, de revoltoso, de boi triste, decadáveres, de reflexos e de palpitação submarina.Do décimo andar à rua, seria a vertigem, se chegássemos muito à janela, se nosdebruçássemos.Mas adquire-se o costume de olhar só para a frente ou mais para cima ainda. Entãoaparecem montanhas, uma estátua de pedra que é às vezes cortada pelo nevoeiro,casas absurdas dançando - ou imóveis, após a dança - sobre precipícios. Há também umcoqueiro irreal, sem nenhum coco, despojado e batido de vento (que se diria um ventobêbedo), no alto do morro, quase ao nível da casa. (ANDRADE, C. Drummond de. Confissões de Minas. In Poesia e Prosa. 5 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 959.)Na correlação entre os dois verbos sublinhados no trecho “Do décimo andar à rua, seriaa vertigem, se chegássemos muito à janela...” (linhas 15-16), o enunciador manifestauma atitude de:A) certeza, pois sabe que o fato não pode acontecer;B) subjetividade, pois não sabe se o fato tem possibilidade de acontecer;C) dúvida quanto à possibilidade de um fato acontecer, pois não há hipótese de o outrotambém acontecer;D) certeza quanto à possibilidade de um fato acontecer, na condição de também o outroacontecer;E) descrença sobre a realização do fato, pois está condicionado à realização de outrofato.7 - (NCE UFRJ / INCRA / 2005)A forma “envoltas”, em “envoltas num cambiante véu de nuvens”, corresponde aoparticípio irregular do verbo “envolver”, que também possui a forma “envolvido”. Overbo abaixo que NÃO admite duplo particípio é:(A) morrer;(B) escrever;(C) matar;(D) pegar;(E) eleger.8 - (NCE UFRJ / MPE RJ / 2001)Noticiando é forma do gerúndio do verbo noticiar; a frase em que a forma verbaldestacada pode NÃO estar no gerúndio é:a) As notícias estão chegando da Itália cada vez mais rapidamente;b) Transformando-se o ódio em amor, acabam-se as guerras; www.pontodosconcursos.com.br 24
  25. 25. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIc) Vindo o resultado, os clientes começaram a protestar;d) Os jogadores italianos estão reclamando dos estrangeiros;e) O atleta viajou, completando sua missão.9 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)O emprego do particípio verbal está errado emA. O menino tinha matado a fome.B. O diretor havia suspendido alguns auxiliares.C. O ônibus tinha chego atrasado.D. As pessoas estavam salvas.10 - (CETRO / TCM SP / 2006) Milton Friedman, agora com 92 anos de idade, é um daqueles economistas que não pode ser acusado de simpatias esquerdistas. Suas credenciais conservadoras incluem o título de papa do neoliberalismo, ferrenho defensor do mercado livre, republicano, membro do Instituto Hoover e o Prêmio Nobel de Economia de 1985. É com essas qualificações que Friedman tem defendido a polêmica proposta de legalização de todas as drogas. Em entrevista exclusiva à Folha, o economista voltou a sustentar que, se há algo que deve ser eliminado, não são as drogas, mas o programa antidrogas dos EUA. Com base num estudo recém-divulgado pela Universidade Harvard, segundo o qual os EUA economizariam US$ 14 bilhões por ano se a maconha fosse legalizada (menos US$ 7,7 bilhões de despesas com policiamento e mais US$ 6,2 bilhões com impostos), Friedman e outros 499 economistas enviaram a George W. Bush e ao Congresso norte- americano uma carta na qual pedem a liberação dessa droga. Em termos filosóficos, a posição liberal do venerando economista é sustentável. Se acreditamos que a liberdade é um valor a respeitar e cultivar – e cremos nisso –, então a decisão sobre utilizar drogas, desde que tomada conscientemente, deveria ser estritamente pessoal e intransferível. Se o Estado tem algum papel a exercer seria o de regulamentar o comércio e zelar para que as pessoas recebam toda a informação disponível a respeito dos perigos do consumo.(...)Sobre o terceiro parágrafo do texto acima, levando-se em consideração asrecomendações da gramática normativa tradicional, JULGUE a afirmação que segue.(A) no primeiro período, o termo “venerando” é forma verbal de gerúndio do verbo“venerar” e faz parte, no texto, de uma oração subordinada reduzida de gerúndio.11 - (ESAF/AFC SFC/2002)Assinale a opção gramaticalmente correta. www.pontodosconcursos.com.br 25
  26. 26. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIa) Sob a ótica de um Estado em particular – a despeito de a “Guerra Fiscal” do ICMS serprejudicial à nação –, há ganhos a serem obtidos se ouvesse um aumento conjunturalde receita para o Estado.b) Se todos os Estados parassem de conceder incentivos, todos ganhariam; mas se umEstado se abstesse de tal política e os demais continuassem a praticá-la, esse perderia.c) Tendo em vista a análise histórica da “Guerra Fiscal”, alguns autores propuseram umadivisão de períodos que começam com a criação do ICM e chegam até a atualidade.d) No primeiro período, o Governo Central tirou dos Estados a competência de instituir eaumentar alíquotas dos impostos, e ficou estabelecido que couberiam tais atribuiçõessomente ao Senado.e) Pressionado pelas disputas inter-regionais, o Governo Federal interviu no incipientemecanismo de concessão de incentivos, e, por meio de lei complementar, criou oCONFAZ.(Com base em artigo de André Eduardo da S. Fernandes & Nélio L. Wanderlei)12 - (NCE UFRJ / ELETROBRÁS - Assistente Técnico Administrativo /2005) “E tantas vezes vim aqui...”; a frase abaixo que apresenta uma forma INADEQUADA doverbo VIR é:(A) Hoje vimos aqui para visitar a velha casa;(B) Amanhã virão outros a visitar a mesma casa antiga;(C) Quando virem outros, a casa não será a mesma;(D) Antigamente vinha muito a esta casa;(E) Eles não têm vindo a esta casa.13 - (NCE UFRJ / CVM / 2005)“Se ele trabalhar, eu também trabalharei!”; a alternativa que tem uma frase com essamesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA é:(A) Se ele for, eu também irei;(B) Se ele ver, eu também verei;(C) Se ele quiser, eu também quererei;(D) Se ele requerer, eu também requererei;(E) Se ele couber, eu também caberei.14 – (NCE UFRJ / CVM / 2005)“Se ele lesse, eu também leria”; a alternativa que apresenta uma frase com essamesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA é:(A) Se ele trouxesse, eu também traria;(B) Se ele aprovasse, eu também aprovaria; www.pontodosconcursos.com.br 26
  27. 27. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) Se ele pusesse, eu também poria;(D) Se ele viesse, eu também viria;(E) Se ele mantesse, eu também manteria.15 - (NCE UFRJ/ ANTT / 2005)Do segmento “onde havia estado anteriormente e morara algum tempo”, sequiséssemos substituir a primeira forma verbal sublinhada a fim de que tivesse a mesmaforma simples da segunda, deveríamos escrever:(A) estava;(B) estaria;(C) esteve;(D) estivera;(E) tinha estado.16 - (FCC / TRE AP - Técnico Judiciário/ 2006)Está corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase:(A) Se alguém propor medidas para economia de energia, que seja ouvido com atenção.(B) Caso uma represa contenhe pouco volume de água, as turbinas da usina desligam-se.(C) Seria preciso que refizéssemos os cálculos da energia que estamos gastando.(D) Só damos valor às coisas quando elas já escasseiaram.(E) Se não determos os desperdícios, pagaremos cada vez mais caro por eles.17 - (NCE UFRJ / Guarda Municipal /2002) “E agora passemos a outro programa”; se nesta frase empregássemos o verboPASSEAR em lugar do verbo PASSAR, a forma equivalente seria:a) passeiemos;b) passeamos;c) passeiamos;d) passeemos;e) passeiam.18 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)O verbo "despedir-se" apresenta erro gráfico em:A. Despedir-se-ão após o jantar.B. Pedem que se despessam logo. www.pontodosconcursos.com.br 27
  28. 28. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIC. Não nos despediriam nessas circunstâncias.D. Despeço-me de todos amanhã.19 - (Fundação José Pelúcio Ferreira / ICMS RO / 2006)Há erro de conjugação verbal em:a) Nas intervenções, sempre se apunham comentários maliciosos ao meu depoimento.b) Trata-se de uma lei que vigiu na Primeira República e hoje revela-se anacrônica.c) Encontrou-se ontem com a pessoa que delatara à polícia há dois meses.d) Não se pode admitir que o Direito sobresteja o curso dos fatos sociais.e) Disse-me ele que eu às vezes pretiro os limites do bom senso.20 - (CESGRANRIO / BNDES – ADVOGADO / 2004)Marque a opção em que a lacuna pode ser adequadamente preenchida com uma formasimples flexionada do verbo entre parênteses.(A) É provável que muitas empresas _____ com as novas medidas econômicas. (falir)(B) Atualmente, todos se _____ contra as oscilações decorrentes de planos malsucedidos. (precaver)(C) Nós _____ todos os documentos e contrato perdidos durante a mudança, na semanapassada. (reaver)(D) É uma pena que o vice-presidente da empresa _____ por causa de pequenosproblemas. (explodir)(E) Os funcionários ficarão mais bem dispostos caso a firma _____ as salas de coresclaras. (colorir)21 - (FUNDEC / TJ MG / 2002)Tendo em conta a flexão verbal, é CORRETO afirmar que as formas PROVÉM, PROVEM,PROVÊEM E PROVÊM referem-se, respectivamente, aosseguintes verbos:a) prover, provir, provar e provirb) provir, provar, prover e provirc) provar, prover, provir e proverd) provir, provar, provir e prover22 - (FUNDEC / TJ MG / 2002)Assinale a alternativa que complete CORRETAMENTE as lacunas das sentenças abaixo.Caso haja qualquer irregularidade, __________ as eleições. (impugnar)O condenado foi __________________ diante de uma multidão. (decapitar)O governo quer que se _______________ as causas do acidente. (averiguar) www.pontodosconcursos.com.br 28
  29. 29. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIa) impúgno – decaptado – averigüeb) impugno – decapitado – averigúemc) impuguino – decapitado – averígüemd) impugno – decaptado – averigüem.23 – (NCE UFRJ / INCRA / 2005)Na frase – Vem pra CAIXA você também – há um erro gramatical que já foi bastantecomentado; o desvio da norma culta, neste caso, está:(A) no uso de “pra” em lugar de “para”;(B) na grafia em maiúsculas do vocábulo CAIXA;(C) no tratamento íntimo “você” em lugar de “o senhor”;(D) o uso do imperativo, com um tom inadequado de ordem;(E) a mistura de tratamentos.24 - (FUNDEC / TRT 1ª.Região / 2003)Considere a flexão do verbo sublinhado no trecho "Os trabalhadores se submetem aformas mais ou menos intensas de desvalorização da força de trabalho..." (linhas 12-14)e, em seguida, analise o mesmo verbo flexionado nas frases abaixo.Pode-se afirmar que o referido verbo está flexionado de forma INCORRETA na opção:A) Trabalhador, jamais te submeta a formas mais ou menos intensas de desvalorizaçãoda força de trabalho.B) Trabalhadores, não se submetam a formas mais ou menos intensas de desvalorizaçãoda força de trabalho.C) Não somos trabalhadores que nos submetamos a formas mais ou menos intensas dedesvalorização da força de trabalho.D) Jamais como trabalhador se submetera a formas mais ou menos intensas dedesvalorização da força de trabalho.E) Constantemente submetemo-nos a formas mais ou menos intensas de desvalorizaçãoda força de trabalho.25 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)Passando a fala "Adivinhe" para a forma de tratamento vós, obtém-se:(A) Adivinhais.(B) Adivinhai.(C) Adivinheis.(D) Adivinhei. www.pontodosconcursos.com.br 29
  30. 30. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) Adivinde.26 - (NCE UFRJ / PCRJ / 2002)Se a forma verbal Tenha estivesse na forma negativa da mesma pessoa do imperativo,sua forma correta seria:a) não tem;b) não tenhas;c) não tende;d) não tenha;e) não tens.27 - (FGV / ICMS MS – TTI / 2006)Aqui há plantas que dão duas, três safras por ano.Substituindo-se a forma verbal do trecho acima por outra, só não se respeitou a normaculta em:(A) Aqui existem plantas que dão duas, três safras por ano.(B) Aqui deve haver plantas que dão duas, três safras por ano.(C) Aqui podem existir plantas que dão duas, três safras por ano.(D) Aqui há de existir plantas que dão duas, três safras por ano.(E) Aqui pode haver plantas que dão duas, três safras por ano.28 - (ESAF / ACE / 1998)A diplomacia econômica dos Estados Unidos consagrou a idéia de grandes mercadosemergentes (Big Emerging Markets). Países como a China, o Brasil, a Índia, a Coréia doSul ou a Indonésia, os maiores entre os grandes, reuniram oportunidades e vantagensexcepcionais. Deveriam tornarem-se(A) alvos de uma diplomacia econômica ofensiva einsistente cujos(B) objetivos incluiriam a abertura comercial e o aumento doinvestimento estrangeiro. Entre os grandes, a Índia é dos maiores. Há previsões decrescimento populacional que colocam(C) os indianos à frente(D) dos chineses em umhorizonte(E) de 25 anos. (Baseado em Gilson Schwartz, Folha de São Paulo, 8/03/1998)a) Ab) Bc) Cd) De) E29 - (FCC / TRE AP - Técnico Judiciário/ 2006)Transpondo-se para a voz passiva a frase Ele gasta dinheiro que nem água, a formaverbal resultante será www.pontodosconcursos.com.br 30
  31. 31. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) será gasta.(B) foi gasta.(C) está sendo gasto.(D) será gasto.(E)) é gasto.30 - (FUNDEC / TRT 2ª Região / 2003)Passando-se para a voz ativa e mantendo-se o sentido original, a oração “Com verba doEstado, 18 composições já estão sendo reformadas” (linhas 5-6) deve ter a formaexpressa na opção:A) Já estão reformando 18 composições com recursos do tesouro estadual.B) O Estado, com recursos próprios, já está reformando 18 composições.C) Já estão sendo reformadas pelo Estado, com recursos do tesouro, 18 composições.D) 18 composições já estão sendo reformadas com recursos próprios do Estado.E) Através da verba do Estado estão reformando 18 composições.31 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART/PGM RJ/2004)“O martelo de percussão é confundido com um instrumento ameaçador.”Em voz ativa, essa frase do texto seria escrita da seguinte maneira:A) Confunde-se o martelo de percussão com um instrumento ameaçador.B) Um instrumento ameaçador confundiu-se com o martelo de percussão.C) Confundem o martelo de percussão com um instrumento ameaçador.D) Um instrumento ameaçador é confundido com o martelo de percussão.32 - (NCE UFRJ / Inspetor de Polícia / 2001)“nem todo hábito de consumo é ditado pela publicidade.”; colocando-se esse segmentodo texto na voz ativa, temos como forma adequada:a) a publicidade não dita todo hábito de consumo;b) a publicidade dita todo hábito de consumo;c) o hábito de consumo dita a publicidade;d) o hábito de consumo não dita a publicidade;e) nem toda publicidade dita todo hábito de consumo.33 - (NCE UFRJ / TRE RJ Auxiliar Judiciário / 2001)Na voz passiva, a forma correta da frase “o lenhador quebrou o silêncio” é:a) quebraram o silêncio;b) quebrou-se o silêncio; www.pontodosconcursos.com.br 31
  32. 32. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIc) quebrou-se o silêncio pelo lenhador;d) o silêncio foi quebrado pelo lenhador;e) o silêncio era quebrado pelo lenhador.34 - (NCE UFRJ / INCRA / 2005) “Se você é assalariado... tem crédito”; a alternativa abaixo que mostra umaconcordância INADEQUADA entre os tempos verbais é:(A) Se você fosse assalariado... teria crédito;(B) Se você for assalariado... terá credito;(C) Se você foi assalariado... teve crédito;(D) Se você tivesse sido assalariado... teria tido crédito;(E) Se você seja assalariado... tem crédito.35 - (NCE UFRJ / CVM / 2005)NÃO há a devida correlação temporal das formas verbais em:(A) Seria conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário;(B) É conveniente que o time ficaria sem saber quem é o adversário;(C) Era conveniente que o time ficasse sem saber quem foi o adversário;(D) Será conveniente que o time fique sem saber quem é o adversário;(E) Foi conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário.36 - (ESAF / AFC SFC / 2000)Assinale a opção em que a correlação entre tempos e modos verbais constitui erro desintaxe.a) Há pelo menos dois séculos, desde que Adam Smith inaugurou a profissão, oseconomistas consomem boa parte de seu tempo, enaltecendo os benefícios do livrecomércio e pregando a liberdade econômica.b) O mundo perfeito, garantem, é aquele em que não há nenhum tipo de obstáculo aofluxo de mercadorias, pessoas e idéias.c) Deixada sem amarras, a economia funcionaria de maneira harmoniosa, regida poruma mão invisível que a fazia viver sempre em equilíbrio.d) Presa, seria como uma máquina com areia nas engrenagens, cujo atrito trariadesperdício de energia e empobreceria os cidadãos.e) A virada do milênio reservou um paradoxo e tanto para os seguidores do economistaescocês. Nunca como agora o mundo aderiu com tanta garra a suas teses. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.135)37 - (ESAF/AFT/2006) www.pontodosconcursos.com.br 32
  33. 33. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINo atual estágio da sociedade brasileira, se se deseja um regime democrático, não bastaabolir a necessidade de bens básicos. É necessário que o processo produtivo seja capazde continuar, com eficiência, a produção e a oferta de bens considerados supérfluos.Em se tratando de um compromisso democrático, uma hierarquia de prioridades devecolocar o básico sobre o supérfluo. O que deve servir como incentivo para a proposta decasar democracia, fim da apartação e eficiência econômica em geral é o fato de que opotencial econômico do país permite otimismo quanto à possibilidade de atender todasessas necessidades, dentro de uma estratégia em que o tempo não será muito longo.(Adaptado de Cristovam Buarque, Da modernidade técnica à modernidade ética, p.29)Julgue o item a seguir.- Substituir o conectivo de valor condicional “se” (l.1) por caso, resultando em: casose.38 - (CESPE UNB / AGU / 2002)A minha firme convicção é que, se não fizermos todos os dias novos e maiores esforçospara tornar o nosso solo perfeitamente livre, se não tivermos sempre presente a idéia deque a escravidão é a causa principal de todos os nossos vícios, defeitos, perigos efraquezas nacionais, o prazo que ainda tem de duração legal — calculadas todas asinfluências que lhe estão precipitando o desfecho — será assinalado por sintomascrescentes de dissolução social.Joaquim Nabuco. O abolicionismo. In: Intérpretes do Brasil, v. I. Nova Aguilar, 2000, p.148-51 (com adaptações).Julgue a assertiva abaixo.- As estruturas condicionais “se não fizermos” (l.1) e “se não tivermos” (l.2) podem sersubstituídas, respectivamente, por caso não façamos e caso não tenhamos, semprejuízo para a correção gramatical do texto.39 - (NCE UFRJ / ANALISTA FINEP / 2006)Na frase “O autor do texto pensa que a Terra se tornará inviável”, criada a partir dotema do texto, a correspondência de tempos verbais INADEQUADA correspondente,respectivamente, a pensa e se tornará é:(A) pensou / se tornaria;(B) tinha pensado / se tornaria;(C) pensava / tornará;(D) pensará / se tornará;(E) teria pensado / se tornaria.40 - (NCE UFRJ / MPE RJ AUXILIAR / 2001)“Se houvesse uma lei que proibisse...”; se, em lugar de SE, escrevêssemos QUANDO, asformas verbais sublinhadas deveriam ser, respectivamente: www.pontodosconcursos.com.br 33
  34. 34. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIa) houver / proíba;b) haver / proibisse;c) haja / proibindo;d) haver / proíba;e) houver / proíbisse.GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FIXAÇÃO1–AA expressão “um tom de profecia”, no enunciado, já dá a “deixa” para a resposta certa.A partir do título da matéria (“Reflexões sobre o futuro”) se verifica que o autorapresentará fatos que poderão ocorrer no futuro. Por isso, o texto se constróibasicamente com verbos no futuro do presente do indicativo, apresentando um certo arde previsão.2–DO pretérito perfeito composto (tem levado) retrata fatos iniciados no passado queapresentam duração até o momento presente (o que justifica a conjugação do verboauxiliar nesse tempo verbal). Essa questão vem afirmar o conceito desse tempo verbalcomposto.3–BPrecisamos ler o texto para perceber o intuito no emprego do tempo verbal em questão.Em vez do futuro do pretérito, o verbo poderia se apresentar no presente do indicativo:“A favor da mesma tese, PODEMOS dizer que...”. Contudo, o autor optou por uma formamais educada, polida de se dirigir ao leitor: “PODERÍAMOS”.Perceba que a banca explorou também algumas outras possibilidades de emprego dofuturo do pretérito (hipótese, incerteza sobre fatos passados), motivo pelo qual tornou-se necessária a transcrição do texto.4–AO tempo que indica um fato passado ocorrido antes de outro fato também no passado éo pretérito mais-que-perfeito do indicativo. Uma possibilidade de construção do períodoé: “A torcida do Lazio já agredira (ou a forma composta tinha agredido) o jogadorbrasileiro Antonio Carlos, do Roma, quando o time perdeu o mando de campo porincitamento racista em pleno estádio”.5–BQuando não se tem convicção acerca do que será pronunciado, pode-se usar o futuro dopretérito simples ou composto. www.pontodosconcursos.com.br 34
  35. 35. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEssa foi a forma utilizada pela autora do texto ao empregar: “a discriminação racial queum jogador branco do Palmeiras (Paulo Nunes) teria praticado contra dois jogadoresnegros”.Note que essa incerteza é confirmada no período seguinte: “Havia controvérsias quantoà veracidade dos fatos, quanto à sinceridade dos protagonistas, quanto à oportunidadeou oportunismo das denúncias.”.Para não afirmar categoricamente a ocorrência de um crime, a autora usa a formaverbal do futuro do pretérito composto e se mantém à margem de qualquer acusação,apenas relatando os fatos.6–DÉ sempre bem-vinda a oportunidade de ler Drummond.Nessa questão, a banca foi extremamente inteligente ao jogar com as palavras “certeza”e “condição”.Uma das possibilidades de emprego do futuro do pretérito do indicativo é estabeleceruma hipótese (certeza de ocorrência) relacionada a uma condição (incerteza deocorrência). Desse modo, estabelece-se a relação entre o modo indicativo e subjuntivo.A “indicação” apresentada no futuro do pretérito (modo indicativo) apresenta uma certaincerteza, haja vista necessidade de a condição se realizar (modo subjuntivo).No trecho “Do décimo andar à rua, seria a vertigem, se chegássemos muito à janela...”,afirma-se que, se chegássemos junto à janela [CONDIÇÃO], teríamos vertigem[HIPÓTESE].O que define como correta a afirmação do item D (e não a opção E) é a certeza daocorrência do fato (ter vertigem) uma vez concretizada a condição (chegar junto àjanela).7–BAbordaremos, agora, as formas nominais.Como vimos, alguns verbos possuem mais de uma forma válida para o particípio:regular e irregular. Dentre os verbos apresentados na questão, o único que possuisomente uma forma (irregular) é o verbo escrever. Aliás, fizemos menção a ele nanossa aula.As formas participiais dos demais verbos são:- MORRER – morrido (regular) e morto (irregular)- MATAR – matado (regular) e morto (irregular)[CURIOSIDADE: o particípio irregular morto tanto pode se referir ao verbo matar comoao verbo morrer.]- PEGAR – pegado (regular) e pego (irregular)- ELEGER – elegido (regular) e eleito (irregular)Lembrando que os particípios regulares são empregados nos tempos compostos com osverbos TER e HAVER, enquanto que os particípios irregulares são usados nas locuçõesverbais de voz passiva, com os verbos SER e ESTAR. www.pontodosconcursos.com.br 35
  36. 36. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIOs únicos verbos que admitem emprego indistinto (auxiliares TER, HAVER, SER ouESTAR) de qualquer forma participial (regular ou irregular) são GANHAR, GASTAR,PEGAR E PAGAR (dois com P e dois com G).8–CComo vimos em nossa aula, o verbo VIR (e seus derivados) apresentam uma únicaforma tanto para o gerúndio quanto para o particípio: VINDO (intervindo, convindo,advindo).Por isso, a forma “Vindo o resultado” tanto pode estar no gerúndio como no particípio.Note essa dupla possibilidade a partir da troca do verbo VIR por outro, como oRECEBER:Recebido o resultado, os clientes começaram a protestar. – oração reduzida departicípioRecebendo o resultado, os clientes começaram a protestar. – oração reduzida degerúndioAs demais formas apresentam-se no gerúndio e possuem forma participial distinta:chegando (chegado), transformando (transformado), reclamando (reclamado),completando (completado).9–CEssa questão é para os que acharam um absurdo nosso comentário sobre a forma doparticípio do verbo CHEGAR. Não sei em relação às demais regiões do Brasil, mas aquino Sul do país é muito comum ouvir: “Ele não tinha chego ainda.”. Tanto isso deve sercomum que a banca da Fundação Getúlio Vargas, uma das melhores do país, explorouesse conceito.Repetimos a lição: o verbo chegar apresenta uma ÚNICA forma de particípio: o regularCHEGADO.Por isso, a forma correta da opção C seria: O ônibus tinha chegado atrasado.10 – ITEM INCORRETOÉ verdade que a forma venerando é o particípio do verbo venerar. Contudo, no texto(que transcrevemos apenas parcialmente), esse vocábulo tem valor adjetivo,equivalente a “venerável”, “respeitável”.É por esse motivo que gerúndio, particípio e infinitivo são chamadas FORMASNOMINAIS. Derivam de verbos, mas podem ser usadas como adjetivos, advérbios ousubstantivos.11 – CA partir de agora, nosso assunto passou a ser CONJUGAÇÃO VERBAL.Está correta a conjugação do verbo PROPOR em “alguns autores propuseram”, pois esseverbo é derivado do verbo PÔR e se conjuga por ele: eles puseram / eles propuseram. www.pontodosconcursos.com.br 36
  37. 37. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEstão incorretas as formas verbais em:a) “há ganhos a serem obtidos se ouvesse um aumento conjuntural” - houvesse,pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo HAVER.b) “mas se um Estado se abstesse de tal política” – o verbo ABSTER é derivado do verboTER e se conjuga como ele: “se tivesse” “se abstivesse”.d) “ficou estabelecido que couberiam tais atribuições somente ao Senado” – o verboCABER se conjuga, no futuro do pretérito do indicativo, caberiam. Aliás, essa é a diferença entre o futuro do subjuntivo (couber) e o infinitivo pessoal (caber): o primeiro deriva da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (couberam), formando “quando eles couberem”; já o segundo, deriva do infinitivo impessoal: “para eles caberem”. Na maior parte das vezes, especialmente nos verbos regulares, essas formas são grafadas de modo idêntico: “quando eles chegarem” (fut.subjuntivo); “para eles chegarem”(infinitivo pessoal). Em outras, as formas são diferentes: TRAZER (“quando eles trouxerem” / “para eles trazerem”), VER (“quando eles virem” / “para eles verem”), dentre tantas outras. Essa distinção é muito importante, pois muitas vezes, na linguagem do dia-a-dia, nos verbos irregulares, acaba-se trocando uma pela outra.e) “o Governo Federal interviu” – o verbo intervir é derivado do vir e se conjuga comoseu paradigma: ele veio / ele interveio.12 – CDando seqüência ao estudo das formas verbais primitivas e derivadas, vamos analisaroutra questão sobre o tópico. Está em foco, agora, o verbo VIR.A forma verbal da opção C é o futuro do subjuntivo. Como revimos na questão anterior,esse tempo verbal deriva da 3ª.pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (elesvieram).Assim, a forma correta seria: “Quando vierem outros, a casa não será a mesma.”.Em caso de dúvidas, reveja o quadro de formas primitivas / formas derivadas.A opção “a”, que pode ter deixado muita gente em dúvida, apresenta a 1ª. pessoa dosingular do presente do indicativo: “nós vimos”, tempo indicado pelo advérbio “hoje”.Não confundam com o pretérito perfeito desse verbo (viemos).13 – BO futuro do subjuntivo deriva da 3ª. pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.Assim, no verbo VER, a forma primitiva será (eles) viram. Por isso, no futuro dosubjuntivo, a forma correta é “Se ele vir, eu também verei.”.Veja como estão corretas as demais construções verbais: www.pontodosconcursos.com.br 37
  38. 38. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI FORMA PRIMITIVA FORMA DERIVADA VERBO 3ª.pessoa plural – pret.perfeito futuro do subjuntivo IR ELES FORAM SE ELE FOR QUERER ELES QUISERAM SE ELE QUISER REQUERER ELES REQUERERAM SE ELE REQUERER CABER ELES COUBERAM SE ELE COUBER14 – EEssa questão é idêntica à anterior. A diferença está no tempo verbal a ser analisado.Agora, será o pretérito imperfeito do subjuntivo. Como vimos, esse tempo tambémderiva da 3ª. pessoa do plural do pretérito perfeito, assim como o futuro do subjuntivo(visto anteriormente).Então, vamos ao quadro. FORMA PRIMITIVA FORMA DERIVADA VERBO pretérito imperfeito do 3ª.pessoa plural – pret.perfeito subjuntivo TRAZER ELES TROUXERAM SE ELE TROUXESSE APROVAR ELES APROVARAM SE ELE APROVASSE PÔR ELES PUSERAM SE ELE PUSESSE VIR ELES VIERAM SE ELE VIESSE MANTER ELES MANTIVERAM SE ELE MANTIVESSE15 - DO tempo verbal da locução verbal “havia estado” nada mais é do que o pretérito mais-que-perfeito composto, construção em que o verbo auxiliar se conjuga no pretéritoimperfeito. Assim, estão em perfeita correlação os verbos das duas orações. O que oexaminador sugere, em suma, é que se substitua a forma composta pela simples:estivera.16 – CPara não errar questões de conjugação verbal, devemos ter em mente sempre a dica doPARADIGMA. Um verbo normalmente se conjuga como um outro parecido. Assim, nadúvida, busque outro verbo (mais comum ao seu linguajar) cuja conjugação vocêconheça e aplique a desinência no verbo desconhecido.Vamos à prática:a) O verbo PROPOR se conjuga como o verbo PÔR. Assim: “se alguém puser” leva a “sealguém propuser”.b) O verbo CONTER se conjuga como o verbo TER. Por isso: “caso uma represa tenha”leva a “caso uma represa contenha”.d) O verbo ESCASSEAR (que dificilmente usamos) se conjuga como o verbo PASSEAR.Lembre-se de que esses verbos terminados em –EAR só recebem a letra “i” nas formas www.pontodosconcursos.com.br 38
  39. 39. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIrizotônicas, ou seja, quando a sílaba tônica recaia no radical. Bem, então: “elas jápassearam” leva a “elas já escassearam”. Note que o radical do verbo ESCASSEAR éESCASSE-, e a sílaba tônica recai fora do radical (escassearam), não devendo receber aletra ‘i’.e) O verbo DETER se conjuga como o verbo TER (novamente). Assim: “se nãotivermos” leva a “se não detivermos”.Viu só como essa regra do paradigma é uma “mão na roda”?17 – DJá falamos sobre a conjugação dos verbos terminados em –EAR na questão anterior,mas não custa nada repetir. Afinal, esses exercícios são de FIXAÇÃO.As formas rizotônicas (sílaba tônica no radical) dos verbos terminados em –EAR recebema letra “i”. Por isso: eu passeio, tu passeias, ele passeia, nós passeamos, vós passeais,eles passeiam.Vimos também que o presente do subjuntivo é um tempo verbal que busca o radical da1ª.pessoa do singular do presente do indicativo.Assim, o radical “passe” de “eu passeio” forma todo o presente do subjuntivo. Não seesqueça de que continua valendo a regra da letra “i” nas formas rizotônicas.A conjugação do verbo PASSEAR no presente do subjuntivo será: passeie / passeie /passeie / passeemos / passeeis / passeiem18 – BSabe aquela regrinha do paradigma? Veja só como ela ajuda em questões como essa,de conjugação verbal.O verbo DESPEDIR lembra muito um outro verbo. Com certeza você já adivinhou... overbo PEDIR. Então, sua conjugação segue a do seu paradigma: “que peçam” leva a“que despeçam”.E olha lá na opção D uma dica dessa forma: o presente do subjuntivo (despeçam) derivade qual forma mesmo??? Deriva da 1ª. pessoa do singular do presente do indicativo:DESPEÇO.Bela ajuda que a banca deu para que você não errasse essa questão, não é?19 – BMuita gente nunca deve ter ouvido falar dessa banca examinadora (eu, pelo menos, só aconheci agora). Ela foi a responsável pela prova para o ICMS de Rondônia,recentemente aplicada.Essa questão é o nosso mote para começarmos a falar sobre VERBOS DEFECTIVOS. www.pontodosconcursos.com.br 39

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