Len ave

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Leitura para Concurso de Leitura Expressiva, na Biblioteca da Escola das Lameiras (V.N.F.)

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Len ave

  1. 1. Agrupamento de Escolas Júlio BrandãoEB1 Conde de S. CosmeSemana da Leitura 2011LeitoraMargarida Carlos Miranda SantosAcompanhante: Pedro Lopes CoelhoProfessor: Jorge Pimentel4.º Ano Turma 13<br />Há muito, muito tempo, no tempo em que não havia ainda fronteiras entre a Galiza e Portugal, existia uma serra conhecida como Serra de Agra.Como não ficava muito longe do mar, recebia a influência benéfica do Oceano Atlântico. Do seu ponto mais alto, como acontece em todas as serras do Minho, avistava-se o cintilar azul do mar.27Mas quem verdadeiramente sabe o que se passa no coração de um jovem cavaleiro? Ainda por cima, este trazia nos olhos e nas mãos o calor das areias doiradas da sua praia.De:A lenda do Rio AveMaria José Meireles<br />E numa aurora de dedos finos e rosados, que suavemente pintaram a serra, surgiu um belo cavaleiro.Então o primeiro raio de sol correu como uma flecha de oiro, Oriente e as formas da serra desenharam-se no vasto horizonte, mostrando toda a sua força e beleza.− Vem à procura de caça, mas não trouxe os seus monteiros! − diziam…63Mas a serra tinha uma magia, um encanto, um tal feitiço que a Primavera chegava ali, muitas vezes, mais cedo.E, numa destas deslumbrantes Primaveras, a serra cobriu-se de luz, de flores, de cores e de perfumes…Um destes perfumes entontecia… e levado nas asas de um ventinho quente que corria para norte, chegou muito longe… Tão longe que trouxe à serra uma jovem pastora, vinda de longínquas serranias da Galiza.<br />− Vem à procura de sol e de bons pastos para as suas cabrinhas! − diziam…Mas quem verdadeiramente sabe o que se passa no coração de uma jovem e formosa cabreira? Tinha nos olhos a cor azul-turquesa das longínquas montanhas e no cabelos a brilhante luz solar. E a serra sorria, multiplicava a sua beleza. Era quase perfeita a sua primavera…Quase…45E, sabendo o que fazia, a serra continuou a espalhar com mais intensidade o seu perfume que, bem enrolado nas asas de uma branda aragem que corria para ocidente, chegou às orlas do mar, às areias doiradas de uma praia onde se espelhava a luz do sol poente.<br />

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