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TIPOS DE PETRÓLEOS COMERCIALIZADOS NO MUNDO
Dos vários tipos de petróleo, os mais representativos no mercado e
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(Argélia), Minas (Indonésia), Bonny Light (Nigéria), Arab Light (Arábia
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  1. 1. P Pro Pet of. Marc tró cos Ville óleo ela Bar o rcza
  2. 2. Processos Químicos Industriais III Prof. Marcos Villela Barcza PETRÓLEO 1- Introdução: A caracterização mais sumária do petróleo pode ser dada pela equação qualitativa abaixo: PETRÓLEO = MISTURA DE HIDROCARBONETOS (HC) + IMPUREZAS Ainda de forma simplificada, podemos definir petróleo como uma substância oleosa, inflamável, menos densa que a água, com cor variando entre negro e castanho-claro. No estado em que é extraído do solo, tem pouquíssimas aplicações; para o aproveitamento energético adequado do petróleo, deve-se submetê-lo a processos de separação, conversão e tratamentos. O petróleo cru tem uma composição centesimal com pouca variação, à base de hidrocarbonetos de série homólogas. As diferenças em suas propriedades físicas são explicadas pela quantidade relativa de cada série e de cada componente individual. Os hidrocarbonetos formam cerca de 80% de sua composição. Complexos organometálicos e sais de ácidos orgânicos respondem pela constituição em elementos orgânicos. Gás sulfídrico (H2S) e enxofre elementar respondem pela maior parte de sua constituição em elementos inorgânicos. Geralmente, gases e água também acompanham o petróleo bruto. Os compostos que não são classificados como hidrocarbonetos concentram-se nas frações mais pesadas do petróleo. A Tabela 01 apresenta análise elementar média do petróleo. Tabela 01 Análise elementar do cru típico (% em peso) H 11 a 14% C 83 a 87% S 0,06 a 8% N 0,11 a 1,7% O 0,1 a 2% Metais (Fe, Ni, V, etc.) <0,3% Os hidrocarbonetos podem ocorrer no petróleo desde o metano (CH4) até compostos com mais de 60 átomos de carbono. Os átomos de carbono podem estar conectados através de ligações simples, duplas ou triplas, e os arranjos moleculares são os mais diversos, abrangendo estruturas lineares, ramificadas ou cíclicas, saturadas ou insaturadas, alifáticas ou aromáticas. Os alcanos têm fórmula química geral CnH2n+2 e são conhecidos na indústria de petróleo como parafinas. São os principais constituintes do petróleo leve, encontrando-se nas frações de menor densidade. Quanto maior o número de átomos de carbono na cadeia, maior será a temperatura de ebulição. As olefinas são hidrocarbonetos cujas ligações entre carbonos são realizadas através de ligações duplas em cadeias abertas, podendo ser normais ou ramificadas (CnH2n). Não são encontradas no petróleo bruto; sua origem vem de processos físico-químicos realizados durante o refino, como o craqueamento. Possuem características e propriedades diferentes dos
  3. 3. hidrocarb possuem Os e são co concentr ciclopara ramificaç derivado podem-s parafínic encontra ou isolad Os proporçã tolueno compost substitui apresent Tod hidrocarb cada cla petróleo diferente relativa hidrocarb ordem d Um promove caracterí percentu hidrocarb tempera em term bonetos s m ligação t ciclanos, onhecidos rarem na afinas, de ções. As os do cic se encon cas como ar compo dos. cortes ão de co e xileno) os arom ntes. Po tam núcle dos os bonetos, asse do h . Como c es, de a dos co bonetos a e grandez ma forma er uma de ísticas (F ual de m bonetos tura dos os de cor Fi saturados tripla (Cn , de fórm s na indús fração de e cadeia d estrutura clopentan ntrar com constitu stos naft de petró ompostos . Os deri áticos co odem s eo aromát tipos d porém e hidrocarb conseqüê cordo co mpostos apresenta za para d a simples estilação d Figura 01 material presentes materiais rtes ou fra igura 01 E s. Os hidr H2n-2). mula geral stria de p e petróleo do tipo fe as naftên o e do mpostos uintes pri ênicos fo óleo refe s aromát vados int om ramif er enco ticos e na de petró em difere boneto pr ncia, as om essas individu a pouca v diferentes de sepa da amost ), que sã evaporad s na am s destilad ações. xemplos de rocarbone l CnH2n, c petróleo c o denom echada e nicas que ciclohexa naftênico ncipais. ormados rentes à ticos de termediá ficações ontrados aftênicos. óleos co ntes qua resente é caracterí s quantid uais den variação, s tipos de arar os c tra. Com ão gráfic do. Dete mostra an dos. A am e curvas de etos aceti contêm um como com inada naf saturada e predom ano. Em os com Em certo por dois nafta a baixo p rios (que na form ainda ontêm ef ntidades. é muito ísticas do dades. N tro de sendo ap petróleos constituin isso, obtê cos de te erminam- alisada, mostra po e destilação lênicos sã m ou mai mpostos n fta. São c a, podend minam no vários ti 1, 2 ou os casos, ou mais apresenta peso mol erosene e ma de ca composto fetivamen . A quant variável os tipos d No entant uma m roximada s. tes básic êm-se cur emperatur -se, assi em funçã derá entã o de petróle ão compo is anéis s naftênico classificad do també o petróleo ipos de u 3 ram , podem- anéis co am uma lecular ( e gasóleo adeias pa os mist nte os tidade re de petró de petról to, a qu esma cl amente d cos do pe rvas de d ra versus im, os ão das f ão ser cla eo. ostos que saturados s, por se dos como m conter o são os petróleo, mificações -se ainda njugados pequena benzeno, ) contêm arafínicas os, que mesmos elativa de óleo para eo serão uantidade asse de a mesma etróleo é destilação s volume tipos de faixas de assificada e s e o r s , s a s a , m s e s e a o e e a é o e e e a
  4. 4. Uma amostra de petróleo e mesmo suas frações podem ser ainda caracterizadas pelo grau de densidade API (O API), do American Petroleum Institute, definida por: O API = 141,5 Densidade específica - 131,5 A densidade específica do material é calculada tendo-se como referência a água. Obviamente, quanto maior o valor de °API, mais leve é o composto. Dessa forma, uma amostra de petróleo pode ser classificada segundo o grau de densidade API, como segue: Petróleos Leves: acima de 30°API (< 0,72g/cm3 ); Petróleos Médios: entre 21 e 30°API; Petróleos Pesados: abaixo de 21°API (> 0,92g/cm3 ). Segundo o teor de enxofre da amostra, tem-se a seguinte classificação para o óleo bruto: Petróleos “Doces” (sweet): teor de enxofre < 0,5 % de sua massa; Petróleos “Ácidos” (sour): teor de enxofre > 0,5 % em massa. E também, segundo a razão dos componentes químicos presentes no óleo, pode-se estabelecer a seguinte classificação: Óleos Parafínicos: Alta concentração de hidrocarbonetos parafínicos, comparada às de aromáticos e naftênicos; Óleos Naftênicos: Apresentam teores maiores de hidrocarbonetos naftênicos e aromáticos do que em amostras de óleos parafínicos; Óleos Asfálticos: Contêm uma quantidade relativamente grande de compostos aromáticos polinucleados, alta concentração de asfaltenos e menor teor relativo de parafinas. Outras grandezas também definem um tipo de óleo bruto. Entre elas, citam-se: TAN (Índice de acidez naftênica): expressa a quantidade de hidróxido de potássio (KOH), em miligramas, necessária para retirar a acidez de uma amostra de 1,0 g de óleo bruto. Teor de sal: Podendo ser expresso em miligramas de NaCl por litro de óleo, indica a quantidade de sal dissolvido na água presente no óleo em forma de emulsão; Ponto de fluidez: Indica a menor temperatura que permite que o óleo flua em determinadas condições de teste; Teor de cinzas: Estabelece a quantidade de constituintes metálicos no óleo após sua combustão completa. O petróleo produzido no Brasil é composto por 23 correntes predominantes, do pesado Fazenda Belém (12,7ºAPI) ao leve Urucu (46,8ºAPI). A tabela 02 mostra todas as correntes de petróleos brasileiras e suas principais características. Os principais derivados do petróleo e seus usos são mostrados na tabela 03.
  5. 5. Tabela 02 Correntes de petróleo e caracterizações (2005). Bacia Sedimentar Estado Produtor Corrente Densidade (API) Teor de S (% peso) Produção (b/d) Solimões Amazonas Urucu 48,50 0,05 39.381 Ceará Ceará Ceará Mar 29,50 1,23 10.339 Potiguar Terra Fazenda Belém 12,70 0,39 1.623 Potiguar Terra/Mar Rio Grande do Norte RGN mistura 29,50 0,33 63.091 Potiguar Mar 11.376 Alagoas Alagoas Alagoano 37,40 0,08 7.557 Sergipe Sergipe Sergipano Terra 24,80 0,42 32.622 Sergipano Mar 43,70 0,14 6.321 Recôncavo Bahia Bahiano mistura 36,50 0,06 43.953 Fazenda S. Estevão Fazenda S. Estevão 35,22 0,02 271 Espírito Santo Terra/Mar Espírito Santo Espírito Santo 17,50 0,33 17.609 Campos Jubarte 16,80 0,56 16.040 Campos Rio de Janeiro Albacora 28,30 0,44 114.863 Barracuda 25,00 0,52 124.218 Bijupirá 27,80 0,44 17.891 Cabiúnas Mistura 25,50 0,47 254.453 Caratinga 22,40 0,60 80.291 Espadarte 27,00 0,40 23.050 Marlim 19,60 0,67 466.111 Marlim Sul P-38 23,10 0,67 196.937 Roncador 28,30 0,58 83.026 Salema 30,30 0,44 13.696 Santos São Paulo Condensado de Merluza 58,80 0,04 1.408 Paraná Coral 38,50 0,08 7.174 Total Médio - - 24,63 0,54 1.633.361 Tabela 03 Principais derivados do petróleo. Derivado Uso Principal Combustível Gasolina Combustível automotivo Óleo diesel Combustível automotivo Óleo combustível Industrial, naval, geração de eletricidade Gás liquefeito de petróleo (GLP) Cocção Querosene de aviação Combustível aeronáutico Querosene iluminante Iluminação Insumo Petroquímico Parafina Velas, indústria alimentícia Nafta Matéria-prima petroquímica Propeno Matéria-prima para plásticos e tintas Outros Óleos lubrificantes Lubrificação de máquinas e motores Asfaltos Pavimentação
  6. 6. A básicos: A geológica petrolífer sísmico, indústria TRANSP EXPLORA exploraç a de um ras. Os m o magné do petr PORTE AÇÃO ção envo ma área métodos c ético, o gr Figura óleo é c I Figura 02 olve a o , com o comuns e ravimétric 03 Explora omposta REFINO INDÚSTRI DO PETRÓLE Industria d observaçã o objetiv empregad co e o aer ação sísmic de cinco IA EO do petróleo ão das r vo de id dos para rofotomét ca em terra o segmen DISTR EXPL . rochas e dentificar se explor trico. a e mar. ntos con RIBUIÇÃO LOTAÇÃO e a reco novas rar petról stitutivos O O onstrução reservas leo são o s o s o
  7. 7. No nas form e direçã através gravimét observar podem-s aerofoto O associad dissolvid fases det Figura Du produção perfurad Em poço, a injeção d o método mações ge ão do ca de métod tico cons r pequen se ainda métricos, petróleo o ou livr o (gás em termina o 04 (a) R urante a o da rese o e prepa m reserva produçã de gás ou Fi sísmico, eológicas mpo ma dos magn siste no nas altera obter , particula é encont re), água m solução o tipo de Reservatório explotaçã erva apó arado par s terrestr o é feita u injeção d gura 05 B avalia-se estudada gnético d néticos (F uso de ações loc imagens armente c trado em a e impu o) e água reservató o produtor ão, são e s compro ra produç res (on s a através de água. ombeamen e o tempo as. Tais fo da terra, Figura 03 equipam cais na g do so com o us equilíbrio urezas, e a emulsio ório. de óleo. empregad ovação d ção, carac shore), d s de bom nto mecânic o de prop ormações , cujas v 3). De mo entos na gravidade lo, anali o de saté o com ex contém onada. A (b) Reser das técnic de sua ex cterizando ependend mbeamen co de petró pagação d s influenc variações odo seme a superfíc e do plan sadas s élites. xcesso de certa qu quantidad rvatório pro cas de d xistência. o a fase d do das co to mecâ óleo em ter de ondas ciam a int podem elhante, o cie do s neta. Fin egundo e gás nat uantidade de relativ odutor de g esenvolv O poço de comple ondições f nico (Fig ra. artificiais tensidade medidas o método solo para nalmente, métodos ural (gás e de gás va dessas ás. imento e é então etação. físicas do gura 05), s e s o a , s s s s e o o ,
  8. 8. Em feita em aproxima navios-s métodos A caminhõ terminais tanque c combust refinados Em do óleo destes p campos O químicas potencia derivado petróleo produtos Na destacan petróleo região o produtor Os distribuid (distribu m reserva m platafo adamente onda. Em s e adapta Figura 06 produçã es, vagõe s e refin carregam tível ou s, como g m produçã bruto do para as r de produ refino d s interliga l energét os, de com é, portan s de grand instalaçã ndo-se su a ser pro onde haj ras de pet produto doras, qu ição). s marítim ormas fix e 90 m) m determ ações (Fig 6 Tipos de o é en es, navios narias de m cargas diesel) o gasolina d ão marítim s campos refinarias ção direto o petróle adas entr tico atrav mposição nto, sepa de utilida ão de um ua localiz ocessado. ja grand tróleo. os finais ue os co mas (off s xas, plata ou plata minados c gura 06). plataforma tão tran s-tanque óleo ou comumen ou “clara de aviaçã ma, os ol s de prod s. Em pro o para as eo comp re si que vés da ge e proprie rar suas de. ma refinari ação, as . A refina e consu das ref omercializ shore), p aformas aformas s casos, po s para bom nsportada ou tubula u gás. No nte class as” (cons o). leodutos dução pa odução t s refinaria reende u e garante eração do edades fís frações e ia, divers necessid ria pode, mo de finarias zarão em por sua v auto-elev semi-subm ode have mbeamento a (transp ações (ole o transpo ificadas c sistindo e têm por ra os ter terrestre, as. uma séri em o apro os cortes sico-quím e processá sos fatore dades de por exem derivados são fina sua for vez, a pro váveis (e mersíveis er integra de petróle porte) e eodutos o orte mar como “es em prod função bá minais m o transp e de op oveitame s, ou prod icas dete á-las, tra es técnico um mer mplo, est s e/ou p lmente e rma origi odução po em água s e auxili ação ent eo em mar. em emba ou gasodu rítimo, os scuras” ( utos já ásica o tr marítimos, porte é perações ento pleno dutos fra erminadas ansforman os são obe rcado e o tar próxim próxima encaminh nal ou a oderá ser as rasas: adas por tre esses arcações, utos) aos s navios- óleo cru, bastante ransporte , e então feito dos físicas e o de seu acionados s. Refinar ndo-o em edecidos, o tipo de ma a uma a áreas hados às aditivada. r r s , s - , e e o s e u s r m , e a s s
  9. 9. A escolha da região onde as unidades devem ser instaladas depende de critérios técnicos, mas pode ser fortemente influenciada pelas ações de empresários e governo. Os principais aspectos considerados na instalação das unidades são: Proximidade do mercado consumidor; Proximidade das fontes de matérias-primas; Existência de meios de transporte; Existência de recursos externos; Mão-de-obra disponível e capacitada; Escolha da micro-localização. Em resumo, os segmentos básicos da indústria do petróleo estão interligados conforme mostrado na figura 07. Figura 07 Segmentos básicos da industria do petróleo. Campos de Petróleo e Gás Natural Separador UPGN Refinaria Consumidor Final Bases de distribuiçãoGás canalizado Consumidor Final Exploração Transporte Explotação Refino Distribuição e Comercialização ImportaçãoDOW STREAM UP STREAM
  10. 10. 2- Refino de petróleo: Uma refinaria é constituída de diversos arranjos de unidades de processamento em que são compatibilizadas as características dos vários tipos de petróleo que nela são processados, com o objetivo de suprir derivados em quantidade e qualidade especificadas. A forma como essas unidades são organizadas e operadas dentro da refinaria define seu esquema de refino. Os processos de refino são dinâmicos e estão sujeitos a alterações em função principalmente de uma constante evolução tecnológica. A sequência de processos é estabelecida de tal forma que um ou mais fluidos, que constituem as entradas do processo, são transformados em outros fluidos, que formam as saídas do processo. Tais fluidos são comumente referidos como correntes. Correntes de entrada Correntes de saída Figura 07 Entradas e saídas no refino do petróleo. Dessa forma, as unidades de refino realizam algum tipo de processamento sobre uma ou mais correntes de entrada, formando uma ou mais correntes de saída. TIPOS DE ENTRADAS - Gás; - Petróleo; - Produtos intermediários ou não acabados); - Produtos químicos (para tratamento). TIPOS DE SAÍDAS - Produtos finais ou acabados (derivados especificados - nacionais ou internacionais) para comercialização ; - Produtos intermediários (entradas para outras unidades; - Subprodutos residuais (descarte). Figura 08 Tipos de entradas e saídas no refino do petróleo. Os objetivos básicos de uma refinaria de petróleo são: Produção de combustíveis e matérias-primas petroquímicas; Produção de lubrificantes básicos e parafinas. Em função da maior necessidade de obtenção de frações que originem GLP, gasolina, diesel, querosene, óleo combustível e correlatos, na maior parte dos casos encontram-se refinarias que se dedicam primordialmente ao primeiro objetivo listado. Apesar de as frações básicas lubrificantes e parafinas apresentarem maior valor agregado que os combustíveis, tornando este tipo de refino uma atividade altamente rentável, os investimentos necessários para tal são muito maiores. Assim, pode-se ter o caso de conjuntos ou unidades especialmente
  11. 11. dedicados à geração de lubrificantes e parafinas dentro de uma refinaria para produção de combustíveis. Os esquemas de refino são estabelecidos em função dos tipos de processos necessários, os quais são classificados segundo quatro grupos principais: Processos de separação; Processos de conversão; Processos de tratamento; Processos auxiliares. - Processos de separação: São processos de natureza física que têm por objetivo desmembrar o petróleo em suas frações básicas ou processar uma fração previamente produzida a fim de retirar desta um grupo específico de componentes. O agente de separação é físico e opera sob a ação de energia, na forma de temperatura ou pressão, ou massa, na forma de relações de solubilidade com solventes. As características dos processos de separação são tais que seus produtos, quando misturados, reconstituem a carga original, uma vez que a natureza das moléculas não é alterada. Os principais processos de separação utilizados em refinarias são: Destilação atmosférica; Destilação a vácuo; Desasfaltação a propano; Desaromatização a furfural; Desparafinação a MIBC; Desoleificação a MIBC; Extração de aromáticos; Adsorção de parafinas lineares. - Processos de conversão: São processos de natureza química que têm por objetivo modificar a composição molecular de uma fração com o intuito de valorizá-la economicamente. Através de reações de quebra, reagrupamento ou reestruturação molecular, essa fração pode ou não ser transformada em outra(s) de natureza química distinta. Ocorrem com ação conjugada de temperatura e pressão nas reações, podendo haver ainda a presença de catalisadores, caracterizando processos catalíticos ou não-catalíticos (térmicos). As características dos processos de conversão são tais que seus produtos, quando misturados, não reconstituem de forma alguma a carga original, uma vez que a natureza das moléculas é profundamente alterada. Sua rentabilidade é elevada, principalmente devido ao fato que frações de baixo valor comercial (gasóleos e resíduos) são transformadas em outras de maior valor (GLP, naftas, querosene e diesel). Os principais processos de conversão utilizados são: Processos térmicos: o Craqueamento térmico;
  12. 12. o Viscorredução; o Coqueamento retardado. Processos catalíticos: o Craqueamento catalítico; o Hidrocraqueamento catalítico; o Hidrocraqueamento catalítico brando; o Alcoilação ou alquilação catalítica; o Reforma catalítica. - Processos de tratamento: Muitas vezes as frações obtidas nos processos de separação e conversão contêm impurezas presentes em sua composição na forma de compostos de enxofre e nitrogênio que lhes conferem propriedades indesejáveis como corrosividade, acidez, odor desagradável, alteração de cor e formação de substâncias poluentes. Os processos de tratamento ou de acabamento, de natureza química, são, portanto empregados com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos através da redução dessas impurezas, sem causar profundas modificações nas frações. Quando utilizados em frações leves, como GLP, gases e naftas, os processos de tratamento não requerem condições operacionais severas nem grandes investimentos (processos convencionais). Os agentes responsáveis pelo tratamento podem ser hidróxidos de metais alcalinos ou etanolaminas, por exemplo. Quando utilizados em frações médias (querosene e diesel) ou pesadas (gasóleos, lubrificantes, resíduos), os processos de tratamento convencionais são ineficazes e novos processos utilizados necessitam de condições operacionais mais severas e maiores investimentos. Nesse caso, o agente responsável pela eliminação de impurezas é geralmente o hidrogênio (hidroprocessamento), atuando na presença de um catalisador. Este processo é conhecido por hidrotratamento ou hidroacabamento e promove uma acentuada melhoria na qualidade dos produtos. Quanto ao grau de remoção do teor de enxofre da carga, os processos de tratamento são divididos em duas classes: Processos de adoçamento: usados para transformar compostos agressivos de enxofre [S, H2S, R-SH (Mercaptanas)] em outros menos nocivos [R-S-R (Sulfetos) e R-SS-R (Dissulfetos)], sem retirá-los do produto; Processos de dessulfurização: usados na remoção efetiva dos compostos de enxofre. São exemplos de processos de tratamento: Tratamento cáustico; Tratamento Merox; Tratamento Bender; Tratamento DEA; Hidrotratamento (HDT). - Processos auxiliares: Processos de Desintegração Processos de síntese e rearranjo molecular
  13. 13. Os processos auxiliares existem com o objetivo de fornecer insumos para possibilitar a operação ou efetuar o tratamento de rejeitos dos outros tipos de processo já citados. Dois processos básicos são realizados: Geração de hidrogênio, como matéria-prima para as unidades de hidroprocessamento; Recuperação de enxofre, produzido a partir da combustão de gases ricos em H2S. Cita-se ainda a manipulação de insumos que constituem as utilidades em uma refinaria, tais como vapor, água, energia elétrica, ar comprimido, distribuição de gás e óleo combustível, tratamento de efluentes, etc. Nesse caso, não se trata de uma unidade de processo propriamente dita, mas as utilidades são imprescindíveis a seu funcionamento.
  14. 14. O te rochas lo com pot podem s africana. As m faixa de Santo, c exemplo baixa ac qualidad ermo pré- ocalizada tencial pa ser encon . maiores e 800 km com volu , o óleo cidez e ba e e maior -sal é um s nas po ara a ge ntrados de descober m localiza umes exp já identif aixo teor r valor de ma definiçã rções ma eração e e forma s tas de p ada entre pressivos ficado no r de enxo e mercado PRÉ-SAL ão geológ arinhas de acúmulo similar no etróleo, e os esta s de óleo o pré-sal ofre; cara o. L gica que s e grande o de pet o Golfo d no pré-sa ados de o leve. N tem uma acterística se refere parte do róleo. Es o México al, encon Santa Ca Na Bacia a densida as de um a um con o litoral b sses rese o e na cos ntram-se atarina e a de San ade de 28 m petróleo njunto de brasileiro, ervatórios sta oeste em uma e Espírito ntos, por 8,5º API, o de alta e , s e a o r , a
  15. 15. TIPOS DE PETRÓLEOS COMERCIALIZADOS NO MUNDO Dos vários tipos de petróleo, os mais representativos no mercado e utilizados nas transações são os seguintes: - Brent: é o tipo de petróleo de referência nos mercados europeus e para 65% das diferentes variedades de petróleo mundial, cujos preços são estabelecidos como um prêmio ou um desconto em relação ao Brent. É um petróleo de alta qualidade, caracterizado por ser “leve” e “doce” (com pequena quantidade de compostos de enxofre e odor agradável). O Brent é negociado no Internacional Petroleum Exchange (IPE) de Londres mediante instrumentos financeiros denominados opções e futuros do Brent. A unidade monetária de sua cotação é o dólar. A cotação do Brent como contrato de futuros começou em 1988 em Londres. Atualmente também é negociado em Cingapura e Nova York, embora com volumes reduzidos. - Petróleo Intermediário do Texas [West Texas Intermediate, WTI)]: é o tipo de petróleo de referência no mercado americano, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) desde 1983. Petróleo de maior qualidade que o Brent, é também leve e doce, com baixo conteúdo de enxofre. Sua cotação costuma ficar entre dois e quatro dólares acima da do Brent. Os contratos de futuro são negociados no Nymex e contam com o maior nível de liquidez e contratação de todos os petróleos mundiais. Embora a produção real do Petróleo Intermediário do Texas corresponda a apenas 0,4% da extração mundial, cerca de 150 milhões de barris são negociados diariamente na Nymex, quase o dobro do consumo de petróleo mundial. - Dubai: Petróleo de referência na Ásia, é um tipo pesado e sulfuroso. Usado como referência por outras variedades de petróleo, que o tomam como base para a determinação de prêmio ou desconto em seu preço. É negociado na Singapore International Monetary Exchange (Simex), no mercado de matérias-primas de Cingapura e no Nymex de Nova York. Nos últimos anos, sua importância cresceu em virtude das importações de petróleo das economias emergentes asiáticas, especialmente da China. Embora a produção desta variedade tenha caído significativamente (para cerca de 200.000 barris), seu preço influi no resto dos petróleos pesados do Golfo Pérsico destinados à Ásia. O preço dos principais tipos de petróleos para a Ásia saídos de Arábia Saudita, Irã, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos (todos membros da OPEP) estão vinculados ao do tipo Dubai. - Cesta da OPEP: A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estabelece suas decisões de política petrolífera com base na chamada cesta da Opep, uma média aritmética de sete variedades de petróleo: Saharan Blend
  16. 16. (Argélia), Minas (Indonésia), Bonny Light (Nigéria), Arab Light (Arábia Saudita), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Tia Juana Light (Venezuela) e Isthmus (México). Como a cesta da Opep é composta majoritariamente por tipos de petróleo de qualidade média-baixa, seu valor costuma ficar bem abaixo dos preços dos tipos de alta qualidade. Em geral, o valor da cesta da Opep é quatro ou cinco dólares inferior ao do Petróleo Intermediário do Texas. A cesta da Opep começou a ser negociada em 1º de janeiro de 1987. Seu preço é publicado com um dia de atraso porque o cartel espera ter os preços de todas as variedades para depois calcular a média.

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