21 Fevereiro - Dia Internacional Da LíNgua Materna

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21 Fevereiro - Dia Internacional Da LíNgua Materna

  1. 1. 21 Fevereiro 2008 Dia Internacional da Língua Materna <ul><li>“ Da minha língua vê-se o mar.” </li></ul><ul><li>Vergílio Ferreira </li></ul>
  2. 3. <ul><li>“ A minha pátria </li></ul><ul><li>é a </li></ul><ul><li>língua portuguesa ” </li></ul><ul><li>Livro do Desassossego, </li></ul><ul><li>Bernardo Soares </li></ul><ul><li>(heterónimo de Fernando Pessoa) </li></ul>
  3. 4. <ul><li>eu tlim ciências </li></ul><ul><li>tu tlim matemáticas </li></ul><ul><li>ele tlim trabalhos manuais </li></ul><ul><li>nós tlim recreio </li></ul><ul><li>vós tlim senhora </li></ul><ul><li>eles tlim castigo </li></ul><ul><li>Mário Cesariny </li></ul>
  4. 5. <ul><li>O Sonho </li></ul><ul><li>Pelo Sonho é que vamos, </li></ul><ul><li>comovidos e mudos. </li></ul><ul><li>Chegamos? Não chegamos? </li></ul><ul><li>Haja ou não frutos, </li></ul><ul><li>Pelos Sonho é que vamos. </li></ul><ul><li>Basta fé no que temos. </li></ul><ul><li>Basta a esperança naquilo </li></ul><ul><li>que talvez não teremos. </li></ul><ul><li>Basta que a alma demos, </li></ul><ul><li>com a mesma alegria, </li></ul><ul><li>ao que desconhecemos </li></ul><ul><li>e ao que é do dia-a-dia. </li></ul><ul><li>Chegamos? Não chegamos? </li></ul><ul><li>Partimos. Vamos. Somos. </li></ul><ul><li>Sebastião da Gama </li></ul>
  5. 6. Modelo Escolar e Estatização do Ensino do antigo Regime para o Liberalismo <ul><li>“ Em meados do século XVIII, graças ao trabalho dos jesuítas e de outras congregações docentes, o modelo escolar encontra-se já razoavelmente definido: a educação das crianças e dos jovens realiza-se num espaço próprio, separado da família e do trabalho, sendo da responsabilidade de um ou de vários mestres que ensinam um elenco de matérias previamente definidas através de determinados procedimentos didácticos.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  6. 7. <ul><li>“ Torno a dizer –as Cortes Portuguesas legislando no século XIX sem darem uma só hora de suas tarefas à pública instrução, é um fenómeno em política, que a posteridade não saberá explicar.” </li></ul><ul><li>Almeida Garrett, 1822 </li></ul>
  7. 8. O Ensino Mútuo A Primeira Tentativa Oficial de Reforma dos Métodos <ul><li>“ No final do século XVIII, o modo de ensino individual já tinha caído em desuso, substituído pelo modo de ensino simultâneo, que, como o seu nome indica, consiste em dar lição a muitos discípulos ao mesmo tempo, como se fosse a um só.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  8. 11. “ Liceus de Portugal” 1836 - 1978 <ul><li>“ É possível identificar três fases principais na história do ensino liceal. Um primeiro período, de grandes indecisões, que vai do momento fundador (1836) atá à reforma que cria, de facto, o “liceu moderno” (1894-1895). Um segundo período, de consolidação do “liceu real”, que se prolonga, com avanços e recuos, até ao ano de 1930. Um terceiro período, de expansão e “explosão”, que dura até à extinção dos liceus após o 25 de Abril.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  9. 12. <ul><li>Liceu Camões </li></ul><ul><li>Fotografia de Alberto Carlos Lima </li></ul>Liceu Alexandre Herculano
  10. 13. <ul><li>Liceu Nacional de D. Dinis </li></ul>Liceu Rainha D. Amélia
  11. 14. Edifícios Escolares <ul><li>“ Os edifícios escolares são um tema recorrente do debate educativo. No decurso do século XX, eles adquirem uma enorme visibilidade pública, ocupando um lugar de primeiro plano na geografia do país, mas também no imaginário individual e colectivo. Para além das suas funções internas, a casa da escola delimita um território de poder e de expectativas: o futuro de muitas crianças joga-se no interior destas paredes mais ou menos majestosas.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  12. 15. Edifícios Escolares
  13. 16. Edifícios Escolares
  14. 17. Edifícios Escolares
  15. 18. O Mobiliário Escolar “A carteira deve adaptar-se ao aluno, e não o contrário!” António Nóvoa
  16. 19. O Mobiliário Escolar <ul><li>“ As carteiras actuais deformam corporalmente a criança, originam atitudes viciosas e doenças – escoliose, miopia, etc. – impõem-lhe uma imobilidade contrária à sua natureza, às suas necessidades de movimento e liberdade física, cansam-na excessivamente, barbaramente. São carteiras feitas para a audição passiva, para o estudo livresco, para a disciplina autoritária do silêncio e da imobilidade.” </li></ul><ul><li>Faria de Vasconcelos, 1921 </li></ul>
  17. 20. Entre a Infância e a Vida Adulta <ul><li>“ Se a infância vive os primeiros anos de escola numa proximidade grande com a família e as comunidades locais, o liceu vai ajudar a construir socialmente uma “ nova idade ” que ganhará uma importância cada vez maior ao longo dos séculos </li></ul><ul><li>XIX e XX.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  18. 21. Entre a Infância e a Vida Adulta
  19. 22. Entre a Infância e a Vida Adulta
  20. 23. Entre a Infância e a Vida Adulta
  21. 24. Entre a Infância e a Vida Adulta
  22. 25. Entre a Infância e a Vida Adulta
  23. 26. Entre a Infância e a Vida Adulta
  24. 27. Entre a Infância e a Vida Adulta
  25. 28. Entre a Infância e a Vida Adulta
  26. 29. Entre a Infância e a Vida Adulta
  27. 30. Entre a Infância e a Vida Adulta
  28. 31. Entre a Infância e a Vida Adulta
  29. 32. Entre a Infância e a Vida Adulta
  30. 33. Entre a Infância e a Vida Adulta
  31. 34. Educação do Sexo Feminino <ul><li>“ A abertura da escola normal primária para as raparigas, em 1886, é um momento simbólico no debate sobre a educação da mulher.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  32. 35. Educação do Sexo Feminino <ul><li>“ O objectivo não é conseguir uma educação para a mulher, mas, sim, a educação para a mulher” </li></ul><ul><li>Adolfo Lima, 1925 </li></ul>
  33. 36. Educação do Sexo Feminino
  34. 37. Educação do Sexo Feminino
  35. 38. Educação do Sexo Feminino
  36. 39. Livros Escolares <ul><li>“ Na fase de expansão dos sistemas educativos, descobre-se a importância do livro escolar enquanto instrumento didáctico.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  37. 40. Livros Escolares
  38. 41. Livros Escolares
  39. 42. Livros Escolares
  40. 43. O Ciclo Preparatório do Ensino Secundário Um Sinal Claro da Democratização do Ensino <ul><li>“ A criação do ciclo preparatório do ensino secundário, em 1967, representa uma viragem importante na política educativa: redução da escolaridade obrigatória e a bifurcação das vias de ensino – liceus e escolas técnicas.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>Escola Preparatória de Luís António Verney - 1973
  41. 44. O Ciclo Preparatório do Ensino Secundário Um Sinal Claro da Democratização do Ensino Escola Preparatória de Barbosa du Bocage - 1973
  42. 45. O Ciclo Preparatório do Ensino Secundário Um Sinal Claro da Democratização do Ensino Escola Preparatória de Afonso de Paiva - 1973
  43. 46. O Ciclo Preparatório do Ensino Secundário Um Sinal Claro da Democratização do Ensino
  44. 47. Os Exames <ul><li>“ Não há ensino sem avaliação. A partir de meados do século XIX, o exame transforma-se no dispositivo principal de regulação das políticas educativas e das práticas de ensino.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  45. 48. Os Exames
  46. 49. Os Exames
  47. 50. Os Exames
  48. 51. Ensino Infantil <ul><li>“ O ensino infantil oficial é uma criação da República, que transforma em projecto legal a preocupação social com a pequena infância e com o seu enquadramento educativo.” </li></ul><ul><li>António Nóvoa </li></ul>
  49. 52. Ensino Infantil Jardim de Infância a funcionar junto ao Liceu Infanta D. Maria, em Coimbra, 1973
  50. 53. Ensino Infantil Jardim de Infância a funcionar junto ao Liceu Infanta D. Maria, em Coimbra, 1973
  51. 54. <ul><li>Bibliografia: </li></ul><ul><li>António Nóvoa, Evidentemente. Histórias da Educação, Edições Asa </li></ul>
  52. 60. Foi a língua dos sonetos do génio de Camões, da épica d’”Os Lusíadas”, mas também de Sá de Miranda, de Bernardim Ribeiro e dos engenhosos barrocos com filigranas de som deixando boquiabertas as damas de nome sonante Foi a língua dos degredados Para África e para o Brasil, mas também a dos Sermões do Padre António Vieira que usava as imagens como se a fala para ele fosse um teatro de vocábulos capazes de fascinar o mundo.

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