Situação de AprendizagemSituação de AprendizagemPúblico alvo : alunos de 8ª série / 9º ano. Público alvo : alunos de 8ª sé...
Pausa com os alunos.Pausa com os alunos.Explorar as imagens.Explorar as imagens.Trabalhar o texto com os alunos.Trabalhar ...
Explorar as imagens ativando o conhecimento de mundoExplorar as imagens ativando o conhecimento de mundodo aluno e relacio...
Após as imagens, trabalhar asApós as imagens, trabalhar asquestões com os alunos:questões com os alunos: Vocês conhecem a...
 Pausa - Moacyr ScliarPausa - Moacyr ScliarÀs sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama,correu para oÀs sete ...
Questões referentes ao CONTOQuestões referentes ao CONTO   -O que sugere o título "Pausa" ?-O que sugere o título "Pausa"...
Localização de informaçõesLocalização de informações   -Como é o ambiente do conto e quais são-Como é o ambiente do conto...
Moacyr ScliarMoacyr Scliar Moacyr Jaime ScliarMoacyr Jaime Scliar  ( (Porto AlegrePorto Alegre, , 23 de março23 de março ...
Contexto de produçãoContexto de produção   -O que você sabe sobre o autor?-O que você sabe sobre o autor? -Que época pare...
IntertextualidadeIntertextualidadeMúsica "Cotidiano", de Chico BuarqueMúsica "Cotidiano", de Chico Buarque Todo dia ela f...
FilmeFilme
Sinopse e detalhesSinopse e detalhes Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale),Michael Newman (A...
Análise do contoAnálise do conto O conto relata a história de Samuel, um jovem rapaz casado com uma mulher aparentemente ...
Ao fazer a leitura deste conto a nossa curiosidade é aguçada, pois, apesar de, apresentar aparentemente umainterpretação f...
DEBATEDEBATE TEMA PARA ALUNOS:TEMA PARA ALUNOS: "Onde eles gostariam de fazer"Onde eles gostariam de fazeruma pausa?"uma...
GRUPO 6“MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO”MARIA LÚCIA NASCIMENTO RAIMUNDOMARIA ROSA DE LIMAMARINA APARECIDA ALVES DE OLIVEIRAMA...
•Acessem o nosso blog:http://melhorensinodaleituraedaescrita.blogspot.com.br/
BibliografiaBibliografiaROJO, RoxaneROJO, Roxane. . Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo:Letram...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Pausa grupo seis

210 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
210
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pausa grupo seis

  1. 1. Situação de AprendizagemSituação de AprendizagemPúblico alvo : alunos de 8ª série / 9º ano. Público alvo : alunos de 8ª série / 9º ano. Tempo previsto: de 4 a 8 aulas.Tempo previsto: de 4 a 8 aulas.
  2. 2. Pausa com os alunos.Pausa com os alunos.Explorar as imagens.Explorar as imagens.Trabalhar o texto com os alunos.Trabalhar o texto com os alunos.Questões referentes ao conto.Questões referentes ao conto.Localização de informações.Localização de informações.Sobre o Autor.Sobre o Autor.Intertextualidade – Música/Filme.Intertextualidade – Música/Filme.Análise do conto.Análise do conto.Debate.Debate.
  3. 3. Explorar as imagens ativando o conhecimento de mundoExplorar as imagens ativando o conhecimento de mundodo aluno e relacionando com o título do conto: “Pausa”do aluno e relacionando com o título do conto: “Pausa”
  4. 4. Após as imagens, trabalhar asApós as imagens, trabalhar asquestões com os alunos:questões com os alunos: Vocês conhecem as imagens mostradas, o queVocês conhecem as imagens mostradas, o queelas significam?elas significam? O que elas têm em comum?O que elas têm em comum? Em que momentos utilizamos a pausa?Em que momentos utilizamos a pausa? A pausa é importante para quê?A pausa é importante para quê?
  5. 5.  Pausa - Moacyr ScliarPausa - Moacyr ScliarÀs sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama,correu para oÀs sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama,correu para obanheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e semruído. Estavabanheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e semruído. Estavana cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:— Vais sair de novo, Samuel?— Vais sair de novo, Samuel?Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a frontecalva; mas asFez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a frontecalva; mas assobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixavaainda nosobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixavaainda norosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher comazedume na— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher comazedume navoz.voz.— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido,secamente— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido,secamenteEla olhou os sanduíches:Ela olhou os sanduíches:— Por que não vens almoçar?— Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse àcarga. Samuel pegouA mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse àcarga. Samuel pegouo chapéu:o chapéu:— Volto de noite.— Volto de noite.As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou ocarro da garagem.As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou ocarro da garagem.Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando osguindastes, as barcaçasGuiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando osguindastes, as barcaçasatracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote deatracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote desanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duassanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duasquadras.Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.quadras.Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com aschaves do carro noOlhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com aschaves do carro nobalcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numapoltronabalcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numapoltronarasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinhobom este, não é? A- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinhobom este, não é? Agente...gente...- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu achave.- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu achave. Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Aochegar aoSamuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Aochegar aoúltimo andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-nocom curiosidade:nocom curiosidade:- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave.Era umOfegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave.Era umaposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; aaposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; aumcanto, uma bacia cheia dágua, sobre um tripé. Samuel correu asumcanto, uma bacia cheia dágua, sobre um tripé. Samuel correu ascortinasesfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deucortinasesfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deucorda e colocou-o namesinha de cabeceira.corda e colocou-o namesinha de cabeceira.Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido;com umPuxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido;com umsuspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata.suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata.Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou osSentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou osdedos no papelde embrulho, deitou-se e fechou os olhos.dedos no papelde embrulho, deitou-se e fechou os olhos.Dormir.Dormir.Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: osEm pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: osautomóveisbuzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.automóveisbuzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculoluminosoUm raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculoluminosono chão carcomido.no chão carcomido.Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa.Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa.Perseguidopor um índio montado a cavalo. No quarto abafadoPerseguidopor um índio montado a cavalo. No quarto abafadoressoava o galope. No planaltoda testa, nas colinas do ventre, noressoava o galope. No planaltoda testa, nas colinas do ventre, novale entre as pernas, corriam. Samuelmexia-se e resmungava. Àsvale entre as pernas, corriam. Samuelmexia-se e resmungava. Àsduas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nascostas. Sentou-seduas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nascostas. Sentou-sena cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-locom ana cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-locom alança Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tomboulança Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tomboulentamente:ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.lentamente:ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama,correuÀs sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama,correupara a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentadopara a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentadonumapoltrona, o gerente lia uma revista.numapoltrona, o gerente lia uma revista.- Já vai, seu Isidoro?- Já vai, seu Isidoro?- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou,conferiu o troco em- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou,conferiu o troco emsilêncio.silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; anoite- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; anoitecaía.caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem,rindo.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem,rindo.Samuel saiu.Samuel saiu.Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante,ficou olhandoAo longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante,ficou olhandoos guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois,seguiu.os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois,seguiu.Para casa.Para casa.LEITURA DO TEXTO PARA OS ALUNOSLEITURA DO TEXTO PARA OS ALUNOS
  6. 6. Questões referentes ao CONTOQuestões referentes ao CONTO   -O que sugere o título "Pausa" ?-O que sugere o título "Pausa" ? -Quais são as hipóteses plausíveis para a -Quais são as hipóteses plausíveis para aresposta à primeira pergunta da esposaresposta à primeira pergunta da esposada personagem principal "Vais sair deda personagem principal "Vais sair denovo, Samuel?" ?novo, Samuel?" ? -O que sugere a segunda fala da mesma -O que sugere a segunda fala da mesmapersonagem "Todos os domingos tu saispersonagem "Todos os domingos tu saiscedo" ?cedo" ?
  7. 7. Localização de informaçõesLocalização de informações   -Como é o ambiente do conto e quais são-Como é o ambiente do conto e quais sãoas características do personagemas características do personagemprincipal?principal? Que tipo de vida leva?   (Descrição daQue tipo de vida leva?   (Descrição davida do personagem).vida do personagem).
  8. 8. Moacyr ScliarMoacyr Scliar Moacyr Jaime ScliarMoacyr Jaime Scliar  ( (Porto AlegrePorto Alegre, , 23 de março23 de março de  de 19371937 — —Porto Alegre, Porto Alegre, 27 de fevereiro27 de fevereiro de  de 20112011) foi um ) foi um escritorescritor  brasileirobrasileiro..Formado emFormado em medicinamedicina, trabalhou como médico especialista em , trabalhou como médico especialista em saúde públicasaúde pública e  e professor universitárioprofessor universitário. Sua prolífica obra consiste. Sua prolífica obra consistede de contoscontos, , romancesromances,ensaios e literatura infantojuvenil. Também,ensaios e literatura infantojuvenil. Tambémficou conhecido por suas crônicas nos principais jornais do país.ficou conhecido por suas crônicas nos principais jornais do país.
  9. 9. Contexto de produçãoContexto de produção   -O que você sabe sobre o autor?-O que você sabe sobre o autor? -Que época parece ser registrada no -Que época parece ser registrada noconto?conto? -Há conflitos em questão? -Há conflitos em questão? -Você já leu outros contos do mesmo -Você já leu outros contos do mesmoautor?autor? -Você já leu outras histórias de temática -Você já leu outras histórias de temáticasemelhante a do conto?semelhante a do conto?
  10. 10. IntertextualidadeIntertextualidadeMúsica "Cotidiano", de Chico BuarqueMúsica "Cotidiano", de Chico Buarque Todo dia ela faz tudo sempre igualTodo dia ela faz tudo sempre igualMe sacode às seis horas da manhãMe sacode às seis horas da manhãMe sorri um sorriso pontualMe sorri um sorriso pontualE me beija com a boca de hortelãE me beija com a boca de hortelãTodo dia ela diz que é pra eu meTodo dia ela diz que é pra eu mecuidarcuidarE essas coisas que diz toda mulherE essas coisas que diz toda mulherDiz que está me esperando proDiz que está me esperando projantarjantarE me beija com a boca de caféE me beija com a boca de caféTodo dia eu só penso em poderTodo dia eu só penso em poderpararpararMeio dia eu só penso em dizer nãoMeio dia eu só penso em dizer nãoDepois penso na vida pra levarDepois penso na vida pra levarE me calo com a boca de feijãoE me calo com a boca de feijão Seis da tarde como era de seSeis da tarde como era de seesperaresperarEla pega e me espera no portãoEla pega e me espera no portãoDiz que está muito louca pra beijarDiz que está muito louca pra beijarE me beija com a boca de paixãoE me beija com a boca de paixãoToda noite ela diz pra eu não meToda noite ela diz pra eu não meafastarafastarMeia-noite ela jura eterno amorMeia-noite ela jura eterno amorE me aperta pra eu quase sufocarE me aperta pra eu quase sufocarE me morde com a boca de pavorE me morde com a boca de pavorTodo dia ela faz tudo sempre igualTodo dia ela faz tudo sempre igualMe sacode às seis horas da manhãMe sacode às seis horas da manhãMe sorri um sorriso pontualMe sorri um sorriso pontualE me beija com a boca de hortelãE me beija com a boca de hortelã
  11. 11. FilmeFilme
  12. 12. Sinopse e detalhesSinopse e detalhes Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale),Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale),com que tem Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann) comocom que tem Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann) comofilhos. Michael tem tido dificuldades em ver os filhos, já que tem feito serãofilhos. Michael tem tido dificuldades em ver os filhos, já que tem feito serãono escritório de arquitetura em que trabalha no intuito de chamar a atençãono escritório de arquitetura em que trabalha no intuito de chamar a atençãode seu chefe (David Hasselhoff). Um dia, exausto devido ao trabalho,de seu chefe (David Hasselhoff). Um dia, exausto devido ao trabalho,Michael tem dificuldades em encontrar qual dos controles remotos de suaMichael tem dificuldades em encontrar qual dos controles remotos de suacasa liga a televisão. Decidido a acabar com o problema, ele resolvecasa liga a televisão. Decidido a acabar com o problema, ele resolvecomprar um controle remoto que seja universal, ou seja, que funcione paracomprar um controle remoto que seja universal, ou seja, que funcione paratodos os aparelhos eletrônicos que sua casa possui. Ao chegar à lojatodos os aparelhos eletrônicos que sua casa possui. Ao chegar à lojaCama, Banho & Além ele encontra um funcionário excêntrico chamadoCama, Banho & Além ele encontra um funcionário excêntrico chamadoMorty (Christopher Walken), que lhe dá um controle remoto experimental oMorty (Christopher Walken), que lhe dá um controle remoto experimental oqual garante que irá mudar suaa vida. Michael aceita a oferta e logoqual garante que irá mudar suaa vida. Michael aceita a oferta e logodescobre que ela realmente é bastante prática, já que coordena todos osdescobre que ela realmente é bastante prática, já que coordena todos osaparelhos. Porém Michael logo descobre que o controle tem ainda outrasaparelhos. Porém Michael logo descobre que o controle tem ainda outrasfunções, como abafar o som dos latidos de seu cachorro e também adiantarfunções, como abafar o som dos latidos de seu cachorro e também adiantaros fatos de sua própria vida.os fatos de sua própria vida.
  13. 13. Análise do contoAnálise do conto O conto relata a história de Samuel, um jovem rapaz casado com uma mulher aparentemente malO conto relata a história de Samuel, um jovem rapaz casado com uma mulher aparentemente malhumorada e de companhia desagradável. Todos os domingos Samuel, também chamado dehumorada e de companhia desagradável. Todos os domingos Samuel, também chamado deIsidoro, nome que usava como disfarce, era despertado às sete horas da manhã. Se lavava,Isidoro, nome que usava como disfarce, era despertado às sete horas da manhã. Se lavava,preparava sanduíches e saia de casa com um pretexto de que iria trabalhar no escritório, mas, apreparava sanduíches e saia de casa com um pretexto de que iria trabalhar no escritório, mas, arealidade era outra, ele direcionava-se para um hotel pequeno e sujo, onde era atendido pelorealidade era outra, ele direcionava-se para um hotel pequeno e sujo, onde era atendido peloporteiro que já o conhecia. Lá passava o dia inteiro dormindo, tentando se refugiar da correria doporteiro que já o conhecia. Lá passava o dia inteiro dormindo, tentando se refugiar da correria docotidiano transformando o seu mundo em um mar de sonhos e só após ser despertado por umcotidiano transformando o seu mundo em um mar de sonhos e só após ser despertado por umrelógio, retornava para casa, lentamente, observando a paisagem, voltando ao seu mundo real.relógio, retornava para casa, lentamente, observando a paisagem, voltando ao seu mundo real.A utilização do título “Pausa” pode ser vista tanto como uma possível interrupção na rapidez comA utilização do título “Pausa” pode ser vista tanto como uma possível interrupção na rapidez comque as coisas têm acontecido como também a necessidade de uma reflexão acerca de suaque as coisas têm acontecido como também a necessidade de uma reflexão acerca de suaexistência e o reflexo dessa postura na sociedade vigente. No decorrer do conto váriosexistência e o reflexo dessa postura na sociedade vigente. No decorrer do conto várioscaracteres da vida Pós-Moderna vão se apresentando e criando forma através de objetos,caracteres da vida Pós-Moderna vão se apresentando e criando forma através de objetos,atitudes, situações e sentimentos.atitudes, situações e sentimentos.O despertador, por exemplo, marca o tempo, a necessidade de cronometrar as atividades aO despertador, por exemplo, marca o tempo, a necessidade de cronometrar as atividades aserem realizadas, a fim de, não esquecer e nem se atrasar. Para essa narrativa, este é um objetoserem realizadas, a fim de, não esquecer e nem se atrasar. Para essa narrativa, este é um objetode extrema necessidade, pois, Samuel ao ouvi-lo tocar salta da cama e começa a rotina do dia,de extrema necessidade, pois, Samuel ao ouvi-lo tocar salta da cama e começa a rotina do dia,sendo uma de suas atividades preparar sanduíches, comida de fácil e rápido preparo que marcasendo uma de suas atividades preparar sanduíches, comida de fácil e rápido preparo que marcao processo de industrialização cada vez mais propício a atender a necessidade das pessoas eo processo de industrialização cada vez mais propício a atender a necessidade das pessoas etambém seu conseqüente lucro.também seu conseqüente lucro.Através do trecho: “Muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche” é possível perceber como aAtravés do trecho: “Muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche” é possível perceber como avelocidade tem invadido e tornado mecânico o cotidiano das pessoas tanto pelo significado quevelocidade tem invadido e tornado mecânico o cotidiano das pessoas tanto pelo significado queelas apresentam quanto pelo uso de frases curtas.elas apresentam quanto pelo uso de frases curtas.O autor também deixa transparecer a sua voz no desenrolar dos acontecimentos com aO autor também deixa transparecer a sua voz no desenrolar dos acontecimentos com aexpressão “dormir”. A personificação também é marca registrada em alguns momentos: “cidadeexpressão “dormir”. A personificação também é marca registrada em alguns momentos: “cidadecomeçava a mover-se, automóveis buzinando, noite caia” etc.começava a mover-se, automóveis buzinando, noite caia” etc.
  14. 14. Ao fazer a leitura deste conto a nossa curiosidade é aguçada, pois, apesar de, apresentar aparentemente umainterpretação fácil ele nos proporciona caminhar pelas variadas vertentes que nos são apresentadas ao estudarmos omodernismo. O texto também apresenta a fuga do personagem Samuel, na tentativa se refugiar do stress do dia-a-dia, ao construiruma outra rotina que é praticada aos domingos. No entanto, por mais que ele se isole do mundo “real”, os seushábitos são característicos da correria do cotidiano, não tem tempo para conversar com o porteiro, as mãos sãolimpas no próprio guardanapo e não lavadas, enfim, a personagem muda as características de sua rotina, mas, oaspecto da intensa velocidade que o rodeia é a mesma, a vida social está presente em cada instante, pois comoressalta Fábio Lucas a sociedade condiciona o homem e mesmo que se tente fugir dela é inútil. Outro aspecto relevante a ser observado é a angústia de Samuel durante o sono, pois, mesmo depois de toda umapreparação para o tão esperado descanso, ele continua agitado, sonhando com brigas, agitações, correrias. Algunsdos seus sonhos tinham certa relação com a natureza, talvez por ser o seu desejo não realizado por falta de tempo.A figura da esposa de Samuel é apresentada no conto com alguns aspectos que nos leva a entender que há umaespécie de rejeição por parte do esposo. Samuel ao se levantar evita fazer barulho para que ela não perceba que irásair novamente, prefere comer sanduíches a vir almoçar em casa, o diálogo entre o casal é muito curto e antes queela fale muito, ele pega o chapéu e sai. Esta suposta rejeição também pode ser identificada no texto, num primeiro momento a mulher aparece bocejando,em seguida ela o interroga com um azedume na voz que pode ser identificada de duas formas, ou ela está acordandonaquele exato momento, ou estar de mau humor e cansada, e por fim, ela aparece coçando a axila esquerda,comportamentos estes que leva a um suposto desmazelo, que também pode ser motivo para o desprezo do marido.Contudo, durante toda a narrativa, a presença de objetos identificadores do tempo é constante, e isso, nos faz refletirque cada momento é cronometrado, que a história é formada em torno de um círculo, de uma rotina, que por maisque a personagem tente construir outro mundo, fugir daquela situação, que até mude o seu nome, ela sempre estarápresa a determinados padrões e comportamentos que já estão inseridos na cultura do homem moderno.Por Poliana Birto Sena, Graduada em Letras Vernáculaspela Universidade do Estado da Bahia - UNEB e pós-graduada em Língua Portuguesa e Literatura Brasileirapela Faculdade do Sul da Bahia – FASBhttp://www.dihitt.com/barra/analise-do-conto-pausa-de-moacyr-scliar
  15. 15. DEBATEDEBATE TEMA PARA ALUNOS:TEMA PARA ALUNOS: "Onde eles gostariam de fazer"Onde eles gostariam de fazeruma pausa?"uma pausa?"
  16. 16. GRUPO 6“MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO”MARIA LÚCIA NASCIMENTO RAIMUNDOMARIA ROSA DE LIMAMARINA APARECIDA ALVES DE OLIVEIRAMARINA MARTINSPATRICIA CRISTINA BATISTA ROSA NAKAMA
  17. 17. •Acessem o nosso blog:http://melhorensinodaleituraedaescrita.blogspot.com.br/
  18. 18. BibliografiaBibliografiaROJO, RoxaneROJO, Roxane. . Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo:Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo:SEE: CENP, 2004.SEE: CENP, 2004.SOLÉ, Isabel.SOLÉ, Isabel.   Estratégias de leitura. Porto alegre: Artes médicas, 1998.Estratégias de leitura. Porto alegre: Artes médicas, 1998.http://www.portalimpacto.com.br/09/material2010/medio_e_vest/docs/vest/red/fhttp://www.portalimpacto.com.br/09/material2010/medio_e_vest/docs/vest/red/f1/aula1_o_texto_narrativo_parte1.pdf1/aula1_o_texto_narrativo_parte1.pdfhttp://www.vagalume.com.br/chico-buarque/cotidiano.html#ixzz2WWg0Drr0http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/cotidiano.html#ixzz2WWg0Drr0http://www.adorocinema.com/filmes/filme-47179/http://www.adorocinema.com/filmes/filme-47179/http://www.dihitt.com/barra/analise-do-conto-pausa-de-moacyr-scliar

×