Seminário classificação de rochas carbonáticas

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Seiminário de classificação de rochas carbonáticas (Petrobras). Recursos Energéticos, geologia.

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Seminário classificação de rochas carbonáticas

  1. 1. Introdução Classificações clássicas das rochas carbonáticas Principais constituintes Definição dos termos utilizados na classificação proposta Considerações finais
  2. 2. •Dunham (1962). •Folk (1962). •Embry e Klovan (1971). Modificação e adaptação
  3. 3. Termos adequados/consagrados
  4. 4. Termos adequados/consagrados Novos termos indispensáveis
  5. 5. Termos adequados/consagrados Novos termos indispensáveis Termos descritivos
  6. 6. Termos adequados/consagrados Novos termos indispensáveis Termos descritivos Peculiaridades Brasileiras
  7. 7. 1962: AAPG 1972: Embry e Klovan Dunham Folk
  8. 8. Folk (1962)
  9. 9. Folk (1962)
  10. 10. Dunham (1962)
  11. 11. Dunham (1962)
  12. 12. Dunham (1962)
  13. 13. Dunham (1962)
  14. 14. Dunham (1962)
  15. 15. Dunham (1962)
  16. 16. Dunham (1962)
  17. 17. Dunham (1962)
  18. 18. “Dunham (1962)” Embry e Klovan (1971)
  19. 19. Embry e Klovan (1971)
  20. 20. Embry e Klovan (1971)
  21. 21. Matriz carbonática Cimento Grãos aloquímicos
  22. 22. Matriz carbonática Calcita microcristalina em condições de luz transmitida polarizada. Composição Fonte: Domingues, 2011.
  23. 23. Matriz carbonática Calcita microcristalina em condições de luz transmitida polarizada. Composição Limites granulométricos Fonte: Domingues, 2011.
  24. 24. Matriz carbonática Calcita microcristalina em condições de luz transmitida polarizada. Composição Limites granulométricos Origem Fonte: Domingues, 2011.
  25. 25. Cimento Composição Fenda de dissolução preenchida por cimento de calcita espática blocoso a nicóis cruzados. Fonte: Rangel, 2002.
  26. 26. Cimento Composição Origem Fenda de dissolução preenchida por cimento de calcita espática blocoso a nicóis cruzados. Fonte: Rangel, 2002.
  27. 27. Cimento Composição Origem Tipos Fonte: Domingues, 2011. Sintaxial Drusiforme Fibroso Menisco
  28. 28. Grãos aloquímicos Oólito
  29. 29. Grãos aloquímicos Oólito Oosparito com oólitos calcíticos da Formação Carmel, Utah/EUA. Fonte: Domingues, 2011.
  30. 30. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito
  31. 31. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Fonte: Neuma e Valença, 2012.
  32. 32. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Peloide
  33. 33. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Peloide Peloides em sedimentos recentes na Lagoa Coorong, sul da Austrália. Fonte: Domingues, 2011.
  34. 34. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Peloide Esferutlito
  35. 35. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Peloide Esferutlito Intraclasto
  36. 36. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Peloide Esferutlito Intraclasto Grainstone/Packstone intraclástico, com presença de cimento microespático, Bacia do Sergipe-Brasil Fonte: Rangel, 2002.
  37. 37. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Peloide Esferutlito Intraclasto Bioclasto
  38. 38. Grãos aloquímicos Oólito Oncólito Peloide Esferutlito Intraclasto Bioclasto Grainstone/packstone intraclástico exibindo fragmentos de algas vermelhas e um espinho de equinóide, Bacia do Sergipe-Brasil. Grainstone/packstone intraclástico exibindo fragmentos de gastrópodes (1), algas vermelhas (2), algas verdes dasicladáceas (3), e foraminíferos bentônicos aglutinantes (4), Bacia do Sergipe-Brasil. Fonte: Rangel, 2002. Fonte: Rangel, 2002.
  39. 39. Elementos não ligados durante a formação Textura original não reconhecível Elementos ligados ou não Elementos ligados durante a formação In situ
  40. 40. Elementos não ligados durante a formação Mudstone (Dunham, 1962) Rocha carbonática suportada pela matriz com menos de 10% de grãos areia ou maior. Pode-se completar incluindo a preposição com, mais um termo composicional. Ex: mudstone com oólitos.
  41. 41. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Mudstone. Fm Itaituba, Permo- Carbonífero, Bacia do Amazonas.
  42. 42. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone (Dunham, 1962) Rocha carbonática suportada pela matriz com mais de 10% de grãos areia ou maior. Pode-se completar incluindo a preposição com, mais um termo composicional. Ex: wackestone com bioclastos.
  43. 43. Wackestone com fusulinídeos, Fm. Cruzeiro do Sul, Permiano, Bacia do Acre. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone
  44. 44. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone (Dunham, 1962) Rocha carbonática suportada pelos grãos com matriz. Pode-se completar incluindo um termo composicional. Ex: packestone oncolítico.
  45. 45. Packstone oncolítico, Fm. Ponta do Mel, Cretáceo, Bacia Potiguar. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone
  46. 46. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone (Dunham, 1962) Rocha carbonática suportada pelos grãos sem matriz (máximo 5%). Pode-se completar incluindo um termo composicional. Ex: grainstone oolítico.
  47. 47. Grainstone oolítico. Fm. Guarujá, Cretáceo, Bacia de Santos. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone
  48. 48. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone (modificado de Embry e Klovan, 1971) Rocha carbonática suportada pela matriz com mais de 10% de grãos maiores que 2mm. Pode-se completar incluindo a preposição com, mais um termo composicional. Ex: floatstone com bioclastos.
  49. 49. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone (modificado de Embry e Klovan, 1971) Na classificação original de Embry e Klovan, o termo weckestone é utilizado somente quando os grãos presentes tem tamanho menor que 2mm, para evitar a duplicidade floatstone=wackestone.
  50. 50. Floatstone com amonoides, Fm. Riachuelo, Cretáceo, Bacia Sergipe-Alagoas. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone
  51. 51. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone Rudstone (modificado de Embry e Klovan, 1971) Rocha carbonática suportada pelos grãos com mais de 10% de grãos maiores que 2mm. Pode-se completar incluindo um termo composicional. Ex: rudstone intraclástico.
  52. 52. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone Rudstone (modificado de Embry e Klovan, 1971) Na classificação original de Embry e Klovan, os termos packstone e grainstone somente são utilizados quando os grãos presentes possuem tamanho menor que 2mm, para evitar a duplicidade rudstone=packstone/grainstone.
  53. 53. Rudstone. Fm. Ponta do Mel, Cretáceo, Bacia Potiguar. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone Rudstone
  54. 54. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone Rudstone Bioacumulado (modificado de Carozzi et al., 1972) Rocha carbonática constituída por um tipo dominante de organismo, com tamanho areia ou maior e, praticamente, sem retrabalhamento in situ. Pode-se complementar a denominação incluindo um termo do principal organismo formador Ex: bioacumulado de ostracode.
  55. 55. Bioacumulado de macroforaminíferos, Fm. Amapá, Paleógeno, Bacia da Foz do Amazonas. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone Rudstone Bioacumulado
  56. 56. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone Rudstone Bioacumulado Brecha (Pettijohn, 1974, Flügel, 2004) Termo largamente utilizado na sedimentologia para rochas carbonáticas suportada pelos grãos com mais de 50% dos grãos angulosos maiores que 2mm.
  57. 57. Brecha. Gr. Macaé, Cretáceo, Bacia de Campos. Elementos não ligados durante a formação Mudstone Wackestone Packstone Grainstone Floatstone Rudstone Bioacumulado Brecha
  58. 58. (Dunham, 1962) Rocha carbonática formada in situ, cujos componentes da trama original foram ligados durante a deposição. Pode-se complementar a denominação incluindo um termo do principal organismo formador. Ex: boundstone coralgal. Elementos ligados durante a formação Boundstone
  59. 59. Boundstone coralgal. Fm. Ponta do Mel, Cretáceo, Bacia Potiguar. Elementos ligados durante a formação Boundstone
  60. 60. (modificado de Riding, 2000) Deposito de estrutura laminada e em geral convexa, podendo apresentar feições de crescimento/ramificações para o topo. Na maioria das vezes de origem microbial. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito
  61. 61. Arborescente – quando os componentes internos se organizam de forma ramificada e divergente e possuem comprimento maior que a largura. Arbustiforme – quando os componentes internos se organizam de forma ramificada ou não desde a base e a razão altura/largura e aproximadamente 1:1. Densriforme – quando os componentes internos se organizam de forma intensamente ramificada e divergente e possuem comprimento muito maior que a largura. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito
  62. 62. Estromatólito. Fm. Salitre, Proterozóico Superior, Bacia do São Francisco. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito
  63. 63. (Riding, 2000) Depósito de textura macroscópica coagulada maciça e dômica. Na maioria das vezes de origem microbial. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito
  64. 64. Trombolito, Fm. Riachuelo, Cretáceo, Bacia Sergipe-Alagoas. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito
  65. 65. (Riding, 2000) Depósito microbial de estrutura dendrítica formada por cianobactérias esqueletais. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito Dendrolito
  66. 66. (Riding, 2000) Deposito microbial dômico, sem laminação ou coágulos. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito Dendrolito Leiolito
  67. 67. Rocha composta por partículas de formas esféricas ou subesféricas de contornos lisos ou lobados (esferulitos), de tamanho geralmente inferior a 2mm e que podem ocorrer de forma amalgamada ou isolados. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito Dendrolito Leiolito Esferulito
  68. 68. Esferulito-suportado com argila (>10%) = Esferulito com argila. Argila-suportado, com esferulitos = Argilito com esferulitos. No caso da argila ocorrer em lamelas = Argilito lamelar com esferulitos. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito Dendrolito Leiolito Esferulito
  69. 69. Esferulitito com argila. Fm. Barra Velha, Cretáceo, Bacia de Santos. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito Dendrolito Leiolito Esferulito
  70. 70. (modificado de Riding, 2000, Pettijohn, 1957) Rocha carbonática bandeada formada pela precipitação em superfície de soluções concentradas em CaCO3 ao redor de fontes (em geral quentes) devido a perda de CO2 por evaporação. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito Dendrolito Leiolito Esferulito Travertino e Tufa
  71. 71. Travertino, origem Tivoli, Itália. Elementos ligados durante a formação Boundstone Estromatólito Trombolito Dendrolito Leiolito Esferulito Travertino e Tufa
  72. 72. (modificado de Demicco e Hardie, 1994) Rocha carbonática de granulação fina formada pela recorrência de laminações delgadas. As laminações tendem a ser planoparalelas, com superfície lisa (origem microbial ou não) ou crenulada (origem microbial). Elementos ligados (ou não) durante formação Laminito
  73. 73. Laminito Crenulado, Fm. Barra Velha, Cretáceo, Bacia de Santos. Laminito Liso, Fm. Barra Velha, Cretáceo, Bacia de Santos.
  74. 74. (Folk, 1962, Dunham, 1962) Rocha carbonática totalmente dolomitizada, não sendo possível identificar sua textura deposicional original. Textura original não reconhecíveis Dolomito
  75. 75. Dolomito. Gr. Macaé, Cretáceo, Bacia de Campos. Textura original não reconhecíveis Dolomito
  76. 76. (Folk, 1962, Dunham, 1962) Rocha carbonática totalmente recristalizada, não sendo possível identificar sua textura deposicional original. Textura original não reconhecíveis Dolomito Calcário cristalino
  77. 77. Calcário cristalino. Fm. Salitre, Proterozoico Superior, Bacia do São Francisco. Textura original não reconhecíveis Dolomito Calcário cristalino
  78. 78. •A classificacao proposta é adaptada para realidade brasileira. •Amostragem de poços... limita o tamanho das amostra analisadas. •A aplicação prática eficiente.
  79. 79. DOMINGUES, D. L. P. Caracterização geológica e geomecânica de travertinos. Dissertação de Mestrado, Rios de Janeiro, 2011. RANGEL, C. V. G. T. Estudo paleoambiental dos carbonatos do Albiano Superior na Bacia de Sergipe – uma abordagem microfaciológica. Dissertação de Mestrado, Rio de Janeiro, 2002. NEUMANN, V. H.; VALENÇA, L. M. M. Rochas carbonáticas: petrografia, diagênese e porosidade. Notas de Aula, Pernambuco, 2012.
  80. 80. TERRA, G. S. L.; SPADINI, A. R.; FRANÇA, A. B.; SOMBRA, C. L.; ZAMBONATO, E. E.; JUSCHAKS, L. C. S.; ARIENTI, L. M.; ERTHA, M. M.; BLAUTH, M.; FRANCO, M. P.; MATSUDA, N. S.; DA SILVA, N. G. C.; JUNIOR, P. A. M.; D’AVILA, R. B. F.; DE SOUZA, R. S.; TONIETTO, S. N.; DOS ANJOS, S. M. C.; CAMPINHO, V. S.; WINTER, W. R. Classificação de rochas carbonáticas aplicável às bacias sedimentares brasileiras. B. Geoci. Petrobras, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, p. 9-29, nov. 2009/maio 2010.

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