Novo acordo ortografico português

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Professora Maurizete

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Novo acordo ortografico português

  1. 1. NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO por Carlos Alberto FaracoArtigos publicados na coluna do autor no site da rádio CBN-Curitiba (www.cbncuritiba.com.br) distribuição gratuita a editora de quem ama as letras www.parabolaeditorial.com.br
  2. 2. MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS NO HORIZONTEEm tese, as mudanças ortográ- No entanto, estamos aindaficas previstas no Acordo as- OBSERVAÇÃO IMPORTANTE em compasso de espera. Hásinado pelos países lusófonos um certo temor de que semem 1990 começam, finalmen- A mídia costuma apresentar o Acordo como um consenso efetivo o Acor-te, a vigorar. uma unificação da língua. Há, nessa manei- do acabe se frustrando. O se- ra de abordar o assunto, um grave equívoco. cretário-executivo da CPLP – O Acordo não mexe na língua (nem poderia, Comunidade dos Países de1. ENTENDA O CASO: já que a língua não é passível de ser alterada Língua Portuguesa esteve no por leis, decretos e acordos) – ele apenas Brasil em março passadoA língua portuguesa tem dois unifica a ortografia. buscando apoio para obter,sistemas ortográficos: o por- sem mais delongas, a ratifi- Algumas pessoas – por absoluta incompre- cação do Acordo pelos de-tuguês (adotado também pe- ensão do sentido do Acordo e talvez induzi- mais cinco países.los países africanos e pelo das por textos imprecisos da imprensa – che-Timor) e o brasileiro. garam a afirmar que a abolição do trema (pre- Talvez por isso o governo bra-Essa duplicidade decorre do vista pelo Acordo) implicaria a mudança da sileiro não tenha ainda toma-fracasso do Acordo unificador pronúncia das palavras (não diríamos mais do qualquer medida paraassinado em 1945: Portugal o u de lingüiça, por exemplo). Isso não passa implementar as mudanças or-adotou, mas o Brasil voltou ao de um grosseiro equívoco: o Acordo só altera tográficas, embora o Brasil te-Acordo de 1943. a forma de grafar algumas palavras. A língua nha sido desde o início o mai- continua a mesma. or defensor da unificação.As diferenças não são substan-ciais e não impedem a com-preensão dos textos escritosnuma ou noutra ortografia. No entanto, considera-se 2. AS MUDANÇASque a dupla ortografia dificulta a difusão internacionalda língua (por exemplo, os testes de proficiência têm As mudanças, para nós brasileiros, são poucas. Alcan-de ser duplicados), além de aumentar os custos edito- çam a acentuação de algumas palavras e operam algu-riais, na medida em que o mesmo livro, para circular mas simplificações nas regras de uso do hífen.em todos os territórios da lusofonia, precisa normal-mente ter duas impressões diferentes. O Dicionário 2.1. AcentuaçãoHouaiss, por exemplo, foi editado em duas versões or-tográficas para poder circular também em Portugal e A) FICA ABOLIDO O TREMA:nos outros países lusófonos. Podemos facilmente ima-ginar quanto custou essa “brincadeira”. palavras como lingüiça, cinqüenta, seqüestro pas- sam a ser grafadas linguiça, cinquenta, sequestro;Essa situação estapafúrdia motivou um novo esforçode unificação que se consolidou no Acordo Ortográfico B) DESAPARECE O ACENTO CIRCUNFLEXO DO PRIMEIRO ‘O’ EMassinado em Lisboa em 1990 por todos os países PALAVRAS TERMINADAS EM ‘OO’:lusófonos. Na ocasião, estipulou-se a data de 1o de ja-neiro de 1994 para a entrada em vigor da ortografia palavras como vôo, enjôo, abençôo passam a serunificada, depois de o Acordo ser ratificado pelos par- grafadas voo, enjoo, abençoo;lamentos de todos os países. C) DESAPARECE O ACENTO CIRCUNFLEXO DAS FORMAS VERBAIS DAContudo, por várias razões, o processo de ratificação não TERCEIRA PESSOA DO PLURAL TERMINADAS EM –EEM:se deu conforme o esperado (só o Brasil e Cabo Verde orealizaram) e o Acordo não pôde entrar em vigor. palavras como lêem, dêem, crêem, vêem passam a ser grafadas leem, deem, creem, veem;Diante dessa situação, os países lusófonos, numa reu-nião conjunta em 2004, concordaram que bastaria amanifestação ratificadora de três dos oito países para D) DEIXAM DE SER ACENTUADOS OS DITONGOS ABERTOS ÉI E ÓIque o Acordo passasse a vigorar. DAS PALAVRAS PAROXÍTONAS:Em novembro de 2006, São Tomé e Príncipe ratificou o palavras como idéia, assembléia, heróico, paranói-Acordo. Desse modo, ele, em princípio, está vigorando co passam a ser grafadas ideia, assembleia, heroico,e deveríamos colocá-lo em uso. paranoico;
  3. 3. E) FICA ABOLIDO, NAS PALAVRAS PAROXÍTONAS, O ACENTO AGUDO 2.2 O caso do hífen NO I E NO U TÔNICOS QUANDO PRECEDIDOS DE DITONGO : O hífen é, tradicionalmente, um sinal gráfico mal siste- palavras como feiúra, baiúca passam a ser grafadas matizado na ortografia da língua portuguesa. O texto feiura, baiuca; do Acordo tentou organizar as regras, de modo a tornar seu uso mais racional e simples:F) FICA ABOLIDO, NAS FORMAS VERBAIS RIZOTÔNICAS (QUE TÊM O a) manteve sem alteração as disposições anteriores so- ACENTO TÔNICO NA RAIZ), O ACENTO AGUDO DO U TÔNICO bre o uso do hífen nas palavras e expressões com- PRECEDIDO DE G OU Q E SEGUIDO DE E OU I. postas. Determinou apenas que se grafe de forma Essa regra alcança algumas poucas formas de ver- aglutinada certos compostos nos quais se perdeu a bos como averiguar, apaziguar, arg(ü/u)ir: averigúe, noção de composição (mandachuva e paraquedas, apazigúe e argúem passam a ser grafadas averigue, por exemplo). apazigue, arguem; Para saber quais perderão o hífen, teremos de espe-G) DEIXA DE EXISTIR O ACENTO AGUDO OU CIRCUNFLEXO USADO rar a publicação do novo Vocabulário Ortográfico PARA DISTINGUIR PALAVRAS PAROXÍTONAS QUE, TENDO RES- pela Academia das Ciências de Lisboa e pela Acade- mia Brasileira de Letras. É que o texto do Acordo pre- PECTIVAMENTE VOGAL TÔNICA ABERTA OU FECHADA, SÃO vê a aglutinação, dá alguns exemplos e termina o HOMÓGRAFAS DE PALAVRAS ÁTONAS. ASSIM, DEIXAM DE SE DIS- enunciado com um etc. – o que, infelizmente, deixa TINGUIR PELO ACENTO GRÁFICO: em aberto a questão; — para (á), flexão do verbo parar, e para, preposição; b) no caso de palavras formadas por prefixação, houve — pela(s) (é), substantivo e flexão do verbo pelar, e as seguintes alterações: pela(s), combinação da preposição per e o artigo a(s); — polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação ● só se emprega o hífen quando o segundo ele- antiga e popular de por e lo(s); mento começa por h Ex.: pré-história, super-homem, pan-helenismo, — pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo, e semi-hospitalar pelo(s) combinação da preposição per e o artigo o(s); — pera (ê), substantivo (fruta), pera (é), substantivo EXCEÇÃO: manteve-se a regra atual que descarta o hífen arcaico (pedra) e pera preposição arcaica. nas palavras formadas com os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial (desuma- OBSERVAÇÃO 1 no, inábil, inumano). A reforma de 1971 aboliu os acentos circunflexos ● e quando o prefixo termina na mesma vogal com diferenciais. Manteve apenas para a forma verbal que se inicia o segundo elemento ‘pôde’. O texto do Acordo mantém esta exceção e acrescenta, facultativamente, o uso do acento na Ex.: contra-almirante, supra-auricular, auto-obser- palavra fôrma. vação, micro-onda, infra-axilar OBSERVAÇÃO 2 EXCEÇÃO: manteve-se a regra atual em relação ao prefixo O Acordo manteve a duplicidade de acentuação co-, que em geral se aglutina com o segundo elemento (acento circunflexo ou acento agudo) em palavras mesmo quando iniciado por o (coordenação, coopera- como econômico/económico, acadêmico/ ção, coobrigação) académico, fêmur/fémur, bebê/bebé. Com isso, ficou abolido o uso do hífen: Entendeu-se que, como esta acentuação reflete o tim- bre fechado (mais freqüente no Brasil) e o timbre aber- ● quando o segundo elemento começa com s ou r, to (mais freqüente em Portugal e nos demais países devendo estas consoantes ser duplicadas lusófonos) das pronúncias cultas das vogais nestes Ex.: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contextos, ela não deveria ser alterada. infrassom. Em princípio nada muda para nós brasileiros. A no- vidade é que as duas formas passam a ser aceitas EXCEÇÃO: manteve-se o hífen quando os prefixos termi- em todo o território da lusofonia e devem ambas nam com r, ou seja, hiper-, inter- e super- constar dos dicionários. Assim, se um brasileiro, que hoje é obrigado a usar o acento circunflexo, grafar Ex.: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. com o agudo não estará cometendo erro gráfico. ● quando o prefixo termina em vogal e o segundo OBSERVAÇÃO PARA OS ESPECIALISTAS: elemento começa com uma vogal diferente Do nosso atual Formulário Ortográfico, o Acordo Ex.: extraescolar, aeroespacial, autoestrada, aboliu as seguintes regras de acentuação gráfica: 5ª, autoaprendizagem, antiaéreo, agroindustrial, 6ª, 10ª, 12ª, a quase totalidade da 15ª, a observação hidroelétrica 3ª da regra 7ª e parte da observação 1ª da antiga regra 14ª (esta regra foi abolida pela reforma de 1971. OBSERVAÇÃO O Acordo abole a acentuação das paroxítonas pre- Permanecem inalteradas as demais regras do uso vista na observação 1ª). do hífen.
  4. 4. 2.3. O caso das letras k, w, y proíbe, na escrita, a contração da preposição com o ar- tigo ou com o pronome em sentenças como:Embora continuem de uso restrito, elas ficam agora in-cluídas no nosso alfabeto, que passa, então, a ter 26 letras. Não é fácil de explicar o fato de os professores ganha- rem tão pouco.Importante deixar claro que essa medida nada alterado que está estabelecido. Apenas fixa a seqüência des- É tempo de ele sair.sas letras para efeitos da listagem alfabética de qual-quer natureza. Adotou-se a convenção internacional: o Nem todos os gramáticos subscrevem tal proibição.k vem depois do j, o w depois do v e o y depois do x. Evanildo Bechara, por exemplo, argumenta, em sua Moderna gramática portuguesa (Rio de Janeiro: Edito- ra Lucerna, 2000, p. 536-7), que ambas as construções2.4. O caso das letras maiúsculas são corretas e cita o uso da contração em vários escri- tores clássicos da língua. No entanto, há uma cláusulaSe compararmos o disposto no Acordo com o que está do Acordo Ortográfico que adota aquela proibição.definido no atual Formulário Ortográfico brasileiro, Assim, cometeremos, a partir da vigência do Acordo,vamos ver que houve uma simplificação no uso obri- erro gráfico se fizermos a contração. Parece que al-gatório das letras maiúsculas. Elas ficaram restritas a guns filólogos não conseguem mesmo viver sem culti-nomes próprios de pessoas (João, Maria, Dom Quixote), var alguma picuinha...lugares (Curitiba, Rio de Janeiro), instituições (Institu-to Nacional da Seguridade Social, Ministério da Educa-ção) e seres mitológicos (Netuno, Zeus), a nomes de 2.6. Apreciação geralfestas (Natal, Páscoa, Ramadão), na designação dospontos cardeais quando se referem a grandes regiões O Acordo é, em geral, positivo. Em primeiro lugar, por-(Nordeste, Oriente), nas siglas (FAO, ONU), nas iniciais que unifica a ortografia do português, mesmo manten-de abreviaturas (Sr., Gen. V. Exª) e nos títulos de perió- do algumas duplicidades. Por outro lado, simplifica asdicos (Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo). regras de acentuação, limpando o Formulário Ortográ- fico de regras irrelevantes e que alcançam um númeroFicou facultativo usar a letra maiúscula nos nomes que muito pequeno de palavras. A simplificação das regrasdesignam os domínios do saber (matemática ou Mate- do hífen é também positiva: torna um pouco mais racio-mática), nos títulos (Cardeal/cardeal Seabra, Doutor/ nal o uso deste sinal gráfico.doutor Fernandes, Santa/santa Bárbara) e nascategorizações de logradouros públicos (Rua/rua daLiberdade), de templos (Igreja/igreja do Bonfim) e edi-fícios (Edifício/edifício Cruzeiro). CARLOS ALBERTO FARACO é Professor Titular (aposentado) de Lingüísti- ca e Língua Portuguesa da Universidade Federal do Paraná. Mem-2.5. Uma curiosa (e infeliz) determinação bro da Comissão para a Definição da Política de Ensino-Aprendi- zagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa do MinistérioAlegando que o sujeito de uma sentença não pode ser da Educação e escreveu este texto para sua coluna no site da Rá-preposicionado, há uma certa tradição gramatical que dio CBN de Curitiba: www.cbncuritiba.com.br
  5. 5. PARA UMA CONSULTA MAIS RÁPIDAO governo brasileiro ainda não definiu o cronograma de im- ● o prefixo é pré-, pós-, pró-:plantação da nova ortografia decorrente do Acordo Ortográ- pré-primário, pré-fabricado, pós-graduação, pós-mo-fico assinado pelos países de língua oficial portuguesa em 1990 derno, pró-europeu, pró-reitor;(ver nosso artigo “Mudanças ortográficas no horizonte” neste ● o prefixo é circum- ou pan- e o segundo elementomesmo site). Deve, no entanto, fazê-lo em breve. começa com vogal, h, m ou n:O FNDE já estabeleceu (talvez prematuramente) que os livros circum-adjacente, circum-mediterrâneo, circum-na-didáticos que serão distribuídos às escolas em 2010 pelo PNLD vegação, pan-americano, pan-helenismo, pan-mítico.(Programa Nacional do Livro Didático) deverão estar já na 2. fica abolido o hífen:nova ortografia. ● quando o segundo elemento começa com s ou r, de-Nos demais casos (concursos, vestibulares e edições em ge- vendo estas consoantes ser duplicadas:ral), vai haver, necessariamente, um período de transição antirreligioso, contrarregra, antirrugas, infrassom,durante o qual as duas ortografias serão aceitas. Até que este antissemita, microssistema, minissaia, contrassenso;prazo vença, teremos tempo para nos adaptar às mudanças EXCEÇÃO: manteve-se, neste caso, o hífen quando os prefixos(que são poucas). Elas podem ser assim resumidas: terminam com r – hiper-, super-, inter-: hiper-requintado, hiper-rancoroso, inter-racial, inter-A – SUPRESSÃO DE ACENTOS regional, super-realista1. não use mais o trema: linguiça, tranquilo, cinquenta, sequestro; ● quando o prefixo termina em vogal e o segundo ele- mento começa com uma vogal diferente:2. não use mais o acento agudo para marcar os ditongos antiaéreo, agroindustrial, hidroelétrica, aeroespacial, abertos oi e ei autoestrada, autoaprendizagem, extraescolar. em palavras paroxítonas: paranoia, paranoico, boia, jiboia, assembleia, ideia, plateia; OBSERVAÇÃO3. não acentue mais as duplas oo e ee: voo, enjoo, abençoo, O Acordo estipula que não se usa mais o hífen em palavras leem, creem, deem; compostas em que se perdeu o senso de composição e cita4. não acentue mais as seguintes palavras: paralamas e mandachuva. O texto do Acordo, porém, não - para (verbo parar); arrola todos os casos em que isso vai ocorrer, o que constitui um problema para a implantação da nova ortografia. - pera (fruta); - polo (substantivo: polo Norte, polo industrial); Conseqüência: para resolver esta dúvida, temos de aguardar - polo (substantivo – um tipo de falcão); a publicação do Vocabulário Ortográfico Comum que deverá ser organizado, sob supervisão do Instituto Internacional da - pelo (substantivo – o pelo do gato); Língua Portuguesa (da CPLP- Comunidade dos Países de Lín- - pelo e pela (verbo pelar); gua Portuguesa), por uma comissão com representantes da - pela (substantivo – um tipo de bola e de jogo); Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Brasileira de - pero (substantivo – uma variedade de maçã); Letras e de entidades congêneres dos outros países.5. não acentue mais o u e o i tônicos em palavras paroxítonas Enquanto aguardamos o Vocabulário Ortográfico, passe a quando precedidos de ditongo: baiuca, feiura; grafar paralamas e mandachuva.6. não acentue mais o u tônico de verbos como averiguar, C – LETRAS MAIÚSCULAS apaziguar, arguir: averigue, apazigue, arguem;7. a palavra forma (ô) pode ser grafada com ou sem o acen- Se compararmos o disposto no Acordo com o que está defi- to circunflexo (forma ou fôrma). nido no atual Formulário Ortográfico brasileiro, vamos ver que houve uma simplificação no uso obrigatório das letras maiúsculas. Elas ficaram restritas:B – HÍFEN ● a nomes próprios de pessoas ( João, Maria), lugares1. no caso de palavras formadas por prefixação, só se usa o (Curitiba, Rio de Janeiro), instituições (Instituto Nacional hífen nos seguintes casos: da Seguridade Social, Ministério da Educação) e seres mi- ● o segundo elemento começa com h: tológicos (Netuno, Zeus); super-homem, semi-hospitalar, sub-humano; ● a nomes de festas (Natal, Páscoa, Ramadão);EXCEÇÃO: manteve-se a regra atual que descarta o hífen naspalavras formadas pelos prefixos des- e in- e nas quais o se- ● à designação dos pontos cardeais quando se referem a grandes regiões (Nordeste, Oriente);gundo elemento perdeu o h inicial (desumano, inábil,inumano). ● às siglas (FAO, ONU); ● o prefixo termina em vogal e o segundo elemento co- ● às iniciais de abreviaturas (Sr. Cardoso, Gen. Mello, V. Ex.ª) meça com a mesma vogal: ● e aos títulos de periódicos (Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo). contra-almirante, supra-auricular, auto-observação, micro-onda, infra-axilar; Ficou facultativo usar a letra maiúscula nos nomes que desig- nam os domínios do saber (matemática ou Matemática), nosEXCEÇÃO: manteve-se a regra atual que descarta o hífen com o títulos (Cardeal/cardeal Seabra, Doutor/doutor Fernandes,prefixo co- (mesmo quando o segundo elemento começa com Santa/santa Bárbara) e nas categorizações de logradouroso): cooperação, coobrigação, coordenação, coadministração, públicos (Rua/rua da Liberdade), de templos (Igreja/igrejacoparticipação, coprodutor. do Bonfim) e edifícios (Edifício/edifício Cruzeiro).

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