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DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR_ estudo crítico da formação profissional para o magistério superior na área Contábil

  1. 1. 5 Resumo Decorridas as últimas décadas, sobretudo, pela internacionalização da economia e das organizações o mercado contábil cada vez mais requer ocupação de cargos e funções com formação especializada, exigindo competências e habilidades para as mais diferentes atividades. Com isso é questionada as metodologias e inovações que estão sendo realizadas nas IES para preparar os futuros profissionais da área. Impulsionada pela grande concorrência, as IES estão diversificando as metodologias de ensino para atender e despertar interesse dos futuros ingressantes ao curso de contabilidade. Este trabalho tem como objetivo principal apresentar um estudo sobre a formação Didático-Pedagógica do Professor Universitário de Ciências Contábeis, detalhando suas funções, competências, estilos, metodologias. Ainda neste trabalho traço um perfil do ambiente atual do ensino e um reflexo sobre possíveis mudanças para a formação do curso de Ciências Contábeis. Além disso, também questiono a habilidade de transformar os alunos em mais que especialistas práticos da função contábil, mas em transformar e criar metodologias que possam servir de uso para a nova geração de formadores. Por tanto a través deste responderei as seguintes quesotes: “Quais são as competências e habilidades do profissional de educação de ensino superior para ensinar?”, “Há mobilização da classe docente para possíveis mudanças?” e “As habilidades encontradas na grande maioria de docentes universitários é suficiente para uma correta aprendizagem?” Palabras-Chaves: Contabilidade, Competência Pedagógica, Docência.
  2. 2. 6 1. Introdução 1.1.Premissas O ensino superior de Contabilidade surgiu da necessidade de continuar o processo de evolução do ensino comercial que tinha como primeira escola a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado iniciada em 1902. A criação do curso de Ciências Contábeis se deu através do Decreto-Lei 7.988, de 22/09/45, e foi tido como o marco da criação dos cursos de Ciências Contábeis no Brasil, devendo se destacar que na realidade o citado Decreto-Lei criou o curso de Ciências Contábeis e Atuariais, conferindo aos formandos o grau de Bacharel em Ciências Contábeis e Atuariais. Na maioria dos casos, não era interessante para grande parte dos profissionais da área contábil direcionar-se para a educação em Contabilidade, sendo-lhes mais rentável, ainda que com inúmeros problemas, trabalhar em escritórios ou departamentos de Contabilidade das empresas. O grande desafio da educação contábil é adequar seus aprendizes à demanda da realidade econômica com responsabilidade e competencia, mas sobretudo preparar a demanda escassa da linha educacional que precisa de profissionais com metodologia por vivência acadêmica. O curso de graduação em Ciências Contábeis deve contemplar um perfil profissional que revele a responsabilidade social de seus egressos e sua atuação técnica e instrumental, articulada com outros ramos do saber e, portanto, com outros profissionais, evidenciando o domínio de habilidades e competências inter e multidisciplinares. Para isto uma série de competências do docentes são requisitos para seu egresso e sucesso ao ministrar aula. De acordo com Masetto (1998, p.42), para os docentes universitários além do bacharelado é necessário um curso de licenciatura, dessa forma é acrescida “cientificidade” adquirida pelas disciplinas psicológicas constante no currículo dos cursos. Numa pesquisa realizada no Provão de 2002, apenas 25% dos formandos do curso de Ciências Contábeis tem interesse em realizar Strictu
  3. 3. 7 Senso e cursos de mestrado, e desses 25% apenas 10% tem interesse em prosseguir na área de contabilidade. Verificar de que forma o ensino da contabilidade contribui para a formação do profissional de contabilidade e de como aprofundar os estudos no decorrer das grandes mudanças, sobretudo no que diz respeito a pesquisa contábil, e sua reestruturação. Ao longo do artigo identificarei através de pesquisa, as competências e habilidades necessárias para o docente no curso de ciências contábeis, conforme a Resolução CNE/CES 10, de 16 de dezembro de 2004, que institui as diretrizes curriculares para o curso de Ciências Contábeis. O sistema de educação superior brasileiro é regulamentado em um plano superior e mais abrangente pelo Ministério da Educação (MEC), responsável pela formulação e implantação de políticas nacionais de educação, pelas Secretarias Hierárquicas de Educação e para as Instituições de Ensino que cabe a disponibilização da estrutura básica para o ensino e métodos e conhecimentos complementares para a diferenciação entre os diversos cursos. 1.2.Análise do Ensino Superior no Brasil A criação das universidades no Brasil ocorreu a partir da vinda da família real Portuguesa em 1808, segundo Masetto (1998, p.9). A coroa teve interesse, sobretudo à formação intelectual e política da elite brasileira. É claro que por trás disso havia interesse em interromper as idéias vindas da Europa, principalmente da França, onde as revoluções clamavam por liberdade e direitos iguais, o que não era muito apreciado pelos colonizadores portugueses. Segundo Darcy Ribeiro na obra A universidade necessária, foi o padrão francês napoleônico, nas características de escola autárquica e pela valorização de cursos de ciências exatas e tecnológicas, o modelo implantado no Brasil. Inicialmente estes cursos eram ministrados por pessoas formadas nas universidades européias, mas logo, com o crescimento e expansão dos cursos,
  4. 4. 8 o corpo docente precisou ser reforçado com profissionais renomados, com sucesso nas atividades profissionais exercidas. Até a década de 1970, somente era exigido do candidato a professor universitário o bacharelado e o exercício competente da atividade profissional. Daí uma das questões do artigo: - “Quem sabe, automaticamente sabe ensinar? ”. Recentemente foi percebido por instituições de ensino de que a docência, como a pesquisa e o exercício da profissão, exige capacitação própria e competências específicas que não se restringe em ser bacharel, mestre ou mesmo doutor. No Brasil a idéia do 3º grau de ensino ainda é a de formar profissionais tecnicamente capazes para satisfazer empresas em uma determinada função. Isto porque o aluno é visto como parte pequena do processo, onde ele deve repetir o que foi transmitido em sala de aula e não a de desenvolver e criar opiniões próprias sobre um determinado assunto ou tema. Esta prática não tem preocupação com a aprendizagem em sua plenitude, ou seja, de não só capacitar e formar, mas também desenvolver habilidades para a criação de novos métodos (Marion, 2001). 1.3.Organismos de Promoção do Ensino à Contabilidade Para que os profissionais de contabilidade possam estar preparados para assumir cargos em qualquer lugar do mundo, para identificar, aplicar e interpretar a ciência da contabilidade é preciso que alguém se encarregue de aprimorar os conhecimentos do contador. Estas Instituições, além das Instituições de ensino superior, regulam as normas praticadas e qualificam os profissionais para atuação na área. A International Federation of Accountants – IFAC, a American Accounting Association – AAA, a Accounting Education Change Commission – AECC, e as Grandes firmas de auditoria são responsáveis por grande parte do material publicado de estudos nas Ciências Contábeis. Nestas instituições de contabilidade, a boa formação acadêmica e a educação continuada é fundamental para o desenvolvimento da classe contábil, que realizam desde ensaios e estudos à exames de suficiência e
  5. 5. 9 benchmarks para conhecer e avaliar as várias perspectivas de um mesmo assunto. No Brasil, os órgãos que regulam e divulgam a profissão e a educação continuada na contabilidade são o CFC e todos os Conselhos Regionais, a CVM, associações de mercado financeiro e academicamente os eventos como o Congresso Brasileiro de Contabilidade e o Congresso USP de Controladoria e Contabilidade. Estes congressos realizados no Brasil, cada vez mais ganham espaço e notoriedade dentro da classe contábil, e já serve de referência para estudos no mundo. 2. Ensino da Contabilidade Os estudos sobre ensino relacionados ao ensino de contabilidade em todo mundo tem tratado dos problemas quanto a qualidade do ensino. De acordo com a American Accounting Association num estudo de 1986, todo o ensino de contabilidade deve ser reestruturado para atender aos anseios da profissão, pois a eficiência do curso é imediata, ou seja, o programa atual de contabilidade visa formar técnicos que respondam a práticas geralmente aceitas mas em compensação este novo profissional não é capaz de desenvolver novos estudos, e seu interesse na vida acadêmica fica de acordo com o status obtido. O curso superior de Ciências Contábeis e Atuariais foi instituído pelo Decreto-Lei nº. 7.988, de 22 de setembro de 1945, com duração de quatro anos, concedendo o título de bacharel em Ciências Contábeis para aqueles que o concluíssem. Em sua primeira edição, o curso possuía análise matemática, estatística geral e aplicada, contabilidade geral, ciência da administração, economia política, ciência das finanças, organização e contabilidade comercial e agrícola, instituições de direito público, matemática atuarial, contabilidade bancária, técnica comercial, instituições de direito civil e comercial, contabilidade de seguros, contabilidade pública, perícia contábil, legislação tributária e fiscal, e práticas de processo civil e processual. Percebe-se que apesar da especialização que ficou evidenciada pela divisão para Curso de Ciências Contábeis e Curso de Ciências Atuariais, no
  6. 6. 10 mais o ensino de Contabilidade continua com suas características técnicas para uso no mercado de trabalho empresarial, ou seja, não houve acréscimo significativo de matérias que permitissem a evolução das Ciências Contábeis e sim acumulo de matérias técnicas criadas para adequação de normas contábeis aceitas. Ainda no processo da implantação do curso, o governo do estado de São Paulo instituiu, por meio de Decreto-Lei nº. 15.601/1976, a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA), hoje conhecida como Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) na Universidade de São Paulo (USP). Estes decretos contribuíram para a evolução para o aprimoramento do ensino contábil que apesar de tudo está longe do ideal. Na década de 60 e 70 uma mudança de grande importância ocorreu através do parecer CFE nº. 397/1962, que dividiu os cursos de Ciências Contábeis em dois ciclos, onde o primeiro era de formação básica e o segundo de formação profissional. Até a década de 80 não houve alterações sobre o ensino de contabilidade. Então em 1992 a Resolução CFE nº. 3/1992 estabeleceu ao curso de Ciências Contábeis conteúdos mínimos exigidos, duração mínima de horas-aula, que deveriam ser cursadas em no máximo 7 anos. Esta Resolução trouxe significativas contribuições, pois distribuiu e classificou em categorias os saberes essenciais para se tornar um bom profissional em contabilidade. As categorias eram: • Conhecimentos de formação geral da natureza humanística e social, que compreendia as matérias de ética, língua portuguesa, noções básicas de direito, filosofia, psicologia e cultura brasileira, sendo as três últimas opcionais para seletiva da instituição de ensino. • Conhecimentos de formação profissional, que compreendia os saberes obrigatórios e específicos da área tanto teórico quanto prático. • E Conhecimentos ou atividades de formação complementar, que inclui desde computação, esta em caráter obrigatório, até atividades de natureza prática como criação de empresas júnior, laboratório contábil, estudos de caso e estágio supervisionado.
  7. 7. 11 No ensino ideal, além do conhecimento específico sobre teorias e práticas do exercício profissional no mercado de trabalho, é necessário ter preocupação com a valorização do conhecimento, atualização contínua e a pesquisa, a cooperação entre os pares, a criatividade dentro da legalidade e ética profissional, e o mais importante, o compromisso sobre a evolução da profissão perante a sociedade, a economia-política, e perante a prática de atitudes corretas. 2.1.O Saber Específico Trata-se da pura e simples transmissão de conhecimentos específicos da área cursada. Este saber tem embasamento legal sob forma da Resolução que define o currículo básico da Contabilidade nas Instituições de ensino superior,e na efetiva participação e entendimento das matérias específicas de Ciências Contábeis, tais como a ponderação do método das partidas dobradas e o conhecimento das normas técnicas que regularizam o exercício contábil, tais como as NBC T. 2.2.O Saber Pedagógico Este saber dimensifica e planeja os objetivos de aula, os programas e currículos competentes, as atividades a serem realizadas, o processo de avaliação e o acompanhamento da aplicação deste planejamento, segundo Vasconcelos (1996, p.28). Este saber esta diretamente relacionado com as perspectivas e diretrizes das instituições de ensino perante o ensino transmitido na universidade. 2.3.O Saber Experiencial Se o saber específico trata-se das técnicas, o saber experiencial foca a necessidade de que o docente tenha conhecimento prático do saber transmitido. Ou seja, deve ser relacionado que deve ser feito na prática com embasamento na teoria.
  8. 8. 12 3. Habilidades e Competências do Professor As habilidades e competências do professor são bem mais que ter habilidade de comunicação, intelectual específica, mas sim o relacionamento com a sociedade universitária, os conhecimentos gerais na área lecionada, conhecimento prático por vivência em organizações e conhecimentos próprios feitos através de pesquisa. Para isso é exigido uma série de requisitos desde sua formação com titulação acadêmica adequada até aspectos de caracterização de orientação, percepção e relacionamento com a entidade, colegas de trabalho e com a área específica. 3.1.Capacitação do Docente no 3º Grau O docente em contabilidade é caracterizado pelo bacharel do curso de Ciências Contábeis, ou áreas específicas de conhecimento comum que possuem prática reconhecida, ou seja sua capacitação como profissional deve ser comprovada, e deve ter conhecimentos específicos através da pesquisa, que nada mais é do que a especialização de grau superior a bacharelado. Este tema é um tanto questionado pois, como cita Masetto (1998), quem sabe, sabe ensinar? 3.2.Formação do professor de Contabilidade O primeiro professor oficial de Contabilidade do país foi José Antônio Lisboa, nomeado para a aula de Comércio em 1810, e desde que o crescimento e a evolução dos cursos de ciências contábeis no Brasil aumentaram, também aumentou a necessidade de treinar o profissional contador em um docente contador para suprir a demanda de ciências O que se pode notar atualmente no corpo docente das instituições de ensino superior são professores altamente comprometidos em saber ensinar, porém por outro lado, há aqueles que por limitação, falta de didática ou incapacidade técnica pedagógica não conseguem transmitir a real essência das matérias lecionadas.
  9. 9. 13 No ensino da Contabilidade por ser um curso técnico é necessária uma grande dosagem de conteúdos teóricos e práticos para desempenhar as funções de mercado. O que ocorre no Brasil é que a formação do professor esta limitada a titulação, não precisando ter educação continuada, ou mesmo base pedagógica para lecionar. O ideal seria que após a titulação este “docente” fizesse estagio para assumir o cargo interino, e assim que o fizesse deveria dar continuidade aos estudos contábeis e pedagógicos para aprimorar sua atuação em sala de aula. 3.3.Deficiência no Corpo Docente Contábil Todas as pesquisas científicas e o próprio mercado de trabalho relaciona os alunos formados no curso de contabilidade aptos para o mercado profissional, isto é uma verdade. Mas será que todos os professores ingressantes no meio acadêmico estão de fato qualificados para atuar como professores formadores de opinião. Algumas deficiências são visíveis não só na instituição mas na educação brasileira como um todo, pois julga o MEC, que qualquer titulação de lato ou strictu senso sejam necessárias para que um profissional esteja capacitado para ministrar aula. Apesar de muito debatido, acredito que a formação é um diferencial e difere profissionais bacharéis e os profissionais acadêmicos, pois é necessária muita pesquisa para a conclusão de seu curso, porém novamente citando Masseto, o simples saber é saber, não é saber ensinar. Para isto é necessária uma complexa lista de atribuições e aspectos para confirmar a eficiência de seu trabalho. A falta de adequação dos currículos e programas também são agravantes, pois o professor deve objetivar e trilhar metas para a jornada do ensino. Na contabilidade deve-se ser muito específico já que diversas matérias se convergem e atribuiem-se umas as outras. Estas deficiências acarretam em desinteresse dos alunos na sala de aula, e demonstram despreparo do professor e incompetência pedagógica da instituição de ensino que emprega o docente.
  10. 10. 14 Com causas desde a carência de corpo docente qualificado, insuficiência de programas de mestrado e doutorado, falta de vivência profissional como docentes, inexistência ou mudanças corriqueiras de critérios de avaliação, falta de produtividade na pesquisa contábil, e o não mantimento de professores em temo integral nas faculdades, devido ao grande número de cursos noturnos que atendem sobretudo a classe média da sociedade, são as principais falhas cometidas no Brasil na educação superior. 3.4.Especificações do MEC O curso de graduação em Ciências Contábeis deve contemplar um perfil profissional que revele a responsabilidade social de seus egressos e sua atuação técnica e instrumental, articulada com outros ramos do saber e, portanto, com outros profissionais, evidenciando o domínio de habilidades e competências inter e multidisciplinares. Na resolução CNE/CES nº. 10, de 16 de dezembro de 2004, é instituído algumas regras gerais e outras opcionais para a composição da grade do curso de Ciências Contábeis. No artigo 3º. É possível visualizar que a concepção da formação pedagogo como quesito de aprimorar o ensino não está presente na diretriz base do curso de Contabilidade. Porém no artigo seguinte fica claro no último inciso que deve-se revelar a disseminação própria. “Art. 3º O curso de graduação em Ciências Contábeis deve ensejar condições para que o futuro contabilista seja capacitado a: I - compreender as questões científicas, técnicas, sociais, econômicas e financeiras, em âmbito nacional e internacional e nos diferentes modelos de organização; II - apresentar pleno domínio das responsabilidades funcionais envolvendo apurações, auditorias, perícias, arbitragens, noções de atividades atuariais e de quantificações de informações financeiras, patrimoniais e governamentais, com a plena utilização de inovações tecnológicas;
  11. 11. 15 “III - revelar capacidade crítico-analítica de avaliação, quanto às implicações organizacionais com o advento da tecnologia da informação.” (...). “Art. 4º O curso de graduação em Ciências Contábeis deve possibilitar formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: I - utilizar adequadamente a terminologia e a linguagem das Ciências Contábeis e Atuariais; II - demonstrar visão sistêmica e interdisciplinar da atividade contábil; III - elaborar pareceres e relatórios que contribuam para o desempenho eficiente e eficaz de seus usuários, quaisquer que sejam os modelos organizacionais; IV - aplicar adequadamente a legislação inerente às funções contábeis; V - desenvolver, com motivação e através de permanente articulação, a liderança entre equipes multidisciplinares para a captação de insumos necessários aos controles técnicos, à geração e disseminação de informações contábeis, com reconhecido nível de precisão;”. 3.5.Aspectos da Formação de Profissionais Quanto à formação de profissionais deve-se desenvolver a sua área de conhecimento, o aspecto afetivo-emocional, o desenvolvimento de habilidades, e o desenvolvimento de atitudes e valores. a. No aspecto de conhecimento a universidade deve disponibilizar acesso ao conhecimento já existente, a inferência e generalização de conclusões, a compreensão e o questionamento de teorias existentes, a identificação de pontos divergentes em diversas teorias sobre um mesmo assunto, a emissão de opiniões próprias com justificativas plausíveis, a desenvolver um saber integrando os conhecimentos de áreas específicas e outras áreas de forma interdisciplinar além do exercício resolução de problemas.
  12. 12. 16 b. No aspecto afetivo-emocional deve-se desenvolver a habilidade do conhecimento de si mesmo, dos limites existentes, das potencialidades a serem exploradas, com o apoio dos recursos existentes. Nesta dimensão seria necessário abrir espaços para superações e o constante desenvolvimento que deveria ser individualizado. c. No desenvolvimento de habilidades: é explorado o que se fazer com os conhecimentos adquiridos e inseri-los na prática. Estas habilidades seguem desde opinar e questionar, além de relacionar informações, mas também trabalhar em equipe, analisar relatórios e emitir parecer responsável pelas informações expressas. d. E o desenvolvimento de valores e atitudes: que por se tratar do efeito profissional e pessoal quando no exercício da profissão 3.6.Classificação de Docentes A profissão da docência universitária neste momento possui quatro grupos distintos de professores atuando. No momento esta classificação é a exata caracterização do corpo docente de quase todas as universidades, e por este motivo destacarei as qualidades e dificuldades que traz os quatro grupos. a) No 1º grupo, encontram-se profissionais do curso de contabilidade que se dedicam integralmente à docência. Neste grupo pode-se indagar sobre a não vivencia em sua prática diária que pode resultar em não-associação com as práticas empregadas no mercado atual. Entretanto, este professor é o que mais se aproxima do ideal teórico pois através de pesquisa é capaz de fornecer e reforçar o embasamento teórico de todas as práticas. Também são o grupo que mais possuem maior envolvimento afetivo com o aluno, com a instituição de ensino e com os colegas de profissão. Caso este docente não tenha formação pedagógica deverá reproduzir as melhores práticas
  13. 13. 17 adotadas, afinal o período integral nas universidades permitem o envolvimento com as formas de educação. b) No 2º grupo, estão concentrados aqueles profissionais com status e prestígio muito grande na carreira no mercado de trabalho, geralmente são convidados pelas instituições pois possuem conhecimento além da média no tema em que é especialista. Este docente disponibiliza somente algumas horas ao magistério, por isso não possuem envolvimento direto com alunos e outros docentes. Como profissional do mercado instiga alunos com desafios e exigências do mundo corporativo trazendo as últimas atualizações e tendências do mercado, essa prática é uma ótima maneira de referendar o saber experiencial, onde é posto em prática conhecimentos. Estes profissionais geralmente não tiveram nenhum contato com a formação pedagógica e podem não conseguir expor os temas que para ele podem ser extremamente fáceis desta forma prejudicando na avaliação de seus alunos. c) No 3º grupo, estão os profissionais da educação onde atuam na universidade e também acumulam pontos no ensino da educação básica de ensino. Envolvidos com as práticas de pedagogia e licenciatura geralmente possuem uma didática excelente ao transmitir seu conhecimento. Alguns destes docentes acumulam diversas horas dentro da universidade e mais outras tantas em escolas o que põe em risco uma boa apresentação da matéria contábil. Apesar da formação pedagógica este grupo coloca em risco a qualidade do ensino oferecido, e pode deixar confuso a forma de abordagem com alunos diferentes em idade e comportamento. d) No 4º grupo, envolve os profissionais que se dedicam em período integral ao ensino universitário. Estes geralmente dedicam grande parte do tempo para pesquisas em diversas áreas. Todavia este
  14. 14. 18 docente também cai no mesmo problema do profissional do grupo 1 que perde em abordagem prática por não relacionamento da teoria à prática. 3.7.Requisitos para o Docente Ideal Alguns aspectos são fundamentais para tornar o docente em um ótimo lecionador e propagador de conhecimento. Esses requisitos além de envolver as competências e habilidades descritas acima precisam de alguns outros elementos para tornar a docência ideal para a abordagem, a didática a compreensão pedagógica e a estimulação do desenvolvimento de novas teorias. Esses requisitos são: a) Domínio da matéria que leciona, onde deve ter profundos conhecimentos de todos os elementos envolvidos e sempre buscar atualizações. b) Gostar da matéria que leciona é fato fundamental para a realização pessoal do docente e o correto entendimento do aluno. c) Gostar de ensinar, deve ser uma das grandes interrogações sobre alguns professores que dizem não estar preocupados com alunos e sim em dar aula. Esta implícito sobretudo na educação. d) Ter senso de humor e paciência também é essencial sobretudo nos dia de hoje onde ingressam cada vez mais jovens e talvez mais despreparados para a vida de preparação profissional. e) Humildade não é requisito básico mais ajuda na empatia com os alunos, sobretudo na forma de explanação de assuntos onde o docente é especialista e quer mostrar o quão bom é na matéria em questão.
  15. 15. 19 f) Marca. Com certeza todos tem um professor que de certa forma marcou tanto pela abordagem, pela paciência, pela metodologia de aula. g) A correta dicção, a postura, a apresentação geral, a força de vontade de ajudar os alunos, e até a honestidade em dizer que irá pesquisar sobre assunto que não possua total conhecimento, mesmo que não fazendo parte da matéria em questão.
  16. 16. 20 4. Conclusão O ensino de Ciências Contábeis deve melhorar para que atenda aos diversos nichos da sociedade, sobretudo no que diz respeito a continuidade do trabalho do professor de contabilidade de tal forma que crie profissionais em sintonia com a realidade social, economia e sociedade, de acordo com as técnicas apresentadas pelo Projeto Pedagógico da Instituição. Este projeto pedagógico deve primeiramente avaliar a forma que deverá ser avaliada o saber sem que este seja apenas uma reprodução fiel do conhecimento adquirido por “pressões de avaliações”, mas um claro entendimento do conteúdo e tema exemplificado, se caso for não seria necessário a presença de um professor em sala de aula que permitisse a formação profissional, bastando apenas uns quantos livros específicos. A formação do educador, deve detectar pressupostos filosófico político; teórico e prático; aspecto afetivo, que propicia uma relação próxima da didática com a dinâmica e a prática, ideal para o ensino superior, desta feita qualifica o processo de ensino/aprendizagem no ensino superior. E suas competências devem ser renovadas e aprimoradas, começando na formação deste docente no curso de pós e mestrado para adequar e dar base pedagógica, para que este contador crie soluções para problemas práticos além do aprimoramento de conhecimento específico através de pesquisa contábil, obter vivência dentro de uma entidade universitária como professor auxiliar. O MEC na forma de maior instância de ensino deve repensar suas exigências para o ensino, para não comprometer um futuro onde cada vez é maior o ingresso em nível universitário. O despreparo pedagógico dos professores universitários é fruto de sua própria formação e esta por sua vez pode afetar a formação dos futuros profissionais que necessitam do conhecimento que não é e nem deve ser colhido somente através de livros. Geralmente os professores universitários se comprometem pouco, muito aquém do necessário, por não tratarem a docência como profissão e sim como hobby e isto causaa não padronização de uma excelência necessária para competição e evolução da profissão contábil como um todo.
  17. 17. 21 Portanto a questão da formação dos professores e sua auto-formação pedagógica atual não é suficiente para atender o ambiente acadêmico para a docência, pois na prática profissional, nas salas de aula os licenciados continuarão a desenvolver o ensino do jeito que o vivenciaram e acreditam ter aprendido. Este que, por sinal, é o argumento mais usado pelos docentes universitários: eu aprendi assim, por que haveria de ser diferente com o meu aluno? O professor e a interação com os seus alunos pode efetivamente produzir, criar e recriar conhecimentos próprios da atividade discente e docente desde que seja revista as reais projeções do ensino contábil no Brasil.
  18. 18. 22 Referencial Teórico BEHRENS, Maria Aparecida. A formação pedagógica e os desafios do mundo moderno. (org) – Masseto. Campinas, SP. Ed. Papirus, 1998. LEITE, Denise; BRAGA, Ana Maria; FERNANDES, Cleoni; GENRO, Maria Elly; FERLA, Alcindo. A avaliação institucional e os desafios da formação do docente na universidade pós-moderna. (org) – Masseto. Campinas, SP. Ed. Papirus, 1998 MARION, José Carlos. O ensino da Contabilidade. São Paulo, SP. Ed. Atlas, 2º ed. 2001. MASETTO, Marcos (org.). Docência na Universidade. Campinas, SP. Ed. Papirus, 1998. NASSIF, Vânia Maria Jorge; HANASHIRO, Darcy Mitiko Mori. Competências de Professores: Um Fator Competitivo. Revista Brasileira de Gestão de Negócios. Volume 8 Número 20, Janeiro/Abril 2006, p. 45-56. PELEIAS, Ivam Ricardo. Didática do Ensino da Contabilidade – Aplicável a outros Cursos Superiores. São Paulo, SP. Ed. Saraiva, 2006. PEREIRA, Roberto Carlos. Metodologia do Estudo de Ciências Contábeis ARTIGOS.COM. Disponível em http://www.artigos.com/artigos/humanas/educacao/metologia-do-estudo-de- ciencias-contabeis-2226/artigo/ . Acesso em 6 de março de 2008. SILVA, Antonio Carlos Ribeiro da. A evolução do ensino da contabilidade e da profissão contábil. 2001 – Dissertações SILVA, Denise Mendes da. AO impacto dos estilos de aprendizagem no ensino de Contabilidade na FEA-RP/USP. 2006 – Monografia
  19. 19. 23 SLOMSKI, Vilma Geni. Saberes e competências do Professor Universitário: contribuições para o estudo da Prática Pedagógica do Professor de Ciências Contábeis do Brasil. RCO - Revista de Contabilidade e Organizações, v. 1, p. 86-106, 2007. VASCONCELOS, Maria Lucia M. Carvalho. A Formação do Professor de Terceiro Grau. São Paulo, SP. Ed. Pioneira, 1º edição, 1996. NÓVOA, A. (Org.). Vidas de Professores. Porto: Porto Editora, 1992. PIMENTA, S.G. Formação de professores: Identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, S.G. (Org.) Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999.

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