Publicar obrigação do pesquisador v2011

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Aula ministrada para os alunos de pos-graduação em Engenharia mecanica da EESC pelo professor Fortulan

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Publicar obrigação do pesquisador v2011

  1. 1. Prof. Dr. Carlos Alberto Fortulan Rosana Alvarez Pachoalino - Bibliotecária PUBLICAR: OBRIGAÇÃO DO PESQUISADOR
  2. 2. Publicar: obrigação do pesquisador Prof. Dr. Carlos Alberto Fortulan – EESC/USP Rosana Alvarez Pachoalino - Bibliotecária Resumo É apresentada a importância da publicação para o pesquisador científico e tecnológico: como contribuição social, como desenvolvimento e reconhecimento pessoal ou como modo de avaliação pessoal e institucional. São apresentados aspectos conceituais dos mecanismos de avaliações e estratégias para melhoria do desempenho nestas avaliações. Inclui aspectos estruturais de uma publicação científica.
  3. 3. Porque publicar é uma obrigação do PESQUISADOR ?
  4. 4. “ A leitura faz o homem completo. A conversação o torna ágil. E o escrever o leva a ser preciso .” Francis Bacon (1561-1626) filósofo e ensaísta Inglês “ O que se escreve não se apaga” Alfredo Américo Hamar (1992)
  5. 5. 7 motivos para publicar
  6. 6. 1
  7. 7. organização, técnica Desenvolvimento
  8. 8. 2
  9. 9. Reciprocidade
  10. 10. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA “ O CICLO ” De onde vem? Para onde vai?
  11. 11. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA - O CICLO De onde vem? Para onde vai? Início de um projeto Científico <ul><li>Necessidade </li></ul><ul><li>Curiosidade </li></ul><ul><li>Reconhecimento de potencial </li></ul><ul><li>Afinidade </li></ul>
  12. 12. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA - O CICLO De onde vem? Para onde vai? Início de um projeto Científico Estado da arte (Conhecimento existente) <ul><li>Leitura de artigos, teses, patentes </li></ul><ul><li>Ferramentas de busca </li></ul>
  13. 13. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA - O CICLO De onde vem? Para onde vai? Início de um projeto Científico Estado da arte (Conhecimento existente) Projetando um Projeto de Pesquisa <ul><li>Estado de Hipótese </li></ul><ul><li>Metodologia adequada </li></ul><ul><li>Infraestrutura </li></ul>
  14. 14. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA - O CICLO De onde vem? Para onde vai? Início de um projeto Científico Estado da arte (Conhecimento existente) Projetando um Projeto de Pesquisa Pesquisa-ação <ul><li>Aquisição de dados </li></ul><ul><li>Análise dos dados </li></ul><ul><li>Desenho da conclusão </li></ul>
  15. 15. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA - O CICLO De onde vem? Para onde vai? Início de um projeto Científico Estado da arte (Conhecimento existente) Projetando um Projeto de Pesquisa Pesquisa-ação Publicando os Resultados <ul><li>Escolha apropriada dos meios </li></ul><ul><li>Envio dos trabalhos </li></ul><ul><li>Revisão pelos editores </li></ul><ul><li>Publicação </li></ul>
  16. 16. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA - O CICLO De onde vem? Para onde vai? Início de um projeto Científico Estado da arte (Conhecimento existente) Projetando um Projeto de Pesquisa Pesquisa-ação Publicando os Resultados Disseminação e evolução da Pesquisa <ul><li>Cientistas lêem o artigo e </li></ul><ul><li>concordam, discordam ou questionam </li></ul><ul><li>Cientistas citam o artigo </li></ul>
  17. 17. LITERATURA DA PESQUISA CIENTÍFICA - O CICLO De onde vem? Para onde vai? Início de um projeto Científico Estado da arte (Conhecimento existente) <ul><li>Leitura de artigos, teses, patentes </li></ul><ul><li>Ferramentas de busca </li></ul>Projetando um Projeto de Pesquisa <ul><li>Estado de Hipótese </li></ul><ul><li>Metodologia adequada </li></ul><ul><li>Infraestrutura </li></ul><ul><li>Necessidade </li></ul><ul><li>Curiosidade </li></ul><ul><li>Reconhecimento de potencial </li></ul>Pesquisa-ação <ul><li>Aquisição de dados </li></ul><ul><li>Análise dos dados </li></ul><ul><li>Desenho da Conclusão </li></ul>Publicando os Resultados <ul><li>Escolha apropriada dos meios </li></ul><ul><li>Envio dos trabalhos </li></ul><ul><li>Revisão pelos editores </li></ul><ul><li>Publicação </li></ul>Disseminação e evolução da Pesquisa <ul><li>Cientistas lêem o artigo e concordam, discordam ou questionam </li></ul><ul><li>Cientistas citam o artigo </li></ul>
  18. 18. 3
  19. 19. <ul><li>Pessoal; </li></ul><ul><li>Grupo de pesquisa; </li></ul><ul><li>Instituição. </li></ul>Critério de Avaliação
  20. 20. COMO É AVALIADO UM PESQUISADOR CIENTÍFICO? Defina um bom pesquisador ! “ CIENTÍFICO ” Um bom pesquisador deve contribuir socialmente, uma maneira para isto é através da publicação e pelo seu aproveitamento (citações  medida do Impacto ).
  21. 21. E QUANTO AO PESQUISADOR ??? <ul><li>Tipicamente espera-se de um professor Doutor algo entre 10-50 citações. </li></ul><ul><li>Para um professor senior (titular) espera-se número acima de 100 citações. </li></ul>
  22. 22. Índice h Hirsch, J. E. ( 2005).  índice para quantificar um pesquisador
  23. 23. .... Certo pesquisador ao fazer uma descoberta, mesmo que contrariando alguns aceitos consagrados da ciência, publicou em importante periódico e imediatamente recebeu inúmeras críticas. Questionado sobre a determinação e coragem e publicá-las, confidenciou: não se preocupe pois meu Índice h subiu nas alturas....  
  24. 24. QUANDO UM ARTIGO CIENTÍFICO É REALMENTE BOM ??? <ul><li>Se um artigo gera mais de 5-10 citações, trata-se de um bom artigo. </li></ul><ul><li>Se um artigo gera mais de 50 citações, o artigo é muito muito bom. </li></ul><ul><li>Se um artigo gera mais de 100 citações, o artigo é considerado um seminal (importante, cheio de idéias). </li></ul>
  25. 25. PERIÓDICOS Há hoje mais de 40.000 periódicos Quantos são realmente lidos? 500 periódicos parecem responder por 50% do que é publicado e 70% do que é citado (1987 - 1994). Garfield, E. The Scientist 1996 Sept. 2nd, 13-16. “The Significant Scientific Literature Appears in a Small Core of Journals.”
  26. 26. FATOR DE IMPACTO (FI) Meia vida; Obsolescência; Tamanho do periódico; Número de autores por artigo; Data inicial de publicações; ..... Science Citation Index (SCI) – revistas indexadas
  27. 27. É uma medida relativa da curva de citação nos 2º e 3º anos. FATOR DE IMPACTO MAYUR AMIN , MICHAEL A. MABE (2003),
  28. 28. Posição no Ranking Título Fator de impacto 1 Cancer Journal for Clinicians 94,262 2 Acta Crystallographica Section A  54,333 3 New England Journal of Medicine  53,484 4 Reviews of Modern Physics  51,695 5 Annual Review of Immunology  49,271 6 Nature Reviews Molecular Cell Biology  38,650 7 Nature Reviews Cancer  37,178 8 Nature Genetics  36,377 9 Nature 36,101 10 Nature Reviews Immunology  35,196 Ranking FI em 2009
  29. 29. MÉDIA DO FATOR DE IMPACTO POR CATEGORIA (2003) http://www.tandf.co.uk/libsite/newsletter/issue9/Back_to_Basics.pdf 
  30. 30. FATOR DE IMPACTO (FI) 2005 Fator de Impacto <ul><li>Nature Materials 15,94 1* 2005 </li></ul><ul><li>Advanced Material 9,11 4* 2005 </li></ul><ul><li>Rev. Modern Physics 16,83 1** 1999 </li></ul><ul><li>Physical Review Letters 6,10 6** 1999 </li></ul><ul><li>Physical Letters B 3,88 7** 1999 </li></ul><ul><li>IEEE Trans. Robotics 1,49 1*** 2005 </li></ul><ul><li>Science 30,06 1**** 2006 </li></ul><ul><li>Cell </li></ul><ul><li>Nature 26,68 2**** 2006 </li></ul><ul><li>J. Membrane Science 3,24 7 v 2008 </li></ul>http://www.sciencegateway.org/rank/index.html---->02/09/09 Rank *  Materials Science, **  Physic, ***  Robotics, ****  Multidisciplinary Science, v Chemical Engineering
  31. 31. O Science Citation Index ( SCI ) é um indexador de citações originalmente feita pelo Institute for Scientific ( ISI ) em 1960, de propriedade da Thomson Reuters Corporation (desde 1992). Na sua maior versão ( Science Citation Index Expanded ) cobre 6.400 das principais revistas de ciência e tecnologia.
  32. 32. OUTROS INDEXADORES SCOPUS (Elsevier) JCR SciELO (Brasileiro e acesso livre) ResearcherID SJR http://www.harzing.com/download/PoPSetup.exe  Google
  33. 33. 103 periódicos Brasileiros estavam Indexadas na base Web of Science (em 2008) Em 2006 eram apenas 26....
  34. 34. COMO VERIFICAR??? <ul><li>Citation Index (Web of Science) </li></ul>http://www.isiwebofknowledge.com/ Acessar  Selecionar   Pressionar Digitar: Sobenome Iniciais (sem vírgulas ou pontuações)
  35. 35. Busca... Nome artigos fator h 1 (materiais) 146 23 2 (mecânica/usinagem) 28 3 3 (materiais) 23 7 4 (mecânica/projetos) 9 1 ** (materiais/saúde) 471 53
  36. 36. NO BRASIL – QUALIS ( avaliação dos programas de pós-graduação) Classificação dos veículos utilizados pelos programas de pós graduação para a divulgação da produção intelectual. A classificação é feita por área e é atualizada anualmente. Os veículos de divulgação são enquadrados em categorias indicativas da qualidade: http://qualis.capes.gov.br/
  37. 37. O Qualis está composto de oito estratos A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C - com peso zero. http://qualis.capes.gov.br/webqualis/ Engenharia III Pesos A1 100% A2 85% B1 70% B2 50% B3 20% B4 10% B5 5% C 0%
  38. 38. Engenharia III – 1257 periódicos/2007 Materiais ISSN Periódico Estrato 0935-9648 Advanced Materials (Weinheim) A1 1438-1656 Advanced Engineering Materials A2 0957-4530 Journal of Materials Science. Materials in Medicine A2 0002-7812 American Ceramic Society Bulletin B1 1121-7588 Industrial Ceramics B1 0924-0136 Journal of Materials Processing Technology B1 0366-6913 Cerâmica B2 1516-1439 Materials Research B2 0020-5214 Interceram B3 1730-2439 Advances in Materials Science B4 1413-4608 Cerâmica Industrial B4 1748-5711 International Journal of machining and machinability of materials B4 1678-7722 Cerâmica Informação B5
  39. 39. Mecânica ISSN Periódico Estrato 0960-1317 Journal of Micromechanics and Microengineering A1 0020-7403 International Journal of Mechanical Sciences A2 0890-6955 International Journal of Machine Tools & Manufacture A2 0043-1648 Wear A2 0301-679X Tribology International A2 0261-3069 Materials and Design B1 0957-6509 Proceedings of the Institution of Mechanical Engineers. Part A, Journal of Power and Energy B1 0954-4062 Proceedings of the Institution of Mechanical Engineers. Part C, Journal of Mechanical Engineering Science B1 0094-114X Mechanism and Machine Theory B1 0014-4851 Experimental Mechanics B2 0100-7386 Revista Brasileira de Ciências Mecânicas B3 1741-2765 Experimental Mechanics (on line) B4 0025-2700 Máquinas e Metais B5 1808-6292 Revista Minerva B5
  40. 40. Engenharia III – 435 anais/2007 Anais Estrato International Conference on High Speed Machining A1 Congresso Brasileiro de Engenharia Mecânica (COBEM) A2 Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência de Materiais (CBECIMat) B2 Congresso Brasileiro de Cerâmica B2 Encontro Nacional de Coordenadores de Engenharia de Produção (ENEGEP) B5
  41. 41. 4
  42. 42. <ul><li>Ciência fundamental; </li></ul><ul><li>Aplicações; </li></ul><ul><li>Extensões; </li></ul><ul><li>Correções; </li></ul><ul><li>Tecnologia. </li></ul>Comunicação
  43. 43. 5
  44. 44. <ul><li>Oportunidades. </li></ul>Reconhecimento Profissional
  45. 45. <ul><li>Patentes </li></ul><ul><li>Desenvolvimento tecnológico </li></ul>Como ??? Através dos bancos de currículos Nacional: Lattes Internacional: National Science Fundation (US NSF); www.nsf.gov ....... Como é também avaliado um pesquisador em P&D?
  46. 46. 6
  47. 47. Direitos
  48. 48. Criação Industrial Inovação Tecnológica PROPRIEDADE INDUSTRIAL e INTELECTUAL Garantia do Direito Industrial Direito Autoral UK~300 anos
  49. 49. Direito autoral
  50. 50. 7
  51. 51. <ul><li>Missão; </li></ul><ul><li>Prazer; </li></ul><ul><li>Orgulho; </li></ul><ul><li>Hobby. </li></ul>Realização Pessoal
  52. 52. .... Emérito professor pesquisador, aposentado das atividades docentes compulsoriamente, teve o desenvolvimento de uma patologia. Após susto inicial propor-se a estudar a anomalia, instalou grupo de pesquisa e poucos anos depois contabilizada orientações, co-orientações, artigos, palestras projetos e patentes, além de estabilizar seu quadro clínico..... ...... Sublime .... ...
  53. 53. PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA
  54. 54. CARACTERÍSTICAS DE UMA BOA PUBLICAÇÃO <ul><li>Resultado principal único ou o resultado de única técnica </li></ul><ul><li> - se vários, qual é o tema coerente? </li></ul><ul><li>Originalidade, criatividade e inovação; </li></ul><ul><li>Problema científico significante; </li></ul><ul><li>Tecnicamente soa competência; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento lógico na comunicação da informação; </li></ul><ul><li>Bem escrito – estilizado, sucinto, claro, gramática boa e correta. </li></ul>Escrita Científica : Organização + Linguagem apropriada
  55. 55. Início: revisão da literatura, normas; Geração de idéias: idéias e fragmentos de idéias devem ser registrados imediatamente. Início da escrita: deve ser encontrado as condições individuais, (tempo, ambiente,...). CONCEITUAL ETAPAS Escreva, escreva, ...deixar fluir.... aproveitar o momento de inspiração... DESENV.
  56. 56. REVISÃO SUBMISSÃO Revisão do trabalho (parágrafos, inteligível); Correções ortográfica e gramatical; Checar: referências, citações, autores. Seleção do periódico, envio, avaliação dos pareceres. ETAPAS
  57. 57. ESTRUTURAÇÃO BÁSICA DE UM ARTIGO CIENTÍFICO <ul><li>Título </li></ul><ul><li>Sub linha (autores) </li></ul><ul><li>Resumo </li></ul><ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Metodologia </li></ul><ul><li>Resultados </li></ul><ul><li>Conclusões </li></ul><ul><li>Agradecimentos </li></ul><ul><li>Referências </li></ul>
  58. 58. NBR - 14724: 2005 Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação NBR 15287: 2005 Informação e documentação — Projeto de pesquisa — Apresentação NBR 6028: 1990 Resumos - Procedimento NBR 10520: 2002 Informação e documentação - Apresentação de citações em documentos Normas ABNT
  59. 59. TÍTULO <ul><li>Proporcionar aos leitores uma avaliação rápida do contexto </li></ul><ul><li>12-15 palavras </li></ul><ul><li>Auto explicativo </li></ul><ul><li>Incluir palavras chaves (?????) </li></ul>
  60. 60. SUB LINHAS - AUTORIA As posições expressam diferenças de participação Primeiro autor... último autor Primeiro autor – principal participante Último autor - professor mais graduado A autoria deveria ser discutida no início do relacionamento. TODOS os autores são responsáveis pelo conteúdo técnico, interpretação e expressão das idéias contida nos artigos.
  61. 61. ..... Um reconhecido pesquisador na área de revestimento cerâmico publicou com seus alunos e colaboradores um artigo sobre um defeito que ocorria em pisos cerâmicos, pois assim era entendido em alguns países de referência na área. A normalização Brasileira vigente, no entanto, refere-se à esta ocorrência como um efeito . Em uma perícia técnica em um conjunto habitacional, a pedido de um Juiz e em função do “jogo de palavras”, o artigo do pesquisador foi anexado ao processo e naquele momento, o juiz entendeu que aquele artigo, merecia receber força de lei.....
  62. 62. RESUMO (ABSTRACT) NBR 6028 <ul><li>Compacto, 150 palavras-artigo; </li></ul><ul><li>Declaração do trabalho; </li></ul><ul><li>Introdução da natureza e escopo do assunto; </li></ul><ul><li>Breve resumo da literatura para orientar o leitor; </li></ul><ul><li>Objetivos; </li></ul><ul><li>Introduzir metodologia; </li></ul><ul><li>Apresentar principais resultados; </li></ul><ul><li>Apresentar conclusões. </li></ul>
  63. 63. Escafoldes em alumina foram fabricados e em suas superfícies impregnou-se biovidro e hidroxiapatita; realizou-se análise das propriedades mecânica e de interação célula-escafolde in vitro . Estruturas porosas denominadas escafoldes são utilizadas como suportes para crescimento de tecidos, devem apresentar poros abertos interconectados, com morfologia, distribuição e quantidade de poros que confiram resistência mecânica e induzam o crescimento ósseo. Os escafoldes simulam a matriz extracelular e são a chave para a Engenharia de Tecidos que está conceituada na cultura prévia de células com proteínas morfogenéticas, oferecendo suporte para o crescimento celular na formação do tecido maduro. Desenvolveu-se técnica de manufatura onde foram conformados escafoldes como corpos de prova em alumina, em hidroxiapatita e em alumina infiltrada com biovidro e hidroxiapatita. Os escafoldes foram submetidos a ensaios mecânicos de compressão e sofreram análise de interação com células ósseas in vitro. A morfologia e a concentração da porosidade dos escafoldes foram analisados por Microscopia de Varredura Eletrônica e apresentaram porosidade volumétrica de ~70% e diâmetro médio dos poros de ~190µm. Observou-se interação das células mais vigorosas e com pronunciada mitose nos escafoldes infiltrados relativamente aos escafoldes de alumina e hidroxiapatita. Os resultados indicaram resistência mecânica para os corpos infiltrados de 43,27 MPa, valor inferior ao observados nos escafolde de alumina 52,27 MPa e muito superior aos de hidroxiapatita 0,28 MPa. Conclui-se que os escafoldes de alumina infiltrados com biovidro e hidroxiapatita apresentaram uma combinação promissora nas características mecânicas e biológicas in vitro com viabilidade econômica. Exemplo – revisado CAMILO, C.C. Escafoldes para implantes ósseos em alumina/hidroxiapatita/biovidro: análises mecânica e in vitro. 2006. 120 f – Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2006.
  64. 64. INTRODUÇÃO <ul><li>Declaração do problema e seu significado </li></ul><ul><li>Se tese – declarar a originalidade </li></ul><ul><ul><li>Singularidade </li></ul></ul>Perguntas que devem ser respondidas pela introdução: <ul><li>De que assunto trata o artigo (dissertação, tese)? </li></ul><ul><li>Porque é importante tratar esse assunto? </li></ul><ul><li>Como foi tratado o assunto? </li></ul><ul><li>Qual é o objetivo? </li></ul>Fonte: VIEIRA, S. (1991) Como escrever uma tese
  65. 65. INÍCIO Imaginação do pesquisador  Conjetura “ Conjeturar é intuir algo que, apesar de problemático, não era antes real. Trata-se de um momento de criatividade e depende da capacidade de imaginação criadora do pesquisador ” Fonte: Vargas, M.(1985) Metodologia da Pesquisa Científica Conjetura  Estado de Hipótese
  66. 66. HIPÓTESES “ A partir dos fatos observados (e em geral quantificados) busca-se estabelecer generalizações. Essas generalizações são hipóteses que se propõe para explicar os fatos observados e todos os outros da mesma natureza que não estiveram incluídos na observação” Fonte: REY, L. (1993) Planejar e redigir trabalhos científicos. “ São proposições gerais, estabelecidas dentro de um quadro de referência teórico, baseadas no conhecimento claro do problema ou da questão pendente” Elas prefiguram uma solução provável
  67. 67. ““ Formulada uma hipótese é realizado um experimento ou uma observação científica, surge freqüentemente o problema de decidir se os dados coletados sustentam ou não essa hipótese” (REY, 1993) Fonte: REY, L. (1993) Planejar e redigir trabalhos científicos. TESTE DE HIPÓTESES
  68. 68. Se os experimentos provam que a hipótese é verdadeira, isto torna-se uma teoria ou lei da natureza. Se o experimento prova que a hipótese é falsa, a hipótese deve ser rejeitada ou modificada. O método científico usado deveria nos apresentar uma força para predizer (para entendimento do fenômeno o qual não tem sido testado). TESTE DE HIPÓTESES
  69. 69. A TEORIA NA PESQUISA <ul><li>O emprego de teoria nas pesquisas significa que o trabalho recebeu conhecimento. </li></ul><ul><li>Uma boa pesquisa começa pela teoria e contribui para com ela. </li></ul>
  70. 70. TEORIAS - o que são ? “ Escritas formais de regras no qual um assunto de estudo é baseado ou idéias que são sugeridas para explicar um fato ou evento” . (VARGAS, 1985) “ Teoria origina-se na capacidade humana de “ver”, através dos fenômenos, uma forma, ordem ou sistema de leis que os torna logicamente compreensíveis.” (VARGAS, 1985)
  71. 71. REVISÃO DA LITERATURA <ul><li>Encontrar a literatura pertinente; </li></ul><ul><li>Revisão do estado da arte; </li></ul><ul><li>Fundamentos teóricos; </li></ul><ul><li>Apresentação de muitas idéias para entender a raiz dos problemas; </li></ul><ul><li>Correlações. </li></ul>
  72. 72. MATERIAIS E MÉTODOS <ul><ul><li>Como se procederá a pesquisa? </li></ul></ul><ul><ul><li>Caminhos para se chegar aos objetivos propostos? </li></ul></ul> cont. <ul><li>Qual o tipo de pesquisa? </li></ul><ul><li>Qual o universo da pesquisa? </li></ul><ul><li>Será utilizado a amostragem? </li></ul><ul><li>Quais os instrumentos de coleta de dados? </li></ul><ul><li>Como será interpretado e analisado os dados e as informações? </li></ul>
  73. 73. RESULTADOS <ul><li>Não deve descrever métodos que inadvertidamente foram omitidos no capítulo materiais e métodos. </li></ul><ul><li>Pode ser dividido </li></ul><ul><li>Visão geral (sem repetir) </li></ul><ul><li>Apresentação de dados) </li></ul>
  74. 74. CONCLUSÕES <ul><li>Deve estar respondido: </li></ul><ul><li>Qual foi a contribuição com o trabalho; </li></ul><ul><li>De que forma o estudo ajudou a resolver o problema original; </li></ul><ul><li>Que conclusões e implicações teóricas pode ser extraída do estudo. </li></ul><ul><li>Revendo a introdução esboce as conclusões </li></ul>
  75. 75. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul>
  76. 76. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul>
  77. 77. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul>
  78. 78. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>Atenção para os detalhes </li></ul>
  79. 79. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>Atenção para os detalhes </li></ul><ul><li>Crédito da literatura </li></ul>
  80. 80. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>Atenção para os detalhes </li></ul><ul><li>Crédito da literatura </li></ul><ul><li>Segurança - Identificar alguma/toda ação ou material perigoso </li></ul>
  81. 81. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>Atenção para os detalhes </li></ul><ul><li>Crédito da literatura </li></ul><ul><li>Segurança - Identificar alguma/toda ação ou material perigoso </li></ul><ul><li>Conciso não fragmentado </li></ul>
  82. 82. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>Atenção para os detalhes </li></ul><ul><li>Crédito da literatura </li></ul><ul><li>Segurança - Identificar alguma/toda ação ou material perigoso </li></ul><ul><li>Conciso não fragmentado </li></ul><ul><li>Sugestões para futuros trabalhos </li></ul>
  83. 83. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>Atenção para os detalhes </li></ul><ul><li>Crédito da literatura </li></ul><ul><li>Segurança - Identificar alguma/toda ação ou material perigoso </li></ul><ul><li>Conciso não fragmentado </li></ul><ul><li>Sugestões para futuros trabalhos </li></ul><ul><li>Agradecimento aos colaboradores e financiadores </li></ul>
  84. 84. RESPONSABILIDADES ÉTICA DE TODOS OS AUTORES <ul><li>Reprodutível </li></ul><ul><li>Econômico </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>Atenção para os detalhes </li></ul><ul><li>Crédito da literatura </li></ul><ul><li>Segurança - Identificar alguma/toda ação ou material perigoso </li></ul><ul><li>Conciso não fragmentado </li></ul><ul><li>Sugestões para futuros trabalhos </li></ul><ul><li>Agradecimento aos colaboradores e financiadores </li></ul>
  85. 85. <ul><li>Autoplágio </li></ul>......Trabalhos, onde são reapresentados parágrafos e resultados idênticos ou quase idênticos a trabalhos anteriores, ainda que da mesma autoria, são considerados auto-plágio e devem ser evitados. Mas é legítimo que um trabalho tenha continuidade e evolução e que seja aproveitada parte do assunto tratada anteriormente. Nestes casos, a citação de trabalhos anteriores é uma alternativa legal desde que referenciada, entretanto, também incorre na promoção do Índice h e quando feita abusivamente é tida como auto promoção e considerada uma falta ética, ainda que sem a intenção. É preciso diferenciar quanto a auto citação é feita por necessidade e quando é feita para auto promoção. Neste sentido os indexadores disponibilizam para os visitantes a possibilidade de verificar quem os citou e também a remoção das citações na contabilidade do Índice h......
  86. 86. <ul><li>Appud </li></ul>......ao assistir uma defesa de doutorado um dos examinadores ao ler um parágrafo do trabalho com referencia em appud indagou...... “ nos dias de hoje com pleno acesso à informação você deveria buscar os originais e citar diretamente a fonte ” .... ... cuidado ... ...quando um autor constrói uma frase e referencia um ou mais autores talvez ele tenha precisado ler muitos trabalhos para construir uma idéia que foi expressa naquela frase tornando-a uma propriedade intelectual, portanto é legítimo o uso do appud como garantia do direito intelectual do autor...
  87. 87. HABILIDADE Estágios 1º Inconsciência Inabilidade O Monge e o executivo.
  88. 88. HABILIDADE Estágios 1º Inconsciência Inabilidade 2º Consciência Inabilidade O Monge e o executivo.
  89. 89. HABILIDADE Estágios 1º Inconsciência Inabilidade 2º Consciência Inabilidade 3º Consciência Habilidade O Monge e o executivo.
  90. 90. HABILIDADE Estágios 1º Inconsciência Inabilidade 2º Consciência Inabilidade 3º Consciência Habilidade 4º Inconsciência Habilidade O Monge e o executivo.
  91. 91. BIBLIOGRAFIA E LINKS CROSS, J. Impact factors: the basics. In: ANDERSON, R. The E-Resources management handbook . Park Square: Taylor & Francis, 2009. v.1   DAY, R.A. How to write a scientific paper. IEEE Transactions on Professional Communications , New York, v.PC-20, n.1, p.32-37, June 1977.   GARFIELD, E. The Significant scientific literature appears in a small core of journals. The Scientist , New York, v.10, n.17, p.13-16, Sept. 1996.   HIRSCH, J.E. An Index to quantify an individual’s scientific research output. Proceedings of the National Academy of Sciences of the united States of America , Washington, v.102, n.46, p.16569-16572, Nov. 2005.   HUNTER, J.C. O Monge e o executivo . Tradução de Maria da Conceição F.de Magalhães. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.   ISI Web of Knowledge sm . Journal citation reports5® . Disponível em:<http://admin-apps.webofknowledge.com/JCR/JCR>. Acesso em: 8 set. 2011.   AMIN, M.; MABE, M.A. Impact factors: use and abuse. Medicina , Buenos Aires, v.63, n.4, p.347-354. 2003   REY, L. Planejar e redigir trabalhos científicos . 2.ed. São Paulo: Blucher, 1993.   STREHL , L. O Fator de impacto do ISI e a avaliação da produção científica: aspectos conceituais e metodológicos. Ciência da Informação , Brasília, v.34, n.1, p.19-27.   Vargas, M. Metodologia da Pesquisa tecnológica. Rio de Janeiro: Globo, 1985.   VIEIRA, S. Como escrever uma tese . São Paulo: Pioneira, 1991.   WEISSBERG, R.; BUKER, S. Writing up research : experimental research report writing for students of English. New Jersey: prentice Hall, 1990.
  92. 92. Agradecemos [email_address] rosana@sc.usp.br http://www.eesc.usp.br/eesc/administracao/biblioteca/pub/home/index.php

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