Dança do ventre descobrindo sua deusa interior (1)

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Dança do ventre descobrindo sua deusa interior (1)

  1. 1. 4 Dança do Ventre Descobrindo sua Deusa Interior Sueli Lyz
  2. 2. 5 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Índices para catálogo sistemático: 1. Dança do ventre : Estudo e ensino : Artes 792,807 ISBN – 85-85839-33-3 Copyright © 1999 by Sueli Lyz. Copyright © 1999 By Berkana Editora Ltda.® Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem a expressa autorização do editor. Copy-desk: Maudie Chiarini Revisão: Maria Tereza Franchi. Capa e Editoração Eletrônica: Renata Chiarini Bistão. Ilustração (capa e miolo): Claudinei Hidalgo. Lyz , Sueli Dança do Ventre : descobrindo sua deusa interior / Sueli Liz. – São Paulo: Berkana Editora, 1999. Bibliografia. 1. Dança do Ventre 2 . Dança do Ventre – Estudo e ensino I Título 99-4907 CDD-792,807
  3. 3. 6 No dia em que eu descobrir o meu destino e o meu caminho, talvez tantas coisas e assuntos na Terra já tenham se transformado e eu, ainda estarei tentando entender os ciclos da Lua e das marés, que vão e vêm nas tempestades. Sueli Lyz
  4. 4. 7
  5. 5. 8 Este trabalho é dedicado a você mulher: esposa, mãe, avó, dançarina, professora, psicólogo. A todo homem: marido, pai, professor, metafísico, astrólogo. Aos que pesquisa sobre melhores condições do viver, em fim, a todos nós que vivemos e interpretamos a vida.
  6. 6. 9
  7. 7. 10 O Dançar de uma Deusa A música é suave, envolvente. O clima da dança é mágico como num conto das mil e uma noites. No ar, os incensos perfumados relaxam o corpo e mente. A mulher se prepara para a dança, enfeita-se veste-se com seu belíssimo traje de tecido leve e brilhante. Seus véus esvoaçam diáfanos, como se fossem levados pelo vento. A delicadeza de suas mãos e de seus gestos parecem transformá-la em uma criatura celestial. Seu corpo dança, sinuoso como uma serpente, como se deslizasse suavemente ao som de um flauta. A expressão de seu tosto é de felicidade, seu semblante reflete esplendor, beleza e feminilidade divinos. Tudo nela é suave, delicado, mas seus olhos são fortes, possuem um magnetismo desconcertante e cheio de mistérios. Meio em transe, se entrega ao ritmo da dança. Não importa se é gorda ou magra, feia ou bonita, idosa ou jovem – sabe apenas que é mulher, feminina, sensual, plena, cheia de vida e energia. A dança revela seu mistério num olhar, num gesto, num sorriso, num jeito de jogar os cabelos, no andar, no brilho da aura de quem está de bom com a vida e não tem medo de ser feliz. Sueli Lyz
  8. 8. 11 ÍNDICE PRÓLOGO ....................................................................................................15 A DANÇA DO VENTRE ...................................................................................20 MOVIMENTO 1 ..............................................................................................27 MOVIMENTOS DA DANÇA .......................................................................27 PASSO YASMIN .................................................................................27 PASSO GREGO .................................................................................28 A DEUSA AFRODITE ..............................................................................29 LUZ E SOMBRA DE AFRODITE .................................................................31 DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA ....................................................33 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM OS MOVIMENTOS DA DANÇA ....................35 1º CHACRA – BÁSICO ........................................................................35 CHACRAS COMPLEMENTARES – PÉS E JOELHOS ....................................39 CHACRAS DOS PÉS ..........................................................................39 CHACRAS DOS JOELHOS ...................................................................40 MOVIMENTO 2 .............................................................................................43 MOVIMENTOS DA DANÇA ......................................................................43 OITO DEITADO .................................................................................43 OITO MAIA .......................................................................................44 PASSOS DO CAMELO ........................................................................44 ONDULAÇÕES ..................................................................................45 BATIDAS FORTE E SHIMIS .................................................................46 REDONDOS DE QUADRIL ...................................................................46 A DEUSA DEMÉTER ...............................................................................48 LUZ E SOMBRA DE DEMÉTER .................................................................49 DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA ....................................................50 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM OS MOVIMENTOS DA DANÇA .....................52 2º CHACRA – UMBILICAL ...................................................................52 MOVIMENTO 3 .............................................................................................54 MOVIMENTOS DA DANÇA ......................................................................54 ONDULAÇÕES ABDOMINAIS ..............................................................54 A DEUSA ARTEMIS ...............................................................................55 LUZ E SOMBRA DE ARTEMIS .................................................................57
  9. 9. 12 DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA ....................................................58 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM OS MOVIMENTOS DA DANÇA ....................60 3º CHACRA – PLEXO SOLAR ..............................................................60 MOVIMENTO 4 ..............................................................................................63 MOVIMENTOS DA DANÇA .......................................................................63 OITO DE BUSTO ................................................................................63 A DEUSA ATENA ...............................................................................65 LUZ E SOMBRA DE ATENA .................................................................67 DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA ....................................................68 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM O MOVIMENTOS DA DANÇA ......................70 4º CHACRA – CARDÍACO ...................................................................70 MOVIMENTO 5 ..............................................................................................74 MOVIMENTOS DA DANÇA .......................................................................74 ONDULAÇÕES E CIRCULARES DE PESCOÇO .......................................74 A DEUSA HERA .....................................................................................75 LUZ E SOMBRA DE HERA .......................................................................76 DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA ....................................................78 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM O MOVIMENTOS DA DANÇA ......................79 5º CHACRA – LARÍNGEO ....................................................................79 MOVIMENTO 6 ..............................................................................................82 MOVIMENTOS DA DANÇA .......................................................................82 3ª VISÃO ..........................................................................................82 A DEUSA PERSÉFONE ...........................................................................82 DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA ....................................................89 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM O MOVIMENTOS DA DANÇA ......................90 6º CHACRA – FRONTAL .....................................................................90 MOVIMENTO 7 ..............................................................................................90 MOVIMENTOS DA DANÇA .......................................................................92 A APARIÇÃO DA DEUSA ....................................................................92 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM OS MOVIMENTOS DA DANÇA ....................95 7º CHACRA – CORONÁRIO ................................................................95 CHACRAS DAS MÃOS ............................................................................96 ALINHANDO O LADO FEMININO COM AS MÃOS ....................................98 ALINHAMENTOS DO LADO MASCULINO COM AS MÃOS ........................99 A APARIÇÃO DA DEUSA .......................................................................100 AS DANÇAS ...............................................................................................103
  10. 10. 13 A DANÇA DO CANDELABRO ................................................................103 A DANÇA DOS SETE VÉUS ..................................................................105 SIGNIFICADO DOS VÉUS .................................................................106 OS DEUSES MASCULINOS .........................................................................108 OS QUATRO ELEMENTOS ..........................................................................111 ELEMENTO TERRA .............................................................................111 DESEQUILÍBRIO DA TERRA .............................................................112 EXERCÍCIOS PARA EQUILIBRAR O ELEMENTO TERRA .......................112 ELEMENTO ÁGUA ................................................................................112 DESEQUILÍBRIO DA ÁGUA ................................................................113 EXERCÍCIOS PARA EQUILIBRAR O ELEMENTO ÁGUA .........................113 ELEMENTO FOGO ................................................................................113 DESEQUILÍBRIO DA FOGO ................................................................114 EXERCÍCIOS PARA EQUILIBRAR O ELEMENTO FOGO .........................114 ELEMENTO AR ....................................................................................114 DESEQUILÍBRIO DA AR ....................................................................115 EXERCÍCIOS PARA EQUILIBRAR O ELEMENTO AR .............................115 OS QUATRO ELEMENTOS E AS COREOGRAFIAS ...................................115 FOGO .............................................................................................116 TERRA ...........................................................................................116 ÁGUA .............................................................................................116 AR .................................................................................................117 COREOGRAFIAS ARTÍSTICAS – RITUAIS E CONSAGRAÇÕES .........................118 AFRODITE – CELEBRAÇÃO E COREOGRAFIA .........................................118 ARTEMIS – CELEBRAÇÃO E COREOGRAFIA ...........................................118 RITUAL DA ABUNDANCIA – COREOGRAFIA ............................................118 PERSÉFONE – COREOGRAFIA ..............................................................118 CONCLUSÃO ..............................................................................................123 A DANÇA DA MULHER DO 3º MILÊNIO ...................................................123 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................125
  11. 11. 14
  12. 12. 15 Prólogo “Minha História de Reencarnação” Para escrever Dança do Ventre – Descobrindo Sua Deusa Interior eu poderia discorrer sobre os deuses egípcios, hindus, ou Inana na civilização na civilização da Mesopotâmia. Mas, foi no contato com os arquietipo gregos que senti haver em mi uma estreita relação com as energias e personalidades dos deuses gregos. Coloquei-me no centro da Roda das Deusas e pude verificar quais delas estão feridas ou esquecidas e outras com poucas atividades em minha vida, meus relacionamentos, minha profissão, etc. Nessa comunhão com os deuses, pude constatar que quando a energia de uma deusa emerge em nossa vida, pode-se vivencias uma total reviravolta. Tudo o que vínhamos fazendo, vira de pernas para o ar. Relacionamentos, carreira, viagens, enfim, mudanças em geral, nos liberam de velhos comportamentos e feridas muito antigas. Assim, que pude nesses últimos períodos da minha vida, Lançar luz em vários recônditos da alma que estavam esquecidos ou inconscientes e tinham que vir à tona, resgatando em mim mesma toda a vida. Para isso precisei, mesmo que, involuntariamente, fazer uma longa viagem de volta no tempo... Grécia. 6000 a 7000 a. C.. Nessa época, os rituais destinados à Grande Deusa eram oferendados com grãos, cereais, perfumes, incensos, frutas
  13. 13. 16 variadas e o porco que, em algumas regiões, era a oferenda em forma de sangue. Por sete noites e sete dias, aconteciam ofícios nos templos ao ar livre e os discípulos que se interessasse, eram iniciados nos mistérios. As cerimônias eram realizadas por sacerdotisas devido a sua natureza feminina e receptiva. Elas eram responsáveis pela abertura de canais para o plano espiritual, através de mantras, de mudràs (gestos) e de dança, para que a energia dos deuses fizesse sua passagem pelos chacras abrisse o Corpo de Luz. Sem a energia feminina, nenhum ritual poderia emancipar o discípulo. Havia uma integração com a parte masculina. Os homens também, entendiam a interagiam nos rituais de fertilidade. A escolha da Sacerdotisa destinada a ser a Mãe do clã, era feita em uma grande festa, com muitas danças sagradas. Nessa ocasião, aquela para quem era passada essa responsabilidade, recebia o Cálice Sagrado, feito de diamantes, representando os elementos. Os Sabás das Mulheres eram realizados nas florestas, ao ar livre, à luz do Luar, ou recebendo a energia solar. Os astros eram estudados juntamente com a energia das pedras e os ciclos da natureza. O cálice nos rituais, representava o útero das mulheres e sua ligação com a Grande Mãe. O “sangue menstrual” que era oferecido à Terra. Nesses rituais, as vestais dançavam como o fogo, representado em círculos sagrados, parecidos com objetos indígenas de chocalhos. Assim, a vida era vivida em plena paz. A loucura dos homens, por guerra, poder e sangue, era neutralizada pelas oferendas proporcionadas pelas mulheres que, em comunhão com a Deusa, pelo seu poder de dar e manter a vida,
  14. 14. 17 faziam de seu ventre o grande mistério de onde surtia a vida. Alguns guerreiros e sacerdotes incitados por rituais e devoções praticados por magos negros, invejando o “poder natural das mulheres” quiseram usurpar essa comunhão com a Deusa. Começou então uma perseguição silenciosa e uma estratégia de extermínio aos clãs das mulheres. A ideia de escrever Dança do Ventre – Descobrindo sua Deusa Interior, aconteceu no momento em que uma imagem dessa época horrível surgiu na minha tela mental. Todos os meus chacras temeram e se voltaram para esse passado, afim de que eu soubesse e contasse às mulheres e homens desta época, como tudo aconteceu, e juntos, resgatássemos o feminino, que a partir daí, foi sufocado em cada uma de nós. Nessa volta, encontrei-me em meio a muitas lutas entra guerreiro e amazonas que defendiam as mulheres xamãs, sibilas e sacerdotisas, possuidores de dons sobrenaturais de entrar em contato com a Deusa Mãe em rituais e ela oferecidos. Um clã de mulheres já vivia em enormes grutas, escondidas com os velhos, crianças e a vida não mais corriam livres nos campos, pois se fossemos pegas, o preço seria a própria vida. Eu era jovem e estava ali para ocupar o meu lugar de sacerdotisa. Celebrávamos com uma grande festa, com muitas danças e muita alegria. Dos gestos e coreografias fluíam, com esplendor energias que abriam novos canais psíquicos e espirituais, quando nossa vidência e capacidade de cura, proporcionava grande emoção. A vida, mesmo em grutas, era ainda muito feliz e prospera, com muito amor e divisão fraternal, embora soubéssemos
  15. 15. 18 que a Era Matriarcal estava no final e muitos inocentes pagariam com a vida por erros de alguns clãs femininos, por abuso de seu poder em rituais de fertilidade. As amazonas, mulheres guerreiras, traçavam seu império e protegiam o clã, guerreando sem tréguas para que o patriarcado não imperasse. Nessas imagens de magnitude daquela sociedade, que passavam como um filme em minha mente, eu reconhecia os rosto, o andar e a força de muitas daquelas mulheres que hoje estão encarnadas e são minhas eternas amigas, muitas, que eu sei, ainda virei conhecer. Na revisão dessa vida anterior, compreendi que não pude efetuar e completar o meu trabalho naquela época, como sacerdotisa, pois fui morta por “sacerdotes bruxos” numa emboscada. De volta, já nesta nossa era, só depois de haver estruturado meus corpos, pude trazer para a consciência o contato com os deuses em mim, resgatando os “rituais esquecidos” através das danças sagradas. Nos trabalhos de regressão, nós temos um raio de visão maior dos problemas e questões a serem desbloqueadas, através da luz, alem da minha historia pessoal, eu entrava em contato com os rituais, a sociedade, as divindades, o declínio de um sistema, a educação das crianças e o resgate de uma parte minha esquecida: “A Sacerdotisa”. Além de aprender tudo que era possível a respeito da dança, algo, dentre de mim dizia que os movimentos não eram só os passos com perfeição de técnica. Havia algo mais profundo a ser recuperado; os rituais para que a s mulheres e homens pudessem resgatar “o Feminino”, adormecido dentro de cada ser. Pode ser que demore algum tempo, mas a cada dia e cada trabalho que fazemos, mais homens guerreiros desta nossa
  16. 16. 19 época, estão entregando as armas, aderindo às danças ritualísticas em homenagem a Grande mãe e, o melhor de tudo, deixando abrir seu coração para esse trabalho interior. Assim, podemos visualizar como trazer essa energia de Amor, de concretização, de força e de sensualidade que os deuses nos ofertam, na experiência de Fonte Divina, que é o nosso EU Superior. Com a experiência e os trabalhos de pesquisa nas aulas de dança e nas terapias, pude avaliar o quanto a dança e certos exercícios despertam os chacras, fazendo a passagem da energia da deusa que nos fornece equilíbrio, forma, beleza e também desenvolvimento espiritual, resgatando na mulher a serpente do conhecimento que faz ressurgir a Deusa/Sacerdotisa. O resgate do feminino em Dança do Ventre – Descobrindo sua Deusa Interior vem para tentar restaurar o poder da Deusa em cada mulher e em cada homem da época atual, reafirmando a necessidade de haver um para completar o outro. Sueli Lyz
  17. 17. 20 A dança do ventre Remota e esquecida, a dança do ventre, um pratica milenar que chegou até nossos dias, era usada no Egito para reverenciar os deuses. Na Índia, pelo que se sabe através de filosofia hindu, era praticada em rituais tântricos. Na Arábia antiga, contada por Abdrushin, os Sultões eram homens sábios que usavam a dança como abertura de canal de comunicação com a divindade, que permitiria que só filhos que tivessem, fosse sábios e evoluídos. Desde as mais antigas tribos indígenas, dos mais diferentes lugares do mundo, a prática da dança era feita com movimentos fortes de quadris, sentido-se a pulsação da Terra e de seus elementais. Atualmente, a dança do ventre, entre outras danças orientais, nos oferece uma iniciação de abertura, renovação e consagração da mulher e do homem, na passagem desse milênio, decifrando a magia e a nostalgia que música oriental nos traz. Entretanto nessa sintonia, a que época nos remete a memória e a saudade de um tempo longínquo? Teríamos sido odaliscas, sacerdotes, príncipes, sultões, escravos ou cidadãos do povo que sempre teriam dançado em cerimoniais sagrados? Estaríamos hoje retornando a este tempo presente para materializar a arte, a musica, os rituais, enfim, as comemorações do passado, que por motivos muito sérios teriam sido banidos da vida diária dos povos?
  18. 18. 21 Pessoas sensíveis com um desenvolvimento psíquico altamente confiável, os que estudam os mitos através de Jung e alguns astrólogos, já perceberam que algo de muito serio está acontecendo nos Céus e sendo restaurado na Terra – um movimento de regeneração e mudanças. Mulheres e homens de mentes avançadas percebem essa onda de vibração, que também é captada pelo inconsciente coletivo. É a energia dos Deuses, renascendo na era atual. Algumas pessoas já perceberam as mudanças na humanidade como um todo e em suas vidas especificamente. Essa mutação pede que estejamos preparados para o Retorno da Deusa e as consequentes subdivisões em formas de arquétipos, regatando o feminino na mulher e no homem, pois cada criatura é formada do masculino e feminino, considerando- se que pela “real história da humanidade” havia um Deus/Pai/Mãe. No passado, houve um longo tempo de paz e harmonia na Terra, um tempo em que homens, mulheres e crianças viviam felizes, celebravam e dançavam nas consagrações feitas a Deusa-mãe que nutria essa Terra e o pai protegia. Desde a remota Atlântida, e mais recentemente na Grécia, pode-se constatar que as celebrações que se fazia à Deusa, aos poucos forma sendo dizimadas por guerreiros e sacerdotes, estabelecendo-se, lentamente, o culto ao deus masculino. Na história dessa humanidade, no caminhar dos séculos, poucas foram as mulheres que puderam sobressair-se em alguma ideia, forma ou pensamento. Quando alguma mulher trazia à luz alguma coisa, seu psiquismo, ou suas ideias eram julgados avançados e ele era louca, cortesã, bruxa ou cigana-xamã, isolada na floresta.
  19. 19. 22 Vênus/Afrodite foi arrancada de seu templo, culpada e condenada sumariamente. Fizeram-na profana e reprimida pelas funções do seu corpo. O poder da deusa, ou o poder feminino, nesse momento começou a diminuir. Isso levou à repressão da mulher e do homem através dos tempos, à somatização de doenças e à falta de amor, na visão triste da chamada abertura sexual de hoje. Atualmente, vemos a expressão “amor de Afrodite”, como sinônimo de traição, mentira, transe sexual e, várias nuances de sexualidade desbravada e sadomasoquista. Na verdade, trazemos dentro de nos mesmos, a energia de muitas deusas: da Sabedoria, da Paciência, da Força, da Criatividade, da Guerra, do Amor. Aprendemos como o tempo e com o dançar, a harmonizar essas energias em nossos relacionamentos, nos sentimentos, nos chacras e no desempenho de papeis que não são impostos em nossa cultura. Do Panteão dos Deuses Gregos, cuja energia foi arremessada para nossa época, vamos decifrar em sua Mitologia, a natureza e as funções de cada deus, que transportadas para o nosso século nos ajudam a entender como agimos, como nos descobrimos e como estamos mudando nossas funções como homens e mulheres. Com a dança, podemos abrir nossa consciência, descortinar o “pior” de nossos bloqueios e o “melhor” de nosso autoconhecimento e avançar no desenvolvimento corporal e energético. Dentro dos arquétipos das deusas, podemos descobrir qual delas está esquecida ou reprimida dentro de nós, pela dor de uma ferida não curada de nossa infância, pelo desamor ou pela raiva. Podemos descobrir, também, se a deusa está à luz ou à sombra, em nosso interior, fazendo-nos rever nos departamentos
  20. 20. 23 de nossas vidas onde a energia está estagnada, recriando nosso destino e nossa história, livrando-nos das amarguras, ansiedade, tensões, e frustrações, trazendo luz a pontos mais escondidos do nosso Ser. Na Astrologia, já podemos estudar os papeis das principais deusas em nosso Mapa Natal e na Revolução Solar (mapa que fazemos para verificar os acontecimentos, a partir de nosso aniversario até o não seguinte), pois cada planeta que interfere em nossa vida é a representação de um deus ou de uma deusa. Através da Astrologia, podemos verificar, que a maioria das pessoas possui a chave da prisão da deusa, isto é, são capazes, ela mesmas, quando trabalhadas adequadamente, de conseguir a liberdade que lhes trata harmonia e bem estar. A dança é a melhor forma de expressão que existe. Na prática dos exercícios e mudrás, pode-se verificar que o físico e o energético caminha interligados, “abrindo” e fazendo evoluir em harmonia – corpo – mente – alma. A magia que a dança do ventre traz para que a pratica, ou aprecia simplesmente olhar, permite que seja captada a energia que está de volta nos Céus e na Terra, podendo mexer com o inconsciente. A dança do ventre não originou-se somente em um país ou em um região. Recebeu as características dos costumes de cada país era praticada, dependendo dos deuses e deusas que as sacerdotisas consagravam ou cultuavam em seus rituais, sendo indispensável dizer, que esses cultos eram destinados à Deusa/Mãe e à fertilidade. Ela foi dançada e consagrada nos templos de várias ordens e religiões. Assim, ao logo da história, a dança do ventre recebeu influências das mais variadas e, naturalmente, seguiu um
  21. 21. 24 processo evolutivo em dois tipos de cenários: o culto religioso e a dança dos palácio e das ruas. A dança do ventre evoluiu através dos tempos e hoje, muitas dançarinas realizam um trabalho maravilhoso, que vai desde o puro prazer de dançar, até as curas feitas através da dança. A finalidade da dança era comunicar-se com os níveis sutis de energia e sés mistérios, harmonizar-se com os ciclos da Terra e da Natureza e também com os quatro elementos. Dançava-se para a Terra, para o Ar, para as Águas e para o Fogo. Para que os reinos fossem férteis. Dentro de cada mulher, há uma grande ligação do físico com o espiritual, da Terra com o Universo. A sabedoria da Deusa Interior é eterna. Hoje, esta grande deusa regressa para que a mulher conheça e saiba que sua energia, se usada de forma errada leva a vaidade, ao egoísmo, às doenças psíquicas, à confusão mental, emocional e espiritual. Por outro lado, quando é usada de forma adequada, há a abertura para canalização, à mediunidade e à proteção dos mestres espirituais, para a ascensão total. É neste momento que ligação da mulher com a deusa acontece. Ao som de uma musica forte, o acariciar da Serpente era o convite, a escolha de aceitar o conhecimento a força e a responsabilidade se ser possuidora de habilidades psíquicas. A Serpente ou Píton é a simbologia usada para presentear a força psíquica que existe em cada mulher. Píton, Gaia, Pítia, Tiamat, Shavki, Cênon, Isis serpente do Arco-Iris, Coatlique, Iemanjá, ou seja, qual for o nome atribuído à serpente em cada civilização, ela representa a própria imagem da Deusa que sempre existiu, em todas as épocas, perpetuando as raças e o conhecimento.
  22. 22. 25 As dançarinas/sacerdotisas acolhem a serpente enrodilhada, cujo corpo em espiral é o símbolo da vibração crescente da Grande Mãe. Em transe, elas aceitam os dons do seu corpo. O nascer pelos centros de energias dos chacras, o despertar do seu Eu adormecido. Quando a bailarina dança, seus movimentos parecem os de uma chama que se eleva, imitando o “bote” das serpentes quando se erguem e, então, se transformam na expressão da força sagrada do Eu interior centrado e seguro. O ventre descoberto da mulher recebe as energias de Rá (Sol) e também dos rituais feitos para as Luas: Crescente – para tudo frutificar e realizar; Minguante – para as coisas que queiram minimizar ou secar; Cheia – o nível máximo de energia física e psíquica; Nova – para novos planos, renovação, aliança, em rituais em que alcançavam-se novos e dinâmicos estados de consciência. Tanto hoje como no passado. Os dons e a sabedoria abrem- se dentro da mulher. Ela transforma-se no que vê e, através da dança, acolhe a dignidade de seu Ser, apreciando sua beleza e aceitando as responsabilidades de paz e positividade que os dons lhe trazem. Nos templos modernos de dança como nos templos iniciáticos, a cada ritual de dança, pelos quatros corpos – físico, etérico mental e emocional – flui e resplandece uma luz transparente, envolvendo e energizando cada chacra, trazendo uma grande emoção e a alegria do reencontro. Assim, a dançarina entra em contato com a Deusa. A energia do Retorno da Deusa poderá fluir nos caminho da vida através de cada corpo de mulher, que se dedique à Arte e
  23. 23. 26 ao Sagrado da Dança, proporcionando equilíbrio, liberdade e criatividade pessoal. Enquanto dança, a mulher ondula seu corpo com sinuosidade, mimetizando os movimentos da Serpente Sagrada (Píton), cuja energia é transformada em ritual pela dançarina. Ela canaliza a força da Terra, energizando e alinhando os chacras que podem estar bloqueado, tanto na entrada com na saída das energias e a conseqüência disso é a somatização, isto é, o aparecimento, no corpo físico de doenças que se iniciaram no corpo etérico. Cada um dos movimentos da dança do ventre, cada um de seus passos tem um significado especial, pois tira da “sombra” trazendo para a “luz”, a energia das deusas adormecidas dentro da mulher, que muitas vezes, envolvida na luta pela sobrevivência, esquece-se de si mesma. É importante que sejam bem executados para que se consiga, alem da alegrai e do prazer que a própria dança proporciona, atingir seu objetivo principal – a harmonização de todas as energias de nossos quatro corpos inferiores (físico, etérico, mental e emocional).
  24. 24. 27 Movimento 1 Movimentos da Dança Inicialmente, voltamos nossa atenção para os membros inferiores. A maneira como andamos, os pés, os tornozelos, os joelhos, as articulações, a musculatura das pernas e virilhas são trabalhados, intimamente, na dança. As rotações e os alongamentos são necessários para fortalecer todas essas partes do corpo e para que ganhem mais energia. Quando estamos fazendo, perfeitamente, os primeiro movimentos da dança, os passos Yasmin e Grego, é sinal de que houve uma abertura do chacra Terra, chamado chacra básico, que circula desde o cóccix até a ponta dos pés, nos proporcionando garra, senso de vida e coordenação motora. Passo Yasmin
  25. 25. 28 1) Levante a perna direita até a altura do quadril, abra na lateral e volte fazendo um semicírculo até a frente da outra perna, abaixando como mostra a figura. 2) Faça o mesmo movimento com a perna esquerda. 3) No inicio, você pode sentir as pernas fracas, mas ao poucos, com a repetição sistemáticas dos exercícios vão tornado-se mais fortes e os movimentos perfeitos e graciosos. Passo grego 1) Abra a perna direita na lateral, volte cruzando na frente da perna esquerda. Assim que o pé direito estiver firme e em equilíbrio, repetir o movimento com a perna esquerda. Os passos Yasmin e Grego facilitam a coordenação, fortalecem os tornozelos e os joelhos e dão, além de desenvoltura, muita graça e beleza à dança. O som dos derbaques, com batidas fotes e sons primais, é o primeiro impacto que faz a energia subir e nos faz sentir a força mágica do elemento terra. A Deusa do amor – Afrodite – é despertada através de sexualidade, força e sensualidade, quebrando as couraças do “cinturão” presente na região pélvica. Aqui, inicia-se a elevação da energia branca cinda da Terra.
  26. 26. 29 A Deusa Afrodite Segundo a mitologia, Saturno, o grande policial cósmico, não se conformando com Uranus e sua ânsia de libertinagem pelo Olimpo, cortou-lhe os órgãos genitais e jogou-os no mar. Os órgãos da considerada liberdade sexual de Uranus, juntando-se às espumas do mar, ocasionou um ato de sensualidade cósmica, do qual nasceu Afrodite. Uranus representa o Pai Celestial e Saturno, o Deus do Tempo (Cronos). Afrodite, para os gregos, e Vênus, para os romanos, simboliza o desejo de todos nós, de união e relacionamentos felizes. O potencial de Afrodite não é apenas para os relacionamentos, mas para a beleza e para todos os tipos de arte e estética. É, também, a maneira pela qual realizamos
  27. 27. 30 nossa especial identidade, sendo a deusa uma espécie de agente equilibrador. Afrodite, Deusa do Amor e das Artes, possui um “cinturão mágico” que tem o poder de encantar, seduzir e escravizar os homens. Há várias nuances de personalidade ou do potencial da Deusa. Usamos a essência de Afrodite quando queremos ressaltar a mulher, ou quando procuramos satisfazer os desejos de natureza física ou instintiva, apetites caprichosos em relação a comidas e sexo, necessidades de segurança e conforto. Usamos, também, sua essência quando não estamos conseguindo impor limites para o nosso corpo ou sendo sugados em algum relacionamento. A herança da simbologia que Afrodite nos dá, é o ensejo de realizar ideais românticos, desenvolver a criatividade, praticar o amor e a justiça e deixar fluir as fases belas da vida. As profissões mais adequadas para a mulher Afrodite são: modelo, atriz, poetisa, dançarina, pintora, modelista, decoradora. Aceita grandes contratos para posar nua. Seu poder é mais acentuado no Signo de Libra que rege a ética, a estética, a beleza e as artes e no Signo de Escorpião por sua natureza sensual e sexual. A cor de Afrodite é a vermelho-rubi. As essências são rosas vermelhas e ylang-ylang. Sem Afrodite dentro do nosso ser, não há união sexual- espiritual. Afrodite é a força catalisadora de tudo. Ela nos faz seguir em direção a vários caminhos, dependendo se a Deusa está na parte da Luz ou na Sombra de nossa historia de vida.
  28. 28. 31 Luz e Sombra de Afrodite Afrodite é símbolo da compaixão e do poder de alquimia do amor. É a “musa” que traz inspiração aos poetas, aos músicos e aos artistas em geral. Não existe nenhuma deusa que tenha sido tão amada e tão rejeitada como Afrodite. Deusa do amor, do êxtase, do prazer, das artes. Modelo para pintores e escultores. Inspiração é sue tema. A mulher que está na luz de Afrodite é muito bela. Cultiva a beleza, cuida das unhas dos cabelos. Dedica-se à beleza do corpo de forma sensual. Usa roupas da moda, esvoaçantes ou justas; adora as de marca, de cores vibrantes, que tenham um toque gostoso na pele. É delicada em sua postura e andar. Ama as coisas que despertam os sentidos. Adora perfumes, flores, música sentimental e comidas finas. O nascimento de Afrodite em qualquer ser indica a possibilidade de apresentar novas ideias e alternativas de forma uma forma lúcida, com justiça e com diplomacia. Ela tem o dom de trazer a união do masculino e do feminino, através do toque do corpo, do sentir e do olhar. Quando Afrodite está na luz, a mulher é ousada sem pudor. Sua existência no mundo de hoje é complicada, por que ela vive intensamente o sei momento. O homem é muito importante e necessário para ela, que gosta de ter vários à sua volta. Ele tem que conquistá-la com envolvimento amoroso. Para ela, a relação que importa é através do coração. Somente ama quando o sentimento é mútuo. Valoriza a conexão sentimentos com os outros, possui uma energia criativa; cria beleza ao seu redor.
  29. 29. 32 É preciso ser criativo com Afrodite – jantar a luz de velas, flores, presentes, etc. Ela investe muito no relacionamento. Afrodite nos carrega de excitação e energia quando temos que traçar um projeto. Ela nos ajuda na auto-valorização e amor próprio. A Deusa é sensual e sexual, fluindo dessa energia muita criatividade e fertilidade. Repressão é a sombra de Afrodite. Reprimindo sua capacidade e seu talento, muitas vezes para figuras masculinas, pode gerar violência contra si própria. Quando há a falta de luz de Afrodite – não nos gostamos, não temos criatividade e não vemos beleza em nós. Nossa Afrodite está esquecida, isto é, está na sombra quando, sufocadas e reprimidas em qualquer relacionamento, não temos coragem para reagir e impor o que somos ou o que queremos. Falta-nos opinião e força própria de criar um outro momento em nossa vida. Essa situação, gerada pela competição, pelo poder de seu “Cinturão Mágico de Afrodite” encontrado tanto nos homens como nas mulheres, está sendo quebrada toda a repressão sexual e da magia do amor, libertando-nos dos tabus que nos impedem de vivenciar a sexualidade sadia do amor verdadeiro. A deusa encarcerada como concubina, prostituta, amante ou cortesã, foi libertando-se como pôde, ao longo dos séculos. Hoje, temos a oportunidade de curar e repelir a sombra de Afrodite – nosso amor e nossa sexualidade reprimida.
  30. 30. 33 Podemos, agora, nos abrir à cura da Afrodite que está dentro de nos, para que possamos cumprir o majestoso destino que nos foi reservado, fundindo o coração ao corpo sensual. Dança para Transformar a Vida No decorrer de minha vida profissional, tenho atendido a muitas mulheres/Afrodite, hoje na faixa dos 50 anos, que foram na adolescência reprimidas pela família. Seus talentos artísticos para o teatro, para o canto, para a música e para a pintura foram sufocados, tendo sido empurradas para um “casamento feliz”. Mas, não importa a idade, todas chegam para iniciar suas aulas de dança, reticentes e tímidas. Sua sensualidade está escondida. Quando a música começa, imediatamente sente-se sua vontade de sair dançando e, não é difícil perceber dentro delas, a Deusa amordaçada pela repressão e mais tratos. As lágrimas são inevitáveis. Através da música, vislumbram, novamente, a vontade e a alegria de viver que lhes foram roubadas por experiências amorosas, frustrantes e assustadora, que quase fizeram-nas esquecer o significado do prazer. Logo, seus ventres começam a ondular como o fogo serpentíneo e seus corpos, invadidos por um prazer imenso, explodem as amarras, libertando a Deusa de sua prisão. Os oitos de bustos abrem seus corações. Os movimentos de braços, como os Shiva, transformam o amor de seu coração em benevolência dirigida para si própria e doação para os outros. Todos os movimentos da dança são soltos e revelam a mais bela das Deusas.
  31. 31. 34 Para sustentar essa “voltagem”, são necessárias inteligência e criatividade. Logo, estas mulheres começam a se arrumar melhor e a colorir a sua visa. Relacionamentos de amizades e casos amorosos mais sólidos, voltam a permear suas vidas. A primeira coisa que precisa acontecer para a mulher/Afrodite é recuperar seu respeito próprio para ter de volta o seu corpo. Isso significa que toda mulher em busca da consciência perdida da Deusa precisa começar a amar e a acalentar seu corpo, tal como é, e não como o ideal que deveria ser. Quando ainda não encontramos criatividade e beleza em nós, é porque nossa Afrodite está esquecida. A dança é uma das maneiras de fazê-la ressurgir. Para isso, um primeiro passo poderia ser, explorar o domínio perdido ou proibido do toque ou movimento através da dança do ventre, biodança ou massagem Os homens, por sua vez, precisam para de compara toda mulher desejável, com algum retrato interior impossível que trazem dentro de si. Mulheres de qualquer faixa etária, que nunca tinham tido orgasmo, com um árduo trabalho corporal, energético e também psicológico, libertaram-se de mensagens negativas cristalizadas em suas próprias historias de vida, quando conseguiram iluminar- se com luz de Afrodite.
  32. 32. 35 Relação dos Chacras com os Movimentos da Dança 1º Chacra – Básico Cor – vermelho. Elemento – terra. Partes do Corpo – útero, ovários, próstata, testículos, órgãos genitais, ânus, uretra, bacia, coxas, pernas, pés. Características – é a nossa conexão com a terra. Cristal – granada. Essências – laranja e sândalo, acalmam. – cravo e canela, estimulam. Mantra – RAM. A função do chacra básico é estimular a criatividade, a sensualidade, a fertilidade. Permitir a entrega em total doação. Está relacionado ao ato de criar e fertilizar. Representa o equilíbrio, a vitalidade, a força, a alegria, a decisão vocacional – saber do próprio potencial. Existe um campo eletromagnético, tanto nas mulheres como nos homens, localizado ao redor da pelve (região do chacra básico), que chamamos de “Cinturão de Afrodite”. Nele estão registradas todas as nossas experiências, referentes aos atos concretos, básicos e primais. É onde estão reprimidas emoções, abusos sexuais, tanto praticados como recebidos, inclusive em grandes rituais tântricos (em vidas passadas), que podem causar problemas tão graves, a ponto da pessoa não se sentir reencarnada no Planeta. Por essa razão, muitas pessoas, desde crianças, têm uma inexplicável sensação de nostalgia, angustia e tristeza. Algo
  33. 33. 36 parecido com uma saudade de não se sabe do que. Às vezes, lhes parece que aquela família não é a sua, ou tem a impressão de que aquele lugar não é o seu. Essas sensações as levam à eterna busca dos porquês, dos motivos desta nossa vida aqui na Terra. Se não tiverem um encaminhamento religioso, filosófico, esotérico ou psicoterapêutico, que lhes explique todas essas sensações no campo energético e áurico, podem vivenciar graves bloqueios de energia. A falta de força nas pernas e nos tornozelos pode ter a explicação no fato do nosso HARA ou energia Ki (que é nossa energia vital), não estar circundando para as pernas, não conseguindo nos enraizar na terra, deixando-nos sem o necessário equilíbrio. São muitos os problemas que podem afetar o nosso corpo físico pelo bloqueio do chacra básico: dores nos ovários, útero, próstata, infertilidade e esterilidade. Rigidez em todas as articulações: quadril, pés, tornozelos, joelhos, coxo-femural; constantes torções nos pés, pernas fracas, dormência, ma circulação, câimbras, varizes, menopausa precoce, problemas menstruais, cólicas, velhice precoce, impotência, frigidez, estado de anemia e de fraqueza. Desbloqueio do Chacra básico – Exercícios da dança: Rotação dos pés, massagem com bola de cristal (cristal are o chacra dos pés para entrar e fluir a energia da Terra). Outros exercícios: massagem com bambu na sola dos pés; alongamento das pernas; Cross crawl, que são exercícios cruzados para as pernas e para o cérebro; rotação de quadril e equilíbrio das pernas, pés no Pliê.
  34. 34. 37 Na história do nosso feminino, existiu muita repressão da mulher. Nesse contexto, a mulher vem caminhando, vidas e vidas gerando sua existência sem se realizar, emaranhada em pensamentos e ações negativas. Em nosso “cinturão”, estão inseridos pensamentos e magoas profundas, relacionados à prisão de não ter podido vivenciar todas as áreas de nossa existência. A Deusa solicita que trabalhemos “nossos corpos inferiores” para estarmos “plenas e limpas”, para atuarmos com sabedoria e feminilidade me todas as áreas de nossas vidas. – social, profissional e afetiva, para que ela atue na saúde de nossa alma e psique dando-nos inteligência e mantendo nossos canais abertos para receber sua boa nova na Era que se inicia. A “onda vibratória” que o retorno da Deusa Interior nos traz, poderá abranger mais e mais mulheres, que unidas em um exercito de amor e solidariedade, nos levara, triunfantes, ao Resgate do Feminino. Já existem pesquisas comprovando cientificamente, que os pensamentos, bons ou maus, interferem em nossa qualidade de vida, pois tem influencia na respiração, na circulação e, consequentemente, na oxigenação dos órgãos. Pessoas otimistas, que só pensam coisas agradáveis, de si mesmas e dos outros, geralmente, têm mais saúde do que as pessimistas, que estão sempre mal humoradas e queixando-se da vida. Para os espiritualistas, os pensamentos negativos são trazidos para o mundo das formas pela energia dos seres elementais e ficam pairando no ar, prejudicando o fluxo de energia.
  35. 35. 38 Pensamentos positivos que podem equilibrar o chacra básico:  sou bem equilibrada;  caminho sobre meus pés;  abro meus caminhos, sei do meu caminho;  sigo em direção cera;  tenho confiança e otimismo;  sinto uma ligação profunda com a terra;  vivo em harmonia com toda criatura terrestre;  tenho dinheiro e gasto com prazer;  eu danço e solto meu prazer;  eu me harmonizo com a Deusa Afrodite. Pensamentos negativos que podem prejudicar o equilíbrio do chacra básico:  não consigo andar por mim mesmo;  não sei para onde vou;  qual dos dois caminho;  sempre estou atrasada;  sempre estou adiantada e apresso os outros;  compro todos com dinheiro;  não consigo da um passo;  sou obcecada por sexo;  o bom da vida é comer, beber e ter sexo.
  36. 36. 39 CHACRAS COMPLEMENTARES – PÉS E JOELHOS Chacras dos Pés  Alongamento e Flexao dos pés e tornozelos.  A rotação dos tornozelos para dentro e para fora, fortalecem os pés , dando mais firmeza à nossa base. A função dos pés é dar apoio, equilíbrio e movimento. Eles são a nossa ligação com a energia da terra; por isso devem ficar o mais tempo possível descalços, em contato direto com o chão. Todos os meridianos do corpo passam pelas solas do pés em têm conexão com os órgãos internos, daí a sue grade importância. O bloqueio do chacra dos pés pode causar pânico, desanimo, tristeza e depressão. A dança é uma das formas de estimular os Chacras do Pés e com isso, energizar os órgãos conectados com os meridianos que por eles passam.
  37. 37. 40 Chacras dos Joelhos – Flexibilidade na Vida.  Fortalecimento e soltura dos joelhos.  Os joelhos são muito exigidos na dança e precisam ser muito exercitados para que tenham a flexibilidade necessária.  Faça rotações com os joelhos fletidos para dentro e para fora. A função dos joelhos é dar equilíbrio, flexibilidade, movimento, abertura de caminhos e suporte. Os bloqueios dos chacras do joelhos podem ser causados por tombos, pancada, torceduras, cirurgias, etc. Os chacras dos joelhos são os pontos de eixo do equilíbrio, não só da Dança do Ventre, mas de qualquer outra dança. Guardamos nos joelhos, muitas histórias de nossas vidas e muitas pessoas os possuem travados, porque a energia não flui convenientemente.
  38. 38. 41 A dança, desde que bem executada, fortalece a musculatura das pernas, dando mais apoio aos ossos dos joelhos. A cada aula, pode-se notar a diferença. Durante a dança, os ossos começaram a receber mensagens de alegria e movimento; estes mandam estas mesmas mensagens para o sangue, que são repassadas para as articulações, nervos e musculatura. Consequentemente, através da oxigenação pélvica, você já estará removendo energias e crostas cinza, de armazenamento de nossas experiências. Respire no vermelho descendo para as pernas, isto é, respire profundamente, mentalizando que todo o ar à sua volta transformou-se em uma nuvem vermelha de energia, que você agora aspira. Mesmo não gostando do vermelho, que é a cor do chacra básico, use roupas dessa cor, principalmente – saias, calcinhas, meias, que estarão próximos ou em contato com os membros inferiores. Os oitos, os balanços, os shimis, passo grego, passo yasmin fortalecem as pernas. Esses passos da dança renovam o vermelho, começamos a desbloquear as couraças pélvicas, trazendo chão e vitalidade. A massagem energética remove as energias sacro- lombares, aliviando a dor ciática, que muitas vezes aparece, quando sofremos alguma pressão familiar ou no trabalho , ou sentimos falta de algo como: dinheiro, auto-estima, e bons relacionamentos. Essências afrodisíacas como ylang-ylang; óleos aromáticos e energéticos como lavanda e arnica, são recomendados para dores musculares. Em todos os tempos, os aromas fora usados para rituais sagrados e para todos os tipos de doenças físicas emocionais e espirituais.
  39. 39. 42 Pensamentos positivos que podem equilibrar o Chacra dos Joelhos:  estou conectada com tudo;  tenho equilíbrio perfeito;  sou maleável;  amparo e me sinto amparada;  ouço a minha intuição;  sou firme e seu dobrar quando preciso;  dou apoio às pessoas. Pensamentos negativos que podem prejudicar o equilíbrio do Chacra dos Joelhos.  estou indo na direção errada;  recuso-me a seguir minha intuição;  não tenho estabilidade;  estou com medo;  não tenho leveza nos meus movimentos;  não me dobro;  estou sem firmeza.
  40. 40. 43 MOVIMENTO 2 MOVIMENTOS DA DANÇA Quando a Píton transpassa as regiões do ventre e lombar, começamos a trabalhar a kundalini que é a própria energia da serpente do conhecimento, energia da criação e da saúde. Nesse ponto, começamos a ondular, com os lábios soltos, num movimento de prazer e soltura, praticando os movimentos descritos a seguir e que são alguns dos muitos, que desbloqueiam o chacra umbilical. OITO DEITADO 1) Imagine-se desenhando à sua frente, uma bola com o lado direito do quadril e depois, como o esquerdo. Para isso você começa elevando a pena direita, levando o quadril para cima,
  41. 41. 44 voltando à posição inicial e recomeçando com a perna esquerda. OITO MAIA (EM PÉ) 1) Desbloqueie, primeiramente, o osso do quadril, alongando para um lado e encaixe na pélvis. Repita com outro lado. PASSOS DO CAMELO 1) Eleve a perna direita e pé na ponta, a pélvis para trás, fezendo um rotação e agora encolha a barriga e quebre o ventre acima do umbigo. Repita no lugar até conseguir flexibilizar bem o quadril, com movimentos profundos de pélvis.
  42. 42. 45 1) Eleve a perna direita e pé na ponta, a pélvis para trás, fazendo uma rotação e agora quebre o abdômen fazendo flexões para frente e para trás. ONDULAÇÕES 1) Flexibilizar e soltar os joelhos, elevando os quadris para a direita e para a esquerda. 2) Pense que seu quadril é um barquinho, movimentando-se com as ondas do mar. 3) Se você fizer os exercícios ao som de uma música, irá facilitar o seu trabalho.
  43. 43. 46 BATIDAS FORTES E SHIMIS 1) Para fazer as Batidas fortes, imagine-se fechando a porta de um carro com o quadril, do lado direito e do lado esquerdo. 2) Para os Shimis, fletir, levemente, os joelhos e imaginar em seus quadris as batidas e tremidos da máquina de lavar roupas. REDONDO DE QUADRIL 1) São movimentos redondos como a Lua Cheia, indo da direita para a esquerda e vice-versa.
  44. 44. 47 2) O formato de meia lua acontece, quando se fazem os movimentos só com o lado direito, elevando o quadril par trás e trazendo para a frente, repetidas vezes, ou tantos quantas a coreografia pedir. 3) O formato de Lua Minguante acontece, quando se eleva o quadril direito, fazendo movimentos de encaixe e desencaixe, movimentando-o para frente e para trás. Os movimentos relativos ao chacra umbilical, traduzem as fases da Lua, pois todos os movimentos da dana do ventre são redondos, serpentíneos e em forma de oito, levando à harmonia geral do corpo. Relacionam-se com a fertilidade e a energia lunar. Massageiam os órgãos internos e como conseqüência, aliviam e até curam as cólicas menstruais. Lua Cheia – são os movimentos redondos e oitos. Lua Crescente – movimentos laterais de meia lua. Lua Nova – são os movimentos dos oitos. Lua Minguante – os camelos que dinamizam a kundalini, embora a subida seja lenta. Movimento da Terra – as batidas fortes, shimis e balanços. Esses movimentos nos envolvem com o elemento água, que rege o chacra umbilical. A Deusa Deméter – fertilidade e criação, e a Deusa Afrodite (página 27) – sensualidade e alegria, dividem seu poder nesse criativo trabalho do corpo.
  45. 45. 48 A DEUSA DEMÉTER A Deusa Deméter, Ceres, para os romanos, é a mulher que nutre e acalenta. Ceres significa o trigo da terra. Deméter/Ceres é a deusa de todas as sementes, de todas as árvores, de todos os frutos, de todos os grãos, da colheita e da terra. Literalmente, Ceres significa cereais e seus atributos e símbolos são as papoulas, as coroas de espigas, as flores e os frutos. Deméter é muito mais uma mãe biológica. Ele indentifica-se totalmente com o casamento e abastece, com sabedoria, o lar e os filhos. Está totalmente disponível, todos os dias do ano. Tem uma maneira natural de cuidar das flores, do marido e de todos que dela necessitam. É uma forma infinita de ternura e devoção, sem cobranças. A mãe/Deméter provê seu lar fazendo dele um recanto gostoso, cheio de ternura; o lugar onde todos gostam de estar e onde vão buscar forças e alento para suas vidas.
  46. 46. 49 É ligada ao corpo e a todas as necessidades naturais da criança, às quais supre de amor e aconchego para a para a formação de um adulto equilibrado. Profissão de Deméter: professora, enfermeira, babá, cozinheira, sendo ótima para administrar um restaurante com muita comida boa, doces, salgados, e pães; costureira para alta costura. Notadamente, a pessoa nascida sob o Signo de Câncer, ascendente Câncer, ou que tem a Lua em Câncer, possui as características da Deusa Deméter. As cores de Deméter são laranja e branca. As essências são flor-de-laranjeira e laranja. LUZ E SOMBRA DE DEMÉTER A energia de doação da mulher Deméter é, muitas vezes, tão intensa que chega e esquecer suas próprias necessidades. Casa-se muito jovem e ter filhos é seu ideal. Pode acontecer gravidez antes do casamento e ela vai pela vida afora, gerando bebês fortes e bem cuidados. Essa necessidade de cuidar do lar torna, muitas vezes, difícil, a identificação do eu potencial vocacional. A relação simbólica da mulher Deméter com as filhas dificulta a separação da sua personalidade. Ela pode projetar seus ideais, principalmente os artísticos, para uma das suas filhas. A mãe/Deméter é aquela que leva a filha para dançar e projeta-se no sucesso dela como dançarina. Quando existe excesso de cuidado, pode tornar-se possessiva em relação aos filhos e ao marido; e quando os filhos se vão, ele entra em crise e depressão.
  47. 47. 50 É essencial que os homens tomem consciência de sua ligação com suas mães/Deméter e procurem cortar o cordão umbilical com ela, para que seus relacionamentos não sejam prejudicados pela exagerada proteção que dedicam a elas. Muitas outras qualidades a mulher/Deméter precisa aprender, como por exemplo, trabalhar fora ou exercer alguma fonte de arte. Quando ela vai, aos poucos, redescobrindo em si a Deusa Afrodite, que a leva para o campo das artes: pintura, cerâmica, exposições, ela recompõe sua vida, começa a perceber-se como um ser uno, embora pertencendo ao todo. Usar negativamente a força de Deméter gera egoísmo, pânico e ressalta nossas carências de infância. Sua energia positiva nos dá paciência, graça e nutrição para sermos um eixo forte no lar, fluindo harmonia e amor para os filhos, marido e familiares. É ela que nos dá capacidade e força para equilibrar o nosso Eu e dar continuidade à vida, quando em muitas situações de separação precisamos elevar a nossa auto-estima. DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA A dança da deusa Deméter é feita com músicas suaves e etéreas, exaltando as crianças, as flores e os grãos. Quando Afrodite anuncia sua presença no corpo de Deméter, ela ilumina-se, irradiando sua alegria para todos os setores de sua vida, principalmente, as artes. Com o talento tanto especial para costura, confecciona belíssimas roupas para usar em suas danças. Assim, a recatada Mãe, começa a se individualizar e a participar, ativamente, no movimento da dança.
  48. 48. 51 Nas celebrações à Deusa Deméter, os iniciados, tanto homens como mulheres, usavam longas túnicas e louros nos cabelos. As festas, realizadas com longas procissões noturnas, eram seguidas por milhares de pessoas que acompanhavam o cortejo iluminando-se, mutuamente, como os archotes, levados pelos iniciados, dançando um bailado ritualístico. As tochas eram a representação da luz divina que tinha o poder de purificar as almas. Os ritos de iniciação eram marcados por mímicas e símbolos, representado no drama do rapto de Perséfone, a dor de Ceres e sua caminhada pelo mundo em busca da filha perdida. Os sacerdotes e iniciados, homens e mulheres representavam cenas de alegria e dor, que significavam a passagem pelas trevas, presa de horrores, produzindo gemidos com sinos de bronze. Era um espetáculo de dor, arte e sombra e voltavam a encontrar-se no meio das mais esplendidas luzes, no meio de coros de dança e das harmonias sagradas. Essa passagem representava para os iniciados o conhecimento das sombras, com a volta às luzes, pois se Ceres continuasse triste com o desaparecimento de filha, a Terra sucumbiria no flagelo da falta de abundância e da nossa ligação com a Grande Mãe. Em sua dor, as mulheres/Deméter que tenho atendido contam que foram perfeitas em seus lares e com suas famílias. Aos 50 anos, a queixa mais frequente é a de não se terem realizado como mulher, como seres individualizado. agora, procuram firmemente uma saída, para compor os dias vazios de sua vida.
  49. 49. 52 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM OS MOVIMENTOS DA DANÇA 2º Chacra – umbilical Cor – laranja. Elemento – água. Órgãos – vértebras lombares, apêndice, rins, supra- renais, bexiga, intestinos. Características – interfere nos relacionamentos, tanto sociais como amorosos e, também, na fertilidade. Cristais – ágata laranja, quartzo laranja. Essências – erva doce (embala a criança interior, traz alegria e prazer, alecrim (limpa o chacra). Mantra - VAM Na região do chacra umbilical estão localizados, além das vértebras lombares, os órgãos do nosso sistema excretor, onde estão concentradas todas as nossas energias de filtragem, tanto da matéria quanto das emoções. Nesse chacra estão contidos os registros de nossa infância: amor e desamor; confiança e desconfiança, auto-estima, timidez, falta de confiança e de amor-próprio. O laranja é uma cor quente que desbloqueia e limpa. É a cor da vida, da alegria, da criatividade e da sensualidade. A não sustentação da cor laranja traz estresse, falta de ânimo, falta de saídas e de estímulos. O chacra umbilical pode ficar bloqueado quando sofremos um rejeição, ou quando perdemos um amor. Exemplo: no casamento, seu parceiro progrediu, evoluiu e você parou no tempo. Os bloqueios físicos do chacra umbilical podem causar: intestino preso, cistites crônicas, câncer e outros
  50. 50. 53 Problemas do aparelho excretor, que podem levar a cirurgias e extrações. Desbloqueio do Chacra Umbilical – Exercícios da Dança: Os oitos Maia/ oitos verticais e horizontais. Abertura da articulação coxofemoral e movimentos de Lua. Batida pélvica. Camelo. Respiração na faixa umbilical. Shimmis de barriga. (Exercícios ilustrados nas páginas 41- 44). Todos esses exercícios pélvicos massageiam e fazem mobilizar a energia de intestinos, rins, supra-renais, bexiga. Pensamentos positivos que podem equilibrar o chacra umbilical:  eu sou feminina e bela.  gosto de estar ao lado do meu amor.  eu amo e meus relacionamentos são envolvidos no amor e confiança  gosto de tocar e ser tocada.  Sou alegre, independente e autoconfiante. Pensamentos negativos que podem prejudicar o equilíbrio do chacra umbilical  Sou confusa quanto ao que realmente sou;  Não sinto prazer pelo meu corpo;  Eu esqueci do meu lado feminino;  Eu não consigo dançar;  Tenho medo da maternidade;  Eu odeio estar menstruada;  Não tenho prazer em ser mulher, mulher só sofre;  Não gosto que me toquem.
  51. 51. 54 MOVIMENTO 3 MOVIMENTOS DA DANÇA É no plexo solar, que abrange toda a região abdominal, incluindo o estômago, que exercitamos maiores ondulações e pivôs, ganhando força no abdômen e na coluna, o que nos dá mais graça e beleza. Ondulações abdominais 1) As ondulações abdominais podem ser feitas de cima para baixo e de baixo para cima. 2) Comece inspirando e expirando profundamente, até sentir que a musculatura abdominal está descontraída podendo executar um ondulação perfeita. Imagine um serpente arrastando a barriga no chão, encolhendo e expandindo o ventre até conseguir um movimentação ondulante.
  52. 52. 55 Esses movimentos acendem o elemento fogo em nosso corpo, como um gerador de energia que nos traz o poder de realização. É nesse centro que todos os sonhos manifestam-se com abundância e as cores brilham da amarela à dourada, nos tronando radiantes. As Deusas Artemis e Atena, que são símbolos de ação e concretização, dividem o seu poder neste centro de energia, que é o plexo solar, nos dando uma nova vontade de viver. Ambas são guerreiras, mas em campo diferentes. Artemis/Diana é a guerreira da floresta, a caçadora e Atenas na mulher forte, dura, a guerreira das batalhas. A Deusa Artemis O mito de Artemis/Diana vem das amazonas, mulheres guerreiras de grande coragem, que enfrentavam com
  53. 53. 56 destemor qualquer batalha. Por isso, a deusa é representada com arco e flecha. Artemis é a deusa das águas, possuidora de grande beleza, sendo considerada a grande mãe, guerreira – independente e livre, não aceitando nenhuma autoridade. Vive na natureza, cercada do mundo animal e vegetal. Não tem regras, não segue disciplina a não ser, os ciclos da natureza: nascimento, vida e morte. Ela é a que traz a vida, a luz. É a parteira, a curandeira. Tem controle sobre a força vital que existe dentro dela. A mulher /Artemis é uma solitária que preserva seu espaço interno a qualquer custo. Prefere não ter companheiro para que ninguém possa violar sua intimidade. O amor para ela é algo diferente, porque não busca o erótico e o sentimento, ela busca o seu verdadeiro Eu o mais profundo desafio é consigo mesma, o encontro do equilíbrio do seu interior. Nos tempos de hoje, ela vive no campo, sozinha, respeitando a Natureza. Faz parte de movimentos ecológicos tentando preservar o meio ambiente. Ela não pára, adora caminhadas na floresta, ou lugares onde pode misturar-se à Natureza. Assim, uma mulher/Artemis pode viver sem dificuldades sozinha, como artista, alguém contemplativo da natureza ou líder de novas comunidades. Muito física, cuida do corpo, ma sem recorrer a salões de beleza. É a mulher selvagem de grande beleza física, mas sem vaidade – nada de batom, nada de sapato alto – e sente-se bem usando jeans, cabelos soltos despenteados sandálias havaianas e até roupas masculinas. Quando criança, gosta de brincar com os meninos ao invés das meninas. Muitas vezes, passa por experiências homossexuais.
  54. 54. 57 Profissões da mulher Artemis – ecologista, de diretoras a faxineiras dos parques ecológicos, veterinárias, shop dog, balonistas, arremessadoras, campeãs de arco e flecha, biólogas, alpinistas, mulher macaco, trapezistas, turismo pelo mundo, piloto. Sua casa é repleta de gatos, cachorros, passarinhos (o amor projetado para os animais). Os signos de Capricórnio, Áries, Touro e Virgem correspondem bem às características da Deusa Artemis. As essências da mulher/Artemis são sutis como o perfume das matas: flor de laranjeira, cidreira, erva doce e manjericão. Elas ajudam a equilibrar seu sistema nervoso. Verde com nuances de marrom, cores escuras ornamentada com prata são as cores de Artemis na sombra. A cor de Artemis é a verde clara iluminada. LUZ E SOMBRA DE ARTEMIS Enquanto Atena é a guerreira pragmática e racional, exercendo seu poder nas cidades, Artemis é a guerreira interior, precisa estar só, na natureza. É xamã e ecológica e sua força é mais sentida nas matas. Sentimos sua presença quando estamos cansados dos relacionamentos e da saturação das energias complicadas das cidades; é quando emerge a vontade de abandonar tudo e ir ao encontro da natureza, respirar, caminhar, silenciar para reorganizar o nosso interior. Artemis é a Deusa que nos proporciona o encontro, que pode ser através de sonhos, ou até mesmo por alguma iniciação xamã, como o nosso animal de proteção, representado por águias. Serpentes, dragões, jaguares.
  55. 55. 58 A luz de Artemis desenvolve em nós o “feeling” necessário para lutarmos contra qualquer perigo, cortando a energia negativa, ou descortinando a verdade de qualquer situação encoberta por mentiras. A luz de Artemis nos permite penetrar os mistérios da natureza, buscando novos horizontes e equilibrando as energias masculina e feminina. A sombra de Artemis é a sua forma muito independente de expressar o amor. Não gosta de partilhar nada com o outro. Ela está tão plena que não precisa de um companheiro. Ela faz tudo e não da muita importância para o corpo. Entende-se muito bem com outra mulher. O mundo patriarcal tem muito trabalho com Artemis, pois ela tem dificuldade com relacionamentos. Quando se casa, o casamento pode ser caótico. Ela não pede ajuda nem carinho; não se entrega, não partilha as emoções de seu ser. Tem um espírito feminino independente, inata em si mesma. Personifica a auto- confiança. Necessita de aprender a partilhar essa força, voltar para a feminilidade, a dividir esse poder. É a Deusa da caça. É a Lua. Em seu espírito felino tem uma raiva ou mau humor contido, pronto para atacar. DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA Nos dias atuais, a mulher Artemis é muito angustiada e inquieta. Sem perceber, ela começa a fazer as coisas e não termina.
  56. 56. 59 Tem dificuldade em abri-se para o amor, que para ela pode ser sufocante, desmedido e cheio de ira, com impulsividade avassaladora, sendo como um bumerangue que volta-se contra ela mesma. Artemis traz em si a beleza natural de sua alma frenética, mas quando dança tem muita dificuldade de soltar as mãos e braços, mas fascina com seu corpo forte e garra selvagem. Aos poucos, vai mostrando seu gosto pelas danças com as serpentes, com espadas, lanças, tochas de fogo, que são fortes e têm os sons de natureza que é o seu domínio. A mulher/Artemis, muitas vezes, é mestre em artes marciais, mas é necessário que ela dance e deixe a música penetrar seu corpo, dando suavidade e equilíbrio ao seu sistema nervoso, sempre agitado. Com a prática da dança do ventre, podemos notar a manifestação da deusa na mulher/Artemis, porque ela rejuvenesce, fica com pele mais macia e brilhante. Essa mudança é perceptível, porque com o desbloqueio do ventre, pela interferência de Afrodite, a sensualidade começa a surgir como uma nova energia. A mulher começa a arrumar-se melhor, tornando-se mais motivada e capz de fazer novas escolhas. O centro umbilical adquire a cor laranja e ela pode, como Shakti, levar seu amado ao êxtase da sexualidade transcendente. Quando a mulher energiza seu ventre com os movimentos da dança, adquire uma maestria de levar o poder sexual do ventre para o coração.
  57. 57. 60 RELAÇÃO DOS CHACRAS COM OS MOVIMENTOS DA DANÇA 3º Chacra – Plexo Solar Cor – amarelo e dourado. Elemento – fogo. Partes do Corpo – estômago, fígado, pâncreas, baço e diafragma. Características – o poder pessoal, a auto-realização, a vontade. Cristais – citrino amarelo. Essências – laranja ou tangerina – passar por toda área do Plexo Solar. Mantra – RAM. A região do Plexo Solar assemelha-se a um Sol cuja intensidade da luz depende de como está o nosso desempenho na vida pessoal. O fluxo de energia sutil, através do chacra do Plexo Solar, é diretamente afetado pelo modo que encaramos o universo em que vivemos. Se não nos sentimos á vontade e realizados com o mundo, que deveríamos considerar um local acolhedor e nos impressionamos com todos os perigos, atrairemos sempre acontecimentos ruins e pressentimos as coisas, sem desvencilharmos delas. Se a chama desse sol interior não estiver bem regulada, podemos começar a manifestar problemas físicos nos processos de digestão dos alimentos, pois a energia sutil não está fluindo normalmente para a oxidação química e a queima de energias liberadas pelos alimentos. Isso pode causar úlceras e problemas no duodeno.
  58. 58. 61 A cólera, a agressão e outras emoções são questões Relacionadas com o senso de poder pessoal e auto-realização. Se essas questões não estiverem, conscientemente resolvidas, poderemos nos ver às voltas com um conflito interno, dando início a uma gastrite. Úlceras são, geralmente, desenvolvidas por pessoas que se obrigam a assumir as responsabilidades de uma posição de poder e no intimo, são passivas, sensíveis, dependentes e submissas. Desbloqueio do chacra do Plexo Solar – Exercícios de dança Respiração em 4 tempos.  Deitada, com as mãos no plexo (respire em 4 tempos, prenda em 4 tempos, solte em 4 tempos – faça 5 vezes). Com essa respiração, você abastece o Chacra. Enquanto respira.  Mentalize o verde para limpar;  Mentalize o amarelo para abastecer;  Mentalize o dourado para irradiar;  Mentalize o que você quer mudar – trabalho, auto-estima, realização;  Mentalize que você já concretizou. Quanto mais tempo você fizer esses exercícios, mais poderá mudar o fluxo e o programa negativo de sua vida. Através de exercícios como, camelo e ondulações abdominais, você massageia as glândulas supre-renais, rins, fígado, vesícula e pâncreas, para frente e para trás. O amarelo vitaliza esse chacra, transformando-se no Dourado do Amor Universal. O amor gera um Poder Real de autotransformação.
  59. 59. 62 Pensamentos positivos que podem ativar o chacra do plexo solar.  Tenho uma fonte interna que me guia;  Tenho sucesso no que faço;  Tenho sucesso nos meus relacionamentos;  Tenho intuição super desenvolvida;  Meus desejos se concretizam com facilidade;  Faço escolhas que me iluminam e me fortalecem;  Faço o trabalho que me dá prazer;  Tenho metas e projetos bem definidos;  Minha clareza interior envolve todo o meu corpo;  Onde vou, levo comigo as vibrações de amor e de cura;  Sou protegida contra qualquer vibração negatia. Pensamentos negativos que podem prejudicar o equilíbrio do chacra do plexo solar.  Ninguém faz as coisas certas;  Não tenho sendo de responsabilidade;  Eu manipulo os outros, com autoridade;  Eu uso o meu poder através de autoridade;  Gosto de exercer o poder e conquistar;  Sou oportunista quando me interessa;  Posição social e dinheiro são o mais importante em minha vida;  Só faço amizade com gente importante;  Acredito em tudo o que me disseram quando criança, estou confusa e perdida;  Eu sugo tudo dos outros;  Não tenho paciência com nada;  Não tenho paciência de esperar.
  60. 60. 63 Movimento 4 Movimentos da Dança Oito de Busto 1) Movimentar o seio direito para baixo, fazer o círculo para cima, fechando o movimento no centro. Repita o movimento com o seio esquerdo. O ombro deve, na medido do possível, ficar imobilizados. 2) No inicio, para ajudar a soltar os seios e as costas, é interessante fazer os movimentos das vogais minúsculas, isto é, movimentar os seios como se estivesse escrevendo as vogais, a, e, i, o, u.
  61. 61. 64 Durante a dança, a energia da Píton faz com que as dançarinas alcancem o centro do coração, muitas vezes pouco energizado, harmonizando-o. Os movimentos redondos de busto, os sinuosos oitos, além de desbloquear o tórax e as partes das costas, quando deslocamos os seios com os movimentos para fora, limpamos a parte emocional do chacra cardíaco e quando voltamos os seios para o centro, no peito, num movimento de fechamento, cicatrizamos e harmonizamos todos os sentimentos. Assim, esses movimentos dos seios unem o nosso feminino, nos dando uma energia sensual de beleza e prazer, libertando o chacra cardíaco, aprisionado pela armadura da deusa Atena. Embora este seja o chacra da Deusa Atena, Afrodite já fez subir a energia de sexualidade para o coração, dividindo seu Amor com Deméter, a Deusa/Mãe, vivenciando todas as formas mais sublimes de amor, envolvendo toda a área cardíaca com a cor rosa e dourada. Todos os movimentos realizados nessa fase, devem ser acompanhados de respiração apropriada, que se faz na faixa alta do tórax, pois esse centro é ativado pelo elemento Ar. Ao fazer os movimentos de busto em oito, inspiramos; quando deslocamos os seios para fora e quando fechamos o oito, voltamos com o peito vazio ao centro. O público fica encantado ao assistir a dançarina realizar sua dança e como agradecimento (um costume que vem desde a Antiguidade), as pessoas colocam dinheiro (notas) na roupa da dançarina, ou jogam a seus pés, moedas, jóias, ouro ou flores.
  62. 62. 65 A deusa Atena O mito nos conta que a primeira mulher do deus grego Zeus (Júpiter para os romanos) foi Métis, a Deusa da Sabedoria. Ela estava grávida de Atena quando Zeus recebeu a advertência de que seria destronado por um filho seu com Métis. Para evitar que o fato ocorreste, devorou Métis e a criança que ela esperava. “Somos aquilo que comemos” – com essa filosofia, Zeus o maior Deus do Olimpo, personificou a Suprema Sabedoria. Mais tarde, depois de ter um terrível dor de cabeça, por seus próprios meios, ele deu a luz à Atena e ela tornou-se sua filha favorita. Atena é a Deusa da Sabedoria, rege as obras literárias, a vida intelectual, a educação, a justiça e as leis.
  63. 63. 66 A mulher/Atena possui mais cabeça e sabedoria. Tudo nela é regido pela cabeça, então, todos os fatos têm que ser digeridos, pensados e repensados. Na sua psique, a mulher/Atena está sempre opondo-se ao pai, ou tem sérios problemas com ele e com as figuras masculinas. Ela não tem um referencial feminino, por isso, basta-se não precisa de ninguém. Como nasceu da Cabeça de Zeus, teve pouco contato corporal. Sua sabedoria não é plena não alcança corpo, mente e alma. O signo de Áries, Lua em Áries ou ascendente em Áries são as pessoas que têm a Deusa Atena mais proeminente. Muito intelectualizada atrai doenças como tumores cerebrais, derrames, inflamações, porque a energia não circula facilmente pelo seu corpo. Sua cura pode ocorrer, ao sintonizar-se com a feminilidade da Deusa Deméter, com sua energia de mãe que nutre, que acalenta. Atena em excesso, precisa de meiguice do amor de todos os aspectos do feminino para resgatar o elo do amor perdido. Trabalhar sobre o coração. Falta de Atena – a mulher precisa de garra, de proteção, de vontade, para a ação que propicia a abertura de caminhos. Indicamos para o excesso de energia guerreira de Atena, que pode gerar problemas no sistema no sistema nervoso central, essência de Rosas, Gerânio, Sândalo e a própria essência Deméter. A cor das vestes da Deusa Atena vai do vermelho ao vinho quando está na sombra e, vermelho com um toque de laranja ou vermelho magenta, quando surge a luz.
  64. 64. 67 Luz e sombra de Atena A vida para a mulher Atena é um campo de batalha, por isso, ela está sempre com sua armadura, não sai desprotegida para a luta. Cheia de vida e paixão, seu grito de independência é feito com a espada na mão. É uma guerreira e sabe utilizar o mental de forma tão brilhante, que chega a incomodar os homens com os quais se relaciona. É só quando é solteira, preenche-se com o lado masculino bastante desenvolvido. Independência é sua qualidade por temperamento; trabalha sua solidão ao lado dos homens e só aceita um relacionamento com alguém que não lhe coloque grilhões. Sonha em ter um herói e compartilhar com eles as glórias da vitória de uma competição. É pragmática e realista no seu ponto de vista. Usamos sua essência quando é necessário centrar sua ação para concretizar um plano, atingir metas, ou para realizar um grande evento. Atena tem habilidade de tornar brilhantes, estratégias e soluções lógicas. Ela traça suas regras pela cabeça ao invés do coração. Ela não curte dançar, ser tocada, ser massageada, entregar-se. Sua vida interior é muito intensa; raramente consegue relaxar. Nos tempos de hoje, usa vestes refinadas, sofisticadas, de luxo; seu estilo de vestir é prático, usa mais calças compridas e terninhos. Seu perfume é discreto. As profissões que a Atena moderna escolhe: advogada, juíza, promotora, assessora, diretora financeira, cargos administrativos em geral, atleta, guerrilheira.
  65. 65. 68 Lida bem com cultura, assistência social, justiça, artes e teatro. Segundo Carl Jung, existe uma rejeição inconsciente de mãe, pela perda do referencial feminino e ela não consegue expressar seus sentimentos. O corpo, que funciona para Atena como um escudo, não tem significado e vive cheio de tensão. Incorpora, com muita potência, a forma masculina dentro dela e, então, perde o amor de mulher que deveria estar, naturalmente, em seu interior. Essa é sua sombra. O chacra cardíaco está escondido dentro de sua armadura, o que não permite que seus sentimentos resplandeçam com força. Sua respiração é curta ou quase não entra em contato com sua respiração. Não sabe dizer – “preciso de amor, preciso de carinho”. O homem percebe que precisa dele, mas como amigo. Próxima às ideias do homem, acompanha e colabora com as coisas masculinas. Ela traz sempre o melhor, o mais brilhante para estar junto e não para contrastar. DANÇAR PARA TRANSFORMAR A VIDA. A mulher/Atena tem a constituição racional, onde a mente é seu mecanismo de defesa e tudo tem que ser compreendido pelo mental. O corpo não consegue captar a mensagem – música, ritmo, flexibilidade – tornando difícil o desbloqueio corporal, sendo necessária muita paciência consigo mesma. A mulher/Atena tem visíveis couraças no peito e pélvis e dificuldade de soltar as articulações coxo-femural.
  66. 66. 69 As pernas guardam muitas tensões, posicionando-se como se estivessem “em guarda para se proteger, ou prontas para atacar” e, muitas vezes, guardam histórias de repressão e inflexibilidade. Precisa da dança para soltar-se e é Afrodite quem a leva para dançar, lembrando à mulher/Atena que ela tem um corpo e sentimentos. É Deméter quem equilibra suas emoções. Na vida diária, não usa saias e nem vestidos, e em sua primeira aula apresenta-se trajada com os “famosos jeans apertado como couraças ou armaduras”. E, dentro dessa perspectiva, o caminho de quebrar as couraças é longo. Sua dança é marcada por batidas fortes de pernas, pés, articulações e quadris. Em sua dança com músicas rápidas e sinuosas, usa a espada, com graça, justiça e sabedoria. O trabalho é muito importante para as mulheres/ Atena, tanto a proeminente, como a que tem a deusa esquecida dentro de si, porque trabalha a vontade à ação, a praticidade, a abertura de caminhos na vida, principalmente quando acha-se sem saída, sem forças para ir adiante. Afrodite, a cada aula, vai revelando-se na mulher/Atena, ajudando a quebrar suas couraças. Percebe-se que Afrodite, já está operando sua magia, com as mudanças que se vão operando, desde o modo de vestir-se e de maquiar-se, até as atitudes alegres e descontraídas. Suavemente, Afrodite aflora do corpo amordaçado de Atena, iluminando-a e colorindo-a com seus véus esvoaçantes e fazendo-a sentir que é mulher e que está resgatando sua feminilidade.
  67. 67. 70 Quando o início do trabalho com uma mulher/Atena, geralmente, ela está solitária e cansada de competições, quando sua vontade é apenas caminhar junto, estar lado-a-lado. É um grande prazer vê-la, aos poucos, enquanto dança executa os mais variados exercícios, incorporar as qualidades das outras deusas que lhe faltam, principalmente, a feminilidade de Deméter. RELAÇÃO DOS CHACRAS COM OS MOVIMENTOS DA DANÇA 4º Chacra cardíaco Cores – verde, que é usada para ativar a circulação. Rosa, que traz paz, calma e cicatrização das emoções, depressões, angústias e tristezas. A rosa traz a sensação de serenidade. Dourada, que representa a chegada a um estágio espiritual mais elevado, quando nos tornamos doadores de luz, ao invés de sugadores e dependentes. Elemento – ar. Partes do Corpo – coração, pulmões, artérias, glândula timo, omoplatas, articulações dos ombros braços e mãos. Características – centro do equilíbrio entre a razão e emoção. Cristais – quartzo rosa e verde, que podem ser usados no centro cardíaco para relaxar. Essências – de rosas e gerânios, usar em toda área cardíaca, inclusive braços e mãos. Mantra – YAM.
  68. 68. 71 O chacra cardíaco é um dos centros mais importantes dos nossos corpos energéticos sutis, pois é através dele que conseguimos expressar nossas emoções e todas as formas de amor à Natureza, a compaixão, o desejo e a abnegação. É considerado um chacra de transição e serve de intermediário entre as energias terrenas inferiores e as energias espirituais superiores. O coração está intimamente ligado à expressão do amor e ocupa uma posição situada entre o Céu e a Terra. Você pode transformar sua vida em um Céu na Terra, tornando-se nutridora, amando a si própria, com leveza e força interior. Crie beleza em tudo e de todas as formas. Deixe que as mãos sejam sensores do coração. Abrace, física, mental e emocionalmente, a todos, principalmente suas crianças, pois se a nossa criança interior não registrar amor, for sufocada por superproteção ou manifestação desequilibrada de amor maternal ou paternal, esse registro afetará o centro cardíaco, causando espasmos, problemas respiratórios e conflito emocional interior. Se o ar que respiramos é muito poluído, ou se respiramos de forma inadequada, não conseguimos uma perfeita oxigenação e o prana não circula por todas as partes do corpo. Isso, a médio e longo prazo, irá refletir-se em nossa saúde física. A dança e os exercícios propostos a seguir, pertencem aos trabalhos de desbloqueio, energização e harmonização dos órgãos do chacra cardíaco. O desequilíbrio desse chacra causa:  Endurecimento dos ombros e das articulações dos braços e das mãos;
  69. 69. 72  Costas e omoplatas com a pele na musculatura, sem elasticidade;  Braços doloridos, mãos frias e sem contato com as articulações.  Asmas, bronquite, doenças cardíacas e cerebrais como enfartes e derrames. Desbloqueio do Chacra do Cardíaco – exercícios da Dança: Os oitos ajudam a abertura desse canal e quando nos envolvemos nesse difícil trabalho, há uma oxigenação maior e melhor circulação do fluxo de prana. As ondulações crescentes do camelo, faz com que a Kundalini se eleve até o coração, através da coluna. Abrimos e fechamos a musculatura dos seios e costa com os oitos e, consequentemente, abrimos e fechamos o chacra. Abrimos para soltar e limpar as emoções. Ao movimentarmos essas energias, aumentamos a força de atração do amor, que podem nos levar a melhores relacionamentos, curar o coração partido por um amor perdido, ou curar o sofrimento inconsciente de muitas vidas. Pensamentos positivos que podem equilibrar o chacra cardíaco:  eu sou tranquila;  eu perdoo;  sou um canal de amor divino;  eu irradio amor e cordialidade;  amor pela alegria de dar, sem esperar nada em troca;  tenho equilíbrio em receber e dar amor;
  70. 70. 73  amo cada órgão do meu corpo;  sou dedicada ao meu amor;  tenho amor a toda humanidade, sem distinção de cor, nacionalidade, religião ou riqueza material. Pensamentos negativos que podem prejudicar o equilíbrio do chacra cardíaco.  ofereço meu amor, sem estar ligada à fonte do amor;  não me dobro para o amor;  tudo que é meigo e suave me aborrece;  eu não dou atenção às minhas necessidades emocionais;  tenho medo de ser traída;  sou dependente emocionalmente;  amor me destrói, não acredito no amor;  sou sempre abusada quando amo;  eu abuso das pessoas que me amam;  eu me fecho para relacionamentos;  não perdoo traição;  meu medo de ser abandonada me faz ciumenta.
  71. 71. 74 Movimento 5 Movimentos da Dança Ondulantes e Circulares de Pescoço 1) Esse movimento é feito com a base do pescoço em rotação circular e depois para frente e para trás. No chacra laríngeo as energias da serpente unificam-se e irradiam as mais diversas nuances do azul turquesa. Os movimentos ondulantes e circulares de pescoço propiciam a abertura dos lados esquerdo e direito do cérebro (emocional e racional). A serpente da Sabedoria une-se para alçar vôo. A mulher torna-se mais harmoniosa, a sua voz fica mais melidiosa, ela sabe ouvir e sabe quando falar.
  72. 72. 75 A Deusa Hera Hera, rainha imortal, eminente filha de Rea, irmã e esposa de Zeus, o grande e fulminante trovão. Esplêndida Hera, parceira de Zeus, brandindo raios, reverenciada no Olimpo, venerada por todos os deuses. Sua parceira com Zeus, porém, é só no status, pois não é amada nem reverenciada por ele, que é pleno de histórias de romances com Afrodite, ninfas e tudo o que lhe aguçar os sentidos. A mulher/Hera almeja status, progresso e aumento do patrimônio. Ela representa o “poder criativo”, que estando em equilíbrio, manisfesta-se através do controle sobre seu “reino” e sobre seus filhos. Quando a mulher/Hera consegue “em sua parceira com Zeus” projetar seu “poder criativo” para além da família comum, poderá ocupar posições de destaque. Um
  73. 73. 76 exemplo de casamento perfeito é o Rei de Suécia e sua Rainha Silvia, um casal moderno que serve seus país com equilíbrio e amor. Podemos encontrar a mulher/Hera como primeira dama, nos jantares e reuniões de posse do cargo de Presidente do marido, nos comitês, altas recepções culturais e sociais, emanando autoconfiança e uma inabalável postura. Profissão da mulher/Hera – diretora de entidades sociais, primeira dama, anfitriã e organizadora do lar e das grandes recepções. Com a presença das qualidades de Deméter dentro de si, ela projeta não só o seu amor, mas também os seus talentos humanitários para o social. Lady Diana era uma típica Hera. Poderá ser quem dirige, muito bem, as finanças da família, preservando os tesouros de toda uma tradição. Os signos de Leão, Virgem e Touro traduzem as qualidades de poder, perfeccionismo, tradição discriminação e crítica em demasia, quando a mulher/Hera está na sombra. A essência de Hera é Vervain. A cor vinho com dourado caracteriza a Deusa Hera. Azul noite com prata, ilumina a Deusa Hera. Luz e Sombra de Hera As veste da mulher/Hera são clássicas, com muito dourado. Vestidos brilhantes e esvoaçantes. A coroa encarna seu estilo de Rainha Poderosa. Na sua fala, percebe-se a mágoa de um amor perdido e a esperança de ser aclamada e amada por Zeus, que por sua vez, é pleno de histórias de romances com as Afrodites que vai encontrando em sua vida.
  74. 74. 77 No casamento está longe de ser feliz, porque procura no companheiro mais o “poder” do que o amor. Ela é capaz de trabalhar, incansavelmente, para que o marido nunca perca o status, fonte de alimento para o seu Ego. Pode traçar, em seus mínimos detalhes, planos e estratégias para conseguir esse intento. Possui vontade de ferro, grande energia e quando traça um plano, realizá-lo torna-se ideia fixa. É uma força a ser considerada sendo, muitas vezes, odiada ou temida pelos seus “súditos”. A mulher/Hera, embora mãe, é desintegrada do princípio feminino que Deméter traz em sua essência. Todos os assuntos familiares passa pela sua consulta e pelo domínio de seu pulso. A vida não pode acontecer para seus filhos, sem seus cuidados imperiais, mas que, desprovidos de carinho não consegue despertar a autoconfiança deles, e o fato de precisarem reverenciá-la sempre, os impede de crescer por eles mesmos. Exerce seu poder, mais severamente, sobre as filhas que sentem-se presas pelo domínio de Hera e não conseguem ter suas personalidades individualizadas. Quanto aos filhos, a mãe Hera exige que sejam o reflexo/espelho do pai Zeus. Ela pode confundir a vocação dos filhos, influenciando-os a seguir e dar continuidade à carreira do pai. Eles consideram que nenhuma mulher chegará aos pés de Hera, por isso, continuam emocionalmente imaturos e rendem-se, sempre, aos encantos da mãe, não conseguindo se realizar, devido à relação incestuosa que, inconscientemente, mantém com ela.
  75. 75. 78 A sombra de Hera é seu desequilíbrio masculino jogando tudo pelo status e domínio. Incapaz de conquistar Zeus, a conquista se efetuará através dos filhos homens. Dançar para Transformar a Vida Através da dança, a luz de Hera virá à tona. Aos poucos, serão trabalhadas dentro de si as qualidades:  da Deusa Deméter – a nutrição, o acalento e a fertilidade, que poderão equilibrar o feminino de Hera e colocá-la no lugar de mãe/nutridora.  da Deusa Afrodite – a capacidade de seduzir, que lhe dará o encanto e a docilidade para conquistar seu homem de poder. Assim, unirá a plenitude e a maturidade na união das forças masculinas e femininas, em seu casamento. Não é difícil reconhecer uma bailarina/Hera quando dança. Ela admira-se o tempo no espelho, quer ser absolutamente perfeita em sua técnica, ser o máximo e ter brilho intenso. É empresária de sua arte, mas choca-se na aparência, pois no palco e mesmo na vida amorosa não deixa Adrodite fluir. Portanto, é um grande exercício para Hera harmonizar-se com Afrodite, pois seu rosto pode ser frio, retumbante sua apresentação, mas falta fazer as pazes com Afrodite.
  76. 76. 79 Relação dos Chacras com os Movimentos da Dança 5º Chacra – Laríngeo Cor – Azul Elemento – éter. Partes do corpo – cordas vocais, traqueia, faringe, boca, vértebras cervicais. O sistema nervoso simpático e parassimpático e a glândula da tireóide, que produz hormônios que atuam sobre o metabolismo do cálcio e a saúde dos ossos. Características – é o centro da vontade, criatividade, sensibilidade e estética superior. Cristais – cianita, safira, topázio azul. Essências – eucalipto e bergamota. Mantras – OM e HAM. O chacra laríngeo é a base de operação do Eu Superior. Ele envolve o nosso senso de escolha, daí a importância do seu equilíbrio. Estando bloqueado, poderá nos atrapalhar, pois a cada momento da nossa vida, somos obrigadas a fazer as mais diversas escolhas. Quando a energia da serpente atinge a coluna cervical (pescoço) e a Kundalini alcança esse centro, torna-o muito mais criativo. Temos, então, impressões sutis como por exemplo: ao tocar o telefone saber de antemão quem está ligando, ou quando pensamos em alguém, o encontramos em seguida. Esses exemplos são triviais, mas indicam o começo da abertura desse chacra. Doenças como o bócio (crescimento da glândula tireóide), ou o aparecimento de tumores na tireóide; a má utilização do supremo dom da fala, que acontece com
  77. 77. 80 pessoas que tagarelam sem para e não sabem escutar; voz desarmônica, aguda ou metálica; falta de conexão com o nível de consciência, podem ser consequências do desequilíbrio do 5º Chacra. Mantras cantados pelos monges ou Mantra “OM” – ouvidos durante a meditação nos ajudarão a desbloquear a fala, a audição a inteligência, a percepção, a criação e o movimento de vibração. Cante canções de ninar para você mesma; ouça músicas árabes que enalteçam o Sagrado. Desbloqueio do Chacra do Laríngeo – Exercícios da Dança: Deixe seus lábios e maxilares soltos. Solte a língua. Faça exercícios giratórios com a base da coluna, para soltar a cervical. Exercício da cabeça da Serpente. Massagem com bambus para abrir as musculaturas do pescoço. Respiração para soltar os plexos nervosos. Sentada sobre as pernas, olhando para o teto, coloque a língua no céu da boca. Inspire pelo nariz e só solte quando sentir que tem que inspirar novamente. Expire olhando para baixo. Agora, inspire na barriga e prenda o ar. Aguente o quanto conseguir e solte o ar. Repita 10 vezes cada um dos exercícios.
  78. 78. 81 Pensamentos positivos que ajudam a equilibrar o Chacra laríngeo  sou amável em todas as situações;  a vontade de Deus é minha vontade;  eu me rendo ao meu guia espiritual;  eu confio em que sou guiado divinamente;  tenho honestidade comigo e com os outros;  permaneço calada, quando é preciso, e ouço os outros, de coração, e com compreensão;  diante das dificuldades e de obstáculos, permaneço fiel a mim mesma;  capto e retransmito as informações dos setores materiais mais sutis e das dimensões mais elevadas. Pensamentos negativos que podem prejudicar o equilíbrio do chacra laríngeo.  minha cabeça não funciona em harmonia com meu corpo;  sinto dificuldade para refletir os meus sentimentos tenho medo de mostrar quem realmente eu sou;  vivo sobrecarregada;  sou tímida, quieta e retraída;  manipulo as pessoas com minha capacidade de expressão;  temo a opinião dos outros;  estou isolada;  falo alto demais e critico a tudo e a todos;  minha linguagem e mal educada e rude.
  79. 79. 82 Movimento 6 Movimentos da dança 3ª Visão 1) Esse movimento de mãos levadas ao centro da testa é acompanhado da expressão do rosto e dos olhos, que movimentando-se da direita para a esquerda, dão graça e harmonia à bailarina. A energia da serpente, agora, atingiu a cabeça, o centro da testa, irrigando o cérebro, o canal psíquico da bailarina, tornando-a “sacerdotisa”, equilibrando toda a sua vida. Ela já sabe para onde ir e como ir, toma consciência de sua intuição e de seu poder, enquanto mulher. Todo seu rosto, principalmente os olhos, têm uma nova expressão.
  80. 80. 83 A magia da Dança concede somente aos que a praticam, a capacidade de sentir o passado e a força dos templos iniciáticos e trazer para o hoje o processo desse carisma. Aqui, podemos sentir os éteres mais sutis, quando dançamos as músicas mais suaves nos fazendo volitar entre todos os elementos da natureza. A Deusa Perséfone Para que se entenda a mulher/Perséfone, é interessante conhecer o mito do Rapto de Coré, que traz uma simbologia muito rica, nos fazendo entender melhor a profundidade dos sentimentos que envolvem um menina transformando-se em mulher. Na primavera, Coré, donzela adolescente, brincava nos campos com outras deusas virgens, tranquila e feliz entre um abraço e outro de sua mãe Deméter.
  81. 81. 84 Afrodite, a madrinha dos poderes do amor sensual, do alto do Olimpo, olha para Coré e, enciumada de sua ingenuidade e simplicidade, planeja uma lição à jovem. Chama Eros e o instrui a ferir Plutão/Hades, o deus dos infernos, com uma de suas setas destinadas a torná-lo apaixonado. Plutão, após receber a flechada, sai em busca de ajuda, em sua carruagem preta. Vê Coré que ainda brincava nos campos e naquele momento colhia um narciso, flor que significa os mundos subterrâneos. Plutão apaixona-se, imediatamente. Rapta Coré, levando-a para o mundo subterrâneo, onde é violentada por ele. Nesse golpe, Coré é invadida em seu mundo primaveril e arrancada para um lugar escuro e desconhecido, onde as emoções mais intensas – paixão, sexo, raiva, poder, manipulação e lamentação, são vividas normalmente. Coré, iniciada por Plutão, teve seu nome mudado para Perséfone, que significa – “aquela que ama a escuridão”. Assim, a terra ficou estéril. Foi proibido que as plantações florescessem e as árvores frutificassem. Essa ordem foi dada pela Deusa Deméter que caiu numa depressão profunda, abalada pela perda da filha e pela indiferença de Zeus. Durante sete anos, a Humanidade passou fome, devido a esterilidade da terra. Os deuses temendo não ter mais ninguém para escravizar e para adorá-los, se a humanidade desaparecesse da Terra, intercederam junto a Plutão. Assim, ele permitiu que Perséfone passasse seis meses com sua mãe Deméter na Terra e seis meses, nos mundos subterrâneos, reinando ao seu lado.
  82. 82. 85 Esse rito de passagem, que é a simbologia de adolescente, o tornar-se mulher e independente, deveria ser normal e iluminado, não um sofrimento. Mas, para as mulheres que têm a deusa Perséfone proeminente em seu interior, nem sempre acontece de um modo fácil. O Signo de Aquário, ou o ascendente em Aquário, traduz a mulher/Perséfone da Nova Era. Essa nova mulher reúne em si a energia de todas as deusas e está integrada com o seu movimento de descida. É esse o momento em que a liderança feminina deverá fortalecer-se e a mulher assumir o lugar que lhe cabe. A deusa generosa, manteve-se por trás das guerras dos homens, mesmo tendo sua força criativa em todas as coisas e todas as áreas, e agora irá mostrar-se. As pessoas nascidas sob o signo de Escorpião, que têm a Lua em Escorpião ou ascendente em Escorpião, estão sob a regência da Deusa Perséfone ou o Deus Plutão. Vivem as características de transformadoras e moradoras entre o mundo avernal e a Terra. Todas as pessoas passam pela mudanças simbolizadas pelo rapto de Coré, só que os nativos de Escorpião, vivem essa energia “muito mais intensamente”. Essa passagem é difícil, pois ela atua em nossas feridas mais profundas, e se não tivermos uma ajuda terapêutica/ energética, podemos repetir muitas vezes uma experiência negativa até nos causar uma doença, quando o Amor pode vir acompanhado de dor e de violência. Profissões da mulher/Perséfone: terapeuta, para- psicóloga, astróloga, xamã, taróloga, cromoterapeuta, enfim, todos os trabalhos holísticos para a cura e transformação do Ser. Pode trabalhar, também, como: detetive particular, empresária de agência funerária ou cemitérios para classe
  83. 83. 86 alta, defensora dos pobres, arqueóloga, com brechós de roupas antigas, antiguidades. Podemos vê-la líder nas comunidades esotéricas, proprietária de espaços esotéricos, onde atrai um grande público para dividir o conhecimento. Suas essências são: jasmim, sândalo, angélica, mirra, rosas e gerânio. Com elas, podemos tomar banhos, da cabeça aos pés, de purificação e de proteção espiritual, fortalecendo nossa aura. Luz e Sobra de Perséfone A mulher/Perséfone é mediúnica. Vive entre a Terra e o mundo astral e dessa fusão pode viver uma vida muito criativa ou muito destrutiva. Ela tem uma incrível capacidade de permanecer no limiar ou de adentrar novos domínios de consciência psíquica. Seu mundo é “paranormal” e a estrutura de sua consciência é objeto de Parapsicologia. Será atraída por estudos de Metafísica, de Astrologia, de Tarô e das Ciências Alternativas. O caráter de Perséfone não e fácil de entender. Muito reservada e, às vezes, reclusa, precisa de isolamento para as longas conversas com suas emoções. Essa mulher precisa de muito tempo sozinha, ligada aos seus projetos secretos, as suas reflexões, a sua comunhão com o mundo invisível e entre os espíritos. O desgaste psíquico de permanecer em meio às pessoas e à agitação dos grandes centros, faz com que se retire do cenário social e procure a Natureza. Ser Perséfone, “a mulher que ama a escuridão”, significa estar imersa na atmosfera psíquica do ambiente e do

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