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LIXO PLÁSTICO
• Facilmente moldável, resistente, impermeável, de baixo
  custo, o plástico, sem dúvida, é um material
  indispensável hoje em dia. Em nome da praticidade,
  porém, ele é utilizado em embalagens e produtos
  descartáveis.
• Como não se degrada facilmente no meio ambiente -
  leva séculos para se decompor, ele polui o solo e,
  principalmente os oceanos, formando verdadeiros
  entulhos na natureza. Nos mares, a massa plástica
  dificulta a troca de oxigênio da atmosfera com a água, o
  que causa a morte de animais.
RECICLAGEM DO PLÁSTICO: O QUE
PRECISAMOS SABER.
•    O plástico é um dos materiais mais encontrados nos aterros
    sanitários e, por isso mesmo, um sério problema ambiental, por
    causa de sua alta resistência: pode durar séculos sem se
    decompor. De sacolinhas de supermercados a utensílios
    cotidianos, peças de automóveis, embalagens de produtos
    variados e garrafas PET, cerca de 20% do nosso lixo doméstico
    é composto por plásticos.
QUAL A PORCENTAGEM DE PLÁSTICO
       RECICLADO NO BRASIL?
•     Segundo o Cempre, em 2010 apenas 19% dos plásticos
    rígidos (usados para fabricar embalagens e os mais variados
    objetos resistentes) e filme (matéria-prima das sacolinhas
    descartáveis) foram reciclados no país, ou cerca de 950 mil
    toneladas. É um número considerado muito baixo, uma vez que
    grande parte do plástico produzido e descartado no país vai
    para o lixo ou é incinerado. O Brasil está em nono lugar no
    ranking da reciclagem mundial desse material, muito atrás de
    países como Alemanha (34%), Suécia (33,2%), Bélgica (29,2%)
    e Itália (23%), por exemplo. Nestes lugares, grande parte do
    plástico sucateado é encaminhada para a incineração .
QUAIS OS TIPOS DE RECICLAGEM DE
    PLÁSTICO?
•     Primária ou pré-consumo – Feita com plásticos de resíduos
    industriais, livres de sujeira ou contaminação.
•    Secundária ou pós-consumo – Plásticos das mais diversas
    origens e resinas (são mais de 40 tipos diferentes) que são
    recolhidos de lixões e aterros sanitários.
•    Terciária – Transformação dos resíduos plásticos em produtos
    químicos, gases e até óleos combustíveis utilizados em diversos
    setores da produção industrial .
QUANTO PLÁSTICO É POSSÍVEL RECICLAR?
•     O maior mercado, no Brasil, é o da reciclagem primária, que
    recupera um único tipo de plástico de cada vez. Mesmo assim,
    apenas 5% de plástico é aproveitado por esse tipo de
    reciclagem. Já a reciclagem secundária é um mercado em
    crescimento no país, graças a novas tecnologias para
    reprocessar diversos tipos de plásticos sem perda de qualidade.
    Um bom exemplo é a “madeira plástica” utilizada para produzir
    móveis e outros objetos resistentes. Entretanto, a reciclagem
    terciária ainda está engatinhando no Brasil.
QUEM FAZ A RECICLAGEM DO PLÁSTICO E EM
    QUAIS PRODUTOS ELE PODE SE TRANSFORMAR
    NOVAMENTE?

•      De acordo como o Cempre, os principais consumidores de
    plásticos sucateados são as empresas recicladoras, um mercado
    crescente no país. Essas empresas fazem o reprocessamento dos
    resíduos, transformando tudo em nova matéria-prima. O plástico
    reciclado é muito utilizado para a fabricação dos mais diversos
    utensílios, com exceção de embalagens de alimentos e remédios,
    por causa da impureza do material: sacos de lixo, conduítes, baldes,
    lixeiras, garrafas de água sanitária, embalagens de detergentes,
    cabides, peças para veículos, cerdas de vassouras, pentes, além da
    “madeira plástica.”
•      Vale ressaltar que certos processos de reciclagem mais
    sofisticados – como aquele que faz a separação de diferentes
    tipos de resinas plásticas e utilizado para produzir a “madeira
    plástica” – são economicamente mais caras, principalmente
    porque as máquinas usadas no Brasil são importadas. Por outro
    lado, o plástico reciclado utiliza até 50% menos energia na sua
    produção, em relação ao plástico novo.
PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL, VERDE E
OXIBIODEGRADÁVEL: QUAL A DIFERENÇA?

•    O chamado "plástico verde" é feito a partir de matéria prima
    renovável, como a cana-de-açúcar. Porém, assim como o
    plástico convencional, o plástico verde não é biodegradável.
PLÁSTICO VERDE

• Já existem sacos e embalagens de produtos disponíveis no
  mercado como o chamado plástico verde, fabricado pela
  Braskem. Esse plástico é feito a partir da cana-de-açúcar, que é
  uma matéria-prima renovável, ao contrário do petróleo, o que é
  uma vantagem. Porém, ele não é biodegradável, isto é, não se
  decompõe. Assim como o plástico comum feito a partir do
  petróleo, o plástico verde vai continuar a causar problemas nas
  cidades e na natureza como o entupimento de bueiros e a
  morte de animais que consomem fragmentos de plástico. Além
  disso, o plástico verde é mais caro que o comum.
PLÁSTICO OXIBIODEGRADÁVEL.
•     Esse tipo de plástico, já oferecido no mercado brasileiro,
    contém na sua formulação um aditivo acelerador do seu
    processo de degradação. De acordo com os fabricantes, ele se
    decompõe de 18 a 24 meses. Porém, não há consenso na
    comunidade científica de que isso ocorra. Além disso, o plástico
    oxibiodegradável não pode passar pela reciclagem mecânica, o
    método mais comum no Brasil. Assim como o plástico verde e o
    biodegradável, é mais caro que o plástico comum.
PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL (COMPOSTÁVEL)

• Muitos supermercados estão vendendo nos caixas as sacolas
  plásticas biodegradáveis, feitas a partir do milho. Segundo os
  fabricantes, a decomposição leva cerca de seis meses. Para que
  isso aconteça, entretanto, é preciso que o material seja
  encaminhado para usinas de compostagem, que não são
  comuns no Brasil, que utiliza principalmente aterros sanitários.
  "O ambiente dos aterros sanitários é anaeróbio, não tem
  característica de biodegradação para este tipo de sacola", diz a
  professora Eglé Novaes Teixiera, da Faculdade de Engenharia
  Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Campinas
  (Unicamp), especialista em resíduos sólidos. O preço do plástico
  biodegradável também é mais alto que o do plástico comum.
•    Para o consumidor brasileiro consciente, atualmente, só resta
    uma opção: diminuir o consumo de sacos plásticos, seja ele
    comum, verde, oxibiodegradável ou biodegradável. Qualquer
    que seja o plástico utilizado, haverá prejuízos ao meio ambiente
    e às cidades. Portanto, faça um uso racional dos sacos
    plásticos e destine à reciclagem aqueles que não for usar.
COMPONENTES :

• Luana Blank.
• Felipe .
• Lucas.

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  • 2. • Facilmente moldável, resistente, impermeável, de baixo custo, o plástico, sem dúvida, é um material indispensável hoje em dia. Em nome da praticidade, porém, ele é utilizado em embalagens e produtos descartáveis. • Como não se degrada facilmente no meio ambiente - leva séculos para se decompor, ele polui o solo e, principalmente os oceanos, formando verdadeiros entulhos na natureza. Nos mares, a massa plástica dificulta a troca de oxigênio da atmosfera com a água, o que causa a morte de animais.
  • 3. RECICLAGEM DO PLÁSTICO: O QUE PRECISAMOS SABER. • O plástico é um dos materiais mais encontrados nos aterros sanitários e, por isso mesmo, um sério problema ambiental, por causa de sua alta resistência: pode durar séculos sem se decompor. De sacolinhas de supermercados a utensílios cotidianos, peças de automóveis, embalagens de produtos variados e garrafas PET, cerca de 20% do nosso lixo doméstico é composto por plásticos.
  • 4. QUAL A PORCENTAGEM DE PLÁSTICO RECICLADO NO BRASIL? • Segundo o Cempre, em 2010 apenas 19% dos plásticos rígidos (usados para fabricar embalagens e os mais variados objetos resistentes) e filme (matéria-prima das sacolinhas descartáveis) foram reciclados no país, ou cerca de 950 mil toneladas. É um número considerado muito baixo, uma vez que grande parte do plástico produzido e descartado no país vai para o lixo ou é incinerado. O Brasil está em nono lugar no ranking da reciclagem mundial desse material, muito atrás de países como Alemanha (34%), Suécia (33,2%), Bélgica (29,2%) e Itália (23%), por exemplo. Nestes lugares, grande parte do plástico sucateado é encaminhada para a incineração .
  • 5. QUAIS OS TIPOS DE RECICLAGEM DE PLÁSTICO? • Primária ou pré-consumo – Feita com plásticos de resíduos industriais, livres de sujeira ou contaminação. • Secundária ou pós-consumo – Plásticos das mais diversas origens e resinas (são mais de 40 tipos diferentes) que são recolhidos de lixões e aterros sanitários. • Terciária – Transformação dos resíduos plásticos em produtos químicos, gases e até óleos combustíveis utilizados em diversos setores da produção industrial .
  • 6. QUANTO PLÁSTICO É POSSÍVEL RECICLAR? • O maior mercado, no Brasil, é o da reciclagem primária, que recupera um único tipo de plástico de cada vez. Mesmo assim, apenas 5% de plástico é aproveitado por esse tipo de reciclagem. Já a reciclagem secundária é um mercado em crescimento no país, graças a novas tecnologias para reprocessar diversos tipos de plásticos sem perda de qualidade. Um bom exemplo é a “madeira plástica” utilizada para produzir móveis e outros objetos resistentes. Entretanto, a reciclagem terciária ainda está engatinhando no Brasil.
  • 7. QUEM FAZ A RECICLAGEM DO PLÁSTICO E EM QUAIS PRODUTOS ELE PODE SE TRANSFORMAR NOVAMENTE? • De acordo como o Cempre, os principais consumidores de plásticos sucateados são as empresas recicladoras, um mercado crescente no país. Essas empresas fazem o reprocessamento dos resíduos, transformando tudo em nova matéria-prima. O plástico reciclado é muito utilizado para a fabricação dos mais diversos utensílios, com exceção de embalagens de alimentos e remédios, por causa da impureza do material: sacos de lixo, conduítes, baldes, lixeiras, garrafas de água sanitária, embalagens de detergentes, cabides, peças para veículos, cerdas de vassouras, pentes, além da “madeira plástica.”
  • 8. Vale ressaltar que certos processos de reciclagem mais sofisticados – como aquele que faz a separação de diferentes tipos de resinas plásticas e utilizado para produzir a “madeira plástica” – são economicamente mais caras, principalmente porque as máquinas usadas no Brasil são importadas. Por outro lado, o plástico reciclado utiliza até 50% menos energia na sua produção, em relação ao plástico novo.
  • 9. PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL, VERDE E OXIBIODEGRADÁVEL: QUAL A DIFERENÇA? • O chamado "plástico verde" é feito a partir de matéria prima renovável, como a cana-de-açúcar. Porém, assim como o plástico convencional, o plástico verde não é biodegradável.
  • 10. PLÁSTICO VERDE • Já existem sacos e embalagens de produtos disponíveis no mercado como o chamado plástico verde, fabricado pela Braskem. Esse plástico é feito a partir da cana-de-açúcar, que é uma matéria-prima renovável, ao contrário do petróleo, o que é uma vantagem. Porém, ele não é biodegradável, isto é, não se decompõe. Assim como o plástico comum feito a partir do petróleo, o plástico verde vai continuar a causar problemas nas cidades e na natureza como o entupimento de bueiros e a morte de animais que consomem fragmentos de plástico. Além disso, o plástico verde é mais caro que o comum.
  • 11. PLÁSTICO OXIBIODEGRADÁVEL. • Esse tipo de plástico, já oferecido no mercado brasileiro, contém na sua formulação um aditivo acelerador do seu processo de degradação. De acordo com os fabricantes, ele se decompõe de 18 a 24 meses. Porém, não há consenso na comunidade científica de que isso ocorra. Além disso, o plástico oxibiodegradável não pode passar pela reciclagem mecânica, o método mais comum no Brasil. Assim como o plástico verde e o biodegradável, é mais caro que o plástico comum.
  • 12. PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL (COMPOSTÁVEL) • Muitos supermercados estão vendendo nos caixas as sacolas plásticas biodegradáveis, feitas a partir do milho. Segundo os fabricantes, a decomposição leva cerca de seis meses. Para que isso aconteça, entretanto, é preciso que o material seja encaminhado para usinas de compostagem, que não são comuns no Brasil, que utiliza principalmente aterros sanitários. "O ambiente dos aterros sanitários é anaeróbio, não tem característica de biodegradação para este tipo de sacola", diz a professora Eglé Novaes Teixiera, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Campinas (Unicamp), especialista em resíduos sólidos. O preço do plástico biodegradável também é mais alto que o do plástico comum.
  • 13. Para o consumidor brasileiro consciente, atualmente, só resta uma opção: diminuir o consumo de sacos plásticos, seja ele comum, verde, oxibiodegradável ou biodegradável. Qualquer que seja o plástico utilizado, haverá prejuízos ao meio ambiente e às cidades. Portanto, faça um uso racional dos sacos plásticos e destine à reciclagem aqueles que não for usar.
  • 14. COMPONENTES : • Luana Blank. • Felipe . • Lucas.