Laboratório de Estatística 2019.1
Análise de Metas do Ideb
Gabriela Domingues
Joana Guedes
ENCE – Escola Nacional de Ciências Estatísticas
Súmario
 Introdução
 Metodologia
 Evolução do Ideb
 Considerações Finais
 Referências
INTRODUÇÃO
 Pensava-se que o maior problema da educação no Brasil era a
falta de escolas e demorou muito para entender-se que o maior
problema era a qualidade das escolas (Fletcher 1984, Klein e
Ribeiro 1991).
 Com a necessidade de medir a qualidade do ensino básico no
Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais
Anísio Teixeira - INEP criou em 2007 o Índice de Desenvolvimento
de Educação Basica (Ideb)
 O Ideb é usado como ferramenta condutora de politica publica para
a educação no Brasil, utilizando-o para acompanhar e traçar metas
de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)
para a educação básica. Atualmente a meta é que até 2022 o país
consiga alcançar uma média de 6,0 – comparável com a dos
países desenvolvidos. (HADDAD, 2008)
METODOLOGIA
 Foram utilizados dados do Ideb disponibilizados pelo MEC/Inep;
 Análise descritiva
 Modelo Linear Dinâmico
- Coletados a cada 2 anos
- Dados disponíveis de 2005 a 2017 e projeções
para 2019 e 2021
- Fornecem informações de: notas aprovação e
índice
Informações sobre os dados:
- 𝐼𝐷𝐸𝐵𝑗𝑖 = 𝑁𝑗𝑖 × 𝑃𝑗𝑖
𝑖: ano do exame (Saeb e Prova Brasil) e do Censo Escolar;
𝑁𝑗𝑖: média da proficiência em Língua Portuguesa e
Matemática, padronizada para um indicador entre 0 e 10
𝑃𝑗𝑖: indicador de rendimento baseado na taxa de aprovação
da etapa de ensino dos alunos da unidade 𝑗.
Calculo do Índice
EVOLUÇÃO DO IDEB
Gráfico 1 - Ideb dos anos iniciais e suas projeções, por ano, segundo
a rede de ensino –Brasil – 2005 a 2021
- O total supera as
previsões e em 2017 já
estava bem próximo de
alcançar a meta
estipulada pelo governo;
- Na rede particular se
encontra um pouco
abaixo desde 2010;
- Na rede publica o índice
supera a previsão em
todos os anos.
EVOLUÇÃO DO IDEB
Gráfico 2 - Ideb dos anos finais e suas projeções, por ano, segundo a
rede de ensino –Brasil – 2005 a 2021
- O total apresenta uma
preocupante queda a
partir de 2011;
- Na rede particular o
índice manteve nota 6,0
até 2013 e embora ainda
não tenha atingido a
meta, vem crescendo
todo ano;
- Na rede publica o índice
deixou de acompanhar a
meta em 2011.
EVOLUÇÃO DO IDEB
Gráfico 3 - Ideb do ensino médio e suas projeções, por ano, segundo
a rede de ensino –Brasil – 2005 a 2021
- As média do total ficam
entre 3 e 4 e cada vez
mais distante das
previsões;
- Na rede particular o
índice apresentou uma
queda entre 2011 e 2015
e voltou a melhorar,
porem ainda se encontra
aproximadamente 1
ponto abaixo da meta;
- Na rede publica o índice
deixou de acompanhar a
meta em 2011.
Evolução do Ideb nas regiões e estados do Brasil
Gráfico 4 - Ideb dos anos iniciais e suas projeções, por ano,
segundo as regiões –Brasil – 2005 a 2021
Evolução do Ideb nas regiões e estados do Brasil
Gráfico 5 - Ideb dos anos finais e suas projeções, por ano,
segundo as regiões –Brasil – 2005 a 2021
Evolução do Ideb nas regiões e estados do Brasil
Gráfico 6 - Ideb dos anos finais e suas projeções, por ano,
segundo as regiões –Brasil – 2005 a 2021
Evolução do Ideb nas regiões e estados do Brasil
Os gráficos abaixo mostram que as regiões norte e nordeste tem as piores médias.
Gráfico 7 - Ideb da rede pública por região, segundo o nível escolar – Brasil – 2005 a 2017
Evolução do Ideb nas regiões e estados do Brasil
Os gráficos abaixo mostram que mesmo na rede particular, as regiões norte e nordeste
tem as piores médias e também com já havíamos visto que o ensino nos anos iniciais se
encontra acima da média meta 6,0 em todas as regiões.É importante ressaltar a grande
diferença dos índices entre as diferentes redes escolares.
Gráfico 8 - Ideb da rede particular por ano, por região, segundo o nível escolar – Brasil – 2005
a 2017
Evolução do Ideb no Sudeste e no Nordeste
Gráfico 9 - Ideb total dos anos iniciais, por estado, segundo as regiões– Brasil – 2005 a 2017
É possível perceber que para os anos iniciais, o estado do Ceará teve um crescimento
semelhante aos estados do sudeste, os quais desde o inicio apresentaram melhores
índice.
Evolução do Ideb no Sudeste e no Nordeste
Gráfico 10 - Ideb total do ensino médio, por estado, segundo as regiões– Brasil – 2005 a 2017
O ensino médio no Brasil é o que mais preocupa. Ao longo dos anos a melhora foi muito
pequena ou quase inexistente, a região Sudeste apresenta praticamente as mesmas médias
que os estados da região Nordeste, médias entre 3 e 4 pontos.
O indicador nos municípios e escolas
Escolas com maior média de Ideb nos anos iniciais
As melhores notas são de escolas na região Sudeste, mais especificamente na rede
estadual de Minas Gerais, configurando então o estado com a melhor educação básica
do país. Já as piores médias se concentram na região nordeste, na rede municipal.
O grande diferencial
das educação nos
anos iniciais em Minas
Gerais é um programa
chamado PIP -
Programa de
Intervenção
Pedagógica. Os
alunos são
submetidos a uma
prova chamada
Proalfa, que analisa
escrita, leitura e
entendimento de
textos e com estes
resultados é possível
identificar onde cada
escola deve melhorar.
O indicador nos municípios e escolas
Escolas com maior média de Ideb nos anos finais:
Nos anos finais, as melhores e as piores escolas se encontram no Nordeste, porem as
melhores são militares que tem um custo de 3 vezes o de uma escola municipal ou
estadual. Além do custo, tem elas tem uma metodologia baseada em tradição e
disciplina.
Evolução do Ideb através de um MDL
Gráfico 11 - Ideb e suas projeções, por rede de ensino segundo o nível
escolar – Brasil – 2005 a 2017
Considerações Finais
 Contribuição para reflexões sobre políticas públicas associadas à
melhoria do ensino básico do país;
 apesar de apresentar um crescimento ao longo dos anos, o Ideb
ainda possui grandes diferenças quando desagregado por tipo de
rede de ensino, sendo a rede Privada a possuir os maiores índices;
 quando se observa os diferentes níveis escolares, os anos iniciais
do Ensino Fundamental apresentam maiores notas;
 o modelo proposto para comparação apresentou bom
acompanhamento da série real e suas projeções, sendo este mais
próximo a realidade dos dados mostrados para o país.
Referências Bibliográficas
 FLETCHER, P.R. O mobral e a alfabetização: A promessa, a experiência e
alguma evidência dos seus resultados. Numero de. Stanford, CA: Jonsson
Library of Government Documents Stanford University Libraries, 1983
 KLEIN, R., and S.C. RIBEIRO. "O censo educacional e o modelo de fluxo: O
problema da repetência." Revista Brasileira de Estatística 52, no. 197 (1991): 5-
45
 HADDAD, F. O Plano de Desenvolvimento da Educação : razões, princípios e
programas – Brasília : Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira, 2008.
 REIS, E. A. Modelos Dinâmicos Bayesianos para Processos Pontuais Espaço-
Temporais, Rio de Janeiro, 2008.
 WEST, M. and HARRISON, J. (1997). Bayesian Forecasting and Dynamic
Models, 2aedição, Springer Verlag.
 SACRISTÁN, J. Gimeno; GÓMEZ, A. I. Pérez. Compreender e transformar o
ensino. 4.ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

VAE 1 - Laboratorio de Estatística.pptx

  • 1.
    Laboratório de Estatística2019.1 Análise de Metas do Ideb Gabriela Domingues Joana Guedes ENCE – Escola Nacional de Ciências Estatísticas
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    Súmario  Introdução  Metodologia Evolução do Ideb  Considerações Finais  Referências
  • 3.
    INTRODUÇÃO  Pensava-se queo maior problema da educação no Brasil era a falta de escolas e demorou muito para entender-se que o maior problema era a qualidade das escolas (Fletcher 1984, Klein e Ribeiro 1991).  Com a necessidade de medir a qualidade do ensino básico no Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais Anísio Teixeira - INEP criou em 2007 o Índice de Desenvolvimento de Educação Basica (Ideb)  O Ideb é usado como ferramenta condutora de politica publica para a educação no Brasil, utilizando-o para acompanhar e traçar metas de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para a educação básica. Atualmente a meta é que até 2022 o país consiga alcançar uma média de 6,0 – comparável com a dos países desenvolvidos. (HADDAD, 2008)
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    METODOLOGIA  Foram utilizadosdados do Ideb disponibilizados pelo MEC/Inep;  Análise descritiva  Modelo Linear Dinâmico - Coletados a cada 2 anos - Dados disponíveis de 2005 a 2017 e projeções para 2019 e 2021 - Fornecem informações de: notas aprovação e índice Informações sobre os dados: - 𝐼𝐷𝐸𝐵𝑗𝑖 = 𝑁𝑗𝑖 × 𝑃𝑗𝑖 𝑖: ano do exame (Saeb e Prova Brasil) e do Censo Escolar; 𝑁𝑗𝑖: média da proficiência em Língua Portuguesa e Matemática, padronizada para um indicador entre 0 e 10 𝑃𝑗𝑖: indicador de rendimento baseado na taxa de aprovação da etapa de ensino dos alunos da unidade 𝑗. Calculo do Índice
  • 5.
    EVOLUÇÃO DO IDEB Gráfico1 - Ideb dos anos iniciais e suas projeções, por ano, segundo a rede de ensino –Brasil – 2005 a 2021 - O total supera as previsões e em 2017 já estava bem próximo de alcançar a meta estipulada pelo governo; - Na rede particular se encontra um pouco abaixo desde 2010; - Na rede publica o índice supera a previsão em todos os anos.
  • 6.
    EVOLUÇÃO DO IDEB Gráfico2 - Ideb dos anos finais e suas projeções, por ano, segundo a rede de ensino –Brasil – 2005 a 2021 - O total apresenta uma preocupante queda a partir de 2011; - Na rede particular o índice manteve nota 6,0 até 2013 e embora ainda não tenha atingido a meta, vem crescendo todo ano; - Na rede publica o índice deixou de acompanhar a meta em 2011.
  • 7.
    EVOLUÇÃO DO IDEB Gráfico3 - Ideb do ensino médio e suas projeções, por ano, segundo a rede de ensino –Brasil – 2005 a 2021 - As média do total ficam entre 3 e 4 e cada vez mais distante das previsões; - Na rede particular o índice apresentou uma queda entre 2011 e 2015 e voltou a melhorar, porem ainda se encontra aproximadamente 1 ponto abaixo da meta; - Na rede publica o índice deixou de acompanhar a meta em 2011.
  • 8.
    Evolução do Idebnas regiões e estados do Brasil Gráfico 4 - Ideb dos anos iniciais e suas projeções, por ano, segundo as regiões –Brasil – 2005 a 2021
  • 9.
    Evolução do Idebnas regiões e estados do Brasil Gráfico 5 - Ideb dos anos finais e suas projeções, por ano, segundo as regiões –Brasil – 2005 a 2021
  • 10.
    Evolução do Idebnas regiões e estados do Brasil Gráfico 6 - Ideb dos anos finais e suas projeções, por ano, segundo as regiões –Brasil – 2005 a 2021
  • 11.
    Evolução do Idebnas regiões e estados do Brasil Os gráficos abaixo mostram que as regiões norte e nordeste tem as piores médias. Gráfico 7 - Ideb da rede pública por região, segundo o nível escolar – Brasil – 2005 a 2017
  • 12.
    Evolução do Idebnas regiões e estados do Brasil Os gráficos abaixo mostram que mesmo na rede particular, as regiões norte e nordeste tem as piores médias e também com já havíamos visto que o ensino nos anos iniciais se encontra acima da média meta 6,0 em todas as regiões.É importante ressaltar a grande diferença dos índices entre as diferentes redes escolares. Gráfico 8 - Ideb da rede particular por ano, por região, segundo o nível escolar – Brasil – 2005 a 2017
  • 13.
    Evolução do Idebno Sudeste e no Nordeste Gráfico 9 - Ideb total dos anos iniciais, por estado, segundo as regiões– Brasil – 2005 a 2017 É possível perceber que para os anos iniciais, o estado do Ceará teve um crescimento semelhante aos estados do sudeste, os quais desde o inicio apresentaram melhores índice.
  • 14.
    Evolução do Idebno Sudeste e no Nordeste Gráfico 10 - Ideb total do ensino médio, por estado, segundo as regiões– Brasil – 2005 a 2017 O ensino médio no Brasil é o que mais preocupa. Ao longo dos anos a melhora foi muito pequena ou quase inexistente, a região Sudeste apresenta praticamente as mesmas médias que os estados da região Nordeste, médias entre 3 e 4 pontos.
  • 15.
    O indicador nosmunicípios e escolas Escolas com maior média de Ideb nos anos iniciais As melhores notas são de escolas na região Sudeste, mais especificamente na rede estadual de Minas Gerais, configurando então o estado com a melhor educação básica do país. Já as piores médias se concentram na região nordeste, na rede municipal. O grande diferencial das educação nos anos iniciais em Minas Gerais é um programa chamado PIP - Programa de Intervenção Pedagógica. Os alunos são submetidos a uma prova chamada Proalfa, que analisa escrita, leitura e entendimento de textos e com estes resultados é possível identificar onde cada escola deve melhorar.
  • 16.
    O indicador nosmunicípios e escolas Escolas com maior média de Ideb nos anos finais: Nos anos finais, as melhores e as piores escolas se encontram no Nordeste, porem as melhores são militares que tem um custo de 3 vezes o de uma escola municipal ou estadual. Além do custo, tem elas tem uma metodologia baseada em tradição e disciplina.
  • 17.
    Evolução do Idebatravés de um MDL Gráfico 11 - Ideb e suas projeções, por rede de ensino segundo o nível escolar – Brasil – 2005 a 2017
  • 18.
    Considerações Finais  Contribuiçãopara reflexões sobre políticas públicas associadas à melhoria do ensino básico do país;  apesar de apresentar um crescimento ao longo dos anos, o Ideb ainda possui grandes diferenças quando desagregado por tipo de rede de ensino, sendo a rede Privada a possuir os maiores índices;  quando se observa os diferentes níveis escolares, os anos iniciais do Ensino Fundamental apresentam maiores notas;  o modelo proposto para comparação apresentou bom acompanhamento da série real e suas projeções, sendo este mais próximo a realidade dos dados mostrados para o país.
  • 19.
    Referências Bibliográficas  FLETCHER,P.R. O mobral e a alfabetização: A promessa, a experiência e alguma evidência dos seus resultados. Numero de. Stanford, CA: Jonsson Library of Government Documents Stanford University Libraries, 1983  KLEIN, R., and S.C. RIBEIRO. "O censo educacional e o modelo de fluxo: O problema da repetência." Revista Brasileira de Estatística 52, no. 197 (1991): 5- 45  HADDAD, F. O Plano de Desenvolvimento da Educação : razões, princípios e programas – Brasília : Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2008.  REIS, E. A. Modelos Dinâmicos Bayesianos para Processos Pontuais Espaço- Temporais, Rio de Janeiro, 2008.  WEST, M. and HARRISON, J. (1997). Bayesian Forecasting and Dynamic Models, 2aedição, Springer Verlag.  SACRISTÁN, J. Gimeno; GÓMEZ, A. I. Pérez. Compreender e transformar o ensino. 4.ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998.