Um conto de natal
Adaptaçãoda históriade CharlesDickens
Personagens: Cenas:
- Scrooge
- Sobrinha
- Funcionário
- Marley
- Espírito no Natal Passado
- Espírito no Natal Presente
- Espírito no Natal Futuro
- Placa do escritório
- Escritório
- Quarto do Scrooge
- Cena do Passado
- Cena do Presente
- Cena do Futuro
- Festa de Natal
Materiais para a elaboração dos cenários e personagens:
- Papel pardo
- Tinta guache 250 ml, nas cores:
* Amarelo
* Vemelho
* Azul
* Preto
* Branco
* Marrom
- Pincéis
- Pratinhos de plástico
- Copos descartáveis
- Perfex
Envolvimentos dos Alunos
Vozes: Manipulação bonecos
 Narrador
 Scrooge
 Sobrinha
 Funcionário
 Marley
 Espírito do Passado
 Espírito do Presente
 Espírito do Futuro
 Scrooge
 Sobrinha
 Funcionário
 Marley
 Espírito do Passado
 Espírito do Presente
 Espírito do Futuro
 Segurar cenas (3 alunos)
Os demais alunos ajudarão na pintura e confecção dos bonecos e cenários.
Texto:
Narrador:
Nossa história começa cinco anos depois da morte de Marley. Scrooge e Marley forma sócios
por muitosanos.Scrooge eraseu únicotestamenteiro, únicomandatárioe seuúnicoamigo.O
fatode termencionadoosepultamentode Marley,noslevamaisumavezao pontode partida.
Não resta a menor dúvida de que Marley estava morto. Este ponto deve ser entendido
perfeitamente, do contrário, nada de esplêndido poderá sair da história que vamos relatar
aqui.
[cena da tabuleta com Scrooge sobre ela]
Scrooge nunca tirou o nome do velho Marley da tabuleta. Lá estava ele, anos depois, no alto
da porta do armazém. “Scrooge e Marley”.
Ah,mas aquele Scrooge eraumsujeitomuito pão-duro. O frio que havia dentro dele gelava a
sua velha fisionomia, tornava azuis os lábios finos, e se manifestava cortante em sua voz
áspera.
Ninguémjamaisoparavana rua para cumprimenta-lo,nemque fosse paraum“bom-dia”.Mas
Scrooge não dava a mínima, era daquilo mesmo que gostava.
[cena de Scrooge entrando no escritório. O funcionário está trabalhando ao lado]
Scrooge estava em seu escritório de olho no seu ajudante, que logo ao lado trabalhava.
[bate na porta]
Scrooge:
- Entre!
[sobrinha entra e começa a dialogar com o tio]
Sobrinha:
- Feliz Natal, tio! Deus o proteja!
Scrooge:
-Ora, besteira!
Sobrinha:
- O natal uma besteira, tio? O senhor não pode estar falando sério!
Scrooge:
- Pois estou sim. Ora, feliz natal? Que direito você tem de estar feliz?
- Quais razões você me apresenta para estar feliz? Você é uma pobretona!
Sobrinha:
- Ora, tio. E que direito o senhor tem de ser soturno, de ser melancólico? O senhor é um
ricasso!
Scrooge:
- ORA, BESTEIRA!!!
Sobrinha:
- Não se zangue, tio!
Scrooge:
- Como não vou me zangar, se vivo num mundo de imbecis, como este?
- Feliz natal? Chega dessa historia de “feliz natal”! O que é o natal para mim ou para você, se
não uma oportunidade de pagarsuascontasem dinheiro?Uma oportunidade de ficar um ano
mais velho e nem uma hora mais rico!
- Se eu tivesse o poder de decidir, todo o imbecil que aparecesse dizendo “feliz natal”, seria
fervido juntamente com o seu próprio pudim de natal. Seria ótimo!
Sobrinha:
- Titio! Que horror!
Scrooge:
-Ah, passe o natal do jeito que achar melhor, e me deixe passar meu natal em paz.
Sobrinha:
- Passaro natal? Mas o senhornunca passanatal nenhum, nuncadá festas ou mesmo aparece
nas quais é convidado?
Scrooge:
- Poisentão,deixe que euesqueçaonatal!Grande bemele pode lhe fazer?Grande bem ele já
lhe fez?
Sobrinha:
- Ora, tio! O natal é uma época de alegria, uma época gentil, de perdão, de caridade e de
prazer.A únicaépoca,que eu saiba,nolongocalendário do ano, em que homens e mulheres,
de comum acordo, parecem abrir sem cautela seus corações fechados. E ver os menos
favorecidos como verdadeiros companheiros de viagem. E não como criaturas diferentes
dedicadasaoutros trajetos.E emboraonatal nunca tenhapostoumamoedinha,que fosse,no
meubolso,estouconvencidade que ele me fezbem, e aindaestáfazendo.Portudoisso, Deus
abençoe o natal!
[funcionário aplaude o discurso]
Scrooge (dirigido ao funcionário):
- Você aí! Se euouvirmaisum barulhinho,saibaque vai se divertir muito no natal, porque vai
ficar sem emprego!
Sobrinha:
- Não se zangue, deixe para lá. Venha jantar conosco amanhã.
Scrooge
- Sei, pode esperar sentada!
Sobrinha:
- Mas, porque?
Scrooge
- Ora, passe bem!
Sobrinha:
- Não quero nada do senhor. Não estou lhe pedindo nada. Porque que não podemos ser
amigos?
Scrooge
- Passe bem!
Sobrinha:
- Sinto muito, sinceramente, encontra-lo indisposto desse jeito. Nunca entrei em nenhuma
brigacom o senhor,mas quisfazerestatentativaemhomenagemaonatal. E juro, vou manter
o meu bom humor de natal até o fim! De modo, que: Feliz natal, tio!
Scrooge (sem paciência)
- Passe bem!
Sobrinha:
- E próspero ano novo!
Scrooge (sem paciência)
- PASSE BEM!
(dirigindo-se ao funcionário)
- E você é outro,meuajudante! Ganhando 400 reais por mês, com mulher e filhos, desejando
por aí “feliz natal”. Não entendo isso. Ainda vou parar num hospício.
- Imagino que amanhã você vai querer tirar o dia de folga? Faltar ao trabalho, só por que é
natal?
Funcionário:
- Se não lhe causar transtorno, senhor?
Scrooge:
- “Causar transtorno”, É claro que causa transtorno, e além disso, não é direito. Se fosse eu a
lhe descontar o dia de trabalho, ia achar que eu estou te explorando, aposto.
- Só que o senhornãoacha que EU sou explorado quandotenhoque lhe pagar por um dia que
o senhor não trabalhou!
Funcionário:
- Mas isso é apenas uma vez por ano!
Scrooge:
- Que desculpa mais esfarrapada para assaltar o bolso de um vivente! Isso acontece todo dia
25 de dezembro. Mas acredito que não consigo impedi-lo de folgar o dia inteiro amanhã.
Então, esteja aqui depois de amanhã, bem cedinho!
[funcionário sai da sala contente]
Narradora
Depoisque Scrooge revisouotrabalhoque ofuncionáriohaviafeito, olhou novamente o livro
caixae ficouse distraindo com coisas do trabalho até tarde. Foi para casa, que herdou de seu
antigo sócio, e lá se preparou para dormir.
[Scrooge sai da empresa e muda o cenário para o seu quarto].
[fantasma de Marley entra]
Marley:
- Olá, Scrooge!
Scrooge:
- O que? O que é isso? O que você quer de mim?
Marley:
- Muito!
Scrooge:
- Quem é você?
Marley:
- É melhor você perguntar quem eu era?
Scrooge:
- Quem era você, então?
Marley:
- Em vida eu era o seu sócio: Arthur Marley. Você não acredita em mim?
Scrooge:
- Não mesmo. Isto é impossível. Você morreu há 5 anos.
Marley:
- E que outra prova você gostaria de ter que de fato sou eu, além das que a sua visão e sua
audição estão lhe mostrando?
Scrooge:
- Sei lá, apenas duvido.
Marley:
- Porque você duvida dos seus sentidos?
Scrooge:
- Porque qualquer coisinha os afeta. Uma ligeira dor de barriga já interfere. Quem sabe você
não passade umpedaçode carne mal digerida?Umfragmentode batata mal cozida? Seja lá o
que você for, acho que tem mais de feijão do que de caixão!
Marley:
- Não me reconhece, Scrooge? Sou eu, Marley!
Scrooge:
- Marley, é você mesmo?
Marley:
- Scrooge, lembre-se, quando eu era vivo, roubava das viúvas e tapeava os pobres?
Scrooge:
- É, e tudo no mesmo dia! Você tinha classe, Marley.
Marley:
- É, eu tinha! Hahahahahahahaha...
NÃO, NÃO! Eu estava errado! E agora sou forçado a carregar essas correntes pesadas. Não
possorepousar,nãopossoficar aqui,nãopossodemorarem lugarnenhum.Eujamaisfui além
do escritório onde guardamos o nosso livro caixa!
Scrooge:
- Porque você está acorrentado, Marley?
Marley:
- Eu uso a corrente que forjei navida.Construíestacorrente eloa elo,metroa metro!Prendi a
mim por livre e espontânea vontade. E desde então passei a usá-la. Ela não está parecendo
bem familiar a você? Há sete natais a sua corrente já era tão pesada e tão comprida quanto a
minha! De lá para cá, você continuou trabalhando nela.
Scrooge:
- Marley, velho amigo. Diga alguma coisa para me consolar!
Marley:
- Ouça bemo que lhe digo! Passei esses anos todos sem repouso, sem paz. Incessantemente
torturadopeloremorso.É nessaépocado anoque mais sofro, porque eu tive que passar pelo
mundoemmeioa meussemelhantessempre de olhosbaixos.Nãoesqueçaoque euestou lhe
dizendo. Meu tempo está quase esgotado.
Scrooge:
- Nãovou esquecer.Masnão sejacruel comigo.Nãofique dandovoltasnoassunto,Marley. Eu
lhe imploro!
Marley:
- Estouaqui esta noite para avisá-lo que você ainda tem uma possibilidade. E uma esperança
de não ficar assim como eu.
Scrooge:
- Você sempre foi um bom amigo para mim. Obrigado.
Marley:
- Você será visitado por três espíritos!
Scrooge:
- É essa a possibilidade? A esperança que você mencionou?
Marley:
- Sim!
Scrooge:
- Então, prefiro não tê-las!
Marley:
- Sema visita dos três espíritos você não tem como evitar o caminho que estou percorrendo!
Aguarde o primeiro deles esta noite!
- Ouça, faça o que lhe mandar! Se não, as suas correntes serão ainda mais pesadas! Adeus!
[Marley sai voando]
Scrooge:
- Espíritos, espíritos... Que bobagem!
[entra o primeiro espírito]
Espírito do Passado
- Bem eu acho que já é hora!
Scrooge:
- Quem é você?
Espírito do Passado
- Eu sou o Espírito no Natal Passado! Venha Scrooge, já é hora de ir. Vamos visitar o seu
passado.
[os dois saem voando para a sena no natal passado]
Narrador
Scrooge visitouas nostálgicas lembranças da cidade de sua infância. A noite de natal gloriosa
com sua irmã. Os bons tempos com os amigos e finalmente a separação de sua noiva, que o
deixou porque ele amava mais o dinheiro do que ela.
Scrooge:
- Chega, chega! Não me mostre mais nada! Porque você tem o prazer em me torturar?
Espírito do Passado
- Lembre-se, Scrooge, quem traçou o seu caminho foi você!
[sai fantasma e cena do natal passado, entra o segundo espírito]
Espírito do Presente:
- Venha, venha cá e me conheça melhor. Sou o Espírito do Natal Presente. Nunca antes você
viu alguém como eu?
Scrooge:
- Nunca! Se tiver algo para me ensinar, permita-me que eu me beneficie disto!
Espírito do Presente:
- Observe isso, então:
[entra cena do natal presente]
Narrador
O segundoespíritomostra-lhea cena do natal presente. Pobre, mas prazerosa na casa do seu
funcionário. Lá, Scrooge está vendo o filho doente do seu trabalhador, que logo morrerá. O
seu fiel empregado, com o que ganha, não consegue comprar os remédios que o filho tanto
precisa.
Scrooge:
- Diga-me, Espírito. O que vai acontecer ao pequeno?
Espírito do Presente:
- Infelizmente, se essa situação não mudar, eu vejo uma cadeira vazia onde o pequeno se
senta.
[sai a cena e o espírito do presente. Entra o espírito do futuro]
Scrooge:
-Você é o Espírito no Natal que virá? Irá me mostrar cenas de coisas que ainda não
aconteceram mais que vão acontecer caso eu não mude?
Espírito do Natal Futuro
-Exatamente, Scrooge. Preste atenção nesta cena!
[entra cena do futuro]
Narrador
Por fim, ele vê sua própria morte. Muito humilhante, sozinho e detestado.
Scrooge:
- Aquele sou eu? Que vida vazia eu tive!
- Espírito, ouça! Já não sou o mesmo homem. Não serei o homem que teria sido se não
houvesse passado por essa experiência.
[espírito sai, Scrooge chora na frente da cena. Cena sai]
[Scrooge vai para a cena do natal]
Narrador
Então, Scrooge se redimiu.Começouapagarmelhorseufuncionário,e atratar as pessoas com
maiscortesia. Para o pequeno,que nãomorreu,foi consideradoseusegundo pai. Também foi
considerado o melhor patrão da cidade, e a seu respeito sempre se afirmou: que se algum
homem vivo era capaz de festejar o Natal, este homem era Scrooge.

Um conto de natal

  • 1.
    Um conto denatal Adaptaçãoda históriade CharlesDickens Personagens: Cenas: - Scrooge - Sobrinha - Funcionário - Marley - Espírito no Natal Passado - Espírito no Natal Presente - Espírito no Natal Futuro - Placa do escritório - Escritório - Quarto do Scrooge - Cena do Passado - Cena do Presente - Cena do Futuro - Festa de Natal Materiais para a elaboração dos cenários e personagens: - Papel pardo - Tinta guache 250 ml, nas cores: * Amarelo * Vemelho * Azul * Preto * Branco * Marrom - Pincéis - Pratinhos de plástico - Copos descartáveis - Perfex Envolvimentos dos Alunos Vozes: Manipulação bonecos  Narrador  Scrooge  Sobrinha  Funcionário  Marley  Espírito do Passado  Espírito do Presente  Espírito do Futuro  Scrooge  Sobrinha  Funcionário  Marley  Espírito do Passado  Espírito do Presente  Espírito do Futuro  Segurar cenas (3 alunos) Os demais alunos ajudarão na pintura e confecção dos bonecos e cenários.
  • 2.
    Texto: Narrador: Nossa história começacinco anos depois da morte de Marley. Scrooge e Marley forma sócios por muitosanos.Scrooge eraseu únicotestamenteiro, únicomandatárioe seuúnicoamigo.O fatode termencionadoosepultamentode Marley,noslevamaisumavezao pontode partida. Não resta a menor dúvida de que Marley estava morto. Este ponto deve ser entendido perfeitamente, do contrário, nada de esplêndido poderá sair da história que vamos relatar aqui. [cena da tabuleta com Scrooge sobre ela] Scrooge nunca tirou o nome do velho Marley da tabuleta. Lá estava ele, anos depois, no alto da porta do armazém. “Scrooge e Marley”. Ah,mas aquele Scrooge eraumsujeitomuito pão-duro. O frio que havia dentro dele gelava a sua velha fisionomia, tornava azuis os lábios finos, e se manifestava cortante em sua voz áspera. Ninguémjamaisoparavana rua para cumprimenta-lo,nemque fosse paraum“bom-dia”.Mas Scrooge não dava a mínima, era daquilo mesmo que gostava. [cena de Scrooge entrando no escritório. O funcionário está trabalhando ao lado] Scrooge estava em seu escritório de olho no seu ajudante, que logo ao lado trabalhava. [bate na porta] Scrooge: - Entre! [sobrinha entra e começa a dialogar com o tio] Sobrinha: - Feliz Natal, tio! Deus o proteja! Scrooge: -Ora, besteira! Sobrinha: - O natal uma besteira, tio? O senhor não pode estar falando sério! Scrooge: - Pois estou sim. Ora, feliz natal? Que direito você tem de estar feliz?
  • 3.
    - Quais razõesvocê me apresenta para estar feliz? Você é uma pobretona! Sobrinha: - Ora, tio. E que direito o senhor tem de ser soturno, de ser melancólico? O senhor é um ricasso! Scrooge: - ORA, BESTEIRA!!! Sobrinha: - Não se zangue, tio! Scrooge: - Como não vou me zangar, se vivo num mundo de imbecis, como este? - Feliz natal? Chega dessa historia de “feliz natal”! O que é o natal para mim ou para você, se não uma oportunidade de pagarsuascontasem dinheiro?Uma oportunidade de ficar um ano mais velho e nem uma hora mais rico! - Se eu tivesse o poder de decidir, todo o imbecil que aparecesse dizendo “feliz natal”, seria fervido juntamente com o seu próprio pudim de natal. Seria ótimo! Sobrinha: - Titio! Que horror! Scrooge: -Ah, passe o natal do jeito que achar melhor, e me deixe passar meu natal em paz. Sobrinha: - Passaro natal? Mas o senhornunca passanatal nenhum, nuncadá festas ou mesmo aparece nas quais é convidado? Scrooge: - Poisentão,deixe que euesqueçaonatal!Grande bemele pode lhe fazer?Grande bem ele já lhe fez? Sobrinha: - Ora, tio! O natal é uma época de alegria, uma época gentil, de perdão, de caridade e de prazer.A únicaépoca,que eu saiba,nolongocalendário do ano, em que homens e mulheres, de comum acordo, parecem abrir sem cautela seus corações fechados. E ver os menos favorecidos como verdadeiros companheiros de viagem. E não como criaturas diferentes dedicadasaoutros trajetos.E emboraonatal nunca tenhapostoumamoedinha,que fosse,no
  • 4.
    meubolso,estouconvencidade que eleme fezbem, e aindaestáfazendo.Portudoisso, Deus abençoe o natal! [funcionário aplaude o discurso] Scrooge (dirigido ao funcionário): - Você aí! Se euouvirmaisum barulhinho,saibaque vai se divertir muito no natal, porque vai ficar sem emprego! Sobrinha: - Não se zangue, deixe para lá. Venha jantar conosco amanhã. Scrooge - Sei, pode esperar sentada! Sobrinha: - Mas, porque? Scrooge - Ora, passe bem! Sobrinha: - Não quero nada do senhor. Não estou lhe pedindo nada. Porque que não podemos ser amigos? Scrooge - Passe bem! Sobrinha: - Sinto muito, sinceramente, encontra-lo indisposto desse jeito. Nunca entrei em nenhuma brigacom o senhor,mas quisfazerestatentativaemhomenagemaonatal. E juro, vou manter o meu bom humor de natal até o fim! De modo, que: Feliz natal, tio! Scrooge (sem paciência) - Passe bem! Sobrinha: - E próspero ano novo! Scrooge (sem paciência) - PASSE BEM!
  • 5.
    (dirigindo-se ao funcionário) -E você é outro,meuajudante! Ganhando 400 reais por mês, com mulher e filhos, desejando por aí “feliz natal”. Não entendo isso. Ainda vou parar num hospício. - Imagino que amanhã você vai querer tirar o dia de folga? Faltar ao trabalho, só por que é natal? Funcionário: - Se não lhe causar transtorno, senhor? Scrooge: - “Causar transtorno”, É claro que causa transtorno, e além disso, não é direito. Se fosse eu a lhe descontar o dia de trabalho, ia achar que eu estou te explorando, aposto. - Só que o senhornãoacha que EU sou explorado quandotenhoque lhe pagar por um dia que o senhor não trabalhou! Funcionário: - Mas isso é apenas uma vez por ano! Scrooge: - Que desculpa mais esfarrapada para assaltar o bolso de um vivente! Isso acontece todo dia 25 de dezembro. Mas acredito que não consigo impedi-lo de folgar o dia inteiro amanhã. Então, esteja aqui depois de amanhã, bem cedinho! [funcionário sai da sala contente] Narradora Depoisque Scrooge revisouotrabalhoque ofuncionáriohaviafeito, olhou novamente o livro caixae ficouse distraindo com coisas do trabalho até tarde. Foi para casa, que herdou de seu antigo sócio, e lá se preparou para dormir. [Scrooge sai da empresa e muda o cenário para o seu quarto]. [fantasma de Marley entra] Marley: - Olá, Scrooge! Scrooge: - O que? O que é isso? O que você quer de mim? Marley: - Muito!
  • 6.
    Scrooge: - Quem évocê? Marley: - É melhor você perguntar quem eu era? Scrooge: - Quem era você, então? Marley: - Em vida eu era o seu sócio: Arthur Marley. Você não acredita em mim? Scrooge: - Não mesmo. Isto é impossível. Você morreu há 5 anos. Marley: - E que outra prova você gostaria de ter que de fato sou eu, além das que a sua visão e sua audição estão lhe mostrando? Scrooge: - Sei lá, apenas duvido. Marley: - Porque você duvida dos seus sentidos? Scrooge: - Porque qualquer coisinha os afeta. Uma ligeira dor de barriga já interfere. Quem sabe você não passade umpedaçode carne mal digerida?Umfragmentode batata mal cozida? Seja lá o que você for, acho que tem mais de feijão do que de caixão! Marley: - Não me reconhece, Scrooge? Sou eu, Marley! Scrooge: - Marley, é você mesmo? Marley: - Scrooge, lembre-se, quando eu era vivo, roubava das viúvas e tapeava os pobres? Scrooge: - É, e tudo no mesmo dia! Você tinha classe, Marley.
  • 7.
    Marley: - É, eutinha! Hahahahahahahaha... NÃO, NÃO! Eu estava errado! E agora sou forçado a carregar essas correntes pesadas. Não possorepousar,nãopossoficar aqui,nãopossodemorarem lugarnenhum.Eujamaisfui além do escritório onde guardamos o nosso livro caixa! Scrooge: - Porque você está acorrentado, Marley? Marley: - Eu uso a corrente que forjei navida.Construíestacorrente eloa elo,metroa metro!Prendi a mim por livre e espontânea vontade. E desde então passei a usá-la. Ela não está parecendo bem familiar a você? Há sete natais a sua corrente já era tão pesada e tão comprida quanto a minha! De lá para cá, você continuou trabalhando nela. Scrooge: - Marley, velho amigo. Diga alguma coisa para me consolar! Marley: - Ouça bemo que lhe digo! Passei esses anos todos sem repouso, sem paz. Incessantemente torturadopeloremorso.É nessaépocado anoque mais sofro, porque eu tive que passar pelo mundoemmeioa meussemelhantessempre de olhosbaixos.Nãoesqueçaoque euestou lhe dizendo. Meu tempo está quase esgotado. Scrooge: - Nãovou esquecer.Masnão sejacruel comigo.Nãofique dandovoltasnoassunto,Marley. Eu lhe imploro! Marley: - Estouaqui esta noite para avisá-lo que você ainda tem uma possibilidade. E uma esperança de não ficar assim como eu. Scrooge: - Você sempre foi um bom amigo para mim. Obrigado. Marley: - Você será visitado por três espíritos! Scrooge: - É essa a possibilidade? A esperança que você mencionou?
  • 8.
    Marley: - Sim! Scrooge: - Então,prefiro não tê-las! Marley: - Sema visita dos três espíritos você não tem como evitar o caminho que estou percorrendo! Aguarde o primeiro deles esta noite! - Ouça, faça o que lhe mandar! Se não, as suas correntes serão ainda mais pesadas! Adeus! [Marley sai voando] Scrooge: - Espíritos, espíritos... Que bobagem! [entra o primeiro espírito] Espírito do Passado - Bem eu acho que já é hora! Scrooge: - Quem é você? Espírito do Passado - Eu sou o Espírito no Natal Passado! Venha Scrooge, já é hora de ir. Vamos visitar o seu passado. [os dois saem voando para a sena no natal passado] Narrador Scrooge visitouas nostálgicas lembranças da cidade de sua infância. A noite de natal gloriosa com sua irmã. Os bons tempos com os amigos e finalmente a separação de sua noiva, que o deixou porque ele amava mais o dinheiro do que ela. Scrooge: - Chega, chega! Não me mostre mais nada! Porque você tem o prazer em me torturar? Espírito do Passado - Lembre-se, Scrooge, quem traçou o seu caminho foi você! [sai fantasma e cena do natal passado, entra o segundo espírito]
  • 9.
    Espírito do Presente: -Venha, venha cá e me conheça melhor. Sou o Espírito do Natal Presente. Nunca antes você viu alguém como eu? Scrooge: - Nunca! Se tiver algo para me ensinar, permita-me que eu me beneficie disto! Espírito do Presente: - Observe isso, então: [entra cena do natal presente] Narrador O segundoespíritomostra-lhea cena do natal presente. Pobre, mas prazerosa na casa do seu funcionário. Lá, Scrooge está vendo o filho doente do seu trabalhador, que logo morrerá. O seu fiel empregado, com o que ganha, não consegue comprar os remédios que o filho tanto precisa. Scrooge: - Diga-me, Espírito. O que vai acontecer ao pequeno? Espírito do Presente: - Infelizmente, se essa situação não mudar, eu vejo uma cadeira vazia onde o pequeno se senta. [sai a cena e o espírito do presente. Entra o espírito do futuro] Scrooge: -Você é o Espírito no Natal que virá? Irá me mostrar cenas de coisas que ainda não aconteceram mais que vão acontecer caso eu não mude? Espírito do Natal Futuro -Exatamente, Scrooge. Preste atenção nesta cena! [entra cena do futuro] Narrador Por fim, ele vê sua própria morte. Muito humilhante, sozinho e detestado. Scrooge: - Aquele sou eu? Que vida vazia eu tive!
  • 10.
    - Espírito, ouça!Já não sou o mesmo homem. Não serei o homem que teria sido se não houvesse passado por essa experiência. [espírito sai, Scrooge chora na frente da cena. Cena sai] [Scrooge vai para a cena do natal] Narrador Então, Scrooge se redimiu.Começouapagarmelhorseufuncionário,e atratar as pessoas com maiscortesia. Para o pequeno,que nãomorreu,foi consideradoseusegundo pai. Também foi considerado o melhor patrão da cidade, e a seu respeito sempre se afirmou: que se algum homem vivo era capaz de festejar o Natal, este homem era Scrooge.