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Projeto UFBA Ecológica


1. APRESENTAÇÃO

O projeto UFBA Ecológica nasce da constatação de uma das grandes contradições da
humanidade: o modo segundo o qual a sociedade organizou-se historicamente, mesmo
reconhecendo que trouxe avanços extraordinários, por exemplo, no campo do
conhecimento, não resolveu questões básicas como a disseminação e apropriação
universal deste mesmo conhecimento, visando o bem estar de todos. Ao contrário,
mantém ainda hoje os privilégios, a injustiça social, a marginalização dos povos.

Como conseqüência deste “modelo” de sociedade, a maneira como se vive na maior
parte do planeta causa grandes impactos ambientais ao mesmo, por falta de reflexão
sobre a responsabilidade de cada ato, e suas conseqüências para as futuras gerações.

A vida e o ambiente são intimamente ligados, interdependentes; a Terra é um sistema
vivo, que tem sido enxergado apenas como fonte de insumos para a sobrevivência
humana, e o desenvolvimento da chamada “sociedade de consumo”. Os limites do
planeta, exaurido por este modelo de sociedade, estão cada vez mais próximos, mas
poucos estão conscientes disto.

Mudanças Ambientais Globais estão ocorrendo e não podem ser separadas de
questões de desenvolvimento. As relações do crescente aquecimento global com as
intervenções antrópicas nos ecossistemas estão exaustiva e cabalmente demonstradas
pela comunidade científica nacional e internacional.

Há ainda uma questão de ética e justiça: as pessoas que vão sofrer as conseqüências
mais graves das Mudanças Ambientais Globais são aquelas que menos contribuíram
para este grave problema.

O projeto UFBA Ecológica pretende ser um espaço para reflexões sobre a ação
antrópica nos ecossistemas, visando à consolidação de uma consciência ecológica, no
sentido amplo, que comece com todos os membros da comunidade universitária, mas
seja difundida em seguida, e paralelamente, à comunidade baiana, ou maior ainda, caso
se alcance, através de atividades de extensão universitária. Este projeto comunga com
a visão de uma Universidade Nova, na qual o conhecimento e a sociedade estão
imbricados indissoluvelmente.
2. INTRODUÇÃO

Caso medidas drásticas não sejam tomadas para controlar o aquecimento global, o
planeta enfrentará tempos muito difíceis, conforme as previsões feitas a partir de dados
divulgados em vários relatórios científicos recentes. Furacões, secas e inundações vão
ficar mais intensos e freqüentes. A temperatura do planeta pode aumentar mais que 2ºC
em relação à temperatura do início da Era Industrial, com alto risco de extinção em
massa de espécies, colapso dos ecossistemas, falta de alimentos, escassez de água e
grandes prejuízos econômicos.

O ritmo do aquecimento neste século será muito superior ao do século 20 e poderá
alcançar valores sem precedentes nos últimos 10 mil anos. Haverá um aumento dos
dias quentes e das ondas de calor em quase toda a superfície terrestre.

O derretimento das geleiras vai prosseguir no século 21. Esse degelo, junto com a
expansão térmica da água, poderá elevar o nível do mar em quase um metro até 2100.
No Brasil, essa elevação do nível do mar vai alterar completamente as zonas costeiras,
com grande impacto econômico nas principais cidades litorâneas, em seus portos, ruas,
calçadões e no colapso de sistemas de esgoto.

Vários setores econômicos terão que se adaptar à maior freqüência de episódios de
chuvas intensas, como o de construções de barragens e grandes obras de engenharia.
Vai aumentar ainda a freqüência de tempestades intensas, podendo ocorrer ciclones e
furacões na costa brasileira, com aumento de deslizamentos de terra em encostas,
enchentes e inundações. As comunidades mais pobres serão as mais atingidas.

A destruição da Amazônia pelo avanço da fronteira agrícola e da exploração predatória
de madeira altera o clima regional e contribui muito para o aquecimento global. A
floresta está ficando mais seca e poderá ser substituída por um cerrado mais pobre em
biodiversidade. A umidade formada sobre a floresta, que certamente irá diminuir, afeta
não só a região, mas todo o regime de chuvas do centro-sul da América do Sul.

A caatinga poderá se transformar em um deserto. Com o aquecimento global, a
evaporação aumenta e a disponibilidade de água diminui. O semi-árido se tornará uma
zona árida. A migração para os centros urbanos vai aumentar, agravando ainda mais os
problemas sociais.

Algumas regiões sofrerão cada vez mais com a seca, dificultando ou impedindo a
agricultura, ao mesmo tempo em que outras regiões serão atingidas por chuvas
torrenciais, devido às grandes alterações no ciclo hídrico, causadas pelo aquecimento
global, e isto provocará cada vez mais enchentes, com graves impactos para a
população e o meio ambiente.

Estas Mudanças Ambientais Globais estão ocorrendo e não podem ser separadas de
questões de desenvolvimento, conforme citado no item anterior; elas não se resumem
às mudanças climáticas, pois causam também mudanças sócio-econômicas e
biofísicas. Assim, o desafio do desenvolvimento sustentável está colocado, onde fica
clara a necessidade de repensar as relações de interdependência território / população /
produção, partindo-se do princípio segundo o qual a humanidade tem a capacidade de
atender as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras
gerações de atender as suas necessidades.

Isso é possível, por exemplo, através da Produção Limpa, que busca a máxima
produtividade dos recursos, reduzindo a demanda de materiais e energia. Ela aborda
uma modificação na forma de pensar todo processo produtivo, dirigindo esforços para a
fonte geradora dos resíduos, em substituição ao controle da poluição. Ela considera
absolutamente finitos todos os recursos naturais, e todas as ações antrópicas devem
ser analisadas com uma visão sistêmica, na qual todos os ciclos vitais do planeta, e das
espécies que o habitam devem ser contemplados e respeitados.

A crise ambiental do planeta torna imperativa também a mudança de hábitos individuais
enraizados. O consumo por impulso, estimulado todo o tempo pela lógica capitalista
dominante, está contribuindo incontestavelmente para a destruição do planeta. Em
oposição a esta postura, consumir conscientemente significa atentar para os efeitos que
este ato acarreta ao meio ambiente, aos trabalhadores e a toda a humanidade, e este
ato individual multiplicado por toda a população terrestre poderá ser a chave da sua
sustentabilidade.

O planeta está exigindo um novo ser humano, mais participante, atento e solidário, que
consiga desfrutar de todo o progresso que conquistou, mas causando menos impacto
ao sistema Terra. Sabe-se que o planeta tem seus ciclos naturais, e nunca se pode
garantir a continuidade de nenhuma espécie, mas pode-se ter a responsabilidade de
evitar que fatores antrópicos continuem a interferir tanto no equilíbrio deste planeta, e
precipitem o fim das várias espécies, inclusive a humana.

A conjunção de vários fatores naturais trouxe a humanidade até este período holoceno,
cujas características, sobretudo climáticas, permitiram o desenvolvimento da agricultura,
a formação das primeiras cidades e nações, e o fantástico desenvolvimento das
civilizações; agora, consciente de que as perturbações causadas pela espécie humana
crescem a taxas quase-exponenciais, e, que, segundo os dados científicos, a Terra está
operando num estado sem análogos por cerca de um milhão de anos, o homem é
convidado a repensar seu modo de vida, e sua relação com o meio ambiente.




3. ATIVIDADES PROPOSTAS

O Projeto UFBA Ecológica tem duas faces, ou vertentes: uma interna, onde serão
realizadas ações no âmbito da UFBA, visando:

      Estimular a racionalização do uso de recursos naturais, sobretudo água, e
       insumos gerados a partir de fontes naturais, como energia elétrica, papel,
       combustíveis e materiais de consumo em geral. Para atingir este objetivo serão
       utilizadas algumas ferramentas da Produção Mais Limpa, como a conservação, a
       reciclagem e o reuso. A conservação diz respeito ao combate ao desperdício, tão
       comum na nossa sociedade, e mais ainda em empresas e órgãos públicos; a
       reciclagem envolve a segregação para posterior tratamento e reutilização, e isso
       hoje em dia é fácil quando se trata de materiais de consumo, desde que alguém
       tome a iniciativa; já o reuso envolve estudos específicos para cada caso, pois a
       meta é reutilizar os materiais sem tratamento, ou com o mínimo possível de
       tratamento, para viabilizar economicamente essa prática. Além das questões
       técnicas, todas estas práticas envolvem uma logística, que necessita ser
       incorporada pelos membros da Instituição, que devem estar convencidos da sua
       importância. O projeto UFBA ecológica estimulará a racionalização, e tentará
       disseminar na Instituição, através de mini-cursos e conferências, o conceito de
       Consumo Consciente, e as técnicas de Produção Mais Limpa. Algumas idéias já
       estão sendo desenvolvidas sobre estes temas, a partir de contatos com colegas
       de outras instituições, como por exemplo, a criação de uma competição,
       inicialmente entre órgãos públicos, para atingir mínimo consumo de água,
       energia e materiais. Dados mostram que alguns órgãos ou empresas que já se
       lançaram nesta meta obtiveram ganhos financeiros expressivos, que ficaram
       disponíveis para incentivo ao próprio programa de racionalização, ou para outras
       ações que não estavam sendo implementadas por falta de recursos, e no final, o
       planeta agradece pela iniciativa...
   Realizar um levantamento de todos os projetos que estão em andamento na
       UFBA, que envolvam questões ecológicas, direta ou indiretamente, tais como
       projetos relacionados com o item anterior (racionalização), ou com a visão de
       sustentabilidade, ou ainda projetos que envolvam ou estejam desenvolvendo
       tecnologias limpas. A UFBA é uma grande universidade, mas nem sempre seus
       docentes estão a par das pesquisas que estão sendo realizadas por seus pares,
       muitas vezes em áreas afins, ou inter-relacionadas, e isso pode ser um fator de
       perda na cooperação, ou na sinergia dos esforços individuais. Pretende-se
       realizar um levantamento minucioso, que contemple visitas a cada unidade da
       UFBA.

      Realizar um estudo sistêmico dos projetos identificados na etapa anterior, para
       identificação de suas relações com os problemas da sociedade, e das suas reais
       possibilidades de aplicação. Atividades interdisciplinares serão identificadas e
       estimuladas, visando à participação de docentes e discentes de diversas áreas.
       O projeto UFBA Ecológica pretende divulgar tais projetos ou ações, para que
       tenham maior alcance, e estimular no que for possível, por exemplo, auxiliar nas
       relações interinstitucionais, para que tenham maior chance de êxito.




Apesar das atividades ditas internas do projeto UFBA Ecológica terem sem dúvida uma
relação com a sociedade, a face, ou vertente, dita externa do projeto pretende realizar
ações explicitamente de alcance extra muros da UFBA, tais como:




      Promoção de cursos ou seminários, locais ou regionais, que visem a formação de
       uma visão crítica das questões ambientais atuais, sua urgência, e que
       disseminem o conhecimento das técnicas da Produção Mais Limpa e de temas
       como o Desenvolvimento Sustentável, Ecologia Industrial, Etnoecologia,
       Consumo Consciente, Economia Solidária, e outros temas pertinentes; Estes
       eventos podem ser focados em assuntos prementes de discussão entre a
       academia e a sociedade, como, por exemplo, a transposição do rio São
       Francisco, ou temas como: energias renováveis e a destruição das florestas e
       diferentes tipos de vegetação para mudanças no uso do solo (sem esquecer as
       relações entre estes vários temas e possíveis impactos do aquecimento global);
   Exibição de filmes ou documentários que abordem a relação do homem com seu
       meio ambiente, e contribuam aos objetivos do projeto. Pretende-se inicialmente
       estabelecer um convênio com o Circuito Sala de Arte, para a exibição dos filmes
       selecionados, e, numa etapa posterior, montar na UFBA uma sala de projeção
       dedicada prioritariamente ao projeto;

      Publicação de relatórios, trabalhos ou livros que resultaram da ação direta ou
       indireta do projeto UFBA Ecológica, visando estender à sociedade o
       conhecimento organizado ou desenvolvido no âmbito do mesmo. A Publicação
       ficará a cargo da Editora da UFBA, sob coordenação da Pro - Reitoria de
       Extensão.

      Promoção de eventos nacionais e internacionais, para debater e divulgar grandes
       questões da atualidade. Serão buscados parceiros para viabilizar a realização
       destes eventos, planejados para: (i) trazer especialistas reconhecidamente
       competentes em cada tema escolhido; (ii) reunir o público adequado, que
       realmente possa aproveitar do evento e com isso contribuir para os objetivos do
       projeto; (iii) envolver sempre que possível as instâncias de decisão da sociedade,
       nos seus vários níveis, no intuito de fomentar a reflexão sobre as questões
       abordadas neste projeto, para que todo o trabalho realizado na academia e
       órgãos afins seja contemplado, ou ao menos considerado, no momento em que
       são planejadas, criadas ou executadas as ações, obras ou políticas publicas.




Dentre os temas inicialmente imaginados para a discussão, pode-se citar, a título de
exemplo:

       1. Aquecimento Global e seus impactos;

       2. Fatores humanos e naturais causadores da mudança do clima;

       3. Matriz Energética Global atual e desejada; novas perspectivas; Há um
           crescente esforço no desenvolvimento de energias renováveis. Pode o Brasil
           tornar-se   um   grande   produtor   e   exportador   de    energia   renovável
           (biocombustíveis) ao mesmo tempo em que preserva a qualidade do meio
           ambiente?

       4. Uso futuro do petróleo e demais fontes fósseis / desafios;
5. Possíveis impactos da mudança do clima no Nordeste; A busca de um
   balanço apropriado entre mitigação das emissões e aumento da capacidade
   de adaptação deve ser iniciada prontamente. Faltam-nos estudos sobre os
   impactos das mudanças climáticas e um mapa de vulnerabilidade em escala
   nacional;

6. Desafios da humanidade nos próximos 50 anos (energia, água, alimentos,
   etc..);

7. Modelos de produção / consumo atuais e futuros; Economia Solidária;

8. Consumo Consciente e formas de viver com menos impacto ao ambiente;

9. Desenvolvimento sustentável; Quer o Brasil tornar-se um modelo de produção
   para um futuro sustentável? Queremos ser uma “potência ambiental” ou o
   primeiro “país tropical desenvolvido”?

10. Principais gases de efeito estufa (CO2 e CH4): fontes fixas e móveis; cálculo
   dos impactos;

11. Estudos climáticos a partir da glacioquímica;

12. Metas para a para a diminuição das emissões poluentes (protocolos de
   intenções firmados);

13. É possível a remoção do excedente de gases nocivos da atmosfera?

14. Destruição das florestas e diferentes tipos de vegetação para mudanças no
   uso do solo (maior problema no Brasil, pois as emissões de gases de efeito
   estufa advindas dos desmatamentos corresponde a 3/4 das nossas
   emissões);

15. Criação de gado e cultivo de arroz, atividades que emitem metano, óxido
   nitroso e outros gases de efeito estufa (mudanças de hábitos alimentares);
Projeto PERMANECER (UFBA Ecológica)

Descrição:

O projeto UFBA Ecológica nasce da constatação de uma das grandes contradições da
humanidade: o modo segundo o qual a sociedade organizou-se historicamente, mesmo
reconhecendo que trouxe avanços extraordinários, por exemplo, no campo do
conhecimento, não resolveu questões básicas como a disseminação e apropriação
universal deste mesmo conhecimento, visando o bem estar de todos. Ao contrário,
mantém ainda hoje os privilégios, a injustiça social, a marginalização dos povos.

Como conseqüência deste “modelo” de sociedade, a maneira como se vive na maior
parte do planeta causa grandes impactos ambientais ao mesmo, por falta de reflexão
sobre a responsabilidade de cada ato, e suas conseqüências para as futuras gerações.

A vida e o ambiente são intimamente ligados, interdependentes; a Terra é um sistema
vivo, que tem sido enxergado apenas como fonte de insumos para a sobrevivência
humana, e o desenvolvimento da chamada “sociedade de consumo”. Os limites do
planeta, exaurido por este modelo de sociedade, estão cada vez mais próximos, mas
poucos estão conscientes disto.

Mudanças Ambientais Globais estão ocorrendo e não podem ser separadas de
questões de desenvolvimento. As relações do crescente aquecimento global com as
intervenções antrópicas nos ecossistemas estão exaustiva e cabalmente demonstradas
pela comunidade científica nacional e internacional.

O projeto UFBA Ecológica pretende ser um espaço para reflexões sobre a ação
antrópica nos ecossistemas, visando à consolidação de uma consciência ecológica, no
sentido amplo, que comece com todos os membros da comunidade universitária, mas
seja difundida em seguida, e paralelamente, à comunidade baiana, ou maior ainda, caso
se alcance, através de atividades de extensão universitária. Este projeto comunga com
a visão de uma Universidade Nova, na qual o conhecimento e a sociedade estão
imbricados indissoluvelmente.

Ele tem duas faces, ou vertentes: uma interna, onde serão realizadas ações no âmbito
da UFBA, visando:
   Estimular a racionalização do uso de recursos naturais, sobretudo água, e
       insumos gerados a partir de fontes naturais, como energia elétrica, papel,
       combustíveis e materiais de consumo em geral.

      Realizar um levantamento de todos os projetos que estão em andamento na
       UFBA, que envolvam questões ecológicas, direta ou indiretamente, ou com a
       visão de sustentabilidade.

      Realizar um estudo sistêmico dos projetos identificados na etapa anterior, para
       identificação de suas relações com os problemas da sociedade, e das suas reais
       possibilidades de aplicação.

A face, ou vertente, dita externa do projeto pretende:

      Promover cursos ou seminários, locais ou regionais, que visem a formação de
       uma visão crítica das questões ambientais atuais, sua urgência, e que
       disseminem o conhecimento das técnicas da Produção Mais Limpa e de temas
       como o Desenvolvimento Sustentável, Ecologia Industrial, Etnoecologia,
       Consumo Consciente, Economia Solidária, etc.;

      Exibir filmes ou documentários que abordem a relação do homem com seu meio
       ambiente, e contribuam aos objetivos do projeto;

      Publicar relatórios, trabalhos ou livros que resultaram da ação direta ou indireta
       do projeto, visando estender à sociedade o conhecimento organizado ou
       desenvolvido no âmbito do mesmo.

      Promover eventos nacionais e internacionais, para debater e divulgar grandes
       questões da atualidade.
Relevância para a formação do bolsista:




O projeto trata de um tema atual, multidisciplinar, cujo debate torna-se urgente em toda
a sociedade. Ao participar do projeto, o bolsista não apenas ajudará na construção das
várias atividades previstas, mas terá acesso a elas. Ele é encarado como parte do
público-alvo, que necessita ser informado, para desenvolver uma visão crítica do tema
central do projeto, a relação do homem com seu meio ambiente. O projeto tem como
meta a disseminação do conhecimento inter e trans disciplinar sobre esse tema, e, da
forma mais profunda possível, relacioná-lo com questões locais, regionais, nacionais, ou
na escala do planeta, mantendo um nível científico compatível com a academia.

Acredita-se que a participação no projeto trará uma grande contribuição para a
formação dos bolsistas, e, mais ainda, poderá despertar nos mesmos uma vocação
para o estudo das ciências, que poderia estar latente, e encontra no projeto um espaço
adequado para revelar-se.




Justificativa para o número de bolsistas:




O projeto prevê inúmeras atividades, conforme mostrado no cronograma, que exigirão
um grande esforço por parte dos coordenadores, e um grande número de colaboradores
para que atinja seus objetivos. Para a coordenação, prevê-se a constituição de um
colegiado, com pesquisadores que estejam envolvidos com os vários temas, e alguns
representantes.

Para a execução, haverá voluntários, mas a participação de bolsistas será fundamental,
sobretudo para a execução das tarefas da vertente dita “interna” do projeto, pois alguns
eventos da vertente externa, que envolverão um grande público, terão que contar com
um esquema profissional, a ser contratado por patrocinadores.

Como é um projeto que envolverá levantamento e análise de dados, planejamento e
execução de atividades acadêmicas, comunicação em grande escala, e uso de recursos
multimídia, vários bolsistas, inicialmente 10 (dez), serão necessários para atender a
esta grande demanda. Eles serão recrutados nas diversas unidades da UFBA, devido
ao caráter multidisciplinar do projeto.




Cronograma:

Primeiro mês:

Seleção e capacitação dos bolsistas, através de mini-cursos, que já podem ser abertos
à não-bolsistas.

Estímulo ao estudo da literatura já existente sobre o tema, e à sua atualização contínua.

Segundo mês:

Constituição do colegiado e planejamento do projeto, onde serão discutidas junto com
os bolsistas as tarefas inicialmente propostas e a viabilidade de sua execução.

Terceiro ao décimo primeiro mês:

Realização das atividades do projeto, contemplando temas como:

       1. Aquecimento Global e seus impactos;

       2. Fatores humanos e naturais causadores da mudança do clima;

       3. Matriz Energética Global atual e desejada; novas perspectivas; Há um
          crescente esforço no desenvolvimento de energias renováveis. Pode o Brasil
          tornar-se   um    grande    produtor   e   exportador   de   energia    renovável
          (biocombustíveis) ao mesmo tempo em que preserva a qualidade do meio
          ambiente?

       4. Possíveis impactos da mudança do clima no Nordeste;

       5. Desafios da humanidade nos próximos 50 anos (energia, água, alimentos,
          etc..);

       6. Modelos de produção / consumo atuais e futuros; Economia Solidária;

       7. Consumo Consciente e formas de viver com menos impacto ao ambiente;
8. Desenvolvimento sustentável; Quer o Brasil tornar-se um modelo de produção
             para um futuro sustentável? Queremos ser uma “potência ambiental” ou o
             primeiro “país tropical desenvolvido”?

          9. Principais gases de efeito estufa (CO2 e CH4): fontes fixas e móveis; cálculo
             dos impactos;

          10. Metas para a para a diminuição das emissões poluentes (protocolos de
             intenções firmados);

          11. É possível a remoção do excedente de gases nocivos da atmosfera?

          12. Destruição das florestas e diferentes tipos de vegetação para mudanças no
             uso do solo (maior problema no Brasil);

          13. Criação de gado e cultivo de arroz, atividades que emitem metano, óxido
             nitroso e outros gases de efeito estufa (mudanças de hábitos alimentares);

Décimo segundo mês:

Confecção de relatório final do projeto.




Plano de trabalho dos bolsistas:

Título:

Ações interdisciplinares em ecologia

Objetivos:

    Capacitar os estudantes em levantamento e análise de dados, planejamento e
          execução de atividades acadêmicas, comunicação em grande escala, e uso de
          recursos multimídia;

    Desenvolver uma capacidade crítica de análise das grandes questões da
          atualidade, com embasamento científico interdisciplinar.

Cronograma:

o mesmo mostrado acima
Resultados:

Espera-se ao final do projeto ter atingido o objetivo principal do mesmo, que é estimular
o debate sobre a ação antrópica nos ecossistemas, visando à consolidação de uma
consciência ecológica, no seu sentido mais amplo. Será redigido por cada bolsista um
relatório final sobre sua participação, e o que isso acrescentou na sua formação, em
todos os aspectos.

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Ufba ecologica

  • 1. Projeto UFBA Ecológica 1. APRESENTAÇÃO O projeto UFBA Ecológica nasce da constatação de uma das grandes contradições da humanidade: o modo segundo o qual a sociedade organizou-se historicamente, mesmo reconhecendo que trouxe avanços extraordinários, por exemplo, no campo do conhecimento, não resolveu questões básicas como a disseminação e apropriação universal deste mesmo conhecimento, visando o bem estar de todos. Ao contrário, mantém ainda hoje os privilégios, a injustiça social, a marginalização dos povos. Como conseqüência deste “modelo” de sociedade, a maneira como se vive na maior parte do planeta causa grandes impactos ambientais ao mesmo, por falta de reflexão sobre a responsabilidade de cada ato, e suas conseqüências para as futuras gerações. A vida e o ambiente são intimamente ligados, interdependentes; a Terra é um sistema vivo, que tem sido enxergado apenas como fonte de insumos para a sobrevivência humana, e o desenvolvimento da chamada “sociedade de consumo”. Os limites do planeta, exaurido por este modelo de sociedade, estão cada vez mais próximos, mas poucos estão conscientes disto. Mudanças Ambientais Globais estão ocorrendo e não podem ser separadas de questões de desenvolvimento. As relações do crescente aquecimento global com as intervenções antrópicas nos ecossistemas estão exaustiva e cabalmente demonstradas pela comunidade científica nacional e internacional. Há ainda uma questão de ética e justiça: as pessoas que vão sofrer as conseqüências mais graves das Mudanças Ambientais Globais são aquelas que menos contribuíram para este grave problema. O projeto UFBA Ecológica pretende ser um espaço para reflexões sobre a ação antrópica nos ecossistemas, visando à consolidação de uma consciência ecológica, no sentido amplo, que comece com todos os membros da comunidade universitária, mas seja difundida em seguida, e paralelamente, à comunidade baiana, ou maior ainda, caso se alcance, através de atividades de extensão universitária. Este projeto comunga com a visão de uma Universidade Nova, na qual o conhecimento e a sociedade estão imbricados indissoluvelmente.
  • 2. 2. INTRODUÇÃO Caso medidas drásticas não sejam tomadas para controlar o aquecimento global, o planeta enfrentará tempos muito difíceis, conforme as previsões feitas a partir de dados divulgados em vários relatórios científicos recentes. Furacões, secas e inundações vão ficar mais intensos e freqüentes. A temperatura do planeta pode aumentar mais que 2ºC em relação à temperatura do início da Era Industrial, com alto risco de extinção em massa de espécies, colapso dos ecossistemas, falta de alimentos, escassez de água e grandes prejuízos econômicos. O ritmo do aquecimento neste século será muito superior ao do século 20 e poderá alcançar valores sem precedentes nos últimos 10 mil anos. Haverá um aumento dos dias quentes e das ondas de calor em quase toda a superfície terrestre. O derretimento das geleiras vai prosseguir no século 21. Esse degelo, junto com a expansão térmica da água, poderá elevar o nível do mar em quase um metro até 2100. No Brasil, essa elevação do nível do mar vai alterar completamente as zonas costeiras, com grande impacto econômico nas principais cidades litorâneas, em seus portos, ruas, calçadões e no colapso de sistemas de esgoto. Vários setores econômicos terão que se adaptar à maior freqüência de episódios de chuvas intensas, como o de construções de barragens e grandes obras de engenharia. Vai aumentar ainda a freqüência de tempestades intensas, podendo ocorrer ciclones e furacões na costa brasileira, com aumento de deslizamentos de terra em encostas, enchentes e inundações. As comunidades mais pobres serão as mais atingidas. A destruição da Amazônia pelo avanço da fronteira agrícola e da exploração predatória de madeira altera o clima regional e contribui muito para o aquecimento global. A floresta está ficando mais seca e poderá ser substituída por um cerrado mais pobre em biodiversidade. A umidade formada sobre a floresta, que certamente irá diminuir, afeta não só a região, mas todo o regime de chuvas do centro-sul da América do Sul. A caatinga poderá se transformar em um deserto. Com o aquecimento global, a evaporação aumenta e a disponibilidade de água diminui. O semi-árido se tornará uma zona árida. A migração para os centros urbanos vai aumentar, agravando ainda mais os problemas sociais. Algumas regiões sofrerão cada vez mais com a seca, dificultando ou impedindo a agricultura, ao mesmo tempo em que outras regiões serão atingidas por chuvas
  • 3. torrenciais, devido às grandes alterações no ciclo hídrico, causadas pelo aquecimento global, e isto provocará cada vez mais enchentes, com graves impactos para a população e o meio ambiente. Estas Mudanças Ambientais Globais estão ocorrendo e não podem ser separadas de questões de desenvolvimento, conforme citado no item anterior; elas não se resumem às mudanças climáticas, pois causam também mudanças sócio-econômicas e biofísicas. Assim, o desafio do desenvolvimento sustentável está colocado, onde fica clara a necessidade de repensar as relações de interdependência território / população / produção, partindo-se do princípio segundo o qual a humanidade tem a capacidade de atender as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender as suas necessidades. Isso é possível, por exemplo, através da Produção Limpa, que busca a máxima produtividade dos recursos, reduzindo a demanda de materiais e energia. Ela aborda uma modificação na forma de pensar todo processo produtivo, dirigindo esforços para a fonte geradora dos resíduos, em substituição ao controle da poluição. Ela considera absolutamente finitos todos os recursos naturais, e todas as ações antrópicas devem ser analisadas com uma visão sistêmica, na qual todos os ciclos vitais do planeta, e das espécies que o habitam devem ser contemplados e respeitados. A crise ambiental do planeta torna imperativa também a mudança de hábitos individuais enraizados. O consumo por impulso, estimulado todo o tempo pela lógica capitalista dominante, está contribuindo incontestavelmente para a destruição do planeta. Em oposição a esta postura, consumir conscientemente significa atentar para os efeitos que este ato acarreta ao meio ambiente, aos trabalhadores e a toda a humanidade, e este ato individual multiplicado por toda a população terrestre poderá ser a chave da sua sustentabilidade. O planeta está exigindo um novo ser humano, mais participante, atento e solidário, que consiga desfrutar de todo o progresso que conquistou, mas causando menos impacto ao sistema Terra. Sabe-se que o planeta tem seus ciclos naturais, e nunca se pode garantir a continuidade de nenhuma espécie, mas pode-se ter a responsabilidade de evitar que fatores antrópicos continuem a interferir tanto no equilíbrio deste planeta, e precipitem o fim das várias espécies, inclusive a humana. A conjunção de vários fatores naturais trouxe a humanidade até este período holoceno, cujas características, sobretudo climáticas, permitiram o desenvolvimento da agricultura,
  • 4. a formação das primeiras cidades e nações, e o fantástico desenvolvimento das civilizações; agora, consciente de que as perturbações causadas pela espécie humana crescem a taxas quase-exponenciais, e, que, segundo os dados científicos, a Terra está operando num estado sem análogos por cerca de um milhão de anos, o homem é convidado a repensar seu modo de vida, e sua relação com o meio ambiente. 3. ATIVIDADES PROPOSTAS O Projeto UFBA Ecológica tem duas faces, ou vertentes: uma interna, onde serão realizadas ações no âmbito da UFBA, visando:  Estimular a racionalização do uso de recursos naturais, sobretudo água, e insumos gerados a partir de fontes naturais, como energia elétrica, papel, combustíveis e materiais de consumo em geral. Para atingir este objetivo serão utilizadas algumas ferramentas da Produção Mais Limpa, como a conservação, a reciclagem e o reuso. A conservação diz respeito ao combate ao desperdício, tão comum na nossa sociedade, e mais ainda em empresas e órgãos públicos; a reciclagem envolve a segregação para posterior tratamento e reutilização, e isso hoje em dia é fácil quando se trata de materiais de consumo, desde que alguém tome a iniciativa; já o reuso envolve estudos específicos para cada caso, pois a meta é reutilizar os materiais sem tratamento, ou com o mínimo possível de tratamento, para viabilizar economicamente essa prática. Além das questões técnicas, todas estas práticas envolvem uma logística, que necessita ser incorporada pelos membros da Instituição, que devem estar convencidos da sua importância. O projeto UFBA ecológica estimulará a racionalização, e tentará disseminar na Instituição, através de mini-cursos e conferências, o conceito de Consumo Consciente, e as técnicas de Produção Mais Limpa. Algumas idéias já estão sendo desenvolvidas sobre estes temas, a partir de contatos com colegas de outras instituições, como por exemplo, a criação de uma competição, inicialmente entre órgãos públicos, para atingir mínimo consumo de água, energia e materiais. Dados mostram que alguns órgãos ou empresas que já se lançaram nesta meta obtiveram ganhos financeiros expressivos, que ficaram disponíveis para incentivo ao próprio programa de racionalização, ou para outras ações que não estavam sendo implementadas por falta de recursos, e no final, o planeta agradece pela iniciativa...
  • 5. Realizar um levantamento de todos os projetos que estão em andamento na UFBA, que envolvam questões ecológicas, direta ou indiretamente, tais como projetos relacionados com o item anterior (racionalização), ou com a visão de sustentabilidade, ou ainda projetos que envolvam ou estejam desenvolvendo tecnologias limpas. A UFBA é uma grande universidade, mas nem sempre seus docentes estão a par das pesquisas que estão sendo realizadas por seus pares, muitas vezes em áreas afins, ou inter-relacionadas, e isso pode ser um fator de perda na cooperação, ou na sinergia dos esforços individuais. Pretende-se realizar um levantamento minucioso, que contemple visitas a cada unidade da UFBA.  Realizar um estudo sistêmico dos projetos identificados na etapa anterior, para identificação de suas relações com os problemas da sociedade, e das suas reais possibilidades de aplicação. Atividades interdisciplinares serão identificadas e estimuladas, visando à participação de docentes e discentes de diversas áreas. O projeto UFBA Ecológica pretende divulgar tais projetos ou ações, para que tenham maior alcance, e estimular no que for possível, por exemplo, auxiliar nas relações interinstitucionais, para que tenham maior chance de êxito. Apesar das atividades ditas internas do projeto UFBA Ecológica terem sem dúvida uma relação com a sociedade, a face, ou vertente, dita externa do projeto pretende realizar ações explicitamente de alcance extra muros da UFBA, tais como:  Promoção de cursos ou seminários, locais ou regionais, que visem a formação de uma visão crítica das questões ambientais atuais, sua urgência, e que disseminem o conhecimento das técnicas da Produção Mais Limpa e de temas como o Desenvolvimento Sustentável, Ecologia Industrial, Etnoecologia, Consumo Consciente, Economia Solidária, e outros temas pertinentes; Estes eventos podem ser focados em assuntos prementes de discussão entre a academia e a sociedade, como, por exemplo, a transposição do rio São Francisco, ou temas como: energias renováveis e a destruição das florestas e diferentes tipos de vegetação para mudanças no uso do solo (sem esquecer as relações entre estes vários temas e possíveis impactos do aquecimento global);
  • 6. Exibição de filmes ou documentários que abordem a relação do homem com seu meio ambiente, e contribuam aos objetivos do projeto. Pretende-se inicialmente estabelecer um convênio com o Circuito Sala de Arte, para a exibição dos filmes selecionados, e, numa etapa posterior, montar na UFBA uma sala de projeção dedicada prioritariamente ao projeto;  Publicação de relatórios, trabalhos ou livros que resultaram da ação direta ou indireta do projeto UFBA Ecológica, visando estender à sociedade o conhecimento organizado ou desenvolvido no âmbito do mesmo. A Publicação ficará a cargo da Editora da UFBA, sob coordenação da Pro - Reitoria de Extensão.  Promoção de eventos nacionais e internacionais, para debater e divulgar grandes questões da atualidade. Serão buscados parceiros para viabilizar a realização destes eventos, planejados para: (i) trazer especialistas reconhecidamente competentes em cada tema escolhido; (ii) reunir o público adequado, que realmente possa aproveitar do evento e com isso contribuir para os objetivos do projeto; (iii) envolver sempre que possível as instâncias de decisão da sociedade, nos seus vários níveis, no intuito de fomentar a reflexão sobre as questões abordadas neste projeto, para que todo o trabalho realizado na academia e órgãos afins seja contemplado, ou ao menos considerado, no momento em que são planejadas, criadas ou executadas as ações, obras ou políticas publicas. Dentre os temas inicialmente imaginados para a discussão, pode-se citar, a título de exemplo: 1. Aquecimento Global e seus impactos; 2. Fatores humanos e naturais causadores da mudança do clima; 3. Matriz Energética Global atual e desejada; novas perspectivas; Há um crescente esforço no desenvolvimento de energias renováveis. Pode o Brasil tornar-se um grande produtor e exportador de energia renovável (biocombustíveis) ao mesmo tempo em que preserva a qualidade do meio ambiente? 4. Uso futuro do petróleo e demais fontes fósseis / desafios;
  • 7. 5. Possíveis impactos da mudança do clima no Nordeste; A busca de um balanço apropriado entre mitigação das emissões e aumento da capacidade de adaptação deve ser iniciada prontamente. Faltam-nos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas e um mapa de vulnerabilidade em escala nacional; 6. Desafios da humanidade nos próximos 50 anos (energia, água, alimentos, etc..); 7. Modelos de produção / consumo atuais e futuros; Economia Solidária; 8. Consumo Consciente e formas de viver com menos impacto ao ambiente; 9. Desenvolvimento sustentável; Quer o Brasil tornar-se um modelo de produção para um futuro sustentável? Queremos ser uma “potência ambiental” ou o primeiro “país tropical desenvolvido”? 10. Principais gases de efeito estufa (CO2 e CH4): fontes fixas e móveis; cálculo dos impactos; 11. Estudos climáticos a partir da glacioquímica; 12. Metas para a para a diminuição das emissões poluentes (protocolos de intenções firmados); 13. É possível a remoção do excedente de gases nocivos da atmosfera? 14. Destruição das florestas e diferentes tipos de vegetação para mudanças no uso do solo (maior problema no Brasil, pois as emissões de gases de efeito estufa advindas dos desmatamentos corresponde a 3/4 das nossas emissões); 15. Criação de gado e cultivo de arroz, atividades que emitem metano, óxido nitroso e outros gases de efeito estufa (mudanças de hábitos alimentares);
  • 8. Projeto PERMANECER (UFBA Ecológica) Descrição: O projeto UFBA Ecológica nasce da constatação de uma das grandes contradições da humanidade: o modo segundo o qual a sociedade organizou-se historicamente, mesmo reconhecendo que trouxe avanços extraordinários, por exemplo, no campo do conhecimento, não resolveu questões básicas como a disseminação e apropriação universal deste mesmo conhecimento, visando o bem estar de todos. Ao contrário, mantém ainda hoje os privilégios, a injustiça social, a marginalização dos povos. Como conseqüência deste “modelo” de sociedade, a maneira como se vive na maior parte do planeta causa grandes impactos ambientais ao mesmo, por falta de reflexão sobre a responsabilidade de cada ato, e suas conseqüências para as futuras gerações. A vida e o ambiente são intimamente ligados, interdependentes; a Terra é um sistema vivo, que tem sido enxergado apenas como fonte de insumos para a sobrevivência humana, e o desenvolvimento da chamada “sociedade de consumo”. Os limites do planeta, exaurido por este modelo de sociedade, estão cada vez mais próximos, mas poucos estão conscientes disto. Mudanças Ambientais Globais estão ocorrendo e não podem ser separadas de questões de desenvolvimento. As relações do crescente aquecimento global com as intervenções antrópicas nos ecossistemas estão exaustiva e cabalmente demonstradas pela comunidade científica nacional e internacional. O projeto UFBA Ecológica pretende ser um espaço para reflexões sobre a ação antrópica nos ecossistemas, visando à consolidação de uma consciência ecológica, no sentido amplo, que comece com todos os membros da comunidade universitária, mas seja difundida em seguida, e paralelamente, à comunidade baiana, ou maior ainda, caso se alcance, através de atividades de extensão universitária. Este projeto comunga com a visão de uma Universidade Nova, na qual o conhecimento e a sociedade estão imbricados indissoluvelmente. Ele tem duas faces, ou vertentes: uma interna, onde serão realizadas ações no âmbito da UFBA, visando:
  • 9. Estimular a racionalização do uso de recursos naturais, sobretudo água, e insumos gerados a partir de fontes naturais, como energia elétrica, papel, combustíveis e materiais de consumo em geral.  Realizar um levantamento de todos os projetos que estão em andamento na UFBA, que envolvam questões ecológicas, direta ou indiretamente, ou com a visão de sustentabilidade.  Realizar um estudo sistêmico dos projetos identificados na etapa anterior, para identificação de suas relações com os problemas da sociedade, e das suas reais possibilidades de aplicação. A face, ou vertente, dita externa do projeto pretende:  Promover cursos ou seminários, locais ou regionais, que visem a formação de uma visão crítica das questões ambientais atuais, sua urgência, e que disseminem o conhecimento das técnicas da Produção Mais Limpa e de temas como o Desenvolvimento Sustentável, Ecologia Industrial, Etnoecologia, Consumo Consciente, Economia Solidária, etc.;  Exibir filmes ou documentários que abordem a relação do homem com seu meio ambiente, e contribuam aos objetivos do projeto;  Publicar relatórios, trabalhos ou livros que resultaram da ação direta ou indireta do projeto, visando estender à sociedade o conhecimento organizado ou desenvolvido no âmbito do mesmo.  Promover eventos nacionais e internacionais, para debater e divulgar grandes questões da atualidade.
  • 10. Relevância para a formação do bolsista: O projeto trata de um tema atual, multidisciplinar, cujo debate torna-se urgente em toda a sociedade. Ao participar do projeto, o bolsista não apenas ajudará na construção das várias atividades previstas, mas terá acesso a elas. Ele é encarado como parte do público-alvo, que necessita ser informado, para desenvolver uma visão crítica do tema central do projeto, a relação do homem com seu meio ambiente. O projeto tem como meta a disseminação do conhecimento inter e trans disciplinar sobre esse tema, e, da forma mais profunda possível, relacioná-lo com questões locais, regionais, nacionais, ou na escala do planeta, mantendo um nível científico compatível com a academia. Acredita-se que a participação no projeto trará uma grande contribuição para a formação dos bolsistas, e, mais ainda, poderá despertar nos mesmos uma vocação para o estudo das ciências, que poderia estar latente, e encontra no projeto um espaço adequado para revelar-se. Justificativa para o número de bolsistas: O projeto prevê inúmeras atividades, conforme mostrado no cronograma, que exigirão um grande esforço por parte dos coordenadores, e um grande número de colaboradores para que atinja seus objetivos. Para a coordenação, prevê-se a constituição de um colegiado, com pesquisadores que estejam envolvidos com os vários temas, e alguns representantes. Para a execução, haverá voluntários, mas a participação de bolsistas será fundamental, sobretudo para a execução das tarefas da vertente dita “interna” do projeto, pois alguns eventos da vertente externa, que envolverão um grande público, terão que contar com um esquema profissional, a ser contratado por patrocinadores. Como é um projeto que envolverá levantamento e análise de dados, planejamento e execução de atividades acadêmicas, comunicação em grande escala, e uso de recursos multimídia, vários bolsistas, inicialmente 10 (dez), serão necessários para atender a
  • 11. esta grande demanda. Eles serão recrutados nas diversas unidades da UFBA, devido ao caráter multidisciplinar do projeto. Cronograma: Primeiro mês: Seleção e capacitação dos bolsistas, através de mini-cursos, que já podem ser abertos à não-bolsistas. Estímulo ao estudo da literatura já existente sobre o tema, e à sua atualização contínua. Segundo mês: Constituição do colegiado e planejamento do projeto, onde serão discutidas junto com os bolsistas as tarefas inicialmente propostas e a viabilidade de sua execução. Terceiro ao décimo primeiro mês: Realização das atividades do projeto, contemplando temas como: 1. Aquecimento Global e seus impactos; 2. Fatores humanos e naturais causadores da mudança do clima; 3. Matriz Energética Global atual e desejada; novas perspectivas; Há um crescente esforço no desenvolvimento de energias renováveis. Pode o Brasil tornar-se um grande produtor e exportador de energia renovável (biocombustíveis) ao mesmo tempo em que preserva a qualidade do meio ambiente? 4. Possíveis impactos da mudança do clima no Nordeste; 5. Desafios da humanidade nos próximos 50 anos (energia, água, alimentos, etc..); 6. Modelos de produção / consumo atuais e futuros; Economia Solidária; 7. Consumo Consciente e formas de viver com menos impacto ao ambiente;
  • 12. 8. Desenvolvimento sustentável; Quer o Brasil tornar-se um modelo de produção para um futuro sustentável? Queremos ser uma “potência ambiental” ou o primeiro “país tropical desenvolvido”? 9. Principais gases de efeito estufa (CO2 e CH4): fontes fixas e móveis; cálculo dos impactos; 10. Metas para a para a diminuição das emissões poluentes (protocolos de intenções firmados); 11. É possível a remoção do excedente de gases nocivos da atmosfera? 12. Destruição das florestas e diferentes tipos de vegetação para mudanças no uso do solo (maior problema no Brasil); 13. Criação de gado e cultivo de arroz, atividades que emitem metano, óxido nitroso e outros gases de efeito estufa (mudanças de hábitos alimentares); Décimo segundo mês: Confecção de relatório final do projeto. Plano de trabalho dos bolsistas: Título: Ações interdisciplinares em ecologia Objetivos:  Capacitar os estudantes em levantamento e análise de dados, planejamento e execução de atividades acadêmicas, comunicação em grande escala, e uso de recursos multimídia;  Desenvolver uma capacidade crítica de análise das grandes questões da atualidade, com embasamento científico interdisciplinar. Cronograma: o mesmo mostrado acima
  • 13. Resultados: Espera-se ao final do projeto ter atingido o objetivo principal do mesmo, que é estimular o debate sobre a ação antrópica nos ecossistemas, visando à consolidação de uma consciência ecológica, no seu sentido mais amplo. Será redigido por cada bolsista um relatório final sobre sua participação, e o que isso acrescentou na sua formação, em todos os aspectos.