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1
DESENVOLVIMENTO SUSTETÁVEL EM RORAIMA
Uninter
Ezequias GUIMARÃES
UNINTER
Resumo
O crescimento populacional é alcançado principalmente através da expansão
dos meios de produção, quem precisam acompanhar um mercado consumidor
cada vez mais alto. Para que esses meios de produção se tornem efetivos é
necessário um investimento no desenvolvimento de novas tecnologias e
praticas que de forma direta ou indireta irão influenciar no meio ambiente.
Roraima é um dos estados brasileiros com os maiores índices de crescimento
populacional, possuindo um mercado consumidor em plena expansão. A
pesquisa é importante na medida que se propõe a apontar alternativas de
políticas de desenvolvimento sustentável para um estado inserido na Floresta
Amazônia, onde qualquer alteração afetará o meio ambiente. A pesquisa focará
na educação para um desenvolvimento sustentável, uma corrente educacional
que em contrapartida com a educação ambiental, acredita que para que o
progresso aconteça é necessário que haja desenvolvimento o que não é
possível caso busque-se que o meio permaneça em status quo.
Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Roraima.
Desenvolvimento Sustentável
A natureza é um bem inestimável para a sobrevivência do ser humano,
seja no presente ou no futuro. Todos os biomas são essenciais para a vida. A
harmonia entre as esferas foi o fator crucial para a geração de condições
favoráveis para o surgimento e evolução da vida na Terra.
Nada na Terra é perene, e com todo esse desgaste causado pelas
ações humanas, este equilíbrio pode estar por um fio. Apesar de termos ciência
deste fato, o que vemos todos os dias diante de nossos olhos é um triste
retrato da realidade.
2
É comum ainda hoje em pleno século XXI, vermos pessoas ainda tão
desinformadas a respeito do que é sustentabilidade. Muitas nem sequer
ouviram falar nessa palavra. Isso parte de um pressuposto de que essas
pessoas não tiveram uma base educacional consistente a ponto de educa-las a
respeito de como devemos nos relacionar com o meio ambiente.
Grosso modo, sustentabilidade é o ser humano do presente utilizar os
recursos do meio ambiente de forma que os próximos seres humanos, os seres
humanos do futuro também venham a usar. Se este conceito já estivesse em
prática em todos os lugares, não precisaríamos mais ver tanta destruição
ambiental, algo injusto e desumano. Entretanto é impossível barrar o
desenvolvimento, que inegavelmente gerará a destruição de algo durante os
processos de fabricação de qualquer coisa. Dessa forma deve-se buscar o
desenvolvimento sustentável.
Os conceitos de desenvolvimento sustentável estão estreitamente
vinculados a diferentes modelos de desenvolvimento sociais e econômicos.
Desenvolvimento sustentável não busca preservar o status quo, ao contrário,
busca conhecer as tendências e as implicações da mudança (UNESCO, 2005).
Desenvolvimento sustentável trata essencialmente das relações entre
pessoas e entre pessoas e seu meio ambiente. Em outras palavras, é uma
preocupação sociocultural e econômica (UNESCO, 2005). Sustentabilidade
não se trata apenas da relação do homem com o meio ambiente.
Meio Ambiente e Destruição
A destruição do meio ambiente pelo homem é tão antiga quanto o
surgimento das primeiras indústrias. Mas foi só a partir de 1980 que o homem
começou a pensar a respeito da melhor forma de administrar os recursos tão
fartos que o meio ambiente lhe oferece.
Foi o momento em que o homem começou a enxergar com outros
olhares o ambiente que o cercava, e viu que cegamente estava caminhando
para a ruína, como aconteceu com os Maias que não souberam respeitar o
meio ambiente em que viviam. Ao ver que isso também podia acontecer a nível
global, principalmente se tratando das fontes de energia não renováveis e tão
3
vitais para as atividades humanas.
E o que será das futuras gerações? “O pintor austríaco Oskar
Kokoschka, (1886-1980) nos adverte com a famosa máxima: “A sociedade
moderna esquece que o mundo não é propriedade de uma única geração”. Por
causa deste esquecimento o ser humano está sendo vítima do seu próprio
veneno.
Não o bastante apenas o meio ambiente sofrer com tudo isso, esses
ataques provocam uma defasagem na qualidade de vida da população, com
sérios problemas à sobrevivência humana na Terra. O significativo aumento da
população em regiões específicas do mapa, principalmente regiões costeiras e
com escassez de água potável e alimento, constitui um dos maiores problemas
ambientais e econômicos do século.
Outro fator é causado pelos locais de ocupação, que são
majoritariamente locais de risco. Principalmente devido ao fato da maior parte
da população que ocupa essas regiões viver na pobreza ou na miséria total,
sem nenhuma perspectiva de vida. Tais aspectos testificam a justiça social e a
luta contra a pobreza como princípios primordiais do desenvolvimento que
deveria resultar em sustentável.
4
O estado de Roraima por localizar-se completamente dentro da
chamada Amazônia Legal, enfrenta problemas semelhantes a esse devido às
áreas de ocupações das cidades. Deve ser feita menção especial aos povos
indígenas, que devido ao maior vinculo com o meio ambiente são mais
prejudicados com as mudanças.
Poluição da Água
Os principais problemas ambientais do estado de Roraima concentram-
se nos bairros periféricos da capital Boa Vista, e tratam-se do lançamento de
esgoto e todo tipo de lixo “in natura”, ou seja, em rios e igarapés sem terem
passado por nenhum tipo de tratamento. Outra problemática constitui-se com a
ocupação de áreas de alta fragilidade ambiental, como áreas de alagamento e
5
encostas de igarapés. A maior parte das cidades do estado está em contato
direto com a floresta e com muitos rios e igarapés, dessa forma os principais
problemas ambientais do estado referem-se ao tratamento da água.
A água é uma substância composta por duas moléculas de hidrogênio e
uma de oxigênio, sendo essencial para todas as formas de vida conhecidas.
Nos seus três estados físicos ela pode ser encontrada na forma líquida, sólida
ou gasosa, cobrindo cerca de 71% da superfície da Terra sendo encontrada
principalmente nos oceanos.
Para a água ser adequada para o consumo ela deve ser límpida e sem
nenhum tipo de impureza. Porém a poluição da água, ou seja, o conjunto de
alterações que prejudicam a vida teve grande crescimento a partir do século
XIX, quando na Europa foram instaladas as primeiras descargas hidráulicas
que jogavam os dejetos diretos nos rios e igarapés, sem nenhum tratamento, o
que continua acontecendo em muitas partes da cidade.
Daí para frente os níveis de poluição só vem aumentando. Isso sem
contar que aproximadamente 70% de toda a água é usada na produção
6
agrícola considerando que 40% do planeta é ocupado por áreas áridas. Fica
difícil para nosso planeta que tem ¾ da área ocupado por água, em sua maior
parte salgada.
Apesar de pensarmos que a que a água na Terra está diminuindo, ela
sempre esteve na mesma quantidade desde as origens do Planeta. O que
acontece é que muitas vezes ela não consegue completar o ciclo por causa de
algum empecilho, como por exemplo, quando ela percola o solo e atraída pela
força da gravidade atinge o subsolo, onde pode ficar em estado líquido por
milhares de ano. Ela também pode ser congelada em um dos polos do planeta.
Mesmo com tudo isso acontecendo ao redor do mundo, nós brasileiros
somos privilegiados por possuirmos 8% de toda a água doce do mundo, sendo
que 80% desse total encontram-se na Amazônia e os outros 20% nas demais
regiões.
Apesar disso, em todo o Norte de uma maneira geral é precário
tratamento da água, desde a distribuição a ao retorno a natureza. Como há
muita água, é comum as pessoas terem sensação de infinidade e por isso
existe um grande desperdício. Roraima, em especial, possui uma grande
reserva de água acessível para o consumo, entretanto após o uso essa água
não passa por nenhum tipo de tratamento de forma a deixa-la própria para o
consumo novamente.
Aquecimento Global
O efeito estufa ou aquecimento global é considerado um dos maiores
problemas ambientais da humanidade, por se tratar de um efeito dominó, onde
uma ação culmina em diversas consequências.
Para entender melhor o que é o aquecimento global é preciso pensar em
todo um ciclo que inicia quando o homem destrói o meio ambiente com
queimadas e libera na atmosfera uma série de outros tipos de fumaça. A
fumaça aumenta o buraco na camada de Ozônio que por sua vez acarreta em
mais raios solares prejudiciais à saúde, como os ultra violeta que produzem
câncer de pele.
7
Os raios que penetram a atmosfera aquecem o planeta, por que poucos
conseguem voltar ao espaço devido a camada de fumaça ao redor do planeta
provocada pela fumaça dos carros, indústrias entre outros fatores.
Isso funciona como uma estufa, retendo o calor e aumentando os níveis
de dióxido de carbono na atmosfera, causando o descongelamento das
geleiras polares e aumentando os níveis do mar que provocam inundações em
regiões litorâneas e a morte de milhares de animais que precisam do gelo para
sobreviver.
Toda essa água evapora mais rápido o que causa mais e mais chuvas,
provocando inundações e destruição. Tudo isso influência negativamente na
vida das pessoas, destruindo casas e causando mortes.
O aquecimento global não é apenas um problema regional. Ele afeta
todos os continentes de uma forma geral, tornando seu combate impossível
sem a colaboração de todos os países. Atualmente há um embate entre países
ricos e pobres, concernente a questão do aquecimento global. Países como os
Estados Unidos com um alto grau de desenvolvimento poluem de uma forma
exorbitante, entretanto os efeitos não ficam restritos somente em seus
domínios, muitos países menos e menos desenvolvimentos sofrem com os
efeitos do desenvolvimento quando não pensado de forma a ser sustentável.
Além do embate dos países pobres contra os países ricos, há desde a
Conferência de Estocolmo em 1972, um embate dos países ricos contra os
países pobres. Os países pobres defendem suas necessidades de
desenvolvimento e de superação da crise social como uma demanda mais
relevante que a preservação ambiental, enquanto os países ricos priorizavam a
manutenção de seus níveis de crescimento econômico e padrões de consumo
(UNESCO, 2005). É fácil para um país que já alcançou seu apogeu de
desenvolvimento industrial, como a Inglaterra que desde o século XVI polui,
pedir para um país que começou o processo industrial recentemente, como a
China, reduzir.
Grosso modo, os países pobres responsabilizavam os países ricos pela
maior parte da degradação global, promovida por um modelo predatório de
crescimento, e transferem para eles as iniciativas e os investimentos
necessários à sustentabilidade. Os países ricos, por sua vez, veem o
8
crescimento populacional e a poluição gerada pela pobreza como os motivos
principais do problema e resistem a todas as sugestões que possam
representar limites à sua expansão.
Com isso, é que surge a função primordial dos diversos setores sociais:
Estado, universidades, institutos, iniciativa privada e organizações não
governamentais. Contudo, muito pouco adianta qualquer tipo de ação, seja na
elaboração de leis, fiscalização efetiva ou financiamento de obras em prol do
meio ambiente se não houver investimentos pesados em educação, com
intuito de conscientizar os cidadãos da importância e necessidade vital da
preservação/conservação do meio ambiente.
A comunidade deve estar empenhada
A educação ambiental deve ser vista como um processo de
permanente aprendizagem que valoriza as diversas formas de conhecimento e
forma cidadãos com consciência local e planetária, orientando indivíduo e
coletividade a conservar o meio ambiente e alcançar a sustentabilidade.
No entanto há atualmente uma tendência a substituir a concepção de
educação ambiental, até então dominante, por uma nova proposta de
“educação para a sustentabilidade” ou “para um futuro sustentável”.
Referências
MEDEIROS, Raffaela M.; OLIVEIRA, Lucas R.; QUELHAS, Osvaldo L. G.;
TERRAC, Pedro B.; Sustentabilidade: da evolução dos conceitos à
implementação como estratégia nas organizações; UFF, Brasil.
9
Década da Educação das Nações Unidas para um Desenvolvimento
Sustentável, 2005-2014: documento final do esquema internacional de
implementação. Brasília: UNESCO, 2005. 120p.
COSTA, Gustavo L.; O discurso da sustentabilidade e suas implicações
para a educação; Ambiente & Sociedade [en linea] 2003, 6 (Julio-Diciembre) :
[Fecha de consulta: 17 de julio de 2016] Disponible
en:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=31760207> ISSN 1414-753X.
BESERRA, Luiza C.; HOLANDA, Elizete C.; Geociências na Pan Amazônia,
276 p. Coleção Geociências, Volume 1. UFRR, Boa Vista –RR, 2016.
CASCINO, Fabio; Educação Ambiental, princípios, história, formação de
professores. 4ª edição, Senac, São Paulo, 2007.

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DESENVOLVIMENTO SUSTETÁVEL EM RORAIMA

  • 1. 1 DESENVOLVIMENTO SUSTETÁVEL EM RORAIMA Uninter Ezequias GUIMARÃES UNINTER Resumo O crescimento populacional é alcançado principalmente através da expansão dos meios de produção, quem precisam acompanhar um mercado consumidor cada vez mais alto. Para que esses meios de produção se tornem efetivos é necessário um investimento no desenvolvimento de novas tecnologias e praticas que de forma direta ou indireta irão influenciar no meio ambiente. Roraima é um dos estados brasileiros com os maiores índices de crescimento populacional, possuindo um mercado consumidor em plena expansão. A pesquisa é importante na medida que se propõe a apontar alternativas de políticas de desenvolvimento sustentável para um estado inserido na Floresta Amazônia, onde qualquer alteração afetará o meio ambiente. A pesquisa focará na educação para um desenvolvimento sustentável, uma corrente educacional que em contrapartida com a educação ambiental, acredita que para que o progresso aconteça é necessário que haja desenvolvimento o que não é possível caso busque-se que o meio permaneça em status quo. Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Roraima. Desenvolvimento Sustentável A natureza é um bem inestimável para a sobrevivência do ser humano, seja no presente ou no futuro. Todos os biomas são essenciais para a vida. A harmonia entre as esferas foi o fator crucial para a geração de condições favoráveis para o surgimento e evolução da vida na Terra. Nada na Terra é perene, e com todo esse desgaste causado pelas ações humanas, este equilíbrio pode estar por um fio. Apesar de termos ciência deste fato, o que vemos todos os dias diante de nossos olhos é um triste retrato da realidade.
  • 2. 2 É comum ainda hoje em pleno século XXI, vermos pessoas ainda tão desinformadas a respeito do que é sustentabilidade. Muitas nem sequer ouviram falar nessa palavra. Isso parte de um pressuposto de que essas pessoas não tiveram uma base educacional consistente a ponto de educa-las a respeito de como devemos nos relacionar com o meio ambiente. Grosso modo, sustentabilidade é o ser humano do presente utilizar os recursos do meio ambiente de forma que os próximos seres humanos, os seres humanos do futuro também venham a usar. Se este conceito já estivesse em prática em todos os lugares, não precisaríamos mais ver tanta destruição ambiental, algo injusto e desumano. Entretanto é impossível barrar o desenvolvimento, que inegavelmente gerará a destruição de algo durante os processos de fabricação de qualquer coisa. Dessa forma deve-se buscar o desenvolvimento sustentável. Os conceitos de desenvolvimento sustentável estão estreitamente vinculados a diferentes modelos de desenvolvimento sociais e econômicos. Desenvolvimento sustentável não busca preservar o status quo, ao contrário, busca conhecer as tendências e as implicações da mudança (UNESCO, 2005). Desenvolvimento sustentável trata essencialmente das relações entre pessoas e entre pessoas e seu meio ambiente. Em outras palavras, é uma preocupação sociocultural e econômica (UNESCO, 2005). Sustentabilidade não se trata apenas da relação do homem com o meio ambiente. Meio Ambiente e Destruição A destruição do meio ambiente pelo homem é tão antiga quanto o surgimento das primeiras indústrias. Mas foi só a partir de 1980 que o homem começou a pensar a respeito da melhor forma de administrar os recursos tão fartos que o meio ambiente lhe oferece. Foi o momento em que o homem começou a enxergar com outros olhares o ambiente que o cercava, e viu que cegamente estava caminhando para a ruína, como aconteceu com os Maias que não souberam respeitar o meio ambiente em que viviam. Ao ver que isso também podia acontecer a nível global, principalmente se tratando das fontes de energia não renováveis e tão
  • 3. 3 vitais para as atividades humanas. E o que será das futuras gerações? “O pintor austríaco Oskar Kokoschka, (1886-1980) nos adverte com a famosa máxima: “A sociedade moderna esquece que o mundo não é propriedade de uma única geração”. Por causa deste esquecimento o ser humano está sendo vítima do seu próprio veneno. Não o bastante apenas o meio ambiente sofrer com tudo isso, esses ataques provocam uma defasagem na qualidade de vida da população, com sérios problemas à sobrevivência humana na Terra. O significativo aumento da população em regiões específicas do mapa, principalmente regiões costeiras e com escassez de água potável e alimento, constitui um dos maiores problemas ambientais e econômicos do século. Outro fator é causado pelos locais de ocupação, que são majoritariamente locais de risco. Principalmente devido ao fato da maior parte da população que ocupa essas regiões viver na pobreza ou na miséria total, sem nenhuma perspectiva de vida. Tais aspectos testificam a justiça social e a luta contra a pobreza como princípios primordiais do desenvolvimento que deveria resultar em sustentável.
  • 4. 4 O estado de Roraima por localizar-se completamente dentro da chamada Amazônia Legal, enfrenta problemas semelhantes a esse devido às áreas de ocupações das cidades. Deve ser feita menção especial aos povos indígenas, que devido ao maior vinculo com o meio ambiente são mais prejudicados com as mudanças. Poluição da Água Os principais problemas ambientais do estado de Roraima concentram- se nos bairros periféricos da capital Boa Vista, e tratam-se do lançamento de esgoto e todo tipo de lixo “in natura”, ou seja, em rios e igarapés sem terem passado por nenhum tipo de tratamento. Outra problemática constitui-se com a ocupação de áreas de alta fragilidade ambiental, como áreas de alagamento e
  • 5. 5 encostas de igarapés. A maior parte das cidades do estado está em contato direto com a floresta e com muitos rios e igarapés, dessa forma os principais problemas ambientais do estado referem-se ao tratamento da água. A água é uma substância composta por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio, sendo essencial para todas as formas de vida conhecidas. Nos seus três estados físicos ela pode ser encontrada na forma líquida, sólida ou gasosa, cobrindo cerca de 71% da superfície da Terra sendo encontrada principalmente nos oceanos. Para a água ser adequada para o consumo ela deve ser límpida e sem nenhum tipo de impureza. Porém a poluição da água, ou seja, o conjunto de alterações que prejudicam a vida teve grande crescimento a partir do século XIX, quando na Europa foram instaladas as primeiras descargas hidráulicas que jogavam os dejetos diretos nos rios e igarapés, sem nenhum tratamento, o que continua acontecendo em muitas partes da cidade. Daí para frente os níveis de poluição só vem aumentando. Isso sem contar que aproximadamente 70% de toda a água é usada na produção
  • 6. 6 agrícola considerando que 40% do planeta é ocupado por áreas áridas. Fica difícil para nosso planeta que tem ¾ da área ocupado por água, em sua maior parte salgada. Apesar de pensarmos que a que a água na Terra está diminuindo, ela sempre esteve na mesma quantidade desde as origens do Planeta. O que acontece é que muitas vezes ela não consegue completar o ciclo por causa de algum empecilho, como por exemplo, quando ela percola o solo e atraída pela força da gravidade atinge o subsolo, onde pode ficar em estado líquido por milhares de ano. Ela também pode ser congelada em um dos polos do planeta. Mesmo com tudo isso acontecendo ao redor do mundo, nós brasileiros somos privilegiados por possuirmos 8% de toda a água doce do mundo, sendo que 80% desse total encontram-se na Amazônia e os outros 20% nas demais regiões. Apesar disso, em todo o Norte de uma maneira geral é precário tratamento da água, desde a distribuição a ao retorno a natureza. Como há muita água, é comum as pessoas terem sensação de infinidade e por isso existe um grande desperdício. Roraima, em especial, possui uma grande reserva de água acessível para o consumo, entretanto após o uso essa água não passa por nenhum tipo de tratamento de forma a deixa-la própria para o consumo novamente. Aquecimento Global O efeito estufa ou aquecimento global é considerado um dos maiores problemas ambientais da humanidade, por se tratar de um efeito dominó, onde uma ação culmina em diversas consequências. Para entender melhor o que é o aquecimento global é preciso pensar em todo um ciclo que inicia quando o homem destrói o meio ambiente com queimadas e libera na atmosfera uma série de outros tipos de fumaça. A fumaça aumenta o buraco na camada de Ozônio que por sua vez acarreta em mais raios solares prejudiciais à saúde, como os ultra violeta que produzem câncer de pele.
  • 7. 7 Os raios que penetram a atmosfera aquecem o planeta, por que poucos conseguem voltar ao espaço devido a camada de fumaça ao redor do planeta provocada pela fumaça dos carros, indústrias entre outros fatores. Isso funciona como uma estufa, retendo o calor e aumentando os níveis de dióxido de carbono na atmosfera, causando o descongelamento das geleiras polares e aumentando os níveis do mar que provocam inundações em regiões litorâneas e a morte de milhares de animais que precisam do gelo para sobreviver. Toda essa água evapora mais rápido o que causa mais e mais chuvas, provocando inundações e destruição. Tudo isso influência negativamente na vida das pessoas, destruindo casas e causando mortes. O aquecimento global não é apenas um problema regional. Ele afeta todos os continentes de uma forma geral, tornando seu combate impossível sem a colaboração de todos os países. Atualmente há um embate entre países ricos e pobres, concernente a questão do aquecimento global. Países como os Estados Unidos com um alto grau de desenvolvimento poluem de uma forma exorbitante, entretanto os efeitos não ficam restritos somente em seus domínios, muitos países menos e menos desenvolvimentos sofrem com os efeitos do desenvolvimento quando não pensado de forma a ser sustentável. Além do embate dos países pobres contra os países ricos, há desde a Conferência de Estocolmo em 1972, um embate dos países ricos contra os países pobres. Os países pobres defendem suas necessidades de desenvolvimento e de superação da crise social como uma demanda mais relevante que a preservação ambiental, enquanto os países ricos priorizavam a manutenção de seus níveis de crescimento econômico e padrões de consumo (UNESCO, 2005). É fácil para um país que já alcançou seu apogeu de desenvolvimento industrial, como a Inglaterra que desde o século XVI polui, pedir para um país que começou o processo industrial recentemente, como a China, reduzir. Grosso modo, os países pobres responsabilizavam os países ricos pela maior parte da degradação global, promovida por um modelo predatório de crescimento, e transferem para eles as iniciativas e os investimentos necessários à sustentabilidade. Os países ricos, por sua vez, veem o
  • 8. 8 crescimento populacional e a poluição gerada pela pobreza como os motivos principais do problema e resistem a todas as sugestões que possam representar limites à sua expansão. Com isso, é que surge a função primordial dos diversos setores sociais: Estado, universidades, institutos, iniciativa privada e organizações não governamentais. Contudo, muito pouco adianta qualquer tipo de ação, seja na elaboração de leis, fiscalização efetiva ou financiamento de obras em prol do meio ambiente se não houver investimentos pesados em educação, com intuito de conscientizar os cidadãos da importância e necessidade vital da preservação/conservação do meio ambiente. A comunidade deve estar empenhada A educação ambiental deve ser vista como um processo de permanente aprendizagem que valoriza as diversas formas de conhecimento e forma cidadãos com consciência local e planetária, orientando indivíduo e coletividade a conservar o meio ambiente e alcançar a sustentabilidade. No entanto há atualmente uma tendência a substituir a concepção de educação ambiental, até então dominante, por uma nova proposta de “educação para a sustentabilidade” ou “para um futuro sustentável”. Referências MEDEIROS, Raffaela M.; OLIVEIRA, Lucas R.; QUELHAS, Osvaldo L. G.; TERRAC, Pedro B.; Sustentabilidade: da evolução dos conceitos à implementação como estratégia nas organizações; UFF, Brasil.
  • 9. 9 Década da Educação das Nações Unidas para um Desenvolvimento Sustentável, 2005-2014: documento final do esquema internacional de implementação. Brasília: UNESCO, 2005. 120p. COSTA, Gustavo L.; O discurso da sustentabilidade e suas implicações para a educação; Ambiente & Sociedade [en linea] 2003, 6 (Julio-Diciembre) : [Fecha de consulta: 17 de julio de 2016] Disponible en:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=31760207> ISSN 1414-753X. BESERRA, Luiza C.; HOLANDA, Elizete C.; Geociências na Pan Amazônia, 276 p. Coleção Geociências, Volume 1. UFRR, Boa Vista –RR, 2016. CASCINO, Fabio; Educação Ambiental, princípios, história, formação de professores. 4ª edição, Senac, São Paulo, 2007.