FACULDADE DE ENSINO DE MINAS GERAIS - FACEMG
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM.
DESAFIOS DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO
DOMICILIAR.
Discentes: Izabella Rosa Ferreira Furtado
Larissa Costa Souza
BELO HORIZONTE
2022
IZABELLA ROSA FERREIRA FURTADO
LARISSA DE SOUZA COSTA
DESAFIOS DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO DOMICILIAR.
Trabalho de conclusão de curso para a
obtenção do título de Bacharel em
Enfermagem, apresentado à Faculdade de
Ensino de Minas Gerais (FACEMG).
Orientadora: Prof.ª Laís Melo Freire
BELO HORIZONTE
2022
IZABELLA ROSA FERREIRA FURTADO
LARISSA DE SOUZA COSTA
Trabalho de conclusão de curso para a
obtenção do título de Bacharel em
Enfermagem, apresentado à Faculdade de
Ensino de Minas Gerais (FACEMG).
Aprovado em:
BANCA EXAMINADORA:
_______________________________________________________/___/___
Prof.
______________________________________________________/___/___
Prof.
______________________________________________________/___/___
Orientador
BELO HORIZONTE
2022
Resumo
Abstrat
Dedico este trabalho às pessoas que me apoiaram e
acreditaram que eu deveria seguir o meu caminho,
independente dos obstáculos encontrados, com otimismo e fé.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ……………………………………
JUSTIFICATIVA
OBJETIVOS
METODOLOGIA………………………...…………08
RESULTADOS…………………………..…………11
DISCUSSÃO
REFERÊNCIAS ………………………..…………..
ANEXOS
1- INTRODUÇÃO
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde
pública do mundo, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão
arterial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral,
universal e gratuito para toda a população do país.4
A atenção primária da saúde (APS) é o primeiro contato do paciente com a rede de saúde,
abrange cerca de 90% das necessidades de cada indivíduo, dentro do âmbito saúde-doença, de
acordo com o Ministério da Saúde. Trata-se da principal porta de entrada do SUS e do centro
de comunicação com toda a Rede de Atenção dos SUS, devendo ser orientados pelos
princípios da universalidade, da acessibilidade, da continuidade do cuidado, da integralidade
da atenção, da responsabilização, da humanização e da equidade. Isso significa dizer que a
APS funciona como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos
mais simples aos mais complexos. A atenção primária oferta atenção integral o mais próximo
possível do ambiente cotidiano dos indivíduos, famílias e comunidades. Isso inclui um
espectro de serviços que vão desde a promoção, prevenção e proteção da saúde, assim como o
tratamento de doenças agudas e infeciosas, o controle de doenças crônicas, cuidados
paliativos e reabilitação. 6
A Estratégia Saúde da Família (ESF) visa à reorganização da atenção primária de acordo
com os preceitos do Sistema Único de Saúde, na municipalização da integralidade e
participação da comunidade. É desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado
dirigidas à população do território e por gestão qualificada e é conduzida por equipe
multiprofissional, que assume responsabilidade sanitária local. A ESF é operacionalizada
através de equipes multiprofissionais em Atenção primária da saúde (APS). As equipes dessa
estratégia são compostas, no mínimo, pelo profissional médico e enfermeiro,
preferencialmente especialistas em saúde da família; pelo auxiliar e/ou técnico de
enfermagem e pelo agente comunitário de saúde (ACS). 5
A ESF constitui um desafio para o enfermeiro que como participante da equipe de saúde,
deve levar em consideração o envolvimento do seu agir com os aspetos sociais, políticos,
econômicos e culturais relevantes para o processo de transição e consolidação do novo
modelo da assistência.3
Dentre os modelos de assistência destaca-se a atenção domiciliar, que
tem como definição uma nova modalidade de assistência em saúde podendo substituir ou
complementar as outras pré-existentes. 6
O atendimento domiciliar (AD) conforme descrito no SIAB 5
, na atenção primária, propõe
a reorganização do processo de trabalho pela equipe, abordagem à família, criatividade, senso
crítico, assistência humanizada e resolutividade, assim como a prática de ações de prevenção,
promoção, recuperação reabilitação em saúde. É importante que o usuário tenha voz ativa
nesse processo e que essa modalidade se articule com as demais redes de atenção. O
cadastramento, a busca ativa, a vigilância e educação em saúde ajudam na melhor organização
e planejamento de uma assistência humanizada e de qualidade.
As modalidades dos atendimentos domiciliares compreendem em AD1, AD2 e AD3. Além
disso faz-se necessário respeitar alguns critérios de elegibilidade bem específicos para
verificar se o paciente se enquadra em uma das três modalidades de atenção domiciliar
estabelecidas pelo Ministério da Saúde na portaria nº 825, de 25 de abril de 2016. 9
A modalidade AD1 – serviço que compete a equipe da ESF dentro da atenção primária-,
compreende os usuários com indicação para atenção domiciliar que necessitam de cuidados
com menor frequência e com menor grau de intervenções multiprofissionais. Pacientes
normalmente estão estáveis, com cuidados satisfatórios feitos pelos cuidadores. 9
A AD2 - Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), são Unidades assistenciais de
funcionamento 24 horas/dia, que se destina aos pacientes que necessitam de uma assistência
domiciliar para evitar ou abreviar uma hospitalização, seja por doenças crônicos -
degenerativas, reabilitação, cuidados paliativos e prematuridade com uma demanda mediana
da equipe multiprofissional. 10
AD3 – Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) - Unidades assistenciais de funcionamento
24 horas/dia, que atende as necessidades de pacientes de alta e grave complexidade,
abrangendo além da AD2, cuidados multiprofissionais mais frequentes, em uso de
equipamentos de maior complexidade como por exemplo, ventilador mecânico, nutrição
parenteral ou paracentese.11
O enfermeiro é um dos componentes da equipe multiprofissional nos ESF, responsável
pela gestão e responsabilidade técnica, desenvolvendo seu trabalho na unidade de saúde e na
comunidade. Ele é responsável pela assistência integral da saúde, que vai desde o acolhimento
do indivíduo na unidade até ações domiciliares ou em espaços comunitários para a promoção
da saúde, prevenção de agravos e vigilância em saúde. 12
Neste contexto, o papel do
enfermeiro, não implica exclusivamente em lidar com situações de saúde da família, mas
também de interagir com situações que apoiem a integridade familiar. A atuação do
enfermeiro deve, assim, ser de natureza ética e legal, empoderando as famílias que estão em
condição de vulnerabilidade para lutarem pelos seus direitos de saúde. 1
O objetivo desta revisão bibliográfica será atender a seguinte demanda: quais os desafios
do enfermeiro no atendimento domiciliar?
2- JUSTIFICATIVA
Atenção primária é o primeiro contato que as pessoas têm com os sistemas de saúde. Esse
é o passo inicial, que busca entender a complexidade de cada caso (individual ou coletivo)
para, assim, direcioná-lo para o atendimento mais adequado, tendo os enfermeiros como os
pilares basilar desta atenção a saúde do individuo. É preciso considerar que a Atenção
Domiciliar é uma estratégia de intervenção em saúde que requer atenção profissional
qualificada, pois reconhece que este tipo de cuidado exige mobilização de competências
específicas, principalmente ligadas ao relacionamento interpessoal para atuar com usuários,
familiares e em equipe multiprofissional, bem como autonomia, responsabilidade e
conhecimento técnico e científico próprios do campo. Dessa forma, compreende-se que o
trabalho do enfermeiro na atenção domiciliar, apresenta diversidade de ações e complexidade
específicas que demandam experiência profissional e busca de qualificação para a atuação no
domicílio.
3- OBJETIVOS
O objetivo principal deste artigo é conhecer os desafios do enfermeiro no atendimento
domiciliar.
4- METODOLOGIA
Trata-se de revisão integrativa da literatura. A revisão integrativa é conceituada como um
método que permite a busca, a avaliação crítica e a síntese das evidências disponíveis do tema
investigado, sendo o seu produto final o estado atual do conhecimento do tema investigado, a
implementação de intervenções efetivas na assistência à saúde e a redução de custos, bem
como a identificação de lacunas que direcionam para o desenvolvimento de futuras pesquisas.
13
A busca dos artigos será realizada por meio de pesquisas nas bases de dados coletados na
Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO),
Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature
Analysis and Retrieval Sistem Online (MEDLINE), utilizando os seguintes descritores
segundo o Decs, pelos descritores Atenção Primária, Estratégia da saúde da família e Atenção
domiciliar.
Os dados desta pesquisa serão obtidos por meio de informações contidas nas publicações
de autores diversos, em diferentes bases de dados. Os critérios de inclusão serão artigos
disponíveis na íntegra em língua portuguesa, publicados a partir de 2011 até 2022 e gratuitos.
Os critérios de exclusão, serão teses, monografias, resumos, dissertações e artigos repetidos,
de revisão e que não atenderam a temática em estudo.
Para a busca de artigos nas bases de dados serão utilizados os seguintes descritores: Atenção
Primária da saúde; sistema Único de Saúde; atenção domiciliar. 13.
Os artigos encontrados serão lidos o título e o resumo, aqueles que atenderem os
objetivos do estudo serão analisados na íntegra para o levantamento das categorias a serem
discutidas.
Posteriormente os artigos selecionados serão analisados por meio da análise de conteúdo
proposta por Bardin, que consiste em uma metodologia para as ciências sociais de estudos de
conteúdo de textos que parte de uma perspectiva quantitativa, analisando numericamente a
frequência de ocorrência de determinados termos, uma leitura “flutuante” para manter um
primeiro contato com os documentos que serão submetidos à análise, a escolha deles, a
formulação das hipóteses e objetivos, a elaboração dos indicadores que orientarão a
interpretação e a preparação formal do material facilita para selecionar os artigos mais
plausíveis. 7
5- RESULTADOS
Os artigos selecionados foram organizados em um quadro sinóptico para a apresentação
sistematizada do conhecimento produzido sobre o tema, contendo os seguintes tópicos título,
autoria, ano de publicação, objetivos, metodologia e resultados. Utilizou- se os seguintes
descritores para seleção:
Descritor 1- Atenção Primária Da saúde ou atenção básica em saúde;
Descritor 2- Sistema Único de Saúde ou SUS
Descritor 3 - Atenção domiciliar ou saúde domiciliar.
Realizada os cruzamentos dos descritores 1 x Descritores 2 foram encontrados 3822 artigos
e após aplicados filtros, sobraram 122 artigos e com análise dos títulos e resumos
selecionamos 4. Entre os descritores 1 x Descritores 3 foram encontrados 3272 artigos,
aplicado os filtros, ficaram 187 artigos com títulos e resumos avaliados foram selecionados 3
artigos. No cruzamento dos descritores 2 x Descritores 3 foram verificados 121 artigos com os
títulos e resumos avaliados, foram detectados 12 exemplares e selecionados somente 3 para a
pesquisa. No cruzamento dos três descritores foram encontrados 41 artigos e após avaliação
nenhum artigo foi selecionado. No total foram encontrados 7256 artigos, sendo relevantes 321
artigos e utilizados somente 09 artigos.
Para realizar o fichamento foram 09 artigos selecionados, feito uma leitura flutuante,
buscando títulos e resumos e catalogação das informações mais importantes, selecionando os
artigos abaixo citados:
TÍTULOS AUTORES E
ANO.
OBJETIVOS METODOLOGIA RESULTADOS
ART 1- a
visita
domiciliar na
estratégia de
saúde da
família:
Cunha, M.S.;
Sa, M.C.
Objetivou-se
estudo em um
contexto
complexo, com
pessoas em
situação de
fragilidade,
os processos de
trabalho de três
equipes da esf de nova
iguaçu, rio de janeiro,
bem como a gerência
do cuidado, tomando
as visitas domiciliares
O improviso dos
profissionais diante
a precariedade das
condições de
trabalho nas visitas
domiciliares.
incerteza e
sofrimento.
como foco da análise.
ART 2-
Atuação Do
Enfermeiro
No Cuidado
Domiciliar.
Santos, M.E.S
Ceretta, L.B
Soratto, M.T
conhecer a
atuação do
enfermeiro no
cuidado
domiciliar.
Trata-se de uma
pesquisa qualitativa,
descritiva,exploratória
e de campo. A
população estudada
foram enfermeiros que
atuam no cuidado
domiciliar.Os dados
foram coletados
através da entrevista
semiestruturada e a
análise foi realizada a
partir da análise de
conteúdo, através da
categorização dos
dados.
O cuidado
domiciliar de
enfermagem são
crescentes, gerando
novas
possibilidades de
atuação do
enfermeiro, o que
requer qualificação
técnica e perfil do
profissional para
lidar com as
relações na família
de forma ética e
humana.
ART 3-
Visitas
domiciliares
do
enfermeiro e
sua relação
com as
internações
por doenças
sensíveis à
atenção
básica.
Mayra Romélia
Leite Garcia1
Daniel Souza
Sacramento2
Hadelândia
Milon de
Oliveira1
Maria Jacirema
Ferreira
Gonçalves1,3
Identificar se as
visitas
domiciliares
registradas pela
estratégia saúde
da família são
proporcionais à
população
registrada e à
população
coberta.
Foram coletados dados
secundários do
Sistema de Informação
da Atenção Básica e
Sistema de
Informações
Hospitalares referentes
a: cobertura
populacional
potencial, número de
visitas realizadas,
internações por
doenças sensíveis a
atenção básica. Foi
realizada análise
exploratória com
agrupamento dos
dados por triênio.
Identificou-se que a
quantidade de
visitas domiciliares
registradas não
atende a cobertura
populacional
estimada, assim
como não impacta
nas internações
sensíveis à atenção
básica.
ART 4- A Dias, M.B. Ampliar, APolítica Nacional de A Atenção
Política
Nacional de
Atenção
Domiciliar no
Brasil:
potencialidad
es, desafios, e
a valorização
necessária da
Atenção
Primária a
Saúdek
Savassi,L.C.M;
Nunes, M.L.R.
qualificar e
potencializar as
experiências de
cuidado,
promover
acessibilidade e
auxiliar na
coordenação do
cuidado de
pessoas
impossibilitadas
de comparecer a
serviços de
saúde.
Atenção Domiciliar
(PNAD) para o
Sistema Único de
Saúde, foi
reorganizada em três
níveis: AD1 realizada
pelas equipes de
Atenção Primária e
AD2 e AD3, realizada
por equipes de
Atenção Domiciliar.
Domiciliar
modificou o
cenário das Redes
de Atenção a Saúde
no país, com a
incorporação de
equipes que podem
substituir o cuidado
hospitalar com
qualidade, e
complementar o
trabalho realizado
pela Atenção
Primária a Saúde.
ART 5-
Atenção
domiciliar do
enfermeiro
na
estratégia
saúde da
família.
Gomes, M.F.P;
Fracolli, L.A;
Machado, B.C.
Avaliar a
satisfação dos
usuários das
unidades de
Estratégia Saúde
da Família do
município de
Assis – SP na
perspectiva da
atenção
domiciliar
realizada pelos
enfermeiros.
A Estratégia Saúde da
Família (ESF) visa à
reorganização da
Atenção Básica à
Saúde e pressupõe a
visita domiciliar como
tecnologia de interação
no cuidado à saúde. É
um instrumento
importante para o
enfermeiro que se trata
da intervenção que nos
possibilita
aproximação com os
determinantes do
processo saúde doença
no âmbito familiar.
A maioria dos
entrevistados diz
que o enfermeiro só
faz visita quando
solicitado. Porém o
enfermeiro enfrenta
uma sobrecarga de
trabalho de
atividades
burocráticas o que
o impede de fazer e
programar a
atenção domiciliar,
gerando a perda de
um profissional de
olhar peculiar como
enfermeira.
ART 6- Os
atuais
desafios da
Atenção
Domiciliar na
Atenção
Savassi,
L.C.M
Discutir os
conceitos, a
legislação
pertinente e as
competências
dos profissionais
A visita domiciliar
(VD) é um momento
ímpar para o
conhecimento do
contexto da pessoa sob
AD e deve se pautar
O resultado o
estudo apresenta
uma análise crítica
da implantação da
PNAD até o
momento, baseada
Primária à
Saúde: uma
análise na
perspectiva
do Sistema
Único de
Saúde.
envolvidos, sob
a perspectiva
das equipes de
APS,
responsáveis
pela AD de
nível 1, que
representa o
primeiro nível
de atenção às
pessoas
impossibilitadas
a comparecer a
rganização da
atençãoserviços
de saúde,
pela observação ativa,
pela abordagem da
família e
reconhecimento dos
determinantes sociais
presentes.
na legislação
vigente confrontada
a prática das
equipes de APS
trabalhando no
Sistema Único de
Saúde.
ART 7 - O
domiciliar
com o
Programa
Melhor em
Casa
Castro,
E.A.B.C;
Leone, D.R.R;
Santos,C.M.S;
Neta,F.C.C.G;
Gonçalves,
J.R.L;
Contim, C.
Compreender os
modos de
organização da
Atenção
Domiciliar no
contexto da
atenção à saúde
ofertada por
municípios que
aderiram ao
Programa
Melhor em
Casa, no Estado
de Minas
Gerais.
Análise de conteúdo
para identificar os
modos de organização
da atenção domiciliar,
através do programa
Melhor casa.
Organização das
demandas político-
administrativas,
experiências
prévias e perfil de
saúde local e
Modosde
organização
mediados pelas
necessidades dos
usuários.
ART 8-
Atribuições
do
enfermeiro
em um
programa de
Ribeiro, D.F.P
Abreu, G.P.
Objetiva
descrever o
funcionamento
de um programa
de atenção
domiciliar
Trata-se de um estudo
para avaliar como se
procedeu levantamento
documental e
acompanhamento de
visitas domiciliares
Compreender as
atribuições do
enfermeiro nesse
programa contribui
para delimitar a
atuação profissional
atenção
domiciliar do
Sistema
Único de
Saúde.
vinculado ao
Sistema Único
de Saúde (SUS)
e apontar as
atribuições
desempenhadas
pelo enfermeiro
dentro desse
programa.
randômicas,
utilizando-se da
observação sistemática
não participante para
levantar as atribuições
do enfermeiro.
com perícia, além
de subsidiar a
formação e o
aperfeiçoamento
profissional.
ART 9- Os
sentidos da
atenção
domiciliar no
cuidado ao
idoso na
finitude: a
perspectiva
humana do
profissional
do SUS.
Marques, F.P.
Bulgarelli,
A.F.
Objetiva-se com
este estudo
compreender os
sentidos da
atenção
domiciliar no
escopo das
ações da atenção
primária no
cuidado a estes
idosos pela
perspectiva do
profissional da
saúde do SUS.
Compreende-se que a
atenção domiciliar ao
idoso como algo
angustiante, porém
efetivo e gerador de
processos humanos de
confiança e
articulações coletivas
para o cuidado em
respeito a condição
outro. O sentido da
atenção domiciliar age
na reflexão dialógica
da representação do
humano e da
solidariedade no
exercício do trabalho
Acredita-se que
este estudo
possibilitará um
norte para que os
gestores da atenção
primária reflitam
sobre o quão
importante,
necessário e
angustiante é a
realização de
atenção domiciliar
nas realidades
brasileiras
6- DISCUSSÕES
Segundo a Portaria nº 2.527, de outubro de 2011,
“Atenção Domiciliar é uma modalidade de atenção à saúde,
substitutiva ou complementar às já existentes, caracterizada por um
conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de
doenças e reabilitação prestadas em domicilio, com garantia da
continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde.15”
Os primeiros registros de atenção domiciliar no Brasil, aconteceram no ano de 1949,
com a criação do serviço de assistência médica domiciliar de urgência (samdu). Em
meados do ano de 1990, através do seguimento de uma tendência mundial, ocorreu o
surgimento do serviço organizado na configuração de cuidado domiciliar (home care),
centralizado em empresas privadas e nos grandes centros . 17
Na estratégia saúde da família (esf) a visita domiciliar é uma ferramenta de
intervenção constitucional utilizada pelos integrantes das equipes de saúde das famílias
sob sua responsabilidade não só para cadastrar essas famílias, mas especialmente para
identificar suas particularidades sociais e epidemiológicas seus problemas de saúde e
vulnerabilidades aos agravos de saúde a que possam estar submetidos. 18
A implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF)No brasi surgiu a partir de
uma tentativa de reorganizar a atenção básica, ampliando assim o acesso da população
aos cuidados de saúde, resgatando o espaço domiciliar como ambiente terapêutico. Por
meio da atenção e assistência domiciliar ocorre a redução de custos hospitalares e
melhor humanização as práticas de saúde. 13
A assistência domiciliar tem sido considerada um novo modelo de atenção não
focado na doença e nos cuidados prestados em ambiente hospitalar, mas na promoção,
prevenção e humanizados.14
A proposta de atenção domiciliar surge no contexto de humanização no processo de
cuidar na saúde e aparece como um benefício ao paciente e/ou familiar em realizar seu
tratamento médico no domicílio, porém através da humanização percebemos a lógica de
gerenciamento de leitos hospitalares e de redução de custos através da
desospitalização.19
O cuidar, independentemente do local, exige identificar os elementos que participam
da sua construção, ou seja, a que conhecimento se recorre, qual tecnologia se utiliza, em
que crenças e valores se baseia o cuidado, e quais são os sujeitos envolvidos. Dessa
forma, o processo de cuidar depende de um trabalho que se constrói a partir da constante
mobilização de elementos que entram em interação na definição das necessidades,
devendo então ser sustentado trabalho em equipe multiprofissional com enfoque
interdisciplinar, sendo uma ferramenta importante as relações interpessoais. 16
Para obtenção do cuidado de saúde de forma coesa e sem fragmentações, há
necessidade da colaboração e interação dentro das organizações e entre as equipes, tanto
no ambiente hospitalar quanto no domicílio.11.
Os profissionais de saúde são considerados componentes imprescindíveis para se
alcançar os objetivos desse serviço e a finalidade dos processos de trabalho, por isso,
precisam buscar constantes espaços de reflexão sobre a prática, a atualização técnico-
científica, o diálogo e as habilidades. Ao enfermeiro que atua a atenção domiciliar, cabe
o gerenciamento de todo o processo desenvolvido voltado ao cliente. 15
Por meio do atendimento domiciliar os enfermeiros devem oferecer ao paciente e sua
família uma assistência humanizada com vistas à promoção à saúde, à orientação, ao
acompanhamento e ao apoio, identificando e avaliando suas necessidades para
maximizar suas condições de saúde, minimizando perdas e limitações. 19
Deve ocorrer a criação de vínculo entre o profissional e o paciente. Deste modo
através da atenção domiciliar o paciente acaba tendo uma atenção exclusiva,
melhorando assim, sua qualidade de vida. Além do paciente a atenção também deve ser
direcionada aos seus familiares ou cuidador. 13
O enfermeiro na atenção domiciliar é um componente de grande importância para
que ocorra o sucesso no tratamento do paciente. É importante que este profissional
ofereça aos pacientes um bem-estar psicológico, além de proporcionar o conforto ao
paciente.
Em relação aos desafios e dificuldades encontrados nas VD pelo enfermeiro,
observou-se que foram relacionados os recursos ou falta dos mesmos e às relações
interpessoais dos enfermeiros, além da territorialização e o descumprimento das visitas
domiciliares.
6.1- Territorialização e o descumprimento na realização do atendimento domiciliar.
A territorialização é uma ação essencial na APS uma vez que através dela é possível
realizar uma análise do estado de saúde da população, e a partir daí planejar e programar
métodos estratégicos, que asseguram resolubilidade ao sistema. 18
Segundo o PNAB estabelece que na ESF a atuação no território deve ser realizado o
cadastramento domiciliar, diagnóstico situacional, ações dirigidas aos problemas de saúde de
Maneira pactuada com a comunidade onde atua. Além disso, a ESF deve buscar
continuamente o cuidado às famílias e às pessoas, prezando pela conduta proativa diante dos
problemas de saúde-doença da comunidade.12.
Esta população apresenta situação peculiar, habitando em espaços diferentes,, com
problemas e necessidades de saúde delimitadas, expõe bem mais que uma área delimitada,
mas também uma descrição demográfica, administrativa, epidemiológica, política,
tecnológica, cultural e social que o determina e apresenta como um território em constante
construção e reconstrução, mostrando assim a dificuldade da equipe de saúde, principalmente
o enfermeiro em acessar esse território compreendido na sua área de Abrangência. 11
Os desafios diagnosticados nas VDs pelo enfermeiro através da Sistematização da
Assistência abrangem também necessidade de uma comunicação deve ser contínua, com
vista à resolubilidade no atendimento às demandas dos usuários, além de possibilitar a
integralidade da assistência e a garantia da continuidade do cuidado em casa, indicando que as
visitas domiciliares não ocorrem conforme o preconizado pela PNAB. 12
Através deste estudo viu-se que os AD realizados pelos enfermeiros vem de uma demanda
espontânea, de acordo com a apresentação no sistema de saúde, seja por pouco vínculo do
usuário à atenção primária, seja pela dificuldade de acesso ao serviço público devido a
localização. Outras questões também podem influenciar como situações que extrapolam a
complexidade do nível básico de atenção. 16
6.2- Recursos e as competências interpessoais do Enfermeiro.
Existem inúmeras competências necessárias ao enfermeiro na sua prática
profissional, para o sistema de saúde, sendo elas gerenciais, assistenciais e educativas,
que requerem sistematização e comprometimento com necessidades individuais e
coletivas. O profissional de saúde, principalmente o enfermeiro requer melhorar suas
competências e habilidades frequentemente na ESF.9
Na ESF, a função do enfermeiro é planejar, gerenciar e executar ações no âmbito da
saúde individual e coletiva, supervisionar a assistência direta à população, realizar ações
de promoção, prevenção, cura e reabilitação, articular ações intersetoriais, gerenciar os
serviços de saúde, desenvolver educação em saúde e educação permanente, bem como
conduzir essas equipes.14
Com isso, observou-se que a educação continuada é um fundamental nessa gerência da
equipe multidisciplinar, para atingir novas demandas e redirecionar o melhor processo a
ser seguido no atendimento domiciliar.14
A gestão de pessoas e de materiais tem se mostrado uma competência necessária à
condução do processo de trabalho de maneira efetiva, bem como para o alcance dos
resultados almejados. O enfermeiro da ESF , além da burocracia, atua verificando de
equipamentos e materiais, repassando se viável a coordenação responsável, assim como
a solicitação e mensuração de insumos para que não falte e mantenha um estoque
adequado à unidade. 19
7- CONSIDERAÇÕES FINAIS
8- REFERÊNCIAS.
1- FONTANA, R.T. Humanização no processo de trabalho em enfermagem: uma
reflexão. Ver RENE. V. 11, n. 1, p. 200-7, 2010.
2- LIMA, T. J. V; MOREIRA. R. A; GARDIM.C. A; MOIMAZ, S.A.S; SALIBA,
O. Humanização na atenção básica de saúde na percepção do idoso. Cogitare
enfermagem, Curitiba, v. 16. 2008
3- BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico
da Política Nacional de Humanização. Humaniza SUS: documento base para
gestores e trabalhadores do SUS. 3ª. Ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde;
2004.
4- BRASIL, MINISTÉRIO DA SAUDE. Portaria 154 de 24 de janeiro de 2008.
Diário Oficial da União. Seção 1. Número 18. 25 de janeiro de 2008.
5- SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica e SCNES – Sistema de
Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde. Março de 2009.
6- BRASIL, Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização. Brasília:
Ministério da Saúde; 2010.
7- BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
8- MORAES, R. Análise de conteúdo. Revista Educação, Porto Alegre, RS, v. 22,
n. 37. 2009.
9- BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria nº 825, de 25 de abril de 2016. Brasília:
Ministério da Saúde; 2016.
10- BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informação da Atenção-Básica.
Brasília: Ministério da Saúde, 2003.
11- BRASIL. Portaria nº 648, de 28 de março de 2006. Aprova a Política Nacional
de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a
organização Da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o
Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil n.648, de 28 de março de 2006.
12- BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília,
2006
13- MENDES, Karen Caevalho. Revisão integrativa: método de pesquisa para a
incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm,
17(4), 758-764, 2008.
14- Aquino Pereira J de, Zucato da Silva C, Ferreira RC, Silva EM. ATENÇÃO
DOMICILIAR: ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NA
PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS: HOME CARE: PERFORMANCE OF
THE MULTIDISCIPLINARY TEAM FROM THE PERSPECTIVE OF
PROFESSIONALS. Revista Recien [Internet]. 23º de novembro de 2021 [citado
14º de novembro de 2022];11(35):162-73. Disponível em:
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15- BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria MS/GM nº 2.527 de 27 de outubro de
2011.Redefine a atenção domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde
(SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, v. 1, n. 208, 28 out. 2011.Seção 1.
P. 44. Disponível em :<
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2527_27_10_2011.html>
16- LAVRAS, C. Atenção primária à saúde e a organização de redes regionais de
Atenção à saúde no Brasil. Saude soc., São Paulo , v. 20, n. 4, dez. 2011.
Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S010412902011000400005&lng=pt&nrm=isso. Acesso
em 15 de novembro de 2022.
17- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Atenção Hospitalar e de Urgência. Segurança do paciente no domicílio. Brasília:
Ministério da Saúde, 2016.
18- BRASIL. Ministério da Saúde.Portaria nº 2488 de 21 de outubro de 2011.
Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de
diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia
Saúde da Família (ESF) e O Programa de Agentes Comunitários de Saúde
(PACS).
19- CUNHA, M.S.; SÁ, M.C. A visita domiciliar na Estratégia Saúde da Família: o
Desafios de se mover no território. Interface – Comunic., Saude, Educ., v.17,
n.44, jan./mar. 2013

Trabalho de conclusão de curso sobre desafios do enfermeiro no até atendimento domiciliar

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    FACULDADE DE ENSINODE MINAS GERAIS - FACEMG GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM. DESAFIOS DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO DOMICILIAR. Discentes: Izabella Rosa Ferreira Furtado Larissa Costa Souza BELO HORIZONTE 2022
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    IZABELLA ROSA FERREIRAFURTADO LARISSA DE SOUZA COSTA DESAFIOS DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO DOMICILIAR. Trabalho de conclusão de curso para a obtenção do título de Bacharel em Enfermagem, apresentado à Faculdade de Ensino de Minas Gerais (FACEMG). Orientadora: Prof.ª Laís Melo Freire BELO HORIZONTE 2022
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    IZABELLA ROSA FERREIRAFURTADO LARISSA DE SOUZA COSTA Trabalho de conclusão de curso para a obtenção do título de Bacharel em Enfermagem, apresentado à Faculdade de Ensino de Minas Gerais (FACEMG). Aprovado em: BANCA EXAMINADORA: _______________________________________________________/___/___ Prof. ______________________________________________________/___/___ Prof. ______________________________________________________/___/___ Orientador BELO HORIZONTE 2022
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    Dedico este trabalhoàs pessoas que me apoiaram e acreditaram que eu deveria seguir o meu caminho, independente dos obstáculos encontrados, com otimismo e fé.
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    1- INTRODUÇÃO O SistemaÚnico de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país.4 A atenção primária da saúde (APS) é o primeiro contato do paciente com a rede de saúde, abrange cerca de 90% das necessidades de cada indivíduo, dentro do âmbito saúde-doença, de acordo com o Ministério da Saúde. Trata-se da principal porta de entrada do SUS e do centro de comunicação com toda a Rede de Atenção dos SUS, devendo ser orientados pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, da continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização e da equidade. Isso significa dizer que a APS funciona como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos mais complexos. A atenção primária oferta atenção integral o mais próximo possível do ambiente cotidiano dos indivíduos, famílias e comunidades. Isso inclui um espectro de serviços que vão desde a promoção, prevenção e proteção da saúde, assim como o tratamento de doenças agudas e infeciosas, o controle de doenças crônicas, cuidados paliativos e reabilitação. 6 A Estratégia Saúde da Família (ESF) visa à reorganização da atenção primária de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde, na municipalização da integralidade e participação da comunidade. É desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado dirigidas à população do território e por gestão qualificada e é conduzida por equipe multiprofissional, que assume responsabilidade sanitária local. A ESF é operacionalizada através de equipes multiprofissionais em Atenção primária da saúde (APS). As equipes dessa estratégia são compostas, no mínimo, pelo profissional médico e enfermeiro, preferencialmente especialistas em saúde da família; pelo auxiliar e/ou técnico de enfermagem e pelo agente comunitário de saúde (ACS). 5 A ESF constitui um desafio para o enfermeiro que como participante da equipe de saúde, deve levar em consideração o envolvimento do seu agir com os aspetos sociais, políticos, econômicos e culturais relevantes para o processo de transição e consolidação do novo modelo da assistência.3 Dentre os modelos de assistência destaca-se a atenção domiciliar, que tem como definição uma nova modalidade de assistência em saúde podendo substituir ou complementar as outras pré-existentes. 6 O atendimento domiciliar (AD) conforme descrito no SIAB 5 , na atenção primária, propõe a reorganização do processo de trabalho pela equipe, abordagem à família, criatividade, senso
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    crítico, assistência humanizadae resolutividade, assim como a prática de ações de prevenção, promoção, recuperação reabilitação em saúde. É importante que o usuário tenha voz ativa nesse processo e que essa modalidade se articule com as demais redes de atenção. O cadastramento, a busca ativa, a vigilância e educação em saúde ajudam na melhor organização e planejamento de uma assistência humanizada e de qualidade. As modalidades dos atendimentos domiciliares compreendem em AD1, AD2 e AD3. Além disso faz-se necessário respeitar alguns critérios de elegibilidade bem específicos para verificar se o paciente se enquadra em uma das três modalidades de atenção domiciliar estabelecidas pelo Ministério da Saúde na portaria nº 825, de 25 de abril de 2016. 9 A modalidade AD1 – serviço que compete a equipe da ESF dentro da atenção primária-, compreende os usuários com indicação para atenção domiciliar que necessitam de cuidados com menor frequência e com menor grau de intervenções multiprofissionais. Pacientes normalmente estão estáveis, com cuidados satisfatórios feitos pelos cuidadores. 9 A AD2 - Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), são Unidades assistenciais de funcionamento 24 horas/dia, que se destina aos pacientes que necessitam de uma assistência domiciliar para evitar ou abreviar uma hospitalização, seja por doenças crônicos - degenerativas, reabilitação, cuidados paliativos e prematuridade com uma demanda mediana da equipe multiprofissional. 10 AD3 – Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) - Unidades assistenciais de funcionamento 24 horas/dia, que atende as necessidades de pacientes de alta e grave complexidade, abrangendo além da AD2, cuidados multiprofissionais mais frequentes, em uso de equipamentos de maior complexidade como por exemplo, ventilador mecânico, nutrição parenteral ou paracentese.11 O enfermeiro é um dos componentes da equipe multiprofissional nos ESF, responsável pela gestão e responsabilidade técnica, desenvolvendo seu trabalho na unidade de saúde e na comunidade. Ele é responsável pela assistência integral da saúde, que vai desde o acolhimento do indivíduo na unidade até ações domiciliares ou em espaços comunitários para a promoção da saúde, prevenção de agravos e vigilância em saúde. 12 Neste contexto, o papel do enfermeiro, não implica exclusivamente em lidar com situações de saúde da família, mas também de interagir com situações que apoiem a integridade familiar. A atuação do enfermeiro deve, assim, ser de natureza ética e legal, empoderando as famílias que estão em condição de vulnerabilidade para lutarem pelos seus direitos de saúde. 1 O objetivo desta revisão bibliográfica será atender a seguinte demanda: quais os desafios do enfermeiro no atendimento domiciliar?
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    2- JUSTIFICATIVA Atenção primáriaé o primeiro contato que as pessoas têm com os sistemas de saúde. Esse é o passo inicial, que busca entender a complexidade de cada caso (individual ou coletivo) para, assim, direcioná-lo para o atendimento mais adequado, tendo os enfermeiros como os pilares basilar desta atenção a saúde do individuo. É preciso considerar que a Atenção Domiciliar é uma estratégia de intervenção em saúde que requer atenção profissional qualificada, pois reconhece que este tipo de cuidado exige mobilização de competências específicas, principalmente ligadas ao relacionamento interpessoal para atuar com usuários, familiares e em equipe multiprofissional, bem como autonomia, responsabilidade e conhecimento técnico e científico próprios do campo. Dessa forma, compreende-se que o trabalho do enfermeiro na atenção domiciliar, apresenta diversidade de ações e complexidade específicas que demandam experiência profissional e busca de qualificação para a atuação no domicílio.
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    3- OBJETIVOS O objetivoprincipal deste artigo é conhecer os desafios do enfermeiro no atendimento domiciliar.
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    4- METODOLOGIA Trata-se derevisão integrativa da literatura. A revisão integrativa é conceituada como um método que permite a busca, a avaliação crítica e a síntese das evidências disponíveis do tema investigado, sendo o seu produto final o estado atual do conhecimento do tema investigado, a implementação de intervenções efetivas na assistência à saúde e a redução de custos, bem como a identificação de lacunas que direcionam para o desenvolvimento de futuras pesquisas. 13 A busca dos artigos será realizada por meio de pesquisas nas bases de dados coletados na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem Online (MEDLINE), utilizando os seguintes descritores segundo o Decs, pelos descritores Atenção Primária, Estratégia da saúde da família e Atenção domiciliar. Os dados desta pesquisa serão obtidos por meio de informações contidas nas publicações de autores diversos, em diferentes bases de dados. Os critérios de inclusão serão artigos disponíveis na íntegra em língua portuguesa, publicados a partir de 2011 até 2022 e gratuitos. Os critérios de exclusão, serão teses, monografias, resumos, dissertações e artigos repetidos, de revisão e que não atenderam a temática em estudo. Para a busca de artigos nas bases de dados serão utilizados os seguintes descritores: Atenção Primária da saúde; sistema Único de Saúde; atenção domiciliar. 13. Os artigos encontrados serão lidos o título e o resumo, aqueles que atenderem os objetivos do estudo serão analisados na íntegra para o levantamento das categorias a serem discutidas. Posteriormente os artigos selecionados serão analisados por meio da análise de conteúdo proposta por Bardin, que consiste em uma metodologia para as ciências sociais de estudos de conteúdo de textos que parte de uma perspectiva quantitativa, analisando numericamente a frequência de ocorrência de determinados termos, uma leitura “flutuante” para manter um primeiro contato com os documentos que serão submetidos à análise, a escolha deles, a formulação das hipóteses e objetivos, a elaboração dos indicadores que orientarão a interpretação e a preparação formal do material facilita para selecionar os artigos mais plausíveis. 7
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    5- RESULTADOS Os artigosselecionados foram organizados em um quadro sinóptico para a apresentação sistematizada do conhecimento produzido sobre o tema, contendo os seguintes tópicos título, autoria, ano de publicação, objetivos, metodologia e resultados. Utilizou- se os seguintes descritores para seleção: Descritor 1- Atenção Primária Da saúde ou atenção básica em saúde; Descritor 2- Sistema Único de Saúde ou SUS Descritor 3 - Atenção domiciliar ou saúde domiciliar. Realizada os cruzamentos dos descritores 1 x Descritores 2 foram encontrados 3822 artigos e após aplicados filtros, sobraram 122 artigos e com análise dos títulos e resumos selecionamos 4. Entre os descritores 1 x Descritores 3 foram encontrados 3272 artigos, aplicado os filtros, ficaram 187 artigos com títulos e resumos avaliados foram selecionados 3 artigos. No cruzamento dos descritores 2 x Descritores 3 foram verificados 121 artigos com os títulos e resumos avaliados, foram detectados 12 exemplares e selecionados somente 3 para a pesquisa. No cruzamento dos três descritores foram encontrados 41 artigos e após avaliação nenhum artigo foi selecionado. No total foram encontrados 7256 artigos, sendo relevantes 321 artigos e utilizados somente 09 artigos. Para realizar o fichamento foram 09 artigos selecionados, feito uma leitura flutuante, buscando títulos e resumos e catalogação das informações mais importantes, selecionando os artigos abaixo citados: TÍTULOS AUTORES E ANO. OBJETIVOS METODOLOGIA RESULTADOS ART 1- a visita domiciliar na estratégia de saúde da família: Cunha, M.S.; Sa, M.C. Objetivou-se estudo em um contexto complexo, com pessoas em situação de fragilidade, os processos de trabalho de três equipes da esf de nova iguaçu, rio de janeiro, bem como a gerência do cuidado, tomando as visitas domiciliares O improviso dos profissionais diante a precariedade das condições de trabalho nas visitas domiciliares.
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    incerteza e sofrimento. como focoda análise. ART 2- Atuação Do Enfermeiro No Cuidado Domiciliar. Santos, M.E.S Ceretta, L.B Soratto, M.T conhecer a atuação do enfermeiro no cuidado domiciliar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva,exploratória e de campo. A população estudada foram enfermeiros que atuam no cuidado domiciliar.Os dados foram coletados através da entrevista semiestruturada e a análise foi realizada a partir da análise de conteúdo, através da categorização dos dados. O cuidado domiciliar de enfermagem são crescentes, gerando novas possibilidades de atuação do enfermeiro, o que requer qualificação técnica e perfil do profissional para lidar com as relações na família de forma ética e humana. ART 3- Visitas domiciliares do enfermeiro e sua relação com as internações por doenças sensíveis à atenção básica. Mayra Romélia Leite Garcia1 Daniel Souza Sacramento2 Hadelândia Milon de Oliveira1 Maria Jacirema Ferreira Gonçalves1,3 Identificar se as visitas domiciliares registradas pela estratégia saúde da família são proporcionais à população registrada e à população coberta. Foram coletados dados secundários do Sistema de Informação da Atenção Básica e Sistema de Informações Hospitalares referentes a: cobertura populacional potencial, número de visitas realizadas, internações por doenças sensíveis a atenção básica. Foi realizada análise exploratória com agrupamento dos dados por triênio. Identificou-se que a quantidade de visitas domiciliares registradas não atende a cobertura populacional estimada, assim como não impacta nas internações sensíveis à atenção básica. ART 4- A Dias, M.B. Ampliar, APolítica Nacional de A Atenção
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    Política Nacional de Atenção Domiciliar no Brasil: potencialidad es,desafios, e a valorização necessária da Atenção Primária a Saúdek Savassi,L.C.M; Nunes, M.L.R. qualificar e potencializar as experiências de cuidado, promover acessibilidade e auxiliar na coordenação do cuidado de pessoas impossibilitadas de comparecer a serviços de saúde. Atenção Domiciliar (PNAD) para o Sistema Único de Saúde, foi reorganizada em três níveis: AD1 realizada pelas equipes de Atenção Primária e AD2 e AD3, realizada por equipes de Atenção Domiciliar. Domiciliar modificou o cenário das Redes de Atenção a Saúde no país, com a incorporação de equipes que podem substituir o cuidado hospitalar com qualidade, e complementar o trabalho realizado pela Atenção Primária a Saúde. ART 5- Atenção domiciliar do enfermeiro na estratégia saúde da família. Gomes, M.F.P; Fracolli, L.A; Machado, B.C. Avaliar a satisfação dos usuários das unidades de Estratégia Saúde da Família do município de Assis – SP na perspectiva da atenção domiciliar realizada pelos enfermeiros. A Estratégia Saúde da Família (ESF) visa à reorganização da Atenção Básica à Saúde e pressupõe a visita domiciliar como tecnologia de interação no cuidado à saúde. É um instrumento importante para o enfermeiro que se trata da intervenção que nos possibilita aproximação com os determinantes do processo saúde doença no âmbito familiar. A maioria dos entrevistados diz que o enfermeiro só faz visita quando solicitado. Porém o enfermeiro enfrenta uma sobrecarga de trabalho de atividades burocráticas o que o impede de fazer e programar a atenção domiciliar, gerando a perda de um profissional de olhar peculiar como enfermeira. ART 6- Os atuais desafios da Atenção Domiciliar na Atenção Savassi, L.C.M Discutir os conceitos, a legislação pertinente e as competências dos profissionais A visita domiciliar (VD) é um momento ímpar para o conhecimento do contexto da pessoa sob AD e deve se pautar O resultado o estudo apresenta uma análise crítica da implantação da PNAD até o momento, baseada
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    Primária à Saúde: uma análisena perspectiva do Sistema Único de Saúde. envolvidos, sob a perspectiva das equipes de APS, responsáveis pela AD de nível 1, que representa o primeiro nível de atenção às pessoas impossibilitadas a comparecer a rganização da atençãoserviços de saúde, pela observação ativa, pela abordagem da família e reconhecimento dos determinantes sociais presentes. na legislação vigente confrontada a prática das equipes de APS trabalhando no Sistema Único de Saúde. ART 7 - O domiciliar com o Programa Melhor em Casa Castro, E.A.B.C; Leone, D.R.R; Santos,C.M.S; Neta,F.C.C.G; Gonçalves, J.R.L; Contim, C. Compreender os modos de organização da Atenção Domiciliar no contexto da atenção à saúde ofertada por municípios que aderiram ao Programa Melhor em Casa, no Estado de Minas Gerais. Análise de conteúdo para identificar os modos de organização da atenção domiciliar, através do programa Melhor casa. Organização das demandas político- administrativas, experiências prévias e perfil de saúde local e Modosde organização mediados pelas necessidades dos usuários. ART 8- Atribuições do enfermeiro em um programa de Ribeiro, D.F.P Abreu, G.P. Objetiva descrever o funcionamento de um programa de atenção domiciliar Trata-se de um estudo para avaliar como se procedeu levantamento documental e acompanhamento de visitas domiciliares Compreender as atribuições do enfermeiro nesse programa contribui para delimitar a atuação profissional
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    atenção domiciliar do Sistema Único de Saúde. vinculadoao Sistema Único de Saúde (SUS) e apontar as atribuições desempenhadas pelo enfermeiro dentro desse programa. randômicas, utilizando-se da observação sistemática não participante para levantar as atribuições do enfermeiro. com perícia, além de subsidiar a formação e o aperfeiçoamento profissional. ART 9- Os sentidos da atenção domiciliar no cuidado ao idoso na finitude: a perspectiva humana do profissional do SUS. Marques, F.P. Bulgarelli, A.F. Objetiva-se com este estudo compreender os sentidos da atenção domiciliar no escopo das ações da atenção primária no cuidado a estes idosos pela perspectiva do profissional da saúde do SUS. Compreende-se que a atenção domiciliar ao idoso como algo angustiante, porém efetivo e gerador de processos humanos de confiança e articulações coletivas para o cuidado em respeito a condição outro. O sentido da atenção domiciliar age na reflexão dialógica da representação do humano e da solidariedade no exercício do trabalho Acredita-se que este estudo possibilitará um norte para que os gestores da atenção primária reflitam sobre o quão importante, necessário e angustiante é a realização de atenção domiciliar nas realidades brasileiras
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    6- DISCUSSÕES Segundo aPortaria nº 2.527, de outubro de 2011, “Atenção Domiciliar é uma modalidade de atenção à saúde, substitutiva ou complementar às já existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicilio, com garantia da continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde.15” Os primeiros registros de atenção domiciliar no Brasil, aconteceram no ano de 1949, com a criação do serviço de assistência médica domiciliar de urgência (samdu). Em meados do ano de 1990, através do seguimento de uma tendência mundial, ocorreu o surgimento do serviço organizado na configuração de cuidado domiciliar (home care), centralizado em empresas privadas e nos grandes centros . 17 Na estratégia saúde da família (esf) a visita domiciliar é uma ferramenta de intervenção constitucional utilizada pelos integrantes das equipes de saúde das famílias sob sua responsabilidade não só para cadastrar essas famílias, mas especialmente para identificar suas particularidades sociais e epidemiológicas seus problemas de saúde e vulnerabilidades aos agravos de saúde a que possam estar submetidos. 18 A implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF)No brasi surgiu a partir de uma tentativa de reorganizar a atenção básica, ampliando assim o acesso da população aos cuidados de saúde, resgatando o espaço domiciliar como ambiente terapêutico. Por meio da atenção e assistência domiciliar ocorre a redução de custos hospitalares e melhor humanização as práticas de saúde. 13 A assistência domiciliar tem sido considerada um novo modelo de atenção não
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    focado na doençae nos cuidados prestados em ambiente hospitalar, mas na promoção, prevenção e humanizados.14 A proposta de atenção domiciliar surge no contexto de humanização no processo de cuidar na saúde e aparece como um benefício ao paciente e/ou familiar em realizar seu tratamento médico no domicílio, porém através da humanização percebemos a lógica de gerenciamento de leitos hospitalares e de redução de custos através da desospitalização.19 O cuidar, independentemente do local, exige identificar os elementos que participam da sua construção, ou seja, a que conhecimento se recorre, qual tecnologia se utiliza, em que crenças e valores se baseia o cuidado, e quais são os sujeitos envolvidos. Dessa forma, o processo de cuidar depende de um trabalho que se constrói a partir da constante mobilização de elementos que entram em interação na definição das necessidades, devendo então ser sustentado trabalho em equipe multiprofissional com enfoque interdisciplinar, sendo uma ferramenta importante as relações interpessoais. 16 Para obtenção do cuidado de saúde de forma coesa e sem fragmentações, há necessidade da colaboração e interação dentro das organizações e entre as equipes, tanto no ambiente hospitalar quanto no domicílio.11. Os profissionais de saúde são considerados componentes imprescindíveis para se alcançar os objetivos desse serviço e a finalidade dos processos de trabalho, por isso, precisam buscar constantes espaços de reflexão sobre a prática, a atualização técnico- científica, o diálogo e as habilidades. Ao enfermeiro que atua a atenção domiciliar, cabe o gerenciamento de todo o processo desenvolvido voltado ao cliente. 15 Por meio do atendimento domiciliar os enfermeiros devem oferecer ao paciente e sua família uma assistência humanizada com vistas à promoção à saúde, à orientação, ao acompanhamento e ao apoio, identificando e avaliando suas necessidades para maximizar suas condições de saúde, minimizando perdas e limitações. 19 Deve ocorrer a criação de vínculo entre o profissional e o paciente. Deste modo através da atenção domiciliar o paciente acaba tendo uma atenção exclusiva, melhorando assim, sua qualidade de vida. Além do paciente a atenção também deve ser direcionada aos seus familiares ou cuidador. 13 O enfermeiro na atenção domiciliar é um componente de grande importância para que ocorra o sucesso no tratamento do paciente. É importante que este profissional ofereça aos pacientes um bem-estar psicológico, além de proporcionar o conforto ao paciente.
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    Em relação aosdesafios e dificuldades encontrados nas VD pelo enfermeiro, observou-se que foram relacionados os recursos ou falta dos mesmos e às relações interpessoais dos enfermeiros, além da territorialização e o descumprimento das visitas domiciliares. 6.1- Territorialização e o descumprimento na realização do atendimento domiciliar. A territorialização é uma ação essencial na APS uma vez que através dela é possível realizar uma análise do estado de saúde da população, e a partir daí planejar e programar métodos estratégicos, que asseguram resolubilidade ao sistema. 18 Segundo o PNAB estabelece que na ESF a atuação no território deve ser realizado o cadastramento domiciliar, diagnóstico situacional, ações dirigidas aos problemas de saúde de Maneira pactuada com a comunidade onde atua. Além disso, a ESF deve buscar continuamente o cuidado às famílias e às pessoas, prezando pela conduta proativa diante dos problemas de saúde-doença da comunidade.12. Esta população apresenta situação peculiar, habitando em espaços diferentes,, com problemas e necessidades de saúde delimitadas, expõe bem mais que uma área delimitada, mas também uma descrição demográfica, administrativa, epidemiológica, política, tecnológica, cultural e social que o determina e apresenta como um território em constante construção e reconstrução, mostrando assim a dificuldade da equipe de saúde, principalmente o enfermeiro em acessar esse território compreendido na sua área de Abrangência. 11 Os desafios diagnosticados nas VDs pelo enfermeiro através da Sistematização da Assistência abrangem também necessidade de uma comunicação deve ser contínua, com vista à resolubilidade no atendimento às demandas dos usuários, além de possibilitar a integralidade da assistência e a garantia da continuidade do cuidado em casa, indicando que as visitas domiciliares não ocorrem conforme o preconizado pela PNAB. 12 Através deste estudo viu-se que os AD realizados pelos enfermeiros vem de uma demanda espontânea, de acordo com a apresentação no sistema de saúde, seja por pouco vínculo do usuário à atenção primária, seja pela dificuldade de acesso ao serviço público devido a localização. Outras questões também podem influenciar como situações que extrapolam a complexidade do nível básico de atenção. 16 6.2- Recursos e as competências interpessoais do Enfermeiro. Existem inúmeras competências necessárias ao enfermeiro na sua prática
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    profissional, para osistema de saúde, sendo elas gerenciais, assistenciais e educativas, que requerem sistematização e comprometimento com necessidades individuais e coletivas. O profissional de saúde, principalmente o enfermeiro requer melhorar suas competências e habilidades frequentemente na ESF.9 Na ESF, a função do enfermeiro é planejar, gerenciar e executar ações no âmbito da saúde individual e coletiva, supervisionar a assistência direta à população, realizar ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação, articular ações intersetoriais, gerenciar os serviços de saúde, desenvolver educação em saúde e educação permanente, bem como conduzir essas equipes.14 Com isso, observou-se que a educação continuada é um fundamental nessa gerência da equipe multidisciplinar, para atingir novas demandas e redirecionar o melhor processo a ser seguido no atendimento domiciliar.14 A gestão de pessoas e de materiais tem se mostrado uma competência necessária à condução do processo de trabalho de maneira efetiva, bem como para o alcance dos resultados almejados. O enfermeiro da ESF , além da burocracia, atua verificando de equipamentos e materiais, repassando se viável a coordenação responsável, assim como a solicitação e mensuração de insumos para que não falte e mantenha um estoque adequado à unidade. 19
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    8- REFERÊNCIAS. 1- FONTANA,R.T. Humanização no processo de trabalho em enfermagem: uma reflexão. Ver RENE. V. 11, n. 1, p. 200-7, 2010. 2- LIMA, T. J. V; MOREIRA. R. A; GARDIM.C. A; MOIMAZ, S.A.S; SALIBA, O. Humanização na atenção básica de saúde na percepção do idoso. Cogitare enfermagem, Curitiba, v. 16. 2008 3- BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Humaniza SUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 3ª. Ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2004. 4- BRASIL, MINISTÉRIO DA SAUDE. Portaria 154 de 24 de janeiro de 2008. Diário Oficial da União. Seção 1. Número 18. 25 de janeiro de 2008. 5- SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica e SCNES – Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde. Março de 2009.
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    6- BRASIL, Ministérioda Saúde. Política Nacional de Humanização. Brasília: Ministério da Saúde; 2010. 7- BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. 8- MORAES, R. Análise de conteúdo. Revista Educação, Porto Alegre, RS, v. 22, n. 37. 2009. 9- BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria nº 825, de 25 de abril de 2016. Brasília: Ministério da Saúde; 2016. 10- BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informação da Atenção-Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2003. 11- BRASIL. Portaria nº 648, de 28 de março de 2006. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização Da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil n.648, de 28 de março de 2006. 12- BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília, 2006 13- MENDES, Karen Caevalho. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm, 17(4), 758-764, 2008. 14- Aquino Pereira J de, Zucato da Silva C, Ferreira RC, Silva EM. ATENÇÃO DOMICILIAR: ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NA PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS: HOME CARE: PERFORMANCE OF THE MULTIDISCIPLINARY TEAM FROM THE PERSPECTIVE OF PROFESSIONALS. Revista Recien [Internet]. 23º de novembro de 2021 [citado 14º de novembro de 2022];11(35):162-73. Disponível em: https://www.recien.com.br/index.php/Recien/article/view/445 15- BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria MS/GM nº 2.527 de 27 de outubro de 2011.Redefine a atenção domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, v. 1, n. 208, 28 out. 2011.Seção 1. P. 44. Disponível em :< http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2527_27_10_2011.html> 16- LAVRAS, C. Atenção primária à saúde e a organização de redes regionais de Atenção à saúde no Brasil. Saude soc., São Paulo , v. 20, n. 4, dez. 2011. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?
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    script=sci_arttext&pid=S010412902011000400005&lng=pt&nrm=isso. Acesso em 15de novembro de 2022. 17- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência. Segurança do paciente no domicílio. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 18- BRASIL. Ministério da Saúde.Portaria nº 2488 de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e O Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). 19- CUNHA, M.S.; SÁ, M.C. A visita domiciliar na Estratégia Saúde da Família: o Desafios de se mover no território. Interface – Comunic., Saude, Educ., v.17, n.44, jan./mar. 2013