EXISTEM VÁRIAS CAUSAS QUE PODEM
            DESENVOLVER O HIPERTIREOIDISMO
                                  NA GRAVIDEZ



                                                      TEMOS O ADENOMA TÓXICO, O BÓCIO
                                                      MULTINODULAR TÓXICO OU A
                                                      CHAMADA TIREOIDITE SUB-AGUDA.
                                                      TAMBÉM PODE OCORRER A
                                                      TIREOTOXICOSE GESTACIONAL
                                                      TRANSITÓRIA.

                                                      A causa mais freqüente
                                                      de hipertireoidismo na gravidez é a
                                                      doença de Graves sendo que as outras
                                                      causas podem ser principalmente, um
                                                      adenoma tóxico, bócio multinodular
                                                      tóxico ou da tireoidite chamada
subaguda. Essas causas de hipertireoidismo afetam de 0.4 a 1% das mulheres grávidas. Não
devemos esquecer que a tireotoxicose gestacional transitória é mais freqüente e afeta de 2 a
3% das gestações. É uma condição que ocorre especialmente nas mulheres com hiperemese
(vômitos) gravídica, mas também pode ocorrer em uma mulher assintomática. Este é
o desenvolvimento de hipertireoidismo por aumento de gonadotrofina coriônica humana
(hCG).

Esta condição se resolve espontaneamente, antes da vigésima semana de gestação e
geralmente o uso de medicação não é necessário O diagnóstico diferencial de tireotoxicose
gestacional e outras causas de hipertireoidismo são difíceis, portanto a história clínica, o
exame físico e os exames laboratoriais podem ajudar. Os anticorpos anti-receptores
do hormônio estimulante da tireóide (TSH) positiva, anti-TPO positivo, uma triiodotironina
(T3) desproporcionalmente alta em relação à levotiroxina (T4) livre (sugestivo da doença de
Graves), um nódulo no bócio (tireóide aumentada) percebido à palpação, bócio (tireóide
aumentada de tamanho) multinodular ou quadros clínico com exoftalmia (protrusão do globo
ocular) ajudam a orientar o diagnóstico.
Quando o hipertireoidismo é leve e o diagnóstico mais provável é a tireotoxicose gestacional
transitória, o monitoramento do hormônio estimulante da tireóide (TSH) e levotiroxina (T4)
livre pode confirmar o diagnóstico. É necessário dosar o hormônio estimulante da tireóide
(TSH), levotiroxina (T4) livre, uma vez que pode levar várias semanas após o fim do



                                                            Hipertireoidismo antes dos níveis do hormônio
                                                            estimulante da tireóide (TSH) e da levotiroxina
                                                            (T4) livre se normalizarem. O tratamento e o
                                                            acompanhamento de hipertireoidismo na
                                                            gravidez devem ser feito por uma equipe
                                                            qualificada, incluindo um endocrinologista e um
                                                            ginecologista-obstetra com experiência no
                                                            tratamento do hipertireoidismo. Normalmente,
                                                            procura-se manter a levotiroxina (T4) livre no
                                                            limite superior da normalidade. Controla-se o
                                                            hipertireoidismo, se necessário com substâncias
                                                            que são bastante seguras na gravidez.



                                              AUTORES PROSPECTIVOS

                                                Dr. João Santos Caio Jr.

                                     Endocrinologia – Neuroendocrinologia

                                                       CRM 20611



                                               Dra. Henriqueta V. Caio

                                        Endocrinologia – Medicina Interna

                                                       CRM 28930


AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.


Referências Bibliográficas:Obesidade (2010) 18 5, de 1021-1025. doi: 10.1038/oby.2009.354. Catriona Syme, Abrahamowicz
Michal, Amel Mahboubi,T. Gabriel Leonard , Michel Perron, Louis Richer,Suzanne Veillette, Daniel Gaudet, Tomas Paus, e Zdenka
Pausova, Brain e Centro do corpo, da Universidade de Nottingham, Nottingham, Reino Unido, Division de Epidemiologia Clínica,
McGill University, Montreal, Quebec, Canadá, Frédéric Bernier, MD, FRCPC e Marie-France Langlois, MD, FRCPC, CSPQ;

Tireoide da mamãe

  • 1.
    EXISTEM VÁRIAS CAUSASQUE PODEM DESENVOLVER O HIPERTIREOIDISMO NA GRAVIDEZ TEMOS O ADENOMA TÓXICO, O BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO OU A CHAMADA TIREOIDITE SUB-AGUDA. TAMBÉM PODE OCORRER A TIREOTOXICOSE GESTACIONAL TRANSITÓRIA. A causa mais freqüente de hipertireoidismo na gravidez é a doença de Graves sendo que as outras causas podem ser principalmente, um adenoma tóxico, bócio multinodular tóxico ou da tireoidite chamada subaguda. Essas causas de hipertireoidismo afetam de 0.4 a 1% das mulheres grávidas. Não devemos esquecer que a tireotoxicose gestacional transitória é mais freqüente e afeta de 2 a 3% das gestações. É uma condição que ocorre especialmente nas mulheres com hiperemese (vômitos) gravídica, mas também pode ocorrer em uma mulher assintomática. Este é o desenvolvimento de hipertireoidismo por aumento de gonadotrofina coriônica humana (hCG). Esta condição se resolve espontaneamente, antes da vigésima semana de gestação e geralmente o uso de medicação não é necessário O diagnóstico diferencial de tireotoxicose gestacional e outras causas de hipertireoidismo são difíceis, portanto a história clínica, o exame físico e os exames laboratoriais podem ajudar. Os anticorpos anti-receptores do hormônio estimulante da tireóide (TSH) positiva, anti-TPO positivo, uma triiodotironina (T3) desproporcionalmente alta em relação à levotiroxina (T4) livre (sugestivo da doença de Graves), um nódulo no bócio (tireóide aumentada) percebido à palpação, bócio (tireóide aumentada de tamanho) multinodular ou quadros clínico com exoftalmia (protrusão do globo ocular) ajudam a orientar o diagnóstico.
  • 2.
    Quando o hipertireoidismoé leve e o diagnóstico mais provável é a tireotoxicose gestacional transitória, o monitoramento do hormônio estimulante da tireóide (TSH) e levotiroxina (T4) livre pode confirmar o diagnóstico. É necessário dosar o hormônio estimulante da tireóide (TSH), levotiroxina (T4) livre, uma vez que pode levar várias semanas após o fim do Hipertireoidismo antes dos níveis do hormônio estimulante da tireóide (TSH) e da levotiroxina (T4) livre se normalizarem. O tratamento e o acompanhamento de hipertireoidismo na gravidez devem ser feito por uma equipe qualificada, incluindo um endocrinologista e um ginecologista-obstetra com experiência no tratamento do hipertireoidismo. Normalmente, procura-se manter a levotiroxina (T4) livre no limite superior da normalidade. Controla-se o hipertireoidismo, se necessário com substâncias que são bastante seguras na gravidez. AUTORES PROSPECTIVOS Dr. João Santos Caio Jr. Endocrinologia – Neuroendocrinologia CRM 20611 Dra. Henriqueta V. Caio Endocrinologia – Medicina Interna CRM 28930 AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA. Referências Bibliográficas:Obesidade (2010) 18 5, de 1021-1025. doi: 10.1038/oby.2009.354. Catriona Syme, Abrahamowicz Michal, Amel Mahboubi,T. Gabriel Leonard , Michel Perron, Louis Richer,Suzanne Veillette, Daniel Gaudet, Tomas Paus, e Zdenka Pausova, Brain e Centro do corpo, da Universidade de Nottingham, Nottingham, Reino Unido, Division de Epidemiologia Clínica, McGill University, Montreal, Quebec, Canadá, Frédéric Bernier, MD, FRCPC e Marie-France Langlois, MD, FRCPC, CSPQ;