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ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: FUNDAMENTOS ONTOLÓGICOS (RESUMO) 
Bibliografia: BARROCO, Maria Lúcia. Ética e Serviço Social: Fundamentos Ontológicos. 
São Paulo: Cortez, 2005. 
PREFÁCIO 
José Paulo Netto (p. 9 a 13) 
Neste prefácio, José Paulo Netto, além de expor seus elogios a qualificação e autonomia 
intelectual de Barroco, diz estar convencido de que este livro constitui, na bibliografia do Serviço 
Social em língua portuguesa, o primeiro trabalho que oferece fundamentação adequada à 
formulação ética compatível com à formulação ética compatível com um projeto profissional 
radicalmente crítico, substantivamente democrático, concretamente humanista e orientado para o 
horizonte histórico do que Marx, em 1844, qualificava como emancipação humana. 
Netto também sintetiza brevemente os dois capítulos do livro dizendo que no primeiro 
capítulo Barroco explicita o referencial com que processa a análise da ética e no segundo, ela nos 
oferece a crítica elementar do conservadorismo ético-profissional e comprova suas hipóteses com 
o exame dos seus correspondentes Códigos de Ética (brasileiros e internacionais). 
Netto ainda ressalta que o espaço da ética é intrinsecamente engendrante de polêmicas. 
APRESENTAÇÃO (p. 15 a 22) 
O eixo condutor da análise é dado pela apreensão das determinações e mediações que 
incidem sobre a consciência ético-política da profissão. 
O desenvolvimento da análise, apoiada no método critico dialético de Marx, demandou a 
compreensão da gênese da profissão. Para isso, foi preciso reconstruir a base de fundação 
ontológica da ética na vida social. 
O método indicou o cuidado de não realizar uma análise “moralista” da realidade. Mas é o 
método também que indica a impossibilidade de uma análise desprovida de valores. A medida de 
valor é dada pela concepção marxiana de riqueza humana, o que constitui uma ética dirigida à 
emancipação humana. 
Nestes termos, o tratamento dado a ética profissional fundada em Marx é orientado pelas 
suas possibilidades de efetuar uma crítica a sociabilidade burguesa, tendo por parâmetro a 
condição ontológica dos valores na história. 
Percebemos, assim, a complexidade da ética profissional, o que impede de tratá-la apenas 
em sua formalização no código de ética. 
Apresento a concepção de ética que elaboro. A ética é definida como uma capacidade 
humana posta pela atividade vital do ser social; a capacidade de agir conscientemente com base 
em escolhas de valor, projetar finalidades de valor e objetivá-las concretamente na vida social, isto 
é, ser livre. Tratada como mediação entre as esferas e dimensões na vida social, e atividade 
emancipadora, a ética é situada em suas várias formas e expressão. 
A ética profissional é tomada em suas particularidades, como expressão: de um ethos 
sociocultural e profissional, da moralidade profissional, de suas bases teóricas e filosóficas, do 
produto concreto de sua prática, de sua normatização. Tais particularidades são situadas na relação 
entre as demandas ético-políticas e as suas respostas, e cada momento histórico.
As potencialidades do Código atual são afirmadas pela sua projeção de uma nova 
sociedade. Sua concretude, ou seja, sua viabilização profissional é dada pela indicação de uma 
direção social estratégica capaz de objetivar os valores ético-políticos através dos serviços sociais. 
CAPÍTULO I 
TRABALHO, SER SOCIAL E ÉTICA 
O Significado ontológico do trabalho (p. 25 a 33) 
Para Marx, o trabalho é o fundamento ontológico-social do ser social; é ele que permite o 
desenvolvimento de mediações que instituem a diferencialidade do ser social em face de outros 
seres da natureza. As mediações, capacidades essenciais postas em movimento através da atividade 
vital, não são dadas a ele; são conquistadas no processo histórico de sua autoconstrução pelo 
trabalho. São elas: a sociabilidade, a consciência, a universalidade e a liberdade. 
Essa condição ontológico social ineliminável do trabalho, na reprodução do ser social, dá 
a ele um caráter universal e sócio histórico. 
O trabalho é uma atividade teleológica, donde o papel ativo da consciência no processo de 
autoconstrução humana. 
A universalidade, a sociabilidade, a consciência e a liberdade são capacidades humano - 
genéricas, ou seja, sem as quais a práxis não se realiza com suas potencialidades emancipatórias. 
A valoração de um objeto supõe sua existência material concreta. Por isso, o valor não é 
uma decorrência apenas da subjetividade humana; ele é produto da práxis. Assim se coloca o 
caráter objetivo dos valores; eles sempre correspondem a necessidades e possibilidades sócio-históricas 
dos homens em sua práxis. 
A práxis não tem como objeto somente a matéria; também supõe formas de interação 
cultural entre os homens. Nesse sentido, a vida social se constitui a partir de várias formas de 
práxis, cuja base ontológica primária é dada pela práxis produtiva objetivada pelo trabalho. 
A gênese das escolhas e alternativas de valor são indissociáveis da práxis; por isso são 
categorias objetivas e históricas. Mas, dadas a complexidade da totalidade sócio-histórica, os 
valores não operam da mesma forma em cada esfera social. As objetivações humano-genér icas 
não são apropriadas por todos os indivíduos, em toda a história e, em cada momento específico, 
nas diversas esferas. São objetivações genéricas aquelas que expressão as conquistas da 
humanidade, em termos do que foi construído e valorado como algo que possibilitou a criatividade, 
a multiplicidade de gostos e aptidões, a realização da liberdade, da sociabilidade, da 
universalidade, da consciência, ou seja, do desenvolvimento multilateral de todas as capacidades 
e possibilidades humanas, o que, para Marx, corresponde à riqueza humana. 
Trabalho e alienação (p. 33 a 36) 
Na sociedade capitalista, o trabalho de realiza de modo a negar suas potencialidade s 
emancipatórias. Invertendo seu caráter de atividade livre, consciente, universal e social, propicia 
que os indivíduos que realizam o trabalho não se reconheçam, nele, como sujeitos. Ao ser alienado, 
em todo o processo, da atividade que lhe confere identidade humana, o trabalhador se aliena do 
objeto que ele mesmo criou.Com isso se aliena da atividade, da relação – consigo mesmo e com 
os outros.
Na sociedade capitalista madura, observa-se uma contradição fundante: pensada a partir 
das sociedades precedentes, a sociedade moderna efetua o maior desenvolvimento das forças 
produtivas e das capacidades humano-genéricas e, simultaneamente, produz o maior grau de 
alienação 
Portanto dada a contraditoriedade da história, a alienação coexiste com a práxis 
emancipadora. Neste contexto, a coexistência entre o maior desenvolvimento das forças essenciais 
do ser social e sua negação é a forma de ser da sociedade capitalista. 
As atividades emancipadoras (p. 37 a 42) 
A vida cotidiana é insuprimível; nela, o indivíduo se socializa, aprende a responder as 
necessidades práticas imediatas, assimila hábitos, costumes e normas de comportamento. O 
indivíduo responde as necessidades de sua reprodução sem apreender as mediações nelas 
presentes; por isso, é característico do modo de ser do cotidiano o vínculo imediato entre 
pensamento e ação, a repetição automática de modos de comportamento. 
Os modos de comportamento, valores e motivações aparecem a consciência como 
elementos que funcionam em si e por si mesmos, possibilitando que sejam tratados como uma 
soma de fenômenos, desconsiderando-se suas relações e vínculos sociais. O cotidiano, portanto 
propicia que o indivíduo se perceba somente como ser singular. 
Por isso não é próprio ao comportamento cotidiano a consciência humano genérica. Por 
isso a atividade cotidiana não é uma práxis. 
A relação consciente do indivíduo singular com a sua genericidade supõe uma elevação 
acima da cotidianidade. Quando o individuo ascende à consciência humano-genérica, sua 
singularidade é superada e ele se torna “inteiramente homem”. 
Dessa forma, a elevação ao humano-genérico supõe a supressão da alienação, não da vida 
cotidiana. Algumas atividades permitem uma ampliação da relação consciente do indivíduo com 
a genericidade: o trabalho, a arte, a ciência, a filosofia, a política e a ética. 
As atividades propiciadoras da conexão dos indivíduos com o gênero humano explic itam 
capacidades como: criatividade, escolha consciente,deliberação em face de conflitos, entre 
motivações singulares e humano-genéricas, vinculação consciente com projetos que remetem ao 
humano-genérico, superação de preconceitos, participação cívica e política. Todas elas estão 
vinculadas com valores; a maior parte exemplifica a capacidade ética do ser social. 
A capacidade ética do ser social: a natureza das objetivações morais (p. 42 a 46) 
A moral origina-se do desenvolvimento da sociabilidade; responde à necessidade prática 
de estabelecimento de determinadas normas e deveres, tendo em vista a socialização e a 
convivência social. Possibilita que os indivíduos adquiriam um “senso” moral. 
O senso moral ou moralidade é uma medida para julgar se os indivíduos estão socializados. 
Por isso, a moral tem uma função integradora. Estabelece uma mediação de valor entre o indivíduo 
e a sociedade; entre ele e os outros, entre sua consciência e sua prática. 
Ontologicamente considerada, a moral é uma relação entre o indivíduo singular e as 
exigências genérico-sociais. 
Considerada em seus fundamentos ontológicos, a moral é parte da práxis interativa. Sob 
esta perspectiva, contém uma série de potencialidades emancipadoras. Porém, tais potencialidades, 
em determinadas condições sociais, podem ser direcionadas para seu oposto.
A moral é parte fundamental da vida cotidiana. É preciso distinguir consciência e 
subjetividade no âmbito da cotidianidade, os valores morais tendem a ser interiorizados 
acriticamente. 
Na sociedade de classes, a moral cumpre uma função ideológica precisa: contribui para 
uma integração social viabilizadora de necessidades privadas, alheias e estranhas às capacidades 
emancipadoras do homem. Nessas condições as “escolhas” são direcionadas por determina ntes 
ideológicos coercitivos, voltados a dominação; nem sempre são propiciadoras da liberdade. 
A capacidade ética do ser social: Vida cotidiana e alienação moral (p. 46 a 54) 
No campo da moral, a alienação da vida cotidiana se expressa, especialmente pelo 
moralismo, movido por preconceitos. Assim, “o afeto do preconceito é a fé”, uma atitude 
dogmática, movida em geral, pelo irracionalismo e pela intolerância. O preconceito pode ocorrer 
nas várias esferas da atividade social. No entanto, dado que a moral está presente, como mediação, 
nas várias dimensões da vida social, o preconceito pode se transformar em moralismo, o que ocorre 
quando todas as atividades e ações são julgadas imediatamente a partir da moral. Por suas 
características, o moralismo é uma forma de alienação moral. 
Por sua função social (a moral), busca integrar os indivíduos através de normas; esse caráter 
legal implica uma certa coerção. As normas tendem a coagir na direção de necessidades sociais 
perpassadas pela dominação. 
Como a moral está presente em todas atividades humanas, existe a possibilidade de 
conflitos quando determinadas situações exigem escolhas cujos valores se chocam com a 
moralidade dos indivíduos sociais; isso pode decorrer, por exemplo, na relação entre moral e 
política. A atividade política supõe a projeção ideal do que se pretende transformar, em qual 
direção, com quais estratégias; por isso, implica projetos vinculados a idéias e valores de uma 
classe, de um estrato social ou de um grupo, donde sua vinculação com a ideologia como 
instrumento de luta política. 
Como práxis, a ação política permite aos indivíduos saírem de sua singularidade, elevando - 
se ao humano-genérico. Ao mesmo tempo, a opção política não transforma, naturalmente, a 
moralidade internalizada através de valores e deveres; podem entrar em contradição, podem 
reproduzir atitudes moralistas negando a intencionalidade política. 
Se a política é reduzida a moral, estamos diante do chamado moralismo abstrato. Quando 
a moral é reduzida à política, estamos em face de uma ética dos fins. 
Na sociedade capitalista, os conflitos ético-morais se complexificam em face da 
fragmentação da própria moral. “A fragmentação da moral em “morais” específicas expressa a 
subdivisão do valor nas várias atividades humanas; “existe a moral sexual”, “a moral do trabalho”, 
a “moral dos negócios”. 
Outro aspecto dos conflitos morais é dado pela sua estrutura configurada pelas normas 
abstratas e concretas. 
No contexto da propriedade privada dos meios de produção, da divisão social do trabalho 
e de classes, a universalização da moral, em torno de normas abstratas, não significa sua realização 
universal, pois tende a atender a necessidades e interesses privados. A ideologia dominante 
possibilita o ocultamento das contradições entre existência objetiva de valores humano genéricos 
(expresso pelas normas abstratas) e suas formas de concretização (seus significados históricos 
particulares), entre os valores humano-genéricos e sua não realização prática. 
As contradições entre normas abstratas e concretas revelam-se, pois, como parte do 
processo de desenvolvimento da moral que coincide com o surgimento da alienação.
Os critérios para a objetivação dos valores universais são dados concretamente no 
movimento extensivo e intensivo de construção e desvalorização histórica de valores. Neste 
sentido, “os valores são sempre objetivos, mesmo quando se apresentam na forma de normas 
abstratas” (Heller, 1972; 8-9). 
A capacidade ética do ser social: a reflexão ética (p. 54 a 57) 
A reflexão ética é construída historicamente, no âmbito da filosofia, tendo por objeto a 
moral. Supõe a suspensão da cotidianidade, ampliando as possibilidades de os indivíduos se 
realizarem como indivíduos livres e conscientes. 
Como reflexão ontológica, a ética possibilita a elevação aos valores humano-genéricos, 
mas sua necessária abstração teórica não a isola da práxis. 
Para que a ética se realize como saber ontológico é preciso que ela conserve sua perspectiva 
totalizante e critica, capaz de desmistificar as formas reificadas de ser e pensar. Quando a ética 
não exerce essa função critica pode contribuir, de modo peculiar, para a reprodução de 
componentes alienantes. 
Como reflexão crítica, faz juízos de valor sobre a realidade, mas seu caráter teórico - 
metodológico não permite que a fundamentação da realidade se sustente em valores; trata-se de 
apreender, na realidade concreta, as tendências e possibilidades para a vigência dos valores que 
lhe servem de orientação ética. 
Por essas peculiaridades, tal ética é de caráter revolucionário. Por isso, a ética é, também, 
uma referência para a práxis político-revolucionária, seja como instrumento teórico-crítico, seja 
como orientação de valor que aponta para o devir. 
A capacidade ética do ser social: a ética como capacidade livre (p. 57-65) 
Conforme nossa análise, a gênese da ação ética é dada pela liberdade, compreendida 
ontologicamente como uma capacidade humana inerente ao trabalho, tomado como práxis. Vimos 
que o trabalho põe em movimento as capacidades essenciais do gênero: a sociabilidade, a 
consciência, a universalidade e a liberdade. 
O desenvolvimento da sociabilidade institui novas necessidades, dentre elas a moral. Nas 
condições da sociedade burguesa, ela é alienada. Nesse sentido ela expressa um dos antagonismos 
da sociedade moderna: o antagonismo entre a liberdade e o campo das necessidades, fundado nas 
determinações socioeconômicas e objetivado através das normas. 
Considerada do ponto de vista ontológico, a moral é uma mediação potencialmente capaz 
promover uma individualidade livre. A liberdade é, ao mesmo tempo, capacidade de escolha 
consciente dirigida a uma finalidade, e, capacidade prática de criar condições para a realização 
objetiva das escolhas, para que novas escolhas sejam criadas. Por isso, liberdade, necessidade e 
valor vinculam-se ontologicamente. Como as demais capacidades essenciais do ser social, a 
liberdade pressupõe uma objetivação concreta. 
Como possibilitador da liberdade, o trabalho é uma atividade potencialmente livre, isto é, 
ele põe as condições para a liberdade na medida em que permite o domínio do homem sobre a 
natureza, o desenvolvimento multilateral de suas forças produtivas. Para que o trabalho se efetive 
como atividade livre é preciso que se realize como atividade criadora. A partir das condições postas 
pelo trabalho, a liberdade assume, então, dois significados: é liberdade – de algo e – para algo.
A liberdade, entendida como liberdade de algo, existe como negação dos seus 
impedimentos. Liberdade é, portanto, superação de entraves históricos as objetivações essenciais 
do ser social. 
O trabalho é a atividade fundante da liberação do homem; a liberdade é uma capacidade 
inseparável da atividade que a objetiva. 
Esse tratamento teórico-metodológico evidência que as necessidades sócio-econômicas são 
a base primária das possibilidades de liberdade, o que coloca novas possibilidades para a reflexão 
ética. Seu fundamento é a liberdade, entendida como capacidade humana e valor, o que, para Marx, 
significa a participação dos indivíduos sociais na riqueza humano-genérica construída 
historicamente. 
A dimensão idéo-política dos projetos sócio-históricos (p. 65 a 67) 
Projetar as ações, orientando-as para a objetivação de valores e finalidades, é parte da 
práxis. 
Na vida social existem projetos individuais, coletivos e societários. Os profissionais são de 
caráter coletivo; supõe uma formação específica, uma organização de cunho legal, ético e político. 
A coesão dos agentes profissionais e torno de valores e finalidades comuns, dá organicidade e 
direção social a um projeto profissional. 
Os projetos societários estabelecem mediações com as profissões na medida em que ambos 
têm estratégias definidas em relação ao atendimento de necessidades sociais, com direções éticas 
e políticas determinadas. 
Se percorrermos a trajetória histórica da profissão, constataremos sua adesão a projetos 
societários dominantes ou não. Por isso, é importante salientar o caráter de classe dos projetos 
societários. Os projetos profissionais podem ou não estar em concordância; se não estiverem, 
instituem conflitos ético-morais, propiciando que as normas e os princípios sejam reavaliados, 
negados ou reafirmados, revelando que as escolhas, os compromissos e a responsabilidade são 
categorias éticas inelimináveis das profissões, mesmo que em determinados circunstânc ias, 
possam ser conscientes para parte de seus agentes. 
A natureza da ética profissional (p. 67 a 70) 
A ética profissional é um modo particular de objetivação da ética. Nesse sentido o ethos 
profissional é um modo de ser constituído na relação complexa entre necessidades socioeconômica 
e ídeo-culturais e as possibilidades de escolha inseridas nas ações ético-morais, o que aponta para 
sua diversidade, mutabilidade e contraditoriedade. 
O Serviço Social é um fenômeno típico da sociedade capitalista em seu estágio 
monopolista. A ética profissional recebe determinação que antecedem a escolha pela profissão e 
inclusive a influenciam. 
Como podemos observar, a ética profissional é permeada por conflitos e contradições e 
suas determinações fundantes que extrapolam a profissão, remetendo às condições mais gerais da 
vida social. 
Nessa perspectiva, cabe compreender o ethos profissional como um modo de ser construído 
a partir das necessidades sociais inscritas nas demandas postas historicamente à profissão e nas 
respostas ético-morais dadas por elas nas várias dimensões que compõem a ética profissional: 
1. A dimensão filosófica
2. O modo de ser (ethos) da profissão 
3. A normatização objetivada no Código de Ética Profissional 
Cada uma dessas dimensões, articuladas entre si, opera com múltiplas mediações. Sua 
organicidade é maior ou menor, dependendo da coesão dos agentes em torno de finalidade s 
projetadas coletivamente, o que implica uma intenção profissional, dirigida a uma 
determinada direção ético-política e uma prática comprometida com a objetivação dessa 
intencionalidade. 
Autor: Juliana A. Santana

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éTica e serviço social

  • 1. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: FUNDAMENTOS ONTOLÓGICOS (RESUMO) Bibliografia: BARROCO, Maria Lúcia. Ética e Serviço Social: Fundamentos Ontológicos. São Paulo: Cortez, 2005. PREFÁCIO José Paulo Netto (p. 9 a 13) Neste prefácio, José Paulo Netto, além de expor seus elogios a qualificação e autonomia intelectual de Barroco, diz estar convencido de que este livro constitui, na bibliografia do Serviço Social em língua portuguesa, o primeiro trabalho que oferece fundamentação adequada à formulação ética compatível com à formulação ética compatível com um projeto profissional radicalmente crítico, substantivamente democrático, concretamente humanista e orientado para o horizonte histórico do que Marx, em 1844, qualificava como emancipação humana. Netto também sintetiza brevemente os dois capítulos do livro dizendo que no primeiro capítulo Barroco explicita o referencial com que processa a análise da ética e no segundo, ela nos oferece a crítica elementar do conservadorismo ético-profissional e comprova suas hipóteses com o exame dos seus correspondentes Códigos de Ética (brasileiros e internacionais). Netto ainda ressalta que o espaço da ética é intrinsecamente engendrante de polêmicas. APRESENTAÇÃO (p. 15 a 22) O eixo condutor da análise é dado pela apreensão das determinações e mediações que incidem sobre a consciência ético-política da profissão. O desenvolvimento da análise, apoiada no método critico dialético de Marx, demandou a compreensão da gênese da profissão. Para isso, foi preciso reconstruir a base de fundação ontológica da ética na vida social. O método indicou o cuidado de não realizar uma análise “moralista” da realidade. Mas é o método também que indica a impossibilidade de uma análise desprovida de valores. A medida de valor é dada pela concepção marxiana de riqueza humana, o que constitui uma ética dirigida à emancipação humana. Nestes termos, o tratamento dado a ética profissional fundada em Marx é orientado pelas suas possibilidades de efetuar uma crítica a sociabilidade burguesa, tendo por parâmetro a condição ontológica dos valores na história. Percebemos, assim, a complexidade da ética profissional, o que impede de tratá-la apenas em sua formalização no código de ética. Apresento a concepção de ética que elaboro. A ética é definida como uma capacidade humana posta pela atividade vital do ser social; a capacidade de agir conscientemente com base em escolhas de valor, projetar finalidades de valor e objetivá-las concretamente na vida social, isto é, ser livre. Tratada como mediação entre as esferas e dimensões na vida social, e atividade emancipadora, a ética é situada em suas várias formas e expressão. A ética profissional é tomada em suas particularidades, como expressão: de um ethos sociocultural e profissional, da moralidade profissional, de suas bases teóricas e filosóficas, do produto concreto de sua prática, de sua normatização. Tais particularidades são situadas na relação entre as demandas ético-políticas e as suas respostas, e cada momento histórico.
  • 2. As potencialidades do Código atual são afirmadas pela sua projeção de uma nova sociedade. Sua concretude, ou seja, sua viabilização profissional é dada pela indicação de uma direção social estratégica capaz de objetivar os valores ético-políticos através dos serviços sociais. CAPÍTULO I TRABALHO, SER SOCIAL E ÉTICA O Significado ontológico do trabalho (p. 25 a 33) Para Marx, o trabalho é o fundamento ontológico-social do ser social; é ele que permite o desenvolvimento de mediações que instituem a diferencialidade do ser social em face de outros seres da natureza. As mediações, capacidades essenciais postas em movimento através da atividade vital, não são dadas a ele; são conquistadas no processo histórico de sua autoconstrução pelo trabalho. São elas: a sociabilidade, a consciência, a universalidade e a liberdade. Essa condição ontológico social ineliminável do trabalho, na reprodução do ser social, dá a ele um caráter universal e sócio histórico. O trabalho é uma atividade teleológica, donde o papel ativo da consciência no processo de autoconstrução humana. A universalidade, a sociabilidade, a consciência e a liberdade são capacidades humano - genéricas, ou seja, sem as quais a práxis não se realiza com suas potencialidades emancipatórias. A valoração de um objeto supõe sua existência material concreta. Por isso, o valor não é uma decorrência apenas da subjetividade humana; ele é produto da práxis. Assim se coloca o caráter objetivo dos valores; eles sempre correspondem a necessidades e possibilidades sócio-históricas dos homens em sua práxis. A práxis não tem como objeto somente a matéria; também supõe formas de interação cultural entre os homens. Nesse sentido, a vida social se constitui a partir de várias formas de práxis, cuja base ontológica primária é dada pela práxis produtiva objetivada pelo trabalho. A gênese das escolhas e alternativas de valor são indissociáveis da práxis; por isso são categorias objetivas e históricas. Mas, dadas a complexidade da totalidade sócio-histórica, os valores não operam da mesma forma em cada esfera social. As objetivações humano-genér icas não são apropriadas por todos os indivíduos, em toda a história e, em cada momento específico, nas diversas esferas. São objetivações genéricas aquelas que expressão as conquistas da humanidade, em termos do que foi construído e valorado como algo que possibilitou a criatividade, a multiplicidade de gostos e aptidões, a realização da liberdade, da sociabilidade, da universalidade, da consciência, ou seja, do desenvolvimento multilateral de todas as capacidades e possibilidades humanas, o que, para Marx, corresponde à riqueza humana. Trabalho e alienação (p. 33 a 36) Na sociedade capitalista, o trabalho de realiza de modo a negar suas potencialidade s emancipatórias. Invertendo seu caráter de atividade livre, consciente, universal e social, propicia que os indivíduos que realizam o trabalho não se reconheçam, nele, como sujeitos. Ao ser alienado, em todo o processo, da atividade que lhe confere identidade humana, o trabalhador se aliena do objeto que ele mesmo criou.Com isso se aliena da atividade, da relação – consigo mesmo e com os outros.
  • 3. Na sociedade capitalista madura, observa-se uma contradição fundante: pensada a partir das sociedades precedentes, a sociedade moderna efetua o maior desenvolvimento das forças produtivas e das capacidades humano-genéricas e, simultaneamente, produz o maior grau de alienação Portanto dada a contraditoriedade da história, a alienação coexiste com a práxis emancipadora. Neste contexto, a coexistência entre o maior desenvolvimento das forças essenciais do ser social e sua negação é a forma de ser da sociedade capitalista. As atividades emancipadoras (p. 37 a 42) A vida cotidiana é insuprimível; nela, o indivíduo se socializa, aprende a responder as necessidades práticas imediatas, assimila hábitos, costumes e normas de comportamento. O indivíduo responde as necessidades de sua reprodução sem apreender as mediações nelas presentes; por isso, é característico do modo de ser do cotidiano o vínculo imediato entre pensamento e ação, a repetição automática de modos de comportamento. Os modos de comportamento, valores e motivações aparecem a consciência como elementos que funcionam em si e por si mesmos, possibilitando que sejam tratados como uma soma de fenômenos, desconsiderando-se suas relações e vínculos sociais. O cotidiano, portanto propicia que o indivíduo se perceba somente como ser singular. Por isso não é próprio ao comportamento cotidiano a consciência humano genérica. Por isso a atividade cotidiana não é uma práxis. A relação consciente do indivíduo singular com a sua genericidade supõe uma elevação acima da cotidianidade. Quando o individuo ascende à consciência humano-genérica, sua singularidade é superada e ele se torna “inteiramente homem”. Dessa forma, a elevação ao humano-genérico supõe a supressão da alienação, não da vida cotidiana. Algumas atividades permitem uma ampliação da relação consciente do indivíduo com a genericidade: o trabalho, a arte, a ciência, a filosofia, a política e a ética. As atividades propiciadoras da conexão dos indivíduos com o gênero humano explic itam capacidades como: criatividade, escolha consciente,deliberação em face de conflitos, entre motivações singulares e humano-genéricas, vinculação consciente com projetos que remetem ao humano-genérico, superação de preconceitos, participação cívica e política. Todas elas estão vinculadas com valores; a maior parte exemplifica a capacidade ética do ser social. A capacidade ética do ser social: a natureza das objetivações morais (p. 42 a 46) A moral origina-se do desenvolvimento da sociabilidade; responde à necessidade prática de estabelecimento de determinadas normas e deveres, tendo em vista a socialização e a convivência social. Possibilita que os indivíduos adquiriam um “senso” moral. O senso moral ou moralidade é uma medida para julgar se os indivíduos estão socializados. Por isso, a moral tem uma função integradora. Estabelece uma mediação de valor entre o indivíduo e a sociedade; entre ele e os outros, entre sua consciência e sua prática. Ontologicamente considerada, a moral é uma relação entre o indivíduo singular e as exigências genérico-sociais. Considerada em seus fundamentos ontológicos, a moral é parte da práxis interativa. Sob esta perspectiva, contém uma série de potencialidades emancipadoras. Porém, tais potencialidades, em determinadas condições sociais, podem ser direcionadas para seu oposto.
  • 4. A moral é parte fundamental da vida cotidiana. É preciso distinguir consciência e subjetividade no âmbito da cotidianidade, os valores morais tendem a ser interiorizados acriticamente. Na sociedade de classes, a moral cumpre uma função ideológica precisa: contribui para uma integração social viabilizadora de necessidades privadas, alheias e estranhas às capacidades emancipadoras do homem. Nessas condições as “escolhas” são direcionadas por determina ntes ideológicos coercitivos, voltados a dominação; nem sempre são propiciadoras da liberdade. A capacidade ética do ser social: Vida cotidiana e alienação moral (p. 46 a 54) No campo da moral, a alienação da vida cotidiana se expressa, especialmente pelo moralismo, movido por preconceitos. Assim, “o afeto do preconceito é a fé”, uma atitude dogmática, movida em geral, pelo irracionalismo e pela intolerância. O preconceito pode ocorrer nas várias esferas da atividade social. No entanto, dado que a moral está presente, como mediação, nas várias dimensões da vida social, o preconceito pode se transformar em moralismo, o que ocorre quando todas as atividades e ações são julgadas imediatamente a partir da moral. Por suas características, o moralismo é uma forma de alienação moral. Por sua função social (a moral), busca integrar os indivíduos através de normas; esse caráter legal implica uma certa coerção. As normas tendem a coagir na direção de necessidades sociais perpassadas pela dominação. Como a moral está presente em todas atividades humanas, existe a possibilidade de conflitos quando determinadas situações exigem escolhas cujos valores se chocam com a moralidade dos indivíduos sociais; isso pode decorrer, por exemplo, na relação entre moral e política. A atividade política supõe a projeção ideal do que se pretende transformar, em qual direção, com quais estratégias; por isso, implica projetos vinculados a idéias e valores de uma classe, de um estrato social ou de um grupo, donde sua vinculação com a ideologia como instrumento de luta política. Como práxis, a ação política permite aos indivíduos saírem de sua singularidade, elevando - se ao humano-genérico. Ao mesmo tempo, a opção política não transforma, naturalmente, a moralidade internalizada através de valores e deveres; podem entrar em contradição, podem reproduzir atitudes moralistas negando a intencionalidade política. Se a política é reduzida a moral, estamos diante do chamado moralismo abstrato. Quando a moral é reduzida à política, estamos em face de uma ética dos fins. Na sociedade capitalista, os conflitos ético-morais se complexificam em face da fragmentação da própria moral. “A fragmentação da moral em “morais” específicas expressa a subdivisão do valor nas várias atividades humanas; “existe a moral sexual”, “a moral do trabalho”, a “moral dos negócios”. Outro aspecto dos conflitos morais é dado pela sua estrutura configurada pelas normas abstratas e concretas. No contexto da propriedade privada dos meios de produção, da divisão social do trabalho e de classes, a universalização da moral, em torno de normas abstratas, não significa sua realização universal, pois tende a atender a necessidades e interesses privados. A ideologia dominante possibilita o ocultamento das contradições entre existência objetiva de valores humano genéricos (expresso pelas normas abstratas) e suas formas de concretização (seus significados históricos particulares), entre os valores humano-genéricos e sua não realização prática. As contradições entre normas abstratas e concretas revelam-se, pois, como parte do processo de desenvolvimento da moral que coincide com o surgimento da alienação.
  • 5. Os critérios para a objetivação dos valores universais são dados concretamente no movimento extensivo e intensivo de construção e desvalorização histórica de valores. Neste sentido, “os valores são sempre objetivos, mesmo quando se apresentam na forma de normas abstratas” (Heller, 1972; 8-9). A capacidade ética do ser social: a reflexão ética (p. 54 a 57) A reflexão ética é construída historicamente, no âmbito da filosofia, tendo por objeto a moral. Supõe a suspensão da cotidianidade, ampliando as possibilidades de os indivíduos se realizarem como indivíduos livres e conscientes. Como reflexão ontológica, a ética possibilita a elevação aos valores humano-genéricos, mas sua necessária abstração teórica não a isola da práxis. Para que a ética se realize como saber ontológico é preciso que ela conserve sua perspectiva totalizante e critica, capaz de desmistificar as formas reificadas de ser e pensar. Quando a ética não exerce essa função critica pode contribuir, de modo peculiar, para a reprodução de componentes alienantes. Como reflexão crítica, faz juízos de valor sobre a realidade, mas seu caráter teórico - metodológico não permite que a fundamentação da realidade se sustente em valores; trata-se de apreender, na realidade concreta, as tendências e possibilidades para a vigência dos valores que lhe servem de orientação ética. Por essas peculiaridades, tal ética é de caráter revolucionário. Por isso, a ética é, também, uma referência para a práxis político-revolucionária, seja como instrumento teórico-crítico, seja como orientação de valor que aponta para o devir. A capacidade ética do ser social: a ética como capacidade livre (p. 57-65) Conforme nossa análise, a gênese da ação ética é dada pela liberdade, compreendida ontologicamente como uma capacidade humana inerente ao trabalho, tomado como práxis. Vimos que o trabalho põe em movimento as capacidades essenciais do gênero: a sociabilidade, a consciência, a universalidade e a liberdade. O desenvolvimento da sociabilidade institui novas necessidades, dentre elas a moral. Nas condições da sociedade burguesa, ela é alienada. Nesse sentido ela expressa um dos antagonismos da sociedade moderna: o antagonismo entre a liberdade e o campo das necessidades, fundado nas determinações socioeconômicas e objetivado através das normas. Considerada do ponto de vista ontológico, a moral é uma mediação potencialmente capaz promover uma individualidade livre. A liberdade é, ao mesmo tempo, capacidade de escolha consciente dirigida a uma finalidade, e, capacidade prática de criar condições para a realização objetiva das escolhas, para que novas escolhas sejam criadas. Por isso, liberdade, necessidade e valor vinculam-se ontologicamente. Como as demais capacidades essenciais do ser social, a liberdade pressupõe uma objetivação concreta. Como possibilitador da liberdade, o trabalho é uma atividade potencialmente livre, isto é, ele põe as condições para a liberdade na medida em que permite o domínio do homem sobre a natureza, o desenvolvimento multilateral de suas forças produtivas. Para que o trabalho se efetive como atividade livre é preciso que se realize como atividade criadora. A partir das condições postas pelo trabalho, a liberdade assume, então, dois significados: é liberdade – de algo e – para algo.
  • 6. A liberdade, entendida como liberdade de algo, existe como negação dos seus impedimentos. Liberdade é, portanto, superação de entraves históricos as objetivações essenciais do ser social. O trabalho é a atividade fundante da liberação do homem; a liberdade é uma capacidade inseparável da atividade que a objetiva. Esse tratamento teórico-metodológico evidência que as necessidades sócio-econômicas são a base primária das possibilidades de liberdade, o que coloca novas possibilidades para a reflexão ética. Seu fundamento é a liberdade, entendida como capacidade humana e valor, o que, para Marx, significa a participação dos indivíduos sociais na riqueza humano-genérica construída historicamente. A dimensão idéo-política dos projetos sócio-históricos (p. 65 a 67) Projetar as ações, orientando-as para a objetivação de valores e finalidades, é parte da práxis. Na vida social existem projetos individuais, coletivos e societários. Os profissionais são de caráter coletivo; supõe uma formação específica, uma organização de cunho legal, ético e político. A coesão dos agentes profissionais e torno de valores e finalidades comuns, dá organicidade e direção social a um projeto profissional. Os projetos societários estabelecem mediações com as profissões na medida em que ambos têm estratégias definidas em relação ao atendimento de necessidades sociais, com direções éticas e políticas determinadas. Se percorrermos a trajetória histórica da profissão, constataremos sua adesão a projetos societários dominantes ou não. Por isso, é importante salientar o caráter de classe dos projetos societários. Os projetos profissionais podem ou não estar em concordância; se não estiverem, instituem conflitos ético-morais, propiciando que as normas e os princípios sejam reavaliados, negados ou reafirmados, revelando que as escolhas, os compromissos e a responsabilidade são categorias éticas inelimináveis das profissões, mesmo que em determinados circunstânc ias, possam ser conscientes para parte de seus agentes. A natureza da ética profissional (p. 67 a 70) A ética profissional é um modo particular de objetivação da ética. Nesse sentido o ethos profissional é um modo de ser constituído na relação complexa entre necessidades socioeconômica e ídeo-culturais e as possibilidades de escolha inseridas nas ações ético-morais, o que aponta para sua diversidade, mutabilidade e contraditoriedade. O Serviço Social é um fenômeno típico da sociedade capitalista em seu estágio monopolista. A ética profissional recebe determinação que antecedem a escolha pela profissão e inclusive a influenciam. Como podemos observar, a ética profissional é permeada por conflitos e contradições e suas determinações fundantes que extrapolam a profissão, remetendo às condições mais gerais da vida social. Nessa perspectiva, cabe compreender o ethos profissional como um modo de ser construído a partir das necessidades sociais inscritas nas demandas postas historicamente à profissão e nas respostas ético-morais dadas por elas nas várias dimensões que compõem a ética profissional: 1. A dimensão filosófica
  • 7. 2. O modo de ser (ethos) da profissão 3. A normatização objetivada no Código de Ética Profissional Cada uma dessas dimensões, articuladas entre si, opera com múltiplas mediações. Sua organicidade é maior ou menor, dependendo da coesão dos agentes em torno de finalidade s projetadas coletivamente, o que implica uma intenção profissional, dirigida a uma determinada direção ético-política e uma prática comprometida com a objetivação dessa intencionalidade. Autor: Juliana A. Santana