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SERVIÇO SOCIAL:Surgimento e
institucionalização no Brasil
Profª Ms Selma Leite
LEI DOS POBRES
 PRIMEIRAS INTERVENÇOES DO ESTADO
 SEC XVI –Reforma Protestante -Atitudes
repressivas e assistencialista
LEI DOS POBRES
 PRIMEIRAS INTERVENÇOES DO ESTADO
 Sec XVII
 Aumento mendicância
 Filantropia e caridade
 Tida como desestímulo ao trabalho (desvio
moral)
LEI DOS POBRES
 PRIMEIRAS INTERVENÇOES DO ESTADO
 Sec XVII
 1601, Rainha Elisabeth I
 Lei Elisabetana
LEI DOS POBRES-Poor’s Law
 PRINCÍPIOS
a) Obrigação socorro aos necessitados
b) Assistência pelo trabalho
c) Taxa cobrada para o socorro aos pobres
d) Responsabilidade das paróquias –período
conhecido como assistência de vizinhos e
paroquial
LEI DOS POBRES-Poor’s Law
a) Dirimir a mobilidade dos “mendigos
profissionais”
b) Taxa paga pelos contribuintes
..”tentativa de eliminar os pobres do que na
tentativa de eliminar a pobreza”
(BOBBIO (1986)
LEI DOS POBRES-Poor’s Law
a) VÁLIDOS…SOCORRO COM TRABALHO
b) INVÁLIDOS
c) CRIANÇAS
“A mendicância era severamente punida e a
reincidência na vagabundagem era uma
ofensa capital”
LEI DOS POBRES-Poor’s Law
Opunha-se aos direitos civis de
” Liberdade e Igualdade”
“A assistência aparece não enquanto direito
social mas para preservar a ORDEM
firmada”
SPEENHAMLAND LAW- 1795
ABONOS-suplemento salário
TABELA DO VALOR DO PÃO esboço de
rendimento mínimo proporcional ao preço
do trigo e número de filhos
RENDA MÍNIMA AOS POBRES
1834-foi cortada por incitar à vagabundagem
NOVA LEI DOS POBRES-1834
WORHOUSES-Casas de Correção
14 horas de trabalho
Ex.tecelões de algodão e o tear mecânico
Exército de Reserva sustentado pelo Estado
Emprego sazonal
Ambivalência=manutenção da ORDEM
S.S. :Surgimento e institucionalização no Brasil
 INFLUÊNCIA DA REVOLUÇÂO INDUSTRIAL
 1ª FASE – MECANIZAÇÃO DA INDÚSTRIA E DA
AGRICULTURA
 2ª FASE – A APLICAÇÃO DA FORÇA MOTRIZ À
INDÚSTRIA
 3ª FASE – O DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA
FABRIL
S.S. :Surgimento e institucionalização no Brasil
 4ª FASE – ACELERAÇÃO TRANSPORTES E
COMUNICAÇÕES
1825 - Navegação a vapor,
1825 - 1ª estrada de ferro –Inglaterra;
1829 - Estrada de ferro - EUA;
1832 - Estrada de ferro - Japão
1835 – Telégrafo Elétrico (Morse)
1840 – Selo Postal
1876 – Telefone (Graham Bell)
PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO
 1860 – 2ª Revolução Industrial
 1856 – Processo de fabricação do aço
 1873 – Aperfeiçoamento do dínamo
 1886 – Primeiro automóvel de 4 rodas com motor a combustão
interna (Daimler)
Questão Social – fatos históricos
1-Primeira metade do séc. XIX
explicitamente por volta de 1830
Ameaça de fratura representada pelos proletariados
das primeiras concentrações industriais
Ameaça à ordem social seja pela violência
revolucionária ou por uma espécie de
contaminação da miséria-pauperismo
Questão Social – fatos históricos
 Desta forma, a Questão Social é uma
categoria que expressa a contradição
fundamental do modo capitalista de
produção. Contradição, esta, fundada na
produção e apropriação da riqueza gerada
socialmente: os trabalhadores produzem a
riqueza, os capitalista se apropriam dela.
Desta forma, os trabalhadores não usufruem
das riquezas por eles produzidas.
Questão Social – fatos históricos
 Nessa perspectiva de análise societária, a
Questão Social ressaltará:
 Situação em que se encontra a maioria da
população;
 As diferenças entre trabalhadores e
capitalistas no acesso às condições básicas
necessárias à sobrevivência;
 Reflete as desigualdades
Questão Social – fatos históricos
 Questão Social é fruto da apropriação
desigual do produto social apresentando
em suas diversas consequências.
 É uma categoria “arrancada do real”
(abstrata). Desta forma, vemos suas
expressões, como: fome desemprego,
analfabetismo, violência, carência,
desigualdade etc.
Questão Social – fatos históricos
 Enfrentamento da questão social apresenta-se
de forma coletiva, através da IDENTIDADE
- relações de etnia; ou
- categorias ocupacionais etc.
 Esta forma organizativa dos trabalhadores,
ainda incipiente, tinha como base mais a luta
pela sobrevivência, do que um enfrentamento
das relações entre Estado e empresariado.
Questão Social – fatos históricos
 Portanto, é no contexto de afirmação do
capitalismo que emerge a chamada Questão
Social, enquanto um processo de formação
e desenvolvimento da classe operária e de
seu ingresso no cenário político da
sociedade, exigindo seu reconhecimento
enquanto classe por parte do Estado. É a
manifestação, no cotidiano da vida social, da
contradição entre o proletário e a burguesia.
Questão Social – fatos históricos
 É no aprofundamento da questão social
(como expressão de contradições e
antagonismos entre as classes) que
verificamos que as novas formas de
enfrentamento são realizadas pela classe
proletária; passando a exigir outras
intervenções por parte do Estado e da
burguesia – contrapondo a repressão e
caridade.
Questão Social – fatos históricos
 As novas estratégias de atendimento da
“questão social” precisavam, portanto, levar
em conta a organização societária, em que
se operava uma renovada correlação de
forças: de um lado combativo proletariado,
de outro uma defensiva classe dominante –
ambos circundados por uma pauperizada e
faminta massa de trabalhadores.
Questão Social – fatos históricos
 “Burguesia, a Igreja e o Estado uniram-se
em um compacto e reacionário bloco político
tentando coibir as manifestações dos
trabalhadores eurocidentais, impedir suas
práticas de classe e abafar sua expressão
política e social” (MARTINELLI, 1996: 66)
Questão Social – fatos históricos
 No final do séc. XIX, em 1891 o papa Leão
XIII coloca na agenda universal da igreja a
questão social através da encíclica Rerum
Novarum
 Seguindo as bases das diretrizes de Leão
XIII o Padre Júlio Leme advoga que a igreja
deve assumir a questão social, visando
recuperar os privilégios e prerrogativas
perdidos.
Questão Social – fatos históricos
 Diretrizes: Encíclicas Papais – Rerum
Novarum e Quadragésimo Ano
 Potencializa a atuação por parte da Igreja
Católica.
 Princípios: humildade, solidariedade e
amor ao próximo. Através do exercício da
caridade e filantropia.
Questão Social – fatos históricos
 Base da Igreja: “aliança” entre patrões e
empregados
 Esta aliança tem como pano de fundo a
posição da Igreja Católica frente aos
interesses do Capital, em que esta não deve
contrariar os interesses do Capital;
reforçando e contribuindo na adesão dos
princípios capitalistas nos trabalhadores
Questão Social – fatos históricos
 O resultado concreto desta parceria é o
surgimento de algumas ações assistenciais
 Na Inglaterra, surgem as SOC’s (Sociedade
de Organização da Caridade)
visando a responsabilidade pela racionalização
e normatização da prática da assistência.
FORMAS DE AJUDA
Transformações
Ajuda Filantropia Caridade
ASSISTÊNCIA SOCIAL
 CAPITALISMO
 Para o Serviço Social é comumente
utilizado o significado conferido por Marx :
“...não buscavam a essência do capitalismo
num espírito de empresa, nem no uso da
moeda para financiar uma série de trocas
com o objetivo de ganhos, mas em
determinado sistema de produção”
(MARTINELLI).
•
O que é Capitalismo?
 Contradição do Capital
 Um de seus pré-requisitos históricos era a
concentração da propriedade e dos meios
de produção em mãos de uma classe
(pequena parte da sociedade), e o
aparecimento conseqüente de uma classe
destituída de propriedade, para a qual a
venda de sua força de trabalho era a
única forma de subsistência.
MODO DE PRODUÇÃO
CAPITALISTA
⇓
OBJETALIZAÇÃO DO HOMEM
⇓
Não somente os homens, mas
TODAS as relações sociais
tornam-se objetalizadas
SUPERFICIAIS
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
⇓
Século XVIII e completando-se
em meados do século XIX
Transformação essencial no
modo de produção – a
substituição do homem pela
máquina (surgimento da
ascensão do capitalismo
industrial).
 Se na manufatura, o trabalho tem o controle
sobre a ferramenta; na maquinofatura, o
trabalho se torna um apêndice da máquina
 Degradação da sociedade do trabalho
 “Face Humanitária” do Capitalismo não podia
admitir que o pobre, o doente, o
marginalizado fique à mercê de sua sorte ou
da desgraça.
O PRÓPRIO MOVIMENTO DO
CAPITAL DESENCADEIA O
MOVIMENTO DO OPERARIADO
⇓
Através da superação da
heterogeneidade
Com isso, a caminhada histórica
dos trabalhadores haviam
produzidos importantes resultados:
1. Mudança da condição de classe
para a consciência de classe;
2. Consciência de seu papel
revolucionário;
3. Importância da construção de
alianças (intra e extra-classes);
4.Contestação do domínio e da
exploração do capital;
5. Consciência da força e da pressão que
poderiam fazer frente à burguesia e ao
poder público visando atingir seus
objetivos;
6. Estratégias de resistência e
manifestação frente às condições de
QUESTÃO SOCIAL
Desde o momento em que se descobre
que ele é quem produz o capital, ao
produzir mais-valia, o proletário começa
a libertar-se da dominação burguesa.
Esse é o primeiro momento no
processo de realização da sua
hegemonia”.
(IANNI, apud MARTINELLI).
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
 1869
 LONDRES
CHARITIES ORGANIZATION SOCIETY
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
1-CADA CASO SERÁ OBJETO DE UM
INQUÉRITO E OS RESULTADOS SERÃO
INSTRUÍDOS POR UM RELATÓRIO
ESCRITO
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
2-ELE SERA’SUBMETIDO A UMA
COMISSÃO QUE SE PRONUNCIARÁ
SOBRE AS MEDIDAS A SEREM TOMADAS
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
3-NÃO SE CONCEDERÃO SEGUROS
TEMPORÁRIOS, MAS UMAA AJUDA
SUFICIENTEMENTE JUDICIOSA,
IMPORTANTE E PROLONGADA PARA
QUE A FAMÍLIA OU O INDIVÍDUO SEJA
RECOLOCADO EM CONDIÇÕES NORMAIS
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
4-O ASSISTIDO SERÁ O AGENTE DA
PRÓPRIA MELHORIA, E SE
INTERESSARÃO POR ESSA OBRA OS
PARENTES, SEUS VIZINHOS, SEUS
AMIGOS
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
 5-SE SOLICITARÁ EM FAVOR DO
ASSISTIDO A COOPERAÇÃO DAS
DIVERSAS INSTITUIÇÕES SUSCEPTÍVEIS
DE INTERVIR
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
 6-OS AGENTES DAS OBRAS RECEBERÃO
INSTRUÇÕES GERAIS ESCRITAS, ELES
SE FORMARÃO POR LEITURAS E POR
UM ESTÁGIO PRÁTICO
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
 7- AS INSTITUIÇÕES DE CARIDADE
COMUNICARÃO A LISTA DE SEUS
PROTEGIDOS QUE SERVIRÁ PARA TER
UM FICHÁRIO CENTRAL DOS
ASSISTIDOS, SE GARANTIRÁ CONTRA
OS EXPLORADORES DA FILANTROPIA, E
SE EVITARÁ A RENOVAÇÃO DE
INQUÉRITOS JÁ FEITOS
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
Princípios: (p.50 JUAZEIRO)
8-SE CONSTITUIRÁ UMA AGENDA DE
OBRAS, QUE PERMITA ELIMINAR AS
INSTITUIÇÕES PARASITAS, DE
ORIENTAR AS INTERVENCÕES COM
CONHECIMENTO DE CAUSA, DE
DESCOBRIR AS LACUNAS E O DUPLO
EMPREGO DENTRO DA ORGANIZAÇÃO
DA CARIDADE.
SOC Sociedade de
Organizacão da Caridade
1877-EUA Charities Organization Society
COS
A 1897-180 COS
“organização da assistência
“”não levavam apenas esmola, mas simpatia,
esperança, coragem, enfim, ideias e
caráter”(JUAZEIRO, p.51)
MARY RICHMOND
&
JANE ADDAMS
FHTMSS II
Profa Ms Selma Leite
Questão Social – fatos históricos
 Surgiam, assim, no cenário histórico, os
primeiros assistentes sociais – como
agentes executores da prática da
assistência social – atividade que
profissionalizou sob a denominação de
Serviço Social.
Questão Social – fatos históricos
 Portanto, a questão social foi incorporada
pelo Serviço Social (Europa e América
Latina) sob a ótica da harmonia social e
da doutrina social da Igreja.
Questão Social – fatos históricos
 A Questão Social representa uma
perspectiva de análise da sociedade. Isto
porque não há consenso de pensamento
básico que constitui a questão social. Isto é,
nem todos analisam que existe uma
contradição nas relações entre capital e
trabalho.
Questão Social – fatos históricos
 Jacques Donzelot, caracteriza a questão
social
– Ao menos na França emergindo nos meados do
séc. XIX diante das lutas, com sua agudização no
antagonismo radical entre o direito à propriedade
e o direito ao trabalho
Questão Social – fatos históricos
 Para Otávio Ianni a questão social está na base dos
movimentos da sociedade, resulta dos impasses do
regime dominante, refletindo as disparidades
econômicas, políticas e culturais que envolvem as
relações entre o Estado e a Sociedade, sendo,
portanto, resultado de um processo estrutural que
tem determinado, no campo político, a ocorrência de
conflitos e lutas sociais.
Questão Social – fatos históricos
 Robert Castel
- É a partir da Questão Social que
conseguimos perceber a expressão da
sociedade e sua capacidade de existir, ou
seja, elas expressam a realidade de um
país, bem como repercutem na maneira que
o país lida com a questão.
Questão Social – fatos históricos
 Luis Eduardo Wanderley
– Centra-se nas extremas desigualdades e injustiças que
reinam na estrutura social dos países latino-americanos,
resultantes do modo de produção e reprodução social, dos
modos de desenvolvimento
– A questão social se funda nos conteúdos assumidos pelas
relações sociais em suas múltiplas dimensões econômicas,
políticas, culturais, religiosas cujo impacto alcançam todas
as dimensões da vida social do cotidiano.
Questão Social – fatos históricos
 Para Luiz Wanderley o processo de
concentração de riquezas, o aumento da
pobreza espelha bem a continuidade da
questão social de longa duração que não foi
superada pelos processos de emancipação
do séc.XIX e de modernização do séc XX.
Questão Social – fatos históricos
– Luiz Wanderley lança propostas para tentar solucionar ou
minimizar os efeitos da questão social:
 1. Respeito às normas trabalhistas;
 . Ampliação das redes de cooperação e solidariedade
internacional, que reduzam a dependência dos mercados
internacionais e valorizem a diversidade das culturas;
 3. O fortalecimento do poder local;
 4. A recuperação da importância da família como lugar de
busca de condições materiais de vida , de pertencimento na
sociedade e de construção de identidades.
Questão Social – fatos históricos
 Para Vera Telles: a Questão Social é uma aporia
das sociedades modernas que põe em foco a
disjunção, sempre renovada, entre a lógica do
mercado e a dinâmica societária, entre a exigência
ética dos direitos e os imperativos de eficácia da
economia, entre a ordem legal que promete
igualdade e a realidade das desigualdades e
exclusões tramada na dinâmica das relações de
poder e dominação.
Questão Social – fatos históricos
 Vicente de Paula Faleiros: assinala que a
particularidade do serviço social como
especialização do trabalho coletivo está
organicamente vinculado às configurações
permeadas pela ação dos trabalhadores, do capital
e do Estado.
A questão social é a base de fundação sócio-
histórica, o que lhe confere um estatuto e elementos
centrais e constitutivos da relação entre profissão e
realidade social.
Questão Social – fatos históricos
 Para José Paulo Netto, no Capitalismo:
*As profundas modificações alteram-se a
dinâmica societária;
*Objetivo primário: acréscimo dos lucros
capitalistas pelo controle de mercado –
revertida em favor do grupo monopolista
*Emerge: natureza parasitária da burguesia
*Burocratização da vida social
Questão Social – fatos históricos
 Para Maria Lúcia Martinelli, questão social
é um amplo espectro de problemas sociais
que decorreram da expansão da
industrialização capitalista. É a expressão
concreta das contradições entre o Capital e
o Trabalho no interior do processo de
industrialização capitalista.
Questão Social – fatos históricos
 Essa mesma autora enfatiza que a
QUESTÃO SOCIAL de forma contundente
se expressava de duas faces:
a) POLÍTICA – representada pelo avanço do
movimento dos trabalhadores;
b) SOCIAL – representada pela acumulação
da pobreza, pela generalização da miséria
Questão Social – fatos históricos
 Maria Lúcia Barroco (2006) aponta que a
Questão Social não se refere apenas as
desigualdades, mas às formas históricas de
seu equacionamento, em face do significado
político das lutas proletárias
 Contradição do Capitalismo Monopolista
 Questão Social torna-se alvo de respostas
sistemáticas por parte do Estado e das
classes dominantes
Questão Social – fatos históricos
 Maria Carmelita Yasbeck, a questão social
emerge nos conflitos entre as relações
capital e trabalho. Impulsionado pelo
processo de urbanização e industrialização.
-Manifesta-se nas desigualdades através da:
exclusão, subalternidade e pobreza.
-Efeitos: fome, desemprego, baixo acesso de
educação, saúde, violência etc.
Questão Social – fatos históricos
 Para Marilda Vilela Iamamato o desdobramento da
questão social é também a questão da formação da
classe operária e de sua entrada no cenário político.
Tem a necessidade de seu reconhecimento pelo
Estado, portanto advém a implementação de
políticas que levem em consideração os interesses
da classe operária.
A questão social é a base que fundamenta o serviço
social como especialização do trabalho.
Questão Social – fatos históricos
 Portanto, a Questão Social representa não só as
desigualdades, mas, também, o processo de
resistência e luta dos trabalhadores, da
população excluída e subalternizada, na luta
pelos seus direitos econômicos, sociais,
políticos e culturais. Nesta perspectiva que
reside as transformações históricas da
concepção de Questão Social.
Questão Social – fatos históricos
 O que merece ser marcado é que a evolução da
Questão Social apresenta duas faces,
indissociáveis:
 Configurada pela condição objetiva da classe
trabalhadora na defesa de seus interesses e na
procura de satisfação de suas necessidades
imediatas de sobrevivência;
 Expressa pelas diferentes maneiras de interpretar e
agir sobre a questão social (propostas pelas
diversas frações dominantes).
Questão Social
SOCIAL POLÍTICO
Desigualdade/Pobreza Mobilização/Inquietação
MANIFESTAÇÃO:
Exclusão Subalternidade Pobreza
EFEITOS:
fome, desemprego, baixo acesso de educação, saúde, violência,
analfabetismo etc.
A ESCOLA DO SERVIÇO SOCIAL DE SÃO PAULO
PERIODO DE 1936 À 1945
Antecedente
Santa Casa de Misericórdia
de São Paulo
(1715)
Visava o atendimento dos
doentes sem recursos, à
velhice desamparada e à
infância abandonada.
O trabalho era desenvolvido
por pessoas sem nenhum
preparo técnico
especializado.
CENTRO DE ESTUDOS E AÇÃO
SOCIAL
CEAS – Centro de Estudos e Ação Social (1932)
 Sua criação ocorreu após a realização do
 CURSO INTENSIVO DE FORMAÇÃO SOCIAL PARA MOÇAS, organizado
pela primeira vez em São Paulo pelas Cônegas Regulares de Santo Agostinho,
de
 1º de Abril à 15 de Maio de 1932. A direção do curso coube à
 Melle Adèle de Loneux, professora da 1ª Escola de Serviço Social da Bélgica
(1920).
 Naquela época, o CEAS iniciava suas atividades sem nenhum apoio
financeiro, dispondo apenas da contribuição mensal de suas sócias;
 Sem condições para alugar uma sede, realizou um contrato com a Liga das
Senhoras Católicas;
 Sua finalidade básica era o
 estudo e a difusão da doutrina social da Igreja e a ação social dentro da
mesma diretriz.
OBJETIVOS DO CEAS:
 Estatuto O fim especial da sociedade era difundir a doutrina e a formação
sociais pregadas pela Igreja Católica. Dentro dessa finalidade, visavam
principalmente:
 Tornar mais eficiente a atuação das trabalhadoras sociais
 adotar uma orientação definida em relação aos problemas a resolver,
favorecendo a coordenação de esforços dispersos nas diferentes atividades e
obras de caráter social.
 Se propunham fundamentar suas programações em princípios e ensinamentos
cristãos.
 Seus membros têm grande preocupação de exercer influência na vida social,
na linha do pensamento da Igreja Católica.
 Essa orientação refletia um momento em que a Igreja, como força social,
assumia posição frente aos problemas sociais da época, combatendo o
marxismo e o liberalismo e propondo reformas para diminuir as desigualdades
sociais.
O que era “Questão Social”?
 No pensamento católico da época
referente à
 natureza
 causas
 efeitos
 remédios dos males generalizados da sociedade moderna.
(diz-se males generalizados, porque o mal esporádico não constitui
questão social).
A pobreza, por exemplo, sempre existiu e sempre existirá. O pauperismo,
porém, como hoje se verifica é um mal generalizado afetando toda
sociedade e constituindo, portanto, a questão social.
CENTROS OPERÁRIOS
 Criados pelo CEAS em 1932
havia uma preocupação com a questão operária.
Nos Centros Operários, os membros do CEAS, “por meio de
aulas de tricô, trabalhos manuais, conferências, conselhos
sobre higiene, etc., procuravam interessar e atrair as operárias
e entrar assim em contato com as classes trabalhadoras,
propondo estudar o ambiente e as necessidades da época.
 Constituíam organismos transitórios que cederiam lugar à associação
de classe que nossas elites operárias iriam formar e dirigir logo que
para isso estivessem aptas.
ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL
 Albertina Ferreira Ramos
 Maria Kiehl
duas sócias do CEAS, após o curso de Melle. Adèle de Loneux, partem para a
Europa a fim de realizar o
 Curso de Serviço Social na Escola de Bruxelas.
 Retornam ao Brasil em 1935, com o diploma de assistentes sociais e
começam os trabalhos para a fundação da Escola de Serviço Social de São
Paulo, com a ajuda de
 Odília Cintra Ferreira
 que já possuía formação social obtida em cursos realizados na Europa, na
Escola Normal Social e na Escola Superior de Estudos Sociais do Instituto
Católico de Paris.
Maria Kiehl
“
Pareceu-nos entretanto insuficiente o nosso preparo para garantir a boa organização de
uma Escola de Serviço Social, pois se as escolas dessa natureza têm por principal
finalidade sanar os inconvenientes da improvisação de dirigentes de obras sociais,
é claro que a primeira condição da eficiência das escolas de Serviço Social
é não serem elas próprias uma improvisação”
Maria Kiehl
“Conscientes da responsabilidade que íamos assumir
– formar assistentes sociais – isto é,
pessoas capazes de auxiliar os indivíduos a encontrar na sociedade o bem que lhes é
destinado, quando eles não podem procurá-lo sozinhos,
e por outro lado, a suprir na sociedade as falhas que o impedem de realizar seu papel
providencial com relação àqueles,
logo vimos que tínhamos de fazer o nosso trabalho com todo vagar,
estudando os problemas do meio em todos os aspectos e adaptando com cuidado os
métodos e processos estrangeiros
às necessidades, tradições e ao temperamento do povo brasileiro”.
ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL
DE SÃO PAULO
 Em 15 de fevereiro de 1936, inaugura-se a
Escola de Serviço Social de São Paulo, que,
conforme consta do Relatório do Centro de
Estudos e Ação Social em 1936, tem com
finalidade oferecer às organizações de
assistência social em geral “um elemento
imprescindível: a assistente social
tecnicamente preparada”.
.
PROCESSO SELETIVO
 Ter 18 anos completos e menos de 40 anos
 Apresentar referência de 03 pessoas idôneas
 Comprovar ter realizado estudos secundários
 Apresentar atestado de saúde
 Submeter-se à prova eliminatória de admissão
FORMAÇÃO TÉCNICA E ÉTICA
Dentre os principais objetivos:
Proporcionar às moças uma sólida formação, tanto moral como
técnica, procurando preencher dois fins: preparar algumas
para
 exercer a carreira profissional de assistentes sociais
 desempenhar na sociedade o seu verdadeiro papel, com uma
sólida formação moral e social;
ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL
DE SÃO PAULO
 Isso se daria através do conhecimento de
questões e problemas sociais do momento,
preparando-se para atuar nos vários campos
de ação social, nas
 obras de assistência
 nos serviços de proteção à infância
 nas organizações operárias e familiares.;
ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL
DE SÃO PAULO
sólida formação ética e nelas desenvolver as
qualidades naturais que requer a carreira
social, tais como o
 amor ao próximo
 ideal de fazer o bem
 capacidade de dedicação
 desinteresse pessoal
 critério e o senso prático na ação
VOCAÇÃO x REMUNERAÇÃO
 “O ‘ideal’ do Serviço Social não será prejudicado pela profissionalização da
assistente social?” perguntava a União Social Feminina (16/11/1936): “Em
outras palavras, se
 O Serviço Social não virá a tornar-se mais um meio de vida do que uma causa
a defender ?
 A remuneração aparece como aspecto secundário do trabalho e justifica-se
apenas pelo fato de que sem ela a carreira ficaria impossibilitada a todos que
devem viver de seu trabalho;
 Sendo assim
 dedicação e desinteresse devem aliar-se ao estudo e domínio de técnicas
sendo esta a razão pela qual as escolas que se destinam a formar assistentes
sociais elaboram seus problemas na perspectiva desta dupla formação;
Devem realmente ser solicitados pela situação penosa de seus irmãos, pelas
injustiças sociais, pela ignorância, pela miséria, e a esta solicitação devem
corresponder as qualidades pessoas de inteligência e vontade indispensáveis
à realização do Serviço Social.
Linha do Tempo Serviço Social
 1897-Mary Richmond-Conf Nacl Caridade-Toronto
 1899-Escola de Filantropia Aplicada NY
1ª Escola européia –Amsterdã/Holanda
Curso para Agentes Sociais em Berlim
 1908-1ª Escola Alemã-Berlim
 1911-Escola de Orientação Cátólica-Paris
 1913-Escola de Orientação Protestante Paris
 1925-América Latina - Chile
Linha do Tempo Serviço Social
 FINAL DA II GUERRA MUNDIAL
EUROPA
EUA
AMÉRICA LATINA
 200 escolas
A CONCEPÇÃO DE TRABALHO
SOCIAL
“Trabalho complexo e profundo,
pois procura curar e prevenir o mal em suas causas
e não somente remediar suas manifestações aparentes,
o Serviço Social supõe um largo conhecimento do homem e da
sociedade
e tem métodos específicos de ação, o que não pode ser improvisado
nem suprimido pela simples boa vontade”
FOLHETO DE DIVULGAÇÃO DA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL
DE SÃO PAULO, 1937
CONCEPÇÃO DE TRABALHO SOCIAL
“Conjunto de esforços feitos para adaptar
o maior número possível de indivíduos à vida social ou,
para adaptar as condições de vida social
às necessidades do indivíduo”
Melle. Adèle de Lenoux
ESCOLA NORMAL SOCIAL DE PARIS
 Assistente Social
“é uma pessoa metodicamente formada numa escola
de Serviço Social, cuja atividade e dedicação,
prendendo-se a uma determinada engrenagem da
sociedade, visa normalizar o seu andamento e
integrá-la normalmente também no seu
desenvolvimento de toda sociedade”.
METODOLOGIA
Trabalho em círculos de estudo desenvolvido
basicamente pelos alunos sob a orientação
do monitor, seguindo o esquema
metodológico utilizado pelos grupos da
 AÇÃO CATÓLICA: VER, JULGAR E AGIR
 Preocupação comum com a justiça social;
 Primeiras turmas quase que totalmente
constituídas por membros da Ação Católica;
Serviço Social
“O ensino, fortemente apoiado na Doutrina Social da
Igreja, procura despertar nos alunos interesse
pelas soluções dos problemas sociais mediante um
trabalho que muito irá deles exigir seu ideal,
dedicação e amor ao próximo”
Odila Cintra Ferreira
CLASSES MASCULINAS
 1938 - classe noturna
masculina
 1940 os rapazes formados
fundaram o Instituto de
Serviço Social para rapazes
 a Escola de Serviço Social
voltou a limitar a matrícula ao
sexo feminino.
A evolução da Escola
 1937 – É fundada a
Escola Brasileira de
Serviço Social, no Rio
de Janeiro
Serviço Social
 1939 – CEAS obtém o
reconhecimento de
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Social por parte do
governo do Estado
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 Surge a primeira revista
de Serviço Social no
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SERVIÇO SOCIAL NA INDÚSTRIA
 1940 – Pela primeira vez,
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Indústria, por iniciativa da
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Sorocaba
 A preocupação com o
trabalhador, observada na vida
nacional, reflete-se na profissão.
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visando à implantação do
 Serviço Social na indústria
paulista.
Circular nas Indústrias de São Paulo
“O assistente social - moça ou rapaz – com curso
técnico especializado, já existente entre nós, será
traço de união entre o empregador e o empregado.
A atuação se fará sentir, entre os operários:
pesquisando as suas qualidades físicas, morais e
profissionais, ao ser admitido na empresa,
regularizando toda a documentação legal, necessária e
à admissão e à inscrição nos Institutos de
Previdência, aconselhando e orientando a execução
das leis trabalhistas
Circular nas Indústrias de São Paulo
aconselhando e orientando a sua saúde física e moral,
adaptando e corrigindo os defeitos do local de
trabalho, nocivos ao empregado,
e economicamente prejudiciais ao empregador;
evitando e prevenindo queixas e descontentamento do
empregado, com soluções adequadas, sugeridas ao
empregador;
evitando e prevenindo os conflitos de trabalho,
recursos às Juntas de Conciliação e Julgamento,
prejudiciais à normalidade do serviço;
prevenindo a ocorrência de acidentes de trabalho.
Essas, em resumo, são as atividades do assistente
social dentro da fábrica”.
INFLUÊNCIA AMERICANA
1941 – 17 Bolsas de Estudos- intercâmbio EUA
Social Case Work, Group Work
e Comunity Organization
 Helena Junqueira e Nadir Kfouri –
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INFLUÊNCIA AMERICANA
Marco conclusivo a introdução das disciplinas :
 Serviço Social de caso
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Em contrapartida à um período pleno de conteúdos
filosóficos, começa a impor-se uma fase de
conteúdo técnico e metodológico
(que não exclui os elementos filosóficos)
Legião Brasileira de Assistência LBA
1942
 objetivo atender às famílias dos pracinhas
 logo depois estendeu seu trabalho à
população pobre, principalmente com
programas na área materno-infantil
Essas ações reproduziam a maneira que o
Estado encarava as políticas sociais,
com seu caráter benevolente e assistencialista
que visavam legitimidade junto à população
pobre.
Década de 40
Estado chamado a intervir nas relações sociais
 Viabilização do processo de acumulação
capitalista
 Atendimento de necessidades sociais da
população
Década de 40
 Serviço Social –abre-se mercado de trabalho
 Ampliação áreas de ação
 Execução de políticas sociais públicas
 Amplia referenciais técnicos
 Sistematiza espaço sócio-ocupacional
Reconhecimento legal
 Reconhecimento legal como profissão liberal
MINISTÉRIO DO TRABALHO
PORTARIA Nº 35
19/04/1949
Profissional Liberal
 Relação singular com usuários
 Caráter não rotineiro
 Código de Ética
 Proposta intervenção a partir dos conhecimentos
teórico/metodológicos e técnico-operativos
 Regulamentação legal da profissão
Profissional Liberal
Ainda com fortes traços
de sua origem
Igreja Católica
Valorização de qualidades
pessoais
Morais
Discurso humanitário
Altruísta
desinteressado
SERVIÇO SOCIAL
“O Exercício do Serviço Social é compreendido nessa
perspectiva: reinvenção do cotidiano, da
iniciativa, fruto da crítica social e do
dimensionamento das estratégias político-
profissionais, a exigir uma delicada sintonia entre
o saber técnico e a competência política”
Marilda Vilela Iamamoto
Bibliografia
 Dissertação de Mestrado Maria Carmelita Yazbek
Cadernos PUC n.º 6 1980
 YAZBEK, Maria Carmelita
O siginificado sócio-histórico da profissão
Revista Serviço Social e Sociedade nº 22
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Serviço Social : Surgimento e Institucionalização no Brasil

  • 1. SERVIÇO SOCIAL:Surgimento e institucionalização no Brasil Profª Ms Selma Leite
  • 2. LEI DOS POBRES  PRIMEIRAS INTERVENÇOES DO ESTADO  SEC XVI –Reforma Protestante -Atitudes repressivas e assistencialista
  • 3. LEI DOS POBRES  PRIMEIRAS INTERVENÇOES DO ESTADO  Sec XVII  Aumento mendicância  Filantropia e caridade  Tida como desestímulo ao trabalho (desvio moral)
  • 4. LEI DOS POBRES  PRIMEIRAS INTERVENÇOES DO ESTADO  Sec XVII  1601, Rainha Elisabeth I  Lei Elisabetana
  • 5. LEI DOS POBRES-Poor’s Law  PRINCÍPIOS a) Obrigação socorro aos necessitados b) Assistência pelo trabalho c) Taxa cobrada para o socorro aos pobres d) Responsabilidade das paróquias –período conhecido como assistência de vizinhos e paroquial
  • 6. LEI DOS POBRES-Poor’s Law a) Dirimir a mobilidade dos “mendigos profissionais” b) Taxa paga pelos contribuintes ..”tentativa de eliminar os pobres do que na tentativa de eliminar a pobreza” (BOBBIO (1986)
  • 7. LEI DOS POBRES-Poor’s Law a) VÁLIDOS…SOCORRO COM TRABALHO b) INVÁLIDOS c) CRIANÇAS “A mendicância era severamente punida e a reincidência na vagabundagem era uma ofensa capital”
  • 8. LEI DOS POBRES-Poor’s Law Opunha-se aos direitos civis de ” Liberdade e Igualdade” “A assistência aparece não enquanto direito social mas para preservar a ORDEM firmada”
  • 9. SPEENHAMLAND LAW- 1795 ABONOS-suplemento salário TABELA DO VALOR DO PÃO esboço de rendimento mínimo proporcional ao preço do trigo e número de filhos RENDA MÍNIMA AOS POBRES 1834-foi cortada por incitar à vagabundagem
  • 10. NOVA LEI DOS POBRES-1834 WORHOUSES-Casas de Correção 14 horas de trabalho Ex.tecelões de algodão e o tear mecânico Exército de Reserva sustentado pelo Estado Emprego sazonal Ambivalência=manutenção da ORDEM
  • 11. S.S. :Surgimento e institucionalização no Brasil  INFLUÊNCIA DA REVOLUÇÂO INDUSTRIAL  1ª FASE – MECANIZAÇÃO DA INDÚSTRIA E DA AGRICULTURA  2ª FASE – A APLICAÇÃO DA FORÇA MOTRIZ À INDÚSTRIA  3ª FASE – O DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA FABRIL
  • 12. S.S. :Surgimento e institucionalização no Brasil  4ª FASE – ACELERAÇÃO TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES 1825 - Navegação a vapor, 1825 - 1ª estrada de ferro –Inglaterra; 1829 - Estrada de ferro - EUA; 1832 - Estrada de ferro - Japão 1835 – Telégrafo Elétrico (Morse) 1840 – Selo Postal 1876 – Telefone (Graham Bell)
  • 13. PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO  1860 – 2ª Revolução Industrial  1856 – Processo de fabricação do aço  1873 – Aperfeiçoamento do dínamo  1886 – Primeiro automóvel de 4 rodas com motor a combustão interna (Daimler)
  • 14. Questão Social – fatos históricos 1-Primeira metade do séc. XIX explicitamente por volta de 1830 Ameaça de fratura representada pelos proletariados das primeiras concentrações industriais Ameaça à ordem social seja pela violência revolucionária ou por uma espécie de contaminação da miséria-pauperismo
  • 15. Questão Social – fatos históricos  Desta forma, a Questão Social é uma categoria que expressa a contradição fundamental do modo capitalista de produção. Contradição, esta, fundada na produção e apropriação da riqueza gerada socialmente: os trabalhadores produzem a riqueza, os capitalista se apropriam dela. Desta forma, os trabalhadores não usufruem das riquezas por eles produzidas.
  • 16. Questão Social – fatos históricos  Nessa perspectiva de análise societária, a Questão Social ressaltará:  Situação em que se encontra a maioria da população;  As diferenças entre trabalhadores e capitalistas no acesso às condições básicas necessárias à sobrevivência;  Reflete as desigualdades
  • 17. Questão Social – fatos históricos  Questão Social é fruto da apropriação desigual do produto social apresentando em suas diversas consequências.  É uma categoria “arrancada do real” (abstrata). Desta forma, vemos suas expressões, como: fome desemprego, analfabetismo, violência, carência, desigualdade etc.
  • 18. Questão Social – fatos históricos  Enfrentamento da questão social apresenta-se de forma coletiva, através da IDENTIDADE - relações de etnia; ou - categorias ocupacionais etc.  Esta forma organizativa dos trabalhadores, ainda incipiente, tinha como base mais a luta pela sobrevivência, do que um enfrentamento das relações entre Estado e empresariado.
  • 19. Questão Social – fatos históricos  Portanto, é no contexto de afirmação do capitalismo que emerge a chamada Questão Social, enquanto um processo de formação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário político da sociedade, exigindo seu reconhecimento enquanto classe por parte do Estado. É a manifestação, no cotidiano da vida social, da contradição entre o proletário e a burguesia.
  • 20. Questão Social – fatos históricos  É no aprofundamento da questão social (como expressão de contradições e antagonismos entre as classes) que verificamos que as novas formas de enfrentamento são realizadas pela classe proletária; passando a exigir outras intervenções por parte do Estado e da burguesia – contrapondo a repressão e caridade.
  • 21. Questão Social – fatos históricos  As novas estratégias de atendimento da “questão social” precisavam, portanto, levar em conta a organização societária, em que se operava uma renovada correlação de forças: de um lado combativo proletariado, de outro uma defensiva classe dominante – ambos circundados por uma pauperizada e faminta massa de trabalhadores.
  • 22. Questão Social – fatos históricos  “Burguesia, a Igreja e o Estado uniram-se em um compacto e reacionário bloco político tentando coibir as manifestações dos trabalhadores eurocidentais, impedir suas práticas de classe e abafar sua expressão política e social” (MARTINELLI, 1996: 66)
  • 23. Questão Social – fatos históricos  No final do séc. XIX, em 1891 o papa Leão XIII coloca na agenda universal da igreja a questão social através da encíclica Rerum Novarum  Seguindo as bases das diretrizes de Leão XIII o Padre Júlio Leme advoga que a igreja deve assumir a questão social, visando recuperar os privilégios e prerrogativas perdidos.
  • 24. Questão Social – fatos históricos  Diretrizes: Encíclicas Papais – Rerum Novarum e Quadragésimo Ano  Potencializa a atuação por parte da Igreja Católica.  Princípios: humildade, solidariedade e amor ao próximo. Através do exercício da caridade e filantropia.
  • 25. Questão Social – fatos históricos  Base da Igreja: “aliança” entre patrões e empregados  Esta aliança tem como pano de fundo a posição da Igreja Católica frente aos interesses do Capital, em que esta não deve contrariar os interesses do Capital; reforçando e contribuindo na adesão dos princípios capitalistas nos trabalhadores
  • 26. Questão Social – fatos históricos  O resultado concreto desta parceria é o surgimento de algumas ações assistenciais  Na Inglaterra, surgem as SOC’s (Sociedade de Organização da Caridade) visando a responsabilidade pela racionalização e normatização da prática da assistência.
  • 27. FORMAS DE AJUDA Transformações Ajuda Filantropia Caridade ASSISTÊNCIA SOCIAL
  • 28.  CAPITALISMO  Para o Serviço Social é comumente utilizado o significado conferido por Marx : “...não buscavam a essência do capitalismo num espírito de empresa, nem no uso da moeda para financiar uma série de trocas com o objetivo de ganhos, mas em determinado sistema de produção” (MARTINELLI). • O que é Capitalismo?
  • 29.  Contradição do Capital  Um de seus pré-requisitos históricos era a concentração da propriedade e dos meios de produção em mãos de uma classe (pequena parte da sociedade), e o aparecimento conseqüente de uma classe destituída de propriedade, para a qual a venda de sua força de trabalho era a única forma de subsistência.
  • 30. MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA ⇓ OBJETALIZAÇÃO DO HOMEM ⇓ Não somente os homens, mas TODAS as relações sociais tornam-se objetalizadas SUPERFICIAIS
  • 31. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ⇓ Século XVIII e completando-se em meados do século XIX Transformação essencial no modo de produção – a substituição do homem pela máquina (surgimento da ascensão do capitalismo industrial).
  • 32.  Se na manufatura, o trabalho tem o controle sobre a ferramenta; na maquinofatura, o trabalho se torna um apêndice da máquina  Degradação da sociedade do trabalho  “Face Humanitária” do Capitalismo não podia admitir que o pobre, o doente, o marginalizado fique à mercê de sua sorte ou da desgraça.
  • 33. O PRÓPRIO MOVIMENTO DO CAPITAL DESENCADEIA O MOVIMENTO DO OPERARIADO ⇓ Através da superação da heterogeneidade
  • 34. Com isso, a caminhada histórica dos trabalhadores haviam produzidos importantes resultados: 1. Mudança da condição de classe para a consciência de classe; 2. Consciência de seu papel revolucionário; 3. Importância da construção de alianças (intra e extra-classes);
  • 35. 4.Contestação do domínio e da exploração do capital; 5. Consciência da força e da pressão que poderiam fazer frente à burguesia e ao poder público visando atingir seus objetivos; 6. Estratégias de resistência e manifestação frente às condições de
  • 36. QUESTÃO SOCIAL Desde o momento em que se descobre que ele é quem produz o capital, ao produzir mais-valia, o proletário começa a libertar-se da dominação burguesa. Esse é o primeiro momento no processo de realização da sua hegemonia”. (IANNI, apud MARTINELLI).
  • 37. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade  1869  LONDRES CHARITIES ORGANIZATION SOCIETY
  • 38. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO) 1-CADA CASO SERÁ OBJETO DE UM INQUÉRITO E OS RESULTADOS SERÃO INSTRUÍDOS POR UM RELATÓRIO ESCRITO
  • 39. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO) 2-ELE SERA’SUBMETIDO A UMA COMISSÃO QUE SE PRONUNCIARÁ SOBRE AS MEDIDAS A SEREM TOMADAS
  • 40. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO) 3-NÃO SE CONCEDERÃO SEGUROS TEMPORÁRIOS, MAS UMAA AJUDA SUFICIENTEMENTE JUDICIOSA, IMPORTANTE E PROLONGADA PARA QUE A FAMÍLIA OU O INDIVÍDUO SEJA RECOLOCADO EM CONDIÇÕES NORMAIS
  • 41. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO) 4-O ASSISTIDO SERÁ O AGENTE DA PRÓPRIA MELHORIA, E SE INTERESSARÃO POR ESSA OBRA OS PARENTES, SEUS VIZINHOS, SEUS AMIGOS
  • 42. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO)  5-SE SOLICITARÁ EM FAVOR DO ASSISTIDO A COOPERAÇÃO DAS DIVERSAS INSTITUIÇÕES SUSCEPTÍVEIS DE INTERVIR
  • 43. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO)  6-OS AGENTES DAS OBRAS RECEBERÃO INSTRUÇÕES GERAIS ESCRITAS, ELES SE FORMARÃO POR LEITURAS E POR UM ESTÁGIO PRÁTICO
  • 44. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO)  7- AS INSTITUIÇÕES DE CARIDADE COMUNICARÃO A LISTA DE SEUS PROTEGIDOS QUE SERVIRÁ PARA TER UM FICHÁRIO CENTRAL DOS ASSISTIDOS, SE GARANTIRÁ CONTRA OS EXPLORADORES DA FILANTROPIA, E SE EVITARÁ A RENOVAÇÃO DE INQUÉRITOS JÁ FEITOS
  • 45. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade Princípios: (p.50 JUAZEIRO) 8-SE CONSTITUIRÁ UMA AGENDA DE OBRAS, QUE PERMITA ELIMINAR AS INSTITUIÇÕES PARASITAS, DE ORIENTAR AS INTERVENCÕES COM CONHECIMENTO DE CAUSA, DE DESCOBRIR AS LACUNAS E O DUPLO EMPREGO DENTRO DA ORGANIZAÇÃO DA CARIDADE.
  • 46. SOC Sociedade de Organizacão da Caridade 1877-EUA Charities Organization Society COS A 1897-180 COS “organização da assistência “”não levavam apenas esmola, mas simpatia, esperança, coragem, enfim, ideias e caráter”(JUAZEIRO, p.51)
  • 47. MARY RICHMOND & JANE ADDAMS FHTMSS II Profa Ms Selma Leite
  • 48. Questão Social – fatos históricos  Surgiam, assim, no cenário histórico, os primeiros assistentes sociais – como agentes executores da prática da assistência social – atividade que profissionalizou sob a denominação de Serviço Social.
  • 49. Questão Social – fatos históricos  Portanto, a questão social foi incorporada pelo Serviço Social (Europa e América Latina) sob a ótica da harmonia social e da doutrina social da Igreja.
  • 50. Questão Social – fatos históricos  A Questão Social representa uma perspectiva de análise da sociedade. Isto porque não há consenso de pensamento básico que constitui a questão social. Isto é, nem todos analisam que existe uma contradição nas relações entre capital e trabalho.
  • 51. Questão Social – fatos históricos  Jacques Donzelot, caracteriza a questão social – Ao menos na França emergindo nos meados do séc. XIX diante das lutas, com sua agudização no antagonismo radical entre o direito à propriedade e o direito ao trabalho
  • 52. Questão Social – fatos históricos  Para Otávio Ianni a questão social está na base dos movimentos da sociedade, resulta dos impasses do regime dominante, refletindo as disparidades econômicas, políticas e culturais que envolvem as relações entre o Estado e a Sociedade, sendo, portanto, resultado de um processo estrutural que tem determinado, no campo político, a ocorrência de conflitos e lutas sociais.
  • 53. Questão Social – fatos históricos  Robert Castel - É a partir da Questão Social que conseguimos perceber a expressão da sociedade e sua capacidade de existir, ou seja, elas expressam a realidade de um país, bem como repercutem na maneira que o país lida com a questão.
  • 54. Questão Social – fatos históricos  Luis Eduardo Wanderley – Centra-se nas extremas desigualdades e injustiças que reinam na estrutura social dos países latino-americanos, resultantes do modo de produção e reprodução social, dos modos de desenvolvimento – A questão social se funda nos conteúdos assumidos pelas relações sociais em suas múltiplas dimensões econômicas, políticas, culturais, religiosas cujo impacto alcançam todas as dimensões da vida social do cotidiano.
  • 55. Questão Social – fatos históricos  Para Luiz Wanderley o processo de concentração de riquezas, o aumento da pobreza espelha bem a continuidade da questão social de longa duração que não foi superada pelos processos de emancipação do séc.XIX e de modernização do séc XX.
  • 56. Questão Social – fatos históricos – Luiz Wanderley lança propostas para tentar solucionar ou minimizar os efeitos da questão social:  1. Respeito às normas trabalhistas;  . Ampliação das redes de cooperação e solidariedade internacional, que reduzam a dependência dos mercados internacionais e valorizem a diversidade das culturas;  3. O fortalecimento do poder local;  4. A recuperação da importância da família como lugar de busca de condições materiais de vida , de pertencimento na sociedade e de construção de identidades.
  • 57. Questão Social – fatos históricos  Para Vera Telles: a Questão Social é uma aporia das sociedades modernas que põe em foco a disjunção, sempre renovada, entre a lógica do mercado e a dinâmica societária, entre a exigência ética dos direitos e os imperativos de eficácia da economia, entre a ordem legal que promete igualdade e a realidade das desigualdades e exclusões tramada na dinâmica das relações de poder e dominação.
  • 58. Questão Social – fatos históricos  Vicente de Paula Faleiros: assinala que a particularidade do serviço social como especialização do trabalho coletivo está organicamente vinculado às configurações permeadas pela ação dos trabalhadores, do capital e do Estado. A questão social é a base de fundação sócio- histórica, o que lhe confere um estatuto e elementos centrais e constitutivos da relação entre profissão e realidade social.
  • 59. Questão Social – fatos históricos  Para José Paulo Netto, no Capitalismo: *As profundas modificações alteram-se a dinâmica societária; *Objetivo primário: acréscimo dos lucros capitalistas pelo controle de mercado – revertida em favor do grupo monopolista *Emerge: natureza parasitária da burguesia *Burocratização da vida social
  • 60. Questão Social – fatos históricos  Para Maria Lúcia Martinelli, questão social é um amplo espectro de problemas sociais que decorreram da expansão da industrialização capitalista. É a expressão concreta das contradições entre o Capital e o Trabalho no interior do processo de industrialização capitalista.
  • 61. Questão Social – fatos históricos  Essa mesma autora enfatiza que a QUESTÃO SOCIAL de forma contundente se expressava de duas faces: a) POLÍTICA – representada pelo avanço do movimento dos trabalhadores; b) SOCIAL – representada pela acumulação da pobreza, pela generalização da miséria
  • 62. Questão Social – fatos históricos  Maria Lúcia Barroco (2006) aponta que a Questão Social não se refere apenas as desigualdades, mas às formas históricas de seu equacionamento, em face do significado político das lutas proletárias  Contradição do Capitalismo Monopolista  Questão Social torna-se alvo de respostas sistemáticas por parte do Estado e das classes dominantes
  • 63. Questão Social – fatos históricos  Maria Carmelita Yasbeck, a questão social emerge nos conflitos entre as relações capital e trabalho. Impulsionado pelo processo de urbanização e industrialização. -Manifesta-se nas desigualdades através da: exclusão, subalternidade e pobreza. -Efeitos: fome, desemprego, baixo acesso de educação, saúde, violência etc.
  • 64. Questão Social – fatos históricos  Para Marilda Vilela Iamamato o desdobramento da questão social é também a questão da formação da classe operária e de sua entrada no cenário político. Tem a necessidade de seu reconhecimento pelo Estado, portanto advém a implementação de políticas que levem em consideração os interesses da classe operária. A questão social é a base que fundamenta o serviço social como especialização do trabalho.
  • 65. Questão Social – fatos históricos  Portanto, a Questão Social representa não só as desigualdades, mas, também, o processo de resistência e luta dos trabalhadores, da população excluída e subalternizada, na luta pelos seus direitos econômicos, sociais, políticos e culturais. Nesta perspectiva que reside as transformações históricas da concepção de Questão Social.
  • 66. Questão Social – fatos históricos  O que merece ser marcado é que a evolução da Questão Social apresenta duas faces, indissociáveis:  Configurada pela condição objetiva da classe trabalhadora na defesa de seus interesses e na procura de satisfação de suas necessidades imediatas de sobrevivência;  Expressa pelas diferentes maneiras de interpretar e agir sobre a questão social (propostas pelas diversas frações dominantes).
  • 67. Questão Social SOCIAL POLÍTICO Desigualdade/Pobreza Mobilização/Inquietação MANIFESTAÇÃO: Exclusão Subalternidade Pobreza EFEITOS: fome, desemprego, baixo acesso de educação, saúde, violência, analfabetismo etc.
  • 68. A ESCOLA DO SERVIÇO SOCIAL DE SÃO PAULO PERIODO DE 1936 À 1945 Antecedente Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1715) Visava o atendimento dos doentes sem recursos, à velhice desamparada e à infância abandonada. O trabalho era desenvolvido por pessoas sem nenhum preparo técnico especializado.
  • 69. CENTRO DE ESTUDOS E AÇÃO SOCIAL CEAS – Centro de Estudos e Ação Social (1932)  Sua criação ocorreu após a realização do  CURSO INTENSIVO DE FORMAÇÃO SOCIAL PARA MOÇAS, organizado pela primeira vez em São Paulo pelas Cônegas Regulares de Santo Agostinho, de  1º de Abril à 15 de Maio de 1932. A direção do curso coube à  Melle Adèle de Loneux, professora da 1ª Escola de Serviço Social da Bélgica (1920).  Naquela época, o CEAS iniciava suas atividades sem nenhum apoio financeiro, dispondo apenas da contribuição mensal de suas sócias;  Sem condições para alugar uma sede, realizou um contrato com a Liga das Senhoras Católicas;  Sua finalidade básica era o  estudo e a difusão da doutrina social da Igreja e a ação social dentro da mesma diretriz.
  • 70. OBJETIVOS DO CEAS:  Estatuto O fim especial da sociedade era difundir a doutrina e a formação sociais pregadas pela Igreja Católica. Dentro dessa finalidade, visavam principalmente:  Tornar mais eficiente a atuação das trabalhadoras sociais  adotar uma orientação definida em relação aos problemas a resolver, favorecendo a coordenação de esforços dispersos nas diferentes atividades e obras de caráter social.  Se propunham fundamentar suas programações em princípios e ensinamentos cristãos.  Seus membros têm grande preocupação de exercer influência na vida social, na linha do pensamento da Igreja Católica.  Essa orientação refletia um momento em que a Igreja, como força social, assumia posição frente aos problemas sociais da época, combatendo o marxismo e o liberalismo e propondo reformas para diminuir as desigualdades sociais.
  • 71. O que era “Questão Social”?  No pensamento católico da época referente à  natureza  causas  efeitos  remédios dos males generalizados da sociedade moderna. (diz-se males generalizados, porque o mal esporádico não constitui questão social). A pobreza, por exemplo, sempre existiu e sempre existirá. O pauperismo, porém, como hoje se verifica é um mal generalizado afetando toda sociedade e constituindo, portanto, a questão social.
  • 72. CENTROS OPERÁRIOS  Criados pelo CEAS em 1932 havia uma preocupação com a questão operária. Nos Centros Operários, os membros do CEAS, “por meio de aulas de tricô, trabalhos manuais, conferências, conselhos sobre higiene, etc., procuravam interessar e atrair as operárias e entrar assim em contato com as classes trabalhadoras, propondo estudar o ambiente e as necessidades da época.  Constituíam organismos transitórios que cederiam lugar à associação de classe que nossas elites operárias iriam formar e dirigir logo que para isso estivessem aptas.
  • 73. ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL  Albertina Ferreira Ramos  Maria Kiehl duas sócias do CEAS, após o curso de Melle. Adèle de Loneux, partem para a Europa a fim de realizar o  Curso de Serviço Social na Escola de Bruxelas.  Retornam ao Brasil em 1935, com o diploma de assistentes sociais e começam os trabalhos para a fundação da Escola de Serviço Social de São Paulo, com a ajuda de  Odília Cintra Ferreira  que já possuía formação social obtida em cursos realizados na Europa, na Escola Normal Social e na Escola Superior de Estudos Sociais do Instituto Católico de Paris.
  • 74. Maria Kiehl “ Pareceu-nos entretanto insuficiente o nosso preparo para garantir a boa organização de uma Escola de Serviço Social, pois se as escolas dessa natureza têm por principal finalidade sanar os inconvenientes da improvisação de dirigentes de obras sociais, é claro que a primeira condição da eficiência das escolas de Serviço Social é não serem elas próprias uma improvisação”
  • 75. Maria Kiehl “Conscientes da responsabilidade que íamos assumir – formar assistentes sociais – isto é, pessoas capazes de auxiliar os indivíduos a encontrar na sociedade o bem que lhes é destinado, quando eles não podem procurá-lo sozinhos, e por outro lado, a suprir na sociedade as falhas que o impedem de realizar seu papel providencial com relação àqueles, logo vimos que tínhamos de fazer o nosso trabalho com todo vagar, estudando os problemas do meio em todos os aspectos e adaptando com cuidado os métodos e processos estrangeiros às necessidades, tradições e ao temperamento do povo brasileiro”.
  • 76. ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DE SÃO PAULO  Em 15 de fevereiro de 1936, inaugura-se a Escola de Serviço Social de São Paulo, que, conforme consta do Relatório do Centro de Estudos e Ação Social em 1936, tem com finalidade oferecer às organizações de assistência social em geral “um elemento imprescindível: a assistente social tecnicamente preparada”. .
  • 77. PROCESSO SELETIVO  Ter 18 anos completos e menos de 40 anos  Apresentar referência de 03 pessoas idôneas  Comprovar ter realizado estudos secundários  Apresentar atestado de saúde  Submeter-se à prova eliminatória de admissão
  • 78. FORMAÇÃO TÉCNICA E ÉTICA Dentre os principais objetivos: Proporcionar às moças uma sólida formação, tanto moral como técnica, procurando preencher dois fins: preparar algumas para  exercer a carreira profissional de assistentes sociais  desempenhar na sociedade o seu verdadeiro papel, com uma sólida formação moral e social;
  • 79. ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DE SÃO PAULO  Isso se daria através do conhecimento de questões e problemas sociais do momento, preparando-se para atuar nos vários campos de ação social, nas  obras de assistência  nos serviços de proteção à infância  nas organizações operárias e familiares.;
  • 80. ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DE SÃO PAULO sólida formação ética e nelas desenvolver as qualidades naturais que requer a carreira social, tais como o  amor ao próximo  ideal de fazer o bem  capacidade de dedicação  desinteresse pessoal  critério e o senso prático na ação
  • 81. VOCAÇÃO x REMUNERAÇÃO  “O ‘ideal’ do Serviço Social não será prejudicado pela profissionalização da assistente social?” perguntava a União Social Feminina (16/11/1936): “Em outras palavras, se  O Serviço Social não virá a tornar-se mais um meio de vida do que uma causa a defender ?  A remuneração aparece como aspecto secundário do trabalho e justifica-se apenas pelo fato de que sem ela a carreira ficaria impossibilitada a todos que devem viver de seu trabalho;  Sendo assim  dedicação e desinteresse devem aliar-se ao estudo e domínio de técnicas sendo esta a razão pela qual as escolas que se destinam a formar assistentes sociais elaboram seus problemas na perspectiva desta dupla formação; Devem realmente ser solicitados pela situação penosa de seus irmãos, pelas injustiças sociais, pela ignorância, pela miséria, e a esta solicitação devem corresponder as qualidades pessoas de inteligência e vontade indispensáveis à realização do Serviço Social.
  • 82. Linha do Tempo Serviço Social  1897-Mary Richmond-Conf Nacl Caridade-Toronto  1899-Escola de Filantropia Aplicada NY 1ª Escola européia –Amsterdã/Holanda Curso para Agentes Sociais em Berlim  1908-1ª Escola Alemã-Berlim  1911-Escola de Orientação Cátólica-Paris  1913-Escola de Orientação Protestante Paris  1925-América Latina - Chile
  • 83. Linha do Tempo Serviço Social  FINAL DA II GUERRA MUNDIAL EUROPA EUA AMÉRICA LATINA  200 escolas
  • 84. A CONCEPÇÃO DE TRABALHO SOCIAL “Trabalho complexo e profundo, pois procura curar e prevenir o mal em suas causas e não somente remediar suas manifestações aparentes, o Serviço Social supõe um largo conhecimento do homem e da sociedade e tem métodos específicos de ação, o que não pode ser improvisado nem suprimido pela simples boa vontade” FOLHETO DE DIVULGAÇÃO DA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DE SÃO PAULO, 1937
  • 85. CONCEPÇÃO DE TRABALHO SOCIAL “Conjunto de esforços feitos para adaptar o maior número possível de indivíduos à vida social ou, para adaptar as condições de vida social às necessidades do indivíduo” Melle. Adèle de Lenoux
  • 86. ESCOLA NORMAL SOCIAL DE PARIS  Assistente Social “é uma pessoa metodicamente formada numa escola de Serviço Social, cuja atividade e dedicação, prendendo-se a uma determinada engrenagem da sociedade, visa normalizar o seu andamento e integrá-la normalmente também no seu desenvolvimento de toda sociedade”.
  • 87. METODOLOGIA Trabalho em círculos de estudo desenvolvido basicamente pelos alunos sob a orientação do monitor, seguindo o esquema metodológico utilizado pelos grupos da  AÇÃO CATÓLICA: VER, JULGAR E AGIR  Preocupação comum com a justiça social;  Primeiras turmas quase que totalmente constituídas por membros da Ação Católica;
  • 88. Serviço Social “O ensino, fortemente apoiado na Doutrina Social da Igreja, procura despertar nos alunos interesse pelas soluções dos problemas sociais mediante um trabalho que muito irá deles exigir seu ideal, dedicação e amor ao próximo” Odila Cintra Ferreira
  • 89. CLASSES MASCULINAS  1938 - classe noturna masculina  1940 os rapazes formados fundaram o Instituto de Serviço Social para rapazes  a Escola de Serviço Social voltou a limitar a matrícula ao sexo feminino.
  • 90. A evolução da Escola  1937 – É fundada a Escola Brasileira de Serviço Social, no Rio de Janeiro
  • 91. Serviço Social  1939 – CEAS obtém o reconhecimento de Escola de Serviço Social por parte do governo do Estado (Decreto nº 9.970)  Surge a primeira revista de Serviço Social no Brasil: Serviço Social
  • 92. SERVIÇO SOCIAL NA INDÚSTRIA  1940 – Pela primeira vez, praticou-se o Serviço Social na Indústria, por iniciativa da Estamparia Santa Rosália de Sorocaba  A preocupação com o trabalhador, observada na vida nacional, reflete-se na profissão. Tem início uma campanha visando à implantação do  Serviço Social na indústria paulista.
  • 93. Circular nas Indústrias de São Paulo “O assistente social - moça ou rapaz – com curso técnico especializado, já existente entre nós, será traço de união entre o empregador e o empregado. A atuação se fará sentir, entre os operários: pesquisando as suas qualidades físicas, morais e profissionais, ao ser admitido na empresa, regularizando toda a documentação legal, necessária e à admissão e à inscrição nos Institutos de Previdência, aconselhando e orientando a execução das leis trabalhistas
  • 94. Circular nas Indústrias de São Paulo aconselhando e orientando a sua saúde física e moral, adaptando e corrigindo os defeitos do local de trabalho, nocivos ao empregado, e economicamente prejudiciais ao empregador; evitando e prevenindo queixas e descontentamento do empregado, com soluções adequadas, sugeridas ao empregador; evitando e prevenindo os conflitos de trabalho, recursos às Juntas de Conciliação e Julgamento, prejudiciais à normalidade do serviço; prevenindo a ocorrência de acidentes de trabalho. Essas, em resumo, são as atividades do assistente social dentro da fábrica”.
  • 95. INFLUÊNCIA AMERICANA 1941 – 17 Bolsas de Estudos- intercâmbio EUA Social Case Work, Group Work e Comunity Organization  Helena Junqueira e Nadir Kfouri –  Escola de Serviço Social agregada à PUC/SP
  • 96. INFLUÊNCIA AMERICANA Marco conclusivo a introdução das disciplinas :  Serviço Social de caso  Serviço Social de Grupo  Serviço Social da Comunidade Em contrapartida à um período pleno de conteúdos filosóficos, começa a impor-se uma fase de conteúdo técnico e metodológico (que não exclui os elementos filosóficos)
  • 97. Legião Brasileira de Assistência LBA 1942  objetivo atender às famílias dos pracinhas  logo depois estendeu seu trabalho à população pobre, principalmente com programas na área materno-infantil Essas ações reproduziam a maneira que o Estado encarava as políticas sociais, com seu caráter benevolente e assistencialista que visavam legitimidade junto à população pobre.
  • 98. Década de 40 Estado chamado a intervir nas relações sociais  Viabilização do processo de acumulação capitalista  Atendimento de necessidades sociais da população
  • 99. Década de 40  Serviço Social –abre-se mercado de trabalho  Ampliação áreas de ação  Execução de políticas sociais públicas  Amplia referenciais técnicos  Sistematiza espaço sócio-ocupacional
  • 100. Reconhecimento legal  Reconhecimento legal como profissão liberal MINISTÉRIO DO TRABALHO PORTARIA Nº 35 19/04/1949
  • 101. Profissional Liberal  Relação singular com usuários  Caráter não rotineiro  Código de Ética  Proposta intervenção a partir dos conhecimentos teórico/metodológicos e técnico-operativos  Regulamentação legal da profissão
  • 102. Profissional Liberal Ainda com fortes traços de sua origem Igreja Católica Valorização de qualidades pessoais Morais Discurso humanitário Altruísta desinteressado
  • 103. SERVIÇO SOCIAL “O Exercício do Serviço Social é compreendido nessa perspectiva: reinvenção do cotidiano, da iniciativa, fruto da crítica social e do dimensionamento das estratégias político- profissionais, a exigir uma delicada sintonia entre o saber técnico e a competência política” Marilda Vilela Iamamoto
  • 104. Bibliografia  Dissertação de Mestrado Maria Carmelita Yazbek Cadernos PUC n.º 6 1980  YAZBEK, Maria Carmelita O siginificado sócio-histórico da profissão Revista Serviço Social e Sociedade nº 22  Modernos Agentes da Justiça e da Caridade – Notas Sobre a Origem do Serviço Social no Brasil – Raul de Carvalho