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ERAS GEOLÓGICAS
O planeta Terra possui aproximadamente 4,6 bilhões de anos, o que pode ser
considerado muito tempo, a depender do referencial. Para nós, seres humanos, esse
tempo é quase que inimaginável, uma vez que nossa existência no mundo data de
algumas centenas de milhares de anos. A invenção da escrita e a constituição das
primeiras civilizações, por sua vez, são ainda mais recentes, iniciando-se há cerca
de sete mil anos ou até menos.
Para se ter uma noção aproximada do quanto a existência do ser humano é um mero
episódio recente no tempo geológico da Terra, utilizamos algumas analogias. Por
exemplo, se toda a história do planeta fosse resumida nas vinte e quatro horas de
um dia, a existência da humanidade teria ocorrido nos últimos três segundos desse
mesmo dia.
Por falar em eras geológicas, vamos compreender melhor essa forma de
classificação e periodização da evolução da escala de tempo geológico. Confira a
tabela a seguir:
Arqueozoica
A era geológica Arqueozoica é caracterizada pela formação da crosta terrestre,
em que surgiram os escudos cristalinos e as rochas magmáticas. Os primeiros
fósseis (seres unicelulares) são conhecidos de 3,5 bilhões de anos atrás. Origem da
vida.
Proterozoica
Estima-se que essa era geológica teve início a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás
e findou-se há 550 milhões de anos. Durante esse período ocorreu intensa
atividade vulcânica, fato que promoveu o deslocamento do magma do interior
da Terra para a superfície, originando os grandes depósitos de minerais metálicos,
como, por exemplo, ferro, manganês, ouro, etc. Grande acúmulo de oxigênio na
atmosfera. Os primeiros organismos eucariontes aparecem há cerca de dois
bilhões de anos. Grande diversificação da vida há um bilhão de anos, surgindo os
organismos pluricelulares, inclusive as algas
Paleozoica
A era Paleozoica prevaleceu de 550 a 250 milhões de anos atrás. Nesse período
a superfície terrestre passou por grandes transformações, entre eles estão o
surgimento de conjuntos montanhosos como os Alpes Escandinavos (Europa).
Essa era geológica também se caracteriza pela ocorrência de rochas
sedimentares e metamórficas, formação de grandes florestas, glaciações,
surgimento dos primeiros insetos e répteis. O período termina com extinção
em massa
Mesozoica
A era Mesozoica iniciou-se a cerca de 250 milhões de anos atrás, ela ficou
marcada pelo intenso vulcanismo e consequente derrame de lavas em várias
partes do globo. Também ficou caracterizada pelo processo de sedimentação dos
fundos marinhos, que originou grande parte das jazidas petrolíferas hoje
conhecidas. Outras características dessa era geológica são: divisão do grande
continente da Pangeia, surgimento de grandes répteis, como, por exemplo, os
dinossauros, surgimento de animais mamíferos, desenvolvimento de flores nas
plantas. Os dinossauros alcançam seu ápice na escala evolutiva, mas ao fim do
desta Era (65 milhões de anos) ocorreu a extinção em massa desses grandes
répteis e de diversas espécies de animais da Terra.
*A teoria da deriva continental
Cenozoica
Essa era geológica está dividida em dois períodos: Terciário (aproximadamente
60 milhões de anos atrás) e quaternário (1 milhão de anos atrás).
-Terciário: Caracterizado pelo intenso movimento da crosta terrestre, fato que
originou os dobramentos modernos, com as mais altas cadeias montanhosas da
Terra, como os Andes (América do Sul), os Alpes (Europa) e o Himalaia (Ásia).
Nessa era geológica surgiram aves, várias espécies de mamíferos, além de
primatas.
- Quaternário: Era geológica que teve início há cerca de 1 milhão de anos e
perdura até os dias atuais. As principais ocorrências nesse período foram:
grandes glaciações; atual formação dos continentes e oceanos; surgimento do
homem.
É provável que você já tenha observado algumas tabelas diferentes com
classificações distintas sobre o tempo geológico. Isso ocorre porque há diferentes
modelos de discussão e diferentes autores elaboraram formas distintas de organizar
essa classificação, que pode mudar à medida que novas descobertas arqueológicas
aconteçam.
A teoria da deriva continental
Foi apresentada pelo geólogo e meteorologista alemão Alfred Wegener em 1913, com a publicação de
sua obra clássica "A Origem dos Continentes e Oceanos" (Die
Entstehung der Kontinente und Ozeane).[1]
Wegener afirmava que os continentes, hoje separados por oceanos,
estiveram unidos numa única massa de terra no passado, por ele
denominado de Pangeia (do grego "Terra única"),
do Carbonífero superior, há cerca de 300 milhões de anos,
ao Jurássico superior, há cerca de 190 milhões de anos, quando
a Laurásia (atuais América do Norte e Eurásia) separou-se
do Gondwana, que depois também dividiu-se, já
no Cretáceo inferior.[2]
Os continentes em suas formas atuais, com o
fenômeno da Deriva Continental, por exemplo,
originaram-se há cerca de vinte e três milhões de anos
somente. O Pangeia, a massa única continental anteriormente existente, começou
a dividir-se há mais ou menos quatrocentos milhões de anos.
Compreender a dimensão do tempo
geológico e suas escalas de medida
torna-se um exercício mental fascinante
para melhor compreender a atuação do
homem em relação a essa temporalidade
e o seu papel de herdeiro de todas as
transformações ocorridas no espaço
terrestre ao longo das eras
geológicas.
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/escala-tempo-geologico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/eras-geologicas.htm
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/66267/1/1_escala_geologica_eventos.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
Planeta Terra - Dorsal oceânica
São grandes elevações submarinas situadas na parte central dos oceanos da Terra, com uma altura
média de 2 000 a 3 000 metros acima dos fundos oceânicos circundantes e um sulco central, um rifte,
por onde são continuamente emitidas lavas provenientes do manto sublitosférico.
Estas lavas ascendem à superfície da crosta
oceânica através de fissuras formadas no fundo do oceano,
dando origem a novos vulcões submarinos e ao
crescimento da crosta oceânica.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorsal_oce%C3%A2nica
TECTÔNICA DE PLACAS
Idade da crosta oceânica: Em vermelho as regiões
mais jovens, junto das dorsais; a azul as mais
antigas, por exemplo, junto das costas norte-africana
e norte-americana.
Distribuição mundial das dorsais
oceânicas.
Vídeo: Terra O Poder do Planeta - Episódio 01 - Vulcões –assistir entre 4 e 9 minutos.
https://www.dailymotion.com/video/xt3pd0
[118] Complementando as informações de Allan Kardec, de acordo com os
conhecimentos atuais da Geologia Física, podemos definir a crosta terrestre como
sendo a camada sólida externa da Terra.
Inclui a crosta continental, com mais ou
menos 40 km de espessura, e a crosta
oceânica, com aproximadamente 6 km.
A crosta e a camada superior do manto
formam a litosfera. O manto é a camada
intermediária entre a crosta da superfície
e o núcleo, parte sólida, parte fundida,
com cerca de 2.900 km de espessura.
A litosfera é constituída por placas
semirrígidas, as placas crustais, que
derivam umas em relação às outras sobre a astenosfera subjacente (uma camada
parcialmente fundida do manto). Este processo é conhecido como tectônica de placas.
Quando duas placas se separam, formam-se fendas na crosta. No meio dos oceanos,
esse movimento resulta na
expansão dos fundos
oceânicos e na formação
das cadeias oceânicas; nos
continentes, a expansão da
crosta pode formar rift
valleys (vales de
afundamento).
As montanhas podem
formar-se onde há
subducção da crosta
oceânica sob a crosta continental, ou onde os continentes colidem. As placas podem
também deslizar uma ao longo da outra.
Quando as placas se movem uma em relação à outra, pode ocorrer subducção: uma das
placas é forçada a mergulhar sob a
outra. No meio dos oceanos, esse
processo dá origem às fossas
oceânicas, atividade sísmica e arcos
de ilhas vulcânicas.
Onde a crosta oceânica se encontra com a crosta continental menos densa, a crosta
oceânica é empurrada sob a crosta
continental. A crosta continental é
então dobrada pelo impacto e se
formam montanhas de dobramento,
como os Andes na América do Sul.
"O tamanho dos megaplumes (acima de
vulcões submarinos) é imenso, com os
volumes de água equivalentes a quarenta
milhões de piscinas olímpicas."
– Energy unleashed by submarine volcanoes could power
a continent - Ice Age Now
As cadeias dobradas também se formam quando duas áreas de crosta continental
se encontram. O Himalaia, por exemplo, começou a formar-se quando a Índia
colidiu com a Ásia, dobrando os
sedimentos, e parte da crosta
oceânica, entre as duas placas.
Nos dias de hoje, entende-se que os
processos envolvidos na formação
das montanhas — a orogênese —
ocorrem como resultado do
movimento das placas crustais
descrito acima.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tect%C3%B3nica_de_placas
vídeos sobre o movimento dos continentes
https://www.youtube.com/playlist?list=PLxL3jriO17PL4Oj7Yc9v7U4huWGYGKxR7
Kardec, Allan . A gênese: Os milagres e as predições segundo o espiritismo . CELD. Edição do Kindle.

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  • 1. ERAS GEOLÓGICAS O planeta Terra possui aproximadamente 4,6 bilhões de anos, o que pode ser considerado muito tempo, a depender do referencial. Para nós, seres humanos, esse tempo é quase que inimaginável, uma vez que nossa existência no mundo data de algumas centenas de milhares de anos. A invenção da escrita e a constituição das primeiras civilizações, por sua vez, são ainda mais recentes, iniciando-se há cerca de sete mil anos ou até menos. Para se ter uma noção aproximada do quanto a existência do ser humano é um mero episódio recente no tempo geológico da Terra, utilizamos algumas analogias. Por exemplo, se toda a história do planeta fosse resumida nas vinte e quatro horas de um dia, a existência da humanidade teria ocorrido nos últimos três segundos desse mesmo dia. Por falar em eras geológicas, vamos compreender melhor essa forma de classificação e periodização da evolução da escala de tempo geológico. Confira a tabela a seguir:
  • 2. Arqueozoica A era geológica Arqueozoica é caracterizada pela formação da crosta terrestre, em que surgiram os escudos cristalinos e as rochas magmáticas. Os primeiros fósseis (seres unicelulares) são conhecidos de 3,5 bilhões de anos atrás. Origem da vida. Proterozoica Estima-se que essa era geológica teve início a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás e findou-se há 550 milhões de anos. Durante esse período ocorreu intensa atividade vulcânica, fato que promoveu o deslocamento do magma do interior da Terra para a superfície, originando os grandes depósitos de minerais metálicos, como, por exemplo, ferro, manganês, ouro, etc. Grande acúmulo de oxigênio na atmosfera. Os primeiros organismos eucariontes aparecem há cerca de dois bilhões de anos. Grande diversificação da vida há um bilhão de anos, surgindo os organismos pluricelulares, inclusive as algas Paleozoica A era Paleozoica prevaleceu de 550 a 250 milhões de anos atrás. Nesse período a superfície terrestre passou por grandes transformações, entre eles estão o surgimento de conjuntos montanhosos como os Alpes Escandinavos (Europa). Essa era geológica também se caracteriza pela ocorrência de rochas sedimentares e metamórficas, formação de grandes florestas, glaciações, surgimento dos primeiros insetos e répteis. O período termina com extinção em massa Mesozoica A era Mesozoica iniciou-se a cerca de 250 milhões de anos atrás, ela ficou marcada pelo intenso vulcanismo e consequente derrame de lavas em várias partes do globo. Também ficou caracterizada pelo processo de sedimentação dos fundos marinhos, que originou grande parte das jazidas petrolíferas hoje conhecidas. Outras características dessa era geológica são: divisão do grande continente da Pangeia, surgimento de grandes répteis, como, por exemplo, os dinossauros, surgimento de animais mamíferos, desenvolvimento de flores nas plantas. Os dinossauros alcançam seu ápice na escala evolutiva, mas ao fim do
  • 3. desta Era (65 milhões de anos) ocorreu a extinção em massa desses grandes répteis e de diversas espécies de animais da Terra. *A teoria da deriva continental Cenozoica Essa era geológica está dividida em dois períodos: Terciário (aproximadamente 60 milhões de anos atrás) e quaternário (1 milhão de anos atrás). -Terciário: Caracterizado pelo intenso movimento da crosta terrestre, fato que originou os dobramentos modernos, com as mais altas cadeias montanhosas da Terra, como os Andes (América do Sul), os Alpes (Europa) e o Himalaia (Ásia). Nessa era geológica surgiram aves, várias espécies de mamíferos, além de primatas. - Quaternário: Era geológica que teve início há cerca de 1 milhão de anos e perdura até os dias atuais. As principais ocorrências nesse período foram: grandes glaciações; atual formação dos continentes e oceanos; surgimento do homem. É provável que você já tenha observado algumas tabelas diferentes com classificações distintas sobre o tempo geológico. Isso ocorre porque há diferentes modelos de discussão e diferentes autores elaboraram formas distintas de organizar essa classificação, que pode mudar à medida que novas descobertas arqueológicas aconteçam.
  • 4. A teoria da deriva continental Foi apresentada pelo geólogo e meteorologista alemão Alfred Wegener em 1913, com a publicação de sua obra clássica "A Origem dos Continentes e Oceanos" (Die Entstehung der Kontinente und Ozeane).[1] Wegener afirmava que os continentes, hoje separados por oceanos, estiveram unidos numa única massa de terra no passado, por ele denominado de Pangeia (do grego "Terra única"), do Carbonífero superior, há cerca de 300 milhões de anos, ao Jurássico superior, há cerca de 190 milhões de anos, quando a Laurásia (atuais América do Norte e Eurásia) separou-se do Gondwana, que depois também dividiu-se, já no Cretáceo inferior.[2] Os continentes em suas formas atuais, com o fenômeno da Deriva Continental, por exemplo, originaram-se há cerca de vinte e três milhões de anos somente. O Pangeia, a massa única continental anteriormente existente, começou a dividir-se há mais ou menos quatrocentos milhões de anos. Compreender a dimensão do tempo geológico e suas escalas de medida torna-se um exercício mental fascinante para melhor compreender a atuação do homem em relação a essa temporalidade e o seu papel de herdeiro de todas as transformações ocorridas no espaço terrestre ao longo das eras geológicas. https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/escala-tempo-geologico.htm https://brasilescola.uol.com.br/geografia/eras-geologicas.htm https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/66267/1/1_escala_geologica_eventos.pdf https://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo Planeta Terra - Dorsal oceânica São grandes elevações submarinas situadas na parte central dos oceanos da Terra, com uma altura média de 2 000 a 3 000 metros acima dos fundos oceânicos circundantes e um sulco central, um rifte, por onde são continuamente emitidas lavas provenientes do manto sublitosférico.
  • 5. Estas lavas ascendem à superfície da crosta oceânica através de fissuras formadas no fundo do oceano, dando origem a novos vulcões submarinos e ao crescimento da crosta oceânica. https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorsal_oce%C3%A2nica TECTÔNICA DE PLACAS Idade da crosta oceânica: Em vermelho as regiões mais jovens, junto das dorsais; a azul as mais antigas, por exemplo, junto das costas norte-africana e norte-americana. Distribuição mundial das dorsais oceânicas.
  • 6. Vídeo: Terra O Poder do Planeta - Episódio 01 - Vulcões –assistir entre 4 e 9 minutos. https://www.dailymotion.com/video/xt3pd0 [118] Complementando as informações de Allan Kardec, de acordo com os conhecimentos atuais da Geologia Física, podemos definir a crosta terrestre como sendo a camada sólida externa da Terra. Inclui a crosta continental, com mais ou menos 40 km de espessura, e a crosta oceânica, com aproximadamente 6 km. A crosta e a camada superior do manto formam a litosfera. O manto é a camada intermediária entre a crosta da superfície e o núcleo, parte sólida, parte fundida, com cerca de 2.900 km de espessura. A litosfera é constituída por placas semirrígidas, as placas crustais, que derivam umas em relação às outras sobre a astenosfera subjacente (uma camada parcialmente fundida do manto). Este processo é conhecido como tectônica de placas. Quando duas placas se separam, formam-se fendas na crosta. No meio dos oceanos, esse movimento resulta na expansão dos fundos oceânicos e na formação das cadeias oceânicas; nos continentes, a expansão da crosta pode formar rift valleys (vales de afundamento). As montanhas podem formar-se onde há subducção da crosta oceânica sob a crosta continental, ou onde os continentes colidem. As placas podem também deslizar uma ao longo da outra.
  • 7. Quando as placas se movem uma em relação à outra, pode ocorrer subducção: uma das placas é forçada a mergulhar sob a outra. No meio dos oceanos, esse processo dá origem às fossas oceânicas, atividade sísmica e arcos de ilhas vulcânicas. Onde a crosta oceânica se encontra com a crosta continental menos densa, a crosta oceânica é empurrada sob a crosta continental. A crosta continental é então dobrada pelo impacto e se formam montanhas de dobramento, como os Andes na América do Sul. "O tamanho dos megaplumes (acima de vulcões submarinos) é imenso, com os volumes de água equivalentes a quarenta milhões de piscinas olímpicas." – Energy unleashed by submarine volcanoes could power a continent - Ice Age Now As cadeias dobradas também se formam quando duas áreas de crosta continental se encontram. O Himalaia, por exemplo, começou a formar-se quando a Índia colidiu com a Ásia, dobrando os sedimentos, e parte da crosta oceânica, entre as duas placas. Nos dias de hoje, entende-se que os processos envolvidos na formação das montanhas — a orogênese — ocorrem como resultado do movimento das placas crustais descrito acima. https://pt.wikipedia.org/wiki/Tect%C3%B3nica_de_placas vídeos sobre o movimento dos continentes https://www.youtube.com/playlist?list=PLxL3jriO17PL4Oj7Yc9v7U4huWGYGKxR7 Kardec, Allan . A gênese: Os milagres e as predições segundo o espiritismo . CELD. Edição do Kindle.