CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA
BOM DESPACHO-MG
SAÚDE MENTAL
DA CRIANÇA
E DO
ADOLESCENTE ENFERMEIRO
COMPONENTES DO GRUPO:
Esther Keppel do Carmo
01
José Lucas Braga Veloso
02
José Luciano Soares
03
Karina Santos de Faria
04 Karolaine Rosa de Camargos
Silva
05
Priscila Maria da Silva
06 Raiany Indrid Costa
Moreira
07
INTRODUÇÃO
No Brasil, algumas pesquisas têm confirmado uma grande prevalência de
transtornos mentais em crianças e adolescentes, aponta-se que de 12,7% a 23,3%
do total de crianças e adolescentes no país sofrem com algum tipo de transtorno
mental. Índices próximos aos apresentados pela Organização Mundial de Saúde
(OMS), que aponta uma prevalência variando de 10% a 20%.
A reforma psiquiátrica ocorrida no Brasil nos últimos vinte anos aponta para a
necessidade de constituir uma rede de serviços substitutivos à internação, de
caráter aberto e inclusivo. Há uma escassez de serviços na assistência em saúde
mental infanto-juvenil, de maneira que há maior incidência para atendimento ao
público adulto.
INTRODUÇÃO
Diversos distúrbios de saúde mental importantes, como depressão, transtornos de
ansiedade e transtornos alimentares, costumam surgir durante a infância e na
adolescência. Esquizofrenia e distúrbios de saúde mental relacionados (por vezes
chamados distúrbios psicóticos) são muito menos comuns. Quando ocorrem,
costumam ter início em qualquer momento no meio da adolescência até o início da
idade adulta (na faixa entre 30 e 40 anos). Alguns transtornos, como o autismo, têm
início somente durante a infância.
Até 20% das crianças e adolescentes podem ter um transtorno de saúde mental
diagnosticável que cause algum tipo de incapacidade. O risco de ser diagnosticado
com um transtorno de saúde mental aumenta com a idade. Segundo algumas
estimativas, cerca de 30% dos adolescentes entre 13 e 17 anos de idade atendem
aos critérios para dois ou mais transtornos mentais. Estressores ambientais (por ex.,
a pandemia da COVID-19) podem comprometer relacionamentos e rotinas críticas
ao ponto de fazer com que até crianças e adolescentes resilientes se tornem mais
vulneráveis a transtornos de saúde mental.
CONCEITO
O conceito de saúde mental sobre a criança e ao adolescente são bem abrangente,
tem início desde ao seu nascimento. Surge como resultado direto da sua interação
com o meio externo (MONICA, 2020).
Como a interação com a mãe é a primeira referência estrutural para se formar, ela
torna- mesmo a falta de cuidados ou também os excessos deles definem as
estruturas emocionais primitivas sobre o pequeno ser. Isso é primordial para ditar
os sintomas e atitudes futuras (OPAS, 2021).
Independente da condição socioeconômica, a questões como estruturas
relacionadas ao contexto familiar, à escola e ao ambiente são as maiores referências
para a formação da estrutura emocional de uma criança e assegurar condições de
um bom desenvolvimento da saúde mental (OPAS, 2021).
CONCEITO
Hoje em dia, a maioria dos adolescentes não tem uma boa saúde mental, pois são
múltiplas as mudanças físicas, mudanças emocionais e sociais, incluindo a
exposição à pobreza, abuso ou violência, podem tornar os adolescentes vulneráveis
a condições de saúde mental (OPAS, 2021).
Entre os fatores que contribuem para o estresse durante esse momento da vida,
estão o desejo de uma maior autonomia, pressão para se conformar com pares,
exploração da identidade sexual e maior acesso e uso de tecnologias (MONICA,
2020).
Quanto mais expostos aos fatores de risco, maior o potencial impacto na saúde
mental dos mesmos, sendo então de suma importância promover o bem-estar
psicológicos e protege-los de experiências traumáticas e fatores de riscos para que
garanta não só o bem físico mas principalmente o bem estar mental (MONICA,
2020).
—ORNAGNIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS)
“Saúde é o estado de
completo bem-estar físico,
mental e social e não
somente a ausência de
doença.”
SINAIS E SINTOMAS
A percepção de sinais e sintomas na
infância pode ser um ato mais difícil, pois
muitos encontram dificuldades em
expressar seus sentimentos. Pode se
observar alguns graus de sofrimento
como: Angustias, medos, conflitos
intensos, emoções, pensamentos e
comportamentos que causam algum tipo
de sofrimento perseverante .
- Alterações de humor constantes
- Distúrbios alimentares
- Alterações na qualidade do sono
- Extenso grau de irritabilidade
- Tendência a auto lesão
SINAIS E SINTOMAS
É de suma importância observar o
contexto de desenvolvimento da
mesma , pois podem apresentar
- Diminuição do processo
acadêmico
- Dificuldade de interação social
- Atrasos na aquisição linguística
- Passam a maior parte do tempo
dentro do quarto , sem interesses
em atividades habituais de lazer
(Isolamento) (THIENGO, 2014).
FISIOPATOLOGIA
PARALISIA CEREBRAL
Lesão de uma ou mais áreas do SNC tendo como consequência, alterações psicomotoras,
podendo ou não causar deficiência mental. Geralmente possuem movimentos involuntários,
espasmos musculares repentinos chamados esplasticidade (rigidez) ou hipotonia (flacidez).
DEFICIÊNCIA MENTAL
Refere-se a padrões intelectuais reduzidos, apresentando comprometimentos de nível leve,
moderado, severo ou profundo, e inadequação de comportamento adaptativo, tanto menor
quanto maior for o grau de comprometimento.
Um transtorno mental é uma síndrome caracterizada por perturbação clinicamente significativa
na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de um indivíduo que reflete uma
disfunção nos processos psicológicos, biológicos ou de desenvolvimento subjacentes ao
funcionamento mental. Transtornos mentais estão frequentemente associados a sofrimento ou
incapacidade significativos que afetam atividades sociais, profissionais ou outras atividades
importantes.
FISIOPATOLOGIA
O cérebro doente apresenta alterações bioquímicas específicas, que variam dependendo do tipo
de problema. Tais alterações já podem ser vistas por meio de exames de neuroimagem. Assim,
no cérebro humano, há um circuito associado ao humor e ao comportamento. Com as análises,
os especialistas são capazes de medir a atividade cerebral do paciente. Esses exames mostram
que algumas áreas do cérebro desses pacientes são desregulada.
As estruturas cerebrais relativas ao humor estão localizadas na região frontal do cérebro. É um
circuito em que o neurônio sai do córtex, vai para as estruturas profundas do cérebro, processa
a informação, volta para o córtex e desce para a medula, em um loop. Em portadores de
distúrbios psíquicos, esse circuito (chamado de córtico-talamo-cortical) está comprometido em
algum nível. Portanto, determinadas áreas funcionam demais enquanto outras, de menos.
Uma pessoa com depressão, por exemplo, tem menos sangue circulando pelos lobos frontais do
cérebro. O metabolismo cerebral nessa área também é abaixo da média. Por isso, é comum um
paciente com depressão severa começar a ter diminuição da cognição. O esquizofrênico, quando
está na fase mais ativa, tem hiperperfusão, aumento do metabolismo e da vascularização nos
lobos frontais", acrescenta o médico. É nessa parte do cérebro que ocorre o planejamento de
ações e de movimento, assim como o pensamento abstrato. Quando hiperativo, esse pedaço do
cérebro faz com que a pessoa desenvolva pensamentos paranoicos.
DIAGNÓSTICOS
Nenhum exame sozinho consegue confirmar o diagnóstico de um
transtorno de saúde mental. É preciso que o médico tome por base
entrevistas com a criança ou o adolescente e as observações feitas
tanto por pais e professores como as feitas durante consultas
médicas para ajudar a determinar se há um transtorno de saúde
mental presente. Às vezes, o médico indica a criança ou adolescente
a um profissional de saúde mental qualificado para diagnosticar e
tratar transtornos de saúde mental em crianças e adolescentes. Esses
profissionais de saúde podem utilizar uma entrevista e ferramentas de
avaliação especializadas para avaliar a criança. O médico pode
realizar exames de sangue em busca de transtornos do
neurodesenvolvimento, como a síndrome do X frágil , a síndrome de
Rett e a síndrome de DiGeorge .
DIAGNÓSTICOS
No diagnóstico de transtornos mentais, aquilo que produz sofrimento para a
criança, o adolescente, ou para família deve ser considerado um sinal de
alerta. Às vezes, a criança ou o adolescente expressam este sofrimento
através de manifestações excessivas, comportamentos extremos ou incomuns
pra ele próprio, sintomas, retrações ou interrupções do desenvolvimento.
Assim, o diagnóstico tem por finalidade definir ou direcionar o tratamento,
assim ele só será útil quando sua definição e especificação (diagnóstico
diferencial) determinam caminhos diferentes. Em muitos casos, principalmente
na infância ou adolescência, seria importante considerar que existem
indicadores de risco de desenvolvimento e condições de sofrimento psíquico.
No geral, ressalta-se que a avaliação em saúde mental com adolescentes
deve ser feita gradualmente, e, acerca do diagnóstico, este deve ser
construído de maneira contextualizada, pois um episódio de grave
desorganização na adolescência, por si só, não define o diagnóstico.
DIAGNÓSTICOS
Os distúrbios mentais mais comuns entre as crianças e os adolescentes são divididos nas
seguintes categorias:
• Transtornos de ansiedade
• Transtornos de estresse
• Transtornos do humor
• Transtorno obsessivo compulsivo
• Os Transtornos comportamentais disruptivos (p. ex., TDAH, transtorno de conduta e
transtorno desafiador oposivo.
A esquizofrenia os transtornos psicóticos relacionados são bem menos comuns. Já a
catatonia pediátrica é mais comum do que a esquizofrenia infantil e pode representar um
transtorno psiquiátrico. Pode ser usado os testes de desenvolvimento e neuropsicológicos
devem fazer parte do processo de avaliação. os casos graves devem ser encaminhados ao
psiquiatra especialista na área. Para avaliar qual o melhor tratamento para o paciente seja
ele farmacológico ou não.
FORMAS DE TRATAMENTO
Na infância e adolescência cerca de 20% das crianças
e adolescentes apresentam um ou mais distúrbios
mentais diagnosticáveis. A maioria destes distúrbios
pode ser vista como exageros ou distorções do
comportamento e emoções normais. Afinal, as
crianças e os adolescentes têm temperamento
variável.
Muitos sintomas de disfunções se sobrepõem aos
comportamentos de desafios e de emoções de
crianças normais. Portanto, muitas estratégias úteis
para tratar problemas comportamentais em crianças
também podem ser utilizadas em crianças com
transtornos mentais. Além disso, a condução
apropriada dos problemas comportamentais da
infância pode diminuir o risco de crianças com
temperamento vulnerável do desenvolvimento destes
FORMAS DE TRATAMENTO
É crucial atender às necessidades de adolescentes com
condições de saúde mental definidas. Evitar a
institucionalização e a medicalização excessiva, priorizar
abordagens não farmacológicas e respeitar os direitos
das crianças, de acordo com a Convenção das Nações
Unidas sobre os Direitos da Criança e outros
instrumentos de direitos humanos, são fundamentais
para os adolescentes.
A importância da detecção precoce e fornecimento de
intervenções baseadas em evidências para transtornos
mentais e uso de substâncias. O programa de saúde
mental da OMS – Mental Health Gap Action Programme
(mhGAP) – fornece diretrizes baseadas em evidências
para não especialistas, permitindo que identifiquem e
apoiem melhor as condições de saúde mental prioritárias
em ambientes com poucos recursos.
Intervenções diagnósticas – aquelas, por exemplo, que
visam múltiplos problemas de saúde mental.
FORMAS DE TRATAMENTO
Serviços prestados por equipe supervisionada e treinada
para o manejo de necessidades específicas de
adolescentes.
Engajar e capacitar cuidadores, quando apropriado, e
explorar as preferências dos adolescentes.
Métodos de autoajuda, incluindo intervenções
eletrônicas de saúde mental. Devido ao estigma ou à
viabilidade de acesso aos serviços, a auto-ajuda não
guiada pode ser adequada para adolescentes.
A medicação psicotrópica deve ser usada com grande
cautela e só deve ser oferecida a adolescentes com
condições de saúde mental moderada a grave, quando
as intervenções psicossociais se mostrarem ineficazes e
quando clinicamente indicado e com consentimento
informado. Os tratamentos devem ser realizados sob a
supervisão de um especialista e com acompanhamento
clínico rigoroso de potenciais efeitos adversos.
EPIDEMIOLOGIA
No Brasil, estima-se que cerca de 13% da população de crianças e
adolescentes têm algum diagnóstico de PSM, com tendência de os sintomas
persistirem de forma crônica. Atualmente, estimativas apontam que, uma
entre quatro a cinco crianças e adolescentes apresenta algum transtorno
menta Dados brasileiros preliminares sugerem que entre casos graves e
crônicos, apenas 37,5% tenham recebido algum tratamento num período de
cinco anos (THIENGO, 2014).
Os dados estatísticos de investigações epidemiológicas que
pesquisaram problemas de saúde mental em crianças e adolescentes
brasileiros, com a utilização do questionário de habilidades e dificuldades,
apresenta cinco subescalas – hiperatividade, problemas emocionais,
problemas de conduta, relacionamentos interpessoais e comportamento
pró-social. Existem ainda duas grandes categorias específicas de transtornos
mentais na infância e adolescência: transtornos do desenvolvimento
psicológico e transtornos de comportamento e emocionais (THIENGO, 2014).
PAPEL DO ENFERMEIRO
Os Enfermeiros em Saúde Mental de
Crianças e Adolescentes (ESMCAs) é
um dos maiores grupos de
fornecimento de cuidados em saúde
que entram em contato com crianças
e adolescentes, são vitais para a
promoção de saúde mental e
intervenções precoces. Além de
otimizar o desenvolvimento juvenil e
também em coordenar e fornecer
cuidados em saúde mental para
crianças e suas famílias (RCN, 2016).
PAPEL DO ENFERMEIRO
O enfermeiro tem atuação
preponderante diante do atendimento
a esse público, promovendo ações
educativas em saúde, visando à
reinserção do mesmo em sua família e
na sociedade. O enfermeiro deverá
avaliar o contexto em que vivem [as
crianças e/ou adolescentes] e auxiliar
na adaptação a novos ambientes mais
adequados, além de estimular novos
recursos de comunicação entre o
jovem, a sociedade e sua família
PAPEL DO ENFERMEIRO
O enfermeiro deve orientar os
cuidadores/família para assumir a
responsabilidade do cuidado de seu
familiar em conjunto com a equipe,
visando o comprometimento e a
responsabilidade para a construção de
um cuidado coletivo, para garantir a
promoção da autonomia do paciente,
para que o mesmo reconquiste sua
cidadania e seu espaço na sociedade
(DUTRA, 2011).
PAPEL DO ENFERMEIRO
Possíveis intervenções de enfermagem
em pacientes mentais: observar de perto
e constantemente; tornar o ambiente
seguro para a criança e adolescente e
para os outros, retirando objetos
perigosos; criar facilidades para que
rotulem seus sentimentos por conta
própria; ensinar a expressar o que
querem de si mesma e do outro, e deve-
se esclarecer que elas podem receber um
“não” de alguém; auxiliar os familiares,
esclarecendo dúvidas, e os ensinar a
manter uma comunicação saudável e
terapêutica com a criança e/ou
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho foi abordado a necessidade da criança/adolescente e os
cuidados de enfermagem. Todas as pessoas podem apresentar
problemas psicológicos, emocionais e comportamentais em alguma
fase da sua vida. Porém, a infância e adolescência são períodos cruciais
para que os indivíduos desenvolvam uma boa saúde mental. Crianças e
adolescentes com condições de saúde mental prejudicada ou afetada,
quando não tratados, podem perder momentos preciosos de sua vida.
Por isso, a atenção plena à saúde da mente na infância e adolescência
faz muita diferença na vida adulta. Por outro lado, há a falta de
informação sobre o tema ainda. A enfermagem é vital para melhorar o
acesso a serviços de saúde mental e o bem-estar de
criança/adolescente e suas famílias. Enfermeiros reportam trabalhar
em contextos de agitação significante, com uma falta de recursos e na
ausência de um sistema organizado para apoiar a saúde mental. O
papel dos enfermeiros em saúde mental infantil crescem e com
propriedade em sua prática, os esforços dos enfermeiros e as inovações
podem ser disseminados e progredirem para fornecer subsídios e
OBRIGAD
O!
Alguma Dúvida?
A infância e a adolescência é um momento único, que molda
as pessoas para a vida adulta. Enquanto a maioria dos
adolescentes tem uma boa saúde mental, múltiplas mudanças
físicas, emocionais e sociais, incluindo a exposição à pobreza,
abuso ou violência, podem tornar os adolescentes vulneráveis
a condições de saúde mental. Promover o bem-estar
psicológico e protegê-los de experiências adversas e fatores
de risco que possam afetar seu potencial de prosperar não são
apenas fundamentais para seu bem-estar, mas também para
sua saúde física e mental na vida adulta.
Analise as premissas abaixo e marque a alternativa
correta:
QUESTÕES:
Saúde Mental das Crianças e
Adolescentes
I - Múltiplos fatores determinam a saúde mental de uma criança ou adolescente. Quanto mais expostos aos
fatores de risco, maior o potencial impacto na saúde mental de adolescentes. Entre os fatores que
contribuem para o estresse durante esse momento da vida, estão o desejo de uma maior autonomia,
pressão para se conformar com pares, exploração da identidade sexual e maior acesso e uso de tecnologias.
II - Os adolescentes com condições de saúde mental são, por sua vez, particularmente vulneráveis à exclusão
social, discriminação, estigma (afetando a prontidão para procurar ajuda), dificuldades no aprendizado,
comportamentos de risco, problemas de saúde física e violações dos direitos humanos.
III – A infância e a adolescência é um período crucial para o desenvolvimento e manutenção de hábitos
sociais e emocionais importantes para o bem-estar mental. Estes incluem: a adoção de padrões de sono
saudáveis; exercícios regulares; desenvolvimento de enfrentamento, resolução de problemas e habilidades
interpessoais; e aprender a administrar emoções. Ambientes de apoio na família, na escola e na comunidade
em geral também são importantes.
IV - A influência da mídia e as normas de gênero podem exacerbar a disparidade entre a realidade vivida por
uma criança e adolescente e suas percepções ou aspirações para o futuro. Outros determinantes
importantes para a saúde mental dos adolescentes são a qualidade de vida em casa e suas relações com
seus pares. Violência (incluindo pais severos e bullying) e problemas socioeconômicos não são reconhecidos
riscos à saúde mental. Crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis à violência sexual, que tem
uma associação clara com a saúde mental prejudicada.
V - Alguns adolescentes estão em maior risco de problemas de saúde mental devido às suas condições de
vida, estigma, discriminação ou exclusão, além de falta de acesso a serviços e apoio de qualidade.
ESTÃO CORRETAS:
A) I, II e III B) II, IV e V C) III, IV e V D) I, II, V E) I, II,
I - Múltiplos fatores determinam a saúde mental de uma criança ou adolescente. Quanto mais expostos aos
fatores de risco, maior o potencial impacto na saúde mental de adolescentes. Entre os fatores que
contribuem para o estresse durante esse momento da vida, estão o desejo de uma maior autonomia,
pressão para se conformar com pares, exploração da identidade sexual e maior acesso e uso de tecnologias.
II - Os adolescentes com condições de saúde mental são, por sua vez, particularmente vulneráveis à exclusão
social, discriminação, estigma (afetando a prontidão para procurar ajuda), dificuldades no aprendizado,
comportamentos de risco, problemas de saúde física e violações dos direitos humanos.
III – A infância e a adolescência é um período crucial para o desenvolvimento e manutenção de hábitos
sociais e emocionais importantes para o bem-estar mental. Estes incluem: a adoção de padrões de sono
saudáveis; exercícios regulares; desenvolvimento de enfrentamento, resolução de problemas e habilidades
interpessoais; e aprender a administrar emoções. Ambientes de apoio na família, na escola e na comunidade
em geral também são importantes.
IV - A influência da mídia e as normas de gênero podem exacerbar a disparidade entre a realidade vivida por
uma criança e adolescente e suas percepções ou aspirações para o futuro. Outros determinantes
importantes para a saúde mental dos adolescentes são a qualidade de vida em casa e suas relações com
seus pares. Violência (incluindo pais severos e bullying) e problemas socioeconômicos não são reconhecidos
riscos à saúde mental. Crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis à violência sexual, que tem
uma associação clara com a saúde mental prejudicada.
V - Alguns adolescentes estão em maior risco de problemas de saúde mental devido às suas condições de
vida, estigma, discriminação ou exclusão, além de falta de acesso a serviços e apoio de qualidade.
ESTÃO CORRETAS:
A) I, II e III B) II, IV e V C) III, IV e V D) I, II, V E) I, II,
Intervenções para promover a saúde mental das crianças e
dos adolescentes visam fortalecer os fatores de proteção e
melhorar as alternativas aos comportamentos de risco. A
promoção da saúde mental e do bem-estar ajuda esse grupo a
construir resiliência para que possam lidar bem com situações
difíceis ou adversidades. Programas de promoção da saúde
mental para todos os adolescentes e programas de prevenção
em risco dessas condições exigem uma abordagem multinível
com plataformas de distribuição variadas, por exemplo: mídias
digitais, ambientes de saúde ou assistência social, escolas ou
comunidade.
QUESTÕES:
Saúde Mental das Crianças e
Adolescentes
São exemplos de atividades de promoção e prevenção na
Saúde Mental das Crianças e dos Adolescentes:
1) Intervenções psicológicas individuais online, em grupo ou autoguiadas e intervenções
focadas na família, como treinamento de habilidades do cuidador, incluindo intervenções
que abordam as necessidades dos cuidadores;
2) Intervenções nas escolas, como: mudanças organizacionais para um ambiente
psicológico seguro e positivo; ensino sobre saúde mental e habilidades para a vida;
treinamento de pessoal para a detecção e manejo básico do risco de suicídio; e
programas escolares de prevenção para adolescentes vulneráveis a condições de saúde
mental;
3) Programas de prevenção dirigidos a crianças e adolescentes em situação de
vulnerabilidade, como aqueles afetados por ambientes humanitários frágeis e grupos
minoritários ou discriminados; programas para prevenir e administrar os efeitos da
violência sexual em adolescentes; programas multissetoriais de prevenção ao suicídio;
4) Intervenções multiníveis para prevenir o abuso de álcool e substâncias; educação sexual
integral para ajudar a prevenir comportamentos sexuais de risco; e programas de
prevenção à saúde. ESTÃO CORRETAS:
A) 1, 2, 3 B) 1, 3, 4 C) 2, 3, 4 D) 1, 2, 4 E) 1, 2, 3, 4
São exemplos de atividades de promoção e prevenção na
Saúde Mental das Crianças e dos Adolescentes:
1) Intervenções psicológicas individuais online, em grupo ou autoguiadas e intervenções
focadas na família, como treinamento de habilidades do cuidador, incluindo intervenções
que abordam as necessidades dos cuidadores; VERDADEIRA
2) Intervenções nas escolas, como: mudanças organizacionais para um ambiente
psicológico seguro e positivo; ensino sobre saúde mental e habilidades para a vida;
treinamento de pessoal para a detecção e manejo básico do risco de suicídio; e
programas escolares de prevenção para adolescentes vulneráveis a condições de saúde
mental; VERDADEIRA
3) Programas de prevenção dirigidos a crianças e adolescentes em situação de
vulnerabilidade, como aqueles afetados por ambientes humanitários frágeis e grupos
minoritários ou discriminados; programas para prevenir e administrar os efeitos da
violência sexual em adolescentes; programas multissetoriais de prevenção ao suicídio;
VERDADEIRA
4) Intervenções multiníveis para prevenir o abuso de álcool e substâncias; educação sexual
integral para ajudar a prevenir comportamentos sexuais de risco; e programas de
prevenção à saúde. VERDADEIRA
ESTÃO CORRETAS:
A) 1, 2, 3 B) 1, 3, 4 C) 2, 3, 4 D) 1, 2, 4 E) 1, 2, 3, 4
REFERÊNCIAS
● THIENGO, Daianna Lima; CAVALCANTE, Maria Tavares; LOVISI,
Giovanni Marcos. Prevalência de transtornos mentais entre
crianças e adolescentes e fatores associados: uma revisão
sistemática. Rio de Janeiro. 20 mai 2014.
● Royal College of Nursing (2016) Children and Young People’s
Mental Health – Every Nurse’s Business. RCN Guidance for
Nursing Staff. London: RCN.
● CARMO, D. R. P. et al. Adolescente que cumpre medida sócio
educativa:modos de ser no cotidiano e possibilidades para
enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre,
v.32. n.3, , set. 2011.
● DUTRA,V. F. D. O processo de desinstitucionalização
psiquiátrica: subsídios para o cuidado integra. Rev. Enferm.
UERJ, Rio de Janeiro, ano 19, n.3, p.386-91, jul/set/2011.
REFERÊNCIAS
● OPAS. Organização Pan Americana da Saúde. Saúde mental do
adolescente. Disponivel em:.
https://www.paho.org/pt/topicos/saude-mental-dos-
adolescentes. Acesso em 03 outubro de 2021.
● MONICA. Hopital Santa Monica. Saúde Mental da Criança: 8
pontos que merecem atenção. Publicado em 29 de setembro de
2018 por Hospital Santa Mônica. Disponível em:
https://hospitalsantamonica.com.br/saude-mental-da-crianca-8-
pontos-que-merecem-atencao/. Acesso em 03 de outubro de
2021.
● SILVA, A. G.; BUENO, J. R. O fim da vida. Revista Debates
Psiquiatria Hoje, ano 2, n.5, 2010.

Saúde Mental - crianças e adolescentes n

  • 1.
    CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA BOMDESPACHO-MG SAÚDE MENTAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ENFERMEIRO
  • 2.
    COMPONENTES DO GRUPO: EstherKeppel do Carmo 01 José Lucas Braga Veloso 02 José Luciano Soares 03 Karina Santos de Faria 04 Karolaine Rosa de Camargos Silva 05 Priscila Maria da Silva 06 Raiany Indrid Costa Moreira 07
  • 3.
    INTRODUÇÃO No Brasil, algumaspesquisas têm confirmado uma grande prevalência de transtornos mentais em crianças e adolescentes, aponta-se que de 12,7% a 23,3% do total de crianças e adolescentes no país sofrem com algum tipo de transtorno mental. Índices próximos aos apresentados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que aponta uma prevalência variando de 10% a 20%. A reforma psiquiátrica ocorrida no Brasil nos últimos vinte anos aponta para a necessidade de constituir uma rede de serviços substitutivos à internação, de caráter aberto e inclusivo. Há uma escassez de serviços na assistência em saúde mental infanto-juvenil, de maneira que há maior incidência para atendimento ao público adulto.
  • 4.
    INTRODUÇÃO Diversos distúrbios desaúde mental importantes, como depressão, transtornos de ansiedade e transtornos alimentares, costumam surgir durante a infância e na adolescência. Esquizofrenia e distúrbios de saúde mental relacionados (por vezes chamados distúrbios psicóticos) são muito menos comuns. Quando ocorrem, costumam ter início em qualquer momento no meio da adolescência até o início da idade adulta (na faixa entre 30 e 40 anos). Alguns transtornos, como o autismo, têm início somente durante a infância. Até 20% das crianças e adolescentes podem ter um transtorno de saúde mental diagnosticável que cause algum tipo de incapacidade. O risco de ser diagnosticado com um transtorno de saúde mental aumenta com a idade. Segundo algumas estimativas, cerca de 30% dos adolescentes entre 13 e 17 anos de idade atendem aos critérios para dois ou mais transtornos mentais. Estressores ambientais (por ex., a pandemia da COVID-19) podem comprometer relacionamentos e rotinas críticas ao ponto de fazer com que até crianças e adolescentes resilientes se tornem mais vulneráveis a transtornos de saúde mental.
  • 5.
    CONCEITO O conceito desaúde mental sobre a criança e ao adolescente são bem abrangente, tem início desde ao seu nascimento. Surge como resultado direto da sua interação com o meio externo (MONICA, 2020). Como a interação com a mãe é a primeira referência estrutural para se formar, ela torna- mesmo a falta de cuidados ou também os excessos deles definem as estruturas emocionais primitivas sobre o pequeno ser. Isso é primordial para ditar os sintomas e atitudes futuras (OPAS, 2021). Independente da condição socioeconômica, a questões como estruturas relacionadas ao contexto familiar, à escola e ao ambiente são as maiores referências para a formação da estrutura emocional de uma criança e assegurar condições de um bom desenvolvimento da saúde mental (OPAS, 2021).
  • 6.
    CONCEITO Hoje em dia,a maioria dos adolescentes não tem uma boa saúde mental, pois são múltiplas as mudanças físicas, mudanças emocionais e sociais, incluindo a exposição à pobreza, abuso ou violência, podem tornar os adolescentes vulneráveis a condições de saúde mental (OPAS, 2021). Entre os fatores que contribuem para o estresse durante esse momento da vida, estão o desejo de uma maior autonomia, pressão para se conformar com pares, exploração da identidade sexual e maior acesso e uso de tecnologias (MONICA, 2020). Quanto mais expostos aos fatores de risco, maior o potencial impacto na saúde mental dos mesmos, sendo então de suma importância promover o bem-estar psicológicos e protege-los de experiências traumáticas e fatores de riscos para que garanta não só o bem físico mas principalmente o bem estar mental (MONICA, 2020).
  • 7.
    —ORNAGNIZAÇÃO MUNDIAL DESAÚDE (OMS) “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença.”
  • 8.
    SINAIS E SINTOMAS Apercepção de sinais e sintomas na infância pode ser um ato mais difícil, pois muitos encontram dificuldades em expressar seus sentimentos. Pode se observar alguns graus de sofrimento como: Angustias, medos, conflitos intensos, emoções, pensamentos e comportamentos que causam algum tipo de sofrimento perseverante . - Alterações de humor constantes - Distúrbios alimentares - Alterações na qualidade do sono - Extenso grau de irritabilidade - Tendência a auto lesão
  • 9.
    SINAIS E SINTOMAS Éde suma importância observar o contexto de desenvolvimento da mesma , pois podem apresentar - Diminuição do processo acadêmico - Dificuldade de interação social - Atrasos na aquisição linguística - Passam a maior parte do tempo dentro do quarto , sem interesses em atividades habituais de lazer (Isolamento) (THIENGO, 2014).
  • 10.
    FISIOPATOLOGIA PARALISIA CEREBRAL Lesão deuma ou mais áreas do SNC tendo como consequência, alterações psicomotoras, podendo ou não causar deficiência mental. Geralmente possuem movimentos involuntários, espasmos musculares repentinos chamados esplasticidade (rigidez) ou hipotonia (flacidez). DEFICIÊNCIA MENTAL Refere-se a padrões intelectuais reduzidos, apresentando comprometimentos de nível leve, moderado, severo ou profundo, e inadequação de comportamento adaptativo, tanto menor quanto maior for o grau de comprometimento. Um transtorno mental é uma síndrome caracterizada por perturbação clinicamente significativa na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de um indivíduo que reflete uma disfunção nos processos psicológicos, biológicos ou de desenvolvimento subjacentes ao funcionamento mental. Transtornos mentais estão frequentemente associados a sofrimento ou incapacidade significativos que afetam atividades sociais, profissionais ou outras atividades importantes.
  • 11.
    FISIOPATOLOGIA O cérebro doenteapresenta alterações bioquímicas específicas, que variam dependendo do tipo de problema. Tais alterações já podem ser vistas por meio de exames de neuroimagem. Assim, no cérebro humano, há um circuito associado ao humor e ao comportamento. Com as análises, os especialistas são capazes de medir a atividade cerebral do paciente. Esses exames mostram que algumas áreas do cérebro desses pacientes são desregulada. As estruturas cerebrais relativas ao humor estão localizadas na região frontal do cérebro. É um circuito em que o neurônio sai do córtex, vai para as estruturas profundas do cérebro, processa a informação, volta para o córtex e desce para a medula, em um loop. Em portadores de distúrbios psíquicos, esse circuito (chamado de córtico-talamo-cortical) está comprometido em algum nível. Portanto, determinadas áreas funcionam demais enquanto outras, de menos. Uma pessoa com depressão, por exemplo, tem menos sangue circulando pelos lobos frontais do cérebro. O metabolismo cerebral nessa área também é abaixo da média. Por isso, é comum um paciente com depressão severa começar a ter diminuição da cognição. O esquizofrênico, quando está na fase mais ativa, tem hiperperfusão, aumento do metabolismo e da vascularização nos lobos frontais", acrescenta o médico. É nessa parte do cérebro que ocorre o planejamento de ações e de movimento, assim como o pensamento abstrato. Quando hiperativo, esse pedaço do cérebro faz com que a pessoa desenvolva pensamentos paranoicos.
  • 12.
    DIAGNÓSTICOS Nenhum exame sozinhoconsegue confirmar o diagnóstico de um transtorno de saúde mental. É preciso que o médico tome por base entrevistas com a criança ou o adolescente e as observações feitas tanto por pais e professores como as feitas durante consultas médicas para ajudar a determinar se há um transtorno de saúde mental presente. Às vezes, o médico indica a criança ou adolescente a um profissional de saúde mental qualificado para diagnosticar e tratar transtornos de saúde mental em crianças e adolescentes. Esses profissionais de saúde podem utilizar uma entrevista e ferramentas de avaliação especializadas para avaliar a criança. O médico pode realizar exames de sangue em busca de transtornos do neurodesenvolvimento, como a síndrome do X frágil , a síndrome de Rett e a síndrome de DiGeorge .
  • 13.
    DIAGNÓSTICOS No diagnóstico detranstornos mentais, aquilo que produz sofrimento para a criança, o adolescente, ou para família deve ser considerado um sinal de alerta. Às vezes, a criança ou o adolescente expressam este sofrimento através de manifestações excessivas, comportamentos extremos ou incomuns pra ele próprio, sintomas, retrações ou interrupções do desenvolvimento. Assim, o diagnóstico tem por finalidade definir ou direcionar o tratamento, assim ele só será útil quando sua definição e especificação (diagnóstico diferencial) determinam caminhos diferentes. Em muitos casos, principalmente na infância ou adolescência, seria importante considerar que existem indicadores de risco de desenvolvimento e condições de sofrimento psíquico. No geral, ressalta-se que a avaliação em saúde mental com adolescentes deve ser feita gradualmente, e, acerca do diagnóstico, este deve ser construído de maneira contextualizada, pois um episódio de grave desorganização na adolescência, por si só, não define o diagnóstico.
  • 14.
    DIAGNÓSTICOS Os distúrbios mentaismais comuns entre as crianças e os adolescentes são divididos nas seguintes categorias: • Transtornos de ansiedade • Transtornos de estresse • Transtornos do humor • Transtorno obsessivo compulsivo • Os Transtornos comportamentais disruptivos (p. ex., TDAH, transtorno de conduta e transtorno desafiador oposivo. A esquizofrenia os transtornos psicóticos relacionados são bem menos comuns. Já a catatonia pediátrica é mais comum do que a esquizofrenia infantil e pode representar um transtorno psiquiátrico. Pode ser usado os testes de desenvolvimento e neuropsicológicos devem fazer parte do processo de avaliação. os casos graves devem ser encaminhados ao psiquiatra especialista na área. Para avaliar qual o melhor tratamento para o paciente seja ele farmacológico ou não.
  • 15.
    FORMAS DE TRATAMENTO Nainfância e adolescência cerca de 20% das crianças e adolescentes apresentam um ou mais distúrbios mentais diagnosticáveis. A maioria destes distúrbios pode ser vista como exageros ou distorções do comportamento e emoções normais. Afinal, as crianças e os adolescentes têm temperamento variável. Muitos sintomas de disfunções se sobrepõem aos comportamentos de desafios e de emoções de crianças normais. Portanto, muitas estratégias úteis para tratar problemas comportamentais em crianças também podem ser utilizadas em crianças com transtornos mentais. Além disso, a condução apropriada dos problemas comportamentais da infância pode diminuir o risco de crianças com temperamento vulnerável do desenvolvimento destes
  • 16.
    FORMAS DE TRATAMENTO Écrucial atender às necessidades de adolescentes com condições de saúde mental definidas. Evitar a institucionalização e a medicalização excessiva, priorizar abordagens não farmacológicas e respeitar os direitos das crianças, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e outros instrumentos de direitos humanos, são fundamentais para os adolescentes. A importância da detecção precoce e fornecimento de intervenções baseadas em evidências para transtornos mentais e uso de substâncias. O programa de saúde mental da OMS – Mental Health Gap Action Programme (mhGAP) – fornece diretrizes baseadas em evidências para não especialistas, permitindo que identifiquem e apoiem melhor as condições de saúde mental prioritárias em ambientes com poucos recursos. Intervenções diagnósticas – aquelas, por exemplo, que visam múltiplos problemas de saúde mental.
  • 17.
    FORMAS DE TRATAMENTO Serviçosprestados por equipe supervisionada e treinada para o manejo de necessidades específicas de adolescentes. Engajar e capacitar cuidadores, quando apropriado, e explorar as preferências dos adolescentes. Métodos de autoajuda, incluindo intervenções eletrônicas de saúde mental. Devido ao estigma ou à viabilidade de acesso aos serviços, a auto-ajuda não guiada pode ser adequada para adolescentes. A medicação psicotrópica deve ser usada com grande cautela e só deve ser oferecida a adolescentes com condições de saúde mental moderada a grave, quando as intervenções psicossociais se mostrarem ineficazes e quando clinicamente indicado e com consentimento informado. Os tratamentos devem ser realizados sob a supervisão de um especialista e com acompanhamento clínico rigoroso de potenciais efeitos adversos.
  • 18.
    EPIDEMIOLOGIA No Brasil, estima-seque cerca de 13% da população de crianças e adolescentes têm algum diagnóstico de PSM, com tendência de os sintomas persistirem de forma crônica. Atualmente, estimativas apontam que, uma entre quatro a cinco crianças e adolescentes apresenta algum transtorno menta Dados brasileiros preliminares sugerem que entre casos graves e crônicos, apenas 37,5% tenham recebido algum tratamento num período de cinco anos (THIENGO, 2014). Os dados estatísticos de investigações epidemiológicas que pesquisaram problemas de saúde mental em crianças e adolescentes brasileiros, com a utilização do questionário de habilidades e dificuldades, apresenta cinco subescalas – hiperatividade, problemas emocionais, problemas de conduta, relacionamentos interpessoais e comportamento pró-social. Existem ainda duas grandes categorias específicas de transtornos mentais na infância e adolescência: transtornos do desenvolvimento psicológico e transtornos de comportamento e emocionais (THIENGO, 2014).
  • 19.
    PAPEL DO ENFERMEIRO OsEnfermeiros em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes (ESMCAs) é um dos maiores grupos de fornecimento de cuidados em saúde que entram em contato com crianças e adolescentes, são vitais para a promoção de saúde mental e intervenções precoces. Além de otimizar o desenvolvimento juvenil e também em coordenar e fornecer cuidados em saúde mental para crianças e suas famílias (RCN, 2016).
  • 20.
    PAPEL DO ENFERMEIRO Oenfermeiro tem atuação preponderante diante do atendimento a esse público, promovendo ações educativas em saúde, visando à reinserção do mesmo em sua família e na sociedade. O enfermeiro deverá avaliar o contexto em que vivem [as crianças e/ou adolescentes] e auxiliar na adaptação a novos ambientes mais adequados, além de estimular novos recursos de comunicação entre o jovem, a sociedade e sua família
  • 21.
    PAPEL DO ENFERMEIRO Oenfermeiro deve orientar os cuidadores/família para assumir a responsabilidade do cuidado de seu familiar em conjunto com a equipe, visando o comprometimento e a responsabilidade para a construção de um cuidado coletivo, para garantir a promoção da autonomia do paciente, para que o mesmo reconquiste sua cidadania e seu espaço na sociedade (DUTRA, 2011).
  • 22.
    PAPEL DO ENFERMEIRO Possíveisintervenções de enfermagem em pacientes mentais: observar de perto e constantemente; tornar o ambiente seguro para a criança e adolescente e para os outros, retirando objetos perigosos; criar facilidades para que rotulem seus sentimentos por conta própria; ensinar a expressar o que querem de si mesma e do outro, e deve- se esclarecer que elas podem receber um “não” de alguém; auxiliar os familiares, esclarecendo dúvidas, e os ensinar a manter uma comunicação saudável e terapêutica com a criança e/ou
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    CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste trabalhofoi abordado a necessidade da criança/adolescente e os cuidados de enfermagem. Todas as pessoas podem apresentar problemas psicológicos, emocionais e comportamentais em alguma fase da sua vida. Porém, a infância e adolescência são períodos cruciais para que os indivíduos desenvolvam uma boa saúde mental. Crianças e adolescentes com condições de saúde mental prejudicada ou afetada, quando não tratados, podem perder momentos preciosos de sua vida. Por isso, a atenção plena à saúde da mente na infância e adolescência faz muita diferença na vida adulta. Por outro lado, há a falta de informação sobre o tema ainda. A enfermagem é vital para melhorar o acesso a serviços de saúde mental e o bem-estar de criança/adolescente e suas famílias. Enfermeiros reportam trabalhar em contextos de agitação significante, com uma falta de recursos e na ausência de um sistema organizado para apoiar a saúde mental. O papel dos enfermeiros em saúde mental infantil crescem e com propriedade em sua prática, os esforços dos enfermeiros e as inovações podem ser disseminados e progredirem para fornecer subsídios e
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  • 25.
    A infância ea adolescência é um momento único, que molda as pessoas para a vida adulta. Enquanto a maioria dos adolescentes tem uma boa saúde mental, múltiplas mudanças físicas, emocionais e sociais, incluindo a exposição à pobreza, abuso ou violência, podem tornar os adolescentes vulneráveis a condições de saúde mental. Promover o bem-estar psicológico e protegê-los de experiências adversas e fatores de risco que possam afetar seu potencial de prosperar não são apenas fundamentais para seu bem-estar, mas também para sua saúde física e mental na vida adulta. Analise as premissas abaixo e marque a alternativa correta: QUESTÕES: Saúde Mental das Crianças e Adolescentes
  • 26.
    I - Múltiplosfatores determinam a saúde mental de uma criança ou adolescente. Quanto mais expostos aos fatores de risco, maior o potencial impacto na saúde mental de adolescentes. Entre os fatores que contribuem para o estresse durante esse momento da vida, estão o desejo de uma maior autonomia, pressão para se conformar com pares, exploração da identidade sexual e maior acesso e uso de tecnologias. II - Os adolescentes com condições de saúde mental são, por sua vez, particularmente vulneráveis à exclusão social, discriminação, estigma (afetando a prontidão para procurar ajuda), dificuldades no aprendizado, comportamentos de risco, problemas de saúde física e violações dos direitos humanos. III – A infância e a adolescência é um período crucial para o desenvolvimento e manutenção de hábitos sociais e emocionais importantes para o bem-estar mental. Estes incluem: a adoção de padrões de sono saudáveis; exercícios regulares; desenvolvimento de enfrentamento, resolução de problemas e habilidades interpessoais; e aprender a administrar emoções. Ambientes de apoio na família, na escola e na comunidade em geral também são importantes. IV - A influência da mídia e as normas de gênero podem exacerbar a disparidade entre a realidade vivida por uma criança e adolescente e suas percepções ou aspirações para o futuro. Outros determinantes importantes para a saúde mental dos adolescentes são a qualidade de vida em casa e suas relações com seus pares. Violência (incluindo pais severos e bullying) e problemas socioeconômicos não são reconhecidos riscos à saúde mental. Crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis à violência sexual, que tem uma associação clara com a saúde mental prejudicada. V - Alguns adolescentes estão em maior risco de problemas de saúde mental devido às suas condições de vida, estigma, discriminação ou exclusão, além de falta de acesso a serviços e apoio de qualidade. ESTÃO CORRETAS: A) I, II e III B) II, IV e V C) III, IV e V D) I, II, V E) I, II,
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    I - Múltiplosfatores determinam a saúde mental de uma criança ou adolescente. Quanto mais expostos aos fatores de risco, maior o potencial impacto na saúde mental de adolescentes. Entre os fatores que contribuem para o estresse durante esse momento da vida, estão o desejo de uma maior autonomia, pressão para se conformar com pares, exploração da identidade sexual e maior acesso e uso de tecnologias. II - Os adolescentes com condições de saúde mental são, por sua vez, particularmente vulneráveis à exclusão social, discriminação, estigma (afetando a prontidão para procurar ajuda), dificuldades no aprendizado, comportamentos de risco, problemas de saúde física e violações dos direitos humanos. III – A infância e a adolescência é um período crucial para o desenvolvimento e manutenção de hábitos sociais e emocionais importantes para o bem-estar mental. Estes incluem: a adoção de padrões de sono saudáveis; exercícios regulares; desenvolvimento de enfrentamento, resolução de problemas e habilidades interpessoais; e aprender a administrar emoções. Ambientes de apoio na família, na escola e na comunidade em geral também são importantes. IV - A influência da mídia e as normas de gênero podem exacerbar a disparidade entre a realidade vivida por uma criança e adolescente e suas percepções ou aspirações para o futuro. Outros determinantes importantes para a saúde mental dos adolescentes são a qualidade de vida em casa e suas relações com seus pares. Violência (incluindo pais severos e bullying) e problemas socioeconômicos não são reconhecidos riscos à saúde mental. Crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis à violência sexual, que tem uma associação clara com a saúde mental prejudicada. V - Alguns adolescentes estão em maior risco de problemas de saúde mental devido às suas condições de vida, estigma, discriminação ou exclusão, além de falta de acesso a serviços e apoio de qualidade. ESTÃO CORRETAS: A) I, II e III B) II, IV e V C) III, IV e V D) I, II, V E) I, II,
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    Intervenções para promovera saúde mental das crianças e dos adolescentes visam fortalecer os fatores de proteção e melhorar as alternativas aos comportamentos de risco. A promoção da saúde mental e do bem-estar ajuda esse grupo a construir resiliência para que possam lidar bem com situações difíceis ou adversidades. Programas de promoção da saúde mental para todos os adolescentes e programas de prevenção em risco dessas condições exigem uma abordagem multinível com plataformas de distribuição variadas, por exemplo: mídias digitais, ambientes de saúde ou assistência social, escolas ou comunidade. QUESTÕES: Saúde Mental das Crianças e Adolescentes
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    São exemplos deatividades de promoção e prevenção na Saúde Mental das Crianças e dos Adolescentes: 1) Intervenções psicológicas individuais online, em grupo ou autoguiadas e intervenções focadas na família, como treinamento de habilidades do cuidador, incluindo intervenções que abordam as necessidades dos cuidadores; 2) Intervenções nas escolas, como: mudanças organizacionais para um ambiente psicológico seguro e positivo; ensino sobre saúde mental e habilidades para a vida; treinamento de pessoal para a detecção e manejo básico do risco de suicídio; e programas escolares de prevenção para adolescentes vulneráveis a condições de saúde mental; 3) Programas de prevenção dirigidos a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, como aqueles afetados por ambientes humanitários frágeis e grupos minoritários ou discriminados; programas para prevenir e administrar os efeitos da violência sexual em adolescentes; programas multissetoriais de prevenção ao suicídio; 4) Intervenções multiníveis para prevenir o abuso de álcool e substâncias; educação sexual integral para ajudar a prevenir comportamentos sexuais de risco; e programas de prevenção à saúde. ESTÃO CORRETAS: A) 1, 2, 3 B) 1, 3, 4 C) 2, 3, 4 D) 1, 2, 4 E) 1, 2, 3, 4
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    São exemplos deatividades de promoção e prevenção na Saúde Mental das Crianças e dos Adolescentes: 1) Intervenções psicológicas individuais online, em grupo ou autoguiadas e intervenções focadas na família, como treinamento de habilidades do cuidador, incluindo intervenções que abordam as necessidades dos cuidadores; VERDADEIRA 2) Intervenções nas escolas, como: mudanças organizacionais para um ambiente psicológico seguro e positivo; ensino sobre saúde mental e habilidades para a vida; treinamento de pessoal para a detecção e manejo básico do risco de suicídio; e programas escolares de prevenção para adolescentes vulneráveis a condições de saúde mental; VERDADEIRA 3) Programas de prevenção dirigidos a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, como aqueles afetados por ambientes humanitários frágeis e grupos minoritários ou discriminados; programas para prevenir e administrar os efeitos da violência sexual em adolescentes; programas multissetoriais de prevenção ao suicídio; VERDADEIRA 4) Intervenções multiníveis para prevenir o abuso de álcool e substâncias; educação sexual integral para ajudar a prevenir comportamentos sexuais de risco; e programas de prevenção à saúde. VERDADEIRA ESTÃO CORRETAS: A) 1, 2, 3 B) 1, 3, 4 C) 2, 3, 4 D) 1, 2, 4 E) 1, 2, 3, 4
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    REFERÊNCIAS ● THIENGO, DaiannaLima; CAVALCANTE, Maria Tavares; LOVISI, Giovanni Marcos. Prevalência de transtornos mentais entre crianças e adolescentes e fatores associados: uma revisão sistemática. Rio de Janeiro. 20 mai 2014. ● Royal College of Nursing (2016) Children and Young People’s Mental Health – Every Nurse’s Business. RCN Guidance for Nursing Staff. London: RCN. ● CARMO, D. R. P. et al. Adolescente que cumpre medida sócio educativa:modos de ser no cotidiano e possibilidades para enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v.32. n.3, , set. 2011. ● DUTRA,V. F. D. O processo de desinstitucionalização psiquiátrica: subsídios para o cuidado integra. Rev. Enferm. UERJ, Rio de Janeiro, ano 19, n.3, p.386-91, jul/set/2011.
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    REFERÊNCIAS ● OPAS. OrganizaçãoPan Americana da Saúde. Saúde mental do adolescente. Disponivel em:. https://www.paho.org/pt/topicos/saude-mental-dos- adolescentes. Acesso em 03 outubro de 2021. ● MONICA. Hopital Santa Monica. Saúde Mental da Criança: 8 pontos que merecem atenção. Publicado em 29 de setembro de 2018 por Hospital Santa Mônica. Disponível em: https://hospitalsantamonica.com.br/saude-mental-da-crianca-8- pontos-que-merecem-atencao/. Acesso em 03 de outubro de 2021. ● SILVA, A. G.; BUENO, J. R. O fim da vida. Revista Debates Psiquiatria Hoje, ano 2, n.5, 2010.

Notas do Editor

  • #1 1. Table of contents 2. Introduction 3. Identifying information 4. Patient medical history 5. Review of systems 6. Physical examination 7. Big picture 8. Findings 9. Discussion 10. Discussion summary 11. Comparison 12. Diagnosis 13. Treatment 14. Patient monitoring 15. Contraindications and indications 16. Post-prevention 17. Case timeline 18. Conclusions 19. References 20. Our team