Centro Cultural Missionário
        organismo da CNBB




    RelatóRio
de atividades 2010
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                  3



            CeNtRo CultuRal MissioNáRio
                         oRgaNisMo da CNBB




RelatóRio de atividades 2010
O Centro Cultural Missionário (CCM) é um organismo vinculado à
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e tem por finalidade:
   * oferecer um percurso de iniciação à missão no Brasil para
     missionárias e missionários que chegam do exterior;
   * promover cursos de formação missionária para brasileiras e
     brasileiros enviados a outra região ou além-fronteiras;
   * fomentar o surgimento, a formação e a capacitação de animadores
     missionários na Igreja no Brasil;
   * realizar eventos de estudo e aprofundamento sobre teologia,
     espiritualidade e prática de missão.


As atividades realizadas em 2010 envolveram os três departamentos que
constituem o CCM:
   * CeNFi (Centro de Formação intercultural), que se dedica à
     formação cultural e eclesial dos missionários estrangeiros.
   * CaeM (Centro de animação e estudos Missionários), que
     proporciona cursos de formação a missionários enviados a outros
     países, ou que atuam em regiões e projetos missionários no Brasil.
   * sCai (serviço de Colaboração apostólica internacional), que oferece
     assistência jurídica e orientação aos missionários em relação ao visto
     de entrada e à permanência legal no Brasil e em outros países.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                        5




                                      suMáRio

I. ASSEMBLÉIA GERAL DO CCM, REUNIÕES DE DIRETORIA E DOS CONSELHOS                       7
     1. Assembléia Geral Ordinária do Centro Cultural Missionário                       7
     2. Conselho Fiscal do Centro Cultural Missionário                                  7

II. CENFI – CENTRO DE FORMAÇÃO INTERCULTURAL                                            9
      1. Curso do CENFI 103º                                                            9
      2. Curso do CENFI 104º                                                           10
      3. Programa do Curso do CENFI                                                    11
      4. Sintese das avaliações (CENFI 103 e 104)                                      19

III. CAEM – CENTRO DE ESTUDOS E ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA                                   21
      1. Curso de Formação Missionária – Enfoque para Amazônia                         21
      2. Curso de Formação Missionária para Coordenadores de COMIDIs                   27
      3. Congresso Missionário Nacional de Seminaristas                                31
      4. Curso de Formação Missionária para Presbíteros                                41
      5. Curso Ad Gentes                                                               45
      6. Semana Brasileira sobre a Missão Continental                                  51

IV. SCAI – SERVIÇO DE COLABORAÇÃO APOSTóLICA INTERNACIONAL                             57
     1. Considerações iniciais                                                         57
     2. Dados e resultados                                                             58
     3. Missionários brasileiros designados a missões no exterior                      60
     4. Atividades permanentes desenvolvidas pelo SCAI                                 61
     5. Processos de vistos de entrada no Brasil de missionários nos últimos 10 anos   62
     6. Considerações finais                                                           63

V. CCM – OUTRAS ATIVIDADES E INICIATIVAS EM 2010                                       65
     1. Participação de eventos e atividade por parte da Direção                       65
     2. Atividades e iniciativas no campo econômico                                    66
     3. Iniciativas para a estrutura do CCM                                            68
     4. Serviços de acolhimento e hospedagem                                           69
     5. Comemoração do 50 anos do CENFI                                                69
     4. Curso e Iniciativas de Outras Entidades na Sede do CCM                         70

VI. PLANO DE ATIVIDADES PARA 2011                                                      73

VII. AGRADECIMENTOS                                                                    75
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                               7




i. asseMBlÉia geRal do CCM
   ReuNiÕes de diRetoRia e dos CoNselHos
1. asseMBlÉia geRal oRdiNáRia do CeNtRo CultuRal MissioNáRio




     Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp                         Ir. Márian Ambrósio, IDP         Pe. Daniel Lagni
         Diretor Presidente do CCM                             Diretora Secretária do CCM   Diretor Tesoureiro do CCM

Em 24 de fevereiro, às 19h45, reuniram-se os membros Diretores e executivos do CCM. Estavam presentes: Dom
Sérgio Eduardo Castriani, Bispo de Tefé, AM, e Diretor Presidente do CCM; Irmã Marian Ambrósio, Diretora Secretária
e Presidente da CRB Nacional; Pe. Daniel Lagni, Diretor Tesoureiro e Diretor da POMs; Pe. José Altevir da Silva, se-
gundo suplente e Assessor da Comissão para a Ação Missionária da CNBB; Osmar Favretto, administrador do CCM;
Sra. Helena Paludo, representante do CNIS; Eden Magalhães, secretário nacional do CIMI; Irmã Rosita Milesi, pri-
meira suplente e coordenadora do SCAI; Aparecida Severo da Silva, coordenadora dos Cursos do CCM; Pe. Estevão
Raschietti, secretário executivo do CCM. Pauta: 1) apreciar relatório de atividades realizadas em 2009; 2) deliberar
sobre o balanço do ano 2009 e sobre o orçamento para 2010; 3) outros assuntos.




Direção Executiva do CCM: Pe. Estêvão, Cida, Osmar, Ir. Rosita e Pe. Altevir


2. CoNselHo FisCal do CeNtRo CultuRal MissioNáRio
Aos onze dias do mês de janeiro de dois mil e dez, na sede do Centro Cultural Missionário, reuniu-se o Conselho
Fiscal do Centro Cultural Missionário – CCM, tendo na pauta o seguinte assunto: apreciação do balanço do
exercício 2009 e da proposta orçamentária para 2010.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                            9




ii. CeNFi – CeNtRo de FoRMaÇÃo iNteRCultuRal
O Cenfi é uma iniciativa que a Igreja no Brasil promove há cinqüenta anos, tendo começado em 1960 em Aná-
polis, GO, por obra dos Franciscanos Menores e de Mons. Ivan Illich. Pelos cursos do Cenfi já passaram cerca de
4.000 missionárias e missionários estrangeiros que atuam no Brasil.


1. CuRso do CeNFi 103º
O Centro Cultural Missionário (CCM) realizou o 103º Cenfi, no período de 2 de fevereiro a 30 de abril. Participaram
25 missionários vindos de 17 países: México, República Democrática do Congo, Congo, Haiti, Costa Rica, Alemanha,
Sudão, Estados Unidos, Índia, Malawi, Coréia do Sul, Filipinas, Colômbia, Indonésia, Itália, Polônia e Camarões.




Nº    Nome de Origem                       Congregação/Entidade                   Id. Religiosa   País Origem          Estado
1     Alijandro Álvarez Velázquez          Missionários de Guadalupe A. R.        Diácono         México                  AM
2     Alma Elena Zamarrón Aguilera         Missionárias de Maria Xaverianas       Religiosa       México                  PR
3     Aurélio Judicaél Ngouambéké          Congregação do Espirito Santo          Padre           Rep. do Congo           AC
4     Bienvenu Mbota Nzinga                Missionários do Verbo Divino           Padre           Rep. Dem. do Congo      MG
5     Bismarck Dumarsais                   Imaculado Coração de Maria CICM        Seminarista     Haiti                   RJ
6     Georg Pettinger                      Diocesano                              Padre           Alemanha                BA
7     Héctor Elías Betancur Betancur       Instituto Missões Consolata            Padre           Colômbia                SP
8     Jacques Ay Mve                       Missionários Espiritanos               Padre           Camarões                AM
9     Jervas Mawut Mayik Nyok              Missionários Combonianos               Padre           Sudão                   SP
10    John Patrick Gallagher               Redentoristas                          Padre           EUA                     SP
11    Josep Thekkel Mathew                 Diocese de Jataí                       Padre           Índia                   GO
12    Justin Muchapa Tunguli               Missionários Xaverianos                Padre           Rep. D. do Congo        SP
13    Kasitomu James Milward               Missionários Combonianos               Padre           Malawi                  PB
14    Kyoung Ho Han                        Instituto Missões Consolata            Padre           Coréia do Sul           SP
15    Marie Jeanne Kavugho Nziwa           Irmãs Oblatas da Assunção              Religiosa       Congo                   SP
16    Marnecio Coralde Cuarteros           Missionários Combonianos               Padre           Filipinas               SP
17    Mateo Amaris Barrios                 Missionários do Verbo Divino           Seminarista     Colômbia                PA
18    Michael Lee Tedrick                  Igreja Episcopal Anglicana do Brasil   Leigo           USA                     PR
19    Minarma Roida Sinaga (Vitricia)      Irmãs Franciscanas de Reute-Coroatá    Religiosa       Indonésia               MA
20    Patrizia Poloni                      Missionarias de Maria Xaveriana        Religiosa       Itália                  PA
21    Pulickal Chacko Joseph               Diocese de Jataí                       Padre           Índia                   GO
22    Roosevelt François                   Imaculdado Coração de Maria CICM       Seminarista     Haiti                   RJ
23    Tomasz Gwiada                        Missionários do Verbo Divino           Padre           Polônia                 PA
24    Tomy Josep Cheruplavil               Missionários do Verbo Divino           Padre           Índia                   MG
25    Zaira Lidieth Naranjo Naranjo        Bom Pastor                             Religiosa       Costa Rica              SP
10                                      Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



2. CuRso do CeNFi 104º
O Curso do CENFI 104º, para iniciação das missionárias e missionários que vem do exterior à missão no Brasil,
foi realizado no período de 20 de setembro a 17 de dezembro de 2010. Participaram 20 missionários de 13
países: Indonésia, Timor Leste, Coréia, Quênia, Eritréia, Congo, Haiti, Argentina, México, Honduras, Colômbia,
França e Alemanha. Esse curso teve a duração de 90 dias e termina no dia 17 de dezembro.




Nº    Nome de Origem                        Congregação/Entidade                    Id. Religiosa   País Origem   Estado
 1    Antoine Marie F. Roland de Brye       Irmãos Missionários do Campo            Religioso       França        Pará
 2    Antony Muchoki Murigi                 Missões Consolata                       Religioso       Kenya         São Paulo
 3    Dina Habtemichel Belewe                                                       Leiga           Etiópia       Brasília
 4    Geordany Pierre                       Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago   Seminarista     Haiti         Paraná
 5    Hwang Hi Lee                          Beneditinas                             Religiosa       Coreia        Pará
 6    Jacques Andre Tivoli                  Irmãos Missionários do Campo            Padre           França        Maranhão
 7    Joo Hee Kang                          Beneditinas                             Religiosa       Coreia        Pará
 8    Lucía Cecilia Galichio                Missionárias Claretianas                Religiosa       Argentina     Paraná
 9    Lucien Céralien                       Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago   Seminarista     Haiti         Paraná
 10   Manuel Islas Rodrigues                Missionários de Guadalupe               Padre           México        Amazonas
 11   Maria Ester Vallecillo                Sociedade das Missões Estrangeiras      Leiga           Honduras      Amazonas
 12   Neyla Sofia Guiza Peneda              Dominicanas de Sta Catarina de Sena     Religiosa       Colombia      Bahia
 13   Pascal Atumissi Bekububo              Xaverianos                              Seminarista     Kongo         Pará
 14   Petra Kappius                         Franciscanas de Reute-Coroatá           Religiosa       Alemanha      Maranhão
 15   Rosalia Mª Helena da Conceição        Missionárias Servas do Espirito Santo   Religiosa       Indonésia     São Paulo
 16   Theresia Asia Lori Mbupu              Irmãs Ursulinas                         Religiosa       Indonésia     Rio de J.
 17   Tseghe Tclemicael Tessema             Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto      Religiosa       Eritreia      Maranhão
 18   Veniel Julien                         Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago   Seminarista     Haiti         Paraná
 19   Wilfridus Ribun                       Missionários do Verbo Divino            Padre           Indonésia     São Paulo
 20   Yongeun Moon                          Beneditinas                             Religiosa       Coreia        Pará
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                               11



3. PRogRaMa do CuRso do CeNFi
O Curso do Cenfi (Centro de Formação Intercultural) é um momento privilegiado na preparação das missionárias
e dos missionários à missão no Brasil. Propomos neste período: 1) uma aprendizagem sistemática da língua
portuguesa; 2) um estágio em casas de famílias; 3) uma introdução sobre a sociedade e Igreja no Brasil. Esse
Curso torna-se também uma oportunidade de valoroso intercâmbio entre os próprios participantes, vindo de
diferentes países, culturas e igrejas.
Esta iniciação à missão no Brasil é um tempo especial. Como nos diz, com muita sabedoria, o Livro do Eclesias-
tes, para nos ajudar a discernir os momentos da vida na sua devida dimensão: “Debaixo do céu há momento
para tudo e tempo para cada coisa – tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para
arrancar a planta ... tempo para guardar e tempo para jogar fora. Tempo para rasgar e tempo para costurar.
Tempo para calar e tempo para falar...” (Ecl 3,1-8).
Podemos discernir neste tempo em que nos cabe viver no Centro Cultural Missionário: tempo para aprender a
língua portuguesa e para aprender costumes e aspirações do povo. Tempo para nos despojar de nossa cultura
sem arrancá-la. Tempo para revisar nossos critérios pastorais para melhor nos colocar diante dos novos apelos.
Tempo para uma verdadeira encarnação, embora carregando os valores da nossa própria cultura como bagagem
que nos acompanha sempre. Tempo para valorizar as diversas culturas das companheiras e dos companheiros
do curso. Tempo para aprendermos novamente o que Deus pede de nós como parte de um novo povo, sobretudo
diante dos pobres que os Padres da Igreja Primitiva os apresentam como nossos mestres.




a) eNsiNo sisteMátiCo da lÍNgua PoRtuguesa

oBJetivo geRal
Fornecer ao aluno a possibilidade de estudar e aprender a língua portuguesa brasileira em todos os seus aspec-
tos – gramatical, contextual, comunicativo – para que ele possa desenvolver a sua atividade no País.

Metodologia
    • O curso adota a metodologia comunicativa-estruturalista que consiste no ensino da língua por meio
      de exercícios estruturais, textos, filmes, documentários, conversação em sala de aula, atividades extra
      (exercícios complementares e aulas de campo), além de oferecer material específico para assimilação
      dos sons da língua.
    • O curso também oferece espaço físico adequado para a aprendizagem da língua, espaços agradáveis e
      amplos: sala de conferências, salas de reuniões, salas de aulas, salas de estar com TV a cabo, biblio-
      teca e uma área externa de 4000 m2. Todos os ambientes da casa têm conexão com internet sem fio.
      Temos a disposição seis computadores comunitários.
12                              Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



     • Durante o estudo da língua, o aluno terá contato com a história, a geografia, a sociedade, os costumes,
       a arte, as tradições culturais, a religiosidade popular, a caminhada a Igreja por meio de atividades,
       confraternizações, passeios e eventos.
     • As aulas de língua portuguesa serão ministradas todas as manhãs durante três meses de 8h00 a
       12h00, de segunda a sexta. As tardes serão dedicadas ao estudo pessoal ou em grupo, e a atividades
       propostas pela coordenação ou pelos professores de 14h00 a 17h00.

PRoFessoRes
     • Juliana Queiroz – Graduada desde 2005 pela Universidade de Brasília em Letras Português do Brasil
       como Segunda Língua (licenciatura voltada para o ensino de Português para indígenas, surdos e demais
       pessoas que não possuem a língua portuguesa como língua materna), leciona português no Cenfi desde
       2006, já lecionou na Escola das Nações, em várias embaixadas de Brasília e no ILAL. Também atua como
       professora de francês.
     • Maria do socorro dias (lia) – Formada em Magistério. Cursos regulares e seminário de aperfeiçoamen-
       to e atualização em Língua Portuguesa para estrangeiros. Curso de fonoaudiologia. Noções de idiomas:
       espanhol, italiano, francês. Experiência profissional: 28 anos no ensino de português para estrangeiros
       no CCM e Embaixadas. Revisora de textos.
     • Raquel Cristina P. de sousa – Formada em Letras (Português do Brasil como Segunda Língua) pela
       Universidade de Brasília (UnB) com pós‐graduação em Língua Portuguesa e Linguística (Faculdades
       Integradas da Terra de Brasília – FTB), com especialização em Sociolingüística voltada para o ensino de
       português para estrangeiros. Noções de idioma: inglês e espanhol. Experiência profissional: sete anos
       no ensino de línguas. Revisora de textos.
     • susana M.R. de oliveira – Formada em Letras (Português do Brasil como segunda língua) e em Letras
       (Inglês) pela Universidade de Brasília. Fluência em inglês e espanhol. Experiência profissional de novo
       anos no ensino de línguas. Tradutora e revisora de textos.




        Prof.ª Juliana               Prof.ª Lia                 Prof.ª Raquel              Prof.ª Susana


avaliaÇÃo
A avaliação é realizada durante todo o curso, isto é, o aluno estará sendo sempre avaliado por meio de ativi-
dades sugeridas pelo professor. Estas atividades consistem em dinâmicas em grupo, avaliações individuais
(exercícios) e projetos elaborados pelos alunos. Ao final, o aluno receberá um Atestado de Conclusão do Curso
correspondente a 540 horas/aula.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                      13



MateRial didátiCo
        CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Edi-
        tora Nacional, 2008.
        HOLANDA F., Aurélio Buarque. O dicionário da Língua Portuguesa. Curitiba: Positivo, 2009.
        HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009
        LIMA, Emma Eberlein O.F.; LUNES, Samira A. Falar... ler... escrever... Português. Um curso para estrangei-
        ros. São Paulo: EPU, 2009.
        LIMA, Emma Eberlein O.F.; LUNES, Samira A. Falar... ler... escrever... Português. Um curso para estrangei-
        ros. Livro de exercícios. São Paulo: EPU, 2009.
        RYAN, Maria Aparecida. Conjugação dos verbos em português. São Paulo: Ática, 1995.

CoNteÚdo PRogRaMátiCo
O conteúdo programático aqui corresponde a um cronograma gramatical do curso de português. Esse cronogra-
ma é flexível, sujeito a alterações em relação ao tempo de aprendizagem de cada turma.

i PaRte – antes do estágio                                ii PaRte – depois do estágio
    -   Presente simples (regulares e irregulares)             -   Futuro do Pretérito (regulares e irregulares)
    -   Artigos definidos e indefinidos                        -   Mais-que-perfeito simples
    -   Pronomes demonstrativos                                -   Mais-que-perfeito composto
    -   Pronomes possessivos                                   -   Comparativo e Superlativo
    -   Presente progressivo                                   -   Presente do Subjuntivo
    -   Preposições                                            -   Diminutivo
    -   Locuções Prepositivas                                  -   Imperativo
    -   Singular e Plural                                      -   Imperfeito do Subjuntivo
    -   Pretérito Perfeito (regulares e irregulares)           -   Futuro do Subjuntivo
    -   Pretérito Imperfeito (regulares e irregulares)         -   Orações condicionais
    -   Masculino e Feminino                                   -   Tempos Compostos do Indicativo
    -   Futuro Imediato                                        -   Tempos Compostos do Subjuntivo
    -   Futuro do Presente (regulares e irregulares)           -   Infinitivo pessoal


B) estágio eM Casas de FaMÍlia

oBJetivos
    • Viver a experiência de vida familiar: a dimensão afetiva da vida em família é primordial para o ama-
      durecimento humano, também para o amadurecimento do compromisso missionário. O acolhimento faz
      parte integrante da vida do nosso povo. Ouvir o povo, nos relacionar com simplicidade, discernir o tipo
      de relacionamento entre as pessoas, é uma experiência significativa na pedagogia da encarnação.
    • Conhecer as expressões culturais do povo: a alimentação, a maneira de conversar, de se relacionar com
      os vizinhos, as prioridades ou valores quotidianos, o papel da televisão ou de outros meios de comunica-
      ção, a visão do mundo para além da casa ou do bairro, o espírito associativo no bairro ou na paróquia,
      o sentido do trabalho, a visão de Deus ou do religioso na vida ordinária.
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     • Aperfeiçoar o domínio da língua portuguesa: no contato com o povo, sem auxílio de mediações pedagógi-
       cas e instrumentos didáticos, as missionárias e os missionários têm a possibilidade de uma comunica-
       ção direta, colocando em prática o aprendizado das aulas e do estudo, e conhecendo a maneira popular
       de falar português, com seus sotaques, gírias (linguagem informal e metafórica), expressões regionais.
       Depois do estágio, as aulas retomarão o ensino de português enriquecidas de questões e vivências.

Metodologia
     • Cada missionário será hóspede de uma família de classe popular durante uma semana. Ele participará
       do cotidiano dessa família.
     • As famílias serão escolhidas p elos coordenadores do Curso e, normalmente, fazem parte de paróquias
       das cidades-satélite de Brasília, DF. As paróquias estarão engajadas neste estágio dos missionários e
       se articularão com alguns eventos junto às famílias que os hospedam.
     • Antes do estágio será realizada uma visita a cada família por parte dos coordenadores do Curso junto
       com o pároco. As famílias receberão orientações de como acolher os missionários. Haverá também um
       encontro preliminar entre as famílias e os missionários na paróquia do bairro.
     • Depois do estágio haverá um momento de avaliação junto aos coordenadores e aos professores do curso.
       Será realizada uma celebração de agradecimento no CCM junto a todas as famílias que hospedaram os
       missionários.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                15



C) iNtRoduÇÃo À soCiedade e À igReJa No BRasil

oBJetivo
Iniciar as missionárias e os missionários estrangeiros à inserção na sociedade e na cultura brasileira por meio
de exposições e debates sobre de elementos históricos e antropológicos do Brasil, diversidade cultural e suas
expressões, questões sociais, tradições e fenômenos religiosos, caminhada da Igreja no Brasil e sua atuação
evangelizadora.




Metodologia
    • O conteúdo programático será ministrado em três blocos: 1) a formação da sociedade brasileira; 2) a
      questão religiosa no Brasil; 3) a ação evangelizadora da Igreja Católica no Brasil hoje. Cada bloco se
      estenderá por duas semanas a partir da segunda metade do curso, ocupando duas tardes em cada
      semana.
    • Cada tema será exposto e conduzido por um assessor especialista durante uma tarde em duas sessões:
      de 14h00 as 15h30; de 16h00 as 17h00.
    • A exposição se dará por conceitos gerais de caráter sintético, para facilitar a contextualização das mis-
      sionárias e dos missionários estrangeiros na realidade brasileira.
    • Faz-se oportuno a utilização de algum expediente didático para facilitar a compreensão e a assimilação
      dos assuntos tratados.
    • Cada assessor apresentará uma pequena apostila de 4 – 5 páginas, de própria autoria ou de autoria
      de outros, sobre o tema que irá expor, para facilitar a compreensão das missionárias e dos missionários
      que mais tem dificuldade com a língua portuguesa.
    • Cada assessor apresentará uma bibliografia básica de autores, livros, artigos, meios audiovisuais e ele-
      trônicos sobre o assunto apresentado, para facilitar o aprofundamento individual ou em grupo durante
      o curso.
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CoNteÚdo PRogRaMátiCo
     1º BLOCO: A FORMAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA
     • História do Brasil – i Parte: da primeira colonização até o estado Novo. Colonização e ocupação do
       espaço brasileiro; o Ciclo da Cana (sec. XVI-XVIII); o Sistema Colonial: escravidão, latifúndio e mono-
       cultura; o Ciclo do Ouro (1750-1790); o Ciclo do Café (1800-1930); razões da Independência Brasileira;
       o Ciclo da Borracha (1866-1913); os coronéis e a política brasileira da República Velha (1889-1930);
       economia e Sociedade: os anos Vargas (1930-1945).
     • enfoque sobre a questão cultural. a miscigenação e o mito das três raças o índio, o branco e o negro.
     • História do Brasil – ii Parte: o Brasil contemporâneo. Industrialização, desenvolvimentismo e po-
       pulismo (1945-1964); O ciclo dos governos militares (1964-1985); Anistia, abertura e Nova República
       (1985-1992).
     • enfoque sobre a questão sócio-ambiental: desigualdade socioeconômica, exclusão social, devas-
       tação da natureza e ação da cidadania no Brasil hoje. A concentração fundiária, o agronegócio e as
       lutas populares; a concentração urbana e o impacto na vida das pessoas; a concentração financeira e
       o mercado global, formal, informal, ilegal.




     2º BLOCO: A QUESTÃO RELIGIOSA NO BRASIL
     • História da igreja no Brasil – i Parte. da primeira evangelização até as vésperas do vaticano ii.
       Evangelização dos indígenas, dos negros e formação do catolicismo popular. Evangelização no regime
       de Padroado; as missões jesuíticas e de outras ordens religiosas; as relações Igreja Estado (colônia,
       império, república); formação do catolicismo popular; romanização e Estruturação da Igreja.
     • enfoque sobre o catolicismo popular. Espaços sagrados e tempos sagrados, festas, devoções, romarias.
     • as religiões dos povos afro e indígenas no Brasil e a questão do diálogo interreligioso. Candomblé;
       Umbanda; Espiritismo; Pajelança indígena.
     • Protestantismo, pentecostalismo e questão ecumênica no Brasil.

     3º BLOCO: A AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA CATÓLICA NO BRASIL HOJE
     • História da igreja no Brasil – ii Parte. a caminhada da igreja no Brasil do vaticano ii até aparecida.
       Sementes de renovação: o papel da Ação Católica; Medellín e a opção pelos pobres; a Teologia da Liber-
       tação; Puebla e as Comunidades Eclesiais de Base; a crise dos anos noventa; Santo Domingo e a opção
       pelos outros (o Evangelho nas culturas); as perspectivas inovadoras da Conferência de Aparecida.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                   17



    • enfoque sobre as opções fundamentais pelos pobres e pelos outros. Visita à Conferência dos Religio-
      sos do Brasil (CRB) e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
    • Configuração da igreja no Brasil hoje: articulações e mediações, desafios e diretrizes. Instituições
      e articulações; Pastorais; Movimentos; Organismos; Diretrizes da Ação Evangelizadora. Visita à Confe-
      rência Nacional dos Bispos do Brasil.
    • enfoque sobre a questão missionária ad gentes: a dimensão universal da missão e o desafio da ani-
      mação missionária.Visita às Pontifícias Obras Missionárias.


BiBliogRaFia de aPoio
       BEOZZO, José Oscar. A Igreja do Brasil. De João XXIII a João Paulo II de Medellín a Santo Domingo. Petró-
       polis: Vozes, 1996.
       BINA, Gabriel Gonzaga. O atabaque na Igreja. A caminho da inculturação litúrgica em meios afro-brasi-
       leiros. Mogi das Cruzes: Editora e Gráfica Brasil, 2002.
       BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. Cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010.
       BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
       CALLIGARIS, Contardo. Hello Brasil. Notas de um psicanalista europeu viajando ao Brasil. São Paulo:
       Escuta, 2000.
       CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no
       Brasil 2008 – 2010. Brasília: CNBB, 2008.
       CONSELHO EPISCOPAL LATINO AMERICANO. Documento de Aparecida. Texto conclusivo da V Conferência
       Geral do Episcopado Latino‐Americano e do Caribe. Brasília: CNBB, 2007.
       DAMATTA, Roberto. O que faz o Brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986.
       FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.
       FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2010.
       FERNANDES, Sílvia Regina Alves. Novas formas de crer. Católicos, evangélicos e semireligião nas cida-
       des. São Paulo: CERIS, 2008.
       GASPAR, Eneida Duarte. Guia de religiões populares do Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2002.
       HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
       HOORNAERT, Eduardo. O Cristianismo Moreno do Brasil. Petrópolis, Vozes, 1991
       INSTITUTO NACIONAL DE PASTORAL (org.). Presença pública da Igreja no Brasil (1952 – 2002). Jubileu
       de ouro da CNBB. São Paulo: Paulinas, 2003.
       JACOB, Cesar Romero [et al.]. Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil. São Paulo: Loyo-
       la, 2003.
       MARIAE, Servus. Para entender a Igreja no Brasil: a caminhada que culminou no Vaticano II. Petrópolis:
       Vozes, 1994.
       MATOS, Henrique Cristiano José. Nossa história: 500 anos da presença da Igreja Católica no Brasil. São
       Paulo: Paulinas, 2003.
18                               Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



        PALEARI, Giorgio. Religiões do povo. Um estudo sobre a inculturação. São Paulo: Ave Maria, 1990.
        PREZIA, Benedito (org). Caminhando na Luta e na Esperança. Retrospectiva dos últimos 60 anos da
        Pastoral Indigenista e dos 30 anos do CIMI. São Paulo: Loyola, 2003.
        RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
        TEIXEIRA, Faustino. Os encontros intereclesiais de CEBs no Brasil. São Paulo: Paulinas, 1996.
        TURRA, Cleusa; VENTURI, Gustavo (orgs). Racismo cordial. A mais completa análisesobre o preconceito
        de cor no Brasil. São Paulo: Ática, 1995.




d) PaRtiCiPaÇÃo e vida eM CoMuM
O Curso do Cenfi conta com a participação de diversas pessoas de diferentes países que partilham a vida durante
90 dias. Os tempos para uma primeira inserção, o choque cultural, o desprendimento do mundo de origem, a acul-
turação e a adaptação num novo ambiente variam muito de pessoa a pessoa. Por isso, é preciso respeitar os ritmos
de cada um e de cada uma, dar tempo e espaço para que as pessoas vivam essa passagem de maneira serena, sem
excessivas cobranças, sendo acompanhadas pelos coordenadores do curso no que for possível e oportuno.
Ao mesmo tempo, essas pessoas estão aqui juntas na mesma caminhada de iniciação à missão no Brasil. As rela-
ções que vão tecer ajudam e fortalecem o percurso de cada um e de cada uma. Diríamos até que essas relações são
indispensáveis. Se forem simpáticas e construtivas, tornam‐se um recurso extraordinário na superação de algumas
dificuldades de adaptação. Se forem conflitantes ou apáticas, tudo se torna mais complicado para todos.
Assim sendo, cada participante é responsável da caminhada do outro, como um verdadeiro irmão. No curso do
Cenfi tocamos com a mão, numa experiência inédita, que a vida e a missão cristã é essencialmente uma vida
e uma missão em comum. Contudo, vistas as circunstâncias, trata‐se de uma vida em comum sui generis.
Precisamos deixar as diversas pessoas se sentirem à vontade, mas elas também precisam perceber que estão
vivendo juntas. É oportuno, portanto, evitar os excessos do individualismo e do comunitarismo. O clima da casa
há de ser de liberdade e, ao mesmo tempo, de responsabilidade.
Por esses motivos, recomendamos vivamente pontualidade, presença e participação às aulas, respeito às regras
da casa e às pessoas responsáveis pelo curso, envolvimento nas atividades comunitárias como avaliações,
celebrações, serviços, passeios e confraternizações. Os cursistas disporão de muitos momentos pessoais para
estudo, oração, repouso e lazer, etc., normalmente à tarde, à noite e nos finais de semana.
De acordo com as situações e as sugestões dos próprios participantes, poderão ser propostos retiros, celebrações
da penitência, reza do Terço, vigílias, momentos de oração e avaliação.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                 19



4. sÍNtese das avaliaÇÕes (CeNFi 103 e 104)
  SEUS OBJETIVOS, QUANTO AO ESTUDO DA LíNGUA, FORAM ALCANÇADOS? EM QUE ASPECTOS?
  • Sim. Eu sabia das dificuldades para aprender a língua em três meses, mas posso dizer que estou satis-
    feita, o CENFI me ajudou muito e sei que o restante vou aprender com a convivência ouvindo e falando.
  • Em geral sim. Foi muito bom o material, a dedicação, mas foi difícil encontrar os computadores livres
    para trabalhar, são poucos, para muitas pessoas.
  • Posso dizer que alcancei pouco, mas já tenho o básico da língua. Muito obrigada às professoras e aos
    coordenadores.
  • Quando eu cheguei aqui no CCM para aprender a língua brasileira, e a cultura, eu já tinha certeza que
    isso iria se cumprir, portanto estou satisfeita.
  • Sim, conseguir aprender o básico da língua para me comunicar com os outros, e ganhei confiança também.
  • Eu estou contente porque eu posso falar, escutar, escrever e compartilhar com outra pessoa sem me
    sentir tímido. Sinto que aprendi a gramática correta, por isso estou muito confiante.
  • Eu senti muita dificuldade em aprender a língua, mas mesmo assim estou feliz, e sei que vou aprender
    mais futuramente.
  • Eu gostei muito, as aulas foram muito boas, e as professoras também.
  • A maioria dos meus objetivos foram alcançados, e eu ganhei mais confiança para falar e entender a
    gramática. Para mim, as aulas com a professora Raquel, foi muito benéfica, gostei do estilo de ensina-
    mento dela. Quero ressaltar que o ambiente da sala de aula dela, é muito agradável.
  • Sim, meus objetivos foram alcançados em: aprendizagem da gramática, na pronúncia das palavras, no
    entendimento da leitura. Nas famílias aprendi muitas coisas sobre a língua e a cultura.
  • Parcialmente foram alcançados. Eu alcancei um nível de comunicação regular.
  • Para mim, foi satisfatório, embora não tenha aprendido tudo, mas o básico da língua.
  • Eu estou muito satisfeito, para mim, foi de muita utilidade, aprendi os verbos, a leitura, a escrita, a
    pronúncia, a conjugação etc.
  • Sim, os meus objetivos foram alcançados, pois aprendi o básico para me defender no trabalho, na rua e
    com o povo. Posso dizer que 90% de tudo que aprendi, posso usar

  QUAIS FORAM OS PONTOS DE MAIOR ENRIQUECIMENTO PARA O MEU CONHECIMENTO. POR QUE?
  •   A questão sobre a Formação do Brasil foi muito importante.
  •   As últimas palestras sobre a igreja no Brasil foram ótimas, parabéns.
  •   As diferentes raízes do povo brasileiro, africano, indígena e europeu.
  •   A pluralidade de culturas que existem no interior do povo brasileiro
  •   Eu acho o conhecimento da diversidade cultural e religiosa um dos maiores desafios do Brasil.
  •   Eu gostei de todas as palestras, mas acho que deveria falar mais, sobre a política, os problemas sócias,
      os documentos da igreja católica, e sobre o testemunho de missionários.
  •   As palestras me enriqueceram muito, porque agora eu tenho uma idéia sobre a vida do povo brasileiro,e
      sobre a prática da religião.
  •   Para mim, foram muito úteis as palestras, porque me ajudaram conhecer sobre o povo, a igreja e a missão.
  •   Porque conheci vários aspectos da cultura, e da igreja brasileira.
  •   Para mim, as palestras foram importante porque me deu forças para seguir adiante com minha missão.
  •   Eu gostei muito, porque os palestrantes foram claro em suas explicações sobre seus temas, isso é ne-
      cessário, para que possamos entender.
  •   Eu acho que as informações recebidas foram boas. Senti muito a ausência das mulheres.
  •   Gostei de todas as palestras, mas especialmente sobre os indígenas.
20                                Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



     QUAIS FORAM OS ACONTECIMENTO MAIS SIGNIFICATIVOS PARA VOCê PESSOALMENTE?
     •   Pessoalmente, eu me senti acolhido pelos os responsáveis da casa.
     •   Os passeios organizados me enriqueceram muito, as festas culturais, o estágio na família, e a celebração.
     •   As famílias acolhedoras.
     •   Para mim, foram: o estágio, as religiões populares, as festas e a semana em Goiás.
     •   Eu apreciei mais, os momentos comunitários como oração e eucaristia, isso nos fez caminhar juntos.
     •   O que me marcou sobretudo, foi entender a língua, depois a cultura, a igreja, e como trabalha no Brasil.
     •   Para mim, foi estudar junto com pessoas de outras nacionalidades, conhecer as diferentes culturas, as
         noites culturais, e os jogos de vôlei.
     •   O mais importante para mim, foi a convivência em geral, o passeio na CNBB, CRB e a festas dos continentes.
     •   Para mim, foram as celebrações litúrgicas, e os momentos recreativos com algumas pessoas.
     •   O mais significativo para mim, foi a experiência com a família na Ceilândia.
     •   Pessoalmente, eu gostei de aprender muitas coisas: a relação com outras pessoas de culturas diferentes.
     •   O conhecimento dos costumes, da língua, a carinho, o respeito, a atenção etc.

     COMO AVALIA SUA PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES COMUNITáRIAS E SEU RELACIONAMENTO COM O GRUPO?
     •   Acho que não tive problemas nas atividades do CENFI, fui muito participativo, e gostei muito.
     •   Eu participei em todas as atividades com alegria e entusiasmo especialmente nas festas, esporte e liturgia.
     •   Penso que foi uma boa participação, mesmo tendo muitas cosias juntas para fazermos, mas valeu a pena.
     •   Minha participação foi muita boa em todas as atividades.
     •   Eu tentei participar em todas as atividades, só que as vezes o ritmo era muito acelerado.
     •   Eu gostei de todas as atividades, e fui presente em todas, portanto, acho que foi boa.
     •   Participei nas preparações das festas comunitárias, africanas, das famílias, preparei muitas vezes as
         orações e missas. Ajudei ainda nos cantos da capela.
     •   Algumas vezes não participei por razões de saúde e problemas pessoais.
     •   Eu acredito que minha participação no desenvolvimento das atividades comunitárias foram muito bem,
         principalmente na liturgia, festa, saída e viagem.
     •   Eu comparo meu relacionamento com o grupo, como um caminho para as quatro estações: Primavera,
         Verão, Outono e Inverno, ou seja bem variável.
     •   Meu relacionamento com grupo foi bom, mas as pessoas precisam saber que a gente tem amigos, com-
         panheiros e conhecidos.
     •   Meu relacionamento com o grupo foi bom, embora não tenha convivido com o grupo todo, acho que a
         vida foi tranqüila, ainda que as vezes difícil.
     •   Para mim, foi muito bom, porque fiz novas amizades.

     SUGESTÔES PARA MELHORAR OS PRÓxIMOS CENFIS:
     • Eu pediria que deixassem um pouco mais livre os grupos de liturgia, para eles ficarem mais a vontade.
     • Eu só peço que continue sempre assim, porque está muito bom.
     • Eu sugiro que troque todas as coisas dos quartos, porque estão tudo velho. Peço também que mude um
       pouco o cardápio, porque está muito repetitivo, variar.
     • Acho que seria bom, contratar professores homem, não só mulheres.
     • Acho que deveria ter mais computadores, internet mais rápida, porque é muito lenta. Ter mais objetos
       para o esporte e para ginástica.
     • Tentar comunicar, ou colocar no quadro de aviso as mudanças de horários para evitar confusões.
     • Acho que precisamos de mais oportunidade para partilhar nas reflexões integrando nossa experiência
       aqui no Brasil com nossa fé e espiritualidade, e talvez com um facilitador profissional.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                          21




iii. CaeM – CeNtRo de aNiMaÇÃo e estudos MissioNáRios

1. CuRso de FoRMaÇÃo MissioNáRia – eNFoQue PaRa aMaZÔNia
O Curso de Formação Missionária com enfoque para a Amazônia, que teve como tema “Pescadores de gente para
a vida (Lc 5, 10)”, reuniu 29 pessoas, sendo dois leigos; um diácono permanente; oito padres e 18 religiosas,
vindos das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Leste, Oeste e Sul do Brasil.


a) PaRtiCiPaNtes




 Nº   Nome                                       Congregação / entidade                Id. Religiosa   UF
  1   Ana Luiza Castro                           Nossa Senhora do Calvário             Religiosa       RO
  2   Antônio Carvalho de Moura                  Arquid. do Belém Pará                 Diácono         PA
  3   Carmelina Vitoria Chiapinotto              Irmãs Palotinas                       Religiosa       RS
  4   Célia Ângela de Carvalho                   Domincanas da Anunciata               Religiosa       MG
  5   Diane Tuombe M. Babasima                   Irmãs Dorotéia de Cemmo               Religiosa       SP
  6   Eliezér Lima da Fonseca                    Diocese de S.Grabriel da Cachoeira    Padre           MG
  7   Euza Dantas                                Nossa Senhora do Calvário             Religiosa       RO
  8   Fabiana Manica                             Imaculado Coração de Maria            Religiosa       RS
  9   Fátima Aparecida Bertoli                   Santas Missões Populares              Leiga           PI
 10   Frederico Augusto de Oliveira              Redentoristas                         Padre           DF
 18   Grasiela Mariano Xavier                    Filhas NS. Monte Calvário             Religiosa       DF
 11   Irene Bergamini                            Ursulinas de São Carlos               Religiosa       AM
 12   Ivaldete Rodrigues                         Franciscanas da Ação Pastoral         Religiosa       MT
 13   João Paulo da Silva                        Diocese Sumaré SP                     Padre           SP
 14   Jorge Luis Osório Vigliola                 Diocese Saõ Gabriel da Cachoeira      Padre           AM
 15   Jorge Pereira de Melo                      Diocese de Londrina                   Padre           PR
 16   Leonardo Hellmann                          Sagrado Coração de Jesus Dehonianos   Padre           SC
 17   Maria Aparecida dos Santos                 Filhas NS. Monte Calvário             Religiosa       DF
 19   Maria Soares de Camargo                    Diocese de Campinas                   Leiga           SP
 20   Mauro Batista Pedrineli                    Diocese de Londrina                   Padre           PR
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 Nº   Nome                                       Congregação / entidade                Id. Religiosa      UF
 21   Ana Luiza Castro                           Nossa Senhora do Calvário             Religiosa          RO
 22   Antônio Carvalho de Moura                  Arquid. do Belém Pará                 Diácono            PA
 23   Carmelina Vitoria Chiapinotto              Palotinas                             Religiosa          RS
 24   Célia Ângela de Carvalho                   Domincanas da Anunciata               Religiosa          MG
 25   Diane Tuombe M. Babasima                   Imrãs Dorotéia de Cemmo               Religiosa          SP
 26   Eliezér Lima da Fonseca                    Diocese de S. Gabriel da Cachoeira    Padre              AM
 27   Euza Dantas                                Nossa Senhora do Calvário             Religiosa          RO
 28   Fabiana Manica                             Imaculado Coração de Maria            Religiosa          RS



B) o teMa
A escolha do tema se refere à passagem da pesca milagrosa de Lc 5,1-11. A metáfora da pesca e das redes tem
tudo a ver com a missão e com os povos da Amazônia. As águas para a Bíblia são símbolo da escuridão e das
trevas. Apanhar peixes significa salvar vidas da perdição.
Nesta narração do Evangelho de Lucas, Jesus sobe no barco de Simão e pede para se afastar um pouco da
margem para falar às multidões. Logo depois diz a Simão de “avançar para águas mais profundas” (Lc 5,4) e
de lançar as redes. A pesca realizada na pura fé na Palavra de Jesus é muito bem sucedida. A partir daí, Jesus
convida Pedro e companheiros a participar de sua missão; “de hoje em diante você será pescador de homens”
(Lc 5,10). Só que Lucas modifica a expressão de Marcos (cf. Mc 1,17b), “pescadores de homens”, substituindo-a
com um vocábulo grego que ele retomou da tradução grega do AT, que significa “pegar vivos ou para a vida”
(zogrein, zôos+agrein). Quer dar a entender que Pedro terá a tarefa de “capturar” gente para a vida.
Missão e Vida são os dois eixos fundamentais do Documento de Aparecida. A missão é sempre para comunicar
vida (7.1.4) e a vida plena, por sua vez, gera sempre uma missão de entrega e de dom. A vida nunca é retida para
si, mas é sempre algo que se transforma num dom. “Pescadores de gente para a vida” significa então fazer com
que todos participem da vida plena, a vida divina, a vida verdadeira: a vida que se torna dom.




C) FiNalidade e MotivaÇÃo

O curso teve como finalidade oferecer uma preparação humana, espiritual, intelectual e prática para presbíteros,
religiosos, religiosas, leigos e leigas, que são enviados a regiões tipicamente missionárias como a Amazônia.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                 23




Nesse período procuramos ajudar a aprofundar as motivações pessoais, a própria compreensão da missão, a vi-
são mundial dos desafios missionários, o processo de encontro com as outras culturas, os fundamentos bíblicos
e teológicos da missão e a espiritualidade missionária. Foi um importante momento de reflexão e de estudo antes
de partir para essa experiência tremenda e fascinante de tornar-se hóspedes na casa dos outros. Também para
missionários e missionárias que desejam se aprimorar nas temáticas relacionadas à missão, para amadurecer
uma eventual decisão de elaborar caminhos e projetos junto à própria congregação. Também aconselhamos
essa formação como momento de revigoramento espiritual para religiosos e religiosas, leigos e leigas, que estão
na labuta há anos, e que procuram um momento significativo de atualização e avaliação pessoal sobre alguns
conteúdos e sobre sua própria experiência missionária.
Para umas das coordenadora do curso, irmã Maria Irene, o curso foi importante para nortear os missionários
antes mesmo de eles começarem a missão em terras alheias. “Antes de se hospedar em terras alheias, o mis-
sionário deve conhecer a realidade do lugar e seu contexto. É assim que o curso contribuiu para a formação de
missionários para a Amazônia”, destacou.
A irmã Fabiana Mânica, da cidade gaúcha de Frederico Westphalen, se disse mais motivada na missão que partici-
pará, em Manaus (AM), do que antes do curso. “O curso em si foi um despertar do ser missionário que há dentro de
mim. Isso me motivou mais ainda a querer estar junto das pessoas que encontrarei no Norte do Brasil”.
Já a irmã Irene Bergamini, missionária italiana que atua em Tabatinga (AM) há cinco meses, destacou a impor-
tância desse curso para todo o missionário engajado. “Após a conclusão do curso descobri que vinha trabalhan-
do de maneira errada com os ribeirinhos da região onde atuo. O que é importante, pois como estou pouco tempo
na região e no Brasil, ainda da tempo de mudar o que vinha fazendo, e trabalhar à luz de uma nova perspectiva”,
afirmou a irmã.
Segundo o assessor da Dimensão Missionária da CNBB e Secretário Executivo do Conselho Missionário Nacional
(COMINA), padre José Altevir da Silva, a formação dos missionários para a Amazônia passa pela possibilidade
da formação da sensibilização daquele povo. “Não é apenas chegar lá e achar que vai conseguir mudar tudo. Se
alguém for com esse pensamento, não acontecerá nada. O que deve acontecer é juntar-se ao povo, ser um deles,
assim você conquistará o sentimento amazônico, se tornará um deles de verdade”, destacou.
Durante todo o curso, os participantes estudaram três grandes temas: “A missão hoje: dimensão humana, histó-
rica e teológica”; “Desafios para a missão hoje: o mundo e a Amazônia”; e, “O sujeito da missão hoje: memória,
projeto e seguimento”. O próximo Curso de Formação Missionária com enfoque na Amazônia será de 31 de julho
a 24 de agosto de 2011.
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d) CoNteÚdo do CuRso
Quarta, 9 de junho: abertura e apresentação do programa: o mar, os peixes, as barcas, as redes, a pesca e os
pescadores (Lc 5,10).
                         a MissÃo HoJe: diMeNsÃo HuMaNa, HistóRiCa e teológiCa
                                   “JESUS ESTAVA NA MARGEM DO LAGO”
Quinta, 10 de junho: “A ALEGRIA DE ESTARMOS A SERVIÇO DA VIDA PLENA PARA TODOS” (cf. DA 353). Motivações
interiores para a missão – Ir. Patrizia Licandro, USC, psicóloga, assessora da CRB e missionária na Amazônia.
sexta, 11 de junho: “A VIDA Só SE DESENVOLVE PLENAMENTE NA COMUNHÃO FRATERNA” (DA 359). Perspectivas
de conversão pessoal a partir da aproximação ao outro numa relação construtiva – Ir. Patrizia Licandro, USC,
psicóloga, assessora da CRB e missionária na Amazônia.
sábado, 12 de junho: “A VIDA SE ALCANÇA À MEDIDA QUE É ENTREGUE” (DA 360). O anúncio da Vida para todos
segundo o Evangelho – Pe. José Altevir da Silva, CSSp, assessor da Comissão para a Ação missionária e a Coo-
peração Intereclesial.
domingo, 13 de junho: à tarde, passeio turístico por Brasília (roteiro cívico).

                              “A MULTIDÃO SE APERTAVA PARA OUVIR A PALAVRA”
segunda, 14 de junho: A MISSÃO DE JESUS DOS EVANGELHOS PARA COMUNICAR A VIDA. Traços significativos
da pessoa e do ministério do “Filho do Homem” – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o
Laicato da CNBB, setor CEBs.
terça, 15 de junho: A MISSÃO DA IGREJA AO LONGO DOS SÉCULOS E A VIDA DOS POVOS. Visões, modelos e pa-
radigmas históricos entre encontros, confrontos e desencontros – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão
Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs.
Quarta, 16 de junho: A MISSÃO HOJE PARA QUE NELE TODOS TENHAM VIDA. Mudança de paradigma e “des-
locamentos” fundamentais para uma nova compreensão da missão – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em
missiologia e Secretário Executivo do CCM.




                    desaFios PaRa a MissÃo HoJe: a Realidade MuNdial e a aMaZÔNia
                            “PEDIU QUE SE AFASTASSE UM POUCO DA MARGEM”
Quinta, 17 de junho: A FAMÍLIA HUMANA E A PERSPECTIVA DE UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL. A sociedade mundial
nas encruzilhadas do mercado global – Prof. Ivo Poletto, filósofo, teólogo, cientista social e educador popular.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                 25



sexta, 18 de junho: A FAMÍLIA HUMANA E A VIDA NO PLANETA. A sociedade mundial nas encruzilhadas das
mudanças climáticas e da depredação do meio ambiente – Prof. Ivo Poletto, filósofo, teólogo, cientista social e
educador popular.
sábado, 19 de junho: A FAMÍLIA HUMANA E O MUNDO PLURAL. A sociedade mundial nas encruzilhadas da
pós-modernidade – Prof. Roberto Marinucci, mestre em missiologia e pesquisador do Centro Scalabriniano de
Estudos Migratórios (CSEM).
domingo, 20 de junho: à tarde, encontro com algumas expressões religiosas de Brasília (roteiro religioso).

                                   “AVANCE PARA áGUAS MAIS PROFUNDAS”
segunda, 21 de junho: O EVANGELHO DA VIDA NA AMAZÔNIA EM SEUS POVOS E SEUS VALORES. A sociedade
amazônica pluriétnica, pluricultural e plurirreligiosa – Pe. Ricardo Castro, IMC, doutor em Teologia Dogmática e
professor do Itepes de Manaus, AM.
terça, 22 de junho: O EVANGELHO DA VIDA AMEAÇADA NA AMAZÔNIA: TERRA, ÁGUA, MATA E GENTE. Os desafios
socio-ambientais da realidade amazônica – Pe. Ricardo Castro, IMC, doutor em Teologia Dogmática e professor
do Itepes de Manaus, AM.
Quarta, 23 de junho: O EVANGELHO DA VIDA DA IGREJA NA AMAZÔNIA. A presença profética da Igreja na Ama-
zônia: identidade e desafios – Dom Antônio Possamai, Bispo Emérito de Ji-Paraná, RO, e membro da Comissão
Episcopal para Amazônia da CNBB.




                        o suJeito da MissÃo HoJe: MeMóRia, PRoJeto, seguiMeNto
                           “EM ATENÇÃO À TUA PALAVRA, VOU LANÇAR AS REDES”
Quinta, 24 de junho: A CAMINHADA MISSIONÁRIA DA IGREJA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA. Opção pelos po-
bres, libertação, participação, inculturação nos documentos das conferências episcopais continentais – Ir. Inês
Costalunga, Mdl, doutora e secretária da Pós-graduação em Missiologia do Itesp de São Paulo, SP.
sexta, 25 de junho: UMA IGREJA EM PERMANENTE PROCESSO DE CONVERSÃO MISSIONÁRIA. As provocações
inovadoras da V Conferência de Aparecida – Ir. Inês Costalunga, Mdl, doutora e secretária da Pós-graduação em
Missiologia do Itesp de São Paulo, SP.
sábado, 26 de junho: UMA IGREJA QUE SE PROJETA ALÉM-FRONTEIRAS. Os horizontes da ação evangelizadora
para a Igreja no continente hoje: tarefa e compromissos – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e
Secretário Executivo do CCM.
domingo, 27 de junho: à tarde, passeio no Parque Nacional de Brasília (roteiro ecológico).
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                     “DE HOJE EM DIANTE VOCê SERá PESCADOR DE GENTE PARA A VIDA”
segunda, 28 de junho: “EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA” (Jo 10, 10). A vida
plena como perspectiva do anúncio do Evangelho – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia
União Missionária.
terça, 29 de junho: “ESCOLHA, PORTANTO, A VIDA” (Dt 30,19). Uma missão para comunicar vida (DAp 7.1.4) –
Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária.
Quarta, 30 de junho: avaliação e celebração de envio: “então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo
e seguiram Jesus” (Lc 5,11).


e) sÍNtese das avaliaÇÕes
                                            ruim              regular             bom               ótimo
 Curso como um todo                                                                 8                 19
 Convivência                                                                       11                 15
 Equipes de serviços                                                               15                 11
 Partilha de experiências                                        1                 12                 12
 Conteúdo das palestras                                                             9                 17
 Assessores                                                                        11                 15
 Hospedagem                                                                         2                 24
 Refeição                                                                           2                 25
 Serviços da casa                                                                   4                 23

O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS?
Superou, e muito. O conteúdo programático foi bem elaborado tendo em vista a missão na Amazônia. Os temas
realçaram aspectos teológicos, históricos, geográficos, bíblicos. ótimo! – Sim, foi muito bom, me ajudou a firmar
mais a minha disponibilidade da missão. – Sim, pois eu necessitava de um tempo para refletir, escutar, tomar
decisões e avaliar-me como cristã e como consagrada. – Sim, o curso correspondeu as minhas expectativas mis-
sionárias, porque aprendi a olhar e viver a missão com o olhar do coração. – Foi além das minhas expectativas,
porque eu achava que os participantes era só para quem ia para à Amazônia. As experiências dos que moram lá
ajudaram bastante na compreensão do curso. – Sim, pois quando me escrevi, foi com o a intenção de me atualizar
e potencializar mais na minha vocação missionária. – Sim, me animou, e me deu mais coragem para a minha
caminhada. Os temos foram ótimos nos ajudou a conhecer as realidades do missionário e da missão.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                             27



2. CuRso de FoRMaÇÃo MissioNáRia PaRa CooRdeNadoRes de CoMidis
Aconteceu no Centro Cultural Missionário (CCM), entre os dias 28 de maio e 6 de junho, o Curso de Animação
Missionária para Coordenadores de COMIDIs. O evento reuniu 33 pessoas entre leigos e leigas, religiosos e reli-
giosas, diáconos e presbíteros de todas as regiões do Brasil.


a) PaRtiCiPaNtes




 Número   Nome                                         Id Religiosa      COMIDI                           UF
    1     Ana Cristina Batista da Motta                Leiga             Diocese de Niterói               RJ
    2     Ana Maria Ferreira de Barros                 Leiga             Diocese de São Miguel Paulista   SP
    3     Antonia Ferreira                             Leiga             Arquidiocese de São Luis         MA
    4     Antonio Ribeiro Silva                        Padre             Diocese de Bacabal               MA
    5     Arlete Chaves Rodrigues                      Religiosa         COMIRE Nordeste 5                MA
    6     Cristina Pereira da Silva                    Leiga             Diocese de Viana                 MA
    7     Déa Cláudia Duarte Queiroz                   Leiga             Arquidiocese de Brasília         DF
    8     Dionisia Pereira Duarte                      Religiosa         Provincia de Maringá             PR
    9     Dulcinea Alves de Sousa                      Leiga             Arquidiocese de Manaus           AM
   10     Francisco de Assis Fortes Barros             Leigo             Arquidiocese de Belém            PA
   11     Fran. Josimar de Andrade Pires               Padre             Arquidiocese de Fortaleza        CE
   12     Haroldo Lima da Costa                        Diácono           Arquidiocese de Natal            RN
   13     Inês Caixeta e Silva                         Religiosa         Diocese de Oeiras                PI
   14     Francilena da Silva Rodrigues                Religiosa         Grajaú                           MA
   15     Irene Santana da Silva                       Leiga             Diocese de Macapá                PA
   16     Janaína Felix Ribeiro                        Leiga             Arquidiocese de Belo Horizonte   MG
   17     João de Lima Fonseca                         Leigo             Arquidiocese de Curitiba         PR
   18     Jomelito Ferreira de Melo                   Padre              Arquidiocese de Brasília         DF
   19     José Milton dos Reis                        Padre              Diocese de Guaxupé               MG
   20     Kátia F. Da Costa S. da silva               Leiga              Arquidiocese de Manaus           AM
28                                   Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



     21   Leonir Orssato                              Leigo             Diocese de Toledo                  PR
     22   Malvino Xavier da Silva                     Padre             Diocese Colatina                   ES
     23   Marina Pereira Cardoso                      Leiga             Arquidiocese de Teresina           PI
     24   Nadia Maria da Silva Fusinato               Leiga             Arquidiocese de São Paulo          SP
     25   Neide Pacheco Alves                         Leiga             Arquidiocese de BH                 MG
     26   Pedro Avelino Lang                          Leigo             Diocese de Ponta Grossa            PR
     27   Reginaldo Amaro Barreto                     Leigo             Arquidiocese de Olinda/Recife      PE
     28   Renato Trevisan                             Padre             Diocese de Conceição do Araguaia   PA
     29   Rodrigo Schuler de Souza                    Padre             Diocese de Osório                  RS
     30   Rosangela de Souza Figueiredo               Leiga             Diocese de Corumbá                 MS
     31   Sérgio Pereira da Silva                     Padre             Arquidiocese de Olinda e Recife    PE
     32   Sirlene Maria da Silva Xavier               Leiga             Diocese Uruaçu                     GO
     33   Vagner Faustino                             Leigo             Diocese Jacarezinho                PR

Segundo o assessor da dimensão missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e secretá-
rio executivo do Conselho Missionário Nacional (Comina), padre José Altevir da Silva, o curso foi indispensável
para a articulação da missão no país. “Precisamos falar e viver mais a missão. Nesse encontro nós aprofun-
damos elementos da identidade da Igreja e os colocamos nas mãos dos coordenadores de maneira prática e
objetiva”, afirmou.
O contato dos coordenadores, vindos de várias partes do país foi, para o assessor, um dos modos de visualização
do perfil missionário da Igreja no Brasil, que proporcionou o conhecimento desse aspecto de evangelização da
Igreja. “O contato direto nos proporcionou a rica troca de experiências entre os participantes, que têm culturas
diferentes e experiências diversas. Esse olhar amplo faz com que tenhamos uma visão do que é a dimensão
missionária da Igreja no Brasil”.
Para o diretor do Centro Cultural Missionário (CCM), padre Estêvão Raschietti, o curso teve um toque especial
porque tratou de modo exclusivo a dimensão universal da missão. “Durante o evento tratamos dos horizontes
da missão e da sua universalidade. Os participantes tiveram a oportunidade de estudar de modo aprofundado a
prática da missão começando pela sua história e passando pelo seu aspecto teológico”, comentou.
Padre Altevir também destacou que o evento “alarga os horizontes dos participantes” no que diz respeito à
universalidade da ação missionária. “Os participantes são todos membros de dioceses. No encontro tivemos a
preocupação de mostrar-lhes que a missão não se restringe aos limites da paróquia e da diocese, mas que é algo
maior, universal e sem fronteiras. Os coordenadores, nas bases, devem passar essa mensagem de que a missão
nos coloca em caminho e encontro do outro”, sublinhou o assessor.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                29



B) teMátiCas de estudo
Seguindo as etapas do caminho de Emaús (cf. Lc 24,13-35), o curso propôs aos participantes um aprofun-
damento sobre temas fundamentais para a missão hoje: o caminho da Missão ao longo da história, desde
o ministério de Jesus até os nossos dias; o encontro com a Missão a partir do Documento de Aparecida; a
partilha sobre a tarefa da animação missionária e a caminhada dos Conselhos Missionários na Igreja no
Brasil; o envio missionário hoje e as principais perspectivas de ação (a paróquia missionária, a missão
continental, a missão ad gentes e a missão universal). As temáticas foram assessoradas pelo padre José Al-
tevir; pelo professor Sérgio Coutinho, assessor do Setor Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da CNBB; pelo
padre Sávio Corinaldesi, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária; e pelo diretor do Centro Cultural
Missionário (CCM), padre Estevão Raschietti.




C) siNtese das avaliaÇÕes
                                                     ruim          regular           bom            ótimo
 Curso como um todo                                                                   7              21
 Convivência                                                                          9              21
 Equipes de serviços                                                                  19              11
 Partilha das experiências missionárias                               4               11              15
 Conteúdo das palestras                                                               8              22
 Assessores                                                                           8              21
 Hospedagem                                                                           9              19
 Refeição                                                                             13              18
 Serviços da casa                                                                     8              22

O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS?
Sim. Tendo em vista o olhar missionário que tínhamos, ficou mais claro agora. Estas informações são necessá-
rias para que haja unidade no direcionamento da caminhada da nossa igreja. – Sim, desde o conteúdo que nos
foi apresentado, a começar pelo tema. Foi um curso muito bom, que os próximos sejam desta mesma linha. –
Muito, embora não sabendo como iria acontecer, fico agradecida por partilhar desta formação. Saio daqui com
a certeza de que ele é necessário para outros também, mesmo sabendo de que agora em diante saio daqui com
a imagem daquele poema que diz: semeia sempre com a foto de um oriental com seu “embornal” e lançando
as sementes ao longe ... sempre! – Sim, pois tinha muitas dúvidas com relação ao próprio conselho missionário
diocesano. – Muito. Venho de uma diocese onde ainda não tem o COMIDI, com isso poderei formar o mesmo,
30                               Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



de maneira a corresponder a expectativa da diocese. – Sim, pois o considero como uma oficina, onde traba-
lhamos conteúdos profundos, mas também práticos, no sentido de que está sendo disponibilizado para nós,
instrumentos para nossa prática de animação missionária. – Sim, agora saio com idéias claras sobre o conselho
missionário diocesano, assim como a proposta da missão continental eficaz para ser partilhada nas paróquias
missionárias com a abertura de novos horizontes para a missão universal. – Foi além das expectativas. Quero
enfatizar o aspecto da acolhida, à atenção a cada um, e em particular, as portas abertas da casa, e a liberdade
de todos. – Sim, além do esperado, e com certeza levarei todo o conteúdo para minha diocese, algo sólido e
fundamentado. Obrigada, a todos.

PONTOS SIGNIFICATIVOS A ESTACAR
O entendimento do que é missão continental. – A paróquia missionária como espaço de realização da missão
universal. – A importância da Infância Missionária para o mundo. – A missão ad gentes além fronteiras. – O
resultado do todo o estudo realizado no curso que clareou e muito as nossas idéias de realizar a missão. – A boa
convivência dos participantes. – A simpatia da equipe que coordenou. – A liberdade dada aos participantes.
Assessores capacitados para as palestras. – O material disponibilizados em livros, apostilas, panfletos e mí-
dias – Celebração e oração diárias. A dinâmica (10 dias) – A explanação do Prof. Sérgio Coutinho e Pe. Estevão
Raschietti. – As experiências partilhadas dos missionários. A pontualidade. A alimentação diversificada. – A
integração com os participantes dos outros cursos que a casa oferecia. – Experiência do Pe. Sávio, sua visão
crítica e sua consciência missionária.

SUGESTõES PARA MELHORAR
Informar para quem vem participar, que tragam todo o material importante que sua Diocese está vivendo. – Que
o CCM pudesse ir às regionais; chamar a imprensa local e a imprensa da CNBB. – Partilhar as experiências
regionais de forma dinâmica. – Que tivesse um espaço à nível de regional ou grande região para trabalhar:
como concretizar essas orientações nas nossas realidades. – Acredito que com toda a organização apresentada
neste curso, não vejo onde melhorar. – O que seria importante é que se possível, no período de novos cursos,
tivesse uma livraria no espaço do CCM para favorecer as compras. – Definir nas apresentações as experiências
do COMIDI e do COMIRE, pois somos representantes do COMIDI, e temos que apresentar de fato as atividades
dos mesmos. – Eu sugiro ficar totalmente livre para a convivência, no período da noite, e que a parte da manhã
terminasse pelo menos 30 minutos antes do almoço.

CONSIDERAÇõES PESSOAIS E SUGESTõES
Gostei de tudo, os assessores, coordenadores, acolhida, e o relacionamento com os cursistas. – Que tenha mais
curso sobre a dimensão missionária e que mais missionários possam participar de curso tão rico como este. – Acho
que gastei bem o dinheiro e que valeu a viagem! Vou relatar o quanto vivi e aprendi com este curso. – O meu muitís-
simo obrigado, por ser tão bem tratada e por nos oferecer momentos de formação e crescimento humano e especial.
– Que o CCM cobre mais dos regionais o compromisso de divulgadores, as vezes eles ficam distantes e telefonam,
não encontram os responsáveis, passam e-mail e não obtem respostas. – Considero este curso um presente de
Deus para mim. Como sugestão, que todos os coordenadores dos COMIDIs passassem por este curso, para que se
realize um novo ardor missionário em todas as Igrejas do Brasil. – Esse encontro para mim foi um presente na hora
certa, no lugar certo, e para a pessoa certa. Vou deixar meu coração cada vez mais aberto para que as luzes do
Espirito Santo poça me conduzir e iluminar meus passos para a missão. Que Deus com sua infinita misericórdia se
compadeça de nós. – Trazer o Bispo responsável pela dimensão missionária. – Ter se possível cobertores e Edredons
anti-alérgicos. – Parabéns ao CCM por esta iniciativa, o projeto missionário é “missão” de todos nós batizados, o
conteúdo foi excelente nos questionando no nosso agir missionário. Espero que nossos bispos e padres abracem
com carinho a dinâmica da missão continental, e que a formação não pare!
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                             31



3. CoNgResso MissioNáRio NaCioNal de seMiNaRistas

Realizado no período de 04 a 10 de julho de 2010, em Brasília, o 1º Congresso Missionário Nacional de Semina-
ristas discutiu a formação missionária dos futuros padres. Os participantes aprovaram uma mensagem final
em que pedem que o tema missão seja mais estudado nos seminários. Foi organizado pelas Pontifícias Obras
Missinárias (POM), Centro Cultural Missionário (CCM), Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Coopera-
ção Intereclesial e Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados
e a Vida Consagrada, da CNBB.


a) PaRtiCiPaNtes




  Nº   NOME                                     SEMINARIO                             DIOCESE                   CIDADE
   1   ACÁCIO CARVALHO PAES DE ANDRADE          NOSSA SENHORA DA GRAÇA                OLINDA E RECIFE           OLINDA
   2   ADELSON L. SAMPAIO CLEMENTE              SÃO JOSÉ                              MARIANA                   MARIANA
   3   ALEX DOS SANTOS PINTO                    INSTITUTO T. RAINHA DOS APOSTOLOS     PRESIDENTE PRUDENTE       MARILIA
   4   ALEX MARTINS DE FREITAS                  SÃO JOSÉ                              MARIANA                   MARIANA
   5   ALEXANDRE DA SILVA BENTO                 RESIDENCIA TEOLOGICA CURA D’ARS       TAUBATÉ                   TAUBATÉ
   6   ALEXANDRE MAGNO V. BRANDÃO               SÃO JOSÉ                              FORTALEZA                 FORTALEZA
   7   ALISSON JORY                             BOM PASTOR                            CURITIBA                  CURITIBA
   8   ALYSSON FERNDANDO DA CRUZ                NOSSA SENHORA DA GLORIA               LONDRINA                  MARINGÁ
   9   ANDERSON A. LOPES DE OLIVEIRA            NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO         AMARGOSA                  AMARGOSA
  10   ANDRÉ LUIS DE SENA DOS SNTOS             ARQUIDIOCESANO                        MARINGÁ                   MARINGA
  11   AURELIO GOMES MARTINS                    DOM PASCÁSIO                          BACABAL                   SÃO LUIS
  12   AYLTON MARCOS DE JESUS SANTOS            COMUNIDADE TEOl. S. CARMO-COTESC      CAMPANHA                  POUSO ALEGRE
  13   BARTOLOMEU P. DA SILVA FILHO             SÃO JOSÉ                              CAXIAS                    SÃO LUIS
  14   BRUNO LUIZ FERREIRA DA SILVA             SÃO JOSÉ                              JABOTICABAL               JABOTICABAL
  15   BRUNO RODOLFO DOS SANTOS                 DIOCESANO                             SÃO JOSÉ DOS CAMPOS       TAUBATÉ
  16   CARLOS EDUARDO SANTOS                    SÃO JOSÉ                              MANAUS                    MANAUS
  17   CARLOS JOSÉ INÁCIO                       ARQUIDIOCESE DE B. N. S. DE FATIMA    URUAÇU                    BRASILIA
  18   CARLOS RONALDO E. DA SILVA               SEMINÁRIO TEOL. DA MÃE DE JESUS       BLUMENAU                  FLORINóPOLIS
  19   CICERO FABIANO MEDEIROS COSTA            SÃO JOÃO MARIA VIANNEY                CAMPINA GRANDE            CAMPINA GRANDE
  20   CLAYTON CARVALHO                         SÃO JOSÉ                              CORNÉLIO PROCóPIO         JATAIZINHO
  21   DANI ANTONIO ROMERO GONZALEZ             TEOLOGIA INTERNACIONAL PE. J. BISIO                             SÃO PAULO
  22   DANILO LEAL DE SOUZA                     DOM JOSÉ CORNELLIS                    ALAGOINHAS                SALVADOR
  23   DANILO MONTEIRO DE OLIVEIRA              SÃO JOSÉ                              PRELAZIA DE ITACOATIARA   MANAUS
  24   DIEGO LUIZ CARVAOLHO DE SOUZA            RAINHA DOS APóSTOLOS                  MARILIA                   MARILIA
  25   DIEUDONNÉ KABAKA HOMPA                   TEOLOGIA INTERNACIONAL PE. J. BISIO                             SÃO PAULO
  26   DIOGO SHISHITO DOS SANTOS                SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS              MOGI DAS CRUZES           MOGI DAS CRUZES
32                                    Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



 27   DIRCEU PACIFICO DA SILVA               SEMINARIO TEOLOGICO SÃO JOSÉ         CORONEL FABRICIANO     BELO HORIZONTE
 28   DOM VITóRIO PAVANELLO                                                       CAMPO GRANDE           CAMPO
 29   DONIZETI APARECIDO PUGIN SOUZA         ARQUIDIOCESANO                       MARINGÁ                MARINGÁ
 30   EDNEY ALMEIDA COSTA                    SÃO GABRIEL PERBOYRE                                        BELO HORIZONTE
 31   EDPO FRANCISCO CAMPOS                  NOSSA SENHORA AUXILIADORA            POUSO ALEGRE           POUSO ALEGRE
 32   EDSON CARLOS BRAZ                      CURA D’ARS                                                  ITUIUTABA
 33   EFFERSON DIONÍZIO RAMOS ANDRADE        SÃO JOSÉ                             CORONEL FAVRICIANO     BELO HORIZONTE
 34   ELCIONE LEITE DE PAULA                                                      LEOPOLDINA             JUIZ DE FORA
 35   ELOI CONTE RECH                        SÃO LUCAS                            CAXIAS DO SUL          VIAMÃO
 36   EMERSON APARECIDO DA SILVA             IMACULADA CONCEIÇÃO                  BRAGANÇA PAULISTA      CAPINAS
 37   EURIPEDES F. DA COSTA JUNIOR           SÃO JOSÉ                             ITUIUTABA              UBERABA
 38   EVERTONMARQUI DOMINGUES                SÃO JOSÉ                             CAMPO LIMPO            ITAPEC. DA SERRA
 39   FABIANO SANTOS GONZAGA                 SÃO JOSÉ                             UBERABA                UBERABA
 40   FÁBIO FERNANDES                        SEMINARIO DA IMACULADA               CAMPINAS               CAMPINAS
 41   FABIO SANTOS DE MELLO
 42   FERDINANDO JOSÉ S. MAGALHÃES           CURA D’ARS                           TAUBATÉ                TAUBATÉ SP
 43   FRANCISCO DOS SANTOS MONTEIRO          SÃO JOSÉ                             FORTALEZA              FORTALEZA
 44   FRANCISCO GILSON DE SOUZA LIMA         IMACULADA CONCEIÇÃO                  BRAGANÇA PAULISTA      CAMPINAS
 45   FRANCIVALDO FEREIRA GOMES              FRATERNIDADE DOM TIMOTEO                                    FORTALEZA
 46   FREI ALAN JULIO D. DOS SANTOS                                               MONTES CLAROS          MOTNES CLAROS
 47   GEISON RESENDE MARTINS                 ARQUIDIOCESE DE B. N. S. DE FATIMA   JATAÍ                  BRASÍLIA
 48   GERSON FRANCISCO SOUZA                 COMUNIDADE PE. JOSIMO TAVARES        SANTO AMARO            SÃO PAULO
 49   GERSON RIBEIRO DOS PASSOS              SÃO JOSÉ DE NITERÍOI                 CAMPO DOS GOYTACAZES   NITEROI
 50   GLEDSON SOARES DOS SANTOS              JOÃO XXIII                           PORTO VELHO            PORTO VELHO
 51   GUSTAVO ANTONIO VOLPATO                BOM PASTOR                           CURITIBA               CURITIBA
 52   HAMILTON RODRIGUES DA CRUZ
 53   HECHILLY DE BRITO TIMOTEO              IMACULDA CONEIÇÃO                    GUARULHOS              GUARULHOS
 54   IONALDO JESUS DOS SANTOS               SANTO CURA D’ARS’                    ITUIUTABA              ITUIUTABA
 55   IRAN DE SOUSA FERREIRA                 SÃO JOÃO MARIA VIANNEY               GUARABIRA              CAMPINA GRANDE
 56   ISAAC SEGOVIA                          COMUNIDADE PE. LAVAL                                        SÃO PAULO
 57   ISAEL DA SILVA BRITO                   SANTANA MESTRA                       JUAZEIRO               FEIRA DE SANTANA
 58   ISAQUE FERREIRA REAL                   NOVICIADO XAVERIANO                  CAMPINAS               HORTOLANDIA
 59   IVÃ LUIS DE OLIVEIRA BAISSO            RAINHA DOS APóSTOLOS                 MARILIA                MARILIA
 60   IVAN MARCIEL BARBOSA                   NOSSA SENHORA DA GRAÇA               OLINDA RECIFE          OLINDA
 61   IVIO CARLOS RABELO DE OLIVEIRA         JOÃO PAULO II                        MARABÁ                 ANANINDEUA
 62   IVO DE OLIVEIRA GOMES                   SEMINÁRIO MAIOR DIOCESANO           NOVA IGUAÇU            NOVA IGUAÇU
 63   JACKSON HENRIQUE DA SILVA              SANTO ANDRÉ                          SANTO ANDRÉ            DIADEMA
 64   JADER JESUS SILVA                      DIOCESE DE SÃO MATEUS                SÃO MATEUS             SERRA
 65   JAILSON JOSÉ DA SILVA                  SÃO JOSÉ                             PESQUEIRA              PESQUEIRA
 66   JAILTON FONSECA DA ROCHA               DOM JOSÉ CORNELIS                    ALAGOINHAS             SALVADOR
 67   JAIRO AGUSTO DOS SANTOS                SEMINÁRIO DIOCESANO DE TEOLOGIA      SÃO JOSÉ DOS CAMPOS    SÃO J. OS CAMPOS
 68   JANIO RIBEIRO DE SOUSA                 NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO             GUANHÃES               CARATINGA
 69   JEFFERSON F. MUSCELLI DE ARAUJO        NOSSA SENHORA DO CARMO               JABOTICABAL            JABOTICABAL
 70   JOÃO PAULO GOMES GALINDO               JOÃO PAULO II                        PALMARES               OLINDA
 71   JOAQUIM DIAS SATELIS                   SEM. MAIOR MARIA MÃE DA IGRJA        DOURADOS               CAMPO GRANDE
 72   JOCIVALDO FREITAS FONTES                                                    SÃO PAULO              SÃO PAULO
 73   JOEL SAVIO                             BOM PASTOR                           CRICIÚMA               URUSSANGA
 74   JORGE A. FURTUNATO JUNIOR              RAINHA DOS APóSTOLOS                 PRESIDENTE PRUDENTE    MARILIA
 75   JOSÉ AMADEUS ROCHA DE ARAUJO COSTA     SEMINARIO S. CORAÇÃO DE JESUS        SÃO RAIMUNDO NONATO    TERESINHA
 76   JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS FILHO          PROVINCIAL N. S. DA ASSUNÇÃO         MACEIó                 MACEIó
 77   JOSÉ CAMBRAIA DE OLIVEIRA JUNIOR       NOSSA SENHORA DE GUADALUPE           LEOPOLDINA             JUIZ DE FORA
 78   JOSÉ CLÚDIO DOS SANTOS                                                      PROPRIÁ
 79   JOSÉ MARCOS SOMES DELMONDES            SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS             BOM JESUS              TERESINA
 80   JOSE MUSSIOL NETO                      RAINHA DOS APOSTOLOS                 CURITIBA               CURITIBA
 81   JOSÉ RAMOS FALCÃO                      RAINHA DOS APóSTOLOS                 NAZARÉ                 OLINDA
 82   JOSÉ RIBEIRO OLIVEIRA                  SANTANA MESTRA                       FEIRA DE SANTANA       FEIRA DE SANTANA
 83   JOSÉ VALDO DOS SANTOS FILHO            SÃO GABRIEL PERBOYRE                 BELO HORIZONTE         BELO HORIZONTE
 84   LAÉCIO DUMINELLI DA LUZ                ESTÁGIO PASTORAL                     CAXIAS DO SUL          VERANOPOLIS
 85   LEANDRO NASCIMENTO OLIVEIRA            SÃO JOÃO MARIA VIANNEY               SALVADOR               SALVADOR
 86   LEANDRO PALMA RIBEIRO                  DE TEOLOGIA                          SANTO ANDRÉ            SANTO ANDRÉ
 87   LEONARDO FERREIRA DA SILVA             SEMINARIO DA IMACULADA               CAMPINAS-SP            CAMPINAS
 88   LOURIVAL SILVA DA CRUZ                 SÃO JOÃO MARIA VIANNEY               SALVADOR               SALVADOR
 89   LUCIANO CAMPOVERDE VICUÑA                                                                          SÃO PAULO
 90   LUCIANO GIOPATO RONCOLETA              SANTO CURA D’ARS                     ITUIUTABA              ITUIUTABA
 91   LUCIANO NEVES
 92   LUCIANO SÁ RIBEIRO                     SÃO JOSÉ                             PRELAZIA DE COARI      MANAUS
 93   LUCIANO TADEU DE OLIVEIRA              COMUM. TEOL. S. DO CARMO-COTESC      CAMPANHA               POUSO ALEGRE
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                                  33



 94   LÚCIO DO E. SANTO PEREIRA LIMA               DOM OSCAR ROMERO                   BALSAS                    SÃO LUIS
 95   LUIS PORTELA DA SILVA FILHO                  DOM PASCÁSIO                       BACABAL                   SÃO LUIS
 96   LUIZ GONZAGA PEREIRA JUNIOR                  NOSSA SENHORA DE FÁTIMA            BRASÍLIA                  BRASÍLIA
 97   LUIZ GUSTAVO SANTOS TEIXEIRA                 DIOCESANO                          SÃO JOSÉ DOS CAMPOS       TAUBATÉ
 98   LUZEILSON PEREIRA EVANGELISTA                SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS           PICOS                     TERESINA
 99   MANOEL FILHO
100   MARCELLO REIS BARBOSA                        SÃO JOSÉ                           RORAIMA                   MANAUS
101   MARCELO DE JESUS PIRES                       JOÃO PAULO II                      LIV. DE NOSSA SENHORA     LIV. N. SENHORA
102   MARCELO NUNES DA GAMA                        EMAÚS                              IRECÊ                     IRECÊ
103   MARCONDES FEREIRA DOS SANTOS                 NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO           CARATINGA                 CARATINGA
104   MARCOS ANTONIO FERREIRA MENDES               RAINHA DOS APOSTOLOS - ITRA        PRESIDENTE PRUDENTE       MARILIA
105   MARCOS EDUARDO CALIARI                       NOSSA SENHORA AUXILIADORA          POUSO ALEGRE              POUSO ALEGRE
106   MARCOS ROCHA CALDAS                          SÃO JOÃO MARIA VIANNEY             SÃO LUIS                  SÃO LUIS MA
107   MARCOS VIEIRA DAS NEVES                      SÃO JOAO MARIA VIANNEY             LIMEIRA                   CAMPINAS
108   MARIO CABRAL AGUILAR                         COMUNIDADE PE. LAVAL                                         SÃO PAULO
109   MATEUS JENSEN DE DONETI                      BUSQUE                             BRASILIA                  BRASILIA
110   MATEUS MORAIS E SILVA                        SANTO CURA D’ARS                   ITUIUTABA                 ITUIUTABA
111   MAURO MARCELO GOMES SILVA                    NOSSA SENHORA APARECIDA            CAMPO LIMPO               TABOÃO DA SERRA
112   MOISÉS HENRIQUE FRAGOSO DE SOUZA             NOSSA SENHORA DO AMOR DIVINO       PETRóPOLIS                PETRóPOLIS
113   NEITON TIAGO HARTMANN                        JOÃO LUIZ GONZAGA                  NOVO HAMBURGO             VIAMÃO
114   OCLEITO MODA ALVES                                                              COXIM                     COXIM
115   ONALDO DA COSTA SOARES                       SÃO JOÃO MARIA VIANNEY             CAMPINA GRANDE            CAMPINA GRANDE
116   OTÁVIO BERALDA NEVES                         SEM. MAIOR REG. M. MAE DA IGREJA   CAMPO GRANDE              CAMPO GRANDE
117   PATRICK OLIVEIRA URIAS                       NOVICIADO S. EUGENIO DE MAZENOD                              SÃO PAULO
118   PAULO BRONZATO SILVA                         RAINHA DOS APOSTOLOS               BOTUCATU                  MARILIA
119   PAULO MARAN MUNIZ                            NOSSA SENHORA DA PIEDADE           COROATÁ                   SÃO LUIS
120   PE. ALMIR MAGALHÃES DE OLIVEIRA (ASSESSOR)
121   PE. ANTONIO JOSÉ RAMOS COSTA                 SÃO JOÃO MARIA VIANNEY             SÃO LUIS                  SÃO LUIS
122   PE. ARNALDO CARVALHEIRO NETO                 INTITTUTA TEOL. R. DOS APOSTOLOS   ARAÇATUBA                 MARILIA
123   PE. ATENÁGORAS C. DE ALENCAR                 SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS           BOM JESUS                 TERESINA
124   PE. DOMINGOS BARBOSA FILHO                   SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS           OEIRAS                    TERESINA
125   PE. GERVASIO F. DE QUEIROGA                  FRATERNIDADE M. SRA APARECIDA                                QUIXADÁ
126   PE. JOÃO BORTOLOCI FILHO                     NOVICIADO XAVERIANO                CAMPINAS                  HORTOLANDIA
127   PE. JOÃO BOSCO COSTA LIMA                    NOSSA SENHORA DA GRAÇA             OLINDA RECIFE             OLINDA
128   PE. JOSÉ MARCELINO DE M. FILHO               SEMINÁRIO TEOLOGICO SÃO JOSÉ       ITABIRA-COL.FABRICIANO    BELO HORIZONTE
129   PE. JOSÉ ROBERTO DA SILVA ARAUJO                                                                          SÃO PAULO
130   PE. JOSE SEVERINO DA SILVA                   NOSSA SENHORA DA GRAÇA             OLINDA RECIFE             OLINDA
131   PE. LELSON S. DE MORAES FERREIRA             NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO          MARAJó                    ANANIDEUA
132   PE. MARCO ANTÔNIO FORERO. P.S.S              N.S. DE FÁTIMA                     BRASÍLIA                  BRASÍLIA
133   PE. NATALE BRAMBILLA                                                            PROPRIÁ                   PIRAMBU
134   PE. UBAJARA PAZ DE FIGUEREDO                 SEM. MAIOR REG. M. MAE DA IGREJA   CAMPO GRANDE              CAMPO GRANDE
135   RAFAEL DA COSTA SANTANA                      SÃO JOSÉ DE NITERóI                NITERóI                   NITEROI
136   RAFAEL DALBEN FERRAREZ                       SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS           SÃO JOSÉ DO RIO PRETO     S. J. DO RIO PRETO
137   RAIMUNDO FEITOSA DOS SANTOS                  SÃO JOSÉ DE TEOLOGIA               CRATEÚS                   FORTALEZA
138   REGINALDO MARTINS DA SILVA
139   RENAN MACIEL LOPES                           SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS           SÃO JOSÉ DO RIO PRETO     S. J. DO RIO PRETO
140   RENATO PETROCCO                              SEMINARIO DA IMACULADA             CAMPINAS                  CAMPINAS
141   RICARDO ALMEIDA AMARAL                       JOÃO PAULO II                      JEQUIÉ                    ILHÉUS
142   ROBSON BATISTA DE LIMA                       MAIOR SAGRADA FAMILIA              SERRINHA                  FEIRA DE SANTANA
143   ROBSON DE OLIVEIRA MAGALHÃES                 SÃO JOSÉ DE NITERóI                NITEROI                   NITERóI
144   ROBSON RODRIGUES REZENDE                     ESCOLA DO EVANGELHO                GOIÁS                     GOIÂNIA
145   RODRIGO JOSÉ DA SILVA                        TEOLOGICO TUBARÃO                  TUBARÃO                   FLORIANOPOLIS
146   RONDINELE BARBOSA CELESTINO                  SÃO VICENTE DE PAULA               CONGREGAÇÃO DA MISSÃO     BELÉM
147   RONNE WON RIBEIRO DA SILVA                                                      MONTES CLAROS             MONTES CLAROS
148   RUDINEI ZORZO                                SÃO LUCAS                          CAXIAS DO SUL             VIAMÃO
149   SEBASTIÃO LOPES DA SILVA                     SÃO JOÃO MARIA VIANNEY             CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM   CARIACICA
150   SÉRGIO LUIZ MAFTRA SANTOS                    SÃO JOSÉ                           RIO DE JANEIRO            RIO DE JANEIRO
151   THIAGO SÉRGIO MIRANDA                        JOÃO XXIII                         JI-PARANA                 PORTO VELHO
152   TIAGO DE FRAGA GOMES                         RAINHA DOS APóSTOLOS               OSóRIO                    VIAMÃO
153   TIAGO FELIPE POLONHA                         BOM PASTOR                         CURITIBA
154   TIAGO VICNETE SANTANA                        CONVÍVIO EMAÚS                     FLORIANóPOLIS             FLORANóPOLIS
155   VINICIUS ALVES MARTINS                       SÃO JOÃO MARIA VIANNEY             LIMEIRA                   CAPINAS
156   WAGNER MELO DA SILVA                         FRATERNIDADE M. SRA APARECIDA                                QUIXADÁ
157   WANDERLEY W. A. CAVALCANTE                   NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO          PENEDO                    MACEIó
158   WASHINGTON UBERABA SILVA                     SEMINÁRIO MAIOR SÃO LUÍS GONZAGA   SÃO L. DE MONTES BELOS    APAR. DE GOIÂNIA
159   WILSON FEITOSA RODRIGUES                     COM. D. PAULO EVARISTO ARNS        SANTO ANDRE               DIADEMA
160   WILSON MOSCARDI BASQUEROTO                   RAINHA DOS APOSTOLOS               ARAÇATUBA                 MARILIA
34                                          Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



“A vocação e o compromisso de ser hoje discípulos e missionários de Jesus Cristo na América Latina e no Caribe,
requerem clara e decidida opção pela formação dos membros de nossas comunidades, a favor de todos os bati-
zados, qualquer que seja a função que desenvolvem na Igreja” (Documento de Aparecida 276)


B) MotivaÇÃo
Nestes últimos anos no Brasil, muitos seminaristas maiores revelaram-se particularmente sensíveis à questão
missionária. Há cinco anos o Centro Cultural Missionário de Brasília vem organizando cursos de formação mis-
sionária, com a finalidade de introduzi-los ao estudo da teologia da missão, mediante a abordagem de questões
fundamentais, fortalecê-los em sua consciência missionária e iniciá-los a uma prática evangelizadora próxima,
inculturada, com horizonte universal. Esses cursos se multiplicaram pelos Brasil afora em nível Regional, assim
como outras iniciativas tais como missões de férias, jornadas missionárias, eventos de animação missionária
envolvendo seminaristas, etc. Em numerosos seminários, surgiram Conselhos Missionários de Seminaristas
(COMISEs).
Aparecida convida todo Povo de Deus a assumir decididamente a caminhada latino-americana pósconciliar, a
opção pelos pobres de Medellín (1968) e Puebla (1979), a inculturação e a opção pelos outros de Santo Domingo
(1992) e colocar a missão no centro de suas atividades pastorais. Com efeito, ao impulsionar a missão estamos
preparando a Igreja no Brasil para “uma nova primavera da missão ad gentes” (DAp 379).
Por ocasião do Ano Sacerdotal, pareceu-nos oportuno promover um evento que fosse avaliação da caminhada feita
e articulação, reflexão, compromisso e avanço em vista de uma formação presbiteral profundamente missionária.




A mesa da abertura: Pe. Marco Antônio Forero (Seminário de Brasília), Pe. Altevir, Dom Dimas Lara Barbosa, Pe. Vito Del Prete e Pe. Sávio Corinaldesi.


C) oBJetivo geRal
Ajudar os seminaristas do Brasil a assumir a dimensão missionária universal da vocação cristã e presbiteral.


d) oBJetivos esPeCÍFiCos
      • aprofundar as motivações aptas a abrir os seminaristas para o horizonte da missão universal;
      • discutir com os representantes dos seminaristas e formadores o modelo de formação atualmente em
        vigor à luz das urgências da missão universal e das diretrizes da Igreja.
      • evidenciar o “modo missionário” de viver o ministério presbiteral no mundo de hoje;
      • incentivar a criação e a articulação de Conselhos Missionários de Seminaristas;
      • aproximar as casas de formação da atividade de animação missionária dos Conselhos Missionários
        Regionais e Diocesanos;
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                   35



    • suscitar o desejo de realizar eventos missionários para seminaristas em nível regional;
    • promover vocações missionárias ad gentes entre os seminaristas do Brasil.

e) teMa
       FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS

F) leMa
       Chamados para estar com ele e enviados (Mc 3,14).

g) loCal do CoNgResso
       Seminário Maior Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima – SHIS QI 17, AE, Lago Sul – 71645-200
       BRASÍLIA (DF). Tel: (61) 3366.9900


H) PRogRaMaÇÃo




        Pe. Vito Del Prete, PIME                 Pe. Sávio Corinaldesi, sx           Pe. Estêvão Raschietti, sx


                                         DOMINGO – 4 DE JULHO DE 2010
08h00 – 14h00         Para quem chega antes do almoço credenciamento será realizado no Centro Cultural Missio-
                      nário (CCM) – SGAN 905 C, Asa Norte (tel. 3274.3009). Ônibus levarão os participantes para
                      as casas de hospedagem depois do almoço.
14h00 – 17h30         Para quem chega depois do almoço, credenciamento será realizado no local do Congresso, no
                      Seminário Arquidiocesano de Brasília, SHIS QI 17 – AE – Lago Sul (tel. 3366.9900).
17h30 – 18h00         Translado e chegada ao local do Congresso para quem se encontra nas casas de hospedagem.
18h00 – 19h00         Janta
19h00 – 20h00         Missa de abertura – Presidida por Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário Geral da CNBB.
20h15 – 21h30         sessão de abertura
21h30 – 22h00         Saída para as residências

                                      SEGUNDA FEIRA – 5 DE JULHO DE 2010
06h45 – 07h30         Chegada ao local do congresso
07h30 – 08h15         Café da manhã
08h15 – 09h00         Laudes
09h00 – 10h00         Conferência de abertura: FUNDAMENTOS BÍBLICO-TEOLóGICOS PARA A FORMAÇÃO MISSIO-
                      NÁRIA DOS FUTUROS PRESBÍTEROS – Pe. Vito Del Prete, PIME, Secretário Geral da Pontifícia
                      União Missionária.
10h00 – 10h30         Intervalo
36                           Centro Cultural Missionário – Relatório 2010




10h30 – 12h30   Conferência e debate: A DIMENSÃO HUMANO-AFETIVA DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA
                UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS – Ir. Maria de Fátima Morais, IASCJ
12h30 – 13h30   Almoço
13h30 – 14h00   Animação com vídeo-testemunho missionário
14h00 – 15h30   Mutirões de reflexão
15h30 – 16h00   Intervalo
16h00 – 17h30   Plenário e conclusão
17h30 – 18h00   Intervalo
18h00 – 19h00   Missa com vésperas presidida por dom esmeraldo Barreto de Farias, bispo de Santarém,
                PA, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados.
19h00 – 20h00   Janta
20h00 – 20h30   Intervalo
20h30 – 21h30   Oração do Terço Missionário
21h30 – 22h00   Saída para as residências

                                  TERÇA FEIRA – 6 DE JULHO DE 2010
06h45 – 07h30   Chegada ao local do congresso
07h30 – 08h15   Café da manhã
08h15 – 09h00   laudes e meditação: Mt 10,1-10. Conduzida por Dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo de
                Santarém, PA, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados.
09h00 – 10h00   Painel temático: a gRatuidade. “Somos Igrejas pobres, mas “devemos dar a partir de nossa
                pobreza e a partir da alegria de nossa fé”, e isso sem descarregar sobre alguns poucos en-
                viados o compromisso que é de toda a comunidade cristã” (DAp 379)
10h00 – 10h30   Intervalo
10h30 – 12h30   Conferência e debate: A DIMENSÃO COMUNITÁRIA DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA
                MISSÃO SEM FRONTEIRAS – Pe. Guy Labonté, pmé
12h30 – 13h30   Almoço
13h30 – 14h00   Animação com vídeo-testemunho missionário
14h00 – 15h30   Mutirões de reflexão
15h30 – 17h30   Jogo da semifinal da Copa do Mundo
17h30 – 18h00   Intervalo
18h00 – 19h00   Missa com vésperas presidida por dom Pedro Britto guimarães, bispo de São Raimundo
                Nonato, PI, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária.
19h00 – 20h00   Janta
20h00 – 21h30   Plenário e conclusões
21h30 – 22h00   Saída para as residências
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                37



                                 QUARTA FEIRA – 7 DE JULHO DE 2010
06h45 – 07h30   Chegada ao local do congresso
07h30 – 08h15   Café da manhã
08h15 – 09h00   laudes e meditação: at 16,6-10. Conduzida por Dom Pedro Britto Guimarães, bispo de São
                Raimundo Nonato, PI, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária.
09h00 – 10h00   Painel temático: o HoRiZoNte. “Nosso desejo é que esta V Conferência seja estímulo para
                que muitos discípulos de nossas Igrejas vão e evangelizem na outra margem. A fé se fortalece
                quando é transmitida e é preciso que em nosso continente entremos em nova primavera da
                missão ad gentes” (DAp 379)
10h00 – 10h30   Intervalo
10h30 – 12h30   Conferência: A DIMENSÃO ESPIRITUAL DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM
                FRONTEIRAS – Pe. Joachim Andrade, SDV
12h30 – 13h30   Almoço
13h30 – 14h00   Animação com vídeo-testemunho missionário
14h00 – 16h30   City Tour
16h30 – 17h30   Momento de espiritualidade
17h30 – 18h00   Intervalo
18h00 – 19h00   Missa com vésperas presidida por dom vitório Pavanello, sdB, arcebispo de Campo Gran-
                de, MS.
19h00 – 20h00   Janta
20h00 – 20h30   Intervalo
20h30 – 21h30   apresentação de dança clássica indiana, estilo Bharata Natyam – Pe. Joachim Andrade, SDV.
21h30 – 22h00   Saída para as residências

                                  QUINTA FEIRA – 8 DE JULHO DE 2010
06h45 – 07h30   Chegada ao local do congresso
07h30 – 08h15   Café da manhã
08h15 – 09h00   laudes e meditação: Mc 1,35-39. Conduzida por Dom Vitório Pavanello, SDB, arcebispo de
                Campo Grande, MS.
09h00 – 10h00   Painel temático: a aRMadilHa. “Para não cairmos na armadilha de nos fechar em nós mes-
                mos, devemos formarnos como discípulos missionários sem fronteiras” (DAp 376)
10h00 – 10h30   Intervalo
38                           Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



10h30 – 12h30   Conferência: A DIMENSÃO INTELECTUAL DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM
                FRONTEIRAS – Pe. Antônio Almir Magalhães de Oliveira
12h30 – 13h30   Almoço
13h30 – 14h00   Animação com vídeo-testemunho missionário
14h00 – 15h30   Mutirões de reflexão
15h30 – 16h00   Intervalo
16h00 – 17h30   Plenário e conclusão
17h30 – 18h00   Intervalo
18h00 – 19h00   Missa com vésperas presidida por dom sérgio arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa, PR,
                membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária.
19h00 – 20h00   Janta
20h00 – 20h30   Intervalo
20h30 – 21h30   Ensaios para Noite cultural
21h30 – 22h00   Saída para as residências

                                  SExTA FEIRA – 9 DE JULHO DE 2010
06h45 – 07h30   Chegada ao local do congresso
07h30 – 08h15   Café da manhã
08h15 – 09h00   laude e meditação: Jo 10,11-16. Conduzida por Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo de Ponta
                Grossa, PR, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária.
09h00 – 10h00   Painel temático: o CoMPRoMisso. “O mundo espera de nossa Igreja latino-americana e
                caribenha um compromisso mais significativo com a missão universal em todos os Continen-
                tes” (DAp 376)
10h00 – 10h30   Intervalo
10h30 – 12h30   Conferência: A DIMENSÃO PASTORAL DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM
                FRONTEIRAS – Pe. Paulo Suess
12h30 – 13h30   Almoço
13h30 – 14h00   Animação com vídeo-testemunho missionário
14h00 – 15h30   Mutirões de reflexão
15h30 – 16h00   Intervalo
16h00 – 17h30   Plenário e conclusão
17h30 – 18h00   Intervalo
18h00 – 19h00   Missa com vésperas presidida por dom João Brás de aviz, arcebispo de Brasília.
19h00 – 20h00   Janta
20h00 – 22h00   Confraternização e noite cultural
22h00 – 22h30   Saída para as residências

                                    SáBADO – 10 DE JULHO DE 2010
06h45 – 07h30   Chegada ao local do congresso
07h30 – 08h15   Café da manhã
08h15 – 08h45   Laudes
08h45 – 10h15   sessão de encerramento
10h15 – 10h45   Intervalo
10h45 – 12h00   Missa de envio
12h00 – 13h00   Almoço
13h00 – 15h00   Saida para rodoviária e aeroporto
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                  39



i) MeNsageM dos CoNgRessistas

             Mensagem dos participantes do i Congresso Missionário Nacional de seminaristas
Aos Senhores bispos, formadores e amigos seminaristas,
Entre os dias 04 e 10 de julho, nós, cerca de 150 seminaristas, 10 formadores e alguns bispos dos diversos regio-
nais do Brasil, estivemos reunidos em Brasília participando do Iº Congresso Missionário Nacional de Seminaris-
tas, com o objetivo de ajudar-nos a assumir a dimensão missionária universal da vocação cristã e presbiteral.
Gostaríamos de transmitir a todos quão rica foi a experiência deste Congresso e a grande festa da alegria e da
unidade celebrada aqui na capital do nosso país em favor da missão.
Conduzidos pelo lema: chamados para estar com Ele e enviados (Mc. 3,14) e o tema formação presbiteral para
uma missão sem-fronteiras, tivemos a graça de nos deparar com as realidades do campo formativo, nas dimen-
sões voltadas para missão.
Observamos as realidades eclesiais e formativas e chegamos à conclusão de que ainda temos que trabalhar
muito para se chegar àquilo que é vontade da Igreja Universal e Latino-Americana: despertar a Igreja na América
Latina e no Caribe para um grande impulso missionário (DAp. 548).
É bem verdade que, em alguns Seminários e Institutos, o sentido da vocação sacerdotal mais missionária está
em plena atividade. Porém, é também fato de que em outros Seminários e Institutos o termo missão não recebe
a devida atenção.
Iluminados pelo Espírito de Deus, e impulsionados pelo espírito de Aparecida, queremos que esta realidade seja
transformada e transfigurada segundo a vontade de Deus para o nosso tempo, hoje, na Igreja do Brasil. Quere-
mos melhorar o ambiente relacional estrutural do Seminário para que, como uma comunidade autenticamente
cristã, formadores e formandos se unam em prol da vocação primeira da Igreja: a missão, a serviço do Reino de
Deus. Queremos ser missionários padres e não padres missionários.
Cônscios da real necessidade de formarmos nos Seminários vocações verdadeiramente missionárias, vimos, por
meio desta, encarecidamente pedir aos senhores bispos, formadores e seminaristas, que desenvolvam nos Se-
minários e Institutos uma formação voltada para a missão além-fronteiras. Cremos que se houver investimento,
numerosas vocações missionárias brotarão no seio dos Seminários, a começar por nós que participamos deste
Iº Congresso Missionário.
De Brasília voltamos para os nossos regionais dispostos a colaborar, com vivo ardor missionário, na conscienti-
zação missionária dos irmãos de Seminário e na constituição de organismos que favoreçam a missão em nossas
casas de formação, como o Conselho Missionário dos Seminários (COMISE) e a Formação Missionária para
Seminaristas (FORMISE).
Contamos desde já com o apoio de todos, pois o benefício não é para a nossa promoção pessoal, mas, para a
promoção de todos os povos do orbe e para o bem da Igreja que age em nome de Cristo e a Ele se dirige.
Certos da atenção de todos a este pedido, reiteramos nosso desejo, de juntos, animados e guiados pelo Divino
Espírito, construirmos no coração dos Seminários e Institutos, uma mentalidade viva e ardente direcionada a
missão sem-fronteiras, tornando a Igreja no Brasil cada vez mais missionária.
                                                                                                 Em Cristo Jesus
                                                                            Brasília, DF, 4 – 10 de julho de 2010
                                        Os Participantes do 1º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas
40                                     Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



J) sÍNtese das avaliaÇÕes
                                                          Ruim          Regular       Bom           ótimo
Congresso comum um todo                                                    3           21            86
Organização e Coordenação                                                  2           29            83
Convivência e confraternização                                             8           42            66
Animação                                                    2             18           34            60
Partilha das experiência missionária                                       8           27            80
Assessores e palestras                                                     1           45            69
Mutirões e reflexão                                         2              2           45            65
Liturgia e meditação                                        4              6           46            58
Hospedagem                                                  4              6           41            65
Refeições e serviços da casa                                1              1           26            88

O I Congresso Missionário Nacional de Seminaristas abriu nossas mentes e os nossos corações para a realidade
da missão na Igreja do Brasil. Foi um passo importante abordar a formação nas diversas dimensões em prol da
missão, pois muitos seminários ainda precisam abrir-se para essa formação em todas as dimensões.Tomamos
consciência que a missão é uma vocação que brota do batismo, é um compromisso cristão e não deve ser vista
como uma imposição. Nossa Igreja embora pareça muitas vezes uma Igreja engessada, fechada e rígida, mostra
com essa participação que está em consonância com todo o Brasil e está aberta para a realidade das missões.
Com este congresso estamos entrando em comunhão, conhecendo as outras realidades e dioceses, percebemos
as diferenças, quebramos tabus e reconhecemos que a nossa concepção de Igreja no Brasil é totalmente dife-
rente do que realmente é.
As Pontífícias Obras Missionárias e o Centro Cultural Missionário devem propor essa formação para toda a Igre-
ja, ou seja, todos os sujeitos eclesiais. Seus cursos de formação deveriam ser mais divulgados. Os bispos devem
ser formados para serem animadores missionários em suas dioceses abordando com relevância essa dimensão
em seus planos pastorais. O clero deveria ser incentivado para as missões e para cursos de formação missioná-
ria visando sua formação permanente. Em suas comunidades paroquiais devem lembrar que a missão não é só
no mês missionário, mas em todo o ano. Os leigos deveriam ser preparados para serem animadores, para serem
células de difusão e divulgação missionária em suas comunidades.
Precisamos apresentar o conteúdo do Congresso em nossos seminários e assim fomentar o ardor missionário no
coração dos nossos companheiros. Necessitamos também Maior esclarecimento acerca dos conselhos quanto
a sua estrutura e constituição (COMIDE, COMISE, COMIRE, COMIPA). Precisamos fomentar em nossas dioceses
o espírito missionário com iniciativas como a criação de COMISES e FORMISES, e trabalhar em conjunto com os
conselhos existentes em algumas dioceses do nosso regional.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                              41



4. CuRso de FoRMaÇÃo MissioNáRia PaRa PResBÍteRos

A formação missionária nos dias atuais exige uma intensa preparação humana, espiritual, intelectual e prática.
Foi pensando nisso e destacando o Ano Sacerdotal que o Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) promoveu,
de 22 a 31 de julho, um Curso de Teologia e Espiritualidade Missionária para presbíteros com o tema: “Consagra-
dos e enviados a todos os povos”. O curso teve um êxito excelente, segundo a avaliação dos participantes.




a) PaRtiCiPaNtes
  N.   Nome                                             Diocese ou Entidade                              UF
  1    Aluisio da Silva Ramos                           Nazaré da Mata                                   PE
  2    Cyzo Assis Lima                                  Fraternidade Palavra e Missão                    RS
  3    Geraldo Alves da Silva                           São José dos Campos                              SP
  4    Gervasio Linke                                   Padres do Sagrado Coração de Jesus               SC
  5    Gibrail Walendorff                               Osório                                           RS
  6    Gilmar Raimundo de Santana                       Osasco                                           SP
  7    José Afonso de Souza                             São José dos Campos                              SP
  8    José Carlos Stoffel                              Fraternidade Palavra e Missão                    SP
  9    Maurício Pieroni                                 Pouso Alegre                                     MG
 10    Rogério Félix Machado                            São José dos Campos                              SP
 11    Sidnei de Paula Santos                           Marilia                                          SP
 12    Stanislaw Ocetek                                 Luziânia                                         GO
 13    Ubajara Paz de Figueiredo                        Campo Grande                                     MS
 14    Valmir Miranda dos Santos                        Salvador                                         BA

Segundo o secretário executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti, o curso promoveu o redescobrimento do minis-
tério sacerdotal sobre a missão hoje. “A missão diz respeito a mais profunda identidade do presbítero, da mesma
forma que diz respeito à essência da própria Igreja”. Padre Raschietti vê o efeito positivo do Concílio Vaticano
II na crescente ação missionária. “Com efeito, o Concílio Vaticano II afirma que a Igreja peregrina é por sua
natureza missionária. Não é por acaso que a própria prática missionária representa uma dimensão privilegiada
de exercício do ministério do presbítero”.
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O Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária e um dos palestrantes, padre Sávio Corinaldesi, explica
aos participantes que o padre é um termômetro da sociedade, por isso o religioso deve sempre se manter motiva-
do, tanto na vida quanto na questão missionária. “O padre não pode se acomodar. Temos que nos sentir sempre
no meio do oceano com um tubarão em nossa caça. Isso serve de motivação para alcançarmos o máximo de
nosso trabalho, que é a evangelização e a missionariedade”.
Nesta edição o número de inscritos foi de 15 participantes. O superior da fraternidade Palavra e Missão, da
cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, Cyzo Assis Lima, destacou sua participação como uma espécie de “reci-
clagem”. “O curso tem a duração de 10 dias. Neste tempo sinto que fiz uma reciclagem, à luz do Documento
de Aparecida, podendo agora dinamizar a missão na minha região. Me fez também enxergar melhor a missão,
dentro e fora do país”.
O CCM promove os cursos de formação missionária em parceria com a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação
Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagra-
da, a Comissão Episcopal para a Amazônia, o Conselho Missionário Nacional, a Conferência dos Religiosos do
Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, a Comissão Nacional dos Presbíteros e a Organização dos Seminários
e Institutos do Brasil.




B) FiNalidade e MotivaÇÃo
Esse curso teve como finalidade redescobrir o ministério sacerdotal à luz da perspectiva missionária, aprimorar o
estudo da teologia e da espiritualidade da missão mediante a abordagem de questões fundamentais, fortalecer
a consciência missionária dos participantes e orientá‐los a uma prática evangelizadora sempre mais próxima,
inculturada, com horizonte universal.
A iniciativa do CCM se situa como estímulo para que aconteça efetivamente uma formação missiologica e
missionária mais aprofundada entre os presbíteros do Brasil. Os participantes a esse curso foram convidados
a se tornarem agentes multiplicadores de eventos semelhantes de animação missionária presbiteral em suas
próprias realidades.
A participação ativa da Pontifícia União Missionária, por meio de seu Secretário Nacional, garantiu a esse curso
uma esmerada qualificação, sendo essa obra orientada especificamente à formação missionária dos presbíteros
e dos candidatos ao ministério presbiteral. Por ocasião desse curso foi proposto um enfoque bíblico específico,
segundo quanto sugere o Ano Litúrgico C: a perspectiva lucana da missão. Para Lucas a missão é obra do Espí-
rito e testemunho apostólico. A cena de Jesus em Nazaré (cf. Lc 4,16-30) revela o programa essencial da missão
de Jesus, a partir do qual se desdobra o compromisso missionário de todo presbítero, apóstolo e pastor.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                 43



Faz-se necessária uma profunda “conversão radical da mentalidade” (RMi 49), uma superação de visões restri-
tas e sectárias, para que a salvação de fato se estenda a todos os povos. Convidamos os presbíteros do Brasil
a participar desse curso para que se sintam mais capacitados a animar as comunidades a eles confiadas,
renovando-as de dentro, por meio de um autêntico espírito missionário.


C) CoNteÚdo PRogRaMátiCo
1. Quinta, 22 de julho, 16h00: Acolhida e introdução. “Jesus voltou para a Galiléia com a força do Espírito”
(Lc4,14). Celebração de abertura.
                                POR QUEM SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS
2. sexta, 23 de julho: “O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM” (Lc 4,18a). A Missão como impulso do Espírito
e desdobramentos na vida concreta da comunidade: mudança de paradigma – Pe. Joachim Andrade, SVD, mes-
tre em antropologia e doutor em Ciências da Religião.

                                 POR QUE SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS
3. sábado, 24 de julho: “ENVIOU‐ME PARA ANUNCIAR A BOA NOVA AOS POBRES” (Lc 4,18c). A missão de Jesus
como revelação de um Deus do rosto humano e a nossa prática pastoral – Ir. Tea Frigério, MMx, especializada em
Ciências da Religião e assessora do CEBI.
4. domingo, 25 de julho: A MISSÃO DA IGREJA AO LONGO DOS SÉCULOS. Visões, modelos e paradigmas históricos
e suas heranças na nossa organização eclesial – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o
Laicato da CNBB, setor CEBs.
5. segunda, 26 de julho: A MISSÃO DOS CRISTÃOS HOJE COMO PROFECIA PARA UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL.
Desafios, caminhos e horizontes para o anúncio efetivo do Evangelho num mondo globalizado – Pe. Estêvão
Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do Centro Cultural Missionário.

                                      SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS
6. terça, 27 de julho: “HOJE SE CUMPRIU A ESCRITURA” (Lc 4,21). A identidade do presbítero na adesão à mis-
são de Jesus, vida nova para todos os povos – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário
Executivo do Centro Cultural Missionário.

                                  A QUEM SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS
7. Quarta, 28 de julho: “NUNHUM PROFETA É BEM RECEBIDO EM SUA PÁTRIA” (Lc 4,24). A missão na diáspora
territorial, social e cultural: testemunhos missionários e pistas de ação – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário
Nacional da Pontifícia União Missionária.
8. Quinta, 29 de julho: ÂMBITOS E INTERLOCUTORES DA MISSÃO HOJE. As perspectivas e os projetos missionários
do Documento de Aparecida – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária.
                                   COMO SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS
9. sexta, 30 de julho: “PASSANDO NO MEIO DELES, CONTINUOU O SEU CAMINHO” (Lc 4,30). Uma espiritualidade
para uma Igreja em estado permanente de missão – Pe. José Altevir da Silva, CSSp, assessor da Comissão Epis-
copal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial.
10. sábado, 31 de julho, até 12h00: Conclusão e avaliação: “Sereis as minhas testemunhas em Jerusalém até
os confins do mundo” (At 1,8). Celebração de envio.
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d) sÍNtese das avaliaÇÕes
                                                      Ruim            Regular          Bom             ótimo
Curso como um todo                                                                      3               10
Convivência                                                                             6                7
Assessores                                                                              7                6
Conteúdo                                                                1               3                9
Celebrações                                                             1               6                6
Coordenação                                                                             1               12
Hospedagem                                                                              1               12
Refeição                                                                                2               11
Serviços da Casa                                                                        1               12

O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS?
Sim. Porque me ajudou muito assimilar a minha opção pessoal. Possibilitou também uma amável convivência
com os assessores e os participantes, uma verdadeira renovação ministerial. – Em geral sim. Foi excelente para eu
assumir um compromisso maior com a proposta de uma Igreja em estado permanente de missão. – Sim, pelos os
conteúdos, atuação dos assessores. Houve bom espírito participativo e interativo do grupo. – Muito. Ajudou-me re-
ver a dimensão missionária do meu ministério. Volto para o meu trabalho pastoral disposto a rever e por em prática
alguns pontos para que a comunidade seja verdadeiramente missionária. – E muito. Nunca tinha feito um curso, no
tocante à dimensão missionária, como este que fiz aqui. Certamente foi positivo; além das minhas expectativas.

PONTOS SIGNIFICATIVOS A DESTACAR
Teologia da missão, abordagem com documento de Aparecida, foi muito bom. Entre outras coisas boas, foi muito
positivo os filmes que foram passados a noite. – As novas chaves de leitura a parti do evangelho de Lucas. As
linhas norteadoras que implicam mudanças de estruturas e conversão, sobretudo dos evangelizadores. As expe-
riências missionárias dos assessores, e o testemunho de fé e vida. – A profundidade de alguns temas apresen-
tados; O questionamento suscitado a partir da apresentação dos temas, e a nova compreensão da Igreja a partir
da missionariedade. – O clima de acolhida da equipe da casa, me sentir em minha própria casa. – Excelente
trabalho do padre Joaquim, referente a teologia da missão Aparecida, os aspectos históricos e o fundamentos
bíblico. – A união do grupo, pessoal simples, cheios de vontade, acreditando em uma Igreja mais comprometida.
O carinho na comemoração do meu aniversário.

SUGESTõES PARA MELHORAR
Sugiro que houvesse novas formas na dinâmica, na espiritualidade, na leitura orante do ofício divino das co-
munidades e enfoque nas celebrações eucarísticas. – De ordem metodológica: alguns assessores deixaram de
seguir um roteiro na sua exposição, o que dificultou o acompanhamento. – Continuar com a proposta de uma
formação específica para sacerdotes. Sugestão: em vez de 10 dias, realizar em 6 dias. – Abrir, se possível estu-
dos sobre outros problemas que surgem na teologia e abordar novos assuntos.

CONSIDERAÇõES PESSOAIS
O grupo todo esteve bem em sintonia com a coordenação e assessores. – O encontro com os colegas do ministério
foi muito edificante. – Pe. Estevão, não desista! O CCM precisa mais ser divulgado nas paróquias. Que se orga-
nize um curso para lideranças leigas que moram e atuam nos grandes centros urbanos. – Eu me comprometo
em enviar 2 ou 3 padres para o próximo curso neste formato. – Maior divulgação sobre o curso junto ao Bispo
aproveitar a assembléia nacional ou dos Regionais.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                          45



5. CuRsos ad geNtes




Nº   Nome                                   Congregação / Entidade                    Id. Religiosa   País Missão
1    Adir Rodrigues                         Diocese de Chapecó                        Padre           Nicaraguá
2    Andreza de Andrade                     Fanciscanas Missionárias de Assis         Religiosa       Argentina
4    Cícera Correia Carvalho                Instituto Josefino                        Religiosa       França
5    Cláudia Camara                         Salvatorianas                             Religiosa       Moçambique
3    Clézio Menezes dos Santos              Ordem dos Frades Capuchinhos              Frei            México
6    Conceição Ap. Gonçalves Faria          Franciscanas Missionárias de Assis        Religiosa       Argentina
7    Damiana Do Crusificado                 Fraternidade Misisonária o” O Caminho”    Religiosa       Moçambique
8    Diva Nascimento Barbosa                Franciscanas M Maria Auxiliadora          Religiosa       Bolívia
9    Edi Nicolao                            Irmãs Franciscanas N Sra Aparecida        Religiosa       Moçambique
10   Eliane Maria Assis Armôa               Missionarias da Imaculada                 Religiosa       Guiné Bissau
11   Elza Aparecida dos Santos              Santa Maria Madalena Postel               Religiosa       Continente Africano
13   Frederico Augusto de Oliveira          Santíssimo Redentor                       Padre
14   Inês Aparecida Colpani                 Apóstoloas do Sagrado Coração de Jesus    Religiosa       Benin
15   Jair Donizet de Oliveira               Missionários Claretianos – CMF            Padre           Moçambique
16   Jandira Portelo                        Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado   Religiosa       Angola
17   Lauriceia Soares Lima                  Filhas N. Sra S Coração                   Religiosa       Venezuela
18   Lucia Olinda Wilchen                   Filhas do Amor Divino                     Religiosa       Ecuador
19   Luiz Roberto Lemos do Prado            Congregação da Missão (CM)                Padre           Moçambique
20   Sally Ann Savery                       Fraternidade Missionária “O Caminho”      Religiosa       Moçambique
21   Maria Aparecida dos Santos             Pequenas Irmãs da Divina Providência      Religiosa       Haiti
22   Maria Aparecida Ribas                  Bom Pastor                                Religiosa       Angola
23   Maria Aparecida Silva Viana            Irmãs da Providência de Gap               Religiosa       Haiti
24   Maria da Piedade Silva                 Missionárias Capuchinhas                  Religiosa       Ecuador
25   Maria Joaquina C. G. Cesar             Franciscanas Missionárias de Assis        Religosa        Argentina
26   Maria Jose Santos Lira                 Filhas de N. Sra do Sagrado Coração       Religiosa       Angola
27   Maria Lúcia Tavares Araújo             Missionárias Capuchinhas                  Religiosa       Ecuador
28   Maria Marcelina Xavier                 Instituto Pias Mestras Venerini           Religiosa       Haiti
29   Marissandra Rodrigues Oliveira         Franciscanas Missionárias de Susa         Religiosa       Moçambique
30   Marivalda T. Xavier dos Santos         Apóstolas do Sagrado Coração              Religiosa       Mexico
31   Markelízia Cruz Araújo                 Irmãs da Divina Providência               Religiosa       Continente Africano
32   Pedrinha Maronezi                      Nossa Senhora (Notre Dame)                Religiosa       Continente Africano
33   Pureza Madalena de Jesus               Irmãs da Divina Providência               Religiosa       Moçambique
34   Raimunda Oliveira Chaves               Feranciscana Missionária de Maria         Religiosa       Angola
35   Rita de Cássia Soares Gomes            Instituto Josefino                        Religiosa       França
36   Rivanete Simões da Costa               Instituto Josefino                        Religiosa       França
37   Rosa Nair Carlos                       Franciscanas da Imac. Conceição           Religiosa       Continente Africano
38   Sandra Aparecida da Silva              Irmãs Missionárias da Ação Pastoral       Religiosa       Moçambique
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a) PaRtiCiPaNtes
O Curso Ad Gentes para missionários enviados além-fronteiras teve início no dia 8 de agosto, no Centro Cultural
Missionário (CCM), e terminou em 1º de setembro. Participaram da formação 38 pessoas (32 religiosas, quatro
padres, 1 frei e uma leiga).
“Com estes dados podemos perceber como a Igreja no Brasil continua vivenciando de maneira autêntica o
mandato de Jesus: ‘ide pelo o mundo inteiro e fazei discípulos meus em todas as nações’”, disse o assessor da
Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, padre José Altevir,
que também assessorou o curso.




A formação missionária foi uma iniciativa do CCM e teve a duração de três semanas e três dias de retiro espiri-
tual, com a finalidade oferecer uma preparação humana, intelectual, espiritual e prática para esses missioná-
rios. O Curso proporcionou momentos de reflexão e de estudo antes de partir para essa experiência de tornar-se
hóspede na casa dos outros.
O Curso de Formação Missionária Ad Gentes 2010 teve como enfoque a missão segundo o evangelista Lucas: mis-
são como cumprimento das escrituras; missão como anúncio da conversão e do perdão a todas as nações; missão
começando por Jerusalém; missão como testemunho; missão como ação do Espírito (cf. Lc 24,44-49). A universali-
dade dessa visão missionária se expressa no anúncio de salvação vinculado ao encontro com a pessoa de Jesus.
De acordo com padre Altevir, os 38 missionários serão enviados para três continentes. “O continente africano
vai receber 20 missionários. Para o continente americano estão sendo enviados onze. Já a Europa receberá dois
missionários, que irão atuar na França”, enumerou.
O assessor também destacou a origem dos missionários. “Os 38 missionários são oriundos dos seguintes es-
tados: São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Maranhão, Santa Catarina, Amazonas, Tocantins, Goiás, Paraíba, Rio
Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná e Distrito Federal”.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                   47



B) oBJetivos
Essa iniciativa teve como finalidade oferecer uma preparação humana, intelectual, espiritual e prática para
esses missionários. Com efeito, é preciso que os missionários e as missionárias retalhem um tempo para si, para
um encontro consigo, com os outros e com Deus, dispondo-se a enfrentar os desafios da missão além-fronteiras.
Esse Curso proporcionou um importante momento de reflexão e de estudo antes de partir para essa experiência
tremenda e fascinante de tornar-se hóspedes na casa dos outros.




O Curso de Formação Missionária Ad Gentes 2010 teve como enfoque a missão segundo o evangelista Lucas:
missão como cumprimento das escrituras; missão como anúncio da conversão e do perdão a todas as nações;
missão começando por Jerusalém; missão como testemunho; missão como ação do Espírito (cf. Lc 24,44-49).
A universalidade dessa visão missionária se expressa no anuncio de salvação vinculado ao surpreendente en-
contro com a pessoa de Jesus. A partir dessas perspectivas bíblicas, o Curso tratou das principais questões que
sobressaem da experiência missionária além-fronteiras, seguindo sete abordagens: humano-afetiva, bíblica,
histórica, antropológica, teológica, prática e espiritual.


C) FiNalidade e MotivaÇÃo
O Curso ofereceu uma preparação intensiva e um acompanhamento para brasileiras e brasileiros que se pre-
param para sair do País como missionários alémfronteiras. Hoje, se insiste para que os missionários tenham
uma adequada e específica formação em três etapas: uma formação humana, intelectual, espiritual e prática
– especificamente missionária – no próprio país de origem; uma formação de inserção e de iniciação à missão
no país de destinação; e um estágio missionário no campo final de missão.
No caso específico dos missionários brasileiros, o CCM oferece cursos para cumprir com a primeira etapa dessa
formação. Com efeito, é preciso que os missionários e as missionárias retalhem um tempo para si, para um en-
contro consigo, com os outros e com Deus diante dos desafios da missão além-fronteiras. Esse Curso proporcio-
na um importante momento de reflexão e de estudo antes de partir para essa experiência tremenda e fascinante
de tornar-se hóspedes na casa dos outros.
O Curso Ad Gentes é indicado também para missionários e missionárias que desejam se aprimorar nas temáticas
relacionadas à missão, para amadurecer uma eventual decisão de sair ou em vista de elaborar caminhos e projetos
junto à própria congregação. Também aconselhamos essa formação como momento de revigoramento espiritual
para religiosos e religiosas, leigos e leigas, que estão na labuta há anos, e que procuram um momento significativo
de atualização e avaliação pessoal sobre alguns conteúdos e sobre sua própria experiência missionária.
48                               Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



d) CoNteÚdo PRogRaMátiCo
                                          “SOU EU MESMO” (Lc 24,39)
domingo, 8 de agosto: “Toquem-me e vejam” (Lc 24,39): o significado do encontro com o Ressuscitado para a
Missão. Abertura e apresentação do curso.
segunda, 9 de agosto: MISSÃO: A ALEGRIA DE SER TESTEMUNHAS SEM FRONTEIRAS. Motivações interiores para
a missão ad gentes – Ir. Teresinha Mendonça Del’Acqua, OSF, psicóloga e orientadora espiritual.
terça, 10 de agosto: MISSÃO: UMA VIAGEM AO EXTERIOR E AO INTERIOR. Perspectivas de conversão pascal
a partir da experiência missionária de aproximação ao outro e à cultura do outro – Ir. Teresinha Mendonça
Del’Acqua, OSF, psicóloga e orientadora espiritual.
Quarta, 11 de agosto: MISSÃO: MUDANÇA DE PARADIGMA. “Deslocamentos” fundamentais para uma nova compre-
ensão da missão ad gentes hoje – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do CCM.




                                MISSÃO COMO CUMPRIMENTO DAS ESCRITURAS
Quinta, 12 de agosto: “HOJE SE CUMPRIU ESTA ESCRITURA QUE ACABASTES DE OUVIR” (Lc 4,21). A missão
de Jesus tal como os Evangelhos nos transmitem (cf. DAp 139) – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão
Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs.
sexta, 13 de agosto: “JESUS ABRIU A MENTE DELES PARA ENTENDEREM AS ESCRITURAS” (Lc 24,45). A compre-
ensão da missão ao longo dos séculos: visões, modelos e paradigmas históricos entre encontros, confrontos e
desencontros – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs.
sábado, 14 de agosto: “A PALAVRA DE DEUS, ENTRETANTO, CRESCIA E SE MULTIPLICAVA” (At 12,24). Desafios,
caminhos e horizontes para o anúncio do Evangelho hoje num mondo globalizado – Pe. Estêvão Raschietti, Sx,
mestre em missiologia e Secretário Executivo do CCM.
domingo, 15 de agosto: à tarde, passeio turístico por Brasília (roteiro cívico).


                    MISSÃO COMO ANUNCIO DE CONVERSÃO E PERDÃO A TODAS AS NAÇõES
segunda, 16 de agosto: SIGNIFICADO DA CONVERSÃO PARA O MUNDO ATUAL. Elementos para um novo paradig-
ma de missão a partir de uma visão antropológica – Pe. Joachim Andrade, SVD, mestre em antropologia e doutor
em Ciências da Religião.
terça, 17 de agosto: A MISSÃO AD GENTES NO CONTINENTE ASIÁTICO. Missão inter gentes num contexto de
pluralismo religioso e de diáspora da Igreja – Pe. Joachim Andrade, SVD, mestre em antropologia e doutor em
Ciências da Religião.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                  49



Quarta, 18 de agosto: MIGRAÇÃO COMO CAMINHO DA MISSÃO. A luta contra a idolatria do mercado junto a mi-
grantes e refugiados – Prof. Roberto Marinucci, mestre em missiologia e pesquisador do Centro Scalabriniano
de Estudos Migratórios (CSEM).
Quinta, 19 de agosto: IDENTIDADE E UNIVERSALIDADE. O anuncio do Evangelho e as culturas dos povos – Ir.
Elvira Augusto, FMM, missionária moçambicana no Brasil e formadora.
sexta, 20 de agosto: A MISSÃO AD GENTES NO CONTINENTE AFRICANO. Caminhando com a Igreja a serviço da
reconciliação, da justiça e da paz – Ir. Elvira Augusto, FMM, missionária moçambicana no Brasil e formadora.
sábado, 21 de agosto: A MISSÃO AD GENTES NUM MUNDO PóS-MODERNO E PóS-CRISTÃO. Desafios e pers-
pectivas para o anúncio do Evangelho a partir de contextos culturalmente cristãos – Pe. Gabriele Cipriani, CP,
assessor do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC.
domingo, 22 de agosto: à tarde, encontro com algumas expressões religiosas de Brasília (roteiro religioso).


                                    MISSÃO COMEÇANDO POR JERUSALÉM
segunda, 23 de agosto: A CAMINHADA MISSIONÁRIA DA IGREJA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA. Opção pelos
pobres, libertação, participação, inculturação nos documentos das conferências episcopais continentais – Prof.
Ivo Poletto, filósofo, teólogo, cientista social e educador popular.
terça, 24 de agosto: MEMóRIA, PROJETO, SEGUIMENTO. Testemunhos, práticas significativas e teologia latino-
americana e caribenha entre opções fundamentais e novas perspectivas – Prof. Ivo Poletto, filósofo, teólogo,
cientista social e educador popular.
Quarta, 25 de agosto: UMA IGREJA EM PERMANENTE PROCESSO DE CONVERSÃO MISSIONÁRIA. As provocações
inovadoras da V Conferência de Aparecida e o desafio da Missão Continental – Pe. Agostinho Sauthier, subsecre-
tário adjunto de Pastoral do Secretariado Geral da CNBB.




                                         MISSÃO COMO TESTEMUNHO
Quinta, 26 de agosto: DAR DE NOSSA ESSÊNCIA. O fundamento trinitário da Missão e a natureza missionária
da Igreja (AG 2): o debate teológico sobre a missão – Ir. Inês Costalunga, Mdl, doutora e secretária da Pós-
graduação em Missiologia do Itesp de São Paulo, SP.
sexta, 27 de agosto: DAR DE NOSSA VIVÊNCIA. A vida nova em Cristo e seu sentido de salvação para todos os
povos: o debate cristológico, eclesiológico e soteriológico sobre a missão – Ir. Inês Costalunga, Mdl, doutora e
secretária da Pós-graduação em Missiologia do Itesp de São Paulo, SP.
50                                   Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



sábado, 28 de agosto: DAR DE NOSSA POBREZA. Os horizontes da ação evangelizadora e os compromissos da
Igreja latino-americana e caribenha: o debate atual sobre a missão alémfronteiras – Pe. José Altevir da Silva,
CSSp, assessor da Comissão para a Ação missionária e a Cooperação Intereclesial.
domingo, 29 de agosto: à tarde, passeio no Parque Nacional de Brasília (roteiro ecológico).


                                           MISSÃO COMO AÇÃO DO ESPíRITO
segunda, 30 de agosto: “RECEBERÃO A FORÇA DO ESPÍRITO PARA SEREM MINHAS TESTEMUNHAS” (At 1,8).
Missão como impulso interior (dynamis) do Espírito e desdobramentos na vida da comunidade – Pe. Sávio Cori-
naldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária.
terça, 31 de agosto: “O ESPÍRITO SOPRA ONDE QUER” (Jo 3,8). Missão como extensão da ação do Espírito, presente e
operante em todo o tempo e lugar – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária.
Quarta, 1 de setembro: avaliação e celebração de envio: “eu lhes enviarei aquele que meu Pai prometeu” (Lc 24,49).


e) sÍNtese das avaliaÇÕes
                                                        Ruim          Regular           Bom             ótimo
Curso como um todo                                                                       4               32
Convivência                                                                              11              24
Equipes de Serviços                                                      1               13              20
Partilha das experiências Missionárias                                                   9               25
Conteúdo das palestras                                                                   10              25
Assessores                                                                               28               7
Hospedagem                                                                               35               2
Refeições                                                                                33               3
Serviço da Casa                                                                          30               6


O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS?
Sim, e em vários sentidos. Sinto-me realizada por tudo que vivi nesses dias, conviver com pessoas diferentes, foi
muito gratificante. – Sim, o curso foi de grande conhecimento, crescimento, foi grande experiência, uma riqueza,
é impossível não sair com o desejo de partir e ser discípulos e missionários do Senhor. – Sim, não só me ajudou
a caminhar, mas tomar atitudes coerentes com o meu ser missionário. Gostei muito do jeito que foi dado o curso,
não foi cansativo, deu para assimilar toda a matéria, rezar e refletir. Vocês estão de parabéns com a organização
e conteúdo. – Correspondeu e muito, tive momentos fortes de convivência, de partilha de vida; os assessores são
capazes, me ajudou a por os pés no chão diante da missão que vamos assumir. – Correspondeu, eu não espe-
rava que fosse desse nível, com pessoas capacitadas e competentes em cada assunto apresentado. – Superou.
A forma adotada na sequência dos conteúdos, a dinâmica e a metodologia aplicada bem como a escolha dos
assessores. – Sim, correspondeu. Eu necessitava de algo que me despertasse para um tema sobre a tecnologia
como meio de evangelização e outro sobre religiões no mundo. Tudo isso alargou os meus horizontes e levou-me
a um processo de conversão. – Sim. Porque foi direcionada à questão missionária do princípio até o fim, não
perdeu o fio condutor, o objetivo. Está muito atualizado e correspondeu às exigências com relação á comunicação
(imagem). – Acredito que sim e me ajudou a despertar com mais convicção para a missão. Este curso é uma boa
preparação e nos ajuda a ter noção daquilo que vamos encontrar na nossa caminhada. – Sim. Apenas gostaria
de sugerir para repensar sobre as questões da África como um todo; do mais sinto que fomos bem orientados e
questionados. Muitíssimo obrigada! Muita paz e bênçãos a todos.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                        51



6. seMaNa BRasileiRa soBRe a MissÃo CoNtiNeNtal




a) PaRtiCiPaNtes
N.    Nome                                            Diocese ou Entidade                  Id Religiosa   UF
1     Adalberto Ronconi                                                                    Padre          SP
2     Aldemisia S. V. M. Magalhaes                    Cruzeiro do Sul                      Leiga          AC
3     Aline Luci Girelli                              Fraternidade Palavra e Missão        Religiosa      SP
4     Ana Maria Ferreira de Barros                    São Miguel Paulista                  Leiga          SP
5     Ana Maria Pereira da Silva                      Barra dos Garças                     Leigo          MT
6     Augusta Culpo                                   CNBB Noroeste                        Religiosa      RO
7     Bernadete Motta Palafoz                         Franciscanas Marianas Missionárias   Religiosa      BA
8     Carla Zagato                                    Missionária de Maria – Xaveriana     Religiosa      SP
9     Claudete Camilo                                 Colatina                             Leiga          ES
10    Claudio Antonio Prescendo                       Vacaria                              Padre          RS
11    Clemilda Lobo Alves                                                                  Leiga          PA
12    Crisófor Domínguez Pedral                       CELAM
13    Cristiano de Souza Tavares                      Cruzeiro do Sul                      Padre          AC
14    Daniel Rodrigues                                Curitiba                             Leigo          BA
15    Dirce Gomes da Silva                            Irmãs de Cristo Pastor               Religiosa      PR
16    Dom Adriano                                     CNBB Nordeste 2                      Bispo          PE
17    Dom Jaime Pedro Kohl                            Osório                               Bispo          RS
18    Dom José Lanza Neto                             Guaxupé                              Bispo          MG
19    Dom Pedro Brito Guimarães                       São Raimundo Nonato                  Bispo          PI
20    Dom Sérgio Arthur Braschi                       Ponta Grossa                         Bispo          PR
21    Edinei Evaldo Batista                           São José dos Campos                  Padre          SP
22    Elielson Cassimiro de Almeida                   Natal                                Padre          RN
23    Fátima Vilma Siqueira da Silva                  Barra do Piraí                       Leiga          RJ
24    Frederico Augusto de Oliveira                   Congregação Santíssimo Redentor      Padre          DF
25    Iranildo Virgilio da Cruz                       Natal                                Padre          RN
26    Isalete Aparecida Silva                         São José dos Campos                  Leigo          SP
27    João Panazzolo                                  CNBB Sul 3                           Padre          RS
28    José Angelo Figueira                            Nordeste 5                           Padre          MA
29    Latif Maria de Arauju Lima                      Rio Branco                           Leiga          AC
30    Limacêdo Antônio da Silva                       CNBB Nordeste 2                                     PE
52                                       Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



31      Lino Zucchi                                     COMIRE Norte 2                  Padre              PA
32      Lourival Martins Becker                                                         Leigo              MT
33      Luigi Mosconi                                   Santas Missões Populares        Padre              PA
34      Luiz Fernando Lisboa                            Missionário Passionista         Padre              PR
35      Luiz Marino Silva Marinho                       São José dos Campos             Leigo              SP
36      Malvino Xavier da Silva                         Colatina                        Padre              ES
37      Marcelo Ribeiro Alves de Ávila                                                  Leigo              MG
38      Maria de Lourdes Soares Gomes                   Curitiba                        Religiosa          PR
39      Maria F. Nascimento de Souza                                                    Leiga              AM
40      Maria Salete dos Santos                         Santos                          Leiga              SP
41      Maria Sebastiana Souza                          São José dos Campos             Leiga              SP
42      Mário de Carli                                  Instituto Missões Consolata     Padre              SP
43      Matias Soares                                   Natal                           Padre              RN
44      Neimar Aloisio Troes                            Toledo                          Padre              PR
45      Nilto Lima                                                                      Padre              MA
46      Olivio Lucio Dembogurski                        Vacaria                         Padre              RS
47      Pirmin Spiegel (Firmino)                        Santas Missões Populares        Padre              PA
48      Rivael de Jesus Nacimento                       Curitiba                        Leigo              PR
49      Rogério Félix Machado                           São José dos Campos             Padre              SP
50      Rosangela de Sousa Urt                                                          Leiga              AM
51      Santina Kriger Becker                                                           Leiga              MT
52      Sidney Marcos Dornellas                         CNBB Nacional                   Padre              DF
53      Ubajara Paz de Figueiredo                       CNBB Oeste 1                    Padre              MS
54      Valdinei Soares dos Santos                      São Mateus                      Padre              ES


Aconteceu na noite do dia cinco de setembro, às 20h, no Centro Cultural Missionário, em Brasília, a abertura da
Semana Brasileira sobre a Missão Continental.
Em meio aos cinqüenta e quatro missionários oriundos das mais diversas regiões do Brasil, Dom Adriano Ciocca
Vasino, bispo de Floresta-PE, membro da Comissão Episcopal da Missão Continental, acolheu todos os partici-
pantes e os motivou com as seguintes palavras: “ na missão continental não podemos deixar de nos solidarizar
com a retomada da identidade dos povos indígenas e afrodescendentes e tão pouco, deixar de procurar, com
todos os de boa vontade, um novo paradigma socioeconômico e cultural, baseado no diálogo, na economia e no
respeito, em lugar do paradigma atual, que é falido e imoral.
Como para os discípulos de Emaús, o tempo de hoje pode nos deixar desanimados. Mas Cristo Ressuscitado
caminha conosco Ele nos permite “ler” a realidade atual com outros olhos e nos reanima para a missão. Como
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                 53



Igreja nós temos que nos colocar ao lado dos povos do nosso continente e acompanhá-los na sua caminhada a
partir da nossa fé em Cristo ressuscitado e com Ele trilhar novos caminhos”.
A oração inicial foi realizada de maneira dinâmica e participativa, de modo que os dezessete Regionais da CNBB,
na pessoa de seu representante, apresentaram uma experiência missionária significativa, fruto da missão con-
tinental, que vem animando e aquecendo os corações das pessoas nas comunidades, paróquias e dioceses, vida
religiosa, pastorais e movimentos em todo o Brasil.
Ao iniciar este evento nacional da missão continental, foi destacado que começar algo em nossa vida evoca, em
primeiro lugar, para o entusiasmo. Toda pessoa entusiasta sabe o que quer e aonde quer chegar. A causa maior é
sempre o Reino de Deus e a pessoa de Jesus Cristo e seu Projeto. Neste espírito de nitidez pela urgência da mis-
são, aconteceu a memória e partilha dos regionais, que por sua vez, os representantes não conseguiam conter a
alegria e vibração ao partilhar as inúmeras atitudes missionárias realizadas em suas localidades.
Ao concluir este primeiro momento da semana brasileira da missão continental, ficou claro que a missão evan-
gelizadora abraça a todos com o amor de Deus e especialmente aos pobres e aos que sofrem.
E o convite foi lançado: “levemos nossos navios mar adentro, na força do Espírito, sem medo das tormentas,
seguros de que a providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf DAp 551).
“Assumimos o compromisso de uma grande missão em todo o Continente, que de nós exigirá aprofundar e
enriquecer todas as razões e motivações que permitam converter cada cristão em discípulo missionário. Ne-
cessitamos desenvolver a dimensão missionária da vida de Cristo. A Igreja necessita de forte comoção que a
impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do
Continente. Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida
em Cristo. Esperamos em novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente;
esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso é imperioso assegurar
calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um
atraente testemunho de unidade ‘para que o mundo creia’ (Jo 17,21)” (DAp 362)




B) FiNalidade e MotivaÇÃo
Um dos mais importantes legados da V Conferência Geral do Episcopado latino-americano em Aparecida foi
assumir o compromisso de uma grande Missão Continental. Contudo, a recepção inicial desta proposta não foi
a de realizar uma gigantesca mobilização eclesial, tampouco a de articular um projeto missionário em nível de
toda igreja do Continente. Pelo contrário, o Documento do Celam pós-Aparecida, “A Missão Continental para
uma Igreja Missionária” (MC), como também o Documento da CNBB, “Projeto Nacional de Evangelização: o
Brasil na Missão Continental”, conferem à Missão Continental um caráter de animação missionária das Igrejas
54                                Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



particulares: “a missão que se realiza como fruto da Conferência de Aparecida deve, antes de tudo, animar a
vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar a responsabilidade para que todas
as comunidades cristãs ponham-se em estado de missão permanente” (MC 2).
Se existe uma novidade na perspectiva da Missão Continental, essa consiste num decisivo salto de passar de
uma Igreja que promove alguns eventos “missionários” para arrebanhar fiéis, para uma Igreja em estado per-
manente de missão. Isso equivale a reconhecer o contexto de pluralismo no qual se encontra o mundo de hoje.
Esse pluralismo é a propria “casa” dos nossos povos na América e no mundo, onde temos que entrar tirando as
sandálias, para anunciar permanentemente o Evangelho ali onde o povo se encontra.
É preciso, portanto, “percorrer juntos um itinerário de conversão que nos leve a ser discípulos missionários de Jesus
Cristo” (MC 3), visto que para nos tornarmos tais, “impõe-se uma conversão radical da mentalidade” (RMi 49).
Essa conversão consiste substancialmente num deslocamento e numa saída: “nós somos agora, na América Latina
e no Caribe, seus discípulos e discípulas, chamados a navegar mar adentro para uma pesca abundante. Trata-se
de sair de nossa consciência isolada e de nos lançarmos, com ousadia e confiança (parrésia), à missão de toda a
Igreja” (DAp 363). Paradoxalmente, é nessa saída que a Igreja encontra sua razão de ser e sua própria identidade.
Para concretizar pedagogicamente esse intuito, o Documento do Celam sobre a Missão Continental propõe “um pla-
no mínimo para surtir efeito de visibilidade da comunhão” (MC, apresentação). Por sua vez o Documento da CNBB,
além de sinais compartilhados e de gestos concretos, insiste na elaboração de subsídios, no processo de formação
dos missionários e no aprofundamento de temáticas inerentes a questões propriamente missionárias.




Com esse propósito o Centro Cultural Missionário e a Comissão Episcopal para a Missão Continental promoveram
uma Semana Brasileira sobre a Missão Continental, com o objetivo de afunilar a reflexão em torno de três grandes
temas do Documento de Aparecida: a espiritualidade missionária, dimensão essencial para a formação missionária;
a paróquia missionária, exigência de conversão das nossas estruturas; os projetos para uma nova evangelização,
caminhos para uma aproximação aos outros e para uma ação evangelizadora significativa em todo Brasil.
Esses temas revelaram-se questões fundamentais para a caminhada de nossas igrejas no Brasil. Queremos
propor uma reflexão através de especialistas, um debate entre os participantes, oficinas de estudos e apro-
fundamento, para recolher iluminações, provocações, propostas, itinerários pedagógicos e gestos concretos.
Sucessivamente, todo esse material servirá para criar e publicar subsídios para as nossas dioceses, paróquias
e comunidades em todo Brasil.
A pauta da Semana contou também com o estudo de dois enfoques, desafios para a missão da Igreja: o mundo da
juventude e as migrações no Continente. O primeiro diz respeito a uma prioridade da ação evangelizadora que a
Igreja da América Latina assumiu desde Puebla, o compromisso com as novas gerações: “os jovens e adolescentes
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                    55




constituem a grande maioria da população da América Latina e do Caribe; representam enorme potencial para o
presente e o futuro da Igreja e de nossos povos, como discípulos e missionários do Senhor Jesus” (DAp 443).
O segundo enfoque, sobre as migrações, diz respeito ao significado de “Continental” que damos a essa missão.
O Continente está no meio de nós através de seus diversos povos que migram, particularmente, para os grandes
centros urbanos. Qual é a ação de nossa Igreja junto a essas pessoas? E também, de que maneira a Missão Con-
tinental poderia tornar-se também uma ocasião para promover uma inter-ajuda entre igrejas latino-americanas
em atender os diversos desafios que se apresentam junto a suas populações?
A Semana Brasileira sobre a Missão Continental teve como lema bíblico o mandato missionário de Lucas: “Vocês
são testemunhas dessas coisas” (Lc 24,48). O Espírito que conduz a missão desperta um olhar contemplativo
nos discípulos missionários. Eles são testemunhas das coisas que vêem. A testemunha não protagoniza a ação,
ela não faz nada: apenas aponta o que Deus está fazendo. Deus com seu Espírito já está agindo no mundo,
abrindo os corações, dispondo as pessoas a receber o anúncio do Evangelho. A Igreja é chamada a perceber
essa ação divina através dos sinais dos tempos participando dessa mesma ação: saindo de seus ambientes,
tornando-se hospede na casa dos outros. É um deslocamento fundamental que necessita de uma continua,
progressiva, profunda e diligente conversão interior.


C) PaRtiCiPaÇÃo
Foram convidados a participar os membros da equipe de multiplicadores do Projeto “O Brasil na Missão Continental”,
com delegados de cada regional. Contamos também com a presença de presbíteros, religiosos e religiosas, leigos e
leigas, agentes de pastoral que em sua diocese estão envolvidos, ou desejam se envolver, em cursos de formação
missionária, eventos de animação missionária ou projetos de nova evangelização, no espírito da Missão Continental.


d) CoNteÚdo PRogRaMátiCo
domingo, 5 de setembro, 20h00: “Vocês são testemunhas destas coisas” (Lc 24,48). Acolhida e abertura da Sema-
na Brasileira sobre Missão Continental.
segunda, 6 de setembro: ELEMENTOS BÍBLICOS DA ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA. Para uma formação missioná-
ria moldada pelo estudo e pela leitura orante da Sagrada Escritura – Pe. Sérgio Bradanini, PIME, biblista e missio-
logo, diretor do ITELSE (Instituto de Teologia da Região Sé) de São Paulo, SP.
terça, 7 de setembro: PARóQUIA MISSIONÁRIA, UM PROJETO POSSÍVEL? Mudanças estruturais rumo a um novo
padrão pastoral – Pe. José Carlos Pereira, CP, sociólogo e teólogo pastoralista, pároco da paróquia São José e Nossa
Senhora das Dores, Rio de Janeiro, RJ.
56                               Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



Quarta, 8 de setembro: PROJETOS E MÉTODOS PARA UMA NOVA EVANGELIZAÇÃO. Memória, seguimento e perspec-
tivas – Pe. Manoel Godoy, diretor executivo do ISTA (Instituto Santo Tomás de Aquino) de Belo Horizonte, MG.
Quinta, 9 de setembro: MISSÃO JUNTO À JUVENTUDE PARA UMA JUVENTUDE PROTAGONISTA DA MISSÃO. O desafio
de descobrir com os jovens a vocação de ser amigos e discípulos de Jesus – Pe. Jorge Boran, CSSp, coordenador do
Centro de Capacitação da Juventude (CCJ) de São Paulo, SP.
sexta, 10 de setembro: A DIMENSÃO CONTINENTAL NO MEIO DE NóS. Para uma missão inter gentes na América
Latina e Caribe junto aos migrantes – Pe. Sidnei Dornellas, CS, sociólogo e teólogo, diretor do Centro de Estudos
Migratórios, em São Paulo, SP.
sábado, 11 de setembro, até 12h00: “Permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,49).
Conclusões, articulação e encaminhamentos


e) sÍNtese das PRoPostas PaRa o PRoJeto “o BRasil Na MissÃo CoNtiNeNtal”

ELEMENTOS BíBLICOS PARA UMA ESPIRITUALIDADE MISSIONáRIA
     - Dinamizar mais o Projeto “Um milhão de Bíblias” como maior incentivo ao uso da Bíblia nas pastorais
       e movimentos (elemento dinamizador).
     - Treinamento dos orientadores da Leitura Orante da Bíblia (modelo Guias de Oração). Divulgação de
       subsídios existentes da Bíblia.
     - Regionalização dos encontros de animação missionária para favorecer maior participação e difundir a
       proposta missionária em todos os responsáveis regionais.
     - Implementação em todos os âmbitos da Leitura Orante da Bíblia.
     - Formação bíblica para leigos.
PARÓQUIA MISSIONáRIA RENOVADA
     - Paróquias tornem-se Paróquias Missionários: intensificar a criação dos Comidis e Comipas.
     - Paróquias se convertam numa rede de comunidades: setorização, criação de novas comunidades, “gru-
       pos de reflexão”, instituição de ministérios e serviços, formação teológica e missionária para as lideran-
       ças e povo em geral.
MÉTODOS PARA A EVANGELIZAÇÃO
     - Retomar, reavivar, Comina, Comire, Comidi.
     - Reforçar a Missão Continental com representantes do Comina e dos Comires para o encontro nacional
       (levar esta proposta à assessoria da CNBB tendo presente os temas aborados na Semana).
FRONTEIRAS AD GENTES E INTERGENTES
     - A partir dos documentos, produzir subsídios acessíveis ao povo. Coletar experiências realizadas em nível
       de América Latina e Caribe.
     - Produzir vídeos.
     - Intercambio com a base e a assessoria nacional junto à Igreja Local.
     - Formação Missionária sobre a Missão Continental nos Seminários.
     - Curso de formação para lideranças.
     - Constituir equipes de formação e de articulação diocesanas.
     - Parceria com o Comire e Comidi onde não existe, e fortalecer onde existe.
     - Criar um fundo para o Comire a partir da Campanha da Evangelização.
     - Trabalhar com a Infância e Juventude Missionária.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                57




iv. sCai – seRviÇo de ColaBoRaÇÃo aPostóliCa
    iNteRNaCioNal
1. CoNsideRaÇÕes iNiCiais
A movimentação missionária de religiosos e religiosas,
sacerdotes, leigos e leigas, nos tempos recentes, não
está isenta do rigor que os Estados e a comunidade in-
ternacional vêm implementando em termos de requisitos
para concessão de Vistos e exercício da missão. Embora
não haja mudanças na lei, em muitas circunstâncias
as exigências práticas vão sendo formuladas de modo
a dificultar ou tornar mais rigorosa a apresentação de
documentos e o cumprimento burocrático dos procedi-
mentos a serem seguidos.
O SCAI, departamento do Centro Cultural Missionário
da CNBB, tem por finalidade prestar assistência ad-
ministrativa, jurídica e documental aos sacerdotes, re-
ligiosos, religiosas, leigos e leigas, que vêm ao Brasil
como missionários. No atendimento e orientação aos
missionários e em contato permanente com as auto-
ridades públicas constata e registra preocupação com
a questão relativa à comprovação formal da formação
religiosa dos missionários e missionárias.
Desejamos comentar este aspecto que, no caso do Brasil, está se tornando cada vez mais rigoroso e que muitos
candidatos e candidatas à missão em nosso País não estão conseguindo atender. Trata-se dos Certificados e Diplo-
mas de Estudos de formação religiosa, os quais nas últimas décadas integram a rol de comprovantes necessários
tanto no pedido de Visto, quanto nos processos de prorrogação de prazo e de transformação do visto temporário em
permanente. Estes documentos devem ser legalizados pelo Consulado brasileiro no país onde são emitidos.
Ocorre que, frequentemente, os missionários e missionárias não possuem documentação formal correspondente
aos estudos religiosos, pois a formação é feita no âmbito interno das Congregações, sem a emissão de docu-
mentos correspondentes e, mesmo quando emitidos, nem sempre os Consulados procedem a legalização, por
tratar-se de documentos internos, sem o reconhecimento de estudos formalmente realizados. É um aspecto
sobre o qual se faz necessário refletir, não apenas em função de um Visto, mas também como comprovação da
formação religiosa daqueles e daquelas que passam consideráveis períodos de sua vida a valiosos estudos que,
se comprovados podem ser significativos nos respectivos Curriculum Vitae.
Os SCAI, no desempenho de sua missão, apoiou, assistiu, defendeu e, quando necessário, recorreu de decisões
dos órgãos públicos competentes, para garantir a obtenção das devidas autorizações legais (Visto, prorrogações,
permanência) a todos os missionários e missionárias dispostos a prestar sua generoso serviço missionário no
Brasil. Em muitas circunstâncias não foi fácil superar a burocracia e controles migratórios impostos pelos Es-
tados. Mesmo assim, os dados a seguir expostos, revelam o resultado altamente positivo obtido tanto no apoio
aos missionários e colaboradores de outros países que vieram em missão no Brasil, quanto aos brasileiros que
partiram para missões no exterior.
58                              Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



2. dados e Resultados
Embora o serviço do SCAI não se resuma a um total de processos, pois a diversidade na tramitação e a neces-
sidade de intervenções variam muito de um caso a outro, vale registrar a totalidade d e processos defendidos e
acompanhados durante o ano de 2010. Também é oportuno referir que cada processo tem um trâmite longo, que
varia entre 6 meses e 2 anos, em média. Neste período, os processos passam por diversos órgãos Públicos, tais
como: Superintendência da Polícia Federal dos Estados, Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras
da Polícia Federal, Divisão de Estrangeiros ou Divisão de Nacionalidade e Naturalização do Ministério da Justiça
e em muitos casos Ministério das Relações Exteriores.
Em face desta burocracia e prolongada tramitação, o SCAI procura acompanhar de perto os casos, orientar e
informar os missionários e missionárias, alertá-los sobre providências a serem tomadas e sobre os prazos de
validade de seus documentos, assim como faz todas as gestões necessárias para os pedidos em trâmite tenham
o resultado esperado e o tenham no tempo mais curto possível.

                                             tabela 1 – Processos

                                                Item                                                               Total
 Processos encerrados no ano                                                                                        254
 Processos em trâmite (terão continuidade em 2010)                                                                  211
 Total                                                                                                              465
                                                                                                    Fonte: Secretaria SCAI
                                       gráfico 1 – Processo deferidos
Os 254 que obtiveram deferimento e foram
encerrados referem-se, como se demons-                                                             116
tra no Gráfico 1, a vistos de entrada no
Brasil, prorrogações de prazo de estada no
                                                             65
País, transformação de visto temporário                                          54
em permanente e vistos para brasileiros e
                                                                                                                    19
brasileiras que partiram para missões em
outros países                                          Vistos de Entrada     Prorrogação       Transformação     Vistos para
                                                            no Brasil    de Prazo de Entrada       de Visto      Brasileiros
                                                                                                 Temporário    a outros países
                                                                                               em Permanente



                                                                                                      Fonte: Secretaria SCAI

a) vistos de eNtRada No BRasil
É bom referir que os Vistos de Entrada no Brasil devem ser obtidos, conforme estabelece a legislação brasileira,
nas Repartições Consulares dos países de residência dos Missionários e Missionárias. Isto representa atender
condições específicas que os Consulados estabelecem, embora seguindo a legislação básica estabelecida pelo
Governo Brasileiro. Esta circunstância, frequentemente, demanda medidas e providências por parte do SCAI,
para atender, esclarecer e solucionar demandas diversas em diferentes países para conseguir que os missioná-
rios obtenham os devidos vistos.
O SCAI acompanhou 65 processos de Vistos para viabilizar a entrada de Missionários no Brasil, os quais obtive-
ram aprovação, e retratam o seguinte quadro:
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                  59



                                                       tabela 2

 Classificação segundo o tipo de visto
 Visto Item VII - Sacerdotes, Religiosos e Religiosas                                                       54
 Visto Item V – Leigos - colaboradores voluntários                                                          02
 Visto Item IV – Estudantes                                                                                 09

                        tabela 3                                                   tabela 4

 Classificação por categoria                                 Classificação por gênero
 Sacerdotes Diocesanos                             3         Homens                                         29
 Religiosos e Religiosas                           36        Mulheres                                       36
 Sacerdotes Religiosos                             14
 Leigos e Leigas                                   03
 Estudante Religiosos                              09

                                                       tabela 5

 Classificação por país de procedência                       Índia                                           3
 Alemanha                                          2         Indonésia                                       4
 Argentina                                         2         Itália                                          4
 Canadá                                            2         México                                          4
 Colômbia                                          7         Nicarágua                                       2
 Coréia                                            5         Peru                                            3
 Costa Rica                                        2         Portugal                                        2
 França                                            2         RD do Congo                                     5
 Haiti                                             5         Outros países                                  11


B) PRoRRogaÇÃo de PRaZo de estada No BRasil
Segundo a legislação brasileira, os vistos de entrada dos missionários e colaboradores são concedidos com validade
por um ano, prorrogável por outro igual período e, ao final da prorrogação, é transformável em permanência. Foram
54 os pedidos de prorrogação de prazo acompanhados pelo SCAI no ano em curso, tendo sido todos deferidos.

                                   tabela 6 – Classificação por função/categoria

 Sacerdotes Diocesanos                                                                                       6
 Religiosos e Religiosas                                                                                     20
 Sacerdotes Religiosos                                                                                       12
 Leigos e Leigas                                                                                             03
 Estudantes Religiosas                                                                                       13
60                              Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



C) tRaNsFoRMaÇÃo de visto teMPoRáRio eM PeRMaNeNte
Os Missionários e Missionárias, portadores de Visto Item VII, podem, com base na legislação vigente, ao final de
dois anos de residência no Brasil, pedir a transformação de seus Vistos Temporários em Residência Permanente.
O total dos/as que, em 2010, obtiveram Permanência Definitiva foi de 116, sendo os Religiosos e Religiosas os
mais numerosos.
É de se destacar que, nos últimos anos, estava ocorrendo uma demora exagerada na decisão dos processos,
devido a grande acúmulo de processos e a lentidão com os mesmos vinham sendo analisados e decididos, sem-
pre devido a problemas internos do serviço público e de certa desorganização interna na Divisão competente do
Ministério. Diante disto, e graças à presença que temos no Conselho Nacional de Imigração, fizemos um pedido
às autoridades no sentido de solucionar este problema que estava se acumulando de forma exagerada, com
prejuízo tanto aos missionários, que não conseguiam ter seus documentos de permanência (embora protegidos
por um documento de protocolo), quanto outros imigrantes em nosso País.

                                                    tabela 7

 Requerentes da permanência
 Sacerdotes Diocesanos                                                                                     5
 Religiosos e Religiosas                                                                                  66
 Sacerdotes Religiosos                                                                                    31
 Leigos e Leigas                                                                                          14


3. MissioNáRios BRasileiRos desigNados a MissÕes No exteRioR
A dimensão missionária da Igreja tem naqueles e naquelas que partem para o serviço aos irmãos além-fronteiras
uma das suas grandes expressões. É muito bom, para o departamento do SCAI, ter a oportunidade de constatar,
através dos serviços que presta, que nos últimos anos reduziu-se a diferença entre os muitos missionários que
chegavam no Brasil e o pequeno número dos que partiam. Nota-se, com alegria, que o Brasil está cada vez mais
correspondendo ao “dar da própria pobreza”.
Neste item, os dados abaixo não refletem a totalidade dos missionários que partem, pois na maioria das vezes
os Vistos são obtidos pelos próprios interessados diretamente nos consulados dos países em que irão residir. Por
parte do SCAI, neste caso, é realizado o trabalho de orientação, informações, em alguns casos a legalização de
documentos, mas, o procedimento junto ao Consulado é de competência exclusiva do titular, ou seja, do próprio
missionário ou missionária. Neste âmbito, alguns procedimentos realizados pelo SCAI, para apoiar ou facilitar a
obtenção de Visto ou a vida do missionário/a no País de missão:

 a) obtenção de visto ou documentos para visto em Repartições diplomáticas
 Nunciatura Apostólica (doc. Para visto para a Itália)                                                     2
 Embaixada da Angola                                                                                       2
 Embaixada Moçambique                                                                                      9
 Costa do Marfim                                                                                           1
 Rep. Democrática do Congo                                                                                 2
 Senegal                                                                                                   3
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                  61



B) encaminhamento e orientações para obtenção de visto junto aos Consulados:
Angola                                                                                                   6
Moçambique                                                                                               16
México                                                                                                   1
França                                                                                                   2
Estados Unidos                                                                                           2
Senegal                                                                                                  3
Costa do Marfim                                                                                          2

                                                                                                total    32


C) legalização de documentos e outras providências:
No Consulado da Angola                                                                                   1
No Consulado de Moçambique                                                                               9
Na Republica Democrática do Congo                                                                        2
No Ministério das Relações Exteriores                                                                    12

                                                                                                total    24


4. atividades PeRMaNeNtes deseNvolvidas Pelo sCai
   – Orientação, palestras e informação aos participantes dos cursos do CENFI.
   – Controle das publicações no Diário Oficial da União, relativas à prorrogação de prazo, permanência
     definitiva e naturalização de missionários/as.
   – Acompanhamento de missionários ao Ministério da Justiça, Polícia Federal, Embaixadas e Divisões
     Consulares.
   – Acompanhamento, instrução e defesa de processos de pedido de visto.
   – Comunicação individual aos missionários, informando sobre a situação dos respectivos processos em
     tramitação no Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho e Polícia Federal, tanto nas Superintendên-
     cias Estaduais, quanto no Departamento de Polícia Marítima Aérea e de Fronteiras.
   – Envio, com antecedência de 3 meses, de correspondência individual aos missionários, alertando para os
     respectivos prazos e orientando sobre preparação dos pedidos de prorrogação de prazo de estada e/ou
     de permanência a serem protocolados na Polícia Federal.
   – Entrega de documentos, por solicitação de Bispos, Religiosos, Religiosas e Sacerdotes, nas embaixadas,
     no Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho, Conselho Nacional de Assistência Social e outros órgãos
     públicos federais sediados em Brasília.
   – Contatos com as Embaixadas para informações atualizadas sobre condições e exigências para conces-
     são de vistos.
62                                       Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



5. PRoCessos de vistos de eNtRada No BRasil de MissioNáRios/as
   aCoMPaNHados Pelo sCai Nos ÚltiMos 10 aNos:
País de Procedência   2000   2001   2002     2003    2004    2005    2006    2007       2008   2009   2010   total
África do Sul          0      0      0        0       1       2       0       0          0      0      1      4
Áustria                0      0      0        0       1       0       0       0          0      0      0      1
Alemanha               4      3      1        0       1       2       1       2          1      7      2      24
Angola                 0      0      0        1       3       1       0       0          0      2      0      7
Argentina              0      1      2        5       3       0       1       3          0      1      2      18
Austrália              0      1      0        0       0       0       0       0          0      0      0      1
Áustria                0      1      0        2       0       1       1       1          0      0      0      6
Bangui                 0      0      0        0       0       1       0       0          0      0      0      1
Bélgica                4      0      0        0       0       0       0       0          0      0      0      4
Benin                  0      0      0        0       0       1       0       0          0      0      0      1
Bolívia                1      0      1        1       0       0       0       0          0      0      0      3
Bukina Faso            0      0      0        0       0       1       1       0          1      0      0      3
Burundi                0      1      1        1       0       0       1       0          0      0      0      4
Cabo Verde             0      0      1        0       0       0       0       0          0      0      0      1
Camarões               0      0      0        0       0       0       0       1          1      0      0      2
Canadá                 0      1      1        1       3       5       3       7          4      9      2      36
Chile                  0      8      1        1       1       3       4       4          0      1      0      23
China                  0      0      0        0       0       0       1       2          1      0      0      4
Colômbia               0      8      3        9       6       3       4       2          1      3      7      46
Coréia                 0      2      6        0       0       4       1       3          0      2      5      23
Costa do Marfin        0      0      1        0       1       0       1       0          1      1      0      5
Costa Rica             0      1      1        0       0       0       0       4          1      1      2      10
Cuba                   0      0      0        0       0       0       0       0          0      1      0      1
El Salvador            0      0      3        0       1       1       1       0          0      0      0      6
Egito                  0      0      0        0       1       0       0       0          0      0      0      1
Eritréia               0      0      0        0       0       0       0       0          0      0      1      1
Equador                0      1      1        0       3       4       0       1          1      1      1      13
Espanha                3     14      2        3      10       5       1       5          7      5      0      55
Etiopia                0      0      0        0       1       0       0       0          0      2      0      3
Estados Unidos         3      1      8        3       2       5       6       3          1      0      1      33
Filipinas              1     10      4        2       1       1       3       5          1      1      1      30
França                 6      3      3        3       6       5       3       2          0      0      2      33
Ghana                  0      0      0        0       1       1       1       0          0      1      0      4
Guatemala              1      0      0        0       0       0       1       4          0      0      0      6
Haiti                  0      3      2        4       2       0       2       1         12      1      5      32
Holanda                1      1      0        1       0       0       0       0          0      0      0      3
Honduras               0      0      3        1       1       0       0       0          0      0      1      6
Índia                  1      4      9       14       9       10      7       9          7      5      3      78
Indonésia              5      6      0        4       3       2       5       2          2      2      4      35
Inglaterra             1      0      1        0       0       1       0       0          1      0      0      4
Irlanda                1      1      1        2       3       5       1       1          3      0      0      18
Itália                38     31     27       18      27       15      14      23        11      8      4     216
Japão                  0      0      0        0       0       1       0       1          0      1      0      3
Kênia                  1      1      0        0       2       1       2       2          0      0      1      10
Líbano                 0      2      0        0       0       0       0       0          0      0      0      2
Malawi                 0      0      0        0       0       1       0       0          0      0      1      2
Madagascar             0      0      0        0       3       4       0       0          0      0      0      7
Malta                  0      0      0        0       0       0       0       0          0      0      0      0
México                 2      6      7        7      17       11      6       2          3      5      4      70
Moçambique             2      4      3        3       5       1       0       0          0      0      1      19
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                   63



Nicarágua           0      0     1        0          0    0       0       0         1      0        2         4
Nigéria             0      0     2        1          0    2       0       2         1      1        0         9
Papua N. Guiné      0     1      0        0          0    0       0       0         0      0        0         1
Paraguai            0     0      0        1          1    1       1       1         2      0        1         8
Peru                0     2      3        0          4    2       1       1         1      3        0         17
Polônia             3     6     10        3          4    5       2       0         2      0        1         36
Portugal            4     0      7        3          3    1       4       4         0      0        2         28
Rep. Dominicana     0     1      0        0          0    0       1       0         0      0        1         3
Rep. D. do Congo    0     2      4        4          1    1       3       5         1      4        5         30
Romênia             1     0     0         0          0    0       0       1         0      0        0         2
Ruanda              0     1     0         0          0    0       0       0         0      0        0         1
São Tomé            0     0     0         0          0    0       0       0         0      1        0         1
Senegal             0     0     0         0          0    1       0       0         0      0        0         1
Slovaquia           0     0     1         0          0    0       0       0         0      0        0         1
SriLanka            0     1     0         0       0       0       0       0         0      0        0         1
Sudão               0     0     0         0       0       0       0       0         0      0        1         1
Suíça               4     0     0         0       1       1       1       0         0      0        0         7
Taiwan              0     0     0         0       1       0       0       0         0      0        0         1
Tanzânia            0     1     0         0       2       0       0       1         0      1        0         5
Tonga               0     0     0         0       1       0       0       0         0      0        0         1
Togo                0     1     2         2       0       0       1       0         1      1        1         9
Uruguai             0     2     1         0       2       0       0       1         0      0        0         6
Venezuela           0     0     3         0       0       1       0       3         0      0        0         7
Vietnan             0     0     0         0       0       4       1       0         0      0        0         5
Zâmbia              0     0     0         0       0       0       0       2         0      0        0         2
total               87   133   127       100     138     117      87     111        69    71        65       1105



6. CoNsideRaÇÕes e iNFoRMaÇÕes FiNais
As atividades do SCAI se estendem também a outros serviços de apoio aos missionários/as, para atender suas
solicitações e necessidades, suas Congregações, as Dioceses, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Ins-
tituições, Organizações e a Igreja em geral. Toda a atividade do SCAI tem como objetivo principal favorecer aos
missionários e colaboradores a superar a burocracia, a regularidade legal no que diz respeito às normas que se
lhes aplicam para a entrada e a estada regular no País e, sem dúvida, dar-lhes mais tranqüilidade em sua mis-
são. As exigências em torno das práticas relativas à documentação são muitas e complexas. O funcionamento de
um órgão de orientação e assistência, como é o SCAI, pode amenizar as preocupações dos missionários e, assim,
eles podem dedicar-se e atuar melhor em sua missão pastoral.
                    síntese dos processos, procedimentos e serviços prestados em 2010

Processos, procedimentos, serviços                                                                    Quantidade
Processos diversos                                                                                        465
Obtenção de documentos em Repartições Diplomáticas                                                        019
Encaminhamentos de Vistos para outros países                                                              032
Legalização de Documentos                                                                                 024
Resposta a Consultas diversas                                                                             174
Total                                                                                                     714
                                                                                         Fonte: Arquivo do SCAI/CCM

Agradecemos a Deus pelo trabalho que no SCAI conseguimos realizar. Rendemos graças ao Senhor, sobretudo
pela riqueza e generosidade desta vida e vigor missionário expressos na presença generosa e atuante de tantos
missionários e missionárias a serviço do ser humano para que este tenha vida plena e harmônica no conjunto do
universo que todos e todas somos chamados a respeitar e preservar.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                    65




v. CCM – outRas atividades e iNiCiativas eM 2010

1. PaRtiCiPaÇÃo de eveNtos e atividades PoR PaRte da diReÇÃo
  • Campo grande, Ms, 18 – 22 de janeiro de 2010: Curso so-
    bre Projeto Comunitário Missionário para as Irmãs de Jesus
    Adolescente.
  • são Paulo, sP, 25 – 30 de janeiro de 2010: Curso para For-
    madores sobre a dimensão missionária presbiteral, organizado
    pela OSIB (Organização dos Seminários e Institutos do Brasil).
  • itaici, sP, 7 de fevereiro de 2010: Conferência sobre o Presbíte-
    ro e a Missão no 13º Encontro Nacional dos Presbíteros (ENP).
  • Brasília, dF, fevereiro – junho de 2010: ministração do Cur-
    so de Teologia Pastoral no Seminário Maior Arquidiocesano de
    Brasília “Nossa Senhora de Fátima”.
  • Recife, Pe, 18 – 20 de fevereiro de 2010: Assembléia Ar-
    quidiocesana de Pastoral – Nossa missão é continuar a obra
    de Jesus Cristo.
  • Rio Branco, aC, 16 – 18 de abril de 2010: Encontro sobre
    Espiritualidade Missionária com o núcleo da CRB de Rio Branco.
  • Belo Horizonte, Mg, 21 – 22 de abril de 2010: Encontro de formação sobre Presbítero e Missão, organi-
    zado pelo COMIRE Leste 2.
  • são Paulo, 23 – 24 de abril de 2010: Encontro sobre Espiritualidade Missionária com as Irmãs Palotinas.
  • Patos de Minas, Mg, 24 – 27 de maio de 2010: Semana Teológica sobre Sacerdócio e Missão, no Semi-
    nário Maior Dom José André Coimbra.
  • Curitiba, PR, 12 – 14 de julho de 2010: Encontro de Formação a dimensão missionária da vida religiosa,
    com as Irmãs da Divina Providência.
  • Foligno (itália), 29 de agosto a 2 de setembro de 2010: Congresso Juvenil Missionário “Volti e storie al cro-
    cevia della missione” – testemunho e conferência sobre a Igreja ministerial e a missão na América Latina.
  • dourados, Ms, 23 – 26 de setembro de 2010: II Congresso Missionário do Mato Grosso do Sul – Con-
    ferência principal: “Igreja do Mato Grosso do Sul na missão permanente. De batizados a discípulos
    missionários”, e oficina sobre “Missão e perfil do presbítero e da Vida Consagrada no Regional”.
  • guarapuava, PR, 19 de outubro de 2010: Encontro sobre Espiritualidade Missionária com os Missioná-
    rios do Verbo Divino, Província Brasil Sul.
  • são Paulo, sP, 13 – 15 de novembro de 2010: Encontro Nacional dos Organismos e Instituições Missio-
    nárias – coordenação e organização.
  • salvador, Ba, de 22 – 25 de novembro de 2010: Assembléia Regional CNBB Nordeste 3 – Conferência
    sobre “Dinamismo da Ação Evangelizadora no Brasil, a partir da Missão Continental”.
  • Belo Horizonte, Mg, 27 – 28 de novembro de 2010: Assembléia do Conselho Missionário Regional Leste
    2 – “Qual vocação para qual missão?”.
  • Brasília, dF, 30 de novembro a 2 de dezembro: Tríduo de São Francisco Xavier no Centro Cultural de
    Brasília com exposição fotográfica organizada pelo Pe. Estêvão Raschietti, SX e conferência sobre o zelo
    missionário de Xavier.
  • Brasília, dF, 8 de dezembro: constituição da Equipe de Reflexão Missionária (ERMi) da Conferência dos
    Religiosos do Brasil (CRB), com coordenação de Pe. Estêvão Raschietti, SX.
66                                           Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



2. atividades e iNiCiativas No CaMPo eCoNÔMiCo

a) PRoJetos CoM Pedidos de aJuda FiNaNCeiRa
Durante o ano de 2010 a Secretaria Executiva do CCM tomou algumas iniciativas com o objetivo de arrecadar
fundos para manter as atividades e oferecer taxas mais accessíveis para os missionárias(os) que buscam par-
ticipar da preparação missionária. Enviamos os seguintes projetos:

adveNiat
Projeto de ajuda em referência a “Concessão de bolsas para o CENFI” e “Recursos para ajuda de custos aos
missionários Ad Gentes e de Formação Missionária”.

                                      valor recebido: euR 25.000,00 em 16 de março de 2010

Saldo Recursos do projeto ADVENIAT: ADV 233-000/1006 de 2009                                                                R$ 232,52
Recurso do projeto ADVENIAT: ADV 233-000/1036 de 2010                                                                       R$ 57.000,00
                                                                                                                      total R$ 57.232,52
                                                                 destinos dos Recursos

Recursos para concessão de Bolsas do CENFI 103º e CENFI 104º                                                                    R$   43.950,00
Recurso para complemento de diárias Curso Formação Missionária                                                                  R$    3.846,69
Recurso para complemento de diárias Curso “Ad Gentes”                                                                           R$    5.040,48
Recurso para complemento de diárias Curso Presbíteros”                                                                          R$      759,69
Recurso para complemento de diárias Curso COMIDIs                                                                               R$    1.790,70
Recurso para complemento de diárias Curso Missão Continental                                                                    R$    1.844,96
                                                                                                                     total      R$   57.232,52

                              Relações dos beneficiados com bolsas financiadas pela adveNiat
Nº   Nome de origem                   Congregação/entidade                    País origem          Cidade                uF          Bolsa adveNiat
1    Alma Elena Zamarrón Aguilera     Missionárias de Maria Xaverianas        México               Londrina              PR             R$ 2.250,00
2    Antony Muchoki Murigi            Missões Consolata                       Kenya                Sâo Paulo             SP             R$ 2.500,00
3    Aurélio Judicaél Ngouambéké      Congregação do Espirito Santo           Rep. Dem. do Congo   Cruzeiro do Sul       AC             R$ 2.250,00
4    Bismarck Dumarsais               Imaculdo Coração de Maria CICM          Haiti                Nova Iguaçu           RJ             R$ 2.250,00
5    Geordany Pierre                  Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago   Haiti                Londrina              PR             R$ 3.000,00
6    Héctor Elías Betancur Betancur   Instituro Missões Consolata             Colômbia             São Paulo             SP             R$ 2.250,00
7    Jacques Ay Mve                   Missionários Espiritanos                Camarões             Tefé                  AM             R$ 2.950,00
8    Josep Thekkel Mathew             Diocese de Jataí                        Índia                Chapadão do Céu       GO             R$ 2.250,00
9    Justin Muchapa Tunguli           Missionários Xaverianos                 Rep. Dem. do Congo   São Paulo             SP             R$ 2.000,00
10 Lucía Cecilia Galichio             Missionárias Claretianas                Argentina            Pinhais               PR             R$ 3.000,00
11 Lucien Céralien                    Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago   Haiti                Londrina              PR             R$ 3.000,00
12 Manuel Islas Rodrigues             Missionários de Guadalupe               México               Itacoatira            AM               R$ 500,00
13 Marie Jeanne Kavugho Nziwa         Irmãs Oblatas da Assunção               Congo                Campinas              SP             R$ 2.250,00
14 Neyla Sofia Guiza Peneda           Dominicanas de Sta Catarina de Sena     Colombia             Piripa                BA             R$ 3.000,00
15 Pulickal Chacko Joseph             Diocese de Jataí                        Índia                Chapadão do Céu       GO             R$ 2.250,00
16 Roosevelt François                 Imaculdado Coração de Maria CICM        Haiti                Nova Iguaçu           RJ             R$ 2.250,00
17 Tseghe Tclemicael Tessema          Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto      Eritreia             São Luis              MA             R$ 3.000,00
18 Veniel Julien                      Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago   Haiti                Londrina              PR             R$ 3.000,00
                                                                                                                        total          R$ 43.950,00
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                                                              67



stiCHtiNg PoRtiCus
O objetivo do projeto foi buscar subsídios para a Formação Missionária, especialmente os custos com Assessores
para os cursos programados (Côngruas - Passagens) e os custos com os Curso do CENFI - ensino da língua por-
tuguesa aos missionários que chegam do Exterior para trabalhar no Brasil (Professores de Língua Portuguesa).

                               valor recebido: euR 20.000,00 em 29 de abril de 2010
                                        Recursos do Projeto Nº 212.038 R$ 46.200,00

                                                       destinos dos Recursos
                                        Itens                                                                                               Valor
ASSESSORES: Despesas com pagamentos de côngruas e pró-labore
para assessores dos cursos                                                                                                                 R$ 6.558,74
PROFESSORES: Contratação de 3 professores de língua portuguesa
para dois períodos de 3 meses, durantes os cursos do CENFI.                                                                                R$ 31.586,42
TRANSPORTES: Despesas com passagens aérea com os assessores.                                                                               R$ 8.054,84
                                                                                                                totais                     R$ 46.200,00


PoNtiFÍCias oBRas MissioNáRias
Doação recebida e destinada para a Formação Missionárias e Atividades Missionárias do CCM.
                               valor recebido: R$ 114.061,99 em 15 de abril de 2010

                                                       destinos dos Recursos

                                                                                                                                             das POM utilizados
                                                                                                       Doações de outras
                                                                                    recursos das POM


                                                                                                       entidades a cada




                                                                                                                                             Total de recursos
                                                                 pelo Missionário



                                                                                    Missionário com




                                                                                                                                             para cada curso
                                por missionário




                                                                                                                           Participantes
                                Custo Diário




                                                                                                       Missionário
                                                   Custo Total




                                                                                    Doação por
                                                                 Taxa paga
                                                   do Curso




                                                                                                                           do Curso




 1. Cenfi                         115,00          10.350,00      8.100,00            1.750,00               500,00            35                61.250,00
 2. Formação Missionária             98,00        2.548,00       1.700,00               615,36              232,64            29                17.845,31
 3. Formaçõa Ad Gentes               98,00        2.548,00       1.700,00               615,36              232,64            38                23.383,52
 4. Curso Missão Continental         88,00           616,00          400,00             181,66                34,34           54                 9.809,55
 5. Curso Presbíteros                88,00           792,00          700,00              37,74                54,26           14                    528,31
 6. Curso COMIDIs                    88,00           792,00          700,00              37,74                54,26           33                 1.245,30
                                                                                                                           total             114.061,99


CoMissÃo ePisCoPal PaRa aMaZÔNia
Doação do Papa Bento XVI à Igreja na Amazônia no ano de 2010, para a formação de Missionários e Missionárias
para Amazônia.
                                                  valor recebido: R$ 56.500,00
68                                   Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



                                               destinos dos Recursos

  Nº        descrição da atividade                                                                 valor
     1      Bolsa parcial para participação no Curso do CENFI 103º e 104º para missionários         18.160,00
            que foram atuar na Amazônia.
     2      Contribuição ao CIMI para a realização de Encontro das populações indígenas,             5.000,00
            ribeirinhas e urbanas da Amazônia brasileira, realizado em Altamira-PA, nos dias
            09 a 12 de agosto de 2010, teve como temática central a reflexão e o estudo sobre
            os impactos dos grandes empreendimentos na Amazônia, em especial, os relacio-
            nados à Usina hidrelétrica Belo Monte.
     3      Pagamento para hospedagem de missionário, durante o Curso Formação Missio-               2.640,00
            nária – Amazônia [ 5 missionários foram hospedados fora da sede do CCM]
     4      Pagamento de côngruas por assessorias, no Curso de Formação Missionária –                1.860,00
            Amazônia.
     5      Compra de passagem aéreas para assessores e transportes do Curso Formação                4.894,41
            Missionária – Amazônia.
     6      Subsídios e Materiais didáticos para Curso de Formação Missionária – Amazônia.           1.020,10
                                                                     total de Recurso gastos        33.574,51

OB. o Saldo remanescente de R$ 22.925,49, será utilizado para as próximas atividades destinadas a formação
missionário com objetivos para a Amazônia.


3. iNiCiativas PaRa a estRutuRa do CCM.

         A) REFORMAS DE QUARTOS - No decorrer de 2010 foi dado início a um projeto de reforma e revitalização
            dos apartamentos do Centro Cultural Missionário. Foram compradas camas novas, novas estantes,
            escrivaninhas, novas cortinas e começo de um processo de nova pintura.
         B) REVITALIZAÇÃO DE ESQUADIRAS – Também foi dado início a o processo de restauração das esquadrias
            metálicas das aberturas do imóvel.
         C) BIBLIOTECA – Início de remodelação e da biblioteca, com a transferência de todos os livros para uma
            nova sala.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                  69



4. seRviÇos de aColHiMeNto e HosPedageM
Durante o ano de 2010, tivemos também atividades relacionadas ao acolhimento de hospedagens para encon-
tros e hospedagens de pessoas e missionários de passagem por Brasília. Estas atividades representaram em
torno de 1.800,00 diárias para o CCM.




5. CoMeMoRaÇÃo dos 50 aNos do CeNFi
Em 15 de dezembro o Centro de Formação Intercultural (Cenfi), para a iniciação dos missionários estrangeiros à
missão no Brasil completou 50 anos. A iniciativa encabeçada pelos franciscanos de Anápolis, GO, sob o impulso
do famoso sociólogo e teólogo Mons. Ivan Illich, encontra-se hoje a fazer parte do Centro Cultural Missionário de
Brasília, organismo da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil (CNBB). Pelo Cenfi passaram cerca de 4000
missionários estrangeiros durante os 104 cursos realizados até aqui.
Objetivo principal destes cursos é a aprendizagem sistemática da língua portuguesa, uma primeira introdução
do missionário ao contexto sócio-cultural do Brasil e uma iniciação à missão e à realidade eclesial brasileira.
A recorrência dos 50 anos do Cenfi representa sem dúvida uma ocasião para fazer o ponto sobre a formação
missionária no Brasil: suas memórias, seus caminhos e suas perspectivas. Em primeiro lugar, porém, não se
pode perder de vista a inspiração da qual surgiu esta iniciativa: inspiração que determina uma visão da missão,
uma tarefa e uma vocação.
O Documento de Aparecida declara solenemente que “a vocação e o compromisso de ser hoje discípulos e missio-
nários de Jesus Cristo na América Latina e no Caribe, requer uma clara e decidida opção para a formação” (DAp
276). A experiência de meio século do Cenfi, indica que um percurso de formação específica para os missionários
deve atender a três exigências: uma formação humana, intelectual e espiritual no próprio país de origem; uma
formação mais técnica de inserção e de iniciação à missão no país de destinação – que prevê principalmente
(mas não somente) o estudo da língua; e um estágio missionário, com acompanhamento, que varia de seis
meses a um anos ou mais no campo final de missão. Entre o envio missionário e a inserção concreta no lugar de
missão deveria passar como mínimo um ano de formação, também para os missionários mais experientes.
O CENFI começou sob o nome de “Seção Brasileira do Instituto de Comunicação Intercultural” da Universidade de
Ponce em Porto Rico, e formalizava seus estatutos com o nome de CENFI em 1962 com a assinatura e a bênção
de Dom Hélder Câmara, então Secretário Geral da CNBB. Para comemorar o Jubileu de Ouro do Cenfi foi celebrada
uma missa no CCM no dia 11 de dezembro, presidida por Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário Geral da CNBB.
Logo após houve uma confraternização com os funcionários do CCM, amigos e assessores da CNBB, da CRB e
das POM, e os missionários do CENFI 104.
70                               Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



6. CuRsos e iNiCiativas de outRas eNtides Na sede do CCM

a) CeFeP – CuRso FÉ e PolÍtiCa
No período de 17 a 30 de janeiro de 2010, o Centro Cultural Missionário recebeu o Curso de Fé e Política, orga-
nizado pelo Centro Fé e Política Dom Hélder Camara, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e presidido
pelo Pe. Ernanne Pinheiro.
O Curso de Fé e Política tem entre suas finalidades: contribuir com a formação de lideranças cristãs para as
funções públicas, eletivas ou não, no campo da Política e das organizações comunitárias; aprimorar a prática
política dos cristãos no exercício da cidadania e do bem comum; investir na formação do sujeito evangelizador
para torná-lo apto a influenciar na construção de uma nova cultura política.
Os destinatários desta iniciativa são: lideranças das nossas comunidades, pastorais sociais, movimentos e
organismos eclesiais; pessoas com responsabilidades em organizações e movimentos sociais; pessoas que já
assumem ou pretendem assumir cargos em instâncias partidárias.
O processo metodológico do Curso contempla a formação política dos cristãos nas múltiplas dimensões, relacio-
nadas entre si - ética, espiritual e intelectual, respeitando o pluralismo político, a partir da opção pelos pobres,
em comunhão com as Diretrizes da Igreja no Brasil. O CEFEP privilegia a construção coletiva, articulando as di-
ferentes ciências e saberes com a prática dos participantes, a leitura da realidade sócio-histórica dos cursistas,
contribuindo com a construção de uma espiritualidade na ação, a busca de uma pedagogia libertadora, através
de técnicas e instrumentos vivenciados na educação popular e nos grupos da Igreja.
Duração do Curso: 360 horas, sendo 180h de curso presencial e 180h à distância, em um ano. Vagas: 40 a 50
participantes. Certificados: Extensão universitária e de Especialização pela CCEAD Puc-Rio.




B) ClaR – eNCoNtRo da JuNta diRetiva
A Conferência Latinoamericana e Caribe de Religioso/as – CLAR é um organismo internacional, instituído pela
Santa Sé em 1959. O relacionamento se dá por meio da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada. A
CLAR tem como objetivo a animação e coordenação das Conferências Nacionais de Superiores/as da América
Latina e Caribe, existente e 22 países. No período de 21 a 24 de março de 2010, a CLAR realizou na sede do
Centro Cultural Missionário a Junta Diretiva, reunindo a Presidência da CLAR o os presidentes de cada uma das
Conferências Nacionais.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                   71



C) CRB – seMiNáRio soBRe JuveNtudes
O Seminário Nacional sobre Juventudes, realizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) de 21 a 23
de maio de 2010, foi dirigido a assessores e assessoras que trabalham junto ao público juvenil e para algumas
lideranças Juvenis, com intuito de partilha das experiências e formação em defesa da vida desses jovens. O
Seminário contou com a participação de 40 pessoas.
A CRB como organização religiosa de pleno direito canônico se constitui interlocutora qualificada com a Sé Apos-
tólica no que tange à Vida Consagrada no Brasil. A CRB Nacional é também pessoa jurídica de direito privado,
constituída como associação de fins não econômicos, beneficente, cultural e de assistência social, detentora de
Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal.
A CRB é identificada por sua espiritualidade evangélica, pelo testemunho da partilha, pela opção preferencial e
audaciosa aos empobrecidos e excluídos, pela profecia e anúncio missionário e pela acolhida e resposta às exi-
gências dos novos tempos. Percebida como articuladora e dinamizadora dos compromissos com a evangelização
em lugares de fronteira, promove o diálogo e a colaboração intercongregacional, e outras atividades missioná-
rias em parceria. Como Entidade Cidadã, é reconhecida pelo compromisso com a causa da justiça, da paz, da
reconciliação e, por sua articulação com outras organizações da sociedade.
Este trabalho procura valorizar as diversas iniciativas de grupos e instituições que desenvolvem projetos na defesa
da vida e dos direitos da juventude para a adesão ao projeto desde a sua construção. Para tanto estabelecemos o
diálogo entre os grupos e instituições identificando as potencialidades de cada um para a ação conjunta. A CRB
tem como prioridade no triênio 2007-2010 as Juventudes no diversos contextos sociais, particularmente os que
estão com as vidas ameaçadas. Os/as jovens que não estão na esfera eclesial são o ponto focal desse projeto
por serem jovens desassistidos. Olhar para a vida concreta e diversa desses jovens e estar atentos/as aos jovens
que são vítimas do extermínio tem sido a atenção da Igreja Católica do Brasil.


d) CRB – PRoFolideR




PROFOLIDER é um programa de formação de lideranças, com duração de dois meses, destinado à Vida Religiosa
Consagrada. Este tem como objetivo contribuir para uma nova geração de Vida Religiosa Consagrada, firme-
mente alicerçada no seguimento de Jesus Cristo, capaz de assumir, os riscos da mudança, repropor o carisma
fundante, gerar formas de lideranças inovadoras e de visibilizar, nas relações, os valores do Reino. O VII PROFO-
LIDER foi realizado de 10 de maio a 8 de julho no CCM. O evento contou com 24 participantes, que representaram
23 congregações de diversas regiões do Brasil e de outros Países, como Angola e Guiné Bissau.
72                               Centro Cultural Missionário – Relatório 2010



Os temas tratados foram: A pessoa e a instituição, a realidade, Teologia da Vida Consagrada e Espiritualidade
e missão. Além do estudo e aprofundamento de temáticas específicas, o PROFOLIDER promoveu um espaço de
vivência comunitária, onde aconteceram fortes momentos de espiritualidade, partilha de vida e celebração, com
o objetivo de integrar a pessoa consagrada e suas relações com a instituição e missão.
O PROFOLIDER VII foi marcado não só pela inter-congregacionalidade (24 participantes, 23 Congregações), mas
também pela internacionalidade (9 países). Uma riqueza de carismas, culturas, experiências, expectativas,
sonhos e um desejo enorme de acertar o passo caminhando na mesma direção com os “olhos fixos em Jesus”.
Conscientes dos impactos decorrentes das transformações sociais, políticas, econômicas, ambientais e religio-
sas de um mundo em transição, sem paradigma definida, trazemos também perguntas inquietantes, desafios,
dúvidas e as dores típicas das grandes crises.
Neste sentido o PROFOLIDER é um exercício fascinante que nos leva a olhar todas as dimensões da vida, não só
para desvendar o que explora e desvitaliza, mas, sobretudo perceber as inúmeras possibilidades que este tempo
oferece e assumir, com autoria bem definida, nossa missão de seguidoras e seguidores de Jesus Cristo, sinais
do Reino. Um exercício para alargar o horizonte e o coração, romper e inovar paradigmas, abraçando apaixona-
damente a Causa de Jesus Cristo, toda humanidade e nossa casa comum, a Mãe Terra.


e) CNBB – 48ª asseMBlÉia geRal




Cerca de 30 bispos do Brasil foram hospedados no Centro Cultural Missionário (CCM) por ocasião da 48ª Assem-
bléia Geral da CNBB, que este ano aconteceu extraordinariamente em Brasília, de 04 a 13 de maio de 2010. O
evento contou com a participação de mais de 300 bispos, sendo 283 ativos e 26 eméritos (aposentados). Aconte-
ceu em Brasília em vista da celebração do 16º Congresso Eucarístico Nacional (de 13 a 16 de maio), que celebra
o jubileu de ouro da arquidiocese de Brasília, bem como os 50 anos da capital federal.
No encontro deste ano, os bispos discutiram “Discípulos e Servidores da Palavra de Deus e a Missão da Igreja no
Mundo”, que é o tema central. Entre outro temas chamados prioritários, o destaque foi para as “Comunidades
Eclesiais de Base”. Na pauta constaram ainda a avaliação das Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil (DGAE), a
questão agrária no Brasil e os 100 anos do Movimento Ecumênico.
O local escolhido para a 48ª AG foi o Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores
do Comércio (CNTC), que fica bem no centro da capital federal (SGAS - 902, Bloco C). Aí acontecem as conferências,
reuniões em grupo, debates, plenárias. As missas são rezadas no Santuário Dom Bosco, que fica próximo ao CNTC.
Já a hospedagem para os mais de 300 bispos que participam da Assembleia foi distribuída em 17 casas de
religiosos e religiosas entre as quais o CCM. Foram contratados dez ônibus para o translado dos religiosos.
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                    73




vi. PlaNo de atividades PaRa 2011

a MissÃo
Hoje exige mais do que nunca uma intensa formação. Mas, antes de tudo, o missionário é chamado a reservar
um tempo para si, num encontro consigo mesmo, com os outros e com Deus diante dos desafios da missão aqui
e além-fronteiras. A perspectiva de uma inserção numa nova realidade requer uma redobrada atenção e uma ca-
pacidade de superação que precisa ser aprimorada e treinada. Juntamente, é necessário um aprofundamento de
temáticas missionárias que ajudem a enfocar adequadamente questões relevantes de ordem humano-afetivas,
bíblicas, históricas, antropológicas, teológicas, práticas e espirituais, para viver com competência e entusiasmo
a tarefa de anunciar o Evangelho na complexidade do mundo atual.


QuatRo PRoPostas
Por esses motivos o Centro Cultural Missionário (CCM) proporciona cursos de formação missionária para dife-
rentes sujeitos eclesiais. Em 2011, a programação terá quatro propostas, algumas dirigidas especificamente a
missionários e missionárias, outras abertas a todos aqueles e aquelas que desejam se aprimorar nas temáticas
relacionadas à missão:

    1. iNiCiaÇÃo À MissÃo No BRasil – CeNFi: dois cursos para missionárias e missionários que chegam ao
       Brasil do exterior:
    – CENFI 105: de 27/02 a 27/05 de 2011;
    – CENFI 106: de 25/09 a 22/12 de 2011.
    2. aPReNdiZageM de idioMas: inglês, dois cursos (básico e avançado) para missionários enviados além-
       fronteiras; português, dois cursos (básico e reciclagem) para missionários estrangeiros no Brasil.
    – Curso de Inglês para missionários além-fronteiras: básico, de 5 de junho a 1 de julho; avançado: de 3 a
      29 de julho.
    – Curso Intensivo de Português para missionários estrageiros: básico, de 1 a 26 de agosto; reciclagem, de
      28 de agosto a 23 de setembro.
    3. Missiologia e aNiMaÇÃo PastoRal: um curso de extensão universitária, em parceria com IFIBE (Ins-
       tituto de Filosofia Berthier) de Passo Fundo, RS, para leigos e leigas, religiosos e religiosas, presbíteros,
       seminaristas e diáconos engajados na animação missionária, particularmente, coordenadores e mem-
       bros de COMIDIs, de 6 a 16 de fevereiro de 2011.
    4. FoRMaÇÃo MissioNáRia: dois cursos para missionárias e missionarios prestes a serem enviados para
       Amazônia ou além-fronteiras (ad gentes).
    – Curso de Formação Missionária com enfoque na Amazônia, de 31 de Julho a 24 de Agosto de 2011.
    – Curso de Formação Ad Gentes, de 28 de agosto a 21 de setembro de 2011.
        Esses cursos terão uma programação própria e um enfoque bíblico específico inspirado no Evangelho
        de Mateus, segundo quanto sugere o Ano Litúrgico A. O lema de nossa programação é: “A colheita é
        grande!” (Mt 9,37). Indica a fartura que representa o campo missionário junto a seus diferentes inte-
        locutores: pessoas, povos, culturas, religiões e situações. E indica também os tempos maduros para a
        colheita: a hora da missão é agora!
Centro Cultural Missionário – Relatório 2010                                    75




vii. agRadeCiMeNtos
Depois de três anos a serviço do CCM como coordenadora dos Cursos, Aparecida
Severo da Silva retorna a São Paulo. A partir de agosto deste ano, veio fazer parte
de nossa equipe de coordenação Emilene Eustachio de Brasília.

Obrigado, Cida!
O Centro Cultural Missionário, os funcionários e as funcionárias, os missio-
nários e as missionárias, os membros da Coordenação e tantas pessoas que
                                te conheceram, queremos agradecer pela sua
                                presença, seu serviço e sua dedicação a esta
                                obra. Desejamos a você, querida Cida, anima-
                                dora, conselheira e “mulher de presença” um
                                caminho de intensas alegrias. Queremos que
                                sempre se sinta em casa no meio de nós.

                                  Bem-vinda, Emilene!
                                  Seu pronto “sim” ao nosso convite foi dar resposta a grande missão do Mestre:
                                  “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos” (Mt 28,19).
                                  Desejamos que essa caminhada conosco possa recompensar sua generosa de-
                                  dicação, sua grande simpatia e sua paixão pela causa missionária.

                                                                                A Direção e os funcionários do CCM




                                                                                  Brasília, 31 de dezembro de 2010




    Pe. Stefano Raschietti, sx                 Ir. Rosita Milesi, mscs                Aparecida Severo da Silva
   Secretário Executivo do CCM                 Coordenadora do SCAI                   Coordenadora dos Cursos
Relatorio2010

Relatorio2010

  • 1.
    Centro Cultural Missionário organismo da CNBB RelatóRio de atividades 2010
  • 3.
    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 3 CeNtRo CultuRal MissioNáRio oRgaNisMo da CNBB RelatóRio de atividades 2010 O Centro Cultural Missionário (CCM) é um organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e tem por finalidade: * oferecer um percurso de iniciação à missão no Brasil para missionárias e missionários que chegam do exterior; * promover cursos de formação missionária para brasileiras e brasileiros enviados a outra região ou além-fronteiras; * fomentar o surgimento, a formação e a capacitação de animadores missionários na Igreja no Brasil; * realizar eventos de estudo e aprofundamento sobre teologia, espiritualidade e prática de missão. As atividades realizadas em 2010 envolveram os três departamentos que constituem o CCM: * CeNFi (Centro de Formação intercultural), que se dedica à formação cultural e eclesial dos missionários estrangeiros. * CaeM (Centro de animação e estudos Missionários), que proporciona cursos de formação a missionários enviados a outros países, ou que atuam em regiões e projetos missionários no Brasil. * sCai (serviço de Colaboração apostólica internacional), que oferece assistência jurídica e orientação aos missionários em relação ao visto de entrada e à permanência legal no Brasil e em outros países.
  • 5.
    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 5 suMáRio I. ASSEMBLÉIA GERAL DO CCM, REUNIÕES DE DIRETORIA E DOS CONSELHOS 7 1. Assembléia Geral Ordinária do Centro Cultural Missionário 7 2. Conselho Fiscal do Centro Cultural Missionário 7 II. CENFI – CENTRO DE FORMAÇÃO INTERCULTURAL 9 1. Curso do CENFI 103º 9 2. Curso do CENFI 104º 10 3. Programa do Curso do CENFI 11 4. Sintese das avaliações (CENFI 103 e 104) 19 III. CAEM – CENTRO DE ESTUDOS E ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA 21 1. Curso de Formação Missionária – Enfoque para Amazônia 21 2. Curso de Formação Missionária para Coordenadores de COMIDIs 27 3. Congresso Missionário Nacional de Seminaristas 31 4. Curso de Formação Missionária para Presbíteros 41 5. Curso Ad Gentes 45 6. Semana Brasileira sobre a Missão Continental 51 IV. SCAI – SERVIÇO DE COLABORAÇÃO APOSTóLICA INTERNACIONAL 57 1. Considerações iniciais 57 2. Dados e resultados 58 3. Missionários brasileiros designados a missões no exterior 60 4. Atividades permanentes desenvolvidas pelo SCAI 61 5. Processos de vistos de entrada no Brasil de missionários nos últimos 10 anos 62 6. Considerações finais 63 V. CCM – OUTRAS ATIVIDADES E INICIATIVAS EM 2010 65 1. Participação de eventos e atividade por parte da Direção 65 2. Atividades e iniciativas no campo econômico 66 3. Iniciativas para a estrutura do CCM 68 4. Serviços de acolhimento e hospedagem 69 5. Comemoração do 50 anos do CENFI 69 4. Curso e Iniciativas de Outras Entidades na Sede do CCM 70 VI. PLANO DE ATIVIDADES PARA 2011 73 VII. AGRADECIMENTOS 75
  • 7.
    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 7 i. asseMBlÉia geRal do CCM ReuNiÕes de diRetoRia e dos CoNselHos 1. asseMBlÉia geRal oRdiNáRia do CeNtRo CultuRal MissioNáRio Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp Ir. Márian Ambrósio, IDP Pe. Daniel Lagni Diretor Presidente do CCM Diretora Secretária do CCM Diretor Tesoureiro do CCM Em 24 de fevereiro, às 19h45, reuniram-se os membros Diretores e executivos do CCM. Estavam presentes: Dom Sérgio Eduardo Castriani, Bispo de Tefé, AM, e Diretor Presidente do CCM; Irmã Marian Ambrósio, Diretora Secretária e Presidente da CRB Nacional; Pe. Daniel Lagni, Diretor Tesoureiro e Diretor da POMs; Pe. José Altevir da Silva, se- gundo suplente e Assessor da Comissão para a Ação Missionária da CNBB; Osmar Favretto, administrador do CCM; Sra. Helena Paludo, representante do CNIS; Eden Magalhães, secretário nacional do CIMI; Irmã Rosita Milesi, pri- meira suplente e coordenadora do SCAI; Aparecida Severo da Silva, coordenadora dos Cursos do CCM; Pe. Estevão Raschietti, secretário executivo do CCM. Pauta: 1) apreciar relatório de atividades realizadas em 2009; 2) deliberar sobre o balanço do ano 2009 e sobre o orçamento para 2010; 3) outros assuntos. Direção Executiva do CCM: Pe. Estêvão, Cida, Osmar, Ir. Rosita e Pe. Altevir 2. CoNselHo FisCal do CeNtRo CultuRal MissioNáRio Aos onze dias do mês de janeiro de dois mil e dez, na sede do Centro Cultural Missionário, reuniu-se o Conselho Fiscal do Centro Cultural Missionário – CCM, tendo na pauta o seguinte assunto: apreciação do balanço do exercício 2009 e da proposta orçamentária para 2010.
  • 9.
    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 9 ii. CeNFi – CeNtRo de FoRMaÇÃo iNteRCultuRal O Cenfi é uma iniciativa que a Igreja no Brasil promove há cinqüenta anos, tendo começado em 1960 em Aná- polis, GO, por obra dos Franciscanos Menores e de Mons. Ivan Illich. Pelos cursos do Cenfi já passaram cerca de 4.000 missionárias e missionários estrangeiros que atuam no Brasil. 1. CuRso do CeNFi 103º O Centro Cultural Missionário (CCM) realizou o 103º Cenfi, no período de 2 de fevereiro a 30 de abril. Participaram 25 missionários vindos de 17 países: México, República Democrática do Congo, Congo, Haiti, Costa Rica, Alemanha, Sudão, Estados Unidos, Índia, Malawi, Coréia do Sul, Filipinas, Colômbia, Indonésia, Itália, Polônia e Camarões. Nº Nome de Origem Congregação/Entidade Id. Religiosa País Origem Estado 1 Alijandro Álvarez Velázquez Missionários de Guadalupe A. R. Diácono México AM 2 Alma Elena Zamarrón Aguilera Missionárias de Maria Xaverianas Religiosa México PR 3 Aurélio Judicaél Ngouambéké Congregação do Espirito Santo Padre Rep. do Congo AC 4 Bienvenu Mbota Nzinga Missionários do Verbo Divino Padre Rep. Dem. do Congo MG 5 Bismarck Dumarsais Imaculado Coração de Maria CICM Seminarista Haiti RJ 6 Georg Pettinger Diocesano Padre Alemanha BA 7 Héctor Elías Betancur Betancur Instituto Missões Consolata Padre Colômbia SP 8 Jacques Ay Mve Missionários Espiritanos Padre Camarões AM 9 Jervas Mawut Mayik Nyok Missionários Combonianos Padre Sudão SP 10 John Patrick Gallagher Redentoristas Padre EUA SP 11 Josep Thekkel Mathew Diocese de Jataí Padre Índia GO 12 Justin Muchapa Tunguli Missionários Xaverianos Padre Rep. D. do Congo SP 13 Kasitomu James Milward Missionários Combonianos Padre Malawi PB 14 Kyoung Ho Han Instituto Missões Consolata Padre Coréia do Sul SP 15 Marie Jeanne Kavugho Nziwa Irmãs Oblatas da Assunção Religiosa Congo SP 16 Marnecio Coralde Cuarteros Missionários Combonianos Padre Filipinas SP 17 Mateo Amaris Barrios Missionários do Verbo Divino Seminarista Colômbia PA 18 Michael Lee Tedrick Igreja Episcopal Anglicana do Brasil Leigo USA PR 19 Minarma Roida Sinaga (Vitricia) Irmãs Franciscanas de Reute-Coroatá Religiosa Indonésia MA 20 Patrizia Poloni Missionarias de Maria Xaveriana Religiosa Itália PA 21 Pulickal Chacko Joseph Diocese de Jataí Padre Índia GO 22 Roosevelt François Imaculdado Coração de Maria CICM Seminarista Haiti RJ 23 Tomasz Gwiada Missionários do Verbo Divino Padre Polônia PA 24 Tomy Josep Cheruplavil Missionários do Verbo Divino Padre Índia MG 25 Zaira Lidieth Naranjo Naranjo Bom Pastor Religiosa Costa Rica SP
  • 10.
    10 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 2. CuRso do CeNFi 104º O Curso do CENFI 104º, para iniciação das missionárias e missionários que vem do exterior à missão no Brasil, foi realizado no período de 20 de setembro a 17 de dezembro de 2010. Participaram 20 missionários de 13 países: Indonésia, Timor Leste, Coréia, Quênia, Eritréia, Congo, Haiti, Argentina, México, Honduras, Colômbia, França e Alemanha. Esse curso teve a duração de 90 dias e termina no dia 17 de dezembro. Nº Nome de Origem Congregação/Entidade Id. Religiosa País Origem Estado 1 Antoine Marie F. Roland de Brye Irmãos Missionários do Campo Religioso França Pará 2 Antony Muchoki Murigi Missões Consolata Religioso Kenya São Paulo 3 Dina Habtemichel Belewe Leiga Etiópia Brasília 4 Geordany Pierre Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago Seminarista Haiti Paraná 5 Hwang Hi Lee Beneditinas Religiosa Coreia Pará 6 Jacques Andre Tivoli Irmãos Missionários do Campo Padre França Maranhão 7 Joo Hee Kang Beneditinas Religiosa Coreia Pará 8 Lucía Cecilia Galichio Missionárias Claretianas Religiosa Argentina Paraná 9 Lucien Céralien Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago Seminarista Haiti Paraná 10 Manuel Islas Rodrigues Missionários de Guadalupe Padre México Amazonas 11 Maria Ester Vallecillo Sociedade das Missões Estrangeiras Leiga Honduras Amazonas 12 Neyla Sofia Guiza Peneda Dominicanas de Sta Catarina de Sena Religiosa Colombia Bahia 13 Pascal Atumissi Bekububo Xaverianos Seminarista Kongo Pará 14 Petra Kappius Franciscanas de Reute-Coroatá Religiosa Alemanha Maranhão 15 Rosalia Mª Helena da Conceição Missionárias Servas do Espirito Santo Religiosa Indonésia São Paulo 16 Theresia Asia Lori Mbupu Irmãs Ursulinas Religiosa Indonésia Rio de J. 17 Tseghe Tclemicael Tessema Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto Religiosa Eritreia Maranhão 18 Veniel Julien Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago Seminarista Haiti Paraná 19 Wilfridus Ribun Missionários do Verbo Divino Padre Indonésia São Paulo 20 Yongeun Moon Beneditinas Religiosa Coreia Pará
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 11 3. PRogRaMa do CuRso do CeNFi O Curso do Cenfi (Centro de Formação Intercultural) é um momento privilegiado na preparação das missionárias e dos missionários à missão no Brasil. Propomos neste período: 1) uma aprendizagem sistemática da língua portuguesa; 2) um estágio em casas de famílias; 3) uma introdução sobre a sociedade e Igreja no Brasil. Esse Curso torna-se também uma oportunidade de valoroso intercâmbio entre os próprios participantes, vindo de diferentes países, culturas e igrejas. Esta iniciação à missão no Brasil é um tempo especial. Como nos diz, com muita sabedoria, o Livro do Eclesias- tes, para nos ajudar a discernir os momentos da vida na sua devida dimensão: “Debaixo do céu há momento para tudo e tempo para cada coisa – tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta ... tempo para guardar e tempo para jogar fora. Tempo para rasgar e tempo para costurar. Tempo para calar e tempo para falar...” (Ecl 3,1-8). Podemos discernir neste tempo em que nos cabe viver no Centro Cultural Missionário: tempo para aprender a língua portuguesa e para aprender costumes e aspirações do povo. Tempo para nos despojar de nossa cultura sem arrancá-la. Tempo para revisar nossos critérios pastorais para melhor nos colocar diante dos novos apelos. Tempo para uma verdadeira encarnação, embora carregando os valores da nossa própria cultura como bagagem que nos acompanha sempre. Tempo para valorizar as diversas culturas das companheiras e dos companheiros do curso. Tempo para aprendermos novamente o que Deus pede de nós como parte de um novo povo, sobretudo diante dos pobres que os Padres da Igreja Primitiva os apresentam como nossos mestres. a) eNsiNo sisteMátiCo da lÍNgua PoRtuguesa oBJetivo geRal Fornecer ao aluno a possibilidade de estudar e aprender a língua portuguesa brasileira em todos os seus aspec- tos – gramatical, contextual, comunicativo – para que ele possa desenvolver a sua atividade no País. Metodologia • O curso adota a metodologia comunicativa-estruturalista que consiste no ensino da língua por meio de exercícios estruturais, textos, filmes, documentários, conversação em sala de aula, atividades extra (exercícios complementares e aulas de campo), além de oferecer material específico para assimilação dos sons da língua. • O curso também oferece espaço físico adequado para a aprendizagem da língua, espaços agradáveis e amplos: sala de conferências, salas de reuniões, salas de aulas, salas de estar com TV a cabo, biblio- teca e uma área externa de 4000 m2. Todos os ambientes da casa têm conexão com internet sem fio. Temos a disposição seis computadores comunitários.
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    12 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 • Durante o estudo da língua, o aluno terá contato com a história, a geografia, a sociedade, os costumes, a arte, as tradições culturais, a religiosidade popular, a caminhada a Igreja por meio de atividades, confraternizações, passeios e eventos. • As aulas de língua portuguesa serão ministradas todas as manhãs durante três meses de 8h00 a 12h00, de segunda a sexta. As tardes serão dedicadas ao estudo pessoal ou em grupo, e a atividades propostas pela coordenação ou pelos professores de 14h00 a 17h00. PRoFessoRes • Juliana Queiroz – Graduada desde 2005 pela Universidade de Brasília em Letras Português do Brasil como Segunda Língua (licenciatura voltada para o ensino de Português para indígenas, surdos e demais pessoas que não possuem a língua portuguesa como língua materna), leciona português no Cenfi desde 2006, já lecionou na Escola das Nações, em várias embaixadas de Brasília e no ILAL. Também atua como professora de francês. • Maria do socorro dias (lia) – Formada em Magistério. Cursos regulares e seminário de aperfeiçoamen- to e atualização em Língua Portuguesa para estrangeiros. Curso de fonoaudiologia. Noções de idiomas: espanhol, italiano, francês. Experiência profissional: 28 anos no ensino de português para estrangeiros no CCM e Embaixadas. Revisora de textos. • Raquel Cristina P. de sousa – Formada em Letras (Português do Brasil como Segunda Língua) pela Universidade de Brasília (UnB) com pós‐graduação em Língua Portuguesa e Linguística (Faculdades Integradas da Terra de Brasília – FTB), com especialização em Sociolingüística voltada para o ensino de português para estrangeiros. Noções de idioma: inglês e espanhol. Experiência profissional: sete anos no ensino de línguas. Revisora de textos. • susana M.R. de oliveira – Formada em Letras (Português do Brasil como segunda língua) e em Letras (Inglês) pela Universidade de Brasília. Fluência em inglês e espanhol. Experiência profissional de novo anos no ensino de línguas. Tradutora e revisora de textos. Prof.ª Juliana Prof.ª Lia Prof.ª Raquel Prof.ª Susana avaliaÇÃo A avaliação é realizada durante todo o curso, isto é, o aluno estará sendo sempre avaliado por meio de ativi- dades sugeridas pelo professor. Estas atividades consistem em dinâmicas em grupo, avaliações individuais (exercícios) e projetos elaborados pelos alunos. Ao final, o aluno receberá um Atestado de Conclusão do Curso correspondente a 540 horas/aula.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 13 MateRial didátiCo CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Edi- tora Nacional, 2008. HOLANDA F., Aurélio Buarque. O dicionário da Língua Portuguesa. Curitiba: Positivo, 2009. HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009 LIMA, Emma Eberlein O.F.; LUNES, Samira A. Falar... ler... escrever... Português. Um curso para estrangei- ros. São Paulo: EPU, 2009. LIMA, Emma Eberlein O.F.; LUNES, Samira A. Falar... ler... escrever... Português. Um curso para estrangei- ros. Livro de exercícios. São Paulo: EPU, 2009. RYAN, Maria Aparecida. Conjugação dos verbos em português. São Paulo: Ática, 1995. CoNteÚdo PRogRaMátiCo O conteúdo programático aqui corresponde a um cronograma gramatical do curso de português. Esse cronogra- ma é flexível, sujeito a alterações em relação ao tempo de aprendizagem de cada turma. i PaRte – antes do estágio ii PaRte – depois do estágio - Presente simples (regulares e irregulares) - Futuro do Pretérito (regulares e irregulares) - Artigos definidos e indefinidos - Mais-que-perfeito simples - Pronomes demonstrativos - Mais-que-perfeito composto - Pronomes possessivos - Comparativo e Superlativo - Presente progressivo - Presente do Subjuntivo - Preposições - Diminutivo - Locuções Prepositivas - Imperativo - Singular e Plural - Imperfeito do Subjuntivo - Pretérito Perfeito (regulares e irregulares) - Futuro do Subjuntivo - Pretérito Imperfeito (regulares e irregulares) - Orações condicionais - Masculino e Feminino - Tempos Compostos do Indicativo - Futuro Imediato - Tempos Compostos do Subjuntivo - Futuro do Presente (regulares e irregulares) - Infinitivo pessoal B) estágio eM Casas de FaMÍlia oBJetivos • Viver a experiência de vida familiar: a dimensão afetiva da vida em família é primordial para o ama- durecimento humano, também para o amadurecimento do compromisso missionário. O acolhimento faz parte integrante da vida do nosso povo. Ouvir o povo, nos relacionar com simplicidade, discernir o tipo de relacionamento entre as pessoas, é uma experiência significativa na pedagogia da encarnação. • Conhecer as expressões culturais do povo: a alimentação, a maneira de conversar, de se relacionar com os vizinhos, as prioridades ou valores quotidianos, o papel da televisão ou de outros meios de comunica- ção, a visão do mundo para além da casa ou do bairro, o espírito associativo no bairro ou na paróquia, o sentido do trabalho, a visão de Deus ou do religioso na vida ordinária.
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    14 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 • Aperfeiçoar o domínio da língua portuguesa: no contato com o povo, sem auxílio de mediações pedagógi- cas e instrumentos didáticos, as missionárias e os missionários têm a possibilidade de uma comunica- ção direta, colocando em prática o aprendizado das aulas e do estudo, e conhecendo a maneira popular de falar português, com seus sotaques, gírias (linguagem informal e metafórica), expressões regionais. Depois do estágio, as aulas retomarão o ensino de português enriquecidas de questões e vivências. Metodologia • Cada missionário será hóspede de uma família de classe popular durante uma semana. Ele participará do cotidiano dessa família. • As famílias serão escolhidas p elos coordenadores do Curso e, normalmente, fazem parte de paróquias das cidades-satélite de Brasília, DF. As paróquias estarão engajadas neste estágio dos missionários e se articularão com alguns eventos junto às famílias que os hospedam. • Antes do estágio será realizada uma visita a cada família por parte dos coordenadores do Curso junto com o pároco. As famílias receberão orientações de como acolher os missionários. Haverá também um encontro preliminar entre as famílias e os missionários na paróquia do bairro. • Depois do estágio haverá um momento de avaliação junto aos coordenadores e aos professores do curso. Será realizada uma celebração de agradecimento no CCM junto a todas as famílias que hospedaram os missionários.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 15 C) iNtRoduÇÃo À soCiedade e À igReJa No BRasil oBJetivo Iniciar as missionárias e os missionários estrangeiros à inserção na sociedade e na cultura brasileira por meio de exposições e debates sobre de elementos históricos e antropológicos do Brasil, diversidade cultural e suas expressões, questões sociais, tradições e fenômenos religiosos, caminhada da Igreja no Brasil e sua atuação evangelizadora. Metodologia • O conteúdo programático será ministrado em três blocos: 1) a formação da sociedade brasileira; 2) a questão religiosa no Brasil; 3) a ação evangelizadora da Igreja Católica no Brasil hoje. Cada bloco se estenderá por duas semanas a partir da segunda metade do curso, ocupando duas tardes em cada semana. • Cada tema será exposto e conduzido por um assessor especialista durante uma tarde em duas sessões: de 14h00 as 15h30; de 16h00 as 17h00. • A exposição se dará por conceitos gerais de caráter sintético, para facilitar a contextualização das mis- sionárias e dos missionários estrangeiros na realidade brasileira. • Faz-se oportuno a utilização de algum expediente didático para facilitar a compreensão e a assimilação dos assuntos tratados. • Cada assessor apresentará uma pequena apostila de 4 – 5 páginas, de própria autoria ou de autoria de outros, sobre o tema que irá expor, para facilitar a compreensão das missionárias e dos missionários que mais tem dificuldade com a língua portuguesa. • Cada assessor apresentará uma bibliografia básica de autores, livros, artigos, meios audiovisuais e ele- trônicos sobre o assunto apresentado, para facilitar o aprofundamento individual ou em grupo durante o curso.
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    16 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 CoNteÚdo PRogRaMátiCo 1º BLOCO: A FORMAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA • História do Brasil – i Parte: da primeira colonização até o estado Novo. Colonização e ocupação do espaço brasileiro; o Ciclo da Cana (sec. XVI-XVIII); o Sistema Colonial: escravidão, latifúndio e mono- cultura; o Ciclo do Ouro (1750-1790); o Ciclo do Café (1800-1930); razões da Independência Brasileira; o Ciclo da Borracha (1866-1913); os coronéis e a política brasileira da República Velha (1889-1930); economia e Sociedade: os anos Vargas (1930-1945). • enfoque sobre a questão cultural. a miscigenação e o mito das três raças o índio, o branco e o negro. • História do Brasil – ii Parte: o Brasil contemporâneo. Industrialização, desenvolvimentismo e po- pulismo (1945-1964); O ciclo dos governos militares (1964-1985); Anistia, abertura e Nova República (1985-1992). • enfoque sobre a questão sócio-ambiental: desigualdade socioeconômica, exclusão social, devas- tação da natureza e ação da cidadania no Brasil hoje. A concentração fundiária, o agronegócio e as lutas populares; a concentração urbana e o impacto na vida das pessoas; a concentração financeira e o mercado global, formal, informal, ilegal. 2º BLOCO: A QUESTÃO RELIGIOSA NO BRASIL • História da igreja no Brasil – i Parte. da primeira evangelização até as vésperas do vaticano ii. Evangelização dos indígenas, dos negros e formação do catolicismo popular. Evangelização no regime de Padroado; as missões jesuíticas e de outras ordens religiosas; as relações Igreja Estado (colônia, império, república); formação do catolicismo popular; romanização e Estruturação da Igreja. • enfoque sobre o catolicismo popular. Espaços sagrados e tempos sagrados, festas, devoções, romarias. • as religiões dos povos afro e indígenas no Brasil e a questão do diálogo interreligioso. Candomblé; Umbanda; Espiritismo; Pajelança indígena. • Protestantismo, pentecostalismo e questão ecumênica no Brasil. 3º BLOCO: A AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA CATÓLICA NO BRASIL HOJE • História da igreja no Brasil – ii Parte. a caminhada da igreja no Brasil do vaticano ii até aparecida. Sementes de renovação: o papel da Ação Católica; Medellín e a opção pelos pobres; a Teologia da Liber- tação; Puebla e as Comunidades Eclesiais de Base; a crise dos anos noventa; Santo Domingo e a opção pelos outros (o Evangelho nas culturas); as perspectivas inovadoras da Conferência de Aparecida.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 17 • enfoque sobre as opções fundamentais pelos pobres e pelos outros. Visita à Conferência dos Religio- sos do Brasil (CRB) e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi). • Configuração da igreja no Brasil hoje: articulações e mediações, desafios e diretrizes. Instituições e articulações; Pastorais; Movimentos; Organismos; Diretrizes da Ação Evangelizadora. Visita à Confe- rência Nacional dos Bispos do Brasil. • enfoque sobre a questão missionária ad gentes: a dimensão universal da missão e o desafio da ani- mação missionária.Visita às Pontifícias Obras Missionárias. BiBliogRaFia de aPoio BEOZZO, José Oscar. A Igreja do Brasil. De João XXIII a João Paulo II de Medellín a Santo Domingo. Petró- polis: Vozes, 1996. BINA, Gabriel Gonzaga. O atabaque na Igreja. A caminho da inculturação litúrgica em meios afro-brasi- leiros. Mogi das Cruzes: Editora e Gráfica Brasil, 2002. BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. Cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010. BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. CALLIGARIS, Contardo. Hello Brasil. Notas de um psicanalista europeu viajando ao Brasil. São Paulo: Escuta, 2000. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008 – 2010. Brasília: CNBB, 2008. CONSELHO EPISCOPAL LATINO AMERICANO. Documento de Aparecida. Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino‐Americano e do Caribe. Brasília: CNBB, 2007. DAMATTA, Roberto. O que faz o Brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009. FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2010. FERNANDES, Sílvia Regina Alves. Novas formas de crer. Católicos, evangélicos e semireligião nas cida- des. São Paulo: CERIS, 2008. GASPAR, Eneida Duarte. Guia de religiões populares do Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2002. HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. HOORNAERT, Eduardo. O Cristianismo Moreno do Brasil. Petrópolis, Vozes, 1991 INSTITUTO NACIONAL DE PASTORAL (org.). Presença pública da Igreja no Brasil (1952 – 2002). Jubileu de ouro da CNBB. São Paulo: Paulinas, 2003. JACOB, Cesar Romero [et al.]. Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil. São Paulo: Loyo- la, 2003. MARIAE, Servus. Para entender a Igreja no Brasil: a caminhada que culminou no Vaticano II. Petrópolis: Vozes, 1994. MATOS, Henrique Cristiano José. Nossa história: 500 anos da presença da Igreja Católica no Brasil. São Paulo: Paulinas, 2003.
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    18 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 PALEARI, Giorgio. Religiões do povo. Um estudo sobre a inculturação. São Paulo: Ave Maria, 1990. PREZIA, Benedito (org). Caminhando na Luta e na Esperança. Retrospectiva dos últimos 60 anos da Pastoral Indigenista e dos 30 anos do CIMI. São Paulo: Loyola, 2003. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. TEIXEIRA, Faustino. Os encontros intereclesiais de CEBs no Brasil. São Paulo: Paulinas, 1996. TURRA, Cleusa; VENTURI, Gustavo (orgs). Racismo cordial. A mais completa análisesobre o preconceito de cor no Brasil. São Paulo: Ática, 1995. d) PaRtiCiPaÇÃo e vida eM CoMuM O Curso do Cenfi conta com a participação de diversas pessoas de diferentes países que partilham a vida durante 90 dias. Os tempos para uma primeira inserção, o choque cultural, o desprendimento do mundo de origem, a acul- turação e a adaptação num novo ambiente variam muito de pessoa a pessoa. Por isso, é preciso respeitar os ritmos de cada um e de cada uma, dar tempo e espaço para que as pessoas vivam essa passagem de maneira serena, sem excessivas cobranças, sendo acompanhadas pelos coordenadores do curso no que for possível e oportuno. Ao mesmo tempo, essas pessoas estão aqui juntas na mesma caminhada de iniciação à missão no Brasil. As rela- ções que vão tecer ajudam e fortalecem o percurso de cada um e de cada uma. Diríamos até que essas relações são indispensáveis. Se forem simpáticas e construtivas, tornam‐se um recurso extraordinário na superação de algumas dificuldades de adaptação. Se forem conflitantes ou apáticas, tudo se torna mais complicado para todos. Assim sendo, cada participante é responsável da caminhada do outro, como um verdadeiro irmão. No curso do Cenfi tocamos com a mão, numa experiência inédita, que a vida e a missão cristã é essencialmente uma vida e uma missão em comum. Contudo, vistas as circunstâncias, trata‐se de uma vida em comum sui generis. Precisamos deixar as diversas pessoas se sentirem à vontade, mas elas também precisam perceber que estão vivendo juntas. É oportuno, portanto, evitar os excessos do individualismo e do comunitarismo. O clima da casa há de ser de liberdade e, ao mesmo tempo, de responsabilidade. Por esses motivos, recomendamos vivamente pontualidade, presença e participação às aulas, respeito às regras da casa e às pessoas responsáveis pelo curso, envolvimento nas atividades comunitárias como avaliações, celebrações, serviços, passeios e confraternizações. Os cursistas disporão de muitos momentos pessoais para estudo, oração, repouso e lazer, etc., normalmente à tarde, à noite e nos finais de semana. De acordo com as situações e as sugestões dos próprios participantes, poderão ser propostos retiros, celebrações da penitência, reza do Terço, vigílias, momentos de oração e avaliação.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 19 4. sÍNtese das avaliaÇÕes (CeNFi 103 e 104) SEUS OBJETIVOS, QUANTO AO ESTUDO DA LíNGUA, FORAM ALCANÇADOS? EM QUE ASPECTOS? • Sim. Eu sabia das dificuldades para aprender a língua em três meses, mas posso dizer que estou satis- feita, o CENFI me ajudou muito e sei que o restante vou aprender com a convivência ouvindo e falando. • Em geral sim. Foi muito bom o material, a dedicação, mas foi difícil encontrar os computadores livres para trabalhar, são poucos, para muitas pessoas. • Posso dizer que alcancei pouco, mas já tenho o básico da língua. Muito obrigada às professoras e aos coordenadores. • Quando eu cheguei aqui no CCM para aprender a língua brasileira, e a cultura, eu já tinha certeza que isso iria se cumprir, portanto estou satisfeita. • Sim, conseguir aprender o básico da língua para me comunicar com os outros, e ganhei confiança também. • Eu estou contente porque eu posso falar, escutar, escrever e compartilhar com outra pessoa sem me sentir tímido. Sinto que aprendi a gramática correta, por isso estou muito confiante. • Eu senti muita dificuldade em aprender a língua, mas mesmo assim estou feliz, e sei que vou aprender mais futuramente. • Eu gostei muito, as aulas foram muito boas, e as professoras também. • A maioria dos meus objetivos foram alcançados, e eu ganhei mais confiança para falar e entender a gramática. Para mim, as aulas com a professora Raquel, foi muito benéfica, gostei do estilo de ensina- mento dela. Quero ressaltar que o ambiente da sala de aula dela, é muito agradável. • Sim, meus objetivos foram alcançados em: aprendizagem da gramática, na pronúncia das palavras, no entendimento da leitura. Nas famílias aprendi muitas coisas sobre a língua e a cultura. • Parcialmente foram alcançados. Eu alcancei um nível de comunicação regular. • Para mim, foi satisfatório, embora não tenha aprendido tudo, mas o básico da língua. • Eu estou muito satisfeito, para mim, foi de muita utilidade, aprendi os verbos, a leitura, a escrita, a pronúncia, a conjugação etc. • Sim, os meus objetivos foram alcançados, pois aprendi o básico para me defender no trabalho, na rua e com o povo. Posso dizer que 90% de tudo que aprendi, posso usar QUAIS FORAM OS PONTOS DE MAIOR ENRIQUECIMENTO PARA O MEU CONHECIMENTO. POR QUE? • A questão sobre a Formação do Brasil foi muito importante. • As últimas palestras sobre a igreja no Brasil foram ótimas, parabéns. • As diferentes raízes do povo brasileiro, africano, indígena e europeu. • A pluralidade de culturas que existem no interior do povo brasileiro • Eu acho o conhecimento da diversidade cultural e religiosa um dos maiores desafios do Brasil. • Eu gostei de todas as palestras, mas acho que deveria falar mais, sobre a política, os problemas sócias, os documentos da igreja católica, e sobre o testemunho de missionários. • As palestras me enriqueceram muito, porque agora eu tenho uma idéia sobre a vida do povo brasileiro,e sobre a prática da religião. • Para mim, foram muito úteis as palestras, porque me ajudaram conhecer sobre o povo, a igreja e a missão. • Porque conheci vários aspectos da cultura, e da igreja brasileira. • Para mim, as palestras foram importante porque me deu forças para seguir adiante com minha missão. • Eu gostei muito, porque os palestrantes foram claro em suas explicações sobre seus temas, isso é ne- cessário, para que possamos entender. • Eu acho que as informações recebidas foram boas. Senti muito a ausência das mulheres. • Gostei de todas as palestras, mas especialmente sobre os indígenas.
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    20 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 QUAIS FORAM OS ACONTECIMENTO MAIS SIGNIFICATIVOS PARA VOCê PESSOALMENTE? • Pessoalmente, eu me senti acolhido pelos os responsáveis da casa. • Os passeios organizados me enriqueceram muito, as festas culturais, o estágio na família, e a celebração. • As famílias acolhedoras. • Para mim, foram: o estágio, as religiões populares, as festas e a semana em Goiás. • Eu apreciei mais, os momentos comunitários como oração e eucaristia, isso nos fez caminhar juntos. • O que me marcou sobretudo, foi entender a língua, depois a cultura, a igreja, e como trabalha no Brasil. • Para mim, foi estudar junto com pessoas de outras nacionalidades, conhecer as diferentes culturas, as noites culturais, e os jogos de vôlei. • O mais importante para mim, foi a convivência em geral, o passeio na CNBB, CRB e a festas dos continentes. • Para mim, foram as celebrações litúrgicas, e os momentos recreativos com algumas pessoas. • O mais significativo para mim, foi a experiência com a família na Ceilândia. • Pessoalmente, eu gostei de aprender muitas coisas: a relação com outras pessoas de culturas diferentes. • O conhecimento dos costumes, da língua, a carinho, o respeito, a atenção etc. COMO AVALIA SUA PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES COMUNITáRIAS E SEU RELACIONAMENTO COM O GRUPO? • Acho que não tive problemas nas atividades do CENFI, fui muito participativo, e gostei muito. • Eu participei em todas as atividades com alegria e entusiasmo especialmente nas festas, esporte e liturgia. • Penso que foi uma boa participação, mesmo tendo muitas cosias juntas para fazermos, mas valeu a pena. • Minha participação foi muita boa em todas as atividades. • Eu tentei participar em todas as atividades, só que as vezes o ritmo era muito acelerado. • Eu gostei de todas as atividades, e fui presente em todas, portanto, acho que foi boa. • Participei nas preparações das festas comunitárias, africanas, das famílias, preparei muitas vezes as orações e missas. Ajudei ainda nos cantos da capela. • Algumas vezes não participei por razões de saúde e problemas pessoais. • Eu acredito que minha participação no desenvolvimento das atividades comunitárias foram muito bem, principalmente na liturgia, festa, saída e viagem. • Eu comparo meu relacionamento com o grupo, como um caminho para as quatro estações: Primavera, Verão, Outono e Inverno, ou seja bem variável. • Meu relacionamento com grupo foi bom, mas as pessoas precisam saber que a gente tem amigos, com- panheiros e conhecidos. • Meu relacionamento com o grupo foi bom, embora não tenha convivido com o grupo todo, acho que a vida foi tranqüila, ainda que as vezes difícil. • Para mim, foi muito bom, porque fiz novas amizades. SUGESTÔES PARA MELHORAR OS PRÓxIMOS CENFIS: • Eu pediria que deixassem um pouco mais livre os grupos de liturgia, para eles ficarem mais a vontade. • Eu só peço que continue sempre assim, porque está muito bom. • Eu sugiro que troque todas as coisas dos quartos, porque estão tudo velho. Peço também que mude um pouco o cardápio, porque está muito repetitivo, variar. • Acho que seria bom, contratar professores homem, não só mulheres. • Acho que deveria ter mais computadores, internet mais rápida, porque é muito lenta. Ter mais objetos para o esporte e para ginástica. • Tentar comunicar, ou colocar no quadro de aviso as mudanças de horários para evitar confusões. • Acho que precisamos de mais oportunidade para partilhar nas reflexões integrando nossa experiência aqui no Brasil com nossa fé e espiritualidade, e talvez com um facilitador profissional.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 21 iii. CaeM – CeNtRo de aNiMaÇÃo e estudos MissioNáRios 1. CuRso de FoRMaÇÃo MissioNáRia – eNFoQue PaRa aMaZÔNia O Curso de Formação Missionária com enfoque para a Amazônia, que teve como tema “Pescadores de gente para a vida (Lc 5, 10)”, reuniu 29 pessoas, sendo dois leigos; um diácono permanente; oito padres e 18 religiosas, vindos das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Leste, Oeste e Sul do Brasil. a) PaRtiCiPaNtes Nº Nome Congregação / entidade Id. Religiosa UF 1 Ana Luiza Castro Nossa Senhora do Calvário Religiosa RO 2 Antônio Carvalho de Moura Arquid. do Belém Pará Diácono PA 3 Carmelina Vitoria Chiapinotto Irmãs Palotinas Religiosa RS 4 Célia Ângela de Carvalho Domincanas da Anunciata Religiosa MG 5 Diane Tuombe M. Babasima Irmãs Dorotéia de Cemmo Religiosa SP 6 Eliezér Lima da Fonseca Diocese de S.Grabriel da Cachoeira Padre MG 7 Euza Dantas Nossa Senhora do Calvário Religiosa RO 8 Fabiana Manica Imaculado Coração de Maria Religiosa RS 9 Fátima Aparecida Bertoli Santas Missões Populares Leiga PI 10 Frederico Augusto de Oliveira Redentoristas Padre DF 18 Grasiela Mariano Xavier Filhas NS. Monte Calvário Religiosa DF 11 Irene Bergamini Ursulinas de São Carlos Religiosa AM 12 Ivaldete Rodrigues Franciscanas da Ação Pastoral Religiosa MT 13 João Paulo da Silva Diocese Sumaré SP Padre SP 14 Jorge Luis Osório Vigliola Diocese Saõ Gabriel da Cachoeira Padre AM 15 Jorge Pereira de Melo Diocese de Londrina Padre PR 16 Leonardo Hellmann Sagrado Coração de Jesus Dehonianos Padre SC 17 Maria Aparecida dos Santos Filhas NS. Monte Calvário Religiosa DF 19 Maria Soares de Camargo Diocese de Campinas Leiga SP 20 Mauro Batista Pedrineli Diocese de Londrina Padre PR
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    22 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 Nº Nome Congregação / entidade Id. Religiosa UF 21 Ana Luiza Castro Nossa Senhora do Calvário Religiosa RO 22 Antônio Carvalho de Moura Arquid. do Belém Pará Diácono PA 23 Carmelina Vitoria Chiapinotto Palotinas Religiosa RS 24 Célia Ângela de Carvalho Domincanas da Anunciata Religiosa MG 25 Diane Tuombe M. Babasima Imrãs Dorotéia de Cemmo Religiosa SP 26 Eliezér Lima da Fonseca Diocese de S. Gabriel da Cachoeira Padre AM 27 Euza Dantas Nossa Senhora do Calvário Religiosa RO 28 Fabiana Manica Imaculado Coração de Maria Religiosa RS B) o teMa A escolha do tema se refere à passagem da pesca milagrosa de Lc 5,1-11. A metáfora da pesca e das redes tem tudo a ver com a missão e com os povos da Amazônia. As águas para a Bíblia são símbolo da escuridão e das trevas. Apanhar peixes significa salvar vidas da perdição. Nesta narração do Evangelho de Lucas, Jesus sobe no barco de Simão e pede para se afastar um pouco da margem para falar às multidões. Logo depois diz a Simão de “avançar para águas mais profundas” (Lc 5,4) e de lançar as redes. A pesca realizada na pura fé na Palavra de Jesus é muito bem sucedida. A partir daí, Jesus convida Pedro e companheiros a participar de sua missão; “de hoje em diante você será pescador de homens” (Lc 5,10). Só que Lucas modifica a expressão de Marcos (cf. Mc 1,17b), “pescadores de homens”, substituindo-a com um vocábulo grego que ele retomou da tradução grega do AT, que significa “pegar vivos ou para a vida” (zogrein, zôos+agrein). Quer dar a entender que Pedro terá a tarefa de “capturar” gente para a vida. Missão e Vida são os dois eixos fundamentais do Documento de Aparecida. A missão é sempre para comunicar vida (7.1.4) e a vida plena, por sua vez, gera sempre uma missão de entrega e de dom. A vida nunca é retida para si, mas é sempre algo que se transforma num dom. “Pescadores de gente para a vida” significa então fazer com que todos participem da vida plena, a vida divina, a vida verdadeira: a vida que se torna dom. C) FiNalidade e MotivaÇÃo O curso teve como finalidade oferecer uma preparação humana, espiritual, intelectual e prática para presbíteros, religiosos, religiosas, leigos e leigas, que são enviados a regiões tipicamente missionárias como a Amazônia.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 23 Nesse período procuramos ajudar a aprofundar as motivações pessoais, a própria compreensão da missão, a vi- são mundial dos desafios missionários, o processo de encontro com as outras culturas, os fundamentos bíblicos e teológicos da missão e a espiritualidade missionária. Foi um importante momento de reflexão e de estudo antes de partir para essa experiência tremenda e fascinante de tornar-se hóspedes na casa dos outros. Também para missionários e missionárias que desejam se aprimorar nas temáticas relacionadas à missão, para amadurecer uma eventual decisão de elaborar caminhos e projetos junto à própria congregação. Também aconselhamos essa formação como momento de revigoramento espiritual para religiosos e religiosas, leigos e leigas, que estão na labuta há anos, e que procuram um momento significativo de atualização e avaliação pessoal sobre alguns conteúdos e sobre sua própria experiência missionária. Para umas das coordenadora do curso, irmã Maria Irene, o curso foi importante para nortear os missionários antes mesmo de eles começarem a missão em terras alheias. “Antes de se hospedar em terras alheias, o mis- sionário deve conhecer a realidade do lugar e seu contexto. É assim que o curso contribuiu para a formação de missionários para a Amazônia”, destacou. A irmã Fabiana Mânica, da cidade gaúcha de Frederico Westphalen, se disse mais motivada na missão que partici- pará, em Manaus (AM), do que antes do curso. “O curso em si foi um despertar do ser missionário que há dentro de mim. Isso me motivou mais ainda a querer estar junto das pessoas que encontrarei no Norte do Brasil”. Já a irmã Irene Bergamini, missionária italiana que atua em Tabatinga (AM) há cinco meses, destacou a impor- tância desse curso para todo o missionário engajado. “Após a conclusão do curso descobri que vinha trabalhan- do de maneira errada com os ribeirinhos da região onde atuo. O que é importante, pois como estou pouco tempo na região e no Brasil, ainda da tempo de mudar o que vinha fazendo, e trabalhar à luz de uma nova perspectiva”, afirmou a irmã. Segundo o assessor da Dimensão Missionária da CNBB e Secretário Executivo do Conselho Missionário Nacional (COMINA), padre José Altevir da Silva, a formação dos missionários para a Amazônia passa pela possibilidade da formação da sensibilização daquele povo. “Não é apenas chegar lá e achar que vai conseguir mudar tudo. Se alguém for com esse pensamento, não acontecerá nada. O que deve acontecer é juntar-se ao povo, ser um deles, assim você conquistará o sentimento amazônico, se tornará um deles de verdade”, destacou. Durante todo o curso, os participantes estudaram três grandes temas: “A missão hoje: dimensão humana, histó- rica e teológica”; “Desafios para a missão hoje: o mundo e a Amazônia”; e, “O sujeito da missão hoje: memória, projeto e seguimento”. O próximo Curso de Formação Missionária com enfoque na Amazônia será de 31 de julho a 24 de agosto de 2011.
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    24 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 d) CoNteÚdo do CuRso Quarta, 9 de junho: abertura e apresentação do programa: o mar, os peixes, as barcas, as redes, a pesca e os pescadores (Lc 5,10). a MissÃo HoJe: diMeNsÃo HuMaNa, HistóRiCa e teológiCa “JESUS ESTAVA NA MARGEM DO LAGO” Quinta, 10 de junho: “A ALEGRIA DE ESTARMOS A SERVIÇO DA VIDA PLENA PARA TODOS” (cf. DA 353). Motivações interiores para a missão – Ir. Patrizia Licandro, USC, psicóloga, assessora da CRB e missionária na Amazônia. sexta, 11 de junho: “A VIDA Só SE DESENVOLVE PLENAMENTE NA COMUNHÃO FRATERNA” (DA 359). Perspectivas de conversão pessoal a partir da aproximação ao outro numa relação construtiva – Ir. Patrizia Licandro, USC, psicóloga, assessora da CRB e missionária na Amazônia. sábado, 12 de junho: “A VIDA SE ALCANÇA À MEDIDA QUE É ENTREGUE” (DA 360). O anúncio da Vida para todos segundo o Evangelho – Pe. José Altevir da Silva, CSSp, assessor da Comissão para a Ação missionária e a Coo- peração Intereclesial. domingo, 13 de junho: à tarde, passeio turístico por Brasília (roteiro cívico). “A MULTIDÃO SE APERTAVA PARA OUVIR A PALAVRA” segunda, 14 de junho: A MISSÃO DE JESUS DOS EVANGELHOS PARA COMUNICAR A VIDA. Traços significativos da pessoa e do ministério do “Filho do Homem” – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs. terça, 15 de junho: A MISSÃO DA IGREJA AO LONGO DOS SÉCULOS E A VIDA DOS POVOS. Visões, modelos e pa- radigmas históricos entre encontros, confrontos e desencontros – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs. Quarta, 16 de junho: A MISSÃO HOJE PARA QUE NELE TODOS TENHAM VIDA. Mudança de paradigma e “des- locamentos” fundamentais para uma nova compreensão da missão – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do CCM. desaFios PaRa a MissÃo HoJe: a Realidade MuNdial e a aMaZÔNia “PEDIU QUE SE AFASTASSE UM POUCO DA MARGEM” Quinta, 17 de junho: A FAMÍLIA HUMANA E A PERSPECTIVA DE UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL. A sociedade mundial nas encruzilhadas do mercado global – Prof. Ivo Poletto, filósofo, teólogo, cientista social e educador popular.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 25 sexta, 18 de junho: A FAMÍLIA HUMANA E A VIDA NO PLANETA. A sociedade mundial nas encruzilhadas das mudanças climáticas e da depredação do meio ambiente – Prof. Ivo Poletto, filósofo, teólogo, cientista social e educador popular. sábado, 19 de junho: A FAMÍLIA HUMANA E O MUNDO PLURAL. A sociedade mundial nas encruzilhadas da pós-modernidade – Prof. Roberto Marinucci, mestre em missiologia e pesquisador do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM). domingo, 20 de junho: à tarde, encontro com algumas expressões religiosas de Brasília (roteiro religioso). “AVANCE PARA áGUAS MAIS PROFUNDAS” segunda, 21 de junho: O EVANGELHO DA VIDA NA AMAZÔNIA EM SEUS POVOS E SEUS VALORES. A sociedade amazônica pluriétnica, pluricultural e plurirreligiosa – Pe. Ricardo Castro, IMC, doutor em Teologia Dogmática e professor do Itepes de Manaus, AM. terça, 22 de junho: O EVANGELHO DA VIDA AMEAÇADA NA AMAZÔNIA: TERRA, ÁGUA, MATA E GENTE. Os desafios socio-ambientais da realidade amazônica – Pe. Ricardo Castro, IMC, doutor em Teologia Dogmática e professor do Itepes de Manaus, AM. Quarta, 23 de junho: O EVANGELHO DA VIDA DA IGREJA NA AMAZÔNIA. A presença profética da Igreja na Ama- zônia: identidade e desafios – Dom Antônio Possamai, Bispo Emérito de Ji-Paraná, RO, e membro da Comissão Episcopal para Amazônia da CNBB. o suJeito da MissÃo HoJe: MeMóRia, PRoJeto, seguiMeNto “EM ATENÇÃO À TUA PALAVRA, VOU LANÇAR AS REDES” Quinta, 24 de junho: A CAMINHADA MISSIONÁRIA DA IGREJA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA. Opção pelos po- bres, libertação, participação, inculturação nos documentos das conferências episcopais continentais – Ir. Inês Costalunga, Mdl, doutora e secretária da Pós-graduação em Missiologia do Itesp de São Paulo, SP. sexta, 25 de junho: UMA IGREJA EM PERMANENTE PROCESSO DE CONVERSÃO MISSIONÁRIA. As provocações inovadoras da V Conferência de Aparecida – Ir. Inês Costalunga, Mdl, doutora e secretária da Pós-graduação em Missiologia do Itesp de São Paulo, SP. sábado, 26 de junho: UMA IGREJA QUE SE PROJETA ALÉM-FRONTEIRAS. Os horizontes da ação evangelizadora para a Igreja no continente hoje: tarefa e compromissos – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do CCM. domingo, 27 de junho: à tarde, passeio no Parque Nacional de Brasília (roteiro ecológico).
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    26 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 “DE HOJE EM DIANTE VOCê SERá PESCADOR DE GENTE PARA A VIDA” segunda, 28 de junho: “EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA” (Jo 10, 10). A vida plena como perspectiva do anúncio do Evangelho – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária. terça, 29 de junho: “ESCOLHA, PORTANTO, A VIDA” (Dt 30,19). Uma missão para comunicar vida (DAp 7.1.4) – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária. Quarta, 30 de junho: avaliação e celebração de envio: “então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram Jesus” (Lc 5,11). e) sÍNtese das avaliaÇÕes ruim regular bom ótimo Curso como um todo 8 19 Convivência 11 15 Equipes de serviços 15 11 Partilha de experiências 1 12 12 Conteúdo das palestras 9 17 Assessores 11 15 Hospedagem 2 24 Refeição 2 25 Serviços da casa 4 23 O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS? Superou, e muito. O conteúdo programático foi bem elaborado tendo em vista a missão na Amazônia. Os temas realçaram aspectos teológicos, históricos, geográficos, bíblicos. ótimo! – Sim, foi muito bom, me ajudou a firmar mais a minha disponibilidade da missão. – Sim, pois eu necessitava de um tempo para refletir, escutar, tomar decisões e avaliar-me como cristã e como consagrada. – Sim, o curso correspondeu as minhas expectativas mis- sionárias, porque aprendi a olhar e viver a missão com o olhar do coração. – Foi além das minhas expectativas, porque eu achava que os participantes era só para quem ia para à Amazônia. As experiências dos que moram lá ajudaram bastante na compreensão do curso. – Sim, pois quando me escrevi, foi com o a intenção de me atualizar e potencializar mais na minha vocação missionária. – Sim, me animou, e me deu mais coragem para a minha caminhada. Os temos foram ótimos nos ajudou a conhecer as realidades do missionário e da missão.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 27 2. CuRso de FoRMaÇÃo MissioNáRia PaRa CooRdeNadoRes de CoMidis Aconteceu no Centro Cultural Missionário (CCM), entre os dias 28 de maio e 6 de junho, o Curso de Animação Missionária para Coordenadores de COMIDIs. O evento reuniu 33 pessoas entre leigos e leigas, religiosos e reli- giosas, diáconos e presbíteros de todas as regiões do Brasil. a) PaRtiCiPaNtes Número Nome Id Religiosa COMIDI UF 1 Ana Cristina Batista da Motta Leiga Diocese de Niterói RJ 2 Ana Maria Ferreira de Barros Leiga Diocese de São Miguel Paulista SP 3 Antonia Ferreira Leiga Arquidiocese de São Luis MA 4 Antonio Ribeiro Silva Padre Diocese de Bacabal MA 5 Arlete Chaves Rodrigues Religiosa COMIRE Nordeste 5 MA 6 Cristina Pereira da Silva Leiga Diocese de Viana MA 7 Déa Cláudia Duarte Queiroz Leiga Arquidiocese de Brasília DF 8 Dionisia Pereira Duarte Religiosa Provincia de Maringá PR 9 Dulcinea Alves de Sousa Leiga Arquidiocese de Manaus AM 10 Francisco de Assis Fortes Barros Leigo Arquidiocese de Belém PA 11 Fran. Josimar de Andrade Pires Padre Arquidiocese de Fortaleza CE 12 Haroldo Lima da Costa Diácono Arquidiocese de Natal RN 13 Inês Caixeta e Silva Religiosa Diocese de Oeiras PI 14 Francilena da Silva Rodrigues Religiosa Grajaú MA 15 Irene Santana da Silva Leiga Diocese de Macapá PA 16 Janaína Felix Ribeiro Leiga Arquidiocese de Belo Horizonte MG 17 João de Lima Fonseca Leigo Arquidiocese de Curitiba PR 18 Jomelito Ferreira de Melo Padre Arquidiocese de Brasília DF 19 José Milton dos Reis Padre Diocese de Guaxupé MG 20 Kátia F. Da Costa S. da silva Leiga Arquidiocese de Manaus AM
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    28 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 21 Leonir Orssato Leigo Diocese de Toledo PR 22 Malvino Xavier da Silva Padre Diocese Colatina ES 23 Marina Pereira Cardoso Leiga Arquidiocese de Teresina PI 24 Nadia Maria da Silva Fusinato Leiga Arquidiocese de São Paulo SP 25 Neide Pacheco Alves Leiga Arquidiocese de BH MG 26 Pedro Avelino Lang Leigo Diocese de Ponta Grossa PR 27 Reginaldo Amaro Barreto Leigo Arquidiocese de Olinda/Recife PE 28 Renato Trevisan Padre Diocese de Conceição do Araguaia PA 29 Rodrigo Schuler de Souza Padre Diocese de Osório RS 30 Rosangela de Souza Figueiredo Leiga Diocese de Corumbá MS 31 Sérgio Pereira da Silva Padre Arquidiocese de Olinda e Recife PE 32 Sirlene Maria da Silva Xavier Leiga Diocese Uruaçu GO 33 Vagner Faustino Leigo Diocese Jacarezinho PR Segundo o assessor da dimensão missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e secretá- rio executivo do Conselho Missionário Nacional (Comina), padre José Altevir da Silva, o curso foi indispensável para a articulação da missão no país. “Precisamos falar e viver mais a missão. Nesse encontro nós aprofun- damos elementos da identidade da Igreja e os colocamos nas mãos dos coordenadores de maneira prática e objetiva”, afirmou. O contato dos coordenadores, vindos de várias partes do país foi, para o assessor, um dos modos de visualização do perfil missionário da Igreja no Brasil, que proporcionou o conhecimento desse aspecto de evangelização da Igreja. “O contato direto nos proporcionou a rica troca de experiências entre os participantes, que têm culturas diferentes e experiências diversas. Esse olhar amplo faz com que tenhamos uma visão do que é a dimensão missionária da Igreja no Brasil”. Para o diretor do Centro Cultural Missionário (CCM), padre Estêvão Raschietti, o curso teve um toque especial porque tratou de modo exclusivo a dimensão universal da missão. “Durante o evento tratamos dos horizontes da missão e da sua universalidade. Os participantes tiveram a oportunidade de estudar de modo aprofundado a prática da missão começando pela sua história e passando pelo seu aspecto teológico”, comentou. Padre Altevir também destacou que o evento “alarga os horizontes dos participantes” no que diz respeito à universalidade da ação missionária. “Os participantes são todos membros de dioceses. No encontro tivemos a preocupação de mostrar-lhes que a missão não se restringe aos limites da paróquia e da diocese, mas que é algo maior, universal e sem fronteiras. Os coordenadores, nas bases, devem passar essa mensagem de que a missão nos coloca em caminho e encontro do outro”, sublinhou o assessor.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 29 B) teMátiCas de estudo Seguindo as etapas do caminho de Emaús (cf. Lc 24,13-35), o curso propôs aos participantes um aprofun- damento sobre temas fundamentais para a missão hoje: o caminho da Missão ao longo da história, desde o ministério de Jesus até os nossos dias; o encontro com a Missão a partir do Documento de Aparecida; a partilha sobre a tarefa da animação missionária e a caminhada dos Conselhos Missionários na Igreja no Brasil; o envio missionário hoje e as principais perspectivas de ação (a paróquia missionária, a missão continental, a missão ad gentes e a missão universal). As temáticas foram assessoradas pelo padre José Al- tevir; pelo professor Sérgio Coutinho, assessor do Setor Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da CNBB; pelo padre Sávio Corinaldesi, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária; e pelo diretor do Centro Cultural Missionário (CCM), padre Estevão Raschietti. C) siNtese das avaliaÇÕes ruim regular bom ótimo Curso como um todo 7 21 Convivência 9 21 Equipes de serviços 19 11 Partilha das experiências missionárias 4 11 15 Conteúdo das palestras 8 22 Assessores 8 21 Hospedagem 9 19 Refeição 13 18 Serviços da casa 8 22 O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS? Sim. Tendo em vista o olhar missionário que tínhamos, ficou mais claro agora. Estas informações são necessá- rias para que haja unidade no direcionamento da caminhada da nossa igreja. – Sim, desde o conteúdo que nos foi apresentado, a começar pelo tema. Foi um curso muito bom, que os próximos sejam desta mesma linha. – Muito, embora não sabendo como iria acontecer, fico agradecida por partilhar desta formação. Saio daqui com a certeza de que ele é necessário para outros também, mesmo sabendo de que agora em diante saio daqui com a imagem daquele poema que diz: semeia sempre com a foto de um oriental com seu “embornal” e lançando as sementes ao longe ... sempre! – Sim, pois tinha muitas dúvidas com relação ao próprio conselho missionário diocesano. – Muito. Venho de uma diocese onde ainda não tem o COMIDI, com isso poderei formar o mesmo,
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    30 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 de maneira a corresponder a expectativa da diocese. – Sim, pois o considero como uma oficina, onde traba- lhamos conteúdos profundos, mas também práticos, no sentido de que está sendo disponibilizado para nós, instrumentos para nossa prática de animação missionária. – Sim, agora saio com idéias claras sobre o conselho missionário diocesano, assim como a proposta da missão continental eficaz para ser partilhada nas paróquias missionárias com a abertura de novos horizontes para a missão universal. – Foi além das expectativas. Quero enfatizar o aspecto da acolhida, à atenção a cada um, e em particular, as portas abertas da casa, e a liberdade de todos. – Sim, além do esperado, e com certeza levarei todo o conteúdo para minha diocese, algo sólido e fundamentado. Obrigada, a todos. PONTOS SIGNIFICATIVOS A ESTACAR O entendimento do que é missão continental. – A paróquia missionária como espaço de realização da missão universal. – A importância da Infância Missionária para o mundo. – A missão ad gentes além fronteiras. – O resultado do todo o estudo realizado no curso que clareou e muito as nossas idéias de realizar a missão. – A boa convivência dos participantes. – A simpatia da equipe que coordenou. – A liberdade dada aos participantes. Assessores capacitados para as palestras. – O material disponibilizados em livros, apostilas, panfletos e mí- dias – Celebração e oração diárias. A dinâmica (10 dias) – A explanação do Prof. Sérgio Coutinho e Pe. Estevão Raschietti. – As experiências partilhadas dos missionários. A pontualidade. A alimentação diversificada. – A integração com os participantes dos outros cursos que a casa oferecia. – Experiência do Pe. Sávio, sua visão crítica e sua consciência missionária. SUGESTõES PARA MELHORAR Informar para quem vem participar, que tragam todo o material importante que sua Diocese está vivendo. – Que o CCM pudesse ir às regionais; chamar a imprensa local e a imprensa da CNBB. – Partilhar as experiências regionais de forma dinâmica. – Que tivesse um espaço à nível de regional ou grande região para trabalhar: como concretizar essas orientações nas nossas realidades. – Acredito que com toda a organização apresentada neste curso, não vejo onde melhorar. – O que seria importante é que se possível, no período de novos cursos, tivesse uma livraria no espaço do CCM para favorecer as compras. – Definir nas apresentações as experiências do COMIDI e do COMIRE, pois somos representantes do COMIDI, e temos que apresentar de fato as atividades dos mesmos. – Eu sugiro ficar totalmente livre para a convivência, no período da noite, e que a parte da manhã terminasse pelo menos 30 minutos antes do almoço. CONSIDERAÇõES PESSOAIS E SUGESTõES Gostei de tudo, os assessores, coordenadores, acolhida, e o relacionamento com os cursistas. – Que tenha mais curso sobre a dimensão missionária e que mais missionários possam participar de curso tão rico como este. – Acho que gastei bem o dinheiro e que valeu a viagem! Vou relatar o quanto vivi e aprendi com este curso. – O meu muitís- simo obrigado, por ser tão bem tratada e por nos oferecer momentos de formação e crescimento humano e especial. – Que o CCM cobre mais dos regionais o compromisso de divulgadores, as vezes eles ficam distantes e telefonam, não encontram os responsáveis, passam e-mail e não obtem respostas. – Considero este curso um presente de Deus para mim. Como sugestão, que todos os coordenadores dos COMIDIs passassem por este curso, para que se realize um novo ardor missionário em todas as Igrejas do Brasil. – Esse encontro para mim foi um presente na hora certa, no lugar certo, e para a pessoa certa. Vou deixar meu coração cada vez mais aberto para que as luzes do Espirito Santo poça me conduzir e iluminar meus passos para a missão. Que Deus com sua infinita misericórdia se compadeça de nós. – Trazer o Bispo responsável pela dimensão missionária. – Ter se possível cobertores e Edredons anti-alérgicos. – Parabéns ao CCM por esta iniciativa, o projeto missionário é “missão” de todos nós batizados, o conteúdo foi excelente nos questionando no nosso agir missionário. Espero que nossos bispos e padres abracem com carinho a dinâmica da missão continental, e que a formação não pare!
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 31 3. CoNgResso MissioNáRio NaCioNal de seMiNaRistas Realizado no período de 04 a 10 de julho de 2010, em Brasília, o 1º Congresso Missionário Nacional de Semina- ristas discutiu a formação missionária dos futuros padres. Os participantes aprovaram uma mensagem final em que pedem que o tema missão seja mais estudado nos seminários. Foi organizado pelas Pontifícias Obras Missinárias (POM), Centro Cultural Missionário (CCM), Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Coopera- ção Intereclesial e Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB. a) PaRtiCiPaNtes Nº NOME SEMINARIO DIOCESE CIDADE 1 ACÁCIO CARVALHO PAES DE ANDRADE NOSSA SENHORA DA GRAÇA OLINDA E RECIFE OLINDA 2 ADELSON L. SAMPAIO CLEMENTE SÃO JOSÉ MARIANA MARIANA 3 ALEX DOS SANTOS PINTO INSTITUTO T. RAINHA DOS APOSTOLOS PRESIDENTE PRUDENTE MARILIA 4 ALEX MARTINS DE FREITAS SÃO JOSÉ MARIANA MARIANA 5 ALEXANDRE DA SILVA BENTO RESIDENCIA TEOLOGICA CURA D’ARS TAUBATÉ TAUBATÉ 6 ALEXANDRE MAGNO V. BRANDÃO SÃO JOSÉ FORTALEZA FORTALEZA 7 ALISSON JORY BOM PASTOR CURITIBA CURITIBA 8 ALYSSON FERNDANDO DA CRUZ NOSSA SENHORA DA GLORIA LONDRINA MARINGÁ 9 ANDERSON A. LOPES DE OLIVEIRA NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO AMARGOSA AMARGOSA 10 ANDRÉ LUIS DE SENA DOS SNTOS ARQUIDIOCESANO MARINGÁ MARINGA 11 AURELIO GOMES MARTINS DOM PASCÁSIO BACABAL SÃO LUIS 12 AYLTON MARCOS DE JESUS SANTOS COMUNIDADE TEOl. S. CARMO-COTESC CAMPANHA POUSO ALEGRE 13 BARTOLOMEU P. DA SILVA FILHO SÃO JOSÉ CAXIAS SÃO LUIS 14 BRUNO LUIZ FERREIRA DA SILVA SÃO JOSÉ JABOTICABAL JABOTICABAL 15 BRUNO RODOLFO DOS SANTOS DIOCESANO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS TAUBATÉ 16 CARLOS EDUARDO SANTOS SÃO JOSÉ MANAUS MANAUS 17 CARLOS JOSÉ INÁCIO ARQUIDIOCESE DE B. N. S. DE FATIMA URUAÇU BRASILIA 18 CARLOS RONALDO E. DA SILVA SEMINÁRIO TEOL. DA MÃE DE JESUS BLUMENAU FLORINóPOLIS 19 CICERO FABIANO MEDEIROS COSTA SÃO JOÃO MARIA VIANNEY CAMPINA GRANDE CAMPINA GRANDE 20 CLAYTON CARVALHO SÃO JOSÉ CORNÉLIO PROCóPIO JATAIZINHO 21 DANI ANTONIO ROMERO GONZALEZ TEOLOGIA INTERNACIONAL PE. J. BISIO SÃO PAULO 22 DANILO LEAL DE SOUZA DOM JOSÉ CORNELLIS ALAGOINHAS SALVADOR 23 DANILO MONTEIRO DE OLIVEIRA SÃO JOSÉ PRELAZIA DE ITACOATIARA MANAUS 24 DIEGO LUIZ CARVAOLHO DE SOUZA RAINHA DOS APóSTOLOS MARILIA MARILIA 25 DIEUDONNÉ KABAKA HOMPA TEOLOGIA INTERNACIONAL PE. J. BISIO SÃO PAULO 26 DIOGO SHISHITO DOS SANTOS SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS MOGI DAS CRUZES MOGI DAS CRUZES
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    32 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 27 DIRCEU PACIFICO DA SILVA SEMINARIO TEOLOGICO SÃO JOSÉ CORONEL FABRICIANO BELO HORIZONTE 28 DOM VITóRIO PAVANELLO CAMPO GRANDE CAMPO 29 DONIZETI APARECIDO PUGIN SOUZA ARQUIDIOCESANO MARINGÁ MARINGÁ 30 EDNEY ALMEIDA COSTA SÃO GABRIEL PERBOYRE BELO HORIZONTE 31 EDPO FRANCISCO CAMPOS NOSSA SENHORA AUXILIADORA POUSO ALEGRE POUSO ALEGRE 32 EDSON CARLOS BRAZ CURA D’ARS ITUIUTABA 33 EFFERSON DIONÍZIO RAMOS ANDRADE SÃO JOSÉ CORONEL FAVRICIANO BELO HORIZONTE 34 ELCIONE LEITE DE PAULA LEOPOLDINA JUIZ DE FORA 35 ELOI CONTE RECH SÃO LUCAS CAXIAS DO SUL VIAMÃO 36 EMERSON APARECIDO DA SILVA IMACULADA CONCEIÇÃO BRAGANÇA PAULISTA CAPINAS 37 EURIPEDES F. DA COSTA JUNIOR SÃO JOSÉ ITUIUTABA UBERABA 38 EVERTONMARQUI DOMINGUES SÃO JOSÉ CAMPO LIMPO ITAPEC. DA SERRA 39 FABIANO SANTOS GONZAGA SÃO JOSÉ UBERABA UBERABA 40 FÁBIO FERNANDES SEMINARIO DA IMACULADA CAMPINAS CAMPINAS 41 FABIO SANTOS DE MELLO 42 FERDINANDO JOSÉ S. MAGALHÃES CURA D’ARS TAUBATÉ TAUBATÉ SP 43 FRANCISCO DOS SANTOS MONTEIRO SÃO JOSÉ FORTALEZA FORTALEZA 44 FRANCISCO GILSON DE SOUZA LIMA IMACULADA CONCEIÇÃO BRAGANÇA PAULISTA CAMPINAS 45 FRANCIVALDO FEREIRA GOMES FRATERNIDADE DOM TIMOTEO FORTALEZA 46 FREI ALAN JULIO D. DOS SANTOS MONTES CLAROS MOTNES CLAROS 47 GEISON RESENDE MARTINS ARQUIDIOCESE DE B. N. S. DE FATIMA JATAÍ BRASÍLIA 48 GERSON FRANCISCO SOUZA COMUNIDADE PE. JOSIMO TAVARES SANTO AMARO SÃO PAULO 49 GERSON RIBEIRO DOS PASSOS SÃO JOSÉ DE NITERÍOI CAMPO DOS GOYTACAZES NITEROI 50 GLEDSON SOARES DOS SANTOS JOÃO XXIII PORTO VELHO PORTO VELHO 51 GUSTAVO ANTONIO VOLPATO BOM PASTOR CURITIBA CURITIBA 52 HAMILTON RODRIGUES DA CRUZ 53 HECHILLY DE BRITO TIMOTEO IMACULDA CONEIÇÃO GUARULHOS GUARULHOS 54 IONALDO JESUS DOS SANTOS SANTO CURA D’ARS’ ITUIUTABA ITUIUTABA 55 IRAN DE SOUSA FERREIRA SÃO JOÃO MARIA VIANNEY GUARABIRA CAMPINA GRANDE 56 ISAAC SEGOVIA COMUNIDADE PE. LAVAL SÃO PAULO 57 ISAEL DA SILVA BRITO SANTANA MESTRA JUAZEIRO FEIRA DE SANTANA 58 ISAQUE FERREIRA REAL NOVICIADO XAVERIANO CAMPINAS HORTOLANDIA 59 IVÃ LUIS DE OLIVEIRA BAISSO RAINHA DOS APóSTOLOS MARILIA MARILIA 60 IVAN MARCIEL BARBOSA NOSSA SENHORA DA GRAÇA OLINDA RECIFE OLINDA 61 IVIO CARLOS RABELO DE OLIVEIRA JOÃO PAULO II MARABÁ ANANINDEUA 62 IVO DE OLIVEIRA GOMES SEMINÁRIO MAIOR DIOCESANO NOVA IGUAÇU NOVA IGUAÇU 63 JACKSON HENRIQUE DA SILVA SANTO ANDRÉ SANTO ANDRÉ DIADEMA 64 JADER JESUS SILVA DIOCESE DE SÃO MATEUS SÃO MATEUS SERRA 65 JAILSON JOSÉ DA SILVA SÃO JOSÉ PESQUEIRA PESQUEIRA 66 JAILTON FONSECA DA ROCHA DOM JOSÉ CORNELIS ALAGOINHAS SALVADOR 67 JAIRO AGUSTO DOS SANTOS SEMINÁRIO DIOCESANO DE TEOLOGIA SÃO JOSÉ DOS CAMPOS SÃO J. OS CAMPOS 68 JANIO RIBEIRO DE SOUSA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO GUANHÃES CARATINGA 69 JEFFERSON F. MUSCELLI DE ARAUJO NOSSA SENHORA DO CARMO JABOTICABAL JABOTICABAL 70 JOÃO PAULO GOMES GALINDO JOÃO PAULO II PALMARES OLINDA 71 JOAQUIM DIAS SATELIS SEM. MAIOR MARIA MÃE DA IGRJA DOURADOS CAMPO GRANDE 72 JOCIVALDO FREITAS FONTES SÃO PAULO SÃO PAULO 73 JOEL SAVIO BOM PASTOR CRICIÚMA URUSSANGA 74 JORGE A. FURTUNATO JUNIOR RAINHA DOS APóSTOLOS PRESIDENTE PRUDENTE MARILIA 75 JOSÉ AMADEUS ROCHA DE ARAUJO COSTA SEMINARIO S. CORAÇÃO DE JESUS SÃO RAIMUNDO NONATO TERESINHA 76 JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS FILHO PROVINCIAL N. S. DA ASSUNÇÃO MACEIó MACEIó 77 JOSÉ CAMBRAIA DE OLIVEIRA JUNIOR NOSSA SENHORA DE GUADALUPE LEOPOLDINA JUIZ DE FORA 78 JOSÉ CLÚDIO DOS SANTOS PROPRIÁ 79 JOSÉ MARCOS SOMES DELMONDES SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS BOM JESUS TERESINA 80 JOSE MUSSIOL NETO RAINHA DOS APOSTOLOS CURITIBA CURITIBA 81 JOSÉ RAMOS FALCÃO RAINHA DOS APóSTOLOS NAZARÉ OLINDA 82 JOSÉ RIBEIRO OLIVEIRA SANTANA MESTRA FEIRA DE SANTANA FEIRA DE SANTANA 83 JOSÉ VALDO DOS SANTOS FILHO SÃO GABRIEL PERBOYRE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE 84 LAÉCIO DUMINELLI DA LUZ ESTÁGIO PASTORAL CAXIAS DO SUL VERANOPOLIS 85 LEANDRO NASCIMENTO OLIVEIRA SÃO JOÃO MARIA VIANNEY SALVADOR SALVADOR 86 LEANDRO PALMA RIBEIRO DE TEOLOGIA SANTO ANDRÉ SANTO ANDRÉ 87 LEONARDO FERREIRA DA SILVA SEMINARIO DA IMACULADA CAMPINAS-SP CAMPINAS 88 LOURIVAL SILVA DA CRUZ SÃO JOÃO MARIA VIANNEY SALVADOR SALVADOR 89 LUCIANO CAMPOVERDE VICUÑA SÃO PAULO 90 LUCIANO GIOPATO RONCOLETA SANTO CURA D’ARS ITUIUTABA ITUIUTABA 91 LUCIANO NEVES 92 LUCIANO SÁ RIBEIRO SÃO JOSÉ PRELAZIA DE COARI MANAUS 93 LUCIANO TADEU DE OLIVEIRA COMUM. TEOL. S. DO CARMO-COTESC CAMPANHA POUSO ALEGRE
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 33 94 LÚCIO DO E. SANTO PEREIRA LIMA DOM OSCAR ROMERO BALSAS SÃO LUIS 95 LUIS PORTELA DA SILVA FILHO DOM PASCÁSIO BACABAL SÃO LUIS 96 LUIZ GONZAGA PEREIRA JUNIOR NOSSA SENHORA DE FÁTIMA BRASÍLIA BRASÍLIA 97 LUIZ GUSTAVO SANTOS TEIXEIRA DIOCESANO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS TAUBATÉ 98 LUZEILSON PEREIRA EVANGELISTA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS PICOS TERESINA 99 MANOEL FILHO 100 MARCELLO REIS BARBOSA SÃO JOSÉ RORAIMA MANAUS 101 MARCELO DE JESUS PIRES JOÃO PAULO II LIV. DE NOSSA SENHORA LIV. N. SENHORA 102 MARCELO NUNES DA GAMA EMAÚS IRECÊ IRECÊ 103 MARCONDES FEREIRA DOS SANTOS NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO CARATINGA CARATINGA 104 MARCOS ANTONIO FERREIRA MENDES RAINHA DOS APOSTOLOS - ITRA PRESIDENTE PRUDENTE MARILIA 105 MARCOS EDUARDO CALIARI NOSSA SENHORA AUXILIADORA POUSO ALEGRE POUSO ALEGRE 106 MARCOS ROCHA CALDAS SÃO JOÃO MARIA VIANNEY SÃO LUIS SÃO LUIS MA 107 MARCOS VIEIRA DAS NEVES SÃO JOAO MARIA VIANNEY LIMEIRA CAMPINAS 108 MARIO CABRAL AGUILAR COMUNIDADE PE. LAVAL SÃO PAULO 109 MATEUS JENSEN DE DONETI BUSQUE BRASILIA BRASILIA 110 MATEUS MORAIS E SILVA SANTO CURA D’ARS ITUIUTABA ITUIUTABA 111 MAURO MARCELO GOMES SILVA NOSSA SENHORA APARECIDA CAMPO LIMPO TABOÃO DA SERRA 112 MOISÉS HENRIQUE FRAGOSO DE SOUZA NOSSA SENHORA DO AMOR DIVINO PETRóPOLIS PETRóPOLIS 113 NEITON TIAGO HARTMANN JOÃO LUIZ GONZAGA NOVO HAMBURGO VIAMÃO 114 OCLEITO MODA ALVES COXIM COXIM 115 ONALDO DA COSTA SOARES SÃO JOÃO MARIA VIANNEY CAMPINA GRANDE CAMPINA GRANDE 116 OTÁVIO BERALDA NEVES SEM. MAIOR REG. M. MAE DA IGREJA CAMPO GRANDE CAMPO GRANDE 117 PATRICK OLIVEIRA URIAS NOVICIADO S. EUGENIO DE MAZENOD SÃO PAULO 118 PAULO BRONZATO SILVA RAINHA DOS APOSTOLOS BOTUCATU MARILIA 119 PAULO MARAN MUNIZ NOSSA SENHORA DA PIEDADE COROATÁ SÃO LUIS 120 PE. ALMIR MAGALHÃES DE OLIVEIRA (ASSESSOR) 121 PE. ANTONIO JOSÉ RAMOS COSTA SÃO JOÃO MARIA VIANNEY SÃO LUIS SÃO LUIS 122 PE. ARNALDO CARVALHEIRO NETO INTITTUTA TEOL. R. DOS APOSTOLOS ARAÇATUBA MARILIA 123 PE. ATENÁGORAS C. DE ALENCAR SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS BOM JESUS TERESINA 124 PE. DOMINGOS BARBOSA FILHO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS OEIRAS TERESINA 125 PE. GERVASIO F. DE QUEIROGA FRATERNIDADE M. SRA APARECIDA QUIXADÁ 126 PE. JOÃO BORTOLOCI FILHO NOVICIADO XAVERIANO CAMPINAS HORTOLANDIA 127 PE. JOÃO BOSCO COSTA LIMA NOSSA SENHORA DA GRAÇA OLINDA RECIFE OLINDA 128 PE. JOSÉ MARCELINO DE M. FILHO SEMINÁRIO TEOLOGICO SÃO JOSÉ ITABIRA-COL.FABRICIANO BELO HORIZONTE 129 PE. JOSÉ ROBERTO DA SILVA ARAUJO SÃO PAULO 130 PE. JOSE SEVERINO DA SILVA NOSSA SENHORA DA GRAÇA OLINDA RECIFE OLINDA 131 PE. LELSON S. DE MORAES FERREIRA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO MARAJó ANANIDEUA 132 PE. MARCO ANTÔNIO FORERO. P.S.S N.S. DE FÁTIMA BRASÍLIA BRASÍLIA 133 PE. NATALE BRAMBILLA PROPRIÁ PIRAMBU 134 PE. UBAJARA PAZ DE FIGUEREDO SEM. MAIOR REG. M. MAE DA IGREJA CAMPO GRANDE CAMPO GRANDE 135 RAFAEL DA COSTA SANTANA SÃO JOSÉ DE NITERóI NITERóI NITEROI 136 RAFAEL DALBEN FERRAREZ SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS SÃO JOSÉ DO RIO PRETO S. J. DO RIO PRETO 137 RAIMUNDO FEITOSA DOS SANTOS SÃO JOSÉ DE TEOLOGIA CRATEÚS FORTALEZA 138 REGINALDO MARTINS DA SILVA 139 RENAN MACIEL LOPES SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS SÃO JOSÉ DO RIO PRETO S. J. DO RIO PRETO 140 RENATO PETROCCO SEMINARIO DA IMACULADA CAMPINAS CAMPINAS 141 RICARDO ALMEIDA AMARAL JOÃO PAULO II JEQUIÉ ILHÉUS 142 ROBSON BATISTA DE LIMA MAIOR SAGRADA FAMILIA SERRINHA FEIRA DE SANTANA 143 ROBSON DE OLIVEIRA MAGALHÃES SÃO JOSÉ DE NITERóI NITEROI NITERóI 144 ROBSON RODRIGUES REZENDE ESCOLA DO EVANGELHO GOIÁS GOIÂNIA 145 RODRIGO JOSÉ DA SILVA TEOLOGICO TUBARÃO TUBARÃO FLORIANOPOLIS 146 RONDINELE BARBOSA CELESTINO SÃO VICENTE DE PAULA CONGREGAÇÃO DA MISSÃO BELÉM 147 RONNE WON RIBEIRO DA SILVA MONTES CLAROS MONTES CLAROS 148 RUDINEI ZORZO SÃO LUCAS CAXIAS DO SUL VIAMÃO 149 SEBASTIÃO LOPES DA SILVA SÃO JOÃO MARIA VIANNEY CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM CARIACICA 150 SÉRGIO LUIZ MAFTRA SANTOS SÃO JOSÉ RIO DE JANEIRO RIO DE JANEIRO 151 THIAGO SÉRGIO MIRANDA JOÃO XXIII JI-PARANA PORTO VELHO 152 TIAGO DE FRAGA GOMES RAINHA DOS APóSTOLOS OSóRIO VIAMÃO 153 TIAGO FELIPE POLONHA BOM PASTOR CURITIBA 154 TIAGO VICNETE SANTANA CONVÍVIO EMAÚS FLORIANóPOLIS FLORANóPOLIS 155 VINICIUS ALVES MARTINS SÃO JOÃO MARIA VIANNEY LIMEIRA CAPINAS 156 WAGNER MELO DA SILVA FRATERNIDADE M. SRA APARECIDA QUIXADÁ 157 WANDERLEY W. A. CAVALCANTE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO PENEDO MACEIó 158 WASHINGTON UBERABA SILVA SEMINÁRIO MAIOR SÃO LUÍS GONZAGA SÃO L. DE MONTES BELOS APAR. DE GOIÂNIA 159 WILSON FEITOSA RODRIGUES COM. D. PAULO EVARISTO ARNS SANTO ANDRE DIADEMA 160 WILSON MOSCARDI BASQUEROTO RAINHA DOS APOSTOLOS ARAÇATUBA MARILIA
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    34 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 “A vocação e o compromisso de ser hoje discípulos e missionários de Jesus Cristo na América Latina e no Caribe, requerem clara e decidida opção pela formação dos membros de nossas comunidades, a favor de todos os bati- zados, qualquer que seja a função que desenvolvem na Igreja” (Documento de Aparecida 276) B) MotivaÇÃo Nestes últimos anos no Brasil, muitos seminaristas maiores revelaram-se particularmente sensíveis à questão missionária. Há cinco anos o Centro Cultural Missionário de Brasília vem organizando cursos de formação mis- sionária, com a finalidade de introduzi-los ao estudo da teologia da missão, mediante a abordagem de questões fundamentais, fortalecê-los em sua consciência missionária e iniciá-los a uma prática evangelizadora próxima, inculturada, com horizonte universal. Esses cursos se multiplicaram pelos Brasil afora em nível Regional, assim como outras iniciativas tais como missões de férias, jornadas missionárias, eventos de animação missionária envolvendo seminaristas, etc. Em numerosos seminários, surgiram Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISEs). Aparecida convida todo Povo de Deus a assumir decididamente a caminhada latino-americana pósconciliar, a opção pelos pobres de Medellín (1968) e Puebla (1979), a inculturação e a opção pelos outros de Santo Domingo (1992) e colocar a missão no centro de suas atividades pastorais. Com efeito, ao impulsionar a missão estamos preparando a Igreja no Brasil para “uma nova primavera da missão ad gentes” (DAp 379). Por ocasião do Ano Sacerdotal, pareceu-nos oportuno promover um evento que fosse avaliação da caminhada feita e articulação, reflexão, compromisso e avanço em vista de uma formação presbiteral profundamente missionária. A mesa da abertura: Pe. Marco Antônio Forero (Seminário de Brasília), Pe. Altevir, Dom Dimas Lara Barbosa, Pe. Vito Del Prete e Pe. Sávio Corinaldesi. C) oBJetivo geRal Ajudar os seminaristas do Brasil a assumir a dimensão missionária universal da vocação cristã e presbiteral. d) oBJetivos esPeCÍFiCos • aprofundar as motivações aptas a abrir os seminaristas para o horizonte da missão universal; • discutir com os representantes dos seminaristas e formadores o modelo de formação atualmente em vigor à luz das urgências da missão universal e das diretrizes da Igreja. • evidenciar o “modo missionário” de viver o ministério presbiteral no mundo de hoje; • incentivar a criação e a articulação de Conselhos Missionários de Seminaristas; • aproximar as casas de formação da atividade de animação missionária dos Conselhos Missionários Regionais e Diocesanos;
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 35 • suscitar o desejo de realizar eventos missionários para seminaristas em nível regional; • promover vocações missionárias ad gentes entre os seminaristas do Brasil. e) teMa FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS F) leMa Chamados para estar com ele e enviados (Mc 3,14). g) loCal do CoNgResso Seminário Maior Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima – SHIS QI 17, AE, Lago Sul – 71645-200 BRASÍLIA (DF). Tel: (61) 3366.9900 H) PRogRaMaÇÃo Pe. Vito Del Prete, PIME Pe. Sávio Corinaldesi, sx Pe. Estêvão Raschietti, sx DOMINGO – 4 DE JULHO DE 2010 08h00 – 14h00 Para quem chega antes do almoço credenciamento será realizado no Centro Cultural Missio- nário (CCM) – SGAN 905 C, Asa Norte (tel. 3274.3009). Ônibus levarão os participantes para as casas de hospedagem depois do almoço. 14h00 – 17h30 Para quem chega depois do almoço, credenciamento será realizado no local do Congresso, no Seminário Arquidiocesano de Brasília, SHIS QI 17 – AE – Lago Sul (tel. 3366.9900). 17h30 – 18h00 Translado e chegada ao local do Congresso para quem se encontra nas casas de hospedagem. 18h00 – 19h00 Janta 19h00 – 20h00 Missa de abertura – Presidida por Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário Geral da CNBB. 20h15 – 21h30 sessão de abertura 21h30 – 22h00 Saída para as residências SEGUNDA FEIRA – 5 DE JULHO DE 2010 06h45 – 07h30 Chegada ao local do congresso 07h30 – 08h15 Café da manhã 08h15 – 09h00 Laudes 09h00 – 10h00 Conferência de abertura: FUNDAMENTOS BÍBLICO-TEOLóGICOS PARA A FORMAÇÃO MISSIO- NÁRIA DOS FUTUROS PRESBÍTEROS – Pe. Vito Del Prete, PIME, Secretário Geral da Pontifícia União Missionária. 10h00 – 10h30 Intervalo
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    36 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 10h30 – 12h30 Conferência e debate: A DIMENSÃO HUMANO-AFETIVA DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS – Ir. Maria de Fátima Morais, IASCJ 12h30 – 13h30 Almoço 13h30 – 14h00 Animação com vídeo-testemunho missionário 14h00 – 15h30 Mutirões de reflexão 15h30 – 16h00 Intervalo 16h00 – 17h30 Plenário e conclusão 17h30 – 18h00 Intervalo 18h00 – 19h00 Missa com vésperas presidida por dom esmeraldo Barreto de Farias, bispo de Santarém, PA, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados. 19h00 – 20h00 Janta 20h00 – 20h30 Intervalo 20h30 – 21h30 Oração do Terço Missionário 21h30 – 22h00 Saída para as residências TERÇA FEIRA – 6 DE JULHO DE 2010 06h45 – 07h30 Chegada ao local do congresso 07h30 – 08h15 Café da manhã 08h15 – 09h00 laudes e meditação: Mt 10,1-10. Conduzida por Dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo de Santarém, PA, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados. 09h00 – 10h00 Painel temático: a gRatuidade. “Somos Igrejas pobres, mas “devemos dar a partir de nossa pobreza e a partir da alegria de nossa fé”, e isso sem descarregar sobre alguns poucos en- viados o compromisso que é de toda a comunidade cristã” (DAp 379) 10h00 – 10h30 Intervalo 10h30 – 12h30 Conferência e debate: A DIMENSÃO COMUNITÁRIA DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS – Pe. Guy Labonté, pmé 12h30 – 13h30 Almoço 13h30 – 14h00 Animação com vídeo-testemunho missionário 14h00 – 15h30 Mutirões de reflexão 15h30 – 17h30 Jogo da semifinal da Copa do Mundo 17h30 – 18h00 Intervalo 18h00 – 19h00 Missa com vésperas presidida por dom Pedro Britto guimarães, bispo de São Raimundo Nonato, PI, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária. 19h00 – 20h00 Janta 20h00 – 21h30 Plenário e conclusões 21h30 – 22h00 Saída para as residências
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 37 QUARTA FEIRA – 7 DE JULHO DE 2010 06h45 – 07h30 Chegada ao local do congresso 07h30 – 08h15 Café da manhã 08h15 – 09h00 laudes e meditação: at 16,6-10. Conduzida por Dom Pedro Britto Guimarães, bispo de São Raimundo Nonato, PI, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária. 09h00 – 10h00 Painel temático: o HoRiZoNte. “Nosso desejo é que esta V Conferência seja estímulo para que muitos discípulos de nossas Igrejas vão e evangelizem na outra margem. A fé se fortalece quando é transmitida e é preciso que em nosso continente entremos em nova primavera da missão ad gentes” (DAp 379) 10h00 – 10h30 Intervalo 10h30 – 12h30 Conferência: A DIMENSÃO ESPIRITUAL DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS – Pe. Joachim Andrade, SDV 12h30 – 13h30 Almoço 13h30 – 14h00 Animação com vídeo-testemunho missionário 14h00 – 16h30 City Tour 16h30 – 17h30 Momento de espiritualidade 17h30 – 18h00 Intervalo 18h00 – 19h00 Missa com vésperas presidida por dom vitório Pavanello, sdB, arcebispo de Campo Gran- de, MS. 19h00 – 20h00 Janta 20h00 – 20h30 Intervalo 20h30 – 21h30 apresentação de dança clássica indiana, estilo Bharata Natyam – Pe. Joachim Andrade, SDV. 21h30 – 22h00 Saída para as residências QUINTA FEIRA – 8 DE JULHO DE 2010 06h45 – 07h30 Chegada ao local do congresso 07h30 – 08h15 Café da manhã 08h15 – 09h00 laudes e meditação: Mc 1,35-39. Conduzida por Dom Vitório Pavanello, SDB, arcebispo de Campo Grande, MS. 09h00 – 10h00 Painel temático: a aRMadilHa. “Para não cairmos na armadilha de nos fechar em nós mes- mos, devemos formarnos como discípulos missionários sem fronteiras” (DAp 376) 10h00 – 10h30 Intervalo
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    38 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 10h30 – 12h30 Conferência: A DIMENSÃO INTELECTUAL DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS – Pe. Antônio Almir Magalhães de Oliveira 12h30 – 13h30 Almoço 13h30 – 14h00 Animação com vídeo-testemunho missionário 14h00 – 15h30 Mutirões de reflexão 15h30 – 16h00 Intervalo 16h00 – 17h30 Plenário e conclusão 17h30 – 18h00 Intervalo 18h00 – 19h00 Missa com vésperas presidida por dom sérgio arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa, PR, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária. 19h00 – 20h00 Janta 20h00 – 20h30 Intervalo 20h30 – 21h30 Ensaios para Noite cultural 21h30 – 22h00 Saída para as residências SExTA FEIRA – 9 DE JULHO DE 2010 06h45 – 07h30 Chegada ao local do congresso 07h30 – 08h15 Café da manhã 08h15 – 09h00 laude e meditação: Jo 10,11-16. Conduzida por Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa, PR, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária. 09h00 – 10h00 Painel temático: o CoMPRoMisso. “O mundo espera de nossa Igreja latino-americana e caribenha um compromisso mais significativo com a missão universal em todos os Continen- tes” (DAp 376) 10h00 – 10h30 Intervalo 10h30 – 12h30 Conferência: A DIMENSÃO PASTORAL DA FORMAÇÃO PRESBITERAL PARA UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS – Pe. Paulo Suess 12h30 – 13h30 Almoço 13h30 – 14h00 Animação com vídeo-testemunho missionário 14h00 – 15h30 Mutirões de reflexão 15h30 – 16h00 Intervalo 16h00 – 17h30 Plenário e conclusão 17h30 – 18h00 Intervalo 18h00 – 19h00 Missa com vésperas presidida por dom João Brás de aviz, arcebispo de Brasília. 19h00 – 20h00 Janta 20h00 – 22h00 Confraternização e noite cultural 22h00 – 22h30 Saída para as residências SáBADO – 10 DE JULHO DE 2010 06h45 – 07h30 Chegada ao local do congresso 07h30 – 08h15 Café da manhã 08h15 – 08h45 Laudes 08h45 – 10h15 sessão de encerramento 10h15 – 10h45 Intervalo 10h45 – 12h00 Missa de envio 12h00 – 13h00 Almoço 13h00 – 15h00 Saida para rodoviária e aeroporto
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 39 i) MeNsageM dos CoNgRessistas Mensagem dos participantes do i Congresso Missionário Nacional de seminaristas Aos Senhores bispos, formadores e amigos seminaristas, Entre os dias 04 e 10 de julho, nós, cerca de 150 seminaristas, 10 formadores e alguns bispos dos diversos regio- nais do Brasil, estivemos reunidos em Brasília participando do Iº Congresso Missionário Nacional de Seminaris- tas, com o objetivo de ajudar-nos a assumir a dimensão missionária universal da vocação cristã e presbiteral. Gostaríamos de transmitir a todos quão rica foi a experiência deste Congresso e a grande festa da alegria e da unidade celebrada aqui na capital do nosso país em favor da missão. Conduzidos pelo lema: chamados para estar com Ele e enviados (Mc. 3,14) e o tema formação presbiteral para uma missão sem-fronteiras, tivemos a graça de nos deparar com as realidades do campo formativo, nas dimen- sões voltadas para missão. Observamos as realidades eclesiais e formativas e chegamos à conclusão de que ainda temos que trabalhar muito para se chegar àquilo que é vontade da Igreja Universal e Latino-Americana: despertar a Igreja na América Latina e no Caribe para um grande impulso missionário (DAp. 548). É bem verdade que, em alguns Seminários e Institutos, o sentido da vocação sacerdotal mais missionária está em plena atividade. Porém, é também fato de que em outros Seminários e Institutos o termo missão não recebe a devida atenção. Iluminados pelo Espírito de Deus, e impulsionados pelo espírito de Aparecida, queremos que esta realidade seja transformada e transfigurada segundo a vontade de Deus para o nosso tempo, hoje, na Igreja do Brasil. Quere- mos melhorar o ambiente relacional estrutural do Seminário para que, como uma comunidade autenticamente cristã, formadores e formandos se unam em prol da vocação primeira da Igreja: a missão, a serviço do Reino de Deus. Queremos ser missionários padres e não padres missionários. Cônscios da real necessidade de formarmos nos Seminários vocações verdadeiramente missionárias, vimos, por meio desta, encarecidamente pedir aos senhores bispos, formadores e seminaristas, que desenvolvam nos Se- minários e Institutos uma formação voltada para a missão além-fronteiras. Cremos que se houver investimento, numerosas vocações missionárias brotarão no seio dos Seminários, a começar por nós que participamos deste Iº Congresso Missionário. De Brasília voltamos para os nossos regionais dispostos a colaborar, com vivo ardor missionário, na conscienti- zação missionária dos irmãos de Seminário e na constituição de organismos que favoreçam a missão em nossas casas de formação, como o Conselho Missionário dos Seminários (COMISE) e a Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE). Contamos desde já com o apoio de todos, pois o benefício não é para a nossa promoção pessoal, mas, para a promoção de todos os povos do orbe e para o bem da Igreja que age em nome de Cristo e a Ele se dirige. Certos da atenção de todos a este pedido, reiteramos nosso desejo, de juntos, animados e guiados pelo Divino Espírito, construirmos no coração dos Seminários e Institutos, uma mentalidade viva e ardente direcionada a missão sem-fronteiras, tornando a Igreja no Brasil cada vez mais missionária. Em Cristo Jesus Brasília, DF, 4 – 10 de julho de 2010 Os Participantes do 1º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas
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    40 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 J) sÍNtese das avaliaÇÕes Ruim Regular Bom ótimo Congresso comum um todo 3 21 86 Organização e Coordenação 2 29 83 Convivência e confraternização 8 42 66 Animação 2 18 34 60 Partilha das experiência missionária 8 27 80 Assessores e palestras 1 45 69 Mutirões e reflexão 2 2 45 65 Liturgia e meditação 4 6 46 58 Hospedagem 4 6 41 65 Refeições e serviços da casa 1 1 26 88 O I Congresso Missionário Nacional de Seminaristas abriu nossas mentes e os nossos corações para a realidade da missão na Igreja do Brasil. Foi um passo importante abordar a formação nas diversas dimensões em prol da missão, pois muitos seminários ainda precisam abrir-se para essa formação em todas as dimensões.Tomamos consciência que a missão é uma vocação que brota do batismo, é um compromisso cristão e não deve ser vista como uma imposição. Nossa Igreja embora pareça muitas vezes uma Igreja engessada, fechada e rígida, mostra com essa participação que está em consonância com todo o Brasil e está aberta para a realidade das missões. Com este congresso estamos entrando em comunhão, conhecendo as outras realidades e dioceses, percebemos as diferenças, quebramos tabus e reconhecemos que a nossa concepção de Igreja no Brasil é totalmente dife- rente do que realmente é. As Pontífícias Obras Missionárias e o Centro Cultural Missionário devem propor essa formação para toda a Igre- ja, ou seja, todos os sujeitos eclesiais. Seus cursos de formação deveriam ser mais divulgados. Os bispos devem ser formados para serem animadores missionários em suas dioceses abordando com relevância essa dimensão em seus planos pastorais. O clero deveria ser incentivado para as missões e para cursos de formação missioná- ria visando sua formação permanente. Em suas comunidades paroquiais devem lembrar que a missão não é só no mês missionário, mas em todo o ano. Os leigos deveriam ser preparados para serem animadores, para serem células de difusão e divulgação missionária em suas comunidades. Precisamos apresentar o conteúdo do Congresso em nossos seminários e assim fomentar o ardor missionário no coração dos nossos companheiros. Necessitamos também Maior esclarecimento acerca dos conselhos quanto a sua estrutura e constituição (COMIDE, COMISE, COMIRE, COMIPA). Precisamos fomentar em nossas dioceses o espírito missionário com iniciativas como a criação de COMISES e FORMISES, e trabalhar em conjunto com os conselhos existentes em algumas dioceses do nosso regional.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 41 4. CuRso de FoRMaÇÃo MissioNáRia PaRa PResBÍteRos A formação missionária nos dias atuais exige uma intensa preparação humana, espiritual, intelectual e prática. Foi pensando nisso e destacando o Ano Sacerdotal que o Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) promoveu, de 22 a 31 de julho, um Curso de Teologia e Espiritualidade Missionária para presbíteros com o tema: “Consagra- dos e enviados a todos os povos”. O curso teve um êxito excelente, segundo a avaliação dos participantes. a) PaRtiCiPaNtes N. Nome Diocese ou Entidade UF 1 Aluisio da Silva Ramos Nazaré da Mata PE 2 Cyzo Assis Lima Fraternidade Palavra e Missão RS 3 Geraldo Alves da Silva São José dos Campos SP 4 Gervasio Linke Padres do Sagrado Coração de Jesus SC 5 Gibrail Walendorff Osório RS 6 Gilmar Raimundo de Santana Osasco SP 7 José Afonso de Souza São José dos Campos SP 8 José Carlos Stoffel Fraternidade Palavra e Missão SP 9 Maurício Pieroni Pouso Alegre MG 10 Rogério Félix Machado São José dos Campos SP 11 Sidnei de Paula Santos Marilia SP 12 Stanislaw Ocetek Luziânia GO 13 Ubajara Paz de Figueiredo Campo Grande MS 14 Valmir Miranda dos Santos Salvador BA Segundo o secretário executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti, o curso promoveu o redescobrimento do minis- tério sacerdotal sobre a missão hoje. “A missão diz respeito a mais profunda identidade do presbítero, da mesma forma que diz respeito à essência da própria Igreja”. Padre Raschietti vê o efeito positivo do Concílio Vaticano II na crescente ação missionária. “Com efeito, o Concílio Vaticano II afirma que a Igreja peregrina é por sua natureza missionária. Não é por acaso que a própria prática missionária representa uma dimensão privilegiada de exercício do ministério do presbítero”.
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    42 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 O Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária e um dos palestrantes, padre Sávio Corinaldesi, explica aos participantes que o padre é um termômetro da sociedade, por isso o religioso deve sempre se manter motiva- do, tanto na vida quanto na questão missionária. “O padre não pode se acomodar. Temos que nos sentir sempre no meio do oceano com um tubarão em nossa caça. Isso serve de motivação para alcançarmos o máximo de nosso trabalho, que é a evangelização e a missionariedade”. Nesta edição o número de inscritos foi de 15 participantes. O superior da fraternidade Palavra e Missão, da cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, Cyzo Assis Lima, destacou sua participação como uma espécie de “reci- clagem”. “O curso tem a duração de 10 dias. Neste tempo sinto que fiz uma reciclagem, à luz do Documento de Aparecida, podendo agora dinamizar a missão na minha região. Me fez também enxergar melhor a missão, dentro e fora do país”. O CCM promove os cursos de formação missionária em parceria com a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagra- da, a Comissão Episcopal para a Amazônia, o Conselho Missionário Nacional, a Conferência dos Religiosos do Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, a Comissão Nacional dos Presbíteros e a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil. B) FiNalidade e MotivaÇÃo Esse curso teve como finalidade redescobrir o ministério sacerdotal à luz da perspectiva missionária, aprimorar o estudo da teologia e da espiritualidade da missão mediante a abordagem de questões fundamentais, fortalecer a consciência missionária dos participantes e orientá‐los a uma prática evangelizadora sempre mais próxima, inculturada, com horizonte universal. A iniciativa do CCM se situa como estímulo para que aconteça efetivamente uma formação missiologica e missionária mais aprofundada entre os presbíteros do Brasil. Os participantes a esse curso foram convidados a se tornarem agentes multiplicadores de eventos semelhantes de animação missionária presbiteral em suas próprias realidades. A participação ativa da Pontifícia União Missionária, por meio de seu Secretário Nacional, garantiu a esse curso uma esmerada qualificação, sendo essa obra orientada especificamente à formação missionária dos presbíteros e dos candidatos ao ministério presbiteral. Por ocasião desse curso foi proposto um enfoque bíblico específico, segundo quanto sugere o Ano Litúrgico C: a perspectiva lucana da missão. Para Lucas a missão é obra do Espí- rito e testemunho apostólico. A cena de Jesus em Nazaré (cf. Lc 4,16-30) revela o programa essencial da missão de Jesus, a partir do qual se desdobra o compromisso missionário de todo presbítero, apóstolo e pastor.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 43 Faz-se necessária uma profunda “conversão radical da mentalidade” (RMi 49), uma superação de visões restri- tas e sectárias, para que a salvação de fato se estenda a todos os povos. Convidamos os presbíteros do Brasil a participar desse curso para que se sintam mais capacitados a animar as comunidades a eles confiadas, renovando-as de dentro, por meio de um autêntico espírito missionário. C) CoNteÚdo PRogRaMátiCo 1. Quinta, 22 de julho, 16h00: Acolhida e introdução. “Jesus voltou para a Galiléia com a força do Espírito” (Lc4,14). Celebração de abertura. POR QUEM SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS 2. sexta, 23 de julho: “O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM” (Lc 4,18a). A Missão como impulso do Espírito e desdobramentos na vida concreta da comunidade: mudança de paradigma – Pe. Joachim Andrade, SVD, mes- tre em antropologia e doutor em Ciências da Religião. POR QUE SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS 3. sábado, 24 de julho: “ENVIOU‐ME PARA ANUNCIAR A BOA NOVA AOS POBRES” (Lc 4,18c). A missão de Jesus como revelação de um Deus do rosto humano e a nossa prática pastoral – Ir. Tea Frigério, MMx, especializada em Ciências da Religião e assessora do CEBI. 4. domingo, 25 de julho: A MISSÃO DA IGREJA AO LONGO DOS SÉCULOS. Visões, modelos e paradigmas históricos e suas heranças na nossa organização eclesial – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs. 5. segunda, 26 de julho: A MISSÃO DOS CRISTÃOS HOJE COMO PROFECIA PARA UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL. Desafios, caminhos e horizontes para o anúncio efetivo do Evangelho num mondo globalizado – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do Centro Cultural Missionário. SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS 6. terça, 27 de julho: “HOJE SE CUMPRIU A ESCRITURA” (Lc 4,21). A identidade do presbítero na adesão à mis- são de Jesus, vida nova para todos os povos – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do Centro Cultural Missionário. A QUEM SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS 7. Quarta, 28 de julho: “NUNHUM PROFETA É BEM RECEBIDO EM SUA PÁTRIA” (Lc 4,24). A missão na diáspora territorial, social e cultural: testemunhos missionários e pistas de ação – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária. 8. Quinta, 29 de julho: ÂMBITOS E INTERLOCUTORES DA MISSÃO HOJE. As perspectivas e os projetos missionários do Documento de Aparecida – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária. COMO SOMOS CONSAGRADOS E ENVIADOS 9. sexta, 30 de julho: “PASSANDO NO MEIO DELES, CONTINUOU O SEU CAMINHO” (Lc 4,30). Uma espiritualidade para uma Igreja em estado permanente de missão – Pe. José Altevir da Silva, CSSp, assessor da Comissão Epis- copal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial. 10. sábado, 31 de julho, até 12h00: Conclusão e avaliação: “Sereis as minhas testemunhas em Jerusalém até os confins do mundo” (At 1,8). Celebração de envio.
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    44 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 d) sÍNtese das avaliaÇÕes Ruim Regular Bom ótimo Curso como um todo 3 10 Convivência 6 7 Assessores 7 6 Conteúdo 1 3 9 Celebrações 1 6 6 Coordenação 1 12 Hospedagem 1 12 Refeição 2 11 Serviços da Casa 1 12 O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS? Sim. Porque me ajudou muito assimilar a minha opção pessoal. Possibilitou também uma amável convivência com os assessores e os participantes, uma verdadeira renovação ministerial. – Em geral sim. Foi excelente para eu assumir um compromisso maior com a proposta de uma Igreja em estado permanente de missão. – Sim, pelos os conteúdos, atuação dos assessores. Houve bom espírito participativo e interativo do grupo. – Muito. Ajudou-me re- ver a dimensão missionária do meu ministério. Volto para o meu trabalho pastoral disposto a rever e por em prática alguns pontos para que a comunidade seja verdadeiramente missionária. – E muito. Nunca tinha feito um curso, no tocante à dimensão missionária, como este que fiz aqui. Certamente foi positivo; além das minhas expectativas. PONTOS SIGNIFICATIVOS A DESTACAR Teologia da missão, abordagem com documento de Aparecida, foi muito bom. Entre outras coisas boas, foi muito positivo os filmes que foram passados a noite. – As novas chaves de leitura a parti do evangelho de Lucas. As linhas norteadoras que implicam mudanças de estruturas e conversão, sobretudo dos evangelizadores. As expe- riências missionárias dos assessores, e o testemunho de fé e vida. – A profundidade de alguns temas apresen- tados; O questionamento suscitado a partir da apresentação dos temas, e a nova compreensão da Igreja a partir da missionariedade. – O clima de acolhida da equipe da casa, me sentir em minha própria casa. – Excelente trabalho do padre Joaquim, referente a teologia da missão Aparecida, os aspectos históricos e o fundamentos bíblico. – A união do grupo, pessoal simples, cheios de vontade, acreditando em uma Igreja mais comprometida. O carinho na comemoração do meu aniversário. SUGESTõES PARA MELHORAR Sugiro que houvesse novas formas na dinâmica, na espiritualidade, na leitura orante do ofício divino das co- munidades e enfoque nas celebrações eucarísticas. – De ordem metodológica: alguns assessores deixaram de seguir um roteiro na sua exposição, o que dificultou o acompanhamento. – Continuar com a proposta de uma formação específica para sacerdotes. Sugestão: em vez de 10 dias, realizar em 6 dias. – Abrir, se possível estu- dos sobre outros problemas que surgem na teologia e abordar novos assuntos. CONSIDERAÇõES PESSOAIS O grupo todo esteve bem em sintonia com a coordenação e assessores. – O encontro com os colegas do ministério foi muito edificante. – Pe. Estevão, não desista! O CCM precisa mais ser divulgado nas paróquias. Que se orga- nize um curso para lideranças leigas que moram e atuam nos grandes centros urbanos. – Eu me comprometo em enviar 2 ou 3 padres para o próximo curso neste formato. – Maior divulgação sobre o curso junto ao Bispo aproveitar a assembléia nacional ou dos Regionais.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 45 5. CuRsos ad geNtes Nº Nome Congregação / Entidade Id. Religiosa País Missão 1 Adir Rodrigues Diocese de Chapecó Padre Nicaraguá 2 Andreza de Andrade Fanciscanas Missionárias de Assis Religiosa Argentina 4 Cícera Correia Carvalho Instituto Josefino Religiosa França 5 Cláudia Camara Salvatorianas Religiosa Moçambique 3 Clézio Menezes dos Santos Ordem dos Frades Capuchinhos Frei México 6 Conceição Ap. Gonçalves Faria Franciscanas Missionárias de Assis Religiosa Argentina 7 Damiana Do Crusificado Fraternidade Misisonária o” O Caminho” Religiosa Moçambique 8 Diva Nascimento Barbosa Franciscanas M Maria Auxiliadora Religiosa Bolívia 9 Edi Nicolao Irmãs Franciscanas N Sra Aparecida Religiosa Moçambique 10 Eliane Maria Assis Armôa Missionarias da Imaculada Religiosa Guiné Bissau 11 Elza Aparecida dos Santos Santa Maria Madalena Postel Religiosa Continente Africano 13 Frederico Augusto de Oliveira Santíssimo Redentor Padre 14 Inês Aparecida Colpani Apóstoloas do Sagrado Coração de Jesus Religiosa Benin 15 Jair Donizet de Oliveira Missionários Claretianos – CMF Padre Moçambique 16 Jandira Portelo Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado Religiosa Angola 17 Lauriceia Soares Lima Filhas N. Sra S Coração Religiosa Venezuela 18 Lucia Olinda Wilchen Filhas do Amor Divino Religiosa Ecuador 19 Luiz Roberto Lemos do Prado Congregação da Missão (CM) Padre Moçambique 20 Sally Ann Savery Fraternidade Missionária “O Caminho” Religiosa Moçambique 21 Maria Aparecida dos Santos Pequenas Irmãs da Divina Providência Religiosa Haiti 22 Maria Aparecida Ribas Bom Pastor Religiosa Angola 23 Maria Aparecida Silva Viana Irmãs da Providência de Gap Religiosa Haiti 24 Maria da Piedade Silva Missionárias Capuchinhas Religiosa Ecuador 25 Maria Joaquina C. G. Cesar Franciscanas Missionárias de Assis Religosa Argentina 26 Maria Jose Santos Lira Filhas de N. Sra do Sagrado Coração Religiosa Angola 27 Maria Lúcia Tavares Araújo Missionárias Capuchinhas Religiosa Ecuador 28 Maria Marcelina Xavier Instituto Pias Mestras Venerini Religiosa Haiti 29 Marissandra Rodrigues Oliveira Franciscanas Missionárias de Susa Religiosa Moçambique 30 Marivalda T. Xavier dos Santos Apóstolas do Sagrado Coração Religiosa Mexico 31 Markelízia Cruz Araújo Irmãs da Divina Providência Religiosa Continente Africano 32 Pedrinha Maronezi Nossa Senhora (Notre Dame) Religiosa Continente Africano 33 Pureza Madalena de Jesus Irmãs da Divina Providência Religiosa Moçambique 34 Raimunda Oliveira Chaves Feranciscana Missionária de Maria Religiosa Angola 35 Rita de Cássia Soares Gomes Instituto Josefino Religiosa França 36 Rivanete Simões da Costa Instituto Josefino Religiosa França 37 Rosa Nair Carlos Franciscanas da Imac. Conceição Religiosa Continente Africano 38 Sandra Aparecida da Silva Irmãs Missionárias da Ação Pastoral Religiosa Moçambique
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    46 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 a) PaRtiCiPaNtes O Curso Ad Gentes para missionários enviados além-fronteiras teve início no dia 8 de agosto, no Centro Cultural Missionário (CCM), e terminou em 1º de setembro. Participaram da formação 38 pessoas (32 religiosas, quatro padres, 1 frei e uma leiga). “Com estes dados podemos perceber como a Igreja no Brasil continua vivenciando de maneira autêntica o mandato de Jesus: ‘ide pelo o mundo inteiro e fazei discípulos meus em todas as nações’”, disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, padre José Altevir, que também assessorou o curso. A formação missionária foi uma iniciativa do CCM e teve a duração de três semanas e três dias de retiro espiri- tual, com a finalidade oferecer uma preparação humana, intelectual, espiritual e prática para esses missioná- rios. O Curso proporcionou momentos de reflexão e de estudo antes de partir para essa experiência de tornar-se hóspede na casa dos outros. O Curso de Formação Missionária Ad Gentes 2010 teve como enfoque a missão segundo o evangelista Lucas: mis- são como cumprimento das escrituras; missão como anúncio da conversão e do perdão a todas as nações; missão começando por Jerusalém; missão como testemunho; missão como ação do Espírito (cf. Lc 24,44-49). A universali- dade dessa visão missionária se expressa no anúncio de salvação vinculado ao encontro com a pessoa de Jesus. De acordo com padre Altevir, os 38 missionários serão enviados para três continentes. “O continente africano vai receber 20 missionários. Para o continente americano estão sendo enviados onze. Já a Europa receberá dois missionários, que irão atuar na França”, enumerou. O assessor também destacou a origem dos missionários. “Os 38 missionários são oriundos dos seguintes es- tados: São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Maranhão, Santa Catarina, Amazonas, Tocantins, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná e Distrito Federal”.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 47 B) oBJetivos Essa iniciativa teve como finalidade oferecer uma preparação humana, intelectual, espiritual e prática para esses missionários. Com efeito, é preciso que os missionários e as missionárias retalhem um tempo para si, para um encontro consigo, com os outros e com Deus, dispondo-se a enfrentar os desafios da missão além-fronteiras. Esse Curso proporcionou um importante momento de reflexão e de estudo antes de partir para essa experiência tremenda e fascinante de tornar-se hóspedes na casa dos outros. O Curso de Formação Missionária Ad Gentes 2010 teve como enfoque a missão segundo o evangelista Lucas: missão como cumprimento das escrituras; missão como anúncio da conversão e do perdão a todas as nações; missão começando por Jerusalém; missão como testemunho; missão como ação do Espírito (cf. Lc 24,44-49). A universalidade dessa visão missionária se expressa no anuncio de salvação vinculado ao surpreendente en- contro com a pessoa de Jesus. A partir dessas perspectivas bíblicas, o Curso tratou das principais questões que sobressaem da experiência missionária além-fronteiras, seguindo sete abordagens: humano-afetiva, bíblica, histórica, antropológica, teológica, prática e espiritual. C) FiNalidade e MotivaÇÃo O Curso ofereceu uma preparação intensiva e um acompanhamento para brasileiras e brasileiros que se pre- param para sair do País como missionários alémfronteiras. Hoje, se insiste para que os missionários tenham uma adequada e específica formação em três etapas: uma formação humana, intelectual, espiritual e prática – especificamente missionária – no próprio país de origem; uma formação de inserção e de iniciação à missão no país de destinação; e um estágio missionário no campo final de missão. No caso específico dos missionários brasileiros, o CCM oferece cursos para cumprir com a primeira etapa dessa formação. Com efeito, é preciso que os missionários e as missionárias retalhem um tempo para si, para um en- contro consigo, com os outros e com Deus diante dos desafios da missão além-fronteiras. Esse Curso proporcio- na um importante momento de reflexão e de estudo antes de partir para essa experiência tremenda e fascinante de tornar-se hóspedes na casa dos outros. O Curso Ad Gentes é indicado também para missionários e missionárias que desejam se aprimorar nas temáticas relacionadas à missão, para amadurecer uma eventual decisão de sair ou em vista de elaborar caminhos e projetos junto à própria congregação. Também aconselhamos essa formação como momento de revigoramento espiritual para religiosos e religiosas, leigos e leigas, que estão na labuta há anos, e que procuram um momento significativo de atualização e avaliação pessoal sobre alguns conteúdos e sobre sua própria experiência missionária.
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    48 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 d) CoNteÚdo PRogRaMátiCo “SOU EU MESMO” (Lc 24,39) domingo, 8 de agosto: “Toquem-me e vejam” (Lc 24,39): o significado do encontro com o Ressuscitado para a Missão. Abertura e apresentação do curso. segunda, 9 de agosto: MISSÃO: A ALEGRIA DE SER TESTEMUNHAS SEM FRONTEIRAS. Motivações interiores para a missão ad gentes – Ir. Teresinha Mendonça Del’Acqua, OSF, psicóloga e orientadora espiritual. terça, 10 de agosto: MISSÃO: UMA VIAGEM AO EXTERIOR E AO INTERIOR. Perspectivas de conversão pascal a partir da experiência missionária de aproximação ao outro e à cultura do outro – Ir. Teresinha Mendonça Del’Acqua, OSF, psicóloga e orientadora espiritual. Quarta, 11 de agosto: MISSÃO: MUDANÇA DE PARADIGMA. “Deslocamentos” fundamentais para uma nova compre- ensão da missão ad gentes hoje – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do CCM. MISSÃO COMO CUMPRIMENTO DAS ESCRITURAS Quinta, 12 de agosto: “HOJE SE CUMPRIU ESTA ESCRITURA QUE ACABASTES DE OUVIR” (Lc 4,21). A missão de Jesus tal como os Evangelhos nos transmitem (cf. DAp 139) – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs. sexta, 13 de agosto: “JESUS ABRIU A MENTE DELES PARA ENTENDEREM AS ESCRITURAS” (Lc 24,45). A compre- ensão da missão ao longo dos séculos: visões, modelos e paradigmas históricos entre encontros, confrontos e desencontros – Prof. Sérgio Coutinho, assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, setor CEBs. sábado, 14 de agosto: “A PALAVRA DE DEUS, ENTRETANTO, CRESCIA E SE MULTIPLICAVA” (At 12,24). Desafios, caminhos e horizontes para o anúncio do Evangelho hoje num mondo globalizado – Pe. Estêvão Raschietti, Sx, mestre em missiologia e Secretário Executivo do CCM. domingo, 15 de agosto: à tarde, passeio turístico por Brasília (roteiro cívico). MISSÃO COMO ANUNCIO DE CONVERSÃO E PERDÃO A TODAS AS NAÇõES segunda, 16 de agosto: SIGNIFICADO DA CONVERSÃO PARA O MUNDO ATUAL. Elementos para um novo paradig- ma de missão a partir de uma visão antropológica – Pe. Joachim Andrade, SVD, mestre em antropologia e doutor em Ciências da Religião. terça, 17 de agosto: A MISSÃO AD GENTES NO CONTINENTE ASIÁTICO. Missão inter gentes num contexto de pluralismo religioso e de diáspora da Igreja – Pe. Joachim Andrade, SVD, mestre em antropologia e doutor em Ciências da Religião.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 49 Quarta, 18 de agosto: MIGRAÇÃO COMO CAMINHO DA MISSÃO. A luta contra a idolatria do mercado junto a mi- grantes e refugiados – Prof. Roberto Marinucci, mestre em missiologia e pesquisador do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM). Quinta, 19 de agosto: IDENTIDADE E UNIVERSALIDADE. O anuncio do Evangelho e as culturas dos povos – Ir. Elvira Augusto, FMM, missionária moçambicana no Brasil e formadora. sexta, 20 de agosto: A MISSÃO AD GENTES NO CONTINENTE AFRICANO. Caminhando com a Igreja a serviço da reconciliação, da justiça e da paz – Ir. Elvira Augusto, FMM, missionária moçambicana no Brasil e formadora. sábado, 21 de agosto: A MISSÃO AD GENTES NUM MUNDO PóS-MODERNO E PóS-CRISTÃO. Desafios e pers- pectivas para o anúncio do Evangelho a partir de contextos culturalmente cristãos – Pe. Gabriele Cipriani, CP, assessor do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC. domingo, 22 de agosto: à tarde, encontro com algumas expressões religiosas de Brasília (roteiro religioso). MISSÃO COMEÇANDO POR JERUSALÉM segunda, 23 de agosto: A CAMINHADA MISSIONÁRIA DA IGREJA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA. Opção pelos pobres, libertação, participação, inculturação nos documentos das conferências episcopais continentais – Prof. Ivo Poletto, filósofo, teólogo, cientista social e educador popular. terça, 24 de agosto: MEMóRIA, PROJETO, SEGUIMENTO. Testemunhos, práticas significativas e teologia latino- americana e caribenha entre opções fundamentais e novas perspectivas – Prof. Ivo Poletto, filósofo, teólogo, cientista social e educador popular. Quarta, 25 de agosto: UMA IGREJA EM PERMANENTE PROCESSO DE CONVERSÃO MISSIONÁRIA. As provocações inovadoras da V Conferência de Aparecida e o desafio da Missão Continental – Pe. Agostinho Sauthier, subsecre- tário adjunto de Pastoral do Secretariado Geral da CNBB. MISSÃO COMO TESTEMUNHO Quinta, 26 de agosto: DAR DE NOSSA ESSÊNCIA. O fundamento trinitário da Missão e a natureza missionária da Igreja (AG 2): o debate teológico sobre a missão – Ir. Inês Costalunga, Mdl, doutora e secretária da Pós- graduação em Missiologia do Itesp de São Paulo, SP. sexta, 27 de agosto: DAR DE NOSSA VIVÊNCIA. A vida nova em Cristo e seu sentido de salvação para todos os povos: o debate cristológico, eclesiológico e soteriológico sobre a missão – Ir. Inês Costalunga, Mdl, doutora e secretária da Pós-graduação em Missiologia do Itesp de São Paulo, SP.
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    50 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 sábado, 28 de agosto: DAR DE NOSSA POBREZA. Os horizontes da ação evangelizadora e os compromissos da Igreja latino-americana e caribenha: o debate atual sobre a missão alémfronteiras – Pe. José Altevir da Silva, CSSp, assessor da Comissão para a Ação missionária e a Cooperação Intereclesial. domingo, 29 de agosto: à tarde, passeio no Parque Nacional de Brasília (roteiro ecológico). MISSÃO COMO AÇÃO DO ESPíRITO segunda, 30 de agosto: “RECEBERÃO A FORÇA DO ESPÍRITO PARA SEREM MINHAS TESTEMUNHAS” (At 1,8). Missão como impulso interior (dynamis) do Espírito e desdobramentos na vida da comunidade – Pe. Sávio Cori- naldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária. terça, 31 de agosto: “O ESPÍRITO SOPRA ONDE QUER” (Jo 3,8). Missão como extensão da ação do Espírito, presente e operante em todo o tempo e lugar – Pe. Sávio Corinaldesi, Sx, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária. Quarta, 1 de setembro: avaliação e celebração de envio: “eu lhes enviarei aquele que meu Pai prometeu” (Lc 24,49). e) sÍNtese das avaliaÇÕes Ruim Regular Bom ótimo Curso como um todo 4 32 Convivência 11 24 Equipes de Serviços 1 13 20 Partilha das experiências Missionárias 9 25 Conteúdo das palestras 10 25 Assessores 28 7 Hospedagem 35 2 Refeições 33 3 Serviço da Casa 30 6 O CURSO CORRESPONDEU AS SUAS ExPECTATIVAS? Sim, e em vários sentidos. Sinto-me realizada por tudo que vivi nesses dias, conviver com pessoas diferentes, foi muito gratificante. – Sim, o curso foi de grande conhecimento, crescimento, foi grande experiência, uma riqueza, é impossível não sair com o desejo de partir e ser discípulos e missionários do Senhor. – Sim, não só me ajudou a caminhar, mas tomar atitudes coerentes com o meu ser missionário. Gostei muito do jeito que foi dado o curso, não foi cansativo, deu para assimilar toda a matéria, rezar e refletir. Vocês estão de parabéns com a organização e conteúdo. – Correspondeu e muito, tive momentos fortes de convivência, de partilha de vida; os assessores são capazes, me ajudou a por os pés no chão diante da missão que vamos assumir. – Correspondeu, eu não espe- rava que fosse desse nível, com pessoas capacitadas e competentes em cada assunto apresentado. – Superou. A forma adotada na sequência dos conteúdos, a dinâmica e a metodologia aplicada bem como a escolha dos assessores. – Sim, correspondeu. Eu necessitava de algo que me despertasse para um tema sobre a tecnologia como meio de evangelização e outro sobre religiões no mundo. Tudo isso alargou os meus horizontes e levou-me a um processo de conversão. – Sim. Porque foi direcionada à questão missionária do princípio até o fim, não perdeu o fio condutor, o objetivo. Está muito atualizado e correspondeu às exigências com relação á comunicação (imagem). – Acredito que sim e me ajudou a despertar com mais convicção para a missão. Este curso é uma boa preparação e nos ajuda a ter noção daquilo que vamos encontrar na nossa caminhada. – Sim. Apenas gostaria de sugerir para repensar sobre as questões da África como um todo; do mais sinto que fomos bem orientados e questionados. Muitíssimo obrigada! Muita paz e bênçãos a todos.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 51 6. seMaNa BRasileiRa soBRe a MissÃo CoNtiNeNtal a) PaRtiCiPaNtes N. Nome Diocese ou Entidade Id Religiosa UF 1 Adalberto Ronconi Padre SP 2 Aldemisia S. V. M. Magalhaes Cruzeiro do Sul Leiga AC 3 Aline Luci Girelli Fraternidade Palavra e Missão Religiosa SP 4 Ana Maria Ferreira de Barros São Miguel Paulista Leiga SP 5 Ana Maria Pereira da Silva Barra dos Garças Leigo MT 6 Augusta Culpo CNBB Noroeste Religiosa RO 7 Bernadete Motta Palafoz Franciscanas Marianas Missionárias Religiosa BA 8 Carla Zagato Missionária de Maria – Xaveriana Religiosa SP 9 Claudete Camilo Colatina Leiga ES 10 Claudio Antonio Prescendo Vacaria Padre RS 11 Clemilda Lobo Alves Leiga PA 12 Crisófor Domínguez Pedral CELAM 13 Cristiano de Souza Tavares Cruzeiro do Sul Padre AC 14 Daniel Rodrigues Curitiba Leigo BA 15 Dirce Gomes da Silva Irmãs de Cristo Pastor Religiosa PR 16 Dom Adriano CNBB Nordeste 2 Bispo PE 17 Dom Jaime Pedro Kohl Osório Bispo RS 18 Dom José Lanza Neto Guaxupé Bispo MG 19 Dom Pedro Brito Guimarães São Raimundo Nonato Bispo PI 20 Dom Sérgio Arthur Braschi Ponta Grossa Bispo PR 21 Edinei Evaldo Batista São José dos Campos Padre SP 22 Elielson Cassimiro de Almeida Natal Padre RN 23 Fátima Vilma Siqueira da Silva Barra do Piraí Leiga RJ 24 Frederico Augusto de Oliveira Congregação Santíssimo Redentor Padre DF 25 Iranildo Virgilio da Cruz Natal Padre RN 26 Isalete Aparecida Silva São José dos Campos Leigo SP 27 João Panazzolo CNBB Sul 3 Padre RS 28 José Angelo Figueira Nordeste 5 Padre MA 29 Latif Maria de Arauju Lima Rio Branco Leiga AC 30 Limacêdo Antônio da Silva CNBB Nordeste 2 PE
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    52 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 31 Lino Zucchi COMIRE Norte 2 Padre PA 32 Lourival Martins Becker Leigo MT 33 Luigi Mosconi Santas Missões Populares Padre PA 34 Luiz Fernando Lisboa Missionário Passionista Padre PR 35 Luiz Marino Silva Marinho São José dos Campos Leigo SP 36 Malvino Xavier da Silva Colatina Padre ES 37 Marcelo Ribeiro Alves de Ávila Leigo MG 38 Maria de Lourdes Soares Gomes Curitiba Religiosa PR 39 Maria F. Nascimento de Souza Leiga AM 40 Maria Salete dos Santos Santos Leiga SP 41 Maria Sebastiana Souza São José dos Campos Leiga SP 42 Mário de Carli Instituto Missões Consolata Padre SP 43 Matias Soares Natal Padre RN 44 Neimar Aloisio Troes Toledo Padre PR 45 Nilto Lima Padre MA 46 Olivio Lucio Dembogurski Vacaria Padre RS 47 Pirmin Spiegel (Firmino) Santas Missões Populares Padre PA 48 Rivael de Jesus Nacimento Curitiba Leigo PR 49 Rogério Félix Machado São José dos Campos Padre SP 50 Rosangela de Sousa Urt Leiga AM 51 Santina Kriger Becker Leiga MT 52 Sidney Marcos Dornellas CNBB Nacional Padre DF 53 Ubajara Paz de Figueiredo CNBB Oeste 1 Padre MS 54 Valdinei Soares dos Santos São Mateus Padre ES Aconteceu na noite do dia cinco de setembro, às 20h, no Centro Cultural Missionário, em Brasília, a abertura da Semana Brasileira sobre a Missão Continental. Em meio aos cinqüenta e quatro missionários oriundos das mais diversas regiões do Brasil, Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo de Floresta-PE, membro da Comissão Episcopal da Missão Continental, acolheu todos os partici- pantes e os motivou com as seguintes palavras: “ na missão continental não podemos deixar de nos solidarizar com a retomada da identidade dos povos indígenas e afrodescendentes e tão pouco, deixar de procurar, com todos os de boa vontade, um novo paradigma socioeconômico e cultural, baseado no diálogo, na economia e no respeito, em lugar do paradigma atual, que é falido e imoral. Como para os discípulos de Emaús, o tempo de hoje pode nos deixar desanimados. Mas Cristo Ressuscitado caminha conosco Ele nos permite “ler” a realidade atual com outros olhos e nos reanima para a missão. Como
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 53 Igreja nós temos que nos colocar ao lado dos povos do nosso continente e acompanhá-los na sua caminhada a partir da nossa fé em Cristo ressuscitado e com Ele trilhar novos caminhos”. A oração inicial foi realizada de maneira dinâmica e participativa, de modo que os dezessete Regionais da CNBB, na pessoa de seu representante, apresentaram uma experiência missionária significativa, fruto da missão con- tinental, que vem animando e aquecendo os corações das pessoas nas comunidades, paróquias e dioceses, vida religiosa, pastorais e movimentos em todo o Brasil. Ao iniciar este evento nacional da missão continental, foi destacado que começar algo em nossa vida evoca, em primeiro lugar, para o entusiasmo. Toda pessoa entusiasta sabe o que quer e aonde quer chegar. A causa maior é sempre o Reino de Deus e a pessoa de Jesus Cristo e seu Projeto. Neste espírito de nitidez pela urgência da mis- são, aconteceu a memória e partilha dos regionais, que por sua vez, os representantes não conseguiam conter a alegria e vibração ao partilhar as inúmeras atitudes missionárias realizadas em suas localidades. Ao concluir este primeiro momento da semana brasileira da missão continental, ficou claro que a missão evan- gelizadora abraça a todos com o amor de Deus e especialmente aos pobres e aos que sofrem. E o convite foi lançado: “levemos nossos navios mar adentro, na força do Espírito, sem medo das tormentas, seguros de que a providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf DAp 551). “Assumimos o compromisso de uma grande missão em todo o Continente, que de nós exigirá aprofundar e enriquecer todas as razões e motivações que permitam converter cada cristão em discípulo missionário. Ne- cessitamos desenvolver a dimensão missionária da vida de Cristo. A Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do Continente. Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos em novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um atraente testemunho de unidade ‘para que o mundo creia’ (Jo 17,21)” (DAp 362) B) FiNalidade e MotivaÇÃo Um dos mais importantes legados da V Conferência Geral do Episcopado latino-americano em Aparecida foi assumir o compromisso de uma grande Missão Continental. Contudo, a recepção inicial desta proposta não foi a de realizar uma gigantesca mobilização eclesial, tampouco a de articular um projeto missionário em nível de toda igreja do Continente. Pelo contrário, o Documento do Celam pós-Aparecida, “A Missão Continental para uma Igreja Missionária” (MC), como também o Documento da CNBB, “Projeto Nacional de Evangelização: o Brasil na Missão Continental”, conferem à Missão Continental um caráter de animação missionária das Igrejas
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    54 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 particulares: “a missão que se realiza como fruto da Conferência de Aparecida deve, antes de tudo, animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar a responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado de missão permanente” (MC 2). Se existe uma novidade na perspectiva da Missão Continental, essa consiste num decisivo salto de passar de uma Igreja que promove alguns eventos “missionários” para arrebanhar fiéis, para uma Igreja em estado per- manente de missão. Isso equivale a reconhecer o contexto de pluralismo no qual se encontra o mundo de hoje. Esse pluralismo é a propria “casa” dos nossos povos na América e no mundo, onde temos que entrar tirando as sandálias, para anunciar permanentemente o Evangelho ali onde o povo se encontra. É preciso, portanto, “percorrer juntos um itinerário de conversão que nos leve a ser discípulos missionários de Jesus Cristo” (MC 3), visto que para nos tornarmos tais, “impõe-se uma conversão radical da mentalidade” (RMi 49). Essa conversão consiste substancialmente num deslocamento e numa saída: “nós somos agora, na América Latina e no Caribe, seus discípulos e discípulas, chamados a navegar mar adentro para uma pesca abundante. Trata-se de sair de nossa consciência isolada e de nos lançarmos, com ousadia e confiança (parrésia), à missão de toda a Igreja” (DAp 363). Paradoxalmente, é nessa saída que a Igreja encontra sua razão de ser e sua própria identidade. Para concretizar pedagogicamente esse intuito, o Documento do Celam sobre a Missão Continental propõe “um pla- no mínimo para surtir efeito de visibilidade da comunhão” (MC, apresentação). Por sua vez o Documento da CNBB, além de sinais compartilhados e de gestos concretos, insiste na elaboração de subsídios, no processo de formação dos missionários e no aprofundamento de temáticas inerentes a questões propriamente missionárias. Com esse propósito o Centro Cultural Missionário e a Comissão Episcopal para a Missão Continental promoveram uma Semana Brasileira sobre a Missão Continental, com o objetivo de afunilar a reflexão em torno de três grandes temas do Documento de Aparecida: a espiritualidade missionária, dimensão essencial para a formação missionária; a paróquia missionária, exigência de conversão das nossas estruturas; os projetos para uma nova evangelização, caminhos para uma aproximação aos outros e para uma ação evangelizadora significativa em todo Brasil. Esses temas revelaram-se questões fundamentais para a caminhada de nossas igrejas no Brasil. Queremos propor uma reflexão através de especialistas, um debate entre os participantes, oficinas de estudos e apro- fundamento, para recolher iluminações, provocações, propostas, itinerários pedagógicos e gestos concretos. Sucessivamente, todo esse material servirá para criar e publicar subsídios para as nossas dioceses, paróquias e comunidades em todo Brasil. A pauta da Semana contou também com o estudo de dois enfoques, desafios para a missão da Igreja: o mundo da juventude e as migrações no Continente. O primeiro diz respeito a uma prioridade da ação evangelizadora que a Igreja da América Latina assumiu desde Puebla, o compromisso com as novas gerações: “os jovens e adolescentes
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 55 constituem a grande maioria da população da América Latina e do Caribe; representam enorme potencial para o presente e o futuro da Igreja e de nossos povos, como discípulos e missionários do Senhor Jesus” (DAp 443). O segundo enfoque, sobre as migrações, diz respeito ao significado de “Continental” que damos a essa missão. O Continente está no meio de nós através de seus diversos povos que migram, particularmente, para os grandes centros urbanos. Qual é a ação de nossa Igreja junto a essas pessoas? E também, de que maneira a Missão Con- tinental poderia tornar-se também uma ocasião para promover uma inter-ajuda entre igrejas latino-americanas em atender os diversos desafios que se apresentam junto a suas populações? A Semana Brasileira sobre a Missão Continental teve como lema bíblico o mandato missionário de Lucas: “Vocês são testemunhas dessas coisas” (Lc 24,48). O Espírito que conduz a missão desperta um olhar contemplativo nos discípulos missionários. Eles são testemunhas das coisas que vêem. A testemunha não protagoniza a ação, ela não faz nada: apenas aponta o que Deus está fazendo. Deus com seu Espírito já está agindo no mundo, abrindo os corações, dispondo as pessoas a receber o anúncio do Evangelho. A Igreja é chamada a perceber essa ação divina através dos sinais dos tempos participando dessa mesma ação: saindo de seus ambientes, tornando-se hospede na casa dos outros. É um deslocamento fundamental que necessita de uma continua, progressiva, profunda e diligente conversão interior. C) PaRtiCiPaÇÃo Foram convidados a participar os membros da equipe de multiplicadores do Projeto “O Brasil na Missão Continental”, com delegados de cada regional. Contamos também com a presença de presbíteros, religiosos e religiosas, leigos e leigas, agentes de pastoral que em sua diocese estão envolvidos, ou desejam se envolver, em cursos de formação missionária, eventos de animação missionária ou projetos de nova evangelização, no espírito da Missão Continental. d) CoNteÚdo PRogRaMátiCo domingo, 5 de setembro, 20h00: “Vocês são testemunhas destas coisas” (Lc 24,48). Acolhida e abertura da Sema- na Brasileira sobre Missão Continental. segunda, 6 de setembro: ELEMENTOS BÍBLICOS DA ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA. Para uma formação missioná- ria moldada pelo estudo e pela leitura orante da Sagrada Escritura – Pe. Sérgio Bradanini, PIME, biblista e missio- logo, diretor do ITELSE (Instituto de Teologia da Região Sé) de São Paulo, SP. terça, 7 de setembro: PARóQUIA MISSIONÁRIA, UM PROJETO POSSÍVEL? Mudanças estruturais rumo a um novo padrão pastoral – Pe. José Carlos Pereira, CP, sociólogo e teólogo pastoralista, pároco da paróquia São José e Nossa Senhora das Dores, Rio de Janeiro, RJ.
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    56 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 Quarta, 8 de setembro: PROJETOS E MÉTODOS PARA UMA NOVA EVANGELIZAÇÃO. Memória, seguimento e perspec- tivas – Pe. Manoel Godoy, diretor executivo do ISTA (Instituto Santo Tomás de Aquino) de Belo Horizonte, MG. Quinta, 9 de setembro: MISSÃO JUNTO À JUVENTUDE PARA UMA JUVENTUDE PROTAGONISTA DA MISSÃO. O desafio de descobrir com os jovens a vocação de ser amigos e discípulos de Jesus – Pe. Jorge Boran, CSSp, coordenador do Centro de Capacitação da Juventude (CCJ) de São Paulo, SP. sexta, 10 de setembro: A DIMENSÃO CONTINENTAL NO MEIO DE NóS. Para uma missão inter gentes na América Latina e Caribe junto aos migrantes – Pe. Sidnei Dornellas, CS, sociólogo e teólogo, diretor do Centro de Estudos Migratórios, em São Paulo, SP. sábado, 11 de setembro, até 12h00: “Permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,49). Conclusões, articulação e encaminhamentos e) sÍNtese das PRoPostas PaRa o PRoJeto “o BRasil Na MissÃo CoNtiNeNtal” ELEMENTOS BíBLICOS PARA UMA ESPIRITUALIDADE MISSIONáRIA - Dinamizar mais o Projeto “Um milhão de Bíblias” como maior incentivo ao uso da Bíblia nas pastorais e movimentos (elemento dinamizador). - Treinamento dos orientadores da Leitura Orante da Bíblia (modelo Guias de Oração). Divulgação de subsídios existentes da Bíblia. - Regionalização dos encontros de animação missionária para favorecer maior participação e difundir a proposta missionária em todos os responsáveis regionais. - Implementação em todos os âmbitos da Leitura Orante da Bíblia. - Formação bíblica para leigos. PARÓQUIA MISSIONáRIA RENOVADA - Paróquias tornem-se Paróquias Missionários: intensificar a criação dos Comidis e Comipas. - Paróquias se convertam numa rede de comunidades: setorização, criação de novas comunidades, “gru- pos de reflexão”, instituição de ministérios e serviços, formação teológica e missionária para as lideran- ças e povo em geral. MÉTODOS PARA A EVANGELIZAÇÃO - Retomar, reavivar, Comina, Comire, Comidi. - Reforçar a Missão Continental com representantes do Comina e dos Comires para o encontro nacional (levar esta proposta à assessoria da CNBB tendo presente os temas aborados na Semana). FRONTEIRAS AD GENTES E INTERGENTES - A partir dos documentos, produzir subsídios acessíveis ao povo. Coletar experiências realizadas em nível de América Latina e Caribe. - Produzir vídeos. - Intercambio com a base e a assessoria nacional junto à Igreja Local. - Formação Missionária sobre a Missão Continental nos Seminários. - Curso de formação para lideranças. - Constituir equipes de formação e de articulação diocesanas. - Parceria com o Comire e Comidi onde não existe, e fortalecer onde existe. - Criar um fundo para o Comire a partir da Campanha da Evangelização. - Trabalhar com a Infância e Juventude Missionária.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 57 iv. sCai – seRviÇo de ColaBoRaÇÃo aPostóliCa iNteRNaCioNal 1. CoNsideRaÇÕes iNiCiais A movimentação missionária de religiosos e religiosas, sacerdotes, leigos e leigas, nos tempos recentes, não está isenta do rigor que os Estados e a comunidade in- ternacional vêm implementando em termos de requisitos para concessão de Vistos e exercício da missão. Embora não haja mudanças na lei, em muitas circunstâncias as exigências práticas vão sendo formuladas de modo a dificultar ou tornar mais rigorosa a apresentação de documentos e o cumprimento burocrático dos procedi- mentos a serem seguidos. O SCAI, departamento do Centro Cultural Missionário da CNBB, tem por finalidade prestar assistência ad- ministrativa, jurídica e documental aos sacerdotes, re- ligiosos, religiosas, leigos e leigas, que vêm ao Brasil como missionários. No atendimento e orientação aos missionários e em contato permanente com as auto- ridades públicas constata e registra preocupação com a questão relativa à comprovação formal da formação religiosa dos missionários e missionárias. Desejamos comentar este aspecto que, no caso do Brasil, está se tornando cada vez mais rigoroso e que muitos candidatos e candidatas à missão em nosso País não estão conseguindo atender. Trata-se dos Certificados e Diplo- mas de Estudos de formação religiosa, os quais nas últimas décadas integram a rol de comprovantes necessários tanto no pedido de Visto, quanto nos processos de prorrogação de prazo e de transformação do visto temporário em permanente. Estes documentos devem ser legalizados pelo Consulado brasileiro no país onde são emitidos. Ocorre que, frequentemente, os missionários e missionárias não possuem documentação formal correspondente aos estudos religiosos, pois a formação é feita no âmbito interno das Congregações, sem a emissão de docu- mentos correspondentes e, mesmo quando emitidos, nem sempre os Consulados procedem a legalização, por tratar-se de documentos internos, sem o reconhecimento de estudos formalmente realizados. É um aspecto sobre o qual se faz necessário refletir, não apenas em função de um Visto, mas também como comprovação da formação religiosa daqueles e daquelas que passam consideráveis períodos de sua vida a valiosos estudos que, se comprovados podem ser significativos nos respectivos Curriculum Vitae. Os SCAI, no desempenho de sua missão, apoiou, assistiu, defendeu e, quando necessário, recorreu de decisões dos órgãos públicos competentes, para garantir a obtenção das devidas autorizações legais (Visto, prorrogações, permanência) a todos os missionários e missionárias dispostos a prestar sua generoso serviço missionário no Brasil. Em muitas circunstâncias não foi fácil superar a burocracia e controles migratórios impostos pelos Es- tados. Mesmo assim, os dados a seguir expostos, revelam o resultado altamente positivo obtido tanto no apoio aos missionários e colaboradores de outros países que vieram em missão no Brasil, quanto aos brasileiros que partiram para missões no exterior.
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    58 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 2. dados e Resultados Embora o serviço do SCAI não se resuma a um total de processos, pois a diversidade na tramitação e a neces- sidade de intervenções variam muito de um caso a outro, vale registrar a totalidade d e processos defendidos e acompanhados durante o ano de 2010. Também é oportuno referir que cada processo tem um trâmite longo, que varia entre 6 meses e 2 anos, em média. Neste período, os processos passam por diversos órgãos Públicos, tais como: Superintendência da Polícia Federal dos Estados, Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras da Polícia Federal, Divisão de Estrangeiros ou Divisão de Nacionalidade e Naturalização do Ministério da Justiça e em muitos casos Ministério das Relações Exteriores. Em face desta burocracia e prolongada tramitação, o SCAI procura acompanhar de perto os casos, orientar e informar os missionários e missionárias, alertá-los sobre providências a serem tomadas e sobre os prazos de validade de seus documentos, assim como faz todas as gestões necessárias para os pedidos em trâmite tenham o resultado esperado e o tenham no tempo mais curto possível. tabela 1 – Processos Item Total Processos encerrados no ano 254 Processos em trâmite (terão continuidade em 2010) 211 Total 465 Fonte: Secretaria SCAI gráfico 1 – Processo deferidos Os 254 que obtiveram deferimento e foram encerrados referem-se, como se demons- 116 tra no Gráfico 1, a vistos de entrada no Brasil, prorrogações de prazo de estada no 65 País, transformação de visto temporário 54 em permanente e vistos para brasileiros e 19 brasileiras que partiram para missões em outros países Vistos de Entrada Prorrogação Transformação Vistos para no Brasil de Prazo de Entrada de Visto Brasileiros Temporário a outros países em Permanente Fonte: Secretaria SCAI a) vistos de eNtRada No BRasil É bom referir que os Vistos de Entrada no Brasil devem ser obtidos, conforme estabelece a legislação brasileira, nas Repartições Consulares dos países de residência dos Missionários e Missionárias. Isto representa atender condições específicas que os Consulados estabelecem, embora seguindo a legislação básica estabelecida pelo Governo Brasileiro. Esta circunstância, frequentemente, demanda medidas e providências por parte do SCAI, para atender, esclarecer e solucionar demandas diversas em diferentes países para conseguir que os missioná- rios obtenham os devidos vistos. O SCAI acompanhou 65 processos de Vistos para viabilizar a entrada de Missionários no Brasil, os quais obtive- ram aprovação, e retratam o seguinte quadro:
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 59 tabela 2 Classificação segundo o tipo de visto Visto Item VII - Sacerdotes, Religiosos e Religiosas 54 Visto Item V – Leigos - colaboradores voluntários 02 Visto Item IV – Estudantes 09 tabela 3 tabela 4 Classificação por categoria Classificação por gênero Sacerdotes Diocesanos 3 Homens 29 Religiosos e Religiosas 36 Mulheres 36 Sacerdotes Religiosos 14 Leigos e Leigas 03 Estudante Religiosos 09 tabela 5 Classificação por país de procedência Índia 3 Alemanha 2 Indonésia 4 Argentina 2 Itália 4 Canadá 2 México 4 Colômbia 7 Nicarágua 2 Coréia 5 Peru 3 Costa Rica 2 Portugal 2 França 2 RD do Congo 5 Haiti 5 Outros países 11 B) PRoRRogaÇÃo de PRaZo de estada No BRasil Segundo a legislação brasileira, os vistos de entrada dos missionários e colaboradores são concedidos com validade por um ano, prorrogável por outro igual período e, ao final da prorrogação, é transformável em permanência. Foram 54 os pedidos de prorrogação de prazo acompanhados pelo SCAI no ano em curso, tendo sido todos deferidos. tabela 6 – Classificação por função/categoria Sacerdotes Diocesanos 6 Religiosos e Religiosas 20 Sacerdotes Religiosos 12 Leigos e Leigas 03 Estudantes Religiosas 13
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    60 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 C) tRaNsFoRMaÇÃo de visto teMPoRáRio eM PeRMaNeNte Os Missionários e Missionárias, portadores de Visto Item VII, podem, com base na legislação vigente, ao final de dois anos de residência no Brasil, pedir a transformação de seus Vistos Temporários em Residência Permanente. O total dos/as que, em 2010, obtiveram Permanência Definitiva foi de 116, sendo os Religiosos e Religiosas os mais numerosos. É de se destacar que, nos últimos anos, estava ocorrendo uma demora exagerada na decisão dos processos, devido a grande acúmulo de processos e a lentidão com os mesmos vinham sendo analisados e decididos, sem- pre devido a problemas internos do serviço público e de certa desorganização interna na Divisão competente do Ministério. Diante disto, e graças à presença que temos no Conselho Nacional de Imigração, fizemos um pedido às autoridades no sentido de solucionar este problema que estava se acumulando de forma exagerada, com prejuízo tanto aos missionários, que não conseguiam ter seus documentos de permanência (embora protegidos por um documento de protocolo), quanto outros imigrantes em nosso País. tabela 7 Requerentes da permanência Sacerdotes Diocesanos 5 Religiosos e Religiosas 66 Sacerdotes Religiosos 31 Leigos e Leigas 14 3. MissioNáRios BRasileiRos desigNados a MissÕes No exteRioR A dimensão missionária da Igreja tem naqueles e naquelas que partem para o serviço aos irmãos além-fronteiras uma das suas grandes expressões. É muito bom, para o departamento do SCAI, ter a oportunidade de constatar, através dos serviços que presta, que nos últimos anos reduziu-se a diferença entre os muitos missionários que chegavam no Brasil e o pequeno número dos que partiam. Nota-se, com alegria, que o Brasil está cada vez mais correspondendo ao “dar da própria pobreza”. Neste item, os dados abaixo não refletem a totalidade dos missionários que partem, pois na maioria das vezes os Vistos são obtidos pelos próprios interessados diretamente nos consulados dos países em que irão residir. Por parte do SCAI, neste caso, é realizado o trabalho de orientação, informações, em alguns casos a legalização de documentos, mas, o procedimento junto ao Consulado é de competência exclusiva do titular, ou seja, do próprio missionário ou missionária. Neste âmbito, alguns procedimentos realizados pelo SCAI, para apoiar ou facilitar a obtenção de Visto ou a vida do missionário/a no País de missão: a) obtenção de visto ou documentos para visto em Repartições diplomáticas Nunciatura Apostólica (doc. Para visto para a Itália) 2 Embaixada da Angola 2 Embaixada Moçambique 9 Costa do Marfim 1 Rep. Democrática do Congo 2 Senegal 3
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 61 B) encaminhamento e orientações para obtenção de visto junto aos Consulados: Angola 6 Moçambique 16 México 1 França 2 Estados Unidos 2 Senegal 3 Costa do Marfim 2 total 32 C) legalização de documentos e outras providências: No Consulado da Angola 1 No Consulado de Moçambique 9 Na Republica Democrática do Congo 2 No Ministério das Relações Exteriores 12 total 24 4. atividades PeRMaNeNtes deseNvolvidas Pelo sCai – Orientação, palestras e informação aos participantes dos cursos do CENFI. – Controle das publicações no Diário Oficial da União, relativas à prorrogação de prazo, permanência definitiva e naturalização de missionários/as. – Acompanhamento de missionários ao Ministério da Justiça, Polícia Federal, Embaixadas e Divisões Consulares. – Acompanhamento, instrução e defesa de processos de pedido de visto. – Comunicação individual aos missionários, informando sobre a situação dos respectivos processos em tramitação no Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho e Polícia Federal, tanto nas Superintendên- cias Estaduais, quanto no Departamento de Polícia Marítima Aérea e de Fronteiras. – Envio, com antecedência de 3 meses, de correspondência individual aos missionários, alertando para os respectivos prazos e orientando sobre preparação dos pedidos de prorrogação de prazo de estada e/ou de permanência a serem protocolados na Polícia Federal. – Entrega de documentos, por solicitação de Bispos, Religiosos, Religiosas e Sacerdotes, nas embaixadas, no Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho, Conselho Nacional de Assistência Social e outros órgãos públicos federais sediados em Brasília. – Contatos com as Embaixadas para informações atualizadas sobre condições e exigências para conces- são de vistos.
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    62 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 5. PRoCessos de vistos de eNtRada No BRasil de MissioNáRios/as aCoMPaNHados Pelo sCai Nos ÚltiMos 10 aNos: País de Procedência 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 total África do Sul 0 0 0 0 1 2 0 0 0 0 1 4 Áustria 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 Alemanha 4 3 1 0 1 2 1 2 1 7 2 24 Angola 0 0 0 1 3 1 0 0 0 2 0 7 Argentina 0 1 2 5 3 0 1 3 0 1 2 18 Austrália 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 Áustria 0 1 0 2 0 1 1 1 0 0 0 6 Bangui 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 Bélgica 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 Benin 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 Bolívia 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 3 Bukina Faso 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 3 Burundi 0 1 1 1 0 0 1 0 0 0 0 4 Cabo Verde 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 Camarões 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 2 Canadá 0 1 1 1 3 5 3 7 4 9 2 36 Chile 0 8 1 1 1 3 4 4 0 1 0 23 China 0 0 0 0 0 0 1 2 1 0 0 4 Colômbia 0 8 3 9 6 3 4 2 1 3 7 46 Coréia 0 2 6 0 0 4 1 3 0 2 5 23 Costa do Marfin 0 0 1 0 1 0 1 0 1 1 0 5 Costa Rica 0 1 1 0 0 0 0 4 1 1 2 10 Cuba 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 El Salvador 0 0 3 0 1 1 1 0 0 0 0 6 Egito 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 Eritréia 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 Equador 0 1 1 0 3 4 0 1 1 1 1 13 Espanha 3 14 2 3 10 5 1 5 7 5 0 55 Etiopia 0 0 0 0 1 0 0 0 0 2 0 3 Estados Unidos 3 1 8 3 2 5 6 3 1 0 1 33 Filipinas 1 10 4 2 1 1 3 5 1 1 1 30 França 6 3 3 3 6 5 3 2 0 0 2 33 Ghana 0 0 0 0 1 1 1 0 0 1 0 4 Guatemala 1 0 0 0 0 0 1 4 0 0 0 6 Haiti 0 3 2 4 2 0 2 1 12 1 5 32 Holanda 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 3 Honduras 0 0 3 1 1 0 0 0 0 0 1 6 Índia 1 4 9 14 9 10 7 9 7 5 3 78 Indonésia 5 6 0 4 3 2 5 2 2 2 4 35 Inglaterra 1 0 1 0 0 1 0 0 1 0 0 4 Irlanda 1 1 1 2 3 5 1 1 3 0 0 18 Itália 38 31 27 18 27 15 14 23 11 8 4 216 Japão 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 3 Kênia 1 1 0 0 2 1 2 2 0 0 1 10 Líbano 0 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 Malawi 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 2 Madagascar 0 0 0 0 3 4 0 0 0 0 0 7 Malta 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 México 2 6 7 7 17 11 6 2 3 5 4 70 Moçambique 2 4 3 3 5 1 0 0 0 0 1 19
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 63 Nicarágua 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 2 4 Nigéria 0 0 2 1 0 2 0 2 1 1 0 9 Papua N. Guiné 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 Paraguai 0 0 0 1 1 1 1 1 2 0 1 8 Peru 0 2 3 0 4 2 1 1 1 3 0 17 Polônia 3 6 10 3 4 5 2 0 2 0 1 36 Portugal 4 0 7 3 3 1 4 4 0 0 2 28 Rep. Dominicana 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 3 Rep. D. do Congo 0 2 4 4 1 1 3 5 1 4 5 30 Romênia 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 2 Ruanda 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 São Tomé 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 Senegal 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 Slovaquia 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 SriLanka 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 Sudão 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 Suíça 4 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 7 Taiwan 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 Tanzânia 0 1 0 0 2 0 0 1 0 1 0 5 Tonga 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 Togo 0 1 2 2 0 0 1 0 1 1 1 9 Uruguai 0 2 1 0 2 0 0 1 0 0 0 6 Venezuela 0 0 3 0 0 1 0 3 0 0 0 7 Vietnan 0 0 0 0 0 4 1 0 0 0 0 5 Zâmbia 0 0 0 0 0 0 0 2 0 0 0 2 total 87 133 127 100 138 117 87 111 69 71 65 1105 6. CoNsideRaÇÕes e iNFoRMaÇÕes FiNais As atividades do SCAI se estendem também a outros serviços de apoio aos missionários/as, para atender suas solicitações e necessidades, suas Congregações, as Dioceses, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Ins- tituições, Organizações e a Igreja em geral. Toda a atividade do SCAI tem como objetivo principal favorecer aos missionários e colaboradores a superar a burocracia, a regularidade legal no que diz respeito às normas que se lhes aplicam para a entrada e a estada regular no País e, sem dúvida, dar-lhes mais tranqüilidade em sua mis- são. As exigências em torno das práticas relativas à documentação são muitas e complexas. O funcionamento de um órgão de orientação e assistência, como é o SCAI, pode amenizar as preocupações dos missionários e, assim, eles podem dedicar-se e atuar melhor em sua missão pastoral. síntese dos processos, procedimentos e serviços prestados em 2010 Processos, procedimentos, serviços Quantidade Processos diversos 465 Obtenção de documentos em Repartições Diplomáticas 019 Encaminhamentos de Vistos para outros países 032 Legalização de Documentos 024 Resposta a Consultas diversas 174 Total 714 Fonte: Arquivo do SCAI/CCM Agradecemos a Deus pelo trabalho que no SCAI conseguimos realizar. Rendemos graças ao Senhor, sobretudo pela riqueza e generosidade desta vida e vigor missionário expressos na presença generosa e atuante de tantos missionários e missionárias a serviço do ser humano para que este tenha vida plena e harmônica no conjunto do universo que todos e todas somos chamados a respeitar e preservar.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 65 v. CCM – outRas atividades e iNiCiativas eM 2010 1. PaRtiCiPaÇÃo de eveNtos e atividades PoR PaRte da diReÇÃo • Campo grande, Ms, 18 – 22 de janeiro de 2010: Curso so- bre Projeto Comunitário Missionário para as Irmãs de Jesus Adolescente. • são Paulo, sP, 25 – 30 de janeiro de 2010: Curso para For- madores sobre a dimensão missionária presbiteral, organizado pela OSIB (Organização dos Seminários e Institutos do Brasil). • itaici, sP, 7 de fevereiro de 2010: Conferência sobre o Presbíte- ro e a Missão no 13º Encontro Nacional dos Presbíteros (ENP). • Brasília, dF, fevereiro – junho de 2010: ministração do Cur- so de Teologia Pastoral no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília “Nossa Senhora de Fátima”. • Recife, Pe, 18 – 20 de fevereiro de 2010: Assembléia Ar- quidiocesana de Pastoral – Nossa missão é continuar a obra de Jesus Cristo. • Rio Branco, aC, 16 – 18 de abril de 2010: Encontro sobre Espiritualidade Missionária com o núcleo da CRB de Rio Branco. • Belo Horizonte, Mg, 21 – 22 de abril de 2010: Encontro de formação sobre Presbítero e Missão, organi- zado pelo COMIRE Leste 2. • são Paulo, 23 – 24 de abril de 2010: Encontro sobre Espiritualidade Missionária com as Irmãs Palotinas. • Patos de Minas, Mg, 24 – 27 de maio de 2010: Semana Teológica sobre Sacerdócio e Missão, no Semi- nário Maior Dom José André Coimbra. • Curitiba, PR, 12 – 14 de julho de 2010: Encontro de Formação a dimensão missionária da vida religiosa, com as Irmãs da Divina Providência. • Foligno (itália), 29 de agosto a 2 de setembro de 2010: Congresso Juvenil Missionário “Volti e storie al cro- cevia della missione” – testemunho e conferência sobre a Igreja ministerial e a missão na América Latina. • dourados, Ms, 23 – 26 de setembro de 2010: II Congresso Missionário do Mato Grosso do Sul – Con- ferência principal: “Igreja do Mato Grosso do Sul na missão permanente. De batizados a discípulos missionários”, e oficina sobre “Missão e perfil do presbítero e da Vida Consagrada no Regional”. • guarapuava, PR, 19 de outubro de 2010: Encontro sobre Espiritualidade Missionária com os Missioná- rios do Verbo Divino, Província Brasil Sul. • são Paulo, sP, 13 – 15 de novembro de 2010: Encontro Nacional dos Organismos e Instituições Missio- nárias – coordenação e organização. • salvador, Ba, de 22 – 25 de novembro de 2010: Assembléia Regional CNBB Nordeste 3 – Conferência sobre “Dinamismo da Ação Evangelizadora no Brasil, a partir da Missão Continental”. • Belo Horizonte, Mg, 27 – 28 de novembro de 2010: Assembléia do Conselho Missionário Regional Leste 2 – “Qual vocação para qual missão?”. • Brasília, dF, 30 de novembro a 2 de dezembro: Tríduo de São Francisco Xavier no Centro Cultural de Brasília com exposição fotográfica organizada pelo Pe. Estêvão Raschietti, SX e conferência sobre o zelo missionário de Xavier. • Brasília, dF, 8 de dezembro: constituição da Equipe de Reflexão Missionária (ERMi) da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), com coordenação de Pe. Estêvão Raschietti, SX.
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    66 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 2. atividades e iNiCiativas No CaMPo eCoNÔMiCo a) PRoJetos CoM Pedidos de aJuda FiNaNCeiRa Durante o ano de 2010 a Secretaria Executiva do CCM tomou algumas iniciativas com o objetivo de arrecadar fundos para manter as atividades e oferecer taxas mais accessíveis para os missionárias(os) que buscam par- ticipar da preparação missionária. Enviamos os seguintes projetos: adveNiat Projeto de ajuda em referência a “Concessão de bolsas para o CENFI” e “Recursos para ajuda de custos aos missionários Ad Gentes e de Formação Missionária”. valor recebido: euR 25.000,00 em 16 de março de 2010 Saldo Recursos do projeto ADVENIAT: ADV 233-000/1006 de 2009 R$ 232,52 Recurso do projeto ADVENIAT: ADV 233-000/1036 de 2010 R$ 57.000,00 total R$ 57.232,52 destinos dos Recursos Recursos para concessão de Bolsas do CENFI 103º e CENFI 104º R$ 43.950,00 Recurso para complemento de diárias Curso Formação Missionária R$ 3.846,69 Recurso para complemento de diárias Curso “Ad Gentes” R$ 5.040,48 Recurso para complemento de diárias Curso Presbíteros” R$ 759,69 Recurso para complemento de diárias Curso COMIDIs R$ 1.790,70 Recurso para complemento de diárias Curso Missão Continental R$ 1.844,96 total R$ 57.232,52 Relações dos beneficiados com bolsas financiadas pela adveNiat Nº Nome de origem Congregação/entidade País origem Cidade uF Bolsa adveNiat 1 Alma Elena Zamarrón Aguilera Missionárias de Maria Xaverianas México Londrina PR R$ 2.250,00 2 Antony Muchoki Murigi Missões Consolata Kenya Sâo Paulo SP R$ 2.500,00 3 Aurélio Judicaél Ngouambéké Congregação do Espirito Santo Rep. Dem. do Congo Cruzeiro do Sul AC R$ 2.250,00 4 Bismarck Dumarsais Imaculdo Coração de Maria CICM Haiti Nova Iguaçu RJ R$ 2.250,00 5 Geordany Pierre Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago Haiti Londrina PR R$ 3.000,00 6 Héctor Elías Betancur Betancur Instituro Missões Consolata Colômbia São Paulo SP R$ 2.250,00 7 Jacques Ay Mve Missionários Espiritanos Camarões Tefé AM R$ 2.950,00 8 Josep Thekkel Mathew Diocese de Jataí Índia Chapadão do Céu GO R$ 2.250,00 9 Justin Muchapa Tunguli Missionários Xaverianos Rep. Dem. do Congo São Paulo SP R$ 2.000,00 10 Lucía Cecilia Galichio Missionárias Claretianas Argentina Pinhais PR R$ 3.000,00 11 Lucien Céralien Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago Haiti Londrina PR R$ 3.000,00 12 Manuel Islas Rodrigues Missionários de Guadalupe México Itacoatira AM R$ 500,00 13 Marie Jeanne Kavugho Nziwa Irmãs Oblatas da Assunção Congo Campinas SP R$ 2.250,00 14 Neyla Sofia Guiza Peneda Dominicanas de Sta Catarina de Sena Colombia Piripa BA R$ 3.000,00 15 Pulickal Chacko Joseph Diocese de Jataí Índia Chapadão do Céu GO R$ 2.250,00 16 Roosevelt François Imaculdado Coração de Maria CICM Haiti Nova Iguaçu RJ R$ 2.250,00 17 Tseghe Tclemicael Tessema Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto Eritreia São Luis MA R$ 3.000,00 18 Veniel Julien Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago Haiti Londrina PR R$ 3.000,00 total R$ 43.950,00
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 67 stiCHtiNg PoRtiCus O objetivo do projeto foi buscar subsídios para a Formação Missionária, especialmente os custos com Assessores para os cursos programados (Côngruas - Passagens) e os custos com os Curso do CENFI - ensino da língua por- tuguesa aos missionários que chegam do Exterior para trabalhar no Brasil (Professores de Língua Portuguesa). valor recebido: euR 20.000,00 em 29 de abril de 2010 Recursos do Projeto Nº 212.038 R$ 46.200,00 destinos dos Recursos Itens Valor ASSESSORES: Despesas com pagamentos de côngruas e pró-labore para assessores dos cursos R$ 6.558,74 PROFESSORES: Contratação de 3 professores de língua portuguesa para dois períodos de 3 meses, durantes os cursos do CENFI. R$ 31.586,42 TRANSPORTES: Despesas com passagens aérea com os assessores. R$ 8.054,84 totais R$ 46.200,00 PoNtiFÍCias oBRas MissioNáRias Doação recebida e destinada para a Formação Missionárias e Atividades Missionárias do CCM. valor recebido: R$ 114.061,99 em 15 de abril de 2010 destinos dos Recursos das POM utilizados Doações de outras recursos das POM entidades a cada Total de recursos pelo Missionário Missionário com para cada curso por missionário Participantes Custo Diário Missionário Custo Total Doação por Taxa paga do Curso do Curso 1. Cenfi 115,00 10.350,00 8.100,00 1.750,00 500,00 35 61.250,00 2. Formação Missionária 98,00 2.548,00 1.700,00 615,36 232,64 29 17.845,31 3. Formaçõa Ad Gentes 98,00 2.548,00 1.700,00 615,36 232,64 38 23.383,52 4. Curso Missão Continental 88,00 616,00 400,00 181,66 34,34 54 9.809,55 5. Curso Presbíteros 88,00 792,00 700,00 37,74 54,26 14 528,31 6. Curso COMIDIs 88,00 792,00 700,00 37,74 54,26 33 1.245,30 total 114.061,99 CoMissÃo ePisCoPal PaRa aMaZÔNia Doação do Papa Bento XVI à Igreja na Amazônia no ano de 2010, para a formação de Missionários e Missionárias para Amazônia. valor recebido: R$ 56.500,00
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    68 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 destinos dos Recursos Nº descrição da atividade valor 1 Bolsa parcial para participação no Curso do CENFI 103º e 104º para missionários 18.160,00 que foram atuar na Amazônia. 2 Contribuição ao CIMI para a realização de Encontro das populações indígenas, 5.000,00 ribeirinhas e urbanas da Amazônia brasileira, realizado em Altamira-PA, nos dias 09 a 12 de agosto de 2010, teve como temática central a reflexão e o estudo sobre os impactos dos grandes empreendimentos na Amazônia, em especial, os relacio- nados à Usina hidrelétrica Belo Monte. 3 Pagamento para hospedagem de missionário, durante o Curso Formação Missio- 2.640,00 nária – Amazônia [ 5 missionários foram hospedados fora da sede do CCM] 4 Pagamento de côngruas por assessorias, no Curso de Formação Missionária – 1.860,00 Amazônia. 5 Compra de passagem aéreas para assessores e transportes do Curso Formação 4.894,41 Missionária – Amazônia. 6 Subsídios e Materiais didáticos para Curso de Formação Missionária – Amazônia. 1.020,10 total de Recurso gastos 33.574,51 OB. o Saldo remanescente de R$ 22.925,49, será utilizado para as próximas atividades destinadas a formação missionário com objetivos para a Amazônia. 3. iNiCiativas PaRa a estRutuRa do CCM. A) REFORMAS DE QUARTOS - No decorrer de 2010 foi dado início a um projeto de reforma e revitalização dos apartamentos do Centro Cultural Missionário. Foram compradas camas novas, novas estantes, escrivaninhas, novas cortinas e começo de um processo de nova pintura. B) REVITALIZAÇÃO DE ESQUADIRAS – Também foi dado início a o processo de restauração das esquadrias metálicas das aberturas do imóvel. C) BIBLIOTECA – Início de remodelação e da biblioteca, com a transferência de todos os livros para uma nova sala.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 69 4. seRviÇos de aColHiMeNto e HosPedageM Durante o ano de 2010, tivemos também atividades relacionadas ao acolhimento de hospedagens para encon- tros e hospedagens de pessoas e missionários de passagem por Brasília. Estas atividades representaram em torno de 1.800,00 diárias para o CCM. 5. CoMeMoRaÇÃo dos 50 aNos do CeNFi Em 15 de dezembro o Centro de Formação Intercultural (Cenfi), para a iniciação dos missionários estrangeiros à missão no Brasil completou 50 anos. A iniciativa encabeçada pelos franciscanos de Anápolis, GO, sob o impulso do famoso sociólogo e teólogo Mons. Ivan Illich, encontra-se hoje a fazer parte do Centro Cultural Missionário de Brasília, organismo da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil (CNBB). Pelo Cenfi passaram cerca de 4000 missionários estrangeiros durante os 104 cursos realizados até aqui. Objetivo principal destes cursos é a aprendizagem sistemática da língua portuguesa, uma primeira introdução do missionário ao contexto sócio-cultural do Brasil e uma iniciação à missão e à realidade eclesial brasileira. A recorrência dos 50 anos do Cenfi representa sem dúvida uma ocasião para fazer o ponto sobre a formação missionária no Brasil: suas memórias, seus caminhos e suas perspectivas. Em primeiro lugar, porém, não se pode perder de vista a inspiração da qual surgiu esta iniciativa: inspiração que determina uma visão da missão, uma tarefa e uma vocação. O Documento de Aparecida declara solenemente que “a vocação e o compromisso de ser hoje discípulos e missio- nários de Jesus Cristo na América Latina e no Caribe, requer uma clara e decidida opção para a formação” (DAp 276). A experiência de meio século do Cenfi, indica que um percurso de formação específica para os missionários deve atender a três exigências: uma formação humana, intelectual e espiritual no próprio país de origem; uma formação mais técnica de inserção e de iniciação à missão no país de destinação – que prevê principalmente (mas não somente) o estudo da língua; e um estágio missionário, com acompanhamento, que varia de seis meses a um anos ou mais no campo final de missão. Entre o envio missionário e a inserção concreta no lugar de missão deveria passar como mínimo um ano de formação, também para os missionários mais experientes. O CENFI começou sob o nome de “Seção Brasileira do Instituto de Comunicação Intercultural” da Universidade de Ponce em Porto Rico, e formalizava seus estatutos com o nome de CENFI em 1962 com a assinatura e a bênção de Dom Hélder Câmara, então Secretário Geral da CNBB. Para comemorar o Jubileu de Ouro do Cenfi foi celebrada uma missa no CCM no dia 11 de dezembro, presidida por Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário Geral da CNBB. Logo após houve uma confraternização com os funcionários do CCM, amigos e assessores da CNBB, da CRB e das POM, e os missionários do CENFI 104.
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    70 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 6. CuRsos e iNiCiativas de outRas eNtides Na sede do CCM a) CeFeP – CuRso FÉ e PolÍtiCa No período de 17 a 30 de janeiro de 2010, o Centro Cultural Missionário recebeu o Curso de Fé e Política, orga- nizado pelo Centro Fé e Política Dom Hélder Camara, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e presidido pelo Pe. Ernanne Pinheiro. O Curso de Fé e Política tem entre suas finalidades: contribuir com a formação de lideranças cristãs para as funções públicas, eletivas ou não, no campo da Política e das organizações comunitárias; aprimorar a prática política dos cristãos no exercício da cidadania e do bem comum; investir na formação do sujeito evangelizador para torná-lo apto a influenciar na construção de uma nova cultura política. Os destinatários desta iniciativa são: lideranças das nossas comunidades, pastorais sociais, movimentos e organismos eclesiais; pessoas com responsabilidades em organizações e movimentos sociais; pessoas que já assumem ou pretendem assumir cargos em instâncias partidárias. O processo metodológico do Curso contempla a formação política dos cristãos nas múltiplas dimensões, relacio- nadas entre si - ética, espiritual e intelectual, respeitando o pluralismo político, a partir da opção pelos pobres, em comunhão com as Diretrizes da Igreja no Brasil. O CEFEP privilegia a construção coletiva, articulando as di- ferentes ciências e saberes com a prática dos participantes, a leitura da realidade sócio-histórica dos cursistas, contribuindo com a construção de uma espiritualidade na ação, a busca de uma pedagogia libertadora, através de técnicas e instrumentos vivenciados na educação popular e nos grupos da Igreja. Duração do Curso: 360 horas, sendo 180h de curso presencial e 180h à distância, em um ano. Vagas: 40 a 50 participantes. Certificados: Extensão universitária e de Especialização pela CCEAD Puc-Rio. B) ClaR – eNCoNtRo da JuNta diRetiva A Conferência Latinoamericana e Caribe de Religioso/as – CLAR é um organismo internacional, instituído pela Santa Sé em 1959. O relacionamento se dá por meio da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada. A CLAR tem como objetivo a animação e coordenação das Conferências Nacionais de Superiores/as da América Latina e Caribe, existente e 22 países. No período de 21 a 24 de março de 2010, a CLAR realizou na sede do Centro Cultural Missionário a Junta Diretiva, reunindo a Presidência da CLAR o os presidentes de cada uma das Conferências Nacionais.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 71 C) CRB – seMiNáRio soBRe JuveNtudes O Seminário Nacional sobre Juventudes, realizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) de 21 a 23 de maio de 2010, foi dirigido a assessores e assessoras que trabalham junto ao público juvenil e para algumas lideranças Juvenis, com intuito de partilha das experiências e formação em defesa da vida desses jovens. O Seminário contou com a participação de 40 pessoas. A CRB como organização religiosa de pleno direito canônico se constitui interlocutora qualificada com a Sé Apos- tólica no que tange à Vida Consagrada no Brasil. A CRB Nacional é também pessoa jurídica de direito privado, constituída como associação de fins não econômicos, beneficente, cultural e de assistência social, detentora de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal. A CRB é identificada por sua espiritualidade evangélica, pelo testemunho da partilha, pela opção preferencial e audaciosa aos empobrecidos e excluídos, pela profecia e anúncio missionário e pela acolhida e resposta às exi- gências dos novos tempos. Percebida como articuladora e dinamizadora dos compromissos com a evangelização em lugares de fronteira, promove o diálogo e a colaboração intercongregacional, e outras atividades missioná- rias em parceria. Como Entidade Cidadã, é reconhecida pelo compromisso com a causa da justiça, da paz, da reconciliação e, por sua articulação com outras organizações da sociedade. Este trabalho procura valorizar as diversas iniciativas de grupos e instituições que desenvolvem projetos na defesa da vida e dos direitos da juventude para a adesão ao projeto desde a sua construção. Para tanto estabelecemos o diálogo entre os grupos e instituições identificando as potencialidades de cada um para a ação conjunta. A CRB tem como prioridade no triênio 2007-2010 as Juventudes no diversos contextos sociais, particularmente os que estão com as vidas ameaçadas. Os/as jovens que não estão na esfera eclesial são o ponto focal desse projeto por serem jovens desassistidos. Olhar para a vida concreta e diversa desses jovens e estar atentos/as aos jovens que são vítimas do extermínio tem sido a atenção da Igreja Católica do Brasil. d) CRB – PRoFolideR PROFOLIDER é um programa de formação de lideranças, com duração de dois meses, destinado à Vida Religiosa Consagrada. Este tem como objetivo contribuir para uma nova geração de Vida Religiosa Consagrada, firme- mente alicerçada no seguimento de Jesus Cristo, capaz de assumir, os riscos da mudança, repropor o carisma fundante, gerar formas de lideranças inovadoras e de visibilizar, nas relações, os valores do Reino. O VII PROFO- LIDER foi realizado de 10 de maio a 8 de julho no CCM. O evento contou com 24 participantes, que representaram 23 congregações de diversas regiões do Brasil e de outros Países, como Angola e Guiné Bissau.
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    72 Centro Cultural Missionário – Relatório 2010 Os temas tratados foram: A pessoa e a instituição, a realidade, Teologia da Vida Consagrada e Espiritualidade e missão. Além do estudo e aprofundamento de temáticas específicas, o PROFOLIDER promoveu um espaço de vivência comunitária, onde aconteceram fortes momentos de espiritualidade, partilha de vida e celebração, com o objetivo de integrar a pessoa consagrada e suas relações com a instituição e missão. O PROFOLIDER VII foi marcado não só pela inter-congregacionalidade (24 participantes, 23 Congregações), mas também pela internacionalidade (9 países). Uma riqueza de carismas, culturas, experiências, expectativas, sonhos e um desejo enorme de acertar o passo caminhando na mesma direção com os “olhos fixos em Jesus”. Conscientes dos impactos decorrentes das transformações sociais, políticas, econômicas, ambientais e religio- sas de um mundo em transição, sem paradigma definida, trazemos também perguntas inquietantes, desafios, dúvidas e as dores típicas das grandes crises. Neste sentido o PROFOLIDER é um exercício fascinante que nos leva a olhar todas as dimensões da vida, não só para desvendar o que explora e desvitaliza, mas, sobretudo perceber as inúmeras possibilidades que este tempo oferece e assumir, com autoria bem definida, nossa missão de seguidoras e seguidores de Jesus Cristo, sinais do Reino. Um exercício para alargar o horizonte e o coração, romper e inovar paradigmas, abraçando apaixona- damente a Causa de Jesus Cristo, toda humanidade e nossa casa comum, a Mãe Terra. e) CNBB – 48ª asseMBlÉia geRal Cerca de 30 bispos do Brasil foram hospedados no Centro Cultural Missionário (CCM) por ocasião da 48ª Assem- bléia Geral da CNBB, que este ano aconteceu extraordinariamente em Brasília, de 04 a 13 de maio de 2010. O evento contou com a participação de mais de 300 bispos, sendo 283 ativos e 26 eméritos (aposentados). Aconte- ceu em Brasília em vista da celebração do 16º Congresso Eucarístico Nacional (de 13 a 16 de maio), que celebra o jubileu de ouro da arquidiocese de Brasília, bem como os 50 anos da capital federal. No encontro deste ano, os bispos discutiram “Discípulos e Servidores da Palavra de Deus e a Missão da Igreja no Mundo”, que é o tema central. Entre outro temas chamados prioritários, o destaque foi para as “Comunidades Eclesiais de Base”. Na pauta constaram ainda a avaliação das Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil (DGAE), a questão agrária no Brasil e os 100 anos do Movimento Ecumênico. O local escolhido para a 48ª AG foi o Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), que fica bem no centro da capital federal (SGAS - 902, Bloco C). Aí acontecem as conferências, reuniões em grupo, debates, plenárias. As missas são rezadas no Santuário Dom Bosco, que fica próximo ao CNTC. Já a hospedagem para os mais de 300 bispos que participam da Assembleia foi distribuída em 17 casas de religiosos e religiosas entre as quais o CCM. Foram contratados dez ônibus para o translado dos religiosos.
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 73 vi. PlaNo de atividades PaRa 2011 a MissÃo Hoje exige mais do que nunca uma intensa formação. Mas, antes de tudo, o missionário é chamado a reservar um tempo para si, num encontro consigo mesmo, com os outros e com Deus diante dos desafios da missão aqui e além-fronteiras. A perspectiva de uma inserção numa nova realidade requer uma redobrada atenção e uma ca- pacidade de superação que precisa ser aprimorada e treinada. Juntamente, é necessário um aprofundamento de temáticas missionárias que ajudem a enfocar adequadamente questões relevantes de ordem humano-afetivas, bíblicas, históricas, antropológicas, teológicas, práticas e espirituais, para viver com competência e entusiasmo a tarefa de anunciar o Evangelho na complexidade do mundo atual. QuatRo PRoPostas Por esses motivos o Centro Cultural Missionário (CCM) proporciona cursos de formação missionária para dife- rentes sujeitos eclesiais. Em 2011, a programação terá quatro propostas, algumas dirigidas especificamente a missionários e missionárias, outras abertas a todos aqueles e aquelas que desejam se aprimorar nas temáticas relacionadas à missão: 1. iNiCiaÇÃo À MissÃo No BRasil – CeNFi: dois cursos para missionárias e missionários que chegam ao Brasil do exterior: – CENFI 105: de 27/02 a 27/05 de 2011; – CENFI 106: de 25/09 a 22/12 de 2011. 2. aPReNdiZageM de idioMas: inglês, dois cursos (básico e avançado) para missionários enviados além- fronteiras; português, dois cursos (básico e reciclagem) para missionários estrangeiros no Brasil. – Curso de Inglês para missionários além-fronteiras: básico, de 5 de junho a 1 de julho; avançado: de 3 a 29 de julho. – Curso Intensivo de Português para missionários estrageiros: básico, de 1 a 26 de agosto; reciclagem, de 28 de agosto a 23 de setembro. 3. Missiologia e aNiMaÇÃo PastoRal: um curso de extensão universitária, em parceria com IFIBE (Ins- tituto de Filosofia Berthier) de Passo Fundo, RS, para leigos e leigas, religiosos e religiosas, presbíteros, seminaristas e diáconos engajados na animação missionária, particularmente, coordenadores e mem- bros de COMIDIs, de 6 a 16 de fevereiro de 2011. 4. FoRMaÇÃo MissioNáRia: dois cursos para missionárias e missionarios prestes a serem enviados para Amazônia ou além-fronteiras (ad gentes). – Curso de Formação Missionária com enfoque na Amazônia, de 31 de Julho a 24 de Agosto de 2011. – Curso de Formação Ad Gentes, de 28 de agosto a 21 de setembro de 2011. Esses cursos terão uma programação própria e um enfoque bíblico específico inspirado no Evangelho de Mateus, segundo quanto sugere o Ano Litúrgico A. O lema de nossa programação é: “A colheita é grande!” (Mt 9,37). Indica a fartura que representa o campo missionário junto a seus diferentes inte- locutores: pessoas, povos, culturas, religiões e situações. E indica também os tempos maduros para a colheita: a hora da missão é agora!
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    Centro Cultural Missionário– Relatório 2010 75 vii. agRadeCiMeNtos Depois de três anos a serviço do CCM como coordenadora dos Cursos, Aparecida Severo da Silva retorna a São Paulo. A partir de agosto deste ano, veio fazer parte de nossa equipe de coordenação Emilene Eustachio de Brasília. Obrigado, Cida! O Centro Cultural Missionário, os funcionários e as funcionárias, os missio- nários e as missionárias, os membros da Coordenação e tantas pessoas que te conheceram, queremos agradecer pela sua presença, seu serviço e sua dedicação a esta obra. Desejamos a você, querida Cida, anima- dora, conselheira e “mulher de presença” um caminho de intensas alegrias. Queremos que sempre se sinta em casa no meio de nós. Bem-vinda, Emilene! Seu pronto “sim” ao nosso convite foi dar resposta a grande missão do Mestre: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos” (Mt 28,19). Desejamos que essa caminhada conosco possa recompensar sua generosa de- dicação, sua grande simpatia e sua paixão pela causa missionária. A Direção e os funcionários do CCM Brasília, 31 de dezembro de 2010 Pe. Stefano Raschietti, sx Ir. Rosita Milesi, mscs Aparecida Severo da Silva Secretário Executivo do CCM Coordenadora do SCAI Coordenadora dos Cursos