Relatório de Responsabilidade
                        Socioambiental 2009




Catanduva/SP
www.redenergia.com.br
Relatório de Responsabilidade
         Socioambiental 2009
Sumário




        Mensagem da presidente               6


        1. Rede Energia                      11


        2. Governança Corporativa            33


        3. Desempenho econômico financeiro   57


        4. Desempenho operacional            75


        5. Meio ambiente                     97


        6. Desempenho social                 125


        7. Sobre o relatório                 161




4
Mensagem da presidente




O
          ano de 2009 esteve repleto de desafios, e
          estes foram respondidos pela Rede Energia
          com investimentos na ampliação e melhoria
dos serviços, no aprimoramento das práticas de gestão
empresarial e em iniciativas socioambientais e de
governança corporativa. O cenário de retração global no
primeiro semestre de 2009, com efeitos negativos na
produção industrial de muitas empresas brasileiras, não
alterou nossa confiança no País.
Apoiados por nossos stakeholders, demos continuidade a
importantes investimentos em 2009, como o programa
do Governo Federal “Luz para Todos”, do qual a Rede
Energia é a segunda maior parceira. O programa, aliado
a outros projetos, nos permitiu levar luz a 211 mil novos
consumidores dos segmentos industrial, comercial,
residencial e rural, atendidos em 578 municípios, de
sete diferentes estados brasileiros.
Em 2009, ainda foi iniciado o projeto “Interligação da
Ilha de Marajó”, que prevê a construção de cerca de 500
quilômetros de linhas de distribuição para a chegada
de energia limpa e de qualidade, pela primeira vez, aos
moradores do maior arquipélago fluviomarinho do mundo,
promovendo o crescimento local.
As nove distribuidoras doaram 150.058 lâmpadas
fluorescentes compactas e também investiram R$ 6,8
milhões para substituir gratuitamente 6.876 geladeiras
de famílias de baixa renda. A iniciativa tem o objetivo de
adequar o orçamento da família ao consumo mensal de
energia levada às comunidades, com noções básicas de
consumo consciente de energia elétrica.
Investimos na eficiência da gestão e sinergia entre
as empresas da holding. Nesta linha, desenvolvemos
o Programa Evoluir, que engloba sete projetos de
estruturação em diferentes áreas da empresa até
2011. Concomitantemente, criamos um Comitê Gestor




6
Carmem Pereira
                         Presidente Executiva da Rede Energia




Corporativo para prestar assessoria e orientar o Conselho
de Administração nos assuntos relacionados ao
planejamento estratégico.
A qualidade dos serviços é nosso compromisso e, a cada
ano, melhoramos nossos indicadores de performance.
Como reconhecimento pelo nosso trabalho, fomos
contemplados com excelentes resultados em pesquisas
de satisfação dos clientes, realizadas em 2009, como as
premiações da Vale Paranapanema, vencedora de três
prêmios da Associação Brasileira de Distribuidores de
Energia Elétrica (ABRADEE): “Melhor Empresa Nacional”,
“Melhor Empresa na Avaliação do Cliente” e “Evolução
de Desempenho”.
Esse conjunto de esforços, gestão responsável e
planejamento estratégico trouxeram resultados. Ao final
de 2009, todos os segmentos de mercado da Rede Energia
– residencial, comercial, industrial e rural – apresentaram
ampliação. A energia fornecida passou de 15.995 GWh, em
2008, para 18.405 GWh, em 2009. O perfil com maior alta
no consumo foi o rural: 26,1%, em 2009. Este também foi o
segmento que mais expandiu na base de clientes da Rede
Energia, com um aumento de 17,4% sobre o ano de 2008.
Encerramos 2009, com lucro líquido de R$ 466,6 milhões
nas nove distribuidoras– 285,1% superior ao de 2008.
Cientes de que os 368 mil quilômetros de sistema de
distribuição da Rede Energia se encontram em uma
das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta – em
biomas como a floresta amazônica, o pantanal, o cerrado
e a mata Atlântica –, temos certeza de que os resultados
operacionais e financeiros não seriam suficientes se não
estivessem acompanhados do aperfeiçoamento da gestão
e da atuação socioambiental da empresa.
Com a expansão do alcance das linhas de transmissão
da empresa, foi possível a chegada de energia limpa e de
qualidade às comunidades isoladas, permitindo, muitas




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Mensagem da presidente




vezes, a desativação de usinas termelétricas movidas
a diesel. De 2005 a 2009, foram desativadas 34 usinas.
Projeções indicam que mais de 814 mil toneladas de CO2
(dióxido de carbono) deixaram de ser emitidas e 306
milhões de litros de diesel deixaram de ser queimados.
Foco de nossa atuação, a segurança foi um dos valores
priorizados em 2009. Para reforçá-la e garantir a
integridade dos nossos 12.763 colaboradores e contratados,
houve a implantação do projeto “Segurança em Primeiro
Lugar” em todas as empresas do grupo.
O aperfeiçoamento de cada procedimento de segurança
no trabalho, exercido em nossas redes de distribuição,
será constante.



        Centro de Operação de
        Distribuição - Campo Grande/MS




8
Continuamos a investir na melhoria da qualidade de vida
das comunidades com as quais interagimos, especialmente
por meio da Fundação Aquarela e de parcerias com os
stakeholders locais, voltadas ao desenvolvimento regional,
à educação e à geração de renda. Destacam-se entre
as iniciativas, a implantação no Tocantins e no Pará do
projeto “Agenda Criança Amazônia”, do UNICEF (Fundo
das Nações Unidas para a Infância), que atende a nove
milhões de crianças da Amazônia Legal do Brasil e no qual
fomos a primeira empresa privada brasileira a integrá-lo.
Os resultados alcançados neste projeto já nos permitiram
planejar a expansão do projeto para o Mato Grosso em 2010.
Compartilhamos todas as conquistas e a superação de
desafios ao longo de 2009, com nossos colaboradores,
clientes, acionistas e demais parceiros. Estamos convictos de
que a mudança estrutural, promovida pelo Programa Evoluir,
apontará para o crescimento sustentável da Rede Energia,
com qualidade e com o olhar direcionado ao longo prazo,
para continuarmos oferecendo valores agregados a todos os
nossos stakeholders.
Por fim, reiteramos nossa confiança em continuar
investindo na sociedade para a criação de valores e
agradecemos a todos que, de maneira direta e indireta,
nos ajudaram a alcançar os resultados históricos obtidos
no decorrer de 2009.




                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     9
Campo Grande/MS
Rede Energia

       Capítulo 1
Rede Energia




 Perfil da empresa

 A Rede Energia S.A. (REDE ENERGIA) (GRI 2.1) é um
 dos maiores grupos privados do setor elétrico
 brasileiro, apresentando controle direto e indireto
 sobre 15 empresas operacionais, das quais nove são
 distribuidoras de energia elétrica, uma geradora,
 uma comercializadora, uma prestadora de serviços,
 uma empresa de bioenergia e duas outras holdings.
 (GRI 2.2) Ao todo, o grupo empresarial detém a
 concessão de 2.787.107 km2, correspondente a
 34% do território nacional.
 Operando exclusivamente no Brasil (GRI 2.5), a Rede
 Energia tem expertise em reorganização e estruturação
 de empresas com dificuldade financeira e operacional.
 Também se destaca no setor elétrico nacional pelo
 registro de alto potencial de crescimento na sua área
 de concessão.
 Ao levar luz elétrica a novos consumidores todos os
 anos, a companhia acelera o desenvolvimento regional.
 Em troca da ajuda recebida, o mercado de consumo
 local também cresce.
 Nos últimos quatro anos, de 2005 a 2009, a Rede
 Energia tem registrado crescimento médio de 12%
 ao ano no número de clientes. Somente em 2009, o
 incremento foi de 5,9%. Foram 250 mil novos clientes.




12
Cachoeira da Véia/TO




Faz parte da Rede Energia: (GRI 2.7)
Distribuidoras


Caiuá Distribuição de Energia S.A. (“CAIUÁ”)
A Caiuá Distribuição de Energia S.A. (Caiuá) tem sua
sede regional em Presidente Prudente (SP). Atende a
uma área de concessão de 9.149 km2, beneficiando
mais de 206.022 consumidores, o equivalente a
uma população de cerca de 600 mil habitantes,
em 24 municípios das regiões de Alta Sorocabana e
Alta Paulista. (GRI 2.7)


Centrais Elétricas do Pará S.A. (“CELPA”)
A Centrais Elétricas do Pará S.A. (Celpa) abrange todo
o estado do Pará, distribui energia em uma área
de 1.247.690 km2 e beneficia mais de 7,4 milhões
de habitantes, em 143 municípios. Sua sede fica no
município de Belém. (GRI 2.7)


Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (“CEMAT”)
A Cemat atende ao estado de Mato Grosso – o 4º maior
estado brasileiro, com área de 903.358 km2. A empresa
é responsável por distribuir energia elétrica a 992.368
unidades consumidoras, localizadas nos 141 municípios
de Mato Grosso – sendo 135 atendidos pelo Sistema
Interligado Nacional (SIN) e seis atendidos pelo Sistema
Isolado. Ao final de 2009, representa 992 mil unidades
consumidoras conectadas à rede elétrica de distribuição
da concessionária Cemat. (GRI 2.7)




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Rede Energia




Companhia de Energia Elétrica do Estado
do Tocantins (“CELTINS”)
A Celtins é hoje a única distribuidora de energia elétrica
do Tocantins. Tem uma área de concessão que abrange
277.621 km2, o equivalente a 3,3% do território nacional.
Beneficia uma população estimada em 1,2 milhão de
habitantes, distribuídos em 139 municípios, com 270
localidades, o que corresponde a 416.390 unidades
consumidoras atendidas (dezembro de 2009). (GRI 2.7)


Companhia Força e Luz do Oeste (“CFLO”)
A Companhia Força e Luz do Oeste é uma
distribuidora de energia elétrica cuja sede regional
localiza-se em Guarapuava (PR). É responsável
pela distribuição de energia elétrica à cidade de
Guarapuava e às localidades de Guará e Jordão, no
estado do Paraná. Totaliza 48.695 clientes, em uma
área de concessão de 1.200 km2. (GRI 2.7)


Companhia Nacional de Energia Elétrica (“CNEE”)
A Companhia Nacional de Energia Elétrica (Nacional)
é uma distribuidora de energia elétrica cuja sede
regional localiza-se em Catanduva (SP). A Nacional
possui uma área de concessão de 4.500 km2 e,
atualmente, a energia elétrica distribuída beneficia
mais de 97.680 consumidores, o equivalente a uma
população de aproximadamente 400 mil habitantes,
em 15 municípios das regiões de Catanduva e
Novo Horizonte. (GRI 2.7)


Empresa de Distribuição de Energia Vale
Paranapanema S.A. (“EDEVP”)
A Vale Paranapanema possui uma área de
concessão de 11.780 km2 e beneficia mais de 156.470
consumidores, o equivalente a uma população
de aproximadamente 600 mil habitantes, em
27 municípios das regiões da Média Sorocabana
e Alta Paulista. (GRI 2.7)

14
Empresa Elétrica Bragantina S.A. (“EEB”)
A Empresa Elétrica Bragantina S.A., a Bragantina,
possui sede regional em Bragança Paulista (SP).
Abastece 15 municípios da região de Bragança
Paulista, entre os estados de São Paulo (cinco
municípios) e Minas Gerais (10 municípios),
atendendo a 123.903 clientes ou, aproximadamente,
500 mil habitantes. (GRI 2.7)


Empresa Energética de Mato Grosso
do Sul (“ENERSUL”)
A Enersul atende quase à totalidade do estado de
Mato Grosso do Sul – 73 dos 78 municípios – em uma
área de 328.316 km2, o equivalente a 91,9% do Estado
e a 94,6% da população total, correspondendo a 2,23
milhões de habitantes. (GRI 2.7)




Geradoras:
Tangará Energia S.A. (“TANGARÁ”)
Outros serviços:
Rede Comercializadora de Energia S.A. (“REDECOM”)
Rede Eletricidade e Serviços S.A. (“REDESERV”)
Bioenergia:
Vale do Vacaria Açúcar e Álcool S.A. (“VALE DO VACARIA”)
Holdings:
QMRA Participações S.A. (“QMRA”)
Rede Power do Brasil S.A. (“REDE POWER”)




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Rede Energia




 A distribuição, geração e comercialização de energia
 da Companhia é levada a 4,5 milhões de unidades
 consumidoras, o equivalente a 16,5 milhões de pessoas,
 em 578 municípios dentro de sete diferentes estados
 brasileiros: Pará, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso
 do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Ao distribuir
 18.405 GWh em 2009 (GRI EU01), a companhia
 alavancou o desenvolvimento regional das diferentes
 áreas – principalmente das mais longínquas – em
 regiões ricas em biodiversidade, como a floresta
 amazônica, o pantanal, o cerrado e a mata Atlântica.
 Para se ter idéia da grandeza do trabalho realizado pelos
 6,5 mil empregados diretos da Rede Energia, somando
 o total de comprimento das linhas de transmissão das
 empresas que a compõem, chega-se ao total de 15 mil
 quilômetros (GRI EU04), distância suficiente para ir
 do extremo norte ao extremo sul do País, pelo menos,
 três vezes. Mesmo com todo o investimento realizado,
 a Rede Energia finalizou 2009 com o lucro líquido
 consolidado de R$ 20,3 milhões.
 O segmento residencial responde por 34,7% da energia
 fornecida pela Companhia e, 80,9% do número total
 de consumidores. A classe industrial fica com a fatia
 de 21,9% da energia distribuída e, 0,9% do número
 total de consumidores. O comércio representa 21% do
 total da energia fornecida e, 7,8% do número total de
 consumidores, enquanto a área rural fica com 8,1%
 do total da energia fornecida e, 9,3% do número total
 de consumidores.




16
PaRticiPação PoR claSSe De conSumo

Vendas em GWh


           14,4%
                                                   Residencial
  8,1%                           34,7%
                                                   Industrial

                                                   Comercial
 21,0%                                             Rural

                                                   Outros
                    21,9%

PaRticiPação PoR claSSe De conSumo

Número de consumidores



    1,2%                                          Residencial
 9,3%                                             Industrial

7,9%                             80,9%            Comercial

0,9%                                              Rural

                                                  Outros


conSumiDoReS

Em milhares



                                                                            CAGR: 12,1%

                                                                               4.493
                                                            4.243
                         3.152           3.348
         2.847




         2005            2006             2007               2008               2009

                                         relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                             17
Rede Energia




 Missão, visão e valores

 Missão
 Prestar serviços de energia elétrica com responsabilidade
 social e ambiental, visando à satisfação dos clientes,
 colaboradores, fornecedores e acionistas, e contribuindo
 para o desenvolvimento do País.


 Visão
 Ser reconhecido como grupo de excelência no setor de
 energia elétrica pelo serviço prestado, pela tecnologia
 empregada e pela qualificação dos colaboradores.


 Valores
 •    Integridade: respeito à moral, aos bons costumes, às
 leis, a si próprio e ao próximo.
 •    Competência: saber fazer, poder fazer e querer fazer.
 •    Excelência: realizar suas atividades com grau de
 qualidade que o diferencie.
 •    Responsabilidade: bem cumprir os deveres para com a
 sociedade, a família e a empresa.
 •    Criatividade: buscar soluções alternativas, inovadoras e
 originais (novos paradigmas). (GRI 4.8)




18
Mercado e regulação
setorial

O setor elétrico mundial tem passado por amplo
processo de reestruturação organizacional. No Brasil,
este processo de reestruturação foi desencadeado
com a criação de um novo marco regulatório em 1998
e reformulado posteriormente em 2004, o qual vige
até o presente momento. A reestruturação envolveu
a desestatização das empresas do setor elétrico, a
desverticalização em unidades de negócio de geração,
transmissão, distribuição e comercialização, além da
abertura do mercado de energia elétrica.
O Brasil tem investido maciçamente em transmissão de
energia de longa distancia entre regiões, possibilitando
a operação eficiente das bacias hidrográficas regionais
e a transmissão de energia elétrica entre as principais
usinas geradoras. Com a interligação crescente, é possível
ampliar a confiabilidade, otimizar os recursos energéticos
e homogeneizar mercados por meio do chamado Sistema
Interligado Nacional (SIN), responsável por mais de 95%
do fornecimento nacional. Atualmente, fazem parte do
SIN as empresas de geração, transmissão e distribuição –
atividade de concessão pública –, que operam de maneira
interligada.
O SIN engloba as regiões Sudeste, Sul e Nordeste e parte
das regiões Centro-Oeste e Norte. As demais localidades
das regiões Centro-Oeste e Norte não estão interligadas
ao SIN e constituem sistemas isolados. Os segmentos
de comercialização e mercado livre completam o setor,
coexistindo tanto no sistema interligado como no isolado.
A regulação e fiscalização das empresas responsáveis
pela produção, transmissão, distribuição e
comercialização de energia, no ambiente de
contratação regulada, é feita pela ANEEL.


                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Rede Energia




 No mercado atual, há dois ambientes de
 comercialização de energia: Ambiente de Contratação
 Regulado (ACR) e Ambiente de Contratação Livre (ACL).
 O ACR é o segmento no qual se realizam as operações
 de compra e venda de energia elétrica, precedidas
 de licitação. O ACL é o segmento no qual se realizam
 operações de compra e venda de energia elétrica, por
 meio de contratos, livremente negociados, firmados
 com produtores independentes de energia, agentes
 comercializadores ou geradores com concessão de
 serviço público de energia. Os geradores estatais só
 podem fazer suas ofertas por meio de leilões públicos.
 Os agentes setoriais participantes do setor de energia
 elétrica reúnem-se por comunhão de interesses
 nas associações representativas de cada segmento.
 As principais associações do setor são: Associação
 Brasileira de Grandes Empresas de Transmissão
 de Energia Elétrica (ABRATE), Associação Brasileira
 de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE),
 Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de
 Energia Elétrica (ABRACEEL), Associação dos Produtores
 Independentes de Energia (APINE), entre outros.




     estrutura organizacional do modelo do setor elétrico



                                               CNPE




      CMPE                                      MME                EPE




                       ONS                     ANEEL        CCEE




20
Gestão sustentável

A Rede Energia busca atuar de forma responsável,
aderente à legislação e ao compromisso com seus
stakeholders. O mapa de stakeholders da empresa pode
ser representado pelo seguinte diagrama: (GRI 4.14)



                             Cadeia de valor
                              Value Chain



                                     Poderes
                                     públicos e
    Meio                                                   Sociedade
                  Fornecedores       Agência Reguladora
  ambiente                                                    Society
                    Suppliers               Governments &
 Environment
           t
                                                Regulatory
                                                  agency




          Consumidores
            e c lientes                          Acionistas
               Consumers &                      Shareholders
                costumers
                             Colaboradores
                               Employess

                                                                             Fonte: Adaptação do modelo do livro
               Comunidade                      Investidores
               Community                         Investors                   “Managing for Stakeholders – Survival,
                                                                             Reputation, and Success”, de Freeman, Harrison
                                                                             & Wicks, do capítulo 3: The Basic Framework




São considerados stakeholders primários os
colaboradores, os acionistas, os poderes públicos e
a agência reguladora do setor, os fornecedores e os
consumidores e clientes.
Como stakeholders secundários, consideram-se os
investidores, a sociedade, a cadeia de valor, o meio
ambiente e a comunidade onde a empresa está inserida.
A Política de Sustentabilidade, vigente desde 2007,
define diretrizes e orienta a aplicação de compromissos
de todo o grupo. Em 2009, ocorreu disseminação interna
da política aos colaboradores.


                                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                                              21
Rede Energia




 Política de Sustentabilidade
 A Rede Energia, considerando a importância dos públicos
 com os quais se relaciona (acionistas, poderes públicos,
 investidores, comunidade, clientes, fornecedores, público
 interno) e o ambiente no qual está inserida, cumpre
 o seu papel de empresa cidadã e adota o conceito
 de responsabilidade socioambiental em sua gestão,
 assumindo os seguintes compromissos:


 Valores, Transparência e Governança
 •    Disseminar valores, políticas e manter canais de
 comunicação abertos com nossos stakeholders;
 •    Prestar contas de nossas ações e respectivos impactos
 de forma clara e transparente;
 •    Estabelecer uma relação de confiança e considerar as
 expectativas e opiniões de nossos stakeholders.


 Governo e Sociedade
 •    Ao interagir com todos os nossos públicos, adotar
 padrões éticos, fundamentados em princípios de
 honestidade, integridade e transparência;
 •    Contribuir sempre que pertinente e possivel, com
 políticas, programas e projetos que colaborem para o
 desenvolvimento sustentável de nossa área de concessão;
 •    Cumprir a legislação ambiental, a legislação de saúde
 e segurança do trabalho e demais normas vigentes.


 Fornecedores
 •    Assegurar a equidade, a isenção e a integridade na
 relação com fornecedores e parceiros, contribuindo para
 o seu desenvolvimento por meio do compartilhamento
 de conhecimentos, diretrizes e valores, estimulando
 seu envolvimento em práticas de responsabilidade
 socioambientais.




22
Aerobarco Rede Energia,
                                                                       Corumbá/MS

Clientes e Consumidores
•   Atender às expectativas dos acionistas,
colaboradores, parceiros, do órgão regulador e
consumidores, por meio do comprometimento
constante com a melhoria da qualidade da energia
fornecida e dos serviços prestados, contribuindo para
o desenvolvimento socioeconômico e ambiental.
•   Promover a melhoria contínua de nossos
sistemas de gestão.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  23
Rede Energia




 Comunidade
 •    Atuar como agente de melhorias socioambientais,
 maximizando os impactos positivos e minimizando os
 impactos negativos de nossas atividades, viabilizando
 investimentos socioambientais que promovam o
 desenvolvimento regional, a geração de renda, o
 esporte e a educação, respeitando a cultura, os valores
 e costumes das comunidades que atendemos;
 •    Respeitar os direitos humanos e apoiar o
 cumprimento das “Metas do Milênio”, incentivando
 nossa rede de relacionamento a fazer o mesmo.


 Público Interno
 •    Valorizar e respeitar o colaborador, adotando
 práticas de trabalho que promovam a segurança
 e a saúde, proporcionando um ambiente seguro e
 adequado, estimulando a participação na gestão
 do negócio, garantindo o direito à associação e à
 negociação coletiva, respeitando a diversidade;
 motivando a construção de uma harmonia interna
 e a melhoria da qualidade de vida.


 Meio Ambiente
 •    Promover a preservação do meio-ambiente, a
 prevenção da poluição e o consumo consciente;
 •    Estimular a educação ambiental dos colaboradores,
 fornecedores e da comunidade;
 •    Apoiar entidades de pesquisas, a inovação
 tecnológica e do setor elétrico associadas ao meio-
 ambiente, à saúde e à segurança do trabalho.




24
A definição de diretrizes e a orientação da aplicação da
política, entre todos os funcionários, estão submetidas à
área de responsabilidade socioambiental. Em 2009, para
que houvesse o alinhamento das práticas sustentáveis
no grupo, cada empresa da Rede Energia passou a ter um
comitê de responsabilidade socioambiental na própria
empresa, além do comitê corporativo reestruturado em
2008. Também foram revisadas as prioridades e metas
socioambientais no plano estratégico da Companhia
em 2009. (GRI 4.12)
Por definição da Política de Sustentabilidade, os projetos
sociais da Rede Energia estão divididos em três classes:
educação, esporte e desenvolvimento regional (geração de
renda para as comunidades). Pode-se destacar em 2009 os
projetos da Fundação Aquarela (Rede Atletismo e a Escola
Nuremberg), a realização de peças de teatro educacionais,
o patrocínio de feiras de negócios e a elaboração de guia
turístico para o fomento do turismo na área de concessão
da empresa.
A Rede Energia possui um processo sistematizado de
cadastro e avaliação de demandas socioambientais
da comunidade, que fica disponível em cada uma
das operadoras. Com isso, aplica critérios corporativos
alinhados à Política de Sustentabilidade e aos pactos
e princípios socioambientais que a empresa endossa
– “Todos pela Educação” e “Objetivos do Milênio da ONU”
– na seleção de projetos a serem apoiados. (GRI 4.12)
A avaliação dos resultados alcançados por cada projeto das
empresas da holding é feita por processos e ferramentas
de análise de investimentos socioambientais que estão
sendo aperfeiçoados, assim como a comunicação sobre o
assunto para colaboradores e executivos da Rede Energia.
Uma iniciativa bem-sucedida foi a realização da “Semana
da Sustentabilidade”, ocorrida de 1º a 5 de junho de 2009,
que reforçou ainda mais a integração entre as práticas
sustentáveis das nove distribuidoras da holding.




                                                   relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                       25
Rede Energia




 Ainda com o objetivo de fortalecer as práticas, foram
 adotadas metodologias consagradas como Ethos, iBase
 (utilizada desde 2005), Global Reporting Initiative (GRI)
 e ANEEL (ambos utilizados desde 2007) para a análise
 de indicadores de performance e na elaboração dos
 relatórios de sustentabilidade para seus stakeholders.


 Compromissos com os princípios de sustentabilidade
 Em sua trajetória de construção de gestão sustentável,
 a Rede Energia gerencia resultados de seus negócios
 sob as dimensões ambiental, econômica e social. A
 Companhia promove a conservação do meio ambiente
 nas áreas de concessão ricas em biodiversidade. Para
 onde leva a energia elétrica, a Rede Energia também
 leva o desenvolvimento local: aumentando o número
 de negócios e, consequentemente, com maior oferta de
 empregos e maior geração de renda. No longo prazo,
 o amadurecimento da comunidade local promoverá
 também o crescimento da Rede Energia.
 Um bom exemplo da prática sustentável na rotina da
 companhia é a construção de cerca de 500 quilômetros
 de linhas de distribuição, com 16 subestações, na Ilha
 de Marajó. Pela primeira vez, a comunidade da ilha terá
 acesso à energia limpa e de qualidade, permitindo o
 desligamento de 15 usinas térmicas movidas a diesel.
 Sem a queima de óleo diesel, a emissão de CO2
 será reduzida no maior arquipélago fluviomarinho
 do mundo.
 A primeira etapa do projeto foi iniciada em 2009 e
 seguirá até 2011. Um destaque importante é o fato de
 que houve uma orientação para que as empreiteiras
 envolvidas contratassem, preferencialmente, mão de
 obra local qualificada para o trabalho exigido. (GRI EC07)
 Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
 Estatística (IBGE), 62% das famílias da Amazônia Legal
 (Pará, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso,
 Rondônia, Roraima e Tocantins) vivem com uma renda
 per capita de até meio salário mínimo.

26
O projeto para levar energia elétrica, desenvolvimento
e educação aos moradores da Ilha de Marajó é mais um
entre os vários já realizados pela Rede Energia, que, em
2009, já trocou 6.876 geladeiras da população de baixa
renda, e também já levou luz aos quilombos, às aldeias
indígenas e a outras regiões extremas da sua área
de concessão.
No papel de responsável pelo desenvolvimento
sustentável local, a Rede Energia segue com o desafio
de criar um sistema de valores onde está inserida,
preservando relacionamento próximo ao governo, às
comunidades locais e às demais empresas da região.
Além de obedecer aos requisitos ANEEL, que é a agência
reguladora do setor, a empresa busca participar
ativamente da construção de normas, aplicação de
tratados e pactos que promovam o desenvolvimento
sustentável. Exemplo disso é a participação no grupo
de trabalho da ISO 26000, no qual houve o patrocínio
da empresa, bem como o apoio ao programa “Todos
Pela Educação” e aos “Oito Objetivos do Milênio”,
definidos pela ONU.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  27
Rede Energia




 Principais impactos, riscos
 e oportunidades

 Presente em regiões ricas em biodiversidade, como
 a floresta amazônica, o pantanal, o cerrado e a mata
 Atlântica, a Rede Energia leva energia aos lugares mais
 distantes e isolados do País, passando por aldeias
 indígenas, populações quilombolas e ribeirinhas.
 No total, a energia chega a 4,5 milhões de unidades
 consumidoras, promovendo desenvolvimento e a
 melhoria da qualidade de vida aos moradores de 578
 municípios da área de concessão da Companhia.
 A atuação das nove distribuidoras concessionárias
 abrange aproximadamente um terço do território
 nacional. A dimensão da área faz com que a Rede
 Energia mobilize grande volume de investimentos,
 recursos humanos e naturais para o desenvolvimento
 de análises e pesquisas sobre o impacto socioambiental
 produzido pelo negócio na sua área de atuação.
 A principal preocupação da companhia tem sido
 minimizar os impactos negativos e ampliar os
 benefícios advindos de sua atuação.




     Faz parte dos principais desafios socioambientais da Rede Energia:
     •   Eliminação de cerca de 40 usinas termelétricas movidas a diesel, até 2014, nos estados de Mato Grosso
     e Pará. Desde o início das desativações, em 2005, até 2014, haverá a redução de 4,2 milhões de toneladas
     de CO2 na atmosfera.
     •   Continuidade dos trabalhos de remediação do solo e de águas subterrâneas contaminados por
     hidrocarbonetos (derivados do diesel) em usinas desativadas.
     •   Inserção de localidades das regiões Centro-Oeste e Norte no Sistema Interligado Nacional (SIN),
     promovendo o desenvolvimento econômico dos locais que se encontram nos sistemas isolados.
     •   Desenvolvimento de um sistema de monitoração da quantidade de emissão, direta e indireta, de gases
     relevantes ao efeito estufa, ao longo de toda a cadeia de valor.


28
Nos 2.787.107 km2 de área de concessão, envolvendo,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, o
atendimento à população requer soluções criativas e
personalizadas para cada situação, seja às margens dos
rios e igarapés (na região amazônica ou no pantanal),
seja em áreas de dunas de areia (no cerrado).
Atualmente, a Rede Energia conta com um aerobarco
para levar seus técnicos para a manutenção de toda
infraestrutura em regiões afastadas. Quando não há
condições de tráfego pelas estradas, ou quando parte
da região fica debaixo d’água no período chuvoso,
há a necessidade de construção de jangadas para o
transporte de cada poste (550 quilogramas, em média)
e dos cabos pelos rios.
São usados barcos grandes que transportam até 4 mil
toneladas, além de balsas pequenas. Há a necessidade
de 20 homens para a instalação dos postes nesses
locais. Por terra ou areia, a ocorrência de atolamento
das carretas com os pesados postes é uma constante na
rotina dos colaboradores que, muitas vezes, acampam
no local ou consertam pontes para completar o
percurso com os postes.
Para facilitar e agilizar a operação, a Rede Energia
estuda a implantação dos postes de fibra em regiões
ribeirinhas nos próximos anos. São várias as vantagens
do modelo alternativo: o poste de fibra de vidro pesa
quatro vezes menos, precisa de apenas quatro homens
como mão de obra e é instalado mais rapidamente,
além de ter vida útil de 80 anos – três vezes mais que
o de concreto. (GRI 1.2)




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    29
Rede Energia




 Reconhecimentos
 (lista de prêmios) – (GRI 2.10)

 Os resultados obtidos pelas empresas da Rede Energia
 em 2009, em pesquisas de satisfação com o cliente,
 reforçam ainda mais a presença da gestão socioambiental
 responsável em todas as hierarquias da Companhia. Veja os
 resultados obtidos pela Rede Energia ao longo de 2009:


 Rede Energia
 •    Holding ocupa 64ª posição no ranking dos 200 maiores
 grupos por receita bruta no Brasil, segundo a edição 2009
 do anuário Valor Grandes Grupos, do jornal Valor Econômico.
 A companhia também é destaque entre os 20 maiores em
 patrimônio líquido.
 •    Holding é a 53ª colocada no ranking dos 100 maiores
 grupos empresariais, segundo a edição 2009 do anuário
 Melhores & Maiores que mede o desempenho financeiro
 das maiores empresas e dos principais setores da economia
 brasileira da revista Exame. Dentre as 100 maiores empresas
 de capital aberto, a Rede Energia ocupa a 80ª posição
 •    Prêmio Top Social, concedido pela Associação dos Dirigentes
 de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) ao projeto “Rede
 Atletismo Novos Talentos”, na categoria “organizações e
 profissionais que se destacam em programas relacionados às
 ações de responsabilidade social”.
 •    Prêmio Funcoge, concedido pela Fundação Coge, para o
 projeto “Rede Atletismo Novos Talentos”.


 Celtins
 •    Prêmio Eletricidade 2009 – Categorias “Melhor Evolução
 Nacional”, “Melhor Empresa” (região Norte) e “Melhor
 Evolução” (região Norte). A Celtins já conquistou premiações
 como a “Melhor Empresa da região Norte” nas edições de
 2000, 2001, 2002 e 2004.



30
•   Prêmio IASC – Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor,
conquistado pela quinta vez: 2002, 2003, 2004, 2006 e 2009.
•   Prêmio SESI Qualidade no Trabalho (PSQT) - Pioneira
no setor, a premiação destaca o esforço das indústrias
que investem em práticas diferenciadas de gestão e na
valorização dos
seus colaboradores.


Vale Paranapanema
•   Prêmio Nacional de “Melhor Distribuidora de Energia
Elétrica”, na categoria até 500 mil consumidores – ABRADEE.
•   Avaliação pelo cliente.
•   Melhor evolução do desempenho.
                                                                                      Troféu Prêmio ABRADEE
CFLO
Prêmio Eletricidade Moderna – “Melhor Empresa Nacional”,
“Menor Índice de Perdas”, “Melhor Desempenho Comercial”
e “Melhor Desempenho Operação”, na categoria Média
Empresa.


Cemat
Prêmio ABRADEE – “Melhor Distribuidora de Energia das
Regiões Norte e Centro-Oeste”, com mais de 500 mil
consumidores.


Enersul
•   Prêmio Eletricidade Moderna – “Melhor Distribuidora da
região Centro-Oeste”.
•   Medalha Eloy Chaves.
•   Foi certificada, pelo quinto ano consecutivo, com o selo
ABRINQ.
•   “Prêmio de Qualidade do Trabalho do Serviço Social da
Indústria (SESI)” – organismo vinculado à Federação das
Indústrias de Mato Grosso do Sul –, como a melhor empresa
do Estado que promove a qualidade de vida do trabalhador e
de seus dependentes, com foco em educação, saúde e lazer.




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    31
Governança Corporativa

                 Capítulo 2
Governança Corporativa




 Valores, transparência
 e governança

 A satisfação dos stakeholders e a busca da sustentabilidade
 do negócio são compromissos assumidos pela Rede Energia.
 Na prática dos negócios, tem prevalecido a transparência no
 relacionamento com as partes envolvidas, com prestação de
 contas de cada ação e de seus respectivos impactos.
 Durante reunião do Conselho da Administração da Rede Energia,
 em fevereiro de 2009, foi aprovada a criação do Comitê de Gestão
 e as diretrizes para seu funcionamento. O Comitê de Gestão
 prestará assessoria ao Conselho de Administração, e seu escopo
 de atuação abrangerá a Rede Energia e suas controladas.
 Dentro dos princípios de governança corporativa, a Rede Energia
 não permite a participação de familiares do acionista controlador
 na gestão, diretoria ou no conselho de administração. A eficácia
 dessa norma evitou o registro de conflitos de interesse na
 Companhia ao longo de 2009.
 Dentro das práticas estabelecidas pela Rede Energia, qualquer
 desentendimento entre gestores passaria, primeiramente, pelos
 gestores de recursos humanos; na sequência, pela diretoria; e, em
 última instância, pelo presidente do Conselho de Administração.
 (GRI 4.6)
 Pelo organograma da companhia, faz parte da
 responsabilidade do Conselho de Administração, a avaliação
 do desempenho da Diretoria Executiva e
 da gestão dos negócios. (GRI 4.10)
 Ainda faz parte das práticas estabelecidas pela Rede Energia,
 a avaliação, pela presidente da Companhia, do desempenho
 econômico, social e ambiental e do cumprimento das metas por
 parte dos integrantes da diretoria executiva.
 São realizadas reuniões mensais nas quais comparecem os
 vice-presidentes para apresentarem os avanços e desafios das
 empresas controladas nas áreas de atuação. As estratégias
 corporativas são construídas com base nessas reuniões. (GRI 4.9)



34
Estrutura de governança

Como uma sociedade anônima de capital aberto,
a governança da Rede Energia estrutura-se a partir
da Assembléia Geral de Acionistas, responsável pelo
direcionamento da empresa.
A Assembléia Geral Ordinária da Companhia ocorre
até o final de abril de cada ano, ocasião em que há
a aprovação das Contas da Administração, por meio
do Relatório da Administração e das Demonstrações
Financeiras, acompanhadas dos Pareceres dos Auditores
Independentes e do Parecer do Conselho Fiscal. Poderá,
ainda, ser convocada Assembléia Geral Extraordinária de
Acionistas para deliberar sobre quaisquer outros assuntos
de interesses da Companhia.
A Companhia é administrada por um Conselho de
Administração e uma Diretoria Executiva. O mandato de
ambos é de dois anos, sendo permitida a reeleição. Os
respectivos mandatos terminarão na data da Assembléia
Geral que examinar as contas relativas ao último exercício
de suas gestões. (GRI 4.01)
A Rede Energia, por tratar-se de companhia de capital
aberto, está sempre atenta ao cumprimento das
normas do mercado de capitais, com ênfase nas normas
e orientações expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários – CVM (“CVM”).




                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     35
Governança Corporativa




 Política de Divulgação e
 Negociação

 Em conformidade com a Instrução nº 358 da CVM, a
 Companhia possui uma política de divulgação e de
 negociação por meio do “Manual das Políticas de Uso e
 Divulgação de Informações Relevantes e de Negociação dos
 Valores Mobiliários de emissão da Companhia”
 A política de divulgação e negociação da Rede Energia
 formaliza a postura de transparência, ampla disseminação,
 acuidade e suficiência de informações relevantes,
 relativas à Companhia, que sempre orientou a conduta da
 Administração.
 Todos os administradores estatutários (Conselheiros de
 Administração, Fiscal e Diretores) aderiram à política de
 divulgação e de negociação no ato de suas eleições, podendo
 ser estendida a outros cargos de confiança.




     Compõem o Conselho de Administração: (GRI 4.03)
     Órgão                                      Nome                               Indicação
     Presidente                                 Jorge Queiroz de Moraes Junior     Controlador
     Conselheiro Administrativo                 Alberto José Rodrigues Alves       Controlador
     Conselheiro Administrativo                 Antonio da Cunha Braga             Controlador
     Conselheiro Administrativo                 Sebastião Bimbati                  Controlador
     Conselheiro Administrativo                 Omar Bittar                        Controlador
     Conselheiro Administrativo                 Plácido Gonçalves Meirelles        Controlador
     Conselheiro Administrativo                 Joaquim Dias de Castro             BNDESPAR
     Conselheiro Independente                   Martus Antonio Rodrigues Tavares   Independente
     Conselheiro Independente                   João Carlos Hopp                   Independente


36
Conselho de Administração

O Conselho de Administração é composto por no mínimo sete
e no máximo de nove membros, sendo dois deles conselheiros
independentes: João Carlos Hopp e Martus Antonio Rodrigues
Tavares. (GRI 4.3) A composição do Conselho conta, ainda,
com um representante da empresa BNDES Participações
S.A (BNDESPAR) e os demais são indicados pelo acionista
controlador, todos com mandatos de dois anos, podendo
ser reeleitos.
A presidência do Conselho de Administração é exercida
pelo acionista controlador, responsável pela elaboração de
estratégias de longo prazo e pela formulação das políticas
e diretrizes da Companhia. Os membros do Conselho de
Administração permanecem no exercício da função até a
posse de seus sucessores. (GRI 4.02)
Todos os membros do conselho da Rede Energia têm
participação no capital social da companhia, conforme
exigência da lei corporativa do país.
Em 2009, o Conselho de Administração realizou 14 reuniões
para aprovação das demonstrações contábeis, eleição e/ou
substituição dos membros da Diretoria Executiva, aprovação
das operações financeiras e/ou contratações cujos valores
sejam superiores a 5% (cinco por cento) do total de ativos da
Companhia, planejamento estratégico, elaboração de projetos
e investimentos diversos, e ainda, reúne-se sempre que os
interesses da sociedade as exigirem.




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                      37
Governança Corporativa




 Jorge Queiroz de Moraes Junior         Alberto José Rodrigues Alves    Antonio da Cunha Braga
 – É Presidente do Conselho de          – É membro do Conselho          – É membro do Conselho
 Administração desde abril de           de Administração desde          de Administração, tendo
 1995. É Diretor Presidente da          abril de 1995. É Diretor        ingressado na Rede Energia
 Denerge e Presidente do Conselho       Vice-Presidente da Denerge      desde 1998, exercendo o cargo
 de Administração da EEVP e de          e membro do Conselho de         de Diretor de Distribuição. É
 outras subsidiárias da Rede Energia.   Administração da Denerge,       formado como Eletrotécnico
 Também preside o Conselho de           EEVP e de outras subsidiárias   pelo Instituto Americano de
 Administração da REDEPREV -            da Rede Energia. Formado        Lins, e em Administração de
 Fundação Rede de Previdência. Até      em Engenharia Elétrica, com     Empresas e Economia pelas
 1999, atuou como professor adjunto     especialização em Eletrônica,   Faculdades Integradas de
 da Faculdade de Administração da       pela Escola de Engenharia       Marília, e ainda, possui MBA em
 Fundação Getúlio Vargas. Formado       Mauá. Possui MBA e              Administração Geral pela USP
 em Engenharia Naval pela Escola        mestrado em Finanças e          – Universidade de São Paulo.
 Politécnica da Universidade de         Economia pela Fundação
 São Paulo, possui mestrado em          Getúlio Vargas.
 Administração de Empresas e PhD
 em Finanças e Economia pela
 Universidade de Michigan.




38
Sebastião Bimbati                               Omar Bittar                     Plácido Gonçalves Meirelles
– É membro do Conselho de                       – É membro do Conselho          – É membro do Conselho
Administração de várias empresas                de Administração desde          de Administração desde
                                                                                abril de 2000. Também
controladas pela Rede Energia desde 1995,       dezembro de 2005. É
                                                                                atua como Conselheiro da
sendo, atualmente membro do Conselho            sócio-proprietário da
                                                                                EEVP e é Diretor Executivo
de Administração das seguintes empresas         Omar Bittar Assessoria          da Nacional e Bragantina.
controladas: Empresa de Eletricidade            e Consultoria Jurídica          É sócio-proprietário da Trois
Vale Paranapanema S.A., Rede Energia            S/C. Foi vice-presidente da     Elles Modas e Confecções.
S.A., Centrais Elétricas do Pará S.A – CELPA,   CODETEC – Companhia             Atuou como membro do
                                                                                Conselho Consultivo da
Companhia de Energia Elétrica do Estado         de Desenvolvimento
                                                                                REDEPREV e como Diretor da
do Tocantins – CELTINS, Centrais Elétricas      Tecnológico de Campinas.
                                                                                Termocerâmica São Martinho.
Matogrossenses S.A. – CEMAT, Companhia          Formado em Direito pela
Força e Luz do Oeste, Tangará Energia S.A,      Faculdade de Direito de
Vale do Vacaria Açúcar e Álcool S.A., Couto     Niterói, Rio de Janeiro,
Magalhães Energia S.A.. Foi Gerente             e em Administração de
Financeiro e Contábil da Companhia              Empresas pela Fundação
Energética de São Paulo. É formado em           Getúlio Vargas.
Economia pela Faculdade Armando
Álvares Penteado-SP.




                                                    relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                            39
Governança Corporativa




 Joaquim Dias Castro                            Martus Antonio Rodrigues            João Carlos Hopp
 – É membro do Conselho de Administração        Tavares                             – É membro do Conselho
 da Rede Energia S.A e CTX Participações         – É membro do Conselho de          de Administração desde
 S.A, empresa controladora da Contax,           Administração desde julho de        dezembro de 2005. É
 maior empresa brasileira de contact center.    2006. É Vice-Presidente Executivo   Conselheiro da Cemat
 Também, desde abril de 2008, é membro          da Federação das Indústrias         e membro do Conselho
 suplente do Conselho de Administração          do Estado de São Paulo (FIESP).     Consultivo da Açucareira
 da Telemar Participações S.A., da Tele Norte   Foi Secretário da Fazenda e do      Corona S/A. Lecionou na
 Leste Participações S.A. e da Light Energia    Planejamento do Estado de           Faculdade de Administração
 S.A.. Em 2003 foi membro do Conselho           São Paulo, em 2005, e atuou         da Fundação Getúlio Vargas.
 de Administração da Telemig Celular            como Diretor Executivo do BID       É formado em Economia pela
 Participações S.A. É Gerente da Área de        pelo Brasil e Suriname, de 2002     Faculdade de Economia de São
 Mercado de Capitais do BNDES, no qual          a 2004. Possui mestrado em          Paulo da Fundação Armando
 trabalha desde 2004. Possui formação           Economia pela Universidade          Álvares Penteado. (GRI 4.7)
 em Economia pela Universidade Federal          de São Paulo.
 do Rio Grande do Sul, concluído em 2000,
 e mestrado em economia pela EPGE/FGV
 (Rio de Janeiro), concluído em 2008.




40
Diretoria Executiva
A Diretoria Executiva da Rede Energia é eleita pelo
Conselho de Administração e composta por até seis
membros, que podem ou não ser acionistas, residentes
no país, sendo permitida a reeleição. Os Diretores
Executivos são responsáveis pela gestão diária dos
negócios e pela implantação das resoluções tomadas
pelo Conselho de Administração. As atribuições da
Diretoria Executiva são estabelecidas pelo Estatuto
Social e pelo Conselho de Administração.
Em 2009, integravam a Diretoria Executiva da Rede
Energia: um Diretor Presidente, um Diretor Vice-
Presidente Executivo, um Diretor Administrativo e
Financeiro, um Diretor de Distribuição, um Diretor de
Produção e Transmissão e um Diretor Gerente.




   Compõem a Diretoria Executiva:
   Diretora Presidente e de Relação com Investidores                        Carmem Campos Pereira

   Diretor Vice-Presidente Executivo                                        Valdir Jonas Wolf

   Diretor Administrativo e Financeiro                                      Ricardo Del Guerra Perpetuo

   Diretor de Distribuição                                                  Sidney Simonaggio

   Diretor de Produção e Transmissão                                        José Eduardo Costanzo

   Diretor Gerente                                                          Alexei Macorin Vivan




Carmem Campos Pereira
– Presidente da Rede Energia e membro da
Diretoria Executiva desde maio de 1998. É
Diretora Executiva Financeira da EEVP e de outras
subsidiárias da Rede Energia. Também é Diretora
Financeira da Fundação Aquarela. É formada em
Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas,
em Administração de Empresas pela Universidade
São Judas Tadeu e possui mestrado em Gestão
Financeira pela Universidade de São Paulo.


                                                   relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                          41
Governança Corporativa




     Valdir Jonas Wolf                        Ricardo Del Guerra Perpétuo
     – É membro da diretoria da Cemat         – É membro da Diretoria Executiva desde outubro de 2009.
     desde 1997 e membro da diretoria         Atuou na área Financeira de Techint Engenharia S.A., Banco
     desde maio de 2005. Atua no setor        de Boston, Civilcorp Engenharia, Construção e Incorporação
     elétrico desde 1979, trabalhou na CFLO   Ltda. Foi Diretor Financeiro da Método Engenharia S.A.
     por 08 (oito) anos. Atualmente ocupa     Em 1999 passou a ser Diretor Financeiro e de Relação com
     o cargo de Vice-Presidente de Assuntos   Investidores da Sanepar - Cia de Saneamento do Paraná. Em
     Regulatórios da Rede Energia S.A,        2003/2004 assumiu a Diretoria Financeira e de Relação com
     onde é responsável pela coordenação      Investidores da Amazônia Celular S.A., Telemig Celular S.A.,
     e acompanhamento de todos os             Tele Norte Celular S.A. e Telemig Celular Participações S.A. Em
     atos ligados ao Poder Concedente,        2007 trabalhou na Diretoria Financeira da TRB Trump Realty
     bem como coordena e executa todo         e na Inpar S.A. Em 2008, assumiu a Diretoria Financeira e
     o processo tarifário da Companhia.       de Relação com Investidores da Construtora Tenda e até
     É formado em Contabilidade pela          setembro de 2009 ocupava o cargo de Diretor Financeiro
     Faculdade de Filosofia, Ciências e       do Grupo Schahin- Schahin Engenharia S.A. É formado em
     Línguas de Guarapuava.                   engenharia civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e
                                              em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas.




42
Sidney Simonaggio                               José Eduardo Costanzo                Alexei Macorin Vivan
– É membro da Diretoria Executiva desde         – É membro da Diretoria              – É Bacharel em Direito
maio de 2009. Foi Diretor de Geração e          Executiva desde março                pela Faculdade de Direito da
Transmissão da Eletropaulo Eletricidade         de 2004. Foi responsável             Universidade de São Paulo
de São Paulo S.A no período de out/1995         pela coordenação das                 – 1996, Advogado inscrito
a dez/1997, e exerceu outros cargos de          usinas hidrelétricas de              na OAB/SP e Doutor em
direção e gerência, tendo ingressado como       Rosal, Guaporé e Lajeado.            Direito pela Universidade de
Engenheiro de Operação de Sistemas desde        Foi diretor de Engenharia            São Paulo - 2005. Foi Diretor
março/1980. É formado em Engenharia             e Construção da CESP                 Jurídico da CMS Energy
Elétrica modalidade Eletrotécnica (1979)        – Companhia Energética               Brasil; Advogado interno de
- Faculdade de Engenharia Industrial (São       do Estado de São Paulo e             Duke Energy Paranapanema
Bernardo do Campo/SP), com Mestrado             Diretor de Construção da             S.A. (cedido pelo Pinheiro
sem dissertação na área de Sistema de           Badra S.A. É formado em              Neto - Advogados);
Potência (1982) - Escola Politécnica da         Engenharia Civil pela Escola         Estagiário e Advogado de
Universidade de São Paulo (São Paulo/SP).       de Engenharia de São                 Pinheiro Neto – Advogados.
É formado também em Direito (2004)              Carlos, da Universidade              É diretor de outras empresas
- Pontífice Universidade Católica/RS (Porto     de São Paulo.                        controladas da Rede Energia.
Alegre/RS).




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                       43
Governança Corporativa




 Conselho Fiscal
 O Conselho Fiscal, órgão responsável pela fiscalização dos
 atos de gestão da Administração da Companhia, conforme
 estabelecido no seu Estatuto Social, sendo seus membros
 eleitos anualmente pela Assembléia Geral Ordinária.
 O Conselho Fiscal é um órgão permanente composto por,
 no mínimo, três membros e, no máximo, cinco, com igual
 número de suplentes substitutos, sendo que no mandato
 de 2009, um membro efetivo e um membro suplente
 são indicados pela acionista BNDES Participações S.A
 (BNDESPAR) e os demais pelo acionista controlador.




     Compõem o Conselho Fiscal

     Conselheiro Efetivo        Fernando Quartim Barbosa de Figueiredo   Controlador

     Conselheiro Efetivo        Carlos Souza Barros de Carvalhosa        Controlador

     Conselheiro Efetivo        Osmar José Vicchiatti                    Controlador

     Conselheiro Efetivo        Annibal Ribeiro do Valle Filho           Controlador

     Conselheiro Efetivo        Rafael Costa Strauch                     BNDESPAR

     Suplente                   Antonio Carlos de Paula                  Controlador

     Suplente                   Marcos de Jesus Costa                    Controlador

     Suplente                   Otmar Mário Brull                        Controlador

     Suplente                   Kleber Cimini Lage                       Controlador

     Suplente                   Marcelo Marcolino                        BNDESPAR




44
Os membros do Conselho Fiscal permanecem em seus
cargos até a data da realização da Assembléia Geral
Ordinária de acionistas que deliberar sobre as contas
do exercício de suas gestões, ou seja, até abril do ano
seguinte ao ano de sua eleição. Acionistas com, no
mínimo, 10% do capital votante da empresa têm direito a
eleger um membro do Conselho Fiscal.




                                                   relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                       45
Governança Corporativa




 Fernando Quartim Barbosa de Figueiredo                        Carlos Sousa Barros
 – É membro do Conselho Fiscal, tendo exercido vários cargos   de Carvalhosa
 de Administrador na Rede Energia e em empresas por ela        – Membro do Conselho
 controladas desde 1985 a 1988, e ainda, como consultor,       Fiscal desde abril de 2006.
 desde 1988 a 1995. Foi consultor do Grupo Vicunha e do        É também membro do
 Banco Safra para assuntos de privatização – 1994/1995,        Conselho Fiscal da Celpa,
 assessor do Secretário na Secretaria de Planejamento e        Cemat e Celtins. Foi gerente da
 Gestão de São Paulo – 1994/1995; coordenador de Recursos      CNBO – Produtora de Energia
 Hídricos da Secretário de Recursos Hídricos Saneamento e      Elétrica Ltda., de 1997 a 1998,
 Obras São Paulo – 1993/1994; coordenador de Energia da        e Diretor de Investimentos
 Secretaria de Energia e Saneamento, São Paulo – 1992/1993;    Incentivados da Investco. É
 Diretor de Concessões do Dep. Nacional de Águas e Energia     Engenheiro Civil formado
 Elétrica -DNAEE –1991/1992; Diretor do Departamento de        pela Escola Politécnica da
 Energia do Instituto de Engenharia de São Paulo – 1993.       Universidade de São Paulo.
 É formado em Engenharia pela Escola de Engenharia de
 Mauá – 1966 e Administração de Empresas pela Fundação
 Getúlio Vargas – 1972.




46
Osmar José Vicchiatti                 Annibal Ribeiro
– Membro do Conselho Fiscal           do Valle Filho
desde abril de 2006. É membro         – Membro do Conselho Fiscal desde
do Conselho Deliberativo da           abril de 2000. Foi Gerente Técnico
REDEPREV. Foi Diretor da EEB e        da Construtora Beter S.A., e Gerente
Diretor e Membro do Conselho          de Planejamento, Orçamento e
de Administração de outras            Controle da Badra S.A., de 1982 a
empresas controladas pela             1995. É sócio-gerente da Planorc
Rede Energia de 1980 a 2003.          Serviços de Engenharia S/C Ltda. Foi
É graduado em Administração           professor da Escola de Engenharia de
de Empresas e Ciências                Alfenas, Minas Gerais. É formado em
Econômicas pela Universidade          Engenharia Civil pela Universidade
de São Paulo.                         Federal de Minas Gerais, com curso
                                      de especialização em Administração
                                      pela Fundação Getúlio Vargas.




                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                     47
Governança Corporativa




       Rafael Costa Strauch    Antonio Carlos                Marcos de Jesus Costa
       – Membro do Conselho    de Paula                      – Membro do Conselho
       Fiscal desde abril      – Membro do Conselho          Fiscal desde abril de 2008. É
       de 2008. É formado      Fiscal desde abril de 2000.   formado em Publicidade e
       em Economia pela        É gerente de projetos da      Propaganda pela Faculdade
       Universidade Federal    Ericsson Telecomunicações.    de Comunicação Social
       do Rio de Janeiro, em   Engenheiro Elétrico           Cásper Líbero e tem MBA
       Administração de        formado pela Universidade     em Gestão Estratégica e
       Empresas pelo IBMEC     de Mogi das Cruzes, com       Econômica pela Fundação
       e mestrando pela        extensão em Contabilidade     Getúlio Vargas.
       EPGE/FGV-RJ.            e Finanças para Executivos
                               e Gerenciamento de
                               Empreendimentos pela
                               Fundação Getúlio Vargas.




48
Otmar Mário Brull             Kleber Cimini Lage                               Marcelo Marcolino
– Membro do Conselho          – Engenheiro Eletricista formado                 – Membro do Conselho
Fiscal desde abril de 2008.   pela Universidade Federal de Goiás.              Fiscal desde abril de
É formado em Engenharia       Foi professor do Departamento de                 2008. É formado em
Civil e Elétrica pela         Eletrotécnica da Escola de Engenharia            Ciências Contábeis pela
Universidade Mackenzie.       desta mesma universidade. Atuou na               Universidade do Estado do
                              área de engenharia nas Centrais Elétricas        Rio de Janeiro. Tem MBA
                              de Goiás S.A. (Celg), de 1968 a 1975, e          em Finanças e Direito pela
                              posteriormente passou a exercer o cargo          Fundação Getúlio Vargas,
                              de Diretor de Operações. Foi Diretor do          e MBA Executivo em
                              Departamento Estadual de Águas e                 Finanças Corporativas
                              Energia Elétrica de Goiás e Assessor da          pelo IBMEC - RJ.
                              Diretoria da Eletronorte em 1983. Atuou
                              como Diretor de Planejamento da Celtins
                              e como Diretor Estatutário da Investco S.A.,
                              de 1998 a 2003. Exerceu ainda o cargo de
                              Assessor da Rede Energia de 2003 a 2006.




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                         49
Governança Corporativa




 Comitês

 Comitê de Gestão
 Dentre as práticas de governança corporativa, o Conselho
 de Administração deliberou pela criação do Comitê de
 Gestão, cujo funcionamento é de caráter permanente.
 O Comitê deverá ter quatro membros, sem hierarquia
 entre si, composto exclusivamente por membros do
 Conselho de Administração, sendo que ao menos um
 deve ser conselheiro independente, para um mandato
 de dois anos.
 O Comitê de Gestão reúne-se mensalmente para
 prestar assessoramento e orientação ao Conselho de
 Administração nos seguintes assuntos: (1) análise e
 acompanhamento do planejamento estratégico; (2)
 planejamento financeiro; (3) o orçamento anual; (4) o
 planejamento tributário; (5) o desempenho do negócio;
 (6) assuntos financeiros diversos e de interesse da
 Companhia e suas Controladas; e (7) cumprir as demais
 responsabilidades contidas nas Diretrizes do Comitê
 de Gestão.



 Grupos de Trabalho
 A Rede Energia conta com grupos de trabalho, de caráter
 permanente, compostos por superintendentes, diretores
 estatutários ou não e vice-presidentes. A composição
 é feita por designação do diretor vice-presidente,
 responsável pela área de atuação do grupo. Os grupos de
 trabalho reportam-se à presidência por intermédio dos
 vice-presidentes, nas respectivas áreas de atuação.
 Denominados internamente como comitês, os grupos
 de trabalho realizam análises técnicas, levantamentos
 das execuções e de propostas, cujo objetivo final é a
 apresentação das análises relativas ao cumprimento
 dos planos de trabalho e das metas estabelecidos pela
 diretoria executiva.



50
Os grupos de trabalho atuam nas respectivas áreas:
Administrativa e Financeira, Regulatória, Jurídica e de
Gestão de Pessoas, Distribuição e Gestão de Energia, sendo
presididos pelos respectivos vice-presidentes, os quais
podem receber contribuições de terceiros.
Os assuntos de interesse da sociedade são analisados em
reuniões promovidas pelos comitês e, posteriormente,
levados à presidência. Nessa instância, sugestões e
propostas poderão ser encaminhadas ao secretário do
Conselho de Administração para eventual deliberação pelo
Comitê de Gestão.
Uma vez que as sugestões e propostas do grupo de
trabalho sejam apreciadas pelo Comitê de Gestão, este
poderá recomendar a deliberação destas pelo Conselho de
Administração.


Comitê de Responsabilidade Socioambiental
A Rede Energia apresenta um Comitê de Responsabilidade
Socioambiental constituído formalmente em 2008. É
composto por representantes de todas as empresas para o
alinhamento das práticas socioambientais na Rede Energia.
O Comitê de Responsabilidade Socioambiental é
responsável pela elaboração do Relatório Anual de
Responsabilidade Socioambiental da Rede Energia,
que consolida as práticas da Holding e das empresas
controladas, distribuidoras, geradoras e comercializadora
do grupo.
Desde 2009, o Conselho de Administração e o Conselho
Fiscal das empresas controladas se reúnem para apreciação
e aprovação dos Relatórios Anuais de Responsabilidade
Socioambiental que seguem as diretrizes do Global
Reporting Initiative (GRI) e as exigências da Agência
Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    51
Governança Corporativa




 Estrutura societária da Rede
 Energia em 2009 (GRI 2.3)
                                                                                                                     Holding
                          BNDESPAR            DENERGE                         EEPV                OUTROS
                                                                                                                     Distribuição

     (*) Capital Aberto                                                                                              Geração

                                                                                                                     Comercialização e Serviços
                               23.88%             15.62%                      56.43%               4.07%
     % Capital Total
                                                                                                                     Bio Energia


                                                           REDE ENERGIA (*)


                                        100.00%                                        99.98%

     100.00%        EDEVP                    QMRA                             REDE POWER               REDE COM                99.60%

                                         51.26%
       10.11%      CELPA (*)
                                                                                                       REDE SERV               99.50%


     39.92%        CEMAT(*)
                                                                                                           TANGARÁ             70.78%

     100.00%           CAIUÁ
                                            VALE DO
                                                                    60.48%
                                            VACARIA
     50.86%        CELTINS


      91.45%           EEB


     98.69%                                                                              43.74%
                       CNEE


      97.70%           CFLO                                56.18%              ENERSUL




 A Rede Energia é uma sociedade anônima de capital aberto (GRI
 2.6), com patrimônio líquido consolidado de R$ 1.13 bilhões em
 2009.
 O último processo de reestruturação societária ocorreu em 11
 de setembro de 2008, quando a Agência Nacional de Energia
 Elétrica (ANEEL) aprovou a troca de ativos entre a Rede Energia
 e a empresa portuguesa EDP – Energias do Brasil. Pela operação,
 a Rede passou a deter o controle da Enersul, distribuidora de
 energia do estado de Mato Grosso do Sul, aumentando de 30%
 para 35% sua participação no mercado brasileiro de distribuição.
 Pelo acordo, a Usina Hidrelétrica de Lajeado, no Tocantins, foi
 transferida para a EDP - Energias do Brasil.




52
Mercado de capitais

As ações preferenciais (REDE4) e ordinárias (REDE3) da holding
Rede Energia são listadas na BM&F Bovespa. Ao longo dos anos, a
Rede Energia segue implantado requisitos mínimos de governança
corporativa, exigidos para a adesão ao Nível 2, como a presença
de conselheiros independentes no Conselho de Administração da
holding. (GRI 4.1 e 4.2) No encerramento de 2009, o capital social da
Rede Energia era constituído 322.075.470 ações, das quais 221.157.990
eram ações ordinárias (ON) e 100.917.480 mil, ações preferenciais
(PN). A maior parte, 72,05% do total do capital social pertenciam aos
acionistas controladores em 2009. O público investidor representava
4,07% do capital acionário total da empresa.
No encerramento de 2009, constavam como os maiores acionistas
da Rede Energia: a Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema
(EEVP), com 56,43% do capital total, e Denerge – Desenvolvimento
Energético S.A, com 15,62% do capital total, seguida pela acionista
BNDES Participações S.A (BNDESPAR), com 23,88% do capital total,
por meio de um Acordo de Acionistas.
Os acionistas da Rede Energia têm direito de receber como
dividendo obrigatório, no mínimo, 25% do lucro líquido do exercício
em cada exercício, observadas as diminuições e acréscimos
permitidos pelo Estatuto Social e pela Lei 6.404/76.
Os acionistas titulares de ações preferenciais têm direito a receber
dividendos não cumulativos, no mínimo, 10% superiores aos
atribuídos às ações ordinárias, além das demais vantagens e direitos
previstos no Estatuto Social e Lei 6.404/76.
Do resultado positivo do exercício de 2009, a Companhia, antes
de qualquer participação, compensou prejuízos acumulados de
exercícios anteriores, nos termos do que determina a Lei 6.404/76
e o Estatuto Social. Por esse motivo, não houve distribuição de
dividendos aos acionistas.




                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     53
Governança Corporativa




 Societário e Relação
 com Investidores

 A Companhia dispõe de uma área ligada diretamente
 à vice-presidência jurídica e de gestão de pessoas,
 especializada no atendimento aos acionistas,
 administradores e parceiros. A área é responsável pelo
 envio e pela disponibilização de informações periódicas
 e eventuais, tais como: informações padronizadas de
 mercado, editais de convocação, avisos aos acionistas,
 atas dos órgãos da administração, comunicados e
 fatos relevantes; utilizando-se do sistema Informações
 Periódicas e Eventuais (IPE), da CVM


 No site www.redenergia.com, há um link específico
 para a área de Relação com Investidores, denonimado
 “Investidores”, no qual estão disponíveis relatórios
 financeiros, informações sobre o desempenho das
 ações da Companhia, iniciativas relacionadas à
 Governança Corporativa e avisos, comunicados ao
 mercado e fatos relevantes que foram informados em
 2009 e nos anos anteriores.


 Qualquer sugestão ou requerimento do acionista,
 enviado por telefone, carta, e-mail ou levado
 pessoalmente aos estabelecimentos ligados à Rede
 Energia, são encaminhados à Presidência.


 Auditoria Independente
 A posição patrimonial, financeira, aplicações
 e operações da Rede Energia – descritas nas
 demonstrações contábeis – são avaliadas por uma
 auditoria independente, de acordo com as Normas
 Brasileiras de Contabilidade e legislação do setor.
 O Conselho de Administração da Rede Energia



54
escolhe, periodicamente, a empresa de auditoria
independente, nos termos da Instrução nº 308/99
da CVM que impede a prestação dos serviços de
auditoria para um mesmo cliente por prazo
superior a cinco anos consecutivos.


Mecanismos para que acionistas façam
recomendações ou dêem orientações ao
mais alto órgão de governança.


Os acionistas podem se utilizar dos mecanismos
acima referidos, bem como, de vários outros para
efetuar recomendações ou dar orientações à
Administração, tais como envio de carta à presidência,
visita pessoal à sede social da Companhia e/
ou manifestar-se por e-mail, disponível no site
corporativo do grupo.


Qualquer sugestão ou requerimento de acionista
pode ser protocolado nos estabelecimentos e/ou
filiais das empresas controladas pela Rede Energia.
As solicitações serão encaminhadas à Presidência.



                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   55
Desempenho econômico financeiro

                          Capítulo 3
Desempenho econômico financeiro




 Estratégia e modelo
 de gestão

 “Foi um ano de redefinição de papéis entre corporativo e
 empresas.” – Frase da Presidente Executiva Carmem Pereira.


 “Para atender às necessidades de um Brasil que cresce, e ser
 referência em gestão empresarial, é preciso evoluir.”


 Com este mote, a Rede Energia iniciou 2009 com um
 dos mais audaciosos programas já realizados na história
 da Companhia: o Evoluir. A implantação do programa
 deixará a Rede Energia alinhada às modernas práticas
 de gestão empresarial.
 O Programa Evoluir conta com sete projetos fundamentais:
 centro de serviços compartilhados; estruturação de
 processo de cobrança; estruturação da operação e
 engenharia; manual de controle patrimonial elétrico;
 Call Center; procedimento de distribuição e SAP.


 •    Centro de Serviços Compartilhados (CSC) – Tem o
 objetivo de uniformizar os processos contábeis, fiscais e
 financeiros das empresas que formam a Rede Energia.
 •    Estruturação do Processo de Cobrança (EPC) – Resultará
 em uma área de cobrança corporativa responsável pela
 elaboração de estratégias e pela implantação de melhorias,
 definindo as políticas e as normas para todo o grupo.
 •    Estruturação da Operação e Engenharia (EOE) – Visa
 ao aumento de eficiência da área operacional da Rede
 Energia, aprimorando as estruturas de engenharia e de
 distribuição de cada distribuidora. A melhoria evitará o
 retrabalho entre as áreas, com economia de tempo e
 de recursos.




58
•   Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico
(MCPSE) – Atualizará o cadastro técnico, operacional
e patrimonial de 100% dos ativos das empresas. O
trabalho levará três anos para ser concluído.
•   Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica
(PRODIST) – A adequação dos procedimentos segue as
orientações da Agência Nacional de Energia Elétrica
(ANEEL). O resultado trará um ganho de escala em
todas as empresas da Companhia.
•   Call Center – Será todo reestruturado, de acordo
com as determinações da Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL). Além de suprir as demandas da própria
empresa, prestará serviços às outras companhias.
•   Sistema de Gestão Empresarial – Com um
investimento de R$ 40 milhões, a Rede Energia
será modernizada com um novo software da SAP,
empresa responsável pelo desenvolvimento da nova
ferramenta. O objetivo é integrar as áreas (tesouraria,
cobrança, jurídico, infraestrutura, planejamento e frota,
contabilidade e área fiscal) das diferentes empresas
da Rede Energia. A previsão é de que a substituição do
processo antigo pela nova ferramenta seja concluída
até julho de 2011 nas nove empresas da Companhia.
Além de maior agilidade, haverá 30% de economia por
ano no gasto com gestão.
Em 2010, o sistema de gestão empresarial será
implantado primeiramente nas empresas Cemat e
Celtins. No ano seguinte, será a vez das empresas
Enersul, Bragantina, Caiuá, Força e Luz do Oeste,
Nacional, Vale Parapanema e Rede Comercializadora.
O processo mobilizará a dedicação de cerca de
cem pessoas.




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    59
Desempenho econômico financeiro




 Gestão de risco

 A Rede Energia e suas controladas possuem procedimentos
 de controles preventivos que monitoram sua exposição aos
 riscos de crédito, de mercado, de escassez de energia e aos riscos
 relacionados à Companhia e suas operações.


 Riscos de crédito
 Trata-se do risco da Companhia e de suas controladas incorrerem
 em perdas resultantes da dificuldade de recebimento de
 valores faturados a seus consumidores, suas concessionárias e
 permissionárias. A mitigação desse risco ocorre com a aplicação
 de procedimentos analíticos de monitoramento das contas
 a receber de consumidores, ações de cobrança e corte no
 fornecimento de energia. Outro fator que minimiza o risco de
 crédito é o perfil da carteira de crédito, que é pulverizada em um
 número expressivo de consumidores.


 Riscos de mercado
 Risco de mercado é a eventual perda resultante de mudanças
 adversas das taxas e preços de mercado. A Rede Energia está
 exposta a riscos de mercado decorrentes da atividade. Os riscos
 de mercado envolvem, principalmente, a possibilidade de
 que mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio e inflação
 afetem negativamente o valor dos ativos financeiros, fluxos
 de caixa e rendimentos futuros da Companhia. A mitigação
 desse risco ocorre por meio da aplicação de procedimentos de
 avaliação da exposição dos ativos e passivos ao risco de mercado
 e, consequentemente, da contratação de “hedge” junto às
 instituições financeiras de primeira linha.


 Risco operacional (GRI 4.11)
 As receitas operacionais da Rede Energia podem ser afetadas
 ou não por decisões da ANEEL em relação às tarifas praticadas.
 As tarifas cobradas pela venda de energia aos consumidores
 são determinadas de acordo com os contratos de concessão
 celebrados com a ANEEL e estão sujeitas à regulação da agência.

60
A mitigação desse risco ocorre pelo monitoramento e pela
aplicação das normas e dos procedimentos definidos
pela ANEEL, e por um criterioso gerenciamento de
custos operacionais.


Risco de escassez de energia (GRI EU06)
O sistema elétrico brasileiro é abastecido predominantemente
pela geração hidrelétrica. Um período prolongado de escassez
de chuva, durante a estação úmida, reduziria o volume de água
nos reservatórios dessas usinas, trazendo como consequência
o aumento no custo da aquisição de energia no mercado de
curto prazo e a elevação dos valores de encargos de sistema
em decorrência do despacho das usinas termelétricas. Em
outra situação extrema, poderia ser adotado um programa de
racionamento, que implicaria redução de receita. No entanto,
considerando os níveis atuais dos reservatórios e as últimas
simulações efetuadas, o Operador Nacional de Sistema
Elétrico (ONS) não prevê para os próximos anos um novo
programa de racionamento.


Política de utilização de instrumentos derivativos
O uso de derivativos tem o propósito de atender às
necessidades da Rede Energia no gerenciamento de
riscos de mercado – principalmente de riscos de variação
cambial que possam resultar em perda financeira
– decorrentes dos descasamentos entre moedas e
indexadores. A Companhia e suas controladas possuem
apenas operações de swap, sem outros instrumentos
derivativos. As operações com derivativos são realizadas
por intermédio das superintendências financeiras, de
acordo com a estratégia previamente aprovada pelos
gestores da Companhia. Os contratos são fechados
em mercado de balcão, diretamente com instituições
financeiras de primeira linha. As operações com
derivativos da Rede Energia e suas controladas não
possuem verificadores nem chamada de margens,
sendo liquidados integralmente no vencimento.


                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     61
Desempenho econômico financeiro




 Tecnologia e inovação
 (“P&D”)

 Os programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)
 da Rede Energia incentivam projetos inovadores que
 tragam soluções aos desafios tecnológicos do setor
 elétrico. Em parceria com as melhores universidades e
 com os mais avançados centros de pesquisa do País, a
 Rede Energia busca a melhoria do produto e do serviço
 prestado aos clientes. Desde o início dos programas, a
 Rede Energia destinou R$ 160 milhões aos programas
 de P&D. Em 2009, houve o investimento aproximado de
 R$ 10 milhões em 48 projetos. Alguns dos projetos em
 andamento são:


 1) Desenvolvimento de metodologia para
 estabelecimento de estrutura tarifária para o serviço de
 distribuição de energia elétrica entre as distribuidoras


 Proposto pela ANEEL, o estudo sobre a metodologia de
 construção de tarifas no setor elétrico é pesquisado
 pela Rede Energia. O projeto sugere uma estrutura
 tarifária horo-sazonal, orientando o consumo para
 as horas e os períodos nos quais o fornecimento de
 energia elétrica seja menos oneroso para o País. Dessa
 forma, aumentaria o uso mais racional do sistema
 elétrico, postergando a realização de investimentos
 futuros em sua expansão.




62
2) Redução de carbono nas cadeias de fornecimento
de energia elétrica da Rede Energia


O objetivo do projeto é realizar o inventário das
emissões de carbono na cadeia de energia elétrica e,
assim, elaborar um estudo de viabilidade econômica
para Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo (MDL) de redução de carbono e criar estratégias
para a compensação e neutralização de emissões
de carbono nas cadeias de geração, transmissão e
distribuição de energia elétrica.


3) Sistema de gerenciamento e centralização de
comunicação móvel de dados de voz com
transmissão híbrida


A meta é desenvolver um sistema de comunicação
híbrida (TCP/IP, rádio VHF/UHF, GPRS/GSM e satélites)
para transmissão móvel de dados de voz em diferentes
localidades. Haveria a integração de tecnologias
existentes e o desenvolvimento de softwares e
hardwares dedicados às especificidades do sistema de
comunicação das empresas cooperadas.
A Rede Energia já desenvolveu um projeto que resolve
o problema de comunicação entre a área que cuida
do atendimento ao cliente e o funcionário que faz o
atendimento presencialmente. O sistema de despacho
decodifica e envia informação. Ao mesmo tempo, o
emissor da informação recebe o relatório, confirmando
a chegada dela. É uma maneira de se evitar o extravio
de mensagens.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  63
4) Projeto de segmentação de atendimento de clientes
 por nichos não convencionais


 A meta é, a partir de pesquisa de opinião, segmentar
 o atendimento de clientes do grupo A (ligados em
 média e alta tensão – acima de 13,8 KV), dividindo-os
 por interesses e demandas comuns. Assim, segmentos



64
de mercado como aviários, consumidores em etapas
de projetos, corporativos, grandes consumos, entre
outros, terão um plano diferenciado de atendimento, o
que deverá melhorar continuamente o relacionamento
deste segmento de mercado com as distribuidoras
da Rede Energia.




                                             relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                 65
Desempenho econômico financeiro




 Resultados financeiros

 Lucro líquido
 O resultado econômico-financeiro da Rede
 Energia foi positivo em 2009, com lucro líquido
 consolidado de R$ 20,3 milhões. Quando
 consideradas apenas as nove distribuidoras, o
 lucro líquido somado representa o montante de R$
 466,6 milhões em 2009, ou seja, 285,1% superior
 ao de 2008, quando foi registrado R$ 121 milhões.
 O aumento percentual de 285,1% é significativo, se
 avaliado que, nos primeiros meses de 2009, devido
 ao temor da crise financeira global iniciada em
 meados de 2008, a atividade econômica local se
 restringiu, principalmente, na região Norte do País
 – área de concessão da Rede Energia. O próprio
 consumidor acabou pisando no freio em termos
 de consumo, especialmente nos primeiros meses
 do ano, quando a crise ainda estava iminente.
 Conseqüentemente, houve menor consumo de
 energia elétrica. Mesmo assim, os investimentos
 da Rede Energia foram mantidos em 2009, ainda
 que em uma escala mais modesta que a do
 ano anterior.


     Principais indicadores financeiros (GRI 2.8 e EC01)

     Dados Econômicos                                        2009         2008      Var%
     Receita Operacional Bruta - R$ mil                    7.586.966    6.075.141   24,9%

     Receita Operacional Líquida - R$ mil                  5.044.554    3.995.756   26,2%

     EBITDA - R$ mil                                        1.187.610    993.963     19,5%

     Margem EBITDA (%)                                        23,5%        24,9%     -5,4%

     Lucro Líquido - R$ mil                                   20.338      179.169   -88,6%

     Lucro Líquido Combinado das Distribuidoras - R$ mil    466.622       121.170   285,1%

     Investimento Bruto - R$ mil                            885.830     1.482.764   -40,3%
66
Receita operacional
A receita operacional bruta consolidada da Rede Energia
– composta pela receita de fornecimento ao consumidor
final, fornecimento de energia para revenda (suprimento)
e receita do uso do sistema de distribuição (“TUSD”)
– aumentou 24,9%, passando de R$ 6.075,1 milhões
em 2008 para R$ 7.587,0 milhões em 2009, devido ao
crescimento do mercado em 15,1%. Também houve o
aumento da tarifa média anual em 8,5% e o processo de
consolidação da Enersul a partir de setembro de 2008,
data da aquisição da concessionária.
Em relação à receita operacional líquida consolidada
da Rede Energia, foi registrado o incremento de 26,2%,
passando de R$ 3.995,7 milhões, em 2008, para R$ 5.044,5
milhões, em 2009.


EBITDA
O EBITDA consolidado da Rede Energia somou R$ 1.187,6
milhões, em 2009, contra R$ 994,0 milhões, em 2008. O
crescimento de 19,5% (R$ 193,6 milhões) foi influenciado,
principalmente, pelo expressivo aumento de 26,2% (R$
1.048,8 milhões) na receita líquida.
O Ebitda representa o resultado operacional calculado
com base no resultado do serviço das demonstrações do
resultado, acrescido da depreciação e amortização das
demonstrações dos fluxos de caixa.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  67
Desempenho econômico financeiro




 Endividamento financeiro (GRI 2.8)

 Companhia
 O saldo da conta empréstimos, financiamentos, debêntures
 e encargos de dívida passou de R$ 1.065,0 milhões, em 2008,
 para R$ 1.431,9 milhões, em 2009, representando um aumento
 de 34,5% (R$ 366,9 milhões), dos quais 53,8% são dívidas em
 moeda nacional e 46,2% em moeda estrangeira.
 O aumento ocorreu, principalmente, devido ao saldo devedor
 dos bônus perpétuos que, embora tenha sido favorecido pela
 variação cambial, foi negativamente afetado pela variação
 da marcação a mercado (melhor cotação), decorrente da
 melhora da percepção de crédito da companhia pelo mercado
 financeiro e de capitais.
 O saldo dos empréstimos, financiamento e encargos líquido
 de caixa e aplicações passou de R$ 1.046,1 milhões, em 2008,
 para R$ 1.425,0 milhões, em 2009, aumento de 36,2%
 (R$ 378,9 milhões).


 Consolidado
 O saldo consolidado da conta empréstimos, financiamentos,
 debêntures e encargos de dívida passou de R$ 4.484,7
 milhões, em 2008, para R$ 5.017,7 milhões em 2009,
 representando um aumento de 11,9% (R$ 533 milhões), dos
 quais 72,4% são dívidas em moeda nacional e 27,6% em
 moeda estrangeira.
 Reclassificando, portanto, as dívidas em moeda estrangeira,
 que estão protegidas das variações cambiais por meio de swap,
 para o grupo de moeda nacional, os percentuais passam a ser:
 84,4% em moeda nacional e 15,6% em moeda estrangeira.
 Descontando as disponibilidades em caixa e as aplicações,
 o saldo líquido da conta empréstimos, financiamentos,
 debêntures e encargos de dívidas passou de R$ 4.088,7
 milhões, em 2008, para R$ 4.603,7 milhões, em 2009,
 representando um aumento de 12,6% (R$ 515 milhões).




68
Perfil do endividamento (Rede Energia)

                      0,7%       12,3%

       25,7%                                                      BNDES

                                                                  Perpetual Bonds

                                                                  Dívida Bancária

                                           46,1%
                                                                  Debêntures
      15,2%




                                    9,7%

                                                                  Curto Prazo


                                                                  Longo Prazo




          90,3%


Financiamento do endividamento
Em 2009, a Rede Energia realizou diferentes operações
para o alongamento do endividamento:
•    Bônus perpétuo – Houve a recompra parcial dos bônus
perpétuos com deságio de 47,1% no final do ano. A favor da
Companhia, a variação cambial, no decorrer de 2009,
contribuiu para a redução de R$ 837,7 milhões no saldo
devedor em moeda estrangeira. No entanto, o efeito da
marcação a mercado dos bônus perpétuos compensou
negativamente esse ganho, reduzindo o saldo em
moeda estrangeira em R$ 237,5 milhões de 2008
para 2009.


                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   69
Desempenho econômico financeiro
      Desemprenho econômico financeiro




                                                             Espaço Cultural José
                                                             Gomes Sobrinho
                                                             Palmas/TO




 •    Debêntures – Foi feita a emissão de debêntures
 simples, com prazo de cinco anos, no valor de R$
 370 milhões em dezembro de 2009. Desse total, R$
 320 milhões foram usados na liquidação de notas
 promissórias. O restante foi usado para a composição
 do capital de giro da companhia. (GRI 2.9)
 •    BNDES – Entrada da primeira tranche do banco
 no valor de R$ 100 milhões, referente ao Contrato de
 Financiamento para projetos de melhorias na área
 de concessão da Celpa, no Pará, no valor total de
 R$ 449,3 milhões. As próximas tranches estão
 previstas para 2010.
 •    Eletrobrás – Incremento de R$ 73,4 milhões referente
 ao Programa Luz para Todos.
 Esses contratos contam com prazo para liquidação de
 12 anos, sendo dois anos de carência e 10 anos para a
 amortização do principal. O custo da operação foi de 5%
 ao ano de juros e 1% ao ano de taxa de administração.
 (GRI EC04)
 •    BID – Desembolso de R$ 15 milhões em dezembro
 de 2009. Os recursos serão aplicados na Celtins,
 no Tocantins.




70
Distribuição do Valor
Adicionado (DVA)

O valor adicional gerado pela Rede Energia em 2009
e distribuído aos funcionários, governo, financiadores
externos e acionistas aumentou de R$ 4,3 milhões em
2008 para R$ 4,9 milhões em 2009. Na distribuição
dessa riqueza pela Rede Energia, a maior parte, 51,17%
do valor gerado, teve como destino os cofres públi-
cos (municipal, estadual e federal) com as taxas e os
impostos. Em segundo lugar, parte da riqueza (38,53%)
foi destinada à remuneração de capitais de terceiros
(despesas financeiras, aluguéis, encargos de dívidas e
variações monetárias).




            Em 2009: R$ 4.948.642                               Em 2008: R$ 4.288.654
  51,17% governo         6,28% colaboradores(as)        54,37% governo         7,83% colaboradores(as)

  - 1,31%          38,53%          5,33%                0,80%            32,24%           6,36%
  acionistas       terceiros       lucros retidos       acionistas       terceiros        lucros retidos




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                           71
Desempenho econômico financeiro




 Perspectivas, estratégias e
 desenvolvimento

 A área de concessão das empresas da Rede Energia
 exige significativo aporte de recursos por se tratar
 de regiões com o menor Índice de Desenvolvimento
 Humano (IDH) do País. O desafio da Companhia é levar
 energia elétrica aos locais afastados, promovendo o de-
 senvolvimento local. Como consequência, há o aumento
 do número de consumidores. Em 2009, a Rede Energia
 investiu R$ 885,8 milhões. Do total, R$ 415,7 milhões
 foram recursos próprios e R$ 470,1 milhões vieram de
 fontes subsidiadas.




     Investimentos por empresas

     R$ mil                                                 2009        2008      Var%
     Rede Sul / SE                                          52.549       57.234    -8,2%

     Celtins                                               129.292     203.933    -36,6%

     Cemat                                                 203.204     598.293    -66,0%

     Celpa                                                 364.806     579.565     -37,1%

     Enersul                                                124.159    34.953*    273,2%

     Outras                                                  11.820      8.786    -37,2%

     Total                                                 885.830    1.482.764   -40,3%
 * Valor referente ao último trimestre de 2008




72
Destino dos R$ 885,8 milhões de investimentos da Rede Energia em 2009:
•   Programa Luz para Todos (“LPT”) e Programa Nacional de Universalização – R$ 433,6 milhões.
•   Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), PEE, FNDCT e EPE – R$ 48,7 milhões.
•   Sub-rogação do direito de uso da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC),
para subsídio da implantação de projetos que visam à interligação do sistema e
desativação da geração térmica – R$ 42,5 milhões.
•   Interligação da Ilha de Marajó – R$ 60,4 milhões.
•   Programa de Redução de Perdas – R$ 32,9 milhões.
•   Manutenção e melhorias no sistema com caixa próprio – R$ 267,8 milhões.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  73
Desempenho operacional

                 Capítulo 4
Desempenho operacional
      Operational performance




 O aumento do consumo de energia elétrica, registrado
 em quatro segmentos da Rede Energia em 2009
 – residencial, comercial, industrial e rural –, foi
 influenciado pelo maior número de consumidores no
 Brasil, pela elevação da temperatura, pela chegada de
 grandes grupos varejistas na região central do país, a
 baixa influência da crise econômica sobre o setor de
 agronegócio e também pelos programas de
 transferência de renda nas regiões Norte e Centro-
 Oeste incentivados pelo governo federal.
 Em 2009, a quantidade de energia (em GWh) fornecida
 pela Rede Energia às quatro classes consumidoras foi
 15,1% superior à quantidade fornecida em 2008. No
 entanto, o segmento com maior percentual de consumo
 foi o rural, com 26,1%. No ranking das unidades
 consumidoras, a classe rural também foi o destaque,
 com o expressivo aumento de 17,4% de unidades em
 2009 sobre 2008.
 A relevância, em números, do segmento rural é
 resultado dos diversos programas do governo federal,
 que priorizam o acesso à energia em municípios com
 menor índice de eletrificação e de desenvolvimento
 humano.
 Nesse cenário, a Rede Energia é o segundo maior
 participante do programa “Luz para Todos”
 (LPT), tendo investido R$ 374,8 milhões, em 2009, em
 regiões com reduzido desenvolvimento econômico, nos
 estados do Pará, Mato Grosso e Tocantins.




76
Balanço energético em 2009


                                           Vendas                          Residencial
                                        Distribuidoras
                                                                           6.383 GWh
                                          18.097 GWh



Geração Hidráulica
                                             Perdas                         Industrial
   371 GWh                               Distribuidoras
                                         + Rede Básica                      3.717 GWh

                                            5.772 GWh


 Geração Térmica       Energia
                                                                            Comercial
                      Requerida            RedeCom
    383 GWh
                                                                           3.858 GWh
                     26.877 GWh           1.874 GWh



Energia Comparada
                                                                              Outros
   26.123 GWh                             RedeCom
                                        Consum. Lives                       4.139 GWh

                                           307 GWh




                                          Suprimento
                                           821 GWh




                                            Ajustes

                                             6 GWh




                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                         77
Desempenho operacional




 Mercados atendidos

 Presente em 34% do território nacional, a Rede Energia
 registrou o aumento de 15,1% do fornecimento de
 energia elétrica para as classes de consumidores
 residenciais, industriais, comerciais e rurais. Em todos
 os segmentos, o consumo passou de 15.995 GWh, em
 2008, para 18.405 GWh, em 2009. Se analisados os
 últimos quatro anos (de 2004 a 2009), o mercado
 consolidado da Rede Energia tem crescido a uma média
 de 12,2% ao ano.


 Rural
 Maior aumento no consumo de energia, com alta de
 26,1%. O consumo dos moradores das regiões afastadas
 das cidades passou de 1.182 GWh, em 2008, para 1.490
 GWh, em 2009.
 Apenas na região Norte – especificamente no Pará
 – o consumo de energia da classe rural cresceu 13,5%,
 devido aos seguintes programas: “Universalização do
 Acesso e Uso da Energia Elétrica”; “Luz Para Todos”;
 “Entorno do Lago” e “Programa de Investimentos
 Sociais” (PIS).
 Na região de atuação da Enersul, a classe residencial
 também se destacou com um crescimento de 12,4%.
 O alto desempenho é resultado da implantação, pela
 Rede Energia, do novo sistema de faturamento e
 recadastramento dos clientes.




78
Comercial
Registro de aumento de consumo de 18,8%, em
2009. A energia consumida por lojas, supermercados,
restaurantes, entre outros estabelecimentos, evoluiu
de 3.248 GWh, em 2008, para 3.858 GWh, em 2009.
Um dos principais motivos foi o aumento das redes de
varejo naregião Centro-Oeste e Norte do País.
Na região de atuação da Enersul, a classe residencial
também se destacou com um crescimento de 12,4%.
O alto desempenho é resultado da implantação, pela
Rede Energia, do novo sistema de faturamento e
recadastramento dos clientes.


Residencial
O consumo aumentou 18,5%, passando de 5.384 GWh,
em 2008, para 6.383 GWh, em 2009.
Resultado do crescimento vegetativo, expansão
do número de ligações, aumento do consumo nas
áreas da Cemat e Rede Sul-Sudeste (com 7,4% e 5,7%,
respectivamente) e da elevação da renda nas regiões
Norte e Centro-Oeste.


Industrial
Consumo modesto de energia em 2009, mas acima da
média de crescimento nacional. A energia fornecida
pela Rede Energia para o segmento industrial passou
de 3.898 GWh, em 2008, para 4.025 GWh, em 2009,
aumento de 3,3%. O resultado tímido, mas positivo,
deu-se graças ao bom desempenho dos setores de
abate de animais e de cimento, na área de concessão
da Celtins, à resistencia à crise económica do setor de
agronegócio na área de concessão da Cemat e Enersul,
além da consolidação societária da Enersul desde
setembro de 2008.
No entanto, nas regiões Sul e Sudeste, a interferência
da crise financeira mundial, aliada à baixa
produtividade das indústrias, resultou na redução do


                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    79
Desempenho operacional




 consumo de energia nos setores de metalurgia, têxtil,
 transportes e produtos alimentícios.
 Na região Norte, o segmento industrial também
 reduziu o consumo de energia em 2,7%, se comparado
 a 2008. A queda foi ocasionada pela crise financeira
 mundial, iniciada no último trimestre de 2008, com
 forte impacto nas atividades industriais do Estado,
 afetando, principalmente, os ramos de extração e
 tratamento de minerais, metalurgia e madeira.




      Energia Vendida

      Rede Consolidado (MWh)                            2009       2008      Var%

      Residencial                                6.382.560      5.384.305    18,5%

      Industrial                                 4.024.698      3.897.514     3,3%

      Comercial                                  3.857.844      3.248.164    18,8%

      Rural                                      1.489.897       1.181.726   26,1%

      Outros                                     2.649.668      2.283.750    16,0%

      Total                                    18.404.667      15.995.459    15,1%




80
Artesanato em Capim Dourado/TO




                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                     81
Desempenho operacional




 Mercado consumidor

 A Rede Energia leva luz para 16,5 milhões de brasileiros,
 em 578 municípios dos estados do Pará, Tocantins,
 Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais
 e São Paulo.
 O número de unidades consumidoras atendidas pelas
 subsidiárias da empresa aumentou 5,9%, passando
 de 4.242.604, em 2008, para 4.493.030, em 2009. Esse
 percentual foi impulsionado, principalmente, pela
 expansão da base de clientes da Celpa e Cemat que,
 juntas, agregaram 168.454 novos consumidores.
 Em número de unidades consumidoras, a classe
 rural, influenciada pela implantação do Programa
 “Luz para Todos”, se destaca em 2009 pelo expressivo
 crescimento de 17,4%.
 Nos últimos quatro anos, de 2005 a 2009, o número de
 consumidores das subsidiárias da empresa cresceu a
 uma média anual de 12,1%.




     Clientes

     Rede Energia Consolidado                         2009        2008     Var%

     Residencial                                 3.633.062     3.461.033   5,0%

     Industrial                                      38.270      35.288    8,5%

     Comercial                                       351.471    340.698    3,2%

     Rural                                          416.773      355.051   17,4%

     Outros                                          53.454      50.544    5,8%

     Total                                       4.493.030     4.242.614   5,9%




82
O evento anual “Ciclo de Palestras” passou a ser marca
registrada do planejamento de mercado nas áreas
de concessão das distribuidoras da Rede Energia.
Importantes personagens da área política, econômica,
cultural e de energia do País e das regiões atendidas
pelas distribuidoras são convidados a explanar sobre
assuntos nos quais têm expertise. O intuito do evento é
oferecer subsídios para o planejamento estratégico das
empresas no horizonte decenal.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  83
Desempenho operacional




 Grandes clientes das
 Distribuidoras

 Para o segmento de grandes clientes das nove
 distribuidoras, a Rede Energia ampliou, em 2009,
 o número de serviços que podem ser acessados
 pela internet, oferecendo ainda mais agilidade às
 empresas. Integram os novos serviços on-line: histórico
 de consumo; histórico de faturamento; demanda
 sub e sobrecontratada; impacto do consumo e
 demanda reativos; atualização cadastral; envio de
 dúvidas; consulta ao contrato firmado e simulação de
 faturamento da unidade. Também criou o comitê de
 atendimento a grandes clientes, onde são padronizadas
 as políticas e procedimentos de atendimento aos
 grandes clientes das distribuidoras em todas as áreas
 de concessão.
 Por meio do Departamento de Grandes Clientes, criado
 especialmente para desenvolver a melhoria contínua
 da qualidade dos serviços e do relacionamento,
 as distribuidoras atendem indústrias e unidades
 comerciais de grande porte.
 As ações de melhoria no atendimento são analisadas
 e decididas pelo comitê de atendimento de grandes
 clientes, de forma corporativa, envolvendo todas as
 empresas. Isso permite a unificação de procedimentos
 e critérios de atendimento, e a troca de experiências
 entre as empresas. Como parte dessas ações, além dos
 “Serviços On-Line”, é disponibilizada uma central de
 atendimento exclusiva aos grandes clientes e outros
 canais de atendimento via web.
 Os Gestores de clientes, vinculados ao Departamento
 de Grandes Clientes, atendem a todos os clientes
 do grupo tarifário A (atendidos em média e alta




84
tensão) tais como: indústrias e comércios, exceto
clientes públicos que contam com uma estrutura
de atendimento diferenciada. As necessidades e
expectativas dos grandes clientes são identificadas
na análise mensal dos relatórios de faturamento e
arrecadação, nas visitas periódicas dos Gestores de
Clientes e por meio de reuniões com órgãos públicos
e entidades de classe locais.




                                             relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                 85
Desempenho operacional




 Comercializadora

 A Rede Comercializadora, controlada pela Rede Energia,
 registrou volume de vendas (curto e longo prazo) de
 2.164 GWh para clientes industriais e comerciais nas
 regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil,
 além da exportação de energia para a Bolívia. Houve
 aumento de 17,7% em relação ao ano anterior, resultado
 do aumento do numero de clientes livres atendidos
 pela empresa e da maior eficiência na comercialização
 de energia.
 A Rede Comercializadora transaciona contratos de
 venda de energia alternativa e renovável (Pequenas
 Centrais Hidrelétricas e Biomassa) para consumidores
 no mercado livre. O volume somou 465 GWh em 2009,
 classificando a empresa como a maior comercializadora
 de fontes alternativas e renováveis do Brasil.
 Primeira colocada no ranking da comercialização
 de energia incentivada no País e em sétimo lugar
 no ranking da Câmara de Comercialização de
 Energia Elétrica (CCEE), a Rede Comercializadora
 operacionalizou, em 2009, 424 Contratos de Compra
 e Venda de Energia e de intermediação de negócios,
 firmados com importantes grupos econômicos do
 país, destacando-se como a maior comercializadora
 de energia incentivada do Brasil. É a única
 comercializadora de energia do País certificada pela
 norma ISO 9001/2008.
 A Rede Comercializadora atua com destaque em:
 •    Comércio de energia elétrica no Ambiente de
 Contratação Livre (ACL).




86
•   Intermediação entre compradores e vendedores de
energia no ACL.
•   Operação e representação na Câmara de
Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
•   Representação de agentes do setor em leilões de
energia, prestação de serviços de
assessoria e consultoria técnica a consumidores.




Faz parte da Política da Qualidade da Rede
Comercializadora:
•   Atender às demandas de seus clientes, oferecendo
soluções customizadas de flexibilidade de volume de
energia, prazos de fornecimento, preços, condições de
pagamento, tipos de garantia e serviços agregados.
•   Prestar serviços confiáveis a seus clientes, com
preços competitivos e entregas dentro dos prazos
contratados.
•   Atender às expectativas dos seus acionistas,
cumprindo as metas de desempenho da empresa.
•   Assumir o compromisso com a melhoria contínua
dos processos definidos no escopo de seu Sistema de
Gestão da Qualidade.




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   87
Desempenho operacional




 Índice de perdas

 O percentual consolidado de perdas das empresas da
 Rede Energia chegou a 20,9% no final de 2009. O índice
 consolidado, acumulado em 12 meses, aumentou 1,1%
 em relação a 2008, influenciado principalmente pelo
 índice da subsidiária Celpa, que registrou uma variação
 de 3%.


 Dentre os principais componentes do índice de perdas
 estão as perdas técnicas que ocorrem quando as
 dimensões do sistema elétrico não estão tecnicamente
 adequadas, ou seja, correspondem à energia perdida
 devido ao subdimensionamento do sistema elétrico.
 Sendo assim, esse tipo de perda é sempre conseqüente
 de sobrecarga no sistema.


     Resultado de perdas por empresa – (GRI EU12)

      Acumulado
      12 meses                                             2009    2008

      Rede Energia Sul / Se                                 6,8%   6,2%

      Celtins                                              14,8%   14,7%

      Cemat                                                16,6%   16,2%

      Celpa                                                30,3%   27,3%

      Enersul                                              23,7%   23,9%

      Rede Energia Consolidado                             20,9%   19,8%




88
Já as perdas não técnicas, também denominadas
perdas comerciais, correspondem à energia perdida
na comercialização, ou seja, conseqüente de furtos de
energia, fraudes em medidores e medidores
com defeito.
Na distribuidora do Pará, a Celpa, por exemplo, há
perdas de 16% sobre a energia distribuída, devido
a fraudes e “gatos”. Na Enersul, as perdas técnicas
correspondem a 8,8% da energia distribuída; na Cemat,
5%; na Celtins, 6%. Nas distribuidoras da rede Sul-
Sudeste, as perdas técnicas são inferiores a 1%.
Com o aumento de 3% no índice de perdas técnicas
no Pará em 2009, a Celpa fez investimentos e pôs em
prática várias ações para reduzir as fraudes. Integram as
iniciativas:
•   Rede PSH – O novo sistema, associado à medição
eletrônica centralizada, foi implantado para a medição




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   89
Desempenho operacional




     Histórico de perdas de energia
     23,2%
             20,7%                                                                       20,9%
                                                                                19,8%
                                                                    18,5% 18,8%
                     17,3%   15,9% 15,8%             16,6%
                                         14,8% 15,6%




     1998    1999    2000    2001    2002     2003    2004   2005   2006   2007   2008   2009




 de 96 mil clientes. O uso do sistema foi homologado
 em 1º de julho de 2009. Os efeitos serão notados nos
 próximos anos.
 •     Medição Eletrônica – Retirada, substituição
 e instalação dos novos medidores pela empresa
 Landis+Gyr, após liberação do INMETRO, totalizando
 25.239 clientes faturados pelo novo sistema.
 •     Projeto Luz em Conta – Para solucionar o
 desperdício de energia elétrica e eficiência energética
 a partir das instalações elétricas residenciais, a
 Companhia tem doado lâmpadas econômicas, além
 de adequar o consumo e substituir geladeiras na
 residência de clientes com baixo poder aquisitivo e
 alto consumo.
 •     Combate aos Clientes sem Medição – O projeto,
 iniciado em outubro de 2009, tem como objetivo o
 atendimento, até maio de 2010, de 86.093 unidades
 consumidoras, sem medição, por meio da instalação
 de medidores em padrão convencional. Abrange a
 área metropolitana de Belém e o interior do estado do
 Pará. Até dezembro de 2009, foram instalados 30.285
 equipamentos de medição.



90
•   Contratos de Performance – Em parceria com
a empresa Landis+Gyr, até o final de 2009, foram
instalados 208 conjuntos de medição de média-tensão
(classe industrial e comercial), de um total previsto de
600 conjuntos.
•   Fiscalização de Unidades Consumidoras
– Fiscalização geral e pontual, abrangendo a região
metropolitana de Belém e o interior do estado, por
meio da análise de perdas por subestação, alimentador
e transformador. Em 2009, foram realizadas 312.808
fiscalizações.
•   Contrato de Performance (SMIT) – Caixa Padrão
Rede de Sistema Medição de Telemedição, otimizando a
leitura, corte, religação e serviços comerciais no padrão
convencional de medição indireta. Dos 150 previstos,
foram instalados 14 conjuntos, com ganho médio por
unidade consumidora de 12 MWh ao mês.




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   91
Desempenho operacional




 Indicadores de serviço

 Os indicadores de continuidade do serviço, chamados
 DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Cliente)
 e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por
 Cliente), estão próximos do padrão definido pela ANEEL
 em sete distribuidoras da Rede Energia. Apenas a Celpa,
 no Pará, e a Celtins, no Tocantins, apresentam indicado-
 res superiores ao determinado pela ANEEL.
 Na Celtins, em 1998, a Frequência Equivalente de Inter-
 rupção por Cliente (FEC) era de 96,3 vezes, com Duração
 Equivalente de Interrupção por Cliente (DEC) de 77,3
 horas. No ano de 2009, os índices diminuíram signifi-
 cativamente para uma FEC de 39,31 vezes, com DEC de
 52,23 horas
 Na Celpa, a frequência equivalente de interrupção por
 unidade consumidora (FEC) ficou em 48,40 vezes con-
 tra o padrão da ANEEL de 45 vezes em 2009. No mesmo
 período, a duração equivalente de interrupção por uni-
 dade (DEC) foi de 84,44 horas ante o padrão ANEEL de
 80,50 horas.


                                     DEC                               FEC
                                               Padrão                             Padrão
                     31/12/09      31/12/08     Aneel       31/12/09   31/12/08    Aneel

     Caiuá                7,29         5,93       10,02        6,95        5,62     14,82
     EDEVP                7,09         6,31         13,11       7,75       6,95     15,27
     EEB                  11,22        11,54      14,10         8,81      11,54     17,90
     CNEE                 7,29         8,03       11,88        9,58       13,98     13,18
     CFLO                 4,64         3,32         9,27        5,23       3,99     10,27
     Celtins             52,23       46,00       39,00         39,31      33,87    39,00
     Cemat               29,27        27,85       33,53        22,83      23,75    28,64
     Celpa               83,44        77,20      80,50        48,40       51,60    45,00
     Enersul              12,35       11,98       14,95         9,10       7,80     13,31


92
Os indicadores da Celtins e da Celpa continuam
superiores à meta estabelecida pela ANEEL, em 2009,
por vários fatores:
•   Expansão acelerada do sistema elétrico na área rural
e em regiões afastadas dos polos de manutenção com
geografia complexa (presença de reservas indígenas e
vegetação densa).
•   Alta dispersão entre os consumidores fora das
áreas urbanas e infraestrutura viária precária, o que
compromete o desempenho operacional.
•   Atendimentos emergenciais e de manutenção, com
a continuação do “Programa Luz para Todos”.
•   Processo de incorporação de redes particulares em
cumprimento às metas de universalização fixadas pelo
governo federal.
•   Influência de fatores não gerenciáveis, que
contribuem com mais de 50% na apuração final dos
indicadores. São eles: descargas atmosféricas, vendavais,
erosão, vegetação, pipas, vandalismos, animais, quedas
de árvores e queimadas.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  93
Desempenho operacional




 Reajuste tarifário

 As tarifas cobradas pela venda de energia aos
 consumidores são determinadas de acordo com os
 contratos de concessão celebrados com a ANEEL e
 estão sujeitas às normas regulatórias da agência.
 O governo federal definiu fontes de financiamento para
 a concessão e subvenção econômica de menor tarifa
 de fornecimento de energia elétrica aos consumidores
 residenciais de baixa renda, com consumo mensal
 inferior a 80 kWh ou com consumo entre 80 e
 220 kWh – neste último caso, desde que atendam a
 alguns critérios, conforme estabelecido no artigo 5º da
 Lei nº 10.604, de 17/12/2002.



     Reajuste tarifário anual das nove distribuidoras / Annual rate readjustment of the nine distributors

                                                     CAIUÁ               EDEVP                  EEB
     Data                                          10-mai-09           10-mai-09             10-mai-09

     Anexo I                                            15,32%              11,13%               23,47%

     Anexo II                                          10,58%               6,70%                 11,19%

     Fator X                                            1,30%               1,39%                -0,03%

     RTA / RevTar                                          RTA                RTA                     RTA

     Impacto médio p/ consumidor                        17,55%              11,16%               16,14%

     Resolução                                         819/09              816/09                818/09

     Próxima Revisão                                10-mai-12           10-mai-12             10-mai-12

     * O impacto médio para o consumidor da ENERSUL seria de 8,61%, não fosse o passivo regulatório da companhia.




94
CNEE       CFLO      CELTINS        CEMAT           CELPA          ENERSUL
10-mai-09   29-jun-09   4-jul-08      8-abr-09        7-ago-09        8-abr-09

  14,49%       6,99%      2,15%         15,99%           8,63%          13,60%

    9,61%      9,16%      3,63%          11,33%           2,83%         10,90%

  -0,04%       0,37%     -0,37%           0,18%          -1,37%          0,34%

     RTA         RTA        RTA             RTA             RTA               RTA

   5,48%       4,85%     -5,50%         13,04%            3,75%               0%*

   817/09     842/09    847/09          794/09          857/09          796/09

10-mai-12   29-jun-12   4-jul-12       8-abr-13        7-ago-11        8-abr-13




                          relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                    95
Meio ambiente

        Capítulo 5
Meio Ambiente




 Desempenho ambiental

 A Rede Energia, com o grande esforço dos colabora-
 dores e parceiros de negócio tem o comprometimento
 de levar luz às comunidades de regiões com delicada
 biodiversidade. Com respeito aos ecossistemas e com
 gestão socioambiental responsável, aliando preserva-
 ção do meio ambiente, consumo consciente e desen-
 volvimento regional a Rede Energia encara esse desafio.
 Em 2009, a Rede Energia fez investimentos ambien-
 tais destinados à conservação do meio ambiente, à
 prevenção da poluição, ao consumo consciente e ao
 estímulo à educação ambiental dos colaboradores, dos
 fornecedores e da comunidade. Os recursos aplicados
 estão relacionados à produção e operação de todas
 as empresas da holding e foram aplicados conforme
 o entendimento corporativo dos principais desafios
 ambientais atuais, dada a biodiversidade da região em
 que a empresa está inserida. (GRI EC01)




98
Biodiversidade – área
de concessão,
desafios e projetos

“Nosso desafio é a expansão da rede elétrica pelo País,
cruzando rios e florestas, com todo o respeito do mundo,
porque estamos no Pantanal, na Amazônia e no Cerrado.”
– Frase de Carmem Pereira, Presidente Executiva da
Rede Energia.


A Rede Energia tem a responsabilidade de levar energia
limpa a toda sua área de concessão, para estimular o cresci-
mento de locais que têm o menor Índice de Desenvolvim-
ento Humano (IDH) do País. Junto à passagem dos postes e
das linhas de distribuição por rios, florestas,
parques e reservas indígenas, há a preocupação constante
em minimizar qualquer tipo de impacto ambiental.
A área de concessão das empresas da Rede Energia
abrange 34% do território nacional com três diferentes
biomas, em meio a 578 municípios de sete diferentes esta-
dos brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Tocantins,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. O desafio da Rede
Energia é continuar interligando os sistemas isolados de
distribuição de energia ao Sistema Interligado Nacional
(SIN) com o menor impacto ambiental possível, im-
plantando linhas de distribuição nos lugares longínquos,
para reduzir gradativamente a utilização de combustíveis
fósseis por usinas a diesel.




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                      99
Meio Ambiente




  O SIN engloba as regiões Sudeste, Sul, Nordeste e parte
  das regiões Centro-Oeste e Norte. As demais localidades
  das regiões Centro-Oeste e Norte não estão interligadas,
  constituindo sistemas isolados, nos quais, muitas vezes,
  não é possível chegar nem por terra e nem por água.
  Nesses casos, a Rede Energia estuda a implantação
  de energias alternativas, como a eólica (vento), por
  biomassa (queima de resíduos) ou a fotovoltaica (luz
  solar). O resultado será a melhoria da qualidade do ar e
  o desenvolvimento da comunidade local com a cultura
  de respeito ao meio ambiente. Um dos grandes desafios
  ambientais da Rede Energia é levar luz à população dos
  estados integrantes da Amazônia Legal, como Pará, To-
  cantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, integrantes
  da área de concessão da Companhia.
  O contexto da Amazônia Legal é ser uma das maiores
  regiões exportadoras do País e por outro lado, uma das
  últimas reservas de floresta nativa do globo terrestre.
  Dados do IBGE de 2008 mostram que os estados da
  Amazônia Legal concentram: 33,9% da produção nacio-
  nal de soja; cerca de 33,2% do rebanho de gado bovino
  brasileiro; em torno de 13,5% da extração e produção
  nacional mineral (minérios de ferro, alumínio, ouro,
  níquel e bauxita); e ainda são responsáveis por 81,4% do
  volume de toras de madeira exploradas no Brasil.




                                                                              % da área total que está
                                   Área total no    Área total dos estados:
      Unidade de conservação                                                  presente no território de
                                      Brasil (ha)     TO, PA, MT e MS (ha)
                                                                                      concessão da RE


      Parque nacional                22.757.006                   5.761.755                       25%

      Reserva biológica               5.438.001                   852.906                         16%

      Área de proteção ambiental       7.427.042                  920.269                          12%

      Floresta nacional               19.190.136                 3.616.823                        19%
      Reserva extrativista             8.350.147                 3.084.162                        37%




100
Por outro lado, as áreas das florestas presentes na
Amazônia Legal equivalem a quase dois terços das
florestas ainda existentes no globo, ou 40% do território
brasileiro. No entanto, de 2000 a 2006, a Amazônia
Legal perdeu cerca de 143,1 mil km2 de cobertura
vegetal, segundo dados do INPE (2008).
O resultado da exploração desenfreada foi a criação
de inúmeras unidades de conservação na Amazônia Legal,
com diferentes níveis de proteção: parques nacionais,
reservas biológicas, floresta nacional, reserva extrativista,
área de proteção ambiental, entre outros (vide tabela).


É nesse complexo cenário da Amazônia Legal – de
intensa exploração econômica com baixo Índice de
Desenvolvimento Econômico (IDH) e, ao mesmo tempo,
de reservas ambientais protegidas – que a Rede Energia
necessita implementar e manter sistemas e equipa-
mentos de energia e de distribuição, para levar energia
limpa às comunidades distantes que, muitas vezes, só
contam com energia de usinas movidas a diesel. São
áreas longínquas, isoladas e ainda descobertas pelo
Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por con-
trolar a geração e o consumo de energia elétrica para
que não haja risco de déficit.




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                      101
Meio Ambiente




  Abordagem Rede Energia
  para sustentabilidade

  O entendimento dos desafios para desenvolver suas
  atividades de forma socioambientalmente
  responsável e ainda atuar na promoção do
  desenvolvimento econômico regional faz parte do
  compromisso da Rede Energia.
  A abordagem da empresa para superar este desafio foi
  desenvolver e implementar as ações,
  em 2009, de quatro programas ambientais chave, a
  saber:
  I-Programa de licenciamento;
  II-Programa Cuide de seu mundo;
  III-Programa de Gestão de resíduos;
  IV-Programa de Mudanças Climáticas;




             Adequação à legislação e regulamentação
                      Comunidade e sociedade
                            Operações
                                                Descarte de materiais
        Compras de                              e equipamentos
                                                                        Clientes e
        Suprimentos e       Consumo
                                                                        consumidores
        recursos naturais   consciente
                                                Emissão de gases




102
Os quatro programas estão endereçados aos assuntos
críticos da empresa para a construção da gestão da
sustentabilidade e mitigação de riscos socioambientais
potenciais.
Um dos destaques é o programa endereçado para
fomentar o consumo consciente, batizado de “Cuide do
seu mundo”, cuja implementação demandou grande
esforço da empresa durante 2009. O desafio para 2010
é a melhoria dos indicadores e controle abordados no
Programa Gestão de Resíduos.
Os demais assuntos críticos, ilustrados no quadro, não
abordados nos programas, também foram alvo de
iniciativas e projetos específicos.




                                             relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                 103
Meio Ambiente




  Gestão ambiental

  A elaboração do Sistema de Gestão Ambiental, Saúde
  e Segurança do Trabalho (SGASST) – compatível com as
  normas internacionais NBR ISO 14001 e OHSAS 18.001 –
  foi concluída em 2008 nas principais empresas da Rede
  Energia, permitindo a padronização de procedimentos
  em diferentes empresas do grupo, embora cada uma
  delas mantenha especificidades e exigências regionais.
  (GRI LA09)
  O novo sistema de gestão ambiental da Rede Energia
  passou a ser divulgado a todos os colaboradores,
  por meio de palestras, treinamentos, campanhas de
  consumo consciente e eventos para a conscientização
  da interação do meio ambiente com os processos da
  Companhia.
  A prática do SGASST, na área ambiental, exigiu
  atividades de planejamento, definição de
  responsabilidades, gestão de resíduos, regularização
  ambiental de linhas de distribuição, adequações de
  engenharia, mudanças de rotinas e implantação de
  novos procedimentos.
  O processo de aprimoramento do SGASST está
  sendo conduzido, em cada região, pelas Gerências
  de Meio Ambiente das empresas envolvidas, que são
  supervisionadas pela Gerência Corporativa de Meio
  Ambiente, ligada à Vice-Presidência de Engenharia
  e Meio Ambiente. A área corporativa também
  mantém interface com a Gerência Corporativa de
  Responsabilidade Socioambiental.
  O SGASST na área ambiental apresenta metas e
  indicadores com valores na área socioambiental.
  Com isso, permite maior controle e sistematização
  de práticas ambientais como, por exemplo, dados
  específicos sobre o volume de resíduos sólidos gerados
  nas instalações das empresas e um levantamento de
  passivos ambientais.

104
Bragança Paulista/SP




Em uma primeira instância, as ações ambientais
realizadas pela Rede Energia são debatidas e definidas
pelo Comitê de Meio Ambiente, existente desde
2004, coordenado pela Gerência Corporativa de Meio
Ambiente. O papel das gerências é dar apoio técnico ao
controle de quaisquer impactos ambientais e oferecer
suporte em processos de licenciamento ambiental
dos empreendimentos nas fases de planejamento,
construção, operação e desativação.




                                             relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                 105
Meio Ambiente




  Regulação, licenciamento
  e legislação ambiental

  Em todas as áreas onde a Rede Energia atua, há
  estudos ambentais que visam o licenciamento dos
  seus empreendimentos. Mesmo quando não há este
  licenciamento, a área passa por um plano de mitigação
  de riscos ambientais. (GRI EN12)
  O Sistema de Gestão do Programa de Licenciamento
  Ambiental da Rede Energia permite acompanhar a
  agenda de compromissos: prazos legais, controle das
  condições previstas nas licenças e atualização do
  histórico de processo de licenciamento ambiental.
  O número de autuações e multas por violação de
  normas ambientais, em 2009, com os respectivos
  valores, é apresentado no quadro que segue: (GRI EN28)




                                          Número de autuações                    Valor incorrido em autuações
                                       e/ou multas por violação                   e/ou multas por violação de
                                         de normas ambientais                             normas ambientais*


      Enersul                                                    0                                     70 mil

      Caiuá                                                      0                                        ND

      Bragantina                                                  1                                    0,536

      Celpa                                                       1                                   196 mil

      Cernat                                                     0                                          0

      Celtins                                                    0                                    31,1 mil

      Vale Paranapanema                                          0                                          0

      Nacional                                                   0                                          0

      CFLO                                                       0                                          0

  * Valores referentes a parcela de autuações/multas de 2009 e anos anteriores


106
Com assiduidade, as Gerências de Meio Ambiente
realizam consultas e reuniões, formais e informais, com
os órgãos estaduais competentes, e tratam da neces-
sidade de regularização das linhas de distribuição nas
tensões de 69 kV e 138 kV já existentes. Em relação às
redes de distribuição, são realizadas tratativas quando
há a necessidade de licenciamento de obras de redes de
distribuição rural até 34,5 kV.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  107
Meio Ambiente




  Investimentos da
  gestão ambiental

  O total de indicadores ambientais relacionados com
  a produção e operação da empresa somaram R$
  50,63 milhões em 2009. Outros R$ 48,67 milhões são
  investimentos relacionados à produção e operação
  da empresa, que englobam o Programa de Eficiência
  Energética (PEE – R$ 24,09 milhões); o programa de
  Pesquisa & Desenvolvimento (P&D – R$ 9,92 milhões);
  o Fundo Nacional de Pesquisa de Desenvolvimento
  Científico e Tecnológico (R$ 9,77 milhões); e, por último, o
  Estudo de Pesquisa Energética (R$ 4,88 milhões).




      Gastos com gerenciamento do impacto ambiental
      (arborização, manejo sustentável com equipamentos e redes protegidas – R$/mil) (GRI EU13)

      Enersul                                                                        4.461
      Caiuá                                                                           64,1
      Bragantina                                                                         0
      Celpa                                                                            821
      Cemat                                                                              0
      Celtins                                                                         649
      Vale Paranapanema                                                                  0
      Nacional                                                                           0
      CFLO                                                                               0




108
A gestão ambiental, recebeu investimentos de R$ 5,99
milhões em 2009.
A Rede Energia apresenta procedimentos para a
conservação ambiental de suas áreas de concessão (GRI
EN11), principalmente das áreas localizadas dentro de
regiões protegidas (ver tabela).
Uma das iniciativas de preservação foi o Programa
de Arborização Urbana, com recursos destinados à
arborização, ao manejo sustentável, aos equipamentos
e às redes protegidas. (GRI EN30) A Rede Energia ainda
desenvolveu um Guia de Arborização Urbana, divulgado
e distribuído nas áreas de concessão para o incentivo ao
plantio de mudas.




 Rede protegida isolada
 (rede ecológica ou linha verde) na área urbana (em km)

Enersul                                                                                839,4
Caiuá                                                                                     150
Bragantina                                                                               231,1
Celpa                                                                                    23,6
Cemat                                                                                     151
Celtins                                                                                 1.342
Vale Paranapanema                                                                       80,6
Nacional                                                                                  0,5
CFLO                                                                                     63,3




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    109
Meio Ambiente




  Operações
  ambientalmente
  adequadas

  A Rede Energia busca aplicar conceitos e princípios de
  sustentabilidade em suas operações. Exemplo disso é o
  Projeto Tuiuiu. O objetivo desse projeto é compatibilizar
  o sistema elétrico com a avifauna pantaneira, conside-
  rando as características físicas e os hábitos alimentares
  dessas espécies. O posteamento instalado nos pon-
  tos de alta inundação, como nos campos alagáveis, é
  diferenciado, em atendimento a Norma interna PTD 25
  - Construção de Redes de Distribuição na Área do Pan-
  tanal Matogrossense. Nesses locais, durante a vazante
  do Pantanal, formam-se pequenas lagoas e ocorre
  concentração das aves aquáticas como Tuiuiú e Cabeça
  Seca, em busca de alimento. Como são aves de grande
  envergadura, estruturas tradicionais oferecem risco de
  eletrocussão, pois as aves podem tocar em duas fases
  ao mesmo tempo. As estruturas diferenciadas instala-
  das nestes locais trazem um espaçamento maior entre
  as fases, impedindo a morte das aves e permitindo o
  convívio harmonioso entre o sistema elétrico e a fauna
  local. Em 2008, foi iniciada a III Etapa do Projeto Tuiuiú,
  com a assessoria e monitoramento das áreas já exis-
  tentes e em 2009 a identificação (anterior à construção
  da Rede Bifásica) de novas áreas alagáveis, como na
  região do Araguaia e do Guaporé.




110
P&D relacionado
ao meio ambiente

A Rede Energia incentiva o programa de Pesquisa e
Desenvolvimento (P&D), relacionado ao meio am-
biente, para o fomento de inovações tecnológicas e,
consequentemente, de aplicações de novas soluções
ecológicas na área das concessionárias. (GRI EN26) O
resultado é o menor impacto ambiental nas iniciativas
das distribuidoras. Alguns dos projetos de pesquisa em
andamento são:
•   Energia solar – Em parceria com a Unicamp, o projeto
prevê a construção de um módulo solar que permite a
transformação de energia solar em energia elétrica. O dife-
rencial é o desenvolvimento da tecnologia no Brasil, com
significativa redução de custos do produto. (GRI EU08)
•   Redução das emissões de carbono – Estudo da
viabilidade econômica para projetos de Mecanismos de
Desenvolvimento Limpo (MDL), com estratégias para a
compensação e neutralização de emissões de carbono
nas cadeias de geração, transmissão e distribuição de
energia elétrica. Com isso, a Rede Energia demonstra
sua preocupação com os efeitos que as mudanças
climáticas podem acarretar e com o equilíbrio das
dinâmicas econômica, social e ambiental de suas
atividades. (GRI EC02)




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    111
Meio Ambiente




  Compras conscientes

  A Rede Energia busca fornecedores de produtos
  e serviços que respeitem o meio ambiente e que
  viabilizem o controle de impactos no traçado das linhas
  de distribuição que levam luz às casas. A madeira
  ainda é o material mais usado nas cruzetas das redes
  aéreas de distribuição de energia elétrica no Brasil,
  por ser um isolante natural. Contudo, a matéria-
  prima está se tornando escassa e apresenta restrições
  ambientais para reparos e instalação de novos postes
  em localidades de difícil acesso. Também apresenta
  degradação causada por fungos, insetos e umidade nas
  regiões ribeirinhas.
  Desde 2006, a Rede Energia usa, em áreas com maior
  potencial de degradação, a cruzeta ecológica, que
  é feita de polietileno e bagaço de cana-de-açúcar.
  Quando comparada com a tradicional cruzeta, a de
  polietileno tem peso reduzido, facilidade de instalação
  e possibilidade de retorno de parte do capital investido,
  uma vez que, quando danificadas, o material pode ser
  novamente reciclado.
  Outra opção tecnológica, nas redes de baixa-tensão,
  são os cabos multiplexados: um conjunto de fios
  isolados entre si, compondo um cabo único, que
  tem substituído os fios da rede elétrica. Esses cabos
  reduzem a quantidade de desligamentos em redes de
  baixa-tensão. A tecnologia proporciona menor risco
  de acidentes com a população e a também a melhoria




112
Véu da Noiva, Chapada/MT




do microclima na região urbana, além de menor
interferência da arborização nas redes. (GRI EN14)
Quando há necessidade de substituição dos
cabos, os antigos são devolvidos aos fabricantes,
que se comprometem contratualmente com o
processo de reciclagem e a destinação correta
para cada tipo de material.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  113
Meio Ambiente




  Consumo de
  recursos naturais

  Em 2009, o consumo de energia direta total da Rede
  Energia foi de 53.501.937 kWh (GRI EN03), com 93%
  proveniente de hidrelétricas. A tabela que segue
  especifica o consumo por fonte por empresa.
  A Rede Energia incentiva a redução das perdas elétricas,
  conforme as especificações da ANEEL, desde o início
  da cadeia produtiva até o desenvolvimento do hábito
  de conservação de energia pelos consumidores, que
  o devem fazer de forma racional e consciente. Para o
  alcance dos objetivos, há projetos de conservação
  de energia em andamento nas empresas, como
  por exemplo:




       Consumo de energia direta discriminado por
       fonte de energia primária (em kWh) (GRI EN03)

                                                                     Fontes alternativas
                                                  Combustíveis      (gás, energia eólica,   Consumo total
                              Hidrelétrica             fósseis        energia solar etc.)      de energia

      Enersul                                                                                   7.590.958
      Caiuá                       1.270.522                 0                           0       1.270.522
      Bragantina                    552.531                 0                           0         552.531
      Celpa                       8.131.824        21.472.402                           0     29.604.226
      Cemat                            ND                 ND                           ND       10.317.319
      Celtins                    2.977.839                ND                           ND       2.977.839
      Vale Paranapanema            679.183                  0                           0        679.183
      Nacional                    407.679                   0                           0        407.679
      CFLO                         101.680                  0                           0        101.680
  ND - O monitoramento realizado pela empresa não permite a identificação por fontes




114
•   Execução do Programa de Eficiência Energética
(PEE) para o público de baixa-renda.
Esse projeto prevê a substituição de lâmpadas
incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas
para os clientes de baixo poder aquisitivo em sua área
de concessão. Houve substituição de 150 mil lâmpadas
incandescentes por econômicas fluorescentes
compactas até 2009. As lâmpadas incandescentes
substituídas são doadas para a Cooperativa de
Catadores, os quais obtêm o sustento de suas famílias
com a venda de material reciclável.
Em sua cadeia produtiva, a Rede Energia atua com
a geração, distribuição e venda de energia elétrica,
sendo que não lida com compra e venda de materiais
como core business. Sendo assim, hoje não há um
percentual significativo de materiais provenientes




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   115
Meio Ambiente




      de reciclagem utilizados em seus escritórios. Nessa
      linha, há a utilização de plástico reciclado como uma
      das matérias primas para a fabricação de cruzetas
      ecológicas. As cruzetas, num primeiro momento, foram
      substituídas por concreto. E hoje há a substituição das
      cruzetas retiradas do sistema pelas cruzetas feitas de
      uma mistura de polímeros (plástico reciclado) e fibras
      naturais (resíduos de cana-de-açúcar) – que foi batizada
      de “cruzeta ecológica”. (GRI EN02)
      •    Consumo de água
      A tabela abaixo apresenta a quantidade de água que
      é consumida por fonte nas das empresas da Rede
      Energia. Vale destacar que em algumas empresas a
      água utilizada provém de poços artesianos que não são
      providas de medidores, daí a ausência de alguns dados.




          Consumo total de água por fonte (m3) (GRI EN08)

                                Abastecimento             Fonte       Captação     Consumo
                                 (rede pública)     subterránea      superficial       total
      Enersul                              11.108               ND            0       11.108
      Caiuá                                 1.199               ND            0        1.199
      Bragantina                            3.374               ND          NA         3.374
      Celpa                                18.144               ND          NA        18.144
      Cemat                                15.696               ND          NA       15.696
      Celtins                              10.152                0          NA        10.152
      Vale Paranapanema                     2.226               ND          NA         2.226
      Nacional                               562                ND          NA          562
      CFLO                                    512               ND          NA           512




116
Crianças atendidas pela
Fundação Aquarela




                          relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                              117
Meio Ambiente




  Emissões atmosféricas

  A Rede Energia é a primeira empresa do setor elétrico a
  mapear as emissões de CO2 provenientes da distribuição
  de energia por três anos consecutivos. Desde 2005, em
  parceria com a empresa CantorCO2, a Rede Energia faz
  levantamentos das emissões de dióxido de carbono (CO2).
  A empresa promoveu a desativação de 70 usinas
  termelétricas até 2009. Desde 2005, as 34 desativadas
  deixaram de usar 306 milhões de litros de óleo diesel como
  combustível básico, diminuindo a emissão de dióxido de
  carbono. Outras 40 usinas termelétricas também deixarão
  de funcionar. Desde o início das desativações até 2014, a
  meta é a redução de 4,2 milhões de toneladas de CO2 na
  atmosfera. (GRI Eu09)
  As consequências diretas da redução do CO2 são os
  seguintes: a melhoria da qualidade do ar nas regiões
  próximas das usinas desativadas; menor poluição sonora
  e disponibilização de créditos de carbono, conforme as
  regras de comercialização em projetos de Mecanismos de
  Desenvolvimento Limpo (MDL).



       Volume anual de gases do efeito estufa (CO2, CH4, N2O, HFC, PFC, SF6)
       emitidos na atmosfera (em toneladas de CO2 equivalentes) (GRI EN16)

      Enersul                                                                   2.130 ton
      Caiuá                                                                      594 ton
      Bragantina                                                                 453 ton
      Celpa                                                                282.903 ton
      Cemat                                                                    26.952 ton
      Celtins                                                                   1.778 ton
      Vale Paranapanema                                                          562 ton
      Nacional                                                                    277 ton
      CFLO                                                                        115 ton

      *Dados referentes à geração diesel e frota



118
A Rede Energia desenvolveu metodologia inédita, aprovada
pela ONU em dezembro de 2005, sob o código AM0045
– “Conexão à Rede de Sistemas Isolados”. Com esta
metodologia foi possível desenvolver e submeter à ONU
o projeto de “Desativação de Usinas Diesel em Sistemas
Isolados” para certificação e obtenção de créditos de
carbono sob as regras do Protocolo de Kyoto. Este é um
reconhecimento internacional sobre a validade e importância
da atuação ambiental da Rede Energia nesta atividade de
desativação de usinas termelétricas movidas a diesel.
Na busca de resultados na redução de emissões no curto
prazo, a Rede Energia desenvolveu, em 2009, iniciativas
importantes como a “Interligação da Ilha de Marajó”, que visa
levar, pela primeira vez, energia limpa ao maior arquipélago
fluviomarinho do mundo, desativando 15 usinas térmicas a
diesel e, como consequência, reduzindo a emissão de CO2
na atmosfera.
Outra iniciativa da Rede Energia para a redução da emissão
de dióxido de carbono no ar foi iniciada com a substituição
da frota própria por veículos novos, dando preferência
à utilização do álcool como combustível. Também são
realizadas revisões preventivas em todos os veículos da frota.
Dessa forma, a empresa consegue diminuir o impacto da
emissão de poluentes. (GRI EN18) Veja na página anterior a
tabela com a quantidade de CO2 emitida no ano de 2009:




*Data referring to diesel generation and fleet


                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     119
Meio Ambiente




       Consumo de combustíveis em 2009 (GRI EN29)
       Consumo total de combustíves fósseis pela frota de veículos da empresa por km rodado*

                                                        Undeground                                     Total
                                                                             Surface intake
                                                             source                              consumption
                                              diesel        gasolina                  álcool      gás natural
      Enersul                                  0,126           0,108                   0,108              NA
      Caiuá                                    0,134            0,121                   0,121             NA
      Bragantina                                0,14            0,123                  0,123              NA
      Celpa                                    0,124           0,094                         0            NA
      Cemat                                    0,129            0,163                  0,163              NA
      Celtins                                  0,138            0,125                  0,125              NA
      Vale Paranapanema                          ND               ND                        ND            ND
      Nacional                                 0,151            0,127                  0,127                  0
      CFLO                                     0,142            0,126                  0,126              NA

  * Quando se trata de veículos Flex foi considerado o mesmo valor para gasolina e álcool


  Desde 2002 até o encerramento de 2009, as empresas da Rede Energia estiveram em 22 mil casas
  para realizar a troca gratuita da geladeira velha por uma nova, economizando até cinco vezes mais
  energia. (GRI EN06) O Programa de Eficiência Energética, cujos recursos provêm das faturas de
  energia, leva aos moradores orientações, incluídas também em material impresso, sobre consumo
  consciente, menos desperdício e segurança no uso e no manuseio de equipamentos e instalações.


      Energia economizada (em MWh/ano)* (GRI EN05)

      Enersul                                                                                    8.502,970
      Caiuá                                                                                           1.270
      Bragantina                                                                                     1.020
      Celpa                                                                                         113,760
      Cemat                                                                                       2.781,660
  *Dados do Programa de Eficientização Energética




120
A atenção ao dióxido de carbono emitido não se limita aos
projetos externos. Desde 1997, a Rede Energia administra
sua frota de veículos com sistema de controle de velocidade
e consumo de combustíveis (microcomputador de bordo),
proporcionando segurança aos motoristas e ganhos
ambientais, por meio da redução dos impactos ambientais
no consumo de recursos naturais e do volume de gases de
efeito estufa emitidos na atmosfera ao ano.
Existe um estudo em andamento do projeto de
levantamento de emissões de gases, como CO2 e SO6
ao longo de toda a cadeia de valor nos próximos anos.
(GRI EN17)




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    121
Meio Ambiente
         Environment




  Descarte de residuos

  A Rede Energia realiza o controle, o armazenamento e
  a destinação de resíduos perigosos provenientes das
  atividades da empresa. A área de Almoxarifado e a do
  Departamento de Manutenção do Sistema, juntamente
  com as Gerências de Meio Ambiente , providenciam o
  armazenamento dos materiais e, depois, a destinação
  final adequada.
  As baterias descartadas são armazenadas de
  forma centralizada. Após compor quantidade
  economicamente viável, são devolvidas aos fabricantes
  que se encarregam do processo de reciclagem e da
  destinação correta para cada tipo de material (logística
  reversa). O mesmo procedimento é aplicado aos
  cabos usados nos postes. Resultantes do programa do




      Peso de resíduos transportados, importados, exportados ou tratados (GRI EN24)

                                                                                 Gastos com tratamento
                              Percentual de equipa-    Percentual de lâmpadas    e destinação de resíduos
                            mentos substituídos por          descontaminadas         tóxicos (incineração,
                               óleo mineral isolante       em relação ao total     aterro, biotratamento
                                  sem PCB (Ascarel)    substituído na empresa               etc. – R$ mil)
      Enersul                                100%                      100%                          79,1
      Caiuá                                     ND                        0%                         ND
      Bragantina                                ND                     100%                          ND
      Celpa                                  100%                         0%                     7.063,9
      Cemat                                  100%                      100%                    854.532,5
      Celtins                                100%                      100%                       35.951
      Vale Paranapanema                         ND                        0%                         ND
      Nacional                                  ND                        0%                            0
      CFLO                                      ND                        0%                         ND




122
governo federal de eficiência energética, as geladeiras
velhas, recebidas em troca das novas, têm o material
plástico encaminhado para a reciclagem, enquanto
o gás poluente CFC é tratado e comercializado por
empresas parceiras terceirizadas.
Os equipamentos e materiais contaminados, como
filtros e estopas de usinas termelétricas, são destruídos
ou queimados por empresas especializadas. Trata-se de
uma medida preventiva contra riscos de contaminação
do meio ambiente. Já os materiais como os vidros e
os lacres de medidores – apesar de serem resíduos
inertes – são armazenados por motivo de segurança e,
após compor quantidade economicamente viável, têm
destinação final adequada.




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   123
Desempenho social

            Capítulo 6
Desempenho Social




  Características dos
  atores sociais

  A Rede Energia leva energia às populações urba-
  nas e rurais de menor Índice de Desenvolvimento
  Humano (IDH) do País. Segundo dados do Instituto
  Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 62%
  das famílias da Amazônia Legal (Pará, Acre, Amapá,
  Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Ror-
  aima e Tocantins) vivem com uma renda per capita
  de até meio salário mínimo.
  Também é verificada uma correlação entre índice
  de analfabetismo e de pobreza. Dados do IBGE
  mostram que o índice de analfabetismo funcio-
  nal das pessoas de 15 anos ou mais corresponde
  a 21,90% no Mato Grosso, enquanto o índice de
  pobreza da população fica em 34,34%. Percentuais
  semelhantes são verificados no Mato Grosso do
  Sul. As taxas são mais elevadas no Tocantins, com
  27,10% de analfabetismo funcional e 41,28% de
  pobreza. O cenário preocupante persiste no Pará,
  com 26,30% de índice de analfabetismo funcional e
  recorde de índice de pobreza, 43,14%.




                                      Taxa de analfabetismo funcional das   Incidência da
      Estado
                                               pessoas de 15 anos ou mais        pobreza
      PA                                                          26,30%          43,14%
      TO                                                          27,10%          41,28%
      MS                                                          21,20%          34,23%
      MT                                                          21,90%          34,34%
      Fonte: IBGE estados




126
Engajamento das
partes interessadas

Ao interagir com todos os públicos, a Rede Energia adota
padrões éticos fundamentados em princípios de honestidade,
integridade e transparência.
A empresa desenvolve relacionamento com cada stakeholder
na busca de resultados corporativos alinhados com demandas
sociais.


Stakeholders primários:
São considerados stakeholders primários para a Rede Energia
os colaboradores, os poderes públicos e a agência reguladora do
setor (ANEEL), os fornecedores, os acionistas e os consumidores
e clientes.
Em 2009, a melhoria contínua das condições da saúde e
segurança no trabalho dos colaboradores e da comunidade foi
um dos focos da Rede Energia, que tem como desafio consolidar
seu papel de empresa cidadã ao adotar práticas transparentes
de responsabilidade socioambiental em sua gestão,
promovendo ainda a qualidade de vida e o desenvolvimento das
comunidades em torno de sua área de atuação.


Atuação da Rede Energia junto aos Poderes públicos e sociedade
(GRI 4.17)
A Rede Energia mantém um relacionamento ativo e construtivo
com as diferentes esferas do poder público brasileiro – governos
federal, estadual e municipal – para dar continuidade na
expansão da rede elétrica aos lugares mais longínquos do País.
Qualquer ação tomada cumpre rigorosamente a legislação
ambiental, a legislação de saúde e segurança do trabalho
e demais normas vigentes. Com relação a contribuições
financeiras a partidos políticos, elas não ocorrem, uma vez
que essa prática é legalmente proibida no Brasil para o serviço
público. (GRI SO06)


                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  127
Desempenho Social


                                    Cadeia de valor
                                     Value Chain



                                            Poderes
                                            públicos e
           Meio                                                   Sociedade
                         Fornecedores       Agência Reguladora
         ambiente                                                    Society
                           Suppliers               Governments &
        Environment
                  t
                                                       Regulatory
                                                         agency




                 Consumidores
                   e c lientes                          Acionistas
                      Consumers &                      Shareholders
                       costumers
                                    Colaboradores
                                      Employess


                      Comunidade                      Investidores
                      Community                         Investors




  A Rede Energia participa ativamente das discussões
  e encontros políticos, em fóruns e associações,
  defendendo a importância estratégica e ambiental da
  chegada da energia elétrica às comunidades isoladas
  do País. Com a ANEEL, agência reguladora do setor,
  participa, frequentemente, de reuniões, audiências e
  consultas públicas. (GRI 4.16)
  O Conselho de Consumidores da Empresa Elétrica
  Bragantina (CONCEEB) elegeu o seu indicado, no
  final de 2008, como representante dos Conselhos de
  Consumidores do Brasil na Câmara de Comercialização
  de Energia Elétrica (CCEE) para 2009. O registro dos
  candidatos, a eleição e a apuração foram coordenados
  pela ANEEL (GRI 4.13).


  Atuação da Rede Energia junto aos fornecedores (GRI 4.17)
  Foram emitidos 1.470 contratos de serviço entre a Rede
  Energia e terceiros em 2009. (GRI HR01) Os mesmos
  padrões éticos e de responsabilidade socioambiental
  adotados pela Rede Energia são exigidos dos fornecedores,
  seja para a contratação de serviços ou para a compra de
  materiais. A Rede Energia faz essa avaliação prévia antes
  da assinatura do contrato, pois, se o fornecedor não for
  conivente com as exigências previstas em cláusulas, o
  contrato não será assinado. (GRI HR02)


128
As minutas dos contratos padrões da Companhia apresentam
cláusulas que proíbem a prática de trabalho infantil e de trabalho
forçado. (GRI HR01) À medida que os objetivos estratégicos da
Rede Energia são atualizados, ocorrem ações de reciclagem com
os fornecedores.
Em 2009, a totalidade dos contratos assinados pela Rede Energia
foi formalizado com a inclusão de cláusulas específicas de
proibição de trabalho infantil e de trabalho escravo, e também
com a exigência do cumprimento das leis ambientais vigentes
e do respeito aos Direitos Humanos. Tais cláusulas foram
imediatamente incorporadas ao processo contínuo de fiscalização
e avaliação dos fornecedores da
Rede Energia. (GRI HR1)
São feitas fiscalizações em campo aos fornecedores para
vistoriar os profissionais contratados, a qualidade dos serviços,
o atendimento aos clientes, as condições de trabalho, a
disponibilidade de equipamentos de segurança, os acidentes de
trabalho e o cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas.
(GRI HR06 e HR07) Também são exigidos dos prestadores de
serviços a apresentação de comprovantes de pagamento de
salários e do recolhimento de tributos.
Em 2009, a Celpa,no Pará, consolidou sua participação no
Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), da
Federação das Indústrias do estado do Pará (FIEPA). O PDF oferece
programas e incentivos aos fornecedores locais, promovendo a
competitividade saudável entre as empresas
e o crescimento da área. (GRI EC06)
A Celpa ainda coordena a Comissão de Acompanhamento
do Programa de Certificação de Empresas (PROCEM) do PDF,
por meio do qual os principais prestadores de serviços da
concessionária foram certificados ou atualizaram o documento
em 2009.
A certificação do PROCEM garante boas práticas de gestão de
segurança no trabalho, de custos, qualidade e produtividade pelos
fornecedores, que, por sua vez, adotam medidas sustentáveis para
o negócio, passando a ter novas oportunidades comerciais.
Nas empresas Bragantina, Caiuá, Força e Luz do Oeste, Vale
Paranapanema e Nacional, os fornecedores só podem participar
dos Processos de Tomada de Preços e de Concorrências se tiverem
cadastros aprovados e, por consequência, o porte do Certificado
de Registro Cadastral (CRC), documento com validade de 12 meses.
Uma das práticas dessas empresas é o convite aos principais

                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                      129
Desempenho Social




  prestadores de serviços a participar de reuniões mensais
  com as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes
  (CIPAs) e com representantes do Serviço Especializado de
  Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) para a análise
  da segurança e medicina do trabalho na empresa.


  Atuação da Rede Energia junto aos clientes e consumi-
  dores (GRI 4.17)
  Duas distribuidoras da Rede Energia foram escolhidas
  pelos clientes como as melhores empresas de energia
  elétrica do País, durante a premiação promovida pela
  Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica
  (ABRADEE), em 7 de julho de 2009.
  A Vale Paranapanema, distribuidora da Rede Energia na
  região de Assis, interior de São Paulo, ganhou três prêmios
  na categoria “Empresas com até 500 mil clientes”: “Melhor
  Empresa Nacional”, “Melhor Avaliação pelo Cliente” e
  “Melhor Evolução de Desempenho”.
  A Cemat, distribuidora da Rede Energia em Mato Grosso,
  venceu como a “Melhor empresa das regiões Norte
  e Centro-Oeste”, na categoria “Empresas acima de
  500 mil clientes”.




       Índices de satisfação – GRI PR05

                                                           IASC – ANEEL   ABRADEE - ISQP
      Enersul                                                    61,09         76,2
      Caiuá                                                       66,4         87,4
      Bragantina                                                 65,59         83,2
      Celpa                                                      50,89         60,8
      Cemat                                                       65,6         79,4
      Celtins                                                     63,37        65,2
      Vale Paranapanema                                           68,12         91,5
      Nacional                                                   65,47         89,5
      CFLO                                                        67,24         91,1



130
O estudo da ABRADEE mede, anualmente, a satisfação
do cliente em aspectos como a qualidade dos serviços e o
recebimento pontual da conta de luz.
A avaliação dos quesitos para o prêmio ABRADEE 2009
contou com a parceria do Instituto Innovare, que realizou
a pesquisa de satisfação do consumidor; da Fundação
Nacional de Qualidade, para a avaliação da qualidade da
gestão; e do Instituto Ethos, cujos indicadores fazem parte
da avaliação de responsabilidade social. A metodologia
e a apuração dos dados foram realizadas pela Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
Ainda em 2009, a Celtins foi a vencedora da pesquisa Índice
da Agência Nacional de Energia Elétrica de Satisfação do
Consumidor (IASC), na categoria Regional, pela região Norte.
Na página ao lado estão listados os índices de satisfação pelo
IASC e ISQP (índice de satisfação com a qualidade percebida).
O estreitamento do relacionamento da Rede Energia com
os órgãos de defesa do consumidor tem apresentado
redução no número de queixas, orientações e reclamações.
Nos primeiros nove meses de 2008, foram realizadas 430
audiências da Cemat no Procon. No mesmo período de 2009,
o número caiu para 104 audiências. A redução foi de 75%.
Em toda a empresa, 85,50% do total de 7.161 críticas ou
reclamações dos consumidores, recebidas em unidades do
Procon, foram atendidas ou solucionadas. Do total de 9.273
críticas ou reclamações recebidas diretamente pela Rede
Energia, 98,77% tiveram atendimento ou solução. Em relação
às 4.868 reclamações ou críticas levadas à Justiça, quase
metade – 49,48% – recebeu atendimento ou solução.
Fazem parte dos serviços e meios de relacionamento
disponíveis aos clientes e consumidores da Rede Energia:
(GRI 4.16)




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                    131
Desempenho Social




  Não existiu nenhuma ação judicial contra a empresa
  no período de 2009 em concorrência desleal, práticas
  de truste e monopólio. (GRI SO07)


       Atendimentos ao consumidor

                              Número total de reclamações ou    Receberam atendimento ou
                                             críticas em 2009      solução em 2009 (em %)
       Empresa                                          9.273                       98,77
       Procon                                           7.161                       85,50

       Justiça                                         4.868                       49,48
      Fonte: Rede Energia



  •       Call Center e Centro de Atendimento ao
  Cliente (CAC) – Em 2009 ocorreu um processo de
  reestruturação, de acordo com as determinações da
  Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Principal
  canal de comunicação para os clientes residenciais –
  baixa-tensão, Grupo B – atende por telefone, funciona
  24 horas por dia, sete dias por semana. Registra
  e direciona todas as solicitações, informações e
  reclamações de serviços. Encaminha serviços, como
  pedidos de ligação e religação, comunicados de falta de
  energia, alteração de dados cadastrais, entre outros. O
  CAC solicita as providências às áreas responsáveis por
  meio de ordens de serviço. Para os clientes do Grupo
  A existe um Call Center dedicado, com atendentes
  capacitados para o atendimento das demandas
  específicas desse segmento, com funcionamento em
  dias úteis no horário comercial.
  •       Agências de Atendimento – As Agências realizam
  os seguintes serviços para o público que prefere o
  atendimento pessoal: ligações, religações, atualizações
  cadastrais e outros serviços comerciais. Atendem aos
  clientes residenciais e disponibilizam a legislação do
  setor elétrico. Todas as Agências dispõem de um Livro
  de Críticas e Sugestões aberto ao público. Em 2009, a



132
Enersul abriu 19 lojas de atendimento, aumentando o
alcance da empresa em municípios mais afastados. A
iniciativa resultou no aumento do índice de satisfação
dos clientes, comprovado em pesquisas da
ABRADEE e da ANEEL.
•   Ouvidoria – Acessada por clientes que não tenham
conseguido resolver seus problemas nos demais
canais de relacionamento com as concessionárias. A
Ouvidoria atende e encaminha ao setor responsável as
solicitações e reclamações que recebe, e cobra soluções
dentro de prazos informados aos consumidores. Recebe
os clientes pelos seguintes meios: ligação telefônica
gratuita, e-mails, agências. Em 2009, ocorreu a
implantação da ouvidoria na distribuidora Enersul. Com
a iniciativa, as reclamações passaram a ser classificadas
por tipo e por área, permitindo o planejamento de
ações locais para a solução dos problemas. Em apenas
um ano de funcionamento da Ouvidoria, a Enersul
passou do primeiro lugar no ranking de reclamações no
Procon para o oitavo lugar.
•   Fale Conosco – Pelo endereço eletrônico – www.
redenergia.com.br – os clientes e consumidores têm
a opção de entrar em contato com as empresas pelo




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  133
Desempenho Social




  link “Fale Conosco”. As solicitações e reclamações são
  recebidas pela Ouvidoria, que as encaminha às áreas
  responsáveis, para que sejam tomadas providências e
  seja dado retorno aos clientes. (GRI 4.04)
  •    Agência WEB – Propõe maior rapidez e comodidade
  na solicitação de serviços pelos clientes. O acesso
  é feito por meio de endereço eletrônico, na seção
  “Serviços Online”. Os serviços disponíveis são: consulta
  à segunda via de conta; pagamento de conta; consulta
  a débitos; solicitação de data certa e autoleitura. Para
  os clientes do Grupo A existe uma funcionalidade que
  permite o acompanhamento das solicitações
  dos clientes.
  •    Conselho de Consumidores – Cada empresa conta
  com um Conselho, composto por representantes
  das diversas classes de consumidores – residencial,
  comercial, industrial, poder público, Procons e serviços
  públicos –, que orienta, analisa e avalia as tarifas
  e o fornecimento de energia elétrica. As reuniões
  dos Conselhos de Consumidores são mensais. A
  Rede Energia mantém com eles canais abertos de
  comunicação. Para os clientes e consumidores, cada
  empresa possui uma Ouvidoria que funciona como
  uma forma de entender as principais demandas
  desses grupos e encaminhar a solução dos eventuais
  problemas relatados.
  •    Conta de luz e folhetos (GRI EU24) – A comunicação
  com o cliente é feita de forma regional, considerando-
  se as particularidades de cada região de concessão.
  A mídia utilizada localmente inclui jornais, rádio e
  a distribuição de folhetos. Em 2009, os folhetos “É
  bom saber”, com histórias em quadrinhos, alertaram
  os clientes para práticas mais seguras. Os temas
  abordados em três diferentes histórias foram: “Solte
  pipas com segurança”, “Construindo com Segurança”
  e “Uso correto, casa segura”. A Rede Energia também
  usou a fatura convencional de energia elétrica para



134
Centro de atendimento ao cliente



levar mensagens ao cliente. Em 2009, alguns dos
comunicados presentes nas faturas foram: “Construir
ou reformar perto da rede elétrica é perigoso”; “Usar
máquinas agrícolas próximo à rede elétrica é perigoso”;
“Furtar energia é perigoso e ilegal”; “Furto de energia
elétrica, um crime que todos pagam. Denuncie!”
•   Gestores de clientes – Atendem a todos os clientes
do Poder Público, dos Serviços Públicos e, também,
aos grandes clientes industriais e comerciais. As
necessidades e expectativas dos grandes clientes
são identificadas na análise mensal dos relatórios de
faturamento e arrecadação, nas visitas periódicas dos
Gestores de Clientes e por meio de reuniões com órgãos
públicos e entidades de classe locais.
•   Coordenadoria de Relacionamento com o Cliente
(CRC) – Trata todas as reclamações, formais ou
informais, identifica as causas, classifica-as como




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   135
Desempenho Social




  procedentes ou improcedentes e as envia às áreas
  pertinentes para gerar ações de melhoria nos processos
  – nos casos de reclamações consideradas procedentes.
  As reclamações improcedentes também podem
  subsidiar ações de comunicação com os clientes.
  Os canais de reclamações são: Livro de Críticas e
  Sugestões, disponível a todos os clientes nas Agências
  de Atendimento, Centros de Atendimento ao Cliente,
  Ouvidoria, Procons, Juizados Especiais e Agência
  Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
  •      Portal na internet – Mantém diversas informações
  de interesse dos clientes como notícias, tarifas,
  esclarecimento de dúvidas e pesquisas, entre outras.
  •      Canal de atendimento para portadores de
  necessidades especiais (surdez e mudez) – Houve a
  adaptação de telefones com visores, por meio do qual
  os consumidores portadores de deficiência ligam e
  iniciam o diálogo com o atendente por meio de uma
  tela semelhante à de bate-papo, utilizada na internet.
  Por meio do telefone com visor, os portadores de
  deficiência podem solicitar segunda via da fatura,
  ligação de energia, entre outros serviços. O produto
  está disponível em todos os estados de atuação da
  Rede Energia.


  Atuação da Rede Energia junto aos Colaboradores
      (GRI 4.17)
  Ao adotar as normas da Organização Internacional




136
do Trabalho (OIT), a Rede Energia, no seu exercício
empresarial, garante condições à liberdade sindical,
ao direito de negociação coletiva e à representação
dos trabalhadores.
A Companhia apresenta um cargo específico de
gerência com o relacionamento sindical para o
atendimento das solicitações e demandas dos
colaboradores (GRI LA09), sem qualquer risco à
liberdade de associação e negociação coletiva – por
abranger todos os funcionários. (GRI HR5, LA03 e LA04)
Os acordos de negociação coletiva, aprovados pela Rede
Energia junto aos sindicatos da categoria, garantem
aos colaboradores um amplo pacote de benefícios. As
negociações ocorrem em reuniões periódicas.
A Rede Energia respeita os direitos fundamentais de
seus profissionais, oferecendo condição apropriada
de trabalho em um ambiente saudável. A capacitação
contínua dos funcionários para um mercado cada vez
mais competitivo está na rotina da Companhia. Em
troca, há uma equipe satisfeita e comprometida com os
objetivos da empresa. (GRI 4.16)
No encerramento de 2009, a Rede Energia somava
6.504 empregados próprios, um aumento de 2,13%
em relação aos 6.368 empregados diretos da empresa
no final de 2008. Além dos empregados contratados,
a empresa somou 6.259 empregados terceirizados e
temporários no mesmo ano.
Foram necessários mais funcionários para atuarem
no “Programa Luz para Todos” (LPT) e a Rede Energia
é a segunda maior participante do programa no País.
Também foi preciso aumentar o quadro de profissionais
para a atualização do cadastro técnico, operacional e
patrimonial de 100% dos ativos das empresas, exigida
pela ANEEL.




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   137
Desempenho Social




       Número de empregados total e por empresa da Rede Energia (GRI LA01 e 2.8)

      Total Rede Energia                                                                  6.504
      Celpa                                                                               2.125
      Cemat                                                                               1.610
      Celtins                                                                               774
      Enersul                                                                              829
      Vale do Vacaria                                                                        14
      Tangará                                                                               24
      Rede Comercializadora                                                                 07
      Caiuá                                                                                380
      Bragantina                                                                           209
      Força e Luz do Oeste                                                                   91
      Nacional                                                                              158
      Vale Paranapanema                                                                    283
  351 colaboradores destas empresas formam o corporativo que fica na sede em São Paulo.



  Mais da metade dos funcionários da Rede Energia,
  54,63%, tem até o segundo grau como formação esco-
  lar. A maior parte, 45,52%, tem entre 30 e 45 anos. Os
  homens são a maioria, como é carácterístico no setor.
  Do total de 6.504 empregados contratados, 25,07%
  eram mulheres em dezembro de 2009.
  O grupo busca oportunidades iguais aos empregados
  de diferentes crenças, raças, sexos, condições físicas e
  interesses ideológicos. O número de negros e pardos, de
  ambos os sexos, era de 41,69% do total de funcionários
  próprios. Em 2009, a fatia de negros com cargos geren-
  ciais era 5,24% do número total de gerentes contratados
  pela Rede Energia. No ano de 2009 não foi identificado
  nenhum caso de corrupção (GRI SO04) e também ne-
  nhum caso judicial referente a discriminação. (GRI HR04)
  A maior holding do setor elétrico nacional realiza as
  modificações necessárias para o melhor atendimento
  dos profissionais portadores de necessidades especiais
  (PNEs). Em 2009, havia 247 funcionários PNEs
  na Companhia.




138
PLR – Participação nos Lucros e Resultados
O programa de Participação nos Lucros e Resulta-
dos (PLR), implantado em 2002, contempla todos os
empregados da Rede Energia, incentivando a melhoria
contínua da qualidade dos serviços.
O PLR é uma importante ferramenta para a gestão
estratégica da empresa, pois demonstra o desempenho
do colaborador no alcance de metas e resultados esta-
belecidos pela organização em determinado período
de tempo, valorizando e reconhecendo o seu trabalho.
O programa distribui a todos os funcionários valores
variáveis de acordo com as metas atingidas em indica-
dores definidos no próprio programa firmado com as
entidades sindicais.
Em 2009, as metas operacionais e financeiras atingidas
resultaram na participação do PLR de R$ 10 milhões pagos
aos funcionários, ante R$ 7 milhões em 2008, segundo
cálculos baseados nos resultados consolidados. (GRI 4.05)




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  139
Desempenho Social




  Remuneração
  A relação entre a maior e a menor remuneração na Rede
  Energia apresenta a relação 16,05. (GRI EC05) Para ajustar
  os salários da Companhia àqueles praticados no mercado,
  em 2009, foi colocado em prática o Plano de Cargos e
  Remuneração (PCR) em toda a holding, exceto na Celpa.



      Participantes (Base: Outubro/2009)
                                            55                        43
                        359                0,7%
                                                                      0,6%
                        4,8%
        1.209
         16,2%




      TOTAL: 7.471                                                                5.805
                                                                                  77,7%


       Ativo         Aposentado        Pensionista          Auto-Patrocinado   Outros



  Benefícios
  Os benefícios oferecidos pela Rede Energia e suas
  subsidiárias visam à qualidade de vida, ao bem-estar e
  à valorização de seus colaboradores. A área de Gestão
  de Pessoas tem aperfeiçoado continuamente a lista de
  benefícios aos colaboradores.
  O tempo de serviço e o desempenho de cada colaborador
  são reconhecidos e avaliados. A empresa tem a
  preocupação de envolver e comunicar adequadamente os
  colaboradores no caso de mudanças operacionais, sempre
  negociando prazos com o sindicato. Prova disso foram os
  aproveitamentos internos de funcionários, que ocorreram
  durante a implantação do CSC – Centro de Serviços
  Compartilhados, um dos projetos do Programa Evoluir,
  em 2009. (GRI LA05)


140
Bolsas de estudo para cursos de 2º grau, graduação no 3º grau,
pós-graduação e mestrado fazem parte dos incentivos oferecidos
pela Rede Energia, que se dispõe a reembolsar parte do valor da
matrícula e das mensalidades, em cursos cujo conteúdo se alinhe às
necessidades e planos da Companhia. Em 2009, foram concedidas
469 bolsas de estudo aos colaboradores. (GRI LA11)
Ainda que abranja diversas modalidades, o Programa de Bolsa de
Estudos para os funcionários da Companhia tem foco em cursos
técnicos e de graduação, com a finalidade de atingir um maior
número de pessoas. (GRI LA11) Em 2008, 476 colaboradores foram
contemplados, enquanto que, em 2009, esse número foi de 469
colaboradores.
Foram inseridos na lista de benefícios, em 2009, assistência médica
e odontológica, vale-alimentação e refeição e auxílio-creche,
extensivos aos pais separados ou viúvos que detenham a guarda da
criança. (GRI LA03)
Os colaboradores da Rede Energia ainda contam com a cobertura
das obrigações do plano de pensão de benefício definido da
Companhia. (GRI EC03) Os benefícios de aposentadoria estão
subdivididos em: normal, antecipada e por invalidez (pensão por
morte, proporcional diferido, resgate, abono anual, portabilidade).


Treinamento e desenvolvimento
A Rede Energia, preocupada com a aprendizagem contínua de
seus funcionários, oferece diversos treinamentos, em diferentes
níveis e em diferentes temas. No ano de 2009, foram realizados 391
treinamentos externos e 672 treinamentos internos. Com relação
aos treinamentos por função, 12 % dos participantes foram gestores,
24% administradores, 30% técnicos e 34% operacional, com um
investimento monetário total de R$ 1.627 mil.
Enquanto a quantidade e as horas de treinamentos e o número
de participantes em 2009 superaram os de 2007 e de 2008, o
investimento foi inferior ao de 2008. Isso pode ser explicado pela
significativa expansão de treinamentos nas funções de base.
(GRI LA11) Em 2009, foram realizadas, no total, 424.798 horas de
treinamento para 16.971 participantes, com a média de 25 horas de
treinamento por pessoa. (GRI LA10)


                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     141
Desempenho Social




  Em 2009 o assunto “responsabilidade socioambiental”
  contou com 119 treinamentos. Essa é uma evidência
  de que a Rede Energia considera a responsabilidade
  socioambiental importante e estratégica dentro do seu
  negócio, uma vez que capacita seus funcionários para que
  o entendimento sobre esse tema fique difundido
  em todas as áreas da empresa. (GRI LA11 e LA12)


  Saúde
  A Rede Energia ainda proporciona atividades para o bem-
  estar e para a saúde dos empregados, como a prática
  de ginástica laboral. A prioridade é a apresentação de
  um ambiente seguro e de qualidade aos colaboradores,
  incentivando a prática de hábitos saudáveis, como
  exercícios, boa alimentação e acompanhamento médico.
  A área de Gestão de Pessoas e Segurança do Trabalho
  promove campanhas de prevenção contra doenças do
  trabalho. A empresa acompanha com rigor o resultado
  da avaliação dos exames periódicos e dá suporte ao
  colaborador, que, se necessário, é direcionado a procurar
  um especialista. (GRI LA08 e EU16)


  Comunicação interna
  A comunicação interna é um instrumento eficaz de
  interação com os profissionais da Rede Energia. A
  Companhia tem como principal veículo para se comunicar
  com seus colaboradores a revista mensal Notícias em
  Rede, com tiragem de 10 mil exemplares. . A revista
  apresenta reportagens sobre a gestão da empresa, história
  de profissionais que são destaques na Companhia, saúde,
  turismo, projetos em andamento, ações de segurança no
  trabalho e eventos promovidos nas comunidades ao redor
  das concessionárias.
  Iniciativas inovadoras são freqüentes. Um exemplo é o
  comunicado chamado “Infobanheiro”, fixado na porta
  de cada banheiro da Cemat para a leitura rápida e fácil




142
dos colaboradores que passam pelo local. Em 2009, os
comunicados levaram aos funcionários informações sobre
etapas do Programa Evoluir, premiações e campanhas
contra doenças na concessionária.


Voluntariado
A Rede Energia apóia a participação dos empregados
em programas de trabalho voluntário na empresa. Há a
flexibilização no horário de trabalho, espaço físico para
atividades, utilização de recursos tecnológicos, transportes
e divulgação interna para aqueles que desejam trabalhar
com atividades voluntárias.
Os colaboradores têm liberdade para escolher as
instituições beneficiadas, sejam com crianças ou idosos em
situação de vulnerabilidade social. Normalmente, as ações
ocorrem nas comunidades próximas ou em instituições de
caridade.
Um exemplo é o “Projeto de Mãos Dadas”, criado em 2002,
que reúne profissionais de vários departamentos e áreas
da Cemat. O projeto desenvolve atividades voluntárias que
ajudam a promover a igualdade social em Mato Grosso.


Atuação da Rede Energia junto à Agência Reguladora
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é uma
agência reguladora vinculada ao Ministério das Minas
e Energia com a finalidade de regular e fiscalizar a
produção, transmissão, distribuição e comercialização
de energia elétrica, em conformidade com as Políticas
e Diretrizes do Governo Federal. Em busca de melhores
práticas para o setor elétrico, a ANEEL constantemente
anuncia novas normas e regulamentos a serem
seguidos pelas empresas.
A Rede Energia possui uma área interna que lida
com esse relacionamento, a vice-presidência de
Assuntos Regulatórios




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Desempenho Social




Segurança no trabalho
e capital humano

A importância do assunto “segurança” na Rede Energia resultou na
criação do “Programa Segurança em Primeiro Lugar”. Com ações
desenvolvidas desde 2008, o Programa consolidou-se ao ser lançado
concomitantemente em todas as distribuidoras, em março de 2009.
A iniciativa destacou a importância dos procedimentos de segurança
para um trabalho seguro
nas redes de distribuição e envolveu colaboradores próprios,
terceirizados e a população.
Um total de 37 profissionais, entre técnicos, engenheiros e um
coordenador, foram alocados na área de segurança no trabalho e
passaram a se reportar diretamente ao vicepresidente coorporativo
de operações. (GRI LA06)
Para a valorização do profissional eletricista e melhor cumprimento
de todas as regras de segurança durante o trabalho, a Rede
Energia realizou o I Rodeio dos Eletricistas. O objetivo foi a troca de
experiência entre os profissionais e a conscientização da importância
dos equipamentos de segurança. Durante três dias, os profissionais
ficaram hospedados em um mesmo hotel, em Mato Grosso do Sul.
Outra importante iniciativa da área de Segurança no Trabalho da
Rede Energia, em 2009, foi a troca dos uniformes dos eletricistas,
que deu a eles mais conforto, proteção e a possibilidade de melhor
transpiração. Houve a exclusão de bolsos para evitar que objetos
guardados causem mais danos ao corpo do eletricista em casos de
acidentes. Também foi adotado o cinto paraquedista com linha de
vida, que evita lesões em quedas de locais altos.
Os indicadores técnicos e comerciais apresentam certificação ISO
9001 na área de segurança no trabalho. Os treinamentos para a
padronização de procedimentos continuam para uma redução mais
efetiva do número de acidentes. Esse empenho tem como meta a
redução do número de acidentes de trabalho. Em 2009, os acidentes
com colaboradores próprios na Rede Energia somaram 175. A meta é
reduzi-los para 166, em 2010.



144
Acidentes de trabalho com colaboradores próprios na
                                                          Rede Energia (em 2009) – (GRI LA07) (GRI EU25)
                                                          Total de acidentes de trabalho – 175
                                                          Acidentes com afastamento – 79
                                                          Acidentes sem afastamento – 94
                                                          Óbitos – 02


Quando ocorre um acidente, imediatamente é aberta
uma sindicância para a apuração das causas do mesmo.
Posteriormente, um plano de melhorias impedirá a repetição
do ocorrido. (GRI PR01)
Os padrões de segurança e salubridade no ambiente de
trabalho foram definidos pela direção, gerência, pelos
colaboradores e pela Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA).
Ao longo de 2009, foram implantadas visitas às empresas,
realizadas por uma área interna de regulamentação da Rede
Energia, para a elaboração de planos de correção. O objetivo
das vistorias é a manutenção da certificação da empresa e a
prevenção de registros de acidentes.
As ações do “Programa Segurança em Primeiro Lugar” para os
colaboradores próprios envolveram oito projetos: Integração de
Segurança do Trabalhador e Saúde do Trabalhador;
Diálogo de Saúde e Segurança; Segurança Ativa; Comunicação
e Eventos; Ranking dos CRSs (Centro Regional de Serviços);
Matriz de Avaliação; Carta de Autorização e Anjo da Guarda.
Banners e faixas com os alertas “Saindo para mais um dia de
trabalho? Chegou a hora de ficar ligado!”,“Segurança em 1º
lugar!” e “Fique ligado” foram fixados em diferentes pontos de
fácil visualização dos colaboradores, com o objetivo de alertar
que a segurança é o item mais importante do trabalho na
Rede Energia.
A empresa promoveu uma série de eventos, como palestras,
workshops, treinamentos e engajamentos de todas as esferas
da Rede Energia, inclusive da presidência, da vicepresidência e
das diretorias, que percorreram as regionais divulgando o novo
programa de segurança.
Para a conscientização das pessoas sobre a importância
da adoção de normas e procedimentos seguros, foram
organizadas palestras de motivação. Campanhas de rádio,
distribuição de folhetos e cartazes nas cidades, mensagens
nas faturas de consumo de energia com alertas de segurança
são algumas das ações promovidas pela Rede Energia para
conscientizar a população de que a energia é um bem que
deve ser usufruído com cuidado.
                                                   relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Desempenho Social




  Desenvolvimento dos
  parceiros de negócio

  A chegada da energia elétrica às comunidades de regiões
  ricas em biodiversidade, como a floresta amazônica, o
  pantanal, o cerrado e a mata Atlântica, exige a utilização
  de produtos renováveis, mitigando o impacto ambiental.
  Para isso, a Rede Energia desenvolve parcerias para o
  desenvolvimento de tecnologia que melhor se adapte à
  localidade. Quando possível, são fechadas parcerias locais
  para o desenvolvimento da região.
  Desde 2006, a Rede Energia trabalha com a “cruzeta
  ecológica” – uma peça colocada nos altos dos postes de
  distribuição –, que é feita de polietileno e bagaço de cana-
  de-açúcar. Além de ecologicamente correta, é também
  mais durável. O novo material tem substituído a cruzeta
  de madeira durante os reparos e a instalação de novos
  postes. Já foram instaladas 237.854 unidades até o final de
  2009. A produção da cruzeta ecológica é resultado de uma
  parceria com a pequena empresa Ecology Plastic, de Rio
  Claro, cidade do interior de São Paulo.
  A Rede Energia também estuda a implantação dos postes
  de fibra em regiões ribeirinhas nos próximos anos. São
  várias as vantagens do modelo alternativo ao poste de
  concreto. A peça de fibra de vidro pesa quatro vezes menos,
  precisa de apenas quatro homens como mão de obra, é
  instalada rapidamente, além de ter vida útil de 80 anos
  – três vezes mais que a peça de concreto.
  Estudos realizados apontam que a utilização destes
  postes pode, a princípio, ser mais onerosa, gastaria-se R$
  1,7 milhão com postes de fibra, em comparação aos R$ 1,4
  milhão desembolsados na aquisição dos similares em
  concreto. No entanto, pode ocorrer a economia de 16,5%
  com mão de obra, redução de 33,3% com o transporte e
  98,3% com a logística. E o prazo convencional de instalação
  cair de 314 dias para 96 dias.


146
Investimento nas
comunidades
(esporte, educação,
desenvolvimento regional)

Além de distribuir e produzir energia elétrica de forma
segura, confiável e responsável em termos ambientais,
a Rede Energia assume o compromisso de colocar em
prática sua política de sustentabilidade, ao realizar
investimentos com três focos principais: esporte,
educação e desenvolvimento regional (geração de
renda para as famílias).
Sendo assim, todas as ações apoiadas pela empresa
passam por uma avaliação prévia, verificando,
justamente, se possuem alguma relevância para a
comunidade onde a empresa está inserida. (GRI SO01)
Esses projetos incluem a publicação de guias de
turismo, patrocínios de eventos religiosos, educação a
comunidades em situação de vulnerabilidade social,
entre outros.
No exercício encerrado em 2009, houve o investimento de
aproximadamente R$ 8 milhões no desenvolvimento de
programas sociais de educação, cultura, esporte e lazer.
Como principal investimento social desenvolvido e
mantido pela Rede Energia, a Fundação Aquarela foi
criada em 2001, com o objetivo de desenvolver projetos
sociais nas áreas de educação e esporte. A fundação
tem como principal missão a formação do cidadão
brasileiro.
É uma entidade privada, sem fins lucrativos,
formalmente declarada de utilidade pública federal
pela Portaria n°1584 de 1 de outubro de 2007, com
ações direcionadas a projetos de responsabilidade




                                                relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Desempenho Social




  social para crianças e jovens. (GRI EC08) Abaixo estão
  listados alguns dos programas sociais mantidos pela
  Rede Energia, separados pelo tipo de iniciativa a que
  se relacionam: educação, esporte e desenvolvimento
  regional das comunidades locais (geração de renda).


  1. Educacionais
  •    Escola Nuremberg Borja de Brito Filho – Construída
  pela Fundação Aquarela na periferia de Belém (PA), no
  bairro Terra Firme, uma das regiões de menor Índice
  de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. O objetivo
  é garantir às 340 crianças atendidas, na faixa etária
  de 4 a 10 anos, os direitos básicos estabelecidos pelo
  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como
  saúde, educação, alimentação e lazer. (GRI EC08)
  As crianças ficam na escola em horário integral,
  têm acompanhamentos médico, nutricional,
  odontológico, psicológico, fonoaudiológico, psicomotor
  e de assistência social. Além disso, recebem quatro
  alimentações diárias, materiais pedagógicos e de
  higiene, uniformes e auxílio-alimentação. Para canalizar
  a agressividade de algumas crianças e potencializar
  suas habilidades, a escola oferece oficinas de
  brinquedos e artesanatos, posteriormente doados a
  uma entidade que também atua no bairro.
  Paralelamente, a escola desenvolve projetos de
  integração com as famílias das crianças atendidas e de
  geração de renda para essa população. Além de ensinar
  artesanato para as famílias, a escola oferece curso de
  corte e costura para as mães das crianças. Assim que
  estiverem capacitadas, essas mães serão incentivadas a
  montar uma cooperativa com a qual poderão gerar sua
  própria renda e conquistar melhores condições de vida.
  •    Projeto Cidadania no Campo – Atende a 70 crianças
  e adolescentes da zona rural de Bragança Paulista (SP).
  As crianças da pré-escola participam de atividades
  extraclasse e recebem todo o material utilizado nas



148
aulas, garantindo os direitos básicos estabelecidos
pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para
os demais alunos, é dada uma ajuda de custo para
a compra do material escolar. Além disso, o projeto
oferece aos pais das crianças, que completam 14
anos, uma colaboração mensal para que seus filhos
continuem na escola, a fim de garantir e promover a
continuidade dos estudos no ensino médio e evitar o
trabalho infantil. (GRI EC08)


•   Projeto Criança Luz – Apóia escolas comunitárias
que não recebem verba dos governos estaduais e nem
dos municipais. Resultam de iniciativas privadas em
locais onde não há escolas suficientes para a população.
A meta para os próximos anos é uma parceria com a
Fundação Abrinq e o UNICEF com o objetivo de garantir
as condições necessárias par que essas escolas se
enquadrem nos critérios e possam receber benefícios
do Estado. (GRI EC08)


•   Lançamentos e distribuição de livros entre os
colaboradores próprios e terceiros de todas as empresas
da Rede Energia. Os livros também são entregues às
secretarias de Educação municipais e estaduais dos
locais onde as empresas da Rede Energia atuam.
O objetivo é distribuí-los aos alunos da rede pública de
ensino e em bibliotecas. Em 2009, foram distribuídos
72 mil exemplares. A série de histórias baseadas nas
aventuras das personagens Lelê e Trix, voltada ao
público infantojuvenil, teve início em 2008, com o
lançamento do livro. A incrível viagem do imperador.
Em 2009, foi publicada a obra A experiência
investigativa. (GRI EC08)


•   Coleção “Um Presente para Todos Nós” – Cidadania,
diversidade e ética são alguns dos temas tratados nos
livros da coleção em braile “Um Presente Para Todos


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Desempenho Social




  Nós”, de Patrícia Secco. O grande diferencial dos livros
  é que além de serem em braile, eles trazem também a
  história impressa, em letras grandes e com ilustrações
  coloridas, sendo, por si só, totalmente inclusivos, pois
  podem ser lidos por qualquer pessoa, portadora ou não
  de deficiência visual. Em uma parceria com a Fundação
  Dorina Nowil para Cegos foram distribuídos 20 mil
  exemplares em escolas e bibliotecas de todo país.
  Na área de concessão da Rede Energia mais 14 mil livros
  foram distribuídos.


  •    Projeto Compromisso Todos Pela Educação – Adesão
  ao Programa Compromisso “Todos pela Educação” em
  2006, um programa de consciência nacional para a
  inclusão das crianças em escolas públicas de qualidade.


  •    Programa Siminina - Voltado ao atendimento
  a meninas de 7 a 14 anos em situação de risco na
  capital mato-grossense, Cuiabá, o Siminina oferece
  atividades fora do horário escolar, incluindo reforço
  pedagógico, acompanhamento de tarefas, oficinas
  de dança, teatro, coral, pintura e artesanato em geral.
  Assim, busca facilitar o acesso dessas meninas a
  atividades necessárias para seu pleno desenvolvimento
  social, emocional, cultural e físico. São 1.500 meninas
  beneficiadas em diversas unidades do programa, que
  é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Cuiabá e
  existe desde 1997. Os resultados aparecem em dados
  como índices de aprovação escolar acima da média
  entre as meninas beneficiadas, bem como redução
  drástica de ocorrências de gravidez na adolescência. O
  apoio é realizado por meio do Conselho Municipal dos
  Direitos da Criança e do Adolescente.


  •    Projeto Nego D’Água - barco escola que serve como
  base para as capacitações e ponto de apoio para a
  implantação de atividades produtivas sustentáveis,



150
realização de controle ambiental e instrumento
para a coleta de material para na realização de
pesquisas ligadas ao ecossistema aquático (ictiofauna,
liminologia), entre outras.


2. Fomento ao esporte
•   Rede Atletismo Novos Talentos – É um programa
de formação de atletas que busca dar condições
para que o jovem faça do atletismo seu projeto de
vida. Ao ingressar no programa, o jovem recebe
bolsa-auxílio, assistência médica e odontológica,
moradia, alimentação, bolsa de estudos e treinamento
especializado, além do apoio de fisioterapeutas,
massagistas, nutricionistas e uma academia de
ginástica destinada à sua preparação física. Para formar
atletas de base, o Rede Atletismo Novos Talentos
selecionou 66 jovens, com idade entre 15 e 18 anos, nos
sete estados onde atua a Rede Energia. Mais de 16 mil
jovens se inscreveram para participar das eliminatórias
e 186 foram para a final realizada em Bragança Paulista,
no Centro Nacional de Excelência Esportiva (CNEE).
Os jovens selecionados passaram a residir e treinar
nesse centro, que foi construído especialmente para
esse projeto e possui insfraestrutura para a realização
de competições nacionais e internacionais. O projeto
venceu os prêmios Top Social e Fundação Coge pelo
melhor projeto apresentado pelas empresas de energia
elétrica na área de Ações de Responsabilidade Social no
ano de 2009. (GRI EC08)


3. Desenvolvimento regional e geração de renda
•   “Círio de Nazaré” - Patrocínio do maior evento
religioso do Brasil, que ocorre no Pará todos os anos e é
uma atração turística do Estado.




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Desempenho Social




  •    Guias históricos e turísticos - Elaboração de um guia
  histórico e turístico do Pará e Mato Grosso, em 2008,
  e lançamento em 2010 dos guias do Tocantins e Mato
  Grosso do Sul para o fomento do turismo nas regiões
  nas quais a Rede Energia atua.


  •    Portas Abertas - Realização de palestras sobre o
  uso racional de energia, a segurança e outros temas
  em escolas e entidades. Esse projeto é realizado nas
  empresas: Bragantina, Caiuá, Nacional, Força e Luz do
  Oeste e Vale Paranapanema.


  •    Projeto Transparência - Para esclarecer dúvidas e
  levar diversas informações de interesse da comunidade
  no que se refere ao uso da energia elétrica, a Celpa
  implantou o Projeto Transparência. O projeto é
  realizado por meio de palestras ministradas nas
  comunidades para promover o uso seguro e racional da
  energia e o consumo consciente. As palestras também
  orientam os clientes sobre os serviços prestados pela
  concessionária e seus direitos e deveres.


  •    Projeto navega Pará - O Navega Pará, desenvolvido
  pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência
  e Tecnologia (SEDECT), em uma iniciativa conjunta com
  o Governo do estado do Pará, é um projeto pioneiro que
  visa integrar todo o estado do Pará, implementando
  infraestrutura de Tecnologia da Informação e
  Comunicação (TIC) e articulando uma rede de fibra
  óptica, enlaces de rádios e satélites, a fim de promover
  uma grande ação de inclusão digital e de cidadania.
  O projeto beneficia a população de todo o Estado. Ao
  todo são 1.800 quilômetros de rede de fibra óptica
  que viabilizam ações em diversas áreas. Em 2009
  foram inauguradas no nordeste paraense 45 cidades
  digitais e implantados 86 infocentros nos municípios.
  A Celpa está trabalhando em parceria com o governo



152
do Pará na implantação deste projeto inovador e
ousado, disponibilizando sua infraestrutura de postes
das redes de distribuição para os cabos de fibra óptica,
contribuindo para a promoção da inclusão digital,
cidadania e para a melhoria no serviço de atendimento
aos clientes da Celpa nos municípios beneficiados
pelo projeto.


•   Vale-luz – Esse projeto, realizado na Cemat,
promove a troca de latas de refrigerante a garrafas
PET por créditos a serem usados no pagamento da
conta de energia. É realizado em parceria com a Rede
de supermercados Modelo, com o Governo do Estado,




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Desempenho Social




  a Aleris Latasa, Bioterra, Bimetal e União Cuiabana
  das Associações de Moradores de Bairros (Ucamb).
  Em 2010 terá a ampliação dos postos de coleta na
  capital mato-grossense. O consumidor leva o material
  reciclável até o posto de coleta, no supermercado, onde
  o produto é pesado. De acordo com o peso, ele recebe
  um vale. A conta de luz deve ser paga no próprio caixa
  do supermercado, com a apresentação do vale que gera
  o desconto. Todo o material recolhido é destinado à
  reciclagem por empresas especializadas.


  •    A Voz dos Bairros - A Cemat apóia a iniciativa
  da Federação Mato-grossense das Associações de
  Moradores de Bairros (Femab), que mantém um
  programa de rádio diário para divulgar as demandas e
  promover interação entre as associações de moradores.
  O programa de rádio é uma ferramenta importante
  para o fortalecimento e a união das comunidades em
  prol do desenvolvimento social.


  •    Fundo da Criança e do Adolescente – a Rede Energia
  procura direcionar recursos disponíveis para doações
  ao Fundo da Criança e do Adolescente, beneficiando
  entidades que promovem ações voltadas às crianças, à
  geração de renda e ao desenvolvimento regional.


  •    Feiras de negócios e eventos - Com o apoio à
  realização de feiras de negócios e eventos, a empresa,
  além de reforçar eventos tradicionais, incentiva a
  realização de negócios e o desenvolvimento econômico
  da sua área de concessão, bem como contribui para o
  fortalecimento das associações de classe.




154
Democratização do acesso

Na condição de maior holding do setor elétrico nacional,
presente em 34% do território nacional, a Rede Energia
assume o compromisso com as três esferas do governo
– federal, estadual e municipal – para levar energia
limpa às comunidades isoladas que vivem com elevado
índice de analfabetismo e baixo índice de renda.
Os investimentos da Rede Energia nos programas
sociais somaram R$ 494 milhões em 2009, incluindo
os programas: “Luz para Todos” (LPT), “Interligação
da Ilha de Marajó”, “Programa Universalização”,
entre outros. (GRI EU23)
No programa do governo federal “Luz para Todos”, a
Rede Energia é o segundo maior participante do País,
tendo investido R$ 374,8 milhões para fornecer energia
a populações urbanas e rurais de baixo Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH).
Instituído em 2003, o “Luz para Todos” tem a meta
de levar energia elétrica para 100% da população
do meio rural até 2010. O programa é coordenado
pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e
operacionalizado com a participação da Eletrobrás.
A Lei 10.762 de 11/11/2003 alterou a prioridade
de atendimento aos municípios, dando ênfase
aos municípios com menor IDH, limitando esses
atendimentos às novas unidades ligadas em baixa
tensão (inferior a 2,3 kV), com carga instalada de até
50 kW. Segundo pesquisa feita pelo Governo Federal,
quase metade dos atendidos pelo “Luz para Todos”
deixou de utilizar outras fontes de energia, mais
poluentes, como diesel, gasolina, querosene, gás ou
pilhas. (GRI EU23)Essa pesquisa ainda mostra que 90%
dos beneficiários afirmam que sua qualidade de vida
aumentou; 86% dizem que as condições de moradia
também são melhores; 38,5% dos entrevistados viram


                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Desempenho Social




  crescer a renda familiar; 34% dos atendidos tiveram
  melhorias nas condições de trabalho; e 41,1% passaram
  a desenvolver atividades escolares à noite.
  Outro projeto social em andamento é a “Interligação
  da Ilha de Marajó”, que prevê a construção de cerca
  de 500 quilômetros de linhas de distribuição, com 16
  subestações, para os residentes da ilha. Pela primeira
  vez, a comunidade terá acesso à energia limpa e de
  qualidade, permitindo o desligamento de 15 usinas
  térmicas movidas a diesel. Sem a queima de óleo diesel,
  a emissão de CO2 será reduzida no maior arquipélago
  fluviomarinho do mundo. A primeira etapa do
  projeto foi iniciada em 2009 pela Rede Energia, com o
  investimento de R$ 60 milhões. O projeto continua até
  2012.
  A Rede Energia tem promovido ações de eficiência
  energética. Através do “Programa Nacional de
  Conservação de Energia Elétrica”, que é um programa
  do governo federal cujo objetivo é a promoção e a
  racionalização da produção e do consumo de energia
  elétrica, a empresa promove a doação de geladeiras e
  lâmpadas econômicas a famílias com renda de até três
  salários mínimos. Todos os equipamentos possuem o
  selo Procel.




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relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Desempenho Social




  Desenvolvimento do País

  A Rede Energia se une aos governos dos nove estados
  que compõem a Amazônia Legal, e à Organização das
  Nações Unidas (ONU), e convoca desde prefeituras
  a cooperativas, associações, escolas e empresários
  para, em conjunto, tornar possível a melhoria dos
  indicadores sociais das regiões Norte e Centro-Oeste
  do País.
  A Rede Energia é a primeira empresa privada a apoiar
  a “Agenda Criança Amazônia”. Em 2009, a Agenda
  Criança Amazônia foi implantada no Tocantins e
  no Pará e, em 2010, será a vez do Mato Grosso. Até
  2012, todos os 750 municípios, dos nove estados
  da Amazônia Legal, serão convidados a participar
  da iniciativa de mobilização, fortalecimento e
  monitoramento das políticas públicas locais.
  A campanha “Agenda Criança Amazônia” é um
  programa do Fundo das Nações Unidas para a Infância
  (UNICEF), com o objetivo de melhorar as condições
  de vida dos nove milhões de crianças que vivem na
  Amazônia Legal brasileira.
  A parceria de Rede Energia com o UNICEF – órgão da
  Organização das Nações Unidas (ONU) – tem como
  objetivo a melhoria das condições de vida das crianças
  do Pará e do Tocantins. Dentro da área de atuação,
  a Celpa e a Celtins mobilizaram sua infraestrutura
  para inserir uma “fatura carona” junto às contas de
  energia entregue aos consumidores. Qualquer um dos
  consumidores residenciais da Celpa e da Celtins podem




158
optar por contribuir com R$ 2,00 por mês ao UNICEF,
para o desenvolvimento do projeto. A suspensão da
colaboração pode ser feita a qualquer momento
pelo consumidor.
A verba tem como meta a melhoria de importantes
indicadores sociais, como taxa de pobreza, mortalidade
infantil e materna, desnutrição infantil, registro civil,
acesso ao pré-natal, gravidez na adolescência, violência
e trabalho infantil, incidência de Aids e malária, acesso
à água potável, acesso e permanência na escola.




                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
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Sobre o relatório
Sobre o relatório




  Desde 2007, a Rede Energia publica seus relatórios
  socioambientais anualmente, seguindo o padrão GRI.
  Este relatório tem a abrangência do ano de 2009
  completo – de 01/01/2009 a 31/12/2009.
  (GRI 3.1, 3.2 e 3.3)
  A GRI (Global Reporting Initiative) é uma organização
  não governamental internacional, com sede em
  Amsterdã, na Holanda, que, desde 1997, desenvolve e
  dissemina diretrizes para a elaboração de relatórios de
  sustentabilidade a empresas do mundo todo.
  Este relatório alcança o nível B GRI, contendo
  informações econômicas, ambientais e sociais
  da organização, com um total de 100 indicadores
  reportados e mais 16 setoriais.
  Foram consideradas informações materiais, e,
  portanto, reportadas no relatório, todas aquelas que
  são relevantes para a empresa, ou seja, que afetam na
  gestão dos impactos sociais, econômicos e ambientais.
  Para a priorização dos temas, foram realizadas
  entrevistas com executivos seniores da Rede Energia,
  que têm grande entendimento sobre o negócio e sobre
  a empresa. Eles citaram quais os temas que foram mais
  relevantes, em sua percepção, durante o ano de 2009.
  (GRI 3.7) A Rede Energia acredita na importância do
  engajamento dos stakeholders, sendo assim, pretende
  disponibilizar o relatório a todos os que se interessarem
  por ele, uma vez que este estará disponível para acesso
  no site da empresa e em versões resumidas com
  os assuntos de interesse dos stakeholders de cada
  concessionária. (GRI 3.5 e 3.6)




162
A fim de identificar os principais stakeholders, na
visão da empresa, foi feito um exercício com os
executivos participantes do comitê de responsabilidade
socioambiental. Esses executivos são atuantes em
diversas áreas e diversas localidades geográficas dentro
da Rede Energia.
Durante uma reunião, cada executivo listou os
principais stakeholders, em sua percepção. Em seguida,
essa informação foi consolidada, pensando na Rede
Energia como um todo, possibilitando, assim, a
identificação da lista de stakeholders mais importantes
na visão da própria empresa. (GRI 4.15)
Neste relatório, não houve alterações que afetem
substancialmente a comparabilidade entre as
informações de anos anteriores ou entre outras
empresas. (GRI 3.8) Também não pode ser citada
nenhuma reformulação de informações fornecidas
em relatórios anteriores que afetem a comparabilidade
dos dados. (GRI 3.10)
Os indicadores e as informações publicados neste
relatório foram consolidados com base nas diretrizes
dos protocolos do GRI e dos relatórios financeiros
publicados conforme normas as quais a empresa está
sujeita. Informações corporativas, questionário do GRI,
entrevistas com as lideranças, relatórios apresentados
à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e à
CVM (Comissão de Valores Mobiliários) serviram de
base para a compilação do relatório da holding. Ao
longo do relatório, sempre que necessário, haverá nota
explicativa caso a técnica de medição e/ou a base de
cálculos sejam distintas. (GRI 3.9)




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   163
Sobre o relatório




  Com relação às alterações relevantes nos métodos
  de coleta de informação, podemos destacar que no
  ano de 2009 foi criada uma ferramenta interna que
  consiste em um questionário enviado a cada uma
  das áreas das empresas da holding. Utilizando essa
  ferramenta, os executivos podem responder aos itens
  do GRI que forem relacionados à sua área. (GRI 3.11) Este
  relatório não incorpora a prática da verificação externa.
  Visando à integridade e credibilidade das informações
  aqui apresentadas, a Rede Energia submete as suas
  informações financeiras à auditoria externa. (GRI 3.13)
  Em caso de dúvidas quanto ao relatório, pode-se
  entrar em contato com a área de Responsabilidade
  Socioambiental da Rede Energia pelo e-mail:
  responsabilidade.socioambiental@redenergia.com ou
  pelo telefone: (11) 3066-2212. (GRI 3.4)
  A Rede Energia está localizada na Av. Paulista 2439
  – São Paulo SP. (GRI 2.4)




164
relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                    165
Sobre o relatório




                          Níveis de aplicação de Indicadores GRI G3


                          Relatório
                          Niveis de aplicação                 C                 C+                               B                   B+                         A                A+

                                                    Responder aos itens:                                Responder todos os                                  O mesmo
                                                    1.1;                                                critéros elencados                                  exigido para
                              Perfil da G3          2.1 a 2.10;                                         para o Nível C mais:                                o nível B.
                                                    3.1 a 3.8, 3.10 a 3.12;                             1.2;
                              Resultado
                                                    4.1 a 4.4, 4.14 a 4.15                              3.9 a 3.13;
                                                                                                        4.5 a 4.13, 4.16 a 4.17



                                                    Não exigido.                                        Informações sobre                                   Forma de
                                                                              Com verificação externa




                                                                                                                                  Com verificação externa




                                                                                                                                                                              Com verificação externa
                                                                                                        a Forma de gestão                                   Gestão
                              Informações sobre
                                                                                                        para cada Categoria                                 divulgada
                              a forma de gestão
                                                                                                        do Indicador.                                       para cada
                              da G3                                                                                                                         Categoria
                              Resultado                                                                                                                     de Indicador.
Conteúdo do relatório




                                                    Reponder a um                                       Reponder a um                                       Responder a
                                                    mínimo de 10                                        mínimo de 20                                        cada Indicador
                                                    Indicadores de                                      Indicadores de                                      essencial
                                                    Desempenho,                                         Desempenho,                                         da G3 e do
                          Indicadores de            incluindo pelo                                      incluindo pelo                                      Suplemento
                          Desempenho da             menos um de                                         menos um de                                         Setorial* com a
                          G3 & Indicadores          cada uma das                                        cada uma das                                        materialidade
                          de Desempenho do          seguintes áreas                                     seguintes áreas                                     de uma das
                                                    de desempenho:                                      de desempenho:                                      seguintes
                          Suplemento Setorial
                                                    social, econômico                                   econômico,                                          formas:
                          Resultado                 e ambiental.                                        ambiental, dir.                                     a) respondendo
                                                                                                        humanos, praticas                                   ao indicador ou
                                                                                                        trabalhistas,                                       b) explicando
                                                                                                        sociedade,                                          o motivo da
                                                                                                        responsabilidade                                    omissão
                                                                                                        pelo produto

                                                  *Suplemento Setorial em sua versão final.


                        166
relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                    167
Sobre o relatório




  Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
  Millennium Development Targets




                                   Os Objetivos de Desenvolvimento
                                   do Milênio são um conjunto
                                   de 8 macro-objetivos, a serem
                                   atingidos pelos países até
                                   o ano de 2015, por meio de
                                   ações concretas dos governos,
                                   empresas e da sociedade. Eles
                                   fazem parte da Declaração do
                                   Milênio, que foi aprovada pelas
                                   Nações Unidas em setembro de
                                   2000. O Brasil, em conjunto com
                                   191 países membros da ONU,
                                   assinou o pacto e estabeleceu
                                   um compromisso com a
                                   sustentabilidade do Planeta.




168
Projetos e Ações Desenvolvidas


Erradicar a Extrema Pobreza e a Fome
• Fundação Aquarela
• Convênio UNICEF – Agenda Criança Amazônia

Atingir a Universalização do Ensino Fundamental
• Criança Luz
• Fundação Aquarela
• Compromisso Todos pela Educação
• Doações para Fundos de Direitos da Criança
e do Adolescente

Reduzir a Mortalidade Infantil
• Convênio UNICEF – Agenda Criança Amazônia
• Doações para Fundos de Direitos da Criança
e do Adolescente
• Apoio às Santas Casas

Melhorar a Saúde Materna
• Apoio às Santas Casas – com arrecadação de
doações das comunidades por meio da fatura de
energia elétrica

Garantir a Sustentabilidade Ambiental
• Programa de Redução de Emissão de CO2
• Programa de Recuperação de Áreas Degradadas
• Sistema de Gestão Ambiental
• Programa de Licenciamento Ambiental
• Programa de Preservação da Biodiversidade
• Programa Cuide do Seu Mundo
• Livros de Educação Ambiental – LeLê e Trix
• Eficiência Energética


Promover Parceria Mundial pelo Desenvolvimento
• GT Ethos ISO 26000
• Programa Luz para Todos
• Compromisso Todos pela Educação




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                      169
Sobre o relatório




  Balanço Social
  Social Report

  Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009
  e 2008 (Valores expressos em milhares de reais - R$,
  exceto quando indicado de outra forma)




      1. Base de cálculo
                                                   2009       2008
                                                   R$          R$

      Receita líquida (RL)                       5.044.554   3.995.756
      Resultado Operacional (RO)                    64.265     394.371
      Folha de pagamento bruta (FPB)               384.771   403.000




170
2. Indicadores sociais internos
                                                    2009                                     2008
                                                    % sobre                                 % sobre
                                     R$                FBP          RL             R$             FPB             RL
Alimentação                               33.494          8,7         0,7         26.066                 6,5           0,7
Encargos sociais compulsórios         80.868               21         1,6         66.319                16,5           1,7
Previdência privada                        6.137          1,6         0,1          2.876                 0,7           0,1

Saúde                                     17.587          4,6         0,3          15.911                3,9           0,4
Segurança e medicina
                                           3.122          0,8         0,1          4.268                  1,1          0,1
no trabalho
Educação                                    766           0,2            -           676                 0,2             -
Capacitação e
                                           1.627          0,4            -          2.788                0,7           0,1
desenvolvimento profissional
Auxílio-creche                             1.047          0,3            -           895                 0,2             -
Participação dos empregados nos
                                          12.920          3,4         0,3           6.681                1,7           0,2
lucros ou resultados
Participação dos administradores
nos                                        5.077          1,3         0,1           1.605                0,4             -
lucros ou resultados
Incentivo à aposentadoria
                                           1.410          0,4            -          5.528                1,4           0,1
e demissão voluntária
Vale-transporte - excedente                1.380          0,4            -          1.850                0,5             -

Outros benefícios                          3.884             1        0,1           2.358                0,6           0,1

Total indicadores sociais internos    169.319            44,1         3,3         137.821               34,4           3,5




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                            171
Sobre o relatório




      3. Indicadores sociais externos
                                                           2009                               2008
                                                           % sobre                            % sobre

                                                R$          RO         RL        R$           RO         RL

      Educação                                   2.566            4     0,1           2.455     0,6           0,1

      Cultura                                        907         1,4        -         1.224      0,3            -

      Esporte e lazer                                290         0,5        -           141          -          -


      Combate à fome e segurança alimentar             -           -        -             -          -          -


      Doações/contribuições                       4.374        6,8      0,1         8.190          2,1        0,2

      Outros                                         136         0,2        0             -          -          -

      Subtotal                                    8.273      12,90     0,20        12.010      3,00      0,30


      Programas sociais:



      Programa Nacional de
                                                374.752     583,10     7,40       703.011     178,30     17,60
      Universalização - Luz para Todos


      Programa Nacional de Conservação de
                                                 5.708         8,9     0,10           4.761     1,20      0,10
      Energia Elétrica - PROCEL
      Programa Universalização                  53.008       82,50     1,10        34.292       8,70     0,90

      Interligação Ilha do Marajó               60.404      94,00      1,20               -          -          -

      Outros                                         158      0,20          -          437      0,10            -

      Subtotal                                 494.030      768,70     9,80       742.501     188,30     18,60
      Total de contribuições
                                               502.303      781,60       10       715.021      181,3      17,9
       para a sociedade
      Tributos (excluídos encargos sociais)   2.407.993    3.747,00    47,7     1.952.885     495,2      48,9

      Total indicadores sociais externos      2.910.296    4.528,6     57,7     2.667.906     676,5      66,8




172
4. Indicadores ambientais
                                                         2009                                 2008
                                                         % sobre                              % sobre

                                             R$          RO          RL          R$             RO               RL

Estação ecológica - Fauna/Flora               1.964            3,1                   3.073              0,8           0,1

Total de indicadores ambientais               1.964            3,1                   3.073              0,8           0,1




Investimentos relacionados com a
produção/operação da empresa:



Fundo Nacional de Desenv. Científico e
                                              9.768           15,2     0,2            8.170             2,1           0,2
Tecnológico - FNDCT
Estudo de Pesquisa
                                              4.884            7,6     0,1           4.395               1,1          0,1
Energética - EPE (MME)
Programa de Eficiência
                                             24.092           37,5     0,5           18.565             4,7           0,5
Energética - PEE
Programa de Pesquisa e
                                              9.925           15,4     0,2           8.498              2,2           0,2
Desenvolvimento - P&D
Total de investimentos relacionados
                                             48.669           75,7        1      39.628               10,1              1
com a produção/operação da empresa
Total de indicadores ambientais e
invest. relac. com a produção/operação       50.633         78,8          1          42.701           10,9            1,1
da empresa


Quanto ao estabelecimento de “metas
                                                              (x) não possui metas                   (x) não possui metas
anuais” para minimizar resíduos, o consumo
                                                            ( ) cumpre de 0 a 50%                  ( ) cumpre de 0 a 50%
em geral na produção/operação e aumentar
                                                         ( ) cumpre de 51% a 75%                ( ) cumpre de 51% a 75%
a eficácia na utilização de recursos
                                                       ( ) cumpre de 76% a 100%               ( ) cumpre de 76% a 100%
naturais, a empresa




                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                               173
Sobre o relatório




       5. Indicadores do corpo funcional (*)
                                                                                        2009     2008
                                                                                         R$       RS


      Nº de empregados no final do período                                              6.504     6.368


      Escolaridade dos empregados:


      Superior e extensão universitária                                                  1.562     1.972


      2º grau                                                                           4.206     3.794


      1º grau                                                                             736       602


      Faixa etária dos empregados:


      Abaixo de 30 anos                                                                  2.119     1.862


      De 30 até 45 anos (inclusive)                                                     2.961      3.119


      Acima de 45 anos                                                                  1.424      1.387


      Nº de admissões durante o período                                                   652       684


      Nº de empregados desligados no período                                             500        626


      Nº de mulheres que trabalham na empresa                                            1.631     1.637


      % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao nº total de mulheres   2,15%           -


      % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao nº total de gerentes   9,14%           -


      Nº de negros que trabalham na empresa                                              2.712      289


      % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao nº total de negros       0,93%           -



      % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao nº total de gerentes     5,24%           -




174
5. Indicadores do corpo funcional (*)
                                                                                            2009            2008
                                                                                             R$              RS

Nº de empregados portadores de deficiência física                                            247                244


Nº de dependentes                                                                          10.715            10.896


Nº de estagiários                                                                             188                  211


Nº de empregados terceirizados/temporários                                                 6.259              6.848




6. Informações relevantes quanto ao
exercício da cidadania empresarial (*)

                                                     2009                              metas 2010
Relação entre a maior e a menor
                                                                  16,05                                          ND
remuneração na empresa


Número total de acidentes de trabalho                               175                                          166


Os projetos sociais e ambientais                            ( ) direção                                   ( ) direção
desenvolvidos pela empresa foram               (X) direção e gerências                       (X) direção e gerências
definidos por:                           ( ) todos(as) empregados(as)                 ( ) todos(as) empregados(as)
Os padrões de segurança e salubridade           ( ) direção e gerências                      ( ) direção e gerências
no ambiente de trabalho foram            ( ) todos(as) empregados(as)                 ( ) todos(as) empregados(as)
definidos por:                                     (X) todos (as) + Cipa                        (X) todos (as) + Cipa
Quanto à liberdade sindical, ao
                                                    ( ) não se envolve                          ( ) não se envolverá
direito de negociação coletiva e
                                          (X) segue as normas da OIT                 ( X ) seguirá as normas da OIT
à representação interna dos(as)
                                           ( ) incentiva e segue a OIT               ( ) incentivará e seguirá a OIT
trabalhadores(as), a empresa:

                                                            ( ) direção                                   ( ) direção
A previdência privada contempla:               ( ) direção e gerências                       ( ) direção e gerências
                                         (X) todos(as) empregados(as)                 (X) todos(as) empregados(as)

                                                            ( ) direção                                   ( ) direção
A participação dos lucros ou
                                               ( ) direção e gerências                       ( ) direção e gerências
resultados contempla:
                                         (X) todos(as) empregados(as)                 (X) todos(as) empregados(as)



                                                  relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                             175
Sobre o relatório
          About the report




       6. Indicadores ambientais

                                                            2009                                2008
      Na seleção dos fornecedores, os mesmos          ( ) não são considerados      ( ) não serão considerados
      padrões éticos e de responsabilidade social e           ( ) são sugeridos             ( ) serão sugeridos
      ambiental adotados pela empresa:                         (X) são exigidos              (X) serão exigidos


      Quanto à participação de empregados(as)                 ( ) não se envolve            ( ) não se envolverá
      em programas de trabalho voluntário, a                            (X) apoia                     (X) apoiará
      empresa:                                          ( ) organiza e incentiva    ( ) organizará e incentivará


                                                             Na empresa: 9.273              Na empresa: 9.046
      Número total de reclamações e
                                                               No Procon: 7.161              No Procon: 6.925
      críticas de consumidores(as):
                                                              Na justiça: 4.868                Na justiça: 5.217
                                                           Na empresa: 98,77%                Na empresa: 100%
      % de reclamações e críticas
                                                            No Procon: 85,50%                No Procon: 93,78%
      atendidas ou solucionadas:
                                                            Na justiça: 49,48%               Na justiça: 49,44%


      Valor adicionado total a distribuir               Em 2009: R$ 4.948.642           Em 2008: R$ 4.288.654


                                                               Governo: 51,17%               Governo: 54,37%
                                                      Colaboradores(as): 6,28%        Colaboradores(as): 7,83%
      Distribuição do valor
                                                             Acionistas: -1,31%              Acionistas: -0,8%
      adicionado (DVA):
                                                              Terceiros: 38,53%              Terceiros: 32,24%
                                                          Lucros retidos: 5,33%          Lucros retidos: 6,36%




176
7. Outras informações
(a) Nos dados referentes a reclamações e críticas “Na Empresa”, foram considerados aqueles que entraram
via ouvidoria e, no percentual de críticas
atendidas ou solucionadas, considerou-se aquelas que foram atendidas e respondidas ao consumidor.
(b) Visando aprimorar a qualidade das informações apresentadas no Balanço Social, algumas informações
adicionais foram incluídas e, quando aplicável, os valores e dados de 2008 foram reclassificados para melhor
comparabilidade, seguindo o padrão do IBASE sugerido pela ANEEL.
(c) Negros - inclui negros e pardos, homens e mulheres.
(d) (*) Informações não auditadas




                                                   relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                               177
Sobre o relatório




  Glossário de Responsabilidade Social
  Corporativa:

  Balanced Scorecard (BSC):
  Metodologia que busca traduzir a visão e a
  estratégia de uma empresa em indicadores-
  chave de desempenho que permitam o contínuo
  monitoramento e relacionem os objetivos estratégicos
  da organização a métricas estendidas a todos os níveis.


  Desenvolvimento Sustentável:
  O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu
  em 1987, na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente
  e Desenvolvimento, criada pela ONU, e consiste na
  capacidade da sociedade atender às suas necessidades
  no presente, por meio das práticas econômicas e de
  mercado, sem comprometer a capacidade das gerações
  futuras atenderem às suas próprias necessidades.


  Ecoeficiências:
  Termo utilizado para identificar economias advindas do
  uso adequado de recursos naturais, possibilitado pela
  otimização de processos da empresa.


  Educação Ambiental:
  A educação ambiental é um processo de
  reconhecimento de valores e conceitos, que têm
  por objetivo o desenvolvimento das habilidades e a
  modificação das atitudes em relação ao meio ambiente,
  para entender e apreciar as inter-relações entre os seres
  humanos, suas culturas e seus meios biofísicos.


  Inclusão Social: Prática voltada a deliberações sobre a
  inclusão de pessoas com falta de oportunidades sociais
  à educação, ao mercado de trabalho, à cultura, à saúde
  e a outros direitos essenciais.




178
Global Reporting Initiative – GRI:
Organização internacional baseada na Holanda,
pioneira no desenvolvimento de normas globais para
elaboração de relatórios de sustentabilidade. A GRI é
uma organização não governamental internacional,
com sede em Amsterdã, na Holanda, que, desde 1997,
desenvolve e dissemina diretrizes para a elaboração de
relatórios de sustentabilidade a empresas do
mundo todo.


Indicadores GRI:
Diretrizes qualitativas e quantitativas para mensuração,
avaliação e comunicação de práticas da organização
nos âmbitos econômico, social e ambiental.


Instituto Brasileiro de Análises Sociais
e Econômicas – Ibase:
Instituição sem fins lucrativos, sem vinculação religiosa
e partidária criada em 1981. O Ibase desenvolve projetos
e/ou iniciativas nas seguintes linhas: Alternativas
Democráticas à Globalização; Desenvolvimento e
Direitos; Direito à Cidade; Economia Solidária; Processo
Fórum Social Mundial; Juventude Democracia e
Participação; Observatório da Cidadania: direitos
e diversidade; Responsabilidade Social e Ética nas
Organizações; Soberania e Segurança Alimentar e
Nutricional.


Instituto Ethos:
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade
Social é uma organização não governamental criada
com a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as
empresas a gerir seus negócios de forma socialmente
responsável, tornando-as parceiras na construção de
uma sociedade sustentável e justa.




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   179
Sobre o relatório




  Geração de Valor:
  No contexto de sustentabilidade, geração de valor
  significa a geração de benefícios monetários
  mensuráveis (valores tangíveis) a partir de práticas de
  Responsabilidade Social Corporativa, como economia
  de custos ou geração de receitas; ou de benefícios
  nãomonetários (valores intangíveis) advindos também
  dessas práticas como o aumento do valor da marca e
  da reputação da empresa, obtenção de licença para
  operar, atração e retenção de talentos, acesso ao capital
  e melhor gestão de riscos.


  Políticas Públicas:
  Entende-se por Políticas Públicas um conjunto de ações
  coletivas organizadas pelo Estado, voltadas à garantia
  dos direitos civis, políticos e sociais, configurando
  um compromisso público que visa contemplar
  determinada demanda, em áreas diversas.


  Relatório Anual:
  Relatório que consolida informações econômico-
  financeiras, elaborado anualmente por empresas
  que visam tornar suas práticas mais transparentes
  conferindo melhor comunicação com o mercado.


  Relatório de Sustentabilidade:
  É a principal ferramenta de comunicação do
  desempenho social, ambiental e econômico das
  organizações. O modelo de relatório da GRI é
  atualmente o mais completo e mundialmente
  difundido. Seu processo de elaboração contribui para o
  engajamento das partes interessadas da organização,
  a reflexão dos principais impactos, a definição dos
  indicadores e a comunicação com os públicos de
  interesse.




180
Responsabilidade Social Corporativa:
Forma de gestão que se define pela relação ética e
transparente da empresa com todos os públicos com os
quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas
empresariais compatíveis com o desenvolvimento
sustentável da sociedade, preservando recursos
ambientais e culturais para as gerações futuras,
respeitando a diversidade e promovendo a redução das
desigualdades sociais.


Stakeholders (públicos de interesse):
Pessoas, grupos, organizações ou sistemas que afetam
e podem ser afetados, direta ou indiretamente, pelas
ações de uma empresa. São exemplos de stakeholders:
colaboradores, fornecedores, consumidores,
comunidade, governo, formadores de opinião, meio
ambiente, acionistas etc.


Cadeia de Valor:
Conceito de administração de empresas que designa
a série de atividades relacionadas e desenvolvidas pela
empresa para satisfazer as necessidades dos clientes,
desde as relações com os fornecedores e ciclos de
produção e venda até a fase de distribuição para o
consumidor final. O gerenciamento da cadeia de valor,
segundo a metodologia que popularizou esse conceito,
traz à empresa vantagens competitivas, por meio da
eliminação de atividades que não adicionam valor ao
produto. Ao incorporar elementos de responsabilidade
social ao gerenciamento da cadeia de valor e
estimular essa incorporação por parte de sua cadeia
de fornecimento e de distribuição, a empresa, além de
adicionar valor ao seu produto, contribui efetivamente
para o desenvolvimento sustentável.




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   181
Sobre o relatório




  Cliente:
  Destinatário, beneficiário ou usuário externo à
  organização, de um produto ou serviço provido por
  um fornecedor, que pode ser interno ou externo à
  organização. Pode ser também aquele que compra
  bens ou serviços, para si ou para presentear.


  Consumidor:
  Aquele que faz uso dos bens ou serviços, adquiridos por
  si ou por outros.


  Consumo consciente:
  Visa transformar o ato de consumir em um ato
  de cidadania. Em adição ao bem-estar pessoal, o
  consumidor consciente considera em suas escolhas
  de consumo as possibilidades ambientais e as
  necessidades sociais.


  Governança corporativa:
  É o sistema pelo qual as organizações são dirigidas
  e monitoradas, envolvendo os relacionamentos
  entre acionistas/cotistas, conselho de administração,
  diretoria, auditoria independente e conselho fiscal.
  As boas práticas de governança corporativa têm
  a finalidade de aumentar o valor da sociedade,
  facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a
  sua perenidade.


  Resíduo:
  Termo utilizado para qualquer material, seja gás,
  líquido ou sólido, resultante de processos de produção,
  extração de recursos naturais, execução e utilização de
  produtos e serviços.




182
Glossário específico da empresa:

Holding:
Sociedade gestora de participações sociais criada
com o objetivo de administrar um grupo delas
(conglomerado). A empresa criada para administrar
possui a maioria das ações ou quotas das empresas
componentes de determinado grupo de empresas, que
podem ou não pertencer a diversos setores de atividade.


Bioenergia:
Energia renovável obtida pela transformação química
da biomassa.


Linhas de transmissão:
Sistema usado para transmitir energia eletromagnética.
Esta transmissão não é irradiada, é sim guiada de uma
fonte geradora para uma carga consumidora, podendo
ser uma guia de onda, um cabo coaxial ou fios paralelos
ou torcidos.


Desestatização: Processo de venda de uma empresa
ou instituição do setor público - que integra o
patrimônio do Estado - para o setor privado, geralmente
por meio de leilões públicos.
O processo de desestatização, segundo o Programa
Nacional de Desestatização em seu Art. 1°, inciso I,
da Lei de 9 de setembro de 1997, tem como objetivo
fundamental “a reordenação da posição estratégica
do Estado na economia, transferindo à iniciativa
privada atividades indevidamente exploradas pelo
setor público”.


Sistemas elétricos desconectados ou isolados:
São localidades não integradas à distribuição de energia
elétrica. Esses locais acabam sendo abastecidos por
usinas termelétricas ou não são abastecidos. O Brasil


                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   183
Sobre o relatório




  possuía vários sistemas elétricos desconectados, o que
  impossibilitava uma operação eficiente das bacias
  hidrográficas regionais e da transmissão de energia
  elétrica entre as principais usinas geradoras.


  Ambiente de Contratação Regulado (ACR):
  Segmento no qual as empresas de distribuição
  realizam as operações de compra e venda de energia
  elétrica precedidas de licitação.


  Ambiente de Contratação Livre (ACL):
  Segmento no qual as empresas de distribuição
  realizam operações de compra e venda de energia
  elétrica por meio de contratos livremente negociados,
  firmados com Produtores Independentes de Energia
  Elétrica (PIE), agentes comercializadores e importadores
  de energia, consumidores livres ou geradores estatais.
  Estes últimos só podem fazer suas ofertas por meio de
  leilões públicos.


  ABRADEE:
  Sigla de Associação Brasileira de Distribuidores de
  Energia Elétrica, que tem atualmente um quadro de
  empresas associadas que compreende mais de 95% do
  mercado de energia elétrica no Brasil.


  Ações preferenciais:
  Conferem ao titular prioridades na distribuição
  de resultados e no reembolso do capital em caso
  de liquidação da companhia. Entretanto, as ações
  preferenciais não dão direito a voto ao acionista
  na Assembléia Geral da empresa, ou restringem o
  exercício desse direito.




184
Ações ordinárias:
Conferem ao titular os direitos essenciais do
acionista, especialmente participação nos resultados
da companhia, e direito a voto nas assembléias da
empresa. Cada ação ordinária corresponde a um voto na
Assembléia Geral.


ANEEL:
Sigla de Agência Nacional de Energia Elétrica.
É uma autarquia em regime especial vinculada
ao Ministério de Minas e Energia (MME) e tem
como atribuições: regular e fiscalizar a geração, a
transmissão, a distribuição e a comercialização da
energia elétrica, atendendo reclamações de agentes
e consumidores com equilíbrio entre as partes e
em beneficio da sociedade; mediar os conflitos de
interesses entre os agentes do setor elétrico e entre
estes e os consumidores; conceder, permitir e autorizar
instalações e serviços de energia; garantir tarifas justas;
zelar pela qualidade do serviço; exigir investimentos;
estimular a competição entre os operadores e assegurar
a universalização dos serviços.


SAP:
Sistema integrado de gestão empresarial (ERP),
que procura contemplar a empresa e todos os seus
departamentos funcionais na criação de um banco de
dados centralizado comum.




                                                 relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     185
Sobre o relatório




  Estrutura tarifária horo-sazonal:
  Aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de
  energia elétrica e de demanda de potência, de acordo
  com as horas de utilização do dia (divisão em horário
  de ponta e horário fora de ponta) e dos períodos do ano
  (divisão em período seco e período úmido). Elas podem
  ser de dois tipos: a tarifa Verde e a tarifa Azul.


  CCEE:
  Sigla de Câmara de Comercialização de Energia
  Elétrica. É uma Associação civil integrada pelos
  agentes das categorias de geração, de distribuição e de
  comercialização de energia elétrica, que desempenha
  papel estratégico para viabilizar as operações de
  compra e venda no Sistema Interligado Nacional
  (SIN), registrando e administrando contratos firmados
  entre geradores, comercializadores, distribuidores e
  consumidores livres.


  Energia Incentivada/Renovável:
  Energia que advém de fontes naturais que são
  capazes de se regenerar, e são, portanto, virtualmente
  inesgotáveis. São exemplos de fontes de energia
  renovável a eólica, a solar e a de biomassa.


  Área de concessão:
  Mediante contratos de concessão, assinados entre
  a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e as
  empresas prestadoras dos serviços de transmissão
  e distribuição de energia, são estabelecidas regras
  claras a respeito de tarifa, regularidade, continuidade,
  segurança, atualidade e qualidade dos serviços e
  do atendimento prestado aos consumidores em
  determinada área por um dado período de tempo.




186
Cruzeta:
Peça localizada no alto dos postes de transmissão de
energia, originalmente utilizadas por Companhias de
Energia Elétrica, que servem de apoio aos cabos e fios
que são transpassados de um poste ou outro.


Logística reversa:
Também conhecida como “Canais de Distribuição
Reversos”, pode se traduzir na forma como parte
dos produtos no pós-venda ou no pós-consumo
retornam ao ciclo produtivo, readquirindo valor
seja no reuso ou na reciclagem de seus materiais
constituintes, minimizando os impactos ambientais
através da diminuição de resíduos no pós-consumo e
economizando energia. Este novo conceito de logística
está alinhado às ações de responsabilidade ambiental
da empresa com as exigências governamentais e
com as políticas internacionais de sustentabilidade
ambiental.


Rede Sul-Sudeste:
Nomenclatura utilizada pela empresa para se referir
as distribuidoras que estão localizadas nas regiões
sul e sudeste do Brasil. O termo engloba as seguintes
distribuidoras: Vale Paranapanema, Caiuá, Bragantina,
Companhia Força e Luz do Oeste e Nacional.




                                              relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  187
Sobre o relatório




  Índice Remissivo GRI (GRI 3.12)



      Indicadores de Perfil                                                         Página

          1      Estratégia e Análise

       GRI 1.1   Declaração do presidente                                                   8


       GRI 1.2   Descrição dos principais impactos, riscos e oportunidades.               29

         2       Perfil da Organização

       GRI 2.1   Nome da organização                                                       13

       GRI 2.2   Principais marcas, produtos e/ou serviços                                 12

                 Estrutura operacional da organização, incluindo principais di-
       GRI 2.3                                                                             52
                 visões, unidades operacionais, subsidiárias e joint ventures.

       GRI 2.4   Localização da sede da organização.                                     164

                 Número de países em que a organização opera e nome dos
                 países em que suas principais operações estão localizadas ou são
       GRI 2.5                                                                             12
                 especialmente relevantes para as questões de sustentabilidade
                 cobertas pelo relatório. .

       GRI 2.6   Tipo e natureza jurídica da sociedade                                     52

                 Mercados atendidos (incluindo discriminação geográfica, setores
       GRI 2.7                                                                      13, 14, 15
                 atendidos e tipos de clientes/beneficiários)




188
Indicadores de Perfil                                                                    Página


           Porte da organização, incluindo:número de empregados;vendas
GRI 2.8    líquidas;capitalização total discriminada em termos de dívida e                     66, 68
           patrimônio líquido; quantidade de produtos ou serviços oferecidos.



           Principais mudanças durante o período coberto pelo relatório
           referentes a porte, estrutura ou participação acionária, incluindo:
           localização ou mudança nas operações, inclusive abertura,
GRI 2.9    fechamento e expansão de unidades operacionais; mudanças                               70
           na estrutura de capital social e outra formação de capital;
           manutenção ou alteração nas operações (para org. do
           setor privado)


GRI 2.10   Prêmios recebidos no período coberto pelo relatório.                                   30




                                           relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                        189
Sobre o relatório




      Indicadores de Perfil                                                            Página

         3       Parâmetros do Relatório

       GRI 3.1   Período coberto pelo relatório                                            162

       GRI 3.2   Data do relatório anterior                                                162

       GRI 3.3   Ciclo de emissão de relatórios                                            162


                 Dados para contato em caso de perguntas relativas ao relatório
       GRI 3.4                                                                             164
                 e seu conteúdo.


                 Processo para a definição do conteúdo do relatório (incluindo
                 determinação da materialidade; priorização de temas dentro do
       GRI 3.5                                                                             162
                 relatório; identificação de quais stakeholders a organização espera
                 que usem o relatório)



                 Limite do Relatório (países, divisões, subsidiárias, joint
       GRI 3.6                                                                             162
                 ventures, fornecedores, instalações arrendadas).


                 Declaração sobre quaisquer limitações específicas quanto ao escopo
       GRI 3.7                                                                             162
                 ou ao limite da GRI



                 Base para a elaboração do Relatório no que se refere a joint
                 ventures, subsidiárias, instalações arrendadas, operações
       GRI 3.8   terceirizadas e outras organizações que possam afetar                     163
                 significativamente a comparabilidade entre períodos e/ou
                 entre organizações.




                 Técnicas de Medição de dados e as bases de cálculos, incluindo
       GRI 3.9   hipóteses e técnicas, que sustentam as estimativas aplicadas à            163
                 compilação dos indicadores e outras informações do relatório.




190
Indicadores de Perfil                                                                    Página



           Explicação das consequências de quaisquer reformulações de
           informações fornecidas em relatórios anteriores e as razões para
GRI 3.10   tais reformulações (como fusões ou aquisições, mudança no                           163
           período ou ano-base, na natureza do negócio, em métodos de
           medição).



           Mudanças significativas em comparação com anos anteriores no
GRI 3.11   que se refere a escopo, limite ou métodos de medição aplicados                      164
           no relatório. .


GRI 3.12   Tabela que identifica a localização das informações no relatório.                   188




           Política e prática atual relativa à busca de verificação externa
           para o relatório. Se a verificação não for incluída no relatório
GRI 3.13   de sustentabilidade, é preciso explicar o escopo e a base de                        164
           qualquer verificação externa fornecida, bem como a relação
           entre a organização relatora e os auditores.




   4       Governança, compromisso e engajamento



           Estrutura de governança da organização, incluindo comitês
           sob o mais alto órgão de governança responsável por tarefas
 GRI 4.1                                                                                        53
           específicas, tais como estabelecimento de estratégia ou
           supervisão da organização.




           Indicação caso o presidente do mais alto órgão de governança
GRI 4.2    seja um diretor executivo (e, se for o caso, suas funções dentro da                  53
           administração da organização e as razões para tal composição).



                                           relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     191
Sobre o relatório




      Indicadores de Perfil                                                        Página



                 Para organizações com uma estrutura administrativa unitária,
       GRI 4.3   declaração do número de membros independentes ou não-                  37
                 executivos do mais alto órgão de governança.



                 Mecanismos para que acionistas e empregados façam
       GRI 4.4   recomendações ou dêem orientações ao mais alto órgão                  134
                 de governança.




                 Relação entre remuneração para membros do mais alto órgão
                 de governança, diretoria executiva e demais executivos
       GRI 4.5                                                                         139
                 (incluindo acordos rescisórios) e o desempenho da organização
                 (incluindo desempenho social e ambiental).




                 Processos em vigor no mais alto órgão de governança para
        RI 4.6                                                                         34
                 assegurar que conflitos de interesse sejam evitados.




                 Processo para determinação das qualificações e conhecimento
                 dos membros do mais alto órgão de governança para definir a
       GRI 4.7                                                                         40
                 estratégia da organização para questões relacionadas a temas
                 econômicos, ambientais e sociais.




                 Declaração de missão e valores, códigos de conduta e princípios
                 internos relevantes para o desempenho econômico, ambiental
                 e social, assim como o estágio de sua implementação. Explique
       GRI 4.8                                                                          18
                 até que ponto eles são aplicados na organização em regiões e
                 departamentos/unidades diferentes e relacionam-se a normas
                 acordadas internacionalmente.



192
Indicadores de Perfil                                                                  Página




           Procedimentos do mais alto órgão de governança para
           supervisionar a identificação e gestão por parte da organização
           do desempenho econômico, ambiental e social, incluindo
GRI 4.9                                                                                      34
           riscos e oportunidades relevantes, assim como a adesão ou
           conformidade com normas acordadas internacionalmente,
           códigos de conduta e princípios.




           Processos para auto-avaliação do desempenho do mais alto órgão
GRI 4.10   de governança, especialmente com o respeito ao desempenho                         34
           econômico, ambiental e social.




           Explicação de se e como a organização aplica o princípio
           da precaução. O artigo 15 dos Princípios do Rio introduziu
           o princípio da precaução. A resposta ao item 4.11 poderia
GRI 4.11                                                                                     60
           relatar a abordagem da organização para gestão de risco no
           planejamento operacional ou no desenvolvimento e introdução
           de novos produtos.




           Cartas, princípios ou outras iniciativas desenvolvidas
           externamente de caráter econômico, ambiental e social que a
           organização subscreve ou endossa. Inclua a data da adoção e
GRI 4.12                                                                                     25
           países/unidades operacionais em que são aplicados e a gama
           de stakeholders envolvidos no desenvolvimento e governança
           dessas iniciativas.




                                         relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  193
Sobre o relatório




      Indicadores de Perfil                                                             Página




                  Participação em associações (como federações de indústrias)
                  e/ou organismos nacionais/ internacionais de defesa em
                  que a organização. Mencionar se possui assento em grupos
       GRI 4.13   responsáveis pela governança corporativa; integra projetos ou                128
                  comitês; contribui com recursos de monta além da taxa básica
                  como organização associada; considera estratégica sua atuação
                  como associada.




       GRI 4.14   Relação de grupos de stakeholders engajados pela organização.                  21


                  Base para a identificação e seleção de stakeholders com os quais
       GRI 4.15                                                                                163
                  se engajar.



                  Abordagens para engajamento dos Stakeholders, incluindo a
                  frequência do engajamento por tipo e grupos de stakeholders
       GRI 4.16   (podem ser incluídos levantamentos , grupos de discussão, comitês   128, 132, 137,
                  comunitários, comitês de assessoria corporativa, comunicações por
                  escrito, estruturas gerenciais e sindicais, etc.).




                  Principais temas e preocupações que foram levantados por meio
       GRI 4.17   do engajamento dos stakeholders e que medidas a organização                   137
                  tem adotado para tratá-los.




194
Indicadores de Desempenho                                                               Página

                        Indicadores de Desempenho Econômico



         Valor econômico direto gerado e distribuído, incluindo receitas,
         custos operacionais, remuneração de empregados, doações
 EC01                                                                                     66, 98
         e outros investimentos na comunidade, lucros acumulados e
         pagamentos para provedores de capital e governos.




         Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades para as
 EC02                                                                                          111
         atividades da organização devido a mudanças climáticas.


         Cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício
 EC03    definido que a organização oferece. / Coverage of the                                141
         organization’s defined benefit plan obligations.

 EC04    Ajuda financeira significativa recebida do governo.                                   70



         Variação da proporção do salário mais baixo comparado ao
 EC05                                                                                         140
         salário mínimo local em unidades operacionais importantes.


         Políticas, práticas e proporção de gastos com fornecedores locais em
 EC06                                                                                         129
         unidades operacionais importantes.


         Procedimentos para contratação local e proporção de membros
 EC07    de alta gerência recrutados na comunidade local em unidades                           26
         operacionais importantes.




         Desenvolvimento e impacto de investimentos em infra-estrutura
         e serviços oferecidos, principalmente para benefício público, por               147, 148,
 EC08
         meio de engajamento comercial, em espécie ou atividades pro                      149, 151
         bono.



                                          relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     195
Sobre o relatório




      Indicadores de Desempenho                                                          Página

                             Indicadores de Desempenho Ambienatal

        EN02   Percentual de materiais usados provenientes de reciclagem.                    116

               Consumo de energia direta discriminado por fonte de
        EN03                                                                                 114
               energia primária.

        EN05   Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência.          120



               Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo
        EN06   de energia, ou que usem energia gerada por recursos renováveis, e            120
               a redução na necessidade de energia resultante dessas iniciativas.



        EN08   Total de retirada de água por fonte.                                          116



               Localização e tamanho da área possuída, arrendada ou administrada
        EN11   dentro de áreas protegidas, ou adjacente a elas, e áreas de alto índice      109
               de biodiversidade fora das áreas protegidas.



               Descrição de impactos significativos na biodiversidade de atividades,
        EN12   produtos e serviços em áreas protegidas e em áreas de alto índice de         106
               biodiversidade fora das áreas protegidas.



               Estratégias, medidas em vigor e planos futuros para a gestão de
        EN14                                                                                 113
               impactos na biodiversidade.


               Total de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa,
        EN16                                                                                 118
               por peso.




196
Indicadores de Desempenho                                                               Página


         Outras emissões indiretas relevantes de gases de efeito
 EN17                                                                                         121
         estufa, por peso. .



         Iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e as
 EN18                                                                                         119
         reduções obtidas..




         Peso de resíduos transportados, importados, exportados ou
         tratados considerados perigosos nos termos da Convenção da
 EN24                                                                                         122
         Basiléia– Anexos I, II, III e VIII, e percentual de carregamentos de
         resíduos transportados internacionalmente.




         Iniciativas para mitigar os impactos ambientais de produtos e
 EN26                                                                                          111
         serviços e a extensão da redução desses impactos.




         Valor monetário de multas significativas e número total de
 EN28    sanções não-monetárias resultantes da não-conformidade com                           106
         leis e regulamentos ambientais.




         Impactos ambientais significativos do transporte de produtos e
 EN29    outros bens e materiais utilizados nas operações da organização,                     120
         bem como do transporte de trabalhadores.




 EN30    Total de investimentos e gastos em proteção ambiental, por tipo.                     109




                                          relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                     197
Sobre o relatório




      Indicadores de Desempenho                                                      Página


          Indicadores de Desempenho Referentes a Práticas Trabalhistas e Trabalho Decente


                Total de trabalhadores, por tipo de emprego, contrato de
        LA01                                                                                138
                trabalho e região.



                Benefícios oferecidos a empregados de tempo integral que não
        LA03    são oferecidos a empregados temporários ou em regime de meio           137, 141
                período, discriminados pelas principais operações.



                Percentual de empregados abrangidos por acordos e
        LA04                                                                                137
                negociação coletiva.



                Prazo mínimo para notificação com antecedência referente a
        LA05    mudanças operacionais, incluindo se esse procedimento está                  140
                especificado em acordos de negociação coletiva.




                Percentual dos empregados representados em comitês formais de
                segurança e saúde, compostos por gestores e por trabalhadores,
        LA06                                                                                144
                que ajudam no monitoramento e aconselhamento sobre
                programas de segurança e saúde ocupacional.




198
Indicadores de Desempenho                                                            Página


         Taxas de lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos,
 LA07                                                                                      145
         absenteísmo e óbitos relacionados ao trabalho, por região.




         Programas de educação, treinamento, aconselhamento,
         prevenção e controle de risco em andamento para dar
 LA08                                                                                      142
         assistência a empregados, seus familiares ou membros da
         comunidade com relação a doenças graves.




         Temas relativos a segurança e saúde cobertos por acordos
 LA09                                                                                 104, 137
         formais com sindicatos.



         Média de horas de treinamento por ano, por funcionário,
 LA10                                                                                      142
         discriminadas por categoria funcional.



         Programas para gestão de competências e aprendizagem contínua
 LA11    que apóiam a continuidade da empregabilidade dos funcionários e               141, 142
         para gerenciar o fim da carreira.



         Percentual de empregados que recebem regularmente análises de
 LA12                                                                                      142
         desempenho e de desenvolvimento de carreira.




                                       relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  199
Sobre o relatório




      Indicadores de Desempenho                                                    Página


                   Indicadores de Desempenho Referentes a Direitos Humanos



               Percentual e número total de contratos de investimentos
               significativos que incluam cláusulas referentes a direitos
        HR01                                                                        128, 129
               humanos ou que foram submetidos a avaliações referentes a
               direitos humanos.



               Percentual de empresas contratadas e fornecedores críticos que
        HR02   foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos e            128
               as medidas tomadas.



        HR04   Número total de casos de discriminação e as medidas tomadas.             138



               Operações identificadas em que o direito de exercer a liberdade
               de associação e a negociação coletiva pode estar correndo
        HR05                                                                            137
               risco significativo e as medidas tomadas para apoiar este
               direito.



               Operações identificadas como risco de ocorrência de trabalho
        HR06   infantil e as medidas tomadas para contribuir para a abolição            129
               do trabalho infantil.



               Operações identificadas como de risco significativo de ocorrência
               de trabalho forçado ou análogo ao escravo e as medidas
        HR07                                                                            129
               tomadas para contribuir para a erradicação do trabalho forçado
               ou análogo ao escravo.




200
Indicadores de Desempenho                                                             Página

           Indicadores de Desempenho Social / Society Performance Indicators



         Natureza, escopo e eficácia de quaisquer programas e práticas
 SO01    para avaliar e gerir os impactos das operações nas comunidades,                    147
         incluindo a entrada, operação e saída



 SO04    Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção.                                  138



         Valor total de contribuições financeiras e em espécie para
 SO06    partidos políticos, políticos ou instituições relacionadas,                        127
         discriminadas por país.



         Número total de ações judiciais por concorrência desleal, práticas
 SO07                                                                                       132
         de truste e monopólio e seus resultados.



        Indicadores de Desempenho Referentes à Responsabilidade pelo Produto



         Fases do ciclo de vida de produtos e serviços em que os
         impactos na saúde e segurança são avaliados visando
 PR01                                                                                       145
         melhoria, e o percentual de produtos e serviços sujeitos a
         esses procedimentos.




         Programas de adesão às leis, normas e códigos voluntários
 PR05    relacionados a comunicações de marketing, incluindo                                130
         publicidade, promoção e patrocínio.




                                        relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                  201
Sobre o relatório




      Indicadores de Desempenho                                                Página

                               Indicadores de Suplemento Elétrico


               Capacidade instalada, discriminada por fonte de energia
        EU01                                                                        16
               primária e por regime regulatório (MW).



        EU04   Extensão das linhas de distribuição e transmissão.                   16



               Planejamento para assegurar a disponibilidade e segurança na
        EU06                                                                        61
               oferta de energia a curto e longo prazos.



               Atividades de pesquisa e desenvolvimento destinadas a
        EU08   fornecer energia elétrica confiável e promover o                    111
               desenvolvimento sustentável.



        EU09   Provisões para a suspensão de unidades de energia nuclear.          118


               Perdas na transmissão e distribuição, em percentagem do total
        EU12                                                                       88
               de energia.




202
Indicadores de Desempenho                                                              Página


         Compensação na biodiversidade de habitats recuperados em
 EU13                                                                                        108
         relação às áreas afetadas.



         Políticas e procedimentos relativos à saúde e segurança de
 EU16                                                                                        142
         colaboradores e subcontratados.




         Programas, incluindo parcerias com o governo, para melhorar ou
 EU23                                                                                        155
         manter o acesso à energia elétrica e serviços de apoio ao cliente.




         Práticas para superar barreiras de acesso e garantir a segurança
 EU24    no uso dos serviços de energia (adequação à linguagem, cultura,                     134
         baixa instrução, deficiência).




         Número de acidentes e óbitos, envolvendo os ativos da
 EU25    empresa, incluindo decisões legais, acordos e processos judiciais                   145
         pendentes relacionados a doenças.




                                         relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   203
Sobre o relatório




  Informações corporativas

  REDE ENERGIA S.A.
  Av. Paulista, 2.439, 5o andar – São Paulo – SP – CEP: 01311-936


  CAIUÁ – DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA S.A.
  Rodovia SP-425, km 455 – Presidente Prudente – SP – CEP: 19001-970


  EMPRESA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA VALE PARANAPANEMA S.A.
  Rua Smith Vasconcelos, 462 – Centro – Assis – SP – CEP: 19814-010


  EMPRESA ELÉTRICA BRAGANTINA S.A.
  Rua Teixeira, 467 – Taboão – Bragança Paulista – SP – CEP: 12916-360


  EMPRESA ENERGÉTICA DE MATO GROSSO DO SUL S.A. – ENERSUL
  Av. Gury Marques, 8.000 – Santa Felicidade – Campo Grande – MS – CEP: 79072-900


  COMPANHIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA
  Av. Miguel Stéfano, 622 – Vila Paulista – Catanduva – SP – CEP: 15803-095


  COMPANHIA FORÇA E LUZ DO OESTE
  Av. Manoel Ribas, 2.525 – Centro – Guarapuava – PR – CEP: 85010-180


  COMPANHIA DE ENERGIA ELÉTRICA DO ESTADO DO TOCANTINS – CELTINS
  104 Norte, cj. 4 – lote 12 A – Palmas – TO – CEP: 77006-032


  CENTRAIS ELÉTRICAS MATOGROSSENSES – CEMAT
  Rua Manoel dos Santos Coimbra, 184 – Bairro Bandeirantes – Cuiabá – MT – CEP: 78010-150




204
CENTRAIS ELÉTRICAS DO PARÁ S.A. – CELPA
Rodovia Augusto Montenegro, 8.150 – km 8,5 – Bairro Coqueiro – Belém – CEP: 66823-010


REDE COMERCIALIZADORA DE ENERGIA S.A.
Av. Paulista, 2.439, 4o andar – Cerqueira César – São Paulo – SP – CEP: 01311-936


TANGARÁ ENERGIA S.A.
Av. Paulista, 2.439, 6o andar – Cerqueira César – São Paulo – SP – CEP: 01311-936




Créditos
Direção Geral                                         Engajamento, Conteúdo GRI e textos
Responsabilidade Socioambiental Corporativa           Via Gutenberg


Maria de Souza Aranha Meirelles                       Projeto Gráfico, diagramação e finalização
Supervisão                                            Fajardo & Ranzini Design Gráfico


Juliana Rittes                                        Fotos
Coordenação de conteúdo                               Banco de Imagens Rede Energia
                                                      Ricardo Teles
Renato Bomfim Lombello                                Willian Souza / Revista Opiniões
Coordenação de Projeto Gráfico                        Lailson Santos




                                               relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                                   205
Sobre o relatório




  A Rede Energia agradece aos integrantes do Comitê
  e aos demais colaboradores, que foram fundamentais
  para a elaboração do presente relatório:

  Comitê Corporativo de Responsabilidade Socioambiental




  Abelardo Ferreira dos Santos                Geraldo Martins Riera Filho
  Área Regulatória                            Qualidade


  Alessandro C. Micelli                       Hans Jurgen Pfeifer
  Escritório de Processos                     Informação da Gestão


  Ana Claudia Mendes Cotrin                   Ivo Nicolau da Silva
  Qualidade                                   Pesquisa e Desenvolvimento


  Ana Luiza Anache Leite                      Izaias Ferreira de Paula
  Comunicação                                 Superintendência Jurídica


  Ana Luiza Rela                              Jefferson Kopak
  Meio Ambiente                               Superintendência Administrativa


  Daniel Machado                              Jonas Gonçalves
  Gestão de Pessoas                           Pesquisa e Desenvolvimento


  Daniela Lepinsk Romio                       Luci Santiago
  Comunicação                                 Tecnologia da Informação


  Eraldo Silva Pereira                        Maria Tereza Loureiro Rorigues
  Rede Comercializadora                       Responsabilidade Socioambiental


  Evanize Patriota                            Mariel Goes
  Comunicação                                 Meio Ambiente



206
Marinella Guimarães                           Reinaldo Teixeira Mota
Comunicação                                   Contabilidade


Mário Russo                                   Risoleide Almeida
Controladoria                                 Atendimento ao Cliente


Mirian de Lourdes Gomes da Silva              Roberto Simões Iemini
Consultoria de Mercado                        Superintendência de Operações


Mônica Viveiros Correia                       Rodrigo Raphul Azevedo Garcia
Gestão de Pessoas                             Consultoria de Mercado


Morgana Rossi                                 Rosangela Valio Camargo
Escritório de Processos                       Relação com Investidor


Nicola Francelli                              Vanessa Nespoli
Saúde e Segurança                             Suprimentos


Paulo Machado                                 Waldirene Lisboa
Coordenação de Frotas                         Comunicação


Regina Ferreira Correia                       Zenilda Drumond
Superintendência Administrativa               Comunicação




                                   relatório de responsabilidade socioambiental 2009
                                                                                       207
Relatorio rede-energia-sgasst

Relatorio rede-energia-sgasst

  • 1.
    Relatório de Responsabilidade Socioambiental 2009 Catanduva/SP
  • 2.
  • 3.
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    Sumário Mensagem da presidente 6 1. Rede Energia 11 2. Governança Corporativa 33 3. Desempenho econômico financeiro 57 4. Desempenho operacional 75 5. Meio ambiente 97 6. Desempenho social 125 7. Sobre o relatório 161 4
  • 6.
    Mensagem da presidente O ano de 2009 esteve repleto de desafios, e estes foram respondidos pela Rede Energia com investimentos na ampliação e melhoria dos serviços, no aprimoramento das práticas de gestão empresarial e em iniciativas socioambientais e de governança corporativa. O cenário de retração global no primeiro semestre de 2009, com efeitos negativos na produção industrial de muitas empresas brasileiras, não alterou nossa confiança no País. Apoiados por nossos stakeholders, demos continuidade a importantes investimentos em 2009, como o programa do Governo Federal “Luz para Todos”, do qual a Rede Energia é a segunda maior parceira. O programa, aliado a outros projetos, nos permitiu levar luz a 211 mil novos consumidores dos segmentos industrial, comercial, residencial e rural, atendidos em 578 municípios, de sete diferentes estados brasileiros. Em 2009, ainda foi iniciado o projeto “Interligação da Ilha de Marajó”, que prevê a construção de cerca de 500 quilômetros de linhas de distribuição para a chegada de energia limpa e de qualidade, pela primeira vez, aos moradores do maior arquipélago fluviomarinho do mundo, promovendo o crescimento local. As nove distribuidoras doaram 150.058 lâmpadas fluorescentes compactas e também investiram R$ 6,8 milhões para substituir gratuitamente 6.876 geladeiras de famílias de baixa renda. A iniciativa tem o objetivo de adequar o orçamento da família ao consumo mensal de energia levada às comunidades, com noções básicas de consumo consciente de energia elétrica. Investimos na eficiência da gestão e sinergia entre as empresas da holding. Nesta linha, desenvolvemos o Programa Evoluir, que engloba sete projetos de estruturação em diferentes áreas da empresa até 2011. Concomitantemente, criamos um Comitê Gestor 6
  • 7.
    Carmem Pereira Presidente Executiva da Rede Energia Corporativo para prestar assessoria e orientar o Conselho de Administração nos assuntos relacionados ao planejamento estratégico. A qualidade dos serviços é nosso compromisso e, a cada ano, melhoramos nossos indicadores de performance. Como reconhecimento pelo nosso trabalho, fomos contemplados com excelentes resultados em pesquisas de satisfação dos clientes, realizadas em 2009, como as premiações da Vale Paranapanema, vencedora de três prêmios da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE): “Melhor Empresa Nacional”, “Melhor Empresa na Avaliação do Cliente” e “Evolução de Desempenho”. Esse conjunto de esforços, gestão responsável e planejamento estratégico trouxeram resultados. Ao final de 2009, todos os segmentos de mercado da Rede Energia – residencial, comercial, industrial e rural – apresentaram ampliação. A energia fornecida passou de 15.995 GWh, em 2008, para 18.405 GWh, em 2009. O perfil com maior alta no consumo foi o rural: 26,1%, em 2009. Este também foi o segmento que mais expandiu na base de clientes da Rede Energia, com um aumento de 17,4% sobre o ano de 2008. Encerramos 2009, com lucro líquido de R$ 466,6 milhões nas nove distribuidoras– 285,1% superior ao de 2008. Cientes de que os 368 mil quilômetros de sistema de distribuição da Rede Energia se encontram em uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta – em biomas como a floresta amazônica, o pantanal, o cerrado e a mata Atlântica –, temos certeza de que os resultados operacionais e financeiros não seriam suficientes se não estivessem acompanhados do aperfeiçoamento da gestão e da atuação socioambiental da empresa. Com a expansão do alcance das linhas de transmissão da empresa, foi possível a chegada de energia limpa e de qualidade às comunidades isoladas, permitindo, muitas relatório de responsabilidade socioambiental 2009 7
  • 8.
    Mensagem da presidente vezes,a desativação de usinas termelétricas movidas a diesel. De 2005 a 2009, foram desativadas 34 usinas. Projeções indicam que mais de 814 mil toneladas de CO2 (dióxido de carbono) deixaram de ser emitidas e 306 milhões de litros de diesel deixaram de ser queimados. Foco de nossa atuação, a segurança foi um dos valores priorizados em 2009. Para reforçá-la e garantir a integridade dos nossos 12.763 colaboradores e contratados, houve a implantação do projeto “Segurança em Primeiro Lugar” em todas as empresas do grupo. O aperfeiçoamento de cada procedimento de segurança no trabalho, exercido em nossas redes de distribuição, será constante. Centro de Operação de Distribuição - Campo Grande/MS 8
  • 9.
    Continuamos a investirna melhoria da qualidade de vida das comunidades com as quais interagimos, especialmente por meio da Fundação Aquarela e de parcerias com os stakeholders locais, voltadas ao desenvolvimento regional, à educação e à geração de renda. Destacam-se entre as iniciativas, a implantação no Tocantins e no Pará do projeto “Agenda Criança Amazônia”, do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que atende a nove milhões de crianças da Amazônia Legal do Brasil e no qual fomos a primeira empresa privada brasileira a integrá-lo. Os resultados alcançados neste projeto já nos permitiram planejar a expansão do projeto para o Mato Grosso em 2010. Compartilhamos todas as conquistas e a superação de desafios ao longo de 2009, com nossos colaboradores, clientes, acionistas e demais parceiros. Estamos convictos de que a mudança estrutural, promovida pelo Programa Evoluir, apontará para o crescimento sustentável da Rede Energia, com qualidade e com o olhar direcionado ao longo prazo, para continuarmos oferecendo valores agregados a todos os nossos stakeholders. Por fim, reiteramos nossa confiança em continuar investindo na sociedade para a criação de valores e agradecemos a todos que, de maneira direta e indireta, nos ajudaram a alcançar os resultados históricos obtidos no decorrer de 2009. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 9
  • 10.
  • 11.
    Rede Energia Capítulo 1
  • 12.
    Rede Energia Perfilda empresa A Rede Energia S.A. (REDE ENERGIA) (GRI 2.1) é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, apresentando controle direto e indireto sobre 15 empresas operacionais, das quais nove são distribuidoras de energia elétrica, uma geradora, uma comercializadora, uma prestadora de serviços, uma empresa de bioenergia e duas outras holdings. (GRI 2.2) Ao todo, o grupo empresarial detém a concessão de 2.787.107 km2, correspondente a 34% do território nacional. Operando exclusivamente no Brasil (GRI 2.5), a Rede Energia tem expertise em reorganização e estruturação de empresas com dificuldade financeira e operacional. Também se destaca no setor elétrico nacional pelo registro de alto potencial de crescimento na sua área de concessão. Ao levar luz elétrica a novos consumidores todos os anos, a companhia acelera o desenvolvimento regional. Em troca da ajuda recebida, o mercado de consumo local também cresce. Nos últimos quatro anos, de 2005 a 2009, a Rede Energia tem registrado crescimento médio de 12% ao ano no número de clientes. Somente em 2009, o incremento foi de 5,9%. Foram 250 mil novos clientes. 12
  • 13.
    Cachoeira da Véia/TO Fazparte da Rede Energia: (GRI 2.7) Distribuidoras Caiuá Distribuição de Energia S.A. (“CAIUÁ”) A Caiuá Distribuição de Energia S.A. (Caiuá) tem sua sede regional em Presidente Prudente (SP). Atende a uma área de concessão de 9.149 km2, beneficiando mais de 206.022 consumidores, o equivalente a uma população de cerca de 600 mil habitantes, em 24 municípios das regiões de Alta Sorocabana e Alta Paulista. (GRI 2.7) Centrais Elétricas do Pará S.A. (“CELPA”) A Centrais Elétricas do Pará S.A. (Celpa) abrange todo o estado do Pará, distribui energia em uma área de 1.247.690 km2 e beneficia mais de 7,4 milhões de habitantes, em 143 municípios. Sua sede fica no município de Belém. (GRI 2.7) Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (“CEMAT”) A Cemat atende ao estado de Mato Grosso – o 4º maior estado brasileiro, com área de 903.358 km2. A empresa é responsável por distribuir energia elétrica a 992.368 unidades consumidoras, localizadas nos 141 municípios de Mato Grosso – sendo 135 atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) e seis atendidos pelo Sistema Isolado. Ao final de 2009, representa 992 mil unidades consumidoras conectadas à rede elétrica de distribuição da concessionária Cemat. (GRI 2.7) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 13
  • 14.
    Rede Energia Companhia deEnergia Elétrica do Estado do Tocantins (“CELTINS”) A Celtins é hoje a única distribuidora de energia elétrica do Tocantins. Tem uma área de concessão que abrange 277.621 km2, o equivalente a 3,3% do território nacional. Beneficia uma população estimada em 1,2 milhão de habitantes, distribuídos em 139 municípios, com 270 localidades, o que corresponde a 416.390 unidades consumidoras atendidas (dezembro de 2009). (GRI 2.7) Companhia Força e Luz do Oeste (“CFLO”) A Companhia Força e Luz do Oeste é uma distribuidora de energia elétrica cuja sede regional localiza-se em Guarapuava (PR). É responsável pela distribuição de energia elétrica à cidade de Guarapuava e às localidades de Guará e Jordão, no estado do Paraná. Totaliza 48.695 clientes, em uma área de concessão de 1.200 km2. (GRI 2.7) Companhia Nacional de Energia Elétrica (“CNEE”) A Companhia Nacional de Energia Elétrica (Nacional) é uma distribuidora de energia elétrica cuja sede regional localiza-se em Catanduva (SP). A Nacional possui uma área de concessão de 4.500 km2 e, atualmente, a energia elétrica distribuída beneficia mais de 97.680 consumidores, o equivalente a uma população de aproximadamente 400 mil habitantes, em 15 municípios das regiões de Catanduva e Novo Horizonte. (GRI 2.7) Empresa de Distribuição de Energia Vale Paranapanema S.A. (“EDEVP”) A Vale Paranapanema possui uma área de concessão de 11.780 km2 e beneficia mais de 156.470 consumidores, o equivalente a uma população de aproximadamente 600 mil habitantes, em 27 municípios das regiões da Média Sorocabana e Alta Paulista. (GRI 2.7) 14
  • 15.
    Empresa Elétrica BragantinaS.A. (“EEB”) A Empresa Elétrica Bragantina S.A., a Bragantina, possui sede regional em Bragança Paulista (SP). Abastece 15 municípios da região de Bragança Paulista, entre os estados de São Paulo (cinco municípios) e Minas Gerais (10 municípios), atendendo a 123.903 clientes ou, aproximadamente, 500 mil habitantes. (GRI 2.7) Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (“ENERSUL”) A Enersul atende quase à totalidade do estado de Mato Grosso do Sul – 73 dos 78 municípios – em uma área de 328.316 km2, o equivalente a 91,9% do Estado e a 94,6% da população total, correspondendo a 2,23 milhões de habitantes. (GRI 2.7) Geradoras: Tangará Energia S.A. (“TANGARÁ”) Outros serviços: Rede Comercializadora de Energia S.A. (“REDECOM”) Rede Eletricidade e Serviços S.A. (“REDESERV”) Bioenergia: Vale do Vacaria Açúcar e Álcool S.A. (“VALE DO VACARIA”) Holdings: QMRA Participações S.A. (“QMRA”) Rede Power do Brasil S.A. (“REDE POWER”) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 15
  • 16.
    Rede Energia Adistribuição, geração e comercialização de energia da Companhia é levada a 4,5 milhões de unidades consumidoras, o equivalente a 16,5 milhões de pessoas, em 578 municípios dentro de sete diferentes estados brasileiros: Pará, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Ao distribuir 18.405 GWh em 2009 (GRI EU01), a companhia alavancou o desenvolvimento regional das diferentes áreas – principalmente das mais longínquas – em regiões ricas em biodiversidade, como a floresta amazônica, o pantanal, o cerrado e a mata Atlântica. Para se ter idéia da grandeza do trabalho realizado pelos 6,5 mil empregados diretos da Rede Energia, somando o total de comprimento das linhas de transmissão das empresas que a compõem, chega-se ao total de 15 mil quilômetros (GRI EU04), distância suficiente para ir do extremo norte ao extremo sul do País, pelo menos, três vezes. Mesmo com todo o investimento realizado, a Rede Energia finalizou 2009 com o lucro líquido consolidado de R$ 20,3 milhões. O segmento residencial responde por 34,7% da energia fornecida pela Companhia e, 80,9% do número total de consumidores. A classe industrial fica com a fatia de 21,9% da energia distribuída e, 0,9% do número total de consumidores. O comércio representa 21% do total da energia fornecida e, 7,8% do número total de consumidores, enquanto a área rural fica com 8,1% do total da energia fornecida e, 9,3% do número total de consumidores. 16
  • 17.
    PaRticiPação PoR claSSeDe conSumo Vendas em GWh 14,4% Residencial 8,1% 34,7% Industrial Comercial 21,0% Rural Outros 21,9% PaRticiPação PoR claSSe De conSumo Número de consumidores 1,2% Residencial 9,3% Industrial 7,9% 80,9% Comercial 0,9% Rural Outros conSumiDoReS Em milhares CAGR: 12,1% 4.493 4.243 3.152 3.348 2.847 2005 2006 2007 2008 2009 relatório de responsabilidade socioambiental 2009 17
  • 18.
    Rede Energia Missão,visão e valores Missão Prestar serviços de energia elétrica com responsabilidade social e ambiental, visando à satisfação dos clientes, colaboradores, fornecedores e acionistas, e contribuindo para o desenvolvimento do País. Visão Ser reconhecido como grupo de excelência no setor de energia elétrica pelo serviço prestado, pela tecnologia empregada e pela qualificação dos colaboradores. Valores • Integridade: respeito à moral, aos bons costumes, às leis, a si próprio e ao próximo. • Competência: saber fazer, poder fazer e querer fazer. • Excelência: realizar suas atividades com grau de qualidade que o diferencie. • Responsabilidade: bem cumprir os deveres para com a sociedade, a família e a empresa. • Criatividade: buscar soluções alternativas, inovadoras e originais (novos paradigmas). (GRI 4.8) 18
  • 19.
    Mercado e regulação setorial Osetor elétrico mundial tem passado por amplo processo de reestruturação organizacional. No Brasil, este processo de reestruturação foi desencadeado com a criação de um novo marco regulatório em 1998 e reformulado posteriormente em 2004, o qual vige até o presente momento. A reestruturação envolveu a desestatização das empresas do setor elétrico, a desverticalização em unidades de negócio de geração, transmissão, distribuição e comercialização, além da abertura do mercado de energia elétrica. O Brasil tem investido maciçamente em transmissão de energia de longa distancia entre regiões, possibilitando a operação eficiente das bacias hidrográficas regionais e a transmissão de energia elétrica entre as principais usinas geradoras. Com a interligação crescente, é possível ampliar a confiabilidade, otimizar os recursos energéticos e homogeneizar mercados por meio do chamado Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por mais de 95% do fornecimento nacional. Atualmente, fazem parte do SIN as empresas de geração, transmissão e distribuição – atividade de concessão pública –, que operam de maneira interligada. O SIN engloba as regiões Sudeste, Sul e Nordeste e parte das regiões Centro-Oeste e Norte. As demais localidades das regiões Centro-Oeste e Norte não estão interligadas ao SIN e constituem sistemas isolados. Os segmentos de comercialização e mercado livre completam o setor, coexistindo tanto no sistema interligado como no isolado. A regulação e fiscalização das empresas responsáveis pela produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia, no ambiente de contratação regulada, é feita pela ANEEL. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 19
  • 20.
    Rede Energia Nomercado atual, há dois ambientes de comercialização de energia: Ambiente de Contratação Regulado (ACR) e Ambiente de Contratação Livre (ACL). O ACR é o segmento no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica, precedidas de licitação. O ACL é o segmento no qual se realizam operações de compra e venda de energia elétrica, por meio de contratos, livremente negociados, firmados com produtores independentes de energia, agentes comercializadores ou geradores com concessão de serviço público de energia. Os geradores estatais só podem fazer suas ofertas por meio de leilões públicos. Os agentes setoriais participantes do setor de energia elétrica reúnem-se por comunhão de interesses nas associações representativas de cada segmento. As principais associações do setor são: Associação Brasileira de Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE), Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (ABRACEEL), Associação dos Produtores Independentes de Energia (APINE), entre outros. estrutura organizacional do modelo do setor elétrico CNPE CMPE MME EPE ONS ANEEL CCEE 20
  • 21.
    Gestão sustentável A RedeEnergia busca atuar de forma responsável, aderente à legislação e ao compromisso com seus stakeholders. O mapa de stakeholders da empresa pode ser representado pelo seguinte diagrama: (GRI 4.14) Cadeia de valor Value Chain Poderes públicos e Meio Sociedade Fornecedores Agência Reguladora ambiente Society Suppliers Governments & Environment t Regulatory agency Consumidores e c lientes Acionistas Consumers & Shareholders costumers Colaboradores Employess Fonte: Adaptação do modelo do livro Comunidade Investidores Community Investors “Managing for Stakeholders – Survival, Reputation, and Success”, de Freeman, Harrison & Wicks, do capítulo 3: The Basic Framework São considerados stakeholders primários os colaboradores, os acionistas, os poderes públicos e a agência reguladora do setor, os fornecedores e os consumidores e clientes. Como stakeholders secundários, consideram-se os investidores, a sociedade, a cadeia de valor, o meio ambiente e a comunidade onde a empresa está inserida. A Política de Sustentabilidade, vigente desde 2007, define diretrizes e orienta a aplicação de compromissos de todo o grupo. Em 2009, ocorreu disseminação interna da política aos colaboradores. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 21
  • 22.
    Rede Energia Políticade Sustentabilidade A Rede Energia, considerando a importância dos públicos com os quais se relaciona (acionistas, poderes públicos, investidores, comunidade, clientes, fornecedores, público interno) e o ambiente no qual está inserida, cumpre o seu papel de empresa cidadã e adota o conceito de responsabilidade socioambiental em sua gestão, assumindo os seguintes compromissos: Valores, Transparência e Governança • Disseminar valores, políticas e manter canais de comunicação abertos com nossos stakeholders; • Prestar contas de nossas ações e respectivos impactos de forma clara e transparente; • Estabelecer uma relação de confiança e considerar as expectativas e opiniões de nossos stakeholders. Governo e Sociedade • Ao interagir com todos os nossos públicos, adotar padrões éticos, fundamentados em princípios de honestidade, integridade e transparência; • Contribuir sempre que pertinente e possivel, com políticas, programas e projetos que colaborem para o desenvolvimento sustentável de nossa área de concessão; • Cumprir a legislação ambiental, a legislação de saúde e segurança do trabalho e demais normas vigentes. Fornecedores • Assegurar a equidade, a isenção e a integridade na relação com fornecedores e parceiros, contribuindo para o seu desenvolvimento por meio do compartilhamento de conhecimentos, diretrizes e valores, estimulando seu envolvimento em práticas de responsabilidade socioambientais. 22
  • 23.
    Aerobarco Rede Energia, Corumbá/MS Clientes e Consumidores • Atender às expectativas dos acionistas, colaboradores, parceiros, do órgão regulador e consumidores, por meio do comprometimento constante com a melhoria da qualidade da energia fornecida e dos serviços prestados, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental. • Promover a melhoria contínua de nossos sistemas de gestão. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 23
  • 24.
    Rede Energia Comunidade • Atuar como agente de melhorias socioambientais, maximizando os impactos positivos e minimizando os impactos negativos de nossas atividades, viabilizando investimentos socioambientais que promovam o desenvolvimento regional, a geração de renda, o esporte e a educação, respeitando a cultura, os valores e costumes das comunidades que atendemos; • Respeitar os direitos humanos e apoiar o cumprimento das “Metas do Milênio”, incentivando nossa rede de relacionamento a fazer o mesmo. Público Interno • Valorizar e respeitar o colaborador, adotando práticas de trabalho que promovam a segurança e a saúde, proporcionando um ambiente seguro e adequado, estimulando a participação na gestão do negócio, garantindo o direito à associação e à negociação coletiva, respeitando a diversidade; motivando a construção de uma harmonia interna e a melhoria da qualidade de vida. Meio Ambiente • Promover a preservação do meio-ambiente, a prevenção da poluição e o consumo consciente; • Estimular a educação ambiental dos colaboradores, fornecedores e da comunidade; • Apoiar entidades de pesquisas, a inovação tecnológica e do setor elétrico associadas ao meio- ambiente, à saúde e à segurança do trabalho. 24
  • 25.
    A definição dediretrizes e a orientação da aplicação da política, entre todos os funcionários, estão submetidas à área de responsabilidade socioambiental. Em 2009, para que houvesse o alinhamento das práticas sustentáveis no grupo, cada empresa da Rede Energia passou a ter um comitê de responsabilidade socioambiental na própria empresa, além do comitê corporativo reestruturado em 2008. Também foram revisadas as prioridades e metas socioambientais no plano estratégico da Companhia em 2009. (GRI 4.12) Por definição da Política de Sustentabilidade, os projetos sociais da Rede Energia estão divididos em três classes: educação, esporte e desenvolvimento regional (geração de renda para as comunidades). Pode-se destacar em 2009 os projetos da Fundação Aquarela (Rede Atletismo e a Escola Nuremberg), a realização de peças de teatro educacionais, o patrocínio de feiras de negócios e a elaboração de guia turístico para o fomento do turismo na área de concessão da empresa. A Rede Energia possui um processo sistematizado de cadastro e avaliação de demandas socioambientais da comunidade, que fica disponível em cada uma das operadoras. Com isso, aplica critérios corporativos alinhados à Política de Sustentabilidade e aos pactos e princípios socioambientais que a empresa endossa – “Todos pela Educação” e “Objetivos do Milênio da ONU” – na seleção de projetos a serem apoiados. (GRI 4.12) A avaliação dos resultados alcançados por cada projeto das empresas da holding é feita por processos e ferramentas de análise de investimentos socioambientais que estão sendo aperfeiçoados, assim como a comunicação sobre o assunto para colaboradores e executivos da Rede Energia. Uma iniciativa bem-sucedida foi a realização da “Semana da Sustentabilidade”, ocorrida de 1º a 5 de junho de 2009, que reforçou ainda mais a integração entre as práticas sustentáveis das nove distribuidoras da holding. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 25
  • 26.
    Rede Energia Aindacom o objetivo de fortalecer as práticas, foram adotadas metodologias consagradas como Ethos, iBase (utilizada desde 2005), Global Reporting Initiative (GRI) e ANEEL (ambos utilizados desde 2007) para a análise de indicadores de performance e na elaboração dos relatórios de sustentabilidade para seus stakeholders. Compromissos com os princípios de sustentabilidade Em sua trajetória de construção de gestão sustentável, a Rede Energia gerencia resultados de seus negócios sob as dimensões ambiental, econômica e social. A Companhia promove a conservação do meio ambiente nas áreas de concessão ricas em biodiversidade. Para onde leva a energia elétrica, a Rede Energia também leva o desenvolvimento local: aumentando o número de negócios e, consequentemente, com maior oferta de empregos e maior geração de renda. No longo prazo, o amadurecimento da comunidade local promoverá também o crescimento da Rede Energia. Um bom exemplo da prática sustentável na rotina da companhia é a construção de cerca de 500 quilômetros de linhas de distribuição, com 16 subestações, na Ilha de Marajó. Pela primeira vez, a comunidade da ilha terá acesso à energia limpa e de qualidade, permitindo o desligamento de 15 usinas térmicas movidas a diesel. Sem a queima de óleo diesel, a emissão de CO2 será reduzida no maior arquipélago fluviomarinho do mundo. A primeira etapa do projeto foi iniciada em 2009 e seguirá até 2011. Um destaque importante é o fato de que houve uma orientação para que as empreiteiras envolvidas contratassem, preferencialmente, mão de obra local qualificada para o trabalho exigido. (GRI EC07) Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 62% das famílias da Amazônia Legal (Pará, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins) vivem com uma renda per capita de até meio salário mínimo. 26
  • 27.
    O projeto paralevar energia elétrica, desenvolvimento e educação aos moradores da Ilha de Marajó é mais um entre os vários já realizados pela Rede Energia, que, em 2009, já trocou 6.876 geladeiras da população de baixa renda, e também já levou luz aos quilombos, às aldeias indígenas e a outras regiões extremas da sua área de concessão. No papel de responsável pelo desenvolvimento sustentável local, a Rede Energia segue com o desafio de criar um sistema de valores onde está inserida, preservando relacionamento próximo ao governo, às comunidades locais e às demais empresas da região. Além de obedecer aos requisitos ANEEL, que é a agência reguladora do setor, a empresa busca participar ativamente da construção de normas, aplicação de tratados e pactos que promovam o desenvolvimento sustentável. Exemplo disso é a participação no grupo de trabalho da ISO 26000, no qual houve o patrocínio da empresa, bem como o apoio ao programa “Todos Pela Educação” e aos “Oito Objetivos do Milênio”, definidos pela ONU. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 27
  • 28.
    Rede Energia Principaisimpactos, riscos e oportunidades Presente em regiões ricas em biodiversidade, como a floresta amazônica, o pantanal, o cerrado e a mata Atlântica, a Rede Energia leva energia aos lugares mais distantes e isolados do País, passando por aldeias indígenas, populações quilombolas e ribeirinhas. No total, a energia chega a 4,5 milhões de unidades consumidoras, promovendo desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida aos moradores de 578 municípios da área de concessão da Companhia. A atuação das nove distribuidoras concessionárias abrange aproximadamente um terço do território nacional. A dimensão da área faz com que a Rede Energia mobilize grande volume de investimentos, recursos humanos e naturais para o desenvolvimento de análises e pesquisas sobre o impacto socioambiental produzido pelo negócio na sua área de atuação. A principal preocupação da companhia tem sido minimizar os impactos negativos e ampliar os benefícios advindos de sua atuação. Faz parte dos principais desafios socioambientais da Rede Energia: • Eliminação de cerca de 40 usinas termelétricas movidas a diesel, até 2014, nos estados de Mato Grosso e Pará. Desde o início das desativações, em 2005, até 2014, haverá a redução de 4,2 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. • Continuidade dos trabalhos de remediação do solo e de águas subterrâneas contaminados por hidrocarbonetos (derivados do diesel) em usinas desativadas. • Inserção de localidades das regiões Centro-Oeste e Norte no Sistema Interligado Nacional (SIN), promovendo o desenvolvimento econômico dos locais que se encontram nos sistemas isolados. • Desenvolvimento de um sistema de monitoração da quantidade de emissão, direta e indireta, de gases relevantes ao efeito estufa, ao longo de toda a cadeia de valor. 28
  • 29.
    Nos 2.787.107 km2de área de concessão, envolvendo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, o atendimento à população requer soluções criativas e personalizadas para cada situação, seja às margens dos rios e igarapés (na região amazônica ou no pantanal), seja em áreas de dunas de areia (no cerrado). Atualmente, a Rede Energia conta com um aerobarco para levar seus técnicos para a manutenção de toda infraestrutura em regiões afastadas. Quando não há condições de tráfego pelas estradas, ou quando parte da região fica debaixo d’água no período chuvoso, há a necessidade de construção de jangadas para o transporte de cada poste (550 quilogramas, em média) e dos cabos pelos rios. São usados barcos grandes que transportam até 4 mil toneladas, além de balsas pequenas. Há a necessidade de 20 homens para a instalação dos postes nesses locais. Por terra ou areia, a ocorrência de atolamento das carretas com os pesados postes é uma constante na rotina dos colaboradores que, muitas vezes, acampam no local ou consertam pontes para completar o percurso com os postes. Para facilitar e agilizar a operação, a Rede Energia estuda a implantação dos postes de fibra em regiões ribeirinhas nos próximos anos. São várias as vantagens do modelo alternativo: o poste de fibra de vidro pesa quatro vezes menos, precisa de apenas quatro homens como mão de obra e é instalado mais rapidamente, além de ter vida útil de 80 anos – três vezes mais que o de concreto. (GRI 1.2) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 29
  • 30.
    Rede Energia Reconhecimentos (lista de prêmios) – (GRI 2.10) Os resultados obtidos pelas empresas da Rede Energia em 2009, em pesquisas de satisfação com o cliente, reforçam ainda mais a presença da gestão socioambiental responsável em todas as hierarquias da Companhia. Veja os resultados obtidos pela Rede Energia ao longo de 2009: Rede Energia • Holding ocupa 64ª posição no ranking dos 200 maiores grupos por receita bruta no Brasil, segundo a edição 2009 do anuário Valor Grandes Grupos, do jornal Valor Econômico. A companhia também é destaque entre os 20 maiores em patrimônio líquido. • Holding é a 53ª colocada no ranking dos 100 maiores grupos empresariais, segundo a edição 2009 do anuário Melhores & Maiores que mede o desempenho financeiro das maiores empresas e dos principais setores da economia brasileira da revista Exame. Dentre as 100 maiores empresas de capital aberto, a Rede Energia ocupa a 80ª posição • Prêmio Top Social, concedido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) ao projeto “Rede Atletismo Novos Talentos”, na categoria “organizações e profissionais que se destacam em programas relacionados às ações de responsabilidade social”. • Prêmio Funcoge, concedido pela Fundação Coge, para o projeto “Rede Atletismo Novos Talentos”. Celtins • Prêmio Eletricidade 2009 – Categorias “Melhor Evolução Nacional”, “Melhor Empresa” (região Norte) e “Melhor Evolução” (região Norte). A Celtins já conquistou premiações como a “Melhor Empresa da região Norte” nas edições de 2000, 2001, 2002 e 2004. 30
  • 31.
    Prêmio IASC – Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor, conquistado pela quinta vez: 2002, 2003, 2004, 2006 e 2009. • Prêmio SESI Qualidade no Trabalho (PSQT) - Pioneira no setor, a premiação destaca o esforço das indústrias que investem em práticas diferenciadas de gestão e na valorização dos seus colaboradores. Vale Paranapanema • Prêmio Nacional de “Melhor Distribuidora de Energia Elétrica”, na categoria até 500 mil consumidores – ABRADEE. • Avaliação pelo cliente. • Melhor evolução do desempenho. Troféu Prêmio ABRADEE CFLO Prêmio Eletricidade Moderna – “Melhor Empresa Nacional”, “Menor Índice de Perdas”, “Melhor Desempenho Comercial” e “Melhor Desempenho Operação”, na categoria Média Empresa. Cemat Prêmio ABRADEE – “Melhor Distribuidora de Energia das Regiões Norte e Centro-Oeste”, com mais de 500 mil consumidores. Enersul • Prêmio Eletricidade Moderna – “Melhor Distribuidora da região Centro-Oeste”. • Medalha Eloy Chaves. • Foi certificada, pelo quinto ano consecutivo, com o selo ABRINQ. • “Prêmio de Qualidade do Trabalho do Serviço Social da Indústria (SESI)” – organismo vinculado à Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul –, como a melhor empresa do Estado que promove a qualidade de vida do trabalhador e de seus dependentes, com foco em educação, saúde e lazer. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 31
  • 33.
  • 34.
    Governança Corporativa Valores,transparência e governança A satisfação dos stakeholders e a busca da sustentabilidade do negócio são compromissos assumidos pela Rede Energia. Na prática dos negócios, tem prevalecido a transparência no relacionamento com as partes envolvidas, com prestação de contas de cada ação e de seus respectivos impactos. Durante reunião do Conselho da Administração da Rede Energia, em fevereiro de 2009, foi aprovada a criação do Comitê de Gestão e as diretrizes para seu funcionamento. O Comitê de Gestão prestará assessoria ao Conselho de Administração, e seu escopo de atuação abrangerá a Rede Energia e suas controladas. Dentro dos princípios de governança corporativa, a Rede Energia não permite a participação de familiares do acionista controlador na gestão, diretoria ou no conselho de administração. A eficácia dessa norma evitou o registro de conflitos de interesse na Companhia ao longo de 2009. Dentro das práticas estabelecidas pela Rede Energia, qualquer desentendimento entre gestores passaria, primeiramente, pelos gestores de recursos humanos; na sequência, pela diretoria; e, em última instância, pelo presidente do Conselho de Administração. (GRI 4.6) Pelo organograma da companhia, faz parte da responsabilidade do Conselho de Administração, a avaliação do desempenho da Diretoria Executiva e da gestão dos negócios. (GRI 4.10) Ainda faz parte das práticas estabelecidas pela Rede Energia, a avaliação, pela presidente da Companhia, do desempenho econômico, social e ambiental e do cumprimento das metas por parte dos integrantes da diretoria executiva. São realizadas reuniões mensais nas quais comparecem os vice-presidentes para apresentarem os avanços e desafios das empresas controladas nas áreas de atuação. As estratégias corporativas são construídas com base nessas reuniões. (GRI 4.9) 34
  • 35.
    Estrutura de governança Comouma sociedade anônima de capital aberto, a governança da Rede Energia estrutura-se a partir da Assembléia Geral de Acionistas, responsável pelo direcionamento da empresa. A Assembléia Geral Ordinária da Companhia ocorre até o final de abril de cada ano, ocasião em que há a aprovação das Contas da Administração, por meio do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras, acompanhadas dos Pareceres dos Auditores Independentes e do Parecer do Conselho Fiscal. Poderá, ainda, ser convocada Assembléia Geral Extraordinária de Acionistas para deliberar sobre quaisquer outros assuntos de interesses da Companhia. A Companhia é administrada por um Conselho de Administração e uma Diretoria Executiva. O mandato de ambos é de dois anos, sendo permitida a reeleição. Os respectivos mandatos terminarão na data da Assembléia Geral que examinar as contas relativas ao último exercício de suas gestões. (GRI 4.01) A Rede Energia, por tratar-se de companhia de capital aberto, está sempre atenta ao cumprimento das normas do mercado de capitais, com ênfase nas normas e orientações expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM (“CVM”). relatório de responsabilidade socioambiental 2009 35
  • 36.
    Governança Corporativa Políticade Divulgação e Negociação Em conformidade com a Instrução nº 358 da CVM, a Companhia possui uma política de divulgação e de negociação por meio do “Manual das Políticas de Uso e Divulgação de Informações Relevantes e de Negociação dos Valores Mobiliários de emissão da Companhia” A política de divulgação e negociação da Rede Energia formaliza a postura de transparência, ampla disseminação, acuidade e suficiência de informações relevantes, relativas à Companhia, que sempre orientou a conduta da Administração. Todos os administradores estatutários (Conselheiros de Administração, Fiscal e Diretores) aderiram à política de divulgação e de negociação no ato de suas eleições, podendo ser estendida a outros cargos de confiança. Compõem o Conselho de Administração: (GRI 4.03) Órgão Nome Indicação Presidente Jorge Queiroz de Moraes Junior Controlador Conselheiro Administrativo Alberto José Rodrigues Alves Controlador Conselheiro Administrativo Antonio da Cunha Braga Controlador Conselheiro Administrativo Sebastião Bimbati Controlador Conselheiro Administrativo Omar Bittar Controlador Conselheiro Administrativo Plácido Gonçalves Meirelles Controlador Conselheiro Administrativo Joaquim Dias de Castro BNDESPAR Conselheiro Independente Martus Antonio Rodrigues Tavares Independente Conselheiro Independente João Carlos Hopp Independente 36
  • 37.
    Conselho de Administração OConselho de Administração é composto por no mínimo sete e no máximo de nove membros, sendo dois deles conselheiros independentes: João Carlos Hopp e Martus Antonio Rodrigues Tavares. (GRI 4.3) A composição do Conselho conta, ainda, com um representante da empresa BNDES Participações S.A (BNDESPAR) e os demais são indicados pelo acionista controlador, todos com mandatos de dois anos, podendo ser reeleitos. A presidência do Conselho de Administração é exercida pelo acionista controlador, responsável pela elaboração de estratégias de longo prazo e pela formulação das políticas e diretrizes da Companhia. Os membros do Conselho de Administração permanecem no exercício da função até a posse de seus sucessores. (GRI 4.02) Todos os membros do conselho da Rede Energia têm participação no capital social da companhia, conforme exigência da lei corporativa do país. Em 2009, o Conselho de Administração realizou 14 reuniões para aprovação das demonstrações contábeis, eleição e/ou substituição dos membros da Diretoria Executiva, aprovação das operações financeiras e/ou contratações cujos valores sejam superiores a 5% (cinco por cento) do total de ativos da Companhia, planejamento estratégico, elaboração de projetos e investimentos diversos, e ainda, reúne-se sempre que os interesses da sociedade as exigirem. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 37
  • 38.
    Governança Corporativa JorgeQueiroz de Moraes Junior Alberto José Rodrigues Alves Antonio da Cunha Braga – É Presidente do Conselho de – É membro do Conselho – É membro do Conselho Administração desde abril de de Administração desde de Administração, tendo 1995. É Diretor Presidente da abril de 1995. É Diretor ingressado na Rede Energia Denerge e Presidente do Conselho Vice-Presidente da Denerge desde 1998, exercendo o cargo de Administração da EEVP e de e membro do Conselho de de Diretor de Distribuição. É outras subsidiárias da Rede Energia. Administração da Denerge, formado como Eletrotécnico Também preside o Conselho de EEVP e de outras subsidiárias pelo Instituto Americano de Administração da REDEPREV - da Rede Energia. Formado Lins, e em Administração de Fundação Rede de Previdência. Até em Engenharia Elétrica, com Empresas e Economia pelas 1999, atuou como professor adjunto especialização em Eletrônica, Faculdades Integradas de da Faculdade de Administração da pela Escola de Engenharia Marília, e ainda, possui MBA em Fundação Getúlio Vargas. Formado Mauá. Possui MBA e Administração Geral pela USP em Engenharia Naval pela Escola mestrado em Finanças e – Universidade de São Paulo. Politécnica da Universidade de Economia pela Fundação São Paulo, possui mestrado em Getúlio Vargas. Administração de Empresas e PhD em Finanças e Economia pela Universidade de Michigan. 38
  • 39.
    Sebastião Bimbati Omar Bittar Plácido Gonçalves Meirelles – É membro do Conselho de – É membro do Conselho – É membro do Conselho Administração de várias empresas de Administração desde de Administração desde abril de 2000. Também controladas pela Rede Energia desde 1995, dezembro de 2005. É atua como Conselheiro da sendo, atualmente membro do Conselho sócio-proprietário da EEVP e é Diretor Executivo de Administração das seguintes empresas Omar Bittar Assessoria da Nacional e Bragantina. controladas: Empresa de Eletricidade e Consultoria Jurídica É sócio-proprietário da Trois Vale Paranapanema S.A., Rede Energia S/C. Foi vice-presidente da Elles Modas e Confecções. S.A., Centrais Elétricas do Pará S.A – CELPA, CODETEC – Companhia Atuou como membro do Conselho Consultivo da Companhia de Energia Elétrica do Estado de Desenvolvimento REDEPREV e como Diretor da do Tocantins – CELTINS, Centrais Elétricas Tecnológico de Campinas. Termocerâmica São Martinho. Matogrossenses S.A. – CEMAT, Companhia Formado em Direito pela Força e Luz do Oeste, Tangará Energia S.A, Faculdade de Direito de Vale do Vacaria Açúcar e Álcool S.A., Couto Niterói, Rio de Janeiro, Magalhães Energia S.A.. Foi Gerente e em Administração de Financeiro e Contábil da Companhia Empresas pela Fundação Energética de São Paulo. É formado em Getúlio Vargas. Economia pela Faculdade Armando Álvares Penteado-SP. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 39
  • 40.
    Governança Corporativa JoaquimDias Castro Martus Antonio Rodrigues João Carlos Hopp – É membro do Conselho de Administração Tavares – É membro do Conselho da Rede Energia S.A e CTX Participações – É membro do Conselho de de Administração desde S.A, empresa controladora da Contax, Administração desde julho de dezembro de 2005. É maior empresa brasileira de contact center. 2006. É Vice-Presidente Executivo Conselheiro da Cemat Também, desde abril de 2008, é membro da Federação das Indústrias e membro do Conselho suplente do Conselho de Administração do Estado de São Paulo (FIESP). Consultivo da Açucareira da Telemar Participações S.A., da Tele Norte Foi Secretário da Fazenda e do Corona S/A. Lecionou na Leste Participações S.A. e da Light Energia Planejamento do Estado de Faculdade de Administração S.A.. Em 2003 foi membro do Conselho São Paulo, em 2005, e atuou da Fundação Getúlio Vargas. de Administração da Telemig Celular como Diretor Executivo do BID É formado em Economia pela Participações S.A. É Gerente da Área de pelo Brasil e Suriname, de 2002 Faculdade de Economia de São Mercado de Capitais do BNDES, no qual a 2004. Possui mestrado em Paulo da Fundação Armando trabalha desde 2004. Possui formação Economia pela Universidade Álvares Penteado. (GRI 4.7) em Economia pela Universidade Federal de São Paulo. do Rio Grande do Sul, concluído em 2000, e mestrado em economia pela EPGE/FGV (Rio de Janeiro), concluído em 2008. 40
  • 41.
    Diretoria Executiva A DiretoriaExecutiva da Rede Energia é eleita pelo Conselho de Administração e composta por até seis membros, que podem ou não ser acionistas, residentes no país, sendo permitida a reeleição. Os Diretores Executivos são responsáveis pela gestão diária dos negócios e pela implantação das resoluções tomadas pelo Conselho de Administração. As atribuições da Diretoria Executiva são estabelecidas pelo Estatuto Social e pelo Conselho de Administração. Em 2009, integravam a Diretoria Executiva da Rede Energia: um Diretor Presidente, um Diretor Vice- Presidente Executivo, um Diretor Administrativo e Financeiro, um Diretor de Distribuição, um Diretor de Produção e Transmissão e um Diretor Gerente. Compõem a Diretoria Executiva: Diretora Presidente e de Relação com Investidores Carmem Campos Pereira Diretor Vice-Presidente Executivo Valdir Jonas Wolf Diretor Administrativo e Financeiro Ricardo Del Guerra Perpetuo Diretor de Distribuição Sidney Simonaggio Diretor de Produção e Transmissão José Eduardo Costanzo Diretor Gerente Alexei Macorin Vivan Carmem Campos Pereira – Presidente da Rede Energia e membro da Diretoria Executiva desde maio de 1998. É Diretora Executiva Financeira da EEVP e de outras subsidiárias da Rede Energia. Também é Diretora Financeira da Fundação Aquarela. É formada em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu e possui mestrado em Gestão Financeira pela Universidade de São Paulo. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 41
  • 42.
    Governança Corporativa Valdir Jonas Wolf Ricardo Del Guerra Perpétuo – É membro da diretoria da Cemat – É membro da Diretoria Executiva desde outubro de 2009. desde 1997 e membro da diretoria Atuou na área Financeira de Techint Engenharia S.A., Banco desde maio de 2005. Atua no setor de Boston, Civilcorp Engenharia, Construção e Incorporação elétrico desde 1979, trabalhou na CFLO Ltda. Foi Diretor Financeiro da Método Engenharia S.A. por 08 (oito) anos. Atualmente ocupa Em 1999 passou a ser Diretor Financeiro e de Relação com o cargo de Vice-Presidente de Assuntos Investidores da Sanepar - Cia de Saneamento do Paraná. Em Regulatórios da Rede Energia S.A, 2003/2004 assumiu a Diretoria Financeira e de Relação com onde é responsável pela coordenação Investidores da Amazônia Celular S.A., Telemig Celular S.A., e acompanhamento de todos os Tele Norte Celular S.A. e Telemig Celular Participações S.A. Em atos ligados ao Poder Concedente, 2007 trabalhou na Diretoria Financeira da TRB Trump Realty bem como coordena e executa todo e na Inpar S.A. Em 2008, assumiu a Diretoria Financeira e o processo tarifário da Companhia. de Relação com Investidores da Construtora Tenda e até É formado em Contabilidade pela setembro de 2009 ocupava o cargo de Diretor Financeiro Faculdade de Filosofia, Ciências e do Grupo Schahin- Schahin Engenharia S.A. É formado em Línguas de Guarapuava. engenharia civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. 42
  • 43.
    Sidney Simonaggio José Eduardo Costanzo Alexei Macorin Vivan – É membro da Diretoria Executiva desde – É membro da Diretoria – É Bacharel em Direito maio de 2009. Foi Diretor de Geração e Executiva desde março pela Faculdade de Direito da Transmissão da Eletropaulo Eletricidade de 2004. Foi responsável Universidade de São Paulo de São Paulo S.A no período de out/1995 pela coordenação das – 1996, Advogado inscrito a dez/1997, e exerceu outros cargos de usinas hidrelétricas de na OAB/SP e Doutor em direção e gerência, tendo ingressado como Rosal, Guaporé e Lajeado. Direito pela Universidade de Engenheiro de Operação de Sistemas desde Foi diretor de Engenharia São Paulo - 2005. Foi Diretor março/1980. É formado em Engenharia e Construção da CESP Jurídico da CMS Energy Elétrica modalidade Eletrotécnica (1979) – Companhia Energética Brasil; Advogado interno de - Faculdade de Engenharia Industrial (São do Estado de São Paulo e Duke Energy Paranapanema Bernardo do Campo/SP), com Mestrado Diretor de Construção da S.A. (cedido pelo Pinheiro sem dissertação na área de Sistema de Badra S.A. É formado em Neto - Advogados); Potência (1982) - Escola Politécnica da Engenharia Civil pela Escola Estagiário e Advogado de Universidade de São Paulo (São Paulo/SP). de Engenharia de São Pinheiro Neto – Advogados. É formado também em Direito (2004) Carlos, da Universidade É diretor de outras empresas - Pontífice Universidade Católica/RS (Porto de São Paulo. controladas da Rede Energia. Alegre/RS). relatório de responsabilidade socioambiental 2009 43
  • 44.
    Governança Corporativa ConselhoFiscal O Conselho Fiscal, órgão responsável pela fiscalização dos atos de gestão da Administração da Companhia, conforme estabelecido no seu Estatuto Social, sendo seus membros eleitos anualmente pela Assembléia Geral Ordinária. O Conselho Fiscal é um órgão permanente composto por, no mínimo, três membros e, no máximo, cinco, com igual número de suplentes substitutos, sendo que no mandato de 2009, um membro efetivo e um membro suplente são indicados pela acionista BNDES Participações S.A (BNDESPAR) e os demais pelo acionista controlador. Compõem o Conselho Fiscal Conselheiro Efetivo Fernando Quartim Barbosa de Figueiredo Controlador Conselheiro Efetivo Carlos Souza Barros de Carvalhosa Controlador Conselheiro Efetivo Osmar José Vicchiatti Controlador Conselheiro Efetivo Annibal Ribeiro do Valle Filho Controlador Conselheiro Efetivo Rafael Costa Strauch BNDESPAR Suplente Antonio Carlos de Paula Controlador Suplente Marcos de Jesus Costa Controlador Suplente Otmar Mário Brull Controlador Suplente Kleber Cimini Lage Controlador Suplente Marcelo Marcolino BNDESPAR 44
  • 45.
    Os membros doConselho Fiscal permanecem em seus cargos até a data da realização da Assembléia Geral Ordinária de acionistas que deliberar sobre as contas do exercício de suas gestões, ou seja, até abril do ano seguinte ao ano de sua eleição. Acionistas com, no mínimo, 10% do capital votante da empresa têm direito a eleger um membro do Conselho Fiscal. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 45
  • 46.
    Governança Corporativa FernandoQuartim Barbosa de Figueiredo Carlos Sousa Barros – É membro do Conselho Fiscal, tendo exercido vários cargos de Carvalhosa de Administrador na Rede Energia e em empresas por ela – Membro do Conselho controladas desde 1985 a 1988, e ainda, como consultor, Fiscal desde abril de 2006. desde 1988 a 1995. Foi consultor do Grupo Vicunha e do É também membro do Banco Safra para assuntos de privatização – 1994/1995, Conselho Fiscal da Celpa, assessor do Secretário na Secretaria de Planejamento e Cemat e Celtins. Foi gerente da Gestão de São Paulo – 1994/1995; coordenador de Recursos CNBO – Produtora de Energia Hídricos da Secretário de Recursos Hídricos Saneamento e Elétrica Ltda., de 1997 a 1998, Obras São Paulo – 1993/1994; coordenador de Energia da e Diretor de Investimentos Secretaria de Energia e Saneamento, São Paulo – 1992/1993; Incentivados da Investco. É Diretor de Concessões do Dep. Nacional de Águas e Energia Engenheiro Civil formado Elétrica -DNAEE –1991/1992; Diretor do Departamento de pela Escola Politécnica da Energia do Instituto de Engenharia de São Paulo – 1993. Universidade de São Paulo. É formado em Engenharia pela Escola de Engenharia de Mauá – 1966 e Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas – 1972. 46
  • 47.
    Osmar José Vicchiatti Annibal Ribeiro – Membro do Conselho Fiscal do Valle Filho desde abril de 2006. É membro – Membro do Conselho Fiscal desde do Conselho Deliberativo da abril de 2000. Foi Gerente Técnico REDEPREV. Foi Diretor da EEB e da Construtora Beter S.A., e Gerente Diretor e Membro do Conselho de Planejamento, Orçamento e de Administração de outras Controle da Badra S.A., de 1982 a empresas controladas pela 1995. É sócio-gerente da Planorc Rede Energia de 1980 a 2003. Serviços de Engenharia S/C Ltda. Foi É graduado em Administração professor da Escola de Engenharia de de Empresas e Ciências Alfenas, Minas Gerais. É formado em Econômicas pela Universidade Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo. Federal de Minas Gerais, com curso de especialização em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 47
  • 48.
    Governança Corporativa Rafael Costa Strauch Antonio Carlos Marcos de Jesus Costa – Membro do Conselho de Paula – Membro do Conselho Fiscal desde abril – Membro do Conselho Fiscal desde abril de 2008. É de 2008. É formado Fiscal desde abril de 2000. formado em Publicidade e em Economia pela É gerente de projetos da Propaganda pela Faculdade Universidade Federal Ericsson Telecomunicações. de Comunicação Social do Rio de Janeiro, em Engenheiro Elétrico Cásper Líbero e tem MBA Administração de formado pela Universidade em Gestão Estratégica e Empresas pelo IBMEC de Mogi das Cruzes, com Econômica pela Fundação e mestrando pela extensão em Contabilidade Getúlio Vargas. EPGE/FGV-RJ. e Finanças para Executivos e Gerenciamento de Empreendimentos pela Fundação Getúlio Vargas. 48
  • 49.
    Otmar Mário Brull Kleber Cimini Lage Marcelo Marcolino – Membro do Conselho – Engenheiro Eletricista formado – Membro do Conselho Fiscal desde abril de 2008. pela Universidade Federal de Goiás. Fiscal desde abril de É formado em Engenharia Foi professor do Departamento de 2008. É formado em Civil e Elétrica pela Eletrotécnica da Escola de Engenharia Ciências Contábeis pela Universidade Mackenzie. desta mesma universidade. Atuou na Universidade do Estado do área de engenharia nas Centrais Elétricas Rio de Janeiro. Tem MBA de Goiás S.A. (Celg), de 1968 a 1975, e em Finanças e Direito pela posteriormente passou a exercer o cargo Fundação Getúlio Vargas, de Diretor de Operações. Foi Diretor do e MBA Executivo em Departamento Estadual de Águas e Finanças Corporativas Energia Elétrica de Goiás e Assessor da pelo IBMEC - RJ. Diretoria da Eletronorte em 1983. Atuou como Diretor de Planejamento da Celtins e como Diretor Estatutário da Investco S.A., de 1998 a 2003. Exerceu ainda o cargo de Assessor da Rede Energia de 2003 a 2006. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 49
  • 50.
    Governança Corporativa Comitês Comitê de Gestão Dentre as práticas de governança corporativa, o Conselho de Administração deliberou pela criação do Comitê de Gestão, cujo funcionamento é de caráter permanente. O Comitê deverá ter quatro membros, sem hierarquia entre si, composto exclusivamente por membros do Conselho de Administração, sendo que ao menos um deve ser conselheiro independente, para um mandato de dois anos. O Comitê de Gestão reúne-se mensalmente para prestar assessoramento e orientação ao Conselho de Administração nos seguintes assuntos: (1) análise e acompanhamento do planejamento estratégico; (2) planejamento financeiro; (3) o orçamento anual; (4) o planejamento tributário; (5) o desempenho do negócio; (6) assuntos financeiros diversos e de interesse da Companhia e suas Controladas; e (7) cumprir as demais responsabilidades contidas nas Diretrizes do Comitê de Gestão. Grupos de Trabalho A Rede Energia conta com grupos de trabalho, de caráter permanente, compostos por superintendentes, diretores estatutários ou não e vice-presidentes. A composição é feita por designação do diretor vice-presidente, responsável pela área de atuação do grupo. Os grupos de trabalho reportam-se à presidência por intermédio dos vice-presidentes, nas respectivas áreas de atuação. Denominados internamente como comitês, os grupos de trabalho realizam análises técnicas, levantamentos das execuções e de propostas, cujo objetivo final é a apresentação das análises relativas ao cumprimento dos planos de trabalho e das metas estabelecidos pela diretoria executiva. 50
  • 51.
    Os grupos detrabalho atuam nas respectivas áreas: Administrativa e Financeira, Regulatória, Jurídica e de Gestão de Pessoas, Distribuição e Gestão de Energia, sendo presididos pelos respectivos vice-presidentes, os quais podem receber contribuições de terceiros. Os assuntos de interesse da sociedade são analisados em reuniões promovidas pelos comitês e, posteriormente, levados à presidência. Nessa instância, sugestões e propostas poderão ser encaminhadas ao secretário do Conselho de Administração para eventual deliberação pelo Comitê de Gestão. Uma vez que as sugestões e propostas do grupo de trabalho sejam apreciadas pelo Comitê de Gestão, este poderá recomendar a deliberação destas pelo Conselho de Administração. Comitê de Responsabilidade Socioambiental A Rede Energia apresenta um Comitê de Responsabilidade Socioambiental constituído formalmente em 2008. É composto por representantes de todas as empresas para o alinhamento das práticas socioambientais na Rede Energia. O Comitê de Responsabilidade Socioambiental é responsável pela elaboração do Relatório Anual de Responsabilidade Socioambiental da Rede Energia, que consolida as práticas da Holding e das empresas controladas, distribuidoras, geradoras e comercializadora do grupo. Desde 2009, o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal das empresas controladas se reúnem para apreciação e aprovação dos Relatórios Anuais de Responsabilidade Socioambiental que seguem as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI) e as exigências da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). relatório de responsabilidade socioambiental 2009 51
  • 52.
    Governança Corporativa Estruturasocietária da Rede Energia em 2009 (GRI 2.3) Holding BNDESPAR DENERGE EEPV OUTROS Distribuição (*) Capital Aberto Geração Comercialização e Serviços 23.88% 15.62% 56.43% 4.07% % Capital Total Bio Energia REDE ENERGIA (*) 100.00% 99.98% 100.00% EDEVP QMRA REDE POWER REDE COM 99.60% 51.26% 10.11% CELPA (*) REDE SERV 99.50% 39.92% CEMAT(*) TANGARÁ 70.78% 100.00% CAIUÁ VALE DO 60.48% VACARIA 50.86% CELTINS 91.45% EEB 98.69% 43.74% CNEE 97.70% CFLO 56.18% ENERSUL A Rede Energia é uma sociedade anônima de capital aberto (GRI 2.6), com patrimônio líquido consolidado de R$ 1.13 bilhões em 2009. O último processo de reestruturação societária ocorreu em 11 de setembro de 2008, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou a troca de ativos entre a Rede Energia e a empresa portuguesa EDP – Energias do Brasil. Pela operação, a Rede passou a deter o controle da Enersul, distribuidora de energia do estado de Mato Grosso do Sul, aumentando de 30% para 35% sua participação no mercado brasileiro de distribuição. Pelo acordo, a Usina Hidrelétrica de Lajeado, no Tocantins, foi transferida para a EDP - Energias do Brasil. 52
  • 53.
    Mercado de capitais Asações preferenciais (REDE4) e ordinárias (REDE3) da holding Rede Energia são listadas na BM&F Bovespa. Ao longo dos anos, a Rede Energia segue implantado requisitos mínimos de governança corporativa, exigidos para a adesão ao Nível 2, como a presença de conselheiros independentes no Conselho de Administração da holding. (GRI 4.1 e 4.2) No encerramento de 2009, o capital social da Rede Energia era constituído 322.075.470 ações, das quais 221.157.990 eram ações ordinárias (ON) e 100.917.480 mil, ações preferenciais (PN). A maior parte, 72,05% do total do capital social pertenciam aos acionistas controladores em 2009. O público investidor representava 4,07% do capital acionário total da empresa. No encerramento de 2009, constavam como os maiores acionistas da Rede Energia: a Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema (EEVP), com 56,43% do capital total, e Denerge – Desenvolvimento Energético S.A, com 15,62% do capital total, seguida pela acionista BNDES Participações S.A (BNDESPAR), com 23,88% do capital total, por meio de um Acordo de Acionistas. Os acionistas da Rede Energia têm direito de receber como dividendo obrigatório, no mínimo, 25% do lucro líquido do exercício em cada exercício, observadas as diminuições e acréscimos permitidos pelo Estatuto Social e pela Lei 6.404/76. Os acionistas titulares de ações preferenciais têm direito a receber dividendos não cumulativos, no mínimo, 10% superiores aos atribuídos às ações ordinárias, além das demais vantagens e direitos previstos no Estatuto Social e Lei 6.404/76. Do resultado positivo do exercício de 2009, a Companhia, antes de qualquer participação, compensou prejuízos acumulados de exercícios anteriores, nos termos do que determina a Lei 6.404/76 e o Estatuto Social. Por esse motivo, não houve distribuição de dividendos aos acionistas. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 53
  • 54.
    Governança Corporativa Societárioe Relação com Investidores A Companhia dispõe de uma área ligada diretamente à vice-presidência jurídica e de gestão de pessoas, especializada no atendimento aos acionistas, administradores e parceiros. A área é responsável pelo envio e pela disponibilização de informações periódicas e eventuais, tais como: informações padronizadas de mercado, editais de convocação, avisos aos acionistas, atas dos órgãos da administração, comunicados e fatos relevantes; utilizando-se do sistema Informações Periódicas e Eventuais (IPE), da CVM No site www.redenergia.com, há um link específico para a área de Relação com Investidores, denonimado “Investidores”, no qual estão disponíveis relatórios financeiros, informações sobre o desempenho das ações da Companhia, iniciativas relacionadas à Governança Corporativa e avisos, comunicados ao mercado e fatos relevantes que foram informados em 2009 e nos anos anteriores. Qualquer sugestão ou requerimento do acionista, enviado por telefone, carta, e-mail ou levado pessoalmente aos estabelecimentos ligados à Rede Energia, são encaminhados à Presidência. Auditoria Independente A posição patrimonial, financeira, aplicações e operações da Rede Energia – descritas nas demonstrações contábeis – são avaliadas por uma auditoria independente, de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade e legislação do setor. O Conselho de Administração da Rede Energia 54
  • 55.
    escolhe, periodicamente, aempresa de auditoria independente, nos termos da Instrução nº 308/99 da CVM que impede a prestação dos serviços de auditoria para um mesmo cliente por prazo superior a cinco anos consecutivos. Mecanismos para que acionistas façam recomendações ou dêem orientações ao mais alto órgão de governança. Os acionistas podem se utilizar dos mecanismos acima referidos, bem como, de vários outros para efetuar recomendações ou dar orientações à Administração, tais como envio de carta à presidência, visita pessoal à sede social da Companhia e/ ou manifestar-se por e-mail, disponível no site corporativo do grupo. Qualquer sugestão ou requerimento de acionista pode ser protocolado nos estabelecimentos e/ou filiais das empresas controladas pela Rede Energia. As solicitações serão encaminhadas à Presidência. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 55
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    Desempenho econômico financeiro Estratégia e modelo de gestão “Foi um ano de redefinição de papéis entre corporativo e empresas.” – Frase da Presidente Executiva Carmem Pereira. “Para atender às necessidades de um Brasil que cresce, e ser referência em gestão empresarial, é preciso evoluir.” Com este mote, a Rede Energia iniciou 2009 com um dos mais audaciosos programas já realizados na história da Companhia: o Evoluir. A implantação do programa deixará a Rede Energia alinhada às modernas práticas de gestão empresarial. O Programa Evoluir conta com sete projetos fundamentais: centro de serviços compartilhados; estruturação de processo de cobrança; estruturação da operação e engenharia; manual de controle patrimonial elétrico; Call Center; procedimento de distribuição e SAP. • Centro de Serviços Compartilhados (CSC) – Tem o objetivo de uniformizar os processos contábeis, fiscais e financeiros das empresas que formam a Rede Energia. • Estruturação do Processo de Cobrança (EPC) – Resultará em uma área de cobrança corporativa responsável pela elaboração de estratégias e pela implantação de melhorias, definindo as políticas e as normas para todo o grupo. • Estruturação da Operação e Engenharia (EOE) – Visa ao aumento de eficiência da área operacional da Rede Energia, aprimorando as estruturas de engenharia e de distribuição de cada distribuidora. A melhoria evitará o retrabalho entre as áreas, com economia de tempo e de recursos. 58
  • 59.
    Manual de Controle Patrimonial do Setor Elétrico (MCPSE) – Atualizará o cadastro técnico, operacional e patrimonial de 100% dos ativos das empresas. O trabalho levará três anos para ser concluído. • Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica (PRODIST) – A adequação dos procedimentos segue as orientações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O resultado trará um ganho de escala em todas as empresas da Companhia. • Call Center – Será todo reestruturado, de acordo com as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Além de suprir as demandas da própria empresa, prestará serviços às outras companhias. • Sistema de Gestão Empresarial – Com um investimento de R$ 40 milhões, a Rede Energia será modernizada com um novo software da SAP, empresa responsável pelo desenvolvimento da nova ferramenta. O objetivo é integrar as áreas (tesouraria, cobrança, jurídico, infraestrutura, planejamento e frota, contabilidade e área fiscal) das diferentes empresas da Rede Energia. A previsão é de que a substituição do processo antigo pela nova ferramenta seja concluída até julho de 2011 nas nove empresas da Companhia. Além de maior agilidade, haverá 30% de economia por ano no gasto com gestão. Em 2010, o sistema de gestão empresarial será implantado primeiramente nas empresas Cemat e Celtins. No ano seguinte, será a vez das empresas Enersul, Bragantina, Caiuá, Força e Luz do Oeste, Nacional, Vale Parapanema e Rede Comercializadora. O processo mobilizará a dedicação de cerca de cem pessoas. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 59
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    Desempenho econômico financeiro Gestão de risco A Rede Energia e suas controladas possuem procedimentos de controles preventivos que monitoram sua exposição aos riscos de crédito, de mercado, de escassez de energia e aos riscos relacionados à Companhia e suas operações. Riscos de crédito Trata-se do risco da Companhia e de suas controladas incorrerem em perdas resultantes da dificuldade de recebimento de valores faturados a seus consumidores, suas concessionárias e permissionárias. A mitigação desse risco ocorre com a aplicação de procedimentos analíticos de monitoramento das contas a receber de consumidores, ações de cobrança e corte no fornecimento de energia. Outro fator que minimiza o risco de crédito é o perfil da carteira de crédito, que é pulverizada em um número expressivo de consumidores. Riscos de mercado Risco de mercado é a eventual perda resultante de mudanças adversas das taxas e preços de mercado. A Rede Energia está exposta a riscos de mercado decorrentes da atividade. Os riscos de mercado envolvem, principalmente, a possibilidade de que mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio e inflação afetem negativamente o valor dos ativos financeiros, fluxos de caixa e rendimentos futuros da Companhia. A mitigação desse risco ocorre por meio da aplicação de procedimentos de avaliação da exposição dos ativos e passivos ao risco de mercado e, consequentemente, da contratação de “hedge” junto às instituições financeiras de primeira linha. Risco operacional (GRI 4.11) As receitas operacionais da Rede Energia podem ser afetadas ou não por decisões da ANEEL em relação às tarifas praticadas. As tarifas cobradas pela venda de energia aos consumidores são determinadas de acordo com os contratos de concessão celebrados com a ANEEL e estão sujeitas à regulação da agência. 60
  • 61.
    A mitigação desserisco ocorre pelo monitoramento e pela aplicação das normas e dos procedimentos definidos pela ANEEL, e por um criterioso gerenciamento de custos operacionais. Risco de escassez de energia (GRI EU06) O sistema elétrico brasileiro é abastecido predominantemente pela geração hidrelétrica. Um período prolongado de escassez de chuva, durante a estação úmida, reduziria o volume de água nos reservatórios dessas usinas, trazendo como consequência o aumento no custo da aquisição de energia no mercado de curto prazo e a elevação dos valores de encargos de sistema em decorrência do despacho das usinas termelétricas. Em outra situação extrema, poderia ser adotado um programa de racionamento, que implicaria redução de receita. No entanto, considerando os níveis atuais dos reservatórios e as últimas simulações efetuadas, o Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS) não prevê para os próximos anos um novo programa de racionamento. Política de utilização de instrumentos derivativos O uso de derivativos tem o propósito de atender às necessidades da Rede Energia no gerenciamento de riscos de mercado – principalmente de riscos de variação cambial que possam resultar em perda financeira – decorrentes dos descasamentos entre moedas e indexadores. A Companhia e suas controladas possuem apenas operações de swap, sem outros instrumentos derivativos. As operações com derivativos são realizadas por intermédio das superintendências financeiras, de acordo com a estratégia previamente aprovada pelos gestores da Companhia. Os contratos são fechados em mercado de balcão, diretamente com instituições financeiras de primeira linha. As operações com derivativos da Rede Energia e suas controladas não possuem verificadores nem chamada de margens, sendo liquidados integralmente no vencimento. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 61
  • 62.
    Desempenho econômico financeiro Tecnologia e inovação (“P&D”) Os programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Rede Energia incentivam projetos inovadores que tragam soluções aos desafios tecnológicos do setor elétrico. Em parceria com as melhores universidades e com os mais avançados centros de pesquisa do País, a Rede Energia busca a melhoria do produto e do serviço prestado aos clientes. Desde o início dos programas, a Rede Energia destinou R$ 160 milhões aos programas de P&D. Em 2009, houve o investimento aproximado de R$ 10 milhões em 48 projetos. Alguns dos projetos em andamento são: 1) Desenvolvimento de metodologia para estabelecimento de estrutura tarifária para o serviço de distribuição de energia elétrica entre as distribuidoras Proposto pela ANEEL, o estudo sobre a metodologia de construção de tarifas no setor elétrico é pesquisado pela Rede Energia. O projeto sugere uma estrutura tarifária horo-sazonal, orientando o consumo para as horas e os períodos nos quais o fornecimento de energia elétrica seja menos oneroso para o País. Dessa forma, aumentaria o uso mais racional do sistema elétrico, postergando a realização de investimentos futuros em sua expansão. 62
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    2) Redução decarbono nas cadeias de fornecimento de energia elétrica da Rede Energia O objetivo do projeto é realizar o inventário das emissões de carbono na cadeia de energia elétrica e, assim, elaborar um estudo de viabilidade econômica para Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) de redução de carbono e criar estratégias para a compensação e neutralização de emissões de carbono nas cadeias de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. 3) Sistema de gerenciamento e centralização de comunicação móvel de dados de voz com transmissão híbrida A meta é desenvolver um sistema de comunicação híbrida (TCP/IP, rádio VHF/UHF, GPRS/GSM e satélites) para transmissão móvel de dados de voz em diferentes localidades. Haveria a integração de tecnologias existentes e o desenvolvimento de softwares e hardwares dedicados às especificidades do sistema de comunicação das empresas cooperadas. A Rede Energia já desenvolveu um projeto que resolve o problema de comunicação entre a área que cuida do atendimento ao cliente e o funcionário que faz o atendimento presencialmente. O sistema de despacho decodifica e envia informação. Ao mesmo tempo, o emissor da informação recebe o relatório, confirmando a chegada dela. É uma maneira de se evitar o extravio de mensagens. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 63
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    4) Projeto desegmentação de atendimento de clientes por nichos não convencionais A meta é, a partir de pesquisa de opinião, segmentar o atendimento de clientes do grupo A (ligados em média e alta tensão – acima de 13,8 KV), dividindo-os por interesses e demandas comuns. Assim, segmentos 64
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    de mercado comoaviários, consumidores em etapas de projetos, corporativos, grandes consumos, entre outros, terão um plano diferenciado de atendimento, o que deverá melhorar continuamente o relacionamento deste segmento de mercado com as distribuidoras da Rede Energia. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 65
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    Desempenho econômico financeiro Resultados financeiros Lucro líquido O resultado econômico-financeiro da Rede Energia foi positivo em 2009, com lucro líquido consolidado de R$ 20,3 milhões. Quando consideradas apenas as nove distribuidoras, o lucro líquido somado representa o montante de R$ 466,6 milhões em 2009, ou seja, 285,1% superior ao de 2008, quando foi registrado R$ 121 milhões. O aumento percentual de 285,1% é significativo, se avaliado que, nos primeiros meses de 2009, devido ao temor da crise financeira global iniciada em meados de 2008, a atividade econômica local se restringiu, principalmente, na região Norte do País – área de concessão da Rede Energia. O próprio consumidor acabou pisando no freio em termos de consumo, especialmente nos primeiros meses do ano, quando a crise ainda estava iminente. Conseqüentemente, houve menor consumo de energia elétrica. Mesmo assim, os investimentos da Rede Energia foram mantidos em 2009, ainda que em uma escala mais modesta que a do ano anterior. Principais indicadores financeiros (GRI 2.8 e EC01) Dados Econômicos 2009 2008 Var% Receita Operacional Bruta - R$ mil 7.586.966 6.075.141 24,9% Receita Operacional Líquida - R$ mil 5.044.554 3.995.756 26,2% EBITDA - R$ mil 1.187.610 993.963 19,5% Margem EBITDA (%) 23,5% 24,9% -5,4% Lucro Líquido - R$ mil 20.338 179.169 -88,6% Lucro Líquido Combinado das Distribuidoras - R$ mil 466.622 121.170 285,1% Investimento Bruto - R$ mil 885.830 1.482.764 -40,3% 66
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    Receita operacional A receitaoperacional bruta consolidada da Rede Energia – composta pela receita de fornecimento ao consumidor final, fornecimento de energia para revenda (suprimento) e receita do uso do sistema de distribuição (“TUSD”) – aumentou 24,9%, passando de R$ 6.075,1 milhões em 2008 para R$ 7.587,0 milhões em 2009, devido ao crescimento do mercado em 15,1%. Também houve o aumento da tarifa média anual em 8,5% e o processo de consolidação da Enersul a partir de setembro de 2008, data da aquisição da concessionária. Em relação à receita operacional líquida consolidada da Rede Energia, foi registrado o incremento de 26,2%, passando de R$ 3.995,7 milhões, em 2008, para R$ 5.044,5 milhões, em 2009. EBITDA O EBITDA consolidado da Rede Energia somou R$ 1.187,6 milhões, em 2009, contra R$ 994,0 milhões, em 2008. O crescimento de 19,5% (R$ 193,6 milhões) foi influenciado, principalmente, pelo expressivo aumento de 26,2% (R$ 1.048,8 milhões) na receita líquida. O Ebitda representa o resultado operacional calculado com base no resultado do serviço das demonstrações do resultado, acrescido da depreciação e amortização das demonstrações dos fluxos de caixa. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 67
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    Desempenho econômico financeiro Endividamento financeiro (GRI 2.8) Companhia O saldo da conta empréstimos, financiamentos, debêntures e encargos de dívida passou de R$ 1.065,0 milhões, em 2008, para R$ 1.431,9 milhões, em 2009, representando um aumento de 34,5% (R$ 366,9 milhões), dos quais 53,8% são dívidas em moeda nacional e 46,2% em moeda estrangeira. O aumento ocorreu, principalmente, devido ao saldo devedor dos bônus perpétuos que, embora tenha sido favorecido pela variação cambial, foi negativamente afetado pela variação da marcação a mercado (melhor cotação), decorrente da melhora da percepção de crédito da companhia pelo mercado financeiro e de capitais. O saldo dos empréstimos, financiamento e encargos líquido de caixa e aplicações passou de R$ 1.046,1 milhões, em 2008, para R$ 1.425,0 milhões, em 2009, aumento de 36,2% (R$ 378,9 milhões). Consolidado O saldo consolidado da conta empréstimos, financiamentos, debêntures e encargos de dívida passou de R$ 4.484,7 milhões, em 2008, para R$ 5.017,7 milhões em 2009, representando um aumento de 11,9% (R$ 533 milhões), dos quais 72,4% são dívidas em moeda nacional e 27,6% em moeda estrangeira. Reclassificando, portanto, as dívidas em moeda estrangeira, que estão protegidas das variações cambiais por meio de swap, para o grupo de moeda nacional, os percentuais passam a ser: 84,4% em moeda nacional e 15,6% em moeda estrangeira. Descontando as disponibilidades em caixa e as aplicações, o saldo líquido da conta empréstimos, financiamentos, debêntures e encargos de dívidas passou de R$ 4.088,7 milhões, em 2008, para R$ 4.603,7 milhões, em 2009, representando um aumento de 12,6% (R$ 515 milhões). 68
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    Perfil do endividamento(Rede Energia) 0,7% 12,3% 25,7% BNDES Perpetual Bonds Dívida Bancária 46,1% Debêntures 15,2% 9,7% Curto Prazo Longo Prazo 90,3% Financiamento do endividamento Em 2009, a Rede Energia realizou diferentes operações para o alongamento do endividamento: • Bônus perpétuo – Houve a recompra parcial dos bônus perpétuos com deságio de 47,1% no final do ano. A favor da Companhia, a variação cambial, no decorrer de 2009, contribuiu para a redução de R$ 837,7 milhões no saldo devedor em moeda estrangeira. No entanto, o efeito da marcação a mercado dos bônus perpétuos compensou negativamente esse ganho, reduzindo o saldo em moeda estrangeira em R$ 237,5 milhões de 2008 para 2009. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 69
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    Desempenho econômico financeiro Desemprenho econômico financeiro Espaço Cultural José Gomes Sobrinho Palmas/TO • Debêntures – Foi feita a emissão de debêntures simples, com prazo de cinco anos, no valor de R$ 370 milhões em dezembro de 2009. Desse total, R$ 320 milhões foram usados na liquidação de notas promissórias. O restante foi usado para a composição do capital de giro da companhia. (GRI 2.9) • BNDES – Entrada da primeira tranche do banco no valor de R$ 100 milhões, referente ao Contrato de Financiamento para projetos de melhorias na área de concessão da Celpa, no Pará, no valor total de R$ 449,3 milhões. As próximas tranches estão previstas para 2010. • Eletrobrás – Incremento de R$ 73,4 milhões referente ao Programa Luz para Todos. Esses contratos contam com prazo para liquidação de 12 anos, sendo dois anos de carência e 10 anos para a amortização do principal. O custo da operação foi de 5% ao ano de juros e 1% ao ano de taxa de administração. (GRI EC04) • BID – Desembolso de R$ 15 milhões em dezembro de 2009. Os recursos serão aplicados na Celtins, no Tocantins. 70
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    Distribuição do Valor Adicionado(DVA) O valor adicional gerado pela Rede Energia em 2009 e distribuído aos funcionários, governo, financiadores externos e acionistas aumentou de R$ 4,3 milhões em 2008 para R$ 4,9 milhões em 2009. Na distribuição dessa riqueza pela Rede Energia, a maior parte, 51,17% do valor gerado, teve como destino os cofres públi- cos (municipal, estadual e federal) com as taxas e os impostos. Em segundo lugar, parte da riqueza (38,53%) foi destinada à remuneração de capitais de terceiros (despesas financeiras, aluguéis, encargos de dívidas e variações monetárias). Em 2009: R$ 4.948.642 Em 2008: R$ 4.288.654 51,17% governo 6,28% colaboradores(as) 54,37% governo 7,83% colaboradores(as) - 1,31% 38,53% 5,33% 0,80% 32,24% 6,36% acionistas terceiros lucros retidos acionistas terceiros lucros retidos relatório de responsabilidade socioambiental 2009 71
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    Desempenho econômico financeiro Perspectivas, estratégias e desenvolvimento A área de concessão das empresas da Rede Energia exige significativo aporte de recursos por se tratar de regiões com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. O desafio da Companhia é levar energia elétrica aos locais afastados, promovendo o de- senvolvimento local. Como consequência, há o aumento do número de consumidores. Em 2009, a Rede Energia investiu R$ 885,8 milhões. Do total, R$ 415,7 milhões foram recursos próprios e R$ 470,1 milhões vieram de fontes subsidiadas. Investimentos por empresas R$ mil 2009 2008 Var% Rede Sul / SE 52.549 57.234 -8,2% Celtins 129.292 203.933 -36,6% Cemat 203.204 598.293 -66,0% Celpa 364.806 579.565 -37,1% Enersul 124.159 34.953* 273,2% Outras 11.820 8.786 -37,2% Total 885.830 1.482.764 -40,3% * Valor referente ao último trimestre de 2008 72
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    Destino dos R$885,8 milhões de investimentos da Rede Energia em 2009: • Programa Luz para Todos (“LPT”) e Programa Nacional de Universalização – R$ 433,6 milhões. • Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), PEE, FNDCT e EPE – R$ 48,7 milhões. • Sub-rogação do direito de uso da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC), para subsídio da implantação de projetos que visam à interligação do sistema e desativação da geração térmica – R$ 42,5 milhões. • Interligação da Ilha de Marajó – R$ 60,4 milhões. • Programa de Redução de Perdas – R$ 32,9 milhões. • Manutenção e melhorias no sistema com caixa próprio – R$ 267,8 milhões. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 73
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    Desempenho operacional Operational performance O aumento do consumo de energia elétrica, registrado em quatro segmentos da Rede Energia em 2009 – residencial, comercial, industrial e rural –, foi influenciado pelo maior número de consumidores no Brasil, pela elevação da temperatura, pela chegada de grandes grupos varejistas na região central do país, a baixa influência da crise econômica sobre o setor de agronegócio e também pelos programas de transferência de renda nas regiões Norte e Centro- Oeste incentivados pelo governo federal. Em 2009, a quantidade de energia (em GWh) fornecida pela Rede Energia às quatro classes consumidoras foi 15,1% superior à quantidade fornecida em 2008. No entanto, o segmento com maior percentual de consumo foi o rural, com 26,1%. No ranking das unidades consumidoras, a classe rural também foi o destaque, com o expressivo aumento de 17,4% de unidades em 2009 sobre 2008. A relevância, em números, do segmento rural é resultado dos diversos programas do governo federal, que priorizam o acesso à energia em municípios com menor índice de eletrificação e de desenvolvimento humano. Nesse cenário, a Rede Energia é o segundo maior participante do programa “Luz para Todos” (LPT), tendo investido R$ 374,8 milhões, em 2009, em regiões com reduzido desenvolvimento econômico, nos estados do Pará, Mato Grosso e Tocantins. 76
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    Balanço energético em2009 Vendas Residencial Distribuidoras 6.383 GWh 18.097 GWh Geração Hidráulica Perdas Industrial 371 GWh Distribuidoras + Rede Básica 3.717 GWh 5.772 GWh Geração Térmica Energia Comercial Requerida RedeCom 383 GWh 3.858 GWh 26.877 GWh 1.874 GWh Energia Comparada Outros 26.123 GWh RedeCom Consum. Lives 4.139 GWh 307 GWh Suprimento 821 GWh Ajustes 6 GWh relatório de responsabilidade socioambiental 2009 77
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    Desempenho operacional Mercadosatendidos Presente em 34% do território nacional, a Rede Energia registrou o aumento de 15,1% do fornecimento de energia elétrica para as classes de consumidores residenciais, industriais, comerciais e rurais. Em todos os segmentos, o consumo passou de 15.995 GWh, em 2008, para 18.405 GWh, em 2009. Se analisados os últimos quatro anos (de 2004 a 2009), o mercado consolidado da Rede Energia tem crescido a uma média de 12,2% ao ano. Rural Maior aumento no consumo de energia, com alta de 26,1%. O consumo dos moradores das regiões afastadas das cidades passou de 1.182 GWh, em 2008, para 1.490 GWh, em 2009. Apenas na região Norte – especificamente no Pará – o consumo de energia da classe rural cresceu 13,5%, devido aos seguintes programas: “Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica”; “Luz Para Todos”; “Entorno do Lago” e “Programa de Investimentos Sociais” (PIS). Na região de atuação da Enersul, a classe residencial também se destacou com um crescimento de 12,4%. O alto desempenho é resultado da implantação, pela Rede Energia, do novo sistema de faturamento e recadastramento dos clientes. 78
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    Comercial Registro de aumentode consumo de 18,8%, em 2009. A energia consumida por lojas, supermercados, restaurantes, entre outros estabelecimentos, evoluiu de 3.248 GWh, em 2008, para 3.858 GWh, em 2009. Um dos principais motivos foi o aumento das redes de varejo naregião Centro-Oeste e Norte do País. Na região de atuação da Enersul, a classe residencial também se destacou com um crescimento de 12,4%. O alto desempenho é resultado da implantação, pela Rede Energia, do novo sistema de faturamento e recadastramento dos clientes. Residencial O consumo aumentou 18,5%, passando de 5.384 GWh, em 2008, para 6.383 GWh, em 2009. Resultado do crescimento vegetativo, expansão do número de ligações, aumento do consumo nas áreas da Cemat e Rede Sul-Sudeste (com 7,4% e 5,7%, respectivamente) e da elevação da renda nas regiões Norte e Centro-Oeste. Industrial Consumo modesto de energia em 2009, mas acima da média de crescimento nacional. A energia fornecida pela Rede Energia para o segmento industrial passou de 3.898 GWh, em 2008, para 4.025 GWh, em 2009, aumento de 3,3%. O resultado tímido, mas positivo, deu-se graças ao bom desempenho dos setores de abate de animais e de cimento, na área de concessão da Celtins, à resistencia à crise económica do setor de agronegócio na área de concessão da Cemat e Enersul, além da consolidação societária da Enersul desde setembro de 2008. No entanto, nas regiões Sul e Sudeste, a interferência da crise financeira mundial, aliada à baixa produtividade das indústrias, resultou na redução do relatório de responsabilidade socioambiental 2009 79
  • 80.
    Desempenho operacional consumode energia nos setores de metalurgia, têxtil, transportes e produtos alimentícios. Na região Norte, o segmento industrial também reduziu o consumo de energia em 2,7%, se comparado a 2008. A queda foi ocasionada pela crise financeira mundial, iniciada no último trimestre de 2008, com forte impacto nas atividades industriais do Estado, afetando, principalmente, os ramos de extração e tratamento de minerais, metalurgia e madeira. Energia Vendida Rede Consolidado (MWh) 2009 2008 Var% Residencial 6.382.560 5.384.305 18,5% Industrial 4.024.698 3.897.514 3,3% Comercial 3.857.844 3.248.164 18,8% Rural 1.489.897 1.181.726 26,1% Outros 2.649.668 2.283.750 16,0% Total 18.404.667 15.995.459 15,1% 80
  • 81.
    Artesanato em CapimDourado/TO relatório de responsabilidade socioambiental 2009 81
  • 82.
    Desempenho operacional Mercadoconsumidor A Rede Energia leva luz para 16,5 milhões de brasileiros, em 578 municípios dos estados do Pará, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. O número de unidades consumidoras atendidas pelas subsidiárias da empresa aumentou 5,9%, passando de 4.242.604, em 2008, para 4.493.030, em 2009. Esse percentual foi impulsionado, principalmente, pela expansão da base de clientes da Celpa e Cemat que, juntas, agregaram 168.454 novos consumidores. Em número de unidades consumidoras, a classe rural, influenciada pela implantação do Programa “Luz para Todos”, se destaca em 2009 pelo expressivo crescimento de 17,4%. Nos últimos quatro anos, de 2005 a 2009, o número de consumidores das subsidiárias da empresa cresceu a uma média anual de 12,1%. Clientes Rede Energia Consolidado 2009 2008 Var% Residencial 3.633.062 3.461.033 5,0% Industrial 38.270 35.288 8,5% Comercial 351.471 340.698 3,2% Rural 416.773 355.051 17,4% Outros 53.454 50.544 5,8% Total 4.493.030 4.242.614 5,9% 82
  • 83.
    O evento anual“Ciclo de Palestras” passou a ser marca registrada do planejamento de mercado nas áreas de concessão das distribuidoras da Rede Energia. Importantes personagens da área política, econômica, cultural e de energia do País e das regiões atendidas pelas distribuidoras são convidados a explanar sobre assuntos nos quais têm expertise. O intuito do evento é oferecer subsídios para o planejamento estratégico das empresas no horizonte decenal. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 83
  • 84.
    Desempenho operacional Grandesclientes das Distribuidoras Para o segmento de grandes clientes das nove distribuidoras, a Rede Energia ampliou, em 2009, o número de serviços que podem ser acessados pela internet, oferecendo ainda mais agilidade às empresas. Integram os novos serviços on-line: histórico de consumo; histórico de faturamento; demanda sub e sobrecontratada; impacto do consumo e demanda reativos; atualização cadastral; envio de dúvidas; consulta ao contrato firmado e simulação de faturamento da unidade. Também criou o comitê de atendimento a grandes clientes, onde são padronizadas as políticas e procedimentos de atendimento aos grandes clientes das distribuidoras em todas as áreas de concessão. Por meio do Departamento de Grandes Clientes, criado especialmente para desenvolver a melhoria contínua da qualidade dos serviços e do relacionamento, as distribuidoras atendem indústrias e unidades comerciais de grande porte. As ações de melhoria no atendimento são analisadas e decididas pelo comitê de atendimento de grandes clientes, de forma corporativa, envolvendo todas as empresas. Isso permite a unificação de procedimentos e critérios de atendimento, e a troca de experiências entre as empresas. Como parte dessas ações, além dos “Serviços On-Line”, é disponibilizada uma central de atendimento exclusiva aos grandes clientes e outros canais de atendimento via web. Os Gestores de clientes, vinculados ao Departamento de Grandes Clientes, atendem a todos os clientes do grupo tarifário A (atendidos em média e alta 84
  • 85.
    tensão) tais como:indústrias e comércios, exceto clientes públicos que contam com uma estrutura de atendimento diferenciada. As necessidades e expectativas dos grandes clientes são identificadas na análise mensal dos relatórios de faturamento e arrecadação, nas visitas periódicas dos Gestores de Clientes e por meio de reuniões com órgãos públicos e entidades de classe locais. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 85
  • 86.
    Desempenho operacional Comercializadora A Rede Comercializadora, controlada pela Rede Energia, registrou volume de vendas (curto e longo prazo) de 2.164 GWh para clientes industriais e comerciais nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil, além da exportação de energia para a Bolívia. Houve aumento de 17,7% em relação ao ano anterior, resultado do aumento do numero de clientes livres atendidos pela empresa e da maior eficiência na comercialização de energia. A Rede Comercializadora transaciona contratos de venda de energia alternativa e renovável (Pequenas Centrais Hidrelétricas e Biomassa) para consumidores no mercado livre. O volume somou 465 GWh em 2009, classificando a empresa como a maior comercializadora de fontes alternativas e renováveis do Brasil. Primeira colocada no ranking da comercialização de energia incentivada no País e em sétimo lugar no ranking da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a Rede Comercializadora operacionalizou, em 2009, 424 Contratos de Compra e Venda de Energia e de intermediação de negócios, firmados com importantes grupos econômicos do país, destacando-se como a maior comercializadora de energia incentivada do Brasil. É a única comercializadora de energia do País certificada pela norma ISO 9001/2008. A Rede Comercializadora atua com destaque em: • Comércio de energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre (ACL). 86
  • 87.
    Intermediação entre compradores e vendedores de energia no ACL. • Operação e representação na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). • Representação de agentes do setor em leilões de energia, prestação de serviços de assessoria e consultoria técnica a consumidores. Faz parte da Política da Qualidade da Rede Comercializadora: • Atender às demandas de seus clientes, oferecendo soluções customizadas de flexibilidade de volume de energia, prazos de fornecimento, preços, condições de pagamento, tipos de garantia e serviços agregados. • Prestar serviços confiáveis a seus clientes, com preços competitivos e entregas dentro dos prazos contratados. • Atender às expectativas dos seus acionistas, cumprindo as metas de desempenho da empresa. • Assumir o compromisso com a melhoria contínua dos processos definidos no escopo de seu Sistema de Gestão da Qualidade. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 87
  • 88.
    Desempenho operacional Índicede perdas O percentual consolidado de perdas das empresas da Rede Energia chegou a 20,9% no final de 2009. O índice consolidado, acumulado em 12 meses, aumentou 1,1% em relação a 2008, influenciado principalmente pelo índice da subsidiária Celpa, que registrou uma variação de 3%. Dentre os principais componentes do índice de perdas estão as perdas técnicas que ocorrem quando as dimensões do sistema elétrico não estão tecnicamente adequadas, ou seja, correspondem à energia perdida devido ao subdimensionamento do sistema elétrico. Sendo assim, esse tipo de perda é sempre conseqüente de sobrecarga no sistema. Resultado de perdas por empresa – (GRI EU12) Acumulado 12 meses 2009 2008 Rede Energia Sul / Se 6,8% 6,2% Celtins 14,8% 14,7% Cemat 16,6% 16,2% Celpa 30,3% 27,3% Enersul 23,7% 23,9% Rede Energia Consolidado 20,9% 19,8% 88
  • 89.
    Já as perdasnão técnicas, também denominadas perdas comerciais, correspondem à energia perdida na comercialização, ou seja, conseqüente de furtos de energia, fraudes em medidores e medidores com defeito. Na distribuidora do Pará, a Celpa, por exemplo, há perdas de 16% sobre a energia distribuída, devido a fraudes e “gatos”. Na Enersul, as perdas técnicas correspondem a 8,8% da energia distribuída; na Cemat, 5%; na Celtins, 6%. Nas distribuidoras da rede Sul- Sudeste, as perdas técnicas são inferiores a 1%. Com o aumento de 3% no índice de perdas técnicas no Pará em 2009, a Celpa fez investimentos e pôs em prática várias ações para reduzir as fraudes. Integram as iniciativas: • Rede PSH – O novo sistema, associado à medição eletrônica centralizada, foi implantado para a medição relatório de responsabilidade socioambiental 2009 89
  • 90.
    Desempenho operacional Histórico de perdas de energia 23,2% 20,7% 20,9% 19,8% 18,5% 18,8% 17,3% 15,9% 15,8% 16,6% 14,8% 15,6% 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 de 96 mil clientes. O uso do sistema foi homologado em 1º de julho de 2009. Os efeitos serão notados nos próximos anos. • Medição Eletrônica – Retirada, substituição e instalação dos novos medidores pela empresa Landis+Gyr, após liberação do INMETRO, totalizando 25.239 clientes faturados pelo novo sistema. • Projeto Luz em Conta – Para solucionar o desperdício de energia elétrica e eficiência energética a partir das instalações elétricas residenciais, a Companhia tem doado lâmpadas econômicas, além de adequar o consumo e substituir geladeiras na residência de clientes com baixo poder aquisitivo e alto consumo. • Combate aos Clientes sem Medição – O projeto, iniciado em outubro de 2009, tem como objetivo o atendimento, até maio de 2010, de 86.093 unidades consumidoras, sem medição, por meio da instalação de medidores em padrão convencional. Abrange a área metropolitana de Belém e o interior do estado do Pará. Até dezembro de 2009, foram instalados 30.285 equipamentos de medição. 90
  • 91.
    Contratos de Performance – Em parceria com a empresa Landis+Gyr, até o final de 2009, foram instalados 208 conjuntos de medição de média-tensão (classe industrial e comercial), de um total previsto de 600 conjuntos. • Fiscalização de Unidades Consumidoras – Fiscalização geral e pontual, abrangendo a região metropolitana de Belém e o interior do estado, por meio da análise de perdas por subestação, alimentador e transformador. Em 2009, foram realizadas 312.808 fiscalizações. • Contrato de Performance (SMIT) – Caixa Padrão Rede de Sistema Medição de Telemedição, otimizando a leitura, corte, religação e serviços comerciais no padrão convencional de medição indireta. Dos 150 previstos, foram instalados 14 conjuntos, com ganho médio por unidade consumidora de 12 MWh ao mês. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 91
  • 92.
    Desempenho operacional Indicadoresde serviço Os indicadores de continuidade do serviço, chamados DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Cliente) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Cliente), estão próximos do padrão definido pela ANEEL em sete distribuidoras da Rede Energia. Apenas a Celpa, no Pará, e a Celtins, no Tocantins, apresentam indicado- res superiores ao determinado pela ANEEL. Na Celtins, em 1998, a Frequência Equivalente de Inter- rupção por Cliente (FEC) era de 96,3 vezes, com Duração Equivalente de Interrupção por Cliente (DEC) de 77,3 horas. No ano de 2009, os índices diminuíram signifi- cativamente para uma FEC de 39,31 vezes, com DEC de 52,23 horas Na Celpa, a frequência equivalente de interrupção por unidade consumidora (FEC) ficou em 48,40 vezes con- tra o padrão da ANEEL de 45 vezes em 2009. No mesmo período, a duração equivalente de interrupção por uni- dade (DEC) foi de 84,44 horas ante o padrão ANEEL de 80,50 horas. DEC FEC Padrão Padrão 31/12/09 31/12/08 Aneel 31/12/09 31/12/08 Aneel Caiuá 7,29 5,93 10,02 6,95 5,62 14,82 EDEVP 7,09 6,31 13,11 7,75 6,95 15,27 EEB 11,22 11,54 14,10 8,81 11,54 17,90 CNEE 7,29 8,03 11,88 9,58 13,98 13,18 CFLO 4,64 3,32 9,27 5,23 3,99 10,27 Celtins 52,23 46,00 39,00 39,31 33,87 39,00 Cemat 29,27 27,85 33,53 22,83 23,75 28,64 Celpa 83,44 77,20 80,50 48,40 51,60 45,00 Enersul 12,35 11,98 14,95 9,10 7,80 13,31 92
  • 93.
    Os indicadores daCeltins e da Celpa continuam superiores à meta estabelecida pela ANEEL, em 2009, por vários fatores: • Expansão acelerada do sistema elétrico na área rural e em regiões afastadas dos polos de manutenção com geografia complexa (presença de reservas indígenas e vegetação densa). • Alta dispersão entre os consumidores fora das áreas urbanas e infraestrutura viária precária, o que compromete o desempenho operacional. • Atendimentos emergenciais e de manutenção, com a continuação do “Programa Luz para Todos”. • Processo de incorporação de redes particulares em cumprimento às metas de universalização fixadas pelo governo federal. • Influência de fatores não gerenciáveis, que contribuem com mais de 50% na apuração final dos indicadores. São eles: descargas atmosféricas, vendavais, erosão, vegetação, pipas, vandalismos, animais, quedas de árvores e queimadas. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 93
  • 94.
    Desempenho operacional Reajustetarifário As tarifas cobradas pela venda de energia aos consumidores são determinadas de acordo com os contratos de concessão celebrados com a ANEEL e estão sujeitas às normas regulatórias da agência. O governo federal definiu fontes de financiamento para a concessão e subvenção econômica de menor tarifa de fornecimento de energia elétrica aos consumidores residenciais de baixa renda, com consumo mensal inferior a 80 kWh ou com consumo entre 80 e 220 kWh – neste último caso, desde que atendam a alguns critérios, conforme estabelecido no artigo 5º da Lei nº 10.604, de 17/12/2002. Reajuste tarifário anual das nove distribuidoras / Annual rate readjustment of the nine distributors CAIUÁ EDEVP EEB Data 10-mai-09 10-mai-09 10-mai-09 Anexo I 15,32% 11,13% 23,47% Anexo II 10,58% 6,70% 11,19% Fator X 1,30% 1,39% -0,03% RTA / RevTar RTA RTA RTA Impacto médio p/ consumidor 17,55% 11,16% 16,14% Resolução 819/09 816/09 818/09 Próxima Revisão 10-mai-12 10-mai-12 10-mai-12 * O impacto médio para o consumidor da ENERSUL seria de 8,61%, não fosse o passivo regulatório da companhia. 94
  • 95.
    CNEE CFLO CELTINS CEMAT CELPA ENERSUL 10-mai-09 29-jun-09 4-jul-08 8-abr-09 7-ago-09 8-abr-09 14,49% 6,99% 2,15% 15,99% 8,63% 13,60% 9,61% 9,16% 3,63% 11,33% 2,83% 10,90% -0,04% 0,37% -0,37% 0,18% -1,37% 0,34% RTA RTA RTA RTA RTA RTA 5,48% 4,85% -5,50% 13,04% 3,75% 0%* 817/09 842/09 847/09 794/09 857/09 796/09 10-mai-12 29-jun-12 4-jul-12 8-abr-13 7-ago-11 8-abr-13 relatório de responsabilidade socioambiental 2009 95
  • 97.
    Meio ambiente Capítulo 5
  • 98.
    Meio Ambiente Desempenhoambiental A Rede Energia, com o grande esforço dos colabora- dores e parceiros de negócio tem o comprometimento de levar luz às comunidades de regiões com delicada biodiversidade. Com respeito aos ecossistemas e com gestão socioambiental responsável, aliando preserva- ção do meio ambiente, consumo consciente e desen- volvimento regional a Rede Energia encara esse desafio. Em 2009, a Rede Energia fez investimentos ambien- tais destinados à conservação do meio ambiente, à prevenção da poluição, ao consumo consciente e ao estímulo à educação ambiental dos colaboradores, dos fornecedores e da comunidade. Os recursos aplicados estão relacionados à produção e operação de todas as empresas da holding e foram aplicados conforme o entendimento corporativo dos principais desafios ambientais atuais, dada a biodiversidade da região em que a empresa está inserida. (GRI EC01) 98
  • 99.
    Biodiversidade – área deconcessão, desafios e projetos “Nosso desafio é a expansão da rede elétrica pelo País, cruzando rios e florestas, com todo o respeito do mundo, porque estamos no Pantanal, na Amazônia e no Cerrado.” – Frase de Carmem Pereira, Presidente Executiva da Rede Energia. A Rede Energia tem a responsabilidade de levar energia limpa a toda sua área de concessão, para estimular o cresci- mento de locais que têm o menor Índice de Desenvolvim- ento Humano (IDH) do País. Junto à passagem dos postes e das linhas de distribuição por rios, florestas, parques e reservas indígenas, há a preocupação constante em minimizar qualquer tipo de impacto ambiental. A área de concessão das empresas da Rede Energia abrange 34% do território nacional com três diferentes biomas, em meio a 578 municípios de sete diferentes esta- dos brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. O desafio da Rede Energia é continuar interligando os sistemas isolados de distribuição de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) com o menor impacto ambiental possível, im- plantando linhas de distribuição nos lugares longínquos, para reduzir gradativamente a utilização de combustíveis fósseis por usinas a diesel. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 99
  • 100.
    Meio Ambiente O SIN engloba as regiões Sudeste, Sul, Nordeste e parte das regiões Centro-Oeste e Norte. As demais localidades das regiões Centro-Oeste e Norte não estão interligadas, constituindo sistemas isolados, nos quais, muitas vezes, não é possível chegar nem por terra e nem por água. Nesses casos, a Rede Energia estuda a implantação de energias alternativas, como a eólica (vento), por biomassa (queima de resíduos) ou a fotovoltaica (luz solar). O resultado será a melhoria da qualidade do ar e o desenvolvimento da comunidade local com a cultura de respeito ao meio ambiente. Um dos grandes desafios ambientais da Rede Energia é levar luz à população dos estados integrantes da Amazônia Legal, como Pará, To- cantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, integrantes da área de concessão da Companhia. O contexto da Amazônia Legal é ser uma das maiores regiões exportadoras do País e por outro lado, uma das últimas reservas de floresta nativa do globo terrestre. Dados do IBGE de 2008 mostram que os estados da Amazônia Legal concentram: 33,9% da produção nacio- nal de soja; cerca de 33,2% do rebanho de gado bovino brasileiro; em torno de 13,5% da extração e produção nacional mineral (minérios de ferro, alumínio, ouro, níquel e bauxita); e ainda são responsáveis por 81,4% do volume de toras de madeira exploradas no Brasil. % da área total que está Área total no Área total dos estados: Unidade de conservação presente no território de Brasil (ha) TO, PA, MT e MS (ha) concessão da RE Parque nacional 22.757.006 5.761.755 25% Reserva biológica 5.438.001 852.906 16% Área de proteção ambiental 7.427.042 920.269 12% Floresta nacional 19.190.136 3.616.823 19% Reserva extrativista 8.350.147 3.084.162 37% 100
  • 101.
    Por outro lado,as áreas das florestas presentes na Amazônia Legal equivalem a quase dois terços das florestas ainda existentes no globo, ou 40% do território brasileiro. No entanto, de 2000 a 2006, a Amazônia Legal perdeu cerca de 143,1 mil km2 de cobertura vegetal, segundo dados do INPE (2008). O resultado da exploração desenfreada foi a criação de inúmeras unidades de conservação na Amazônia Legal, com diferentes níveis de proteção: parques nacionais, reservas biológicas, floresta nacional, reserva extrativista, área de proteção ambiental, entre outros (vide tabela). É nesse complexo cenário da Amazônia Legal – de intensa exploração econômica com baixo Índice de Desenvolvimento Econômico (IDH) e, ao mesmo tempo, de reservas ambientais protegidas – que a Rede Energia necessita implementar e manter sistemas e equipa- mentos de energia e de distribuição, para levar energia limpa às comunidades distantes que, muitas vezes, só contam com energia de usinas movidas a diesel. São áreas longínquas, isoladas e ainda descobertas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por con- trolar a geração e o consumo de energia elétrica para que não haja risco de déficit. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 101
  • 102.
    Meio Ambiente Abordagem Rede Energia para sustentabilidade O entendimento dos desafios para desenvolver suas atividades de forma socioambientalmente responsável e ainda atuar na promoção do desenvolvimento econômico regional faz parte do compromisso da Rede Energia. A abordagem da empresa para superar este desafio foi desenvolver e implementar as ações, em 2009, de quatro programas ambientais chave, a saber: I-Programa de licenciamento; II-Programa Cuide de seu mundo; III-Programa de Gestão de resíduos; IV-Programa de Mudanças Climáticas; Adequação à legislação e regulamentação Comunidade e sociedade Operações Descarte de materiais Compras de e equipamentos Clientes e Suprimentos e Consumo consumidores recursos naturais consciente Emissão de gases 102
  • 103.
    Os quatro programasestão endereçados aos assuntos críticos da empresa para a construção da gestão da sustentabilidade e mitigação de riscos socioambientais potenciais. Um dos destaques é o programa endereçado para fomentar o consumo consciente, batizado de “Cuide do seu mundo”, cuja implementação demandou grande esforço da empresa durante 2009. O desafio para 2010 é a melhoria dos indicadores e controle abordados no Programa Gestão de Resíduos. Os demais assuntos críticos, ilustrados no quadro, não abordados nos programas, também foram alvo de iniciativas e projetos específicos. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 103
  • 104.
    Meio Ambiente Gestão ambiental A elaboração do Sistema de Gestão Ambiental, Saúde e Segurança do Trabalho (SGASST) – compatível com as normas internacionais NBR ISO 14001 e OHSAS 18.001 – foi concluída em 2008 nas principais empresas da Rede Energia, permitindo a padronização de procedimentos em diferentes empresas do grupo, embora cada uma delas mantenha especificidades e exigências regionais. (GRI LA09) O novo sistema de gestão ambiental da Rede Energia passou a ser divulgado a todos os colaboradores, por meio de palestras, treinamentos, campanhas de consumo consciente e eventos para a conscientização da interação do meio ambiente com os processos da Companhia. A prática do SGASST, na área ambiental, exigiu atividades de planejamento, definição de responsabilidades, gestão de resíduos, regularização ambiental de linhas de distribuição, adequações de engenharia, mudanças de rotinas e implantação de novos procedimentos. O processo de aprimoramento do SGASST está sendo conduzido, em cada região, pelas Gerências de Meio Ambiente das empresas envolvidas, que são supervisionadas pela Gerência Corporativa de Meio Ambiente, ligada à Vice-Presidência de Engenharia e Meio Ambiente. A área corporativa também mantém interface com a Gerência Corporativa de Responsabilidade Socioambiental. O SGASST na área ambiental apresenta metas e indicadores com valores na área socioambiental. Com isso, permite maior controle e sistematização de práticas ambientais como, por exemplo, dados específicos sobre o volume de resíduos sólidos gerados nas instalações das empresas e um levantamento de passivos ambientais. 104
  • 105.
    Bragança Paulista/SP Em umaprimeira instância, as ações ambientais realizadas pela Rede Energia são debatidas e definidas pelo Comitê de Meio Ambiente, existente desde 2004, coordenado pela Gerência Corporativa de Meio Ambiente. O papel das gerências é dar apoio técnico ao controle de quaisquer impactos ambientais e oferecer suporte em processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos nas fases de planejamento, construção, operação e desativação. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 105
  • 106.
    Meio Ambiente Regulação, licenciamento e legislação ambiental Em todas as áreas onde a Rede Energia atua, há estudos ambentais que visam o licenciamento dos seus empreendimentos. Mesmo quando não há este licenciamento, a área passa por um plano de mitigação de riscos ambientais. (GRI EN12) O Sistema de Gestão do Programa de Licenciamento Ambiental da Rede Energia permite acompanhar a agenda de compromissos: prazos legais, controle das condições previstas nas licenças e atualização do histórico de processo de licenciamento ambiental. O número de autuações e multas por violação de normas ambientais, em 2009, com os respectivos valores, é apresentado no quadro que segue: (GRI EN28) Número de autuações Valor incorrido em autuações e/ou multas por violação e/ou multas por violação de de normas ambientais normas ambientais* Enersul 0 70 mil Caiuá 0 ND Bragantina 1 0,536 Celpa 1 196 mil Cernat 0 0 Celtins 0 31,1 mil Vale Paranapanema 0 0 Nacional 0 0 CFLO 0 0 * Valores referentes a parcela de autuações/multas de 2009 e anos anteriores 106
  • 107.
    Com assiduidade, asGerências de Meio Ambiente realizam consultas e reuniões, formais e informais, com os órgãos estaduais competentes, e tratam da neces- sidade de regularização das linhas de distribuição nas tensões de 69 kV e 138 kV já existentes. Em relação às redes de distribuição, são realizadas tratativas quando há a necessidade de licenciamento de obras de redes de distribuição rural até 34,5 kV. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 107
  • 108.
    Meio Ambiente Investimentos da gestão ambiental O total de indicadores ambientais relacionados com a produção e operação da empresa somaram R$ 50,63 milhões em 2009. Outros R$ 48,67 milhões são investimentos relacionados à produção e operação da empresa, que englobam o Programa de Eficiência Energética (PEE – R$ 24,09 milhões); o programa de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D – R$ 9,92 milhões); o Fundo Nacional de Pesquisa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (R$ 9,77 milhões); e, por último, o Estudo de Pesquisa Energética (R$ 4,88 milhões). Gastos com gerenciamento do impacto ambiental (arborização, manejo sustentável com equipamentos e redes protegidas – R$/mil) (GRI EU13) Enersul 4.461 Caiuá 64,1 Bragantina 0 Celpa 821 Cemat 0 Celtins 649 Vale Paranapanema 0 Nacional 0 CFLO 0 108
  • 109.
    A gestão ambiental,recebeu investimentos de R$ 5,99 milhões em 2009. A Rede Energia apresenta procedimentos para a conservação ambiental de suas áreas de concessão (GRI EN11), principalmente das áreas localizadas dentro de regiões protegidas (ver tabela). Uma das iniciativas de preservação foi o Programa de Arborização Urbana, com recursos destinados à arborização, ao manejo sustentável, aos equipamentos e às redes protegidas. (GRI EN30) A Rede Energia ainda desenvolveu um Guia de Arborização Urbana, divulgado e distribuído nas áreas de concessão para o incentivo ao plantio de mudas. Rede protegida isolada (rede ecológica ou linha verde) na área urbana (em km) Enersul 839,4 Caiuá 150 Bragantina 231,1 Celpa 23,6 Cemat 151 Celtins 1.342 Vale Paranapanema 80,6 Nacional 0,5 CFLO 63,3 relatório de responsabilidade socioambiental 2009 109
  • 110.
    Meio Ambiente Operações ambientalmente adequadas A Rede Energia busca aplicar conceitos e princípios de sustentabilidade em suas operações. Exemplo disso é o Projeto Tuiuiu. O objetivo desse projeto é compatibilizar o sistema elétrico com a avifauna pantaneira, conside- rando as características físicas e os hábitos alimentares dessas espécies. O posteamento instalado nos pon- tos de alta inundação, como nos campos alagáveis, é diferenciado, em atendimento a Norma interna PTD 25 - Construção de Redes de Distribuição na Área do Pan- tanal Matogrossense. Nesses locais, durante a vazante do Pantanal, formam-se pequenas lagoas e ocorre concentração das aves aquáticas como Tuiuiú e Cabeça Seca, em busca de alimento. Como são aves de grande envergadura, estruturas tradicionais oferecem risco de eletrocussão, pois as aves podem tocar em duas fases ao mesmo tempo. As estruturas diferenciadas instala- das nestes locais trazem um espaçamento maior entre as fases, impedindo a morte das aves e permitindo o convívio harmonioso entre o sistema elétrico e a fauna local. Em 2008, foi iniciada a III Etapa do Projeto Tuiuiú, com a assessoria e monitoramento das áreas já exis- tentes e em 2009 a identificação (anterior à construção da Rede Bifásica) de novas áreas alagáveis, como na região do Araguaia e do Guaporé. 110
  • 111.
    P&D relacionado ao meioambiente A Rede Energia incentiva o programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), relacionado ao meio am- biente, para o fomento de inovações tecnológicas e, consequentemente, de aplicações de novas soluções ecológicas na área das concessionárias. (GRI EN26) O resultado é o menor impacto ambiental nas iniciativas das distribuidoras. Alguns dos projetos de pesquisa em andamento são: • Energia solar – Em parceria com a Unicamp, o projeto prevê a construção de um módulo solar que permite a transformação de energia solar em energia elétrica. O dife- rencial é o desenvolvimento da tecnologia no Brasil, com significativa redução de custos do produto. (GRI EU08) • Redução das emissões de carbono – Estudo da viabilidade econômica para projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), com estratégias para a compensação e neutralização de emissões de carbono nas cadeias de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Com isso, a Rede Energia demonstra sua preocupação com os efeitos que as mudanças climáticas podem acarretar e com o equilíbrio das dinâmicas econômica, social e ambiental de suas atividades. (GRI EC02) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 111
  • 112.
    Meio Ambiente Compras conscientes A Rede Energia busca fornecedores de produtos e serviços que respeitem o meio ambiente e que viabilizem o controle de impactos no traçado das linhas de distribuição que levam luz às casas. A madeira ainda é o material mais usado nas cruzetas das redes aéreas de distribuição de energia elétrica no Brasil, por ser um isolante natural. Contudo, a matéria- prima está se tornando escassa e apresenta restrições ambientais para reparos e instalação de novos postes em localidades de difícil acesso. Também apresenta degradação causada por fungos, insetos e umidade nas regiões ribeirinhas. Desde 2006, a Rede Energia usa, em áreas com maior potencial de degradação, a cruzeta ecológica, que é feita de polietileno e bagaço de cana-de-açúcar. Quando comparada com a tradicional cruzeta, a de polietileno tem peso reduzido, facilidade de instalação e possibilidade de retorno de parte do capital investido, uma vez que, quando danificadas, o material pode ser novamente reciclado. Outra opção tecnológica, nas redes de baixa-tensão, são os cabos multiplexados: um conjunto de fios isolados entre si, compondo um cabo único, que tem substituído os fios da rede elétrica. Esses cabos reduzem a quantidade de desligamentos em redes de baixa-tensão. A tecnologia proporciona menor risco de acidentes com a população e a também a melhoria 112
  • 113.
    Véu da Noiva,Chapada/MT do microclima na região urbana, além de menor interferência da arborização nas redes. (GRI EN14) Quando há necessidade de substituição dos cabos, os antigos são devolvidos aos fabricantes, que se comprometem contratualmente com o processo de reciclagem e a destinação correta para cada tipo de material. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 113
  • 114.
    Meio Ambiente Consumo de recursos naturais Em 2009, o consumo de energia direta total da Rede Energia foi de 53.501.937 kWh (GRI EN03), com 93% proveniente de hidrelétricas. A tabela que segue especifica o consumo por fonte por empresa. A Rede Energia incentiva a redução das perdas elétricas, conforme as especificações da ANEEL, desde o início da cadeia produtiva até o desenvolvimento do hábito de conservação de energia pelos consumidores, que o devem fazer de forma racional e consciente. Para o alcance dos objetivos, há projetos de conservação de energia em andamento nas empresas, como por exemplo: Consumo de energia direta discriminado por fonte de energia primária (em kWh) (GRI EN03) Fontes alternativas Combustíveis (gás, energia eólica, Consumo total Hidrelétrica fósseis energia solar etc.) de energia Enersul 7.590.958 Caiuá 1.270.522 0 0 1.270.522 Bragantina 552.531 0 0 552.531 Celpa 8.131.824 21.472.402 0 29.604.226 Cemat ND ND ND 10.317.319 Celtins 2.977.839 ND ND 2.977.839 Vale Paranapanema 679.183 0 0 679.183 Nacional 407.679 0 0 407.679 CFLO 101.680 0 0 101.680 ND - O monitoramento realizado pela empresa não permite a identificação por fontes 114
  • 115.
    Execução do Programa de Eficiência Energética (PEE) para o público de baixa-renda. Esse projeto prevê a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas para os clientes de baixo poder aquisitivo em sua área de concessão. Houve substituição de 150 mil lâmpadas incandescentes por econômicas fluorescentes compactas até 2009. As lâmpadas incandescentes substituídas são doadas para a Cooperativa de Catadores, os quais obtêm o sustento de suas famílias com a venda de material reciclável. Em sua cadeia produtiva, a Rede Energia atua com a geração, distribuição e venda de energia elétrica, sendo que não lida com compra e venda de materiais como core business. Sendo assim, hoje não há um percentual significativo de materiais provenientes relatório de responsabilidade socioambiental 2009 115
  • 116.
    Meio Ambiente de reciclagem utilizados em seus escritórios. Nessa linha, há a utilização de plástico reciclado como uma das matérias primas para a fabricação de cruzetas ecológicas. As cruzetas, num primeiro momento, foram substituídas por concreto. E hoje há a substituição das cruzetas retiradas do sistema pelas cruzetas feitas de uma mistura de polímeros (plástico reciclado) e fibras naturais (resíduos de cana-de-açúcar) – que foi batizada de “cruzeta ecológica”. (GRI EN02) • Consumo de água A tabela abaixo apresenta a quantidade de água que é consumida por fonte nas das empresas da Rede Energia. Vale destacar que em algumas empresas a água utilizada provém de poços artesianos que não são providas de medidores, daí a ausência de alguns dados. Consumo total de água por fonte (m3) (GRI EN08) Abastecimento Fonte Captação Consumo (rede pública) subterránea superficial total Enersul 11.108 ND 0 11.108 Caiuá 1.199 ND 0 1.199 Bragantina 3.374 ND NA 3.374 Celpa 18.144 ND NA 18.144 Cemat 15.696 ND NA 15.696 Celtins 10.152 0 NA 10.152 Vale Paranapanema 2.226 ND NA 2.226 Nacional 562 ND NA 562 CFLO 512 ND NA 512 116
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    Crianças atendidas pela FundaçãoAquarela relatório de responsabilidade socioambiental 2009 117
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    Meio Ambiente Emissões atmosféricas A Rede Energia é a primeira empresa do setor elétrico a mapear as emissões de CO2 provenientes da distribuição de energia por três anos consecutivos. Desde 2005, em parceria com a empresa CantorCO2, a Rede Energia faz levantamentos das emissões de dióxido de carbono (CO2). A empresa promoveu a desativação de 70 usinas termelétricas até 2009. Desde 2005, as 34 desativadas deixaram de usar 306 milhões de litros de óleo diesel como combustível básico, diminuindo a emissão de dióxido de carbono. Outras 40 usinas termelétricas também deixarão de funcionar. Desde o início das desativações até 2014, a meta é a redução de 4,2 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. (GRI Eu09) As consequências diretas da redução do CO2 são os seguintes: a melhoria da qualidade do ar nas regiões próximas das usinas desativadas; menor poluição sonora e disponibilização de créditos de carbono, conforme as regras de comercialização em projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). Volume anual de gases do efeito estufa (CO2, CH4, N2O, HFC, PFC, SF6) emitidos na atmosfera (em toneladas de CO2 equivalentes) (GRI EN16) Enersul 2.130 ton Caiuá 594 ton Bragantina 453 ton Celpa 282.903 ton Cemat 26.952 ton Celtins 1.778 ton Vale Paranapanema 562 ton Nacional 277 ton CFLO 115 ton *Dados referentes à geração diesel e frota 118
  • 119.
    A Rede Energiadesenvolveu metodologia inédita, aprovada pela ONU em dezembro de 2005, sob o código AM0045 – “Conexão à Rede de Sistemas Isolados”. Com esta metodologia foi possível desenvolver e submeter à ONU o projeto de “Desativação de Usinas Diesel em Sistemas Isolados” para certificação e obtenção de créditos de carbono sob as regras do Protocolo de Kyoto. Este é um reconhecimento internacional sobre a validade e importância da atuação ambiental da Rede Energia nesta atividade de desativação de usinas termelétricas movidas a diesel. Na busca de resultados na redução de emissões no curto prazo, a Rede Energia desenvolveu, em 2009, iniciativas importantes como a “Interligação da Ilha de Marajó”, que visa levar, pela primeira vez, energia limpa ao maior arquipélago fluviomarinho do mundo, desativando 15 usinas térmicas a diesel e, como consequência, reduzindo a emissão de CO2 na atmosfera. Outra iniciativa da Rede Energia para a redução da emissão de dióxido de carbono no ar foi iniciada com a substituição da frota própria por veículos novos, dando preferência à utilização do álcool como combustível. Também são realizadas revisões preventivas em todos os veículos da frota. Dessa forma, a empresa consegue diminuir o impacto da emissão de poluentes. (GRI EN18) Veja na página anterior a tabela com a quantidade de CO2 emitida no ano de 2009: *Data referring to diesel generation and fleet relatório de responsabilidade socioambiental 2009 119
  • 120.
    Meio Ambiente Consumo de combustíveis em 2009 (GRI EN29) Consumo total de combustíves fósseis pela frota de veículos da empresa por km rodado* Undeground Total Surface intake source consumption diesel gasolina álcool gás natural Enersul 0,126 0,108 0,108 NA Caiuá 0,134 0,121 0,121 NA Bragantina 0,14 0,123 0,123 NA Celpa 0,124 0,094 0 NA Cemat 0,129 0,163 0,163 NA Celtins 0,138 0,125 0,125 NA Vale Paranapanema ND ND ND ND Nacional 0,151 0,127 0,127 0 CFLO 0,142 0,126 0,126 NA * Quando se trata de veículos Flex foi considerado o mesmo valor para gasolina e álcool Desde 2002 até o encerramento de 2009, as empresas da Rede Energia estiveram em 22 mil casas para realizar a troca gratuita da geladeira velha por uma nova, economizando até cinco vezes mais energia. (GRI EN06) O Programa de Eficiência Energética, cujos recursos provêm das faturas de energia, leva aos moradores orientações, incluídas também em material impresso, sobre consumo consciente, menos desperdício e segurança no uso e no manuseio de equipamentos e instalações. Energia economizada (em MWh/ano)* (GRI EN05) Enersul 8.502,970 Caiuá 1.270 Bragantina 1.020 Celpa 113,760 Cemat 2.781,660 *Dados do Programa de Eficientização Energética 120
  • 121.
    A atenção aodióxido de carbono emitido não se limita aos projetos externos. Desde 1997, a Rede Energia administra sua frota de veículos com sistema de controle de velocidade e consumo de combustíveis (microcomputador de bordo), proporcionando segurança aos motoristas e ganhos ambientais, por meio da redução dos impactos ambientais no consumo de recursos naturais e do volume de gases de efeito estufa emitidos na atmosfera ao ano. Existe um estudo em andamento do projeto de levantamento de emissões de gases, como CO2 e SO6 ao longo de toda a cadeia de valor nos próximos anos. (GRI EN17) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 121
  • 122.
    Meio Ambiente Environment Descarte de residuos A Rede Energia realiza o controle, o armazenamento e a destinação de resíduos perigosos provenientes das atividades da empresa. A área de Almoxarifado e a do Departamento de Manutenção do Sistema, juntamente com as Gerências de Meio Ambiente , providenciam o armazenamento dos materiais e, depois, a destinação final adequada. As baterias descartadas são armazenadas de forma centralizada. Após compor quantidade economicamente viável, são devolvidas aos fabricantes que se encarregam do processo de reciclagem e da destinação correta para cada tipo de material (logística reversa). O mesmo procedimento é aplicado aos cabos usados nos postes. Resultantes do programa do Peso de resíduos transportados, importados, exportados ou tratados (GRI EN24) Gastos com tratamento Percentual de equipa- Percentual de lâmpadas e destinação de resíduos mentos substituídos por descontaminadas tóxicos (incineração, óleo mineral isolante em relação ao total aterro, biotratamento sem PCB (Ascarel) substituído na empresa etc. – R$ mil) Enersul 100% 100% 79,1 Caiuá ND 0% ND Bragantina ND 100% ND Celpa 100% 0% 7.063,9 Cemat 100% 100% 854.532,5 Celtins 100% 100% 35.951 Vale Paranapanema ND 0% ND Nacional ND 0% 0 CFLO ND 0% ND 122
  • 123.
    governo federal deeficiência energética, as geladeiras velhas, recebidas em troca das novas, têm o material plástico encaminhado para a reciclagem, enquanto o gás poluente CFC é tratado e comercializado por empresas parceiras terceirizadas. Os equipamentos e materiais contaminados, como filtros e estopas de usinas termelétricas, são destruídos ou queimados por empresas especializadas. Trata-se de uma medida preventiva contra riscos de contaminação do meio ambiente. Já os materiais como os vidros e os lacres de medidores – apesar de serem resíduos inertes – são armazenados por motivo de segurança e, após compor quantidade economicamente viável, têm destinação final adequada. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 123
  • 125.
    Desempenho social Capítulo 6
  • 126.
    Desempenho Social Características dos atores sociais A Rede Energia leva energia às populações urba- nas e rurais de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 62% das famílias da Amazônia Legal (Pará, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Ror- aima e Tocantins) vivem com uma renda per capita de até meio salário mínimo. Também é verificada uma correlação entre índice de analfabetismo e de pobreza. Dados do IBGE mostram que o índice de analfabetismo funcio- nal das pessoas de 15 anos ou mais corresponde a 21,90% no Mato Grosso, enquanto o índice de pobreza da população fica em 34,34%. Percentuais semelhantes são verificados no Mato Grosso do Sul. As taxas são mais elevadas no Tocantins, com 27,10% de analfabetismo funcional e 41,28% de pobreza. O cenário preocupante persiste no Pará, com 26,30% de índice de analfabetismo funcional e recorde de índice de pobreza, 43,14%. Taxa de analfabetismo funcional das Incidência da Estado pessoas de 15 anos ou mais pobreza PA 26,30% 43,14% TO 27,10% 41,28% MS 21,20% 34,23% MT 21,90% 34,34% Fonte: IBGE estados 126
  • 127.
    Engajamento das partes interessadas Aointeragir com todos os públicos, a Rede Energia adota padrões éticos fundamentados em princípios de honestidade, integridade e transparência. A empresa desenvolve relacionamento com cada stakeholder na busca de resultados corporativos alinhados com demandas sociais. Stakeholders primários: São considerados stakeholders primários para a Rede Energia os colaboradores, os poderes públicos e a agência reguladora do setor (ANEEL), os fornecedores, os acionistas e os consumidores e clientes. Em 2009, a melhoria contínua das condições da saúde e segurança no trabalho dos colaboradores e da comunidade foi um dos focos da Rede Energia, que tem como desafio consolidar seu papel de empresa cidadã ao adotar práticas transparentes de responsabilidade socioambiental em sua gestão, promovendo ainda a qualidade de vida e o desenvolvimento das comunidades em torno de sua área de atuação. Atuação da Rede Energia junto aos Poderes públicos e sociedade (GRI 4.17) A Rede Energia mantém um relacionamento ativo e construtivo com as diferentes esferas do poder público brasileiro – governos federal, estadual e municipal – para dar continuidade na expansão da rede elétrica aos lugares mais longínquos do País. Qualquer ação tomada cumpre rigorosamente a legislação ambiental, a legislação de saúde e segurança do trabalho e demais normas vigentes. Com relação a contribuições financeiras a partidos políticos, elas não ocorrem, uma vez que essa prática é legalmente proibida no Brasil para o serviço público. (GRI SO06) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 127
  • 128.
    Desempenho Social Cadeia de valor Value Chain Poderes públicos e Meio Sociedade Fornecedores Agência Reguladora ambiente Society Suppliers Governments & Environment t Regulatory agency Consumidores e c lientes Acionistas Consumers & Shareholders costumers Colaboradores Employess Comunidade Investidores Community Investors A Rede Energia participa ativamente das discussões e encontros políticos, em fóruns e associações, defendendo a importância estratégica e ambiental da chegada da energia elétrica às comunidades isoladas do País. Com a ANEEL, agência reguladora do setor, participa, frequentemente, de reuniões, audiências e consultas públicas. (GRI 4.16) O Conselho de Consumidores da Empresa Elétrica Bragantina (CONCEEB) elegeu o seu indicado, no final de 2008, como representante dos Conselhos de Consumidores do Brasil na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para 2009. O registro dos candidatos, a eleição e a apuração foram coordenados pela ANEEL (GRI 4.13). Atuação da Rede Energia junto aos fornecedores (GRI 4.17) Foram emitidos 1.470 contratos de serviço entre a Rede Energia e terceiros em 2009. (GRI HR01) Os mesmos padrões éticos e de responsabilidade socioambiental adotados pela Rede Energia são exigidos dos fornecedores, seja para a contratação de serviços ou para a compra de materiais. A Rede Energia faz essa avaliação prévia antes da assinatura do contrato, pois, se o fornecedor não for conivente com as exigências previstas em cláusulas, o contrato não será assinado. (GRI HR02) 128
  • 129.
    As minutas doscontratos padrões da Companhia apresentam cláusulas que proíbem a prática de trabalho infantil e de trabalho forçado. (GRI HR01) À medida que os objetivos estratégicos da Rede Energia são atualizados, ocorrem ações de reciclagem com os fornecedores. Em 2009, a totalidade dos contratos assinados pela Rede Energia foi formalizado com a inclusão de cláusulas específicas de proibição de trabalho infantil e de trabalho escravo, e também com a exigência do cumprimento das leis ambientais vigentes e do respeito aos Direitos Humanos. Tais cláusulas foram imediatamente incorporadas ao processo contínuo de fiscalização e avaliação dos fornecedores da Rede Energia. (GRI HR1) São feitas fiscalizações em campo aos fornecedores para vistoriar os profissionais contratados, a qualidade dos serviços, o atendimento aos clientes, as condições de trabalho, a disponibilidade de equipamentos de segurança, os acidentes de trabalho e o cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas. (GRI HR06 e HR07) Também são exigidos dos prestadores de serviços a apresentação de comprovantes de pagamento de salários e do recolhimento de tributos. Em 2009, a Celpa,no Pará, consolidou sua participação no Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), da Federação das Indústrias do estado do Pará (FIEPA). O PDF oferece programas e incentivos aos fornecedores locais, promovendo a competitividade saudável entre as empresas e o crescimento da área. (GRI EC06) A Celpa ainda coordena a Comissão de Acompanhamento do Programa de Certificação de Empresas (PROCEM) do PDF, por meio do qual os principais prestadores de serviços da concessionária foram certificados ou atualizaram o documento em 2009. A certificação do PROCEM garante boas práticas de gestão de segurança no trabalho, de custos, qualidade e produtividade pelos fornecedores, que, por sua vez, adotam medidas sustentáveis para o negócio, passando a ter novas oportunidades comerciais. Nas empresas Bragantina, Caiuá, Força e Luz do Oeste, Vale Paranapanema e Nacional, os fornecedores só podem participar dos Processos de Tomada de Preços e de Concorrências se tiverem cadastros aprovados e, por consequência, o porte do Certificado de Registro Cadastral (CRC), documento com validade de 12 meses. Uma das práticas dessas empresas é o convite aos principais relatório de responsabilidade socioambiental 2009 129
  • 130.
    Desempenho Social prestadores de serviços a participar de reuniões mensais com as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) e com representantes do Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) para a análise da segurança e medicina do trabalho na empresa. Atuação da Rede Energia junto aos clientes e consumi- dores (GRI 4.17) Duas distribuidoras da Rede Energia foram escolhidas pelos clientes como as melhores empresas de energia elétrica do País, durante a premiação promovida pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), em 7 de julho de 2009. A Vale Paranapanema, distribuidora da Rede Energia na região de Assis, interior de São Paulo, ganhou três prêmios na categoria “Empresas com até 500 mil clientes”: “Melhor Empresa Nacional”, “Melhor Avaliação pelo Cliente” e “Melhor Evolução de Desempenho”. A Cemat, distribuidora da Rede Energia em Mato Grosso, venceu como a “Melhor empresa das regiões Norte e Centro-Oeste”, na categoria “Empresas acima de 500 mil clientes”. Índices de satisfação – GRI PR05 IASC – ANEEL ABRADEE - ISQP Enersul 61,09 76,2 Caiuá 66,4 87,4 Bragantina 65,59 83,2 Celpa 50,89 60,8 Cemat 65,6 79,4 Celtins 63,37 65,2 Vale Paranapanema 68,12 91,5 Nacional 65,47 89,5 CFLO 67,24 91,1 130
  • 131.
    O estudo daABRADEE mede, anualmente, a satisfação do cliente em aspectos como a qualidade dos serviços e o recebimento pontual da conta de luz. A avaliação dos quesitos para o prêmio ABRADEE 2009 contou com a parceria do Instituto Innovare, que realizou a pesquisa de satisfação do consumidor; da Fundação Nacional de Qualidade, para a avaliação da qualidade da gestão; e do Instituto Ethos, cujos indicadores fazem parte da avaliação de responsabilidade social. A metodologia e a apuração dos dados foram realizadas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Ainda em 2009, a Celtins foi a vencedora da pesquisa Índice da Agência Nacional de Energia Elétrica de Satisfação do Consumidor (IASC), na categoria Regional, pela região Norte. Na página ao lado estão listados os índices de satisfação pelo IASC e ISQP (índice de satisfação com a qualidade percebida). O estreitamento do relacionamento da Rede Energia com os órgãos de defesa do consumidor tem apresentado redução no número de queixas, orientações e reclamações. Nos primeiros nove meses de 2008, foram realizadas 430 audiências da Cemat no Procon. No mesmo período de 2009, o número caiu para 104 audiências. A redução foi de 75%. Em toda a empresa, 85,50% do total de 7.161 críticas ou reclamações dos consumidores, recebidas em unidades do Procon, foram atendidas ou solucionadas. Do total de 9.273 críticas ou reclamações recebidas diretamente pela Rede Energia, 98,77% tiveram atendimento ou solução. Em relação às 4.868 reclamações ou críticas levadas à Justiça, quase metade – 49,48% – recebeu atendimento ou solução. Fazem parte dos serviços e meios de relacionamento disponíveis aos clientes e consumidores da Rede Energia: (GRI 4.16) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 131
  • 132.
    Desempenho Social Não existiu nenhuma ação judicial contra a empresa no período de 2009 em concorrência desleal, práticas de truste e monopólio. (GRI SO07) Atendimentos ao consumidor Número total de reclamações ou Receberam atendimento ou críticas em 2009 solução em 2009 (em %) Empresa 9.273 98,77 Procon 7.161 85,50 Justiça 4.868 49,48 Fonte: Rede Energia • Call Center e Centro de Atendimento ao Cliente (CAC) – Em 2009 ocorreu um processo de reestruturação, de acordo com as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Principal canal de comunicação para os clientes residenciais – baixa-tensão, Grupo B – atende por telefone, funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Registra e direciona todas as solicitações, informações e reclamações de serviços. Encaminha serviços, como pedidos de ligação e religação, comunicados de falta de energia, alteração de dados cadastrais, entre outros. O CAC solicita as providências às áreas responsáveis por meio de ordens de serviço. Para os clientes do Grupo A existe um Call Center dedicado, com atendentes capacitados para o atendimento das demandas específicas desse segmento, com funcionamento em dias úteis no horário comercial. • Agências de Atendimento – As Agências realizam os seguintes serviços para o público que prefere o atendimento pessoal: ligações, religações, atualizações cadastrais e outros serviços comerciais. Atendem aos clientes residenciais e disponibilizam a legislação do setor elétrico. Todas as Agências dispõem de um Livro de Críticas e Sugestões aberto ao público. Em 2009, a 132
  • 133.
    Enersul abriu 19lojas de atendimento, aumentando o alcance da empresa em municípios mais afastados. A iniciativa resultou no aumento do índice de satisfação dos clientes, comprovado em pesquisas da ABRADEE e da ANEEL. • Ouvidoria – Acessada por clientes que não tenham conseguido resolver seus problemas nos demais canais de relacionamento com as concessionárias. A Ouvidoria atende e encaminha ao setor responsável as solicitações e reclamações que recebe, e cobra soluções dentro de prazos informados aos consumidores. Recebe os clientes pelos seguintes meios: ligação telefônica gratuita, e-mails, agências. Em 2009, ocorreu a implantação da ouvidoria na distribuidora Enersul. Com a iniciativa, as reclamações passaram a ser classificadas por tipo e por área, permitindo o planejamento de ações locais para a solução dos problemas. Em apenas um ano de funcionamento da Ouvidoria, a Enersul passou do primeiro lugar no ranking de reclamações no Procon para o oitavo lugar. • Fale Conosco – Pelo endereço eletrônico – www. redenergia.com.br – os clientes e consumidores têm a opção de entrar em contato com as empresas pelo relatório de responsabilidade socioambiental 2009 133
  • 134.
    Desempenho Social link “Fale Conosco”. As solicitações e reclamações são recebidas pela Ouvidoria, que as encaminha às áreas responsáveis, para que sejam tomadas providências e seja dado retorno aos clientes. (GRI 4.04) • Agência WEB – Propõe maior rapidez e comodidade na solicitação de serviços pelos clientes. O acesso é feito por meio de endereço eletrônico, na seção “Serviços Online”. Os serviços disponíveis são: consulta à segunda via de conta; pagamento de conta; consulta a débitos; solicitação de data certa e autoleitura. Para os clientes do Grupo A existe uma funcionalidade que permite o acompanhamento das solicitações dos clientes. • Conselho de Consumidores – Cada empresa conta com um Conselho, composto por representantes das diversas classes de consumidores – residencial, comercial, industrial, poder público, Procons e serviços públicos –, que orienta, analisa e avalia as tarifas e o fornecimento de energia elétrica. As reuniões dos Conselhos de Consumidores são mensais. A Rede Energia mantém com eles canais abertos de comunicação. Para os clientes e consumidores, cada empresa possui uma Ouvidoria que funciona como uma forma de entender as principais demandas desses grupos e encaminhar a solução dos eventuais problemas relatados. • Conta de luz e folhetos (GRI EU24) – A comunicação com o cliente é feita de forma regional, considerando- se as particularidades de cada região de concessão. A mídia utilizada localmente inclui jornais, rádio e a distribuição de folhetos. Em 2009, os folhetos “É bom saber”, com histórias em quadrinhos, alertaram os clientes para práticas mais seguras. Os temas abordados em três diferentes histórias foram: “Solte pipas com segurança”, “Construindo com Segurança” e “Uso correto, casa segura”. A Rede Energia também usou a fatura convencional de energia elétrica para 134
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    Centro de atendimentoao cliente levar mensagens ao cliente. Em 2009, alguns dos comunicados presentes nas faturas foram: “Construir ou reformar perto da rede elétrica é perigoso”; “Usar máquinas agrícolas próximo à rede elétrica é perigoso”; “Furtar energia é perigoso e ilegal”; “Furto de energia elétrica, um crime que todos pagam. Denuncie!” • Gestores de clientes – Atendem a todos os clientes do Poder Público, dos Serviços Públicos e, também, aos grandes clientes industriais e comerciais. As necessidades e expectativas dos grandes clientes são identificadas na análise mensal dos relatórios de faturamento e arrecadação, nas visitas periódicas dos Gestores de Clientes e por meio de reuniões com órgãos públicos e entidades de classe locais. • Coordenadoria de Relacionamento com o Cliente (CRC) – Trata todas as reclamações, formais ou informais, identifica as causas, classifica-as como relatório de responsabilidade socioambiental 2009 135
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    Desempenho Social procedentes ou improcedentes e as envia às áreas pertinentes para gerar ações de melhoria nos processos – nos casos de reclamações consideradas procedentes. As reclamações improcedentes também podem subsidiar ações de comunicação com os clientes. Os canais de reclamações são: Livro de Críticas e Sugestões, disponível a todos os clientes nas Agências de Atendimento, Centros de Atendimento ao Cliente, Ouvidoria, Procons, Juizados Especiais e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). • Portal na internet – Mantém diversas informações de interesse dos clientes como notícias, tarifas, esclarecimento de dúvidas e pesquisas, entre outras. • Canal de atendimento para portadores de necessidades especiais (surdez e mudez) – Houve a adaptação de telefones com visores, por meio do qual os consumidores portadores de deficiência ligam e iniciam o diálogo com o atendente por meio de uma tela semelhante à de bate-papo, utilizada na internet. Por meio do telefone com visor, os portadores de deficiência podem solicitar segunda via da fatura, ligação de energia, entre outros serviços. O produto está disponível em todos os estados de atuação da Rede Energia. Atuação da Rede Energia junto aos Colaboradores (GRI 4.17) Ao adotar as normas da Organização Internacional 136
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    do Trabalho (OIT),a Rede Energia, no seu exercício empresarial, garante condições à liberdade sindical, ao direito de negociação coletiva e à representação dos trabalhadores. A Companhia apresenta um cargo específico de gerência com o relacionamento sindical para o atendimento das solicitações e demandas dos colaboradores (GRI LA09), sem qualquer risco à liberdade de associação e negociação coletiva – por abranger todos os funcionários. (GRI HR5, LA03 e LA04) Os acordos de negociação coletiva, aprovados pela Rede Energia junto aos sindicatos da categoria, garantem aos colaboradores um amplo pacote de benefícios. As negociações ocorrem em reuniões periódicas. A Rede Energia respeita os direitos fundamentais de seus profissionais, oferecendo condição apropriada de trabalho em um ambiente saudável. A capacitação contínua dos funcionários para um mercado cada vez mais competitivo está na rotina da Companhia. Em troca, há uma equipe satisfeita e comprometida com os objetivos da empresa. (GRI 4.16) No encerramento de 2009, a Rede Energia somava 6.504 empregados próprios, um aumento de 2,13% em relação aos 6.368 empregados diretos da empresa no final de 2008. Além dos empregados contratados, a empresa somou 6.259 empregados terceirizados e temporários no mesmo ano. Foram necessários mais funcionários para atuarem no “Programa Luz para Todos” (LPT) e a Rede Energia é a segunda maior participante do programa no País. Também foi preciso aumentar o quadro de profissionais para a atualização do cadastro técnico, operacional e patrimonial de 100% dos ativos das empresas, exigida pela ANEEL. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 137
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    Desempenho Social Número de empregados total e por empresa da Rede Energia (GRI LA01 e 2.8) Total Rede Energia 6.504 Celpa 2.125 Cemat 1.610 Celtins 774 Enersul 829 Vale do Vacaria 14 Tangará 24 Rede Comercializadora 07 Caiuá 380 Bragantina 209 Força e Luz do Oeste 91 Nacional 158 Vale Paranapanema 283 351 colaboradores destas empresas formam o corporativo que fica na sede em São Paulo. Mais da metade dos funcionários da Rede Energia, 54,63%, tem até o segundo grau como formação esco- lar. A maior parte, 45,52%, tem entre 30 e 45 anos. Os homens são a maioria, como é carácterístico no setor. Do total de 6.504 empregados contratados, 25,07% eram mulheres em dezembro de 2009. O grupo busca oportunidades iguais aos empregados de diferentes crenças, raças, sexos, condições físicas e interesses ideológicos. O número de negros e pardos, de ambos os sexos, era de 41,69% do total de funcionários próprios. Em 2009, a fatia de negros com cargos geren- ciais era 5,24% do número total de gerentes contratados pela Rede Energia. No ano de 2009 não foi identificado nenhum caso de corrupção (GRI SO04) e também ne- nhum caso judicial referente a discriminação. (GRI HR04) A maior holding do setor elétrico nacional realiza as modificações necessárias para o melhor atendimento dos profissionais portadores de necessidades especiais (PNEs). Em 2009, havia 247 funcionários PNEs na Companhia. 138
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    PLR – Participaçãonos Lucros e Resultados O programa de Participação nos Lucros e Resulta- dos (PLR), implantado em 2002, contempla todos os empregados da Rede Energia, incentivando a melhoria contínua da qualidade dos serviços. O PLR é uma importante ferramenta para a gestão estratégica da empresa, pois demonstra o desempenho do colaborador no alcance de metas e resultados esta- belecidos pela organização em determinado período de tempo, valorizando e reconhecendo o seu trabalho. O programa distribui a todos os funcionários valores variáveis de acordo com as metas atingidas em indica- dores definidos no próprio programa firmado com as entidades sindicais. Em 2009, as metas operacionais e financeiras atingidas resultaram na participação do PLR de R$ 10 milhões pagos aos funcionários, ante R$ 7 milhões em 2008, segundo cálculos baseados nos resultados consolidados. (GRI 4.05) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 139
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    Desempenho Social Remuneração A relação entre a maior e a menor remuneração na Rede Energia apresenta a relação 16,05. (GRI EC05) Para ajustar os salários da Companhia àqueles praticados no mercado, em 2009, foi colocado em prática o Plano de Cargos e Remuneração (PCR) em toda a holding, exceto na Celpa. Participantes (Base: Outubro/2009) 55 43 359 0,7% 0,6% 4,8% 1.209 16,2% TOTAL: 7.471 5.805 77,7% Ativo Aposentado Pensionista Auto-Patrocinado Outros Benefícios Os benefícios oferecidos pela Rede Energia e suas subsidiárias visam à qualidade de vida, ao bem-estar e à valorização de seus colaboradores. A área de Gestão de Pessoas tem aperfeiçoado continuamente a lista de benefícios aos colaboradores. O tempo de serviço e o desempenho de cada colaborador são reconhecidos e avaliados. A empresa tem a preocupação de envolver e comunicar adequadamente os colaboradores no caso de mudanças operacionais, sempre negociando prazos com o sindicato. Prova disso foram os aproveitamentos internos de funcionários, que ocorreram durante a implantação do CSC – Centro de Serviços Compartilhados, um dos projetos do Programa Evoluir, em 2009. (GRI LA05) 140
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    Bolsas de estudopara cursos de 2º grau, graduação no 3º grau, pós-graduação e mestrado fazem parte dos incentivos oferecidos pela Rede Energia, que se dispõe a reembolsar parte do valor da matrícula e das mensalidades, em cursos cujo conteúdo se alinhe às necessidades e planos da Companhia. Em 2009, foram concedidas 469 bolsas de estudo aos colaboradores. (GRI LA11) Ainda que abranja diversas modalidades, o Programa de Bolsa de Estudos para os funcionários da Companhia tem foco em cursos técnicos e de graduação, com a finalidade de atingir um maior número de pessoas. (GRI LA11) Em 2008, 476 colaboradores foram contemplados, enquanto que, em 2009, esse número foi de 469 colaboradores. Foram inseridos na lista de benefícios, em 2009, assistência médica e odontológica, vale-alimentação e refeição e auxílio-creche, extensivos aos pais separados ou viúvos que detenham a guarda da criança. (GRI LA03) Os colaboradores da Rede Energia ainda contam com a cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício definido da Companhia. (GRI EC03) Os benefícios de aposentadoria estão subdivididos em: normal, antecipada e por invalidez (pensão por morte, proporcional diferido, resgate, abono anual, portabilidade). Treinamento e desenvolvimento A Rede Energia, preocupada com a aprendizagem contínua de seus funcionários, oferece diversos treinamentos, em diferentes níveis e em diferentes temas. No ano de 2009, foram realizados 391 treinamentos externos e 672 treinamentos internos. Com relação aos treinamentos por função, 12 % dos participantes foram gestores, 24% administradores, 30% técnicos e 34% operacional, com um investimento monetário total de R$ 1.627 mil. Enquanto a quantidade e as horas de treinamentos e o número de participantes em 2009 superaram os de 2007 e de 2008, o investimento foi inferior ao de 2008. Isso pode ser explicado pela significativa expansão de treinamentos nas funções de base. (GRI LA11) Em 2009, foram realizadas, no total, 424.798 horas de treinamento para 16.971 participantes, com a média de 25 horas de treinamento por pessoa. (GRI LA10) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 141
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    Desempenho Social Em 2009 o assunto “responsabilidade socioambiental” contou com 119 treinamentos. Essa é uma evidência de que a Rede Energia considera a responsabilidade socioambiental importante e estratégica dentro do seu negócio, uma vez que capacita seus funcionários para que o entendimento sobre esse tema fique difundido em todas as áreas da empresa. (GRI LA11 e LA12) Saúde A Rede Energia ainda proporciona atividades para o bem- estar e para a saúde dos empregados, como a prática de ginástica laboral. A prioridade é a apresentação de um ambiente seguro e de qualidade aos colaboradores, incentivando a prática de hábitos saudáveis, como exercícios, boa alimentação e acompanhamento médico. A área de Gestão de Pessoas e Segurança do Trabalho promove campanhas de prevenção contra doenças do trabalho. A empresa acompanha com rigor o resultado da avaliação dos exames periódicos e dá suporte ao colaborador, que, se necessário, é direcionado a procurar um especialista. (GRI LA08 e EU16) Comunicação interna A comunicação interna é um instrumento eficaz de interação com os profissionais da Rede Energia. A Companhia tem como principal veículo para se comunicar com seus colaboradores a revista mensal Notícias em Rede, com tiragem de 10 mil exemplares. . A revista apresenta reportagens sobre a gestão da empresa, história de profissionais que são destaques na Companhia, saúde, turismo, projetos em andamento, ações de segurança no trabalho e eventos promovidos nas comunidades ao redor das concessionárias. Iniciativas inovadoras são freqüentes. Um exemplo é o comunicado chamado “Infobanheiro”, fixado na porta de cada banheiro da Cemat para a leitura rápida e fácil 142
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    dos colaboradores quepassam pelo local. Em 2009, os comunicados levaram aos funcionários informações sobre etapas do Programa Evoluir, premiações e campanhas contra doenças na concessionária. Voluntariado A Rede Energia apóia a participação dos empregados em programas de trabalho voluntário na empresa. Há a flexibilização no horário de trabalho, espaço físico para atividades, utilização de recursos tecnológicos, transportes e divulgação interna para aqueles que desejam trabalhar com atividades voluntárias. Os colaboradores têm liberdade para escolher as instituições beneficiadas, sejam com crianças ou idosos em situação de vulnerabilidade social. Normalmente, as ações ocorrem nas comunidades próximas ou em instituições de caridade. Um exemplo é o “Projeto de Mãos Dadas”, criado em 2002, que reúne profissionais de vários departamentos e áreas da Cemat. O projeto desenvolve atividades voluntárias que ajudam a promover a igualdade social em Mato Grosso. Atuação da Rede Energia junto à Agência Reguladora A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é uma agência reguladora vinculada ao Ministério das Minas e Energia com a finalidade de regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, em conformidade com as Políticas e Diretrizes do Governo Federal. Em busca de melhores práticas para o setor elétrico, a ANEEL constantemente anuncia novas normas e regulamentos a serem seguidos pelas empresas. A Rede Energia possui uma área interna que lida com esse relacionamento, a vice-presidência de Assuntos Regulatórios relatório de responsabilidade socioambiental 2009 143
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    Desempenho Social Segurança notrabalho e capital humano A importância do assunto “segurança” na Rede Energia resultou na criação do “Programa Segurança em Primeiro Lugar”. Com ações desenvolvidas desde 2008, o Programa consolidou-se ao ser lançado concomitantemente em todas as distribuidoras, em março de 2009. A iniciativa destacou a importância dos procedimentos de segurança para um trabalho seguro nas redes de distribuição e envolveu colaboradores próprios, terceirizados e a população. Um total de 37 profissionais, entre técnicos, engenheiros e um coordenador, foram alocados na área de segurança no trabalho e passaram a se reportar diretamente ao vicepresidente coorporativo de operações. (GRI LA06) Para a valorização do profissional eletricista e melhor cumprimento de todas as regras de segurança durante o trabalho, a Rede Energia realizou o I Rodeio dos Eletricistas. O objetivo foi a troca de experiência entre os profissionais e a conscientização da importância dos equipamentos de segurança. Durante três dias, os profissionais ficaram hospedados em um mesmo hotel, em Mato Grosso do Sul. Outra importante iniciativa da área de Segurança no Trabalho da Rede Energia, em 2009, foi a troca dos uniformes dos eletricistas, que deu a eles mais conforto, proteção e a possibilidade de melhor transpiração. Houve a exclusão de bolsos para evitar que objetos guardados causem mais danos ao corpo do eletricista em casos de acidentes. Também foi adotado o cinto paraquedista com linha de vida, que evita lesões em quedas de locais altos. Os indicadores técnicos e comerciais apresentam certificação ISO 9001 na área de segurança no trabalho. Os treinamentos para a padronização de procedimentos continuam para uma redução mais efetiva do número de acidentes. Esse empenho tem como meta a redução do número de acidentes de trabalho. Em 2009, os acidentes com colaboradores próprios na Rede Energia somaram 175. A meta é reduzi-los para 166, em 2010. 144
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    Acidentes de trabalhocom colaboradores próprios na Rede Energia (em 2009) – (GRI LA07) (GRI EU25) Total de acidentes de trabalho – 175 Acidentes com afastamento – 79 Acidentes sem afastamento – 94 Óbitos – 02 Quando ocorre um acidente, imediatamente é aberta uma sindicância para a apuração das causas do mesmo. Posteriormente, um plano de melhorias impedirá a repetição do ocorrido. (GRI PR01) Os padrões de segurança e salubridade no ambiente de trabalho foram definidos pela direção, gerência, pelos colaboradores e pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Ao longo de 2009, foram implantadas visitas às empresas, realizadas por uma área interna de regulamentação da Rede Energia, para a elaboração de planos de correção. O objetivo das vistorias é a manutenção da certificação da empresa e a prevenção de registros de acidentes. As ações do “Programa Segurança em Primeiro Lugar” para os colaboradores próprios envolveram oito projetos: Integração de Segurança do Trabalhador e Saúde do Trabalhador; Diálogo de Saúde e Segurança; Segurança Ativa; Comunicação e Eventos; Ranking dos CRSs (Centro Regional de Serviços); Matriz de Avaliação; Carta de Autorização e Anjo da Guarda. Banners e faixas com os alertas “Saindo para mais um dia de trabalho? Chegou a hora de ficar ligado!”,“Segurança em 1º lugar!” e “Fique ligado” foram fixados em diferentes pontos de fácil visualização dos colaboradores, com o objetivo de alertar que a segurança é o item mais importante do trabalho na Rede Energia. A empresa promoveu uma série de eventos, como palestras, workshops, treinamentos e engajamentos de todas as esferas da Rede Energia, inclusive da presidência, da vicepresidência e das diretorias, que percorreram as regionais divulgando o novo programa de segurança. Para a conscientização das pessoas sobre a importância da adoção de normas e procedimentos seguros, foram organizadas palestras de motivação. Campanhas de rádio, distribuição de folhetos e cartazes nas cidades, mensagens nas faturas de consumo de energia com alertas de segurança são algumas das ações promovidas pela Rede Energia para conscientizar a população de que a energia é um bem que deve ser usufruído com cuidado. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 145
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    Desempenho Social Desenvolvimento dos parceiros de negócio A chegada da energia elétrica às comunidades de regiões ricas em biodiversidade, como a floresta amazônica, o pantanal, o cerrado e a mata Atlântica, exige a utilização de produtos renováveis, mitigando o impacto ambiental. Para isso, a Rede Energia desenvolve parcerias para o desenvolvimento de tecnologia que melhor se adapte à localidade. Quando possível, são fechadas parcerias locais para o desenvolvimento da região. Desde 2006, a Rede Energia trabalha com a “cruzeta ecológica” – uma peça colocada nos altos dos postes de distribuição –, que é feita de polietileno e bagaço de cana- de-açúcar. Além de ecologicamente correta, é também mais durável. O novo material tem substituído a cruzeta de madeira durante os reparos e a instalação de novos postes. Já foram instaladas 237.854 unidades até o final de 2009. A produção da cruzeta ecológica é resultado de uma parceria com a pequena empresa Ecology Plastic, de Rio Claro, cidade do interior de São Paulo. A Rede Energia também estuda a implantação dos postes de fibra em regiões ribeirinhas nos próximos anos. São várias as vantagens do modelo alternativo ao poste de concreto. A peça de fibra de vidro pesa quatro vezes menos, precisa de apenas quatro homens como mão de obra, é instalada rapidamente, além de ter vida útil de 80 anos – três vezes mais que a peça de concreto. Estudos realizados apontam que a utilização destes postes pode, a princípio, ser mais onerosa, gastaria-se R$ 1,7 milhão com postes de fibra, em comparação aos R$ 1,4 milhão desembolsados na aquisição dos similares em concreto. No entanto, pode ocorrer a economia de 16,5% com mão de obra, redução de 33,3% com o transporte e 98,3% com a logística. E o prazo convencional de instalação cair de 314 dias para 96 dias. 146
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    Investimento nas comunidades (esporte, educação, desenvolvimentoregional) Além de distribuir e produzir energia elétrica de forma segura, confiável e responsável em termos ambientais, a Rede Energia assume o compromisso de colocar em prática sua política de sustentabilidade, ao realizar investimentos com três focos principais: esporte, educação e desenvolvimento regional (geração de renda para as famílias). Sendo assim, todas as ações apoiadas pela empresa passam por uma avaliação prévia, verificando, justamente, se possuem alguma relevância para a comunidade onde a empresa está inserida. (GRI SO01) Esses projetos incluem a publicação de guias de turismo, patrocínios de eventos religiosos, educação a comunidades em situação de vulnerabilidade social, entre outros. No exercício encerrado em 2009, houve o investimento de aproximadamente R$ 8 milhões no desenvolvimento de programas sociais de educação, cultura, esporte e lazer. Como principal investimento social desenvolvido e mantido pela Rede Energia, a Fundação Aquarela foi criada em 2001, com o objetivo de desenvolver projetos sociais nas áreas de educação e esporte. A fundação tem como principal missão a formação do cidadão brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, formalmente declarada de utilidade pública federal pela Portaria n°1584 de 1 de outubro de 2007, com ações direcionadas a projetos de responsabilidade relatório de responsabilidade socioambiental 2009 147
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    Desempenho Social social para crianças e jovens. (GRI EC08) Abaixo estão listados alguns dos programas sociais mantidos pela Rede Energia, separados pelo tipo de iniciativa a que se relacionam: educação, esporte e desenvolvimento regional das comunidades locais (geração de renda). 1. Educacionais • Escola Nuremberg Borja de Brito Filho – Construída pela Fundação Aquarela na periferia de Belém (PA), no bairro Terra Firme, uma das regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. O objetivo é garantir às 340 crianças atendidas, na faixa etária de 4 a 10 anos, os direitos básicos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como saúde, educação, alimentação e lazer. (GRI EC08) As crianças ficam na escola em horário integral, têm acompanhamentos médico, nutricional, odontológico, psicológico, fonoaudiológico, psicomotor e de assistência social. Além disso, recebem quatro alimentações diárias, materiais pedagógicos e de higiene, uniformes e auxílio-alimentação. Para canalizar a agressividade de algumas crianças e potencializar suas habilidades, a escola oferece oficinas de brinquedos e artesanatos, posteriormente doados a uma entidade que também atua no bairro. Paralelamente, a escola desenvolve projetos de integração com as famílias das crianças atendidas e de geração de renda para essa população. Além de ensinar artesanato para as famílias, a escola oferece curso de corte e costura para as mães das crianças. Assim que estiverem capacitadas, essas mães serão incentivadas a montar uma cooperativa com a qual poderão gerar sua própria renda e conquistar melhores condições de vida. • Projeto Cidadania no Campo – Atende a 70 crianças e adolescentes da zona rural de Bragança Paulista (SP). As crianças da pré-escola participam de atividades extraclasse e recebem todo o material utilizado nas 148
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    aulas, garantindo osdireitos básicos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para os demais alunos, é dada uma ajuda de custo para a compra do material escolar. Além disso, o projeto oferece aos pais das crianças, que completam 14 anos, uma colaboração mensal para que seus filhos continuem na escola, a fim de garantir e promover a continuidade dos estudos no ensino médio e evitar o trabalho infantil. (GRI EC08) • Projeto Criança Luz – Apóia escolas comunitárias que não recebem verba dos governos estaduais e nem dos municipais. Resultam de iniciativas privadas em locais onde não há escolas suficientes para a população. A meta para os próximos anos é uma parceria com a Fundação Abrinq e o UNICEF com o objetivo de garantir as condições necessárias par que essas escolas se enquadrem nos critérios e possam receber benefícios do Estado. (GRI EC08) • Lançamentos e distribuição de livros entre os colaboradores próprios e terceiros de todas as empresas da Rede Energia. Os livros também são entregues às secretarias de Educação municipais e estaduais dos locais onde as empresas da Rede Energia atuam. O objetivo é distribuí-los aos alunos da rede pública de ensino e em bibliotecas. Em 2009, foram distribuídos 72 mil exemplares. A série de histórias baseadas nas aventuras das personagens Lelê e Trix, voltada ao público infantojuvenil, teve início em 2008, com o lançamento do livro. A incrível viagem do imperador. Em 2009, foi publicada a obra A experiência investigativa. (GRI EC08) • Coleção “Um Presente para Todos Nós” – Cidadania, diversidade e ética são alguns dos temas tratados nos livros da coleção em braile “Um Presente Para Todos relatório de responsabilidade socioambiental 2009 149
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    Desempenho Social Nós”, de Patrícia Secco. O grande diferencial dos livros é que além de serem em braile, eles trazem também a história impressa, em letras grandes e com ilustrações coloridas, sendo, por si só, totalmente inclusivos, pois podem ser lidos por qualquer pessoa, portadora ou não de deficiência visual. Em uma parceria com a Fundação Dorina Nowil para Cegos foram distribuídos 20 mil exemplares em escolas e bibliotecas de todo país. Na área de concessão da Rede Energia mais 14 mil livros foram distribuídos. • Projeto Compromisso Todos Pela Educação – Adesão ao Programa Compromisso “Todos pela Educação” em 2006, um programa de consciência nacional para a inclusão das crianças em escolas públicas de qualidade. • Programa Siminina - Voltado ao atendimento a meninas de 7 a 14 anos em situação de risco na capital mato-grossense, Cuiabá, o Siminina oferece atividades fora do horário escolar, incluindo reforço pedagógico, acompanhamento de tarefas, oficinas de dança, teatro, coral, pintura e artesanato em geral. Assim, busca facilitar o acesso dessas meninas a atividades necessárias para seu pleno desenvolvimento social, emocional, cultural e físico. São 1.500 meninas beneficiadas em diversas unidades do programa, que é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Cuiabá e existe desde 1997. Os resultados aparecem em dados como índices de aprovação escolar acima da média entre as meninas beneficiadas, bem como redução drástica de ocorrências de gravidez na adolescência. O apoio é realizado por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. • Projeto Nego D’Água - barco escola que serve como base para as capacitações e ponto de apoio para a implantação de atividades produtivas sustentáveis, 150
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    realização de controleambiental e instrumento para a coleta de material para na realização de pesquisas ligadas ao ecossistema aquático (ictiofauna, liminologia), entre outras. 2. Fomento ao esporte • Rede Atletismo Novos Talentos – É um programa de formação de atletas que busca dar condições para que o jovem faça do atletismo seu projeto de vida. Ao ingressar no programa, o jovem recebe bolsa-auxílio, assistência médica e odontológica, moradia, alimentação, bolsa de estudos e treinamento especializado, além do apoio de fisioterapeutas, massagistas, nutricionistas e uma academia de ginástica destinada à sua preparação física. Para formar atletas de base, o Rede Atletismo Novos Talentos selecionou 66 jovens, com idade entre 15 e 18 anos, nos sete estados onde atua a Rede Energia. Mais de 16 mil jovens se inscreveram para participar das eliminatórias e 186 foram para a final realizada em Bragança Paulista, no Centro Nacional de Excelência Esportiva (CNEE). Os jovens selecionados passaram a residir e treinar nesse centro, que foi construído especialmente para esse projeto e possui insfraestrutura para a realização de competições nacionais e internacionais. O projeto venceu os prêmios Top Social e Fundação Coge pelo melhor projeto apresentado pelas empresas de energia elétrica na área de Ações de Responsabilidade Social no ano de 2009. (GRI EC08) 3. Desenvolvimento regional e geração de renda • “Círio de Nazaré” - Patrocínio do maior evento religioso do Brasil, que ocorre no Pará todos os anos e é uma atração turística do Estado. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 151
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    Desempenho Social • Guias históricos e turísticos - Elaboração de um guia histórico e turístico do Pará e Mato Grosso, em 2008, e lançamento em 2010 dos guias do Tocantins e Mato Grosso do Sul para o fomento do turismo nas regiões nas quais a Rede Energia atua. • Portas Abertas - Realização de palestras sobre o uso racional de energia, a segurança e outros temas em escolas e entidades. Esse projeto é realizado nas empresas: Bragantina, Caiuá, Nacional, Força e Luz do Oeste e Vale Paranapanema. • Projeto Transparência - Para esclarecer dúvidas e levar diversas informações de interesse da comunidade no que se refere ao uso da energia elétrica, a Celpa implantou o Projeto Transparência. O projeto é realizado por meio de palestras ministradas nas comunidades para promover o uso seguro e racional da energia e o consumo consciente. As palestras também orientam os clientes sobre os serviços prestados pela concessionária e seus direitos e deveres. • Projeto navega Pará - O Navega Pará, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (SEDECT), em uma iniciativa conjunta com o Governo do estado do Pará, é um projeto pioneiro que visa integrar todo o estado do Pará, implementando infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e articulando uma rede de fibra óptica, enlaces de rádios e satélites, a fim de promover uma grande ação de inclusão digital e de cidadania. O projeto beneficia a população de todo o Estado. Ao todo são 1.800 quilômetros de rede de fibra óptica que viabilizam ações em diversas áreas. Em 2009 foram inauguradas no nordeste paraense 45 cidades digitais e implantados 86 infocentros nos municípios. A Celpa está trabalhando em parceria com o governo 152
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    do Pará naimplantação deste projeto inovador e ousado, disponibilizando sua infraestrutura de postes das redes de distribuição para os cabos de fibra óptica, contribuindo para a promoção da inclusão digital, cidadania e para a melhoria no serviço de atendimento aos clientes da Celpa nos municípios beneficiados pelo projeto. • Vale-luz – Esse projeto, realizado na Cemat, promove a troca de latas de refrigerante a garrafas PET por créditos a serem usados no pagamento da conta de energia. É realizado em parceria com a Rede de supermercados Modelo, com o Governo do Estado, relatório de responsabilidade socioambiental 2009 153
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    Desempenho Social a Aleris Latasa, Bioterra, Bimetal e União Cuiabana das Associações de Moradores de Bairros (Ucamb). Em 2010 terá a ampliação dos postos de coleta na capital mato-grossense. O consumidor leva o material reciclável até o posto de coleta, no supermercado, onde o produto é pesado. De acordo com o peso, ele recebe um vale. A conta de luz deve ser paga no próprio caixa do supermercado, com a apresentação do vale que gera o desconto. Todo o material recolhido é destinado à reciclagem por empresas especializadas. • A Voz dos Bairros - A Cemat apóia a iniciativa da Federação Mato-grossense das Associações de Moradores de Bairros (Femab), que mantém um programa de rádio diário para divulgar as demandas e promover interação entre as associações de moradores. O programa de rádio é uma ferramenta importante para o fortalecimento e a união das comunidades em prol do desenvolvimento social. • Fundo da Criança e do Adolescente – a Rede Energia procura direcionar recursos disponíveis para doações ao Fundo da Criança e do Adolescente, beneficiando entidades que promovem ações voltadas às crianças, à geração de renda e ao desenvolvimento regional. • Feiras de negócios e eventos - Com o apoio à realização de feiras de negócios e eventos, a empresa, além de reforçar eventos tradicionais, incentiva a realização de negócios e o desenvolvimento econômico da sua área de concessão, bem como contribui para o fortalecimento das associações de classe. 154
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    Democratização do acesso Nacondição de maior holding do setor elétrico nacional, presente em 34% do território nacional, a Rede Energia assume o compromisso com as três esferas do governo – federal, estadual e municipal – para levar energia limpa às comunidades isoladas que vivem com elevado índice de analfabetismo e baixo índice de renda. Os investimentos da Rede Energia nos programas sociais somaram R$ 494 milhões em 2009, incluindo os programas: “Luz para Todos” (LPT), “Interligação da Ilha de Marajó”, “Programa Universalização”, entre outros. (GRI EU23) No programa do governo federal “Luz para Todos”, a Rede Energia é o segundo maior participante do País, tendo investido R$ 374,8 milhões para fornecer energia a populações urbanas e rurais de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Instituído em 2003, o “Luz para Todos” tem a meta de levar energia elétrica para 100% da população do meio rural até 2010. O programa é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e operacionalizado com a participação da Eletrobrás. A Lei 10.762 de 11/11/2003 alterou a prioridade de atendimento aos municípios, dando ênfase aos municípios com menor IDH, limitando esses atendimentos às novas unidades ligadas em baixa tensão (inferior a 2,3 kV), com carga instalada de até 50 kW. Segundo pesquisa feita pelo Governo Federal, quase metade dos atendidos pelo “Luz para Todos” deixou de utilizar outras fontes de energia, mais poluentes, como diesel, gasolina, querosene, gás ou pilhas. (GRI EU23)Essa pesquisa ainda mostra que 90% dos beneficiários afirmam que sua qualidade de vida aumentou; 86% dizem que as condições de moradia também são melhores; 38,5% dos entrevistados viram relatório de responsabilidade socioambiental 2009 155
  • 156.
    Desempenho Social crescer a renda familiar; 34% dos atendidos tiveram melhorias nas condições de trabalho; e 41,1% passaram a desenvolver atividades escolares à noite. Outro projeto social em andamento é a “Interligação da Ilha de Marajó”, que prevê a construção de cerca de 500 quilômetros de linhas de distribuição, com 16 subestações, para os residentes da ilha. Pela primeira vez, a comunidade terá acesso à energia limpa e de qualidade, permitindo o desligamento de 15 usinas térmicas movidas a diesel. Sem a queima de óleo diesel, a emissão de CO2 será reduzida no maior arquipélago fluviomarinho do mundo. A primeira etapa do projeto foi iniciada em 2009 pela Rede Energia, com o investimento de R$ 60 milhões. O projeto continua até 2012. A Rede Energia tem promovido ações de eficiência energética. Através do “Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica”, que é um programa do governo federal cujo objetivo é a promoção e a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, a empresa promove a doação de geladeiras e lâmpadas econômicas a famílias com renda de até três salários mínimos. Todos os equipamentos possuem o selo Procel. 156
  • 157.
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  • 158.
    Desempenho Social Desenvolvimento do País A Rede Energia se une aos governos dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, e à Organização das Nações Unidas (ONU), e convoca desde prefeituras a cooperativas, associações, escolas e empresários para, em conjunto, tornar possível a melhoria dos indicadores sociais das regiões Norte e Centro-Oeste do País. A Rede Energia é a primeira empresa privada a apoiar a “Agenda Criança Amazônia”. Em 2009, a Agenda Criança Amazônia foi implantada no Tocantins e no Pará e, em 2010, será a vez do Mato Grosso. Até 2012, todos os 750 municípios, dos nove estados da Amazônia Legal, serão convidados a participar da iniciativa de mobilização, fortalecimento e monitoramento das políticas públicas locais. A campanha “Agenda Criança Amazônia” é um programa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com o objetivo de melhorar as condições de vida dos nove milhões de crianças que vivem na Amazônia Legal brasileira. A parceria de Rede Energia com o UNICEF – órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) – tem como objetivo a melhoria das condições de vida das crianças do Pará e do Tocantins. Dentro da área de atuação, a Celpa e a Celtins mobilizaram sua infraestrutura para inserir uma “fatura carona” junto às contas de energia entregue aos consumidores. Qualquer um dos consumidores residenciais da Celpa e da Celtins podem 158
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    optar por contribuircom R$ 2,00 por mês ao UNICEF, para o desenvolvimento do projeto. A suspensão da colaboração pode ser feita a qualquer momento pelo consumidor. A verba tem como meta a melhoria de importantes indicadores sociais, como taxa de pobreza, mortalidade infantil e materna, desnutrição infantil, registro civil, acesso ao pré-natal, gravidez na adolescência, violência e trabalho infantil, incidência de Aids e malária, acesso à água potável, acesso e permanência na escola. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 159
  • 161.
  • 162.
    Sobre o relatório Desde 2007, a Rede Energia publica seus relatórios socioambientais anualmente, seguindo o padrão GRI. Este relatório tem a abrangência do ano de 2009 completo – de 01/01/2009 a 31/12/2009. (GRI 3.1, 3.2 e 3.3) A GRI (Global Reporting Initiative) é uma organização não governamental internacional, com sede em Amsterdã, na Holanda, que, desde 1997, desenvolve e dissemina diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade a empresas do mundo todo. Este relatório alcança o nível B GRI, contendo informações econômicas, ambientais e sociais da organização, com um total de 100 indicadores reportados e mais 16 setoriais. Foram consideradas informações materiais, e, portanto, reportadas no relatório, todas aquelas que são relevantes para a empresa, ou seja, que afetam na gestão dos impactos sociais, econômicos e ambientais. Para a priorização dos temas, foram realizadas entrevistas com executivos seniores da Rede Energia, que têm grande entendimento sobre o negócio e sobre a empresa. Eles citaram quais os temas que foram mais relevantes, em sua percepção, durante o ano de 2009. (GRI 3.7) A Rede Energia acredita na importância do engajamento dos stakeholders, sendo assim, pretende disponibilizar o relatório a todos os que se interessarem por ele, uma vez que este estará disponível para acesso no site da empresa e em versões resumidas com os assuntos de interesse dos stakeholders de cada concessionária. (GRI 3.5 e 3.6) 162
  • 163.
    A fim deidentificar os principais stakeholders, na visão da empresa, foi feito um exercício com os executivos participantes do comitê de responsabilidade socioambiental. Esses executivos são atuantes em diversas áreas e diversas localidades geográficas dentro da Rede Energia. Durante uma reunião, cada executivo listou os principais stakeholders, em sua percepção. Em seguida, essa informação foi consolidada, pensando na Rede Energia como um todo, possibilitando, assim, a identificação da lista de stakeholders mais importantes na visão da própria empresa. (GRI 4.15) Neste relatório, não houve alterações que afetem substancialmente a comparabilidade entre as informações de anos anteriores ou entre outras empresas. (GRI 3.8) Também não pode ser citada nenhuma reformulação de informações fornecidas em relatórios anteriores que afetem a comparabilidade dos dados. (GRI 3.10) Os indicadores e as informações publicados neste relatório foram consolidados com base nas diretrizes dos protocolos do GRI e dos relatórios financeiros publicados conforme normas as quais a empresa está sujeita. Informações corporativas, questionário do GRI, entrevistas com as lideranças, relatórios apresentados à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) serviram de base para a compilação do relatório da holding. Ao longo do relatório, sempre que necessário, haverá nota explicativa caso a técnica de medição e/ou a base de cálculos sejam distintas. (GRI 3.9) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 163
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    Sobre o relatório Com relação às alterações relevantes nos métodos de coleta de informação, podemos destacar que no ano de 2009 foi criada uma ferramenta interna que consiste em um questionário enviado a cada uma das áreas das empresas da holding. Utilizando essa ferramenta, os executivos podem responder aos itens do GRI que forem relacionados à sua área. (GRI 3.11) Este relatório não incorpora a prática da verificação externa. Visando à integridade e credibilidade das informações aqui apresentadas, a Rede Energia submete as suas informações financeiras à auditoria externa. (GRI 3.13) Em caso de dúvidas quanto ao relatório, pode-se entrar em contato com a área de Responsabilidade Socioambiental da Rede Energia pelo e-mail: responsabilidade.socioambiental@redenergia.com ou pelo telefone: (11) 3066-2212. (GRI 3.4) A Rede Energia está localizada na Av. Paulista 2439 – São Paulo SP. (GRI 2.4) 164
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    Sobre o relatório Níveis de aplicação de Indicadores GRI G3 Relatório Niveis de aplicação C C+ B B+ A A+ Responder aos itens: Responder todos os O mesmo 1.1; critéros elencados exigido para Perfil da G3 2.1 a 2.10; para o Nível C mais: o nível B. 3.1 a 3.8, 3.10 a 3.12; 1.2; Resultado 4.1 a 4.4, 4.14 a 4.15 3.9 a 3.13; 4.5 a 4.13, 4.16 a 4.17 Não exigido. Informações sobre Forma de Com verificação externa Com verificação externa Com verificação externa a Forma de gestão Gestão Informações sobre para cada Categoria divulgada a forma de gestão do Indicador. para cada da G3 Categoria Resultado de Indicador. Conteúdo do relatório Reponder a um Reponder a um Responder a mínimo de 10 mínimo de 20 cada Indicador Indicadores de Indicadores de essencial Desempenho, Desempenho, da G3 e do Indicadores de incluindo pelo incluindo pelo Suplemento Desempenho da menos um de menos um de Setorial* com a G3 & Indicadores cada uma das cada uma das materialidade de Desempenho do seguintes áreas seguintes áreas de uma das de desempenho: de desempenho: seguintes Suplemento Setorial social, econômico econômico, formas: Resultado e ambiental. ambiental, dir. a) respondendo humanos, praticas ao indicador ou trabalhistas, b) explicando sociedade, o motivo da responsabilidade omissão pelo produto *Suplemento Setorial em sua versão final. 166
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  • 168.
    Sobre o relatório Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Millennium Development Targets Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são um conjunto de 8 macro-objetivos, a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos, empresas e da sociedade. Eles fazem parte da Declaração do Milênio, que foi aprovada pelas Nações Unidas em setembro de 2000. O Brasil, em conjunto com 191 países membros da ONU, assinou o pacto e estabeleceu um compromisso com a sustentabilidade do Planeta. 168
  • 169.
    Projetos e AçõesDesenvolvidas Erradicar a Extrema Pobreza e a Fome • Fundação Aquarela • Convênio UNICEF – Agenda Criança Amazônia Atingir a Universalização do Ensino Fundamental • Criança Luz • Fundação Aquarela • Compromisso Todos pela Educação • Doações para Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente Reduzir a Mortalidade Infantil • Convênio UNICEF – Agenda Criança Amazônia • Doações para Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente • Apoio às Santas Casas Melhorar a Saúde Materna • Apoio às Santas Casas – com arrecadação de doações das comunidades por meio da fatura de energia elétrica Garantir a Sustentabilidade Ambiental • Programa de Redução de Emissão de CO2 • Programa de Recuperação de Áreas Degradadas • Sistema de Gestão Ambiental • Programa de Licenciamento Ambiental • Programa de Preservação da Biodiversidade • Programa Cuide do Seu Mundo • Livros de Educação Ambiental – LeLê e Trix • Eficiência Energética Promover Parceria Mundial pelo Desenvolvimento • GT Ethos ISO 26000 • Programa Luz para Todos • Compromisso Todos pela Educação relatório de responsabilidade socioambiental 2009 169
  • 170.
    Sobre o relatório Balanço Social Social Report Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando indicado de outra forma) 1. Base de cálculo 2009 2008 R$ R$ Receita líquida (RL) 5.044.554 3.995.756 Resultado Operacional (RO) 64.265 394.371 Folha de pagamento bruta (FPB) 384.771 403.000 170
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    2. Indicadores sociaisinternos 2009 2008 % sobre % sobre R$ FBP RL R$ FPB RL Alimentação 33.494 8,7 0,7 26.066 6,5 0,7 Encargos sociais compulsórios 80.868 21 1,6 66.319 16,5 1,7 Previdência privada 6.137 1,6 0,1 2.876 0,7 0,1 Saúde 17.587 4,6 0,3 15.911 3,9 0,4 Segurança e medicina 3.122 0,8 0,1 4.268 1,1 0,1 no trabalho Educação 766 0,2 - 676 0,2 - Capacitação e 1.627 0,4 - 2.788 0,7 0,1 desenvolvimento profissional Auxílio-creche 1.047 0,3 - 895 0,2 - Participação dos empregados nos 12.920 3,4 0,3 6.681 1,7 0,2 lucros ou resultados Participação dos administradores nos 5.077 1,3 0,1 1.605 0,4 - lucros ou resultados Incentivo à aposentadoria 1.410 0,4 - 5.528 1,4 0,1 e demissão voluntária Vale-transporte - excedente 1.380 0,4 - 1.850 0,5 - Outros benefícios 3.884 1 0,1 2.358 0,6 0,1 Total indicadores sociais internos 169.319 44,1 3,3 137.821 34,4 3,5 relatório de responsabilidade socioambiental 2009 171
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    Sobre o relatório 3. Indicadores sociais externos 2009 2008 % sobre % sobre R$ RO RL R$ RO RL Educação 2.566 4 0,1 2.455 0,6 0,1 Cultura 907 1,4 - 1.224 0,3 - Esporte e lazer 290 0,5 - 141 - - Combate à fome e segurança alimentar - - - - - - Doações/contribuições 4.374 6,8 0,1 8.190 2,1 0,2 Outros 136 0,2 0 - - - Subtotal 8.273 12,90 0,20 12.010 3,00 0,30 Programas sociais: Programa Nacional de 374.752 583,10 7,40 703.011 178,30 17,60 Universalização - Luz para Todos Programa Nacional de Conservação de 5.708 8,9 0,10 4.761 1,20 0,10 Energia Elétrica - PROCEL Programa Universalização 53.008 82,50 1,10 34.292 8,70 0,90 Interligação Ilha do Marajó 60.404 94,00 1,20 - - - Outros 158 0,20 - 437 0,10 - Subtotal 494.030 768,70 9,80 742.501 188,30 18,60 Total de contribuições 502.303 781,60 10 715.021 181,3 17,9 para a sociedade Tributos (excluídos encargos sociais) 2.407.993 3.747,00 47,7 1.952.885 495,2 48,9 Total indicadores sociais externos 2.910.296 4.528,6 57,7 2.667.906 676,5 66,8 172
  • 173.
    4. Indicadores ambientais 2009 2008 % sobre % sobre R$ RO RL R$ RO RL Estação ecológica - Fauna/Flora 1.964 3,1 3.073 0,8 0,1 Total de indicadores ambientais 1.964 3,1 3.073 0,8 0,1 Investimentos relacionados com a produção/operação da empresa: Fundo Nacional de Desenv. Científico e 9.768 15,2 0,2 8.170 2,1 0,2 Tecnológico - FNDCT Estudo de Pesquisa 4.884 7,6 0,1 4.395 1,1 0,1 Energética - EPE (MME) Programa de Eficiência 24.092 37,5 0,5 18.565 4,7 0,5 Energética - PEE Programa de Pesquisa e 9.925 15,4 0,2 8.498 2,2 0,2 Desenvolvimento - P&D Total de investimentos relacionados 48.669 75,7 1 39.628 10,1 1 com a produção/operação da empresa Total de indicadores ambientais e invest. relac. com a produção/operação 50.633 78,8 1 42.701 10,9 1,1 da empresa Quanto ao estabelecimento de “metas (x) não possui metas (x) não possui metas anuais” para minimizar resíduos, o consumo ( ) cumpre de 0 a 50% ( ) cumpre de 0 a 50% em geral na produção/operação e aumentar ( ) cumpre de 51% a 75% ( ) cumpre de 51% a 75% a eficácia na utilização de recursos ( ) cumpre de 76% a 100% ( ) cumpre de 76% a 100% naturais, a empresa relatório de responsabilidade socioambiental 2009 173
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    Sobre o relatório 5. Indicadores do corpo funcional (*) 2009 2008 R$ RS Nº de empregados no final do período 6.504 6.368 Escolaridade dos empregados: Superior e extensão universitária 1.562 1.972 2º grau 4.206 3.794 1º grau 736 602 Faixa etária dos empregados: Abaixo de 30 anos 2.119 1.862 De 30 até 45 anos (inclusive) 2.961 3.119 Acima de 45 anos 1.424 1.387 Nº de admissões durante o período 652 684 Nº de empregados desligados no período 500 626 Nº de mulheres que trabalham na empresa 1.631 1.637 % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao nº total de mulheres 2,15% - % de cargos gerenciais ocupados por mulheres em relação ao nº total de gerentes 9,14% - Nº de negros que trabalham na empresa 2.712 289 % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao nº total de negros 0,93% - % de cargos gerenciais ocupados por negros em relação ao nº total de gerentes 5,24% - 174
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    5. Indicadores docorpo funcional (*) 2009 2008 R$ RS Nº de empregados portadores de deficiência física 247 244 Nº de dependentes 10.715 10.896 Nº de estagiários 188 211 Nº de empregados terceirizados/temporários 6.259 6.848 6. Informações relevantes quanto ao exercício da cidadania empresarial (*) 2009 metas 2010 Relação entre a maior e a menor 16,05 ND remuneração na empresa Número total de acidentes de trabalho 175 166 Os projetos sociais e ambientais ( ) direção ( ) direção desenvolvidos pela empresa foram (X) direção e gerências (X) direção e gerências definidos por: ( ) todos(as) empregados(as) ( ) todos(as) empregados(as) Os padrões de segurança e salubridade ( ) direção e gerências ( ) direção e gerências no ambiente de trabalho foram ( ) todos(as) empregados(as) ( ) todos(as) empregados(as) definidos por: (X) todos (as) + Cipa (X) todos (as) + Cipa Quanto à liberdade sindical, ao ( ) não se envolve ( ) não se envolverá direito de negociação coletiva e (X) segue as normas da OIT ( X ) seguirá as normas da OIT à representação interna dos(as) ( ) incentiva e segue a OIT ( ) incentivará e seguirá a OIT trabalhadores(as), a empresa: ( ) direção ( ) direção A previdência privada contempla: ( ) direção e gerências ( ) direção e gerências (X) todos(as) empregados(as) (X) todos(as) empregados(as) ( ) direção ( ) direção A participação dos lucros ou ( ) direção e gerências ( ) direção e gerências resultados contempla: (X) todos(as) empregados(as) (X) todos(as) empregados(as) relatório de responsabilidade socioambiental 2009 175
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    Sobre o relatório About the report 6. Indicadores ambientais 2009 2008 Na seleção dos fornecedores, os mesmos ( ) não são considerados ( ) não serão considerados padrões éticos e de responsabilidade social e ( ) são sugeridos ( ) serão sugeridos ambiental adotados pela empresa: (X) são exigidos (X) serão exigidos Quanto à participação de empregados(as) ( ) não se envolve ( ) não se envolverá em programas de trabalho voluntário, a (X) apoia (X) apoiará empresa: ( ) organiza e incentiva ( ) organizará e incentivará Na empresa: 9.273 Na empresa: 9.046 Número total de reclamações e No Procon: 7.161 No Procon: 6.925 críticas de consumidores(as): Na justiça: 4.868 Na justiça: 5.217 Na empresa: 98,77% Na empresa: 100% % de reclamações e críticas No Procon: 85,50% No Procon: 93,78% atendidas ou solucionadas: Na justiça: 49,48% Na justiça: 49,44% Valor adicionado total a distribuir Em 2009: R$ 4.948.642 Em 2008: R$ 4.288.654 Governo: 51,17% Governo: 54,37% Colaboradores(as): 6,28% Colaboradores(as): 7,83% Distribuição do valor Acionistas: -1,31% Acionistas: -0,8% adicionado (DVA): Terceiros: 38,53% Terceiros: 32,24% Lucros retidos: 5,33% Lucros retidos: 6,36% 176
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    7. Outras informações (a)Nos dados referentes a reclamações e críticas “Na Empresa”, foram considerados aqueles que entraram via ouvidoria e, no percentual de críticas atendidas ou solucionadas, considerou-se aquelas que foram atendidas e respondidas ao consumidor. (b) Visando aprimorar a qualidade das informações apresentadas no Balanço Social, algumas informações adicionais foram incluídas e, quando aplicável, os valores e dados de 2008 foram reclassificados para melhor comparabilidade, seguindo o padrão do IBASE sugerido pela ANEEL. (c) Negros - inclui negros e pardos, homens e mulheres. (d) (*) Informações não auditadas relatório de responsabilidade socioambiental 2009 177
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    Sobre o relatório Glossário de Responsabilidade Social Corporativa: Balanced Scorecard (BSC): Metodologia que busca traduzir a visão e a estratégia de uma empresa em indicadores- chave de desempenho que permitam o contínuo monitoramento e relacionem os objetivos estratégicos da organização a métricas estendidas a todos os níveis. Desenvolvimento Sustentável: O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu em 1987, na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU, e consiste na capacidade da sociedade atender às suas necessidades no presente, por meio das práticas econômicas e de mercado, sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. Ecoeficiências: Termo utilizado para identificar economias advindas do uso adequado de recursos naturais, possibilitado pela otimização de processos da empresa. Educação Ambiental: A educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e conceitos, que têm por objetivo o desenvolvimento das habilidades e a modificação das atitudes em relação ao meio ambiente, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. Inclusão Social: Prática voltada a deliberações sobre a inclusão de pessoas com falta de oportunidades sociais à educação, ao mercado de trabalho, à cultura, à saúde e a outros direitos essenciais. 178
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    Global Reporting Initiative– GRI: Organização internacional baseada na Holanda, pioneira no desenvolvimento de normas globais para elaboração de relatórios de sustentabilidade. A GRI é uma organização não governamental internacional, com sede em Amsterdã, na Holanda, que, desde 1997, desenvolve e dissemina diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade a empresas do mundo todo. Indicadores GRI: Diretrizes qualitativas e quantitativas para mensuração, avaliação e comunicação de práticas da organização nos âmbitos econômico, social e ambiental. Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – Ibase: Instituição sem fins lucrativos, sem vinculação religiosa e partidária criada em 1981. O Ibase desenvolve projetos e/ou iniciativas nas seguintes linhas: Alternativas Democráticas à Globalização; Desenvolvimento e Direitos; Direito à Cidade; Economia Solidária; Processo Fórum Social Mundial; Juventude Democracia e Participação; Observatório da Cidadania: direitos e diversidade; Responsabilidade Social e Ética nas Organizações; Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Instituto Ethos: O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma organização não governamental criada com a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 179
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    Sobre o relatório Geração de Valor: No contexto de sustentabilidade, geração de valor significa a geração de benefícios monetários mensuráveis (valores tangíveis) a partir de práticas de Responsabilidade Social Corporativa, como economia de custos ou geração de receitas; ou de benefícios nãomonetários (valores intangíveis) advindos também dessas práticas como o aumento do valor da marca e da reputação da empresa, obtenção de licença para operar, atração e retenção de talentos, acesso ao capital e melhor gestão de riscos. Políticas Públicas: Entende-se por Políticas Públicas um conjunto de ações coletivas organizadas pelo Estado, voltadas à garantia dos direitos civis, políticos e sociais, configurando um compromisso público que visa contemplar determinada demanda, em áreas diversas. Relatório Anual: Relatório que consolida informações econômico- financeiras, elaborado anualmente por empresas que visam tornar suas práticas mais transparentes conferindo melhor comunicação com o mercado. Relatório de Sustentabilidade: É a principal ferramenta de comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações. O modelo de relatório da GRI é atualmente o mais completo e mundialmente difundido. Seu processo de elaboração contribui para o engajamento das partes interessadas da organização, a reflexão dos principais impactos, a definição dos indicadores e a comunicação com os públicos de interesse. 180
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    Responsabilidade Social Corporativa: Formade gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. Stakeholders (públicos de interesse): Pessoas, grupos, organizações ou sistemas que afetam e podem ser afetados, direta ou indiretamente, pelas ações de uma empresa. São exemplos de stakeholders: colaboradores, fornecedores, consumidores, comunidade, governo, formadores de opinião, meio ambiente, acionistas etc. Cadeia de Valor: Conceito de administração de empresas que designa a série de atividades relacionadas e desenvolvidas pela empresa para satisfazer as necessidades dos clientes, desde as relações com os fornecedores e ciclos de produção e venda até a fase de distribuição para o consumidor final. O gerenciamento da cadeia de valor, segundo a metodologia que popularizou esse conceito, traz à empresa vantagens competitivas, por meio da eliminação de atividades que não adicionam valor ao produto. Ao incorporar elementos de responsabilidade social ao gerenciamento da cadeia de valor e estimular essa incorporação por parte de sua cadeia de fornecimento e de distribuição, a empresa, além de adicionar valor ao seu produto, contribui efetivamente para o desenvolvimento sustentável. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 181
  • 182.
    Sobre o relatório Cliente: Destinatário, beneficiário ou usuário externo à organização, de um produto ou serviço provido por um fornecedor, que pode ser interno ou externo à organização. Pode ser também aquele que compra bens ou serviços, para si ou para presentear. Consumidor: Aquele que faz uso dos bens ou serviços, adquiridos por si ou por outros. Consumo consciente: Visa transformar o ato de consumir em um ato de cidadania. Em adição ao bem-estar pessoal, o consumidor consciente considera em suas escolhas de consumo as possibilidades ambientais e as necessidades sociais. Governança corporativa: É o sistema pelo qual as organizações são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas/cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. Resíduo: Termo utilizado para qualquer material, seja gás, líquido ou sólido, resultante de processos de produção, extração de recursos naturais, execução e utilização de produtos e serviços. 182
  • 183.
    Glossário específico daempresa: Holding: Sociedade gestora de participações sociais criada com o objetivo de administrar um grupo delas (conglomerado). A empresa criada para administrar possui a maioria das ações ou quotas das empresas componentes de determinado grupo de empresas, que podem ou não pertencer a diversos setores de atividade. Bioenergia: Energia renovável obtida pela transformação química da biomassa. Linhas de transmissão: Sistema usado para transmitir energia eletromagnética. Esta transmissão não é irradiada, é sim guiada de uma fonte geradora para uma carga consumidora, podendo ser uma guia de onda, um cabo coaxial ou fios paralelos ou torcidos. Desestatização: Processo de venda de uma empresa ou instituição do setor público - que integra o patrimônio do Estado - para o setor privado, geralmente por meio de leilões públicos. O processo de desestatização, segundo o Programa Nacional de Desestatização em seu Art. 1°, inciso I, da Lei de 9 de setembro de 1997, tem como objetivo fundamental “a reordenação da posição estratégica do Estado na economia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público”. Sistemas elétricos desconectados ou isolados: São localidades não integradas à distribuição de energia elétrica. Esses locais acabam sendo abastecidos por usinas termelétricas ou não são abastecidos. O Brasil relatório de responsabilidade socioambiental 2009 183
  • 184.
    Sobre o relatório possuía vários sistemas elétricos desconectados, o que impossibilitava uma operação eficiente das bacias hidrográficas regionais e da transmissão de energia elétrica entre as principais usinas geradoras. Ambiente de Contratação Regulado (ACR): Segmento no qual as empresas de distribuição realizam as operações de compra e venda de energia elétrica precedidas de licitação. Ambiente de Contratação Livre (ACL): Segmento no qual as empresas de distribuição realizam operações de compra e venda de energia elétrica por meio de contratos livremente negociados, firmados com Produtores Independentes de Energia Elétrica (PIE), agentes comercializadores e importadores de energia, consumidores livres ou geradores estatais. Estes últimos só podem fazer suas ofertas por meio de leilões públicos. ABRADEE: Sigla de Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, que tem atualmente um quadro de empresas associadas que compreende mais de 95% do mercado de energia elétrica no Brasil. Ações preferenciais: Conferem ao titular prioridades na distribuição de resultados e no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia. Entretanto, as ações preferenciais não dão direito a voto ao acionista na Assembléia Geral da empresa, ou restringem o exercício desse direito. 184
  • 185.
    Ações ordinárias: Conferem aotitular os direitos essenciais do acionista, especialmente participação nos resultados da companhia, e direito a voto nas assembléias da empresa. Cada ação ordinária corresponde a um voto na Assembléia Geral. ANEEL: Sigla de Agência Nacional de Energia Elétrica. É uma autarquia em regime especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME) e tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração, a transmissão, a distribuição e a comercialização da energia elétrica, atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade; mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores; conceder, permitir e autorizar instalações e serviços de energia; garantir tarifas justas; zelar pela qualidade do serviço; exigir investimentos; estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. SAP: Sistema integrado de gestão empresarial (ERP), que procura contemplar a empresa e todos os seus departamentos funcionais na criação de um banco de dados centralizado comum. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 185
  • 186.
    Sobre o relatório Estrutura tarifária horo-sazonal: Aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência, de acordo com as horas de utilização do dia (divisão em horário de ponta e horário fora de ponta) e dos períodos do ano (divisão em período seco e período úmido). Elas podem ser de dois tipos: a tarifa Verde e a tarifa Azul. CCEE: Sigla de Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. É uma Associação civil integrada pelos agentes das categorias de geração, de distribuição e de comercialização de energia elétrica, que desempenha papel estratégico para viabilizar as operações de compra e venda no Sistema Interligado Nacional (SIN), registrando e administrando contratos firmados entre geradores, comercializadores, distribuidores e consumidores livres. Energia Incentivada/Renovável: Energia que advém de fontes naturais que são capazes de se regenerar, e são, portanto, virtualmente inesgotáveis. São exemplos de fontes de energia renovável a eólica, a solar e a de biomassa. Área de concessão: Mediante contratos de concessão, assinados entre a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e as empresas prestadoras dos serviços de transmissão e distribuição de energia, são estabelecidas regras claras a respeito de tarifa, regularidade, continuidade, segurança, atualidade e qualidade dos serviços e do atendimento prestado aos consumidores em determinada área por um dado período de tempo. 186
  • 187.
    Cruzeta: Peça localizada noalto dos postes de transmissão de energia, originalmente utilizadas por Companhias de Energia Elétrica, que servem de apoio aos cabos e fios que são transpassados de um poste ou outro. Logística reversa: Também conhecida como “Canais de Distribuição Reversos”, pode se traduzir na forma como parte dos produtos no pós-venda ou no pós-consumo retornam ao ciclo produtivo, readquirindo valor seja no reuso ou na reciclagem de seus materiais constituintes, minimizando os impactos ambientais através da diminuição de resíduos no pós-consumo e economizando energia. Este novo conceito de logística está alinhado às ações de responsabilidade ambiental da empresa com as exigências governamentais e com as políticas internacionais de sustentabilidade ambiental. Rede Sul-Sudeste: Nomenclatura utilizada pela empresa para se referir as distribuidoras que estão localizadas nas regiões sul e sudeste do Brasil. O termo engloba as seguintes distribuidoras: Vale Paranapanema, Caiuá, Bragantina, Companhia Força e Luz do Oeste e Nacional. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 187
  • 188.
    Sobre o relatório Índice Remissivo GRI (GRI 3.12) Indicadores de Perfil Página 1 Estratégia e Análise GRI 1.1 Declaração do presidente 8 GRI 1.2 Descrição dos principais impactos, riscos e oportunidades. 29 2 Perfil da Organização GRI 2.1 Nome da organização 13 GRI 2.2 Principais marcas, produtos e/ou serviços 12 Estrutura operacional da organização, incluindo principais di- GRI 2.3 52 visões, unidades operacionais, subsidiárias e joint ventures. GRI 2.4 Localização da sede da organização. 164 Número de países em que a organização opera e nome dos países em que suas principais operações estão localizadas ou são GRI 2.5 12 especialmente relevantes para as questões de sustentabilidade cobertas pelo relatório. . GRI 2.6 Tipo e natureza jurídica da sociedade 52 Mercados atendidos (incluindo discriminação geográfica, setores GRI 2.7 13, 14, 15 atendidos e tipos de clientes/beneficiários) 188
  • 189.
    Indicadores de Perfil Página Porte da organização, incluindo:número de empregados;vendas GRI 2.8 líquidas;capitalização total discriminada em termos de dívida e 66, 68 patrimônio líquido; quantidade de produtos ou serviços oferecidos. Principais mudanças durante o período coberto pelo relatório referentes a porte, estrutura ou participação acionária, incluindo: localização ou mudança nas operações, inclusive abertura, GRI 2.9 fechamento e expansão de unidades operacionais; mudanças 70 na estrutura de capital social e outra formação de capital; manutenção ou alteração nas operações (para org. do setor privado) GRI 2.10 Prêmios recebidos no período coberto pelo relatório. 30 relatório de responsabilidade socioambiental 2009 189
  • 190.
    Sobre o relatório Indicadores de Perfil Página 3 Parâmetros do Relatório GRI 3.1 Período coberto pelo relatório 162 GRI 3.2 Data do relatório anterior 162 GRI 3.3 Ciclo de emissão de relatórios 162 Dados para contato em caso de perguntas relativas ao relatório GRI 3.4 164 e seu conteúdo. Processo para a definição do conteúdo do relatório (incluindo determinação da materialidade; priorização de temas dentro do GRI 3.5 162 relatório; identificação de quais stakeholders a organização espera que usem o relatório) Limite do Relatório (países, divisões, subsidiárias, joint GRI 3.6 162 ventures, fornecedores, instalações arrendadas). Declaração sobre quaisquer limitações específicas quanto ao escopo GRI 3.7 162 ou ao limite da GRI Base para a elaboração do Relatório no que se refere a joint ventures, subsidiárias, instalações arrendadas, operações GRI 3.8 terceirizadas e outras organizações que possam afetar 163 significativamente a comparabilidade entre períodos e/ou entre organizações. Técnicas de Medição de dados e as bases de cálculos, incluindo GRI 3.9 hipóteses e técnicas, que sustentam as estimativas aplicadas à 163 compilação dos indicadores e outras informações do relatório. 190
  • 191.
    Indicadores de Perfil Página Explicação das consequências de quaisquer reformulações de informações fornecidas em relatórios anteriores e as razões para GRI 3.10 tais reformulações (como fusões ou aquisições, mudança no 163 período ou ano-base, na natureza do negócio, em métodos de medição). Mudanças significativas em comparação com anos anteriores no GRI 3.11 que se refere a escopo, limite ou métodos de medição aplicados 164 no relatório. . GRI 3.12 Tabela que identifica a localização das informações no relatório. 188 Política e prática atual relativa à busca de verificação externa para o relatório. Se a verificação não for incluída no relatório GRI 3.13 de sustentabilidade, é preciso explicar o escopo e a base de 164 qualquer verificação externa fornecida, bem como a relação entre a organização relatora e os auditores. 4 Governança, compromisso e engajamento Estrutura de governança da organização, incluindo comitês sob o mais alto órgão de governança responsável por tarefas GRI 4.1 53 específicas, tais como estabelecimento de estratégia ou supervisão da organização. Indicação caso o presidente do mais alto órgão de governança GRI 4.2 seja um diretor executivo (e, se for o caso, suas funções dentro da 53 administração da organização e as razões para tal composição). relatório de responsabilidade socioambiental 2009 191
  • 192.
    Sobre o relatório Indicadores de Perfil Página Para organizações com uma estrutura administrativa unitária, GRI 4.3 declaração do número de membros independentes ou não- 37 executivos do mais alto órgão de governança. Mecanismos para que acionistas e empregados façam GRI 4.4 recomendações ou dêem orientações ao mais alto órgão 134 de governança. Relação entre remuneração para membros do mais alto órgão de governança, diretoria executiva e demais executivos GRI 4.5 139 (incluindo acordos rescisórios) e o desempenho da organização (incluindo desempenho social e ambiental). Processos em vigor no mais alto órgão de governança para RI 4.6 34 assegurar que conflitos de interesse sejam evitados. Processo para determinação das qualificações e conhecimento dos membros do mais alto órgão de governança para definir a GRI 4.7 40 estratégia da organização para questões relacionadas a temas econômicos, ambientais e sociais. Declaração de missão e valores, códigos de conduta e princípios internos relevantes para o desempenho econômico, ambiental e social, assim como o estágio de sua implementação. Explique GRI 4.8 18 até que ponto eles são aplicados na organização em regiões e departamentos/unidades diferentes e relacionam-se a normas acordadas internacionalmente. 192
  • 193.
    Indicadores de Perfil Página Procedimentos do mais alto órgão de governança para supervisionar a identificação e gestão por parte da organização do desempenho econômico, ambiental e social, incluindo GRI 4.9 34 riscos e oportunidades relevantes, assim como a adesão ou conformidade com normas acordadas internacionalmente, códigos de conduta e princípios. Processos para auto-avaliação do desempenho do mais alto órgão GRI 4.10 de governança, especialmente com o respeito ao desempenho 34 econômico, ambiental e social. Explicação de se e como a organização aplica o princípio da precaução. O artigo 15 dos Princípios do Rio introduziu o princípio da precaução. A resposta ao item 4.11 poderia GRI 4.11 60 relatar a abordagem da organização para gestão de risco no planejamento operacional ou no desenvolvimento e introdução de novos produtos. Cartas, princípios ou outras iniciativas desenvolvidas externamente de caráter econômico, ambiental e social que a organização subscreve ou endossa. Inclua a data da adoção e GRI 4.12 25 países/unidades operacionais em que são aplicados e a gama de stakeholders envolvidos no desenvolvimento e governança dessas iniciativas. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 193
  • 194.
    Sobre o relatório Indicadores de Perfil Página Participação em associações (como federações de indústrias) e/ou organismos nacionais/ internacionais de defesa em que a organização. Mencionar se possui assento em grupos GRI 4.13 responsáveis pela governança corporativa; integra projetos ou 128 comitês; contribui com recursos de monta além da taxa básica como organização associada; considera estratégica sua atuação como associada. GRI 4.14 Relação de grupos de stakeholders engajados pela organização. 21 Base para a identificação e seleção de stakeholders com os quais GRI 4.15 163 se engajar. Abordagens para engajamento dos Stakeholders, incluindo a frequência do engajamento por tipo e grupos de stakeholders GRI 4.16 (podem ser incluídos levantamentos , grupos de discussão, comitês 128, 132, 137, comunitários, comitês de assessoria corporativa, comunicações por escrito, estruturas gerenciais e sindicais, etc.). Principais temas e preocupações que foram levantados por meio GRI 4.17 do engajamento dos stakeholders e que medidas a organização 137 tem adotado para tratá-los. 194
  • 195.
    Indicadores de Desempenho Página Indicadores de Desempenho Econômico Valor econômico direto gerado e distribuído, incluindo receitas, custos operacionais, remuneração de empregados, doações EC01 66, 98 e outros investimentos na comunidade, lucros acumulados e pagamentos para provedores de capital e governos. Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades para as EC02 111 atividades da organização devido a mudanças climáticas. Cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício EC03 definido que a organização oferece. / Coverage of the 141 organization’s defined benefit plan obligations. EC04 Ajuda financeira significativa recebida do governo. 70 Variação da proporção do salário mais baixo comparado ao EC05 140 salário mínimo local em unidades operacionais importantes. Políticas, práticas e proporção de gastos com fornecedores locais em EC06 129 unidades operacionais importantes. Procedimentos para contratação local e proporção de membros EC07 de alta gerência recrutados na comunidade local em unidades 26 operacionais importantes. Desenvolvimento e impacto de investimentos em infra-estrutura e serviços oferecidos, principalmente para benefício público, por 147, 148, EC08 meio de engajamento comercial, em espécie ou atividades pro 149, 151 bono. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 195
  • 196.
    Sobre o relatório Indicadores de Desempenho Página Indicadores de Desempenho Ambienatal EN02 Percentual de materiais usados provenientes de reciclagem. 116 Consumo de energia direta discriminado por fonte de EN03 114 energia primária. EN05 Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência. 120 Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo EN06 de energia, ou que usem energia gerada por recursos renováveis, e 120 a redução na necessidade de energia resultante dessas iniciativas. EN08 Total de retirada de água por fonte. 116 Localização e tamanho da área possuída, arrendada ou administrada EN11 dentro de áreas protegidas, ou adjacente a elas, e áreas de alto índice 109 de biodiversidade fora das áreas protegidas. Descrição de impactos significativos na biodiversidade de atividades, EN12 produtos e serviços em áreas protegidas e em áreas de alto índice de 106 biodiversidade fora das áreas protegidas. Estratégias, medidas em vigor e planos futuros para a gestão de EN14 113 impactos na biodiversidade. Total de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa, EN16 118 por peso. 196
  • 197.
    Indicadores de Desempenho Página Outras emissões indiretas relevantes de gases de efeito EN17 121 estufa, por peso. . Iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e as EN18 119 reduções obtidas.. Peso de resíduos transportados, importados, exportados ou tratados considerados perigosos nos termos da Convenção da EN24 122 Basiléia– Anexos I, II, III e VIII, e percentual de carregamentos de resíduos transportados internacionalmente. Iniciativas para mitigar os impactos ambientais de produtos e EN26 111 serviços e a extensão da redução desses impactos. Valor monetário de multas significativas e número total de EN28 sanções não-monetárias resultantes da não-conformidade com 106 leis e regulamentos ambientais. Impactos ambientais significativos do transporte de produtos e EN29 outros bens e materiais utilizados nas operações da organização, 120 bem como do transporte de trabalhadores. EN30 Total de investimentos e gastos em proteção ambiental, por tipo. 109 relatório de responsabilidade socioambiental 2009 197
  • 198.
    Sobre o relatório Indicadores de Desempenho Página Indicadores de Desempenho Referentes a Práticas Trabalhistas e Trabalho Decente Total de trabalhadores, por tipo de emprego, contrato de LA01 138 trabalho e região. Benefícios oferecidos a empregados de tempo integral que não LA03 são oferecidos a empregados temporários ou em regime de meio 137, 141 período, discriminados pelas principais operações. Percentual de empregados abrangidos por acordos e LA04 137 negociação coletiva. Prazo mínimo para notificação com antecedência referente a LA05 mudanças operacionais, incluindo se esse procedimento está 140 especificado em acordos de negociação coletiva. Percentual dos empregados representados em comitês formais de segurança e saúde, compostos por gestores e por trabalhadores, LA06 144 que ajudam no monitoramento e aconselhamento sobre programas de segurança e saúde ocupacional. 198
  • 199.
    Indicadores de Desempenho Página Taxas de lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos, LA07 145 absenteísmo e óbitos relacionados ao trabalho, por região. Programas de educação, treinamento, aconselhamento, prevenção e controle de risco em andamento para dar LA08 142 assistência a empregados, seus familiares ou membros da comunidade com relação a doenças graves. Temas relativos a segurança e saúde cobertos por acordos LA09 104, 137 formais com sindicatos. Média de horas de treinamento por ano, por funcionário, LA10 142 discriminadas por categoria funcional. Programas para gestão de competências e aprendizagem contínua LA11 que apóiam a continuidade da empregabilidade dos funcionários e 141, 142 para gerenciar o fim da carreira. Percentual de empregados que recebem regularmente análises de LA12 142 desempenho e de desenvolvimento de carreira. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 199
  • 200.
    Sobre o relatório Indicadores de Desempenho Página Indicadores de Desempenho Referentes a Direitos Humanos Percentual e número total de contratos de investimentos significativos que incluam cláusulas referentes a direitos HR01 128, 129 humanos ou que foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos. Percentual de empresas contratadas e fornecedores críticos que HR02 foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos e 128 as medidas tomadas. HR04 Número total de casos de discriminação e as medidas tomadas. 138 Operações identificadas em que o direito de exercer a liberdade de associação e a negociação coletiva pode estar correndo HR05 137 risco significativo e as medidas tomadas para apoiar este direito. Operações identificadas como risco de ocorrência de trabalho HR06 infantil e as medidas tomadas para contribuir para a abolição 129 do trabalho infantil. Operações identificadas como de risco significativo de ocorrência de trabalho forçado ou análogo ao escravo e as medidas HR07 129 tomadas para contribuir para a erradicação do trabalho forçado ou análogo ao escravo. 200
  • 201.
    Indicadores de Desempenho Página Indicadores de Desempenho Social / Society Performance Indicators Natureza, escopo e eficácia de quaisquer programas e práticas SO01 para avaliar e gerir os impactos das operações nas comunidades, 147 incluindo a entrada, operação e saída SO04 Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção. 138 Valor total de contribuições financeiras e em espécie para SO06 partidos políticos, políticos ou instituições relacionadas, 127 discriminadas por país. Número total de ações judiciais por concorrência desleal, práticas SO07 132 de truste e monopólio e seus resultados. Indicadores de Desempenho Referentes à Responsabilidade pelo Produto Fases do ciclo de vida de produtos e serviços em que os impactos na saúde e segurança são avaliados visando PR01 145 melhoria, e o percentual de produtos e serviços sujeitos a esses procedimentos. Programas de adesão às leis, normas e códigos voluntários PR05 relacionados a comunicações de marketing, incluindo 130 publicidade, promoção e patrocínio. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 201
  • 202.
    Sobre o relatório Indicadores de Desempenho Página Indicadores de Suplemento Elétrico Capacidade instalada, discriminada por fonte de energia EU01 16 primária e por regime regulatório (MW). EU04 Extensão das linhas de distribuição e transmissão. 16 Planejamento para assegurar a disponibilidade e segurança na EU06 61 oferta de energia a curto e longo prazos. Atividades de pesquisa e desenvolvimento destinadas a EU08 fornecer energia elétrica confiável e promover o 111 desenvolvimento sustentável. EU09 Provisões para a suspensão de unidades de energia nuclear. 118 Perdas na transmissão e distribuição, em percentagem do total EU12 88 de energia. 202
  • 203.
    Indicadores de Desempenho Página Compensação na biodiversidade de habitats recuperados em EU13 108 relação às áreas afetadas. Políticas e procedimentos relativos à saúde e segurança de EU16 142 colaboradores e subcontratados. Programas, incluindo parcerias com o governo, para melhorar ou EU23 155 manter o acesso à energia elétrica e serviços de apoio ao cliente. Práticas para superar barreiras de acesso e garantir a segurança EU24 no uso dos serviços de energia (adequação à linguagem, cultura, 134 baixa instrução, deficiência). Número de acidentes e óbitos, envolvendo os ativos da EU25 empresa, incluindo decisões legais, acordos e processos judiciais 145 pendentes relacionados a doenças. relatório de responsabilidade socioambiental 2009 203
  • 204.
    Sobre o relatório Informações corporativas REDE ENERGIA S.A. Av. Paulista, 2.439, 5o andar – São Paulo – SP – CEP: 01311-936 CAIUÁ – DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA S.A. Rodovia SP-425, km 455 – Presidente Prudente – SP – CEP: 19001-970 EMPRESA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA VALE PARANAPANEMA S.A. Rua Smith Vasconcelos, 462 – Centro – Assis – SP – CEP: 19814-010 EMPRESA ELÉTRICA BRAGANTINA S.A. Rua Teixeira, 467 – Taboão – Bragança Paulista – SP – CEP: 12916-360 EMPRESA ENERGÉTICA DE MATO GROSSO DO SUL S.A. – ENERSUL Av. Gury Marques, 8.000 – Santa Felicidade – Campo Grande – MS – CEP: 79072-900 COMPANHIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA Av. Miguel Stéfano, 622 – Vila Paulista – Catanduva – SP – CEP: 15803-095 COMPANHIA FORÇA E LUZ DO OESTE Av. Manoel Ribas, 2.525 – Centro – Guarapuava – PR – CEP: 85010-180 COMPANHIA DE ENERGIA ELÉTRICA DO ESTADO DO TOCANTINS – CELTINS 104 Norte, cj. 4 – lote 12 A – Palmas – TO – CEP: 77006-032 CENTRAIS ELÉTRICAS MATOGROSSENSES – CEMAT Rua Manoel dos Santos Coimbra, 184 – Bairro Bandeirantes – Cuiabá – MT – CEP: 78010-150 204
  • 205.
    CENTRAIS ELÉTRICAS DOPARÁ S.A. – CELPA Rodovia Augusto Montenegro, 8.150 – km 8,5 – Bairro Coqueiro – Belém – CEP: 66823-010 REDE COMERCIALIZADORA DE ENERGIA S.A. Av. Paulista, 2.439, 4o andar – Cerqueira César – São Paulo – SP – CEP: 01311-936 TANGARÁ ENERGIA S.A. Av. Paulista, 2.439, 6o andar – Cerqueira César – São Paulo – SP – CEP: 01311-936 Créditos Direção Geral Engajamento, Conteúdo GRI e textos Responsabilidade Socioambiental Corporativa Via Gutenberg Maria de Souza Aranha Meirelles Projeto Gráfico, diagramação e finalização Supervisão Fajardo & Ranzini Design Gráfico Juliana Rittes Fotos Coordenação de conteúdo Banco de Imagens Rede Energia Ricardo Teles Renato Bomfim Lombello Willian Souza / Revista Opiniões Coordenação de Projeto Gráfico Lailson Santos relatório de responsabilidade socioambiental 2009 205
  • 206.
    Sobre o relatório A Rede Energia agradece aos integrantes do Comitê e aos demais colaboradores, que foram fundamentais para a elaboração do presente relatório: Comitê Corporativo de Responsabilidade Socioambiental Abelardo Ferreira dos Santos Geraldo Martins Riera Filho Área Regulatória Qualidade Alessandro C. Micelli Hans Jurgen Pfeifer Escritório de Processos Informação da Gestão Ana Claudia Mendes Cotrin Ivo Nicolau da Silva Qualidade Pesquisa e Desenvolvimento Ana Luiza Anache Leite Izaias Ferreira de Paula Comunicação Superintendência Jurídica Ana Luiza Rela Jefferson Kopak Meio Ambiente Superintendência Administrativa Daniel Machado Jonas Gonçalves Gestão de Pessoas Pesquisa e Desenvolvimento Daniela Lepinsk Romio Luci Santiago Comunicação Tecnologia da Informação Eraldo Silva Pereira Maria Tereza Loureiro Rorigues Rede Comercializadora Responsabilidade Socioambiental Evanize Patriota Mariel Goes Comunicação Meio Ambiente 206
  • 207.
    Marinella Guimarães Reinaldo Teixeira Mota Comunicação Contabilidade Mário Russo Risoleide Almeida Controladoria Atendimento ao Cliente Mirian de Lourdes Gomes da Silva Roberto Simões Iemini Consultoria de Mercado Superintendência de Operações Mônica Viveiros Correia Rodrigo Raphul Azevedo Garcia Gestão de Pessoas Consultoria de Mercado Morgana Rossi Rosangela Valio Camargo Escritório de Processos Relação com Investidor Nicola Francelli Vanessa Nespoli Saúde e Segurança Suprimentos Paulo Machado Waldirene Lisboa Coordenação de Frotas Comunicação Regina Ferreira Correia Zenilda Drumond Superintendência Administrativa Comunicação relatório de responsabilidade socioambiental 2009 207