Diretrizes Clínicas Protocolos Clínicos Assistenciais
MANEJO DA HIPERGLICEMIA EM PACIENTES
HOSPITALIZADOS
Serviço de Endocrinologia e Metabologia da UFS/EBSERH
• Descontrole glicêmico observado em pacientes hospitalizados está
associado a complicações e maior tempo de permanência hospitalar
• Diabetes Prévio X Hiperglicemia de Estresse
• Hiperglicemia de estresse é a elevação da glicose observada na vigência de
doenças agudas, sendo um achado frequente em pacientes hospitalizados
• UMPIERREZ (2002): 38% dos pacientes admitidos apresentaram hiperglicemia (1/3
sem história prévia de DM)
Introdução/Racional
• Fatores de risco para hiperglicemia durante a Internação:
Hormônios de
Estresse
• Epinefrina
• Glucagon
• GH
• Cortisol
Citocinas
Inflamatórias
• TNF-α
• IL-1
• IL-6
Medicações
• Glicocorticóides
• Catecolaminas
Introdução/Racional
↑Glicemia
Medicações
Citocinas
Inflamatórias
Hormônios
de Estresse
Introdução/Racional
• Efeitos Deletérios da Hiperglicemia
Introdução/Racional
Disfunção
Imunológica
• Depressão
leucocitária
• Adesão de
granulócitos
• Quimiotaxia
• Fagocitose
Efeitos
Hemodinâmicos
• Glicosúria
• Desidratação
• Perda de eletrólitos
e volume
• Hipoperfusão
tecidual
Tecidos
• Inflamação
• Estresse oxidativo
• Disfunção
endotelial
• Injúria miocárdica
• Controle glicêmico intensivo reduz, a curto e a longo prazos,
mortalidade, falência de múltiplos órgãos, infecções sistêmicas, a
permanência hospitalar e em UTIs, e consequentemente, os custos
hospitalares totais
• Meta Glicêmica (ADA e AACE):
Introdução/Racional
140 – 180mg/dl
• Possibilitar a identificação e o tratamento de pacientes com
hiperglicemia hospitalar, independente do diagnóstico prévio de DM
• Padronizar as prescrições da monitorização e do tratamento da
hiperglicemia hospitalar
• Evitar hipoglicemias durante o internamento
OBS: Este protocolo não se destina a orientar o tratamento da
Cetoacidose Diabética ou do Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico
Objetivos
Recursos Necessários
Aferição da
Glicemia Capilar
• Luvas de
Procedimento
• Algodão
• Álcool 70%
• Lancetas
• Tiras reagentes
• Glicosímetro
Aplicação de
Insulina
• Luvas de
Procedimento
• Algodão
• Álcool 70%
• Seringas de
insulina
• Agulhas de 8mm
• Bomba de
Infusão
Recursos Humanos
• Técnicos em
Enfermagem
• Enfermeiros
• Médicos
Insulinas
• NPH
• Regular
Admissão
Glicemia Capilar Aleatória
(2h após última refeição)
GC 180 - 250mg/dl
GC < 180mg/dl História prévia de DM
Repetir GC em 3horas
GC > 180mg/dl
GC de acordo com a
terapia nutricional do
paciente
+
Solicitar Glicemia de
Jejum e HbA1c (rotina)
GC < 180mg/dl
Sem fatores de
risco para HH
Sem necessidade de
monitorização da GC
+
Solicitar Glicemia de
Jejum e HbA1c (rotina)
Reavaliar se surgirem
fatores de risco para HH
GC > 250mg/dl
Correção com
insulina regular
S/N
Insulinoterapia
(Vide tabela seguinte)
Cálculo da Dose Total Diária (DTD):
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
Características do Paciente Opção 1: dose de NPH +
resgate de acordo com
GC pré-prandial
Opção 2: cálculo da DTD
para prescrição de
esquema basal-bolus
Abaixo do Peso
Idoso
Em hemodiálise
0,2 – 0,3 UI/kg 0,3 – 0,4UI/Kg de peso
Peso Normal 0,3 – 0,4UI/Kg 0,5UI/Kg de peso
Sobrepeso/Obeso
Resistente à Insulina
Em uso de Glicocorticóide
0,3 – 0,5UI/kg 0,6UI/Kg de peso
Acrescentar o bolus de correção de acordo com a GC pré-prandial:
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
Glicemia Capilar Sensíveis Resistentes (obesos/em uso
de Glicocorticóides)
180 – 200 + 2UI + 4UI
201 – 250 + 4UI + 6UI
251 – 300 + 6UI + 8UI
301 – 350 + 8UI + 10UI
351 – 400 + 10UI + 12UI
> 400 + 12UI + 14UI
Frequência da aferição de GC de acordo com a terapia nutricional:
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
Terapia Nutricional Frequência
Dieta Oral GC 30 minutos antes e duas horas após o café, 30
minutos antes e duas horas após o almoço, 30
minutos antes e duas horas após o jantar e às 3h
Jejum 4/4 ou 6/6h
Dieta Enteral/Parenteral 4/4 ou 6/6h
Ajustar as doses de insulina de acordo com a monitorização da GC:
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
Insulina Basal Ajuste a cada 24 – 48h para que a glicemia de jejum e a pré-
jantar fiquem entre 100 e 140
Insulina Prandial Ajustar a dose de acordo com a glicemia capilar duas horas
após a refeição de modo que a GC fique entre 140 e 180
Atividades Essenciais
Pacientes
na Enfermaria
Enfermagem:
• Aferir a GC na
admissão
• Informar ao MP/MR
os resultados e
possíveis
intercorrências
MP/MR:
• Prescrever
insulinoterapia,
Dieta e
monitorização da GC
conforme
necessidade
1. Pacientes com glicemia capilar persistentemente > 180mg/dl
2. Calcular a dose total diária (DTD) de insulina de acordo com o peso do
paciente
3. Ajustar o esquema insulínico de acordo com a Terapia Nutricional do
paciente
4. Orientar os horários das aferições da glicemia capilar de acordo com a
dieta do paciente
5. Ajustar as doses das insulinas basais e prandiais a cada 24 – 48h de modo
a manter as glicemias capilares na faixa de 140 – 180mg/dl
6. Utilizar bolus de correção (adicionado à dose de insulina prandial) se
necessário
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
Ajuste da DTD de acordo com a terapia nutricional:
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
Terapia Nutricional Esquema Insulínico
Jejum 50% da dose de NPH
Prandial ZERO + SG 5% se necessário
Dieta Oral Opção 1: insulina basal (Vide tabela anterior) dividida em 2 a 3 doses + Insulina
Prandial (conforme a GC pré-prandial – vide a tabela seguinte)
Opção 2: esquema basal-bolus (50% da DTD na forma de insulina basal dividida
em 2 a 3 doses e os outros 50%, prandial divididos pelo número de refeições)
Nutrição Enteral Descontínua 40% da DTD: insulina basal dividida em 2 a 3 doses
60% da DTD: insulina prandial dividida pelo número de refeições
Nutrição Enteral Contínua 40% da DTD: insulina basal dividida em 2 a 3 doses
60% da DTD: insulina prandial 6/6h
Nutrição Parenteral Insulina Regular contínua por via endovenosa
Correção Da Hipoglicemia:
• Hipoglicemia: GC < 70mg/dl
• Hipoglicemia Grave: GC < 40mg/dl
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
GC < 70mg/dl
Paciente alimentando-se e
consciente
Paciente em dieta ZERO
e/ou inconsciente
15g de CH simples VO Sem acesso venoso: ?
Com Acesso venoso:
SG50% 20 – 40ml IV
Aguardar 5 minutos
Aguardar 15 minutos
Recuperação da
Hipoglicemia?
(GC > 100mg/dl)
Identificar causa e agir
Oferecer lanche/adiantar
refieção
Jejum: glicose IV
• 01 col.
Sopa de
mel
• 01 copo de
suco de
laranja
Oferecer o
dobro se
GC < 50mg/dl
Não
Sim
Cuidados!
Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
A correção com Insulina Regular deve ser feita com base na GC PRÉ-prandial
Chamar o MP se GC > 300 durante a noite nos pacientes em uso de glicocorticoides
Evitar correção de hiperglicemia rebote (pós-correção de hipoglicemia)
Evitar correção de hiperglicemia após as 22h
Utilizar a HbA1c da admissão e da alta para definir a conduta pós-alta
do paciente
Condutas na Alta Hospitalar
HbA1c da admissão
Sem diagnóstico de DM Diagnóstico prévio de DM
HbA1c < 6,4% HbA1c > 6,5%
Hiperglicemia
Temporária
Orientações
sobre risco de
DM
Seguimento para
MEV
DM prévio não
diagnósticado
Confirmar dx
Iniciar Tto
Iniciar educação
em DM
Avaliar grau de controle
Ajustar o Tto
Avaliar a presença de complicações
Orientações para seguimento
HbA1c
> 8,0%
6,5 – 8%
Introduzir ADO ou
Reintroduzir tto
prévio
Alta com esquema
utilizado no
internamento
Acompanhamento ambulatorial (Centro de
Referência ou Triagem da Endocrinologia no
HU)
Bibliografia
UMPIERREZ, GE et al. Hyperglicemia: an independent marker of in-hospital mortality in patients with undiagnosed diabetes. J Clin Endocrinol Metab 2002; 87:
978-82
CHAAN, Beatriz D.; et al. Insulina: efeitos cardiovasculares e aplicações terapêuticas. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 48, n.6, p.793-802, Dec. 2004
CRYER PE, et al. Hypoglicemia in diabetes. Diabetes Care. 2003; 26. 1902 – 12
DIENER, J., et al., Avaliação da Efetividade e Segurança do Protocolo de Infusão de Insulina de Yale para o Controle Glicêmico Intensivo. Revista Brasileira de
Terapia Intensiva, 2006. 18(3): p. 268-275.
DRAZNIN, Boris et al. Pathways to Quality Inpatient Management of Hyperglicemia and Diabetes: A call to Action. Diabetes Care 2013 36: 1807-1824.
FRISCH, Anna et al. Prevalence and Clinical Outcome of Hyperglicemia in the Perioperative Period in Noncardiac Surgery. Diabetes Care. 2010; 33: 1783-1788
GOMES, Patrícia, et al. Controle da hiperglicemia intra-hospitalar em pacientes críticos e não-críticos. Medicina (Ribeirão Preto) 2014;47(2):194-200
KOTAGAL, Meera et al. Perioperative Hyperglicemia and Risk of Adverse Events Among Patients With and Without Diabetes. Ann Surg. 2015; 261(1): 97-103
LEAL, Christiane L. et al. Management of hyperglycemia in non critical hospitalized patients. Medicina (Ribeirão Preto) 2010, 43(2): 134-42
MENDEZ, Carlos E, et al. Increased Glycemic Variability Is Independently Associated With Lenght of Stay and Mortality in Noncritically Ill Hospitalized Patients.
Diabetes Care 2013, 36: 4091-4097.
UMPIERREZ, GE et al. Hospital Discharge Algorithm Based on Admission HbA1c for the Management of Patients With Type 2 Diabetes. Diabetes Care, 2014; 37:
2934-39
UMPIERREZ, G.E., et al., Management of hyperglycemia in hospitalized patients in non-critical care setting: an endocrine society clinical practice guideline. The
Journal of Clinical Endocrinology &amp; Metabolism, 2012. 97(1): p. 16-38.
Bibliografia
ADUAN, RA. Controle da Hiperglicemia intra-hospitalar em pacientes críticos e não críticos. Diabetes na Prática clínica. Portal
SBD.
FONSECA, Reine Marie, et al. Controle Glicêmico do Paciente Diabético Internado. Bandeira, Francisco. Endocrinologia e
Diabetes. Rio de Janeiro. Editora MedBook. 2015. Páginas 843 – 851.
MILECH, Adolfo, et al. Tratamento com Insulina em pacientes internados. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Editora Gen, 2015 – 2016.
PIMAZONI, Audusto, et al. Controle da Hiperglicemia Intra-hopitalar em pacientes críticos e não críticos. Posicionamento
oficial SBD. 2011
UMPIERREZ, G.E., et al., Management of hyperglycemia in hospitalized patients in non-critical care setting: an endocrine
society clinical practice guideline. The Journal of Clinical Endocrinology &amp; Metabolism, 2012. 97(1): p. 16-38.
UNGER, Jeff. In-Patient Management of Patients With Diabetes. 2007. Disponível em <
http://flylib.com/books/en/3.391.1.16/1/>

Protocolo-Hiperglicemia HU 2018.pptx

  • 1.
    Diretrizes Clínicas ProtocolosClínicos Assistenciais MANEJO DA HIPERGLICEMIA EM PACIENTES HOSPITALIZADOS Serviço de Endocrinologia e Metabologia da UFS/EBSERH
  • 2.
    • Descontrole glicêmicoobservado em pacientes hospitalizados está associado a complicações e maior tempo de permanência hospitalar • Diabetes Prévio X Hiperglicemia de Estresse • Hiperglicemia de estresse é a elevação da glicose observada na vigência de doenças agudas, sendo um achado frequente em pacientes hospitalizados • UMPIERREZ (2002): 38% dos pacientes admitidos apresentaram hiperglicemia (1/3 sem história prévia de DM) Introdução/Racional
  • 3.
    • Fatores derisco para hiperglicemia durante a Internação: Hormônios de Estresse • Epinefrina • Glucagon • GH • Cortisol Citocinas Inflamatórias • TNF-α • IL-1 • IL-6 Medicações • Glicocorticóides • Catecolaminas Introdução/Racional
  • 4.
  • 5.
    • Efeitos Deletériosda Hiperglicemia Introdução/Racional Disfunção Imunológica • Depressão leucocitária • Adesão de granulócitos • Quimiotaxia • Fagocitose Efeitos Hemodinâmicos • Glicosúria • Desidratação • Perda de eletrólitos e volume • Hipoperfusão tecidual Tecidos • Inflamação • Estresse oxidativo • Disfunção endotelial • Injúria miocárdica
  • 6.
    • Controle glicêmicointensivo reduz, a curto e a longo prazos, mortalidade, falência de múltiplos órgãos, infecções sistêmicas, a permanência hospitalar e em UTIs, e consequentemente, os custos hospitalares totais • Meta Glicêmica (ADA e AACE): Introdução/Racional 140 – 180mg/dl
  • 7.
    • Possibilitar aidentificação e o tratamento de pacientes com hiperglicemia hospitalar, independente do diagnóstico prévio de DM • Padronizar as prescrições da monitorização e do tratamento da hiperglicemia hospitalar • Evitar hipoglicemias durante o internamento OBS: Este protocolo não se destina a orientar o tratamento da Cetoacidose Diabética ou do Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico Objetivos
  • 8.
    Recursos Necessários Aferição da GlicemiaCapilar • Luvas de Procedimento • Algodão • Álcool 70% • Lancetas • Tiras reagentes • Glicosímetro Aplicação de Insulina • Luvas de Procedimento • Algodão • Álcool 70% • Seringas de insulina • Agulhas de 8mm • Bomba de Infusão Recursos Humanos • Técnicos em Enfermagem • Enfermeiros • Médicos Insulinas • NPH • Regular
  • 10.
    Admissão Glicemia Capilar Aleatória (2hapós última refeição) GC 180 - 250mg/dl GC < 180mg/dl História prévia de DM Repetir GC em 3horas GC > 180mg/dl GC de acordo com a terapia nutricional do paciente + Solicitar Glicemia de Jejum e HbA1c (rotina) GC < 180mg/dl Sem fatores de risco para HH Sem necessidade de monitorização da GC + Solicitar Glicemia de Jejum e HbA1c (rotina) Reavaliar se surgirem fatores de risco para HH GC > 250mg/dl Correção com insulina regular S/N Insulinoterapia (Vide tabela seguinte)
  • 11.
    Cálculo da DoseTotal Diária (DTD): Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria Características do Paciente Opção 1: dose de NPH + resgate de acordo com GC pré-prandial Opção 2: cálculo da DTD para prescrição de esquema basal-bolus Abaixo do Peso Idoso Em hemodiálise 0,2 – 0,3 UI/kg 0,3 – 0,4UI/Kg de peso Peso Normal 0,3 – 0,4UI/Kg 0,5UI/Kg de peso Sobrepeso/Obeso Resistente à Insulina Em uso de Glicocorticóide 0,3 – 0,5UI/kg 0,6UI/Kg de peso
  • 12.
    Acrescentar o bolusde correção de acordo com a GC pré-prandial: Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria Glicemia Capilar Sensíveis Resistentes (obesos/em uso de Glicocorticóides) 180 – 200 + 2UI + 4UI 201 – 250 + 4UI + 6UI 251 – 300 + 6UI + 8UI 301 – 350 + 8UI + 10UI 351 – 400 + 10UI + 12UI > 400 + 12UI + 14UI
  • 13.
    Frequência da aferiçãode GC de acordo com a terapia nutricional: Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria Terapia Nutricional Frequência Dieta Oral GC 30 minutos antes e duas horas após o café, 30 minutos antes e duas horas após o almoço, 30 minutos antes e duas horas após o jantar e às 3h Jejum 4/4 ou 6/6h Dieta Enteral/Parenteral 4/4 ou 6/6h
  • 14.
    Ajustar as dosesde insulina de acordo com a monitorização da GC: Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria Insulina Basal Ajuste a cada 24 – 48h para que a glicemia de jejum e a pré- jantar fiquem entre 100 e 140 Insulina Prandial Ajustar a dose de acordo com a glicemia capilar duas horas após a refeição de modo que a GC fique entre 140 e 180
  • 15.
    Atividades Essenciais Pacientes na Enfermaria Enfermagem: •Aferir a GC na admissão • Informar ao MP/MR os resultados e possíveis intercorrências MP/MR: • Prescrever insulinoterapia, Dieta e monitorização da GC conforme necessidade
  • 16.
    1. Pacientes comglicemia capilar persistentemente > 180mg/dl 2. Calcular a dose total diária (DTD) de insulina de acordo com o peso do paciente 3. Ajustar o esquema insulínico de acordo com a Terapia Nutricional do paciente 4. Orientar os horários das aferições da glicemia capilar de acordo com a dieta do paciente 5. Ajustar as doses das insulinas basais e prandiais a cada 24 – 48h de modo a manter as glicemias capilares na faixa de 140 – 180mg/dl 6. Utilizar bolus de correção (adicionado à dose de insulina prandial) se necessário Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
  • 17.
    Ajuste da DTDde acordo com a terapia nutricional: Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria Terapia Nutricional Esquema Insulínico Jejum 50% da dose de NPH Prandial ZERO + SG 5% se necessário Dieta Oral Opção 1: insulina basal (Vide tabela anterior) dividida em 2 a 3 doses + Insulina Prandial (conforme a GC pré-prandial – vide a tabela seguinte) Opção 2: esquema basal-bolus (50% da DTD na forma de insulina basal dividida em 2 a 3 doses e os outros 50%, prandial divididos pelo número de refeições) Nutrição Enteral Descontínua 40% da DTD: insulina basal dividida em 2 a 3 doses 60% da DTD: insulina prandial dividida pelo número de refeições Nutrição Enteral Contínua 40% da DTD: insulina basal dividida em 2 a 3 doses 60% da DTD: insulina prandial 6/6h Nutrição Parenteral Insulina Regular contínua por via endovenosa
  • 18.
    Correção Da Hipoglicemia: •Hipoglicemia: GC < 70mg/dl • Hipoglicemia Grave: GC < 40mg/dl Atividades Essenciais – Pacientes na Enfermaria
  • 19.
    GC < 70mg/dl Pacientealimentando-se e consciente Paciente em dieta ZERO e/ou inconsciente 15g de CH simples VO Sem acesso venoso: ? Com Acesso venoso: SG50% 20 – 40ml IV Aguardar 5 minutos Aguardar 15 minutos Recuperação da Hipoglicemia? (GC > 100mg/dl) Identificar causa e agir Oferecer lanche/adiantar refieção Jejum: glicose IV • 01 col. Sopa de mel • 01 copo de suco de laranja Oferecer o dobro se GC < 50mg/dl Não Sim
  • 20.
    Cuidados! Atividades Essenciais –Pacientes na Enfermaria A correção com Insulina Regular deve ser feita com base na GC PRÉ-prandial Chamar o MP se GC > 300 durante a noite nos pacientes em uso de glicocorticoides Evitar correção de hiperglicemia rebote (pós-correção de hipoglicemia) Evitar correção de hiperglicemia após as 22h
  • 21.
    Utilizar a HbA1cda admissão e da alta para definir a conduta pós-alta do paciente Condutas na Alta Hospitalar
  • 22.
    HbA1c da admissão Semdiagnóstico de DM Diagnóstico prévio de DM HbA1c < 6,4% HbA1c > 6,5% Hiperglicemia Temporária Orientações sobre risco de DM Seguimento para MEV DM prévio não diagnósticado Confirmar dx Iniciar Tto Iniciar educação em DM Avaliar grau de controle Ajustar o Tto Avaliar a presença de complicações Orientações para seguimento HbA1c > 8,0% 6,5 – 8% Introduzir ADO ou Reintroduzir tto prévio Alta com esquema utilizado no internamento Acompanhamento ambulatorial (Centro de Referência ou Triagem da Endocrinologia no HU)
  • 23.
    Bibliografia UMPIERREZ, GE etal. Hyperglicemia: an independent marker of in-hospital mortality in patients with undiagnosed diabetes. J Clin Endocrinol Metab 2002; 87: 978-82 CHAAN, Beatriz D.; et al. Insulina: efeitos cardiovasculares e aplicações terapêuticas. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 48, n.6, p.793-802, Dec. 2004 CRYER PE, et al. Hypoglicemia in diabetes. Diabetes Care. 2003; 26. 1902 – 12 DIENER, J., et al., Avaliação da Efetividade e Segurança do Protocolo de Infusão de Insulina de Yale para o Controle Glicêmico Intensivo. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 2006. 18(3): p. 268-275. DRAZNIN, Boris et al. Pathways to Quality Inpatient Management of Hyperglicemia and Diabetes: A call to Action. Diabetes Care 2013 36: 1807-1824. FRISCH, Anna et al. Prevalence and Clinical Outcome of Hyperglicemia in the Perioperative Period in Noncardiac Surgery. Diabetes Care. 2010; 33: 1783-1788 GOMES, Patrícia, et al. Controle da hiperglicemia intra-hospitalar em pacientes críticos e não-críticos. Medicina (Ribeirão Preto) 2014;47(2):194-200 KOTAGAL, Meera et al. Perioperative Hyperglicemia and Risk of Adverse Events Among Patients With and Without Diabetes. Ann Surg. 2015; 261(1): 97-103 LEAL, Christiane L. et al. Management of hyperglycemia in non critical hospitalized patients. Medicina (Ribeirão Preto) 2010, 43(2): 134-42 MENDEZ, Carlos E, et al. Increased Glycemic Variability Is Independently Associated With Lenght of Stay and Mortality in Noncritically Ill Hospitalized Patients. Diabetes Care 2013, 36: 4091-4097. UMPIERREZ, GE et al. Hospital Discharge Algorithm Based on Admission HbA1c for the Management of Patients With Type 2 Diabetes. Diabetes Care, 2014; 37: 2934-39 UMPIERREZ, G.E., et al., Management of hyperglycemia in hospitalized patients in non-critical care setting: an endocrine society clinical practice guideline. The Journal of Clinical Endocrinology &amp; Metabolism, 2012. 97(1): p. 16-38.
  • 24.
    Bibliografia ADUAN, RA. Controleda Hiperglicemia intra-hospitalar em pacientes críticos e não críticos. Diabetes na Prática clínica. Portal SBD. FONSECA, Reine Marie, et al. Controle Glicêmico do Paciente Diabético Internado. Bandeira, Francisco. Endocrinologia e Diabetes. Rio de Janeiro. Editora MedBook. 2015. Páginas 843 – 851. MILECH, Adolfo, et al. Tratamento com Insulina em pacientes internados. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. Editora Gen, 2015 – 2016. PIMAZONI, Audusto, et al. Controle da Hiperglicemia Intra-hopitalar em pacientes críticos e não críticos. Posicionamento oficial SBD. 2011 UMPIERREZ, G.E., et al., Management of hyperglycemia in hospitalized patients in non-critical care setting: an endocrine society clinical practice guideline. The Journal of Clinical Endocrinology &amp; Metabolism, 2012. 97(1): p. 16-38. UNGER, Jeff. In-Patient Management of Patients With Diabetes. 2007. Disponível em < http://flylib.com/books/en/3.391.1.16/1/>

Notas do Editor

  • #11 Fatores de Risco para HH: uso de corticosteroide, drogas vasoativas, nutrição enteral ou parenteral; piora de status clínico, falência pancreática ou hepática, infusão de glicose excessiva.
  • #13 Quando as doses de correção estão sendo usadas com frequência é sinal de insuficiência das doses de insulina basal e/ou prandial, que devem ser corrigidas.
  • #23 A educação ao paciente que receber alta com insulina e seus acompanhantes deve incluir: disponibilização de medicamentos, insulina, seringas, agulhas, monitor de glicemia, lancetas e tiras reagentes; explicar os objetivos do tratamento; conduta frente à hiper/hipoglicemia; contato de telefone de emergência; consulta de retorno agendada até 30 dias da alta; planejamento das refeições; braceletes ou identificação que contenha o diagnóstico de diabetes.