Projeto Informa
“EM SENTIDO CONTRÁRIO”
António Gedeão
(Rómulo de Carvalho)
A Ciência na Poesia8º 4ª
LÁGRIMA DE PRETAExame detalhado de
qualquer atividade
complexa com a finalidade
de entender a sua natureza
ou determinar as suas
características essenciais.
Toda a substância que, em água, produz o catião H+
(Teoria de
Arrhenius). Espécie que doa um protão (Teoria de
Bronstedlowry). Espécie que recebe um par de eletrões
(Lewis).
Sal. Substância formada na
proporção de 1 átomo de Cl para
cada átomo de sódio. Utilizada
em culinária (sal comum).
Qualquer substância que liberta
apenas o ião OH-
em solução aquosa.
Pequena porção de líquido que, ao
cair, apresenta a forma de pêra ou
glóbulo.
Tornar estéril. Destruir
inteiramente os germes.
Material que se
deixa atravessar
pela luz.
Sentimento de
profunda
inimizade.
Fluido gasoso que
forma a
atmosfera.
Qualquer substância com o potencial
de prevenir ou curar doenças, que
altera processos bioquímicos e
fisiológicos.
Resultado de uma oxidação exotérmica
de matéria combustível, que produz
calor, luz, vapor de água e dióxido de
carbono.Líquido natural (H2O), transparente,
incolor , inodoro e insípido,
essencial à sobrevivência dos seres
vivos.
8º 4ª
Ao lume dos teus olhos
pus-me a aquecer esta mistela de neve e sol nascente
como o alquimista de Dusseldorf
que punha ao lume a retorta de grés de longo colo
e nela aquecia sangue de drago (2 onças),
tártaro emético (5 dracmas),
enxúndia de víbora (12 a 15 gotas),
manteiga de antimónio,
corno de cervo,
espírito ardente de Saturno (meia onça de cada),
e ficava esquecido na solidão da sua toca,
o gorro de pêlo enterrado até às orelhas,
aceso o rosto pelo forno de revérbero.
Cá fora os homenzinhos de Bruegel,
com os nédios traseiros voltados para o espectador,
as bragas vermelhas a estalarem nas costuras,
ceifavam o trigo na pradaria verde.
Moeda dos antigos gregos.
Anterior unidade monetária.
Unidade de peso de alguns
países.
POEMA DO ALQUIMISTA
A Seiva do Croton é um liquido da
cor vermelha, é também conhecida
como: Sangue de Drago.
Gramínea cultivada em todo o mundo. É a
segunda maior cultura de cereais, a seguir ao
milho, a nível mundial. Usada para farinha e
feno.
Unidade de capacidade ou volume.
A onça líquida ou fluida é utilizada
em países anglo saxónicos para
medir o conteúdo de recipientes,
como embalagens de líquidos ou
biberões.
Deriva de uma prática antiga que
combina elementos da química,
antropologia, astrologia, magia,
filosofia, metalurgia,
matemática, misticismo e
religião.
Aumentar a temperatura
térmica de um corpo ou de
algo.
Gordura de cobra,
usada para bens
medicinais.
Prolongamento filiforme
que cresce na pele dos
animais.
Região plana ou ondulada,
recoberta por sobretudo por
gramíneas altas.
Crosta calcária, dura e insolúvel, que
se deposita nas paredes das caldeiras,
canalizações e nos dentes.
Medicamento usado
para provocar o
vómito.
Precipitação de flocos
formados por cristais de
gelo.
Sentimento de profunda
sensação de vazio e
isolamento.
Tricloreto de antimónio (SbCl3).
Sólido incolor e mole, com odor
pungente.
Apêndice duro e recurvado que se
projeta da cabeça de certos animais. 8º 4ª
O alquimista de Dusseldorf
buscava o segredo da pedra escondida nas entranhas da terra,
o alcaest, o dissolvente universal,
o elixir da saúde perdida,
para que a sua vida nunca mais tivesse termo,
nem as pálpebras de roxo se pintassem,
nem de branco seus lábios.
O alquimista de Dusseldorf
procurava os arcanos, as tinturas, a quinta-essência das coisas,
os sete degraus da obra sagrada
que as leves pernas galgam na agitação dos nervos.
Coitado do alquimista de Dusseldorf!
Órgãos de transmissão de sensações e de
ordens de movimento dos animais, que vão
da espinal medula para todo o corpo.
Licor produzido pelos alquimistas
que teria o poder de curar
doenças.
Condição de existência marcada
por nascimento,
desenvolvimento,
envelhecimento e morte.
Substância líquida que tem a propriedade
de transformar um corpo sólido, líquido
ou gasoso numa solução homogénea.
Estado de normalidade de
funcionamento físico e mental do
organismo humano.
São as bordas de mucosa (superior e
inferior) que revestem a boca
humana.
Preparado farmacêutico com um ingrediente ativo
que é dissolvido numa solução que contenha álcool
etílico. É açucarado ou glicerinado, e tem substâncias
aromáticas e medicamentosas. Deve ser ingerido por
via oral.
Dobra fina de pele e de
músculo que cobre e protege
os olhos.
A parte mais pura de um todo. O que se é.
Substância etérea e subtil, extraída do corpo que
a continha e libertada dos quatro elementos mais
espessos.
Mistério, segredo, alto
juízo ou remédio secreto.
8º 4ª
ísis! Ó ísis!
Ó Flor do lotus!
Ó Garça esbelta rescendendo a mirra!
Olha bem para mim, ísis, meu vaso de ébano.
Incendeia-me com os teus olhos de carbúnculo.
Queima-me com a labareda da tua língua.
Atenta na minha modéstia, ó ísis.
Eu não sou o alquimista de Dusseldorf.
Eu não quero tudo.
Eu quero apenas,
apenas transmutar esta chatice em flores.
Ele queria tudo, o raio do velho.
Queria acender o forno de revérbero com a brasa do seu rosto,
transmutar a retorta de grés em sexo triunfante
e o pêlo baço do gorro em penugem fofa e crespa.
Anotar suas
características essenciais
em ciência exacta, medir
as grandezas relevantes .
É o resultado final da combustão de uma
substância como a madeira ou o carvão antes
de se tornar cinzas. Carvão incandescente sem
chama.
Ato ou efeito de refletir,
cintilar e/ou brilhar. Reflexo
luminoso.
Órgão de reprodução
das plantas
angiospérmicas.
Tornar diferente. Ir de um lugar para
outro. Mudar de uma circunstância para
outra. Transformar (um elemento químico
noutro).
Vaso bojudo de bico ou gargalo estreito,
voltado para baixo, que se usa na
destilação.
Nenúfar. Nome dado a
diversas plantas
ninfeáceas.
Goma-resina, extraída do tronco de árvores do
género Commiphora (de África), de cheiro
agradável, usada no fabrico de perfume e
incenso.
Madeira (ou nome de árvore)
preta e dura que adquire um
brilho metálico quando
polida.
Doença infecciosa septicémica causada
por uma bactéria, que afeta animais
domésticos e o ser humano. Em
mineralogia, é um rubi grande de intenso
brilho.
Grande chama. Língua
de fogo. Impetuosidade,
ardor, intensidade.
Nome comum às aves pernaltas
aquáticas, da família dos ardeídeos, de
patas, pescoço e bicos longos e delgados.
8º 4ª
8º 4ª
Ciências Naturais
8º 4ª
Ciências Naturais

Em sentido contrário - 8º 4ª - A ciência na poesia

  • 1.
    Projeto Informa “EM SENTIDOCONTRÁRIO” António Gedeão (Rómulo de Carvalho) A Ciência na Poesia8º 4ª
  • 2.
    LÁGRIMA DE PRETAExamedetalhado de qualquer atividade complexa com a finalidade de entender a sua natureza ou determinar as suas características essenciais. Toda a substância que, em água, produz o catião H+ (Teoria de Arrhenius). Espécie que doa um protão (Teoria de Bronstedlowry). Espécie que recebe um par de eletrões (Lewis). Sal. Substância formada na proporção de 1 átomo de Cl para cada átomo de sódio. Utilizada em culinária (sal comum). Qualquer substância que liberta apenas o ião OH- em solução aquosa. Pequena porção de líquido que, ao cair, apresenta a forma de pêra ou glóbulo. Tornar estéril. Destruir inteiramente os germes. Material que se deixa atravessar pela luz. Sentimento de profunda inimizade. Fluido gasoso que forma a atmosfera. Qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças, que altera processos bioquímicos e fisiológicos. Resultado de uma oxidação exotérmica de matéria combustível, que produz calor, luz, vapor de água e dióxido de carbono.Líquido natural (H2O), transparente, incolor , inodoro e insípido, essencial à sobrevivência dos seres vivos. 8º 4ª
  • 3.
    Ao lume dosteus olhos pus-me a aquecer esta mistela de neve e sol nascente como o alquimista de Dusseldorf que punha ao lume a retorta de grés de longo colo e nela aquecia sangue de drago (2 onças), tártaro emético (5 dracmas), enxúndia de víbora (12 a 15 gotas), manteiga de antimónio, corno de cervo, espírito ardente de Saturno (meia onça de cada), e ficava esquecido na solidão da sua toca, o gorro de pêlo enterrado até às orelhas, aceso o rosto pelo forno de revérbero. Cá fora os homenzinhos de Bruegel, com os nédios traseiros voltados para o espectador, as bragas vermelhas a estalarem nas costuras, ceifavam o trigo na pradaria verde. Moeda dos antigos gregos. Anterior unidade monetária. Unidade de peso de alguns países. POEMA DO ALQUIMISTA A Seiva do Croton é um liquido da cor vermelha, é também conhecida como: Sangue de Drago. Gramínea cultivada em todo o mundo. É a segunda maior cultura de cereais, a seguir ao milho, a nível mundial. Usada para farinha e feno. Unidade de capacidade ou volume. A onça líquida ou fluida é utilizada em países anglo saxónicos para medir o conteúdo de recipientes, como embalagens de líquidos ou biberões. Deriva de uma prática antiga que combina elementos da química, antropologia, astrologia, magia, filosofia, metalurgia, matemática, misticismo e religião. Aumentar a temperatura térmica de um corpo ou de algo. Gordura de cobra, usada para bens medicinais. Prolongamento filiforme que cresce na pele dos animais. Região plana ou ondulada, recoberta por sobretudo por gramíneas altas. Crosta calcária, dura e insolúvel, que se deposita nas paredes das caldeiras, canalizações e nos dentes. Medicamento usado para provocar o vómito. Precipitação de flocos formados por cristais de gelo. Sentimento de profunda sensação de vazio e isolamento. Tricloreto de antimónio (SbCl3). Sólido incolor e mole, com odor pungente. Apêndice duro e recurvado que se projeta da cabeça de certos animais. 8º 4ª
  • 4.
    O alquimista deDusseldorf buscava o segredo da pedra escondida nas entranhas da terra, o alcaest, o dissolvente universal, o elixir da saúde perdida, para que a sua vida nunca mais tivesse termo, nem as pálpebras de roxo se pintassem, nem de branco seus lábios. O alquimista de Dusseldorf procurava os arcanos, as tinturas, a quinta-essência das coisas, os sete degraus da obra sagrada que as leves pernas galgam na agitação dos nervos. Coitado do alquimista de Dusseldorf! Órgãos de transmissão de sensações e de ordens de movimento dos animais, que vão da espinal medula para todo o corpo. Licor produzido pelos alquimistas que teria o poder de curar doenças. Condição de existência marcada por nascimento, desenvolvimento, envelhecimento e morte. Substância líquida que tem a propriedade de transformar um corpo sólido, líquido ou gasoso numa solução homogénea. Estado de normalidade de funcionamento físico e mental do organismo humano. São as bordas de mucosa (superior e inferior) que revestem a boca humana. Preparado farmacêutico com um ingrediente ativo que é dissolvido numa solução que contenha álcool etílico. É açucarado ou glicerinado, e tem substâncias aromáticas e medicamentosas. Deve ser ingerido por via oral. Dobra fina de pele e de músculo que cobre e protege os olhos. A parte mais pura de um todo. O que se é. Substância etérea e subtil, extraída do corpo que a continha e libertada dos quatro elementos mais espessos. Mistério, segredo, alto juízo ou remédio secreto. 8º 4ª
  • 5.
    ísis! Ó ísis! ÓFlor do lotus! Ó Garça esbelta rescendendo a mirra! Olha bem para mim, ísis, meu vaso de ébano. Incendeia-me com os teus olhos de carbúnculo. Queima-me com a labareda da tua língua. Atenta na minha modéstia, ó ísis. Eu não sou o alquimista de Dusseldorf. Eu não quero tudo. Eu quero apenas, apenas transmutar esta chatice em flores. Ele queria tudo, o raio do velho. Queria acender o forno de revérbero com a brasa do seu rosto, transmutar a retorta de grés em sexo triunfante e o pêlo baço do gorro em penugem fofa e crespa. Anotar suas características essenciais em ciência exacta, medir as grandezas relevantes . É o resultado final da combustão de uma substância como a madeira ou o carvão antes de se tornar cinzas. Carvão incandescente sem chama. Ato ou efeito de refletir, cintilar e/ou brilhar. Reflexo luminoso. Órgão de reprodução das plantas angiospérmicas. Tornar diferente. Ir de um lugar para outro. Mudar de uma circunstância para outra. Transformar (um elemento químico noutro). Vaso bojudo de bico ou gargalo estreito, voltado para baixo, que se usa na destilação. Nenúfar. Nome dado a diversas plantas ninfeáceas. Goma-resina, extraída do tronco de árvores do género Commiphora (de África), de cheiro agradável, usada no fabrico de perfume e incenso. Madeira (ou nome de árvore) preta e dura que adquire um brilho metálico quando polida. Doença infecciosa septicémica causada por uma bactéria, que afeta animais domésticos e o ser humano. Em mineralogia, é um rubi grande de intenso brilho. Grande chama. Língua de fogo. Impetuosidade, ardor, intensidade. Nome comum às aves pernaltas aquáticas, da família dos ardeídeos, de patas, pescoço e bicos longos e delgados. 8º 4ª
  • 6.
  • 7.